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16 - EDUCAÇÃO CRISTÃ

Teologia Biblica

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Educação Cristã - 1 - 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NOME - Aluno (a): ______________________________________________Data: ____/___/______ 
 Educação Cristã - 2 - 
 
 
 
 
 
Índice 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. A Situação da Educação na Sociedade, Hoje.....................................3 
2. O que é Educação Cristã?.......................................................................................................4 
3. As Ligações Primitivas com a Religião...........................................................6 
4. O Desenvolvimento das Escolas...................................................................................7 
5. Visão Bíblica de Educação.....................................................................................................8 
6. A Visão Bíblica de Ensino e Aprendizagem.......................................11 
7. A Educação Obtida nas Escolas............................................................................... 13 
8. O Ensino Como Profissão..........................................................................................................14 
9. Educação por Princípios-Sistema Educacional............................15 
10. Conceitos e Objetivos da Educação por Princípios...............16 
11. Os Princípios Bíblicos Básicos da Educação......................................17 
12. O Posicionamento da Educação Cristã........................................................18 
13. A Educação Geral............................................................................................................................. ....19 
14. A Metodologia Bíblica para Ensino-Aprendizagem......20 
15. Os Métodos e os Alvos da Educação................................................................22 
16. Uma Mesma Lei, Uma Aliança.................................................................................23 
17. A Filosofia da Educação Cristã..................................................................................24 
18. Razões para a Educação Cristã...................................................................................26 
19. A Educação Bíblica Primitiva.....................................................................................28 
20. A Educação Cristã nos Relacionamentos..............................................33 
21. A Educação Não Faz Acepção de Pessoas............................................36 
 
 
 Educação Cristã - 3 - 
 
 
 
 
 
 
1. A Situação da Educação na Sociedade, Hoje. 
 
 
Vemos a questão da educação ganhando destaque crescente no cenário político e 
econômico do Brasil. Não bastam os problemas locais, temos ainda sido bombardeados 
com pressões de diversas autoridades internacionais em relação às prioridades em nosso 
país, comparado a outros países emergentes. Os dados apontam para uma situação 
calamitosa: 
 
 Temos 37 milhões de analfabetos, o pior índice da América Latina, e uma das mais 
baixas escolaridades do mundo em relação ao potencial econômico. Perdemos para 
o Haiti e o Gabão (Exame, 12/1994); 
 Somente 22% dos alunos ingressos no 1º Grau completam a 8ª. série, e apenas 6% 
chegam à universidade. O custo da repetência do 1º Grau chega a R$ 5 bilhões na 
rede pública (Folha SP, 7/1994; OESP, 7/1995); 
 Ao ritmo atual de escolarização, apenas no ano 2100 o Brasil terá 95% de uma 
geração com o 1º. Grau completo e somente no ano 3080 90% terá concluído o 2º. 
(Nova Escola, 12/1993); 
 
Nesse contexto, educação não é questão de oportunidade ou conveniência 
política. É algo estratégico, visceral para o bem de uma sociedade e fundamental para 
que o indivíduo realize todo potencial de sua vocação. Há muito tempo que os países 
desenvolvidos entenderam o caráter estratégico da educação para competir no cada vez 
mais complexo e globalizado mercado mundial. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Educação Cristã - 4 - 
 
2. O que é Educação Cristã? 
 
 
 
Conceito de Educação 
 
 
 
 
 
 
 
Contudo, educação não é apenas o processo de transferir conteúdos acadêmicos, mas, 
todo conjunto de instruções, disciplinas e práticas que visam preparar a próxima geração para 
cumprir um ideal mais elevado. Agregar conhecimento sem dar sentido a ele, sem a implicação 
moral de utilidade e cumprimento de um propósito transcendente ao indivíduo, é negar a história 
e a própria natureza da humanidade. 
Falamos de caráter, o valor interior capaz de forjar o valor exterior e superar a natureza 
decaída do homem. O caráter se molda a partir dos valores familiares, do relacionamento e 
exercício de princípios éticos que consolidem uma identidade interior. 
No mundo dos negócios, a ética e o sentido do bem comum tem lugar em toda empresa de 
sucesso que permanece. O custo do Brasil seria certamente minimizado se trabalhássemos por 
uma nova geração de brasileiros que buscasse vencer não pela esperteza ou pelo jeitinho. 
Muitos pais, educadores e psicólogos tem refletido sobre a situação da agressividade na 
adolescência, que cresceu assustadoramente no Brasil e no mundo. O adolescente de hoje 
enfrenta um mundo de drogas, violência, imoralidade como nunca antes. Os estragos em sua 
vida comprometem o casamento e a família, ou seja, as próximas gerações. 
Nos EUA, mais de 1 milhão de adolescentes engravidam por ano, com 40% terminando em 
aborto. No Brasil, uma adolescente brasileira aborta ou tem um filho a cada 30 segundos, sendo 
quase metade resultante de namoro irresponsável. 
O problema não é novo, porém tem piorado muito em nossos tempos pela visão moderna 
da criança e da educação. Os pais não têm tempo para os filhos, assim criaram artifícios para 
substituí-los: a televisão, o videogame, a creche, a escola, a empregada, os avós, a rua. 
Nesse contexto, é natural que a tarefa de educar seja ingrata, além do que a maioria dos 
pais hoje se sentem despreparados para fazê-Io. Em pesquisa realizada pelo Dr. Dobson há 
alguns anos atrás com pais cristãos nos EUA, mais de 70% reconheceram que tem dificuldades 
em educar seus filhos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Educação Cristã - 5 - 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“Ensina ao menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” 
(Pv. 22.6). 
 
 
“Não retires a disciplina da criança...” (Pv. 23.13). 
 
A Criança e a sua Educação 
 
Educação: “Significa Educar, Comportamento, Bons hábitos, Ética.” 
 
A criança sempre foi reputada na maior importância no judaísmo, como o Mishnah e o 
Talmude demonstraram claramente em diversas passagens. Jesus mesmo certamente ensinou o 
valor das crianças, tratando-as bondosamente, e também instruindo a respeito das mesmas. Por 
causa disso, há certos números de livros, fontes de estudo sobre aeducação no período bíblico, 
os quais podemos encontrar no Antigo Testamento, entre os livros apócrifos, e no Mishnah; por 
exemplo. Provérbios, Eclesiásticos, Sabedoria de Salomão e Pirqe Aboth, além de úteis alusões 
em outros livros. Por outro lado, detalhes fatuais sobre o ensino são poucos; é estranho que a 
própria palavra “escola” ocorre uma vez nas Escrituras, e mesmo assim meramente referindo-se 
a um salão de conferência alugado por Paulo (At 19:9), e não a qualquer escola judaica ou cristã. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Educação Cristã - 6 - 
 
 
3. As Ligações Primitivas com a Religião 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Como era a Educação Judaica? 
 
