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SISTEMA DE ENSINO
ADMINISTRAÇÃO 
PÚBLICA E 
POLÍTICAS 
PÚBLICAS
Processo Decisório
Livro Eletrônico
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Processo Decisório
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E POLÍTICAS PÚBLICAS
Adriel Sá
Processo Decisório ......................................................................................................................... 3
1. Noções Introdutórias .................................................................................................................. 3
2. Decisões Programadas e Decisões não Programadas ....................................................... 4
3. Delegação, Centralização, Descentralização e Empowerment ........................................ 6
4. Modelo Racional e Modelo de Racionalidade Limitada ...................................................... 9
5. Fases ou Etapas do Processo Decisório ............................................................................... 11
6. Métodos ou Formas de Tomada de Decisão ........................................................................12
7. Erros e Vieses da Tomada de Decisão ....................................................................................13
Resumo .............................................................................................................................................16
Mapa Mental .................................................................................................................................. 18
Questões de Concurso ..................................................................................................................19
Gabarito ........................................................................................................................................... 35
Gabarito Comentado .................................................................................................................... 36
Sumário
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PROCESSO DECISÓRIO
1. Noções INtrodutórIas
Quando falarmos, em provas, sobre o tema processo decisório, esteja sempre atento(a) a 
esse nome: Herbert Alexander Simon1.
De uma maneira geral, todas as funções administrativas envolvem a tomada de decisão, 
seja de uma forma mais estruturada, seja de uma maneira mais prática.
A decisão é um processo de análise e escolha entre várias alternativas disponíveis do cur-
so de ação que a pessoa deverá seguir. Simon (1970)2 aponta seis elementos clássicos na 
tomada de decisão:
• 1. O tomador de decisão – é a pessoa que faz uma escolha ou opção entre várias alter-
nativas de ação;
• 2. Os objetivos – que o tomador de decisão pretende alcançar com suas ações;
• 3. As preferências/Os sistemas de valores – critérios que o tomador de decisão usa 
para fazer sua escolha;
• 4. A estratégia – o curso da ação que o tomador de decisão escolhe para atingir os ob-
jetivos, dependendo dos recursos que venha a dispor;
• 5. A situação – aspectos do ambiente que envolvem o tomador de decisão, muitos dos 
quais se encontram fora do seu controle, conhecimento ou compreensão e que afetam 
sua escolha; e
• 6. O resultado – é a consequência ou resultante de uma dada estratégia de decisão.
001. (CEBRASPE/CESPE/ANALISTA PORTUÁRIO I/EMAP/ADMINISTRATIVA/2018) No 
que se refere ao processo administrativo e aos múltiplos aspectos relacionados a esse assun-
to, julgue o item seguinte.
O elemento composto pelos critérios de preferência que o tomador de decisão usa para fazer 
sua escolha é denominado sistema de valores.
Definição exata das preferências ou sistema de valores!
Certo.
1 Herbert Alexandre Simon foi um economista norte-americano, nascido em Milwaukee, Wisconsin, em 15 de Agosto de 
1916. Era doutor em Ciências Políticas pela Universidade de Chicago. Leccionou no Instituto Tecnológico do Illinois, tran-
sitando para a Universidade de Carnegie-Mellon, em Pittsburg, onde foi titular da cadeira de Administração e Psicologia e 
regente da cátedra de Informação e Psicologia. Antigo colaborador da Rand Corporation, consultor do Governo dos EUA, da 
NASA e ex-diretor do conselho de pesquisas de Ciências Sociais. Foi laureado com o Prêmio Nobel de Economia em 1978, 
pelas suas pesquisas realizadas na área de “tomada de decisões no interior das organizações econômicas”.
2 SIMON, H. A. Comportamento administrativo. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1970.
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É muito comum, de início, associarmos decisões a problemas. Ocorre que as decisões 
nem sempre nascem de problemas, pois elas podem se originar, também, de oportunidades, 
objetivos e interesses.
Segundo Chiavenato (2004)3, tomar decisões é identificar e selecionar um curso de ação 
para lidar com um problema específico ou extrair vantagens em uma oportunidade. Dessa for-
ma, o processo decisório não está associado apenas à resolução de problemas, mas também 
ao aproveitamento de oportunidades.
002. (CEBRASPE/CESPE/ANALISTA JUDICIÁRIO/CNJ/ADMINISTRATIVA/2013) Com refe-
rência a organização e processo decisório, julgue o próximo item.
Em uma organização, o processo decisório visa à resolução de problemas, mas não ao apro-
veitamento de oportunidades.
As decisões nascem de problemas, oportunidades, objetivos e interesses, bem como o proces-
so decisório não está associado apenas à resolução de problemas, mas também ao aprovei-
tamento de oportunidades.
Errado.
Por fim, é importante destacar os dois modelos básicos que identificam o comportamento 
adotado em um processo de tomada de decisão: o racional e o intuitivo.
O comportamento racional é o que segue uma ordem lógica e se baseia totalmente em 
informações, enquanto o comportamento intuitivo é o que segue um processo não totalmente 
consciente e se baseia na sensibilidade e percepção. Perceba que a complexidade do proces-
so de decisão, muitas vezes, exige essa capacidade intuitiva de decisão.
2. decIsões Programadas e decIsões Não Programadas
As decisões programadas (estruturadas) caracterizam os problemas que são bem com-
preendidos, altamente estruturados, rotineiros e repetitivos e que se prestam aos procedimen-
tos, regras e hábitos sistemáticos. Assim, essas decisões são sempre semelhantes. A retirada 
3 CHIAVENATO, I. Administração nos novos tempos. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
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de livros de uma biblioteca, o processamento de um pedido de pagamento de um fornecedor 
e uma ação de “recall” por parte de uma fábrica de automóveis são exemplos de decisões pro-
gramadas, pois são repetitivas e rotineiras.
As decisões não programadas (não estruturadas) destinam-se àqueles problemas que não 
são bem compreendidos, carecem de estruturação, tendem a ser singulares e não se prestam 
aos procedimentos sistêmicos ou rotineiros. A chave para entenderessas decisões é lembrar 
que acontecem raramente, ou seja, existem poucos precedentes para a tomada de decisões. 
As decisões são causadas por variáveis diversas.
003. (FCC/ANALISTA DE GESTÃO ADMINISTRATIVA/PREFEITURA DE RECIFE/2019) Su-
ponha que um gestor público, ao ser alçado à condição de gerente de um importante pro-
jeto, tenha se defrontado com diversas situações que demandavam a tomada de decisões. 
Em alguns casos, foram adotadas decisões do tipo que a literatura denomina de “programa-
das”, as quais
a) são apropriadas para situações rotineiramente enfrentadas pela organização e que já pos-
suem um acervo de soluções aplicáveis.
b) se aplicam apenas a situações envolvendo ações estratégicas, integrantes do planejamento 
programado pela organização.
c) são aplicadas de acordo com um processo cognitivo complexo, envolvendo a desconstrução 
do problema para a escolha da solução que melhor se adequa aos seus elementos constitutivos.
d) somente são pertinentes para problemas que envolvam sistemas de dados ou tecnologia da 
informação, pois envolvem a aplicação de fórmulas ou algoritmos.
e) prescindem da atuação do gestor, sendo adotadas pelos próprios integrantes da equipe a 
partir de parâmetros pré-determinados no escopo do projeto.
As decisões programadas são aquelas antecipadas para as ações futuras. Já as decisões não 
programadas se caracterizam por aquelas ainda não vividas pela organização, levando a ações 
singulares, inovadoras e específicas.
b) Errada. Aplicam-se às situações já experienciadas pela organização, independentemente de 
se caracterizarem ações estratégicas ou não.
c) Errada. Essas seriam as decisões não programadas, que são singulares, inovadoras e espe-
cíficas para cada situação.
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d) Errada. As decisões programadas não são restritas a problemas que envolvam sistemas de 
dados ou tecnologia da informação.
e) Errada. Depende do nível do tomador de decisões de cada caso, podendo serem adotadas 
pelos integrantes da equipe ou não, conforme parâmetros predeterminados.
Letra a.
3. delegação, ceNtralIzação, desceNtralIzação e EmpowErmEnt
Para entendermos o conceito de empowerment, precisamos saber que ele é uma derivação 
do instituto da delegação, ou seja, ambos os conceitos estão interligados.
A delegação é o processo de transferência de determinado nível de autoridade de um 
chefe para seu subordinado, criando o correspondente compromisso pela execução da tare-
fa delegada.
A delegação ocorre entre pessoas, ou seja, é feita de uma pessoa para outra, com a trans-
ferência de poder de decisão para a execução de tarefas específicas. Quanto mais tarefas e 
poder de decisão são delegados, mais autonomia tem quem os recebe.
Não confundir a delegação com a descentralização, que ocorre entre cargos e departamen-
tos, ou seja, é o poder decisório, geralmente distribuído pelos diversos níveis hierárquicos.
DELEGAÇÃO DESCENTRALIZAÇÃO
Ocorre entre pessoas Ocorre entre cargos e departamentos
Transferência de determinado nível de 
autoridade de um nível para outro
Concentração do poder decisório, 
geralmente distribuído pelos diversos 
níveis hierárquicos
Exemplo: um pequeno empresário, ao contratar um auxiliar de vendas, está delegando sua 
tarefa de atender aos clientes; a grande empresa, ao eliminar seus gerentes intermediários e 
transferir suas atribui ções e suas autoridades para os grupos autogeridos, está praticando a 
descentralização.
O empowerment, também chamado de empoderamento, é, sumariamente, atribuir poderes 
a alguém. Significa a descentralização de poderes pelos vários níveis hierárquicos da orga-
nização, o que se traduz em incentivos para a tomada de iniciativas em benefício de toda a 
organização.
Pois bem! Dentro das organizações existem níveis diferentes de tomada de decisão, que 
irão mobilizar os recursos de uma organização para a concretização dos seus objetivos:
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• Decisões estratégicas são aquelas que determinam os objetivos da organização como 
um todo, seus propósitos e direção, sendo uma função exclusiva da alta administração. 
Essas políticas e metas não são muito específicas, porque precisam ser aplicadas em 
todos os níveis e departamentos;
• Decisões táticas (ou administrativas) são aquelas tomadas em um nível abaixo das de-
cisões estratégicas. Normalmente são tomadas pela gerência intermediária, como ge-
rentes de divisão ou de departamentos. São exemplos de decisões nesse nível: decisões 
sobre compras, execução de uma política de redução de custos, definição do treinamen-
to do pessoal, entre outras;
• Decisões operacionais são aquelas tomadas no nível mais baixo da estrutura organi-
zacional, no campo da supervisão ou operacional de uma organização, e se referem ao 
curso de operações diárias. São exemplos de decisões nesse nível: o estabelecimento 
de um cronograma de melhoria dos equipamentos e a determinação do nível apropriado 
de estoque de matérias-primas.
Os temas centralização e descentralização, quando aplicados ao processo decisório, re-
ferem-se ao nível hierárquico no qual as decisões são tomadas. O autor Idalberto Chiavenato4 
explica, de forma bem didática, como essa celeuma pode ser resolvida.
A centralização significa que a autoridade para tomar as decisões está alocada próximo ao 
topo da organização. A centralização atua dentro da premissa de que o indivíduo no topo pos-
sui a mais alta autoridade e, nesse caso, ele é quem deve tomar as decisões. Por isso, diz-se 
que a centralização está intimamente relacionada com a unidade de comando.
A descentralização significa que a autoridade de tomar decisões é deslocada para os ní-
veis mais baixos da organização. A tendência moderna é no intuito de descentralizar para 
proporcionar melhor utilização dos recursos humanos. O princípio que rege a descentralização 
é assim definido: a autoridade para tomar ou iniciar a ação deve ser delegada tão próxima da 
cena quanto possível.
Vantagens da centralização Desvantagens da centralização
As decisões são tomadas por 
administradores que possuem uma 
visão global da empresa.
As decisões são tomadas por 
administradores que estão distanciados 
dos fatos e das circunstâncias.
Os tomadores de decisão situados 
no topo são geralmente mais bem 
treinados do que os que estão nos 
níveis mais baixos.
Os tomadores de decisão situados no 
topo raramente têm contato com as 
pessoas e situações envolvidas.
4 CHIAVENATO, I. Introdução à teoria geral da administração: uma visão abrangente da moderna administração das organi-
zações. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.
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Vantagens da centralização Desvantagens da centralização
As decisões são mais consistentes com 
os objetivos empresariais globais.
Administradores nos níveisinferiores 
estão distanciados dos objetivos globais.
Elimina esforços duplicados e 
reduz custos operacionais com a 
descentralização.
As linhas de comunicação mais 
distanciadas provocam demoras e maior 
custo operacional.
Certas funções – como compras – 
promovem maior especialização e 
aumento de habilidades.
Pelo envolvimento de muitas pessoas, 
cresce a possibilidade de distorções e 
erros pessoais no processo.
Vantagens da descentralização Desvantagens da descentralização
As decisões são tomadas mais 
rapidamente pelos próprios executores 
da ação.
Pode ocorrer falta de informação e 
coordenação entre os departamentos 
envolvidos, gerando tendência ao 
desperdício de esforços e dificuldade de 
responsabilização.
Tomadores de decisão são os que tem 
mais informações sobre a situação.
Maior custo pela exigência de 
melhor seleção e treinamento dos 
administradores médios.
Maior participação no processo 
decisorial promove motivação e moral 
elevado entre os administradores 
médios.
Riscos da subobjetivação: os 
administradores podem defender 
mais objetivos departamentais que os 
empresariais.
Proporciona excelente treinamento 
para os administradores médios.
As políticas podem variar por 
departamento.
004. (CEBRASPE/CESPE/AUDITOR FEDERAL DE CONTROLE EXTERNO/TCU/APOIO TÉC-
NICO E ADMINISTRATIVO/GESTÃO DE PESSOAS/2008) Acerca do processo decisório, da 
descentralização e da delegação, julgue o item que se segue.
Ao se delegar a responsabilidade pela tomada de decisão para o setor onde ocorre a situação-
-problema, busca-se eliminar as incertezas existentes no processo decisório, pois só assim se 
poderá tomar uma decisão.
A delegação é feita de uma pessoa para outra, com a transferência de poder de decisão para a 
execução de tarefas específicas. O erro do item, no entanto, está no fato de que as incertezas 
são elementos integrantes na descentralização/delegação do processo decisório.
Errado.
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Outros três conceitos são importantes sobre o tema:
• Coordenação: a finalidade de toda organização é conseguir coordenação, assegurando 
unidade de esforços. Para isso, é também necessário um sistema de comunicações 
com centros de comunicações, que também podemos chamar de centros de autoridade, 
o que nos conduz a funções com autoridade;
• Autoridade: deve haver uma linha de autoridade clara e definida, partindo de cima para 
baixo. Cada indivíduo deve saber de qual centro de comunicações (ou função com au-
toridade) ele deve receber comunicação autêntica. Uma função com autoridade é um 
cargo do qual os ocupantes de outros cargos esperam receber comunicações precisas. 
Um homem não pode receber comunicações autênticas de dois centros;
• Responsabilidade: um superior tem absoluta responsabilidade pelos atos de seus su-
bordinados, devendo defendê-los perante todos. Quando não estiver satisfeito com qual-
quer de seus subordinados, tem apenas duas alternativas: melhorar o homem e seu 
desempenho ou dispensá-lo.
4. modelo racIoNal e modelo de racIoNalIdade lImItada
A tomada de decisão, lá nos seus primórdios, vislumbrava a capacidade máxima de o to-
mador de decisão em escolher a alternativa 100% correta!
Mas... será que isso hoje é possível?
O Modelo Racional de Decisão ou Modelo Decisório da Escolha Racional foi a primeira 
visão teórica acerca do processo decisório. Esse modelo também é denominado Modelo da 
Racionalidade Maximizadora ou Modelo de Racionalidade Substantiva. É o modelo que confe-
re ao indivíduo a capacidade irrestrita de maximizar e atingir, da melhor maneira possível, seus 
objetivos.
Esse conceito de racionalidade remete à onisciência do indivíduo, já que ele é capaz de 
escolher a alternativa ótima de acordo com seus objetivos, e também à estabilidade e consis-
tência das suas preferências. O Modelo Racional de Decisão nos apresenta uma imagem do 
tomador de decisões como uma supermáquina, um super-herói.
Mas você vai entender que esse super-herói, na verdade, é um mero mortal com uma so-
lução que caiu no seu colo (uma decisão já conhecida, já preparada), e não porque ele tem 
conhecimento absoluto de todas as opções!
O Modelo de Racionalidade Limitada ou Modelo de Carnegie propõe que não é possível 
para um tomador de decisões ter acesso a todas as possibilidades de ação, além do alto custo 
envolvido nesse processo. O termo “racionalidade” diz respeito à qualidade ou estado de ser 
sensato, com base em fatos ou razões.
Tendo em vista a escassez de recursos, os gerentes e administradores se contentam em 
obter um número limitado de informações, um nível satisfatório, que lhes permita identificar os 
problemas e algumas soluções alternativas. Dessa forma, na prática, os gestores não buscam 
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todas as soluções possíveis para um problema específico, o que seria impossível, mas apenas 
soluções satisfatórias e aceitáveis.
005. (CEBRASPE/CESPE/ANALISTA JUDICIÁRIO/STJ/ADMINISTRATIVA/2015) Julgue o 
item subsequente, a respeito do processo racional de solução de problemas.
No modelo de racionalidade limitada, propõe-se que a racionalidade é sempre relativa ao sujei-
to que decide, não existindo uma única racionalidade tida como superior.
O modelo de racionalidade limitada ou de Carnegie não busca todas as soluções possíveis 
para um problema específico, o que seria impossível, mas apenas soluções satisfatórias 
e aceitáveis.
Certo.
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5. Fases ou etaPas do Processo decIsórIo
Quando a banca quer criar polêmica em questão da disciplina de Administração, ela “crava” 
uma descrição de “etapas” de qualquer coisa! Aí o “furdunço” está montado! Mas, vamos lá... 
precisamos encarar essa “etapa” de estudo!
Um exemplo das fases do processo decisório, adotado por Antônio Cesar Amaru Maximia-
no5, pode ser assim descrito:
• Identificar o problema ou oportunidade: é a fase em que se percebe que o problema ou 
oportunidade estão ocorrendo e que é necessário tomar uma decisão;
• Diagnóstico (análise): procura-se entender o problema ou oportunidade e identificar 
suas causas e consequências;
• Geração de alternativas: muitas vezes, as alternativas já vêm junto com o problema ou 
oportunidade. Em outros casos, não há alternativas prévias e é preciso ter ideias;
• Escolha de uma alternativa: consiste na avaliação, escolha e julgamento da alterna-
tiva ideal;
• Avaliação da decisão: avalia-se os resultados obtidos com a alternativa escolhida.
Algumas vezes, as bancas não dificultam e consideram o senso comum. Por exemplo, pri-
meiramente eu devo formular e estruturar o problema (entender o que está acontecendo) para 
depois eu agir de forma solucionável.
Assim, no caso do processo decisório, segue-se uma regra geral de identificação, escolha, 
implementaçãoe avaliação.
006. (FCC/TÉCNICO PREVIDENCIÁRIO/MANAUSPREV/ADMINISTRATIVA/2015) O proces-
so de tomada de decisões, seja no âmbito organizacional ou pessoal, normalmente é complexo 
e produz efeitos. A sequência que garante a eficácia e a racionalidade do processo decisório é
a) a identificação do problema ou oportunidade; geração de alternativas; escolha da alternati-
va; implantação e avaliação da decisão.
b) a identificação do problema; geração de alternativas; diagnóstico; avaliação da decisão e 
escolha da alternativa.
c) a identificação do problema ou oportunidade; diagnóstico; geração de alternativas; escolha 
da alternativa e avaliação da decisão.
d) o diagnóstico; a identificação do problema ou oportunidade; escolha da alternativa; implan-
tação e avaliação da decisão.
e) o diagnóstico; identificação do problema ou oportunidade; escolha da alternativa; avaliação 
da decisão e geração de alternativas.
5 MAXIMIANO, A. C. A. Teoria geral da administração: da revolução urbana à revolução digital. 6.ed., 7.reimpr. São Paulo: 
Atlas, 2010.
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Como vimos, a regra geral é: (1) identificação, (2) diagnóstico, (3) escolha da decisão, (4) im-
plementação e (5) avaliação. Assim, nessa perspectiva, a letra A não estaria incorreta. O pro-
blema é que a questão, apesar de não mencionar, segue a obra de Maximiano (Introdução à 
Administração), onde o autor aponta as cinco fases do processo de tomar decisões:
• (1) a identificação do problema ou oportunidade;
• (2) diagnóstico;
• (3) geração de alternativas;
• (4) escolha de uma alternativa; e
• (5) avaliação da decisão.
Letra c.
6. métodos ou Formas de tomada de decIsão
Quanto aos métodos ou formas de tomada de decisão, cada autor apresenta suas defini-
ções. A seguir, são resumidamente descritos alguns métodos cobrados em provas. Note que a 
definição de cada um é suficiente para compreendermos a sua aplicação prática:
• Decisão por autoridade ou por consulta: quando o grupo sugere ideias e realiza discus-
sões, mas a decisão final cabe apenas a uma pessoa. É o método apropriado quando há, 
claramente, um especialista na questão em destaque;
• Decisão por maioria ou democrática: quando o grupo realiza uma votação acerca de 
uma determinada questão, depois de um período de discussão. No entanto, a decisão 
da maioria pode ofuscar as perspectivas das minorias;
• Decisão por minoria negativa: quando o grupo realiza uma votação acerca da alternativa 
mais impopular e a elimina. O processo é repetido até restar apenas uma opção;
• Decisão por ranking: quando os membros do grupo apontam, individualmente, as ideias 
de que gostam mais, depois as ordenam de 1 a 5, sendo a 5ª aquela de que gostam mais. 
