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UNIVERSIDADE PAULISTA 
CURSO TECNOLÓGICO GESTÃO AMBIENTAL 
 
 
 
 
 
 
ANTONIA LUCIANE COSTA DOS SANTOS 
RA1742079 
 
 
 
 
 
 
 
SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL IMPLANTADO À INDUSTRIA MOVELEIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mãe do Rio-PA 
2019 
ANTONIA LUCIANE COSTA DOS SANTOS 
RA1742079 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL IMPLANTADO À INDUSTRIA MOVELEIRA 
PROJETO INTEGRADO MULTIDISCIPLINAR VI 
 
 
 
 
 
 
Projeto integrado multidisciplinar – PIM II – 
apresentado à Universidade Paulista – UNIP, 
para avaliação no curso de Gestão Ambiental. 
 
Orientador: Julia de Lima Pinheiro 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mãe do Rio-PA 
2019 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
RESUMO .......................................................................................................... 4 
1. INTRODUÇÃO ........................................................................................... 5 
2. REFERENCIAL TEÓRICO ......................................................................... 6 
3. METODOLOGIA ....................................................................................... 10 
4 IMPLEMENTAÇÃO E OPERAÇÃO: ......................................................... 18 
5.CONCLUSÕES ............................................................................................ 20 
6. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................ 21 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO 
A indústria moveleira tem se caracterizado como um ramo crescente e 
cada vez mais significativo para a economia, todavia, esse crescimento 
também se reflete em problemas ambientais, tais como a geração de 
resíduos sólidos e emissões atmosféricas. A elaboração de um Sistema de 
Gestão Ambiental (SGA) pode ser aplicada a diversos setores da indústria e 
mostra-se como uma alternativa para que sejam alcançados níveis ideais de 
produção sustentável, além de trazer benefícios econômicos àquelas 
organizações que optam por sua implantação. O objetivo desta pesquisa é 
propor a elaboração de um SGA para uma indústria moveleira. Para atingir 
este objetivo, foram utilizadas ferramentas para analisar a atual situação da 
empresa, tais como a matriz de aspectos e impactos e suas respectivas 
significâncias e a análise de Strengths, Weaknesses, Opportunities and 
Threats (SWOT). O SGA proposto tem seus requisitos embasados no que 
está previsto na norma Internacional Organization for Standardization (ISO) 
14001:2004. Os programas elaborados nesta proposta estão voltados à 
gestão de resíduos, lançamentos de efluentes líquidos e atmosféricos e à 
educação ambiental. O estudo possibilitou constatar que a empresa procura 
adotar uma postura ambientalmente correta, embora necessite ainda de 
alguns pontos abordados no SGA. 
Palavra-chave: ISO 14001, gerenciamento ambiental, programas ambientais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
Com a crescente demanda pela exploração de recursos naturais, 
torna-se cada vez mais necessária a adoção de medidas que visem priorizar 
a consciência ambiental da sociedade e das empresas. Com isso, o 
gerenciamento ambiental dos processos realizados pelas indústrias é de 
grande importância tanto para a preservação ambiental quanto para a 
inserção e manutenção das mesmas no mercado. 
Segundo Nascimento et al (2012) existe uma diferença entre gestão 
ambiental e o SGA. O primeiro trata de forma isolada os problemas 
ambientais, enquanto o segundo interrelaciona o envolvimento de diferentes 
segmentos da empresa. 
O SGA pode basear-se na norma Internacional Organization for 
Standardization (ISO) 14.001 adotando os requisitos previstos na mesma 
para a realização de procedimentos e tomada de decisões. A forma como são 
realizadas essas ações não está pré-determinada pela norma em questão, 
além disso, é obrigatório que o sistema de gestão esteja de acordo com a 
legislação ambiental local. 
Para Machado Júnior et al (2013), a certificação pela norma ISO 
14.001 é uma alternativa para o atual estágio da gestão ambiental, já que 
contempla um conjunto de requisitos norteadores que podem ser 
incorporados à conduta ambiental das organizações. 
Segundo Mafessoni (2012) o primeiro polo moveleiro do Brasil surgiu 
na cidade de São Paulo no início da década de 50, porém, esse setor evoluiu 
somente no final da década de 80 e início dos anos 90. A indústria contava 
com aproximadamente 15 mil empresas e o crescimento do parque industrial 
exigia aumento constante do consumo de matéria-prima. 
Nesse sentido, para as empresas que não possuem o SGA, é 
importante estruturarem seus métodos de implantação, delineando um estudo 
a fim de identificar os principais problemas ambientais da empresa, enquadrá-
la em uma política ambiental e trabalhar a criação de programas a serem 
implantados, proporcionando benefícios socioeconômicos e ambientais à 
mesma. 
Com isso o presente trabalho tem como objetivo propor a elaboração 
de um SGA para uma indústria do setor moveleiro, considerando a ISSO 
14001. Identificando os principais aspectos e impactos ambientais da referida 
empresa, além de propor a criação de programas ambientais, a partir da 
identificação das não conformidades. 
2. REFERENCIAL TEÓRICO 
A implantação do SGA assim como qualquer atividade técnica, utiliza 
alguns termos necessários e comuns no desenvolver das atividades, sendo 
assim, há necessidade de esclarecer alguns desses conceitos relevantes. 
A norma ISO 14001 no decorrer de suas premissas descreve conceitos 
importantes para a implantação de um SGA sendo eles relacionados ao meio 
ambiente, aspecto ambiental, impacto, ação corretiva, melhoria contínua e 
auditoria ambiental. 
2.1 MEIO AMBIENTE 
Refere-se à circunvizinhança em que uma organização opera incluindo-se 
ar, água, solo, recursos naturais, flora, fauna, seres humanos e suas inter-
relações (ISO 14001:2004). 
A Política Nacional do Meio Ambiente, Lei 6.983, de 31 de agosto de 1981 
em seu art. 3° define como: 
Conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, 
química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as 
suas formas.(BRASIL,Politica Nacional de Meio Ambiente, art 3,1981) 
 
