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FERTILIDADE
DO SOLO E NUTRIÇÃO
DE PLANTAS
COAMO / CODETEC
(2a edlc:',,•, revisada)
Agridepolmontos
AOS PESQUISADORES:
Alfredo
Áureo Rano.• 1 Antintinn
Edson Falire. Lt.•
Pela participação no treinanb 11111
"Fertilidade do Solo e Nutrk:-1.. Pl4ntim"
A COODETEC:
Pelo empenho, dedicação e seriedade envillm los neste
longo trabalho de estudos e montagem destil publica*.
AOS PROFESSORES DA UNIVERSIDADE ESTADUAL
DE MARINGÁ - DEPAftFAMEN R) DL A(;HONI()MIA
Antonio Garlt”; tf.' 1 11.;111
Antonio Saraiva
Cassio Antonio Torm,
José Carlos Pintro
José de Deus Viana da Mata
Pela colaboração e disposição no trabalho de revido tecnIco
desta 2a ediçâo.
iN ❑ ICE
AMOSTRAGEM DO SOLO 9
CONSIDERAÇÕES GERAIS 9
DIVISÃO DA ÁREA EM TALHÕES OU GLEBAS HOMOGÉNEAS 9
TIPO DE AMOSTRA DE SOLOS 9
ÉPOCA E FREQUÊNCIA DE AMOSTRAGEM 9
PROFUNDIDADE DA AMOSTRAGEM 9
CUIDADOS NA AMOSTRAGEM 9
MATERIAL NECESSÁRIO PARA AMOSTRAGEM DO SOLO 10
FERRAMENTAS PARA AMOSTRAGEM DO SOLO 10
NÚMERO DE AMOSTRAS DE SOLO NECESSÁRIO PARA ESTIMARA MÉDIA., 10
AMOSTRAGEM DAS FOLHAS 11
CONSIDERAÇÕES GERAIS 11
CUIDADOS COM O MATERIAL DE PLANTA COLETADO 11
RESUMO DE PROCEDIMENTOS DE AMOSTRAGEM DE PLANTAS 11
COMPORTAMENTO DE ALGUNS NUTRIENTES NO SOLO E PLANTA 12
CONSIDERAÇÕES GERAIS 12
RELAÇÃO ENTRE O pH E A DISPONIBILIDADE DOS NUTRIENTES NO SOLO 12
EFEITO DA DENSIDADE DO SOLO NA ABSORÇÃO DOS NUTRIENTES 13
EFEITO DE UM NUTRIENTE SOBRE A ABSORÇÃO DO OUTRO PELA PLANTA 13
VELOCIDADE DE ABSORÇÃO DOS NUTRIENTES PELAS FOLHAS 13
RELAÇÃO ENTRE O PROCESSO DE ABSORÇÃO DO NUTRIENTE PELA PLANTA
E LOCALIZAÇÃO DO ADUBO 14
MOBILIDADE DE ALGUNS NUTRIENTES NO SOLO E PLANTA 14
PROVÁVEIS CAUSAS MAIS COMUNS DAS DEFICIÊNCIAS E EXCESSOS DOS
NUTRIENTES 10
CLASSES OU NÍVEIS DE PARTICIPAÇÃO DE ALGUNS NUTRIENTES, DO
ALUMÍNIO E HIDROGÊNIO NA CTC DO SOLO 17
QUANTIDADE DE MACRO E MICRONUTRIENTES ABSORVIDA E
EXPORTADA NOS GRÃOS PELA CULTURA DO MILHO .17
CALAGEM 10
CONSIDERAÇÕES GERAIS 111
CALCÁRIO 111
ÉPOCA E MODO DE APLICAÇÃO DE CALCÁRIO 111
DISTRIBUIÇÃO DO CALCÁRIO 111
MÉTODO DE INCORPORAÇÃO DE CALCÁRIO 111
PROBLEMAS DA MÁ INCORPORAÇÃO DO CALCÁRIO 11J
IMPLEMENTOS AGRÍCOLAS PARA INCORPORAÇÃO DE CALCÁRIO NO SOLO 1 I
CALAGEM PARA OUTROS FINS 20
ESCOLHA DO CALCÁRIO ,. .20
CÁLCULO DA NECESSIDADE DA CALAGEM 21
INTERPRETAÇÃO DO COMPLEXO DE ACIDEZ E SATURAÇÃO DO SOLO 21
CÁLCIO E MAGNÉSIO .
CARACTERISTICAS E CLASSIFICAÇÃO DOS PRINCIPAIS CORRETIVOS
E FONTES DE CÁLCIO E MAGNÉSIO
CÁLCIO E MAGNÉSIO: QUANTIDADE DE EXTRAÇÃO E INTERPRETAÇÃO
DOS TEORES EM SOLOS E FOLHAS
CÁLCULOS: EQUILÍBRIO DO CÁLCIO E MAGNÉSIO NO CORRETIVO '4
CÁLCULOS: EQUILÍBRIO DO CÁLCIO NO SOLO
CÁLCULOS: EQUILÍBRIO DO MAGNÉSIO NO SOLO
A POLÊMICA DA RELAÇÃO CÁLCIO: MAGNÉSIO
GESSO AGRÍCOLA
CONSIDERAÇÕES GERAIS
CÁLCULO DA NECESSIDADE DE GESSO AGRÍCOLA
NITROGÉNIO
CONSIDERAÇÕES GERAIS
CICLO DO NITROGÊNIO
PERDAS DO NITROGÊNIO
RESPOSTA E PARCELAMENTO DO NITROGÊNIO
FORMAS DE APLICAÇÃO
CONTRIBUIÇÃO DA MATÉRIA ORGÂNICA
NITROGÊNIO: CARACTERÍSTICAS DOS FERTILIZANTES, EXTRAÇÃO,
INTERPRETAÇÃO (SOLO E FOLHA) E RECOMENDAÇÃO
FÓSFORO
CONSIDERAÇÕES GERAIS
FIXAÇÃO
CORREÇÃO E FORMA DE APLICAÇÃO
CRITÉRIOS PARA CÁLCULO DE CORREÇÃO DO FÓSFORO
FÓSFORO: CARACTERÍSTICAS DOS FERTILIZANTES, EXTRAÇÃO,
INTERPRETAÇÃO (SOLO E FOLHA) E RECOMENDAÇÃO
POTÁSSIO
CONSIDERAÇÕES GERAIS
PERDAS DO POTÁSSIO
EQUILÍBRIO DESEJADO NO SOLO
CORREÇÃO E FORMA DE APLICAÇÃO
APLICAÇÃO EM COBERTURA
CRITÉRIOS PARA CÁLCULO DE CORREÇÃO DO POTÁSSIO
POTÁSSIO: CARACTERÍSTICAS DOS FERTILIZANTES, EXTRAÇÃO,
INTERPRETAÇÃO (SOLO E FOLHA) E RECOMENDAÇÃO
ENXOFRE
CONSIDERAÇÕES GERAIS
ENXOFRE: CARACTERÍSTICAS DOS FERTILIZANTES, EXTRAÇÃO,
INTERPRETAÇÃO (SOLO E FOLHA) E RECOMENDAÇÃO
COMPOSIÇÃO DE FÓRMULAS DE ADUBOS
ADUBOS: FÓRMULAS ABERTAS
MICRONUTRIENTES
CONSIDERAÇÕES GERAIS
FILOSOFIAS E FORMA DE APLICAÇÃO
COMPORTAMENTO DOS MICRONUTRIENTES
MICRONUTRIENTES: CARACTERÍSTICAS DOS FERTILIZANTES, EXTRAÇÃO,
INTERPRETAÇÃO (SOLO E FOLHA) E RECOMENDAÇÃO
DICAS PARA TRANSFORMAÇÃO DE RESULTADOS ANALÍTICOS
ROTEIRO PARA INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS DAS ANÁLISES DO SOLO
COMPATIBILIDADE QUÍMICA DE MATÉRIA-PRIMAS PARA MISTURA
DE FERTILIZANTES
26
27
24
25
26
26
26
27
27
27
28
28
28
29
31
31
31
31
32
32
35
35
35
35
35
35
36
36
38
38
38
39
40
42
42
42
42
45
51
52
53
ADUBOS: ROTEIRO PARA DEFINIÇÃO DE FÓRMULAS, MISTURA E
QUANTIDADES A APLICAR.
SINTOMAS DE DEFICIÊNCIAS E TOXICIDADES NUTRICIONAIS NAS CULTURAS
CULTURA DA SOJA
CULTURA DO MILHO
CULTURA DO ALGODÃO
CULTURA DO FEIJÃO
CULTURA DO TRIGO
SÍNTESE DO TREINAMENTO DE FERTILIDADE E NUTRIÇÃO DE PLANTAS
PARA SER UTILIZADO COMO SUGESTÃO DE RECOMENDAÇÕES GERAIS
AMOSTRAGEM DO SOLO
CONSIDERAÇÕES GERAIS
CRITÉRIOS PARA AMOSTRAGEM DO SOLO
ESQUEMA DE AMOSTRAGEM DO SOLO - PLANTIO DIRETO
ESQUEMA DE AMOSTRAGEM DO SOLO PLANTIO CONVENCIONAL
ENCAMINHAMENTO DA AMOSTRA AO LABORATÓRIO
CORREÇÃO DA ACIDEZ
CONSIDERAÇÕES GERAIS
CORREÇÃO DO FÓSFORO
CONSIDERAÇÕES GERAIS
FONTES DE FÓSFORO: RECOMENDAÇÕES EM FUNÇÃO DA ACIDEZ
MODO DE APLICAÇÃO DO FÓSFORO EM ÁREAS DE PLANTIO DIRETO
ÁREAS EM ADEQUAÇÃO E/OU IMPLANTAÇÃO DE PLANTIO DIRETO
ÉPOCA IDEAL PARA APLICAR CALCÁRIO ÷ FOSFATO
FOSFATAGEM CORRETIVA PARCELADA
CORREÇÃO DO POTÁSSIO
CONSIDERAÇÕES GERAIS
FORMAS DE APLICAÇÃO
CORREÇÃO DO ENXOFRE
CONSIDERAÇÕES GERAIS
CORREÇÃO DOS MICRONUTRIENTES
CONSIDERAÇÕES GERAIS
MODO DE APLICAÇÃO DOS MICRONUTRIENTES
CONSIDERAÇÕES PARA DECISÃO DE ADUBAÇÃO
PLANILHA DE INTERPRETAÇÃO DA FERTILIDADE DO SOLO
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA E/OU COMPILADA
PRODUÇÃO DAS CULTURAS DE SOJA, MILHO, TRIGO E ALGODÃO
SOB DIFERENTES FONTES DE FÓSFORO, NUM LATOSSOLO VERMELHO
EFEITO DA ADUBAÇÃO RESIDUAL DA CULTURA DO TRIGO NA CULTURA
DA SOJA, NUM LATOSSOLO VERMELHO
AVALIAÇÃO TÉCNICA E OPERACIONAL PARA DIFERENTES
AMOSTRADORES DE SOLO
LABORATÓRIOS DE ANÁLISES AGRONÔMICAS PARTICIPANTES DO CELA-PR....
LABORATÓRIO DE ANÁLISES AGRONÓMICAS - SÃO PAULO
NÃO PARTICIPANTE DO CELA-PR
55
57
58
61
65
69
72
74
74
74
74
75
75
76
77
77
77
77
77
78
78
78
78
78
78
79
79
79
79
79
79
80
81
82
83
86
88
92
93
UMIDADE CRITICA DOS FERTILIZANTES A 34°C, VALORES EM PORCENTAGEM
DA UMIDADE RELATIVA 54
AMOSTRAGEM DO SOLO
CONSIDERAÇÕES GERAIS
. a amostragem constitui a primeira etapa de uma avaliação racional da quantidade de calcário e adubo a
ser aplicado. É urna fase critica e deve ser feita com todo o cuidado: quando bem feita origina uma
interpretação adequada. A análise (tuim ica, não pode corrig I r fa lhas na retirada da amostra.
DIVISÃO DA ÁREA EM TALHÕES OU GLEBAS HOMOGÊNEAS
. dividir a propriedade em área homogênea no máximo de 20 ha, considerando topografia, cor do solo,
textura, vegetação natural, sistema agrícola, preparo anterior, adubação, calagem e outros critérios que
façam diferença nos talhões.
• no caso de deficiência nutricional na lavoura, coletar uma amostra composta de solo na área com
sintoma (reboleira) e outra na área sem sintoma.
. lembre-se: caso a amostra não represente, de fato o talhão, todas as demais decisões e orientações
estarão comprometidas.
TIPO DE AMOSTRA DE SOLO
• amostra simples é a porção coletadaem cada ponto do terreno.
• amostra composta ou padrão é a mistura homogénea de várias amostras simples coletadas num
mesmo talhão. Dessa mistura retiramos cerca de 300 g para enviar para análise Laboratorial.
. Nota: para que os resultados da análise química do solo expressem um valor representativo da
média dos nutrientes, é necessário quea amostra padrão seja formada por várias amostras simples,
conforme a Tabela 1. (Ex. no mínimo fie no máximo 107 amostras simples para formar uma amostra
composta ou padrão, independentemente que °tamanho da área, seja 1,0; 5,0; 10,0 e 20,0 ha.) '
ÉPOCA E FREQÜÊNCIA DE AMOSTRAGEM
• a amostra de solo pode ser coletada em qualquer época do ano, no mínimo dois meses antes do inicio do
plantio, possibilitando o uso da análise química no planejamento da compra dos insuetos agrícolas.
. a freqüência da amostragem deve ser anual para atendimento ao crédito rural eiou no mínimo 2-3 anos
para avaliar as mudanças na fertilidade do solo.
PROFUNDIDADE DE AMOSTRAGEM
. em áreas sob preparo convencional (arado de disco e aiveca), preparo mínimo (escarificarlor, grades,
subsolador, pé de pato, etc.), retirar amostra na camada de O - 20 cm de profundidade.
• em áreas sob plantio direto retirar amostra estratificada na camada de O - 10 e 10 - 20 cm de
profundidade, Usar a primeira para recomendação da adubação e calagem superficial. A segunda para
avaliar a necessidade de incorporações em profundidade e estudar a dinâmica dos nutrientes nas
camadas ao longo do tempo.
• usar a média das profundidades para decisão de cálculos das correções de acidez e nutrientes.
. para culturas sensíveis ao alumínio (trigo), deve-se retirar amostra na profundidade de 20 - 40 cm para
avaliar a sua presença no subsolo para escolha das cultivares mais adequadas,
. no caso do enxofre e boro a amostra não deve ser restrita apenas à profundidade de O - 20 cm. Devido á
sua movimentação para camadas mais profunda, retirar amostra na profundidade de 20 - 40 cm.
CUIDADOS NA AMOSTRAGEM
. limpar o local a ser amostrado, retirando restas de plantas mais grosseiros. Não remover o solo
superficial contendo pequenas frações dos vegetais.
• não amostrar próximo a casas, sulcos de erosão, linhas de plantio das culturas, barrancos, beiras de
estradas, árvores, formigueiros, bases e camalhões de terraços.
. não colocar amostra em recipientes usados ou sujos corno latas, saquinhos de leite e arroz, sacos de
adubo e calcário, embalagens de defensivos e fertilizantes.
9
Trado
Caneca
Trado
de Rosca Calador
Figura 1. Ferramenta e procedimento para amostragem do solo. {forme: Siqueira 1987)
Pá du
C udu
MATERIAL NECESSÁRIO PARA AMOSTRAGEM DO SOLO (Figura 1)
Trado Holandês, adequado em qualquer classe de solo, exige grande esforço f isico.
Trado de Rosca, adequado para solo arenoso e úmido.
. Trado Caneco, adequado para solo seco e compactado, exigindo pouco esforço físico.
trado catador, adequado para sola fofo e ligeiramente úmido.
• pa de certa, adequado para solo úmidos fofo,
• enxadão, adequado para solo seco e compactado.
Irado COAM°, especial para amostragem estratificada (plantio direto).
Tabela 1. Número de amostras de solo necessário para estimar a média dos nutrientes em
função dos nivels de significáncia.
Nutriente
N° amostras para níveis significativos
80% 90% 95%
M. O. %
pH CaCI0 2 2 2
AIS crnol, dm4 2 4 6
fC cmol, dm"' 5 10 30
Cd* crnoj, dm4 11 19 35
Mg2 cmck dm' 11 18 25
P mg dm4 12 27 107
V % 9 15 21
CTC cmol, dm' 1 1 1
AMOSTRAGEM DAS FOLHAS
CONSIDERAÇÕES GERAIS
• a folha é o órgão que reflete melhoro estado n utrici o nal da planta.
• para que a interpretação dos resultados não seja prejudicada é essencial a padronização da amostra-
gem, estabelecendo partes, época, número e estádio de desenvolvimento das plantas (Tabela 2).
• a coleta das folhas deverá ser feita em áreas homogêneas, considerando: a cultivar, preparo do solo,
plantio, adubação, correção de acidez, níveis de fertilidade, época de plantio, espaçamento, plantas
daninhas e cultura anterior.
• não coletar folha em período de veranico, doente, com danos mecânicas ou danos causados par inse-
tos, contaminada com poeira, logo após pulverização com herb ici da, fungicida, inseticida e adubo foliar.
• no caso de cultura onde foi aplicado herbidda, fungicida, inseticida e adubo foliar, amostrar somente
sete dias após a última aplicação.
• no caso de deficiência nutricional em reboleiras coletar uma amostra de plantas afetadas e outra de
plantas sadias.
CUIDADOS COM O MATERIAL DE PLANTA COLETADO
▪ não armazenar amostra em saco plástico e jornal.
• armazenara amostra em saco de papel comum, enviar ao laboratório o mais rápido possível, no máximo
48 horas após a coleta.
• na caso de demora, fazer a secagem do material ao sol, sem retirar do saco, até as folhas tomarem-se
quebradiças.
• havendo necessidade, as folhas podem ser armazenadas em geladeira por algum tempo até completar
as amostragens, não prolongando por muito tempo para evitara deterioração do material.
• no casa de lavar as folhas, fazê-lo antes de murcharem, somente com água limpa, não colocando-as
em contato com produtos químicos (detergente: sabão, defensivo e adubo).
Tabela 2. Resumo de procedimentos de amostragem de plantas para fins de diagnose nutridor/ai
Cultura Estádio de desenvolvimento Parte da planta a amostrar N' plantas amostrar
Soja No início do florescimento 3 ou 4 folha com pedalo a partir do ápice 30 - 40
Milho Aparecimento da inflorescência feminina (cabelo) Folha oposta abaixo da espiga 30 - 40
Algodão Inicio do florescimento 5 folha a partir do ápice. 30 -
Feijão
P ântula 30 cin Parte aérea 30. - 40
Plantas adultas antes do.floresdmerito 2 a 3 folhas da parte superior da planta 30 - 40
Trigo Inicio do florescimento 1. a 4 folha &partir do ápice 80 -100
Fonte:. Alalavolta et al, 1989.
Fonte: Rei 1991.
"A análise do solo não pode ser melhor que a amostra"
1:1
P
0,5 - 2
10 - 24
Cac 10 - 24
Mg" 10 - 24
Cl'
Fe
Mn
Mo
Zn
'correção - neste caso quando constatada a deficiência
corrigir o mais rápido possível, aplicando o adubo de
uma só vez.
*complemento - neste caso parte do adubo é aplicado
ao solo, o restante complementado pela aplicaçã ololí ar,
sendo muito usada para os micronutrien tes.
5-10
5-10
1 - 4
10 - 20
1 - 2
10 - 20
1 - 2
K'
AI
Ca" (Alta concentração)
Cl-
Mg''
Ca'
H,B0,_
Mn
Cd' (Baixa concentração)
HiP0,_
Mg'
Inibição competitiva
Inibição não competitiva
Inibição competitiva
inibição não competitiva
Inibição competitiva
inibição competitiva
Inibição competitiva
Inibição competitiva
Inibição competitiva
Inibição não competitiva
Inibição não competitiva
Inibição competitiva
Inibição competitiva
Sinergismo
Sinergismo
Sinergismo
COMPORTAMENTO DE ALGUNS NUTRIENTES
NO SOLO E PLANTA
CONSIDERAÇÕES GERAIS
• ❑ pH do solo é um dos fatores mais importantes que influenciam a disponibilidade dos nutrientes
essenciais, benéficos e tái xicos às plantas (Figura 2)-
• a faixa ideal de pH CaCt está entre 5,5 a 6,5 onde há uma maior disponibilidade dos nutrientes para as
plantas, exceto o moliladenio(pH > 7,0), uma das razões para não exceder na calagem!
• aumento da densidade do solo (Tabela 3) e a presença de camada compactada: nutrientes em niveis
tóxicos (manganês); ocorrência de alumínio tóxica; déficit hídrico (período de veranico) e localização
dos adubos (Tabelas 6 e 8), além de afetar a absorção dos nutrientes, diminuiu a produção daS culturas.
• a absorção pode ser influenciada pela presença de outros nutrientes (Tabela 4) e a sua mobilidade no
solo e planta (Tabela 7),
• a pulverização foliar não substitui a adubação via solo e não corrige os problemas básicos de deficiência.
• o aumento de produção tem-se obtido quando se consegue aplicar o nutriente necessário na época e
local adequado, na quantidade correta e ainda se dispuser de tempo suficiente para absorção (Tabela 5),
Todas esses fatores são influenciados pela planta, ambiente a a técnica de aplicação.
• os nutrientes para alcançarem a superfície das raizes das plantas, são conduzidos por três processo de
absorção: int e rceptação radicular, fluxo de massa e difusão (Tabela6).
• ❑ conhecimento desses processos ajuda na recomendação, localização e modo de aplicação dos
adubos, minimizando a parda por volatilização, lixiviação e formação de compostos de baixa
Solubilidade, maximizando seu aproveitamento pela planta.
• uma vez atingido o estado de equilíbrio do solo (Tabela 9), uma quantidade constante de nutrientes é
mantida no sistema. Essa quantidade forma a base necessária para suportar a produtividade do
ecossistema, a um nivel de produção econômica (Tabela 10).
Figura 2 • Relação entre o pi-1 e a disponibilidade das nutrientes no solo (Fonte tom, 1989)
FE
C
M
ZIN
O
RE
GANES
O
FAIXA
ADEOU
PARA A
MAIOR1
DAS
71711R
A
MO
CLC574
IRIDÉF.10
SFORO
.
G GENIO
XCJI-RF
BORO
.
PO SIO
tt CA I O
Al_UMINI m KÉsio
5
6,5
7
8
p11 em água
4.4
5,4
5;9
5,4
7,4
pH em CaCI,
12
Tabela 3. Efeito da densidade do solo' na absorção dos nutrientes pelas raizes das plantas
Densidade
---g
lJ p tt
ug
Ca Mg
1.03 86,4 2,47 82,9 90,0
1,25 84,0 2,27 79,6 87,0
1,48 65,8 1,88 61,6 71,0 9,7
1,72 38,4 0,91 33,1 41,7 5,8
(Fonte; Rosolem, et al 1994) * latossoloverrnelho-escuro
Tabela 4. Efeito de um nutriente sobre a absorção do
1° Nutriente 2° Nutriente Efeito do 2° sobre o 1°
C32' Antagonismo
o excesso do rnutriente provoca
diminui* de absorção doi°
a presença do 2° nutriente
aumenta a absorção dar
FOnte: Malavoita Ethial, 1989
Tabela S. Velocidade de absoçâo dos nutrientes pelas folhas das plantas
Tempo para 50% de absorção Observação
Horas Dias Tipo de adubação foliar
Fonte: Rosoieni, 1994.
13
Cu
Mg2', Cal'
Kl, Cai, hrig',
H, 50,_
K'
So,2-
Ma0,3"
Zn
Zn
Zn
Zn
Fe
Cu
outro pela planta
Observação
a presença do 2° nutriente
diminui a toxidez do 1°
Nutriente
Tabela 6, Relação entre e processo de absorção do nutriente pela planta e localização do adubo.
Processo de absorção
Difusão
Distribuição rio adubo Nutriente
Intercepta* radcular Fluxo de massa
P
..wor
Ca-
mdin
B
Cu!.
Fe
Nin
Mo
3
3
27
13
5
3
3
13
43
5
16
I
!!,11,
IMO
% do total
991,1
73
95
97
97
66
22
95
4a1
1111111}``
92
71
o
o
o
o
o
21
35
o
MIM
11111.1
Distante o cobertura
Porto o localizado
Perto o localizado
Lanço
Lanço
Distante ti cobertura
Distante e cobertura
Lanço o localizado
Lanço e localizada
Perto o localizado
Lanço
Perto e localizado
é o movimento
"o nutriente menos
do nutriente de
móvel tem que ser
uma região de
colocado próximo da
maior
semente ou da raiz e
concentração
os mais móveis podem
para outra de
ser colocados longe,
menor, na
visto que o fluxo de -
superfície da raiz. massa os levará.
