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UNIVERSIDADE LICUNGO 
FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA 
CURSO DE QUÍMICA COM HABILITAÇÃO EM GESTÃO DE LABORATÓRIO 
 
CLEITON PAULINO OFICE 
 
 
Local de acção do vírus no organismo; Possibilidade 
de infecção por HIV; Ciclo de vida do HIV; Quantificação do 
vírus. 
HIV/SIDA NO SECTOR DA EDUCAÇÃO (ESTATÍSTICAS) 
 Projeções de mortes de professores do ESG devido 
ao HIV-SIDA 
 Percepção sobre os conhecimentos do HIV-SIDA, 
atitudes e práticas. 
 
 
 
 
 
 
Dondo 
2023 
 
 
 
CLEITON PAULINO OFICE 
 
 
 
 
Local de acção do vírus no organismo; Possibilidade de 
infecção por HIV; Ciclo de vida do HIV; Quantificação do vírus. 
HIV/SIDA NO SECTOR DA EDUCAÇÃO (ESTATÍSTICAS) 
 Projeções de mortes de professores do ESG devido ao HIV-
SIDA 
 Percepção sobre os conhecimentos do HIV-SIDA, atitudes 
e práticas. 
 
 
Trabalho Individual a ser entregue no departamento 
de Ciências e Tecnologia pra ser avaliado na cadeira 
de Temas Transversal IV. 
Docente. Mcs. Flávia Stela Chale Chinguera 
 
 
 
Dondo 
2023
 
 
SUMÁRIO 
CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO TEÓRICA ............................................................................... 3 
1.1. Introdução............................................................................................................................ 3 
1.2. Objetivos ............................................................................................................................. 4 
Geral ........................................................................................................................................ 4 
Específicos .............................................................................................................................. 4 
1.3. Metodologia ........................................................................................................................ 4 
CAPÍTULO II: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .................................................................... 5 
2.1. Local de acção do vírus HIV no organismo ........................................................................ 5 
2.2. Possibilidade de infecção por HIV ...................................................................................... 5 
2.3. Ciclo de vida do HIV .......................................................................................................... 7 
2.4. Quantificação do vírus ........................................................................................................ 8 
2.5. Contagem de células CD4+ em sangue periférico .............................................................. 9 
2.6. HIV/SIDA no sector da Educação (estatísticas) ................................................................. 9 
2.6.1. Projecções de mortes de professores do ESG devido ao HIV - SIDA; ..................... 10 
2.6.2. Percepção sobre o conhecimentos do HIV – SIDA, atitudes e práticas. ................... 10 
2.6.2.1. Nível de Conhecimentos ......................................................................................... 11 
2.6.2.2. Atitudes e Práticas ................................................................................................. 12 
CAPÍTULO III: CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................ 14 
3.1. Conclusão .......................................................................................................................... 14 
Referências Bibliográficas ........................................................................................................ 15
3 
 
CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO TEÓRICA 
1.1. Introdução 
Neste presente trabalho traz como tema Saúde Reprodutiva HIV/SIDA e visa fazer uma 
abordagem sobre “Local de ação do vírus no organismo, da possibilidade de infeção por vírus 
HIV, ciclo de vida do HIV e da quantificação do vírus”. Também dá referência sobre o “HIV/ 
SIDA no sector da Educação (estatística): projeções de mortes de professores do ESG devido 
ao HIV-SIDA e percepção sobre os conhecimentos do HIV-SIDA, atitudes e práticas”. 
De um modo geral o SIDA é o conjunto de sintomas e infecções resultantes do dano do 
sistema imunológico ocasionado pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), cujo principal 
alvo são os linfócitos T-CD4, fundamentais para coordenar as defesas do organismo. 
No entanto deve se saber como os vírus de HIV no organismo humano invade as células 
de T CD4+ e migra no seu interior de um linfócito CD4+, onde ira danificar. Portanto devemos 
reconhecer modos de transmissão, formas de prevenção e a sua forma de replicação. 
O trabalho esta organizado em três capítulos, o primeiro traz a parte introdutória, 
objetivos e metodologias usados para a compilação do mesmo, o segundo é a fundamentação 
teórica (traz de forma objetivas e clara a descrição em torno do tema em abordagem), o terceiro 
é a das considerações finais e por último apresenta as respectivas referências bibliográficas 
 
