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4- APOSTILA - SAÚDE-LABORAL-E-DOENÇAS-OCUPACIONAIS

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SAÚDE LABORAL E DOENÇAS 
OCUPACIONAIS 
 
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NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia-se com a ideia visionária e da realização do sonho de um 
grupo de empresários na busca de atender à crescente demanda de cursos de 
Graduação e Pós-Graduação. E assim foi criado o Instituto, como uma entidade 
capaz de oferecer serviços educacionais em nível superior. 
O Instituto tem como objetivo formar cidadão nas diferentes áreas de conhecimento, 
aptos para a inserção em diversos setores profissionais e para a participação no 
desenvolvimento da sociedade brasileira, e assim, colaborar na sua formação 
continuada. Também promover a divulgação de conhecimentos científicos, técnicos 
e culturais, que constituem patrimônio da humanidade, transmitindo e propagando 
os saberes através do ensino, utilizando-se de publicações e/ou outras normas de 
comunicação. 
Tem como missão oferecer qualidade de ensino, conhecimento e cultura, de forma 
confiável e eficiente, para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base 
profissional e ética, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no 
atendimento e valor do serviço oferecido. E dessa forma, conquistar o espaço de 
uma das instituições modelo no país na oferta de cursos de qualidade. 
 
 
 
 
 
 
 
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Sumário 
Introdução .................................................................................................................. 4 
Saúde e segurança no trabalho ............................................................................... 6 
Resumo histórico .................................................................................................................... 6 
As normas regulamentadoras ................................................................................................. 7 
Classificação dos riscos ........................................................................................................... 8 
Riscos ambientais ................................................................................................................ 9 
Riscos ergonômicos ............................................................................................................. 9 
Riscos de acidentes ............................................................................................................. 9 
Proteção coletiva e individual ............................................................................................... 10 
Doenças ocupacionais............................................................................................ 11 
Estresse ................................................................................................................................. 12 
Síndrome de Burnout ............................................................................................................ 15 
Estresse x Síndrome de Burnout ....................................................................................... 17 
LER/DORT .............................................................................................................................. 19 
Asma Ocupacional ................................................................................................................ 23 
Dermatose ocupacional ........................................................................................................ 23 
Surdez temporária ou definitiva ........................................................................................... 24 
Antracose Pulmonar ............................................................................................................. 25 
Cuidados com a saúde mental em tempos de pandemia .................................... 26 
Referências .............................................................................................................. 31 
 
 
 
 
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Introdução 
Em 2012, por meio da Portaria nº 1.823, de 23 de agosto, o Ministério da 
Saúde, instituiu a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, que 
tem como finalidade definir os princípios, as diretrizes e as estratégias a serem 
observados pelas três esferas de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), para o 
desenvolvimento da atenção integral à saúde do trabalhador, com ênfase na 
vigilância, visando a promoção e a proteção da saúde dos trabalhadores e a redução 
da morbimortalidade decorrente dos modelos de desenvolvimento e dos processos 
produtivos. 
 
Figura 1 – Saúde ocupacional 
 
O caminho foi longo até o momento atual, mas felizmente os direitos dos 
trabalhadores vêm sendo conquistados. 
Pois bem, ao longo do caderno faremos uma breve revisão histórica do 
movimento pela saúde e segurança dos trabalhadores, falaremos do ambiente 
laboral, dos riscos a que estão sujeitos e das doenças ocupacionais que são uma 
preocupação e consideradas problema de saúde pública. 
A doença ocupacional ou profissional está definida no artigo 20, I da Lei n. 
8.213 de 24 de julho de 1991 como a enfermidade produzida ou desencadeada pelo 
exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante da relação 
elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social. 
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As doenças profissionais, conhecidas ainda com o nome de “idiopatias”, 
“ergopatias”, “tecnopatias” ou “doenças profissionais típicas”, são produzidas ou 
desencadeadas pelo exercício profissional peculiar de determinada atividade, ou 
seja, são doenças que decorrem necessariamente do exercício de uma profissão. 
Por isso, prescindem de comprovação de nexo de causalidade com o trabalho, 
porquanto há uma relação de sua tipicidade, presumindo-se, por lei, que decorrem 
de determinado trabalho. Tais doenças são ocasionadas por microtraumas que 
cotidianamente agridem e vulneram as defesas orgânicas e que, por efeito 
cumulativo, terminam por vencê-las, deflagrando o processo mórbido (MONTEIRO; 
BERTAGNI, 2000, p. 15). 
 
Figura 2 – Doenças ocupacionais 
 
Fecharemos nosso caderno com reflexões sobre a saúde mental dos 
profissionais da saúde em tempos difíceis de pandemia decorrente do novo 
coronavírus. 
 
 
 
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Saúde e segurança no trabalho 
 