 
Três acontecimentos destacam-se na história da educação judaica. Centralizam-se em 
torno de três pessoas - Esdras, Simão bem-Shetah, e Josué bem-Gamala. Foi Esdras quem 
estabeleceu as Escrituras (conforme seu volume naquela época) como base do ensino; e seus 
sucessores prosseguiram para tornar a sinagoga num lugar tanto de adoração como de 
instrução. Simão bem-Shetah baixou em cerca 75 a.C., a ordem que a escola elementar seria 
compulsória. Josué bem-Gamala melhorou a organização existente, nomeando professores em 
cada província e cidade, um século mais tarde. Noutros pontos, porém, não é fácil mostrar as 
datas em que apareceram outras inovações. Até mesmo a origem de sinagoga é obscura, 
embora seja possível que tenha surgido durante o exílio. Schürer duvida que o decreto de Simão 
bem-Shetah tenha sido realmente histórico, embora a maioria dos eruditos assim aceitem-no. De 
qualquer maneira, Simão não instituiu a escola elementar, mas meramente estendeu seu uso. 
Simão e Josué, de modo algum interferiram com as tendências e métodos então existentes, e de 
fato Esdras apenas tornou mais definida a ligação prévia da religião com a vida diária. Portanto, é 
melhor dividir o tópico por assuntos, e não por datas, vistos que nenhum desses três homens 
provocou alterações radicais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Educação Cristã - 7 - 
 
4. O Desenvolvimento das Escolas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As Escolas Primitivas 
 
 
O lugar de ensino era exclusivamente o próprio lar, no período mais antigo, e os tutores 
ou mestres eram os próprios pais; e assim o ensino no próprio lar continuou a desempenhar 
importante papel durante todo o período bíblico. Conforme foi se desenvolvendo, porém, a 
sinagoga tornou-se o lugar consagrado de instrução. De fato, no Novo Testamento e nos escritos 
de Filo há apoio para o ponto de vista de Schürer de que o propósito da sinagoga era 
primordialmente fornecer instrução; o ministério de Jesus, nas sinagogas, consistia no “ensino” 
(Mt 4:23). Os jovens eram treinados ou na própria sinagoga ou num edifício anexo. Num estágio 
posterior, o professor algumas vezes ensinava em sua própria casa. Os pórticos do templo, 
igualmente, proviam espaço utilíssimo para os rabinos, e Jesus aproveitou-os bastante para Seu 
ensino (Mt 26:55). Pelos tempos da escrita do Mishnah, rabinos eminentes contavam com suas 
próprias escolas para ensino superior. Essa característica provavelmente teve início no tempo de 
Hidel e de Samai, os famosos rabinos do primeiro século a.C. A escola elementar era chamada 
de “casa do livro”, enquanto que o ginásio para educação mais alta era conhecido como “casa de 
estudo”. 
 
 
 
 
 
 
Visão Bíblica de Escola 
 
Há na Bíblia três instituições reconhecidas com autoridade outorgadas por Deus a 
“família”, a “igreja” e o “governo civil”. Porém, só aos dois primeiros cabe prover educação 
(Ef 6:4 " E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na 
admoestação do Senhor. " ; Mt 28:19 " Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, 
batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;"), uma vez que o governo civil 
jamais poderia atuar em nome da família, representando seus valores e objetivos próprios. O 
Estado traduz o pensamento da coletividade, partindo do princípio que a maioria está certa. 
O que vemos nas escolas de hoje em geral é: desrespeito às autoridades, falta de 
disciplina, desinteresse pelo aprendizado, irresponsabilidade, influência da Nova Era nos temas e 
nos livros, baixa qualidade do ensino, imoralidade, corrupção, etc. 
 Educação Cristã - 8 - 
A educação até os tempos de Jesus era realizada prioritariamente no lar e depois com o 
apoio da sinagoga para o aprendizado da lei, do tabernáculo e outras disciplinas. Depois 
apareceram os tutores, que podem ter dado lugar às academias particulares (Gl 4:1-2 “Digo, 
pois, que, durante o tempo em que o herdeiro é menor, em nada difere de escravo, posto que 
seja ele senhor de tudo. Mas está sob tutores e curadores até ao tempo predeterminado pelo 
pai.”). 
Portanto, biblicamente, escola só tem sentido como uma extensão da família, para com ela 
cooperar em aliança de princípios e propósito, e sob a cobertura espiritual da igreja. A visão é de 
famílias unidas com a benção da igreja, trabalhando na formação de uma geração consciente de 
seus valores e responsabilidades, capacitada para exercer seu ministério na sociedade e cumprir 
o propósito de Deus. Trata-se de uma aliança estratégica, para garantir a expansão do Reino 
mesmo no meio de uma geração perversa e corrupta. 
Em todos os tempos o valor e a educação que davam à criança foram determinantes no 
sucesso da estratégia de um país ou comunidade. Vimos isso entre os judeus, astecas, gregos, 
nazistas, comunistas e outros tantos movimentos que impactaram a história. 
Fomos chamados para sermos sal e luz no mundo. A Bíblia traz exemplos de jovens que 
fizeram diferença porque não se dobraram perante a filosofia do mundo, mas estavam 
preparados para cumprir o propósito de Deus em sua geração: Samuel, Davi, Josias, Jeremias, 
Daniel, Maria, Timóteo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Educação Cristã - 9 - 
 
 
5. Visão Bíblica de Educação 
"Destrua o mal pela raiz”: 
 
“Ensina ao menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” 
(Pv. 22.6). 
Como ficam os pais evangélicos, que possuem compromisso com os elevados padrões de 
Deus e prezam seus valores familiares? E qual é o papel da igreja nesse cenário, em sua missão 
de expandir o Reino de Deus através de suas famílias constituintes? 
Vemos biblicamente que os filhos são herança do Senhor (Sl 127:3 "Herança do SENHOR 
são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão."). A família é uma instituição divina, estabelecida 
para gerar filhos para Deus. A Igreja foi comissionada para gerar discípulos do Senhor, que 
sejam filhos de Deus (Is 54:13 "Todos os teus filhos serão ensinados do SENHOR; e será grande 
a paz de teus filhos."). Como pais e educadores cristãos, nossa missão é fazer dos filhos 
discípulos do Senhor, que amem o Mestre e estejam prontos para segui-lo. Se descuidarmos da 
herança do Senhor, nossa lutaserá em vão. 
Segundo, os filhos são a próxima geração, para continuar o chamado de Deus sobre a 
casa, sobre a igreja e sobre a nação. Deus espera que dediquemos tempo instruindo nossos 
filhos para entenderem o Seu mover em sua geração (Sl 78:4-8 “não o encobriremos a seus 
filhos; contaremos à vindoura geração os louvores do SENHOR, e o seu poder, e as maravilhas 
que fez. Ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e instituiu uma lei em Israel, e ordenou a 
nossos pais que os transmitissem a seus filhos, a fim de que a nova geração os conhecesse, 
filhos que ainda hão de nascer se levantassem e por sua vez os referissem aos seus 
descendentes; para que pusessem em Deus a sua confiança e não se esquecessem dos feitos 
de Deus, mas lhe observassem os mandamentos; e que não fossem, como seus pais, geração 
obstinada e rebelde, geração de coração inconstante, e cujo espírito não foi fiel a Deus."). A 
Palavra de Deus é o fundamento da educação de nossos filhos, ligando gerações de fiéis através 
da história (Hb 12:1-2 "Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de 
testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, 
corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor 
e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, 
não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus."). 
Como pais e educadores cristãos, devemos preparar a próxima geração para cumprir o 
propósito de Deus na história, com entendimento e com determinação (Et 8:6 "Pois como poderei 
ver o mal que sobrevirá ao meu povo? E como poderei ver a destruição da minha parentela?"; At 
13:36 "Porque, na verdade, tendo Davi servido à sua própria geração, conforme o desígnio de 
Deus, adormeceu, foi para junto de seus pais e viu corrupção."). 
Educar uma criança é trabalhar num projeto de vida, e que os pais são os responsáveis 
diante de Deus. Vemos que biblicamente isso é possível tendo a Palavra de Deus como 
fundamento e Cristo como modelo (2 Tm 3:16-17 "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil 
para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o 
homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra. "; 1 Co 3:11 " 
Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo. "). 
 
