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1 
 
Universidade Paulista (UNIP). 
Enfermagem. 
 
 
 
 
 
 
 
 Ana Caroline Candido dos Santos. 
 
 
 
 RELATÓRIO 01 
PROPEDÊUTICA E PROCESSO DE CUIDAR DA SAÚDE DA 
MULHER. 
 
 
 
 
 
 
 
ARARAQUARA. 
 2023.
1 
 
 
 
SUMÁRIO. 
INTRODUÇÃO. ...................................................................................................................................................................... 1 
AULA 01- ROTEIRO 01: ANATOMIA E FISIOLOGIA DO APARELHO REPRODUTOR FEMININO : 
MAMAS. ................................................................................................................................................................................... 2 
AULA 01- ROTEIRO 01: ANATOMIA E FISIOLOGIA DO APARELHO REPRODUTOR FEMININO : 
ÓRGÃOS GENITAIS EXTERNOS. ...................................................................................................................................... 4 
AULA 01- ROTEIRO 01: ANATOMIA E FISIOLOGIA DO APARELHO REPRODUTOR FEMININO : 
ÓRGÃOS GENITAIS INTERNOS. ....................................................................................................................................... 5 
AULA 01- ROTEIRO 02: EXAME CLÍNICO DAS MAMAS. .......................................................................................... 9 
AULA 01- ROTEIRO 03: EXAME CLÍNICO DOS ÓRGÃOS GENITAIS EXTERNOS. .......................................... 12 
AULA 01- ROTEIRO 04: COLETA DE MATERIAL PARA CITOLOGIA ONCÓTICA CERVICAL. .................... 13 
ESQUEMA REPRESENTATIVO DE COLETA CÉRVICO-VAGINAL. ....................................................................................... 17 
AULA 01- ROTEIRO 05: DESENVOLVIMENTO FETAL. ......................................................................................... 18 
AULA 01- ROTEIRO 06: EXAME FÍSICO DA GESTANTE. ...................................................................................... 23 
-TOQUE BIMANUAL. ......................................................................................................................................................................... 24 
-MANOBRAS DE LEOPOLD. ............................................................................................................................................................ 25 
-AVALIAÇÃO DA ALTURA UTERINA........................................................................................................................................... 29 
- AUSCULTA DOS BATIMENTOS CARDÍACOS FETAIS (BCF). ........................................................................................... 30 
AULA 01- ROTEIRO 07: CÁLCULO DE DATAS. ....................................................................................................................... 31 
-I.G (IDADE GESTACIONAL). ........................................................................................................................................................ 32 
-D.P.P (DATA PROVÁVEL DO PARTO). ..................................................................................................................................... 32 
-G.P.A.C (GESTAÇÃO, PARTO, ABORTO E CESÁRIA). ....................................................................................................... 33 
AULA 01- ROTEIRO 08: PERÍODOS CLÍNICOS DO TRABALHO DE PARTO E PARTO NORMAL. ............. 33 
-PRIMEIRO PERÍODO: DILATAÇÃO. ........................................................................................................................................... 37 
-SEGUNDO PERÍODO: EXPULSIVO. ............................................................................................................................................. 38 
-TERCEIRO PERÍODO: DEQUITAÇÃO. ....................................................................................................................................... 39 
-QUARTO PERÍODO: DE GREENBERG. ...................................................................................................................................... 40 
AULA 01- ROTEIRO 09: MECANISMO DO PARTO. ................................................................................................. 40 
AULA 01- ROTEIRO 10: CUIDADOS IMEDIATOS AO RECÉM-NASCIDO NA SALA DE PARTO. ................. 41 
CONCLUSÃO. ....................................................................................................................................................................... 50 
PERGUNTAS PASSADAS DURANTE AS AULAS E CARIMBO DO DOCENTE RESPONSÁVEL. ..................... 50 
-ROTEIRO 1 AO 5 – 1° AULA, PERÍODO DA MANHÃ (DIA 27/04/2023).. ......................................................................... 50 
-ROTEIRO 1 AO 5 – 2° AULA, PERÍODO DA TARDE (DIA 27/04/2023). ........................................................................... 52 
-ROTEIRO 6 AO 10 – 1° AULA, PERÍODO DA MANHÃ (DIA 28/04/2023).. ....................................................................... 53 
-ROTEIRO 6 AO 10 – 2° AULA, PERÍODO DA TARDE (DIA 28/04/2023). ......................................................................... 54 
REFERÊNCIAS. ................................................................................................................................................................... 55 
1 
 
 
INTRODUÇÃO. 
 
 O presente relatório tem por finalidade descrever e analisar aspectos 
abordados na aula de Propedêutica e Processo de Cuidar da Saúde da Mulher, 
realizada no laboratório do campus, ministrado pela professora Débora Araújo, da 
Universidade Paulista do campus de Araraquara. 
 A Propedêutica e Processo de Cuidar da Saúde da Mulher, tem por finalidade 
de proporcionar o raciocínio crítico e o julgamento clínico por meio do estímulo. 
Promovendo o bem estar do paciente e identificar os desvios que ocorrem ao longo 
da estadia do paciente. 
 A saúde da mulher pode ser definida como as doenças ou condições que são 
exclusivas às mulheres ou envolvem diferenças sexuais particularmente importantes 
para as mulheres.1 Essa definição reconhece as crescentes evidências científicas que 
sustentam um enfoque direcionado para sexo e gênero, e expande o conceito de 
saúde da mulher para além da ênfase tradicional nos órgãos reprodutivos e suas 
funções. 
 Com o tempo, a definição passou a incluir uma apreciação acerca do bem-
estar e da prevenção, da interdisciplinaridade e da natureza holística da saúde da 
mulher, da diversidade das mulheres e suas necessidades de saúde ao longo da vida 
e do papel central das mulheres como pacientes e participantes ativas da própria 
assistência à saúde que recebem. 
Essa perspectiva interdisciplinar mais ampla tem implicações significativas para 
os clínicos que prestam assistência a mulheres. Além dos conhecimentos básicos 
sobre psicologia feminina e biologia reprodutiva, os clínicos precisam avaliar a 
complexa interação existente entre meio ambiente e biologia/desenvolvimento 
psicossocial das mulheres. 
 Ao lidar com condições que não são específicas às mulheres, os clínicos 
devem atentar para aqueles aspectos da doença que são diferentes nas mulheres ou 
apresentam implicações de gênero importantes. A habilidade de aplicar essa 
informação requer que os clínicos adotem atitudes e comportamento cultural e 
genericamente sensíveis. 
 
2 
 
 
Aula 01- Roteiro 01: Anatomia e Fisiologia do aparelho Reprodutor 
Feminino: MAMAS. 
 As mamas são órgãos pares, localizadas na face anterior do tórax. São 
responsáveis por secretar alimento (leite) para a criança nos primeiros meses de vida 
e que influencia na estática da mulher. 
 Possui dois componentes, sendo eles são: 
• Componente Externo: é composto por o corpo mamário, onde se 
localiza o revestimento cutâneo, aréola, papila/mamilo, glândulas 
areolares conhecida como “tubérculos deMontgomery”. 
• Componente Interno: é a parte interna da mama, onde se localiza os 
estromas, 15 á 20 lobos mamários, ductos menores, ductos maiores, 
ductos excretórios. 
 
Imagem 01: Componente Externo e Interno das mamas. 
 
 
(Fonte:www.depositphotos.com.br) 
 
Temos vários tipos de mamilos, sendo elas são: 
 
3 
 
 
Imagem 02: Tipo de mamilos. 
 
 
(fonte:www.bebemamae.com.br) 
 
Já no Componente Interno, a sua função é bem detalhada e produtora, os 
estromas é o tecido adiposo e tecido conjuntivo que envolve os ductos e lobos além 
de vasos sanguíneos e vasos linfáticos; Lobos, são as glândulas produtoras de leite; 
os Ductos maiores e menores, são pequenos tubos que transportam o leite dos lobos 
ao mamilo; 
 Nas mamas temos dois hormônios que são responsáveis pela produção de 
leite, sendo eles: 
• O hormônio Prolactina, é responsável pela produção de leite, ou seja, 
ele produz o leite, que se passa entre as glândulas e ficam armazenados 
nos lóbulos. 
• Já o Hormônio Ocitocina é responsável pela ejeção do lite materno, que 
se transporta entre os ductos maiores e menores, até a saída do leite, 
como também é responsável pelas contrações que ocorre durante o 
parto. 
 