Resumo histórico 
Um estudo publicado pela Fundação Oswaldo Cruz conta que, em meados da 
década de 50, o Brasil passou por um período de crescimento industrial muito forte, 
especialmente durante o governo de Getúlio Vargas. Com o incentivo às indústrias, 
foi necessário regulamentar as demandas trabalhistas por meio da Consolidação 
das Leis do Trabalho (CLT). A partir desse panorama, a Medicina do Trabalho 
começou a crescer e os cursos de medicina seguiram essa tendência, incorporando 
disciplinas focadas em Saúde do Trabalho. 
Já na década de 60, durante a ditadura brasileira, houve outro grande surto 
industrial no país. Era o “milagre brasileiro”, que incentivou uma série de 
construções e obras faraônicas, como a Ponte Rio-Niterói, estádios de futebol e 
hidrelétricas. O ritmo das obras era intenso e a falta de preparo do governo, das 
empresas e dos próprios trabalhadores acabou agravando as estatísticas de 
acidentes e mortes de trabalho. 
Para contornar esse problema e complementar a CLT, o Brasil criou uma 
série de Normas Regulamentadoras (NRs) e, entre elas, está a NR 04 que 
implementa os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do 
Trabalho (SESMTs). A regra define quantos profissionais de Saúde Ocupacional são 
necessários para cada empresa, de acordo com o quadro de funcionários. Essa 
medida já era recomendada desde 1959 pela Organização Internacional do Trabalho 
(OIT). 
A partir de então, a sociedade se organizou e criou diversos movimentos 
sindicais e fundações com foco em Saúde Ocupacional eMedicina Preventiva. No 
final da década de 80, o Brasil iniciou o seu processo de redemocratização e os 
direitos dos trabalhadores avançaram ainda mais! Hoje, por exemplo, os 
trabalhadores contam com assistência em caso de acidentes ou doenças de 
trabalho, acompanhamento obrigatório de exames médicos de acordo com os riscos 
que a profissão oferece entre outros 
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A Saúde Ocupacional surge, principalmente nas grandes empresas, com o 
traço da multi e interdisciplinaridade, com a organização de equipes 
progressivamente multiprofissionais, e a ênfase na higiene industrial, refletindo a 
origem histórica dos serviços médicos e o lugar de destaque da indústria nos países 
industrializados (MENDES, 1991 apud FRIAS JUNIOR, 1999). 
A Saúde Ocupacional passava a dar uma resposta racional, científica, para 
problemas de saúde determinados pelos processos e ambientes de trabalho e 
através da Toxicologia e dos parâmetros instituídos como limites de tolerância, 
tentava-se quantificar a resposta ou resistência do homem trabalhador aos fatores 
de risco ocupacionais. 
A Saúde do Trabalhador, por sua vez, passa a ser vista como a área de 
conhecimento e aplicação técnica que dá conta do entendimento dos múltiplos 
fatores que afetam a saúde dos trabalhadores e seus familiares, independente das 
fontes de onde provenham, das consequências da ação desses fatores sobre tal 
população (doenças) e das variadas maneiras de atuar sobre estas condições 
(TAMBELLINI et al, 1985). 
 
As normas regulamentadoras 
 
Os locais de trabalho, pela própria natureza da atividade desenvolvida e pelas 
características de organização, relações interpessoais, manipulação ou exposição a 
agentes físicos, químicos, biológicos, situações de deficiência ergonômica ou riscos 
de acidentes, podem comprometer a saúde e a segurança do trabalhador em curto, 
médio e longo prazo, provocando lesões imediatas, doenças ou a morte. 
Assim, encontramos no conjunto das normas regulamentadoras, respaldo 
para atuação junto à saúde e segurança do trabalhador. 
Por exemplo, a NR 12, Norma Regulamentadora – Segurança no Trabalho 
em Máquinas e Equipamentos e seus anexos definem referências técnicas, 
princípios fundamentais e medidas de proteção para garantir a saúde e a integridade 
física dos trabalhadores e estabelece requisitos mínimos para a prevenção de 
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acidentes e doenças do trabalho nas fases de projeto e de utilização de máquinas e 
equipamentos de todos os tipos, e ainda à sua fabricação, importação, 
comercialização, exposição e cessão a qualquer título, em todas as atividades 
econômicas, sem prejuízo da observância do disposto nas demais Normas 
Regulamentadoras - NR aprovadas pela Portaria n.º 3.214, de 8 de junho de 1978, 
nas normas técnicas oficiais e, na ausência ou omissão destas, nas normas 
internacionais aplicáveis. 
 
Anote aí: 
NR-1 - DISPOSIÇÕES GERAIS E GERENCIAMENTO DE RISCOS 
OCUPACIONAIS (tem novo texto) com início de vigência - 1 (um) ano a partir da 
publicação da Portaria SEPRT nº 6.730, de 9 de março de 2020. 
NR-2 - INSPEÇÃO PRÉVIA. REVOGADA pela PORTARIA SEPRT n. 915, de 
30 de julho de 2019, publicada no DOU de 31/07/2019. 
NR-3 - EMBARGO OU INTERDIÇÃO - Última modificação: Portaria SEPRT 
1069, de 23/09/2019. 
NR-7 - PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO E SAÚDE OCUPACIONAL – 
PCMSO (NOVO TEXTO): Início de vigência - 1 (um) ano a partir da publicação da 
Portaria SEPRT nº 6.734, de 9 de março de 2020. 
NR-9 - AVALIAÇÃO E CONTROLE DAS EXPOSIÇÕES OCUPACIONAIS A 
AGENTES FÍSICOS, QUÍMICOS E BIOLÓGICOS (NOVO TEXTO): Início de 
vigência - 1 (um) ano a partir da publicação da Portaria SEPRT nº 6.735, de 10 de 
março de 2020. 
NR-32 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE 
SAÚDE, teve última modificação pela Portaria SEPRT 915, de 30/07/2019. 
 
Classificação dos riscos 
Os riscos podem ser classificados como: ambientais, ergonômicos e de 
acidentes. 
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Riscos ambientais 
a) Físicos: são representados por fatores ou agentes existentes no ambiente de 
trabalho que podem afetar a saúde dos trabalhadores, como: ruídos, 
vibrações, radiações, frio, calor, pressões anormais e umidade; 
b) Químicos: são identificados pelo grande número de substâncias que podem 
contaminar o ambiente de trabalho e provocar danos à integridade física e 
mental dos trabalhadores, a exemplo de poeiras, fumos, névoas, neblinas, 
gases, vapores, substâncias, compostos ou outros produtos químicos; 
c) Biológicos: estão associados ao contato do homem com vírus, bactérias, 
protozoários, fungos, parasitas, bacilos e outras espécies de microrganismos. 
 