2.2 SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL 
É a parte da gestão voltada para o desenvolvimento e implantação da 
política ambiental no intuito de gerenciar os aspectos ambientais inerentes 
àquela organização (ISO 14001:2004). 
Para Gomes, de Sousa e Santana (2011) o sistema de gestão 
ambiental é todo procedimento efetuado em uma entidade para que se 
possam diminuir os impactos ambientais negativos, oriundos de seu processo 
produtivo, fazendo com que a empresa obtenha mais lucro e insira em seu 
meio uma produção mais limpa. 
2.3 ASPECTOS AMBIENTAIS 
São quaisquer elementos das atividades, produtos ou serviços de uma 
organização que venham a interagir com o meio ambiente. Dependendo da 
significância do aspecto ambiental, o mesmo pode vir a causar impacto 
ambiental (ISO 14001:2004). 
IMPACTO AMBIENTAL 
Segundo o Artigo 1º da Resolução n.º 001/86 do Conselho Nacional do 
Meio Ambiente (CONAMA), impacto ambiental é: 
Qualquer alteração das propriedades físicas, químicas, biológicas 
do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou 
energia resultante das atividades humanas que afetem diretamente 
ou indiretamente: a saúde, a segurança, e o bem estar da 
população; as atividades sociais e econômicas; a biota; as 
condições estéticas e sanitárias ambientais; a qualidade dos 
recursos ambientais. (BRASIL, CONAMA, 1986). 
 