4 
 
1.3. Objetivos 
Geral 
a) Desenvolver o conhecimento do local de acção de HIV no organismo, as possíveis 
infeção, o ciclo de vidas e a quantificação do HIV e também da atuação do HIV/SIDA 
no sector da educação. 
Específicos 
a) Identificar o local de ação de HIV no organismo e as possibilidades de infeção do HIV; 
b) Comparar os dados da projeção de mortes de professores no ESG deste o 2000 até 2010; 
c) Avaliar o conhecimento das pessoas sobre percepção do HIV-SIDA, atitudes e práticas.
 
1.4. Metodologia 
Para realizar este trabalho recorreu-se as condições indicadas nos Termos de Referência, 
recorreu-se a uma ampla pesquisa documental tendo compulsado para a elaboração dos 
diferentes tópicos do trabalho indicados na Lista de Referências e outros de carácter mais geral 
que não mereceram uma referência expressa no texto. 
A pesquisa comportou uma busca de informação através da Internet e algumas pesquisas 
bibliográficas, a partir de (artigos, livros e revistas cientificas). Este implica conjunto de 
procedimentos de buscas de soluções dos temas em abordagem, que por isso não pode ser 
aleatória (Doity, 2018). O mesmo consiste como embasamento para todos assuntos 
pesquisados, analisandos variáveis que um problema pode ter, comparando as opiniões e testes 
de diferentes autores que falam sobre mesmo assunto, depois faz-se as sínteses e conclusões 
sobre assuntos em abordagem. 
 
 
5 
 
CAPÍTULO II: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
2.1. Local de acção do vírus HIV no organismo 
Uma vez dentro do organismo, o HIV adere a vários tipos de glóbulos brancos do 
sangue. Os mais importantes são certos linfócitos T auxiliares (células T). Os linfócitos T 
auxiliares ativam e coordenam outras células do sistema imunológico. Na sua superfície, esses 
linfócitos têm um receptor chamado CD4, que possibilita ao HIV se anexar a eles. Assim, esses 
linfócitos auxiliares são designados como CD4+ (CACHAY, 2019). 
O HIV é um retrovírus. Ou seja, ele armazena suas informações genéticas como o ácido 
ribonucleico (RNA). Uma vez no interior de um linfócito CD4+, o vírus usa uma enzima 
chamada transcriptase reversa para fabricar uma cópia de seu RNA, mas a cópia é feita como 
ácido desoxirribonucleico (DNA), (CACHAY, 2019). 
Neste ponto, o HIV sofre mutações com facilidade, pois a transcriptase reversa tende a 
cometer erros durante a conversão do RNA do HIV em DNA. Essas mutações dificultam ainda 
mais o controle o HIV, pois muitas mutações aumentam a chance de produzir HIV que pode 
resistir a ataques pelo sistema imunológico da pessoa e/ou por medicamentos antirretrovirais. 
2.2. Possibilidade de infecção por HIV 
As possibilidades de infecção por vírus podem ser de diversas maneiras (formas). Os 
equívocos comuns sobre os modos de transmissão do VIH conduzem a receios que, por sua 
vez, levam ao estigma e intolerância nos locais de trabalho. (United Nations Human Rights 
Council, 2010 citadopor (TORRIENTE & SIPI-JOHNSON, 2014: 6). 
Para reduzir o estigma relacionado com o VIH, é útil clarificar os factos relativamente 
à transmissão do VIH. O VIH transmite-se através dos fluidos corporais (sangue, sémen, 
secreções vaginais e leite materno). (TORRIENTE & SIPI-JOHNSON, 2014) A transmissão só 
pode ocorrer através das seguintes vias: 
a. Relações sexuais desprotegidas, (Heterossexuais e Homossexuais) 
Este é o modo mais frequente de transmissão de vírus. Segundo a Unidade de 
Assistência (1999), na África sub-Sahariana, é a principal forma de transmissão. Nos países 
desenvolvidos, a exposição ao HIV por relações homossexuais ainda é a responsável pelo maior 
número de casos, embora as relações heterossexuais estejam aumentando proporcionalmente 
como uma tendência na dinâmica da epidemia. (Unidade de Assistência, 1999). 
6 
 
