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PROVAS DE
IDENTIFICAÇÃO DE
ENTEROBACTÉRIAS
U N I V E R S I D A D E F E D E R A L D O P A R Á
I N S T I T U T O D E C I Ê N C I A S B I O L Ó G I C A S
P R O J E T O D E M O N I T O R I A - C A R T I L H A 2 
A U T O R I A
E D U A R D A P A S T A N A D O S S A N T O S
M A Y A R A N E R I N A F O R T E S A R T H U R
K A R L A T E R E Z A S I L V A R I B E I R O
G U I A P R Á T I C O
 
PROVAS DE
IDENTIFICAÇÃO DE
ENTEROBACTÉRIAS
U N I V E R S I D A D E F E D E R A L D O P A R Á
I N S T I T U T O D E C I Ê N C I A S B I O L Ó G I C A S
P R O J E T O D E M O N I T O R I A - C A R T I L H A 2 
A U T O R I A
E D U A R D A P A S T A N A D O S S A N T O S
M A Y A R A N E R I N A F O R T E S A R T H U R
K A R L A T E R E Z A S I L V A R I B E I R O
G U I A P R Á T I C O
B É L E M / P A
2 0 2 1
 
PROVAS DE
IDENTIFICAÇÃO DE
ENTEROBACTÉRIAS
U N I V E R S I D A D E F E D E R A L D O P A R Á
I N S T I T U T O D E C I Ê N C I A S B I O L Ó G I C A S
P R O J E T O D E M O N I T O R I A - C A R T I L H A 2 
G U I A P R Á T I C O
B É L E M / P A
2 0 2 1
E S T E T R A B A L H O E S T Á L I C E N C I A D O S O B
C C B Y - N C - N D 4 . 0 . P A R A V I S U A L I Z A R
U M A C Ó P I A D E S T A L I C E N Ç A , V I S I T E
H T T P : / / C R E A T I V E C O M M O N S . O R G / L I C E N S
E S / B Y - N C - N D / 4 . 0 / © 2 0 2 1 
S U M Á R I O
1 INTRODUÇÃO......................................................................................................
 1.1 Família Enterobacteriaceae......................................................................
1.2 Etapas da Identificação...........................................................................
1.3 Fluxograma da Classificação..................................................................
1.4 Provas Bioquímicas..................................................................................
2 INTERPRETAÇÃO DOS TESTES ......................................................................
2.1. Prova da Catalase....................................................................................
2.2. Prova da Oxidase ....................................................................................
2.3. Caldo Glicose (Glicose, Lactose, Sacarose e
Manitol).................................................................................................................
2.4. Ágar Açúcar Triplo Ferro (Triple Sugar Iron - TSI) .............................
2.5. Prova do Vermelho de Metila
(VM).........................................................................
2.6 Prova de Vorges Proskauer (VP)....................................................................
2.7. Teste do Indol.............................................................................................
2.8. Meio SIM (Sulfeto, Indol e Motilidade).................................................
2.9. Teste de Motilidade..................................................................................
2.10. Ágar Citrato de Simmons........................................................................
2.11. Caldo de Ureia Stuart..............................................................................
2.12. Ágar Fenilalanina........................................................................................
2.13. Ágar Lisina Descarboxilase (LIA). .........................................................
 
REFERÊNCIAS....................................................................................................
3
3
3
4
4
5
5
5
 