Fonte: Citado Cruz et ai, 1996.
Tabela T. Mobilidade de alguns nutrientes no solo e planta
Nutriente Solo
Planta Nutriente Solo
N
P
móvel
pouco móvel
móvel
móvel
móvel
móvel
Cu
Fe
Imóvel
Imóvel
Mn
Ca2+
pouco móvel imóvel
Mo
Mg 21. pouco móvel móvel
Zn pouco móvel
s
pouco móvel
Cl-
B
imóvel Al 2+
Fonte: Malavolte, 1989.
14
Tabela 8. Prováveis causas mais comuns das deficiências e excessos dos nutrientes
Faixa pH (H2O) maior
disponibilidade
-baixo teor de matéria orgânica
-acidez (menor mineralização)
-lixiviação
x -período de veranico (compactação do solo)
-bem teor no solo
-solos ácidos
-período de veranico
x -adubação muito elevada
-baixo tear no solo
-lixiviação
-período de veranico
-calagem excessiva (excesso de Ca'" e Mg2')
x *-adubação muito elevada
-baixo teor no solo
-excesso de adubação potássica
-período de veranico
-excesso de alumínio
x -quantidade elevada de calcário e gesso
-baixo teor no solo
-acidez excessiva
-excesso de adubação potássica
-período de veranico
x -quantidade elevada de calcário magnésiano
-baixo teor de matéria orgânica
-baixa mineralização da matéria orgânica
-adubos "concentrados" sem enxofre
-lixiviação
-período de veranico
-baixo teor no solo
-baixo teor de matéria orgânica
-acidez excessiva
-lixiviação
5,0 - 7,0
-podado de veranico
x -adubação muito elevada
-baixo teor no solo
-baixo teor de matéria orgânica (solo arenoso)
-alto teor de matéria orgânica (solo argiloso)
-calagem excessiva
5,0 - 6,5
-pres. excessiva de ferro, manganês e alumínio
x -excesso de defensivos
Continua ~- 15
sr
*a raiz ao
desenvolver-se
encontra o
nutriente ao
acaso na solu-
ção do solo
para que possa
ser absorvido.
*é o movimento
do nutriente (junto
com a água) de
uma região mais
úmida e distante,
até outra mais
seca e próxima
da raiz.
Planta
pouco móvel
pouco móvel
pouco móvel
móvel
pouco móvel
móvel
Nutriente Deficiência Excesso Fatores
x
x
N x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
Mg2'
x
x
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
Cu X
X
5,5 - 7,0
5,5 - 7,0
> 5,5
> 5,5
> 5,5
55 - 7,0
Continuação...
NutrienteDeficiência Excesso
Faixa pH (H2O) maior
Fatores disponibilidade
Fe
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
-calagem excessiva
-alto teor de matéria orgânica
-deseq, em relação moibdênio, atra e mertganés
-adubação fosfatada elevada
-baixa temperatura no solo
-excesso de umidade
-acidez excessiva
-pouca aeração
-efeito vadeia'
4,0.6A
Mn
x
x
x
x
x
x
x
x
x
-calagem excessiva
-baixa temperatura no solo
-deseq, em relação cálcio, magnésio e ferro
-baixa CTC no solo arenoso
-alto teor de matéria orgãnica
-acidez excessiva
-pouca aeração
-compactação
-excesso de umidade
6A.6,6
Mo
x
x
x
x
x
-acidez excessiva
-excesso de enxofre
-baixa disponibilidade de fósforo
-calagem excessiva
-adubação fosfatada elevada
> 7,0
Zn
x
x
x
x
x
x
-baixo teor no saio
-quantidade elevada de esterco orgânico
-baixa temperara assoe. ao excesso de umidade
-baixa CTC solo arenoso assoc, a chuva (lixivia)
-calagem excessiva
-adubação fosfatada elevada
-adubação elevada
5,0 - 6,5
Ar x -solo ácido < 6,0
Fonte: Malavolla et ai, 1989
Tabela 9. Classes ou níveis de participação de alguns nutrientes, do alumínio e hidrogénio
na CTC do solo e sua interpretação.
Nutriente Desequilibrado equilíb
Tendendo ao
rio
Em equililxio Acima do
equilíbrio CTC média-alta CTC baixa
K* < 2,5 2,5 4,0 4,0 - 5,0 2,5 - 5,0 > 5,0
Cal" < 36,0 36,0 - 50,0 50,0 - 70,0 30,0 40,0 > 70,0
Mg2" < 7,0 7,0 -10,0 10,0 - 15,0 7,5 -12,5 > 15,0
H" <15,0 15,0 - 20,0 20,0 - 25,0 > 25,0
Al' > 5,0 5,0 - 00 0,0
Tabela 10. Quantidade de macro e micronutrientes absorvida e exportada nos grãos
pela cultura do milho -
Nutriente
Produção de grão • Kg ha-'
5900 9100
Absorção Exportação ....... Exportação
N
Kg
190 129 163 135
P 28 27 39 31
96 30 196 39
Cal" 20 0,6 40 0,9
Mgl" 38 10 44 11
s 16 12 21 12
cr
ha-'
81 4,6
1,226 163
g
2,110 110 Fe
Mn 465 94 340 60
Cu 122 23 110 20
Zn 329 213 400 200
179 40
Mo 9 6
Fonte: Citado Buli. 1993.
16 17
t.
29 É
ae
50
Calcário
1,50 rri
rOg.9-rn911.3. sem illeOrpqra0.,
tR
2R :5
fie
1.50m
Arado de aiveca • grade nivelados
(50% • 50% ria dose de calcário):
-R
20
oo
40
59
CALAGEM
CONSIDERAÇÕES GERAIS
. sempre que a saturação de bases do solo estiver 10 pontos abaixo do percentual recomendado para as
culturas, é necessário que se proceda a calagem.
. o pH do solo não é a causa, mas o Indicador de uma situação de fertilidade, Ao fazer a calagem atentar
para os níveis dos macro e micronutrientes no solo.
. a acidificação do solo consiste na remoção dos cátions (caldo, magnésio, potássio o sódio),
su bstitu in do-os por aluminio trocável e hidrogênio não dissociado.
. em solos arenosos, mesma com a presença de aluminio trocável abaixo do nivol lotando pelas plantas,
poderá ocorrer toxidez, devido ao baixocomplexo de saturação de bases.
. a necessidade de calagem é dada em ton hal de CaCO, com eficiência 100%, para ser incorporada
numa camada de 0 a 20 cm de profundidade.
. a aplicação máxima, em qualquer caso (preparo convencional, preparo min imo o instalação do plantio
direto), não deve excedera I0,0 ton ha'.
. uma mesma quantidade de calcário aplicada em solos com baixa CTC 0/ou arenosos, apresenta maior
variação de pH do que solos com alta CTC alou argilosos,
. a quantidade de calcário a ser aplicada deve estar em conformidade com as caracterislicas do solo,
especialmente a CTC. Para uma mesma variação de pH, normalmente ó maior no solo argiloso que no
arenoso.
. a calagem pode apresentar resultado positivo, ou negativo quando desequilibriar potássio, manganês,
zinco, cobre e boro.
. a calagem deve garantir um teor adequado de magnésio no minimo de 0,5 a 0,9 cmol, ao solo,
dessa consideração resulta que a relação cálciaimagnésio não é um fator que precisa ser levado em
conta na calagem.
. em sistemas de rotação de culturas, a calagem deverá ser feita para a cultura mais exigente.
CALCÁRIO
. a eficiência do calcário em fornecer cálcio e magnésio depende de sua granulometria e dos teores
destes.
• quanto mais fino, mais rápido será seu efeito na correção da acidez, fornecimento de cálcio e magnésio e
a resposta da cultura
. quanto maior o diâmetro das partículas, mais lenta é a sua reação, porém seu efeito residual será maior,
desejado nos casos de pastagem, cultura perene e aplicação superficial em plantio direto consolidado.
• observara necessidade de usar o calcário calcifico, dolornitico ou mag n é si ano (Tabelas 11,14,15 e 18).
ÉPOCA E MODO DE APLICAÇÃO DE CALCÁRIO
. aplicar no mínimo dois meses de antecedência do próximo cultivo, sendo preferivel próximo ao plantio
do que não fazê-lo, apesar do pouco efeito na produção.
• quantidades maiores que 5,0 fon ha-1, aplicar metade antes da oração e a outra após, Incorporando com
grade.
• quantidades menores que 5,13ton h a4, aplicar tudo de uma vez antes da aração.
• plantio direto, no i n ido da instalação, incorporar com arado, o mais profundo possivel.
. plantio direto, já instalado, aplicara calcário sobre a superfície, podendo ser Incorporado por grade leve,
escarificador ou pela semeadeira de inverno. Não deve exceder 2,0 a 3,0 ton ha 1, e só rea ali cá-lo após
2 a 3an os, mediante mon itoramento da situação química do solo.
DISTRIBUIÇÃO DO CALCÁRIO
• a ação neutralizadora do calcário sobre o solo se propaga a pequenas distâncias, tanto no sentido
vertical e horizontal, ressaltando a necessidade de espalhar uniformemente sobre a suparficie e com
boa incorporação ao solo,
. quando a distribuição for desuniforme sobre a superfície do solo, a incorporação não corrigirá este
dnfnib. Esta problema agravará ainda mais se a incorporação também for dolicient
18
• a aplicação de calcário (rocha ou concha) na linha de plantio junto com o NPK, não é recomendada para
correção da acidez. Apresenta efeito restrito a urna faixa do solo, podendo induzir a deficiência do
fósforo e potássio. Exceção quando para o fornecimento de cálcio e magnésio, principalmente se este
último for baixo.
■ Formas de Distribuição:
- cocho é o mais recomendado. A d istribu ição é uniforme sobre a superfície do solo.
- caminhão ou carreta com caçamba. podem ser utilizados, tomando-se os cuidados: o vento pode
arrastar partículas para outras áreas; a reposição entre as passadas e a desuniformidade na
distribuição pode causar concentração na parle central e escassez nas extremidades da faixa da
aplicação; a umidade do solo pode favorecera sua connpactação, ocasionada pelos pneus.
- plantadeira com facão ou escarificador equipado podem ser usados quando deseja-se incorporar a
calcário em profundidade, no caso do plantio direto ou pastagem já instalados (manutenção).
MÉTODO DE INCORPORAÇÃO DO CALCÁRIO
• para incorporação mais profunda da calcário e quantidades maiores que 5,0 ton ha , os arados de discos
e de aiveca são mais indicados do que grade aradura e escarificador. (Figura 3).
• para incorporação menos profunda do calcário e quantidades menores que 3,0 ton ha • , a grade aradura
e o escarificador são os mais indicados. (Figura 3).
PROBLEMAS DA MÁ INCORPORAÇÃO DO CALCÁRIO
. a calagem muito próximo do plantio, apresenta pouco efeito na produção, devido ao pouco tempo para a
reação do corretivo com o solo.
. Incorporações mais raias de quantidades maiores que 5,0 ton ha , pode agravar deficiências de macro
e micronutrientes e limitara desenvolvimento das raízes, com reflexo na produção.
• calagem em excesso e superficial, resseca o solo, tornando as plantas mais vulneráveis ao veranico e
pode favorecera desenvolvimento de alguns fitopatogenos (Mal-do-Pé do trigo, etc.).
Figura 3. Implementos agrícolas na incorporação de calcário no solo
Fonte: Oliveira, 1989 (não publicado)
19
CALAGEM PARA OUTROS FINS
• em solo latossolo vermelho eutroférrico (latossolo roxo eutrólico), latossolo vermelho eutrofico
(latossolo vermelho-escuro eufráfico), argissofo vermelho amarelo eutróko (podzálico vermelho-
amarelo eutrófico), nitossolo vermelho eutráfico (terra roxa eutrófica), cambissolo hápico (cambissolo
eutrofico), neossolo flúvico eurráfico (solos aluviais eutróficos) e neossolo !itálico eutráfico (solos litálicos
eutráfico), deve ser feita correção somente nas condições:
- reposição das bases exportadas pelas produções (Tabelas 10,16 e 17).
- suprimento do cálcio e magnésio, quando ambos estiverem abaixo do nivel critica (Tabelas 18 e 19).
- quando a relação Ca + Mg , for < 17.
- quando na relação Ca ./Mg , o magnésio for maior que o cálcio,
- quando a relação Ca /Mg for muita estreita 1:1, e deseja-se aumentá-la.
- quando for baixa a participação do cálcio e magnésio na saturação da CTC do solo (L 9),
ESCOLHA DO CALCÁRIO
• na tomada de decisão sobre qual o calcário a ser usado, considerar: a percentagom de cálcio e
magnésio, gra nu lometria, PRNT e preço por tonelada aplicada na propriedade (Tabelas 11, 015).
• calcário calcifico - quando a relação Cá /Mg estiver muito estreita, o magnésio ou nivel alto e maior
que o cálcio (Tabela 11).
• calcário dolomitico - quando o cálcio e magnésio estiverem abaixo do nivel alto, independente da
relação Cá /Mg. • (Tabela 11).
. calcário magnésiano quando a relação Ca 714 estiver muito estreita, o magnésio estiver abaixo
do nivel alto e o cálcio no nível alto (Tabela 11).
Tabela 11. Tomada de decisão do calcário a ser usado em função da relação Ca2+11V1g2+
Teor no solo
Relação Cal'/M92+
CW' Mg2 ' < 1:1
> 1:1 > 2:1 > 3:1 > 4:1
Baixo M. Baixo Dolomitico
Dolomffico
Dolornifico
Dolomítico
Dobmitico
Baixo Dolomítico
Ddom itico
Dolomitico Dolomitico
Dolomitico
Médio Dolomitico
Ddomitico
Ddomitico Dolomitico
Dobmitico
Alto Calcifico ou Gesso Calcifico ou Gesso Calcifico ou Gesso Calcifico ou Gesso Calcifico ou Gasto
Médio M. Baixo Dobmitico
Dolomitico
Dolomitico
Dolomitica
Dolomllico
Dolomítico
Dolomítico
Dolomítico
Dolomítico
Doloniitico
Ddomitico
Ddomitico
Dolomitico
Dobmitico
Dolornitico
Calcifico ou Gesso Calcifico ou Gesso Calcifico 041 Gesso Calcifico ou Gesso Calcifico ou Gesso
Magnesiano
Magnesiano
Magnesiano
Magnesiano
Mingriusitoo
Magnesiano
Magnesiano
Magnesiano
Magnesiano
Magraisi;ino
Magnesiano
Magnesiano
Magnesiano
Magnesiano
Calcifico ou Gesso Calcifico ou Gesso
• deve usar calcário quando: o Al' troçável estiver presente; quando a relação Ca Ni] ler baixa (Ex. 1:1
o 2:1 olovar para 3:1); o cálcio e magnésio estiver abaixo do nivel médio.
. ria rlusiliiuirl du Al' trocável pode-se usar outras fontes cálcio e magnésio com dupla finalidade (Ex.
formi, Siq inrinsííito tiimples, Yoorin, Fosfato de arad, etc).
20CALCULO DA NECESSIDADE DE CALAGEM
• solo argiloso (argila > 360 g Kg-1), usar o método de saturação de bases desejada (Tabela 12), ou
considerar. (V, = 70%).
NC = (V, - V, ) x -
T
= ton.ha-1, PRNT 100%
1D0
onde:
- NC = necessidade de calcário (ton. h a-i)
S = soma das bases trocáveis (Ca'*+Mg'*+ Kl em anol,dm4
- T = capacidade de troca de cátions (CTC) ou S +(H' +All, em cmol,dm4
- V, = porcentagem de saturação por bases desejada (depende da cultura e classe de solo)
- V, = porcentagem de saturação por bases fornecida pela análise =(100x S)/T
- PRNT = poder relativo de neutralização total
• solo arenoso (a[gil a < 350g Kg-') usar o método de bases desejada (Tabela 12), não excede-la a 50%.
INJC ("12 -
0
10 ton ha'', PRNT 100%
• solo arenoso - apresentando alumínio trocável abaixo do nivel tolerado pela planta, pode ocorrer
toxidez, devido à baixa saturação de'bases. Pode ser u sada uma das fórmulas abaixo, optando peia que
apresentar maior quantidade de calcário. De qualquer modo não aplicar quantidade superior á estimada
para elevação do V% desejado da cultura e/ou solo.
NC= 2- (Ca2. +Mg2+ )- ton PRNT 100%
NC=(2xPJ3`)-tonha-1, PRNT 100%
• solo arenoso - não apresentando alumínio trocável, mas a somatória (Ca'*+ Mg1 <2,0 cmoi,c1m-' ,
usar a fórmula abaixo.
NC (Ca'+ Md+ ). fon ha-I, PRI+11 100%
INTERPRETAÇÃO DO COMPLEXO DE ACIDEZ E SATURAÇÃO DO SOLO
Tabela 12. Limite de saturação por base e alumínio trocaval no solo para as culturas.
Cultura
Saturação por base V% Saturação por
Al" %
Al" dm-2
Argiloso- Arenoso*
Soja TO 50 M. Baixa < sp Não tóxico < 0,10
Milho 70 50 Baixa 5,1 - 10,0 Pouco tóxico 0,11 - 0,50
Algodão 70 50 Média 10,1 - 20,0 Tóxico 0,51 - 1,0
Feijão 70 50 Alta 20.1 459 muita tóxico 1,1 - 2,0
Trigo 60 50 M. Afta > 45,0 Altamente tóxico > 2,0
• solos argilosos com teores de argila > 360 g Kg' e arenosos < 350 g Kg"'
Fonte: Oliveira et ai 1989; Raij, 1991; Embjpa, 1999.
Tabela 13. Níveis de interpretação da saturação por bases e pH do solo, independente da cultura.
Níveis ou classes Saturação (V%) Acidez pH CaCI: 0,01M Acidez pH em H20
M, Baixa < 25 M. alta < 4,3 M. alta < 4,5
Baixa 26 - 50 Alta 4,4 -5,0 Alta 4,6 - 5,0
Média 51 - 70 Média 5,1 - 5,5 Média 5,1- 6,0
Alta 71 -90 Baixa 5,6 - 6,0 Fraca/neutra 6,1 - 7,0
M. Alta > 90 M. baixa > Alcalina > 7,0
Fonte: Oliveira et ai 1959: Raij, 1991: Ernbrapa, 1999.
21
Baixo
Médio
Alto
Alto M. Baixo
Baixo
Médio
Alto
CÁLCIO E MAGNÉSIO
CARACTERÍSTICAS E CLASSIFICAÇÃO DOS PRINCIPAIS
CORRETIVOS E FONTES DE CÁLCIO E MAGNÉSIO
Tabela 14. Garantia mínima do gesso agrícola e dos principais corretivos, com capacidade para
neutralizar a acidez do solo.
Fonte Fórmula
Teores de Nutrientes Equivalente
CaO MgO CaCO2
<>/u
Calcário calcifico CaCO3, 56,0 -- 100
Calcário dolomitico CaCO3, MgCO3 30,4 21,9 109
Calcário magneslano MgCO3 -- 47,8 119
Calcário de concha CaCO3, 54,0 0,32 --
Hidróxido de cálcio Ca(OH), 75,7 135
Hidróxido de magnésio Mg(OH), ._._ 65,1 172
Óxido de cálcio CaO 100,0 -- 179
Óxido de magnésio MgO - 100,0 248
Silicato de cálcio CaSiO, 48,3 -- 86
Silicato de magnésio Mg310, - 40,2 100
Gesso agrícola* CaS0,,, 2 H,0 28-30
' não considerar como corretivo, pois não neutraliza a acidez do solo.
Fonte: Raij , 1991.
Tabela 15. Classificação dos corretivos quanto a concentração de Mg(, CeO e PRNT.
Calcário MgO • % Cal] - % Grupo PRNT %
Calcifico < 5 <40 Calcário A 45,0-60,0
Magnésiano 5 -12 30 - 40 Calcário B 60,1 - 75,0
Colomitico 712 25 - 30 Calcário C 75,1 - 90,0
Calcário O > 90,0
Fonte: Anda, 1986.
CÁLCIO E MAGNÉSIO: QUANTIDADE DE EXTRAÇÃO E
INTERPRETAÇÃO DOS TEORES EM SOLOS E FOLHAS
Tabela 16. Quantidade média de cálcio (Cal extraído pelas culturas.
Cultura
Produção - ton Extraído • kg ha"'
Grãos Resíduos Grãos Resíduos Total
Soja 3,0 6,0 9,0 55,2 64,2
Milho 6,4 0,4 35,6 36,0
Algodão 1,3 11,0 50,0 61
Feijão 1,0 2,0 4,0 50,0 54
Trigo 3,0 5,0 3,0 13,0 16
Fonte: Malavolta, 1980: Embrapa, 1999.
Tabela 17. Quantidade média de magnésio (Mg') extraído pelas culturas.
Cultura
Produção - ton ha"' Extraído -. kg ha"'
Grãos Resíduos Grãos Resíduos Total
Soja 3,0 6,0 6,0 28,2 34,2
Milho 6,4 _ 10,0 38,0 48,0
Algodão 1,3 - 4,9 7,9 12,8
Feijão 1,0 2,0 4,0 14,0 18,0
Trigo 3,0 5,0 9,0 5,0 14,0
Fonte: Malavoita, 1980; Embrapa, 1999
Tabela 18. Níveis de interpretação dos teores de cálcio (Cal, magnésio (Mgl e CTC na
ANÁLISE DE SOLO, independente da cultura e solo *.
Níveis ou Classes
Nutriente
Ca" Mg" Ca,. * mg2. CTC
cmol dm"'
M. baixo - < 0,40 < 2,40 < 5,00
Baixo < 2,00 0,40 - 0,60 2,40 - 2,60 5,00 - 8,00
Médio 2,00-4,00 0,61-0,80 2,61 - 4,80 8,01 -15,00
Alto >4,00 > 0,8 > 4,80 15,01 - 20,00
M. Alto - > 20,00
Fonte: Fonte: Embrapa, 1999; Oliveira et al 1989.
* Esses níveis são gerais e podem ter significado diferente dependendo da CTC do solo, Para uma
adequada interpretação dos teores, deve ser considerada a porcentagem de saturação do
nutriente no complexo de troca.
Tabela 19. Níveis de interpretação dos teores de caldo (Cal e magnésio (111?) na ANÁLISE FOLIAR,
considerado adequados para as culturas.
Cultura
Níveis ou Classes
Ca" Mgf'
g kg-1
Soja 4,0 - 20,0 3,0 - 10,0
Milho 2,5 - 40,0 2,5 - 4,0
Algodão 30,0 - 40,0 4,0 - 5,0
Feijão 15,0 - 20,0 4,0 - 7,0
Trigo 14,0 4,0
quando os resultados da análise foliar
apresentar abaixo do nivel adequado, adubar
via foliar ou solo, corrigindo a deficiência na
cultura e prevenindo para a próxima.
Fonte: Malavolta, 1989; Embrapa, 1999.
22 23
CÁLCULOS: EQUILÍBRIO DO CÁLCIO E MAGNÉSIO NO CORRETIVO
• a análise do solo revelou relação Cal+/Mg2+ de 4:1 e necessidade de aplicar 8,0 fon ha' de calcário.
produto A) CaO = 32% e Mg0. 18% (calcário doíam ítico)
produto B)Ca0= 55% (calcário calcifico)
produto C) Ca0= 28% (gesso agrícola)
manter a relação de 4:1 (CilMg"), no solo
• produto A: quantidade de Ca2' e Mg" aplicado
1% CaO --- 0,01783 crnol,drri4Ca"
kg hal Ca'*= 0,01783 x 32 x 8 =4,56 cmol,drn-3 Ca"
1% MgO 0,0248 cmol,drri'Mg"
kg ha4 Mg'= 0,0248 x 18 x 8 . 3:57 cmoldm"'Mg"
relação Ca"/Mg" no produto .4,56 /3,57 =1,27
-• produto B: quantidade de Ca" aplicado para manter a relação 4 :1.
aplicar .3,57 x4 . 14,28 crnoldrede Ca2'
falta fornecer 14,28 - 4,56 .9,72 cmol,cirri 'de Ca' ao solo
produto B fornece em uma ton = 0,01783 x 55 x 1,0 = 0,98 cmol,drrr Ca"
compl ementar com = 1,0 x 9,72 / 0,98 = 9,9 ton ha' do produto B
• produto C: quantidade de Ca" aplicado para manter a relação 4 :1.
aplicar= 3,57 x 4 =14,28 crnoldm''de Ca"
falta tom ecer . 14,28 -4,56 = 9,72 cmol,drede Ca' ao solo
produto C lornece em u m a ton = 0,01783 x 28 x 1,0 = 0,50 cmol,drrrde Ca2'
complementar com =1,0 x9,72!0,50 =19,4 fon ha-1 do produto C
• Conclusão: após a aplicação de 8,0 ton ha-, de calo, dolomitico, a relação Cal' Mgr obtida é de 1,27/1
Para ajustá-la em 4:1, adicionar 9,9 ton ha-' de calcário calcifico ou 19,4 ton ha-' de gesso agrícola.