Os fatores que aumentam o risco de transmissão do HIV em uma relação heterossexual 
são: alta viremia, imunodeficiência avançada, relação anal receptiva, relação sexual durante a 
menstruação e presença de outra DST, principalmente as ulcerativas. 
b. Vertical (Transmissão de mãe para filho durante a gravidez, parto e nascimento, 
quando não foi observado um sistema de prevenção, ou durante o período de 
amamentação); 
Além dessas formas, mais frequentes, também pode ocorrer a transmissão ocupacional, 
ocasionada por acidente de trabalho, em profissionais da área da saúde que sofrem ferimentos 
com instrumentos perfuro-cortantes contaminados com sangue de pacientes infectados pelo 
HIV. (Unidade de Assistência, 1999) 
c. Sangue e seus derivados, por exemplo: 
Transfusão de sangue infetado ou transplante de órgãos ou tecidos infetados; A 
transmissão mediante transfusão de sangue e derivados é cada vez menos relevante nos países 
industrializados e naqueles que adotaram medidas de controle da qualidade do sangue utilizado, 
como é o caso do Brasil. (Unidade de Assistência, 1999). 
Partilha de acessórios de drogas contaminados, tais como agulhas, seringas ou 
instrumentos para piercings contaminados; Acidentes de trabalho, incluindo ferimentos 
provocados por agulhas por um profissional de saúde ao tratar um doente infetado pelo VIH. 
Outros trabalhadores do setor da saúde, por exemplo pessoal auxiliar, também podem 
estar em risco de acidentes com agulhas. Essa via de transmissão adquire importância crescente 
em várias partes do mundo, como na Ásia, América Latina e no Caribe (Unidade de Assistência, 
1999). 
O VIH é um vírus frágil, que só pode sobreviver num conjunto limitado de condições. 
Há possibilidade de entrar no corpo através das membranas mucosas, como a boca ou a vagina. 
O VIH não pode entrar no corpo se a pele estiver, mas pode entrar facilmente através de uma 
ferida aberta em contacto com sangue, sémen, secreções vaginais de uma pessoa contaminado. 
(TORRIENTE & SIPI-JOHNSON, 2014) Portanto há possibilidade de infecionar HIV a partir 
do beijo, no caso dos dois possuir ferimentos e haver contacto (ferida- ferida). 
7 
 
2.3. Ciclo de vida do HIV 
Segundo (Adoles, 2012) o HIV atinge o sistema imunológico, normalmente responsável 
pela proteção do organismo contra infecções. O vírus ataca um tipo de glóbulo branco (célula 
de defesa) chamado CD4. No processo, o HIV aloja seu genes no DNA da célula CD4 atingida 
e passa a utilizá-la para se multiplicar e, com isso, contaminar novas células. 
Durante o processo, as células CD4 acabam morrendo por razões ainda não totalmente 
conhecidas. Com a redução do número desses glóbulos brancos, o organismo começa a perder 
a perder a capacidade de combater doenças até atingir o ponto crítico que caracteriza a SIDA. 
O vírus HIV faz parte dos retrovírus, que são mais difíceis de ser combatidos. (Adoles, 2012). 
Eles alojam seu DNA nas células atacadas de forma que novas células produzidas por 
elas passam a também portar o vírus. Os retrovírus também reproduzem seus genes na célula-
alvo com maior margem de erro. Isso, somado à alta taxa de reprodução do HIV, provoca muitas 
mutações no vírus causador da SIDA. E não só, HIV é protegido por uma camada feita do 
mesmo material que algumas células humanas, o que dificulta sua identificação pelo sistema 
imunológico. (Adolesciência, 2012). São etapas do ciclo de vida do HIV na célula humana: 
 A GP120 e a GP41 do HIV prendem-se à superfície da célula CD4 não infectada, 
fundindo-se com a membrana celular; 
 O conteúdo do núcleo do vírus se esvazia na célula hospedeira; 
 A enzima transcriptase reversa do HIV copia o material genético viral a partir do RNA 
em de um DNA de filamento duplo; 
 O DNA de filamento duplo é unido ao DNA celular pela ação da enzima integrase do 
HIV; 
 Utilizando o DNA integrado ou provírus como uma cópia, a célula produz novas 
proteínas virais e RNA viral; 
 Actua-se ao RNA viral e formam novas partículas virais; 
 As novas partículas virais brotam da célula e iniciam o processo em outras células. 
Fusão do envelope do vírus com a membrana da célula hospedeira; 
Segundo a Unidade de Assistência (1999), a interferência em qualquer um destes passos do 
ciclo vital do vírus impediria a multiplicação e/ou a liberação de novos vírus. 
8 
 