 
 
 Educação Cristã - 10 - 
 
 
Exercício 1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. A onde está escrito: 
 “Ensina ao menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” 
 ............................................................................................................................. ....................................................................................... .................................... 
 ............................................................................................................................. ........................................................................................................................... 
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2. Quais são as três instituições bíblicas de educação? 
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3. Qual o país que mais de 1 milhão de adolescentes engravidam por ano, 
 com 40% terminando em aborto? 
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4. Qual é o livro que está escrito que os filhos são heranças do Senhor? 
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5. Escreva com as suas palavras: “Por que a Educação Cristã é importante? 
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 Educação Cristã - 11 - 
 
 
 
 
 
6. A Visão Bíblica de Ensino e Aprendizagem 
 
O Significado Bíblico de Ensino e Aprendizagem 
 
O livro de Deuteronômio foi escrito por Moisés após a peregrinação no deserto. A primeira 
geração tinha morrido, e agora uma geração nova, cuja maior parte não tinha lembrança da 
primeira páscoa, da travessia do Mar Vermelho, nem da lei do monte Sinai iria tomar posse da 
terra prometida. Moisés então repete o relato da história recente de Israel, e escreve novamente 
a aliança de Deus, os dez mandamentos, as promessas de benção e maldição, para que o livro 
fosse lido para o povo. Era um documento da aliança de Deus com o homem. Logo após narrar a 
história de Israel, ele coloca os dez mandamentos, e logo a seguir o trecho das escrituras que 
transcrevemos abaixo. Este trecho das escrituras era um daqueles que eram escritos em 
pergaminhos, e colocados em caixinhas que eram amarrados nos braços e colocado na testa 
pelos escribas e fariseus, num cumprimento literal do mandamento. Mas na verdade o 
mandamento era para ser praticado, e não apenas usado como amuleto ou "vestido". 
Deuteronômio 6:4-9: 
 
[1] Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. 
[2] Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda atua 
força. 
[3] Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; 
[4] Tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo 
caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. 
[5] Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. 
[6] E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas. 
Podemos observar que em primeiro lugar a Bíblia nos diz para reconhecermos Deus como 
o único Senhor, e adorá-lo com todas as forças do espírito, alma (mente) e corpo. Como uma 
atitude seguinte segue-se a obediência a este Senhor, guardando a Sua Palavra em nosso 
coração (v.6). Estas "palavras que hoje te ordeno" que nos versículos anteriores incluíam os dez 
mandamentos, e a aliança de Deus com o homem, deveram primeiramente estar dentro dos 
corações dos pais, para que então pudessem ser ministradas aos filhos. Não se pode dar algo 
que não se tenha recebido primeiro, e tudo que é bom vem do Pai da luzes. Estas palavras 
deveriam ser inculcadas aos filhos, assentado em casa, andando, deitando, levantando. Inculcar 
nos dicionários da língua portuguesa significa repetir muitas vezes para imprimir no espírito 
 Educação Cristã - 12 - 
(Aurélio, Michaelis). A palavra hebraica traduzida aqui por inculcar (ou ensinar, intimar) é 
LAMAD, e é uma palavra de grande abrangência, e representa muito bem o processo de ensino 
e aprendizagem que Deus estabeleceu para os pais e filhos. 
Lamad, traduzida por inculcar, pode ser definida como: 
1. "Cortar" a mente; é a ideia de uma navalha afiada formando um canal (sulco) na mente e 
produzindo por meio desta incisão um padrão de pensamento. 
2. Formar um estilo de vida, ou uma maneira de viver. 
Temos aqui, portanto dois aspectos: o aspecto interno, relacionado com o ensinar, que é o 
"cortar", marcar, criar um caminho que produz padrões e estruturas de pensamento, e o aspecto 
externo, a conseqüência disto, que nos fala da aprendizagem, que é um estilo de vida, ou uma 
maneira de viver. 
Temos que considerar que a mente da criança, em sua formação natural, desde o seu 
nascimento, deixada por si só, irá produzir padrões de pensamento pecaminosos. Basta observar 
que não é necessário ensinar uma criança a mentir ou desobedecer. 
Para que ensinemos uma criança biblicamente temos que cortar estes padrões de 
pensamento errados, e redirecioná-los. E isto tem qual o propósito? Produzir uma mudança no 
estilo de vida, uma mudança no caráter. A ferramenta adequada para cortar, e produzir este 
estilo de vida é a palavra de Deus. A palavra de Deus é como uma espada (Hb 4:12 "Porque a 
palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e 
penetra até a ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os 
pensamentos e propósitos do coração."), que corta os padrões errados e estabelece novos, Ela é 
o poder de Deus para renovar as mentes, para produzir um novo caminho, e padrões de 
pensamentos corretos, que irão produzir vida abundante, saúde, alegria, satisfação, frutos, etc. 
Desta forma vemos que a palavra de Deus define ensinar e aprender com um propósito: 
Formar Uma Vida. Trata-se de ensinar a viver, é discipulado. Estamos preocupados em formar 
discípulos, não acadêmicos que apenas tiram boas notas, passam de ano e ser bem informados. 
Trata-se de formar um estilo de vida, estabelecer uma maneira de viver, edificar um caráter, que 
vai produzir algo útil, que vai ser próspero, abençoar a outros e glorificar a Deus. 
Vamos examinar também a definição da palavra Educar, segundo o dicionário cristão 
Webster 1828. Segundo Webster educar é toda a série de instruções e disciplinas com o objetivo 
de: 
1. Iluminar o entendimento; 
2. Corrigir o temperamento; 
3. Formar as maneiras e hábitos da juventude; 
4. E prepará-los para serem úteis no futuro, cumprindo o seu chamado na vida. 
Vemos aqui novamente o processo ensinar-aprender. Ilumina o entendimento e corrige o 
temperamento (interno) para formar um estilo de vida que seja útil, próspero, e cumpra com o 
propósito de Deus (externo).Educação Cristã - 13 - 
 
7. A Educação Obtida nas Escolas 
 
 
 