É feita a contagem e soma dos votos. A ideia com pontuação mais alta é escolhida;
• Decisão por consenso: quando a alternativa é discutida e negociada até que todas as 
pessoas afetadas a compreendam e concordem com o que se vai fazer. O consenso na 
tomada de decisão significa que todos os membros concordam, genuinamente, que a 
decisão é aceitável. Todos os membros sentem que tiveram oportunidade de influenciar 
a decisão e continuarão a apoiar o grupo. É a melhor maneira de tomar decisões, se 
houver tempo disponível.
007. (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/TRT-6ª REGIÃO/ADMINISTRATIVA/2018) O processo 
decisório consiste, tal como descrito pela doutrina especializada, na escolha do caminho mais 
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adequado a ser seguido pela organização em determinada situação e contexto, optando-se 
entre alternativas ou possibilidades para resolver problemas ou aproveitar oportunidades. Nes-
se contexto, a doutrina também indica diferentes tipos de decisão e diferentes processos de 
tomada de decisão, a exemplo
a) da tomada de decisão democrática, aplicável apenas para problemas que envolvem as dire-
trizes estratégicas da organização, no bojo de um processo de planejamento, e que redunda na 
denominada “posição central”.
b) das decisões não programadas, também denominadas intuitivas, tomadas em situações 
ordinárias e extraordinárias vivenciadas pela organização, porém envolvendo alta tensão.
c) da tomada de decisão consensual, que decorre de processo de consulta e votação de todos 
os membros da organização envolvidos no tema em debate, prevalecendo o voto da maioria.
d) das decisões programadas, que não se confundem com as racionais, pois não envolvem, ne-
cessariamente, o acervo de soluções da organização, mas sim as práticas usuais de cada líder.
e) da tomada de decisão consultiva, que pressupõe a participação dos membros da organiza-
ção envolvidos com a apresentação de opiniões quanto à melhor solução.
Conforme definição apresentada, a decisão consultiva ocorre quando o grupo sugere ideias e 
realiza discussões.
a) Errada. Não é aplicável apenas para problemas que envolvem as diretrizes estratégicas da 
organização, e, sim, para todos os níveis.
b) Errada. As decisões não programadas são tomadas em situações extraordinárias, pouco 
frequentes. Em situações ordinárias são utilizadas decisões programadas.
c) Errada. A proposição diz respeito à tomada de decisão democrática.
d) Errada. As decisões programadas são tomadas com base em decisões repetitivas, envol-
vendo, portanto, o acervo de soluções da organização.
Letra e.
7. erros e VIeses da tomada de decIsão
No contexto da racionalidade limitada, encontramos diversos erros e vieses, que atrapa-
lham os julgamentos dos tomadores de decisão. Isso acontece porque, na tentativa de agilizar 
o processo de tomada de decisão, tendemos a nos apegar à nossa própria experiência e a usar 
regras do senso comum que nos são convenientes. Pode dar certo, mas também pode condu-
zir a diversas distorções da realidade.
Obs.: � a banca FGV costuma cobrar esse tema em suas provas com muito mais recorrência 
que outras bancas. Assim, se a banca examinadora da sua prova for a Fundação Getú-
lio Vargas, separe um tempo para analisar esse assunto com mais “carinho”, ok?
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Adriel Sá
Veremos os erros e vieses mais comuns, segundo descreve o autor Robbins (2005)6.
• Viés de excesso de confiança – Quando uma pessoa com habilidades intelectuais e 
interpessoais mais fracas acaba superestimando sua capacidade e desempenho;
• Viés de ancoragem – Quando uma pessoa fixa uma informação como ponto de partida, 
sua mente tem a tendência a dar uma grande ênfase nessa primeira informação recebida;
• Viés de confirmação – Quando uma pessoa busca informações que reafirmam esco-
lhas anteriores e acaba desprezando aquelas que as contestam. Representa um tipo 
específico de percepção seletiva;
• Viés da disponibilidade – Quando uma pessoa faz julgamentos com base nas informa-
ções disponíveis. Eventos que despertam nossas emoções, que são, particularmente,vívidos ou que ocorreram mais recentemente tendem a estar mais disponíveis em nossa 
memória. Consequentemente, tendemos a superestimar eventos improváveis;
• Viés da representatividade – Quando uma pessoa toma decisões a partir de uma cate-
goria preexistente. Os executivos, por exemplo, frequentemente, preveem o sucesso de 
um produto relacionando-o com o sucesso de um produto anterior;
• Escalada do comprometimento – Quando uma pessoa se apega a uma decisão anterior, 
mesmo quando fica claro que essa decisão foi um erro. Como exemplo, casar-se porque 
investiu muito no relacionamento;
• Erro de aleatoriedade – Quando uma pessoa tenta dar sentido à eventos aleatórios, 
transformando-se padrões imaginários em superstições, como por exemplo, não tomar 
decisões importantes em sextas-feiras 13;
• Viés da compreensão tardia – Quando uma pessoa acha que saberia antecipadamente 
o resultado de um evento depois dele ter ocorrido. É resultado tanto da memória seleti-
va, como da capacidade de construir previsões anteriores. Isso reduz a capacidade de 
aprender com o passado.
008. (CEBRASPE/CESPE/PROFESSOR DE ENSINO BÁSICO, TÉCNICO E TECNOLÓGICO/
IFF/ADMINISTRAÇÃO/2018) Pedro, profissional com anos de atuação na área educacional e 
diretor de uma instituição de ensino, foi encarregado de decidir acerca do mais adequado mo-
delo pedagógico e do mais adequado software de apoio ao ensino a distância para um curso 
novo a ser implementado na instituição de ensino que dirige. Com base nas suas preferências 
e em escolhas que havia feito anteriormente, ele optou por um modelo pedagógico e por um 
software que haviam sido adotados em cursos semipresenciais em outra instituição que diri-
gira e que haviam apresentado resultados satisfatórios para a finalidade a que se propunham. 
Na sua decisão, desconsiderou alternativas apresentadas por seus colaboradores e informa-
ções disponíveis acerca de outras opções.
6 ROBBINS, S. P. Comportamento organizacional. São Paulo: Prentice Hall, 2005.
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Adriel Sá
Nessa situação, o viés de decisão de Pedro é denominado
a) evidência confirmadora.
b) viés de disponibilidade.
c) escalada do comprometimento.
d) ancoragem.
e) erro de aleatoriedade.
A tomada de decisões é feita pelo estabelecimento de regras que podem levar a erros se não 
forem bem geridas. Na questão, o decisor utilizou de informações que confirmavam suas pre-
ferências em escolhas anteriores, desconsiderando alternativas apresentadas por outras pes-
soas, o que corrobora a evidência confirmadora, ou viés de confirmação.
Letra a.
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Adriel Sá
RESUMO
Herbert Alexander Simon: pai da teoria das decisões.
Decisão: processo de análise e escolha entre várias alternativas disponíveis do curso de 
ação que a pessoa deverá seguir.
• Tomador de decisão – pessoa que faz uma escolha ou opção entre várias alternativas 
de ação;
• Objetivos – o que se pretende alcançar com ações;
• Preferências ou sistemas de valores – critérios que o tomador de decisão usa para fa-
zer sua escolha;
• Estratégia – curso da ação que o tomador de decisão escolhe para atingir os objetivos, 
dependendo dos recursos que venha a dispor;
• Situação – aspectos do ambiente que envolvem o tomador de decisão, muitos dos quais 
se encontram fora do seu controle, conhecimento ou compreensão e que afetam sua 
escolha; 
• Resultado – consequência ou resultante de uma dada estratégia de decisão.
As decisões nascem de problemas, oportunidades, objetivos e interesses.
Comportamento racional: ordem lógica, presença de informações.
Comportamento intuitivo: sensibilidade e percepção, ausência de informações.
Decisões programadas (estruturadas) caracterizam os problemas que são bem compre-
endidos, altamente estruturados, rotineiros e repetitivos e que se prestam aos procedimentos, 
regras e hábitos sistemáticos.
Decisões não programadas (não estruturadas) destinam-se àqueles problemas que não 
são bem compreendidos, carecem de estruturação, tendem a ser singulares e não se prestam 
aos procedimentos sistêmicos ou rotineiros.
Decisões estratégicas são aquelas que determinam os objetivos da organização como um 
todo, seus propósitos e direção, sendo uma função exclusiva da alta administração.
Decisões táticas (ou administrativas) são tomadas em um nível abaixo das decisões estra-
tégicas. Normalmente são tomadas pela gerência intermediária, como gerentes de divisão ou 
de departamentos.
Decisões operacionais são tomadas no nível mais baixo da estrutura organizacional, no 
campo da supervisão ou operacional de uma organização, e se referem ao curso de opera-
ções diárias.
Centralização significa que a autoridade para tomar as decisões está alocada próximo ao 
topo da organização.
Descentralização significa que a autoridade de tomar decisões é deslocada para os níveis 
mais baixos da organização.
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Modelo Racional de Decisão ou Modelo Decisório da Escolha Racional: o modelo que con-
fere ao indivíduo a capacidade irrestrita de maximizar e atingir, da melhor maneira possível, 
seus objetivos.
Modelo de Racionalidade Limitada ou Modelo de Carnegie: propõe que não é possível para 
um tomador de decisões ter acesso a todas as possibilidades de ação, além do alto custo en-
volvido nesse processo.
Fases do processo decisório:
• Identificar o problema ou oportunidade: é a fase em que se percebe que o problema ou 
oportunidade estão ocorrendo e que é necessário tomar uma decisão;
• Diagnóstico (análise): procura-se entender o problema ou oportunidade e identificar 
suas causas e consequências;
• Geração de alternativas: muitas vezes, as alternativas já vêm junto com o problema ou 
oportunidade. Em outros casos, não há alternativas prévias e é preciso ter ideias;
• Escolha de uma alternativa: consiste na avaliação, escolha e julgamento da alternativa 
ideal;
• Avaliação da decisão: avalia-se os resultados obtidos com a alternativa escolhida.
Métodos ou formas de tomada de decisão:
• Decisão por autoridade ou por consulta: quando o grupo sugere ideias e realiza discus-
sões, mas a decisão final cabe apenas a uma pessoa;
• Decisão por maioria ou democrática: quando o grupo realiza uma votação acerca de 
uma determinada questão, depois de um período de discussão;
• Decisão por minoria negativa: quando o grupo realiza uma votação acerca da alternativa 
mais impopular e a elimina;
• Decisão por ranking: quando os membros do grupo apontam, individualmente, as ideias 
de que gostam mais, depois as ordenam de 1 a 5, sendo a 5ª aquela de que gostam mais. 
É feita a contagem e soma dos votos. A ideia com pontuação mais alta é escolhida;
• Decisão por consenso: quando a alternativa é discutida e negociada até que todas as 
pessoas afetadas a compreendam e concordem com oque se vai fazer.
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MAPA MENTAL
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Adriel Sá
QUESTÕES DE CONCURSO
001. (FGV - AUDITOR FISCAL DA RECEITA ESTADUAL (SEFAZ RJ)/2007) A tomada de de-
cisões é um elemento crítico na vida organizacional. Sobre esse processo, analise as afirmati-
vas a seguir:
I. No modelo racional de tomada de decisão, o problema a ser resolvido deve ser definido de 
forma clara e sem ambiguidades; devem-se listar as alternativas viáveis e escolher a que resul-
te no valor máximo percebido.
II. As pessoas tomam decisões dentro de uma racionalidade limitada - elas constroem mode-
los simplificados que extraem os aspectos essenciais do problema, sem capturar toda a sua 
complexidade.
III. A tomada de decisão intuitiva é um processo inconsciente gerado pelas expectativas vivi-
das, sendo uma alternativa complementar ao método racional.
Assinale:
a) se nenhuma afirmativa for correta.
b) se somente as afirmativas I e III forem corretas.
c) se somente as afirmativas I e II forem corretas.
d) se somente as afirmativas II e III forem corretas.
e) se todas as afirmativas forem corretas.
002. (FGV - ANALISTA LEGISLATIVO (SEN)/APOIO TÉCNICO E ADMINISTRATIVO/ADMI-
NISTRAÇÃO/2008) Katz e Kahn (1976) seguem o relato clássico de Dewey (1910) de descre-
ver quatro estágios no processo de solução de problemas, relacionando-os ao modo como 
os indivíduos atuam em um contexto organizacional. Nesse caminho, os autores fazem uma 
distinção entre (1) pressões imediatas sobre quem toma decisão, (2) a análise do tipo de pro-
blema e suas dimensões básicas, (3) a procura de soluções alternativas e (4) as considerações 
das consequências das soluções alternativas.
Esses estágios no processo de se alcançar uma decisão são afetados por: (a) a natureza do 
problema, (b) o contexto organizacional, (c) as características básicas da personalidade de 
quem toma a decisão, e (d) o grau de limites cognitivos dos seres humanos.
Nesse contexto, assinale a afirmativa que não se relacione com tal processo de solução de 
problemas.
a) Nem todas as decisões de política envolvem esses quatro estágios.
b) As pressões imediatas podem resultar em solução imediata, com pouca análise do proble-
ma.
c) As pressões imediatas podem resultar em nenhuma busca por soluções alternativas.
d) As pressões imediatas podem diminuir as tentativas de se ponderar as consequências.
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e) Todas as decisões de política envolvem os quatro estágios mencionados em qualquer sen-
tido. 
003. (FGV - ANALISTA LEGISLATIVO (SEN)/APOIO TÉCNICO E ADMINISTRATIVO/ADMI-
NISTRAÇÃO/2008) No processo de tomada de decisões, os administradores devem pesar al-
ternativas, muitas das quais envolvem acontecimentos futuros difíceis de serem previstos. Por 
isso, as situações de tomada de decisão são frequentemente classificadas em um continuum 
que vai da certeza (altamente previsível) à turbulência (altamente imprevisível).
Conforme sugerido por James A. Stoner e Edward R. Freeman (1992), o risco refere-se à con-
dição para tomada de decisão:
a) na qual os administradores enfrentam situações externas imprevisíveis ou não têm as in-
formações necessárias para estabelecer a probabilidade de determinados eventos.
b) em que os administradores têm informações precisas, mensuráveis e confiáveis sobre os 
resultados das várias alternativas que estão sendo consideradas.
c) em que os administradores conhecem a probabilidade de que uma determinada alternativa 
leve a um objetivo ou resultado desejado.
d) que ocorre quando as metas não são claras ou quando o meio ambiente muda muito rapi-
damente.
e) na qual os administradores têm informações insuficientes, porém confiáveis, sobre os re-
sultados daquilo que está sendo levado em consideração no momento da tomada de decisões.
004. (FGV - AUDITOR FISCAL DA RECEITA ESTADUAL (SEFAZ RJ)/2009) Em um processo 
decisório, uma oportunidade diz respeito à(s) seguinte(s) fase(s):
a) identificação da situação.
b) diagnóstico da situação.
c) desenvolvimento de oportunidades.
d) avaliação de alternativas.
e) seleção e implementação.
005. (FGV - AUDITOR FISCAL DA RECEITA ESTADUAL (SEFAZ RJ)/2010) As alternativas a 
seguir apresentam técnicas de apoio à decisão programada, à exceção de uma. Assinale-a.
a) Modelos matemáticos.
b) Sistemas de apoio à decisão corporativa.
c) Planilhas.
d) Orçamentos.
e) Pesquisa operacional.
006. (FGV - ANALISTA AMBIENTAL (INEA)/ADMINISTRADOR/2013) O processo decisório 
pode ser definido como o processo de pensamento e ação que culminará com uma escolha. 
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Adriel Sá
A escolha consiste em selecionar dentre cursos alternativos de ação ou mesmo aceitar ou 
rejeitar uma ação específica. Se um problema não aparece com tanta frequência para merecer 
uma política ou se for tão importante que mereça tratamento especial, terá de ser resolvido por 
uma decisão
a) programada.
b) tradicional.
c) não programada.
d) moderna.
e) simples.
007. (FGV - ANALISTA TÉCNICO-ADMINISTRATIVO (SUDENE)/ÁREA 1/2013) Com rela-
ção aos elementos que envolvem uma decisão, assinale V para a afirmativa verdadeira e F 
para a falsa.
( ) O Tomador de decisão escolhe ou opta entre várias alternativas de ação.
( ) As Estratégias são os critérios que o tomador de decisão usa para fazer sua escolha.
( ) A Situação engloba os aspectos do ambiente que envolvem o tomador de decisão e que 
afetam sua escolha.
As afirmativas são, respectivamente,
a) V, F e F.
b) F, F e V.
c) V, V e F.
d) F, V e F.
e) V, F e V.
008. (FGV - AGENTE PÚBLICO (TCE-BA)/2014) A respeito da descentralização do processo 
decisório em uma organização, analise as afirmativas a seguir.
I. A descentralização permite decisões mais ágeis, fazendo com que as respostas aos clientes 
sejam mais rápidas.
II. A descentralização estimula à criatividade das pessoas, preparando candidatos para posi-
ções mais elevadas.
III. A descentralização, graças às novas tecnologias, permite que a autoridade seja delegada 
aos níveis inferiores, enquanto a alta administração recebe informações em tempo real.
Assinale:
a) se somente a afirmativa I estiver correta.
b) se somente a afirmativa II estiver correta.
c) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
e) se todas as afirmativas estiverem corretas.
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Adriel Sá
009. (FGV - TÉCNICO SUPERIOR ESPECIALIZADO (DPE RJ)/ADMINISTRAÇÃO/2014) As 
organizações nunca podem ser perfeitamente racionais, porque seus membros têm habilida-
des limitadas de processamento de informações. Esse enfoque organizacional refere-se à
a) estratégia.
b) accountability.
c) dominação.
d) governança.
e) tomada de decisão.
010. (FGV - ANALISTA JUDICIÁRIO (TJ GO)/ESPECIALIZADA/ADMINISTRADOR DE EM-
PRESAS/2014) No processo de tomada de decisão, frequentemente são usadas técnicas para 
agilizar e simplificar a escolha, conhecidas como heurísticas. Porém, apesar de serem úteis e 
garantirem na maioria dos casos resultados satisfatórios, essas técnicas podem ser prejudica-
das pelas denominadas armadilhas psicológicas. Luiz Fernando, diretor de marketing de uma 
multinacional, foi questionado pelo diretor de produção sobre a estimativa de vendas de certo 
produto na China, país no qual eles estavam iniciando suas operações comerciais. Ao refletir 
sobre o cenário para elaborar uma estimativa, Luiz Fernando, que acabara de analisar o relató-
rio de vendas no mercado japonês, respondeu um número semelhante ao observado, sem per-
ceber que o contexto de atuação da empresa na China era completamente distinto do Japão. 
Baseando-se nos tipos de armadilhas psicológicas definidas na literatura e que impactam no 
processo decisório, a falha incorrida por Luiz Fernando foi relacionada à seguinte armadilha:
a) perpetuação do status Quo;
b) reflexo holístico;
c) ancoragem;
d) prudência;
e) generalização.
011. (FGV - ANALISTA (TJ SC)/ADMINISTRATIVO/2015) Um supervisor enfrenta rotineira-
mente o problema de atraso de funcionários e precisa decidir que ação tomar. O tipo de deci-
são caracterizada e o método de decisão mais adequado são, respectivamente:
a) específica; julgamento do decisor;
b) não programada; regras organizacionais;
c) programada; regras organizacionais;
d) estratégica; julgamento do decisor;
e) singular; regras organizacionais.
012. (FGV - ANALISTA (DPE MT)/ADMINISTRADOR/2015) As opções a seguir apresentam 
etapas que, a rigor, compõem o processo de decisão, à ex-ceção de uma. Assinale-a.
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Adriel Sá
a) Definição dos objetivos.
b) Implementação da decisão perfeita.
c) Análise e definição do problema.
d) Avaliação e comparação das alternativas.
e) Escolha da alternativa adequada.
013. (FGV - ANALISTA (DPE MT)/ADMINISTRADOR/2015) O modelo de tomada de decisão 
no qual os decisores possuem um conjunto de soluções do qual se utilizam à medida de suas 
necessidades, é chamado de modelo
a) de portfólio.
b) de incertezas.
c) arquetípico.
d) estruturado.
e) “cesto de lixo”.
014. (FGV - ANALISTA (DPE MT)/ADMINISTRADOR/2015) Conforme a representação gráfi-
ca a seguir, adaptada do proposto por Theo Haimann em Direción Y Gerencia, observa-se que 
a área de autoridade é predominantemente maior nos níveis hierárquicos superiores, reduzin-
do-se à medida que se aproxima e aprofunda no nível operacional.
Nesse sentido, observando os postulados de Jan Carlzon (Momentos da verdade), assinale a 
afirmativa correta.
a) Cabe ao presidente compreender o seu papel de liderança e investir na comunicação direta 
com os clientes.
b) O presidente, os diretores e os gerentes devem compor um colegiado para ouvir e dar poder 
aos clientes.
c) O pessoal da linha de frente é o mais apropriado para resolver as questões da alta direção 
da empresa.
d) Os setores de maior contato com os clientes devem ter capacidade e poder para tomar 
decisões.
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e) Deve haver um rodízio entre os diretores para que entendam os problemas dos gerentes e 
chefes de seção.
015. (FGV - ANALISTA (DPE MT)/ADMINISTRADOR/2015) No processo decisório, uma de-
cisão, tomada e implementada em detrimento de outra, pode ser avaliada e mensurada sob o 
ponto de vista da suposta perda que seria gerada pela decisão preterida.
Essa condição é chamada de custo
a) decisional.
b) de oportunidade.
c) político.
d) econômico-financeiro.
e) marginal.