Já para a ISO 14001:2004, é qualquer modificação adversa ou 
benéfica do meio ambiente que seja resultante totalmente ou em parte da 
interação dos aspectos ambientais da organização com o meio. 
2.4 AÇÃO CORRETIVA 
É qualquer ação para corrigir uma não conformidade, caso ela exista. As 
ações corretivas agem sobre qualquer atividadedo sistema que venha a 
causar impactos ambientais, ou que não estejam seguindo a politica ambiental 
da empresa (ISO 14001:2004). 
2.5 MELHORIA CONTÍNUA 
É um processo de constante aprimoramento do sistema de gestão 
ambiental a fim de otimizar os resultados ambientais obtidos pelo mesmo, 
sempre tendo como base as diretrizes propostas na política ambiental da 
empresa (ISO 14001:2004). 
2.6 AUDITORIA AMBIENTAL 
A norma ISO 14001:2004 define auditoria como um processo 
sistemático, independente e documentado para obter evidência e avaliá-la 
objetivamente para determinar a extensão na qual os critérios de auditoria do 
SGA são estabelecidos pela organização. 
Além dos conceitos esclarecidos na ISO, podem ser ressaltadas outras 
definições importantes para o entendimento da pesquisa e implantação do 
sistema de gestão tais como: desenvolvimento sustentável, resíduos, efluentes 
industriais e produção mais limpa. 
Para Romeiro (2012) o desenvolvimento sustentável pode ser atingido 
aliando a melhoria da qualidade de vida das pessoas a técnicas de redução de 
impactos causados pelo aumento do consumo e demanda sobre os recursos 
naturais. 
No que se refere a resíduos, pode ser citada a definição da norma da 
ABNT, NBR 10.004:2004: 
Resultam de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, 
comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos nesta 
definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, 
aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de 
poluição, bem como determinados líquidos cujas particularidades 
tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou 
corpos de água, ou exijam para isso soluções, técnica e 
economicamente, inviáveis em face à melhor tecnologia disponível. 
(NBR 10.004:2004) 
A Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei 12.305 de 2010, fornece a 
seguinte definição para resíduos sólidos: 
Material, substância, objeto ou bem descartado resultante de 
atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final se 
procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos 
estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em 
recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu 
lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d‟água, ou 
exijam para isso soluções técnicas ou economicamente inviáveis em 
face da melhor tecnologia disponível. (BRASIL, Politica Nacional de 
Resíduos Sólidos, 2010). 
Para efluentes industriais a Norma Brasileira - NBR 9800/1987 define 
como: o despejo líquido proveniente do estabelecimento industrial, 
compreendendo emanações de processo industrial, águas de refrigeração 
poluídas, águas pluviais poluídas e esgoto doméstico. 
2.7 SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL 
Um SGA é a parte da gestão relacionada com a situação ambiental da 
organização que opta por sua implantação, se vale de várias diretrizes para 
aumentar seu desempenho ambiental. Utiliza uma estrutura de elementos que 
se inter-relacionam para atender os critérios estabelecidos na política 
ambiental, através de planejamentos, procedimentos, práticas, definição de 
responsabilidades, estabelecimentos de metas e objetivos ambientais (ISO 
14001:2004). 
Para a elaboração do SGA são definidos os requisitos da norma ISO 
14001:2004, sendo eles: requisitos gerais, política ambiental, aspectos 
ambientais, requisitos legais e outros, objetivos, metas e programas, recursos, 
funções, responsabilidades e autoridades, competência, treinamento e 
conscientização, comunicação, documentação, controle de documentos, 
controle operacional, preparação e resposta à emergência, monitoramento e 
medição, avaliação do atendimento a requisitos legais e outros, não 
conformidade, ação corretiva e preventiva, controle de registros, auditoria 
interna e análise pela administração (DERÍSIO, 2012). 
2.8 ISO 14001 
Um SGA segundo a ISO 14001:2004 permite a uma organização 
desenvolver uma política ambiental, estabelecer objetivos e processos para o 
seu cumprimento, agir, conforme necessário, para melhorar continuamente seu 
desempenho ambiental, verificar e demonstrar a conformidade do sistema com 
os requisitos legais, da norma e aqueles com os quais a organização decide 
voluntariamente aderir. A finalidade geral do SGA proposto na ISO 14001:2004 
é equilibrar a proteção ambiental e a prevenção de poluição com as 
necessidades econômicas das organizações (LONGO, MACEDA E CALIXTO, 
2013). 
Essas etapas a serem seguidas são todas apontadas e descritas 
detalhadamente na norma, devem ocorrer de maneira cíclica e sistemática, por 
isso fazem parte do chamado ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Action), ou seja, 
planejar, fazer, verificar e agir, conforme observado na figura 01. A política 
ambiental servirá de norte para o planejamento e funcionamento do SGA, que 
posteriormente será verificado e corrigido. 
Figura 1- Ciclo PDCA 
 
Fonte: Norma ISO 14001:2004. 
2.9 INDÚSTRIA MOVELEIRA NO BRASIL 
A indústria moveleira do Brasil tem histórica especialização na 
produção de artigos confeccionados com madeira, já que fatores geográficos e 
climáticos favorecem a oferta em abundância de insumos de origem florestal no 
país. Alguns tipos de produtos admitem processos de fabricação com elevada 
automação, como os móveis retilíneos elaborados com madeiras reconstituídas 
(Medium-Density Fiberboard, (MDF) e Medium-Density Particleboard (MDP)), 
enquanto outros demandam grande quantidade de trabalhos manuais, como os 
móveis artesanais de madeira maciça. Coexistem no setor empresas de porte 
médio ou grande que produzem em massa, empregando máquinas e 
equipamentos de elevado conteúdo tecnológico, empresas parcialmente 
automatizada além de micro e pequenas empresas intensivas em trabalho. O 
setor é marcado também pela existência de muitos nichos que advêm de uma 
complexa segmentação que combina elementos como: o tipo de uso – móveis 
residenciais, de escritório e institucionais –, o material predominante em sua 
EMBALAGEM 
MONTAGEM 
ACABAMENTO 
USINAGEM 
SECAGEM 
RECEPÇÃO 
confecção, à classe de consumo para a qual é projetado (A, B, C, D ou E) e 
até mesmo a faixa etária dos prováveis usuários (GALINARI, TEIXEIRA 
JUNIOR E MORGADO, 2013). 
Segundo Leão e Naveiro (2015) em geral a produção se baseia 
nos seguintes itens (Figura 2). 
Figura 2- Fluxograma processo produtivo genérico 
 