Muitos pais consideram que o trabalho de ensinar deve ser feito pela escola. Delegam o 
mandamento de Deus e o privilégio de ensinar sua próxima geração a terceiros, e se esquivam 
com desculpas e compromissos inadiáveis. O mandamento para ensinar em toda a bíblia sempre 
foi dirigido aos pais. A palavra de Deus estabelece somente três instituições, ou três esferas de 
governo: a família, a igreja e o governo civil. Desta forma, a escola como instituição não existe, 
senão como extensão da família que lhe concede autoridade para ensinar seus filhos. Na 
verdade, a escola não coloca outro fundamento, mas somente pode “Confirmar e Estabelecer” 
os fundamentos que a família já tem. 
A palavra de Deus nos diz que sem duas ou três testemunhas nada pode ser estabelecido 
(Mt 18:16 " Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo 
depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça."; 2 Co 13:1 "Esta é a 
terceira vez que vou ter convosco. Por boca de duas ou três testemunhas, toda questão será 
decidida. " ; Hb 10:28 " Sem misericórdia morre pelo depoimento de duas ou três testemunhas 
quem tiver rejeitado a lei de Moisés."). Dessa forma, para que uma família estabeleça seus filhos 
em fé, e lhes dê um propósito na vida, é necessário mais de uma testemunha. Isto também está 
claro em 1 Co 3:5-10 “Quem é Apolo? E quem é Paulo? Servo por meio de quem creu, e isto 
conforme o Senhor concedeu a cada um. Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de 
Deus. De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o 
crescimento. Ora, o que planta e o que rega é um; e cada um receberá o seu galardão, segundo 
o seu próprio trabalho. Porque de Deus somos cooperadores; lavoura de Deus, edifício de Deus 
sois vós. Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei o fundamento como prudente 
construtor; e outro edifica sobre ele. Porém cada um veja como edifica." (um planta, outro rega, 
aqui vemos novamente a questão de mais de uma testemunha). 
Os pais precisam de ajuda. Não somente porque muitas vezes não dominam os conteúdos 
das matérias, não tem tempo suficiente, ou não possuem habilidade para ensinar. Mas 
principalmente, porque a Palavra de Deus diz que com duas ou três testemunhas toda palavra 
será confirmada (estabelecida). Assim, a escola atua como a segunda testemunha, e confirma o 
que os pais estão ensinando em casa. A escola faz isto através de uma abordagem de cada 
disciplina por um ponto de vista bíblico, identificando os fundamentos e os princípios bíblicos que 
as governam. Não significa que os pais vão ensinar geografia em casa e a escola vai confirmar, 
mas, por exemplo, os pais ensinam que cada coisa tem o seu lugar, e que o quarto deve ficar em 
ordem, e o professor na escola ao mostrar os mapas, continentes, aplicam o mesmo princípio 
mostrando a ordem com que Deus criou o universo e a terra, e como tudo tem o seu lugar 
(princípio da mordomia ou administração). 
Como professores numa escola cristã, fundamentamos os nossos alunos em fé com 
propósitos divinos. O papel do professor é fundamentar as crianças na fé que seus pais 
desejaram abraçar, de modo que eles cresçam firmando-se internamente nos propósitos de Deus 
para suas vidas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Educação Cristã - 14 - 
 
 
8. O Ensino como Profissão 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Educação para a Profissão 
 
Os primeiros tutores eram os próprios pais da criança, conforme já dissemos, 
excetuando o caso de filhos de reis (2 Rs 10:1). A importância desse desempenho é salientado 
aqui e ali pelo Pentateuco, como, por exemplo, Dt 4:9. Mesmo tão tarde como quanto apareceu o 
Talmude, continuava sendo responsabilidade dos pais inculcarem a lei, ensinar um ofício, e casar 
o filho. Depois do período de Esdras, surgiu uma nova profissão, a de escriba, o professor da 
sinagoga. Os escribas haveriam de Ter alterado sua característica nos tempos 
neotestamentários, entretanto. Os “sábios” parece Ter sido um grupo diferente dos escribas, mas 
sua natureza e funções exatamente são obscuras. O “sábio” (hãkhãm) é, naturalmente, 
freqüentemente mencionado no livro de Provérbios e na literatura de sabedoria posterior. No 
período do Novo Testamento, havia três graus de professores, o hãkhãm, o sõphêr, e o hazzãn 
(“oficial”), em ordem descendente. Nicodemos presumivelmente pertencia à ordem mais alta; e 
dos “doutores da lei” (Lc 5:17, onde o termo grego é nomodidaskalos) era a ordem mais inferior. 
O termo genérico “mestre” era usualmente aplicado ao grau mais baixo. Porém, os títulos 
honoríficos dados aos mestres (rabi, etc.) indicam o respeito em que eram tidos. Idealmente, não 
deviam ser pagos por seu ensino, mas freqüentemente uma polida ficção lhes concedia 
remuneração pelo tempo gasto, e não pelos serviços prestados. 
No livro de Eclesiástes. Considera o trabalho manual indigno para a dignidade do 
professor; além disso, o lazer é um acompanhamento necessário para sua tarefa. 
Posteriormente, todavia, houve muitos rabinos que aprenderam algum ofício. Os pontos de vista 
de Paulo podem ser vistos em 1 Co 9:3 e segs. O Talmude apresenta severos regulamentos 
acerca das qualificações dos professores; é interessante que nenhuma dessas qualificações é 
acadêmica são todas qualificações morais, exceto aquelas que prescrevem que o professor deve 
ser do sexo masculino e deve ser casado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Educação Cristã - 15 - 
 
9. Educação por Princípios – Sistema Educacional 
 
Histórico 
 
Verna M. Hall e Rosalie Slater pesquisaram a história cristã americana desde 1940, 
buscando na fonte através de sermões, documentos públicos da época dos fundadores e as 
cartas das mulheres colonizadoras. Descobriram a providência de Deus na história americana e 
os 150 anos de educação em princípios bíblicos de governo. 
A partir desse trabalho, trouxeram à luz o método bíblico histórico de raciocínio e 
anotações, que foi fundamental na educação colonial na época da Constituição. Foi fundado 
então o ministério da F.A.C.E. - Fundação para a Educação Cristã Americana. 
Vários outros ministérios surgiram a partir deste, explorando os conceitos e aperfeiçoando 
a prática do que foi chamado de Educação por Princípios (Principle Approach Education). 
A definição de Educação por Princípios, como encontrada no livro Teaching and Learning, 
de Rosalie J. Slater é: "Método cristão histórico americano de raciocínio bíblico, que faz das 
verdades da Palavra de Deus a base de cada assunto no currículo escolar". 
A partir daí, foi estruturado o sistema educacional de Educação por Princípios, implicando 
em: 
 Filosofia: aponta para quem ou o quê está governando ou direcionando a situação, ensinando a 
pensar do interno para o externo. Opõe-se a visão humanista, relativista, que distorce o sentido 
do conhecimento ao fundamentá-lo no homem, sem compromisso moral. 
 
 Currículo: comunicado como uma experiência viva do professor para o aluno, através de seu 
exemplo e domínio da matéria. Opõe-se a apresentação fragmentada e informativa das matérias, 
sem compromisso com o desenvolvimento integral do aluno para cumprir plenamente sua 
vocação. 
 
 Metodologia: Desenvolve o raciocínio criativo, constrói o conhecimento através da pesquisa e 
fundamenta o aprendizado na aplicaçãode princípios bíblicos. Opõe-se a métodos pré-
fabricados e consumistas, que acarretam dependência do meio psico-social. 
 