016. (FGV - ANALISTA DA DEFENSORIA PÚBLICA (DPE RO)/ANALISTA EM ADMINISTRA-
ÇÃO/2015) Uma das etapas do processo decisório nas organizações é a avaliação e com-
paração de alternativas de ação. São critérios relevantes para a avaliação de alternativas no 
processo decisório organizacional:
a) pressão competitiva e número de alternativas;
b) risco e tempo de implementação;
c) impacto financeiro e solução satisfatória;
d) diagnóstico da situação e recursos necessários;
e) identificação do problema e complexidade.
017. (FGV - ANALISTA LEGISLATIVO (CM CARUARU)/ADMINISTRAÇÃO/2015) A tomada 
de decisões é o núcleo da responsabilidade administrativa. O administrador deve continua-
mente decidir o que se deve fazer, quando, onde e quem deve fazer, e, muitas vezes, como 
fazer. Decidir é optar ou selecionar, dentre várias alternativas de cursos de ação, aquela que 
pareça a mais adequada.
Nesse sentido, leia o fragmento a seguir.
“Observou-se uma organização no ajustamento às novas situações. O tomador de decisões 
tenta evitar _____ no seu processo decisório e procura manter as regras estabelecidas pela 
empresa. Quando o cenário apresenta _____ pressionando os processos e exigindo_____, pode 
haver lentidão do decisor e prejuízo para a organização.”
Assinale a opção que completa corretamente as lacunas do fragmento acima.
a) decisões ímpares – novos dados – incertezas
b) incertezas – decisões ímpares – novos dados
c) novos dados – incertezas – decisões ímpares
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d) incertezas – novos dados – decisões ímpares
e) novos dados – decisões ímpares – incertezas
018. (FGV - ANALISTA LEGISLATIVO (CM CARUARU)/ADMINISTRAÇÃO/2015) Segun-
do os postulados de Herbert Simon, a decisão é um processo de escolha entre alternativas 
disponíveis.
Considerando a teoria da decisão, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.
( ) A boa decisão caracteriza-se por ser um processo de racionalidade que reúne todas as in-
formações acerca do problema.
( ) As decisões são tomadas em função dos objetivos definidos frente aos problemas 
identificados.
( ) A percepção de uma situação e a decisão sofrem influência do que o decisor aprecia e deseja.
As afirmativas são, respectivamente,
a) F, F e V.
b) F, V e V.
c) F, V e F.
d) V, V e V.
e) V, V e F.
019. (FGV - AGENTE DE FISCALIZAÇÃO (TCM SP)/ADMINISTRAÇÃO/2015) Um gerente de 
marketing recebeu cercade 50 currículos de candidatos a uma vaga para analista na sua área. 
Diante do grande número de informações e das restrições de tempo e de recursos para avaliar 
todos os candidatos, o gestor decidiu restringir sua análise aos currículos dos candidatos for-
mados nas duas universidades consideradas as melhores da cidade, pois acredita que “dessas 
universidades só sai gente bem formada”. Em seu processo de tomada de decisão, o gerente 
está utilizando-se de uma heurística conhecida como:
a) representatividade;
b) disponibilidade;
c) ancoragem;
d) framing;
e) decisão satisfatória.
020. (FGV - AGENTE DE FISCALIZAÇÃO (TCM SP)/ADMINISTRAÇÃO/2015) Um gerente 
precisa decidir que carro adquirir para uso funcional. A tabela abaixo apresenta a avaliação 
das alternativas de modelos de carros em cada um dos critérios de avaliação considerados, 
bem como os pesos atribuídos a cada critério:
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Assumindo que esses são todos os critérios relevantes para a avaliação de um carro, pelo mo-
delo racional de tomada de decisão o gerente deveria escolher o modelo de carro:
a) W;
b) X;
c) Y;
d) Z;
e) W ou Z.
021. (FGV - ANALISTA DA PROCURADORIA (PGE RO)/ADMINISTRADOR/2015) O diretor 
de uma empresa de produtos de higiene pessoal precisa decidir entre lançar ou não lançar um 
determinado produto, cujas vendas têm forte influência sazonal. O gerente se lembra de que, 
há pouco tempo, um concorrente lançou um produto similar no mercado e fracassou. Dando 
forte peso a essa informação, o gerente decide não lançar o produto. A heurística utilizada pelo 
gerente em seu processo de tomada de decisão é conhecida como:
a) ancoragem;
b) representatividade;
c) enquadramento (framing);
d) disponibilidade;
e) escalada de comprometimento.
022. (FGV - ANALISTA DA PROCURADORIA (PGE RO)/ADMINISTRADOR/2015) Um gerente 
é conhecido por tomar decisões orientadas para o desenvolvimento dos membros da equipe, 
com foco no longo prazo, de forma participativa, considerando múltiplas fontes de informação 
e muitas alternativas de ação. O estilo de tomada de decisão desse gerente é:
a) racional;
b) analítico;
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c) conceitual;
d) comportamental;
e) diretivo.
023. (FGV - TÉCNICO DE NÍVEL SUPERIOR (SME CUIABÁ)/ADMINISTRAÇÃO DE EMPRE-
SAS/2015) Com relação ao processo de tomada de decisão nas organizações, analise as afir-
mativas a seguir.
I. As decisões estruturadas são executadas pelo gestor a partir do arsenal de protocolos para 
situações inesperadas.
II. Brainstorming é uma técnica de grupo na qual se geram ideias em profusão na busca de 
uma solução para problema definido.
III. O Diagrama espinha de peixe é utilizado para agrupar as possíveis soluções para um deter-
minado problema identificado.
Assinale:
a) se somente a afirmativa I estiver correta.
b) se somente a afirmativa II estiver correta.
c) se somente a afirmativa III estiver correta.
d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
e) se todas as afirmativas estiverem corretas.
024. (FGV - TÉCNICO JUDICIÁRIO (TRT 12ª REGIÃO)/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALI-
DADE”/2017) Em um órgão público, as decisões são concentradas nos níveis mais altos da 
hierarquia. A direção do órgão gostaria de promover a descentralização das decisões como 
forma de incentivar a autonomia e a responsabilização dos gerentes. No entanto, a centraliza-
ção das decisões apresenta vantagens em relação à descentralização, tais como:
a) torna o processo decisório mais ágil e flexível;
b) estimula a aprendizagem dos gerentes médios;
c) gera decisões mais consistentes com os objetivos globais da organização;
d) reduz os custos e o tempo de implementação das decisões;
e) facilita o fluxo de informações e a comunicação organizacional.
025. (FGV - AGENTE CENSITÁRIO (IBGE)/MUNICIPAL/2017) Um supervisor de equipe de 
vendas toma suas decisões com foco no curto prazo e nos resultados a serem atingidos. Ele 
baseia suas decisões nas regras e procedimentos da empresa e raramente considera as opini-
ões dos subordinados em suas decisões.
O estilo de tomada de decisão do supervisor é conhecido como:
a) analítico;
b) diretivo;
c) comportamental;
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Processo Decisório
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E POLÍTICAS PÚBLICAS
Adriel Sá
d) intuitivo;
e) conceitual.
026. (FGV - AGENTE CENSITÁRIO (IBGE)/MUNICIPAL/2017) Um gerente precisa decidir en-
tre duas empresas de prestação de serviços de capacitação, para uma ação de treinamento de 
sua equipe. Ele considerou alguns critérios para comparar as duas empresas (nome no merca-
do, preço, qualidade do material didático), elaborou uma lista com vantagens e desvantagens 
de cada possibilidade de decisão, ordenou essas vantagens e desvantagens de acordo com 
sua relevância e comparou as duas alternativas.
O gerente utilizou uma técnica de apoio à decisão conhecida como:
a) matriz de resultados;
b) árvore de decisão;
c) ordenação simples;
d) matriz de prioridades;
e) análise de prós e contras.
027. (FGV - AGENTE CENSITÁRIO (IBGE)/REGIONAL/2017) Em um escritório, um assistente 
administrativo recebeu um lote de material danificado. Na dúvida sobre como proceder, o assis-
tente recorreu às normas organizacionais e seguiu as orientações para devolução do material.
A situação ilustrada retrata uma decisão conhecida em administração como:
a) programada;
b) não programada;
c) intuitiva;
d) analítica;
e) heurística.
028. (FGV - CONTADOR (SEFIN RO)/2018) As decisões para elaboração do orçamento po-
dem ser classificadas de acordo com o processo decisório.
Assinale a opção que indica uma desvantagem do processo descendente.
a) Risco de falta de adesão das unidades executoras.
b) Risco de duplicação de serviços.
c) Visão limitada na determinação dos objetivos pelos órgãos operacionais.
d) Possibilidade de desperdício de recursos.
e) Aumento de burocracia.
029. (FGV - ASSISTENTE LEGISLATIVO MUNICIPAL (CM SALVADOR)/”SEM ÁREA”/2018) 
Um órgão público vem revendo suas práticas e políticas de gestão, de forma a promover a 
descentralização da tomada de decisão nas áreas funcionais. A descentralização apresenta 
vantagens e desvantagens. 
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Adriel Sá
Entre as vantagens da descentralização, pode(m)-se apontar:
a) decisões mais consistentes com os objetivos globais da organização;
b) eliminação de esforços duplicados, reduzindo custos operacionais;
c) maior uniformidade nas decisões e nos procedimentos;
d) maior dispersão dos canais de comunicaçãopela organização;
e) maior agilidade e flexibilidade na tomada de decisões. 
030. (FGV - ANALISTA LEGISLATIVO MUNICIPAL (CM SALVADOR)/ADMINISTRATIVA/
SERVIÇOS GERAIS/2018) A prefeitura do Município de Ferreira Bezerra pretende transferir a 
atribuição de fiscalizar as condições de ensino-aprendizagem de escolas municipais da Secre-
taria de Educação para o topo da própria Prefeitura, ou seja, irá centralizar tais serviços. 
Um dos pontos fortes da centralização é:
a) foco maior nas condições locais;
b) disponibilidade maior de tempo dos gestores de topo para outras funções;
c) decisão mais distanciada dos fatos locais e das circunstâncias;
d) processo decisório mais consistente com os objetivos globais da organização;
e) participação maior dos empregados operacionais nas decisões. 
031. (FGV - ANALISTA LEGISLATIVO MUNICIPAL (CM SALVADOR)/MESA DIRETORA/OU-
VIDORIA/2018) O presidente de uma instituição pública acaba de assumir o cargo. Ele acredi-
ta que a instituição “está uma bagunça, cada um decide como quer, sem seguir adequadamen-
te os procedimentos”. Ele acredita que uma maneira de modificar essa situação é centralizar 
o processo decisório. 
Uma das vantagens da centralização é:
a) decisões mais consistentes com os objetivos globais da organização;
b) maior rapidez e flexibilidade na implementação das decisões;
c) decisões mais próximas e adaptadas às situações específicas;
d) promover a motivação dos administradores no nível hierárquico médio;
e) estimular a criatividade e a inovação. 
032. (FGV - ANALISTA LEGISLATIVO MUNICIPAL (CM SALVADOR)/GESTÃO DE PESSOAS/
DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS/2018) A descentralização é uma tendência em muitas 
organizações contemporâneas, como resposta à complexidade dos desafios organizacionais, 
tais como mudanças tecnológicas, inovação e diversificação dos mercados. 
No entanto, a descentralização também tem desvantagens, tais como:
a) dependência dos superiores hierárquicos para as decisões;
b) tendência para o desperdício e duplicação de recursos;
c) desmotivação e insatisfação dos gerentes médios;
d) rigidez e lentidão na tomada de decisão; 
e) pouco estímulo ao aprendizado e à criatividade dos gerentes médios. 
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033. (FGV - ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO (MPE AL)/GESTÃO PÚBLICA/2018) Du-
rante uma entrevista para uma renomada revista de negócios, o controller de uma companhia 
é questionado sobre a previsão de receita do ano. Sem saber a resposta, o entrevistado faz 
uma estimativa, baseando-se na receita do ano anterior, acrescentando 5% ao valor total.
Na situação apresentada, é possível perceber que o controller, ignorando a resposta do ques-
tionamento, foi vítima de uma armadilha psicológica conhecida por
a) excesso de confiança.
b) evidência confirmadora.
c) ancoragem.
d) custo irrecuperável.
e) formulação do problema.
034. (FGV - Analista de gestão (COMPESA)/Gestão de pessoas/2018) No decorrer de uma 
partida de futebol, existem momentos em que um jogador precisa tomar decisões complexas, 
que exigem o uso de intuição e criatividade, como escolher entre o drible ou o chute a gol.
Conforme os estudos sobre processo decisório, essa escolha representa um tipo de decisão
a) desconstrutiva.
b) aleatória.
c) não programada.
d) genérica.
e) de alto risco.
035. (FGV - TÉCNICO SUPERIOR ESPECIALIZADO (DPE RJ)/ADMINISTRAÇÃO DE EMPRE-
SAS/2019) Um gerente precisa definir o salário a ser pago para um especialista na área de 
engenharia, para um cargo novo na empresa. O gerente não tem ideia de qual seria o valor 
adequado, então decidiu perguntar ao único candidato à vaga quanto ele recebia no seu último 
emprego. A partir desse valor, o gerente propôs um salário 20% maior.
No seu processo de tomada de decisão, o gerente está incorrendo na armadilha psicológica 
conhecida como:
a) evidência confirmadora;
b) representatividade;
c) framing;
d) ancoragem;
e) associação pressuposta.
036. (FGV - Técnico Superior Especializado (DPE RJ)/Administração de empresas/2019) Um 
funcionário que ocupava um cargo de supervisor na área de recursos humanos de uma organi-
zação de grande porte dedicava boa parte do seu tempo à distribuição, entre os membros da 
sua equipe, das atividades e dos recursos necessários à sua realização. Ao ser promovido ao 
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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E POLÍTICAS PÚBLICAS
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cargo de gerente, passou a se dedicar à representação da organização em negociações com 
sindicatos.
O papel desempenhado pelo funcionário como supervisor e o papel desempenhado como ge-
rente são, respectivamente:
a) interpessoal, de líder; interpessoal, de negociador;
b) decisório, de administrador de recursos; decisório, de negociador;
c) decisório, de solucionador de conflitos; informacional, de porta-voz;
d) informacional, de monitor; interpessoal, de símbolo;
e) decisório, de administrador de recursos; informacional, de porta-voz.
037. (FGV - ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO (MPE RJ)/ADMINISTRATIVA/2019) Em 
seus processos de tomada de decisão, os administradores muitas vezes incorrem em armadi-
lhas psicológicas que os afastam de decisões racionais. Uma armadilha que frequentemente 
afeta os administradores é a tendência a fazer escolhas que justifiquem decisões passadas, 
mesmo que essas decisões tenham se revelado erradas.
Essa armadilha é conhecida como:
a) ancoragem;
b) custo irrecuperável;
c) evidência confirmadora;
d) excesso de confiança;
e) previsão retrospectiva.
038. (FGV - ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO (MPE RJ)/ADMINISTRATIVA/2019) Os 
governantes atuais de determinado município analisaram a política de agricultura familiar or-
gânica, implementada pelo governo anterior, e decidiram pela sua continuidade. Para tanto, 
argumentaram que os recursos estão escassos, não há tempo hábil nem capacidade técnica 
dos envolvidos na política para modificá-la.
Nessa situação, o estilo de tomada de decisão desses governantes é:
a) racional;
b) ótimo-normativo;
c) incremental;
d) normativo;
e) distributivo.
039. (FGV - AGENTE CENSITÁRIO (IBGE)/OPERACIONAL/2019) Em Administração, centrali-
zação “significa que a autoridade para tomar decisões está concentrada no topo da organiza-
ção, enfatizando assim a cadeia de comando” (Sobral e Peci, 2013, p.265).
Embora a centralização das decisões possa ser questionada frente à maior complexidade do 
processo decisório gerada pelo ambiente externo mais turbulento e incerto que as organiza-
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ções contemporâneas enfrentam, a centralização apresenta vantagens em relação à descen-
tralização, tais como:
a) eliminar esforços duplicados de vários tomadores de decisão;
b) decisões mais próximas dos fatos e das circunstâncias locais;
c) favorecer a formação de gerentes mais motivados e autônomos;
d) maior rapidez e flexibilidade na tomada de decisões;
e) maior interesse e motivaçãopor parte dos subordinados.
040. (FGV - COORDENADOR CENSITÁRIO SUBÁREA (IBGE)/2019) O processo decisório or-
ganizacional é influenciado pelas características individuais dos decisores, que têm diferentes 
estilos de decisão.
Administradores que privilegiam decisões técnicas e racionais, com base em dados objetivos 
e muitas informações, considerando múltiplas alternativas e buscando soluções complexas 
para os problemas, são decisores de estilo:
a) conceitual;
b) diretivo;
c) estratégico;
d) analítico;
e) comportamental.
041. (FGV - ANALISTA ESPECIALIZADO (IMBEL)/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2021) De 
acordo com a Teoria da Racionalidade Limitada, conceito associado às disfunções do proces-
so decisório, assinale a afirmativa correta.
a) Os gestores tomam decisões sobre questões sobre as quais possuem informações insu-
ficientes, devido às restrições cognitivas, de tempo e de recursos para a obtenção de dados 
mais completos.
b) As decisões são programadas conforme a ocorrência dos problemas rotineiros enfrenta-
dos pelos gestores, que têm dificuldades em recorrer a soluções elaboradas em contextos e 
situações emergentes.
c) Os entendimentos dos problemas são inibidos por ancoragens psicológicas da gestão, 
criando situações de perda da capacidade de abstração e limitando o gestor a se basear ape-
nas em soluções programadas.
d) A racionalização exacerbada das situações reduz a possibilidade que o gestor trace uma 
decisão com base nos objetivos finalísticos da organização e foque essencialmente em ques-
tões procedimentais do problema.
e) A capacidade de percepção dos gestores é afetada negativamente pela sazonalidade das 
mudanças de um mercado maduro, fato esse que limita a tomada de decisão como uma mera 
questão de perpetuação do status quo.
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042. (FGV - Engenheiro (IMBEL)/Controle de Qualidade/2021) Sobre os tipos de decisões ge-
renciais aplicados em problemas administrativos, assinale V para a afirmativa verdadeira e F 
para a afirmativa falsa.
( ) As decisões programadas se aplicam a problemas bem compreendidos pela administra-
ção, que possui procedimentos e/ou regras sistemáticas para tratá-los.
( ) As decisões não programadas contam apenas com a habilidade dos administradores 
em tomar decisões, já que não se submetem, usualmente, a procedimentos sistematizados 
pela empresa.
( ) As decisões não programadas têm pequeno impacto na atividade administrativa, já que 
raramente são requeridas.
As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente,
a) V – V – V.
b) V – F – V.
c) V – V – F.
d) F – V – V.
e) F – F – F.
043. (FGV - Assistente em Administração (TCE-PI)/2021) Nas organizações contemporâneas, 
é comum os administradores adotarem estilos participativos de gestão, envolvendo os indi-
víduos e os grupos nas decisões que os afetam. A tomada de decisão em grupo apresenta 
vantagens em relação à tomada de decisão individual, como, por exemplo, maior diversidade 
de perspectivas sobre os problemas em foco.
No entanto, a tomada de decisão em grupo também apresenta desvantagens quando compa-
rada à individual, tais como:
a) tendência a decisões heurísticas;
b) permeabilidade a informações externas;
c) perda de legitimidade da decisão;
d) tendência ao efeito halo;
e) exigência de mais tempo e recursos.
044. (FGV - ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO (TCE-PI)/2021) Um gerente precisa decidir 
sobre a compra de aparelhos de ar-condicionado para a empresa onde trabalha. A tabela abai-
xo apresenta a avaliação das alternativas dos diversos fabricantes em cada um dos critérios 
considerados, bem como os pesos atribuídos a cada critério.
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Assumindo que esses são todos os critérios relevantes para avaliação de um aparelho de ar-
-condicionado, pelo modelo racional de tomada de decisão, o gerente deveria escolher a marca:
a) V;
b) W;
c) X;
d) Y;
e) Z.
045. (FGV - ANALISTA DE RECURSOS HUMANOS (FUNSAÚDE CE)/2021) Considere que o 
CEO de um hospital na cidade de Fortaleza é responsável por tomar decisões de longo prazo, 
envolvendo distintas áreas da organização, que se relacionam com aspectos do ambiente ex-
terno, como, por exemplo, concorrentes diretos no setor.
É correto afirmar que o CEO deve tomar decisões
a) estratégicas.
b) operacionais.
c) táticas.
d) rotineiras.
e) programadas.
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Adriel Sá
GABARITO
1. e
2. e
3. c
4. a
5. b
6. c
7. e
8. e
9. e
10. c
11. c
12. b
13. e
14. d
15. b
16. b
17. d
18. b
19. a
20. b
21. d
22. c
23. b
24. c
25. b
26. e
27. a
28. a
29. e
30. d
31. a
32. b
33. c
34. c
35. d
36. b
37. b
38. c
39. a
40. d
41. a
42. c
43. e
44. a
45. a
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GABARITO COMENTADO
001. (FGV - AUDITOR FISCAL DA RECEITA ESTADUAL (SEFAZ RJ)/2007) A tomada de de-
cisões é um elemento crítico na vida organizacional. Sobre esse processo, analise as afirmati-
vas a seguir:
I. No modelo racional de tomada de decisão, o problema a ser resolvido deve ser definido de 
forma clara e sem ambiguidades; devem-se listar as alternativas viáveis e escolher a que resul-
te no valor máximo percebido.
II. As pessoas tomam decisões dentro de uma racionalidade limitada - elas constroem mode-
los simplificados que extraem os aspectos essenciais do problema, sem capturar toda a sua 
complexidade.
III. A tomada de decisão intuitiva é um processo inconsciente gerado pelas expectativas vivi-
das, sendo uma alternativa complementar ao método racional.