Imagem 03: Parte interna das mamas. 
4 
 
 
 
(fonte:www.bebemamae.com.br) 
 
Aula 01- Roteiro 01: Anatomia e Fisiologia do aparelho Reprodutor 
Feminino: Órgãos Genitais Externos. 
 Os Órgãos Genitais Externos, têm três funções principais: 
• Permitir a entrada dos espermatozoides no corpo. 
• Proteger os órgãos genitais internos de organismos 
infecciosos. 
• Proporcionar lubrificação e prazer sexual. 
 São compostos por monte de Vênus, os grandes lábios, os pequenos lábios, 
e o clitóris. O vestíbulo vaginal ou fúrcula fica entre os pequenos lábios e contém o 
óstio vaginal, o óstio externo da uretra, as glândulas para uretrais e as glândulas 
vestibulares maiores. O introito vaginal é o orifício externo da vagina e o hímen é uma 
membrana situada no óstio da vagina. De cada lado da vagina, há glândulas 
vestibulares maiores, ou glândulas de Bartholin, que secretam um muco amarelado 
que lubrifica a vagina, principalmente durante a excitação sexual. 
 O períneo é a região entre a vulva e o ânus e o assoalho pélvico, ou diafragma 
pélvico, é composto dos músculos elevadores do ânus e dos músculos coccígeos que 
sustentam os órgãos abdominais e pélvicos. 
 
5 
 
 
Imagem 04: Parte Externa do Órgão Genitais Feminino. 
 
(fonte:www.bebemamae.com.br) 
 
Aula 01- Roteiro 01: Anatomia e Fisiologia do aparelho Reprodutor 
Feminino: Órgãos Genitais Internos. 
 O Sistema Reprodutor Feminino é constituído pelos ovários, pelas tubas 
uterinas, pelo útero e pela vagina. 
 Os ovários são órgãos pares, com formato semelhante a amêndoas, medindo 
em média 3 a 4 cm de comprimento, 2 a 2,5 cm de altura e 1,5 a 2 cm de espessura, 
localizados na parte posterior do ligamento largo, próximo à ampola tubária. Têm a 
superfície lisa em crianças e torna-se rugosa nas mulheres adultas. 
 
Imagem 05: Parte Interna do Órgão Genitais Feminino. 
6 
 
 
 
(fonte:www.bebemamae.com.br) 
 
 Os ovários são sustentados pelo ligamento uterovariano, pelo mesovário e 
pelo infundíbulo pélvico, 
e apresentam três camadas estruturais: 
• Epitélio germinativo: é a camada mais externa, constituída 
por células cuboides. 
• Camada cortical: apresenta a túnica albugínea, composta de 
tecido conjuntivo denso, que é responsável pela cor 
esbranquiçada do ovário e é onde se localizam os folículos. 
• Camada medular: é a parte mais interna do ovário, constituída 
por tecido conjuntivo frouxo e é vascularizada. 
 
Imagem 06: Ovário. 
 
7 
 
 
 
(fonte:www.bebemamae.com.br) 
 
 As tubas uterinas ou ovidutos são órgãos duplos, ocos e alongados, 
localizados na borda superior do ligamento largo. As tubas possuem duas aberturas, 
sendo uma na cavidade uterina, por meio do óstio uterino da tuba, denominada 
infundíbulo, que possui prolongamentos em forma de franjas denominados fímbrias, 
e outra na cavidade abdominal, por meio do óstio abdominal da tuba, denominada 
intramural. 
 São constituídas por quatro porções denominadas: 
• Infundíbulo. 
• Istmo. 
• Ampola. 
• Intramural. 
 
Imagem 07: Tubas Uterinas. 
8 
 
 
 
(fonte:www.bebemamae.com.br) 
 
 A mucosa tubária ou endossalpinge é composta de células ciliadas, células 
sem cilícios ou secretórias e células intersticiais que intercalam as outras células. 
 O útero apresenta a forma de uma pera, tem aproximadamente 7,5 cm e pesa 
em torno de 60 g. Na gestação, o seu tamanho aumenta para até 30 a 35 cm e o seu 
peso altera para aproximadamente 1000 g. 
 O corpo do útero é a porção dilatada cuja parte superior, denominada de 
fundo do útero, tem a forma de cúpula. Já a parte estreita que se abre na vagina 
denomina-se colo uterino ou cérvix. Há também o istmo do útero, porção mais estreita 
e de forma cilíndrica. 
 
Imagem 08: Corpo do Útero. 
 
(fonte:www.bebemamae.com.br) 
9 
 
 
 
Aula 01- Roteiro 02: Exame Clínico das Mamas. 
 O Exame clínico das mamas é o exame dessa região do corpo realizado por 
médico ou enfermeiro treinado para essa atividade. Além da checagem visual, o 
profissional realiza o apalpamento das mamas para identificar eventuais alterações, 
como Câncer de mama, sendo a principal delas. Os principais exames feitos na mulher 
são seguidos das seguintes etapas, entre elas são: 
• Inspeção Estática. 
• Inspeção Dinâmica. 
• Palpação das Axilas (Infra e Supraclauculares). 
• Palpação Mamária. 
 
 Antes de iniciar o procedimento do exame das mamas, temos que saber a 
localização anatômica da mama, que é dividida em quatro quadrante, sendo eles: 
• Quadrante Superior Externo. 
• Quadrante Inferior Externo. 
• Quadrante Superior Interno. 
• Quadrante Inferior Interno. 
 
Imagem 09: Divisão das mamas. 
 
(Fonte:www.papaenf.com.br) 
10 
 
 
 
 Esses quadrantes são divididos em 4 começando no meio da mama, na 
direção medial do mamilo. 
Vamos nos apresentar para a paciente e explicar o procedimento, pedir para 
que coloca Scrubs e orientar que fique sentada. Após isso, vamos começar pela 
Inspeção Estática, que deve ser realizada em local bem iluminado, com a paciente em 
pé ou sentada, com o tórax desnudo e com os braços relaxados ao longo do corpo ou 
levantados sobre a cabeça (imagens A e B). Ao avaliar a paciente, vamos avaliar as 
seguintes opções para identificar o câncer ou alguma alteração, sendo: 
• Avalie sinais sugestivos de câncer: 
• Alterações na simetria das mamas e do complexo aréolo-
papilar. 
• Alterações no contorno da mama: Abaulamentos ou 
retrações de pele. 
• Ulcerações cutâneas ou do complexo areolopapilar. 
 
Imagem 10: Inspeção Estática. 
 
(Fonte:www.papaenf.com.br) 
 
 Na Inspeção dinâmica: Solicite que a paciente coloque as mãos no quadril e 
após eleve os braços, contraindo uma mão contra a outra, atrás da nuca imagens C e 
D). Verifique se há aparecimento de retrações e ou abaulamentos. 
 
Imagem 11: Inspeção Dinâmica das Mamas. 
11 
 
 
 
(Fonte:www.papaenf.com.br) 
 
 A palpação envolve as mamas, axilas e fossas supra e intraclaviculares. Deve 
ser realizada com a paciente em decúbito dorsal, os braços estendidos para trás da 
cabeça. Com a face palmar da mão, percorrer os quadrantes mamários no sentido 
horário da porção mais externa a mais interna, até chegar à porção central da mama, 
onde está o complexo areolopapilar. Pode-se complementar a palpação em caso de 
dúvida, utilizando a técnica com as polpas digitais em compressões superficiais, 
médias e profundas. Para se palpar a cadeia axilar esquerda, o braço esquerdo do 
examinador apoia o braço esquerdo da paciente que deve estar fletido e em ângulo 
de 90 graus com o tórax. Com a mão direita o examinador palpa a cadeia axilar, nos 
diferentes níveis, bem como as fossas infrae supra claviculares. Para se palpar a 
cadeia axilar direita, fazemos o oposto, e o examinador utiliza a mão esquerda para a 
palpação. Se mulher mastectomizada, deve-se palpar a parede do tórax, a pele e a 
cicatriz cirúrgica. 
 