 
 
 
 
 Educação Cristã - 16 - 
 
10. Conceitos e Objetivos da Educação por Princípios 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Princípio é definido semanticamente como "origem, causa primeira, aquilo do que algo 
procede". No contexto de educação, refere-se a um padrão de pensamento, um referencial 
básico. Está intimamente ligado ao conceito de semente. A semente contém "o todo da planta de 
forma embrionária", que irá se manifestar posteriormente. Todo princípio tem uma natureza 
interna e outra externa, sendo esta (efeito) a manifestação daquela (causa) (Pv. 4:23 " Sobre 
tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida."; Pv 
23:7 " Porque, como imagina em sua alma, assim ele é; ele te diz: Come e bebe; mas o seu 
coração não está contigo. " ; Lc 6:45 " O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o 
mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração.”) 
Dessa forma, o educador deve enfocar o "coração", o núcleo do assunto, os rudimentos a 
que os fatos estão subordinados, e cultivar o coração do estudante, caráter e vontade, a partir do 
que o ambiente, as circunstâncias e a sociedade são apenas efeitos. 
A Educação por Princípios aborda todas as áreas da vida sob uma perspectiva cristã, 
fundamentada na aplicação de princípios bíblicos. Visa treinar a mente para pensar de acordo 
com os padrões de Deus e ampliar o alcance do entendimento (2 Co 10:3-5 “Porque, embora 
andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são 
carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez 
que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência 
de Cristo, "; Hb 5:14 " Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, 
têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal."). 
Pode dizer de maneira abrangente que Educação por Princípios implica: 
 Princípios bíblicos, que refletem o caráter de Deus em Sua Palavra (padrões consistentes); 
 Princípios de governo, que traduzem a forma como os princípios bíblicos operam o 
desenvolvimento de uma instituição ou nação, como no caso dos EUA (pensar 
governamentalmente); 
 Princípios de conhecimento, que são os rudimentos do conhecimento, as razões primárias que 
levaram ao desenvolvimento do tema. (contar como rudimento da aritmética). 
 
 
 
 
 
 Educação Cristã - 17 - 
 
11. Os Princípios Bíblicos Básicos da Educação 
 
 
 
 
 
 
A Bíblia não enumera uma lista de todos seus princípios, pois Deus deseja que 
esquadrinhemos suas verdades eternas Pv 25:2 " A glória de Deus é encobrir as coisas, mas a 
glória dos reis é esquadrinhá-las.". 
Um princípio bíblico básico é uma semente de verdade eterna da Palavra de Deus, que 
expressa Sua natureza e nos ajuda a discernir e aplicar o conhecimento corretamente Cl 1: 16-18 
“pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, 
sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele 
e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, da 
igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a 
primazia,”. 
É preciso, contudo, cuidado para não converter os princípios bíblicos básicos em nossa 
única fonte de verdade, restringindo a atuação e revelação de Deus. Devemos ensinar a partir da 
natureza de Deus e não acerca dela. "Porque Ele é santo...”. 1 Pe. 1:16 " porque escrito está: 
Sede santos, porque eu sou santo. " 
Não se deve forçar um princípio bíblico dentro das matérias acadêmicas, mas sim, enfatizar 
aqueles que possamos distinguir e entender, expressando naturalmente a realidade de Cristo 
(Rm 11:36 " Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória 
eternamente. Amém! "; "2 Co 3:6 " o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova 
aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica."). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Educação Cristã - 18 - 
 
12. O Posicionamento da Educação Cristã 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Como pais, como igreja e como cidadãos responsáveis, temos o dever de preparar a 
próxima geração, dando-lhe uma visão e treinando-a para alcançá-la. 
Temos que resgatar o valor da criança e a união de gerações: avós, pais e jovens, todos 
trabalhando juntos no projeto de vida de uma criança. A criança e o adolescente que encontra 
um sentido nobre para sua vida não vai desperdiçá-la de maneira desordenada. A separação das 
gerações tem sido poderosa arma de destruição dos valores familiares, expondo a criança aos 
predadores sociais. 
Depois é preciso valorizar o caráter na formação da criança, para o que são fundamentais 
o exemplo e trabalho árduo. Caráter pressupõe uma marca, uma gravação feita a partir de um 
molde, daí a necessidade de exemplo consistente. 
Quanto ao trabalho árduo, a própria história nos ensina que a indolência, a comodidade, a 
ociosidade levam o homem ao declínio moral e a improdutividade. Quando fugimos da 
dificuldade, ou privamos nossos filhos da dureza, estamos impactando o desenvolvimento do 
caráter. 
Empresários poderiam estabelecer parcerias com núcleos de famílias através das igrejas, 
para patrocinarem uma educação pertinente, alinhada com o seu contexto e com as 
necessidades modernas dos negócios, para produzirem profissionais e cidadãos capazes de 
criar valor à sociedade. 
A igreja teria nisso um fator decisivo para apoiar o cumprimento da grande comissão: 
formar discípulos e obreiros e fortalecer as famílias. 
Quanto à União, caberia principalmente definir uma estratégia nacional e um conteúdo 
mínimo, prover infra-estrutura básica e direcionar recursos para programas específicos e 
supervisionar resultados. 
Trata-se de uma aliança estratégica, onde cada parceiro contribui com aquilo que faz 
melhor, para realizar o propósito de Deus sob a mesma visão do Seu Reino. 
 
 
 
 
 Educação Cristã - 19 - 
 
13. A Educação Geral 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“O temor do Senhor é o principio da ciência; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução” 
(Pv. 1.7). 
 
 
 
A Educação Geral 
 
Esse não era muito lato no período primitivo. A criança aprendia a instrução moral 
ordinária, de sua mãe, então um ofício, usulamente agrícolo, além de algum conhecimento 
religioso e ritual, de seu pai. A combinação de vida religiosa e agrícola era auto-evidente em 
todos os festivais. As festividades também ensinavam a história religiosa (Êx 13:8). Portanto, até 
mesmo no período mais recuado, a vida diária com a crença e a prática religiosa eram 
inseparáveis. Isso se tornava ainda mais pronunciado nas sinagogas, onde as Escrituras se 
tornaram a autoridade exclusiva, tanto para a crença como para a conduta diária.A vida, 
realmente, era em si mesma considerada uma “disciplina”. A educação, portanto, era e 
permaneceu religiosa e ética, tendo Pv 1:7 como seu lema. A leitura era essencial para o estudo 
das Escrituras; escrever era provavelmente, menos importante, embora fosse prática conhecida 
entre o povo desde tempo tão recuado como Jz 8:14. Era ensinada a aritmética básica. Os 
idiomas não eram ensinados de per se, mas, pode-se observar que conforme o aramaico se foi 
tornando o vernáculo, o estudo das Escrituras em hebraico se tornou um exercício lingüístico. 
A educação das meninas estava inteiramente posto nas mãos de suas mães. Elas 
aprendiam as artes domésticas, a moral simples e a instrução ética, e eram ensinadas a ler a fim 
de ficarem familiarizadas com a lei. Sua educação era reputada como importante, entretanto, e 
eram até mesmo encorajadas a aprender algum idioma estrangeiro. O rei Lemuel evidentemente 
tinha por sua mãe uma senhora que se mostrou hábil professora dele (Pv 31:1); esse capítulo 
também exige o caráter da mulher ideal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Educação Cristã - 20 - 
 