Assinale:
a) se nenhuma afirmativa for correta.
b) se somente as afirmativas I e III forem corretas.
c) se somente as afirmativas I e II forem corretas.
d) se somente as afirmativas II e III forem corretas.
e) se todas as afirmativas forem corretas.
Análise das afirmativas:
I. No modelo racional de tomada de decisão, o problema a ser resolvido deve ser definido de 
forma clara e sem ambiguidades; devem-se listar as alternativas viáveis e escolher a que resulte 
no valor máximo percebido.
Correta. O modelo racional de decisão ou modelo decisório da escolha racional foi a primeira 
visão teórica acerca do processo decisório. Esse modelo também é denominado modelo da 
racionalidade maximizadora ou modelo de racionalidade substantiva. É o modelo que confere 
ao indivíduo a capacidade irrestrita de maximizar e atingir, da melhor maneira possível, seus 
objetivos. Esse conceito de racionalidade remete à onisciência do indivíduo, já que eleé capaz 
de escolher a alternativa ótima de acordo com seus objetivos, e também à estabilidade e con-
sistência das suas preferências.
II. As pessoas tomam decisões dentro de uma racionalidade limitada - elas constroem mode-
los simplificados que extraem os aspectos essenciais do problema, sem capturar toda a sua 
complexidade.
Correta. O modelo de racionalidade limitada ou modelo de Carnegie propõe que não é possível 
para um tomador de decisões ter acesso a todas as possibilidades de ação, além do alto custo 
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Processo Decisório
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envolvido nesse processo. O termo “racionalidade” diz respeito à qualidade ou estado de ser 
sensato, com base em fatos ou razões.
III. A tomada de decisão intuitiva é um processo inconsciente gerado pelas expectativas vividas, 
sendo uma alternativa complementar ao método racional.
Correta. A decisão intuitiva é o raciocínio baseado especialmente na experiência, em que a 
análise da situação e a seleção das alternativas são feitas de forma inconsciente e automáti-
ca. Apesar de ter limitações, a decisão baseada na intuição tem um grande valor, especialmen-
te quando a quantidade e a qualidade das informações disponíveis são insuficientes.
Letra e.
002. (FGV - ANALISTA LEGISLATIVO (SEN)/APOIO TÉCNICO E ADMINISTRATIVO/ADMI-
NISTRAÇÃO/2008) Katz e Kahn (1976) seguem o relato clássico de Dewey (1910) de descre-
ver quatro estágios no processo de solução de problemas, relacionando-os ao modo como 
os indivíduos atuam em um contexto organizacional. Nesse caminho, os autores fazem uma 
distinção entre (1) pressões imediatas sobre quem toma decisão, (2) a análise do tipo de pro-
blema e suas dimensões básicas, (3) a procura de soluções alternativas e (4) as considerações 
das consequências das soluções alternativas.
Esses estágios no processo de se alcançar uma decisão são afetados por: (a) a natureza do 
problema, (b) o contexto organizacional, (c) as características básicas da personalidade de 
quem toma a decisão, e (d) o grau de limites cognitivos dos seres humanos.
Nesse contexto, assinale a afirmativa que não se relacione com tal processo de solução de 
problemas.
a) Nem todas as decisões de política envolvem esses quatro estágios.
b) As pressões imediatas podem resultar em solução imediata, com pouca análise do proble-
ma.
c) As pressões imediatas podem resultar em nenhuma busca por soluções alternativas.
d) As pressões imediatas podem diminuir as tentativas de se ponderar as consequências.
e) Todas as decisões de política envolvem os quatro estágios mencionados em qualquer sen-
tido.
Katz e Kahn (1987)7, resgatando os estudos de John Dewey, dimensionam quatro estágios 
para o processo de solução de problema:
1) pressões imediatas sobre quem toma a decisão;
2) a análise do tipo de problema e suas velhas dimensões básicas;
3) a procura de soluções alternativas; e
4) as considerações das consequências das soluções alternativas.
7 KATZ, D.; KAHN, P . L. Psicologia Social das Organizações. São Paulo: Atlas., 1987.
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Para os autores, as forças e pressões imediatas (1) induzem a dificuldade e podem ter origem 
no encontro do tomador de decisão com o problema, ou nas solicitações das demais pessoas 
de dentro das organizações, ou ainda nas exigências feitas por indivíduos ou grupos externos, 
as chamadas vozes. Os autores relatam que, às vezes, as pressões são interessantes porque 
podem alertar para alguns problemas não detectados antes.
A identificação e análise do problema (2) podem levar a um processo de decisão diferente 
daquele que foi proposto devido à pressão imediata.
Feita a identificação do problema, parte-se para a busca de possíveis soluções (3), para depois 
pesquisar ou prever as consequências das soluções (4).
Sequencialmente, os autores citam que nem todas as decisões de política envolvem os qua-
tro estágios do processo decisório proposto originalmente por Dewey (letra a), pelos seguin-
tes motivos:
1º) as pressões imediatas (primeiro estágio) podem resultar também em soluções imediatas, 
pulando os demais estágios do processo decisório;
2º) as pressões imediatas podem gerar decisões com pouca ou nenhuma análise do problema 
- segundo estágio (letra b);
3º) as pressões imediatas podem gerar pouca ou nenhuma busca por soluções alternativas - 
terceiro estágio (letra c);
4º) as pressões imediatas podem gerar pouca ou nenhuma tentativa para ponderar as conse-
quências das opções de decisão - quarto estágio (letra d).
Letra e.
003. (FGV - ANALISTA LEGISLATIVO (SEN)/APOIO TÉCNICO E ADMINISTRATIVO/ADMI-
NISTRAÇÃO/2008) No processo de tomada de decisões, os administradores devem pesar al-
ternativas, muitas das quais envolvem acontecimentos futuros difíceis de serem previstos. Por 
isso, as situações de tomada de decisão são frequentemente classificadas em um continuum 
que vai da certeza (altamente previsível) à turbulência (altamente imprevisível).
Conforme sugerido por James A. Stoner e Edward R. Freeman (1992), o risco refere-se à con-
dição para tomada de decisão:
a) na qual os administradores enfrentam situações externas imprevisíveis ou não têm as in-
formações necessárias para estabelecer a probabilidade de determinados eventos.
b) em que os administradores têm informações precisas, mensuráveis e confiáveis sobre os 
resultados das várias alternativas que estão sendo consideradas.
c) em que os administradores conhecem a probabilidade de que uma determinada alternativa 
leve a um objetivo ou resultado desejado.
d) que ocorre quando as metas não são claras ou quando o meio ambiente muda muito rapi-
damente.
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e) na qual os administradores têm informações insuficientes, porém confiáveis, sobre os re-
sultados daquilo que está sendo levado em consideração no momento da tomada de decisões.
A análise das alternativas de uma decisão é realizada segundo condições de certeza, de risco, 
de incerteza e de turbulência.
Stoner e Freeman (1999)8 consideram a condição de certeza aquela que os administradores 
têm informações precisas, mensuráveis e confiáveis sobre os resultados. 
Já sobre a condição de risco, os autores enunciam como a condição em que os administra-
dores conhecem a probabilidade de que uma determinada alternativa leve a um objetivo ou 
resultado desejado. 
Na condição de incerteza, eles expressam posição em que os administradores enfrentam situ-
ações externas imprevisíveis ou não têm informações necessárias, resultando no desconheci-
mento dos efeitos da decisão. Por fim, a condição de turbulência, que ocorre quando as metas 
são imprecisas e/ou quando o meio ambiente muda depressa, originando uma desorientação 
quanto aos objetivos, as alternativas e as soluções a decidir.
Letra c.
004. (FGV - AUDITOR FISCAL DA RECEITA ESTADUAL (SEFAZ RJ)/2009) Em um processodecisório, uma oportunidade diz respeito à(s) seguinte(s) fase(s):
a) identificação da situação.
b) diagnóstico da situação.
c) desenvolvimento de oportunidades.
d) avaliação de alternativas.
e) seleção e implementação.
Vamos considerar, para essa questão, as etapas do processo decisório segundo a visão de So-
bral e Peci (2008)9. Para esses autores, apesar de se poder definir, de forma simplista a tomada 
de decisão como uma escolha entre alternativas, essa afirmação não basta para qualificar o 
processo decisório gerencial. Por isso, os autores são bastante completos na constituição das 
etapas que compõem o processo decisório:
• Identificação da situação: todo o processo de tomada de decisão começa com a iden-
tificação de uma oportunidade ou de um problema, ou seja, sempre que houver uma 
disparidade entre o estado atual e o estado desejado para a organização. Perceba que 
nessa fase temos a resposta para a questão – alternativa A.
8 STONER, J. A. F; FREEMAN, R. E. Administração. 5.ed. Rio de Janeiro: LTC, 1999.
9 SOBRAL, F.; PECI, A. Administração - Teoria e prática no contexto brasileiro. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2008.
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• Análise e diagnóstico da situação: essa etapa do processo decisório consiste na identi-
ficação dos objetivos que se pretende alcançar com a decisão e na análise das causas 
que estão na origem da situação. Os objetivos possibilitam avaliar o que seria uma solu-
ção eficaz para responder a situação. 
• Desenvolvimento de alternativas: consiste na geração de cursos alternativos de ação 
que permitam responder às necessidades da situação e solucionar as causas subjacen-
tes. Só depois de avaliarem os méritos de uma variedade de alternativas, os administra-
dores estarão aptos a tomar uma decisão que realmente satisfaça as necessidades da 
organização. 
• Avaliação de alternativas: o processo de avaliação começa com a identificação dos 
principais impactos de cada alternativa na organização. 
• Seleção e implementação da melhor alternativa: depois de avaliar as alternativas dis-
poníveis, deve-se escolher aquela que melhor se adapte aos objetivos e valores da orga-
nização e que permita resolver o problema ou aproveitar a oportunidade que estiver na 
origem da decisão. 
• Monitoração e feedback: o processo de decisão não termina com a implementação da 
decisão. O tomador de decisão deve monitorar a implementação da decisão e avaliar 
sua eficácia ao alcance das metas estabelecidas. A monitoração permite a coleta de in-
formação e de feedback sobre decisão, o que possibilitará avaliar se uma nova decisão 
ou alguma retificação serão necessárias.
Vejamos o esquema para melhor entendimento:
Letra a.
005. (FGV - AUDITOR FISCAL DA RECEITA ESTADUAL (SEFAZ RJ)/2010) As alternativas a 
seguir apresentam técnicas de apoio à decisão programada, à exceção de uma. Assinale-a.
a) Modelos matemáticos.
b) Sistemas de apoio à decisão corporativa.
c) Planilhas.
d) Orçamentos.
e) Pesquisa operacional.
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As decisões programadas são repetitivas e rotineiras e fornecem estabilidade, aumento de 
eficiência e redução de custos. 
Para facilitar, devemos ter em mente que as decisões programadas possuem a seu favor o 
fator “tempo”. Daí as decisões são tomadas em modelos estruturados ao decorrer do tempo, 
tais como, modelos matemáticos, planilhas, orçamentos, pesquisas.
Por sua vez, um sistema de apoio é algo mais contingencial, necessário quando o tempo é 
requisito essencial à resolução de determinada questão. Como exemplo dessa técnica, pode-
mos ter uma equipe de assessoramento em nível de cada área de uma organização.
Portanto, alternativa correta letra b. 
No sentido do que se expôs, vejamos um quadro elucidativo elaborado a partir dos ensinamen-
tos de Sobral et al. (2008)10:
Critério Decisões Programadas Decisões Não Programadas
Classificação da Decisão
- Rotineiras
- Recorrente
- Programáveis
- Genéricas
- Singulares
- Inovadoras
- Específicas
Natureza da Situação
- Bem definidas
- Estruturadas
- Ambíguas
- Desestruturadas
Ambiente de Decisão
- Condições Estáticas
- Informação confiável e precisa
- Condições Dinâmicas
- Pouca informação disponível
Método de Decisão
- Procedimentos
- Políticas
- Julgamentos e princípios do 
tomador de decisão
Técnicas de apoio à decisão
- Modelos Matemáticos
- Planilhas
- Orçamentos
- Pesquisa Operacional
- Sistemas de apoio à decisão cor-
porativa
- Simulações
- Análise de cenários
- Intuição
Letra b.
006. (FGV - ANALISTA AMBIENTAL (INEA)/ADMINISTRADOR/2013) O processo decisório 
pode ser definido como o processo de pensamento e ação que culminará com uma escolha. 
A escolha consiste em selecionar dentre cursos alternativos de ação ou mesmo aceitar ou 
rejeitar uma ação específica. Se um problema não aparece com tanta frequência para merecer 
uma política ou se for tão importante que mereça tratamento especial, terá de ser resolvido por 
uma decisão
10 SOBRAL, F.; PECI, A. Administração: teoria e prática no contexto brasileiro. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2008.
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a) programada.
b) tradicional.
c) não programada.
d) moderna.
e) simples.
As decisões programadas caracterizam os problemas que são bem compreendidos, altamen-
te estruturados, rotineiros e repetitivos e que se prestam aos procedimentos e regras sistemá-
ticos. Assim, estas decisões são sempre semelhantes. A retirada de livros de uma biblioteca 
ou o processamento de um pedido de pagamento de um fornecedor são exemplos de decisões 
programadas, pois são repetitivas e rotineiras.
As decisões não programadas destinam-se àqueles problemas que não são bem compreendi-
dos, carecem de estruturação, tendem a ser singulares e não se prestam aos procedimentos 
sistêmicos ou rotineiros. A chave para entender essas decisões é lembrar que acontecem rara-
mente, ou seja, existem poucos precedentes para a tomada de decisões.
Assim, situações imprevistas requerem decisões não programadas.
Letra c.
007. (FGV - ANALISTA TÉCNICO-ADMINISTRATIVO (SUDENE)/ÁREA 1/2013) Com rela-
ção aos elementos que envolvem uma decisão, assinale V para a afirmativa verdadeira e F 
para a falsa.
( ) O Tomador de decisão escolhe ou opta entre várias alternativas de ação.
( ) As Estratégias são os critérios que o tomador de decisão usa para fazer sua escolha.
( ) A Situação engloba os aspectos do ambiente que envolvem o tomador de decisão e que 
afetam sua escolha.
As afirmativas são, respectivamente,
a) V, F e F.
b) F, F e V.
c) V, V e F.
d) F, V e F.
e) V, F e V.
Segundo Simon (1970)11, a decisão é um processo de análise e escolha entre várias alternati-
vas disponíveis do curso de ação que a pessoa deverá seguir. Ele aponta seis elementos clás-
sicos na tomada de decisão:
11 SIMON,H. A. Comportamento administrativo. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1970.
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• o tomador de decisão – é a pessoa que faz uma escolha ou opção entre várias alterna-
tivas de ação;
• os objetivos – que o tomador de decisão pretende alcançar com suas ações;
• as preferências – critérios que o tomador de decisão usa para fazer sua escolha;
• a estratégia – o curso da ação que o tomador de decisão escolhe para atingir os objeti-
vos, dependendo dos recursos que venha a dispor;
• a situação – aspectos do ambiente que envolvem o tomador de decisão, muitos dos 
quais se encontram fora do seu controle, conhecimento ou compreensão e que afetam 
sua escolha;
• o resultado – é a consequência ou resultante de uma dada estratégia de decisão.
Portanto:
(VERDADEIRA) O Tomador de decisão escolhe ou opta entre várias alternativas de ação.
(FALSA) As Estratégias (Preferências) são os critérios que o tomador de decisão usa para fa-
zer sua escolha.
(VERDADEIRA) A Situação engloba os aspectos do ambiente que envolvem o tomador de deci-
são e que afetam sua escolha.
Letra e.
008. (FGV - AGENTE PÚBLICO (TCE-BA)/2014) A respeito da descentralização do processo 
decisório em uma organização, analise as afirmativas a seguir.
I. A descentralização permite decisões mais ágeis, fazendo com que as respostas aos clientes 
sejam mais rápidas.
II. A descentralização estimula à criatividade das pessoas, preparando candidatos para posi-
ções mais elevadas.
III. A descentralização, graças às novas tecnologias, permite que a autoridade seja delegada 
aos níveis inferiores, enquanto a alta administração recebe informações em tempo real.
Assinale:
a) se somente a afirmativa I estiver correta.
b) se somente a afirmativa II estiver correta.
c) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
e) se todas as afirmativas estiverem corretas.
Análise das afirmativas:
I. A descentralização permite decisões mais ágeis, fazendo com que as respostas aos clientes 
sejam mais rápidas.
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Correta. As gerências de escalão mais baixo estão muito mais “próximas da ação” e têm mais 
informações sobre os problemas do que a cúpula dirigente. Daí, as ações para solucionar pro-
blemas podem ser mais rápidas.
II. A descentralização estimula à criatividade das pessoas, preparando candidatos para posições 
mais elevadas.
Correta. Consistente com os esforços recentes no sentido de tornar as organizações mais 
flexíveis e pessoas mais preparadas ao processo decisório, está surgindo uma tendência mar-
cante rumo à descentralização do processo decisório, que estimula as pessoas à inovação e 
criatividade. 
III. A descentralização, graças às novas tecnologias, permite que a autoridade seja delegada aos 
níveis inferiores, enquanto a alta administração recebe informações em tempo real.
Correta. Uma das dificuldades da descentralização e da delegação residia, muitas vezes, na 
falta de ações de controles do processo decisório. Com uso das tecnologias da informação, 
todo o processo pode ser sistematizado, de forma que as decisões fiquem registradas e o 
acesso aos seus teores se faça em tempo real.
Letra e.
009. (FGV - TÉCNICO SUPERIOR ESPECIALIZADO (DPE RJ)/ADMINISTRAÇÃO/2014) As 
organizações nunca podem ser perfeitamente racionais, porque seus membros têm habilida-
des limitadas de processamento de informações. Esse enfoque organizacional refere-se à
a) estratégia.
b) accountability.
c) dominação.
d) governança.
e) tomada de decisão.
O processo decisório se desenvolve sob a dinâmica da escolha, para o decisor, de alternativas 
satisfatórias ou decorrentes de comportamentos preferenciais. 
Herbert Simon e o grupo que ele coordenou nas décadas de 40 e 50 no Carnigie Institute of 
Technology propuseram o conceito de que a racionalidade é sempre relativa ao sujeito que 
decide, não existindo uma única racionalidade tida como superior.
Esse modelo propõe que não é possível para um tomador de decisões ter acesso a todas as 
possibilidades de ação, medindo todas as opções, devido a impossibilidade física de ter aces-
so a todas as informações e processá-las, além do alto custo envolvido nesse processo.
Tendo em vista a escassez de recursos, os gerentes e administradores contentam-se em ob-
ter um número limitado de informações, um nível satisfatório, que lhes permita identificar os 
problemas e algumas soluções alternativas. Dessa forma, na prática, os gestores não buscam 
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todas as soluções possíveis para um problema específico, o que seria impossível, mas ape-
nas soluções satisfatórias e aceitáveis.
Letra e.
010. (FGV - ANALISTA JUDICIÁRIO (TJ GO)/ESPECIALIZADA/ADMINISTRADOR DE EM-
PRESAS/2014) No processo de tomada de decisão, frequentemente são usadas técnicas para 
agilizar e simplificar a escolha, conhecidas como heurísticas. Porém, apesar de serem úteis e 
garantirem na maioria dos casos resultados satisfatórios, essas técnicas podem ser prejudica-
das pelas denominadas armadilhas psicológicas. Luiz Fernando, diretor de marketing de uma 
multinacional, foi questionado pelo diretor de produção sobre a estimativa de vendas de certo 
produto na China, país no qual eles estavam iniciando suas operações comerciais. Ao refletir 
sobre o cenário para elaborar uma estimativa, Luiz Fernando, que acabara de analisar o relató-
rio de vendas no mercado japonês, respondeu um número semelhante ao observado, sem per-
ceber que o contexto de atuação da empresa na China era completamente distinto do Japão. 
Baseando-se nos tipos de armadilhas psicológicas definidas na literatura e que impactam no 
processo decisório, a falha incorrida por Luiz Fernando foi relacionada à seguinte armadilha:
a) perpetuação do status Quo;
b) reflexo holístico;
c) ancoragem;
d) prudência;
e) generalização.
A armadilha da ancoragem baseia-se num fato passado ou tendência, nos levando a dar um 
peso indevido à primeira informação que recebemos. É o que ocorreu no enunciado, pois Luiz 
Fernando, desconhecendo o cenário da China, opta por utilizar informações passadas de outro 
país, no caso o Japão. Para ficar mais claro, vejamos outro exemplo:
Alguém que esteja tentando visitar uma clínica médica no próximo mês de dezembro, tende a 
verificar o número de pacientes atendidos pela clínica nesse mesmo período do ano anterior, 
ou seja, este número se tornará uma âncora para este indivíduo. 
A armadilha da perpetuação do status quo nos predispõe a manter a situação atual, mesmo 
em face de evidências de melhores soluções.
O modelo holístico é aquela cultura que pretende ouvir a opinião de todos os interessados, 
pensando globalmente. Não é, necessariamente, um tipo de armadilha, mas uma nova maneira 
de pensar na tomadade decisão.
A armadilha da prudência nos leva a ser excessivamente cautelosos quando fazemos estima-
tivas sobre o futuro.
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A armadilha de generalização é semelhante ao conhecido efeito halo, que é uma tendência em 
estender uma avaliação positiva ou negativa indistintamente a diversos pontos de vista, sem 
fazer uma análise adequada de cada um dos fatores separadamente.
Letra c.