2.4. Quantificação do vírus 
Análise quantitativa direta da carga viral através de técnicas baseadas na amplificação 
de ácidos nucleicos: No Amplicor HIV e Monitor Test: a metodologia esta baseada na técnica 
de reação de cadeia de polimerase – (PCR). O PCR em tempo real é o mais utilizado, pois 
oferece vantagens sobre os métodos moleculares tradicionais, estas incluem: 
i. Tempo de desempenho reduzido atribuído a tempo de ciclo reduzido, tamanho de 
amplicon reduzido e a eliminação de uma etapa adicional necessária para a detecção de 
produto; 
ii. Sensibilidade aumentada como resultado do emprego de métodos de detecção de 
fluorescência; 
iii. Diminuição da contaminação por transição devido ao uso de um sistema fechado para 
amplificação e detecção; 
iv. Maior amplitude dinâmica. 
No NASBA (Nucleic Acid Sequence Based Amplification - Amplificação Baseada na 
Sequência do Ácido Nucleico): a amplificação do material genético viral é direta, ou seja, 
ocorre um aumento da quantidade de ácido nucleico e detecta-se o produto final amplificado. 
No branched-DNA (DNA ramificado): a amplificação é indireta, ocorre primeiro uma 
hibridização com o RNA do vírus e depois a amplificação do sinal do produto hibridizado. 
NOTA: Recentemente, a técnica de NASBA vem sendo substituída pelo Nuclisens, que 
apresenta-se com o mesmo princípio, porém com um limite de detecção menor que seu 
antecessor. 
Em caso de início ou mudança de terapia antiretroviral, alguns autores recomendam uma 
dosagem da carga viral com 1 a 2 meses de tratamento, para avaliação da resposta ao esquema. 
Os resultados devem ser interpretados da seguinte maneira: 
a) Carga viral abaixo de 10.000 cópias de RNA por ml: baixo risco de progressão; 
b) Carga viral entre 10.000 e 100.000 cópias de RNA por ml: risco moderado de progressão 
ou de piora da doença; 
c) Carga viral acima de 100.000 cópias de RNA por ml: alto risco de progressão ou de piora 
da doença. 
9 
 
2.5. Contagem de células CD4+ em sangue periférico 
A contagem de células T CD4+ em sangue periférico tem implicações prognósticas na 
evolução da infecção pelo HIV pois é a medida de imunocompetência celular; é mais útil no 
acompanhamento de pacientes infectados pelo HIV. De maneira didática pode-se dividir a 
contagem de células T CD4+ em sangue periférico em quatro faixas: 
a) Maior que 500 células/mm3: estágio da infecção pelo HIV com baixo risco de doença. 
Há boa resposta às imunizações de rotina e boa confiabilidade nos testes cutâneos de 
hipersensibilidade tardia, como o PPD. Casos de infecção aguda podem apresentar estes 
níveis de células T CD4+, embora, de modo geral, esses pacientes tenham níveis mais 
baixos; (Unidade de Assistência, 1999).b) Entre 200 e 500 células/mm3: estágio caracterizado por surgimento de sinais e sintomas 
menores ou alterações constitucionais. Risco moderado de desenvolvimento de doenças 
oportunistas. Nesta fase, podem aparecer candidíase oral, herpes simples recorrente, 
herpes zoster, tuberculose, leucoplasia pilosa, pneumonia bacteriana; 
c) Entre 50 e 200 células/mm3: estágio com alta probabilidade de surgimento de doenças 
oportunistas como pneumocistose, toxoplasmose de SNC, neurocriptococose, 
histoplasmose, citomegalovirose localizada. Está associado à síndrome consumptiva, 
leucoencefalopatia multifocal progressiva, candidíase esofagiana, etc; 
d) Menor que 50 células/mm3: estágio com grave comprometimento de resposta 
imunitária. Alto risco de surgimento de doenças oportunistas como citomegalovirose 
disseminada, sarcoma de Kaposi, linfoma não-Hodgkin e infecção por micobactérias 
atípicas. Alto risco de vida com baixa sobrevida. (Unidade de Assistência, 1999) 
2.6. HIV/SIDA no sector da Educação (estatísticas) 
Segundo (Recursos Humanos, 2004) a estatística nos 2000 – 2010, o impacto da 
epidemia se fará sentir, tendo em vista ser o sistema essencialmente limitado na oferta e estar 
sendo ainda projetado aumentos substanciais na capacidade na próxima década. O HIV/SIDA 
tornará simplesmente as metas do MINED ainda mais difíceis do que antes de ser alcançadas, 
(Recursos Humanos, 2004). 
10 
 