Riscos ergonômicos 
Os riscos ergonômicos estão ligados à execução de tarefas, à organização e 
às relações de trabalho, ao esforço físico intenso, levantamento e transporte manual 
de peso, mobiliário inadequado, posturas incorretas, controle rígido de tempo para 
produtividade, imposição de ritmos excessivos, trabalho em turno e noturno, 
jornadas de trabalho prolongadas, monotonia, repetitividade e situações causadoras 
de estresse. 
 
Riscos de acidentes 
Os riscos de acidentes são muito diversificados e estão presentes no arranjo 
físico inadequado, pisos pouco resistentes ou irregulares, material ou matéria-prima 
fora de especificação, utilização de máquinas e equipamentos sem proteção, 
ferramentas impróprias ou defeituosas, iluminação excessiva ou insuficiente, 
instalações elétricas defeituosas, probabilidade de incêndio ou explosão, 
armazenamento inadequado, animais peçonhentos e outras situações de risco que 
poderão contribuir para a ocorrência de acidentes. 
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Proteção coletiva e individual 
 
Para prevenir os acidentes e as doenças decorrentes do trabalho, a ciência e 
as tecnologias colocam à nossa disposição uma série de medidas e equipamentos 
de proteção coletiva e individual, visando, além de proteger muitos trabalhadores ao 
mesmo tempo, à otimização dos ambientes de trabalho, destacando-se por serem 
mais rentáveis e duráveis para a empresa. 
- Equipamento de proteção coletiva é toda medida ou dispositivo, sinal, 
imagem, som, instrumento ou equipamento destinado à proteção de uma ou mais 
pessoas. Ex.: escadas de emergência, extintor de incêndio. 
- Equipamento de Proteção Individual (EPI): é todo dispositivo de uso 
individual, destinado à proteção de uma pessoa. Ex.: botas, luvas, capacetes. 
Acidente de trabalho: é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da 
empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, 
perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade do trabalho (BRASIL, 
2001). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Doenças ocupacionais 
Para que se prove a existência da doença ocupacional necessita-se da 
comprovação de nexo de causalidade com o trabalho, ou seja, a doença 
ocupacional ou profissional, portanto deverá ter sido desencadeada pelo exercício 
do trabalhador em uma determinada função que esteja diretamente ligada à 
profissão. 
Alguns exemplos de doença ocupacional são: o escrevente que adquiriu 
tendinite, o soldador que desenvolveu alguma doença de visão, o trabalhador que 
realiza exercícios repetitivos que sofre com LER, o trabalhador que levanta peso e 
sofre com problemas de coluna, entre outros (BITTENCOURT, 2018). 
Diferentemente da doença profissional, a doença de trabalho não está 
atrelada à função desempenhada pelo trabalhador, mas ao local onde o operário é 
obrigado a trabalhar. 
Como exemplo de doença de trabalho, podemos citar: o câncer que acomete 
trabalhadores de minas e refinações de níquel, as pessoas que trabalham em 
contato com amianto ou em proximidade com algo radioativo, os trabalhadores que 
sofrem de doenças pulmonares por estarem em contato constante com muita poeira, 
névoa, vapores ou gases nocivos, a surdez provocada porlocal extremamente 
ruidoso, entre outros. 
Existem algumas doenças que não são consideradas doença de trabalho em 
virtude de sua natureza, pois se desenvolvem naturalmente. São elas: 
a) doença degenerativa; 
b) doença inerente ao grupo etário; 
c) doença que não produza incapacidade laborativa; 
d) doença endêmica adquirida por segurado habitante de região e que se 
desenvolva, salvo comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto 
determinado pela natureza do trabalho. 
As hipóteses acima estão dispostas no artigo 20, parágrafo 1º da Lei 
n.8.213/1991. 
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Vejamos algumas doenças do ambiente laboral: 
Estresse 
A palavra estresse deriva do latim e foi empregada popularmente no século 
XVII significando fadiga, cansaço. A partir dos séculos XVIII e XIX, o termo aparece 
relacionado com força, esforço e tensão. Embora, até os dias de hoje, a 
conceituação se apresente como um problema para os pesquisadores da área, o 
fenômeno não representa uma novidade. É um mecanismo bioquímico antigo de 
sobrevivência do homem, aperfeiçoado ao longo de sua própria evolução 
biofisiológica. O “estado de estresse” reflete um conjunto de reações e de respostas 
do organismo necessário a preservação de sua integridade. 
O conceito foi usado na área de saúde, pela primeira vez em 1926, por Seyle 
que notou que muitas pessoas sofriam de várias doenças físicas, e reclamavam de 
alguns sintomas em comum. Suas pesquisas foram decisivas para propor as 
primeiras explicações inerentes ao processo de estresse e, seus conceitos ainda 
hoje, representam apoio teórico para a maioria das pesquisas desenvolvidas nesta 
área (GUIMARÃES, 2000). 
Em entrevista ao Dr. Drauzio Varela (2012), a médica psiquiatra Alexandrina 
Meleiro que trabalha no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da 
Universidade de São Paulo explica que o estresse é uma defesa natural que nos 
ajuda a sobreviver, mas a cronicidade do estímulo estressante acarreta 
consequências danosas ao nosso organismo. 
Embora a tendência do indivíduo seja elaborar estratégias para resolvê-las, 
muitas vezes, ele vai se adaptando às exigências do chefe intransigente, à situação 
econômica difícil, aos revezes do dia a dia. Se não conseguir criar essas estratégias, 
seu organismo não irá reagir convenientemente diante dos problemas e dará sinais 
de cansaço que podem afetar os sistemas imunológico, endócrino, nervoso e o 
comportamento do dia a dia. A continuidade dessa situação afeta a pessoa, 
exaurindo suas forças e ela cai num estado de exaustão, de estresse propriamente 
dito. Caso não consiga reverter o processo, as consequências não tardarão a surgir: 
aumento da pressão arterial, crises de angina que podem levar ao infarto, dores 
musculares, nas costas, na região cervical, alterações de pele, entre outras. Daí a 
importância de a pessoa estar alerta para os sinais que o corpo registra. 
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Ao transportarmos nossa observação para as organizações, veremos que o 
estresse no trabalho é um tema relevante nas mesmas, sejam elas privadas ou 
públicas (BALASSIANO; TAVARES; PIMENTA, 2011). 
Trata-se de uma reação diante de determinada situação que se insere em 
algum contexto. De forma geral, o estresse é a reação do corpo a agentes 
estressores (MORAES; MONT'ALVÃO, 2012 apud BATISTA et al., 2016). 
 