Imagem 12: Palpação das Mamas. 
 
12 
 
 
(Fonte:www.papaenf.com.br) 
 
 Na avaliação da descarga papilar, a saída da secreção pode ser provocada 
pela compressão digital de um nódulo ou área de espessamento. Aplique a 
compressão unidigital suave sobre a região areolar, em sentido radial, contornando a 
papila. 
 Na descrição informar se é uni ou bilateral, uni ou multiductal, espontânea ou 
provocada pela compressão de algum ponto específico, coloração e relação com 
algum nódulo ou espessamento palpável; 
 
Aula 01- Roteiro 03: Exame Clínico dos Órgãos Genitais Externos. 
 
 Para o exame da genitália externa, coloca-se a mulher adequadamente em posição 
ginecológica pedindo a ela que deslize para a ponta na mesa de exame até as 
nádegas ultrapassarem um pouco a margem da mesa. As coxas devem manter-se em 
flexão, abdução e rotação externa na altura dos quadris, cobrindo a paciente da 
metade do abdome até os joelhos, e a cabeça apoiada em um travesseiro. Antes de 
se iniciar o exame, o examinador deve explicar cada etapa do procedimento, se 
posiciona sentado de frente para a genitália, com auxílio de foco luminoso já 
posicionado, mãos enluvadas, evitando movimentos inesperados ou bruscos, agindo 
sempre de maneira delicada e observando as reações da paciente. 
 O exame da vulva consiste na inspeção do monte de Vênus, os grandes 
lábios e o períneo. Quando se afasta os grandes lábios, se inspeciona os pequenos 
lábios lateralmente, o clitóris, o meato uretral, o vestíbulo vulvar, o hímen ou 
carúnculas himenais e a fúrcula vaginal. 
 A palpação da glândula de Bartholin está indicada se houver uma história de 
processo infeccioso ou cístico. Realiza-se introduzindo o dedo indicador na vagina, 
próximo à extremidade posterior do introito e o polegar por fora da parte posterior dos 
grandes lábios. No caso de adolescentes ou pacientes com suspeitas sindrômicas, 
avalia-se a presença de pilificação de acordo com os estágios de Tanner. 
13 
 
 
 Na inspeção do monte de Vênus observar a distribuição pilosa, que deve ser 
triangular com a base voltada superiormente, mesmo nos pacientes que realizam 
depilação. Diante da queixa de prurido, deve-se afastar lesão dermatológica. 
 Nos grandes lábios observar a presença de lesões granulomatosas, 
herpéticas, condilomatosas, alterações de cor vulvar, doenças epiteliais não 
neoplásicas ou lesões suspeitas de malignidade. Nos pequenos lábios avaliar simetria 
e coloração, pois são estrogênios dependentes, bem como podem ser sede de lesões 
infecciosas e malignas. No clitóris observar o tamanho, pois normalmente mede 1 cm. 
 No meato uretral notar a presença ou não de carúncula uretral. 
 O vestíbulo vulvar é o espaço limitado anteriormente pelo clitóris, 
lateralmente pelos pequenos lábios e posteriormente pela fúrcula vaginal, onde estão 
localizados os orifícios da uretra, das glândulas de Skene e da vagina, que também 
podem apresentar lesões infecciosas, malignas, distopias genitais, leucorreias. 
 O hímen separa o vestíbulo vulvar da vagina, podendo estar íntegro ou roto, 
formando as carúnculas himenais. A fúrcula vaginal resulta da fusão dos grandes 
lábios na região mediana posterior. 
 O períneo é a região entre a fúrcula vulvar e o ânus, necessitando ser 
avaliado a presença de cicatrizes, pois pode ter sido rompido em parto transpélvico. 
Para complementar a inspeção, realiza-se a inspeção dinâmica através da manobra 
de Valsalva, para avaliar distopias genitais e incontinência urinária. 
 
Aula 01- Roteiro 04: Coleta de Material para Citologia Oncótica 
Cervical. 
 A citologia cervico vaginal é utilizada principalmente para detectar alterações 
nas células do colo do útero. O exame Papanicolau (conhecido também como 
citopatológico de colo uterino, Pap test, citopatológico) é um exame ginecológico e 
trata-se de um método simples e relativamente econômico que fornece uma valiosa 
informação clínica sobre a mulher no decorrer de grande parte da sua vida. Uma 
pequena amostra de células é recolhida a partir da superfície do colo do útero. Em 
seguida a amostra é espalhada sobre uma lâmina de vidro e enviada a um laboratório 
para análise. As células são examinadas para identificar anomalias que podem 
14 
 
 
apontar infecções vaginais ou uterinas e também o câncer cervical. Os materiais 
usados, são: 
• Espátula de Ayres; 
• Escova cervical; 
• Espéculo vaginal; 
• Lâminas de vidro; 
• Fixador celular (spray ou álcool a 95%); 
• Recipiente apropriado para o transporte das lâminas. 
Imagem 13: Materiais para Coleta da Endocérvical e Ectocervice 
 
(Fonte:www.intersaude.com.br) 
 Na primeira etapa do exame ginecológico o espéculo deve ser colocado até 
o fundo da cavidade vaginal. Uma vez introduzido e aberto identifica-se o colo uterino, 
avalia-se pregueamento e mucosa vaginal, secreções e outras alterações que possam 
ocorrer. 
Imagem 14: Colocação do Espéculo Vaginal. 
https://kasvi.com.br/wp_kasvi/produtos/?ref=K44-001&desc=esp%C3%A1tula-de-ayres-n%C3%A3o-est%C3%A9ril.-madeira.-100-un/pct
https://kasvi.com.br/wp_kasvi/produtos/?ref=K43-001&desc=escova-cervical-n%C3%A3o-est%C3%A9ril.-descart%C3%A1vel-100-un/pct.
https://kasvi.com.br/wp_kasvi/produtos/?cat_id=57&linha_id=52&sublinha_id=33
https://kasvi.com.br/wp_kasvi/produtos/?ref=K30-1103&desc=porta-l%C3%A2minas-em-pp-c/-tampa-rosque%C3%A1vel.-3-lugares.-transp.-100un/pct
15 
 
 
 
(Fonte:www.medenfmulher.com.br) 
 Realizar o raspado da parede lateral da vagina em seu terço superior com a 
parte arredondada da espátula de Ayre. O material coletado deve ser estendido em 
toda a extensão da lâmina de vidro de maneira uniforme e imediatamente fixado. Para 
a coleta na ectocérvice, encaixar a ponta mais longa da espátula de Ayre no orifício 
externo do colo, apoiando firmemente, fazendo uma raspagem na mucosa 
ectocervical em movimento rotatório em 360° . 
Imagem 15: Inserção da Espátula de Ayre na coleta de secreção da Ectocérvice. 
 
 
(Fonte:www.medenfmulher.com.br) 
 
 Para a coleta endocervical, introduzir a escova cervical no orifício cervical e recolher 
16 
 
 
o material, girando-a delicadamente a 360°. Realizar a fixação celular imediatamente 
após a confecção do esfregaço. 
Imagem 16: Esfregaço da escova e espátula de Ayre na lâmina. 
 
(Fonte:www.medenfmulher.com.br) 
Imagem 17: Fixação da lâmina. 
 