No período até 2010, 17% de todos os professores terão sido perdidos para a SIDA, com 
40% de todas as mortes na região central onde a perda de educadores representará 23,3% do 
total; (Recursos Humanos, 2004) 
No caso do ensino do primeiro grau, uma estimativa de que 7280 mortes de professores, 
por volta de 2010, resultarão da SIDA, das quais a metade (53%) estará na região central. Uma 
de suas consequências será o agravamento da proporção estudante-pessoal (de 60:1 para 82:1 
por volta de 2010). 
2.6.1. Projecções de mortes de professores do ESG devido ao HIV - SIDA; 
Há outras perdas projetadas no nível secundário (702 professores no total, representando 
48% de todos os professores secundários na região central); 237 na formação técnica, onde um 
percentual muito alto é de professores formados; graves perdas em instituições de formação de 
professores, que precisarão aumentar sua produção de professores em cerca de 4900, por volta 
de 2010, para repor professores perdidos devido ao HIV/SIDA (mas não terão condições de 
alcançar essa meta) e perdas no nível universitário onde, mais uma vez, a capacidade do pessoal 
cairá devido ao HIV/SIDA. (Recursos Humanos,2004). 
2.6.2. Percepção sobre o conhecimentos do HIV – SIDA, atitudes e práticas. 
A análise dos estudos CAP realizados em Moçambique de 1990 a 2003 utilizando 
abordagens quantitativas e qualitativas revela a predominância de estudos realizados em 
adolescentes e jovens (42%), (CONSELHO DE MINISTROS, 2004). Seguem-se os estudos 
abrangendo população de 15 a 49 anos (30 %), grupos de risco tais como trabalhadoras de sexo, 
camionistas de longo curso, prisioneiros (21%). Existem também alguns estudos sobre 
praticantes de medicina tradicional e parteiras tradicionais (6%) (GOMES, 2004). 
A falta de replicação dos protocolos com a periodicidade regular para monitorar e 
avaliar as mudanças registadas foi outra das limitações encontradas. Foi também notório em 
alguns estudos o uso errado de conceitos e terminologia (ex: atitudes, comportamentos, 
percepção de risco etc.). 
Apesar destas limitações, estes estudos fornecem valiosos subsídios para as estratégias de 
actuação preventiva (CONSELHO DE MINISTROS, 2004). 
O IMASIDA 2015 efectuou também o levantamento de aspetos ligados ao 
conhecimentos, comportamento e práticas em relação ao HIV. Dados divulgados apontam para 
um decréscimo de conhecimento abrangente entre adolescente e jovens dos 15 aos 24 anos em 
11 
 