 
Fonte: A autora (2019). 
3. METODOLOGIA 
Para a proposta de elaboração do SGA, as etapas realizadas foram as 
de levantamento bibliográfico, construção da matriz de aspectos e impactos 
baseada no estudo de Pedroso (2010), além da construção de uma análise de 
Strengths, Weaknesses, Opportunities and Threats (SWOT), criação da Política 
Ambiental e sugestão de programas ambientais. 
A primeira etapa realizada foi o levantamento bibliográfico, por meio de 
pesquisas em monografias, teses, sites eletrônicos, revistas científicas, 
legislações federais, estaduais e municipais, além da ISO 14001, estudos de 
Pinto e Cruz (2013) e Longo, Maceda e Calixto (2013) que priorizaram em seus 
trabalhos este método como elemento inicial no processo de construção 
científica. 
Baseando-se na matriz de significância criada por Pedroso (2010) que 
esclarece as peculiaridades de cada aspecto e impacto identificados no 
decorrer do processo produtivo e traz consigo uma gama de informações a 
respeito do mesmo, detalhando cada setor e suas atividades e caracterizando-
os a partir de alguns parâmetros, foi elaborado o quadro 03. 
Quadro 3 - Parâmetros utilizados para construção da matriz 
NÚMERO ASPECTO/PERIGO Número sequencial do aspecto/perigo 
 
SETOR 
Nome dos setores que geram aspectos/perigo 
ATIVIDADE Atividade geradora do aspecto/perigo 
ASPECTO/PERIGO 
Identifica o aspecto ambiental ou perigo a saúde 
e segurança no trabalho associado a atividade 
 
 
SITUAÇÃO DA ATIVIDADE 
Identifica a situação da atividade: normal 
(atividade de operaçãonormal), anormal 
(atividade de operação anormal, tal como 
manutenção, parada e partida de equipamentos 
e emergências de pequeno porte) ou 
emergencial (emergência de médio ou grande 
porte) 
 
TEMPORARIEDADE 
Indica se o aspecto/perigo é presente, passado 
ou futuro 
ORIENTAÇÃO 
Classifica entre positivo, caso traga benefícios, 
ou negativos quando causar malefícios 
 
 
LEGISLAÇÃO ASSOCIADA 
Relaciona se existe ou não legislação 
ambiental de saúde ou segurança do trabalho 
aplicada aos aspectos/perigos levantados. 
Escala: caracteriza a extensão dos impactos 
ambientais e riscos avaliados 
ESCALA Caracteriza a extensão dos impactos ambientais 
e riscos avaliados. 
 
SEVERIDADE (IMPORTÂNCIA) 
Caracteriza a importância de consequências 
diretas e indiretas que o impacto possa 
acarretar ao meio ambiente e que os riscos 
possam acarretar na saúde e na segurança no 
trabalho 
DURAÇÃO (TEMPO)/PROBABILIDADE 
Caracteriza o diferencial de tempo de 
permanência do impacto/risco avaliado. 
 
 
VALOR 
Calcular a significância através da seguinte 
fórmula: 
 
 
CLASSIFICAÇÃO 
Não significante para resultado igual a
 1; Significante para resultado maior que 1 
NECESSIDADE DE MEDIDA DE CONTROLE 
Identifica a necessidade ou não de medida de 
controle 
 
NÍVEL DE PRIORIZAÇÃO 
Prioriza por nível, os impactos/riscos 
significantes que necessitam de medidas de 
controle, utilizando o resultado do cálculo do 
valor. 
 