Figura 3 - Estresse 
 
O estresse pode ser compreendido também como o desalinhamento entre as 
condições do trabalho e os trabalhadores individuais, pois o estresse causa 
respostas físicas e emocionais diante das exigências de trabalhos que não são 
equilibradas pelo trabalhador (OLIVEIRA, 2003). 
No trabalho, o estresse pode ser causado por diversos fatores, a saber: 
pressão pela produtividade, incapacidade de atender as demandas, condições de 
trabalho desfavoráveis ou precárias, pressões financeiras, organizacionais ou 
morais, dentre outros diversos fatores (BALASSIANO; TAVARES; PIMENTA, 2011; 
IIDA, 2005). 
Reforçamos abaixo as cinco fontes de estresse que se destacam nas 
organizações: 
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1) Baixas condições de trabalho, sobrecarga de informação, pressão de 
prazos, mudanças tecnológicas; 
2) Papel na organização, incluindo ambiguidade e conflito de papéis, que 
ocorre quando o indivíduo não tem uma visão clara sobre os objetivos 
de seu trabalho; 
3) Desenvolvimento de carreira, incluindo falta de segurança no emprego, 
falta ou excessos de promoções e obsolescência; 
4) Relacionamentos no trabalho; e, 
5) Estrutura e clima organizacional, incluindo baixo envolvimento na 
tomada de decisão e em questões políticas. 
 
O estresse possui diversos sintomas e reações, dentre os quais: perda de 
autoconfiança, insônia, comportamento agressivo, dores musculares, doenças 
cardiovasculares e outros sintomas psicológicos e físicos (MARTHA et al., 2012 
apud BATISTA et al., 2016; IIDA, 2005). 
 
Figura 4 - Sintomas do Estresse 
 
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Pasquali (2010, p. 505), salienta que, quanto mais os conceitos ergonômicos 
no trabalho forem incorporados ao universo da produção, “maiores serão as 
possibilidades para reduzir o sofrimento patogênico no trabalho e as perdas com 
improdutividade dos sistemas”. 
Isso contribuirá para que a organização tenha altos níveis de satisfação, 
melhor clima organizacional, economia de custos, de esforços, de tempo e melhoria 
na qualidade dos resultados, aumento da produtividade, diminuição dos acidentes 
de trabalho e do custo operacional, e um gerenciamento mais eficaz. 
Assim, a Ergonomia considera fatores técnicos, fatores humanos, fatores 
ambientais, fatores sociais; e quanto mais desses fatores estiverem presentes nas 
situações de trabalho de maneira produtiva e construtiva, melhor será a condição de 
o indivíduo na organização, significando qualidade de vida no trabalho (SILVA; 
SANCHES; FORESTO, 2013). 
 
Síndrome de Burnout 
 
A Síndrome de Burnout é um estado físico, emocional e mental de exaustão 
extrema, resultado do acúmulo excessivo em situações de trabalho que são 
emocionalmente exigentes e/ou estressantes, que demandam muita competitividade 
ou responsabilidade, especialmente nas áreas de Educação e Saúde. 
A principal causa da doença, conhecida também como “Síndrome do 
Esgotamento Profissional”, é justamente o excesso de trabalho. Esta síndrome é 
comum em profissionais que atuam diariamente sob pressão e com 
responsabilidades constantes, como médicos, enfermeiros, professores, policiais, 
jornalistas, dentre outros. Traduzindo do inglês, “burn” quer dizer queima e “out” 
exterior (BRASIL 2018). 
Gil-Monte (2005 apud DIEHL; CARLOTTO, 2015) propõe um modelo teórico 
da Síndrome de Burnout constituído por quatro dimensões que estabelecem dois 
perfis diferenciados. 
As dimensões são assim caracterizadas: 
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1) Ilusão pelo Trabalho – indicando o desejo individual para atingir metas 
relacionadas ao trabalho, sendo estas percebidas pelo sujeito como atraentes e 
fonte de satisfação pessoal. 
2) Desgaste psíquico – caracterizado pelo sentimento de exaustão emocional 
e física em relação ao contato direto com pessoas que são fonte ou causadoras de 
problemas. 
3) Indolência – evidenciada pela presença de atitudes de indiferença junto às 
pessoas que necessitam ser atendidas no ambiente de trabalho, assim como 
insensibilidade aos problemas alheios. 
4) Culpa – evidenciada pelo surgimento de cobrança e sentimento de 
culpabilização por atitudes e comportamentos do indivíduo não condizentes com as 
normas internas e com a cobrança social acerca do papel profissional. 
 