CÁLCULOS: EQUILIBRIO DO CÁLCIO NO SOLO
• participação na CTC
a análise revelou participação do Ca2' na CTC de 35% (5,73 ernoldml. Equilibrá-la para 50%.
• produto A: quantidade para elevara participação do Ca' na CTC a 50%,
aplicar = [(5,73 x 50)/35] -5,73 .2,46 cmoLdrede Ca2'
produto A fornece em u m a ton = 0,01783 x 32 x 1,0 = 0,57 cmol,dni'cle Ca"
aplicar 1,0 x 2,46 / 0,57. 4,3 íon ha-l do produto A
• produto B: quantidade para elevar a participação do C& na CTC a 50%.
produto B fornece em uma ton = 0,01783 x55 x 1,0 .0,98 emolcdrede
aplicar = 1,0 x 2,46 1 0,98 = 2,5 ton ha' do produto B
• produto C: quantidade para elevar a participação do Ca' na CTC a 50%.
produto C fornece em uma ton = 0,01783 x 28 x 1,0. 0,50 cmckdrrr de Ca'
aplicar = 1,0 x 2,46 /0,50 = 4,9 ton ha'' do produto C
• elevar nivel desejado
a análise revelou nivel de 2,0 cmol,drif' de Ca'. Elevar para 6,0 cmoi,drri'.
▪ produto A: quantidadepara elevar ao nível de 6,0 emolVdm-'.
aplicar = (6,0 - 2,0) = 4,0 cmol,dm"' de Ca'
produto A fornece em uma ton = 0,01783 x 32 x 1,0 = 0,57 cmoldrede
aplicar =1,0 x4,0!0,57 = 7,0 ton do produto A
• produto 8: quantidade para elevar ao nível de 6,0 cmoLdrri'.
produto Bfornece em uma ton. 0,01783 x 55 x 1,0 = 0,98 cmoldm-'de Ca"
aplicar =1,0 x4,0 / 0,98 = 4,1 ton ha-I do produto B
• produto C: quantidade para elevar ao nivel de 6,0 cmol,dm-'.
produto C fornece em uma ton .0,01783 x 28 x 1,0 = 0,50 crnol,clrede
aplicar =1,0 x4,0 /0,50. 8,0 ton há' do pro$uto C
• relação Cd'IMg»
a análise revelou nível de 3,0 anoldrri'de Ca'e 3,0de Mg", com relação de1:1(baixa), Elevar para 4:1.
• produto A: quantidade para elevara rel ação 4:1,
aplicar .[(3,0 x 4) - 3,0] = 9,0 cmol,d rn-' de Ca'
produtoA fornece em uma ton = 0,01783 x 32 x 1,0 = 0,57 cmol,drede
aplicar = 1,0 x 9,0 /0,57= 15,8 ton ha-I do produto A
• produto B: quantidade para elevara relação 4:1.
produto °fornece em uma ton = 0,01783 x 55 x 1,0 = 0,98 emoldre de Ca'
aplicar. 1,0 x 9,0 / 0,98 = 9,2 ton ha-' do produto B
• produto C: quantidade para elevar a relação 4:1.
produto C fornece em uma ton = 0,01783 x 28 x 1,0 = 0,50 cmol,d rn-' de Ca"
aplicar =1,0 x 9,0 / 0,50 =18,0 ton ha-' do produto C
CÁLCULOS: EQUILÍBRIO DO MAGNÉSIO NO SOLO
• participação na CTC
a análise revelou participação do M g' na CTC de 3% (1,70 crnoldm4). Equilibrá-la a 10%.
• produto A: quantidade para elevara participação do Mg"n a CTC a 10%.
aplicar =1(1,70x 10)13] -1,70 = 3,97 cmold rr'de Mg2'
produtoA fornece em uma ton = 0,0248 x 18 x 1,0.0,45 emol,dni'd e Mg"
aplicar. 1,0 x3,97 /0,45= 8,8 ton ha' doprodutoA
• elevar nível desejado
a análise revelou nivel de 0,50 emol., dm-'de M92'. Elevá-lo para 2,0 cmol,dm4.
• produto A: quantidade para elevar ao nível de 2,0 crnol,c1m4
aplicar = (2,0 - 0,5) =1,5 cmol,dnr de Mg"
produtoA fornece em uma ton = 0,0248 x 18 x 1,0 = 0,45 cmoldni' d e Mg"
aplicar =1,0 x 1,5 /0,45 = 3,3 ton ha-' do produto A
24
25
• relação Ca'/M?
a análise revelou nível de 15,40 cmol, dm"' de Ca'' e 0,50 cmol, drn4 de Mg'', com uma relação de 30,8:1'
(muito alta). Diminui-la para 4:1,
• produto A: quantidade aplicar para diminuir a relação para 4:1,
aplicar = [(15,414)/1] - 0,50=3,35 cmol,drrikle
produto A fornece em uma ton = 0,0248 x 18 x 1,0 = 0,45 cmol, d m4de
aplicar = 1,0 x 3.3510,45 = 7,44 ton/há-' do produto A
▪ LEMBRETE - Para cada 1% de CaO em um produto, quando se aplica 1,0 ton adiciona-se ao saio o
equivalente a 0,01783 cmo1,41nr de cálcio.
▪ LEMBRETE- Para cada 1% de Mg0 em um produto, quando se aplica 1,0 ton há', adiciona-se ao solo o
equivalente a 0,0248 cmol, dm' de magnésio.
A POLÊMICA DA RELAÇÃO CÁLCIO : MAGNÉSIO
. na prática se houver magnésio efou cálcio suficiente, a relação é despraz ivel,
. se os teores de cálcio e magnésio forem baixos, a adubação potássica julora agravar suas doficiências.
• a literatura nacional e internacional mostra que as produções das culturas não são afetadas por essa
relação, entre valores que variam de 1:1 ate 25:1, desde que nenhum dos dois nutrientes estejam
próximos aos níveis baixos,
. a relação Ca27Mg2* tem pouco efeito na produção das culturas, desde que ambos não estejam abaixo
do nível critico e haja a presença do alumínio trocava' no solo,
• deve considerara relação entre o (CaP+Ii.1?)1K*,
. no caso de solos com CTC média, alta e muita alta (Tabela 18), a porcenlagorn do saturação,
considerada adequada é de 50 a 70% para o cálcio, 10 a 15% para o magnésio e 4 a 5% para o potássio
(Tabela 9). A saturação destes elementos varia em função da capacidade tampão do solo.
▪ no caso de solos com CTC baixa e muita baixa (Tabela 18), a porcentagem de saturação, wi isiderada
adequada é de 30 a 40% para o cálcio, 7,5 a 12,5% para o magnésio e 2,5 a 5% para o potássio
(Tabela 9). A saturação destes elementos varia em função da capaci dada tam pão do solo.
GESSO AGRÍCOLA
CONSIDERAÇÕES GERAIS
. além do calcário, o gesso agrícola constitui em importante fonte no fornecimento de cálcio e enxofre às
plantas (Tabelas 14 e 37). Não apresenta efeito corretivo da acidez.
• o uso do gesso na melhoria do ambiente radicular da planta, deve ser feito com base no conhecimento das
características químicas e textura do solo, Recomenda-se quando a camada subsupeificial apresentar
nível < 0,3 cmol,drri'de cálcio: alumínio > 0,5 cmol, dm e > 20% na saturação da CTC do solo,
▪ em solo arenoso com < 150 g Kg"' argila, CTC < 3,0 emol, d e < 15 g dm"' de matéria orgânica, o risco
de desequilíbrio nutricional, pelo uso de alta quantidade é grande, devido o excesso de cálcio em
relação ao magnésio e potássio.
• a aplicação deve ser feita a lanço, com o mesmo equipamento e cuidados com a distribuição e
incorporação dispensadas ao calcário. O produto deve estar seco,
• o uso do gesso agrícola associado ao calcário minimizai) possível desequilíbrio nutricional.
CÁLCULO DA NECESSIDADE DE GESSO AGRÍCOLA
. com base no teor de argila do solo, usar uma das propostas abaixo.
-NO = 0,004 x g Kg' argila = ton h ou
- solo arenoso < 150 g Kg-I argila, NG = 0,5 ton ha'
- solo arenoso 160 - 350 g Kg'' argila, N G =1,0 ton hã1
- solo argiloso 360 600 g Kg"' argila, NG 1,5 ton h
- solo argiloso > 600 g NG = 2,0 ton h ã'
• gesso coma fonte de enxofre utilizar 200 kg ha-'
NITROGÊNIO
CONSIDERAÇÕES GERAIS
. estima-se que o índice de aproveitamento pela planta seja de 70 a 90%, quando bem incorporado.
. para maximizar o 3_proveitamentódo_nitnagènio _peia planta de fundamental importância o
parcelamento e a incorporação adequada aia solo, tantc_3.por ocasião dp.plantio, como em coberkira, -
• os processos de imobilização e mineralização são influenciados pela relação_c/M (baixa favorece a
mineralização e alta a imobilização), manejo dos resíduos (na superfície demoram mais para se
decompor do que incorporados), temperatura do solo (ideal é 25° a 30°C), regime de água e/ou
aeração, pH (maior decomposição em pH > 5,0) atear de nutrientes no solo,
▪ não existe uma metodologia de análise de solo para fornecer índices confiáveis de nitrogênio
disponível para as plantas.
• a aplicação de quantidade elevada de nitrogênio não é recomendada, independentemente da cultura e
classe de solo. Pode.prejudiear-aseurlinação das sementes (devido a s ali n ização, a pressão os meifica
elou da elevação temporária do pH do solo . Aue, favorece o desenvolvimento de microorganismos
fitopatoakniços),Jakrn comot_aperda do nitrogênio por lixiviação e volatifização,
▪ a matéria orgânica contribui com 95% ou mais do nitrogénio do solo, dependendo da mineralização do
nitrogénio orgânico e dos fatores climáticos.
• capacidade da matéria orgânica fornecer nitrogênio ao solo: 1% de M.O. contribui com 20 kg/há-' de
nitrogênio. Ex.: solo com 40 g drrf'M.O. x 2 = 80 kg hal de nitrogênio disponível por um período de um ano.
CICLO DO NITROGÊNIO
Incorporação
solo tímido
UREASE
r
Forma amonlacal
(NH,),S0,
URÉIA Amónia
NH,
lon amónlo ■
(Vola(ilização) (na solução)
(solos drenados)
NITRIFICAÇÃO
acidifica o solo<
(Volatilização)
N, N20 (Solos Inundados),
DENITRIFICAÇÃO
(na solução)
NO3
íon
(Lixiviação)
NO,- ou NH4- : forma preferencial de absorção da planta, dependendo da concentração.
PERDAS DO NITROGÊNIO
. fatores climáticos após a adubação tais como: alta temperatura, intensidade e distribuição da
pluviosidade, umidade relativa do are evapotranspiração, favorecem as perdas do nitrogênio.
• lixiviação - estima-se o caminhamento do nitrato no solo na ordem de 0,5 mrnImm de chuva em solo
argiloso e mais de 3,0 mm/mm de chuva no solo arenoso.
• volatilização - estima-se perda em média de 16% ou mais.
. em solos com pH > 7,0 os adubos em forma amoniacal aplicados na superfície, estão sujeitos a perda
por volatilização.
• Forma nítrica
(Maior lixiviação)
21I 27
• a uréiaquando aplicada na superfícle esta sujeita a perda mesmo em solo ácido,
• as perdas serão maiores se for colocado sobre os resíduos das plantas (plantio direto), ou quando
aplicado em solo úmido, seguido de vários dias de sol, devido a maior evaporação da água.
▪ para minimizar as perdas de nitrogênio, o adubo deve ser aplicado de modo que a planta o receba no
período em que possa ser prontamente absorvido e seja levemente incorporado ao solo. (até 5,0 em
de profundidade).
• solos compactados aumenta o risco de denitrificação.
RESPOSTA E PARCELAMENTO DO NITROGÉNIO
• não existem níveis críticos de nitrogênio no solo, O mesmo varia com a estação do ano, época de
amostragem, umidade e classes de solo, etc. A adubação de plantio e cobertura deve ser feita com
base nas Tabelas 22, 23 e 25.
• baixa resposta - solos em pousio por dois ou mais anos; após pastagens ou rotação de culturas com
leguminosas e uso constante de quantidades elevadas de adubos orgânicos.
• média resposta - solos ácidos ou recém corrigidos com calcário; plantio esporádico com leguminosa,
pousio de um ano e uso de quantidades moderadas de adubos orgânicos.
• alta resposta - solos bem corrigidos com calcário e com boa disponibilidade de fósforo e potássio;
cultivos após gramíneas ou cultura não fixadora de nitrogênio; áreas nos primeiros anos de plantio e
solos arenosos.
• no caso da necessidade de aplicação de quantidade elevada de nitrogênio, antecipara aplicação em
cobertura para 15 a 20 dias após a emergência das plantas,
• para aumentara eficiência do nitrogénio, além da incorporação, uma prática de manejo recomendada
é o parcelamento da dose de acordo com a necessidade da cultura, característica do solo e clima. Em
geral, deve ser usado o maior número de parcelamento (2 a 3), para altas doses (> 120 kg ha"' N); em
solo arenoso; argiloso com baixa CTC; época de chuva intensa e variedade de ciclo longo. Um
número menor (1 a 2), deve ser feito para baixas doses (< 120 kg hd N); em solo de textura média
argilosa; argilosa com alta CTC; época de chuva de baixa intensidade, variedade de ciclo curto.
FORMAS DE APLICAÇÃO
• no plantio
- na linha de plantio incorporado.
a lanço na superfície, incorporado com grade ou máquina de plantio para decomposição dos
resíduos de gramíneas no preparo convencional, preparo mínimo e plantio direto.
• em cobertura
- na linha ao lado das plantas, incorporado e como solo úmido.
- na linha ao lado das plantas ou a lanço na superfície, com osolo úmido e o tempo nublado.
• via foliar
- diluído em água. (a concentração depende de cada cultura- Tabela 23).
CONTRIBUIÇÃO DA MATÉRIA ORGÂNICA
• o teor de matén a orgânica pode ser um indicativo da textura do solo.
valores < 15 g drri)- solos arenosos.
valores 16 a 30 g dre- solos de textura média.
valores 31 a 60 g dre - solos argilosos.
valores > 61 g dm4- indicam acúmulo de matéria orgânica no solo,
NITROGÉNIO: CARACTERÍSTICAS DOS FERTILIZANTES, EXTRAÇÃO,
INTERPRETAÇÃO (SOLO E FOLHA) E RECOMENDAÇÃO.
Tabela 20. Garantia mínima dos principais fertilizantes que contém nitrogênio.
Teores dos Nutrientes Equivalente Indico
Fonte•
N P205 Ca" fílg• 5 CaCO3" salino*"
% -kg--
Uréia 45 -- -- - 84 75
Sulfato amônio 20 - - 24 -110 69
Nitracál cio 21 - 5 3 - - 28 61
Fosfato mono amônica(MAP) 9 48 - 65 30
Fosfato diamônico(DAP) 16 45 - - 70 34
Nitrato de sódio 16 - + 29 100
Cianamida de cálcio 18 38 - + 51
Nitrato de cálcio 14 - 1.9 - + 19 65
Amônia anidra 82 - - - -148 47
Nitrato de amônia 32 - - 58 105
Cloreto de amônio 25 - - 140
• Todas as fontes são solúveis em água.
*" Equivalente CaCO,: (sinal- )kg de carbonatos necessários para neutralizara acidez provocada
por 100 kg de adubo, sinal 4-) alcalinidade equivalente.
-* índice salino: tendência para aumentara pressão osmotica da solução do solo, em números relativos.
Fonte: Citado Rai], 1991.
Tabela 21 Concentração média de nutrientes nos materiais orgânicos.
Fonte Matéria Seca N P2O5
%--
Cama de ave (1 e 2 lote) 70 3,0 3,0 2,0
Cama de ave (3 lote) 70 3,2 3,5 2,5
Cama de ave (6 lote) 70 3,5 4,0 3,0
Esterco de suíno, solido 52 2,1 2,8 2,9
Esterco de bovino, fresco 15 1,5 1,4 1,5
Palha de café 1,0 -1,5 1,0 2,0
Cama de ave poedeira 5,0 3,0 1,5
kg m' chorume
4,0 1,6 Esterco de suíno, liquido 6 4,5
Fonte: Raij, 1991.
Tabela 22. Quantidade média de nitrogênio extraído pelas culturas.
Produção - ton
Cultura
Extraído - kg hal
Grãos Resíduos Grãos Resíduos Total
Soja 3,0 6,0 153,0 192,0 345,0
Milho 6,4 122,0 183,0 305,0
Algodão 1,3 29,0 54,0 83,0
Feijão 1,0 2,0 35,0 67,0 102,0
Trigo 3,0 5,0 75,0 50,0 125,0
Fonte: Malavoita, 1980; Ernbrapa, 1999.
28
29
kg - ha-1 --
Soja 00 a 20 00
Normal 20 a 40 60 a 120
Milho C
Safrinha 10 a 15 30 a 45
Algodão 10 a 15 30 a 50
Feijão 10 a 15 30 a 60
Trigo 10a30 20 a 30
inocular a semente com inocula* especifico
15 a 20 dias da emergência das plantas, solo com boa umidade.
15 a 20 das ela emergência dm plantas, solo corri boa umidade.
30 a40 das da emergência das plantas, solo com boa umidade.
15 a 30 das da emergência das plantas, sob coro boa umidade e superficial.
20 a 30 dias da emergência das plantas, sob com boa umidade e superficial.
Matéria orgãnica
g dm4
X14
15 - 25
26 - 35
36 - 60
> 61
Observação
* para transformar carbono em
matéria orgânica:
M.0 (g dm-3)=1,72 x Carbono,
*para percentagem dividir por 10
M.O. (g dm- ): 10= M.O. (%)
Tabela 23. Níveis de interpretação dos teores de nitrogénio na ANÁLISE FOLIAR considerado adequados
para as culturas, e a sua tolerância á concentração de uréia em pulverização foliar.
Nitrogénio Concentração de Uréia
Uréia
Observação Cultura
Fonte: ISIalavoIta, 1989, Embrapa, 1999.
Tabela 24. Níveis de interpretação da matéria orgânica na ANÁLISE DO SOLO.
Níveis ou Classes Carbono
M. Baixo <9
Baixo 9-14
Médio 14 - 20
Alto 20 - 35
M. Alto > 35
Fonte: Embrapa, 1999; Oliveira et al 1989.
Tabela 25. Quantidade de nitrogênio recomendado para adubação das culturas.
Época de aplicação
Cultura Época de aplicação / Condições Plantio Cobertura
Fonte: Embrapa, 1999; Oliveira et al 1989; IAPAR, 2000.
30
FÓSFORO
. estima-se que o índice de aproveitamento pela planta seja 40 %,)
CONSIDERAÇÕES GERAIS
• as formas de fósforo mais solúvel ou disponível ocorrem na 'ffede pH em H,0 entre 5,5 a 7,0.
• aspectos de maneja que devem ser considerados para maximizara eficiência do fósforo:0
1) porcentagem de fósforo solúvel em relação ao fósforo total.
- fontes mais eficientes têm sido as solúvel acidulados (superfosfatos e fosfatas de amónia).
- Fosfatos com alta solubilidade em ácido cítrico (termafosfato e fosfatas de alta reatividade como
Gafsa, Arad e Daoui), têm mostrado eficiência similar aos solúveis.
- fosfatas naturais brasileiros (Patos, Catalão, Alvorada, Araxá, Abaete, Tapira), apresentam baixa
eficiência em relação aos solúveis, melhorando um pouco por volta de 10 anos.
2) fosfatas solúveis têm sua eficiência agronômica aumentada, quando:
- aplicados após a calagem adequada; na forma granulada e de maneira localizada no sulco de plantio
(cuja fin al id ade é diminuir a taxa de fixação).
3) fosfatos naturais de baixa solubilidade (ígneos), apresentam razoável eficiência agronómica em
pastagem;
- culturas perenes; plantas tolerantes á acidez elou de baixa exigência em fósforo, quando:
- a distribuição e incorporação (atado e grade) for uniforme e em forma de pó finamente moldo. Aplicar
o calcário quando necessário apenas para a correção da deficiência de cálcio e magnésio.
4) é relevante quando usar fosfato natural e calagem, que a aplicação do calcário seja feita
preferencialmente, após 3 a 4 meses da incorporação do fosfato natural.
FIXAÇÃO
estima-se que 80 a 95% pode ser fixado ao solo.
s em solo ácido, o fósforo reagupmos oxklos de ferro, manganês e alumínio para formar produto
insolúvel,tornando-o menos disponível,
▪ em sáto.a0M_Sa9jagem excessiva, o cálcio reage com o fósforo, diminuindo a disponibilidade deste à
inedida queo_pHfica acima 7;0.
▪ ã diiponibilidade do fósforo para as plantas é maior no solo arenoso e menor no argiloso devido aos
teores de argila, sesquióxido de ferro e alumínio que são componentes do solo, fixadores.
CORREÇÃO E FORMA DE APLICAÇÃO
. em solos com disponibilidade muito baixa, baixa e média (Tabela 29), aplicar preferencialmente na linha
de plantio, incorporado, onde as raizes das plantas possam interceptá-lo (correção gradual na
manutenção).
• solos com disponibilidade alta e muita alta (Tabela 29), além de aplicar na linha de plantio, também pode
ser aplicado a lanço na superfície do solo incorporado com grade ou máquina de plantio, onde as raizes
das plantas possam interceptá-lo.
. a correção com fósforo deve ser feita em solo com plantio direto, ou em adequação para plantio
direto quando apresentar nível inferior a 2,0 mg dm4 para solo argiloso e 5 -,0 mg dm4 para solo
arenoso, visando elevar para 6,0 e 9,0 mg dm', respectivamente.
• no plantio direto, preparo mínimo e convencional aplicar a lanço na superfície incorporado com grade
ou máquina de plantio. O mesmo tem baixa mobilidade no solo, levando em média 6 meses para
movimentar 0,5 cm.
. quando adota-se a rotação de culturas, aplicar a lanço na superficie antes do cultivo de inverno (a
semeadura fará a incorporação). A matéria orgânica decompondo-se, libera os ácidos que solubilizam
o fósforo disponibilizando-o para as plantas.
. no caso plantio direto estabelecido, para correção mais profunda (10 a 20 cm), aplicar no cultivo de
verão utilizando máquina de plantio com facão, regulado para essa profundidade.
. no caso dos fosfatos naturais, não aplica-los junto com o calcário, pois pode não ocorrer a sol ubilização
31
Cultura
Níveis ouClasses
g k -1
Soja 45,0 - 55,0
Milho 27,5 - 32,5
Algodão 32,0 - 40,0
Feijão 30,0 - 50,0
Trigo 30,0 - 33,0
'quando os resultados da análise foliar
apresentar abaixo do nivel adequado,
fazer a adubação via foliar ou solo,
corrigindo a deficiência na cultura e
prevenindo para a próxima.
Soja
Milho
Algodão
Feijão
Trigo
0,6 - 2,4
2,4 - 6,0
0,5 - 0,7
2,4 - 9,6
pelos ácidos do solo, com baixa liberação e/ou fixação do fósforo pelo cálcio. Neste caso, aplicara larica
primeiro o fósforo e i ncorporar com grade, depois de 3 a4 meses aplicara calcário.
. os fosfatos naturais de baixa solubilidade (patos de minas, araxã, etc.) produzem efeitos modestos.
Melhores resultados são obtidos com os de alta reatividade (arad, gafs a, daoui, etc.),
• quando das recomendações para a adubação de plantio (Tabela 31) prevê-se unia correção gradual do
fósforo no solo ao longo do tempo.
CRITÉRIOS PARA CÁLCULO DE CORREÇÃO DO FÓSFORO
• curva de resposta económica é a relação entre a produção e o nutriente aplicado.