011. (FGV - ANALISTA (TJ SC)/ADMINISTRATIVO/2015) Um supervisor enfrenta rotineira-
mente o problema de atraso de funcionários e precisa decidir que ação tomar. O tipo de deci-
são caracterizada e o método de decisão mais adequado são, respectivamente:
a) específica; julgamento do decisor;
b) não programada; regras organizacionais;
c) programada; regras organizacionais;
d) estratégica; julgamento do decisor;
e) singular; regras organizacionais.
Qualquer que seja o comportamento, elementos envolvidos, nível de decisão, condições ou 
métodos, existem dois grandes tipos de situações pa-ra serem enfrentados e a natureza deles 
irá influenciar os métodos aplicados para se alcançarem soluções adequadas. Temos, então, 
dois tipos de decisões gerenciais: as programadas (estruturadas) e as não programadas (não 
estruturadas).
• As decisões programadas (estruturadas) caracterizam os problemas que são bem com-
preendidos, altamente estruturados, rotineiros e repetitivos e que se prestam aos proce-
dimentos, regras e hábitos sistemáticos (métodos). Assim, estas decisões são sempre 
semelhantes. A retirada de livros de uma biblioteca ou o processamento de um pedido 
de pagamento de um fornecedor são exemplos de decisões programadas, pois são re-
petitivas e rotineiras. 
• As decisões não programadas (não estruturadas) destinam-se àqueles problemas que 
não são bem compreendidos, carecem de estruturação, tendem a ser singulares e não 
se prestam aos procedimentos sistêmicos ou rotineiros. A chave para entender essas 
decisões é lembrar que acontecem raramente, ou seja, existem poucos precedentes 
para a tomada de decisões. As decisões são causadas por variáveis diversas.
Considerando o enunciado, temos que um supervisor enfrenta rotineiramente o problema de 
atraso de funcionários e precisa decidir que ação tomar. Se o problema é rotineiro, a decisão 
pode ser aplicada para todo e qualquer atraso (decisão programada). E que decisão poderá ser 
essa? Qualquer uma que seja do conhecimento de todos os funcionários; logo, estabelecida 
por meio de uma regra.
Letra c.
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012. (FGV - ANALISTA (DPE MT)/ADMINISTRADOR/2015) As opções a seguir apresentam 
etapas que, a rigor, compõem o processo de decisão, à ex-ceção de uma. Assinale-a.
a) Definição dos objetivos.
b) Implementação da decisão perfeita.
c) Análise e definição do problema.
d) Avaliação e comparação das alternativas.
e) Escolha da alternativa adequada.
No caso do processo decisório, segue-se uma regra de identificação, escolha da decisão, im-
plementação e avaliação.
A questão deixou uma opção bem clara para assinalarmos (alternativa B), já que a visão con-
temporânea da tomada de decisão não a vê como algo perfeito. 
Letra b.
013. (FGV - ANALISTA (DPE MT)/ADMINISTRADOR/2015) O modelo de tomada de decisão 
no qual os decisores possuem um conjunto de soluções do qual se utilizam à medida de suas 
necessidades, é chamado de modelo
a) de portfólio.
b) de incertezas.
c) arquetípico.
d) estruturado.
e) “cesto de lixo”.
A “cesta de lixo” de tomadas de decisões organizacionais é o espaço em que estão deposita-
dos problemas e soluções; assim, nos momentos em que se dão as oportunidades de escolha, 
são tiradas as decisões. 
O ponto central desse modelo é a ambiguidade. Essa ambiguidade aparece de três maneiras:
1) preferências problemáticas: os decisores muitas vezes possuem preferências incon-
sistentes e mal definidas, sendo muitas vezes suscetíveis a descobrir suas metas e 
entender suas prioridades através da ação;
2) as pessoas têm somente um entendimento fraco dos fins e dos meios. Os participantes 
da organização ganham conhecimento por tentativa e erro, mas sem um claro entendi-
mento de causas subjacentes;
3) anarquias organizadas (as organizações) são caracterizadas por participação fluída: 
os decisores vem e vão através do processo. Sendo assim, a decisão ocorre em uma 
reunião estocástica de:
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• escolhas procurando por problemas,
• problemas procurando por escolhas,
• soluções procurando por problemas para responder e
• decisores procurando por alguma coisa para decidir.
Em outras palavras, as soluções são preexistentes aos problemas. É aí que intervém a lixeira. 
Existe uma grande lata de lixo na qual existem problemas latentes e disponíveis. Cada indiví-
duo, portanto, vai à lata de lixo procurar problemas para serem resolvidos.
Letra e.
014. (FGV - ANALISTA (DPE MT)/ADMINISTRADOR/2015) Conforme a representação gráfi-
ca a seguir, adaptada do proposto por Theo Haimann em Direción Y Gerencia, observa-se que 
a área de autoridade é predominantemente maior nos níveis hierárquicos superiores, reduzin-
do-se à medida que se aproxima e aprofunda no nível operacional.
Nesse sentido, observando os postulados de Jan Carlzon (Momentos da verdade), assinale a 
afirmativa correta.
a) Cabe ao presidente compreender o seu papel de liderança e investir na comunicação direta 
com os clientes.
b) O presidente, os diretores e os gerentes devem compor um colegiado para ouvir e dar poder 
aos clientes.
c) O pessoal da linha de frente é o mais apropriado para resolver as questões da alta direção 
da empresa.
d) Os setores de maior contato com os clientes devem ter capacidade e poder para tomar 
decisões.
e) Deve haver um rodízio entre os diretores para que entendam os problemas dos gerentes e 
chefes de seção.
Toda a obra “Momentos da verdade”, de Jan Carlzon, baseia-se no seguinte:
Momento da Verdade é precisamente aquele instante em que o cliente tem contato com a or-
ganização e, com base neste contato, cria uma imagem dessa, a chamada primeira impressão.
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E aí, captou a resposta?
Destaca-se que esses momentos da Verdade com os clientes não são exclusividades de seto-
res específicos da organização. Isso não depende de cargo, função, hierarquia. Assim, do fun-
cionário responsável por serviços gerais à alta direção, todos na organizaçãotêm momentos 
da verdade. 
Logo, os setores de maior contato com os clientes devem ter capacidade e poder para to-
mar decisões.
Letra d.
015. (FGV - ANALISTA (DPE MT)/ADMINISTRADOR/2015) No processo decisório, uma de-
cisão, tomada e implementada em detrimento de outra, pode ser avaliada e mensurada sob o 
ponto de vista da suposta perda que seria gerada pela decisão preterida.
Essa condição é chamada de custo
a) decisional.
b) de oportunidade.
c) político.
d) econômico-financeiro.
e) marginal.
O custo de oportunidade nada mais é que o custo da melhor oportunidade a que se renuncia 
quando da escolha de uma alternativa.
Partindo dessa ideia, podemos concluir que o resultado da tomada de decisão é o custo de 
uma oportunidade. Esse custo expressa o benefício efetivamente obtido de uma decisão, con-
siderando o melhor uso alternativo dos recursos envolvidos.
Trocando ainda mais em miúdos, o resultado de uma decisão (CUSTO DE OPORTUNIDADE) 
decorre da razão entre o benefício gerado pela alternativa escolhida e o benefício que se teria 
obtido pela escolha da alternativa abandonada.
Letra b.
016. (FGV - ANALISTA DA DEFENSORIA PÚBLICA (DPE RO)/ANALISTA EM ADMINISTRA-
ÇÃO/2015) Uma das etapas do processo decisório nas organizações é a avaliação e com-
paração de alternativas de ação. São critérios relevantes para a avaliação de alternativas no 
processo decisório organizacional:
a) pressão competitiva e número de alternativas;
b) risco e tempo de implementação;
c) impacto financeiro e solução satisfatória;
d) diagnóstico da situação e recursos necessários;
e) identificação do problema e complexidade.
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Quanto às fases ou etapas da tomada de decisão, segue-se uma regra de identificação, esco-
lha da decisão, implementação e avaliação. 
Considerando a classificação adotada por Antonio Cesar Amaru Maximiano12, o processo de-
cisório tem 5 fases ou etapas principais:
• Identificar o problema ou oportunidade: é a fase em que se percebe que o problema ou 
oportunidade estão ocorrendo e que é necessário tomar uma decisão.
• Diagnóstico (análise): procura-se entender o problema ou oportunidade e identificar 
suas causas e consequências.
• Geração de alternativas: muitas vezes, as alternativas já vêm junto com o problema ou 
oportunidade. Em outros casos, não há alternativas prévias e é preciso ter ideias.
• Escolha de uma alternativa: consiste na avaliação, escolha e julgamento da alternativa 
ideal.
• Avaliação da decisão: avalia-se os resultados obtidos com a alternativa escolhida.
Vamos aplicar isso nas alternativas?
a) Errada. A pressão competitiva até pode ser um fator na avaliação das alternativas, mas o 
número de alternativas em nada influencia na relevância da escolha. Por exemplo, qual a rele-
vância se esse número for 1? Nenhuma, não é mesmo?
c) Certa. O risco e tempo de implementação são relevantes para a escolha; risco e tempo po-
dem ser utilizados como efeitos proporcionais às alternativas disponíveis.
c) Errada. O impacto financeiro certamente é um critério relevante. Já solução satisfatória é 
avaliada na etapa própria de avaliação.
d) Errada. O diagnóstico da situação é uma etapa anterior à escolha da alternativa; logo, não 
pode ser um critério da etapa de avaliação de alternativas. Já os recursos necessários certa-
mente é um critério relevante.
e) Errada. A identificação do problema é uma etapa anterior à escolha da alternativa; logo, não 
pode ser um critério da etapa de avaliação de alternativas. Já a complexidade possui forte 
ligação com o tempo e o risco; daí ser um critério relevante da etapa.
Letra b.
017. (FGV - ANALISTA LEGISLATIVO (CM CARUARU)/ADMINISTRAÇÃO/2015) A tomada 
de decisões é o núcleo da responsabilidade administrativa. O administrador deve continua-
mente decidir o que se deve fazer, quando, onde e quem deve fazer, e, muitas vezes, como 
fazer. Decidir é optar ou selecionar, dentre várias alternativas de cursos de ação, aquela que 
pareça a mais adequada.
12 MAXIMIANO, A. C. A. Introdução à Administração. São Paulo: Atlas, 2000.
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Nesse sentido, leia o fragmento a seguir.
“Observou-se uma organização no ajustamento às novas situações. O tomador de decisões 
tenta evitar _____ no seu processo decisório e procura manter as regras estabelecidas pela 
empresa. Quando o cenário apresenta _____ pressionando os processos e exigindo_____, pode 
haver lentidão do decisor e prejuízo para a organização.”
Assinale a opção que completa corretamente as lacunas do fragmento acima.
a) decisões ímpares – novos dados – incertezas
b) incertezas – decisões ímpares – novos dados
c) novos dados – incertezas – decisões ímpares
d) incertezas – novos dados – decisões ímpares
e) novos dados – decisões ímpares – incertezas
Podemos aplicar na resolução da questão a classificação das decisões programadas e deci-
sões não programadas.
• As decisões programadas (estruturadas) caracterizam os problemas que são bem com-
preendidos, altamente estruturados, rotineiros e repetitivos e que se prestam aos proce-
dimentos, regras e hábitos sistemáticos. Assim, estas decisões são sempre semelhan-
tes (decisões conhecidas). A retirada de livros de uma biblioteca ou o processamento 
de um pedido de pagamento de um fornecedor são exemplos de decisões programadas, 
pois são repetitivas e rotineiras.
• As decisões não programadas (não estruturadas) destinam-se àqueles problemas que 
não são bem compreendidos, carecem de estruturação, tendem a ser singulares e não 
se prestam aos procedimentos sistêmicos ou rotineiros (decisões ímpares). A chave 
para entender essas decisões é lembrar que acontecem raramente, ou seja, existem 
poucos precedentes para a tomada de decisões. As decisões são causadas por variá-
veis diversas.
Perceba que o tomador de decisões tem preferência pelas decisões programadas, ou seja, 
aquelas decisões já catalogadas às situações. Ele evita o contexto da incerteza. No entanto, 
quando o contexto exige dele uma decisão frente a novos dados, a incerteza exige um pla-
nejamento contingencial maior que o ambiente das decisões programadas, e, desse modo, o 
processo torna-se mais demorado e com riscos de prejuízos à organização.
Logo, a alternativa que preenche corretamente a situação é a letra d (incertezas – novos dados 
– decisões ímpares).
“Observou-se uma organização no ajustamento às novas situações. O tomador de decisões ten-
ta evitar incertezas no seu processo decisório e procura manter as regras estabelecidas pela 
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empresa. Quando o cenário apresenta novos dados pressionando os processos e exigindo deci-
sões ímpares, pode haver lentidão do decisor e prejuízo para a organização.”
Letra d.
018. (FGV - ANALISTA LEGISLATIVO (CM CARUARU)/ADMINISTRAÇÃO/2015) Segun-do os postulados de Herbert Simon, a decisão é um processo de escolha entre alternativas 
disponíveis.
Considerando a teoria da decisão, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.
( ) A boa decisão caracteriza-se por ser um processo de racionalidade que reúne todas as in-
formações acerca do problema.
( ) As decisões são tomadas em função dos objetivos definidos frente aos problemas 
identificados.
( ) A percepção de uma situação e a decisão sofrem influência do que o decisor aprecia e deseja.
As afirmativas são, respectivamente,
a) F, F e V.
b) F, V e V.
c) F, V e F.
d) V, V e V.
e) V, V e F.
Análise das afirmativas.
(FALSA) A boa decisão caracteriza-se por ser um processo de racionalidade que reúne todas as 
informações acerca do problema.
A teoria das decisões nasceu de Herbert Alexander Simon, que a utilizou para explicar o com-
portamento humano nas organizações. Essa teoria propõe que não é possível para um toma-
dor de decisões ter acesso a todas as possibilidades de ação, devido a impossibilidade física 
de ter acesso a todas as informações e processá-las, além do alto custo envolvido nesse pro-
cesso. Daí o erro da afirmativa!
Tendo em vista a escassez de recursos, os gerentes e administradores contentam-se em ob-
ter um número limitado de informações, um nível satisfatório, que lhes permita identificar os 
problemas e algumas soluções alternativas. Dessa forma, na prática, os gestores não buscam 
todas as soluções possíveis para um problema específico, o que seria impossível, mas apenas 
soluções satisfatórias e aceitáveis.
(VERDADEIRA) As decisões são tomadas em função dos objetivos definidos frente aos proble-
mas identificados.
Segundo Herbert Alexander Simon, a decisão é um processo de análise e escolha entre várias 
alternativas disponíveis do curso de ação que a pessoa deverá seguir. Assim, considera os 
objetivos que o tomador de decisão pretende alcançar com suas ações.
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(VERDADEIRA) A percepção de uma situação e a decisão sofrem influência do que o decisor 
aprecia e deseja.
A situação são aspectos do ambiente que envolvem o tomador de decisão, muitos dos quais 
se encontram fora do seu controle, conhecimento ou compreensão e que afetam sua escolha.
Letra b.
019. (FGV - AGENTE DE FISCALIZAÇÃO (TCM SP)/ADMINISTRAÇÃO/2015) Um gerente de 
marketing recebeu cerca de 50 currículos de candidatos a uma vaga para analista na sua área. 
Diante do grande número de informações e das restrições de tempo e de recursos para avaliar 
todos os candidatos, o gestor decidiu restringir sua análise aos currículos dos candidatos for-
mados nas duas universidades consideradas as melhores da cidade, pois acredita que “dessas 
universidades só sai gente bem formada”. Em seu processo de tomada de decisão, o gerente 
está utilizando-se de uma heurística conhecida como:
a) representatividade;
b) disponibilidade;
c) ancoragem;
d) framing;
e) decisão satisfatória.
Dentro do processo decisório, as pessoas utilizam princípios heurísticos para simplificar a 
tomada de decisão. Estas heurísticas podem até apressar o processo de tomada de decisão, 
mas são falíveis se os decisores dependerem demais delas ou se as macularem como ideias 
preconcebidas e nuances pessoais.
Os três grupos genéricos de heurísticas são: da disponibilidade; da representatividade; e da 
ancoragem e ajustamento.
A heurística da disponibilidade são situações em que as pessoas avaliam a frequência de uma 
classe ou a probabilidade de um evento pela facilidade com a qual elas podem ser trazidas à 
memória. Como por exemplo, um comprador pode avaliar o risco de comprar um automóvel 
pelo número de reportagens na sua revista favorita que sinaliza os benéficos do veículo X.
A heurística da representatividade são as apreciações relativas à probabilidade de determi-
nada coisa pertencer a uma determinada classe, ou de determinado acontecimento poder 
acontecer a partir de determinada sequência de antecedentes. Utilizando o mesmo exemplo 
anterior, o desempenho do veículo X em uma situação de muita chuva como sendo erronea-
mente considerado constante e representativo do seu comportamento em geral, em diferentes 
situações. É o caso análogo do apresentado no enunciado. daí o gabarito da questão.
A heurística da ancoragem e ajustamento pode ser definida como a tendência das pessoas 
a ajustarem novas informações porventura recebidas para justificar o julgamento inicial, des-
considerando outros fatores. Um determinado comprador adquire uma frota do veículo X por 
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tomar ciência que outro comprador teve sucesso na revenda desse veículo. No entanto, esse 
viés de ancoragem não pode ser absoluto, pois sabemos que o sucesso de vendas não neces-
sariamente depende apenas do produto, mas de outros fatores, como clientes alvos, técnicas 
de vendas, prazos e preços diferenciados etc.
Letra a.
020. (FGV - AGENTE DE FISCALIZAÇÃO (TCM SP)/ADMINISTRAÇÃO/2015) Um gerente 
precisa decidir que carro adquirir para uso funcional. A tabela abaixo apresenta a avaliação 
das alternativas de modelos de carros em cada um dos critérios de avaliação considerados, 
bem como os pesos atribuídos a cada critério:
Assumindo que esses são todos os critérios relevantes para a avaliação de um carro, pelo mo-
delo racional de tomada de decisão o gerente deveria escolher o modelo de carro:
a) W;
b) X;
c) Y;
d) Z;
e) W ou Z.
A questão trata da Matriz de Prioridade ou Priorização é uma ferramenta para selecionar pro-
blemas ou causas que apresentem maior prioridade, diante das especificidades do processo. 
Em síntese, define-se os critérios que serão avaliados e os pesos aos critérios avaliados. Na 
sequência, multiplica-se todos os pesos atribuídos aos critérios diante de cada problema, so-
mando-os, e aquele apresentar maior valor será o prioritário.
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Logo, para o caso da questão temos o seguinte: 
Nessa situação, a melhor alternativa é o modelo X, com 200 pontos.
Letra b.
021. (FGV - ANALISTA DA PROCURADORIA (PGE RO)/ADMINISTRADOR/2015) O diretor 
de uma empresa de produtos de higiene pessoal precisa decidir entre lançar ou não lançar um 
determinado produto, cujas vendas têm forte influência sazonal. O gerente se lembra de que, 
há pouco tempo, um concorrente lançou um produto similar no mercado e fracassou. Dando 
forte peso a essa informação, o gerente decide não lançar o produto. A heurística utilizada pelo 
gerente em seu processo de tomada de decisão é conhecida como:
a) ancoragem;
b) representatividade;
c) enquadramento (framing);
d) disponibilidade;
e) escalada de comprometimento.
A questão trata dos diversos erros e vieses, que atrapalham os julgamentos dos tomadores 
de decisão. Isso acontece porque, na tentativa de agilizar o processo detomada de decisão, 
tendemos a nos apegar à nossa própria experiência e a usar regras do senso comum que nos 
são convenientes.
O enunciado descreve o erro de disponibilidade, que é a tendência de as pessoas julgarem com 
base nas informações disponíveis. Eventos que que são particularmente vívidos ou que ocor-
reram mais recentemente tendem a estar mais disponíveis em nossa memória. Consequen-
temente, tendemos a superestimar eventos improváveis. O viés da disponibilidade, portanto, 
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explica porque o diretor decidiu não lançar o produto, pois se lembrou de que, há pouco tempo, 
um concorrente lançou um produto similar no mercado e fracassou.
As letras a, b, e também apresentam outros erros e vieses na tomada de decisão. Vejamos:
Viés de ancoragem – Nos fixamos em uma informação como ponto de partida. Nossa mente 
tende a dar uma grande ênfase à primeira informação que recebemos. Pode ocorrer nas nego-
ciações de salário, nas entrevistas de seleção. Temos dificuldade de ajuste diante informações 
posteriores. São usadas em áreas que a persuasão é importante (publicidade, políticos, execu-
tivos). Um exemplo é quando um profissional pergunta numa seleção qual o salário anterior, a 
resposta servirá de âncora para a oferta que ele fará. 
Viés da representatividade – Tomamos decisões a partir de uma categoria pré-existente. Os 
executivos, por exemplo, frequentemente preveem o sucesso de um produto relacionando-o 
com o sucesso de um produto anterior. Ou, se três ex-alunos de uma certa universidade são 
contratados por uma mesma empresa e não se saem muito bem, os executivos da empresa 
poderão prever que candidatos formados naquela universidade não serão bons funcionários. 
Viés da escalada do comprometimento – É o apego a uma decisão anterior, mesmo quando 
fica claro que essa decisão foi um erro. Como exemplo, casar porque investiu muito no relacio-
namento. Empresas perdem dinheiro porque um executivo insiste em provar que uma decisão 
estava certa, mesmo sem estar. Há vários casos registrados de pessoas que aumentam seu 
comprometimento com cursos de ação malsucedidos quando se veem como responsáveis 
pelo fracasso. Ou seja, elas dobram seus esforços para recuperar o prejuízo na tentativa de 
demonstrar que sua decisão inicial não estava errada e para não ter de admitir que cometeram 
um engano. A escalada de comprometimento também está relacionada com a evidência de 
que as pessoas sempre tentam parecer coerentes naquilo que dizem e fazem. O comprometi-
mento com ações prévias é uma demonstração de coerência.