A síndrome de Burnout estabelece dois perfis diferenciados. 
O Perfil 1 caracteriza-se por um conjunto de sentimentos e condutas ligadas 
ao estresse laboral, originando uma forma moderada de mal-estar, mas que não 
impossibilita o profissional de exercer suas atividades laborais,ainda que pudesse 
realizá-las de melhor forma. 
O Perfil 2 refere-se a casos clínicos mais deteriorados em decorrência da 
síndrome, incluindo os sentimentos já apresentados, acrescidos do sentimento de 
culpa. Em ambos, as atitudes e os comportamentos de indolência podem ser 
entendidos como uma estratégia de enfrentamento para lidar com o desgaste 
emocional e cognitivo. No entanto, enquanto para alguns profissionais essa 
estratégia de enfrentamento é suficiente e possibilita o gerenciamento do estresse, 
para outros é percebida como inadequada e ocasiona sentimento de culpa. 
No Perfil 2, o profissional apresenta comprometimento na execução de suas 
atividades e, ao perceber que não as executa adequadamente, desenvolve 
sentimentos de fracasso e de culpa por não estar correspondendo às exigências e 
às normas do que avalia ser seu papel profissional (GIL-MONTE, 2008 apud DIEHL; 
CARLOTTO, 2015). Indivíduos classificados no Perfil 2 de Burnout costumam 
apresentar maior absenteísmo (GIL-MONTE, 2008 apud DIEHL; CARLOTTO, 2015), 
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mais problemas de saúde (CARLOTTO et al., 2012) e sintomas de depressão (GIL-
MONTE, 2012 apud DIEHL; CARLOTTO, 2015). 
 
Estresse x Síndrome de Burnout 
Os fatores desencadeantes do estresse no ambiente de trabalho são: 
✓ Ruído; 
✓ Iluminação; 
✓ Temperatura; 
✓ Higiene; 
✓ Intoxicação; 
✓ Clima; 
✓ Disposição do espaço físico para o trabalho; 
✓ O trabalho noturno; 
✓ A sobrecarga de trabalho; 
✓ A exposição a riscos e perigos. 
 
Já os principais sintomas da síndrome de Burnout são os fatores: 
✓ Físicos – sensação de fadiga constante e progressiva, distúrbios do sono, 
dores musculares, no pescoço, ombro e dorso, perturbações gastrointestinais, 
baixa resistência imunológica, astenia, cansaço intenso, cefaleias, transtornos 
cardiovasculares; 
✓ Psíquicos – diminuição da memória, falta de atenção e concentração, 
diminuição da capacidade de tomar decisões, fixações de ideias e obsessão 
por determinados problemas, ideias fantasiosa ou delírios de perseguição, 
sentimento de alienação e impotência, labilidade emocional, impaciência; 
✓ Emocionais – desânimo, perda de entusiasmo e alegria, ansiedade, 
depressão, irritação, pessimismo, baixa alta estima; e, 
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✓ Comportamentais – isolamento, perda de interesse pelo trabalho ou lazer, 
comportamento menos flexível, perda de iniciativa, lentidão no desempenho 
das funções, absenteísmo, aumento do consumo de bebidas alcoólicas, fumo 
e até mesmo drogas, incremento da agressividade. 
 
No entanto, é importante ressaltar que nem todos estes sintomas estão 
necessariamente presentes em todos os casos, pois esta configuração dependerá 
de fatores individuais e ambientais (ODORIZZI, 1995). 
Estes sintomas podem se desenvolver em indivíduos que estejam 
relacionados com qualquer tipo de atividade no trabalho, no entanto, deve ser 
entendida como uma resposta ao estresse laboral que aparece quando falham as 
estratégias funcionais de enfrentamento que o sujeito pode empregar e se comporta 
como variável mediadora entre o estresse percebido e suas consequências 
(JIMÉNEZ; PUENTE, 1995 apud SANTANA; LORENA; FERNANDES, 2016). 
Esse enfrentamento é definido por Limongi-França e Rodrigues (1996), como 
sendo o conjunto de esforços que uma pessoa desenvolve para manejar ou lidar 
com as solicitações externas ou internas, que são avaliadas por ela como 
excessivas ou acima de suas possibilidades. 
Assim, a Síndrome de Burnout é considerada um passo intermediário na 
relação estresse-consequências do estresse de forma que, permanecendo durante 
um longo tempo, o estresse laboral terá consequências nocivas para o indivíduo, 
sob a forma de enfermidade, falta de saúde com alterações psicossomáticas – 
alterações cardiorespiratórias, gastrite e úlcera, dificuldade para dormir, náuseas – e 
para organização – deterioração do rendimento ou da qualidade de trabalho – 
(SILVA; CARLOTTO, 2003). 
Eis que a intervenção ergonômica proporciona a prevenção e tratamento da 
Síndrome de Burnout, abordando os aspectos do trabalho, relacionamento do 
homem com seu ambiente de trabalho e sua humanização; sendo obtida pela 
adaptação das condições laborais através de medidas antropométricas e técnicas 
que trabalham o relaxamento dinâmico por meio da reeducação da postura global 
(BARREIRA, 1989). 
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LER/DORT 
 
Há décadas que as doenças ocupacionais como Lesão por Esforço Repetitivo 
e Distúrbios Osteomoleculares Relacionados ao Trabalho (LER/DORT) são 
frequentes nas estatísticas da Previdência Social no Brasil e os números 
comprovam. 
Em 2017, de acordo com números preliminares do Instituto Nacional de 
Seguridade Social (INSS), foram concedidos 196.754 benefícios a trabalhadores que 
precisaram ser afastados das atividades profissionais por mais de 15 dias, devido a 
algum problema de saúde ocasionado pelo trabalho. A média foi de 539 
afastamentos por dia e para tipos de doenças relacionadas à LER/DORT, o número 
foi de 22.029 benefícios, o que representa 11,19% de todos os benefícios 
concedidos (REVISTA PROTEÇÃO, 2018). 
As doenças relacionadas à LER/DORT são caracterizadas pelo desgaste de 
estruturas do sistema musculoesquelético que atingem várias categorias 
profissionais. Geralmente são provocadas por movimentos contínuos com 
sobrecarga dos nervos, músculos e tendões. 
Das 20 principais causas de afastamento das atividades profissionais por 
adoecimento no trabalho em 2017, três se enquadram nessa denominação: 
✓ Lesões no ombro; 
✓ Sinovite (inflamação em uma articulação) e tenossinovite (inflamação ou 
infecção na bainha que cobre o tendão); 
✓ Mononeuropatias dos membros superiores (lesão no nervo periférico). 
 