LEGISLAÇÃO ASSOCIADA 
Relaciona o aspecto/perigo com as legislações 
federais, estaduais e municipais vigentes, para 
seu controle. 
Fonte: Pedroso, 2010 
A partir da matriz de significância e conclusão sobre as diversas 
variáveis concernentes à empresa, foi aplicada a análise de SWOT que 
basicamente consiste no estudo de pontos fortes e fracos, possibilidades de 
melhorias e os riscos a que a empresa está sujeita. 
3.1 CARACTERIZAÇÃO DA INDÚSTRIA 
A realização desta pesquisa possui caráter estritamente acadêmico, 
portanto foi firmado um termo de compromisso para não revelar a identidade da 
empresa no qual foi realizada a pesquisa. Dessa forma, a indústria será 
chamada de empresa X. 
A empresa X atua no mercado há 28 anos, com sede no município de 
Paragominas e uma filial na cidade de Belém no ramo de fabricação de móveis 
em geral como guarda-roupas, balcões e armários, produzidos em MDF, em 
um regime de funcionamento de 8 horas diárias. Possui 3 (três) linhas de 
produção, entre elas há uma com caráter ecológico. A área ocupada pelo 
empreendimento não é localizada no centro da cidade diminuindo assim, o 
tráfego e a possibilidade de transtornos às suas atividades. A empresa 
contempla uma área útil dividida entre administrativo e produção. 
O corpo hídrico mais próximo encontra-se a 1.250 metros, oque aliado 
com a baixa geração de efluentes líquidos dificulta a possibilidade de 
contaminação hídrica. Na circunvizinhança da indústria não há diversidade de 
animais visível, devido à ausência de vegetação. 
A matéria-prima utilizada na produção majoritariamente é MDF, que 
representa 87% dos insumos, porém há também a utilização de vidro e metal 
que representam 8 e 5%, respectivamente. 
Resíduos são gerados, como serragem/pó, resíduos provenientes da 
cabine de pintura, sobras de papéis e papelões, vidros e bordas plásticas, onde 
são acondicionados em containers. Resíduos provenientes do beneficiamento 
da madeira são destinados à queima em olaria, o restante como papéis e 
papelões, vidros e bordas plásticas são destinados ao aterro sanitário 
municipal. Para o controle das emissões atmosféricas a indústria conta com 
exaustor, coletor de pó, silo, cortina d‟água e filtro de manga. 
A empresa não possui uma política ambiental, porém já foram 
realizados investimentos como compras de máquinas e equipamentos com a 
finalidade de desenvolver produtos e/ou processos mais “limpos”, além disso, a 
empresa promove desenvolvimento de produtos com apelo ecológico, melhoria 
do ambiente de trabalho e produção mais limpa. 
RECEPÇÃO 
CORTE 
COLAGEM 
USINAGEM 
LIXAMENTO 
PINTURA 
EXPEDIÇÃO 
3.2 CARACTERIZAÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO 
As fases do processo produtivo podem ser identificadas contendo 
etapas como recebimento da matéria-prima, corte, montagem (colagem, 
usinagem e lixamento), pintura, embalagem e expedição, conforme ilustrado na 
figura 5. Pelo fato da matéria-prima não ser beneficiada na indústria, a mesma 
já chega pronta ao empreendimento. 
Figura 5 - Fluxograma do processo produtivo da empresa 
 
Fonte: A autora (2019) 
O quadro 04 ilustra as etapas e suas respectivas entradas e saídas. 
Quadro 4 - Entrada e saída das fases 
FASE ENTRADA SAÍDA 
 
 
Recepção 
Matéria- Prima 
 
 
 
Resíduos Sólidos 
 
 
 
 
 
 
 
 
Corte 
Matéria-Prima e Energia 
Elétrica 
 
 
 
 
 
 
Ruído, Resíduos Sólidos e 
Emissões atmosféricas 
 
 
 
 
Montagem 
Matéria-Prima e Energia 
Elétrica 
 
Resíduos Sólidos 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pintura 
Matéria-Prima e Energia 
Elétrica 
 
 
 
 
 
 
Ruído, Resíduos 
Sólidos, Emissões 
atmosféricas e Efluente 
Líquido 
 
 
 
 
 
Expedição 
Matéria-Prima 
 
 
Resíduos Sólidos 
 
 
Fonte: A autora (2019). 
3.2.1 Análise de SWOT 
 
A análise de SWOT faz parte do plano de marketing, que se inicia 
montando um inventário de todas as forças e fraquezas internas da 
organização. Seu objetivo permite um olhar focado nas oportunidades e 
ameaças que compõem o negócio, possibilitando desenvolver e fixar uma 
melhor estratégia empresarial (LACHINI et al, 2014). 
Conhecer a rotina administrativa e produtiva da indústria possibilitou 
conhecer aos fatores internos (pontos fortes e fracos) e externos 
(oportunidades e ameaças), com a aplicação da análise de SWOT, a seguir: 
 
 
Quadro 7 - Análise de SWOT 
SWOT POSITIVOS NEGATIVOS 
 
 
 
 
INTERNOS 
PONTOS FORTES: 
- Localização privilegiada; 
- Preocupação ambiental; 
- Preços competitivos; 
- Linha com apelo ecológico; 
-Conhecimento do 
segmento; 
- Pessoal qualificado; e 
-Geração de emprego e 
renda. 
 