Letra d.
022. (FGV - ANALISTA DA PROCURADORIA (PGE RO)/ADMINISTRADOR/2015) Um gerente 
é conhecido por tomar decisões orientadas para o desenvolvimento dos membros da equipe, 
com foco no longo prazo, de forma participativa, considerando múltiplas fontes de informação 
e muitas alternativas de ação. O estilo de tomada de decisão desse gerente é:
a) racional;
b) analítico;
c) conceitual;
d) comportamental;
e) diretivo.
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A questão trata do modelo dos estilos de decisão, segundo Robbins (2006)13: diretivo, analítico, 
conceitual e comportamental.
• O estilo diretivo é usado por administradores que preferem soluções claras e bem defini-
das, todas essas baseadas nas informações que conseguem reunir. Suas decisões são 
rápidas. Os administradores se baseiam na racionalidade e na eficiência para conseguir 
melhores resultados.
• O estilo analítico dita que as pessoas buscam soluções complexas, onde se baseiam 
em quantas informações são providas a eles. Os tomadores dessa decisão usam dados 
objetivos e racionais para as tomadas de decisões.
• O estilo conceitual é utilizado por administradores que gostam de considerar uma quan-
tidade ampla de informações, buscando várias fontes. Essas pessoas são mais social-
mente orientadas, gostam de conversar com outras pessoas sobre os problemas que 
têm que enfrentar e sobre as soluções possíveis. Daí ser chamado de estilo com foco 
no longo prazo e participativo.
• O estilo comportamental é adotado por gerentes que têm a preocupação com outros 
indivíduos, que gostam de entender os sentimentos sobre os problemas e o efeito da de-
cisão sobre as pessoas. Os administradores com esse estilo de decisão estão preocu-
pados com o desenvolvimento pessoal das outras pessoas à sua volta e podem tomar 
decisões para ajudar alcançarem as metas declaradas. 
A alternativa A apresenta o modelo racional de decisão, que foi a primeira visão teórica acerca 
do processo decisório, tornando-se essencial seu estudo. Esse modelo também é denominado 
modelo da racionalidade maximizadora ou racionalidade substantiva. É o modelo que confere 
ao indivíduo a capacidade irrestrita de maximizar e atingir, da melhor maneira possível, seus 
objetivos. Este conceito de racionalidade remete à onisciência do indivíduo, já que ele é capaz 
de escolher a alternativa ótima de acordo com seus objetivos, e também à estabilidade e con-
sistência das suas preferências.
Letra c.
023. (FGV - TÉCNICO DE NÍVEL SUPERIOR (SME CUIABÁ)/ADMINISTRAÇÃO DE EMPRE-
SAS/2015) Com relação ao processo de tomada de decisão nas organizações, analise as afir-
mativas a seguir.
I. As decisões estruturadas são executadas pelo gestor a partir do arsenal de protocolos para 
situações inesperadas.
II. Brainstorming é uma técnica de grupo na qual se geram ideias em profusão na busca de 
uma solução para problema definido.
13 ROBBINS, S. P. Administração: mudanças e perspectivas. São Paulo: Saraiva, 2006.
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III. O Diagrama espinha de peixe é utilizado para agrupar as possíveis soluções para um deter-
minado problema identificado.
Assinale:
a) se somente a afirmativa I estiver correta.
b) se somente a afirmativa II estiver correta.
c) se somente a afirmativa III estiver correta.
d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
e) se todas as afirmativas estiverem corretas.
I. Errada. As decisões estruturadas (ou programadas) são para situações previstas, e não ines-
peradas, como afirma o item. As decisões programadas (estruturadas) caracterizam os pro-
blemas que são bem compreendidos, altamente estruturados, rotineiros e repetitivos e que se 
prestam aos procedimentos, regras e hábitos sistemáticos. Já as decisões não programadas 
(não estruturadas) destinam-se àqueles problemas que não são bem compreendidos, carecem 
de estruturação, tendem a ser singulares e não se prestam aos procedimentos sistêmicos ou 
rotineiros.
II. Certa. A expressão profusão significa abastança, fartura, provimento. Brainstorming ou téc-
nica nominal de grupo é uma técnica de geração profusa de ideias em grupo que envolve a 
contribuição espontânea de todos os participantes para soluções criativas e inovadoras para 
osproblemas.
III. Errada. O Diagrama de Ishikawa, também conhecido como Diagrama de Causa e Efeito ou, 
ainda, Diagrama Espinha de Peixe, permite estruturar hierarquicamente as causas de determi-
nado problema ou oportunidade de melhoria. Pode ser utilizado, também, com outros propósi-
tos, por permitir estruturar qualquer sistema que resulte em uma resposta de forma gráfica e 
sintética. Note, portanto, que são causas que são identificadas, e não soluções!
Letra b.
024. (FGV - TÉCNICO JUDICIÁRIO (TRT 12ª REGIÃO)/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALI-
DADE”/2017) Em um órgão público, as decisões são concentradas nos níveis mais altos da 
hierarquia. A direção do órgão gostaria de promover a descentralização das decisões como 
forma de incentivar a autonomia e a responsabilização dos gerentes. No entanto, a centraliza-
ção das decisões apresenta vantagens em relação à descentralização, tais como:
a) torna o processo decisório mais ágil e flexível;
b) estimula a aprendizagem dos gerentes médios;
c) gera decisões mais consistentes com os objetivos globais da organização;
d) reduz os custos e o tempo de implementação das decisões;
e) facilita o fluxo de informações e a comunicação organizacional.
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Trata-se de uma vantagem da centralização em relação à descentralização. Quando a decisão 
é centralizada, significa dizer que a autoridade para tomar as decisões está alocada próximo 
ao topo da organização (nível estratégico). Assim, as decisões são tomadas por administrado-
res que possuem visão global da empresa.
a) Errada. A letra A é uma vantagem da descentralização em relação à centralização. A agilida-
de no processo decisório se consegue quando a decisão é tomada o mais próximo possível de 
onde os problemas surgem. 
b) Errada. A letra B é uma vantagem da descentralização em relação à centralização. Dentro da 
organização, existem níveis diferentes de tomada de decisão. São os níveis estratégico, tático 
e operacional de tomada de decisão que irão mobilizar os recursos de uma organização para 
a concretização dos seus objetivos.
d) Errada. A letra D é uma vantagem da descentralização em relação à centralização. O prin-
cípio que rege a descentralização é assim definido: a autoridade para tomar ou iniciar a ação 
deve ser delegada tão próxima da cena quanto possível.
e) Errada. A letra E é uma vantagem da descentralização em relação à centralização. A des-
centralização, por sua vez, faz com que as decisões sejam pulverizadas nos níveis mais baixos 
da organização. A tendência moderna é no intuito de descentralizar para proporcionar melhor 
utilização dos recursos humanos.
Letra c.
025. (FGV - AGENTE CENSITÁRIO (IBGE)/MUNICIPAL/2017) Um supervisor de equipe de 
vendas toma suas decisões com foco no curto prazo e nos resultados a serem atingidos. Ele 
baseia suas decisões nas regras e procedimentos da empresa e raramente considera as opini-
ões dos subordinados em suas decisões.
O estilo de tomada de decisão do supervisor é conhecido como:
a) analítico;
b) diretivo;
c) comportamental;
d) intuitivo;
e) conceitual.
O estilo diretivo é usado por administradores que preferem soluções claras e bem definidas, 
todas essas baseadas nas informações que conseguem reunir. Suas decisões são rápidas. 
Os administradores se baseiam na racionalidade e na eficiência para conseguir melhores 
resultados.
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O estilo analítico dita que as pessoas buscam soluções complexas, onde se baseiam em quan-
tas informações são providas a eles. Os tomadores dessa decisão usam dados objetivos e 
racionais para as tomadas de decisões.
O estilo conceitual é utilizado por administradores que gostam de considerar uma quantidade 
ampla de informações, buscando várias fontes. Essas pessoas são mais socialmente orienta-
das, gostam de conversar com outras pessoas sobre os problemas que têm que enfrentar e so-
bre as soluções possíveis. Daí ser chamado de estilo com foco no longo prazo e participativo.
O estilo comportamental é adotado por gerentes que têm a preocupação com outros indi-
víduos, que gostam de entender os sentimentos sobre os problemas e o efeito da decisão 
sobre as pessoas. Os administradores com esse estilo de decisão estão preocupados com o 
desenvolvimento pessoal das outras pessoas à sua volta e podem tomar decisões para ajudar 
alcançarem as metas declaradas.
Vamos lá! O supervisor baseia suas decisões com foco no curto prazo e nos resultados a 
serem atingidos e, ainda, nas regras e procedimentos da empresa e raramente considera as 
opiniões dos subordinados em suas decisões. 
Perceba que o estilo diretivo é o que é adotado pelo supervisor. Ele não é analítico, pois suas 
decisões são rápidas. Ele não é conceitual, nem tampouco comportamental, já que não é um 
indivíduo sociável (não considera as opiniões alheias). 
Letra b.
026. (FGV - AGENTE CENSITÁRIO (IBGE)/MUNICIPAL/2017) Um gerente precisa decidir en-
tre duas empresas de prestação de serviços de capacitação, para uma ação de treinamento de 
sua equipe. Ele considerou alguns critérios para comparar as duas empresas (nome no merca-
do, preço, qualidade do material didático), elaborou uma lista com vantagens e desvantagens 
de cada possibilidade de decisão, ordenou essas vantagens e desvantagens de acordo com 
sua relevância e comparou as duas alternativas.
O gerente utilizou uma técnica de apoio à decisão conhecida como:
a) matriz de resultados;
b) árvore de decisão;
c) ordenação simples;
d) matriz de prioridades;
e) análise de prós e contras.
São diversas as técnicas de apoio ao processo decisório. Vejamos uma síntese das opções 
listadas pelas alternativas:
Matriz de resultados: envolve a construção de uma tabela ilustrativa das várias possibilidades 
de decisão e dos resultados associados a cada uma delas.
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Árvore de decisão: permite a visualização gráfica das alternativas, na qual cada uma delas 
representa um ramo de uma árvore, incluindo as possibilidades dos resultados associados a 
uma alternativa. É, particularmente, útil para modelar decisões sob condições de incerteza e 
que envolvam uma progressão de decisões.
Quanto ao possível método listado na letra C (ordenação simples), não encontrei nada na lite-
ratura que o apresentasse como uma técnica de apoio à decisão. No entanto, se existe, aparen-
ta ser algo semelhante à matriz de prioridades, mas sem as colunas de ponderação.
Matriz de prioridades: faz-se a atribuição de pesos diferenciados a cada um dos critérios de 
decisão. Por exemplo, como na escolha de um novo fornecedor, em que o gestor lista 3 alter-
nativas e identifica 4 critérios a se ponderar (preço, qualidade, prazo de entrega e assistência 
pós-venda).
Análise de prós e contras: elabora-se listagens de vantagens e desvantagens, depoisfaz-se 
a ordenação de acordo com sua relevância e comparação entre elas.
Letra e.
027. (FGV - AGENTE CENSITÁRIO (IBGE)/REGIONAL/2017) Em um escritório, um assistente 
administrativo recebeu um lote de material danificado. Na dúvida sobre como proceder, o assis-
tente recorreu às normas organizacionais e seguiu as orientações para devolução do material.
A situação ilustrada retrata uma decisão conhecida em administração como:
a) programada;
b) não programada;
c) intuitiva;
d) analítica;
e) heurística.
Como o assistente recorreu às normas organizacionais e seguiu as orientações para devolu-
ção do material, ele utilizou-se de métodos e processos previamente definidos, ou seja, sua 
decisão foi programada. 
Decisão programada é uma decisão repetitiva e rotineira e que pode ser transformada em um 
procedimento definitivo, rotineiro e sistemático. São decisões que já foram tomadas antes e 
que já existem padrões de respostas sempre que houver necessidade de decidir sobre deter-
minado fato.
b) Errada. Sobre a letra B, decisão não programada é uma decisão única e singular, que re-
presenta uma novidade. São as decisões que ocorrem diante de um problema novo ou pouco 
comum que o gestor deve analisar o fato e decidir.
É o caso de ocorrer um problema no setor que nunca houve e o gestor precisa decidir com as 
informações que ele possui.
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c) Errada. Sobre a letra C, a decisão intuitiva é um processo inconsciente que leva em conside-
ração experiências anteriores, hábitos.
d) Errada. Sobre a letra D, a decisão analítica leva em consideração o desejo de mais informa-
ções e a consideração de um maior número de alternativas. O gestor do tipo analítico é mais 
cuidadoso e é capaz de se adaptar a novas situações.
e) Errada. Sobre a letra E, as heurísticas são os processos de julgamento e tomada de decisão 
que são baseados na cognição, que simplificam esses processos, tornando as escolhas mais 
fáceis e ágeis; em contrapartida, expõem-se aos erros de julgamento, que impactam os com-
portamentos e as ações.
Letra a.
028. (FGV - CONTADOR (SEFIN RO)/2018) As decisões para elaboração do orçamento po-
dem ser classificadas de acordo com o processo decisório.
Assinale a opção que indica uma desvantagem do processo descendente.
a) Risco de falta de adesão das unidades executoras.
b) Risco de duplicação de serviços.
c) Visão limitada na determinação dos objetivos pelos órgãos operacionais.
d) Possibilidade de desperdício de recursos.
e) Aumento de burocracia
Inicialmente, é importante entender que o processo decisório ocorre em todos os níveis da 
organização e abrange todas as funções administrativas.
Especificamente na fase de planejamento, ocorre a elaboração do orçamento, que irá envolver 
os níveis estratégico, tático e operacional, a depender da complexidade de cada organização e 
do estilo de gestão aplicado.
As decisões para elaboração do orçamento podem ser do tipo descendente (top-down ou dita-
torial) e ascendente (bottom-up ou participativo).
O processo é descendente e desagregativo no sentido de que os objetivos e políticas vão 
sendo transmitidos e desagregados de um escalão superior a outro menor, até chegar ao nível 
hierárquico mais baixo. Sendo assim, as grandes formulações de objetivos, políticas e metas 
fixadas pelo escalão mais elevado encontram sua expressão mínima nos níveis operacionais 
e administrativos inferiores.
Mas o processo orçamentário é, também, ascendente e agregativo, uma vez que, mediante a 
obtenção de uma organicidade do conjunto de orçamentos parciais elaborados pelos diversos 
órgãos, forma-se uma realidade integrada que busca responder às diretrizes fundamentais 
que foram formuladas previamente pela cúpula14.
14 BRASIL, Haroldo Guimarães. Processo decisório e a questão orçamentária: uma analogia. Disponível em: bibliotecadigital.
fgv.br/ojs/index.php/rap/article/download/8661/7392.
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Adriel Sá
Assim, no processo descendente, os níveis tático e operacional não se envolvem na fase do 
planejamento orçamentário, cabendo a eles somente a elaboração dos planos de trabalho que 
irão viabilizar a consecução dos objetivos definidos no alto escalão (nível estratégico). Daí a 
desvantagem de risco de falta de adesão das unidades executoras.
b) Errada. A letra B (risco de duplicação de serviços) é uma desvantagem do processo ascen-
dente, porque estando as unidades operacionais envolvidas no processo, muitos serviços são 
comuns a mais de uma unidade executora, podendo estes serem considerados em duplicidade.
c) Errada. A letra C (visão limitada na determinação dos objetivos pelos órgãos operacionais) é 
outra desvantagem do processo ascendente porque, geralmente, os órgãos operacionais pos-
suem pouca visão macro e estratégica, ficando limitados apenas às suas próprias atividades.
d) Errada. A letra D (possibilidade de desperdício de recursos) é uma desvantagem do proces-
so ascendente e é uma consequência da duplicação de serviços.
e) Errada. A letra E (aumento de burocracia) é uma desvantagem que pode ocorrer quando a 
organização decide utilizar, de forma conjunta, o processo descendente e o processo ascen-
dente. Essa combinação proporciona uma maior interação entre os níveis estratégico, tático 
e operacional, o que é uma vantagem. No entanto, pode tornar o processo mais burocrático e 
lento pela quantidade de orçamentos que vão demandar muitas análises, cálculos e revisões.
Letra a.
029. (FGV - ASSISTENTE LEGISLATIVO MUNICIPAL (CM SALVADOR)/”SEM ÁREA”/2018) 
Um órgão público vem revendo suas práticas e políticas de gestão, de forma a promover a 
descentralização da tomada de decisão nas áreas funcionais. A descentralização apresenta 
vantagens e desvantagens. 
Entre as vantagens da descentralização, pode(m)-se apontar:
a) decisões mais consistentes com os objetivos globais da organização;
b) eliminação de esforços duplicados, reduzindo custos operacionais;
c) maior uniformidade nas decisões e nos procedimentos;
d) maior dispersão dos canais de comunicação pela organização;
e) maior agilidade e flexibilidade na tomada de decisões.
Como vimos, são vantagens da centralização: 
• As decisões são tomadas por administradores que possuem visão global da empresa.
• Os tomadores de decisão no topo são mais bem treinados e preparados do que os que 
estão nos níveis mais baixos.
• As decisões são mais consistentes com os objetivos empresariais globais.
• Maior uniformidade nas decisões e nos procedimentos.
• A centralização elimina esforços duplicados de vários tomadores de decisão e reduz 
custos operacionais.
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• Certas funções - como compras e tesouraria permitem maior especialização e vanta-
gens com a centralização.
São desvantagens da centralização: 
• As decisões são tomadasna cúpula que está distanciada dos fatos e das circunstân-
cias.
• Os tomadores de decisão no topo têm pouco contato com as pessoas e situações en-
volvidas.
• As linhas de comunicação ao longo da cadeia escalar provocam demora e maior custo 
operacional.
• As decisões passam pela cadeia escalar, envolvendo pessoas intermediárias e possibili-
tando distorções e erros pessoais no processo de comunicação das decisões.
São vantagens da descentralização: 
• Os gerentes ficam mais próximos do ponto onde se devem tomar as decisões. A des-
centralização corta os atrasos nas decisões causados pelas consultas à matriz ou aos 
supervisores distantes. As pessoas que vivem os problemas são as mais indicadas para 
resolvê-los no local, economizando tempo e dinheiro.
• Aumenta a eficiência e a motivação, aproveitando melhor o tempo e a aptidão dos fun-
cionários, evitando que fujam à responsabilidade, por ser mais fácil recorrer à matriz ou 
ao chefe.
• Melhora a qualidade das decisões à medida que seu volume e complexidade se redu-
zem, aliviando os chefes principais do excesso de trabalho decisório. Os altos funcio-
nários podem concentrar-se nas decisões de maior importância, deixando as menores 
decisões para os níveis mais baixos.
• Reduz a quantidade de papelório do pessoal dos escritórios centrais e os gastos respec-
tivos. Além disso, ganha-se tempo: toma-se na hora uma decisão que levaria vários dias 
para ser comunicada.
• Os gastos de coordenação podem ser reduzidos devido à maior autonomia para tomar 
decisões. Isso requer o estabelecimento de uma estrutura organizacional bem definida, 
além de políticas definindo até que ponto as unidades podem tomar suas decisões.
• Permite a formação de executivos locais ou regionais mais motivados e conscientes 
dos seus resultados operacionais. A estrutura descentralizada produz gerentes gerais 
em vez de simples especialistas.
São desvantagens da descentralização:
• Falta de uniformidade nas decisões. A padronização e a uniformidade favorecem a re-
dução de custos operacionais. A descentralização provoca perda de uniformidade nas 
decisões, com a diluição dos canais de comunicação. Porém, reuniões de “coordena-
ção” entre os escritórios centrais e o pessoal regional que desempenha a mesma função 
podem reduzir esse problema.
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• Insuficiente aproveitamento dos especialistas. Em geral, os maiores especialistas estão 
concentrados nos escritórios centrais. Com a descentralização, a tendência é pensar 
que já não se necessita da assessoria da matriz. O especialista da matriz pode ser ade-
quadamente utilizado desde que a direção defina as relações entre a matriz e o campo 
de atividades, a fim de encontrar o melhor equilíbrio entre as vantagens de aguardar a 
chegada do assessoramento superior e a ação no mesmo lugar.
• Falta de equipe apropriada no campo de atividades. Ao proceder-se à descentralização, 
deve-se prover o treinamento. O melhor meio consiste na designação paulatina de fun-
ções, comprovando com regularidade a atuação para certificar-se de que as funções 
existentes foram assimiladas antes de acrescentar outras novas.
Considerando as alternativas, temos:
a) decisões mais consistentes com os objetivos globais da organização; VANTAGEM DA CEN-
TRALIZAÇÃO.
b) eliminação de esforços duplicados, reduzindo custos operacionais; VANTAGEM DA CEN-
TRALIZAÇÃO.
c) maior uniformidade nas decisões e nos procedimentos; VANTAGEM DA CENTRALIZAÇÃO.
d) maior dispersão dos canais de comunicação pela organização; DESVANTAGEM DA DESCEN-
TRALIZAÇÃO.
e) maior agilidade e flexibilidade na tomada de decisões. VANTAGEM DA DESCENTRALIZAÇÃO.
Letra e.
030. (FGV - ANALISTA LEGISLATIVO MUNICIPAL (CM SALVADOR)/ADMINISTRATIVA/
SERVIÇOS GERAIS/2018) A prefeitura do Município de Ferreira Bezerra pretende transferir a 
atribuição de fiscalizar as condições de ensino-aprendizagem de escolas municipais da Secre-
taria de Educação para o topo da própria Prefeitura, ou seja, irá centralizar tais serviços. 
Um dos pontos fortes da centralização é:
a) foco maior nas condições locais;
b) disponibilidade maior de tempo dos gestores de topo para outras funções;
c) decisão mais distanciada dos fatos locais e das circunstâncias;
d) processo decisório mais consistente com os objetivos globais da organização;
e) participação maior dos empregados operacionais nas decisões.