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Figura 5 – LER/DORT 
De acordo com o protocolo do Ministério da Saúde, as LER/DORT são, por 
definição, um fenômeno relacionado ao trabalho. São danos decorrentes da 
utilização excessiva, imposta ao sistema musculoesquelético, e da falta de tempo 
para recuperação. 
Caracterizam-se pela ocorrência de vários sintomas, concomitantes ou não, 
de aparecimento insidioso, geralmente nos membros superiores, tais como dor, 
parestesia (queimação, dormência, coceira), sensação de peso e fadiga. 
Abrangem quadros clínicos do sistema musculoesquelético adquiridos pelo 
trabalhador submetido a determinadas condições de trabalho. 
Entidades neuro-ortopédicas definidas como tenossinovites, sinovites e 
compressões de nervos periféricos podem ser identificadas ou não. São comuns a 
ocorrência de mais de uma dessas entidades nosológicas e a concomitância com 
quadros inespecíficos, como a síndrome miofascial. Frequentemente são causas de 
incapacidade laboral temporária ou permanente (BRASIL, 2012). 
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Na atividade econômica industrial, a partir da segunda metade do século XX, 
as LER/DORT adquiriram expressão em número e relevância social com a 
racionalização e inovação técnica na indústria (MAENO et al., 2006). 
Atualmente, dentre as atividades econômicas, a indústria apresenta o maior 
número absoluto de diagnósticos de doenças do sistema osteomuscular e do tecido 
conjuntivo dentre os auxílios-doença acidentários concedidos pela Previdência 
Social no Brasil (CARVALHO, 2013). 
Além disso, publicações científicas também revelam a importante participação 
da indústria relacionada ao número de casos de LER/DORT no Brasil (MAENO, 
2006; FERNANDES et al., 2010 apud VIEGAS; ALMEIDA, 2016). 
A quantidade de casos de LER/DORT vem aumentando anualmente, e esse 
fato se explica pelas transformações do trabalho e das empresas que se 
organizaram de forma a visar a produtividade e lucro, desconsiderando, muitas 
vezes, os limites físicos e psicossociais dos trabalhadores. As altas exigências dos 
locais de trabalho, com alta demanda de movimentos repetitivos, a ausênciade 
pausa, a permanência em determinadas posturas por tempo prolongado, além de 
equipamentos de trabalho desconfortáveis e sem ajustes necessários, repercute 
negativamente na saúde dos trabalhadores (KURIONKA et al., 1995 apud VIEGAS; 
ALMEIDA, 2016). 
Mais uma vez, será na Ergonomia, que encontraremos oportunidades de 
atuação no campo das LER/DORTs que estuda tanto as condições prévias como as 
consequências do trabalho e as interações que ocorrem entre o homem, máquina e 
ambiente durante a realização desse trabalho, ou seja, ela pode realizar o 
planejamento técnico no ambiente de trabalho que possibilite segurança, saúde, 
estrutura adequada para o trabalhador. 
Para Filho e Júnior (2004 apud DINIZ, 2017), uma ação preventiva pode ser 
construída baseando-se numa abordagem de natureza ergonômica, organizacional 
ou psicossocial. No caso do ambiente de trabalho, quando se fala em prevenção, as 
empresas, em sua maioria, preferem trabalhar apenas com aspectos biomecânicos, 
pelas mudanças nos equipamentos e no mobiliário e de uma orientação para a 
correção de posturas, ignorando os aspectos ligados à organização do trabalho. 
Segundo os autores, esta postura pode contribuir para piorar ou não resolver o 
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quadro clínico dos distúrbios, dependendo da configuração que se obtém dos outros 
fatores determinantes das LER/DORT no local de trabalho. 
Portanto, a Ergonomia busca uma análise dos processos de reestruturação 
produtiva no que se refere à caracterização da atividade e à inadequação dos postos 
de trabalho. A caracterização da atividade é um elemento fundamental para atingir 
um funcionamento estável em quantidade e qualidade. Portanto, a atividade deve 
ser concebida considerando a diversidade da população de trabalhadores e a 
variabilidade inerente a ela. Muito além da simples adaptação física dos ambientes 
de trabalho, a Ergonomia procura conhecer e integrar as variáveis do indivíduo às 
exigências e a organização do trabalho. Somente integrando tais variáveis, pode-se 
facilitar a qualidade de vida no trabalho e favorecer a produção (ABRAHÃO, 2000; 
ASSUNÇÃO; LIMA, 2002). 
 