relação ao HIV e SIDA em comparação com o INSIDA 2009. (Ficha Técnica, 2017) Cerca de 
31% das mulheres e 30% dos Homens dos 15 a 24 anos é que possuem o conhecimento 
abrangente sobre HIV e SIDA contra os 36 das mulheres e 34% dos homens dos 15 a 24 anos 
possuíam o conhecimento abrangente sobre o HIV e SIDA aquando INISIDA. (Ficha Técnica, 
2017). 
Os dados trazidos pelo inquérito impõem enormes desafios em relação a prevenção do 
HIV a diversos níveis. Há necessidade de promover o engajamento de todas forcas vivas da 
sociedade com vista a disseminação reiterada e permanente de informações sobre os 
comportamentos de riscos, modos de transmissão, prevenção e tratamento do HIV e SID por 
outro lados há necessidade de fortalecer o papel da juventude como protagonista de novas 
normas sociais, aumentar o acesso de jovens aos serviços compreensivos SSR, e ITS e HIV e 
SIDA, fortalecer os programas baseados aos jovens nas escolas na melhoria das habilidades de 
vida bem como promover o reforço dos papel da família na educação dos adolescentes e jovens. 
(Ficha Técnica, 2017). 
2.6.2.1. Nível de Conhecimentos 
O estudo do INE (INJAD), que abrangeu o grupo etário de 15-24 anos, mostrou que 
entre 53.1 % e 69% das mulheres e 53% e 85% dos homens revelaram conhecer pelo menos 2 
medidas de prevenção. O IDS 2003 conclui por um nível de conhecimentos ainda menor, pois 
que só 58 % dos homens e 43% das mulheres do grupo etário dos 15 aos 24 anos conheciam 
pelo menos duas formas de prevenção do HIV. O nível de conhecimento vária na razão directa 
do nível de escolaridade. As formas de prevenção mais citadas foram a abstinência, a redução 
do número de parceiros sexuais e fidelidade conjugal. (INSTITUTO NACIONAL DE 
ESTATÍSTICA, 2001). 
Ainda de acordo com o INJAD, a percentagem dos jovens que rejeitam pelo menos duas 
concepções erradas mais comuns (aperto de mão e picada de mosquito) é bastante elevada, 98% 
para ambos os sexos. (INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA, 2001). 
Contudo o conhecimento quanto aos perigos sobre a transfusão de sangue infectado e 
transmissão vertical são baixíssimos tendo as respostas correctas variado respectivamente entre 
6.2% e 3.6% para mulheres e 12.3% e 8% para homens. 
 
12 
 
2.6.2.2. Atitudes e Práticas 
a) Idade Mediana da 1ª relação sexual em jovens (15-24 anos) 
No estudo de Gujral et al. (2003) os jovens de 15 a 24 anos reportam que a idade mediana 
do início das relações sexuais foi de 15 anos para ambos os sexos sendo também inferior no 
meio rural. 
O INJAD refere que 68.0 % dos homens e 33.3% das mulheres declararam terem 
mudado de comportamento sexual ao se consciencializarem sobre os perigos do HIV/SIDA. 
Ter relações com um só companheiro foi a mudança mais declarada pelas mulheres (60.9%) 
com ligeiro predomínio das pertencentes às zonas rurais. Ambos estudos fazem referência à 
relação entre mudança comportamental e escolaridade. (CONSELHO DE MINISTROS, 2004) 
b) Uso do preservativo 
IDS 2003 refere que trinta e dois por centro dos respondentes do sexo masculino 
referiram ter usado preservativo nas relações extra-conjugais contra 23% do sexo feminino nos 
últimos doze meses. O uso é mais elevado para o meio urbano, e quanto maior o nível de 
escolaridade, quando comparados estes resultados com os do IDS 1997 parecem ser mais 
encorajadores. Comparando os anos de 1995 e 1998, ANDREW e al. (1998) referem que no 
seu estudo os entrevis: os homens e 18.1%: as mulheres) e no grupo etário dos 20-24 anos 
(56,9%: os homens e 28.7%: as mulheres. 
c) Percepção de Risco 
 O INJAD menciona vários graus de percepção de risco 35% das mulheres e 42% homens 
referiram estarem expostos a nenhum ou baixo risco evocando como razões: terem um só 
companheiro, abstinência sexual, limitação do número de parceiros, uso de preservativo. 12% 
das mulheres e 31% dos homens afirmaram ter risco elevado pelo facto de não usarem 
preservativo o que é inquietante. (INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA, 2001). 
 As mulheres do grupo etário de 20-29 anos consideravam-semais em risco em relação 
a outros grupos etários. Nos homens, os grupos etários que se consideravam estar mais em risco 
eram dos 30-39 anos e 50-64 anos. (CONSELHO DE MINISTROS, 2004) 
Quanto às práticas sexuais estas evidenciam a não correspondência com os níveis de 
conhecimentos e atitudes e particularmente no uso do preservativo nas relações 
“extraconjugais”. Consideramos ser ainda bastante baixo apesar de se terem registado melhorias 
ao longo dos anos. 
13 
 
