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FONTES DO DIREITO e LINDB

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FONTES DO DIREITO
Elas podem ser:
Imediatas - lei
Mediatas – doutrina/jurisprudência, costumes
Originárias – aspectos históricos
Derivadas – relação de dependência com outras fontes (doutrinas, costumes, analogias)
Jurisprudência – precedentes (ex.: lei do cheque)
São divididas em:
Materiais – religiosas, naturais, econômicas, políticas, morais...
Formais – estatais (portarias) e não estatais (de convívio social).
*Fato repetitivo = Jurisprudência
*Várias jurisprudências do mesmo fato = súmula (STF ou STJ).
- Súmulas Vinculantes: são do STF e estão consolidadas, ou seja, nas outras instâncias o caso pode ser julgado de maneiras diferentes, mas chegando no STF será sempre julgado de acordo com o que prevê essa súmula vinculante.
Disreegard – Teoria da Desconsideração da Personalidade Jurídica da Pessoa Jurídica
*É uma Doutrina 
*Está em lei para nós desde 2002 (Art.50 CC), mas antes já utilizávamos seus preceitos.
*Podemos utilizar de um direito estrangeiro, mas é preciso adaptá-lo a nossa realidade.
Direito Público
Normas que regem as relações em que o sujeito é o Estado, visando um fim social.
- Relações coletivas
- O Direito Privado também interfere no Direito Público: há parcerias, que partem do Direito Privado, onde o Estado dá poder a ele para que este faça a manutenção das coisas (ex.: pedágio e em troca a empresa mantém/cuida da rodovia). 
Áreas do Direito Público
- Direito Internacional
- Direito Constitucional
- Direito Administrativo
- Direito Tributário
- Direito Penal
- Direito Eleitoral
- Direito Militar
- Direito Processual (Penal, Civil, Tributário, Trabalhista...)
Direito Privado
Normas que regem as relações entre os particulares.
- Hoje em dia, o Estado interfere nos assuntos do Direito Privado que são de seu interesse (ex.: violência doméstica).
- É mitigado; tem sua autonomia, sua ordem e deve ser respeitado, mas, dentro de alguns vieses, deve estar em consonância com o Direito Público.
Áreas do Direito Privado
- Direito Civil
- Direito Empresarial
Direito Transindividual Difuso
Direito menor que os públicos e maior que os privados.
- Baseia-se na solidariedade. São direitos que transcendem o indivíduo, que não se restringem à relação individual, sendo designados como transindividuais.
- Incluem o direito à paz, ao desenvolvimento, ao meio ambiente sadio, dentre outros.
Áreas do Direito Transindividual Difuso
- Direito do Trabalho (relação empregado-empregador diz respeito ao âmbito privado mas também ao Estado pois essa relação deve seguir a CLT)
- Direito Previdenciário
- Direito do Consumidor
- Direito Ambiental
- Direito Digital
- Direito Desportivo
- Direito da Criança 
- Direito do Idoso
PRINCÍPIOS GERAIS DO DIREITO
Princípio é aquilo que norteia/delineia o sistema jurídico 
Princípio do Contraditório e da Ampla Defesa
- Equilíbrio/isonomia na relação das partes
- A defesa não será cerceada pelo judiciário (desde que haja possibilidade jurídica e licitude)
- Está na Constituição, mas expresso também no CPC
Princípio da Vida Humana
- Princípio base
- A categoria “vida” vem mudando seu significado: as gerações mais novas tendem a entender que não há vida sem dignidade
- Tende-se a ter, futuramente, maior autonomia sobre a vida
- Está na Constituição
Princípio da Igualdade/Isonomia
- Para garantir a igualdade para um desigual, preciso ser desigual.
- Não existia antes da CF/88, é tratado nela
Princípio do Acesso à Justiça
- Garante econômica, física e socialmente o acesso ao judiciário 
- Esse princípio é encontrado no CPC
Princípio da Reparação do Dano e Equilíbrio
- Para cada ato danoso cometido há uma punibilidade, pois o ato lesivo danifica o convívio social
- A reparação do dano é feita (economicamente) para restaurar o equilíbrio social
- Encontramos no CC
HIERARQUIA DAS NORMAS
- A Constituição é a norma superior e nenhuma norma inferior pode infringir o que ela determina. 
- A hierarquia tem um critério de SUBSUNÇÃO.
- Exemplo 1: não posso ter no Código Penal uma lei que viole a dignidade do sujeito, pois este princípio é garantido em texto constitucional.