14. A Metodologia Bíblica para Ensino-Aprendizagem 
 
 
 
 
 
 
As palavras: assentar, caminhar, levantar, deitar falam de coisas simples e corriqueiras do 
dia a dia, enfatiza a convivência, o relacionamento. Ensinar e aprender são, portanto algo 
Relacional e Pessoal, e não técnico e informativo. Ensinar e aprender envolve obrigatoriamente 
um relacionamento pessoal. Nós não ensinamos matérias, nem ensinamos aulas. Ensinamos 
crianças, estamos treinando corações e mentes eternas. Ensinar e aprender são processos de 
coração, mente para mente, espírito para espírito. É um investimento de nossas vidas. É também 
uma obra de fé, um trabalho de amor e uma firme esperança (1 Ts 1:2-3 "Damos, sempre, 
graças a Deus por todos vós, mencionando-vos em nossas orações e, sem cessar, recordando-
nos, diante do nosso Deus e Pai, da operosidade da vossa fé, da abnegação do vosso amor e da 
firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo,"). Nenhuma criança pode aprender 
sem antes estabelecer um relacionamento de confiança com aquele que a ensina. O Salmo 
142:4 nos declara isto: "Olha para a minha direita e vê, ninguém há que se interesse por mim, 
refúgio me falta, e ninguém cuida de minha alma". O que fica claro aqui é que primeiramente 
uma criança precisa de amor, alguém que se interesse genuinamente por ela, que lhe ofereça 
refúgio, consolo, companheirismo, compreensão, amizade. Então, após este relacionamento de 
amor e amizade, vem o desejo de que sua alma (mente) seja ensinada, cuidada, instruída 
naquilo que é bom. 
 Assim, os pais que não estabelecem um relacionamento com seu filho não conseguem 
ensinar nada a eles. Eles simplesmente não podem ouví-los. O pai ou mãe que não demonstra 
por seus filhos amor e interesse, compreensão com suas dificuldades e limitações, não abre a 
porta dos seus corações. O solo não é preparado, e, portanto não se podem plantar boas 
sementes. Com quem uma criança está assentada em sua casa, andando pelo caminho, ao 
deitar-se e ao levantar-se? Não são os pais? A chave está aqui. Primeiro as palavras precisam 
estar no coração dos pais, para que possam ser inculcadas nos filhos. Através de um 
relacionamento de amor os pais abrem o caminho para marcar de tal forma a vida dos filhos pela 
Palavra de Deus, que produzirá neles um estilo de vida cristão, formará neles o caráter de Cristo. 
 A vida no lar está cheia de momentos preciosos para ensinar. É ao deitar, ao levantar, ao andar 
no caminho para a escola, assentado no almoço e no jantar. Eles estão aprendendo pela 
demonstração de seus pais, de como eles falam, reagem, resolvem seus problemas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Educação Cristã - 21 - 
 
 
 
Exercício 2 
 
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1. Quem foi o autor e quando foi escrito o livro de Deuteronômio? 
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2. Quais foram as pessoas que pesquisaram a história dos EUA? 
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3. A onde está escrito: 
 “O temor do Senhor é o principio da ciência; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução” 
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4. A educação das meninas estava inteiramente posto nas mãos de quem? 
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5. No seu ponto de vista: “Qual é o principal responsável pela educação das 
 crianças? (A) os pais (B) a igreja (C) o governo civil - escolas 
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 Educação Cristã - 22 - 
 
 
15. Os Métodos e os Alvos da Educação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os Métodos para Educar os Filhos 
 
 
Os métodos de instruções consistiam quase exclusivamente da repetição: o verbo 
hebraico shãnâ, “repetir”, veio a significar tanto “aprender” como “ensinar”. Artifícios, tais como os 
acrósticos, era por isso mesmo empregado. As Escrituras era os livros de texto, ainda que outros 
livros não fossem desconhecidos, conforme é evidenciado em Eclesiastes 12:12. O valor da 
repreensão era conhecido (Pv 17:10), mas, a ênfase sobre o castigo corporal pode ser 
encontrado nos livros de Provérbios e Eclesiástico. Todavia, a disciplina se tornou muito mais 
leve nos tempos de Mishnah. 
Até tempos comparativamente tardes, era costumeiro que o aluno se assentasse no 
chão, aos pés de seu professor, conforme Paulo se assentava aos pés de Gamaliel (At 22:3). O 
banco foi invenção posterior. 
A função total da educação judaica era tornar o judeu santo e separado de seus povos 
vizinhos, transformando o religioso numa prática de vida. Tal, pois, era a educação judaica 
normal; indubitavelmente, entretanto, havia escolas que seguiam o padrão grego, especialmente 
nos últimos séculos a.C.; e efetivamente, o livro de Eclesiástico talvez tenha sido escrito para 
combater deficiências nessa instrução não judaica. Escolas helenistas podiam ser encontradas 
até mesmo na Palestina, porém, como é natural, havia-as em maior número entre as 
comunidades judaicas do exterior, notavelmente em Alexandria. 
Na Igreja primitiva, tanto à criança como seus pais era ensinado como devia comporta-
se um para com outro (Ef 6:1, 4). Os oficiais da igreja deviam saber governar seus próprios filhos. 
Não havia escolas cristãs naqueles primeiros dias; pois em verdade a Igreja era pobre demais 
para poder financiá-las. Porém, eram incluídas na comunhão da Igreja, e sem dúvida algumas 
recebiam seu treinamento tanto ali como em seus lares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Educação Cristã - 23 - 
 