d) Trabalhadoras de sexo 
O estudo de base nos principais corredores do País revelou que as trabalhadoras de sexo 
(idade média: 22,8 anos e escolaridade média: 6.2 classes) mais frequentemente usavam o 
preservativo com os clientes que pagavam mais. Trinta e três por centro reportou que corria 
risco de se contaminar com o sexo desprotegido e 45 % conhecia pelo menos dois métodos de 
redução do risco de infecção. Nenhuma destas trabalhadoras reportou ter procurado 
aconselhamento e teste voluntário. (CONSELHO DE MINISTROS, 2004). 
Estes estudos revelam um baixo nível de conhecimentos, baixa percepção de risco que 
origina fraca capacidade de negociação, pouca mudança comportamental e são motivo de 
enorme preocupação. Assume-se que muito pouco se tem feito em termos de actividades de 
IEC e aconselhamento dirigidas especificamente a este grupo de risco. (CONSELHO DE 
MINISTROS, 2004) 
e) Camionistas de longo curso 
Segundo Vaz (1996), citado por (CONSELHO DE MINISTROS, 2004), numa amostra 
de 300 camionistas (com idade média de 40,6 anos e escolaridade média de 7 anos) 37% 
reportaram ter reduzido o número de parceiros com quem não coabitavam e 45% conheciam 
pelo menos dois métodos de redução do risco de infecção. Só 4% procuraram aconselhamento 
e teste voluntário. 
f) Prisioneiros 
No estudo sobre factores de risco em prisioneiros da cadeia central e no centro feminino 
de Ndavela88 foi revelado inconsistência nos conhecimentos sobre formas de prevenção e 
transmissão do HIV/SIDA. Por outro lado foi reportado por 35.7% dos utilizadores de drogas 
injectáveis o uso da mesma agulha. (CONSELHO DE MINISTROS, 2004) 
g) Praticantes de Medicina Tradicional (PMT) e Parteiras Tradicionais 
Num estudo realizado em 2003 com 138 praticantes de Medicina Tradicional nas 
Províncias de Maputo e Gaza constata-se que «a priori» parecem revelar um bom conhecimento 
sobre o HIV/SIDA. O estudo realizado em 1999 numa amostra de 48 Parteiras Tradicionais 
(PT) da Província do Niassa aponta que estas desconheciam os perigos da transmissão vertical 
e de material contaminado colocando em risco a sua própria vida e dos recém-nascidos. 
(CONSELHO DE MINISTROS, 2004). 
14 
 
CAPÍTULO III: CONSIDERAÇÕES FINAIS 
3.1. Conclusão 
Chegado nesta fase final do trabalho que falava de local de ação, as possíveis 
transmissão, a quantificação do vírus de HIV, conclui se que normalmente, as pessoas que 
adquirem o vírus HIV desenvolvem várias doenças, pois o mesmo destrói os glóbulos brancos, 
que dão imunidade ao organismo, enfraquecendo o meio de defesa natural. 
Com essa destruição, o corpo fica abatido, sujeito a adquirir doenças oportunistas, como 
pneumonias, infecções, herpes, diarreias e alguns tipos de câncer. Na fase mais avançada da 
doença, podem aparecer doenças mais graves, como tuberculose, meningite, dentre outras. 
De acordo as pesquisa feitas em 2004, existam em Moçambique, cerca de 1.500.000 
pessoas vivendo com o HIV/SIDA; sendo 60%, mulheres e os restantes 40%, homens. 
(CONSELHO DE MINISTROS, 2004) As projeções da evolução da epidemia do HIV/SIDA 
em Moçambique, indicam que, se o padrão histórico da evolução se mantivesse, sem 
intervenção imediata e eficaz, a epidemia continuaria a crescer até ao ano 2009, altura em que 
se iria estabilizar em torno dos 17%, como resultado de se ter atingido um equilíbrio entre 
infecções pelo HIV e mortalidade por SIDA; ou seja, altura em que o número de óbitos diários 
passaria a igualar-se ao de novas infecções diárias. 
 
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