• em função do teor de argila - para cada 10,0 g Kg' de argila, utilizam-se 4,0 kg M' de pp, solúvel,
Ex. solo 780 g Kg' argila
fonte de fósforo: superfosfato simples (18% P,O,), eficiência de 40%
PA= (780 x4,0/10) x (100/40) = 780 kg ha' de fósforo solúvel, com teor 100%
PA= 780 x 100/18 = 4.333 kg ha"-' superfostato simples
■ elevar ao nível desejado,
Ex. análise revelou 1,0 mg drn-3de (P), em gue deseja-se corrigir para atingir 6,0 mg d&, portanto, falta
adicionar 5,0 mg drrf'.
transformar 5,0 mg difi'em kg halde P = 2 x 5,0 =10,0 kg ha'
transformar P em kg ha' de P,O,= 10,0 x 2,29 = 22,9 kg hal
A -fonte de fósforo: superfosfato simples (18% PA), eficiência de 20%
PA= 22,9 x 100 / 20 = 114,5 kg ha' de fósforo solúvel, com eficiência de 100%
p0,-- 114,5 x 100118 - 636,110 kg ha' superfosfato simples
B - fonte de fósforo: su perfasfato triplo (41% P,O,), eficiência de 20%
P20,-= 22,9 x 100/20 =114,5 kg ha' de fósforo solúvel, com-efidência de 100%
PA- 114,5 x 100/41= 279,27 kg há' superfosfato triplo
. Lembretes: -1,0 m g dni' de P = 2,0 Kg há-Ide P
P205 mg d P mg drn' x 2,29
FÓSFORO: CARACTERÍSTICAS DOS FERTILIZANTES, EXTRAÇÃO,
INTERPRETAÇÃO (SOLO E FOLHA) E RECOMENDAÇÃO.
Tabela 26. Garantia mínima dos principais fertilizantes que contém fósforo,
Fonte
Teores de Nutrientes - %
Indica
N salino
P205
Ca"' Mg0 S
Total
CNA Acido Cal)*
+ Cítrico Água
Água 2%
Superfosfato simples 18,5 18 18 16 28 18 - 10 - 8
Superfosfato triplo 41,5 41 41 37 17-20 12-14 - 1 -- 10
Fosfato monoamônio (MAP) 48,5 48 48 44 - 9 30
Fosfato diarnônio (DAP) 45,5 45 45 42 -- 16 34
Termofostato Yoorin 18 16,5 28 20 15 --
Fosfato Reativo Arad 33 6 10,5 52 37 0,12 1
Fosfato Reativo Marrocos Daoui 32 9 52 36 0,5 -
Fosfato Reativo Gafsa 29 10 45 32 0,9 3,2
Fosfato Natural Patos de Minas 24 5 28 20 - -
Escória de Tharnas 18,5 12 44,6 32
Ácido Fosfórico (H,P0,) 52 51 -- 50
Multifosfato Magnésiano (MFM) 18 18 3,5 11
Obs.: os números em negritos são gera ntia rnin ima legai e serão utilizados nos calculas da fosfatagem.
'nem todas as fontes contém a forma CaO. A equivalência em CaO, foram obtidas a pedir da conversão do Ca'.
tonto: Citado Raij, 1991.
32
Tabela 27. Legislação sobre extratores na determinação da garantia mínima de fósforo (P,0,)
nos produtos comerciais.
Produtos Fosfatados Extrator de PP,
Exigência x
'6 de PPS Extrator
(exemplo)
Acidulados isolados
Ex. MAP, DAP, Superfosfato simples, Superfosfato
Triplo
Parcialmente acidulados
Ex. Fosfato acidulado parcialmente solúvel (FAPS):
Fosfato natural parcialmente acidulados (FHPA)
CNA' + Água
Água
Total
CNA + Água
Água
Superfosfato simples
18 %
16 %
FNPA
20%
9 %
5%
Ex.: Fórmula 0-20-20 c/
fosf, reativo a 40% de
Ácido cítrico 2%' 11%
P20s, solúvel em água
Água
8%
'CNA = citrato neutro de amónia,
Tabela 28. Quantidade média de fósforo (P) extraído e exportado peias culturas.
Produção - ton Extraído - kg ha-'
Grãos Resíduos
Grãos Resíduos Total
Sala
3,0 6,0 13,2
14,1
27,3
Milho
6,4 - 24,0
32,0
56,0
Algodão
1,3 - 4,0
4,1
5,1
Feijão
1,0 2,0 4,0
5,0
9,0
Trigo
3,0 5,0 15,0
7,0
22,0
Fonte: Malavolta, 1980; Embrapa, 1999.
Tabela 29. Níveis de interpretação do fósforo (P) na ANÁLISE DE SOLO para as culturas (Método Mehlich-1).
Classes
Níveis
ou
Soja Milho Algodão Feijão Trigo
Arenoso' Argiloso* Arenoso* Argiloso' Arenoso'
Normal Safrinha
Cultura
mg dm"
M. Baixo - < 5,0 -
-
-
Baixo < 3,0 5,1 - 10,0 < 2,0 < 3,0 < 2,0 < 3,0 < 5,0 < 2,0 < 4,0
Médio . 3,1 -6,0 10,1 -14,0 2,1 -4,5 35 -9,0 2,1 -4,5 35-8,0 5,1 -11,0 2,1-5,0 4,1 -9,0
Alto 6,1.9,0 > 14,0 4,6 -11,0 9,1- 36,0 4,6 11,0 > 8,0 711,0 5,1 - 13,0 > 9,0
M. Alto > 9,0 7 11,0 > 36,0 711,0 - - 713,0 -
• solos argilosos com teores de argila > 360 g Kg' e arenosos <356 g Kg K.
Fonte: Embrapa, 1999; Oliveira et al 1989; TAPAR 2000.
33
Fórmulas contendo:
Acidulados e/ou parcialmente acidulado
Isolados
Fosfatas naturais e naturais reativos
Termofosfatos
Escórias de desfosforação
Farinha de ossos
Misturas contendo
Fosfatos naturais e/ou naturais reativos
Escoria de desfosfaração
Farinha de osso
N P K
CNA Agua 20 % 0-20-20
Fosfato Natural Daoui
Total 32%
Ácido cítrico 2% 9 %
(1:100)
Cultura
Tabela 30. Níveis de interpretação do fósforo (P) na ANALISE FOLIAR, considerados adequados para as culturas.
observação
" quando o resultado da análise foliar
apresentar abaixo do nivel adequado, fazer a
adubação via solo, corrigindo a deficiência a
para a próxima cultura.
Fonte: Madavolta, 1989; Embrapa. 1999.
Tabela 31. Quantidade de fósforo (13205) recomendada para adubação das culturas
Cultura
Soja Milho Algodão Feijão Trigo
Normal Safrinha
Argiloso' Arenoso' Argiloso' Arenoso* Argiloso* Arenoso'
M. Baixo — 100 —
Baixo 90 -100 70 90 -120 70 - 90 40 90 60130 60 - 90
Médio 70 - 80 60 60 - 90 50 - 70 30 60 40 120 30 - 60
Alto 50 - 60— 60 50 - 60 40 - 50 20 30 20 20 10 - 30
M. Alto 50 - 60— 30 - 50 30 - 40 20 —
* solos argiloses com teores de argila >360 g Kgt e arenosos5 350 Ko-1.
• nesses níveis ou lasses de disponiffidade de fósforo no 501o, é possível suprimir esta adubação no latossolo
vermelho (fafossolo roxo) em plantio direta no verão (aduba-se apenas no inverno).
Fonte: Ernbrapa. 1999: Oliveira et al 1989; IAPAR, 2000.
POTÁSSIO
CONSIDERAÇÕES GERAIS
. estima-se que o índice de aproveitamento pela planta seja de 50 a 70%.
▪ para maximizara eficiência do potássio, deve considerar que solo argiloso, precisa de mais potássio
do que o arenoso, para manter a mesma concentração na solução. Em solo arenoso ou de textura
média argilosa, em regiões de alta pluviosidade a aplicação do potássio deve ser parcelada.
PERDAS DO POTÁSSIO
. lixiviação - principalmente em solo arenoso.
. erosão hídrica - a água da chuva arrasta os resíduos orgânicos, o solo superficial e a solução da solo,
que contém o potássio.
EQUILÍBRIO DESEJADO NO SOLO
. participação na CTC do solo acima de 2,5%.
• relação do Ca''+ Mg271c- com índices de 17 a 35
abaixo de 17, o solo apresenta provável deficiência de C M
acima de 35, o solo apresenta provável deficiência de potássio.
• relação ,KiVCCa2 + M9'.3 com índice acima de 0,20:
- menor que 0,13, provável resposta na razão direta da adubação com potássio.
- entre 0,13 e 0,20, apresenta baixa resposta a adubação com potássio.
- maior que 0,20, a resposta é baixa ou nula a adubação com potássio.
• a ralação Ca'lk* , afeta a produção quando:
- menor que 10, apresenta baixa resposta a adubação com potássio.
entre 10 e 20, apresenta resposta crescente a adubação com potássio.
- maior que 20, apresenta resposta linear a adubação com potássio.
• a relação afeta a produção quando for menor que 0,6.
CORREÇÃO E FORMA DE APLICAÇÃO
. nas culturas anuais não excedera 60 kg de K,O no plantio, o restante aplicar em cobertura.
• a aplicação de altas doses de potássio no sulco de plantio deve ser evitada devido ao efeito salino, que
prejudica a germinação das sementes.
▪ altas doses em solo arenoso, além do efeito salino, há o risco de perda por lixiviação.
• em solos argilosos, aplicar a lanço na superfície antes do plantio incorporando com uma grade ou com a
máquina de plantio.
. solos arenosos e/ou com nivel baixo, aplicar metade da dose a lanço antes do plantio (incorporando
com a máquina de plantio) e o restante em cobertura, após 20 - 30 dias da emergência das plantas, a
lanço ou linha, na superfície.
▪ a correção potássica deve ser feita quando o solo apresentar nível baixo (Tabelas 9 e 34), elevar a
saturação para 2,5% da CTC.
. quando o teor de potássio solo for muito baixo, inferior a 0,08 cmol,dm-, recomenda-se fazer adubação
corretiva, principalmente para a soja.
. a interpretação e recomendação para adubação do potássio no plantio, poderá ser feita com base nas
Tabelas 33; 34; 35 e 36.
APLICAÇÃO EM COBERTURA
. aplicar na linha incorporado ou não, juntamente com a adubação nitrogenada.
. solos arenosos fazer uma adubação de cobertura com o potássio, aplicando aos 20-30 dias após a
emergência das plantas.
. solos arenosos ou argilosos aplicar após o plantio a lanço na superfície, incorporando ou não, próximo
a linha das plantas.
Cultura Níveis ou Classes
--------- g ha"' --
Soja 2,5 - 5,0
Milho 2,2 - 3,5
Algodão 1,7 - 3,5
Feijão 2,0 - 3,0
Trigo 2,0 - 3,0
Níveis
ou
Ciasses
34 35
CRITÉRIOS PARA CÁLCULO DE CORREÇÃO DO POTÁSSIO
• participação na CTC
Ex. análise revelou participação do potássio em 0,37% (0,06 cmol,dml na CTC (16,02 and, dm'),
onde deseja-se 3%, portanto falta adicionar-. R 0,06 x 3%)/0,37%j- 0,06 = 0,43 cmolArn''K'
passos:
- transtoimar 0,43 cmolAmiC ern dm4= cmolArd ICxPeq.x 10= 0,43x 39,10 x10= 168,13 mg dm"' lc
transformar 168,13 mg drif' rem Kg ha-l= 168,10 x 2=336,26 kg ha-' de K •
-IcansformariC em kg ha' de K,0 =336,26 x 1,20=403,512 kg h a-' de K20.
fonte de potássio: cloreto de potássio (58%), eficiência de 100%
- transformar IV) Kg ha-' emKCl: 403,516 x 100 / 58 = 695,710 kg h cloreto de potássio (Kc1)
. relação Ca''+
Ex. análise revelou índice da relação Ca' +Mg2TIc de 139 (0,12 crrioldm' de K. e 16,68 cmol,dm4de
Ca2+ Mg'*), onde deseja-se 25, portanto falta adicionar = [(0,12 x 139)125]- 0,12 = 0,55 cmol,dm4
Passas:
-transformar 0,55 crnolAm4 K' em mg dm"' = cmolAm" K x P.eq.x 10-= 0,55 x 39,10 x 10 = 215,05 mg
K*
-transformar 215,05 mg.dn' K em Kg hal= 215,05x 2=430,10 kg ha-1 de K+
-transformarK em kg ha' em K,0 ha-1= 430,10 x 1,20 = 516,12 kg ha-' de K2O
fonte de potássio: cloreto de potássio (58%), efidénda de 100%
-transformar K20 Kg ha-1 em KCI: 516,12 x 100158 = 889_862 kg h g4 doreto de potássio (KCI)
• Relação kill(Ca2+ Mg2+ )
Ex. análise revelou ínelce da relação Klroa2, * - fao") de 0,06 (0,28 and, dm-) ic e de 24,34 orno( dm' de
Cai+Mg>) onde deseja-se 020, portanto falta adicionar = ((0,28 x 0,20)10,061- 0,28 = 0,65 cmoldm4 de K+
passos:
- transformar 0,65 crnolAniX em mg dm"=cmol,dmic x Req.x 10 =0,65 x 39,10 x10 = 254,15 mg dm'K'
-transformar 254,15 mg dm'kem Kg ha-1= 254,15 x 2 = 508,3 kg ha-1 de K+
-transformar IC Kg hal em K20 ha-1= 508,3 x1,20 = 609,96 kg ha-' delf20
fonte de potássio: cloreto de potássio (58%), eficiência de 100%
- transformar K,0 Kg ha-1 em KC1: 609,96 x100/58= 1.051,16 kg hal cloreto de potássio (KCI)
. Lembrete: K20 (ornai, drri, = K+ (cmok x 1,2
POTÁSSIO: CARACTERÍSTICAS DOS FERTILIZANTES, EXTRAÇÃO,
INTERPRETAÇÃO (SOLO E FOLHA) E RECOMENDAÇAO.
Tabela 32. Garantias mínimas dos principais fertilizantes que contém potássio.
Fonte*
Teores dos Nutrientes Equivalente
CaCO3*
indice
salino** K20 MgO 5 Cl N
Cloreto potássio 58 - -- - 116 45
Sulfato potássio 58-52 1,2 15.18 - 46
Sulfato potássio e magnésio 22 18 22 2,5 - 43
Nitrato potássio 44 -- - - 13 ÷ 26 43
Cinzas madeira 5 2 - - -
* Equivalente CaCO, : (sinal 4.) alcalinidade equivalente, provocada por 100 kg do produto.
" Índice salino.. tendência para aumentara pressão osinótica da solução do solo em números relativos.
Fonte Citado Ralj, 1991,
38
Tabela 33. Quantidade média de potássio (W) extraído pelas culturas.
Produção - ton ha' Extraído - kg ha'
Grãos Resíduos Grãos Resíduos
Soja 3,0 6,0 50,1 90,0 140,1
Milho 6,4 30,0 227,0 257,0
Algodão 1,3 24,0 42,0 66,0
Feijão 1,0 2,0 15,0 78,0 93,0
Trigo 3,0 5,0 12,0 80,0 92,0
Fonte: Maiavolta, 1980; Erobrapa, 1999.
Tabela 34. Níveis de interpretação dos teores de potássio (K') na ANÁLISE DE SOLO para as culturas(Método Mehlich-1).
Cultura
Soja Milho Algodão Feijão Trigo
Normal Safrinha
Argiloso* Arenoso' Argiloso* Arenoso' Argiloso* Arenoso'
cmol
Baixo c 0,10 < 0,25 c 0,10 < 0,10 < 0,10 c 0,15 < 0,12 < 0,10 < 0,10
Médio 0,11-0,20 0,26-0,50 0,11-0,30 0,11-0,30 0,11.0,30 0,16-0,40 0,13-0,24 0,11-0,30 0,11-0,30
Alto 0,21-0,30 > 0,50 > 0,30 > 0,30 > 0,30 > 0,40 > 0,24 0,31-0,60 > 0,30
M. Alto > 0,30 - - > 0,60 -
' solos argilosos com teores de argila >360 g Kg' e arenosos <350 g Kg'.
Fonte: Ernbrapa, 1999; Oliveira et al 1989; IAPAR, 2000.
Tabela 35. Níveis do Interpretação do potássio (K') na ANÁUSE FOLIAR, considerados adequados para as culturas.
Cultura Níveis ou Classes Observação
----- -
Soja
17,0 - 25,0
quando o resultado da análise foliar apresentar abaixo
Milho
17,5 - 22,5
do nivel adequado, fazer preferencialmente a adubação
Algodão
14,0 -16,0
via solo, corrigindo a deficiência para a próxima cultura.
Feijão
20,0 - 25,0
(é possível adubação foliar).
Trigo
23,0 - 25,0
Fonte: Malavolla, 1989; Ernbrapa, 1999.
Tabela 36. Quantidade de potássio (IÇO) recomendado para adubação das culturas.
Cultura
Soja Milho
Normal Safrinha
Argiloso' Arenoso' Argiloso' Arenoso* Argiloso' Arenoso*
kg
ha-, -____________________Baixo 90 100 60 - 70 60 - 70 30 80 60 45 60
Médio 70 50 40 - 60 50 - 60 20 60 30 30 45
Alta 50- 20 30 - 40 40 - 50 -- 40 30 15 30
M. Alto 40" 20 - - -- - -
** nesses níveis ou classes de disponibilidade de potássio no solo, caso plante culturas de inverno
e as adube, é possível suprimir esta adubação no latossolo vermelho Oatossolo roxo) em
plantio direto na cultura da soja (no verão).
• algodão - solos arenosos quando o teor de potássio for inferior a 0,24 crnol,dm4, recomenda-se
aplicar em cobertura 30 kg hal de KP aos 30 - 40 dias após a emergência das plantas,
Fonte: Embrapa, 1999: Oliveira et al 1989; 1APAR, 2000.
37
Cultura Total
Níveis
OU
Classes
Níveis
ou
Classes
Algodão Feijão Trigo
* solos argilosos com teores de argila >360 g Kg' e arenosos <350g Kg'.
Soja 25 - 3,0
Milho 1,5.2,0
Algodão 2,0 - 3,0
Feijão 5,0 -10,0
Trigo 4,0
" quando os resultados da análise foliar apresentar
abaixo do nível adequado, fazer a adubação via solo,
corrigindo a deficiência na cultura e para a próxima.
Fonte: Malavolta, 1989; Embrapa, 1999.
Tabela 41. Quantidade de enxofre (5) recomendada para adubação das culturas
Cultura Níveis ou Classes
Época de aplicação
Observação
Plantio Cobertura
kg ha' -----------
ENXOFRE
CONSIDERAÇÕES GERAIS
• apesar da pouca informação sobre o enxofre, fazer a análise do solo e/ou folha interpretando e
recomendando a adubação com base nas Tabelas 38, 39, 40 e41.
• é mais provável ocorrer deli ci é'n cia em solos arenosos elou com baixo teor de matéria orgânica.
• o suprimento pode ser pelo uso de adubos isolados como sulfato de amônio, superfosfato simples,
gesso agrícola ou uso de fórmula de adubo menos concentrada contendo superfosfato simples.
• o enxofre elementar ou flor de enxofre é urna fonte eficiente para as plantas, embora com baixa
solubilidade, apresentando forte poder acidificante: 32 kg de enxofre aplicado, requer 100 kg de
carbonato de cálcio puro para neutrailzar a acidez produzida.
• plantas como leguminosas produtoras de grãos e cniciferas, são as mais exigentes.
Tabela 39. Níveis de interpretação do enxofre (5 - 50,1 na ANÁLISE SOLO, independente da cultura.
Níveis ou Extrator
Ciasses NI-140Ac.110Ac.* Ca(112PO4)f*
M. baixo < 5,0 < 2,5
Baixo 5,1 -10,0 2,6 - 5,0
Médio 10,1 - 15,0 5,1 -10,0
Alto > 15,0 > 10,0
M. Mo -- -
* Acetato de amônio acido acético Fosfato mononálcio
Fonte: Vith, 1982; Entrapa, 1999.
Tabela 40. Níveis de interpretação do enxofre (5) na ANÁLISE FOLIAR, considerados
adequados para as culturas,
Cultura Níveis ou Classes Observação
ENXOFRE: CARACTERíSTICAS DOS FERTILIZANTES, EXTRAÇÃO,
INTERPRETAÇÃO (SOLO E FOLHA) E RECOMENDAÇÃO.
Tabela 37. Garantia mínima dos principais fertilizantes que contém enxofre
Fonte*
Teores dos Nutrientes Equivalente ledice
S Ca0 N PzOs KzO MgO Cu Fe Mn Zn CaCO3* salino'
%_, --kg--
Gesso agrícola 15-16 28-30 - - - -
Sulfato Amónio 24 -- 21 - - - -100 --
Superfosfato simples 12 20 - 19-21 -- - - 8
Sulfato potássio 17 -
--50-52 - - - 46
Sulfato potássio e magnésio 22 - - - 22 18 -- - 43 Soja
Sulfato de magnésio 13-14 - - -- 16-17 -
Sulfato de cobre 18 - - - 13 - --
Sulfato ferroso 11 - - - - - - 17 -
Sulfato de manganês 15 - - - 26
Sulfato de zinco 18 - - - -- 20 - Feijão 20 30
Ácido sulfúrico (HiSiDi) 29-33 - - - - _ Trigo 10 20
' Equivalente CaC0-;: (sinal -) kg de carbonatos necessários para neutralizar a acidez provocada por 101) kg de adubo. Fonte: Embrapa, 1999; Oliveira et ar, 1 99 5.
'" índice salino: tendência para aumentar a pressão osmOtin da solução do solo, em números relativos.
Fonte: Citado Raij, 1991.
COMPOSIÇÃO DE FÓRMULAS DE ADUBOS
. as indústrias de adubos têm colocado no mercado uma diversidade de fórmulas que ajustam as
necessidades das culturas tantos em macro e mícron utrientes (Tabela 42).
solo etouloti ar, recomendara fórmula mais adequada a cada situação.
. a adubação é uma prática que não pode ser considerada isoladamente, devendo ser avaliada as
interações que podem ocorrer entre os diversos fatores (práticas culturais, interações macro e
micronutrientes, a planta, etc.) que podem comprometera produção. Sempre com o objetivo de obter-se
o maior lucro por área cultivada.
. Além de escolher fórmulas contendo apenas os nutrientes necessários e nas quantidades adequadas
para cada solo, é igualmente importante conhecer a matéria-prima de origem do adubo, para
rente: Malavolta, 1980, Embrapa, 1999. com pafibil iza r com as condições químicas cio solo. (fórmulas abertas).
38 39
Milho 20 40
Algodão 20 40
Baixo 60
Médio 45
Alto 30 Aplicar em cobertura
quando deseja-se alta
produção
Tabela Quantidade média de enxofre (5) extraído 38.
Cultura
Produção • tem ha' Extraído - kg ha'
Grãos Resíduos Grãos Resíduos Total
Soja 3,0 6,0 16,2 60,0 76,2
Milho 6,4 -- 9,0 35,0 44,0
Algodão 1,3 10,0 22,8 32,8
Feijão 1,0 2,0 10,0 15,0 35,0
Trigo 3,0 5,0 5,0 9,0 14,0
pelas culturas.
. cabe ao técnico com sua bom conhecimento do histórico da área e da análise do experiência, senso,
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ADUBOS - FÓRMULAS ABERTAS (Continuação)
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41
e
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O
M1CRONUTRIENTES
CONSIDERAÇÕES GERAIS
. fórmulas de adubo com alta concentração oferece menos micronutrientes.
. o cultivo intensivo, o excesso de adubação fosfatada, a falta de reposição de alguns micronutrientes, a
calagem (zinco, cobre, ferroe manganês) e o aumento da produtividade são fatores que tem favorecido
a redução da oferta de micronutrientes ás plantas.
• solos com matéria orgânica e CTC baixas, em regiões com alta pluviosidade ou arenosas, são mais
propensos a apresentar deficiência de micronutrientes, principalmente o bom, cobre e zinco.
• a deficiência de micronutrientes além de diminuir a produção, afeta a qualidade do produto e induz à
incidência de doenças.
▪ quando os resultados da análise de solo (Tabelas 53 e 54) apresentarem teores médio ou inferior, e
foliar (Tabela 55), abaixo do adequado ou mesmo se for constatada deficiência visual, aplicar
mi cron utriente na dose recomendada, conforme a Tabela 56.
FILOSOFIAS E FORMA DE APLICAÇÃO
• filosofia de segurança: aquela que adiciona esporadicamente, pequenas quantidades de
micronutrientes ao solo. Sena uma adubação de manutenção. Pode representar custo desnecessário
elou induzir excessos no solo
• filosofia da prascric-ão; aquela que utiliza resultados da análise do solo elou folha para avaliação,
recomendando somente se necessário e apenas o(s) m icron utrie nte(s) em deficiência.
• a aplicação pode ser isoladamente, ou em misturas com outros produtos (adubos, herbicidas,
fungicidas e inseticidas). Verifique com o fabricante dos produtos sobre a compatibilidade da
mistura.
• via solo
- no sul co de plantio ou junto com o adubo.
- Junto com a semente.
- a lanço na superfície incorporado com grade antes do plantio convencional.
- pulverização na su perficie do solo (solúveis).
- a lanço na superfície sem incorporação é menos eficiente, devido a baixa mobilidade dos
micronutrientes no solo.
