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Aula 7 - meningues e liquor

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Meninges e Líquor
Prof. Lucas Antunes F. Vieira
Meninges
Algumas membranas conjuntivas envolvem o Sistema Nervoso Central, denominadas meninges, que são divididas em três:
 dura-máter, a membrana localizada mais externamente e mais espessa, aracnoide e pia-máter, localizadas mais internamente. 
Existem 3 espaçoso sob as meninges:
Espaçoepidural (entre a dura-máter e a calota craniana e entre a dura-máter e o periósteo do canal vertebral a nível da medula).
Espaço subdural (entre a dura-máter e a aracnoide) 
Espaço subaracnóideo; os três espaços são interpostos por líquor e evitam o ligamento dessas membranas.
Dura-máter
Meninge mais superficial;
Mais espessa;
Mais resistente;
Formada por tecido conjuntivo e ficas colágenas contendo vasos e nervos;
Principal vascularização – artéria meníngea (pode evoluir para uma hemorragia cerebral pós lesão).
Aracnóide
Membrana com característica serosa, delgada e transparente;
Possuem trabéculas aracnoides – parecem teias de aranha.
Espaço subaracnóideo possuem dilatações chamadas de cisternas, a mais importante, cisterna magna. Utilizada para punções em procedimentos.
As granulações aracnoides ajudam a absorver o líquor que posteriormente vão para o sangue.
Pia-Máter
Membrana mais interna;
seus relevos e depressões acompanham até o fundo dos sulcos cerebrais; 
responsável por oferecer resistência aos tecidos nervosos, pois apresentam uma consistência muito “mole”;
acompanha os vasos que penetram no tecido nervoso a partir do espaço sub aracnóideo, formando a parede externa dos espaços perivasculares.
Líquor
também conhecido como líquido cefalorraquidiano, é um fluido aquoso que ocupa o espaço subaracnóideo e as cavidades ventriculares (ventrículos lateral direito e esquerdo ou I e II ventrículo, III e IV ventrículo).
Tem como principal função a proteção mecânica do Sistema Nervoso Central, formando um coxim líquido entre essas estruturas nervosas e as estruturas ósseas.
Atua contra agentes infecciosos.
É produzido nos plexos coroides a partir das células ependimárias.
Casos de hidrocefalia
É quando ocorre interferência na produção, circulação e absorção do líquor, caracterizado por seu aumento de quantidade e pressão.
 Nesse momento, ocorre a dilatação dos ventrículos e a compressão das estruturas nervosas, podendo gerar graves consequências. Quando isso ocorre durante a vida fetal.
devido a anomalias congênitas no sistema ventricular, há dilatação da cabeça da criança, pois os ossos do crânio ainda não estão “soldados”, gerando acomodação das estruturas nervosas.
Hipertensão Intracraniana
Pode ser fatal caso o socorro demore.
Calota craniana é inexpansível;
o aumento do volume de qualquer componente dentro dessa calota, tais como líquor, sangue ou massa tumoral, pode gerar aumento interno da pressão e comprimir todas as estruturas ali presentes. 
Isso pode ocasionar hérnias cerebrais que podem causar protusão do tecido nervoso comprimindo várias estruturas podendo levar o indivíduo a óbito.
Vascularização do Sistema Nervosos Central
A ausência da circulação cerebral por mais de 7 segundos leva o indivíduo à perda da consciência e, após cerca de 5 minutos, começam a aparecer lesões irreversíveis. 
Alguns processos patológicos podem influenciar na vascularização do SNC, acometendo os vasos sanguíneos, como tromboses, embolias e hemorragias, que vêm ocorrendo com frequência cada vez maior. 
Esses interrompem a circulação de determinadas áreas encefálicas, causando lesões nos tecidos nervosos, que podem gerar alterações motoras, sensoriais ou psíquicas.
No Encefalo
O fluxo sanguíneo é bem elevado, só ficando atrás do rim e coração.
essa estrutura é irrigada pelas artérias carótidas internas evertebrais, originárias no pescoço. Na base do crânio, essas artérias formam um polígono anastomótico, conhecido como Polígono de Willis, de onde emergem as principais artérias para a vascularização cerebral.
Artéria Cerebral Anterior
Irriga a face interna dos lobos frontais e parietais, parte do corpo caloso e comissura anterior, parte dos núcleos da base, hipotálamo e parte da cápsula interna. 
A obstrução deu ma das artérias cerebrais anteriores causa, entre outros sintomas, alterações motoras e diminuição da sensibilidade com predomínio no membro inferior oposto. 
Artéria Cerebral Média
A artéria cerebral média irriga a face externa dos lobos frontais, parietais e parte do temporal, lobo da ínsula, parte do núcleo estriado e parte da cápsula interna e externa. 
Obstruções nessa artéria tendem a ser as mais comuns, devido, principalmente, à sua própria conformação anatômica, o que favorece a instalação de trombos, podendo gerar alterações motoras e diminuição da sensibilidade no hemicorpo oposto, com predomínio bráquio-facial. 
Artéria Cerebral Posterior
origina-se a partir da bifurcação da artéria basilar, irriga o mesencéfalo, tálamo, lobo occipital e a parte interna do lobo temporal. 
Sua obstrução pode gerar alterações motoras e sensitivas de caráter transitório, devido a uma compressão dos outros lobos por edema, e alterações visuais, tais como: amaurose, ambliopia e/ou agnosia visual. E ainda, alterações auditivas, como: anacusia, hipoacusia e/ou agnosia auditiva.
Sistema nervoso superficial
O leito venoso é muito maior que o arterial, sendo a circulação venosa muito mais lenta, o que confere baixa pressão e pouca variação. Drena o córtex e a substância branca.
Sistema Nervoso Profundo
Que drena o sangue de regiões situadas profundamente no cérebro, onde a mais importante deste sistema é a veia cerebral magna. 
Vascularização da Medula Espinhal
Irrigada por ramos de artérias importantes:
Subclávia; 
aorta;
ilíaca interna.
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