(Fonte:www.saudemulher.com.br) 
Imagem 18: Inserção da Espátula de Ayre na coleta de secreção da Endocervical. 
17 
 
 
 
(Fonte:www.medenfmulher.com.br) 
 
 Acondicionar a lâmina em recipiente de transporte adequado e identificado com o 
nome completo da paciente e a data da coleta. 
Imagem 19: Demonstração de como são coletadas as secreções no colo do útero 
 
 
(Fonte:www.saudemulher.com.br) 
 
Esquema representativo de coleta cérvico-vaginal. 
• A Posicionamento do braço alongado da espátula de Ayre no 
orifício externo do colo e rotação de 360°. 
18 
 
 
• B Introdução da escova no canal endocervical e rotação de 
360°. 
• C Raspagem do fundo de saco com a extremidade 
arredondada da espátula de Ayre. 
• D Raspagem do terço superior da parede lateral da vagina com 
a extremidade arredondada da espátula de Ayre. 
A coleta no exame ginecológico , apesar de simples, deve ser sistematizada, 
pois influencia diretamente a eficácia do rastreamento das alterações celulares. 
 Após a coleta da amostra cérvico-vaginal, as etapas de processamento que ocorrem 
dentro do laboratório de citologia podem ser didaticamente divididas em três 
fases: pré-analítica, analítica e pós-analítica. 
• Fase Pré-Analítica: Inclui as etapas de recepção do material, 
conferênciadas identificações da amostra, cadastramento e 
processamento técnico. Qualquer inconformidade nos dados 
resultará em erros que dificultarão ou impossibilitarão as etapas 
seguintes. 
• Fase Pós-Analítica: Caracterizada por ações realizadas após a 
interpretação da lâmina, a digitação do laudo, a conferência e o 
encaminhamento às pacientes ou aos consultórios. A exigência 
legal de arquivamento de lâminas é de 5 anos para exames 
negativos, sendo indeterminada para exames positivos e 
suspeitos. 
Aula 01- Roteiro 05: Desenvolvimento Fetal. 
 Durante um ciclo menstrual normal, um óvulo costuma ser liberado de um dos 
ovários aproximadamente 14 dias depois da menstruação anterior. A liberação do 
óvulo se chama de ovulação. O óvulo é encaminhado para a extremidade em forma 
de funil de uma das duas trompas de Falópio. 
 Durante a ovulação, o muco do colo do útero torna-se mais ralo e elástico, 
permitindo que os espermatozoides entrem no útero rapidamente. Depois de 
aproximadamente cinco minutos, o espermatozoide desloca-se da vagina, entrando 
https://kasvi.com.br/principais-erros-fase-pre-analitica/
19 
 
 
através do colo do útero no interior do útero até a extremidade em forma de funil de 
uma das trompas de Falópio, onde normalmente ocorre a fecundação. As células que 
revestem as trompas de Falópio facilitam a fecundação. 
 Se a fecundação não ocorrer, o óvulo se move das trompas de Falópio até o útero, 
onde ele se degenera e é eliminado do útero na menstruação seguinte. 
 
Imagem 20: Ciclo da Ovulação e Período Fértil. 
 
 
(Fonte:www.saudemulher.com.br) 
 
 Se um espermatozoide penetrar no óvulo, ocorre a fecundação. Pequenos cílios que 
revestem as trompas de Falópio propelem o óvulo fertilizado (zigoto) através das 
trompas até o útero. As células do zigoto dividem-se várias vezes enquanto este se 
desloca através da trompa de Falópio até o útero. O zigoto entra no útero dentro de 
três a cinco dias. 
 Uma vez dentro do útero, as células continuam a dividir-se e convertem-se 
em uma esfera oca denominada blastocisto. O blastocisto se implanta na parede do 
útero aproximadamente seis dias após a fertilização. 
 Se mais de um óvulo for liberado e fertilizado, ocorre uma gravidez de mais de um 
20 
 
 
feto, normalmente dois (gêmeos). Uma vez que o material genético em cada óvulo e 
em cada espermatozoide é ligeiramente diferente, cada óvulo fertilizado é diferente. 
Os gêmeos resultantes são então gêmeos fraternos. Os gêmeos idênticos surgem 
quando um único óvulo fecundado se separa em dois embriões depois de ter 
começado a se dividir. Uma vez que um óvulo foi fertilizado por um espermatozoide, 
o material genético nos dois embriões é o mesmo. 
 
Imagem 21: Formação do Zigoto. 
 
(Fonte:www.saudemulher.com.br) 
 
 Aproximadamente seis dias após a fecundação, o blastocisto se prende ao 
revestimento interno do útero, normalmente perto da parte superior. Esse processo, 
denominado implantação, termina por volta do 9º ou do 10º dia. 
 A parede do blastocisto tem a espessura de uma célula, exceto em uma área, 
na qual a espessura equivale à de três ou quatro células. As células internas nessa 
área espessada convertem-se no embrião, enquanto as células externas penetram na 
parede do útero e convertem-se na placenta. A placenta produz vários hormônios que 
ajudam a manter a gravidez. Por exemplo, a placenta produz a gonadotrofina coriônica 
humana, que impede os ovários de liberarem mais óvulos e os estimula a produzir 
estrogênio e progesterona continuamente. A placenta também transporta oxigênio e 
nutrientes da mãe para o feto e resíduos do feto para a mãe. 
 Algumas das células da placenta se transformam em uma camada externa de 
membranas (córion) ao redor do blastocisto em desenvolvimento. Outras células se 
transformam em uma camada interna de membranas (âmnio), que forma a bolsa 
21 
 
 
amniótica. Quando a bolsa é formada (por volta do 10º ao 12º dia), o blastocisto é 
considerado um embrião. Essa bolsa se enche com um líquido transparente (líquido 
amniótico) e se expande para envolver o embrião em desenvolvimento, que flutua 
dentro dela. 
 O próximo estágio do desenvolvimento corresponde ao embrião, que se 
desenvolve dentro da bolsa amniótica, sob o revestimento do útero de um dos lados. 
Esse estágio se caracteriza pela formação da maior parte dos órgãos internos e das 
estruturas externas do corpo. 
 
Imagem 22: Feto dentro do Saco amniótico. 
 
(Fonte:www.criancaeseuscuidados.org.com.br) 
 
 A maioria dos órgãos começa a se formar aproximadamente três semanas 
depois da fecundação, o que equivale a cinco semanas de gravidez (uma vez que o 
médico determina o início da gravidez a partir do primeiro dia da última menstruação 
da mulher, que normalmente ocorre duas semanas antes da fecundação). Nessa 
época, o embrião se alonga, sugerindo pela primeira vez um formato humano. Logo 
depois, tem início do desenvolvimento da área que se tornará o cérebro e a medula 
espinhal (tubo neural). O coração e os principais vasos sanguíneos começam a se 
desenvolver mais cedo, por volta do 16º dia. O coração começa a bombear líquido 
através dos vasos sanguíneos por volta do 20º dia, e os primeiros glóbulos vermelhos 
aparecem no dia seguinte. Os vasos sanguíneos continuam a se desenvolver no 
embrião e na placenta. 
 
Imagem 23: Vasos sanguíneos e artérias do embrião. 
22 
 
 
 
(Fonte:www.criancaeseuscuidados.org.com.br) 
 
 Quase todos os órgãos estão totalmente formados após dez semanas da 
fecundação (o que equivale a 12 semanas de gravidez). As exceções são o cérebro e 
a medula espinhal, que continuam a se formar e a se desenvolver durante a gravidez. 
A maioria das malformações (defeitos congênitos) ocorre durante o período de 
formação dos órgãos. Durante esse período, o embrião está mais vulnerável a efeitos 
de medicamentos, radiação e vírus. Portanto, a gestante não deve tomar nenhuma 
vacina de vírus vivo ou nenhum tipo de medicamento durante esse período, a não ser 
que sejam considerados essenciais para proteger a saúde da mulher (consulte Uso 
de medicamentos e drogas durante a gravidez). 
 Ao final da 8.ª semana após a fecundação (10 semanas de gravidez), o 
embrião é considerado um feto. Durante esse estágio, as estruturas que já se 
formaram crescem e se desenvolvem. Os itens a seguir são indicadores durante a 
gravidez: 
 Na 12ª semana de gravidez: O feto preenche todo o útero. Por volta da 14ª semana: 
O sexo pode ser identificado. Por volta da 16ª à 20ª semana: A gestante costuma 
sentir pela primeira vez os movimentos do feto. A mulher que já teve outra gravidez 
costuma sentir os movimentos duas semanas antes das mulheres na primeira 
23 
 
 
gestação. Por volta da 24ª semana: O feto tem chance de sobreviver fora do útero. Os 
pulmões continuam a amadurecer até quase o momento do parto. O cérebro acumula 
novas células durante toda a gravidez e durante o primeiro ano de vida depois do 
nascimento. 
 À medida que a placenta se desenvolve, ela estende pequenas projeções 
semelhantes a fios de cabelo (vilosidades) para o interior da parede do útero. Essas 
projeções se ramificam várias vezes até formarem uma complexa árvore de 
vilosidades. Essa ramificação aumenta muito a área de contato entre a parede do 
útero e a placenta, aumentando o intercâmbio de nutrientes e resíduos. A placenta 
está totalmente formada por volta da 18ª ou 20ª semana, mas continua a crescer 
durante toda a gravidez. No momento do parto, ela pesa aproximadamente 0,5 kg. 
 