6
7
8
8
9
9
10
10
11
11
12
 
 
 Semear em meios de
cultura.
Incubação na estufa a 35-37ºC,
por 24-48 horas.
 Coleta do Material
Biológico - Fezes.
 Identificação da
Enterobactéria
1
3
4
2
5
6
A família Enterobacteriaceae é o maior grupo de bacilos Gram-negativos
de interesse clínico. A família possui em torno de 227 espécies, porém
menos de 20 espécies são responsáveis por 95% das infecções que
acometem o homem.
Sorologia: identificação de
espécies e sorogrupos; e
pesquisa de toxinas.
Pesquisa de fatores de
virulência.
 Série Bioquimica
 Coloração de Gram
1.2 Etapas da Identificação
INTRODUÇÃO 1.
3 
PROVAS DE IDENTIFICAÇÃO DE ENTEROBACTÉRIAS
Para realizar a identificação correta, é realizado sistematicamente um
processo laboratorial que permeia desde a coleta do material até a
identificação da microrganismo, através da análise dos dados obtidos.
1.1. Família Enterobacteriaceae
 A classificação é de acordo com a morfolofisiologia, incluindo aspectos da 
 morfologia básica, estrutura, propriedades bioquímicas/metabólicas, estrutura
antigênica, hibridização e sequenciamento do material genético.
4 
PROVAS DE IDENTIFICAÇÃO DE ENTEROBACTÉRIAS
1.4. Provas Bioquímicas
As provas bioquímicas consistem em sucessivos testes em meios de culturas especificos que
indicam ação metabólica do microrganismo através da alteração cor, turbidez, pH entre
outros. Por tanto, a identificação de uma Enterobactéria se caracteriza como um trabalho
investigativo laboratorial, e para isso é necessário conhecer o comportamento metabólico para
equiparar com os diversos resultados obtidos. 
 Prova da Catalase
 Prova da Oxidase 
 Caldo Glicose (Glicose, lactose, sacarose e manitol)
 Ágar Açúcar Triplo Ferro (Triple Sugar Iron - TSI) 
 Prova de Vermelho de Metila (VM)
 Prova de Vorges Proskauer (VP)
 Teste do Indol
 Meio SIM (Sulfeto, Indol e Motilidade).
 Teste de Motilidade
 Ágar Citrato de Simmons
 Caldo de Ureia
 Ágar Fenilalanina
 Ágar Lisina Descarboxilase (LIA). 
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
11.
12.
13.
Vibrios
Bactérias Gram-negativas
Cocos BacilosCocobacilos
LACTOSE + LACTOSE -
OXIDASE - OXIDADE -
ENTEROBACTÉRIAS
Escherichia coli Klebsiella spp. Providencia spp. Morganella spp. Salmonella spp. Citrobacter spp. Proteus spp.
INTRODUÇÃO 1.
1.3. Fluxograma da Classificação
2. INTERPRETAÇÃO DOS TESTES 
Negativo
Positivo
Teste rotineiro que ajuda na detecção da enzima citocromo oxidase, que
distinque as bactérias não fermentadoras (oxidase positiva) das
fermentadoras, como as Enterobactérias (oxidase negativa). O teste é
realizado em tiras reagentes que quando oxidada fica com uma coloração
púrpura quando é positiva, e neutra quando negativa.
Observação da formação de bolhas de oxigênio através do contato do
microrganismo com peróxido de hidrogênio indicando a ação da enzima
catalase.
5 
 
PROVAS DE IDENTIFICAÇÃO DE ENTEROBACTÉRIAS
2 . 1 . P R O V A D A C A T A L A S E 
2 . 2 . T E S T E D A O X I D A S E 
PositivoNegativo
Fonte: UNIRIO, 2020.
Fonte: Microbio, 2018.
2. INTERPRETAÇÃO DOS TESTES 
Fermentação do açúcar com produção de ácidos, acidificando o meio e
provocando a viragem do indicador de pH (vermelho de fenol), para
amarelo, com ou sem gás. A presença de gás é detectada no tubo de
Durham, o qual é colocado invertido no tubo com o meio de cultura.
6 
 
PROVAS DE IDENTIFICAÇÃO DE ENTEROBACTÉRIAS
2 . 3 . C A L D O G L I C O S E 
Negativo
(meio alcalino)
Positivo
(meio ácido)
Amarelo
Amarelo
Amarelo
Fonte: Microbiologia Brasil,2009.
 
Positivo
(meio ácido
com gás)
Ápice púrpura e base
amarela
Bolhas ou meio
fragmentado
Base e ápice amarelos
Produção de H S
 
 
Produção de CO2
Fonte: Microbiologia Brasil, 2009.
 
2. INTERPRETAÇÃO DOS TESTES 
2 . 4 . Á G A R A Ç Ú C A R T R I P L O F E R R O ( T R I P L E S U G A R I R O N - T S I ) 
É usado para a diferenciação de bacilos entéricos Gram-negativos baseados
na fermentação dos carboidratos e produção de sulfeto de hidrogênio.
Vermelho cereja 
Ácido: Fermentação
somente de Glicose
Vermelho cereja
Alcalino: Ausência de
Fermentação
7
Fermentação de Glicose,
Lactose e Sacarose
Precipitado negro
 
