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Podcast 
Disciplina: Tributação sobre consumo e lucro 
Título do tema: ICMS – Imposto sobre a Circulação de 
Mercadorias e Serviços 
Autoria: João Paulo Carniato Genta 
Leitura crítica: Camila Carniato Genta 
 
Olá, ouvinte! No podcast de hoje vamos falar sobre a aprovação do Projeto de 
Lei Complementar (PLC) 5/2021, ocorrida no dia 06 de outubro de 2021, que 
prorrogou até 2032, os incentivos fiscais concedidos pelos Estados e pelo 
Distrito Federal para empresas no âmbito da Guerra Fiscal. 
As empresas do setor atacadista e as que desenvolvem atividades portuárias e 
aeroportuárias e operações interestaduais com produtos agropecuários são 
alguns dos que foram beneficiados pela proposta aprovada. Como se sabe, a 
guerra fiscal decorre da concessão unilateral de isenções e benefícios fiscais 
do ICMS pelos Estados e Distrito Federal, que buscam atrair receitas e 
investimentos para seus territórios. 
O Projeto de Lei Complementar (PLC) 5/2021 também alcança atividades 
agropecuária e industrial, inclusive agroindustrial, e ao investimento em 
infraestrutura rodoviária, aquaviária, ferroviária, portuária, aeroportuária e de 
transporte urbano, templos de qualquer culto e entidades beneficentes de 
assistência social; atividades portuária e aeroportuária vinculadas ao comércio 
internacional, incluída a operação subsequente à da importação, praticada pelo 
contribuinte importador; atividades comerciais, desde que o beneficiário seja o 
real remetente da mercadoria; e operações e prestações interestaduais com 
produtos agropecuários e extrativos vegetais in natura. 
A senadora relatora do referido projeto, Rose de Freitas, do MDB do Espírito 
Santo, defendeu a aprovação da medida sob o argumento de que os benefícios 
fiscais concedidos pelos Estados reduzem os valores de produtos essenciais, 
pois a diminuição ou isenção do ICMS são repassados ao consumidor final e 
àqueles que integram a cadeia de abastecimento no Brasil. 
A senadora ainda destacou que a prorrogação das isenções, dos incentivos e 
dos benefícios fiscais não impactará o orçamento público, pois não modificará 
a receita já recebida pela União, pelos Estados e pelo Distrito Federal. Em 
verdade, tal prorrogação impedirá a migração de empresas e indústrias para 
grandes centros econômicos, com melhor infraestrutura. 
Antes da votação do projeto, outros senadores opinaram sobre o assunto. Os 
senadores José Aníbal, do PSDB do São Paulo, Mara Gabrilli, também PSDB 
de São Paulo, e Roberto Rocha do PSDB do Maranhão, defenderam que o 
projeto deveria ter sido discutido na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) 
para aprofundar discussão sobre a matéria. 
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O senador Roberto Rocha ainda acrescentou que o ICMS deveria ser discutido 
juntamente com a Reforma Tributária, que objetiva extinguir referido o imposto, 
através da criação de um imposto único, que reunirá o ICMS, o ISS, a Cofins e 
o PIS. 
Já o senador Vanderlan Cardoso, do PSD de Goiás, defendeu ressaltou que os 
Estados do Norte, Nordeste e Centro Oeste necessitam dos incentivos fiscais 
para atrair receitas e desenvolvimento. Otto Alencar, do PSD da Bahia também 
defendeu a aprovação do Projeto, por ser essencial para o crescimento dos 
Estados. 
O senador Eduardo Braga, do MDB do Amazonas, lembrou que a Guerra 
Fiscal é um grande problema no Brasil, entretanto, ressaltou que enquanto não 
existir um plano voltado para o desenvolvimento nacional, não se deve negar 
aos Estados mais pobres, a possibilidade de atrair investimentos. 
Por fim, a senadora relatora do referido projeto defendeu a votação deste 
durante a mesma sessão ordinária, o qual foi aprovado com 67 votos 
favoráveis, três votos contrários e uma abstenção, e será encaminhado à 
sanção presidencial. 
Fonte: Agência Senado. 
Este foi nosso podcast de hoje! Até a próxima!

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