• via foliar
- para aumentar a eficiência da adubação fali ar usar surfactante que promova maior aderência da
solução à folha. Efetuar a pulverização no perlado da manhã e à tarde.
- podem ser aplicados isoladamente em solução de alta concentração ajustando o pH entre 5,5 a 6,5,
-Aplicar junto com fungicida, inseticida, herbicida pós-emergente, somente na forma de quelatos.
(Verifique com o fabricante dos produtos sobre a compatibilidade da mistura,)
- para aplicarjun to com fungicida, inseticida e herbicida pós-emergente, não usar óleo mineral,
COMPORTAMENTO DOS MICRONUTRIENTES
BORO
- é absorvido n a forma de ânion,
- a maior disponibilidade é em pH (1-120) de 5,0 a 7,0,
-pH baixo, forma complexos insolúveis, borosilicato de ferro ou de alumínio,
- pH alto, forma o complexo borato de cálcio, podendo combinar com a argila e a matéria orgânica,
formando produto de menor disponibilidade.
- regiões com alta pluviosidade ou excesso de irrigação, o boro solúvel é I ixiviado, ficando resíduos de
si boato insolúvel,
- o stress hídrico acelera o aparecimento da deficiência de boro, devido baixar a decomposição da
matéria orgânica (fonte importante de boro), liberando-o menos para a solução do solo. ()stress reduz
ainda o desenvolvimento das raizes, que num volume menor de solo explorado, absorve menos boro.
- o excesso de matéria orgânica pode causar a formação de compostos de ferro reduzindo sua
disponibilidade temporariamente.
- a aplicação do boro via solo é mais eficiente do que afobar, pois somente as folhas que o recebe são
corrigidas.
cuidado: o limite entre deficiência e toxidez é muito estreito e o grau de sensibilidade é diferente para as
culturas.
COBRE
- é absorvido na forma de cátion.
- a maior disponibilidade é em pH (HA de 5,0 a 6,5.
- em pH baixo é absorvido pelos coloides dos*, óxidos de ferro e alumínio, silicatos e matéria
orgânica, formando complexos insolúveis.
-em pH alto diminui sua disponibilidade devido a formação de compostos insolúveis com os hidróxidos
e carbonatos, tornando-se ainda inerte.
- em solos orgânicos ou turfosos, quantidades elevadas de esterco orgânico aplicadas, propicia a
formação de complexos, deixando o cobre fora do alcance das raízes, face a alta disponibilidade de
ácidos orgânicos.
- solos arenosos com baixo teor de matéria orgânica pode tornar-se deficientes em função da perda por
lixiviação.
- adubação com altas quantidades de nitrogênio pode provocar deficiência.
FERRO
- é absorvido na forma de cátion.
- a maior disponibilidade é em pH (H20) de 4,0 a 6,0.
- a elevação de uma unidade no pH diminui a disponibilidade de ferro na solução do solo em mil vezes,
por formar hidróxidos de ferro de baixa disponibilidade.
- em pH alto, precipita-se em forma de FeO, insolúvel.
- o desequilíbrio em relação ao cobre, manganês e molibciênio, afeta sua disponibilidade.
- o excesso de fosfatas inibe a absorção de ferro formando complexos insolúveis.
- baixa temperatura e adubação com altas quantidades de nitrogênio pode provocar deficiência.
MANGANÊS
- é absorvido na forma de cation,
- a maior disponibilidade é em pH (H20) de 5,0 a 6,5,
- em pH alto e em condições de oxidação, precipita em forma de MnO,insoluvel,
- em solos orgânicos ou turfosos, ocorre a formação de complexos estáveis coma matéria orgânica,
tendendo a apresentar problemas.
- solos com alto teor de matéria orgânica associados a excesso de umidade (saturado) na estação fria,
apresentam sintomas severos de deficiência.
- solos arenosos com baixa CTC, em regiões de alta pluviosidade, tem sua disponibilidade diminuiria,
-o desequilíbrio em relação ao cálcio, magnésio e ferro, afeta sua disponibilidade.
-solos arenosos, excesso de calcário ou fosfatagem pesada, diminuem sua disponibilidade.
-adubação com altas quantidades de nitrogênio pode provocar deficiência.
42
43
- 0,4
- 0,5
0,3
- 0,2 0,02
- 0,2
0,01 0,4
0,07
0,01 0,3
- 0,06
0,01
0,01
0,01
- 0,2
0,1
- 0,3
0,01 -
0,03 47,0
1,5
0,0002 2,1
0,01
0,02 0,1
0,02
0,03 1,0-12 0,02
0,10
1,1 --
0,16
0,2 0,12
- 0,002
0,10 - 0,02
0,01 0,20 0,040,18 0,005
0,02 0,002
0,5 0,003
0,04
- 0,04
0,03 0.0002
- 2,2 --
0,03
0,0
-
3
0,2
0,76
1,3
0,04 0,00007
4,0
0,06
0,0001
0,42
0,42
0,03
0,1
-
4
0,003 0.005
0,08
0,003 0,004
0,01
-
0,01
MOLIBD ÊNIO
- é absorvido na forma de ânion,.
- a maior disponibilidade é em pH (H20) > 7,0.
- aumentando o pH aumenta a liberação do molibdênio para a solução do solo.
- em pH baixo (solo ácido) tem-se pouca disponibilidade devido aformação de complexos insolúveis de
molíbda to de ferro e alumínio,
- em pH alto (solos neutros e alcalinos), forma-se o molibdato de cálcio que é mais solúvel. A calagem
aumenta a disponibilidade do molibdênio.
- solos arenosos apresentam deficiência mais frequente que os de textura média ou argilosa.
- Adubação pesada e com alta concentração de sulfato pode induzir à deficiência
- o molibdénio em excesso é toxico, especialmente para os animais em pastoreio, em cujos, o sintoma é
diarréia forte.
- animais com pastoreio em áreas deficientes do molibdênio podem sofrer de toxidez de cobre, se este
estiverem nível elevado. Animais alimentados com forragem com alto teor foliar de molibdênio podem
apresentar deficiência de cobre contraindo a nnolibdenose.
ZINCO
- é absorvido na forma de cânon,
- a maior disponibilidade é em pH (H2O) de 5,0 a 6,5.
- em pH baixo, é ad sorvido pelo óxidos, silicatos de ferro ou de alumínio.
- em pH alto, é absorvido pelas argilas, matéria orgânica e cal óldes do solo.
- baixa disponibilidade devido aformação de precipitado, é adsorvido por siticatos e óxidos do solo.
- quando o pH do solo aumenta uma unidade, o teor de zinco na solução do solo diminui em 100 vezes,
formando compostos de menor solubilidade.
- solos arenosos, pH alto e rico em fósforo, combinados ou isoladamente, diminuem sua
disponibilidade.
- solos ácidos ou pobres em zinco; excesso de calagem, ou de luminosid ade e fosfatos, podem
provocar ou acentuar sua deficiência.
- o excesso de boro, cobre, ferro e manganês pode dificultara absorção do zinco.
- pode ser fixado pela matéria orgânica efou imobilizad o tem porari amante pelos microrganismos do
solo, quando da aplicação de resíduos orgânicos.
- baixa temperatura associada ao excesso de umidade aumenta a deficiência, principalmente no
estádio inicial de crescimento das plantas.
- solos arenosos com baixa CTC e em regiões de alta pluviosidade, aumenta a lixiviação.
- adubação com alias quantidades de nitrogênio, potássio e magnésio podem provocar deficiência.
CLORO
- aumenta a disponibilidade coma elevação do pH, por razões semelhantes ao do molibdénio.
COBALTO
- o excesso de cobalto pode induzira deficiência de ferro.
M1CRONUTRIENTES: CARACTERÍSTICAS DOS FERTILIZANTES,
EXTRAÇÃO, INTERPRETAÇÃO (SOLO E FOLHA), E RECOMENDAÇÃO
Tabela 43. Relação de alguns adubos e corretivos comerciais que contém micronutrientes.
Adubo ou corretivos B Cl Cu Fe Mn Mo
Nitrato de amónia
Nitrocálcio
Sulfato de amônia
Calciocianamida
Nitrato de cálcio
Salitre do Chile
Torta de mamona
Torta de algodão
Esterco de curral (seco)
Escória de Thomas
Farinha de ossos
Fosfato natural
Superfosfato simples
Superfosfato triplo
Cloreto de potássio
Sulfato de potássio e magnésio
Sulfato de potássio
Fosfato monoamón leo
Nitrafasf atos
Nitrato de potássio
Cinzas de madeira
Calcários
Termofosfato
Hiperfosfato Gafza (Fertipar)
Hiperfasfato Gafza (CRA)
Fosfato reativo Daoui
Fosfato de Arad
•
Concentração %
0,0
-
1
0,02
0,03
0,001
0,2
0,01
0,03
0,02
0,2
0,002
0,2
0,04
0,04
0,04
0,04 0,56
Zn Si
0.01
0,1
44 45
1
82
75
16
13
- 5
- 32
16-18
Insolúvel
Insolúvel
Solúvel
- Solúvel
- Solúvel
5-7 32-36 Solúvel
18-20 -
- Solúvel
- Solúvel
- Insolúvel
- Solúvel
- Solúvel
Insolúvel
- Insolúvel
- 19 -
- 5
- 2 --
- 23
29 --
- 22 --
- 22
- - 26 -
- -- 41 -
- 5 -
- 2
- Solúvel
insolúvel
- Solúvel
- insolúvel
- 15
39
66
- 0,1
- 5-7 - Solúvel
- Solúvel
- Insolúvel
Insolúvel
- 0,1
34
75
- - Insolúvel
- - Solúvel
- - Insolúvel
- 20 - 16-
- 50 - 18
- 7
3
52
Solúvel
Insolúvel
- Solúvel
- Insolúvel
- Insolúvel
- - 11
Dose por*
Aplicação
3 a kg/na
Cultura
soja, milho, 'ligo,
algodão. feijão
N ümero!Época aplicação*
Pulverização superficial no solo
em pré-plank
11/ha
soja, milho, trigo,
algodão. feijão
2 Apicações loliar. aos 25130
dias e aos 40/45 dias após a
emergência
algodão
2 Aplicações folar, aos 20/40
2 liba dias e aos 40150 dias após a
emergência
2 Voa
soja. milho trigo,
algodão
Voa foliar, aos 20/40 dias após
a emergência
3 Lha sola, Trigo. feijão
2 Aplicações Miar, a 1' na
pra-gorada e a 2',15 dias após
300miiha soja, milho, feijão
Ma semente ou foliar. aos
20130 dias após a emergência
Aplicação foliar no estágio
de 4 a 8 lobas
100 5 200911/11a
semenle ou foliar. 20/30
- citas após a emergência soja
4inla milho
Via semenle ou foliar, aos
sola, lgo a 150miffia 30 dias após a emergência
(estadio 114 a V6 sola)
3 ffia
soja, milho, trigo,
algodão. feijão
3 Aplicaçoes foliar, aos
25; 40 e 50 dias após a
emergência
2 iiha
milho e Trigo
soja feijão
1.5 a 21/11a
2 Aplicações foliar, aos 25 e
45 dias após a emergência
2 Aplicações folar, aos 25 e
40 dias após a emergência
21/ha
soja, rilho, trigo,
algodão, feijão
2 Aplicações foliar. aos 25 e
aos 40 dias após a emergência
250ml/ha
soja, milho, 09a
algodão, feijão
Apicação via semente ou
foliar. aos 30/35 dias após a
emergência
milho 1,51Ala
Aplicação foliar, aos no início
do desenvolvimento vegetativo
(4 a 6 folhas)
70m1/ha soja. feijão
Via semenle ou foliar, aos
15/20 dias após a emergência
3 Aplicações foliar. aos
25; 40 e 50 dias após a
emergência
Apicação foliar. aos 25 dias
após a emergência
ingo, 3 ilha
3 a 511Im
milho,tilgo
Tabela 44. Garantia ~ima dos principais fertilizantes que contém micronutrientes.
Fonte
Teores de Nutrientes - % Solubilidade
B Cu Fe Mn Mo Zn Co Ca" 5 N P2o5 em água
Boro - B
Bórax
Ácido bórico
Pentaborato sódio
Ulexita
Silicato de boro
Colenrianita
Cobre - Cu
Silicato de cobre
óxido cuproso
Óxido cúprico
Cloreto cúprico
Sulfato de cobre
Quelato de cobre
Fosfato cúprico amoniacal
Ferro - Fe
Sulfato ferroso
Quelato de ferro
Silicato de ferro
Sulfato fénico
Fosfato ferroso amoniacal
Fosfato de ferro e amónio
Polifosfato de ferro e amónio
Manganês - Mn
Sulfato mangarmo
Óxido manganoso
Quelato de manganês
Silicato de manganês
Molibdênio - Mo
Molibdato de amônio
Molibdato de sódio
Triõxido de nnolibdênio
Silicato de molibdênio
Zinco - Zn
Sulfato de zinco
Óxido de zinco
Quelato de zinco
Silicato de zinco
Carbonato de zinco
Cobalto - Co
Silicato de cobalto
Cloreto de cobalto
Óxido de cobalto
0bs: - considerar para cálculo da quantidade dos mEcnnulnentes a aplicar, sua solubilidade em agua,
I urda: Ciado Raij, 1991,
Tabela 45. Relação de alguns produtos comerciais que contém micronutrientes
Produto Densidade g cor' Concentração'
Acido Clórico 17558
Arbóre Boro 1,34 10%13
BasioNar 1,30 10%8
Basidar Comol 1,45 2%Co; 10%15o
Cerrado Flc
13askiltar Mn 1,31 10%4In
Bastliar Zn 1,22 731.Zn
Ca Eli 1,39 Et%Ca 2%8
1%Co; 5%Mo
COIOTF101 I 1,22 0,2%Fe,
Co Mo iStolter) 170 1.531.0a; 15%Mo
1455El; 4%P20+;69V.21)
Masterrnins 1,39 0,8%5; 1,5115g; 231.2n
1.5%Mn; 0.1%k 0,05%Mo
14%11; 4%P205; 6%1Q5
Mastermins 2n 1,35 5%Zrc 1%Mrc 0,19613;
0.05%Mo
113401; 4%Pe:a; 730(0
Nirofoska 'A' 1,20 0.05%Ctc 0,02968: 0,0005%Mo
0.05%Zn; 0,02%15n
Starter 1,25
53‘2n; 3544ri; 0,5%13
0,5%Ctr 2965
Slarter Mn 1,28
555gke 3%Zre 0,5%Cu
05568; 0.05%Mo; 3%5
Slimulate Mo 1,10 4',4ldo
11.4%N; 11,4%1'45; 8,135k?0
Wuxal 1.40 0,7968; 0.79í2o 0,025%Mn
0,0018515o, 0,0006Co; 0.4%5
Wuxal
Extra Co Mo 170
1,60%Co; 16,5%Mo 0,90%5- *Verificar instruções mais detalhadas. no manual técnico do produto especifico para cada cubra.
1% porcentagens peso/peso
- Solúvel
Solúvel
Solúvel
Insolúvel
Insolúvel
Insolúvel
8
1
10
_ - - 14 _
46
47
Tabela 46. Quantidade média de zinco (Zn) extraído pelas culturas.
Cultura
Produção - ton Extraído - g ha-
Grãos Resíduos Grãos Resíduos Total
Soja 3,0 6,0 120,0 63,0 183,0
Milho 6,4 178,0 366,0 544,0
Algodão 1,3 16,0 44,0 60,0
Feijão 1,0 2,0 20,0
Trigo 3,0 5,0 120,0 80,0 200,0
Fonte: Matavolta, 1980: Embrapa, 1999.
Tabela 4T. Quantidade média de boro (B) extraído pelas culturas.
Cultura
Produção • ton hã' Extraído - g ha'
Grãos Resíduos Grãos Resíduos Total
Soja 3,0 6,0 60,0 342,0 402,0
Milho 6,4 20,0 60,0 80,0
Algodão 1,3 43,0 122,0 165,0
Feijão 1,0 2,0 10,0
Trigo 3,0 5,0 • 100,0 200,0 300,0
Fonte: Malavoita. 1980; Embrapa, 1999.
Tabela 48. Quantidade média de manganês (Mn) extraído pelas culturas.
Cultura
Produção - too hã' Extraído • g ha-'
Grãos Resíduos Grãos Resíduos Total
Soja 3,0 6,0 90,0 600,0 690,0
Milho 6,4 - 53,0 714,0 767,0
Algodão 1,3 _ 19,0 111,0 130,0
Feijão 1,0 2,0 8,0
Trigo 3,0 5,0 140,0 320,0 460,0
Fonte: Malavoita, 1980; Embrapa, 1999.
Tabela 49. Quantidade média de ferro (Fe) extraído peias culturas.
Cultura
Produção ton hã' Extraído • g ha'
Grãos Residuos Grãos Resíduos Total
Soja 3,0 6,0 210,0 2340,0 2550,0
Milho 6,4 160,0 1714,0 1874,0
Algodão 1,3 - 316,0 1425,0 1741,0
Feijão 1,0 2,0 2,5 -
Trigo 3,0 5,0 190,0 500,0 690,0
Fonte: Malavoita, 1980; Embrapa, 1999.
Tabela 50. Quantidade média de cobre (Cu) extraído pelas culturas.
Cultura
Produção • ton UI Extraído • g ha-1
Grãos Resíduos Grãos Resíduos Total
Soja 3,0 6,0 30,0 96,0 126,0
Milho 6,4 25,0 156,0 181,0
Algodão 1,3 13,0 46,0 59,0
Feijão 1,0 2,0 4,0 _
Trigo 3,0 5,0 -
t,onto: malavolta. 1980; Embrapa, 1989.
Tabela 51. Quantidade média de molibdênio (Mo) extraído pelas culturas.
Resíduos Grãos
Produção - ton Extraído - g ha'
Grãos Resíduos
Soja 3,0
Milho 6,4
Algodão 1,3
Feijão 1,0
Trigo 3,0
Fonte: Malavoita, 1980; Embrapa, 1999.
Tabela 52. Quantidade média de cobalto (Co) extraído pelas culturas.
Produção • ton hã'
Grãos Resíduos
Soja 3,0
6,0
Milho 6,4
Algodão 1,3
Feijão 1,0
2,0
Trigo 3,0
5,0
Fonte: Malavoita, 1980; Embrapa, 1999.
Tabela 53. Níveis de interpretação da ANÁLISE DE SOLO, independente da cultura.
Agua Quente" hei 0,05'
" Ácido dietilenotriaminopentacetico " BaC1-Cloreto de Bário
1 Níveis padrão para interpretação.
Outras referências para interpretação .
Observação: Quando os resultados da análise de solo apresentarem teor médio ou
Inferior, aplicar micronutriente na dose recomendada, conforme tabela 56.
Fonte: Embrapa, 1999.
Tabela 54. Níveis de interpretação da ANÁUSE DE SOLO, independente da cultura.
Extrator - Mehllch-1
Fe Mn
Zn
< 0,4
0,5 -1,5
> 1,6
1,5 - 2,0
8,0
Observação: Quando os resultados da análise do solo apresentarem teor médio ou inferior,
aplicar micronutrientes na dose recomendada, conforme tanela 56.
Níveis padrão para interpretação.
3 Outras referências para interpretação.
Fonte: Embrapa, 1999.
Cultura
Total
6,0
15,0
12,0
27,0
2,5
1,5
4,0
0,2
1,2
1,4
2,0
1,0
5,0
Cultura
Extraído • g ha'
Grãos Resíduos
Total
5,0
Níveis ou
Classes
Baixo'
Médio'
Alto'
Bom=
Excesso2
Extrator DTPA *
Cu Fe Mn Zn
rng
<0,3 < 4,0 < 1,2
0,4 - 0,9 5,0 - 12,0 1,3 - 5,0
>1,0 >12,1 75,1
- 3,0 12,0 - 90,0 5,C T- 30,0
6,0 300,0 150,0
< 0,5 < 0,2 < 0,2
0,6 -1,5 0,3 - 0,4 0,3 - 0,6
>1,6 70,5 ?0,7
1,5 - 6,0 0,5-1,5
30,0 3,0
"" Ácido clorídrico
Níveis ou
Classes
Baixo'
Médio'
Alto'
Bom2
Excesso2
40,1 -60,0
9,0 -12,0
300,0
150,0
mg dm'
< 15,0 <4,0
16,0 - 40,0 5,0 8,0
> 40,1 > 9,0
<0,8
0,9 -1,5
> 1 6
1,5 - 2,0
30,0
48 49
Magnésio
Mg2 = Mg0 x 0,60
Mg0 = Mg2' x 1,66
MgCO3 = Mg' x 3,47
1,0 cmot, drn4Mg" 120 mg dm' Mg'
= 240 kg ha' Mg''
400 kg hal Mg0
= 810 kg hal MgCO3
Potássio
1,0 cmol, dni'IÇ
= 400 mg dm4
= 800 kg halc
= 960 kg ha' IçO
Tabela 55, Níveis de interpretação da ANÁLISE FOLIAR, considerados adequados para as culturas.
Níveis dos Micronutrientes
211 B Co Mn Mo Fe Cu
Soja 20 - 50 20 - 55 - 20 - 100 1,0 - 5,0 50 - 350 10 - 30
Milho 20 - 50 15 - 20 - 50 - 150 0,15 - 0,20 50 - 250 6-20
Algodão 10 - 30 20 - 50 15 - 40 1,0 - 2,0 60 - 80 8-40
Feijão 30 - 100 20 - 60 30 - 300 - 100 - 450 8-20
Trigo 20 - 40 20 16 - 28 1,0 - 5,0 9-18
Fonte: Malavolta, 1989: Embrapa, 1999.
Observação: Quando os resultados da análise foliar apresentarem teor abaixo do
adequado, ou mesmo se for constatada deficiência visual, aplicar o micronutriente na dose
recomendada conforme tabela 56.
Tabela 56 Quantidade de micronutrientes recomendado.para adubação das culturas.
Cultura Níveis ou
Classes
Micronatrientes
Zn* R** Co*" Mn" Fe" Cu"
Soja
Baixo
Médio
Alto
6,0
5,0
4,0
1,5
1,0
0,5
0,030 -
0,012 -
- -
2,5
1,5
0,5
0,003
0,002
-
6,0
4,0
2,0
Milho - 3,0 a 5,0 1,0 - - -
Algodão -- 3,0 0,5 a 1,0
Feijão 3,0 1,0
Trigo 3,0 1,0
DICAS PARA TRANSFORMAÇAO DE RESULTADOS ANALITICOS
. transformar mg dm"em cmol, dm'
-cmoi,dnn"- mg eq. x 10
• Ex. cmol, dm'- 186,5 mg I•(39,10 x10) = 0,48 crnol, dm'
. transformar cmol, dm'em mg dm'
mg dm"'-cmol,dm'xP.eq. x10
Ex.mg drn"= 0,65 cmol,K- x 39,10 x 10 = 254,15 mg dm' ic
. transformar P em P20, e vice versa P,0,= P X2,29 P PA:2,29
• transformar K' em K,0 e vice versa lc0= Ir X1,20 1("= IC20 :1,20
• transforrnar mg dm" em kg ha' kg ha-1= mg dm" X2,0
• transformar % ern g kg-l: g kg' = %X 10
Cálcio
Cai - CaO x 0,71
Ca0 = Ca x 1,4
CaCO, = Cai x 2,5
1,0 crio!, dm' Ca'
= 200 mg
= 400 kg hal Ca'
= 560 kg ha' CaO-
=1000 kg hal CaCO,
Fósforo
1 mg drri' (ppm) = 2,0 kg.iha'
1,0 cmol, =100 mg dm' P
= 200 kg hal P
= 450 kg ha' PA
Cultura
***a plica r via semente. *aplicar vias solo, adubo e foliar, *aplicar vias foliare adubo.
Fonte: Embrapa, 1999 Tabela 57. Peso equivalente (P,Eq.) de alguns nutrientes,
Nutriente P.Eq.(g moi-') Nutriente P.Eq.(g
1,00 Mn 27,47
39,10 Zn 32,68
Cai 20,00 Cu 21,18
Mgr 12,15 AI 8,99
Observação
1,0 mg dm-3 = 2,0 kg ha-1
1,0 kg ha-1 = 0,5 mg dm'
Tabela 58. Fatores multiplicativos de transformação dos resultados analíticos do solo,
quando expresso em g 100g4 (%), mg mg dm-3, kg ou ton ha-1.
Expressões a transformar g 100g mg 100g-1 mg dm-' kg ha'''. ton ha-'4
g 100g'
1 1,000
10.000
20.000 20
mg 100g'
0,001 1
10
20 0,02
mg dm'
0,0001 0,1
1
2 0,002
kg ha'
0,00005 0,05
0,5
1 0,001
ton ha'
0,05 50
500
1.000 1
" considerando o hectare 2.000 ton (profundidade de 20 cm e densidade do solo = 1,0).
Fonte: Lopes et a1,1987.