PONTOS FRACOS: 
- Falta de sinalização; e 
-Desconforto térmico no 
setor de produção 
Continua... 
Quadro 7 – Análise de SWOT Conclusão 
SWOT POSITIVOS NEGATIVOS 
 
 
 
EXTERNO 
OPORTUNIDADES: 
- Proposta inovadora; 
- Mercado nacional; 
-Quebra de barreiras
 de mercados 
internacionais; 
- Marketing; e 
- Valorização de produtos 
do setor moveleiro 
AMEAÇAS: 
- Concorrência; 
- Crise econômica; 
- Mudanças na legislação; 
- Desmatamento; e 
-Aparecimento de
 novas 
tecnologias 
Fonte: A autora (2019) 
Segundo Lanchini, et al (2014) os pontos fortes são todos os fatores 
que proporcionam benefícios competitivos da organização em relação aos 
concorrentes ou ao exercício de qualquer atividade, sendo eles capacidades 
administrativa diferenciada, recursos financeiros ou humanos, domínio de 
tecnologias e outros mais. 
A indústria apresenta como pontos fortes a localização privilegiada, por 
ser mais distante do centro da cidade e não causar transtornos diretos à 
população, possuindo vias de acessos que facilitam a entrada e saída de 
produtos. Outro ponto forte é o preço competitivo e a linha com apelo 
ecológico, devido a indústria apresentar várias linhas de produção, incluindo a 
ecológica, o que abrange um maior número de clientes, além do conhecimento 
do segmento e do pessoal qualificado, onde os funcionários entendem sua 
função e sua importância para a indústria. 
Os pontos fracos encontrados na indústria foram relativamente poucos, 
podem ser citados a falta de sinalização que pode causar acidentes e 
transtornos, como no caso de equipamentos mal manuseados ou a falta de 
algum EPI e o desconforto térmico no setor de produção o que pode causar 
doenças aos trabalhadores e consequente diminuição da produção, além de 
indenizações por danos. 
Lanchiniet al (2014) relata que não é necessário corrigir todas as 
fraquezas, a grande questão é se a organização deve se limitar para as 
oportunidades, buscando formas de converte-las em suas forças. Tratando 
das oportunidades de crescimento que a empresa almeja, devem ser 
consideradas algumas variáveis que podem fazê-las alcançar outros 
patamares de desenvolvimento, por meio da observação de fatores externos 
que contribuem e influenciam na dinâmica da indústria. 
3.2.2 Programas ambientais 
Os programas criados representam um conjunto de diretrizes e regras 
que facilitam o alcance dos objetivos e metas e estão direcionados à gestão 
dos principais aspectos e impactos identificados na empresa. 
3.2.3 Programa de gerenciamento de efluentes industriais 
Este programa será aplicado na estrutura organizacional da empresa, 
mas principalmente no processo de pintura (cabine de pintura), e caberá ao 
operador desse processo executar os procedimentos do programa e ao 
proprietário é a dada a responsabilidade de supervisionar a execução. As 
responsabilidades e os requisitos de minimização em 10% de lançamento, 
controle, tratamento adequado e disposição final, devem estar de acordo com 
as normas estabelecidas pelos órgãos ambientais e legislações vigentes. 
3.2.4 Programa de gerenciamento de resíduos sólidos (PGRS) 
O PGRS está direcionado a todos os setores e envolvido na produção 
e ao setor administrativo. Deverá ser conhecido e praticado por todos os 
colaboradores, assim como prevê a responsabilidade compartilhada descrita 
na Lei nº 12.305/2010, Política Nacional de Resíduos Sólidos. 
Este programa busca alcançar a diminuição esperada a fim de reduzir 
os impactos causados por esse aspecto ambiental, voltando-se especialmente 
aos resíduos provenientes do material de MDF, além de propor maneiras de 
gerenciar os outros tipos de resíduos produzidos pela empresa. Os principais 
vestígios gerados são aparas de madeira, papelões, embalagens plásticas, 
serragem, fitas de revestimento, lixo comum, latas de tinta e perfil de alumínio. 
Os resíduos sólidos deverão ser segregados de acordo com a norma 
NBR-10 004 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) onde os 
resíduos são classificados em: 
 Classe I - Perigosos: são os que apresentam riscos ao meio ambiente e 
exigem tratamento e disposição especiais, ou que apresentam riscos à 
saúde pública; 
 Classe IIA - Não-Inertes: são basicamente os resíduos com as 
características do lixo doméstico. 
 Classe IIB - Inertes: são os resíduos que não se degradam ou não se 
decompõem quando dispostos no solo, são resíduos como restos de 
construção, os entulhos de demolição, pedras e areias retirados de 
escavações. 
3.2.5 Programa de educação ambiental 
O programa de educação ambiental irá buscar a conscientização e 
capacitação de seus colaboradores, de modo geral, para a responsabilidade 
com o meio ambiente, utilizando como ferramenta, palestras abordando: 
 Estímulo às práticas socioambientais; 
 Aspectos, impactos e passivos ambientais; 
 Processo produtivo e respectivos aspectos ambientais; 
 Sistema de coleta seletiva; 
 Política ambiental. 
 