A centralização atua dentro da premissa de que o indivíduo no topo possui a mais alta auto-
ridade e, nesse caso, ele é quem deve tomar as decisões. Por isso, diz-se que a centralização 
está intimamente relacionada com a unidade de comando. 
São vantagens da centralização:
• As decisões são tomadas por administradores que possuem visão global da empresa.
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• Os tomadores de decisão no topo são mais bem treinados e preparados do que os que 
estão nos níveis mais baixos.
• As decisões são mais consistentes com os objetivos empresariais globais.
• Maior uniformidade nas decisões e nos procedimentos.
• A centralização elimina esforços duplicados de vários tomadores de decisão e reduz 
custos operacionais.
• Certas funções - como compras e tesouraria permitem maior especialização e vanta-
gens com a centralização.
São desvantagens da centralização:
• As decisões são tomadas na cúpula que está distanciada dos fatos e das circunstân-
cias.
• Os tomadores de decisão no topo têm pouco contato com as pessoas e situações en-
volvidas.
• As linhas de comunicação ao longo da cadeia escalar provocam demora e maior custo 
operacional.
• As decisões passam pela cadeia escalar, envolvendo pessoas intermediárias e possibili-
tando distorções e erros pessoais no processo de comunicação das decisões.
A descentralização, por sua vez, faz com que as decisões sejam pulverizadas nos níveis mais 
baixos da organização. A tendência moderna é no intuito de descentralizar para proporcionar 
melhor utilização dos recursos humanos. O princípio que rege a descentralização é assim defi-
nido: a autoridade para tomar ou iniciar a ação deve ser delegada tão próxima da cena quanto 
possível. O grau de descentralização é tanto maior quanto.
1) As decisões sejam tomadas nos níveis mais baixos da hierarquia.
2) As decisões mais importantes sejam tomadas nos níveis mais baixos da hierarquia.
3) Menor a supervisão sobre as decisões tomadas.
Portanto, a descentralização significa relativa autonomia e independência para tomar deci-
sões. Ocorre quando nenhum controle direto é feito ao tomar-se uma decisão. 
São vantagens da descentralização:
• Os gerentes ficam mais próximos do ponto onde se devem tomar as decisões. A des-
centralização corta os atrasos nas decisões causados pelas consultas à matriz ou aos 
supervisores distantes. As pessoas que vivem os problemas são as mais indicadas para 
resolvê-los no local, economizando tempo e dinheiro.
• Aumenta a eficiência e a motivação, aproveitando melhor o tempo e a aptidão dos fun-
cionários, evitando que fujam à responsabilidade, por ser mais fácil recorrer à matriz ou 
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• Melhora a qualidade das decisões à medida que seu volume e complexidade se redu-
zem, aliviando os chefes principais do excesso de trabalho decisório. Os altos funcio-
nários podem concentrar-se nas decisões de maior importância, deixando as menores 
decisões para os níveis mais baixos.
• Reduz a quantidade de papelório do pessoal dos escritórios centrais e os gastos respec-
tivos. Além disso, ganha-se tempo: toma-se na hora uma decisão que levaria vários dias 
para ser comunicada.
• Os gastos de coordenação podem ser reduzidos devido à maior autonomia para tomar 
decisões. Isso requer o estabelecimento de uma estrutura organizacional bem definida, 
além de políticas definindo até que ponto as unidades podem tomar suas decisões.
• Permite a formação de executivos locais ou regionais mais motivados e conscientes 
dos seus resultados operacionais. A estrutura descentralizada produz gerentes gerais 
em vez de simples especialistas.
São desvantagens da descentralização:
• Falta de uniformidade nas decisões. A padronização e a uniformidade favorecem a re-
dução de custos operacionais. A descentralização provoca perda de uniformidade nas 
decisões, com a diluição dos canais de comunicação. Porém, reuniões de “coordena-
ção” entre os escritórios centrais e o pessoal regional que desempenha a mesma função 
podem reduzir esse problema.
• Insuficiente aproveitamento dos especialistas. Em geral, os maiores especialistas estão 
concentrados nos escritórios centrais. Com a descentralização, a tendência é pensar 
que já não se necessita da assessoria da matriz. O especialista da matriz pode ser ade-
quadamente utilizado desde que a direção defina as relações entre a matriz e o campo 
de atividades, a fim de encontrar o melhor equilíbrio entre as vantagens de aguardar a 
chegada do assessoramento superior e a ação no mesmo lugar.
• Falta de equipe apropriada no campo de atividades. Ao proceder-se à descentralização, 
deve-se prover o treinamento. O melhor meio consiste na designação paulatina de fun-
ções, comprovando com regularidade a atuação para certificar-se de que as funções 
existentes foram assimiladas antes de acrescentar outras novas.
Analisando as alternativas, temos:
a) foco maior nas condições locais; PONTO FORTE DA DESCENTRALIZAÇÃO.
b) disponibilidade maior de tempo dos gestores de topo para outras funções; PONTO FORTE DA 
DESCENTRALIZAÇÃO.
c) decisão mais distanciada dos fatos locais e das circunstâncias; PONTO FRACO DA CEN-
TRALIZAÇÃO.
d) processo decisório mais consistente com os objetivos globais da organização; PONTO FORTE 
DA CENTRALIZAÇÃO.
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e) participação maior dos empregados operacionais nas decisões. PONTO FORTE DA DESCEN-
TRALIZAÇÃO.
Letra d.
031. (FGV - ANALISTA LEGISLATIVO MUNICIPAL (CM SALVADOR)/MESA DIRETORA/OU-
VIDORIA/2018) O presidente de uma instituição pública acaba de assumir o cargo. Ele acredi-
ta que a instituição “está uma bagunça, cada um decide como quer, sem seguir adequadamen-
te os procedimentos”. Ele acredita que uma maneira de modificar essa situação é centralizar 
o processo decisório. 
Uma das vantagens da centralização é:
a) decisões mais consistentes com os objetivos globais da organização;
b) maior rapidez e flexibilidade na implementação das decisões;
c) decisões mais próximas e adaptadas às situações específicas;
d) promover a motivação dos administradores no nível hierárquico médio;
e) estimular a criatividade e a inovação.
Vamos rever!
São vantagens da centralização:
• As decisões são tomadas por administradores que possuem visão global da empresa.
• Os tomadores de decisão no topo são mais bem treinados e preparados do que os que 
estão nos níveis mais baixos. 
• As decisões são mais consistentes com os objetivos empresariais globais. 
• Maior uniformidade nas decisões e nos procedimentos. 
• A centralização elimina esforços duplicados de vários tomadores de decisão e reduz 
custos operacionais. 
• Certas funções - como compras e tesouraria permitem maior especialização e vanta-
gens com a centralização.
São desvantagens da centralização:
• As decisões são tomadas na cúpula que está distanciada dos fatos e das circunstân-
cias.
• Os tomadores de decisão no topo têm pouco contato com as pessoas e situações en-
volvidas.
• As linhas de comunicação ao longo da cadeia escalar provocam demora e maior custo 
operacional.
• As decisões passam pela cadeia escalar, envolvendo pessoas intermediárias e possibili-
tando distorções e erros pessoais no processo de comunicação das decisões.
b) Errada. A letra B está incorreta, pois lista uma vantagem da descentralização, e não cen-
tralização. 
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Adriel Sá
c) Errada. A letra C está incorreta, pois lista uma vantagem da descentralização, e não cen-
tralização. 
d) Errada. A letra D está incorreta, pois lista uma vantagem da descentralização, e não cen-
tralização. 
e) Errada. A letra E está incorreta, pois lista uma vantagem da descentralização, e não cen-
tralização.
Letra a.
032. (FGV - ANALISTA LEGISLATIVO MUNICIPAL (CM SALVADOR)/GESTÃO DE PESSOAS/
DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS/2018) A descentralização é uma tendência em muitas 
organizações contemporâneas, como resposta à complexidade dos desafios organizacionais, 
tais como mudanças tecnológicas, inovação e diversificação dos mercados. 
No entanto, a descentralização também tem desvantagens, tais como:
a) dependência dos superiores hierárquicos para as decisões;
b) tendência para o desperdício e duplicação de recursos;
c) desmotivação e insatisfação dos gerentes médios;
d) rigidez e lentidão na tomada de decisão; 
e) pouco estímulo ao aprendizado e à criatividade dos gerentes médios.
A descentralização faz com que as decisões sejam pulverizadas nos níveis mais baixos da 
organização. Portanto, a descentralização significa relativa autonomia e independência para 
tomar decisões. A tendência para o desperdício e duplicação de recursos é, de fato, uma des-
vantagem da descentralização, derivada da falta de uniformidade nas decisões. Em suma, um 
mesmo tema pode ter decisões diferentes, exigindo recursos diferentes.
As letras A, C e E se referem a uma desvantagem da centralização. As decisões são tomadas 
na cúpula que está distanciada dos fatos e das circunstâncias. 
A letra D se refere a outra desvantagem da centralização. Como as decisões são tomadas por 
poucas pessoas, geralmente essas pessoas estão mais distantes do fato ocorrido. Daí a ne-
cessidade de consulta à matriz ou aos supervisores distantes do problema.
Letra b.
033. (FGV - ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO (MPE AL)/GESTÃO PÚBLICA/2018) Du-
rante uma entrevista para uma renomada revista de negócios, o controller de uma companhia 
é questionado sobre a previsão de receita do ano. Sem saber a resposta, o entrevistado faz 
uma estimativa, baseando-se na receita do ano anterior, acrescentando 5% ao valor total.
Na situação apresentada,é possível perceber que o controller, ignorando a resposta do ques-
tionamento, foi vítima de uma armadilha psicológica conhecida por
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Adriel Sá
a) excesso de confiança.
b) evidência confirmadora.
c) ancoragem.
d) custo irrecuperável.
e) formulação do problema.
Quando ocorre o desvio ou viés de ancoragem, nos fixamos em uma informação como ponto 
de partida. Nossa mente tende a dar uma grande ênfase à primeira informação que recebemos. 
Pode ocorrer nas negociações de salário, nas entrevistas de seleção, dentre outras. Temos difi-
culdade de ajuste diante de informações posteriores. São usadas em áreas que a persuasão é 
importante (publicidade, políticos, executivos). Um exemplo é quando um profissional pergun-
ta numa seleção qual o salário anterior; a resposta servirá de âncora para a oferta que ele fará.
Assim, o entrevistado, ao fazer uma estimativa, baseou-se na receita do ano do anterior e ainda 
acrescentou 5% ao valor total, ou seja, caiu na armadilha psicológica da ancoragem. Portanto, 
a letra C está correta.
As demais estão incorretas15:
a) Errada. Sobre a letra A, excesso de confiança é a tendência de confiar demais na precisão de 
suas previsões, o que pode levar a falhas no julgamento e na avaliação de decisões.
b) Errada. Sobre a letra B, evidência confirmadora é a tendência de buscar informações que 
corroborem seu instinto ou seu ponto de vista e a evitar informações que o contradigam. Afeta 
não só as fontes de informação nas quais os executivos baseiam seu julgamento, mas tam-
bém o modo como eles interpretam essas informações.
d) Errada. Sobre a letra D, custo irrecuperável é a tentativa de fazer escolhas que justifiquem 
suas decisões passadas, mesmo que essas decisões tenham se revelado erradas. 
e) Errada. Sobre a letra E, formulação do problema é o modo como a situação é formulada e 
pode influenciar profundamente as escolhas feitas. Um mesmo problema pode ser descrito de 
formas totalmente diferentes, o que leva a diferentes interpretações e isso, consequentemen-
te, influencia na tomada de decisão.
Letra c.
034. (FGV - Analista de gestão (COMPESA)/Gestão de pessoas/2018) No decorrer de uma 
partida de futebol, existem momentos em que um jogador precisa tomar decisões complexas, 
que exigem o uso de intuição e criatividade, como escolher entre o drible ou o chute a gol.
Conforme os estudos sobre processo decisório, essa escolha representa um tipo de decisão
a) desconstrutiva.
b) aleatória.
c) não programada.
d) genérica.
e) de alto risco.
15 SOBRAL, F.; PECI, A. Administração: teoria e prática no contexto brasileiro. São Paulo: Prentice Hall, 2008.
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Adriel Sá
Mais uma questão sobre o clássico binômio “decisão programada” e “decisão não programada”:
• Decisões programadas (estruturadas) caracterizam os problemas que são bem compre-
endidos, altamente estruturados, rotineiros e repetitivos e que se prestam aos procedi-
mentos, regras e hábitos sistemáticos. 
• Decisões não programadas (não estruturadas) destinam-se àqueles problemas que não 
são bem compreendidos, carecem de estruturação, tendem a ser singulares e não se 
prestam aos procedimentos sistêmicos ou rotineiros.
Letra c.
035. (FGV - TÉCNICO SUPERIOR ESPECIALIZADO (DPE RJ)/ADMINISTRAÇÃO DE EMPRE-
SAS/2019) Um gerente precisa definir o salário a ser pago para um especialista na área de 
engenharia, para um cargo novo na empresa. O gerente não tem ideia de qual seria o valor 
adequado, então decidiu perguntar ao único candidato à vaga quanto ele recebia no seu último 
emprego. A partir desse valor, o gerente propôs um salário 20% maior.
No seu processo de tomada de decisão, o gerente está incorrendo na armadilha psicológica 
conhecida como:
a) evidência confirmadora;
b) representatividade;
c) framing;
d) ancoragem;
e) associação pressuposta.
Quando ocorre o desvio ou viés de ancoragem, nos fixamos em uma informação como ponto 
de partida. Nossa mente tende a dar uma grande ênfase à primeira informação que recebemos. 
Pode ocorrer nas negociações de salário, nas entrevistas de seleção, dentre outras. Temos difi-
culdade de ajuste diante de informações posteriores. São usadas em áreas que a persuasão é 
importante (publicidade, políticos, executivos). Um exemplo é quando um profissional pergun-
ta numa seleção qual o salário anterior; a resposta servirá de âncora para a oferta que ele fará.
Assim, o gerente, ao se basear em uma única opinião, caiu na armadilha psicológica da anco-
ragem. Portanto, a letra D está correta.
a) Errada. Sobre a letra A, evidência confirmadora é a tendência de buscar informações que 
corroborem seu instinto ou seu ponto de vista e a evitar informações que o contradigam. Afeta 
não só as fontes de informação nas quais os executivos baseiam seu julgamento, mas tam-
bém o modo como eles interpretam essas informações.
b) Errada. Sobre a letra B, o viés da representatividade ocorre quando tomamos decisões a 
partir de uma categoria pré-existente. Os executivos, por exemplo, frequentemente, preveem 
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Adriel Sá
o sucesso de um produto relacionando-o com o sucesso de um produto anterior. Ou, se três 
ex-alunos de uma certa universidade são contratados por uma mesma empresa e não se saem 
muito bem, os executivos da empresa poderão prever que candidatos formados naquela uni-
versidade não serão bons funcionários. 
c) Errada. Sobre a letra C, o framing é conhecido também como efeito de enquadramento. Tal 
erro refere-se à forma como a questão é apresentada para o tomador de decisão. A mesma 
questão pode levar a duas decisões, ou seja, a decisão é tomada a depender da maneira que a 
pergunta é realizada.
e) Errada. Sobre a letra E, pela associação pressuposta, o tomador de decisão tende a supe-
restimar a probabilidade de dois eventos ocorrerem concomitantemente, com base no número 
de associações semelhantes que podem recordar facilmente, seja pela experiência, seja por 
influência social.
Letra d.
036. (FGV - Técnico Superior Especializado (DPE RJ)/Administração de empresas/2019) Um 
funcionário que ocupava um cargo de supervisor na área de recursos humanos de uma organi-
zação de grande porte dedicava boa parte do seu tempo à distribuição, entre os membros da 
sua equipe, das atividades e dos recursos necessários à sua realização. Ao ser promovido ao 
cargo de gerente, passou a se dedicar à representação da organização em negociações com 
sindicatos.
O papel desempenhado pelo funcionário como supervisor e o papel desempenhado como ge-
rente são, respectivamente:
a) interpessoal, de líder; interpessoal, de negociador;
b) decisório, de administrador de recursos; decisório, de negociador;
c) decisório, de solucionador de conflitos; informacional, de porta-voz;
d) informacional, de monitor; interpessoal, de símbolo;e) decisório, de administrador de recursos; informacional, de porta-voz.
Tema muito comum em provas de concursos públicos trata dos 10 papéis específicos do ad-
ministrador identificados por Henry Mintzberg16, que são divididos em três categorias: inter-
pessoal, informacional e decisorial.
PAPÉIS INTERPESSOAIS: representam as relações com outras pessoas e estão relacionados 
às habilidades humanas. Mostram como o administrador interage com as pessoas e influencia 
seus subordinados.
Os papéis interpessoais advêm diretamente do status e da autoridade formal dos gerentes: 
eles precisam representar a organização em cerimoniais e atos internos e externos, fazer con-
tatos e liderar pessoas. São papéis interpessoais: 
16 MINTZBERG, H. The nature of managerial work. New York: Harper Collins Publishers, 1973.
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Adriel Sá
• Representação/Símbolo (figura de proa-chefe) - papel desempenhado em atos e ceri-
moniais formais.
• Líder - responsável pelo trabalho de outras pessoas. Como os administradores traba-
lham com e por meio de outras pessoas, são responsáveis tanto pelos atos dos subor-
dinados quanto pelos próprios. De fato, o sucesso ou o fracasso dos subordinados é 
medida direta de seu próprio sucesso ou fracasso. Como os dirigentes contam com 
subordinados e outros recursos, devem realizar mais do que os não dirigentes. Isso 
significa ser responsável pela motivação e atuação dos funcionários, responsável pela 
assessoria, treinamento e deveres associados.
• Contato/Elemento de Ligação - por meio do estabelecimento de uma rede de contatos 
com chefes, subordinados, pares e pessoas de fora da organização. 
PAPÉIS INFORMACIONAIS: descrevem as atividades para manter e desenvolver uma rede de 
informações. Mostram como o administrador intercambia e processa a informação.
Os papéis informacionais são resultados dos contatos interpessoais. Os gerentes podem não 
saber tudo, mas tipicamente são bem mais informados do que os subordinados. Eles acessam 
um conjunto tão variado de informações, que se tornam o centro nervoso da unidade organiza-
cional. São papéis informacionais os de:
• Monitor/Coletor - por meio de seus contatos dentro e fora da organização, o gerente 
busca informações constantemente e monitora o ambiente intra e extraorganizacional.
• Disseminador - como elo privilegiado da rede organizacional, o gerente funciona como 
disseminador de informações aos subordinados, principalmente as táticas e as estraté-
gicas.
• Porta-voz - o gerente leva informações da organização para fora da sua unidade ou para 
o ambiente externo. 
PAPÉIS DECISÓRIOS: envolvem eventos e situações em que o administrador deve fazer uma 
escolha ou opção. Esses papéis requerem tanto habilidades humanas como conceituais. Mos-
tram como o administrador utiliza a informação em suas decisões.
O gerente estabelece uma rede de relações, por meio das quais busca informações para tomar 
decisões. São quatro os papéis decisoriais propostos:
• Empreendedor - o gerente monitora o ambiente para melhorar sua unidade e promover 
as alterações necessárias, de forma a adaptá-la às mudanças identificadas no meio 
ambiente. Para a execução dos seus projetos, ele pode utilizar delegação, autorização e 
supervisão dos subordinados.
• Solucionador de Distúrbios ou Problemas - o gerente age involuntariamente, geralmente 
sob pressões, para resolver problemas e crises. 
• Alocador de Recursos/Administrador de Recursos - esse papel reflete as decisões es-
tratégicas da organização e da unidade. Como autoridade formal, o gerente decide como 
e onde serão alocados os recursos em sua unidade.
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• Negociador - para concretizar suas estratégias, o gerente realiza negociações tanto com 
pessoas de dentro, como de fora da organização.
Papéis do 
Administrador
Interpessoais
Informacionais
 Representação/Símbolo
 Líder 
 Contato/Elemento de Ligação
 Monitor/Coletor 
 Disseminador
 Porta-voz 
Decisórios
 Empreendedor 
 Solucionador de Distúrbios ou 
Problemas
 Alocador ou Administrador de 
Recursos
 Negociador
Logo, temos:
• Funcionário - distribuição, entre os membros da sua equipe, das atividades e dos recur-
sos necessários à sua realização - decisório, de administrador de recursos.
• Gerente - representação da organização em negociações com sindicatos - decisório, de 
negociador.
Letra b.
037. (FGV - ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO (MPE RJ)/ADMINISTRATIVA/2019) Em 
seus processos de tomada de decisão, os administradores muitas vezes incorrem em armadi-
lhas psicológicas que os afastam de decisões racionais. Uma armadilha que frequentemente 
afeta os administradores é a tendência a fazer escolhas que justifiquem decisões passadas, 
mesmo que essas decisões tenham se revelado erradas.
Essa armadilha é conhecida como:
a) ancoragem;
b) custo irrecuperável;
c) evidência confirmadora;
d) excesso de confiança;
e) previsão retrospectiva.