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Tabela 59.Quantidade de nutriente esperado pela adição de adubo e calcário.
Quantidade no solo
Quantidade adicionada
Total adicionado Teor da análise'
--kg ha-'x 20 cm----- mg dm-' - cmol. dm-3 - ---mg dm-3 --- orno', dm-3 ---
P205 ou 20 P 10 < 1
94 K20 ou 78 K+
1000 CaCO3 ou 400 Ca2+ 200
0,10
1,0
0,05
0,5
ts
N
842 MgCO3 ou 242 Mg2+ 121 1,0 0,5
20 S 10 <5 t
2 Zn 1,0 < 0,5
2B 0,5 < 0,25 to
1 Cu 0,5 < 0,25 "O
os valores são variáveis.
Fonte: Raij, 1991.
Tabela 60. Sistema internacional de unidades adotadas pelos laboratórios brasileiros
nas análises de solo e folha.
Determinação Anterior Atualmente
- Solo (exemplos)pH admensional admensional admensional
Carbono 2,4 % 24 g dm-3 24 g dm-3
P 3,20 ppm 3,20 mg dm-3 3,20 mg dm-3
H' +A1' 3,42 meq 100 m1-3 3,42 orno', dm-' 34,2 mmole dm-3
Ca" 2,99 meq 100 m1-1 2,99 orno', dm-3 29,9 mmole dm-3
mg2. 0,88 meq 100 ml-3 0,88 emale dm-' 8,8 mmole dm-3
Cal. + Mg2' 6,87 meq 100 mt-' 6,87 cmole dm-3 68,7 mmok dm-3
Ar* 1,27 meq 100 m1-1 1,27 orno', dm-3 12,7 mmole dm-3
1K+ 0,08 meq 100 ml-' 0,08 cmole dm-3 8 mmole dm-3
S (Soma de bases) 6,98 meq 100 ml-' 6,95 crnol, dm-' 69,5 mmole dm-3
CTC (T) 10,37 meq 100 ml-' 10,37 cmole dm-3 103,7 mmole dm-'
V (Saturação por bases) 67,02 % 67,02 % 67,02 %
Folha (exemplos) -
Macronutrientes 050 % 5,0 g ha-1 5,0 g kg-'
Micronutrientes 5,0 ppm 5,0 mg ha-' 5,0 mg kg-'
ROTEIRO PARA A INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS
DAS ANÁLISES DO SOLO
. calcular os valores não identificados no laudo Ex. Ca3', Mg", Ca'+ Mg3';
. interpretar os nutrientes e demais resultados, individualmente por cultura e tipo de solo (solo e folha)
. calcular e interpretar os níveis de participação dos nutrientes na CTC;
• calcular e interpretar as relações Ca27Mg', Ca2'7Ic, Mg'71c, Ca3'+ Mg3 7K* e KINI(Ca2. +M92`) ;
. calcular e interpretar a necessidade e o tipo de calcário, o modo de aplicação e incorporação no solo;
. calcular e interpretar a necessidade e o tipo de fósforo, o modo de aplicação e incorporação no solo;
• calcular e interpretar a necessidade do potássio, o modo de aplicação e incorporação no solo;
• calcular e interpretar a necessidade de micronutrientes e modo de aplicação;
• calcular e interpretar a necessidade de adubação de manutençãolcultura (fórmula em aberto);
. verificar a compatibilidade na mistura dos adubos;
• escolhera produto (adubo/corretivo), analisando o preço de seus nutrientes.
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ADUBOS: ROTEIRO PARA DEFINIÇÃO DE FÓRMULAS,
MISTURA E QUANTIDADE A APLICAR
1° PASSO: determinar a quantidade dos nutrientes através da análise do solo. Ex.: a necessidade de
10-40-20 kg ha Ide N, P20, e K20.
2° PASSO: estabelecer a relação N:P:K. De posse da necessidade 10-40-20 kg ha' de NPK, dividir cada
nutriente pelo menor. Ex.: N= 10 / 10 =1 ; P,O,= 40 / 10 = 4 e K2O 20 / 10 = 2. Logo, a fórmula
deverá ter uma relação aproximada dei :4:2.
3° PASSO: para encontrar a fórmula que satisfaça a recomendação da análise do solo, multiplicas a
relação N:P:K, por 2, 3, 4, 5, 10, etc, conforme abaixo.
Fator 2 3 4 5 8 10
N=1 2 3 4 5 8 10
P=4 8 12 16 20 32 40
K=2 4 6 8 10 16 20
4° PASSO: a fórmula que satisfaz a recomendação da análise do solo é como no exemplo a 4-16-8.
Existindo no mercado fórmula definida ou outra semelhante, estipular a quantidade a ser
aplicada, conforme o 6°passo. Não existindo a fórmula, desejando fazer a sua própria
formulação com base na mistura dos nutrientes, proceder da seguinte maneira.
N=4 100 -----20 (sulfato de amônio) ---------X= 100 x4/20 = 20 kg sulfato de amónio
x----4
N=4 100 —45(uréia) X- 100 x 4/45 = 8,8 kg uréia
x---4
P=16 100-------20 (superfosfato simples)--------X =100 x 16/20 = 80 kg superfosfato simples
x---16
P=16 100----------45 (superfosfato triplo)--------- -------X =100 x 16/45 = 35,5 kg superfosfato triplo
x----16
Ic=8 100-----60 (cloreto de potássio)---------------X = 100 x 8160 = 13,3 kg cloreto de potássio
Ic=8 100---------48 (sulfato de potássio)-----------X= 100 x 8148 = 16,7 kg sulfato de potássio
. a mistura envolvendo os produtos: sulfato de amônio + superfosfato simples + cloreto de potássio;
sulfato de amônio + superfosfato simples + sulfato de potássio; uréia + superfosfato simples + cloreto de
potássio; uréia + superfosfato simples + sulfato de potássio (113,3; 116,7; 102,1;105,5 kg). Todas as
opções acima ultrapassam a somatória de 100 kg. Neste caso, fazer os ajustes das misturas.
. como a mistura dos produtos sulfato de amônio + superfosfato triplo + cloreto de potássio; sulfato de
amônio superfosfato triplo + sulfato de potássio; uréia + superfosfato triplo + cloreto de potássio;
uréia + superfosfato triplo + sulfato de potássio (68,8; 72,2; 57,6; 61,0 kg), ficaram abaixo de 100 kg,
neste caso, adicionar material inerte para o enchimento. Ex.: areia, esterco de galinha, etc.
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55
5° PASSO: calcular a fórmula sem o enchimento com material inerte. (Por resolução de sistema de
equações lineares).
Ex.: usando a mistura de sulfato de amônia + superfosfato simples + cloreto de potássio,
obtém-se uma quantidade de 113,3 kg. A somatória de 20 kg sulfato de amônia +13,3 kg
doreto de potássio = 33,3 kg de mistura, que para 100 kg, falta: (100 - 33,3)= 66,7 kg que
fornece 16 kg P
Portanto 66,7 kg de superfosfato simples = 13,3 kg P
Portanto 66,7 kg de superfosfato triplo. 30 kg P
- quantidade de Pfornecida e a necessidade 13,3 < 16 <30
Para fornecer 16,0 kg de P20, poderá usar uma mistura de 66,7 kg de superfosfato simples
(X) + superfosfato triplo (Y). Considerando o teor de P,05, no superfosfato simples (18%) e
superfosfato triplo (41%), tem-se:
x + y = 66,7
0,18 + 0,41 =16,0
Então:
x 66,7 - y
0,18(66,7 y)+0,41 y =16,0
12,006 ( 0,18 y +041 y)= 16,0
12,006+0,23 y = 16,0
0,23 y =16,0 12,006
y = (16,0 - 12,006) /0,23 = 17,37 kg de superfosfato triplo
Portanto: a quantidade de superfosfato simples= 66,7 17,37 = 49.33 kg
• a fórmula 4 Kg-16-8 terá a mistura de:
N = 4,0Kg--20,00 kg de sulfata de amônia
P205 = 16 Kg -49,33 kg de superfosfato simples
17,37 kg de superfosfato triplo
K20 = 8 Kg -13,30 kg de cloreto de potássio
Total 28 Kg 100,00 Kg
6° PASSO: cálculo da quantidade a ser aplicada
▪ dividir o fator 1000 pelo valor qu e foi multiplicado a relação. Ex. 100014 = 250 kg ha-I
• da quantidade recomendada pela análise do solo, dividir pelo equivalente da fórm ul a e
multiplicar por 100.
Ex. recomendado: 10 Kg N; 40Kg P205 e 20 Kg de K20
N =10/4 = 2,5 x 100= 250 kg ha'
P205. 40/16 = 2,5 x 100 = 250 kg
K20 = 20/8 = 2,5 x 100 . 250 kg ha'
• da quantidade recomendada pela análise do solo, fazer sua somatória e dividi-la pela somatória da
quantidade da fórmula e multiplicar por 100. Ex. quantidade a aplicar (10+40+20)/ quantidade da
fórmula (4+16+8)x 100. 250 kg ha"'
SINTOMAS DE DEFICIÊNCIAS E
TOXICIDADES NUTRICIONA1S
NAS CULTURAS
SOJA - MILHO - ALGODÃO
FEIJÃO - TRIGO
56
57
59
Foto 6. Folha com sintoma de deficiência de potássio. r $11$. fi À Irene, parcela com deficiência de potássio.
parcela com 160 Kg de K, /ha.
CULTURA DA SOJA
FOTOS: Clóvis Manuel Borkert, Gedy Jorge Sfredo e Áureo Francisco Lantmann
Pesquisadores da Embrapa-Soja - Londrina - PR
Foto 2. À frente, deficiência de fósforo. Atrás, resposta
ao fósforo aplicado (100 Kg
Foto 4. À direita, plantas com deficiência de fósforo (O
kgIha de P CO e à esquerda com 300 kg(ha de
P O , em latossolo vermelho-amarelo de Bal-
sas MA (solo de serrado de 1e ano decultivo).
I mo 3. Folha sem deficiência de fósforo (à esquerda)
e com deficiência de fósforo (à direita)
Foto 7. Colapso do peclolo causado pela deficiência
de cálcio.
Foto 9. Folha com deficiência de magnésio: clorose
internerval e nervuras de cor verde pálida.
Foto 10. Folhas com deficiência de manganês: clorose
internerval e nervuras de cor verde-escuro.
Foto 11. Vista de uma lavoura com deficiência de Foto 12. Toxidez de manganês em solos ácidos, de
manganês induzida pelo excesso de má origem basáltica. O sintoma é um
incorporação de calcário, em região de encarquilhamento com pontos marrons
cerrado. no limbo foliar.
Foto 13. Tox idez de manganês (detalhe do Foto 14. Folhas deficientes de zinco apresentam
encarquilhamento dos foliolos). coloração amarelo-ouro entre as nervuras.
Foto 15. Folha com sintoma avançado de deficiência Foto 18. Deficiência de cobre em folha nova:
de zinco, com nervuras de coloração verde• necrose nas pontas e margens.
escuro intenso.
Foto 17. Sintonias de deficiência de nitrogênio
induzida pela deficiência de molihdênio
em solo ácido (à frente): ao fundo, acidez
corrigida.
60
CULTURA DE MILHO
FOTOS: Antonio Marcos Coelho e Gonçalo Evangelista de França
Pesquisadores da Embrapa-Milho e Sorgo - Sete Lagoas - MG
61
Foto 7. Tombamento do milho devido à deficiência Foto 8. Deficiência de magnésio.
de potássio.
63
1i2
65
Foto 20, Encurtamento dos internodios
coloração amarela-esbranquiçaria.
(Deficiência de zinco)
CULTURA DO ALGODÃO
FOTOS: Luiz Henrique Carvalho e Nelson Machado da Silva
Pesquisadores do IAC - Centro de Algodão e Plantas Fibrosas - Campinas - SP
Foto 1. Clorose geral do algodoeiro adubado com Foto 2. Aspecto sadio de plantas adubadas com
apenas 25 Kg de Ni/ha. em solo 75 Kg de NI/ha_
continuamente cultivado .
Foto 5. Aspecto de plantas adubadas sem Foto 6. Plantas adubadas com 100 kg de K,0 /ha
potássio. em solo deficiente.
I reter 11. Aspecto das flores de plantas normais
(abaixo.) e de plantas deficientes em hora
(acima).
Foto 10, Contraste entre plantas adubadas
continuamente com superf osfato triplo (-5),
à frente, e com superfosfato simples
ao fundo.
Foto 12. Deficiência de boro: escurecimento interno
na base de formações reprodutivas de
algodoeiro.
Foto 13. Deficiência de boro: escurecimento de Foto 14. Deficiência de boro: pontas com ponteira
medula dopeciolofoliar. clorótico, superbrotada e com carga só de
"baixeiro".
Foto 15. Toxicidade de boro devido no uso continuo
de alta dose (2,25 Kg de ailinfom* em ano
seco.
Foto 16. Deficiência de zinco: clorose do ponteiro
com folhas novas tendo os bordos virados
para cima.
Foto 17. Deficiência de manganês: Clorose
internerval de folhas novas contrastando
com overde normal das nervuras.
Foto 1$. Aspecto de algodoeiro cultivado em solo
arenoso. sob condições de chuva
excessivas.
67
Foto 20. Desenvolvimento irregular da raiz
principal da planta ("pião torto") em
condições de acidez excessiva.
CULTURA DO FEIJÃO
FOTOS: Ciro Antonio Rosolem e Osvaldo Marabayashi
Pesquisadores/Professores da UNESP - Botucatu - SP
Foto 1. Deficiência de nitrogênio: Clorose nos
folioios das folhas mais velhas com
posterior necrose e queda.
Foto 2. À esquerda, planta com nutrição normal. a
direita, planta deficiente em nitrogênio.
Foto 19. Aspecto do algodoeiro cultivado em soco
raso, encharcação, em época chuvosa.
Foto 3. Deficiência de fósforo: folhas inferiores Foto 4. Deficiência de fósforo, à direita: caules mais
com coloração verde pálido e as curtos e finos. menor desenvolvimento
superiores com tons verdes mais escuros. geral da planta.
Foto 5, Deficiência de potássio, à direita: menor Foto 6. Deficiência de potássio: menor crescimento
crescimento do caule, da área foliar e do da planta em geral e menor número de
número defolhas. vagens
69
Foto 7. Planta com nutrição potassica adequada Foto 8. Deficiência de cálcio: morte dos pontos de
maior número de vagens. crescimento: murchamento de caule.
preciolo e brotos.
Foto 13. Deficiência de boro: secamento dos Foto 14 Toxicidade de boro em
pontos de crescimento.
Foto 15. Deficiência de cobre: folhas novas com
tonalidade mais escura, com enrugamento
dos bordos e curvamento da ponta do
limbo para baixo.
Foto 16 Deficiência de manganês: folhas novas
com clorose internervaI caracterizando
um "reticulado grosso". Foto 9. Deficiência de cálcio. à direita: folhas com Foto 10. Deficiência de magnésio: folhas mais velhas
clorose parcial intensa e menor crescimento com clorose internervai que progride do
da planta. centro para os bordas do fol i
Foto 11_ A direita, planta deficiente ern magnésio, à Foto 12. Á esquerda, planta deficiente em enxofre:
esquerda, planta normal. à direita, planta normal.
Foto 17. Toxicidade de manganês, à direita: Foto 18. Deficiência de zinco, à esquerda:
encarquilharnento da folha, pontuações encurtamento dos intemõdios, folhas de
escuras nos falidos. Á esquerda, folha tamanho reduzido, folíolos em formato de
normal. lança.
70 71
CULTURA DE TRIGO
FOTOS: STOLLER do BRASIL - Divisão ARBORE
Foto 11. ENXOFRE - Folhas novas apresentam urna
tonalidade mais clara e uniforme por todo
❑ limbo foliar. O crescimento da planta
menor
Foto 1. ZINCO - Plantas com desenvolvimento
reduzido e menor área foliar, podendo
ocorrer clorose internerval, que se inicia
pelas folhas mais novas.
Foto 3. BORO - ❑ sintoma mais frequente á a
presença de mflorescencias pouco
desenvolvidas ou deformadas, apresen-
tando alto índice de esterilldade, associada
com uma ma formação dos grãos.
Foto 2. MANGANES - Clorose internerval das
folhas mais novas que evoluem para estrias
de coloração pardo-amarronzada.
Foto 4. FERRO - Folhas novas exibindo clorose
internerval de coloração amarelada sob um
reticulado de estrias de coloração verde.
Foto 7. FÓSFORO - Bronzeamento e posterior
secamento das Folhas mais velhas,
progredindo da ponta para a base.
Redução no perfilhamento e desen-
volvimento da planta.
Foto 9. MAGNESIO - Folhas mais velhas exibindo
uma coloração verde-amarelada
generalizada. mesclada com manchas
amarelo-amarronzadas.
Foto 8. POTÁSSIO Fothas mais velhas mostram
seu ápice amarelado e que posteriormente
torna-se bronzeado, secando nesta região.
Estes sintomas podem evoluir para o
restante do limbo foliar. apesar de mais
concentrados nos bordos da folha.
Foto 10. CÁLCIO -Folhas mais novas apresentando
inicialmente um amarelecimento das
pontas, que posterirrnente secam e
enrolam-se na região do ápice. O
amarelecimento progrido pelas margens
da folha, que podem se mostrar
deformadas e necróticas.
1 Mo 5. COBRE - Folhas mais novas com coloraçao
verde-pálida e apresentando um aspecto
flácido, podendo enrolar-se. Na progressão
do deficiência, a ponta das folhas secam
Foto 6. NITROGÊNIO - Coloração verde-pálida nas
folhas mais velhas. Na progressão da
deficiência, ocorre um amarelecimento e
necrosamento da folha, iniciando pelo seu
ápice.
73
macro e micro
Nutrientes a Amostra
ser(em) analisados Profundidade (cm) Objetivo de uso
00 -10 - recomendação
10 - 20 - observar - (raio x)
micro 00 - 10 - recomendação
- recomendação 00 - 20
adubação
de manutenção enxofre
adubação de
manutenção
e correção"
macro, micro e
granulometria =
2 ESQUEMA DA AMOSTRAGEM DO SOLO - PLANTIO DIRETO
• Amostragem do solo para análise química
Embalagem 1 saquinho
Balde Finalidade Talhão amostraiprofund. cm
X A 0-10 A (vermelho) - Macronutrientes - adubação de manutenção
- M icronutrlen les • adubação de correção/manut.
X B 10-20 B (azul) - Macronutrientes - observação e distribuição
no perfil (ralo x)
X C 0-20 C (A+B=vercie)- Determinação da quantidade de cal-8-ário e
macronutrientes nas correções
- Granulométrica -determinação do teor de
argila, silte e areia
D Enxofro e alumínio (escolha do cultivares trigo) X D 20-40
. Representação gráfica a nível de campo
3 - ESQUEMA DE AMOSTRAGEM DO SOLO - PLANTIO CONVENCIONAL
E PREPARO MÍNIMO
▪ Amostragem do solo para análise química
Embalagem I saquinho Balde ou
Talhãojamostralprofund. cm recipiente
-análise obrigatória para plantio direto com 4 anos ou mais
• - limitar a dose do calcário em 1/3 a 2/3, a cada dois anos (usar também para correção de
outros nutrientes)
- limitara dose de calcário em 10 ton ha para todos os preparos
4 análise obrigatória para lodosos sistemas de preparo do solo
• a granulometria deverá ser analisada no mínimo em 2 amostras compostas, de modo que
uma represente as partes mais altas e a outra as mais baixas da propriedade (também para
propriedades de transição de solos)
74
- Macro e Micronutfientes - adubação de
manutenção e correção
- Granulométrica - determinação do teor de
argila silte e areia
- Calagem - determinação da quantidade de
calcário
- Enxofre e A;uminio (escolha de cultivares trigo)
Observação: o equilíbrio entre os nutrientes no solo e mais importante que seus teores
75
SÍNTESES DO TREINAMENTO DE FERTILIDADE E
NUTRIÇÃO DE PLANTAS PARA SER UTILIZADO COMO
SUGESTÃO DE RECOMENDAÇÕES GERAIS
AMOSTRAGEM DO SOLO
CONSIDERAÇÕES GERAIS
■ área máxima representativa de uma amostra composta = 20,0 ha.
■ número mínimo de sub-amostras para compor uma amostra composta =12 unidades.
■ Quantidade de solo da amostra a ser enviada ao laboratório para análise química eiciu
granulométrica = 300 a 500 gramas.
■ Amostrador de solo: do tipo caneca / rosca, com limitador de profundidade.
1 - CRITÉRIOS PARA AMOSTRAGEM DO SOLO
macro, enxofre e
granulometria '
00 - 20 - recomendação
20 - 40 - observar - (raio x)
00 - 20 - recomendação
- recomendação
do enxofre
- observar (raio x) e
recomendação
Sistema
Finalidade
da amostra
adubação de
manutenção'
Plantio direto correção'
Preparo
convencional; adubação de
preparo manutenção
mínimo, etc e correçao'
escolha de
cultivares
trigo
1
Finalidade
X A 0-20 A (vermelho)
X B 20-40 B (azul)
enxofre e alumínio
trocável 00 - 20
Enxofre a alumínio
trocável
20 - 40
4 - ENCAMINHAMENTO DA AMOSTRA AO LABORATÓRIO (300 A 500g SOLO)
Plantio direto
Embalagem 1 saquinho
Talhão 'amostra iprofund. cm
X A 0-10 Macronutrientes e Micronutrientes
X B 10-20 Macronutrientes
X C 0-20 Macronutrientes; enxofre e granulometna
X D 20-40 Enxofre e alumínio
• Plantio convencional e preparo mínimo
Embalagem 1 saquinho
Talhãolamostra profund. cm
X A 0-20 Macronutrientes; micronutrientes; enxofre e granulometria
X B 20-40 Enxofre e alumínio
Observação: o equilíbrio entre os nutrientes no sob é mais importante que seus teores
76
CORREÇÃO DA ACIDEZ
CONSIDERAÇÕES GERAIS
. Calagem superficial
- da dose total de calcário calculada, aplicar de 30% a 50%, limitando a 2,0 ton ha-1.
- obedecer intervalos mínimos de dois anos entre as aplicações.
- para efeito de cálculos de correção e adubação os solos serão considerados como:
Solos Teor de argila
Argilosos > 360 g Kr
Arenosos < 350 g Kg-1
. Calagem incorporada
- obedecer intervalos de 3 a 5 anos aproximadamente entre as aplicações, dependendo do efeito
residual do calcário,
- aplicar no máximo 10,0 ton ha', incorporando 50% com arado e o restante com grade.
• Critérios para escolha da fórmula para cálculo da calagem:
- em solos argilosos corrigir somente quando a saturação de bases (VI) < 60% e/ou a presença do
alumínio trocável com saturação > 10% (tabela 12). Utilizar o método da saturação de bases
considerando o V2 = 70%.
- em solos arenosos corrigir somente quando:
1) apresentar saturação de bases (V/) < 40% (tabela 12). Utilizar o método da saturação de bases,
considerando o V2 = 50%
2) na presença do alumínio trocável (tabela 12) utilizar os métodos: NC (ton h(1)=.A1"x2 ou
NC (ton hal= 2-(Cav'i-Mr), optando para o que apresentar maior dose.
CORREÇÃO DO FÓSFORO
CONSIDERAÇÕES GERAIS
. poderá ser orientada a fosfatagem corretivamente e em dose única, desde que:
- sua presença no solo, expressa na análise química, apresente resultado abaixo de 2,0 mg dm-3
para solos argilosos e abaixo de 5,0 mg dril" para solos arenosos
- para efeito do cálculo, a correção fosfatada visa elevar os níveis para: solos argilosos = 6,0 mg dni
e solos arenosos = 9,0 mg dm".
- Somente em plantio direto (culturas anuais) ou áreas em adequação para instalação de plantio direto.
• a pesquisa não recomenda a fosfatagem para o sistema de plantio convencional, por haver urna
mobilização intensa do solo.
• a eficiência do fósforo no fertilizante corretivo será considerada 20% e para calcular a quantidade a
aplicar do produto comercial, considerar sua garantia mínima de P205, em: CnA+Agua para as fontes
solúveis e total para as demais. (Tab. 26)
▪ a decisão sobre a correção deverá basear-se nos resultados da análise do solo amostradas de O a
20an. de profundidade.