- Exemplo 2: não posso ter no Código Penal uma lei que permita a pena de morte, pois a Constituição garante o direito à vida, como cláusula pétrea.
- Exemplo 3: Uma lei de 1994 determinou que dever-se-ia, obrigatoriamente, declarar em documento RG ou CNH se o portador era ou não doador de órgãos. No entanto, um tempo depois essa lei foi revogada porque percebeu-se que no CC o direito de personalidade termina com a morte – a lei de 94 feria um comando geral maior, o Código Civil.
A Hierarquia...
1) Constituição Federal de 1988 (CF/88) e Emendas Constitucionais (EC)
2) Lei Complementar (LC) – altera/complementa leis ordinárias 
3) Lei Ordinária – é a lei que conhecemos como lei; estabelece comandos gerais. Ex.: Consolidação (CLT), Códigos (Código Civil), Codificações.
4) Lei Delegada – outorga poderes ao Legislativo, ao Executivo e ao Judiciário. São leis esparsas (não estão em um código) específicas para a organização e os comandos do poder
5) Decreto Legislativo (Dec. Leg. ou Dec.) – deliberações para a organização administrativa. A ideia (não a regra) é que eles venham a se tornar lei ordinárias.
6) Resolução (Res.) – ideia de organização interna, administração.
7) Instrução Normativa – ideia de organização interna, administração. Chamada também de Instrução Administrativa.
8) Ato Normativo
9) Ato Administrativo
10) Portaria
11) Avisos 
* Os 4 últimos acabam tendo o mesmo comando e têm competência organizacional 	
DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS
Utilizar de exemplo a Lei Complementar nº 95/98
EPÍGRAFE- é a indicação da lei Lei Complementar nº 95 de 26 de fevereiro de 1998
EMENTA- identifica a temática “dispõe sobre...”
PREÂMBULO – qual a competência que está sancionando a lei “O Presidente da República...” competência federal.
CAPÍTULO I, TÍTULO II, SUBTÍTULO III, SEÇÃO I – sempre em numerais romanos.
ARTIGO – art. 1º ao 9º e art. 10,11,12... 
NORMA – Art. 1º ... normatização se possui normatização, é porque indica dois comandos em seu texto (ex.: Art. 33 CC).
PARAGRÁFO - §1°, § único...
*Função: complementar, incluir, mostrar exceções...
CAPUT- o texto que vem antes do parágrafo único e abaixo do artigo se o artigo não tiver parágrafo, esse texto que seria o caput é chamado apenas de artigo (juntamente ao artigo).
*Função: dar diretrizes e comandos gerais.
INCISOS – sempre em numerais romanos (in. I) no texto da lei, aparece só o numeral.
*Função: comando, vinculado ao caput
ALÍNEAS – indicadas por letras (al. a, al. b...) no texto da lei, aparece: a) ...
*Função: elencar, indicar, especificar... não dão comandos.
NOTAS – 1,2,3... não possuem abreviação e aparecem raramente.
*Função: esclarecer, destacar, pontuar...
LINDB
Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro.
- A lei 12.376/2010, juntamente com o dec. Lei 9830/2019, alterou o nome de LICC (Lei de Introdução ao Código Civil) – dec. lei 4657/42 – para LINDB.
TEMÁTICAS
- Vigência e eficácia: arts. 1º e 2º
- Conflitos no tempo e espaço: art. 6º
- Critérios de hermenêutica (interpretação): art. 5º
- Critérios de integração do ordenamento: art. 4º
- Garantia de eficácia global na ordem: art. 3º
DETERMINAÇÕES
- VIGÊNCIA: período em que a lei possui aplicabilidade.
* Vacatio Legis: período de tempo para a adequação da sociedade em receber a norma.
* No caso de silêncio: 45 dias de vacatio legis (Art.1º LINDB).
* A própria legislação pode indicar seu período de vacatio legis, ex.: CC/02 – 1 ano.
* Nos Estados estrangeiros, a lei brasileira (quando admitida) se inicia oficialmente depois de 3 meses de sua publicação, de acordo com o art.1º, §1° da LINDB. Ex.: lei publicada em 05.05.22, válida no Brasil em 06.06.22 e válida na Argentina em 06.08.22.
CONTAGEM
- ANO: publicação em 10.01.02 – fim vacatio legis em 10.01.03 – entra em vigor dia 11.01.03
- MÊS: prazo de 1 mês; publicação em 30.01.22 – fim vacatio legis em 01.03.22 – vigência em 01.03.22.