PROVAS DE IDENTIFICAÇÃO DE ENTEROBACTÉRIAS
2
Positivo
(meio alcalino)
Negativo
(meio ácido)
Positivo
 
Negativo
 
2. INTERPRETAÇÃO DOS TESTES 
2 . 5 . P R OV A D O V E R M E L H O D E M E T I L A ( V M )
Observar a capacidade do microrganismos de produzir elevadas taxas de
produtos ácidos por intermédio da fermentação da glicose.
Amarelo
2 . 6 . P R O V A D E V O G E S P R O S K A U E R ( V P )
8
O teste detecta a presença de acetilmetilcarbinol identificando as bactérias
que realizam a fermentação por via butilenoglicólica, fermentando a glicose
com produção de acetil-metil-carbinol (acetoína), butilenoglicol e pequenas
quantidades de ácidos carboxílicos.
Amarelo
Amarelo
 
PROVAS DE IDENTIFICAÇÃO DE ENTEROBACTÉRIAS
Amarelo
Amarelo
Amarelo
Fonte: Microbiologia Brasil, 2009.
 
Fonte: Microbiologia Brasil,2009.
 
 
PROVAS DE IDENTIFICAÇÃO DE ENTEROBACTÉRIAS
Enegrecido
Anel vermelho
Fuso Turvo
2. INTERPRETAÇÃO DOS TESTES 
2.7. Indol (Reativo de Kovacs)
Detecção da ação da enzima Triptofanase através da degradação do
Triptofanase em Indol.
Anel amarelo
2.8. MEIO SIM (SULFETO, INDOL E MOTILIDADE)
9
Anel Vermelho
Negativo
 
Positivo
 
Positivo
(Presença de
Indol)
Amarelo
Negativo 
(nenhuma
manifestação)
 
 
Positivo
(Presença de
H2S)
Positivo
(Presença de
motilidade)
Fonte: Microbiologia Brasil,2009.
 
Fonte: Loucos por Microbiologia, 2020.
 
Negativo
(crescimento
local)
Positivo
(meio turvo)
Metaboliza
citrato
Não
metaboliza
citrato
Positivo
(meio alcalino)
Negativo
(meio neutro)
2. INTERPRETAÇÃO DOS TESTES 
2 . 9 . T E S T E D E M O T I L I D A D E
As bacterias móveis, quando semeadas em meio semissólido difundem-se no
meio, turvando-o, e as imóveis crescem apenas no local da semeadura.
10 
PROVAS DE IDENTIFICAÇÃO DE ENTEROBACTÉRIAS
Identificar se a bactéria utiliza o citrato de sódio como unica fonte de carbono
e nitrogênio para a produção de energia.
Azul
Verde
Verde
2 . 1 0 . Á G A R D E C I T R A T O D E S I M M O N S 
Fonte: Microbiologia Brasil, 2009.
 
Fonte: Microbiologia Brasil, 2009.
 
Positivo
(Houve
desaminação)
Negativo
(Não houve 
desaminação)
2. INTERPRETAÇÃO DOS TESTES 
Superfície
verde
2 . 6 . Á G A R F E N I L A L A N I N A
11
Observação da presença da enzima fenilanina através da acidificação do meio
causada pela ação catalítica da desaminação oxidativa, gerando ácido fenil
pirúvico. Entre os membros da família Enterobacteriaceae, apenas as
espécies de Proteus sp, Morganella sp e Providencia sp possuem a enzima
necessária para a desaminação de fenilalanina. 
 
PROVAS DE IDENTIFICAÇÃO DE ENTEROBACTÉRIAS
Verificar a degradação da ureia através da presença da enzima urease, indicada
pela alcalinização do meio.
Positivo
(meio alcalino)
Negativo
(meio ácido)
Ambar
Produz
Urease
Não
 produz
Urease
Rosa
Ambar
2 . 3 . C A L D O U R E I A 
Fonte: Mac Faddin J. 1990 
 
Fonte: Biomedicina Total, 2015.
 
