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SACRISTÃO ANALFABETO 
 
Um padre jovem havia sido nomeado para uma nova paroquia numa cidade do 
interior. Animado e com bastante idéias na cabeça se deparou, lá chegando, 
com um problema. 
 
O Sacristão era analfabeto e isso prejudicava muito seus planos. Pensou, pensou e não houve 
alternativa. Acabou dispensando o sacristão. Este entrou em crise, pois não tinha profissão e com a 
idade que tinha e analfabeto não arranjaria emprego com certeza. Estava fadado a cair na humilhação 
da mendicância. 
 
No entanto, antes de ir embora, pediu ao padre se poderia vender amendoins 
na porta da Igreja aos domingos, após as missas. O padre não se opôs, devido as circunstancias e 
assim ele o fez. 
 
No primeiro mês ele vendia amendoins. Como todos se apiedavam de sua situação e devido a 
inovadora idéia, as vendas aumentavam a cada domingo. O negocio começou a crescer e ele 
acrescentou pipocas em seu tabuleiro. 
 
No terceiro mês já vendia pipocas, o que já dava para sobreviver. No sexto mês ele montou uma 
barraca, que depois virou um quiosque. No final de um ano alugou uma casinha na frente da Igreja para 
produzir doces, não só para seu quiosque mas, também, para os outros vendedores ambulantes de 
doces em outras igrejas e na praça da prefeitura. A produção foi aumentando e virou uma fabrica que 
produzia doces para 
toda a região. 
 
Três anos depois, tendo mudado para uma área enorme, produzia doces que 
eram enviados para todo o pais. Foi quando apareceu uma empresa interessada em exportar seus 
doces para a América Latina. O novo cliente enviou a ele uma proposta com o devido aval do banco 
local, juntamente com uma copia do contrato, o qual deveria ser assinado quando da chegada dos 
advogados que iriam discutir os detalhes da grande e vultosa transação. 
 
No dia da reunião, imprensa presente, aglomeração na praça, prefeitos, vereadores, banda de 
musica, uma grande festa, um acontecimento inusitado. Todos reunidos na câmara municipal, o 
empresário recebe solenemente o contrato das mãos dos advogados e o passa ao seu advogado 
pedindo que o lesse em voz alta. 
O advogado não entendendo o porque daquela ordem, começou a ler e desconfiado do que já ha muito 
tempo suspeitava, pediu uma audiência em particular ao patrão e dirigiram-se a uma sala contígua 
aquela em que todos estavam. Fechando as portas atras de si, perguntou, receoso e respeitosamente ao 
seu patrão : 
 
- Doutor, porque o senhor me pediu que lesse esse contrato em voz alta ? 
 
Ao que o grande empresário do ano, capa de todas as revistas de economia e 
jornais mercantis do mundo todo, respondeu com um certo constrangimento: 
 
- E porque eu sou analfabeto e não sei ler direito. Não tive a oportunidade de estudar, porque 
tinha que ajudar com o orçamento lá de casa e trabalhava como sacristão na Igreja. 
 
- É inacreditável senhor, mesmo sendo analfabeto, conseguiu fazer toda esta fortuna . Fico aqui 
imaginando o que o Senhor seria e onde teria chegado se soubesse ler. 
 
E o empresário lhe respondeu: 
 
- Ora, eu sei. Eu, ainda, seria o sacristão da Igreja. 
 
Não pense em crise. Trabalhe. A necessidade e a mãe do progresso.

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