* 3 meses é diferente de 90 dias utiliza-se o ano contábil.
* em caso de ano bissexto ou fev., utiliza-seo dia subsequente.
- DIA: prazo 5 dias; publicação em 10.05.10 – fim vacatio legis em 14.05.10 – vigência em 15.05.10.
*a lei passa ater vigência às 00h do dia 15.
EXCEÇÕES
- Contribuição Social: art.195 §6° CF/88 – sempre vacatio legis de 90 dias.
- Tributo: art.150, III, “c” CF/88 – sempre vacatio legis de 90 dias.
- Atos Administrativos: art.103, I, CTN – a lei entra em vigor na data de publicação (se necessário, um prazo maior pode ser determinado).
- Emenda Constitucional: se não tiver prazo, entra em vigor na data de publicação.
- Lei de Processo Eleitoral: art.16 CF/88 – entra em vigor na data de publicação (que deve ser 1 ano antes do pleito eleitoral para valer), mas a aplicação/efetividade só ocorrerá um ano depois.
ARTIGO 1º - LINDB
Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada.
§ 1o Nos Estados estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia três meses depois de oficialmente publicada.
§ 3o Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação.
§ 4o As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.
ARTIGO 2º - LINDB
Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.
§ 1o A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.
§ 2o A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior.
§ 3o Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência.
REVOGAÇÃO
______________________________________________________________________
a) EXPRESSA
Lei A: vigência
Lei B: declara que a lei A está revogada
_______________________________________________________________________
Lei A: vigência
Lei B: trata do assunto da lei A e determina que ela está revogada (ex.: art.2045 CC/02)
________________________________________________________________________
b) CONTRADITÓRIA
O texto contraditório revoga a lei anterior.
· LEI DA UNIÃO ESTÁVEL de 1996 contradiz a de 94.
*O silêncio não revoga: se foi só omissivo, o texto permanece.
____________________________________________________________________________
c) REPRESTINAÇÃO – parágrafo 3º
Lei A: vigência 
Lei B: revoga a lei A
Lei C: revoga a lei B
*A lei A não volta a ter vigência: para que “volte” a ter, é necessário redigir uma NOVA lei.
ARTIGO 3º - LINDB
Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece.
- Princípio de segurança jurídica.
ARTIGO 4º - LINDB
Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia (casos/leis semelhantes), os costumes (hábito reiterado, e conhecido pela sociedade) e os princípios gerais do direito.
ARTIGO 5º - LINDB
Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum.
*Hermenêutica
*Ex.1: decretar falência o juiz pode ir contra a lei visando o bem social de todos que dependem daquela empresa para sobreviver (empregos diretos e indiretos) – cidade fantasma.
*Ex.2: usucapião
ARTIGO 6º - LINDB
A lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.
- Ato jurídico perfeito: realização do sujeito que tem consequência jurídica e está prescrita em lei ou, pelo menos, não vedada.
§ 1º. Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se efetuou.
- Direito adquirido: se, no momento em que uma nova lei entra em vigor, o sujeito já tiver preenchido os requisitos objetivos da lei anterior, ele permanece com os direitos adquiridos (ex.: lei de previdência social) *foto.
§ 2º. Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por ele, possa exercer, como aqueles cujo começo do exercício tenha termo prefixo, ou condição preestabelecida inalterável, a arbítrio de outrem.
- Coisa julgada: não cabe mais recurso, não retroage.
§ 3º. Chama-se coisa julgada ou caso julgado a decisão judicial de que já não caiba recurso.
*A ideia desse art.6º da LINDB é o princípio da irretroatividade da lei civil.
As leis civis não têm retroatividade, uma vez que esbarram no ato jurídico perfeito, no direito adquirido e na coisa julgada (art. 5º, XXXVI, CF). Nem mesmo o Estado pode retroagir os efeitos de uma nova lei para atingir situações definitivamente constituídas.
Do art.7° ao 19, a LINDB trata de normas acerca do direito internacional privado.
ARTIGO 7º - LINDB
A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
* Domicílio é residência (sujeito está e possui ânimo definitivo) + vida civil (onde o sujeito vota, trabalha, estuda...).
* O sujeito pode ter mais de um domicílio, contanto que em todos possua ânimo definitivo e vida civil.
* A ideia de mudança de domicílio é comum, possível e pode ocorrer mais de uma vez – sempre que o sujeito quiser, desde que tenha ânimo definitivo de permanecer neste domicílio.
