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Aula 3 Estado, fronteiras e nações

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Aula 3: Estado, fronteiras e nações 
• A questão da soberania nacional é representada hoje pelos planos e ações que cada nação 
exerce dentro da sua estrutura política, sendo ela democrática ou não. 
• Contudo, a percepção do que é Estado vai muito além do que podemos definir como 
governos dentro de limites territoriais. 
Estado e as suas definições 
• Os Estados começam a determinar a sua configuração na Itália, no século XIV. É lá que as 
cidades-estados serão governadas por repúblicas e, logo após, pelo sistema capitalista. 
Aspectos que caracterizam o Estado: 
• O poder dos Estados está na conquista dos povos e, assim, têm seu reconhecimento, quando 
tentam integrar a sua cultura e o idioma e, sabendo da competição de outros Estados, 
necessitam manter sua força frente aos concorrentes. 
• O Estado ganha campo quando se separa da sociedade civil. Sua administração pública, ou 
seja, a criação de leis, conduz as pessoas que compõem esse Estado de acordo com os 
interesses, desde que o Estado seja soberano. 
• Definindo o Estado de forma mais simples, é o espaço terrestre sobre o qual o povo vai 
desempenhar o poder ou domínio, com atividades políticas, econômicas e sociais, 
organizando esse espaço de acordo com seus interesses. 
• Ao admitirem que todo o poder político emana do povo, eles abriram caminho para a 
legitimação do Estado moderno. Fica evidente que o povo se tornaria soberano perante a 
sociedade constituída por um Estado. Contudo, o Estado vai se diferenciar da sociedade que 
o acondiciona, mas isso não o torna autônomo da soberania popular. 
• O poder do Estado está fundamentado na sociedade que ele gere – uma sociedade 
dependente de uma elite oligárquica, que tem suas influências, mas que, com o tempo, vai 
se livrando das amarras do comando oligárquico. 
Diferenças entre o Estado Antigo e o Estado Moderno 
Estado Antigo Estado Moderno 
A questão política não era bem clara, a 
oligarquia não se diferenciava da defesa e da 
igreja, sendo muito confuso o entendimento 
desses poderes. 
A sociedade se espalha, sendo mais clara uma 
divisão de classes entre a burguesia e o 
proletariado, sendo a classe burguesa a 
hegemônica. 
 O Estado passa a se organizar de acordo com 
esse sistema. Muitas de suas funções passam 
pelo lado econômico, com a criação de 
instituições financeiras, que fazem um papel de 
angariar recursos/lucros, enquanto os 
investimentos no bem-estar social se tornam 
necessários para não haver um conflito entre as 
classes. 
 
Fronteiras e nações 
• Os territórios são ocupados e desenvolvidos por nações, que entendemos como povos que 
habitam um território e constituem, a partir daí, uma sociedade organizada de forma 
política, com leis formando um Estado-nação e seus limites fronteiriços, sendo, assim, um 
Estado, por ser reconhecido pelos outros Estados, e sendo uma nação, por compartilhar suas 
culturas, línguas e religiões. 
• Não é possível se ter uma zona neutra sem uma delimitação fronteiriça, porque isso seria 
uma ameaça aos Estados. Por isso, a demarcação é algo essencial para a existência dos 
Estados. Essa definição territorial tem características diferentes no momento de definir a 
moeda, as taxas de impostos, a prestação de serviços militares e causa um impacto nos 
movimentos populacionais de entrada e saída, sendo rígida ou não na chegada de pessoas. 
• Sendo assim, as classificações das fronteiras podem ser pautadas da seguinte maneira: Uma 
mais fixada nos tipos de Estados, e a outra nos tipos de território. 
• No sistema feudal, com um rei dominador do seu território – em que o poder era passado 
por hereditariedade –, as guerras eram constantes - para novas conquistas - e o sentimento 
de pertencimento ganhava forma: Eis um processo de formação dos Estados-nação. Os 
Estados nacionais se originam e não eram homogêneos, detinham grupos de origens étnicas 
diferenciadas, com uma mistura de povos e tradições. Tal modelo cultural foi o ímpeto para 
criar o mito de tornar o rei um ser divino, mantendo a relação de divisão. 
• Esse sentimento, então, faz surgir uma construção ideológica de nação. A formação do 
Estado a partir da constituição dos feudos foi um começo do que chamaríamos de “a 
formação das nações”. 
• Podemos dizer que a formação da nação veio após a formação do Estado e algumas 
trajetórias e momentos propiciaram isso como a própria ausência de conhecimento da 
massa, a demora na formação/fixação da língua e as tradições. 
• De tal modo, o Estado como um poder central, instituição de controle social e de controle 
dos meios administrativos, vai ganhando corpo e criando uma identificação de nação. 
• Os conceitos de nação e nacionalismo passam a ser muito parecidos e todos esses fatores 
foram favoráveis à formação de um Estado. Os dois conceitos podem remeter ao Estado, 
sendo um permeado de uma sensação perigosa, muitas vezes comparado com o próprio 
fascismo/nazismo, e o de nação, com a identificação cultural, religiosa ou de idiomas. 
• No entanto, as nações e as fronteiras muitas vezes são um barril de pólvora que, a qualquer 
momento, pode explodir em guerras que alimentam o mercado bélico (armas de fogo, 
mísseis e aviões), e o principal objetivo acaba se tornando diferente, quando tentamos 
definir as fronteiras e as nações, sendo as fronteiras uma visão do Estado como regiões ricas 
em recursos naturais, e a nação desejando ter a sua liberdade nas práticas cotidianas de 
cultura, religião e língua. 
 
Atividades 
1. Compreender o surgimento do Estado é algo primordial para entendermos não só a formação de 
suas fronteiras, mas também a formação de nações. O Estado, para se manter existente, necessitava 
de? 
c) Conquistar os povos, mantendo uma relação de integrar a cultura e o idioma. (Considera-se que 
conquistar o povo é uma forma de manter o Estado em pleno funcionamento. O povo é o pilar 
principal de sustentação do Estado e a sua identificação com a cultura e o idioma se tornam meios 
principais de manutenção do seu funcionamento e integração). 
2. É fundamental entender a importância da definição das fronteiras. Essa delimitação é a própria 
sobrevivência de muitos Estados, pois a ausência de uma fronteira seria uma ameaça constante à 
existência de um Estado, reafirmando, assim, a fronteira como uma necessidade real. Marque a 
opção que melhor justifica a importância do estabelecimento de uma fronteira: 
d) Manter uma zona fronteiriça em seus domínios- mesmo sendo uma área sem recursos naturais - é 
essencial para que novos dominadores não ameacem a soberania do Estado. (Quando observamos 
as fronteiras, deve ficar claro que as suas demarcações artificiais são um recurso para manter-se um 
Estado, tendo em seus limites suas moedas, políticas, forças armadas e, além de tudo, jamais deixar 
uma zona neutra, pois essa se tornaria uma ameaça a sua soberania). 
3. Muitas nações hoje não possuem um Estado e saber a respeito de suas idiossincrasias ajuda na 
compreensão desses povos. Quando as nações buscam o reconhecimento do seu Estado, na maioria 
das vezes são reprimidas. O que leva esses povos a serem debelados? 
c) O levante armado é um dos meios para poder ganhar a independência da nação requerente. (Um 
dos meios para se conquistar a independência das nações, hoje, no mundo, é através da luta 
armada. A busca pelo enfrentamento contra o Estado, conquistando, assim, a criação de seu Estado 
nacional).

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