Anote aí: 
De acordo com o documento “Protocolo de Complexidade Diferenciada” 
editado pelo Ministério da Saúde (2012), são considerados sinônimos lesões por 
esforços repetitivos (LER), distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho 
(Dort), síndrome cervicobraquial ocupacional, afecções musculoesqueléticos 
relacionadas ao trabalho (Amert) e lesões por traumas cumulativos (LTC). As 
denominações oficiais do Ministério da Saúde e da Previdência Social são LER e 
Dort, assim grafadas: LER/Dort. 
A etiologia dos casos de LER/Dort é multifatorial. Diferentemente de uma 
intoxicação por metal pesado, cuja etiologia é claramente identificada e mensurável, 
nos casos de LER/Dort é importante analisar os vários fatores de risco envolvidos 
direta ou indiretamente. 
Os fatores de risco não são necessariamente as causas diretas de LER/Dort, 
mas podem gerar respostas que produzem as lesões ou os distúrbios. Na maior 
parte das vezes, tais fatores foram estabelecidos por meio de observações 
empíricas e depois confirmados com estudos epidemiológicos (KUORINKA; 
FORCIER, 1995). 
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Os fatores de risco não são independentes: interagem entre si e devem ser 
sempre analisados de forma integrada. Envolvem aspectos biomecânicos, 
cognitivos, sensoriais, afetivos e de organização do trabalho. Por exemplo, fatores 
organizacionais como carga de trabalho e pausas para descanso podem controlar 
fatores de risco quanto à frequência e à intensidade. 
A Análise Ergonômica do Trabalho (AET) uma vez centrada sobre a análise 
da atividade, pode identificar as condições que determinam esta atividade. Ela 
ultrapassa as relações simplistas, uma causa um efeito, dentro da explicação das 
origens e das consequências das LER/DORT, e pela mesma forma, ultrapassa as 
abordagens biomecânicas predominantes neste assunto. 
 
Asma Ocupacional 
 
Causada pela inalação de agentes tóxicos que causam alergia, a asma se 
caracteriza pela obstrução das vias respiratórias do trabalhador por poeiras de 
substâncias como algodão, borracha, linho, madeira, etc. É a doença respiratória 
mais comum relacionada ao trabalho. 
A sua prevenção depende, em grande medida, da utilização de adequados 
equipamentos de proteção individual. A eficácia do tratamento, quando a patologia já 
está instalada, depende do afastamento do trabalhador dos agentes causadores da 
obstrução de suas vias áreas. 
 
Dermatose ocupacional 
 
É uma doença do trabalho, que se caracteriza por alterações na pele e na 
mucosa do trabalhador, em razão da sua exposição a determinados agentes nocivos 
durante o desempenho de suas atividades laborais, como a graxa ou óleo mecânico, 
por exemplo. O termo engloba os seguintes males: dermatite de contato, ulcerações, 
infecções e cânceres. 
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Figura 6 – Dermatose ocupacional 
 
A sua prevenção depende da utilização contínua de EPI — Equipamento de 
Proteção Individual —, e o tratamento reclama o afastamento do trabalhador de suas 
funções habituais e do contato com os agentes nocivos. 
 
Surdez temporária ou definitiva 
 
Caracterizada pela perda da sensibilidade auditiva em razão da intensa e 
prolongada exposição a ruídos. É uma doença do trabalho, pois, embora possa se 
relacionar diretamente com o exercício da atividade profissional, não é típica de uma 
função específica, mas pode ser desencadeada por qualquer pessoa submetida às 
mesmas condições, independentemente de sua ocupação laboral. 
Como a maioria das doenças ocupacionais, pode ser eficazmente evitada se 
utilizados equipamentos de proteção individual, como protetores auriculares. É 
comum entre os operários da construção civil e trabalhadores de salão de beleza, 
expostos diariamente a ruídos exaustivos. Se em estágio avançado, a surdez pode 
se tornar irreversível. 
 
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Antracose Pulmonar 
 
Doença do trabalho, incidente em trabalhadores das carvoarias, submetidos à 
inalação contínua de agentes causadores de lesões pulmonares. Embora seja 
comum nesse segmento profissional, ela não é exclusiva dessa categoria de 
trabalhadores, podendo ocorrer em qualquer pessoa moradora de grandes centros 
urbanos. O tratamento exige o afastamento do trabalhador do agente patógeno. 
 
 
Figura 7 – Antracose ocupacional/pulmonar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Cuidados com a saúde mental em tempos de pandemia 
A saúde mental está no centro da nossa humanidade, nos permitindo ter 
vidas enriquecedoras e gratificantes, e participar nas nossas comunidades. No 
entanto, a pandemia da COVID-19 não está apenas atacando nossa saúde física; 
também está aumentando o sofrimento psicológico. 
É fundamental enfrentar e criar rituais de preservação, como evitar ler notícias 
provenientes de redes sociais, sem o devido respaldo científico. “É preciso focar em 
pensamentos positivos para sair do círculo do pânico. O pensamento ansioso, 
principalmente relacionado ao medo de adoecer, faz com que o organismo 
reproduza os sintomas da doença” (GALBIATTI, 2020). 
O Departamento de Saúde Mental da Organização Mundial da Saúde (OMS) 
criou um guia com orientações para profissionais de saúde, pessoas em quarentena, 
idosos e população em geral. 
Abaixo um compilado de dicas para os diversos grupos: 
 
1)À população geral: 
a) Tenha empatia com o outro 
b) O novo coronavírus deve afetar pessoas em muitos países e regiões. Não 
existe nenhuma relação da doença com uma etnia ou nacionalidade. 
Demonstre empatia com todos os afetados em qualquer país. As pessoas 
infectadas não fizeram nada errado e merecem nosso apoio, compaixão e 
gentileza. 
c) Reduza a leitura ou o contato com notícias que podem causar ansiedade ou 
estressed) Procure informações e atualizações uma ou duas vezes ao dia evitando o 
“bombardeio desnecessário” de informações. A enxurrada de notícias sobre 
um surto pode levar qualquer pessoa à preocupação. Informe-se com os fatos 
e não os boatos ou as informações erradas. 
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e) Projeta a si próprio e apoie os outros ajudando-os em seus momentos de 
necessidade. 
f) A assistência a outros em seu momento de carência pode ajudar a quem 
recebe o apoio como a quem dá o auxílio. Um exemplo: telefone para seus 
vizinhos ou pessoas em sua comunidade que precisam de assistência extra. 
Atuando juntos como uma comunidade pode ajudar a criar solidariedade e a 
enfrentar a covid-19 em união. 
g) Crie oportunidades para ampliar histórias positivas e úteis de pessoas na sua 
área que tiveram a covid-19. 
h) Por exemplo, experiências de pessoas que se recuperaram da doença ou que 
apoiaram um ente querido e estão dispostas a contar como foi. 
i) Homenageie e aprecie o trabalho dos cuidadores e dos agentes de saúde. 
j) Reconheça o papel desses profissionais que estão cuidando dos afetados 
pelo novo coronavírus em sua região. 
 