As palestras deverão ocorrer regularmente a cada três meses, em uma 
jornada de dois dias. Um dia de palestras será destinado à direção da empresa 
que será orientada sobre como proceder na supervisão sobre a execução dos 
programas e procedimentos de produção. O outro dia será voltado para os 
colaboradores e funcionários, relacionados a produção e abordará temas 
acerca da importância da execução dos programas, assim como das práticas 
socioambientais. 
Por fim, deverá haver uma assembleia geral com todos os 
colaboradores e diretores, visando um esclarecimento, no intuito de reforçar a 
necessidade da cooperação geral para o propósito da melhoria da qualidade 
ambiental. 
3.2.6 Programa de controle de poluição atmosférica 
 
Este programa será aplicado nos equipamento de controle de 
particulados das máquinas que são usadas durante o processo produtivo, 
principalmente na etapa de corte. 
Estabelecerá o desenvolvimento de ações para mitigar os impactos 
ambientais decorrentes da emissão de poluentes atmosféricos provenientes 
do processo produtivo, além de preservar a qualidade do ar nas localidades 
onde opera, por meio da utilização de meios de monitoramento e prevenção. 
Tendo em vista a crescente preocupação da sociedade e dos órgãos 
ambientais no que diz respeito ao Padrão da Qualidade do Ar, a empresa X 
produzirá o Programa de Controle de Poluição Atmosférica. 
O poluente atmosférico desta empresa será considerado de acordo 
com a resolução n° 3 de 28/06/1990 do CONAMA, que dispõe sobre padrões 
de qualidade do ar, previstos no PRONAR. 
De acordo com os equipamentos utilizados e análise de cada um, os 
filtros de manga foram considerados a melhor tecnologia a ser aplicada. 
Uma das vantagens desse equipamento está atrelada à economia, 
devido sua capacidade de filtrar grandes volumes de gases, em 
conformidade com os requisitos de economia de energia (NOBRE, CAMILO 
E ALVES, 2013). 
Como foi possível identificar durante o processo produtivo, a fase de 
corte é a que mais lança material particulado para a atmosfera, por isso 
necessita de medidas de controle expressivas. 
4 IMPLEMENTAÇÃO E OPERAÇÃO: 
4.1 ESTRUTURA E RESPONSABILIDADES: 
A responsabilidade final e mais importante é atribuída à alta 
administração da empresa. Porém, dever ser atribuídos aos diferentes setores 
da empresa X grupos de trabalho e suas respectivas responsabilidades com o 
objetivo de facilitar a aplicabilidade do sistema. 
4.2 TREINAMENTO, CONSCIENTIZAÇÃO E COMPETÊNCIA: 
Como requisito da norma ISO 14001:2004, a empresa deverá definir 
que os treinamentos sejam ministrados aos seus funcionários de modo a 
desenvolver as competências e disseminar a cultura de preservação ambiental. 
Os treinamentos devem envolver palestras, seminários, cursos e eventos, a fim 
de incentivar o envolvimento ao SGA e o entendimento das questões a ele 
relacionadas. 
4.3 COMUNICAÇÃO 
Para a realização da comunicação, poderão ser definidos meios como 
elaboração de cartazes, criação de murais internos, utilização de e-mail, 
Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC), criação de site, realização de 
treinamentos. O sistema de comunicação é uma especificação relacionada 
para comunicar as partes interessadas do andamento monitorado do SGA, 
sendo uma ferramenta primordial entre os diferentes setores empresa X. 
4.4 DOCUMENTAÇÃO DO SGA 
Os documentos devem ser identificados com relação à localidade 
correspondente na organização, além de periodicamente analisados de forma 
crítica, revisados como necessário e aprovados quanto a adequação por 
pessoal autorizado antes da emissão. As versões correntes de documentos 
devem estar disponíveis em todos os locais onde operações essenciais para o 
funcionamento efetivo do sistema sejam realizadas. Os documentos obsoletos 
devem ser removidos de todos os pontos de emissão e de uso ou de outra 
forma assegurados contra o uso não intencional. Vale ressaltar que o acesso 
deve ser permitido a todos. 
4.5 CONTROLE OPERACIONAL 
A principal relevância desse procedimento é o contato direto com as 
operações realizadas e cada posto de trabalho. Deverão ser estabelecidos os 
esforços para minimizar ou eliminar ruídos, poeiras, resíduos, dentre outros. 
Esta fase deverá ser trabalhada de forma efetiva com os colaboradores, 
implementando os princípios de prevenção da poluição em situações de rotina 
e emergenciais. 
4.6 PREPARAÇÃO E ATENDIMENTO À SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIAS 
É importante a criação de uma equipe de caráter ambiental para 
identificar potenciais de emergência e realizar simulações caso ocorram tais 
situações, no intuito de treinar os funcionários e aperfeiçoar o plano de 
emergência. 
4.7 AUDITORIA INTERNA 
Determinará se o SGA está em conformidade com os arranjosplanejados para a gestão e se foi adequadamente implantado e mantido, além 
de fornecer informações à administração sobre os resultados das auditorias. 
Os auditores podem ser selecionados internamente ou contratados. O 
programa de auditoria pode ser estabelecido para um ou mais anos e 
normalmente o mês ou dias em que a auditoria será realizada também são 
estabelecidos podendo a auditoria ser programada de forma parcial ao longo 
do ano. 
Resumidamente, após serem analisadas todas as diretrizes abordadas 
pela ISO 14001:2004 foi elaborado o quadro 09, o qual aborda em linhas gerais 
as conformidades e não conformidade da empresa X. 
Quadro 9 - Conformidade com a ISO 14001 
ITEM DA NORMA CONFORMIDADE NÃO CONFORMIDADE 
Aspectos ambientais X 
Requisitos legais e outros X 
Objetivos, metas e programas X 
Estrutura e responsabilidade X 
Treinamento, conscientização e 
competência 
X 
 