O custo irrecuperável é a tentativa de fazer escolhas que justifiquem suas decisões passadas, 
mesmo que essas decisões tenham se revelado erradas. 
a) Errada. Sobre a letra A, quando ocorre o desvio ou viés de ancoragem, nos fixamos em uma 
informação como ponto de partida. Nossa mente tende a dar uma grande ênfase à primeira 
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informação que recebemos. Pode ocorrer nas negociações de salário, nas entrevistas de se-
leção, dentre outras. Temos dificuldade de ajuste diante de informações posteriores. São usa-
das em áreas que a persuasão é importante (publicidade, políticos, executivos). Um exemplo 
é quando um profissional pergunta numa seleção qual o salário anterior; a resposta servirá de 
âncora para a oferta que ele fará.
c) Errada. Sobre a letra C, evidência confirmadora é a tendência de buscar informações que 
corroborem seu instinto ou seu ponto de vista e a evitar informações que o contradigam. Afeta 
não só as fontes de informação nas quais os executivos baseiam seu julgamento, mas tam-
bém o modo como eles interpretam essas informações.
d) Errada. Sobre a letra D, excesso de confiança é a tendência de confiar demais na precisão de 
suas previsões, o que pode levar a falhas no julgamento e na avaliação de decisões.
e) Errada. Sobre a letra E, a previsão retrospectiva, também conhecida como hindsight, refere-
-se à famosa frase: “Eu já sabia”. Após a ocorrência de um evento, o planejador tende a supe-
restimar sua capacidade preditiva. Além disso, em processos de planejamento colaborativo, 
onde a opinião de todos os envolvidos é fundamental para a efetividade do processo, este viés 
pode gerar críticas à capacidade preditiva de alguns dos envolvidos.
Letra b.
038. (FGV - ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO (MPE RJ)/ADMINISTRATIVA/2019) Os 
governantes atuais de determinado município analisarama política de agricultura familiar or-
gânica, implementada pelo governo anterior, e decidiram pela sua continuidade. Para tanto, 
argumentaram que os recursos estão escassos, não há tempo hábil nem capacidade técnica 
dos envolvidos na política para modificá-la.
Nessa situação, o estilo de tomada de decisão desses governantes é:
a) racional;
b) ótimo-normativo;
c) incremental;
d) normativo;
e) distributivo.
Os estudiosos da Teoria Administrativa, ao descrever em modelos os procedimentos caracte-
rísticos da tomada de decisão, chegaram à formulação de vários esquemas interpretativos do 
Processo Decisório.
A questão contém 3 deles. Vejamos uma síntese:
• Modelo normativo: o que deve ser feito é a preocupação central; esse é o modelo dos 
grupos técnico-profissionais. 
• Modelo racional: o Processo Decisório tem como intuito maximizar os objetivos da alta 
administração e de seus acionistas.
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• Modelo incremental: é baseado no conceito de racionalidade limitada (modelo de Car-
negie), no qual mostra que os gerentes e administradores têm tendência a serem con-
servadores no processo de tomada de decisões. Dessa forma, eles costumam adotar 
soluções parecidas com decisões implementadas no passado, a fim de limitarem os 
riscos e os erros no processo de tomada de decisões e protegerem a lógica de suas 
escolhas passadas.
Logo, o enunciado destaca o modelo incremental ou incrementalista.
Letra c.
039. (FGV - AGENTE CENSITÁRIO (IBGE)/OPERACIONAL/2019) Em Administração, centrali-
zação “significa que a autoridade para tomar decisões está concentrada no topo da organiza-
ção, enfatizando assim a cadeia de comando” (Sobral e Peci, 2013, p.265).
Embora a centralização das decisões possa ser questionada frente à maior complexidade do 
processo decisório gerada pelo ambiente externo mais turbulento e incerto que as organiza-
ções contemporâneas enfrentam, a centralização apresenta vantagens em relação à descen-
tralização, tais como:
a) eliminar esforços duplicados de vários tomadores de decisão;
b) decisões mais próximas dos fatos e das circunstâncias locais;
c) favorecer a formação de gerentes mais motivados e autônomos;
d) maior rapidez e flexibilidade na tomada de decisões;
e) maior interesse e motivação por parte dos subordinados.
A centralização atua dentro da premissa de que o indivíduo no topo possui a mais alta auto-
ridade e, nesse caso, ele é quem deve tomar as decisões. Por isso, diz-se que a centralização 
está intimamente relacionada com a unidade de comando.
São vantagens da centralização:
• As decisões são tomadas por administradores que possuem visão global da empresa.
• Os tomadores de decisão no topo são mais bem treinados e preparados do que os que 
estão nos níveis mais baixos.
• As decisões são mais consistentes com os objetivos empresariais globais.
• Maior uniformidade nas decisões e nos procedimentos.
• A centralização elimina esforços duplicados de vários tomadores de decisão e reduz 
custos operacionais.
• Certas funções - como compras e tesouraria permitem maior especialização e vanta-
gens com a centralização.
Sobre as demais alternativas:
b) decisões mais próximas dos fatos e das circunstâncias locais; VANTAGEM DA DES-
CENTRALIZAÇÃO
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c) favorecer a formação de gerentes mais motivados e autônomos; VANTAGEM DA DES-
CENTRALIZAÇÃO
d) maior rapidez e flexibilidade na tomada de decisões; VANTAGEM DA DESCENTRALIZAÇÃO
e) maior interesse e motivação por parte dos subordinados. VANTAGEM DA DESCENTRALIZAÇÃO
Letra a.
040. (FGV - COORDENADOR CENSITÁRIO SUBÁREA (IBGE)/2019) O processo decisório or-
ganizacional é influenciado pelas características individuais dos decisores, que têm diferentes 
estilos de decisão.
Administradores que privilegiam decisões técnicas e racionais, com base em dados objetivos 
e muitas informações, considerando múltiplas alternativas e buscando soluções complexas 
para os problemas, são decisores de estilo:
a) conceitual;
b) diretivo;
c) estratégico;
d) analítico;
e) comportamental.
Das 5 alternativas, 4 delas tratam do modelo dos estilos de decisão apresentados por Sobral e 
Peci (2008)17: diretivo, comportamental, analítico e conceitual.
• O estilo diretivo é característico de pessoas orientadas para o desempenho e com baixa 
complexidade cognitiva. Os administradores que adotam esse estilo são lógicos, foca-
dos no curto prazo e eficientes. Valorizam a rapidez e o alcance de resultados satisfató-
rios. Baseiam a decisão em aspectos técnicos, utilizam pouca informação e consideram 
poucas alternativas. Sua orientação para a tarefa em detrimento das pessoas faz com 
que, por vezes, sejam agressivos na busca de soluções para os problemas. O estilo di-
retivo é eficaz em organizações hierárquicas em que prevalece a manutenção do status 
quo e nas quais a mudança é previsível. 
• O estilo comportamental representa uma forma de tomar decisão na qual a principal 
preocupação é o bem-estar das pessoas. Os que adotam esse estilo são abertos e co-
municativos, procurando entender os impactos que as decisões têm nas pessoas com 
quem trabalha. Sua principal preocupação na organização está no desenvolvimento das 
pessoas e em ajudá-las a alcançar suas metas. Assim como o estilo diretivo, usam pou-
ca informação e são focados no curto prazo. O estilo comportamental tem seu foco no 
curto prazo limita a eficácia de suas decisões a ambientes previsíveis e estáveis. 
• O estilo analítico é representativo de pessoas orientadas para as tarefas e com elevada 
complexidade cognitiva. Os que privilegiam esse estilo são, normalmente, autocráticos 
17 SOBRAL, F.; PECI A. Administração: teoria e prática no contexto brasileiro. São Pau-lo: Pearson Prentice Hall, 2008.
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e tomam decisões técnicas e racionais com base em dados objetivos. Requerem muita 
informação, consideram múltiplas alternativas e buscam situações complexas para os 
problemas. Dão muita importância à análise detalhada da informação e a maximização 
dos resultados alcançados com decisão. Necessitam de tempo para processar toda a 
informação e são inovadores na solução que propõem. O estilo analítico necessita de 
uma estrutura hierárquica forte e de sistemas de controle eficazes. 
• O estilo conceitual é típico de pessoas que tomam decisões socialmente orientadas e 
para as quais consideram grande quantidade de informação. Os que usam esse estilo 
são participativos e criativos, e suas decisões são focadas no longo prazo. Tendem a 
usar dados de múltiplas fontes e a considerar muitas alternativas em sua análise. Valori-
zam a ética no processo de tomada de decisão. Estimulam a confiança e a abertura nas 
relações e partilham as metas com os subordinados. Estimam a realização, o reconhe-
cimento ea independência. O estilo conceitual é colaborativo e é particularmente efetivo 
em ambientes altamente ambíguos e imprevisíveis.
Um esquema proposto pelos autores é o seguinte:
Letra d.
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041. (FGV - ANALISTA ESPECIALIZADO (IMBEL)/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2021) De 
acordo com a Teoria da Racionalidade Limitada, conceito associado às disfunções do proces-
so decisório, assinale a afirmativa correta.
a) Os gestores tomam decisões sobre questões sobre as quais possuem informações insu-
ficientes, devido às restrições cognitivas, de tempo e de recursos para a obtenção de dados 
mais completos.
b) As decisões são programadas conforme a ocorrência dos problemas rotineiros enfrenta-
dos pelos gestores, que têm dificuldades em recorrer a soluções elaboradas em contextos e 
situações emergentes.
c) Os entendimentos dos problemas são inibidos por ancoragens psicológicas da gestão, 
criando situações de perda da capacidade de abstração e limitando o gestor a se basear ape-
nas em soluções programadas.
d) A racionalização exacerbada das situações reduz a possibilidade que o gestor trace uma 
decisão com base nos objetivos finalísticos da organização e foque essencialmente em ques-
tões procedimentais do problema.
e) A capacidade de percepção dos gestores é afetada negativamente pela sazonalidade das 
mudanças de um mercado maduro, fato esse que limita a tomada de decisão como uma mera 
questão de perpetuação do status quo.
Vamos analisar cada uma das alternativas:
Analisando cada alternativa:
a) Os gestores tomam decisões sobre questões sobre as quais possuem informações insufi-
cientes, devido às restrições cognitivas, de tempo e de recursos para a obtenção de dados mais 
completos.
Correta. O processo decisório repousa em uma racionalidade limitada, na qual o tomador de 
decisões não pode analisar todas as alternativas possíveis e receber todas as informações 
necessárias, pois o tempo despendido retardaria enormemente a definição dos cursos de ação 
a serem seguidos na atividade empresarial.
b) As decisões são programadas conforme a ocorrência dos problemas rotineiros enfrentados 
pelos gestores, que têm dificuldades em recorrer a soluções elaboradas em contextos e situa-
ções emergentes.
Incorreta. Nas decisões programadas ou rotineiras, há um procedimento ou estrutura clara 
para se chegar a um resultado correto. Surge de resultados e métodos criados sobre situações 
de ocorrência frequente nas organizações. Já as decisões não programadas ou não rotineiras 
são decisões novas e não estruturadas para as quais não há um método determinado para a 
abordagem do problema. O resultado não se encontra previamente descrito. Assim, a alterna-
tiva traz a ideia de decisões não programadas.
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c) Os entendimentos dos problemas são inibidos por ancoragens psicológicas da gestão, crian-
do situações de perda da capacidade de abstração e limitando o gestor a se basear apenas em 
soluções programadas.
Incorreta. Como já sabemos, o gestor tem a sua disposição dois tipos de decisão: as progra-
madas e as não programadas. Simples assim!
d) A racionalização exacerbada das situações reduz a possibilidade que o gestor trace uma de-
cisão com base nos objetivos finalísticos da organização e foque essencialmente em questões 
procedimentais do problema.
Incorreta. Nada a ver. Essa racionalização não é exacerbada. Ela é equilibrada, considerando o 
limite cognitivo do gestor. Isso por si só não impede que o gestor tenha em mente sempre os 
objetivos da organização.
e) A capacidade de percepção dos gestores é afetada negativamente pela sazonalidade das 
mudanças de um mercado maduro, fato esse que limita a tomada de decisão como uma mera 
questão de perpetuação do status quo.
Incorreta. A decisão é afetada pela limitação de informação, e não pela sazonalidade apresen-
tada e muito menos se relaciona com o status quo. A racionalidade limitada acontece quando 
um gestor, ao tomar decisão, precisaria de um grande número de informações a respeito da 
situação, para que pudesse analisá-las e avaliá-las.
Letra a.
042. (FGV - Engenheiro (IMBEL)/Controle de Qualidade/2021) Sobre os tipos de decisões ge-
renciais aplicados em problemas administrativos, assinale V para a afirmativa verdadeira e F 
para a afirmativa falsa.
( ) As decisões programadas se aplicam a problemas bem compreendidos pela administra-
ção, que possui procedimentos e/ou regras sistemáticas para tratá-los.
( ) As decisões não programadas contam apenas com a habilidade dos administradores 
em tomar decisões, já que não se submetem, usualmente, a procedimentos sistematizados 
pela empresa.
( ) As decisões não programadas têm pequeno impacto na atividade administrativa, já que 
raramente são requeridas.
As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente,
a) V – V – V.
b) V – F – V.
c) V – V – F.
d) F – V – V.
e) F – F – F.
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As decisões programadas (estruturadas) caracterizam os problemas que são bem compreen-
didos, altamente estruturados, rotineiros e repetitivos e que se prestam aos procedimentos, 
regras e hábitos sistemáticos. Assim, essas decisões são sempre semelhantes. A retirada de 
livros de uma biblioteca, o processamento de um pedido de pagamento de um fornecedor e 
uma ação de “recall” por parte de uma fábrica de automóveis são exemplos de decisões pro-
gramadas, pois são repetitivas e rotineiras.
As decisões não programadas (não estruturadas) destinam-se àqueles problemas que não 
são bem compreendidos, carecem de estruturação, tendem a ser singulares e não se prestam 
aos procedimentos sistêmicos ou rotineiros. A chave para entender essas decisões é lembrar 
que acontecem raramente, ou seja, existem poucos precedentes para a tomada de decisões. 
As decisões são causadas por variáveis diversas.
Assim, temos:
(Verdadeira) As decisões programadas se aplicam a problemas bem compreendidos pela admi-
nistração, que possui procedimentos e/ou regras sistemáticas para tratá-los.
As decisões programadas são adequadas a problemas rotineiros, que já aconteceram antes.
(Verdadeira) As decisões não programadas contam apenas com a habilidade dos administrado-
res em tomar decisões, já que não se submetem, usualmente, a procedimentos sistematizados 
pela empresa.
Nas decisões não programadas, o problema é novo, pouco frequente. Dessa forma, é necessá-
rio análise e não há uma resposta padrão sistematizada.
(Falsa) As decisões não programadas têm pequeno impacto na atividade administrativa, já que 
raramente são requeridas.
As decisões não programadas podem ter enorme impacto na atividade administrativa e que 
podem surgir a qualquer momento durante a rotina da organização.
Letra c.
043. (FGV - Assistente em Administração (TCE-PI)/2021) Nas organizaçõescontemporâneas, 
é comum os administradores adotarem estilos participativos de gestão, envolvendo os indi-
víduos e os grupos nas decisões que os afetam. A tomada de decisão em grupo apresenta 
vantagens em relação à tomada de decisão individual, como, por exemplo, maior diversidade 
de perspectivas sobre os problemas em foco.
No entanto, a tomada de decisão em grupo também apresenta desvantagens quando compa-
rada à individual, tais como:
a) tendência a decisões heurísticas;
b) permeabilidade a informações externas;
c) perda de legitimidade da decisão;
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d) tendência ao efeito halo;
e) exigência de mais tempo e recursos.
Segundo Sobral e Peci (2013)18, a tomada de decisão em grupo tem uma dinâmica diferente 
da individual, pois as pessoas precisam discutir suas ideias, procurar consensos e fazer alian-
ças e coalizões. Dessa forma, esses autores organizam suas vantagens e desvantagens da 
seguinte forma:
Logo, temos:
a) tendência a decisões heurísticas (simplificadas); [DESVANTAGEM DA TOMADA DE DECISÃO 
INDIVIDUAL].
b) permeabilidade a (influenciado por) informações externas; [DESVANTAGEM DA TOMADA DE 
DECISÃO INDIVIDUAL].
c) perda de (aumento da) legitimidade da decisão; [VANTAGEM DA TOMADA DE DECISÃO 
EM GRUPO].
d) tendência ao efeito halo; [DESVANTAGEM DA TOMADA DE DECISÃO INDIVIDUAL].
e) exigência de mais tempo e recursos (ou seja, processo de decisão mais demorado e maior 
consumo de recursos) [DESVANTAGEM DA TOMADA DE DECISÃO EM GRUPO].
Letra e.
18 SOBRAL, F.; PECI, A. Administração: teoria e prática no contexto brasileiro. 2.ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 
2013.
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044. (FGV - ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO (TCE-PI)/2021) Um gerente precisa decidir 
sobre a compra de aparelhos de ar-condicionado para a empresa onde trabalha. A tabela abai-
xo apresenta a avaliação das alternativas dos diversos fabricantes em cada um dos critérios 
considerados, bem como os pesos atribuídos a cada critério.
Assumindo que esses são todos os critérios relevantes para avaliação de um aparelho de ar-
-condicionado, pelo modelo racional de tomada de decisão, o gerente deveria escolher a marca:
a) V;
b) W;
c) X;
d) Y;
e) Z.
Como vimos, o modelo racional de tomada de decisão refere-se ao processo no qual os admi-
nistradores tomam decisões ótimas que maximizam os resultados da organização. 
De acordo com Sobral e Peci (2013)19, uma das técnicas de apoio à decisão que podem ser 
utilizadas é a matriz de prioridades.
19 SOBRAL, F.; PECI, A. Administração: teoria e prática no contexto brasileiro. 2.ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 
2013.
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• A matriz de prioridades consiste na construção de uma matriz que permite comparar 
cada uma das alternativas por meio da atribuição de pesos diferenciados a cada um dos 
critérios de decisão.
• Os pesos representam as preferências ou prioridades do tomador de decisão em rela-
ção a cada um dos critérios.
• Desse modo, deve-se calcular o escore de cada alternativa multiplicando a classificação 
em cada critério pelo respectivo peso.
• Assim, obtém-se uma ordenação das alternativas por meio da ponderação dos critérios 
de decisão.
Assim, vamos realizar os devidos cálculos:
a) V
(5 x 10) + (9 x 8) + (8 x 5) + (8 x 5) = 50 + 72 + 40 + 40 = 202
b) W
(8 x 10) + (6 x 8) + (6 x 5) + (6 x 5) = 80 + 48 + 30 + 30 = 188
c) X
(7 x 10) + (8 x 8) + (5 x 5) + (7 x 5) = 70 + 64 + 25 + 35 = 194
d) Y
(10 x 10) + (5 x 8) + (4 x 5) + (5 x 5) = 100 + 40 + 20 + 25 = 185
e) Z.
(8 x 10) + (8 x 8) + (6 x 5) + (5 x 5) = 80 + 64 + 30 + 25 = 199
Ordenando os resultados obtidos, o gerente deve escolher a marca V.
Letra a.
045. (FGV - ANALISTA DE RECURSOS HUMANOS (FUNSAÚDE CE)/2021) Considere que o 
CEO de um hospital na cidade de Fortaleza é responsável por tomar decisões de longo prazo, 
envolvendo distintas áreas da organização, que se relacionam com aspectos do ambiente ex-
terno, como, por exemplo, concorrentes diretos no setor.
É correto afirmar que o CEO deve tomar decisões
a) estratégicas.
b) operacionais.
c) táticas.
d) rotineiras.
e) programadas.
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Processo Decisório
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E POLÍTICAS PÚBLICAS
Adriel Sá
Sabemos que dentro das organizações existem níveis diferentes de tomada de decisão, que 
irão mobilizar os recursos de uma organização para a concretização dos seus objetivos:
• Decisões estratégicas são aquelas que determinam os objetivos da organização como 
um todo, seus propósitos e direção, sendo uma função exclusiva da alta administração. 
Essas políticas e metas não são muito específicas, porque precisam ser aplicadas em 
todos os níveis e departamentos. São decisões de longo prazo.
• Decisões táticas (ou administrativas) são aquelas tomadas em um nível abaixo das de-
cisões estratégicas. Normalmente são tomadas pela gerência intermediária, como ge-
rentes de divisão ou de departamentos. São exemplos de decisões nesse nível: decisões 
sobre compras, execução de uma política de redução de custos, definição do treinamen-
to do pessoal, entre outras. São decisões de médio prazo.
• Decisões operacionais são aquelas tomadas no nível mais baixo da estrutura organi-
zacional, no campo da supervisão ou operacional de uma organização, e se referem ao 
curso de operações diárias. São exemplos de decisões nesse nível: o estabelecimento 
de um cronograma de melhoria dos equipamentos e a determinação do nível apropriado 
de estoque de matérias-primas. São decisões de curto prazo.
Assim, o gestor responsável por tomar decisões de longo prazo, envolvendo distintas áreas 
da organização, que se relacionam com aspectos do ambiente externo, como, por exemplo, 
concorrentes diretos no setor, toma decisões estratégicas.
Letra a.
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Adriel Sá
Professor de Direito Administrativo, Administração Geral e Administração Pública em diversos cursos 
presenciais e telepresenciais. Servidor público federal da área administrativa desde 1999 e, atualmente, 
atuando no Ministério Público Federal. Formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal 
de Santa Catarina, comespecialização em Gestão Pública. Foi militar das Forças Armadas por 11 anos, 
sempre atuando nas áreas administrativas. É coautor da obra “Direito Administrativo Facilitado” e autor da 
obra “Administração Geral e Pública - Teoria Contextualizada em Questões”, ambas publicadas pela Editora 
Juspodivm.
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	Processo Decisório
	1. Noções Introdutórias
	2. Decisões Programadas e Decisões não Programadas
	3. Delegação, Centralização, Descentralização e Empowerment
	4. Modelo Racional e Modelo de Racionalidade Limitada
	5. Fases ou Etapas do Processo Decisório
	6. Métodos ou Formas de Tomada de Decisão
	7. Erros e Vieses da Tomada de Decisão
	Resumo
	Mapa Mental
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	AVALIAR 5: 
	Página 86:

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