Imagem 24: Ciclo do desenvolvimento do embrião e semanas de formações. 
 
(Fonte:www.criancaeseuscuidados.org.com.br) 
 
Aula 01- Roteiro 06: Exame Físico da Gestante. 
 Exame físico geral detalhado, incluindo pressão arterial, altura e peso, é 
realizado primeiro. Deve-se calcular e registrar o índice de massa corporal (IMC). 
Deve-se aferir apressão arterial e o peso em cada consulta pré-natal. No exame 
obstétrico inicial, deve-se fazer exame pélvico bimanual e especular pelas seguintes 
razões: 
 
24 
 
 
• Verificar para presença de lesões ou corrimento 
• Notar coloração e a consistência do colo 
• Obter amostras cervicais para testes 
• Além disso, deve-se avaliar os batimentos cardíacos fetais e, 
em pacientes em estado mais avançado de gestação, a 
posição do feto (ver figura Manobra de Leopold). 
-Toque Bimanual. 
 A capacidade pélvica pode ser estimada clinicamente por avaliação de várias 
medidas realizadas durante o toque bimanual. Se a distância da parte inferior da 
sínfise púbica ao promontório sacral for > 11,5 cm, a bacia é quase certamente 
adequada. Normalmente, a distância entre as espinhas isquiáticas é ≥ 9 cm, o 
comprimento dos ligamentos sacroespinais é de 4 a ≥ 5 cm e o arco subpúbico possui 
um ângulo ≥ 90°. 
 
Imagem 25: Toque Bimanual. 
 
(Fonte:www.enfpediobst.com.br) 
 
25 
 
 
-Manobras de Leopold. 
 O primeiro tempo da manobra tem como objetivo identificar o polo fetal 
presente no fundo uterino e assim determinar qual a situação do feto. Para isso, o 
examinador deve utilizar ambas as mãos encurvadas de forma a comprimir a parede 
abdominal com as bordas cubitais para delimitar o fundo uterino. É importante que 
nesse primeiro tempo a palpação seja feita com a face palmar da mão, e não com as 
polpas digitais. Após delimitar o fundo uterino, deve-se determinar qual a parte do feto 
que está localizada no fundo uterino. Geralmente a parte fetal a ser palpada é o polo 
pélvico, identificado por ser mais volumoso, esferoide, de superfície irregular e 
amolecido. Agora, se for palpado o polo cefálico, a sensação é de um corpo de 
superfície regular, resistente e endurecido. A partir dessa manobra, já dá para prever 
qual é a apresentação fetal, uma vez que essa é a situação. 
 
Imagem 26: Palpação da Primeira Manobra. 
 
 
(Fonte:www.enfpediobst.com.br) 
 
 Assim, se for palpado o polo pélvico, a apresentação é cefálica, assim como, 
se for palpado o polo cefálico, a apresentação será pélvica. Quanto à situação, o feto 
pode estar em situação longitudinal (vertical), transversal ou córmica, ou oblíqua, em 
relação ao eixo materno. 
 
Imagem 27: Posições do feto. 
26 
 
 
 
(Fonte:www.enfpediobst.com.br) 
 
 Após o primeiro tempo, o examinador desliza as mãos para o polo inferior do 
órgão, regiões laterais no abdome, para tentar identificar o dorso fetal de um lado e 
as pequenas partes ou membros do outro lado. O dorso fetal é sentido como uma 
superfície resistente, lisa, regular e contínua. Quando o dorso está localizado para 
trás, os membros fetais são mais perceptíveis, pois estarão em contato mais direto 
com a parede anterior. Assim, fica perceptível que, se o dorso estiver orientado para 
a direita, os membros estarão posicionados à esquerda, e vice-versa. Essa manobra 
tem como objetivo determinar a posição fetal e pode até ajudar a identificar o melhor 
foco de ausculta dos batimentos cardíacos do feto (dorso). 
 
Imagem 28: Palpação da Segunda Manobra. 
 
 
(Fonte:www.enfpediobst.com.br) 
 
27 
 
 
 O terceiro tempo possui como objetivo avaliar a mobilidade do polo fetal 
inferior em relação ao estreito superior da bacia materna, determinando assim a 
apresentação fetal. Para isso o examinador precisa apreender o polo entre o polegar 
e o dedo médio da mão direita, realizando movimentos de lateralidade para indicar o 
grau de penetração da apresentação na bacia. Quando o polo fetal está alto e móvel 
durante o exame, o polo balança facilmente de um lado para outro. Agora, se o polo 
estiver mais insinuado, se encontrará fixo. 
 
Imagem 29: Palpação da Terceira Manobra. 
 
(Fonte:www.enfpediobst.com.br) 
 
 A apresentação fetal pode ser classificada quanto ao polo inferior em cefálica, 
quando o polo inferior é o polo cefálico, pélvica, quando o polo inferior é o polo pélvico, 
e córmica, quando o feto encontra-se em situação transversal. 
 
Imagem 30: Posições Cefálica, Pélvica e Córmica do Feto. 
28 
 
 
 
(Fonte:www.enfpediobst.com.br) 
 
 Por fim, a quarta manobra de Leopold, responsável por determinar a 
insinuação fetal, é a única manobra realizada com as costas do examinador voltada 
para a cabeça da paciente. Nesse tempo, o examinador precisa posicionar suas mãos 
sobre as fossas ilíacas, aprofundando-as na pelve como se estivesse “escavando”, 
indo em direção ao hipogástrio, à procura do polo fetal inferior. Assim como no 
primeiro tempo, ao achar o polo inferior, é necessário determinar através das 
características qual é a parte fetal localizada. O polo cefálico é menor, com uma 
superfície regular, lisa e endurecida (apresentação cefálica). Já o polo pélvico é maior, 
com uma superfície irregular e amolecida (apresentação pélvica). Na apresentação 
córmica, no qual o feto está em situação transversa e, durante o quarto tempo, o polo 
inferior encontrará vazio. 
 
Imagem 31: Palpação da Quarta Manobra. 
29 
 
 
 
(Fonte:www.enfpediobst.com.br) 
 
-Avaliação da Altura Uterina. 
 A altura uterina é usada para avaliar o crescimento do bebê intra útero através 
de uma fita métrica. É avaliado se o crescimento está adequado à idade gestacional1. 
Mede-se desde a pelve até onde a barriga está alcançando naquele momento. 
Normalmente usa-se as semanas de gestação para levar em consideração a altura 
uterina correta, proporcionalmente uma à outra. Ou seja, no início da gestação, a 
altura uterina deve estar no mesmo número que as semanas de gestação. A medida 
da altura é registrada em um gráfico de acordo com a idade gestacional. Valor acima 
do percentil 90 é anormal. Você deve atentar para a possibilidade de erro da Idade 
Gestacional (IG) e avaliar a possibilidade de poliidrâmnio, macrossomia fetal, 
gemelaridade, mola hidatiforme, miomatose ou obesidade. Nesses casos, você deve 
encaminhar a gestante ao serviço de alto risco. 
 
Imagem 32: Avaliação da Altura uterina e o gráfico que se deve preencher no 
caderno da Gestação. 
30 
 
 
 
(Fonte:www.kenhub.com) 
 
- Ausculta dos Batimentos Cardíacos Fetais (BCF). 
A ausculta dos batimentos cardíacos do feto pode ser realizada com 
estetoscópio de Pinard (após 20 semanas), ou Sonar Doppler (após 12 semanas). O 
objetivo da ausculta do BCF é constatar, a cada consulta, a qualidade do batimento 
por meio da avaliação de seu ritmo e frequência. 
 
Imagem 33: Pinard. 
 
31 
 
 
 
(Fonte:www.kenhub.com) 
 
Imagem 34: Sonar Doppler portátil. 
 