16. Uma Mesma Lei, Uma Aliança 
Podemos observar, portanto, que para que este processo de ensino e aprendizagem 
ocorra, a família e a escola devem estar sob uma mesma lei, e dentro de uma mesma aliança. O 
que a criança aprende em casa é confirmado na escola, e o que ela aprende na escola deve ser 
reforçado em casa. Ambos, lar e escola, devem estar fundamentados sobre os mesmos 
princípios, para que haja consistência no que for produzido. Está consistência produzirá na vida 
da criança equilíbrio, segurança, e frutificará positivamente em boas obras, em mudança de 
atitudes, em desenvolvimento espiritual, mental e físico. 
Todavia, uma série de pequenas coisas pode atrapalhar este processo. Se a criança em 
casa recebe um tipo de treinamento, e na escola outro, estamos plantando dois tipos de 
sementes, e uma irá enfraquecer a outra. A criança pode ficar confusa, e não saber discernir o 
que é certo e errado, qual é o padrão a ser seguido. Se ela em casa pode ter atitudes que na 
escola não pode, isto certamente acarretará conflitos, e o processo e ensino-aprendizagem fica 
totalmente comprometido. 
 Os pais podem facilmente treinar negativamente seus filhos, de maneira não intencional: 
Exemplo 1: Se ao darmos uma ordem a nosso filho, ele não responde na primeira, nem na 
segunda, mas somente quando elevamos o tom de voz ele nos ouve, estamos treinando eles 
para obedecerem e darem atenção somente quando o tom de voz é elevado. Então na classe o 
professor não consegue a atenção e a obediência do aluno a menos que ele eleve a voz. E um 
professor não deveria elevar a voz, muito menos os pais. 
Exemplo 2: Se em casa a criança não faz a lição de casa, ou se delonga nisso, ou sempre 
acha uma desculpa, e os pais não corrigem, ela também não fará as atividades em sala, não 
dará importância a concluir as suas tarefas, e a conseqüência é um baixo rendimento. 
Exemplo3: Se uma criança não tem limites em casa em suas brincadeiras, na escola 
também causará problemas durante o intervalo, ou mesmo em sala não consegue discernir o 
limite para parar de falar, leva tudo na brincadeira. 
Exemplo 4: Se os pais estão sempre muito ocupados para ver o caderno de seu filho, e 
não os incentiva e elogia positivamente, apreciando o esforço e reconhecendo a melhoria, os 
filhos não se preocuparão em mantê-lo bem organizado e limpo e valorizá-lo. 
Exemplo 5: Uma criança que não tem horário regular para fazer lição de casa, dormir, 
acordar, etc. ou que os pais não prezam os horários de seus compromissos, não valoriza o fazer 
as coisas dentro do prazo estipulado, não atenta para os horários de início e fim de uma aula, 
sempre acha que se pode deixar para depois. É necessário que em casa e na escola vivamos 
sob um mesmo governo, o de Deus, e debaixo dos mesmos princípios, que vão orientar nossas 
atitudes e ações, que se constituem na base do nosso relacionamento e senso de justiça. Então 
nossas crianças terão duas testemunhas fiéis a lhes falar as mesmas coisas, e solidamente 
mostrar-lhes o caminho a seguir, e estabelecer suas vidas em fé, preparando-os para a vida 
futura. Baseando-se num relacionamento de amor, tanto o lar como as escolas irão ensinar 
usando a palavra de Deus como fundamento, que penetra no entendimento e vai produzir 
padrões de pensamento que irão gerar um estilo de vida produtivo, irrepreensível, justo. Como 
resultado, teremos adolescentes e jovens que sempre saberão como aprender mais, serão 
capazes de autogovernar e não precisarão de contínuo controle externo de outros, ocuparão 
posição de destaque por sua erudição e conhecimento, e sempre usarão o raciocínio reflexivo 
(não serão dirigidos por impulsos) e se fundamentarão na Palavra de Deus para tomar as 
decisões e rumos de suas vidas. 
 
 Educação Cristã - 24 - 
 
17. A Filosofia da Educação Cristã 
 
 
 
 
 
 
 
Definição 
 
Filosofia é a fonte, a razão das ideias, razão e explicação do por que alguém deve fazer 
algo, os princípios que irão dirigir a realização das ideias. 
 Para um cristão a razão de fazer algo é o "amor a Jesus Cristo". “... Cristo é o poder de 
Deus, e sabedoria de Deus", I Co 1 :24. 
Biblicamente entendemos que existem duas filosofias básicas: uma centrada no homem, 
nos valores do mundo - Humanismo; outra fundamentada em Cristo - Cristianismo (Tg 3:13-17 
"Quem entre vós é sábio e inteligente? Mostre em mansidão de sabedoria, mediante condigno 
proceder, as suas obras. Se, pelo contrário, tendes em vosso coração inveja amargurada e 
sentimento faccioso, nem vos glorieis disso, nem mintais contra a verdade. Esta não é a 
sabedoria que desce lá do alto; antes, é terrena, animal e demoníaca. Pois, onde há inveja e 
sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins. A sabedoria, porém, lá do 
alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons 
frutos, imparcial, sem fingimento. "; 1 Co 3:11 " Porque ninguém pode lançar outro fundamento, 
além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo."). 
O Humanismo, ou a divindade do homem, promove o existencialismo, o comunismo, o 
evolucionismo. O Cristianismo coloca Cristo como fonte de toda revelação e poder. São 
perspectivas opostas entre si. 
 
Filosofia da Educação Cristã 
 
O porquê de Educação Cristã é a sua filosofia. 
A filosofia de Educação Cristã é obedecer aos mandamentos da palavra de Deus a partir do 
nosso amor por Jesus. 
A filosofia educacional de uma geração será a filosofia de governo da próxima geração. 
 Educação Cristã - 25 - 
A educação segundo a filosofia cristã deve ter a Cristo como fundamento e modelo, 
baseada na Palavra de Deus. Visa equipar a pessoa a cumprir o propósito de Deus na sua vida 
(2 Tm 3:14-17 " Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo 
de quem o aprendeste e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te 
sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o 
ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem 
de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra."). 
A filosofia (o porquê) deve ser a base para definir a metodologia (o como) e o currículo do 
sistema educacional (o quê), de forma a ser consistente e eficaz (1 Co 3:10 " Segundo a graça 
de Deus que me foi dada, lancei o fundamento como prudente construtor; e outro edifica sobre 
ele. Porém cada um veja como edifica."). 
Assim, numa filosofia de educação cristã, o currículo visa a exaltação do Senhor em cada 
área do conhecimento; a metodologia é o meio, baseada nos métodos do Mestre Jesus, de uma 
forma pessoal. 
 
 
Humanismo X Cristianismo 
 
Uma das estratégias fortes do Humanismo é compartimentar o conhecimento, separando 
no processo de educação, o todo em várias partes, descaracterizando assim o plano de Deus e 
Seu propósito na criação. 
Entender o sentido bíblico da educação é essencial para não ser confundido com a visão 
humanista. O que alguém crê sobre Deus, homem e governo configuram muito de sua filosofia 
de educação (Pv 23:7 " Porque, como imagina em sua alma, assim ele é; ele te diz: Come e 
bebe; mas o seu coração não está contigo."). 
Toda filosofia de governo é sustentada por uma filosofia de educação. A separação entre a 
declaração de fé (sagrado) e o sistema educacional ("secular") não é bíblica. O professor na 
classe expressa quem o quê o governa, sob que autoridade ele ensina. 
A visão de governo começa em casa, passa pela igreja e pela sala de aula, e manifesta-se 
no governo civil, "Só a Bíblia, com a visão do governo descentralizado de Deus através do 
homem, pode produzir genuína liberdade. O homem que despreza a divina autoridade deste livro 
se torna presa de toda sorte de engano e desordens públicas a que a sociedade está sujeita”. 
(Prefácio na Bíblia, por Noah Webster). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Educação Cristã - 26 - 
 