2)Aos agentes de Saúde: 
O estresse e a pressão não significam que você não seja capaz de fazer o 
seu trabalho ou que seja uma pessoa fraca. 
Para os trabalhadores desse setor que sentem a pressão de lidar com a 
situação, este é um quadro típico para você e muitos de seus colegas. É normal se 
sentir assim por causa da pandemia. O gerenciamento da sua saúde mental e o seu 
bem-estar psicossocial durante este momento é crucial para que você possa manter 
sua saúde física também. 
a) Cuide de você - Tente utilizar métodos para lidar com a situação como fazer 
pausas e descansar entre os seus turnos de trabalho e até mesmo tirar um 
momento dentro do expediente. Tenha atenção ainda aos seus alimentos 
para manter uma dieta saudável, fazer exercícios físicos e ficar em contato 
com a família e com os amigos. 
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b) Evite formas errôneas de lidar com o estresse como o uso de tabaco, álcool 
ou outras drogas - A longo prazo, eles pioram o seu bem-estar físico e mental. 
Este é um cenário sem precedentes para muitos trabalhadores especialmente 
aqueles que nunca participaram de respostas semelhantes a uma crise ou 
pandemia. Para os que têm alguma experiência, tente utilizar o que deu certo 
no passado e que pode ser útil de novo. Você pode conseguir reduzir o 
estresse. 
c) Se possível, continue conectado com seus entes queridos - Alguns agentes 
de saúde podem estar sendo evitados pela família por causa do medo de 
contaminação e estigmas. Isso pode fazer com que a situação que você já 
enfrenta se torne ainda mais difícil. O contato virtual é uma forma de contato. 
Procure seus colegas, seus supervisores e pessoas de confiança para esse 
apoio social. Você poderá descobrir que seus amigos estão tendo 
experiências semelhantes e atravessando o mesmo que você. 
 
3)Aos cuidadores de crianças: 
a) Ajude as crianças a expressarem, de forma positiva, seus medos e 
ansiedades 
b) Cada criança tem sua própria maneira de fazê-lo. Algumas vezes, a atividade 
criativa, jogos e desenhos podem ajudar. As crianças se sentem melhor e 
mais aliviadas quando podem comunicar os sentimentos num ambiente de 
apoio. 
c) Mantenha as rotinas familiares sempre que possível e crie novas rotinas 
principalmente com as crianças em casa 
d) Pense em atividades lúdicas e pedagógicas para fazer com elas. Sempre que 
possível, incentive as crianças a continuarem brincando e se sociabilizando 
com os outros, mesmo que somente na família por causa do distanciamento 
social no momento. 
e) Fale com seus filhos sobre a covid-19 de forma honesta e apropriada à idade 
deles - Se eles tiverem preocupações, o fato de falar sobre elas pode ajudar a 
baixar a ansiedade das crianças. Elas observam os pais, as emoções no ar e 
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tiram daí seus mecanismos para lidar com as próprias emoções da melhor 
forma nesses momentos difíceis. 
 
4)Aos idosos e cuidadores: 
a) Ofereça a eles apoio emocional por meio de redes familiares ou de agentes 
de saúde - Idosos, especialmente em isolamento social e aqueles com 
problemas cognitivos como demência podem se tornar ansiosos, estressados, 
com raiva, agitados e distanciados durante a quarentena. 
b) Ofereça apoio - Partilhe fatos simples sobre o que está acontecendo com 
informações claras a respeito da redução de riscos e infecções em palavras 
compreensíveis para quem tem barreiras de entendimento 
c) Repita a informação sempre que necessário - As instruções precisam ser 
claras, concisas e respeitar o estilo do paciente. Talvez seja útil colocar a 
informação em escrito ou em pinturas e figuras. Envolva a família e outras 
redes de apoio no fornecimento das notícias e de medidas de prevenção 
como a lavagem de mãos. 
d) Mantenha rotinas e tarefas regulares sempre que possível e crie novas num 
ambiente diferente - Você pode dedicar-se a atividades como limpeza, canto, 
pinturas e outras. Mantenha o contato com os entes queridos ainda que por 
telefone. 
 
5)Pessoas em isolamento: 
a) Fique em contato e mantenha sua rede de amigos e conhecidos - Ainda que 
isolado tente ao máximo manter sua rotina e crie novas. Se as autoridades de 
saúde recomendaram distância física para conter o surto, você pode manter a 
proximidade digital com e-mails, redes sociais, telefone, etc. 
b) Durante esse período de estresse, esteja atento a seus sentimentos e 
demandas internas - Envolva-se com atividades saudáveis e aproveite para 
relaxar. O exercício constante, o sono regular e uma dieta balanceada 
ajudam. Mantenha tudo em perspectiva. Os agentes de saúde em todos os 
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países estão atuando para que os mais afetados pela pandemia recebam 
assistência e cuidados. 
c) Siga notícias confiáveis - Uma enxurrada constante de notícias sobre a 
pandemia pode levar qualquer um à ansiedade e ao estresse. Siga as 
notícias confiáveis e evite boatos e fake news que vão somente causar mais 
desconforto (OPAS, 2020). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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