(Fonte:www.kenhub.com) 
 
Aula 01- Roteiro 07: Cálculo de Datas. 
 Durante a gestação, os profissionais de saúde utilizam a Data da Última 
Menstruação (DUM), para calcular a Idade Gestacional (IG) em que uma gestante se 
encontra. Com essas duas informações, tanto a DUM, como o IG, o enfermeiro ou 
médico, poderá calcular a Data Provável do Parto (DPP). Essa informação é 
importante para que a paciente (Gestante), seja constantemente avaliada pelos 
32 
 
 
profissionais da saúde para definir o quadro clínico atual e possíveis complicações da 
gestação. A Idade Gestacional também pode ser obtida com o exame de ultrassom. 
 
Exemplo de como fazer o cálculo: 
-I.G (Idade Gestacional). 
 
Data da Consulta + Data da Última Menstruação. 
 7 
Marcela, relata na consulta de enfermagem que o último dia da sua 
menstruação ( DUM) foi dia 28/01/2023. Qual é a IG em 23/03/2023? 
 
Janeiro: 28 – 31 = 3 dias (quando se inicia no fim do mês e o mês tem 30 ou 
31 dias, a gente tem que subtrair e contar á partir do resultado que deu). 
Fevereiro: 28 Dias. 
Março: 31 Dias. 
Total de Dias: 62 Dias. 
• Com o resultado dado acima, vamos dividir por 7. 
 62|75 8 Semanas. 
 6 Dias. 
 
-D.P.P (Data Provável do Parto). 
 
_________________D.U.M_____________ 
 +7 -3 +1 
 
Brenda relata que a sua D.U.M ocorreu no dia 23/04/2023, Qual será a data 
Provável do Parto? 
 
___23/04/2023 ___ 
 +7 -3 +1 
33 
 
 
= 33/ 01/ 2024 
Quando ocorre isso, da data ultrapassar do 31, a gente conta dois dias e muda 
de mês, assim: 
 
=02/02/2024. 
 
-G.P.A.C (Gestação, Parto, Aborto e Cesária). 
 Identificamos da seguinte maneira e interpretação. 
 
No dia 25 de Agosto de 2021, a gestante S.G, comparece á unidade de saúde para 
consulta pré-natal. Refere ter 3 filhos e teve uma aborto. Diz, também, que ano 
passado teve outra gestação, porém seu bebê nasceu morto (natimorto), por Cesária. 
Os dois filhos mais velhos nasceram de parto Vaginal e o último filho de cesárea. Não 
sabe referir a data da DUM, porém trouxe consigo, o laudo do exame de ultrassom, 
realizado em 10 de julho de 2021: Gestação de 10 semanas e 4 dias. Qual é a GPAC? 
 
G: 4 (Será a 4° gestação de S.G). 
P: 3 (Teve três parto). 
A: 1 (Teve um aborto). 
C: 1 (Relata que o último filho, foi parto de cesárea). 
Ou seja a resposta é G4; P3; A1; C1. 
Aula 01- Roteiro 08: Períodos Clínicos do Trabalho de parto e parto 
normal. 
 Existem vários tipos de parto, como parto normal, o fórceps, o parto de cócoras, o 
parto na água, o parto humanizado e a cesárea. A partir da 37° semana a 42° semana, 
o bebê em posição cefálica, nasce espontaneamente, sem a interferência de 
instrumentos, medicamento ou equipamento 
. 
Imagem 35: Parto normal. 
 
34 
 
 
 
(Fonte:www.kenhub.com) 
 
 Já o parto fórceps também é um parto por via baixa, semelhante ao parto normal, 
mas o fórceps utilizado para extrair a cabeça do feto em certas condições. É utilizado 
um instrumento metálico, chamado fórceps, com duas hastes articuladas, dando a 
impressão de uma colher grande. Que se envolve em volta da cabeça do bebê e é 
retirado do canal, junto com o bebê. É indicado quando o processo de trabalho de 
parto é interrompido e pode representar risco de vida para a mãe e o bebê. 
 
Imagem 36: Parto Fórceps. 
 
 
(Fonte:www.kenhub.com) 
 
O parto Cócoras é semelhante ao parto normal, ocorre por via baixa e a gestante 
permanece na posição de cócoras, facilitando a descida natural e normal do feto para 
fora da cavidade uterina. 
 
35 
 
 
Imagem 37: Parto Cócoras. 
 
 
(Fonte:www.kenhub.com) 
 
O parto na água é o parto normal realizado com a gestante submersa na água. Muitas 
vezes é realizado em domicílio e com suporte de um profissional de saúde capacitado. 
 
Imagem 38: Parto Na água. 
 
 
(Fonte:www.kenhub.com) 
36 
 
 
O parto humanizado não é um novo tipo, mas um parto que pode ser realizado no 
Centro Cirúrgico, no Centro Obstétrico ou no domicilio desde que seja respeitada a 
fisiologia do parto e a forma como a mulher deseja tê-lo, no qual se torna protagonista 
desse momento único em sua vida. 
 
Imagem 39: Parto Humanizado. 
 
 
(Fonte:www.kenhub.com) 
 
 O trabalho de parto compreende o conjunto de fenômenos fisiológicos que 
conduz á dilatação do colo uterino e á progressão do feto por meio do canal de parto, 
até a sua expulsão para o exterior. Os primeiros sintomas do trabalho de parto são: 
• Aclaramento: é um fenômeno que ocorre devido ao 
movimento do útero para baixo e para diante, quando a parte 
do feto que se apresenta passa para dentro da pelve. 
• Dores do falso trabalho de parto: Surgem contrações 
irregulares que não afetam a dilatação do colo. São chamadas 
de contrações de Braxton Hicks e geralmente são irregulares, 
indolores em que a gestante sente a barriga endurecer. Pode 
estar presente em toda a gestação e iniciar com maior 
amplitude 3 ou 4 semanas antes do parto. 
• Alteração do Cérvix: A Cérvix torna-se progressivamente 
mais delgada e o orifício aumenta de tamanho de 1 a 2cm, o 
que indica o início do trabalho de parto. 
• Vestígios de Sangue: O tampão mucoso forma-se devido á 
secreção de muco pelas glândulas cervicais. É acumulado 
37 
 
 
durante a gravidez a fim de fechar a abertura que leva á 
cavidade uterina. Quando o trabalho de parto está preste a 
começar, ocorre a expulsão do tampão mucoso. A mulher 
identifica um corrimento vaginal mucoide e viscoso, de cor 
rósea ou com raias de sangue. 
 O trabalho de parto, geralmente se inicia de 24 á 48 horas após a perda do 
tampão mucoso pela gestante. O trabalho de parto divide-se em quatro períodos 
clínicos, sendo eles: 
• Primeiro Período: Dilatação 
• Segundo Período: Expulsão. 
• Terceiro Período: Dequitação. 
• Quarto Período: Período de Greemberg. 
 
-Primeiro Período: Dilatação. 
Esse período divide-se em duas fases: 
• Fase Latente: é a fase inicial e mais lenta da dilatação do 
colo de até 3 cm. 
• Fase Ativa: inicia-se com 4 cm de dilatação do colo e vai 
até a dilatação completa, geralmente com 10 cm já é 
possível a passagem do feto. Nesse período ocorrem de 2 
a 3 contrações uterinas em 10 minutos, cada uma com 
duração entre 30 a 90 segundos, de intensidade moderada 
a forte, e o colo dilata aproximadamente 1 a 1,5 cm por 
hora. 
Esse período pode durar até 12 horas nas nulíparas e 9 horas nas multíparas, 
é nesse período que se rompem as membranas. 
 
Imagem 40: Dilatação das Nulíparas e Mutíparas. 
38 
 
 
 
(Fonte:www.medenfmulher.com.br) 
 
 Nas Nulíparas, o apagamento acontece antes da dilatação e a fase de 
dilatação é mais prolongada. 
 Nas Multíparas, o apagamento e a dilatação ocorrem juntos e a fase de 
dilatação é mais rápida. 
 
Imagem 41: Nulíparas e Mutíparas. 
 