Fontes de Fósforo a serem utilizadas em função da acidez do solo:
Acidez do solo Fontes mais indicadas
Baixa 1 Muito Baixa Superfosfato simples, Superfosfato triplo, Fosfato
monoamõnio (MAP), Fosfato diamõnio (DAP)
Média /Ma Fosfatos naturais reativos, termofosfatos, fosfatos
magnesian os
Solicitação ao laboratório:
Solicitação ao laboratório:
77
MODO DE APLICAÇÃO DO FÓSFORO EM ÁREAS DE PLANTIO DIRETO
Situação da acidez do solo na faixa
de O a 20cm de profundidade
Forma e época de aplicação do Fósforo
-Com semeadeira, incorporando-se na profundidade possível
no solo (inverno)
-Incorporar ao solo com arado + grade (casos de revolvimento
do plantio direto) no inverno, ou;
-com escarificador ou semeadeira, adaptados com facão para
distribuição em profundidade (inverno)
ÁREAS EM ADEQUAÇÃO EIOU IMPLANTAÇÃO DE PLANTIO DIRETO
. preferencialmente, aplicar 50% da dose antes da aração e o restante antes da gradagem, ou
. em dose única (100%), após a aração e antes da gradagem.
ÉPOCA IDEAL PARA APLICAR CALCÁRIO + FÓSFORO
. aplicar o fósforo três meses antes do calcário, para fontes parcialmente solúveis.
. aplicar o calcário três meses antes do fósforo, para fontes solúveis.
FOSFATAGEM CORRETIVA PARCELADA
. a fosfatagem corretiva parcelada pode ser realizada dentro dos critérios:
- o nivel do fósforo no solo estiver baixo, porém, acima do que se recomenda para correção em dose única.
- a dose total calculada deve ser parcelada e adicionada anualmente na própria adubação de manuten-
ção, por três a cinco anos, monitorando até atingir o nível desejado.
CORREÇÃO DO POTÁSSIO
CONSIDERAÇÕES GERAIS
• poderá ser orientada a potassagem corretiva desde que: a participação do K+ na CTC(T) seja < 2,5%
independentemente de seu teor no solo
• não é recomendado para solos arenosos, exceto quando contemplartod as as condições abaixo:
- em plantio direto;
-com carbonos 12,0g dm-'(Mo> 20,0g dm-');
- com adoção da rotação de culturas e
- com parcelamento da dose total, junto com a adubação de manutenção
▪ para efeito do cálculo, a correção potássica visa elevar os teores determinados na análise do solo, aos
valores d e qualquer uma das relações abaixo:
A) 2,5% da CTC
B) Gaz.+ mgE•-1- 25,0
C) IW(Ca .1- M92* ) 0,13
• procurar não ultrapassar dose de 120 kg ha" de K20.
• doses maiores que 60 kg ha" de K20 elou M.0 < 20,0 g dm-3, parcelar aplicando 50% no plantio e o
restante em superfície, antes do plantio ou em cobertura.
• fonte e eficiência do nutriente.
- cloreto de potássio. A eficiência do potássio neste fertilizante será considerada 100% e para estimar a
quantidade a aplicar do produto comercial, considerar 60% de K20
• - a decisão sobre a correção deverá basear-se nos resultados da análise do solo amostra do
de 0 a 20cm de profundidade.
• cuidados na potassagem!- equilíbrio entre os nutrientes: Cal" , e Kl-
- relações: K+/Ca" e K+ írng21
- u !v!sso pode lixiviar o K• para camadas mais profundas.
FORMAS DE APLICAÇÃO
Formas de aplicação Época de aplicação
- a lanço, antes do plantio Preferencialmente
- em cobertura, a lanço ou em linha no inverno
- na serneadeira, no plantio
- combinando as situações acima
- a lanço, antes da gradagem
- a lanço, antes do plantio
- em cobertura, a lanço ou em linha Preferencialmente
- na semeadeira, no plantio no inverno
- combinando as situa ões acima
CORREÇÃO DO ENXOFRE
CONSIDERAÇÕES GERAIS
. poderá ser orientada a adubação corretiva ou de manutenção, desde que: a análise do solo apresente
resultado com teor médio ou inferior, na profundi d ad e de 0 a 20cm.
CORREÇÃO DOS MICRONUTRIENTES
CONSIDERAÇÕES GERAIS
• a importãnda dos micronutrientes no Paraná é relativa, haja vista as produtividades obtidas e a
formação geológica da maioria dos solos.
. poderão ser usados corretivamente ou em manutenção, de acordo com o elemento em questão e
considerando ainda: níveis no solo e folha; sintomas visuais na lavoura e as produtividades obtidas.
. enquadrando-se nas condições anteriores, aplicar o(s) fertilizante(s), preferencialmente na próxima
safra.
. é possível, dependendo do nutriente e a critério da técnico, recomendar a adubação para a lavoura
estabeleci da e com problemas (paliativo, UTI foliar).
• Caso a análise do solo indicar deficiência, acompanhara próxima lavoura com amostragem foliar como
complemento, podendo ainda utilizar adubação preventiva em pequena área experimentai como
testemunha antecipada.
• caso a deficiência seja detectada primeiramente por sintomas na lavoura, amostrar as folhas
obrigatoriamente e posteriormente o solo, visando orientar medidas para a próxima safra.
. recomendar somente quando a sua presença no solo estiver no nivel médio ou inferior, e nas folhas,
abaixo do adequado. Exceção para cobalto e molibidenio em leguminosas, onde sempre devem ser
aplicados!
MODOS DE APLICAÇÃO DOS MICRONUTRIENTES
Local da aplicação
Zn Mn Cu B Mo Co
Solo - como forma corretiva (cuidado com o boro) X X
Folha - paleativo emergencial (U T I foliar) X X X X
Semente - realizar sempre!
NPK - conforme prescrição X X X X
Não necessita calagem
Necessita calagem
Sistema de manuseio do solo
Plantio Direto
Preparo mínimo ou
preparo convencional
Micronuttientes
x x
70 79
CONSIDERAÇÕES PARA DECISÃO DE ADUBAÇÃO
• considerar a(s) cultura(s) a ser(em) adubada(s).
• tempo de cultivo da área.
• dados sobre a última calagem; forma de aplicação, quantidade e tipo do calcário;
porcentagem de saturação de bases; da disponibilidade de cálcio e magnésio;
classe do solo.
• informações sobre o tipo de preparo do solo: quantos anos de plantio convencional,
preparo mínimo ou plantio direto; se adota a rotação de culturas e adubação verde
▪ análise de solo dos anos anteriores, especialmente dos últimos cinco anos, para
avaliar a evolução da fertilidade, associada com as produtividades das culturas.
• avaliar os resultados das análises de solo e confrontar com os níveis críticos
estabelecidos para cada cultura e nutrientes.
• variedades cultivadas e a sucessão de culturas, estabelecidas.
• estabelecer metas de produtividade das variedades cultivadas, em função das
médias da região, da propriedade, dos resultados de pesquisa e das unidades de
observação.
▪ adubações anteriores: fórmulas, composição, quantidades, formas de aplicação e
solubilidade dos componentes dos nutrientes.
• consultar as tabelas, com as quantidades média de nutrientes extraídas e
necessárias para atingir as metas de produtividade estabelecidas. Considerar:
potencial das variedades cultivadas; médias da região e da propriedade;
rendimentos máximos observados em resultados de trabalhos de pesquisa e
unidades de observação.
• aplicar as quantidades de adubo necessárias para cada classe de solo e cultura.
PLANILHA DE INTERPRETAÇÃO DA FERTILIDADE DO SOLO
COOPERADO: Data:
Localização da lavoura: Prod. Anterior:
NI° Análise: Prod. Atingida:
Nutriente Equilíbrio Falta mEq. Coeficiente' kg ha" Coeficiente' kg ha' Nutriente
Caldo 400,80 560,00 CaO
Magnésio 243,12 403,00 Mg0
Potássio 781,95 938,40 K20
Fósforo 2,00 4,58 P205
Sat. Bases - - -
Relações - "/. CTC
Equilíbrio desejado
Argiloso'
Equilíbrio Equilíbrio atual após correção
Arenoso'
% K+ 3,5 - 5,0 2,5 - 5,0
% Caz+ 50,0 - 70,0 30,0 - 40,0
Mg2+ 10,0 -15,0 7,5 -12,5
% H+ 20,0 - 25,0
% Na+ < 13,0
% Alz+ 0,00
Caz+/Mg' 1/1 - 2511
Ca2+/K+ 8 -16
Mg2+1K+ 3 - 6
Caz+ + Mg2+1 K+ 17 - 35
k.VE•'• - > 0,20
Micronutrientes - Enxofre
Níveis ou classes Fe Cu Zn Mn 13 S-SO4
Baixo
Médio
Bom
Alto
Excesso
Fontes • concentrações
1(20 P205 (Total) CaO MgO
s Zn N (Total)
KCI 60% S. R Triplo IS% C. Nomeio 30% C. Dolomitico 22% Gesso IS% SuK Soco 2054 Uréia 43%
S. F. Simples 18% l Calcifico 59% C. Calcilice 4% S. F. Simpies 1044 Sor. Arndeia 20%
Mein 113% Gesso 28% &A Arritmia 249E
F. Ana 32% 9. E Simples 28% Sulf. Irma 18%
Gafsa 29% S. F. Rip» 20% F. Galra 3%
80
os coeficientes acima são para amostras de solo 20 cm de profundidade e densidade 1,0 g cm'',
- solos argilosos com teores de argila > 360 g Kg'' e arenosos < 350 g Kg',
Fonte. Detec/Coamo - São Domingos SC.
81
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PRODUÇÃO DAS CULTURAS DE SOJA, MILHO, TRIGO E ALGODÃO
SOB DIFERENTES FONTES DE FÓSFORO, NUM latossolo vermelho
distroférrico (latossolo roxo distrófico)
Eng° Agr° Joaquim Mariano Costa Coamo
Eng° Agr° Carlito Paulo Schuetz Coamo
Eng° Age Roberto Bueno Silva Coamo
Téc. Agr° Ademir A. Simionato Coamo
A eficiência e resposta das plantas ao fósforo, dependem de fatores como a sua disponibilidade no solo.
Com o objetivo de avaliar a resposta das culturas de soja, milho, trigo e algodão a diferentes fontes de
fósforo aplicado no solo como forma de adubação corretiva e medida pela produção de grãos, instalou-se o
experimento em julho de 1995, na Fazenda Experimental COAMO, num lalossolo vermelho distroférrico
(iatossolo roxo distrófico), O delineamento é de blocos ao acaso, com sete tratamentos em três repetições.
As parcelas (tratamentos) de 4,0 X 25m, foram subdivididas em subparcelas de 4,0x12,5m (com e sem
calcário). A área útil das subparcelas é de 45m2 para as culturas de soja, milho e algodão e de 30.25m2
para o trigo. Todos os tratamentos com fontes de fósforo receberam 150,0 Kg ha-1 de P, O, total, conforme
descritos na tabela 1.
Tabela 1. Descriçãos do tratamentos. Coamo, 2001.
Tratamento Condição
do solo
Term ofosf ato
com calcário
Termofosfato
sem calcário
Formulado 0-18-0 +micro
com calcário
Formulado 0-18-0 +micro
sem calcário
H iperlosfato
com calcário
H iperfosfato
sem calcário
Fosfato natural reativo
com calcário
Fosfato natural reativo
sem calcário
Superfosfato simples
com calcário
Superfosfato simples
sem calcário
Superfosfato simples parcelado*
com calcário
Superfosfato simples parcelado*
sem calcário
Testemunha sem fósforo
com calcário
Testemunha sem fósforo
sem calcário
Superfosfato simples parcelado em cinco anos.
Tabela 2. Caracterização química do solo latossolo vermelho distroférrico &fossai° roxo distrófko)
em maio de 1995. COAM°, 2001.
Prof. P C pH H' +Ai' Ca'i-lifg' Ca' Ir S T V Ar*
cm mg dm4 g drn-3 CaCI, 0110 I, d m'
00-20 0,60 19,7 4,08 0,97 9,01 1,25 0,79 0,31 1,56 10,57 14,76 38,34
O calcário foi calculado para 70% da saturação de bases e aplicado em julho de 1995, na quantidade total de 6,62
ton ha-1(4,55 ton ha-1 de calcado calcifico+ 2,07 ton ha-' de calcário dolom Rico). a lanço na superfície. Metade da
dose foi aplicada antes da aração e a outra após, e incorporadas com arada e grade nivel ad ora, respectivamente. O
fósforo foi aplicado nas subparcelas em outubro de 1995 e incorporado com grade. A adubação com N e K foi feita
no sulco de plantio, conforme a recomendação para cada cultura. Os resíduos culturais e grãos, após colheita e
pesagem, são devolvidos integralmente às parcelas. Utilizou-se o sistema de plantio direto para todas as culturas.
83
Quant, do produto comercial p205 no produto
kg ha-' kg alq
834 2018 18,
834 2018 18
834 2018 18
834 2018 18
536 1295 28
536 1295 28
455 1101 33
455 1101 33
834 2018 18
834 2018 18
166,8 x 5 403,66 x 5 18
166,8 x 5 403,66 x 5 18
82
TABELA 3. Produção de grãos de SOJA em função das fontes de fósforo aplicadas TABELA 5. Produção de caroço+fibra de ALGODÃO em função das fontes de fósforo
no solo. COAMO, 2.001. aplicadas no solo,COAMO, 2.001.
Tratamento Produção de grãos kg ha-' Média
% Rel.
95/96 96/97 97/98 98/99 99100 kg ha-' se alq-1 Test.
COM CALCÁRIO
Formulado 0-18-04-micro 4470 2792 3362 3227 2132 3197 129 135
Hiperfosfato 3781 2510 3204 3204 2071 2954 119 124
Fosfato reativo natural 3700 2587 3262 3013 2050 2922 118 123
Superfosfato simples 4277 2573 3178 3005 1423 2891 117 122
Termofosfato 4092 2423 3059 29131 1939 2899 117 122
Sperfosfato simples parc* 3751 2493 3193 2745 1756 2788 112 117
Testemunha 3233 2351 2638 2337 1313 2374 96 100
SEM CALCÁRIO
Hiperfosfato 3292 1658 2041 1753 937 1936 78 175
Fosfato natural reativo 3322 1783 1854 1440 968 1873 76 169
Formulado 0-18-0+micro 3248 1731 1880 1762 788 1882 76 170
Superfosfato simples 3270 1728 2036 1433 844 1862 75 168
Termofosfato 2737 1497 1603 1628 849 1663 67 150
Superfosfato simples parc.* 1944 1272 1498 956 758 1286 52 116
Testemunha 1663 1091 1280 1048 453 1107 45 100
Média 3341 2035 2435 2181 1306 2260
*Superfosfato simples parcelado em cinco anos
Tratamento
Produção de grãos kg ha-' Média %Rel.
95/96 96197 97/98 98/99 kg ha-' se ater' Test
COM CALCÁRIO
Superfosfato simples 2090 2609 2850 1446 2249 363 134
Hiperfosfato 2019 2236 2834 1332 2105 340 126
Fosfato natural reativo 1689 2286 2723 1597 2074 335 124
Formulado 0-18-0+micro 2124 2366 2588 1018 2024 327 121
Superfosfato simples pare. * 1609 2307 2604 1455 1994 322 119
Termofosfato 1493 2225 2797 1253 1942 313 116
Testemunha 1069 1956 2561 1107 1673 270 100
SEM CALCÁRIO
Termofosfato 1284 1255 1455 791 1196 193 145
Fosfato natural reativo 1156 1336 1326 200 1005 162 122
Superfosfato simples 1121 1170 1528 84 975 157 -118
Hiperfosfato 1258 996 763 98 779 126 94
Formulado 0-18-0+ micro 1070 - 927 837 87 730 118 88
Superfosfato simples parc. * 458 513 418 124 378 61
Testemunha 513 680 773 1333 825 133 100
Média 1354 1633 1861 852 1425
*Superfosfato simples parcelado em cinco anos
TABELA 4. Produção de grãos de MILHO em função das fontes de fósforo
aplicadas no solo,COAMO 2.001
Tratamento
Produção de grãos kg ha-1 Média % Rel.
95196 96/97 97/98 98/99 99/00 kg ha-1 se ale-' Test
COM CALCÁRIO
Termofosfato 7856 5764 6765 6646 3209 6048 244 128
Formulado 0-18-0 +micro 8002 5739 6578 5973 3489 5956 240 126
Superfosfato simples 7343 6072 6666 6313 3327 5944 240 126
Fosfato natural reativo 6926 5457 6518 6023 3208 5626 227 119
Hiperfosfato 6745 5139 6387 6095 3059 5485 221 116
luperfas. Simples paro*.
fustemu nh a
6192
5891
4772,
4977
5943
5385
5585
4798
3606
2598
5220
4730
211
191
110
100
SEM CALCÁRIO
Termofosfato 6296 4157 4696 3692 592 3887 157 185
{)í rriulado 0-18-0+micro 7354 4113 3951 2906 475 3760 152 179
1 I i IfuSfatO 6800 3793 3943 2981 330 3569 144 170
I ()ululo natural reativo 5667 3540 4250 2964 799 3444 139 164
;1Jrx:Ifosfato simples 5696 3276 3404 2179 415 2994 121 143
!;t I R;rfo. simples parc.* 3405 2529 2646 2556 1029 2433 98 116
3055 2573 2074 1486 1307 209985 100
6231 4422 4943 4300 1960 4371 176
slinploa parcelado em cinco anos
TABELA 6. Produção de grãos de TRIGO em função das fontes de fósforo aplicadas
no solo. COAMO, 2001.
Tratamento
Produção de grãos kg ha-' Média % Rel.
1998 1997 1998 1999 2000 kg har' se alg-' Test.
COM CALCÁRIO
Hiperfosfato 1692 2174 2382 2661 1686 2119 85 140
Formulado 0-18-0 +micro 1815 2253 2170 2485 1496 2044 82 135
Termofosf ato 1712 1740 2041 2583 1465 1908 77 126
Superfosfatosimples paro* 1886 1782 1958 2434 1473 1907 77 126
Fosfato natural reativo 1659 1797 2027 2525 1467 1895 76 125
Superfosfato simples. 1555 1904 2119 2463 1304 1869 75 123
Testemunha 1890 1348 1694 1793 843 1514 61 100
SEM CALCÁRIO
Hiperfosfato 1697 903 1035 1520 518 1135 46 182
Termofosfato 1290 736 907 1625 565 1025 41 165
Formulado 0-18-04-micro 1484 829 827 1467 392 1000 40 161
Fosfato reativo natural 1460 766 800 1411 382 966 39 155
Superfosfato simples 1194 681 688 1276 338 835 34 134
Superfosfato simples parc* 1288 282 373 916 238 619 25 100
Testemunha 1216 318 557 822 196 622 25 100
Média 1587 1323 1463 1935 936 1449 58
*Superfosfato simples parcelado em cinco anos
84 85
Tabela 4. Análise conjunta do custo beneficio de SOJA X TRIGO média de 23 safras agrícolas. COAMO, 2001,
Ganho de Produtividade Receita Custo Res. anual
Trigo Soja
Total Adubo Financeiro
sc alci" R$" sc aicf" Rr R$ R$ alq1(') R$(')
00 0.00
00 0,00 0,00 0.00 0.00
6.0 88.50
2.3 36.8 125.3 185.85 -60.5
7.0 103.25
4.3 68.80 172.00 185.85 -13.8
39.0 575,20 20.9 334.40 909.60 406.19 503.40
37.0 545.70 15.3 244.80 790.50 406.19 384.30
29.0 427.70 17.4 278.40 706.10 220.30 485.80
34.0 501.50 22.4 358.40 859.90 331.50 528.40
39.0 575.20 24.8 396,80 972.00 441.70 530.30
Tratamento
Testemunha
Testemunha +S.A. (200 kg hal no plantio
Testemunha +SA. (200 kg hal em cobertura
F.4-20-20 (206 kg hal+ S.A. (200 kg hal no plantio
F. 4-20-20 (206 kg ha") + S.A. (200 kg hal cobertura
Fórmula 4-20-20 206 kg ha'
Fórmula 4-20-20 310 kg ha'
Formula 4-20-20 413 kg ha'
• Ganho de produção anual, em relação a testemunha
" Resultado do preço da dia da soja(R$ 15,00/sc) e do trigo(R$ 14.75), pelo ganho de produção,em 03/0512001.
e} custo real do fertilizante de cada tratamento, R$ 384,00/ton, de Sulfato de Amônia e R$ 442,00 /ton. 4-20-20, em 03/0512001
(2) Lucro ou prejuízo anual.
Tabela 7. Evolução das características químicas do solo latossolo vermelho distroférrico (fatossolo roxo
disirofico) na profundidade de 0,0 a 20,0 cm. COAMO, 2001.
Enxofre P C pH Ar 1-h+At" 757•Z Cav. 1(' 5 T V Al"
mg dm-3 g dnP CaCl2 %
Análise inicial da área antes da implantação
1995 - 0,60 19,7 4,08 0,97 9,01 1,25 0,79 0,31 1,56 10,57 14,76 38,34
Análise da área onde se aplicou o termofosfato, 60 dias após a correção.
1995 -- 8,50 2,58 4,75 0,31 7,48 3,06 2,20 0,49 3,55 11,03 32,18 8,03
2001
Média* das análises das áreas com fosfato e testemunhas (com calcário), na conclusão do experimento.
Termofos,
0.18,0
7,34
8,70
1,51
1,83
23,13
23,80
522
5,00
0,00
0,03
4,64
5,13
4,55
3,99
3,19
2,83
0,33
0,33
4,88
4,32
952
9,45
51,26
45,71
0,00
0,69
Hiperfos. 7,96 1,90 23,57 5,01 0,03 5,16 3,92 2,81 0,33 4,25 9,41 45,16 0,70
F. Reativo 8,36 2,17 21,98 4,97 0,03 5,16 3,58 2,54 0,29 3,87 9,03 42,86 0,77
Super F. S. 11,02 2,82 22,38 4,95 0,03 5,19 3,61 2,62 0,33 3,94 9,13 43,15 0,75
8.5 Parc. 10,90 1,44 22,23 4,88 0,09 5,54 3,33 2,35 0,30 3,63 9,17 39,58 2,42
Testem, 7,56 1,36 23,58 4,96 0,02 5,29 3,67 2,51 0,29 3,96 9,25 42,81 0,50
'6 Repetições para cada tratamento, distribuidas em: duas para soja, duas para milho e duas para algodão. A amostragem
de cada repetição compreende 12 subamostras.
EFEITO DA ADUBAÇÃO RESIDUAL DA CULTURA DO
TRIGO NA CULTURA DA SOJA, NUM latossolo vermelho
distroférrico (latossolo roxo distrófico)
Eng° Agr. Joaquim Mariano Costa Coamo
Tec° Agi.' Ademir A, Si rnionato Coamo
A sucessão envolvendo as culturas de trigo e soja tem-se revelado um sistema agrícola com um bom nivel de
aproveitamento do efeito residual da adubação praticada, ao longo dos anos. Com o objetivo de avaliara efeito
residual da adubação do trigo sobre a resposta da soja não adubada, medida pela produção de grãos, instalou-
se o experimento em 1987, na Fazenda Experimental COAMO, num letossolo vermelho distroférrico (latossolo
roxo distrófico). O delineamento é de blocos ao acaso, com três repetições e as parcelas (4,85 x 16,0 m)constitui-
so de tipos, doses, misturas e formas de aplicação dos adubos, conforme a Tabela 1,
Tabela 1. Descrição dos tratamentos, COAMO, 2001.
Tratamento" Quantidade e modo de aplicação dos adubos
1 • Testemunha - sem adubação do trigo e da soja
2 - Testemunha * sulfato de amônio - apicou no plantio 200 kg ha' ano de sulfato de amônia
3 - Testemunha + sulfato de amónia - apicou em cobertura 200 kg ha' ano de sulfato de amónia
4 - Fórmula 4-20-20 + sulfato de amônio - apicou no plantio 206 kg há' ano da fórmula + 200 kg ha" ano de
sulfato de amónio no plantio
5 - Fórmula 4-20-20 +sulfato de amônio - aplicou no plantio 206 kg ha' ano da fórmula +200 kg ha' ano de
sulfato de amônio em cobertura
6 - Fórmula 4-20-20 - aplicou no plantio 206 kg ha' ano
Familia 4-20-20 - apitou no plantio 310 kg ha-1 ano
- Fórinuki 4-20-20 - aplicou no plantio 413 kg ha' ano
á Ai minha yens foram realizadas somente nas safiras de trigo
11 N,i nleola do Inverno de 1996, na área do experimento cultivou-se aveia para a cobertura, sem adubação.
r.irik1É;;;É;1.; %rijo como lrigo adotou-se o sistema de plantio direto.
H II
Ano
Tabela 2. Produção média do grãos de SOJA de 12 safras agrícolas sem adubo. COAMO, 2001.
Traí. _ em kg ha" Média % Rel.
87,88 88/89 9/90 90191 91192 92193 93/94 94195 95196 96197 98199 99/00 kg h3" sc akr Test.