2. INTERPRETAÇÃO DOS TESTES 
12 
PROVAS DE IDENTIFICAÇÃO DE ENTEROBACTÉRIAS
Negativo
(Acidificação do
meio)
Positivo
(Alcalização do meio
pelos produtos da
ezima )
Púrpura
Amarelo
2.6. Ágar Lisina Desacaboxilase (LIA). 
Este teste é baseado na mudança fenotípica relacionada ao pH. O meio é de
cor púrpura, com o crescimento bacteriano e fermentação da glicose com
produção de ácido, ocorre a acidificação do meio, evidente pela viragem do
indicador de pH (o meio muda de púrpura para amarelo). 
Se a bactéria contém a enzima descarboxilase, há liberação de CO2 e
descarboxilação da lisina com produção da respectiva amina (cadaverina),
esta neutraliza os ácidos produzidos na fermentação da glicose, alcalinizando
o meio e proporcionando a viragem do indicador de pH (o meio muda de
amarelo para púrpura, novamente). Como o objetivo desde teste é verificar a
presença da enzima Lisina Desacaboxilase, a prova é positiva quando o
meio retorna a cor púrpura. 
Fonte: Biomedicina Total, 2015.
 
Púrpura
Quer saber mais?
VÍDEO 1
VÍDEO 3
VÍDEO 2
Identificação de Enterobactérias - Testes Bioquímicos
 
Prática Virtual - Testes Bioquímicos - Enterobactérias
 
 
Identificação de Enterobactérias
 
 
 
13
 Agár Sulfeto,
Hidrogenio, Indol e
Motilidade
ou
Oi! Sou o Dr. Edgar Coli, trabalho no Laboratório de Microbiologia da UFPA
mas hoje eu estou com muito trabalho mesmo, você pode me ajudar? 
Eu vou deixar 3 Séries Bioquímicas para você analisar e identificar. 
Série Bioquimica 
 
PROVAS DE IDENTIFICAÇÃO DE ENTEROBACTÉRIAS
1
Ágar Citrato
de Simmons
Caldo de
Ureia 
Meio SIM
Teste do Vermelho
de Metila (VM)
Ágar TSI
Acesse o QRcode ou CLIQUE AQUI para
visualizar a Tabela de Identificação
Bioquímica de ENTEROBACTÉRIAS
14
Resposta: Salmonella
Caldo
Glicose
Teste do Vorges
Proskauer (VP)
Teste Indol
Teste de
Motilidade
 Ágar Lisina
Descarboxilase
(LIA). 
Ágar Fenilalanina
R
E
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T
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C
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a
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a
s
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+
O
x
i
d
a
s
e
 
-
https://pdfcoffee.com/6266-testes-bioq-tabela-pdf-free.html
ou
Série Bioquimica 
 
PROVAS DE IDENTIFICAÇÃO DE ENTEROBACTÉRIAS
2
Ágar Citrato
de Simmons
Teste Indol
Meio SIM
Teste do Vermelho
de Metila (VM)
Ágar Fenilalanina
Ágar TSI
15
Acesse o QRcode ou CLIQUE AQUI para
visualizar a Tabela de Identificação
Bioquímica de ENTEROBACTÉRIAS
Resposta: Klebsiella pneumoniae
Caldo
Glicose
Teste do Vorges
Proskauer (VP)
Caldo Ureia 
 Ágar Lisina
Descarboxilase
(LIA). 
Teste de
Motilidade
ou
R
E
S
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L
T
A
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O
S
C
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a
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s
e
 
+
O
x
i
d
a
s
e
 
-
https://pdfcoffee.com/6266-testes-bioq-tabela-pdf-free.html
 Agár Sulfeto,
Hidrogenio, Indol e
Motilidade
 
PROVAS DE IDENTIFICAÇÃO DE ENTEROBACTÉRIAS
Ágar Citrato
de Simmons
Teste Indol
Teste do Vermelho
de Metila (VM)
Ágar Fenilalanina
Ágar TSI
16
Acesse o QRcode ou CLIQUE AQUI para
visualizar a Tabela de Identificação 
 Bioquímica de ENTEROBACTÉRIAS
Caldo
Glicose
Teste do Vorges
Proskauer (VP)
Caldo de
Ureia 
 Ágar Lisina
Descarboxilase
(LIA). 
Teste de
Motilidade
Série Bioquimica 3
ou
Meio SIM
ou
Resposta: Escherichia coli
R
E
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+
O
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e
 
-
https://pdfcoffee.com/6266-testes-bioq-tabela-pdf-free.html
REFERÊNCIAS
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Microbiologia Clinica para o Controle de Infecção
Relacionada a Assistência à Saúde. Modulo 6: Detecção e Identificação de Bactérias de Importância.
Brasília: Anvisa, 2013.
13