 
(Fonte:www.medenfmulher.com.br) 
 
-Segundo Período: Expulsivo. 
 Inicia-se com a dilatação completa do colo e termina com a expulsão total do feto. 
Dura em média 60 minutos na primeira gestação e de 15 a 30 minutos nas gestações 
seguintes. 
 A descida do feto para a pelve provoca o desejo de evacuar e é nessa fase que 
ocorre o rompimento da bolsa das águas, caso isso não tenha ocorrido. 
 As contrações ocorrem a cada 2 ou 3 minutos, sendo que duram em torno de 50 a 
90 segundos. A cada contração do períneo se torna mais distendido, aumentando a 
abertura vaginal, é quando acontece o coroamento, ou seja, qando o maior diâmetro 
da cabeça do feto atinge a abertura vaginal. 
39 
 
 
 Nesse período, ocorrem os mecanismos do trabalho de parto, que constituem um 
conjunto de movimentos de adaptação do feto ás diferentes formas do trajeto, ou seja, 
a passagem do feto pela bacia ou trajeto duro e a passagem pelo canal de parto. (Será 
abordado no assunto á seguir). 
 
-Terceiro Período: Dequitação. 
 Inicia-se imediatamente após a expulsão do feto e termina com a expulsão da 
placenta. Após o parto, as contrações cessam, mas durante esse período, que dura 
em torno de 30 minutos, ocorrem duas ou três contrações para expelir a placenta. 
 O deslocamento da placenta ocorre devido á contração uterina, a descida ocorre 
pela ação da gravidade causada pelo seu próprio peso. A expulsão da placenta e das 
membranas pode ser espontânea, o que leva um tempo maior, ou pode ser provocada 
por meio de medicamento (Ocitocina ou misoprostol) para reduzir o tempo e o 
sangramento. É esperada uma perda sanguínea de 300 a 500ml. Ocorrem dois 
mecanismos de deslocamento as placenta, sendo eles: 
• Central ( Baudelocque-Schulze): Ocorre em 85% dos casos, 
primeiramente, desce a placenta e depois o sague ou coágulo. 
• Lateral ( Duncan-Varnekes): Ocorrem em 15% dos casos, o 
sangue sai primeiro e depois, a placenta. 
 
Imagem 42: Baudelocque Shultze e Duncan. 
 
40 
 
 
 
(Fonte:www.medenfmulher.com.br) 
 
-Quarto Período: De Greenberg. 
 Inicia-se após a dequitação da placenta e dura uma hora. Durante esse tempo 
a equipe de saúde monitora a mulher, pois o útero continua a se contraire é importante 
atentar para a possível ocorrência de sangramento ou hemorragia. 
 
Aula 01- Roteiro 09: Mecanismo do Parto. 
A mecânica do parto em si analisa os movimentos da cabeça, sob ação das 
contrações uterinas, a transitar pelo desfiladeiro pelvigenital. Sendo o feto o móvel ou 
objeto, que percorre o trajeto (bacia), impulsionado por um motor (contração uterina). 
A partir dos movimentos desenvolvidos pelo feto, os quais são puramente passivos, 
há a adaptação do móvel às exigências e às diferenças de forma do canal, ocorrendo 
a diminuição dos diâmetros fetais para a acomodação à pelve. 
O mecanismo de parto divide-se em seis tempos, sendo eles: 
• Acomodação ou Insinuação: Ocorre quando a passagem da maior 
circunferência da apresentação fetal por meio do estreito superior da bacia. 
Nas primigestas, ocorre 15 dias antes do trabalho de parto e nas multíparas, 
ocorre durante o trabalho de parto. 
41 
 
 
• Descida ou Progressão: É a passagem da cabeça fetal do estreiro superior 
da bacia para o estreito inferior. Esse tempo se dá simultaneamente com a 
rotação interna da cabeça. Clinicamente, para avaliar o grau de descida 
fetal, usa-se o plano De Lee. 
• Rotação Interna da cabeça: Começa do nível das espinhas isquiáticas 
(Plano zero De Lee), completando-se quando a cabeça fetal atinge a pelve 
inferior. 
• Extensão da cabeça: A cabeça getal atinge o assoalho pélvico, 
posicionando o occipício fetal na arcada púbica e relaizando um movimento 
de deflexão para finalmente exteriorizar-se na vulva. 
• Rotação externa da cabeça: Movimento que a cabeça exteriorizada faz 
para voltar á posição anterior á rotação interna da cabeça. 
• Expulsão: desprendimento do restante do corpo fetal (Tronco e Membros). 
 
Imagem 43: Etapas da saída do Bebê, através do Parto Normal. 
 
 
(Fonte:www.medenfmulher.com.br) 
 
Aula 01- Roteiro 10: Cuidados Imediatos ao Recém-Nascido na Sala de 
Parto. 
 A assistência à saúde do recém-nascido é um cuidado essencial que deve 
estar presente na rotina do pessoal de enfermagem. Com a evolução do conceito de 
42 
 
 
assistência a saúde da criança e do neonato, os cuidados de enfermagem ao recém-
nascido se iniciam logo após o nascimento da criança. Cabe ao enfermeiro conhecer 
o histórico materno e disponibilizar o material necessário para recepcionar o recém‑
nascido. O enfermeiro, juntamente com a equipe médica, avaliar a vitalidade fetal ao 
nascer. Para isso, o enfermeiro deve fazer as seguintes perguntas em relação ao 
recém‑nascido: 
• Gestação a termo? 
• Ausência de mecônio? 
• Respirando ou chorando? 
• Tônus muscular bom? 
Se a resposta for sim a todas as perguntas, considera‑se que o recém‑nascido esta 
com boa vitalidade e não necessita de manobras de reanimação. A determinação da 
necessidade de reanimação e a avaliação de sua eficácia dependem da avaliação 
simultânea de dois sinais: 
• Respiração. 
• Frequência cardíaca. 
 A avaliação da coloração da pele e das mucosas do recém‑nascido não é mais 
utilizada para decidir procedimentos na sala de parto. A avaliação da cor das 
extremidades, do tronco e das mucosas é subjetiva e não tem relação com a saturação 
de oxigênio ao nascimento. O recém‑nascido com esforço respiratório e frequência 
cardíaca adequados pode demorar em torno de 5 minutos para ficar rosado. 
 O boletim de Apgar é uma ferramenta utilizada que auxilia na identificação da 
vitalidade fetal e avalia a adaptação do recém‑nascido à vida extrauterina. É aplicado 
no primeiro e quinto minuto de vida. O boletim de Apgar não deve ser utilizado para 
determinar o início da reanimação nem as manobras a serem instituídas no decorrer 
do procedimento. Se o escore de Apgar for inferior a 7 no quinto minuto de vida do 
recém‑nascido, recomenda‑se sua aplicação a cada cinco minutos, até 20 minutos 
de vida. 
 
Imagem 44: Escore de Apgar. 
43 
 
 
 
(Fonte:www.saudemulher.com.br) 
 
 Após o nascimento, os seguintes cuidados imediatos ao recém‑nascido estável são 
realizados: 
 Secá‑lo e posicioná‑lo sobre o abdômen da mãe ou ao nível da placenta por, no 
mínimo, um minuto, até o cordão umbilical parar de pulsar aproximadamente 3 
minutos após o nascimento, para só então realizar‑se o clampeamento, se o recém‑
nascido for a termo e tiver boa vitalidade. 
 Clampear o cordão umbilical fixando o clampe à distância de 2 a 3 cm do anel 
umbilical, envolvendo o coto com gaze embebida em álcool etílico 70% ou clorexidina 
alcoólica 0,5%. Em recém‑nascido de extremo baixo peso, utiliza‑se soro fisiológico. 
 
Imagem 45: Clampeamento do cordão umbilical. 
 
 
(Fonte:www.saudemulher.com.br) 
44 
 
 
 
 Verificar a presença de duas artérias e de uma veia umbilical, pois a existência de 
artéria umbilical única pode estar associada a anomalias congênitas. 
 
Imagem 46: Verificação das duas Artérias e uma veia umbilical. 
 
(Fonte:www.saudemulher.com.br) 
 
 Detectar a incompatibilidade sanguínea materno‑fetal coletando sangue da mãe e 
do cordão umbilical para determinar os antígenos dos sistemas ABO e Rh. Aspirar o 
excesso de secreções da boca e do nariz com sonda de aspiração traqueal, se houver 
mecônio ou necessidade de reanimação neonatal. 
 
Imagem 47: Aspiração na boca do Recém Nascido; 
 
45 
 
 
(Fonte:www.criancaeseuscuidados.org.com.br) 
 
 Manter a criança aquecida. Administrar 1 mg de vitamina K1 por via 
intramuscular ou subcutânea ao nascimento, para prevenção de sangramento. 
 