08 2850 2572 3554 3000 2131 3768 3109 3603 3716 3361 3426 3397 3207 129,4 124
07 2990 2555 3390 2739 2095 3433 3048 3526 3608 3541 3604 3252 3149 127,0 121
04 2957 2410 3467 2918 2(XC 3456 2991 3613 3541 3351 3413 3113 3111 125,5 120
06 3175 2381 3200 2734 1891 3454 2924 3582 3572 3331 3317 2749 3026 122,0 117
05 3020 2165 3128 2781 2009 3351 2939 3505 3454 3315 3150 2859 2973 119,9 115
03 3070 2328 3246 2626 1879 2968 2790 3202 2893 2996 2332 2072 2700 108,9 104
02 2826 1993 3348 2698 1937 2784 2677 3377 2919 2826 2284 2147 2651 106,9 102
01 3040 2212 3175 2453 1898 2881 2769 3320 2770 2857 2015 1735 2594 104,6 100
Média 2992 2327 3316 2744 1988 3262 2906 3466 3309 3197 2943 2666 2926 118,0
Tabela 3. Produção média de grãos de TRIGO de 11 safras agrícolas com adubo. COAMO, 2001.
Trat. Produção em kg ha"" Média % Re E.
1987 1988 1989 1991 1992 1993 1994 1995 1997 1998 2000
kg ha-' scalg-' Test.
84 2955 2732 2043 3518 1964 374 2000 1435 2627 3087 1795 2230 90 177
08 2802 2598 2120 3245 1468 485 2072 1608 3091 3280 1665 2221 90 176
05 2963 2517 1993 3337 1748 641 1911 1479 2797 3135 1576 2191 88 173
07 2926 2514 2018 3064 1190 463 2124 1511 2803 3041 1546 2109 85 167
06 2727 2274 1793 2717 1369 553 2050 1387 2704 2768 1365 1973 80 156
03 2876 2018 1183 2321 1274 374 1396 1215 1392 1089 667 1437 58 114
02 2869 2283 1195 1793 1458 376 1225 1172 1453 1350 422 1418 57 112
01 2502 1864 1036 2050 779 345 1135 984 1541 1122 538 1263 51 100
fn 2827 2350 1673 2756 1406 451 1739 1349 2301 2359 1197 1855 75
87
Tabela 5. Histórico das características químicas da área experimental. COAMO, 2001.
Tratamento Ano Praf pH H' * AI" AP* Ci'+1h1( K' C P
em Ca Cl, cmol, drri4 mg dm-'
Inicio 1988 00-20 4,50 6,66 0,65 2,45 0,18 24,0 9,00
Testemunha 1991 00-20 4,40 9,25 0,75 2,90 0,05 22,5 3,90
Fórmula 4-20-20 (206 kg ha l) 00-20 4,30 9,25 0,70 3,50 0,09 20,2 5,70
Testemunha(tratamentos, 1e2) 1998 00-20 4,54 7,10 0,43 2,98 0,09 22,83 3,28
Testemunha ( tratamento 3) 00-20 4,467,76 0,51 2,77 0,14 23,90 3,47
Fórmula 4-20-20-FSulf. Amônia. 00-20 4,50 7,81 0,56 2,86 0,23 23,67 7,33
Fórmula 4-20-20+Sulf.Am á' n i a. 00-20 4,23 9,01 0,98 1,82 0,12 24,09 7,29
Fórmula 4-20-20 (206 kg hã') 00-20 4,45 7,62 0,51 2,59 0,16 23,22 6,16
Fórmula 4-20-20 (310 kg há ') 00-20 4,51 7,65 0,51 2,89 0,22 23,50 8,32
Fórmula 4-20-20 (413 kg hã') 00-20 4,49 7,78 0,50 2,98 0,22 24,78 13,5
AVALIAÇÃO TÉCNICA E OPERACIONAL PARA
DIFERENTES AMOSTRADORES DE SOLOS
Eng° Agr" Joaquim Mariano Costa Coamo
Tec° Agi' José Armando de Vidis Coamo
O objetivo deste trabalho foi padronizar e avaliar o desempenho operacional de diferentes amestradores
de solos na Coamo. Foram utilizados cinco amostrado res (aparelhos para amostragem do solo):
1. trado alemão de auto-penetração, tipo caneca;
2. trado alemão de penetração forçada, tipo caneca;
3. trado holandês;
4. caiador de impacto
5. trado Co amolde Vidis, tipo caneca + rosca.
Os testes foram realizados em dois tipos de solos com dois níveis de umidade, envolvendo quatro
operadores (homem), perfazendo um total de 16 amostras por tratamento. Os tratamentos 4 e 3 foram,
e s poclivamente os que demandaram menos tempo de coleta; o tratamento 5 obteve o terceiro lugar e os
lt i vais foram lentos, especialmente em solo argiloso úmido. O menor esforço f isico foi para °tratamento 5,
com boa auto-penetração, o 2 teve ❑ pior desempenho. Os menores volumes de amostras foram,
ehpectivamente, os tratamentos 4, 5 e 3. Em solo amido inviabilizou o tratamento 1. O tratamento 5
ai ausentou a menor contaminação da amostras. Sendo o 3 e 4 os que apresentaram alta contaminação
(mistu ❑ da amostra de diferentes camada de solo). Os tratamentos 5 e 1 apresentaram a melhor
rir 1c llid;icle da camada de solo amostrada. Conforme as avaliações, a necessidade de amostragem em duas
Aura lidadas (estratificadas) e diferentes tipos de solos e umidade, o tratamento 5 apresentou melhor
i Ir i sia ti ponho.
RESULTADOS OPERACIONAIS DOS AMOSTRADORES DE SOLO
Tabela 1. Tempo médio' em segundos para retirar e descarregar a amostra de solo no
balde em solo de textura arenosa e úmido.
TIPOS DE TRADOS
Operador Alemão auto
penetração caneca
Alemão
Caneca Holandés
Caiador de
Impacto
Coarne4De VIM
Caneca + rosca
Média
José 98" 86" 50" 35" 51" 64"
Sebastião 122' 112" 64" 48" 71" 83"
Valdair 130" 94" 37" 35" 66" 72"
Johnson 183" 137" 104" 59" 71" 111"
Média 133" 107" 64" 44" 65"
1 Médias de 4 repetições
Tabela 2. Tempo médio' em segundos para retirar e descarregar a amostra de solo no
balde em solo de textura argilosa e úmido.
TIPOS DE TRADOS
Operador Alem" auto
penetração caneca
Alemão
Caneca Holandês
Caiador de
impacto
CoamolDe Vidis
Caneca + rosca
Média
José 125" 127" 69" 96" 93" 102"
Sebastião 132" 169" 88" 97" 124" 122'
Valdair 165" 124" 93" 64" 81" 105"
Johnson 233" 117" 79" 93" 64" 117"
Média 164" 134" 82" 87" 90"
' Médias de 4 repetições
Tabela 3. Tempo médio' em segundos para retirar e descarregar a amostra de solo no
balde em solo de textura argilosa compactado e seco.
TIPOS DE TRADOS
Operador Alemão auto
penetração caneca
Alemão
Caneca
Holandês Calado( de impacto
CoamoiDe Vidis
Caneca + rosca
Média
José 108" 81" 89" 46" 74" 80"
Sebastião 84.. 77" 106" 55" 120" 88"
Valdair 97" 114" 144" 49" 80" 97"
Johnson 267" 127" 140" 86" 131" 150"
Média 139" 100" 120" 59" 101"
' Médias de 4 repetições
' Trabalho apresentado na XX Reunião de Pesquisa de Soja Região Central do Brasil Londrina•Pr, Agosto 1998
H 89
91
COAMO HOLANDÉ8
RESULTADOS OPERACIONAIS DOS AMOSTRADORES
1
160 -/
/
140-'
120-f
IDO- /
80-"
60-/
40- /
g 20-+'
o zy
$'
180
Trado Trado Trado Caiador
Alemão Alemão Holandês de
Auto Pen. Caneca Impacto
Caneca
LEGENDA
Solo Arenoso Solo Argiloso
Úmido (71,7% areia) Úmido (76,5% argila)
PESO DAS AMOSTRAS DE SOLOS (Gramas)
COMPARATIVOS/ASPECTOS TÉCNICOS
TRADO COAMO
FIDELIDADE DE COLETA
DO MAT. DA SUPERFÍCIE
(0-1 cm)
COAMO
DE VIDIS
Caneca
Rosca
Solo Argiloso
Compactado Seco
1000—/
800
600
400
200-7/
O
"3
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Alemão
Caneca
Trado Caiador
Holandês de
impacto
COAMO
DE VIDIS
Caneca
Rosca
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DIFERENTES TIPOS DE AMOSTRADORES
DE SOLO AVALIADOS
QUALIDADE DA PERFURAÇÃO
ENTRE ALGUNS AMOSTRADORES
COAMO
CANECA/ROSCA
CANECA
AUTO PENET.
LABORATÓRIOS DE ANÁ
PARTICIPANTES
LISES AGRONÔMICAS
DO CELA-PR
Continuação._
Laboratório - Endereço Laboratório - Endereço
Laboratório - Endereço
CEFET
Av. João Bento, 1899
Fone (0xx44) 523-4156
CEP 87.300-000 Campo Mourão
CEFET-UNED PB-CURSO DE AGRONOMIA
Rod. PR 469, km 01
Fone (0xx46) 225-2511Cx. Postal 571
CEP 85.503-390 Pato Branco
COODETEC
Rod. Br 467 iirn 98
Fone (0xx45) 226-3536
Fax (0xx45) 226-3906
Cx. Postal 301
CEP 85.606-970 Cascavel
EMBRAPA CNP Floresta
Estrada da Ribeira, km 111
Fone (0oi41) 766-1313 Ramal 232
Cx. Postal 319
CEP 83.411-000 - Colombo
EMBRAPA Soja
Rod. Carlos João Strass
Fone (0xx43) 371-6000
Cx. Postal 231
CEP 86_001-970 - Londrina
Laboratório - Endereço
IAPAR
Av. Piquiri, 389
Fone (0xx45) 223-4844
Cx. Postal 295
CEP 85.809-030 Cascavel
IAPAR
Pólo Regional de Pesquisa de Ponta Grossa
Fone (0xx42) 225-1919
Cx. Postal, 129
CEP 84.001-970 Ponta Grossa
IAPAR
Rod. Celso Garcia Cid, km 375
Fone (Oxx43) 326-1525
Cx. Postal 481
CEP 86.047-902 - Londrina
INTERPARTNER
Av. Visconde do Rio Branco, 2889
Fone (0xx42) 229.3031
Fax (0xx42) 229-3334
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LAB. ANAL. AGRO. MARAVILHA Ltda
Prefeitura Municipal
Praça dos 3 Poderes
Fone (0xx46) 232-1122 - Cx. Postal 13
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67.704-120 Paranavaí
LANOSOLO
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SOCIEDADE RURAL DE MARINGÁ
Parque Emílio G, MOdicu
Fonet0xx44) 226-4885
Fax(Oxx44) 2213.2169
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CEP 87.001-970 - Maring
SDLONALISE
Rua Racha Pombo, 170 Jardim Gramado
Fone (0)(05) 224-1961
CEP 85.808-210 - Cascavel
TERRANALISE
Av.. General Osório, 500
Fone (0xx46) 524-2488
Cx. Postal 124
CEP 85.604-240 Francisco Balirão
UNIOESTE Campas de Mal. C. Rondam
Rua Pernambuco, 1777
Fone (0xx45) 254-3216 Ramal 216
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UNISOLO. Lab. Análises Agronómicas
Av.19 de Agosto, 1063
Fone (0xx44) 522-2467
Cx. Postal 51
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UNIVERSIDADE EST. DE MARINGÁ
Departamento de Agronomia
Av. Colombo, 5790
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UNIVERSIDADE EST. DE MARINGÁ
Departamento de Química
Av. Colombo, 5790
Fone (0xx44) 261-4449
CEP 67,020-900 Maringá
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
Rua dos Funcionários, sin Juvevé
Fone (0xx41) 254-5464 Ramais 164 ou 167
Cx. Postal 672
CEP 80.035-050 - Curitiba
FAC. DE AGRONOMIA LUIZ MBIEGNEL
Rod. Elr 362, km 54
Fone (0xx43) 542-8000
Fax (0xx43) 542-3315
Cx. Postal 261
CEP 86.360-000 - Bandeirantes
FLINTEC
Rua Raimundo Leonardi,1586
Fone (0xx45) 277-8865
CEP 85.900-970 Toledo
GI-IELLRE Lab. de Semente e Solos
Av. Iguaçu, 1770
Fone {0xx45) 565.1468
CEP 85.877-000 São Miguel dó Iguaçú
92
LP.130RATORIO CORREIA & MORAES
Rua Cel. Ottoni Ferreira Maciel, 101
Fone (0xx42) 252-3732 ou 252-1439
CEP 84.130-000 Palmeira
LABORATÓRIO SANTA RITA SIC
Av. Manoel Francisco da Silva, 622
Fone (0xx44) 568-1413
CEP 87.340-000 - Marritiorê
LABORSOLO
Rua Ciara Nunes, 22
Fone (0xx43) 336-5738
Cx Postal 5084
CEP 86.072-280 - Londrina
LABORATÓRIO DE ANÁLISE AGRONÔMICAS - SÃO PAULO
NÃO PARTICIPANTE DO CELA-PR
Laboratório - Endereço
UNITHAL
Paranavaí, 54 , Zona 6, Sala 11
Fonelfax 044-262-5171
CEP 87.015-430 - Maringá
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FERTILIDADE DO SOLO E NUTRIÇÃO DE PLANTAS - COAMO/CODETEC (2 edição, revisada)
Índice
Amostragens para análise
Amostragem de solo
Considerações Gerais
Divisão da área em talhões ou glebas homogêneas
Tipo de amostras de solo
Época e frequência de Amostragem
Profundidade de Amostragem
Cuidados na amostragem
Material necessário para amostras do solo
Tabela 1. Numero de amostras de solo necessário para estimar a média dos nutrientes me função dos nívels de significancia
Amostragem de folhas
Considerações Gerais
Cuidados com o material de planta coletado
Tabela 2. Resumo dos procedimentos de amostragem de plantas para fins de diagnose nutricional
Comportamento de alguns nutrientes no solo e plantas
Considerações Gerais
Figura 2. Relação entre o pH e a disponibilidade dos nutrients no solo
Tabela 3. Efeito da densidade do solo na absorção dos nutrientes pelas raízes das plantas
Tabela 4. Efeito de um nutriente sobre a absorção do outro pela planta
Tabela 5. Velocidade de absorção dos nutrientes pelas folhas das plantas
Tabela 6. Relação entre o processo de absorção do nutriente pela planta e localização do adubo
Tabela 7. Mobilidade de alguns nutrientes no solo e planta
Tabela 8. Prováveis causas mais comuns das deficiências e excessos dos nutrientes
Tabela 9. Classes de participação de alguns nutrientes, do alumínio e hidrogênio na CTC do solo e sua interpretação
Tabela 10. Quantidade de macro e micronutriente absorvida e exportada nos grãos pela cultura do milho
Calagem
Considerações Gerais
Calcário
Época e modo de aplicação de calcário
Distribuição do calcário
Métodos de incorporação do calcário
Problemas da má incorporação do calcário
Figura 3. Implementos agrícolas na incorporação de calcário no solo
Calagem para outros fins
Escolha do calcário
Tabela 11. Tomada de decisão do calcário a ser usado em função da relação Ca e Mg
Cálculo da necessidade de Calagem
Interpretação do complexo de acidez e saturação do solo
Tabela 12. Limite de saturação por base e alumínio trocável no solo para as culturas
Tabela 13. Níveis de interpretação da saturação por bases e pH do solo, independente da cultura
Cálcio e Magnésio
Características e classificação dos principais corretivos e fontes de cálcio e magnésio
Tabela 14. Garantia mínima do gesso e dos principais corretivos, com capacidade para neutralizar a acidez do solo
Tabela 15. Classificação dos corretivos quanto a concentração do MgO, CaO e PRNT
Cálcio e Magnésio: quantidade de extração e interpretação dos teores em solos e folhas
Tabela 16. Quantidade média de Cálcio (Ca) extraído pelas culturas
Tabela 17. Quantidade média de magnésio (Mg) extraído pelas culturas
Tabela 18. Níveis de interpretação dos teores de cálcio (Ca) e magnésio (Mg) e CTC nas ANALISE DE SOLO, independente da cultura e solo
Tabela 19. Níveis de interpretação dos teores de cálcio (Ca) e magnésio (Mg) na ANÁLISE FOLIAR, considerado adequado para as culturas
Cálculos: Equilíbrio do cálcio e magnésio no corretivo
Manter a relação 4:1 (Ca e Mg) no solo
Cálculos: Equilíbrio do cálcio no solo
Participação na CTC
Elevar nível desejado
Relação Ca/Mg
Cálculos: Equilíbrio do Magnésio no solo
Participação na CTC
Elevar níveis desejados
Relação Ca/Mg
Lembretes
A polêmica da relação cálcio: Magnésio
Gesso Agrícola
Considerações Gerais
Cálculo da necessidade de gesso agrícola
Nitrogênio
Considerações gerais
Ciclo do nitrogênio
Perdas do nitrogênio
Resposta e parcelamento do nitrogênio
Formas de Aplicação
No plantio
Em cobertura
Via foliar
Contribuição da matéria orgânica
Nitrogênio: Características dos fertilizantes, extração, interpretação (solo e folha) e recomendação
Tabela 20. Garantia mínima dos principais fertilizantes que contém nitrogênio
Tabela 21. Concentração média de nutrientes nos materiais orgânicos
Tabela 22. Quandidade média de nitrogênio extraído pelas culturas
Tabela 23. Níveis de interpretação dos teores de nitrogênio na ANÁLISE FOLIAR considerado adequados para as culturas, e a sua tolerância à concentração de uréia pulverizado via foliar
Tabela 24. Níves de interpretação da matéria orgânica na ANALISE DO SOLO
Tabela 25. Quantidade de nitrogênio recomendado para adubação das culturas
Fósforo
Condiderações gerais
Fixação
Correção e forma de aplicação
Critérios para o Cálculo de correção do fósforo
Curva de resposta econômica
Em função do teor de argila
Elevar o nível desejado
Lembretes
Fósforo: Características dos fertilizantes, extração, interpretação (solo e folha) e recomendação
Tabela 26. Garantia mínima dos principais fertilizantes que contém fósforo
Tabela 27. Legislação sobre extratores na determinação da garantia mínima do fósfoto (P2O5) nos produtos comercias
Tabela 28. Quantidade média de fósforo (P) extraído e exportado pelas culturas
Tabela 29. Níveis de interpretação do fósforo (P) na ANÁLISE DE SOLO para as culturas (MEHLICH-1)
Tabela 30. Níveis de interpretação do fósforo (P) na ANÁLISE FOLIAR, considerada adequada para as culturas
Tabela 31. Quantidade de fósforo (P2O5) recomendados para adubação das culturas
Potássio
Considerações Gerais
Perdas de Potássio
Equilíbrio desejado no solo
Participação na CTC do solo acima de 2,5 %
Observações quanto as relaçõesCa, Mg e K
Correção e forma de aplicação
Aplicação em cobertura
Critérios para cálculo de correrreção do potássio
Participação na CTC
relações Ca, Mg e K
Potássio: Características dos fertilizantes, extração, interpretação (solo e folha) e recomendação)
Tabela 33. Quantidade média de potássio (k) extraído pelas culturas
Tabela 34. Níveis de interpretação dos teores de potássio (k) na ANÁLISE DE SOLO para as culturas (MEHLICH-1)
Tabela 35. Níveis de interpretação de potássio (K) na ANÁLISE FOLIAR, considerados adequados para as culturas
Tabela 35. Quandide de potássio (K2O) recomendado para adubação das culturas
Enxofre
Considerações Gerais
Enxofre: características dos fertilizantes, extração, interpretação (solo e folha) e recomendação
Tabela 37. Garantia mínima dos principais fertilizantes que contém enxofre
Tabela 38. Quandidade média de enxofre (S) extraído pelas culturas
Tabela 39. Níveis de interpretação do enxofre (S-SO4-2) na ANÁLISE DE SOLO, independente da cultura
Tabela 40. Níveis de interpretação de enxofre (S) na ANÁLISE FOLIAR, considerados adequados para as culturas.
Composição de fórmulas de adubos
Tabela 41. Quandidade de enxofre (S) recomendado para adubação das culturas
Tabela 42. Composição de algumas fórmulas comercias de adubos distribuidas na COAMO
Micronutrientes
Considerações Gerais
Filosofias e formas de aplicação
via solo
via foliar
Comportamentos dos micronutrientes
Boro
Cobre
Ferro
Manganês
Molibdênio
Zinco
Cloro
Cobalto
Micronutrientes: Características dos fertilizantes, extração, interpretação (solo e folha) e recomendação
Tabela 43. Relação de alguns adubos comerciais que contém micronutrientes
Tabela 44. Garantia mínima dos principais fertilizantes qua contém micronutrientes
Tabela 45. Relação de alguns produtos comerciais que contém micronutrientes
Tabela 46. Quantidade média de (Zn) extraído pelas culturas
Tabela 47. Quantidade média de boro (B) extraído pelas culturas
Tabela 48. Qauntidade média de manganês (Mn) extraído pelas culturas
Tabela 49. Quantidade média de ferro (Fe) extraído pelas cultuas
Tabela 50. Quantidade média de cobre (Cu) extraídos pelas culturas.
Tabela 51. Quantidade média de molibdênio (Mo) extraído pelas culturas
Tabela 52. Quantidade média de cobalto (Co) extraído pelas culturas
Tabela 53. Níveis de interpretação da ANÁLISE DE SOLO, independente da cultura - DTPA
Tabela 54. Níveis de interpretação da ANÁLISE DE SOLO, independente da cultura - MEHLICH-1
Tabela 55. Níveis de interpretação da ANÁLISE FOLIAR considerados adequados para as culturas
Tabela 56. Quantidade de micronutrientes recomendado para a adubação das culturas
Dicas para transformação de resultados analíticos
Cálcio - Magnésio - Fósforo - Potássio
Tabela 57. Peso equivalente (P.Qq) de alguns nutrientes
Tabela 58. Fatores multiplicativos de tranformação dos resultados analíticos do solo, quando expresso em g 100g-1 (%), mg 100g-1, mg dm-3, kg ou ton ha-1
Tabela 59. Quandidade de nutrientes esperado pela adição de adubo calcário
Tabela 60. Sistema internacional de unidades adotadas pelos laboratórios brasileiros nas análises de solo e folha
Roteiro para interpretação de análises de solo
Tabela 61. Compatibilidade química de matérias-prima para mistura de fertilizantes
Tabela 62. Unidade crítica dos fertilizantes a 30 graus C, valores em porcentagens da unidade relativa
Adubos: Roteiro para definicção de fórmulas, misturas e quantidade a aplicar
Passos 1 - 4
Passos 5 e 6
Sintomas de deficiências e toxicidade nutricionais nas culturas
Cultura da Soja
Cultura do Milho
Cultura do Algodão
Cultura do Feijão
Cultura do Trigo
Síntese do treinamento de fertilizantes e nutrição de planta para ser utilizado como sugestão de recomendações Gerais
Correção com Micronutrientes
Considerações gerais
Modos de aplicação dos micronutrientes
Solo
Folha
Semente
Correção com Enxofre
Considerações gerais
Amostragem de solo
Considerações Gerais
1 - Critérios para a amostragem do solo
2 - Esquema da amostragem do solo - Plantio Direto (SPD)
3 - Esquema de amostragem do solo - plantio Convencional (PC) e preparo mínimo (PM)
4 - Encaminhamento da amostra ao laboratório (300 a 500g de solo)
Plantio Direto (SPD)
Plantio Convencional (PC) e Preparo Mínimo (PM)
Correção com Potássio
Considerações gerais
Foramas de aplicação
SPD
PC e PM
CORREÇÃO DA ACIDEZ
Considerações Gerais
Calagem Superficial
Calagem incorporada
Critérios para escolha da fórmula para cálculo da calagem
Correção de Fósforo
considerações Gerais
Fontes de fósforo que podem ser utilizadas em função da acidez do solo
Modo de aplicação de fósforo em áreas de Planti Direto (SPD)
Áreas em adequação e/ou implantação de Plantio Direto (SPD)
Época ideal para aplicar calcário + fósforo
Fosfatagem corretiva parcelada
Considerações para decisão de adubação
Planilha de interpretação da fertilidade do solo
Bibliografia consultada/ou compilada
Anexos
ARTIGO 1 - Produção das culturas de soja, milho, trigo, e algodão sob diferentes fontes de fósforo, num Latossolo Vermelho distroférico
ARTIGO 2 - Efeito da adubação residual da cultura do trigo na cultura da soja num Latossolo Vermelho distroférrico
ARTIGO 3 - Avaliação técnica e operacional para diferentes amostragens de solo
Laboratórios
Laboratórios de análises agronômicas participantes do CELA-PR
Laboratório de análises agronômicas - São Paulo - não participante do CELA - PR
Classificação periódica dos elementos