* Autoridades brasileiras representando o Brasil no estrangeiro tem domicílio especial: se não tiver uma residência no Brasil, entende-se que está domiciliado no Itamarati.
* Ex.: Um jovem de 17 anos fará um intercâmbio e os pais resolvem emancipá-lo, no Brasil, antes de partir. Se no Brasil ele possuir capacidade civil (emancipação ou 18 anos completos), no país estrangeiro ele poderá exercer de sua capacidade civil mesmo que as leis de maioridade sejam diferentes, devido ao jovem estar domiciliado no Brasil.
§ 1o Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei brasileira quanto aos impedimentos dirimentes e às formalidades da celebração.
§ 2o O casamento de estrangeiros poderá celebrar-se perante autoridades diplomáticas ou consulares do país de ambos os nubentes (assim, vale para os dois países o mesmo casamento).
§ 3o Tendo os nubentes domicílio diverso, regerá os casos de invalidade do matrimônio a lei do primeiro domicílio conjugal.
§ 4o O regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país em que tiverem os nubentes domicílio, e, se este for diverso, a do primeiro domicílio conjugal.
§ 5º - O estrangeiro casado, que se naturalizar brasileiro, pode, mediante expressa anuência de seu cônjuge, requerer ao juiz, no ato de entrega do decreto de naturalização, se apostile ao mesmo a adoção do regime de comunhão parcial de bens, respeitados os direitos de terceiros e dada esta adoção ao competente registro.
§ 6º O divórcio realizado no estrangeiro, se um ou ambos os cônjuges forem brasileiros, só será reconhecido no Brasil depois de 1 (um) ano da data da sentença, salvo se houver sido antecedida de separação judicial por igual prazo, caso em que a homologação produzirá efeito imediato, obedecidas as condições estabelecidas para a eficácia das sentenças estrangeiras no país.
§ 7o Salvo o caso de abandono, o domicílio do chefe da família estende-se ao outro cônjuge e aos filhos não emancipados, e o do tutor ou curador aos incapazes sob sua guarda.
§ 8o Quando a pessoa não tiver domicílio, considerar-se-á domiciliada no lugar de sua residência ou naquele em que se encontre.
ARTIGO 8º - LINDB
Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país em que estiverem situados.
§ 1o Aplicar-se-á a lei do país em que for domiciliado o proprietário, quanto aos bens móveis que ele trouxer ou se destinarem a transporte para outros lugares.
§ 2o O penhor regula-se pela lei do domicílio que tiver a pessoa, em cuja posse se encontre a coisa apenhada.
ARTIGO 9º - LINDB
Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se constituírem.
*Contratos brasileiros não poderão ser vinculados em solo brasileiro com moeda estrangeira.
*A obrigação resultante do contrato reputa-seconstituída no lugar em que constituir o proponente.
ARTIGO 10 - LINDB
A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto ou desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.
§ 1º A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus.
§ 2o A lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade para suceder.
ARTIGO 11 - LINDB
As organizações destinadas a fins de interesse coletivo, como as sociedades e as fundações, obedecem à lei do Estado em que se constituírem.
§ 1o Não poderão, entretanto ter no Brasil filiais, agências ou estabelecimentos antes de serem os atos constitutivos aprovados pelo Governo brasileiro, ficando sujeitas à lei brasileira.
§ 2o Os Governos estrangeiros, bem como as organizações de qualquer natureza, que eles tenham constituído, dirijam ou hajam investido de funções públicas, não poderão adquirir no Brasil bens imóveis ou susceptíveis de desapropriação.
§ 3o Os Governos estrangeiros podem adquirir a propriedade dos prédios necessários à sede dos representantes diplomáticos ou dos agentes consulares.
LEI COMPLEMENTAR N° 95 DE 1998
Art. 8o A vigência da lei será indicada de forma expressa e de modo a contemplar prazo razoável para que dela se tenha amplo conhecimento, reservada a cláusula "entra em vigor na data de sua publicação" para as leis de pequena repercussão.
§ 1o A contagem do prazo para entrada em vigor das leis que estabeleçam período de vacância far-se-á com a inclusão da data da publicação e do último dia do prazo, entrando em vigor no dia subsequente à sua consumação integral.    
§ 2o As leis que estabeleçam período de vacância deverão utilizar a cláusula ‘esta lei entra em vigor após decorridos (o número de) dias de sua publicação oficial.

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