Imagem 48: Administração da vitamina K1 por Via intramsuscular. 
 
(Fonte:www.criancaeseuscuidados.org.com.br) 
 
 Prevenir a oftalmia gonocócica pelo método de Credé se autorizado, retirar o vérnix 
da região ocular com gaze seca ou umedecida com água, afastar as pálpebras e 
instilar uma gota de nitrato de prata a 1% no fundo do saco lacrimal inferior de cada 
olho. Massagear suavemente as pálpebras deslizando‑as sobre o globo ocular para 
fazer com que o nitrato de prata banhe toda a conjuntiva. 
 
Imagem 49: Aplicação da gota Nitrato de prata !%. 
 
46 
 
 
 
 
(Fonte:www.criancaeseuscuidados.org.com.br) 
 
 Colocar pulseiras de identificação na mãe e no recém‑nascido, contendo o 
nome da mãe, o registro hospitalar, a data e a hora do nascimento e o sexo do recém
‑nascido. Identificar o recém‑nascido mediante o registro de sua impressão plantar e 
digital e da impressão digital da mãe, tal prática é regulamentada pelo Estatuto da 
Criança e do Adolescente. Essa identificação é feita no prontuário e nas três vias da 
Declaração de Nascido Vivo. 
 Realizar o contato pele a pele imediatamente após o nascimento, em 
temperatura ambiente de 26 ºC, pois reduz o risco de hipotermia em recém‑nascido 
a termo com respiração espontânea e que não necessite de ventilação, desde que 
47 
 
 
cobertos com campos pré‑aquecidos. Colocar o recém‑nascido para ser 
amamentado na primeira hora de vida, conforme recomendado pela OMS, essa 
prática está associada a menor mortalidade neonatal, pois quanto maior o período de 
amamentação, melhor interação mãe‑bebê e menor o risco de hemorragia materna. 
 Manter os recém‑nascidos estáveis com suas mães e transportá‑los juntos ao 
alojamento conjunto. Caso haja a necessidade de transporte do recém‑nascido para 
outra unidade neonatal, antes do transporte, ele sempre deve ser mostrado à mãe 
novamente. 
 O exame físico deve ser realizado por meio de uma avaliação geral do recém‑
nascido. Deve‑se realizar a inspeção a fim de avaliar a respiração e verificar a 
frequência respiratória, a circulação, as condições de vitalidade, as malformações 
grosseiras e a maturidade presumível. 
 Observa‑se a simetria facial, a implantação das orelhas e a integridade do palato, 
inspeciona‑se o tronco buscando anormalidades e as costas verificando a 
continuidade da coluna vertebral. 
 Verifica‑se a existência de anormalidades nas extremidades e o númerode dedos 
nos pés e nas mãos, examina‑se a genitália feminina ou masculina e o ânus buscando 
identificar permeabilidade. 
 Na palpação, avaliam‑se as fontanelas e suturas. A palpação do abdômen deve ser 
realizada após a ausculta, buscando identificar anormalidades. 
 
Imagem 50: Posições das Fontanelas e Suturas Recém-Nascido. 
48 
 
 
 
(Fonte:www.criancaeseuscuidados.org.com.br) 
 
 Realiza‑se a ausculta pulmonar nos espaços intercostais, a ausculta cardíaca nos 
focos aórtico, pulmonar, tricúspide e mitral e verifica‑se a frequência cardíaca no foco 
mitral com o estetoscópio pediátrico. 
 
Imagem 51: Posições de auscultas que se deve fazer em recém-nascido. 
 
(Fonte:www.criancaeseuscuidados.org.com.br) 
 
 Recomenda‑se a verificação da frequência respiratória e da cardíaca quando a 
criança estiver em repouso, pois o choro pode alterar os resultados. 
49 
 
 
 Os valores referentes à frequência cardíaca e frequência respiratória do recém‑
nascido considerados normais são: 
• Frequência cardíaca 120 – 160 batimentos/minuto. 
• Frequência respiratória 30 – 60 respirações/minuto. 
 A ausculta do abdômen é realizada após a palpação e percussão a fim de 
evitar alterações nos ruídos hidroaéreos. 
 
Imagem 52: Ausculta de Abdómen, que se deve fazer em Recém-Nascido. 
 
(Fonte:www.depositphotos.com.br) 
 
 A temperatura axilar deve ser verificada por pelo menos 3 minutos, sendo 
considerada normotermia a temperatura do recém‑nascido de 36 a 37°C. A hipotermia 
(temperatura inferior a 36°C) deve ser identificada e a criança deve receber cuidados 
para evitá‑la logo após o nascimento. 
 A pressão arterial também é verificada, e a média esperada para recém‑
nascidos de 1 a 3 dias é de 50 mmHg. A OMS recomenda que os valores da pressão 
arterial sejam verificados e que sejam utilizadas as tabelas de percentis para verificar 
se os valores se encontram no padrão de normalidade. Os dados da antropometria 
como peso, estatura, perímetro cefálico, perímetro torácico e abdominal também são 
verificados pelo enfermeiro e anotados na caderneta de saúde, pois servirão de 
referência para acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança, 
posteriormente. 
50 
 
 
Imagem 53: Antropometria se deve fazer em recém-nascido. 
 
 
(Fonte:www.depositphotos.com.br) 
Conclusão. 
 Foi abordado em sala de aula todos os temas presente neste relatório. Foi 
explicado passo a passo de cada procedimento, de como devemos portar diante o 
paciente e o procedimentos que será realizado. Foi explicado perfeitamente pela 
Professora Débora, que esteve presente nos dois dias de aulas práticas. 
 Obtemos acesso á materiais de procedimentos como a coleta para Citologia, 
materiais de mamas, barriga de gestante com bebê. Foi apresentado durante a sala 
de aula, uns questionários para ser respondido e anexado neste relatório. Cada 
explicação ocorrida nesse relatório foi pesquisado em livros e escrito com próprias 
palavras do que foi abordado e explicado diante á nossa presença em sala de aula. 
 
Perguntas passadas durante as aulas e carimbo do 
Docente responsável. 
-Roteiro 1 ao 5 – 1° aula, período da manhã (Dia 27/04/2023).. 
 
51 
 
 
 
52 
 
 
-Roteiro 1 ao 5 – 2° aula, período da Tarde (Dia 27/04/2023). 
 
53 
 
 
-Roteiro 6 ao 10 – 1° aula, período da manhã (Dia 28/04/2023).. 
 
54 
 
 
-Roteiro 6 ao 10 – 2° aula, período da Tarde (Dia 28/04/2023). 
 
55 
 
 
 
 
 
 
Referências. 
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BARACAT, E.C. Ginecologia de consultório.1.ed. São Paulo: EPM-Editora de Projetos 
Médicos, 2003. Cap.12, p.97-108 . 
 
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria da Atenção à Saúde. Departamento de 
Ações Programáticas e Estratégicas. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde 
da MulherPrincípios e Diretrizes. 2004. 
 
BENEDINI, Z. Pesquisando para educar : a “pedagogia do 
ostomizado” e a prática da visita domiciliária. Ribeirão Preto, 1993. 112p. Tese 
(Doutorado) – Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo. 
 
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MARQUES, M.A. Contribuição ao estudo do movimento internacional de 
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Pesquisas Populacionais e Epidemiológicas: Organização social da Assistência 
Médica dirigida ao Grupo Materno -Infantil). Rio de Janeiro: Fiocruz/Finep, 1978. 
/mimeografado/ 
 
NOVAES, H.M.D. A puericultura em questão . São Paulo, 1979. Dissertação 
(Mestrado) - Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo 
 
56 
 
 
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Cuidados primários de saúde . 
Brasília: UNICEF, 1979. 
ROCHA, S.M.M. O processo de trabalho em saúde e a enfermagem pediátrica: 
historicidade e socialidade do conhecimento. Ribeirão Referências Bibliográficas 145 
Preto, 1990. 174 p. Tese (Livre – Docência) – Escola de Enfermagem de Ribeirão 
Preto, Universidade de São Paulo. 
 
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critérios para a alta de recém- nascidos de baixo peso. Rev. Paul. Pediatria, v.4, n.15, 
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