18. Razões para a Educação Cristã 
Para os pais, educadores cristãos e líderes da igreja prover uma educação cristã 
consistente não se tratam de preferência e sim de obediência à vontade de Deus. 
Algumas razões para a educação cristã como obediência a Deus são: 
 Princípio da semeadura e colheita - é tolice reinvidicarmos a promessa de Pv 22:6 "Ensina a 
criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele." se não 
estivermos consistentemente plantando temor a Deus através de exemplos e instruções. Se 
ensinarmos a criança algo no domingo na igreja que conflita com o restante da semana, estará 
semeando dois padrões na mente dela. 
 Uma filosofia de vida anticristã pode capturar a mente da criança - não há educação neutra, pois 
quem ensina sempre o faz à luz de pressuposições morais e religiosas. Educação cristã visa trazer 
todo pensamento cativo em obediência a Cristo (2 Co 10:3-5 "Porque, embora andando na carne, 
não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas 
em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o 
conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamentoà obediência de Cristo,"; Tg 3.13-17 
"Quem entre vós é sábio e inteligente? Mostre em mansidão de sabedoria, mediante condigno 
proceder, as suas obras. Se, pelo contrário, tendes em vosso coração inveja amargurada e 
sentimento faccioso, nem vos glorieis disso, nem mintais contra a verdade. Esta não é a sabedoria 
que desce lá do alto; antes, é terrena, animal e demoníaca. Pois, onde há inveja e sentimento 
faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins. A sabedoria, porém, lá do alto é, 
primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, 
imparcial, sem fingimento."). 
 Ensinar as crianças à verdade, a realidade da vida - a verdade está somente em Jesus e na Sua 
Palavra. A verdadeira sabedoria é temer ao Senhor e a inteligência é discernir o bem do mal e 
apartar-se dele. O mundo vende ilusões e omissões a respeito da realidade da vida. (Jó 28:28 "E 
disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e o apartar-se do mal é o 
entendimento."; Jo 8:32 "e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará."; Rm 11 :36 "Porque 
dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!"). 
 Deus tem um propósito para os jovens - os jovens são chamados por Deus para serem armas 
de guerra, para desmascararem e vencerem o maligno e para trazerem soluções divinas para todas 
áreas da vida. Para tanto precisam raciocinar com base em princípios bíblicos (1 Jo 2:13-14 "Pais, 
eu vos escrevo, porque conheceis aquele que existe desde o princípio. Jovens, eu vos escrevo, 
porque tendes vencido o Maligno. Filhinhos, eu vos escrevi, porque conheceis o Pai. Pais, eu vos 
escrevi, porque conheceis aquele que existe desde o princípio. Jovens, eu vos escrevi, porque sois 
fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno."). 
Porque uma Escola Cristã 
Agora fica mais fácil entender por que uma escola cristã. Se as razões forem apenas: ambiente 
mais saudável isento de palavrões, drogas ou prostituição; compatibilidade doutrinária (ex.: 
criacionismo e evolucionismo); maior compromisso com resultados acadêmicos; ordem e disciplina 
superiores; etc., serão apenas conveniência ou preferência, que diante das dificuldades, não 
prevalecerão. 
As razões corretas para se pensar numa escola cristã estão, em primeiro lugar, diretamente 
ligadas ao que entendemos anteriormente por educação cristã. 
Somente uma escola constituída com base nessa mesma perspectiva bíblica pode apoiar 
as famílias no processo educacional, acrescentando o recurso profissional específico e 
caminhando sob a supervisão dos pais (Gl 4:1-2 "Digo, pois, que, durante o tempo em que o 
herdeiro é menor, em nada difere de escravo, posto que é ele senhor de tudo. Mas está sob 
tutores e curadores até ao tempo predeterminado pelo pai."). 
 Educação Cristã - 27 - 
Efeitos da Escola Não-Cristã 
Em contrapartida, percebemos que a educação anticristã, ou aquela provida por escolas 
que não tem qualquer compromisso com os valores morais e espirituais dos pais, apresenta os 
seguintes perigos: 
Pressão do meio anticristão - o ambiente e o governo de uma escola secular, 
principalmente a pública, são massacrantes para a mente imatura da criança. Não se pode 
esperar que uma criança saiba discernir sempre o que é bíblico e se posicionar, num ambiente 
hostil onde ela foi colocada pelos pais. (Sl 1:1-3 "Bem-aventurado o homem que não anda no 
conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos 
escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de 
noite. Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu 
fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido."; Sl 144:11-12 
"Livra-me e salva-me do poder de estranhos, cuja boca profere mentiras, e cuja direita é direita 
de falsidade. Que nossos filhos sejam, na sua mocidade, como plantas viçosas, e nossas filhas, 
como pedras angulares, lavradas como colunas de palácio;"). 
Aprendizado pela pressuposição - muitas coisas são ensinadas por influência, sem que a 
criança possa perceber. O sistema educacional humanista acaba sutilmente moldando a forma 
de pensar. Algumas das pressuposições para vencer na vida são: enganar, zombar, agredir, 
vangloriar-se, paquerar, ficar rico, ser famoso, fazer política, depender do governo civil, ser 
independente, etc. (Jr 9:23-24 "Assim diz o SENHOR: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, 
nem o forte, na sua força, nem o rico, nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em 
me conhecer e saber que eu sou o SENHOR e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque 
destas coisas me agrado, diz o SENHOR."; Pv. 28:26 " O que confia no seu próprio coração é 
insensato, mas o que anda em sabedoria será salvo.") . 
Decadência moral - nesses ambientes é ensinado o relativismo moral, ou seja, tudo 
depende de escolha e circunstâncias, independente das conseqüências. Por exemplo, a forma 
como é tratada a questão da AIDS. Toda posição radical tende a ser vista com desprezo. (Is 
5:20-21 "Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, 
escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo! Ai dos que são sábios a seus 
próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito!") 
Agressão física - muitas vezes as crianças são ameaçadas, agredidas, humilhadas e até 
violentadas, dentro de uma certa naturalidade. 
Ataque espiritual - proliferam o esoterismo, o ocultismo e o ateísmo, muitas vezes até 
patrocinados pela escola. 
Desenvolvimento intelectual - é notória a deterioração do padrão de ensino, particularmente 
nas escolas públicas. Isso se deve não apenas à falta de visão de educação, mas também à 
natureza decaída dos educadores envolvidos. 
Devemos honrar a Deus educando nossos filhos segundo Sua vontade. O cristianismo 
oferece algo muito superior, tendo a Cristo como modelo e a Palavra de Deus como fundamento. 
Como pais, educadores e líderes da igreja, devemos dar a melhor educação para as crianças, a 
qualquer preço (Os. 4:6 "O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. 
Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas 
sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei 
de teus filhos."). 
 
 
 Educação Cristã - 28 - 
 
19. A Educação Bíblica Primitiva 
 
 
A educação é necessária para que as habilidades e conhecimento adquiridos por uma 
geração possam ser transmitidos à seguinte. Esse tipo de educação é contínuo nas famílias; 
porém, à medida que as habilidades e conhecimento se tornam mais desenvolvidos e o dinheiro 
mais disponível na economia para pagar por ela, uma educação mais abrangente pode ser 
oferecida a um maior número de pessoas. Reflexos desse processo podem ser vistos na Bíblia. 
 
Educação dos Sumérios 
 
Quando Abraão foi chamado por Deus para deixar a cidade de Ur, na Suméria, e foi para 
a terra que Deus lhe prometeu mostrar (Gn 11.11-12.5), sua ida foi um ato de fé. Ur era uma 
cidade altamente civilizada e Abraão recebeu um chamado para deixá-la rumo a algo 
desconhecido. As escolas de Ur eram usadas para preparar as pessoas para o trabalho religioso, 
comercial e governamental. O currículo incluía matemática, linguagem, geografia, botânica e 
desenho. 
A escritura era feita com um estilo em forma de cunha, que gravava as letras em 
tabletes de argila