Comunicação 
 
X 
Documentação do SGA 
 
X 
Controle operacional X 
 
Preparação e atendimento 
à situações de 
emergência 
X 
 
Monitoramento e medição X 
 
Avaliação do atendimento 
a requisitos legais e 
outros 
 
X 
 
Ação corretiva e ação 
preventiva 
X 
 
Controle de registros 
 
X 
Auditoria interna 
 
X 
Análise pela administração 
 
X 
Fonte: A autora (2019). 
5. CONCLUSÕES 
A proposta de elaboração do SGA para a referida indústria mostrou-se 
importante considerando que a mesma possa corrigir suas não conformidades, 
aperfeiçoar seus processos e adequar-se cada vez mais ao conceito de 
produção sustentável. 
O uso da analise de SWOT mostrou-se relevante para analisar os 
pontos fortes e fracos da empresa permitindo que a mesma possa utilizar seus 
resultados para potencializar suas atividades (pontos fortes) e tentar mitigar e 
evitar possíveis acontecimentos que venham a prejudicar sua dinâmica (pontos 
fracos) 
Os programas ambientais foram elaborados tendo como foco os 
principais impactos identificados, e se faz necessária aplicação correta dos 
procedimentos estabelecidos para estes programas, para que assim possam 
ser corrigidas as não conformidades e sejam minimizados os impactos 
causados pela atividade da empresa. 
Assim como a gestão dos resíduos a empresa também mostrou-se à 
frente no que diz respeito ao controle de poluentes atmosféricos sendo 
equipada com filtros, exaustores e outras tecnologias importantes para a 
gestão dos lançamentos à atmosfera. 
O perfil da empresa estudada pode ser definido como uma organização 
preocupada em atender aquilo que é previsto nas legislações voltadas à 
questão ambiental, trazendo benefícios às sua imagem perante aos órgãos 
ambientais, à sociedade consumidora e ao mercado externo. 
No que diz respeito a prazos, estima-se para que uma implantação 
adequada do SGA são necessários 03 anos. 
6. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR – ISO 
14001 – Sistema de Gestão ambiental – Requisitos com orientações para uso. 
Rio de Janeiro, 2004. 
 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS NBR 10004: 
Resíduos sólidos- Classificação. Rio de Janeiro, maio de 2004. 
 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR –ISO 
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Rio de Janeiro, 2004. 
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Acesso em: 20 de junho de 2015. 
 BRASIL. Conselho Nacional de Meio Ambiente. Resolução Nº 001, de 
23 de janeiro de 1986. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/conama>. 
Acesso em: 10 de julho de 2015. 
 BRASIL. Conselho Nacional de Meio Ambiente. Resolução Nº 001, de 
08 de março de 1990. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/conama>. 
Acesso em: 10 de julho de 2015. 
 BRASIL. Conselho Nacional de Meio Ambiente. Resolução Nº 003, de 
28 de junho de 1990. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/conama>. 
Acesso em: 10 de julho de 2015. 
 BRASIL. Lei Nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Disponível em: <http/ 
www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938>. Acesso em: 25 de junho de 2015. 
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RIO HONDA EM PALMAS – TOCANTINS, 2011. 
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14001. Estudo de caso: Empresa mineradora de carvão mineral. 2010. 
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perspectiva econômico-ecológica. estudos avançados, v. 26, n. 74, p. 65-92, 
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 SATO, Silvio Koiti. Marketing 3.0: um novo conceito para interagir 
com um novo consumidor.In KOTLER, Philip; KARTAJAYA, Hermawan; 
SETIAWAN,

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