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WBA0988_v1.0
Tributação sobre o consumo e 
o lucro
IR – Imposto sobre a Renda e 
Proventos de Qualquer Natureza, e 
CSLL – Contribuição sobre o Lucro 
Líquido
IR – Imposto sobre a Renda e Proventos de 
Qualquer Natureza
Bloco 1
João Paulo Carniato Genta
Conceito, competência, sujeito ativo e regime geral do IR
O IR é o tributo cobrado sobre os ganhos de pessoas 
(IRPF) e de empresas (IRPJ). Seu valor é calculado a partir 
dos rendimentos declarados e, por ser um imposto com 
alíquotas progressivas, onera mais aqueles que 
apresentam maior renda.
Segundo a Constituição Federal, art. 153, inciso III, é da 
União Federal a competência para a instituição do 
Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer 
Natureza. Além de competente, a União também detém 
a capacidade tributária ativa para a cobrança do IR, cuja 
administração é realizada pela Receita Federal do Brasil.
Conceito, competência, sujeito ativo e regime geral do IR
Quanto à regulamentação, atualmente o IR é regido pelas 
Leis de nº 8.034/90, 8.166/91, 8.848/94, 8.849/94, 
8.981/95, 9.316/96, 9.430/96, 9.532/97, bem como pelo 
Decreto nº 9.580/18.
No que se refere à função, o IR é considerado 
arrecadatório, isto é, sua principal finalidade é a 
obtenção de receitas para o custeio dos gastos estatais. 
Entretanto, suas alíquotas progressivas também 
contribuem para a redistribuição de renda e redução de 
desigualdades sociais (MAZZA, 2021).
Fato gerador e não incidência do IR
O fato gerador do IR é a aquisição de 
disponibilidade, jurídica ou econômica, de renda ou 
de proveitos de qualquer natureza
Entende-se como “renda” um acréscimo de 
patrimônio que, segundo a legislação brasileira, 
deve ser tributado. A renda “expressa conteúdo de 
riqueza e revela incremento, acréscimo.” (SABBAG, 
2021, p. 331)
Fato gerador e não incidência do IR
A disponibilidade de renda tributada será econômica ou 
jurídica. 
• A econômica, que representa o “ter concretamente”, 
é definida como a faculdade de usar, gozar e dispor 
de dinheiro ou coisas conversíveis. 
• A jurídica se refere à obtenção de direitos sobre 
créditos, títulos ou documentos líquidos e certos, 
logo, representa “ter o direito”. 
Fato gerador e não incidência do IR
Importante: o IR incidirá diante do acréscimo 
patrimonial, ainda que o rendimento ainda não tenha 
sido, de fato, recebido, bastando que o contribuinte do 
imposto tenha adquirido o direito ao crédito, isto é, a 
disponibilidade jurídica.
A incidência do imposto sobre a renda não depende da 
denominação dada a receita ou do rendimento obtido, 
da localização, da condição jurídica ou nacionalidade da 
fonte, da origem e da forma de percepção.
Fato gerador e não incidência do IR
É importante ressaltar que, como o fato gerador do IR 
é o acréscimo patrimonial, não há a incidência do 
aludido imposto quando o contribuinte realiza uma 
operação não lucrativa, como a venda de um bem 
cujo valor é apenas substituído por dinheiro (MAZZA, 
2021).
Entretanto, quando há ganho de capital, isto é, 
quando há lucro na operação realizada, há a 
incidência do IR. Nesse caso, as alíquotas variam de 
15% a 22%, conforme o valor dos ganhos.
Sujeito passivo do IR
O contribuinte do IR é a pessoa física ou jurídica que 
obteve o acréscimo patrimonial de renda ou de provento 
de qualquer natureza, como estabelece o art. 45 do Código 
Tributário Nacional, que também prevê a possibilidade de 
se conferir à fonte pagadora da renda ou do provento de 
qualquer natureza, a condição de responsável tributário 
(imposto retido na fonte):
“Contribuinte do imposto é o titular da disponibilidade a 
que se refere o artigo 43, sem prejuízo de atribuir a lei essa 
condição ao possuidor, a qualquer título, dos bens 
produtores de renda ou dos proventos tributáveis.” 
(BRASIL, 1966)
Base de cálculo do IR
No caso do IRPF, a base de cálculo é a “renda líquida” que 
representa “a totalidade das rendas e dos proventos de 
qualquer natureza recebidos pela pessoa física durante o 
período-base, exceto as isenções expressas na lei, menos as 
deduções e os abatimentos que a lei expressamente 
autorizar.” (FERRAGUT, 2017, p. 18)
Já a base de cálculo do IRPJ é a renda resultante dos 
acréscimos e decréscimos verificados no período, havendo 
três diferentes formatos (que são também regimes de 
tributação) para composição da referida base de cálculo, o 
lucro real, o lucro presumido e o lucro arbitrado. Ou seja, a 
base de cálculo do IR é a renda real, arbitrada ou 
presumida.
Base de cálculo do IR
• Lucro Real: 
“Resulta da diferença entre a receita bruta e as despesas 
operacionais e consiste no lucro líquido do período-base, 
ajustado pelas adições, exclusões ou compensações previstas 
na legislação. Esta modalidade é obrigatória para as empresas 
indicadas na Lei n.º 9.718/1998.” (SABBAG, 2021, p. 333)
• Lucro Presumido: 
“Consiste na presunção legal de que o lucro é o percentual 
estabelecido pela empresa sobre a receita bruta durante o 
exercício fiscal. Exemplo: 16% para serviços de transporte, 
32% para serviços gerais etc.” (SABBAG, 2021, p. 333)
Base de cálculo do IR
• Lucro Arbitrado: 
“Ocorre quando é impossível apurar o lucro pelos critérios do 
lucro real ou lucro presumido, devido ao descumprimento de 
obrigações tributárias acessórias (Exemplo: não apresentação 
regular dos livros fiscais ou comerciais). Nesses casos, a 
autoridade fiscal fará a arbitragem do lucro.” (SABBAG, 2021, 
p. 333)
Alíquotas do IR
Com relação às pessoas físicas, as alíquotas variaram 
entre os percentuais de 7,5% e 27%, conforme a renda 
auferida, sendo isentos do IR os valores menores que a 
quantia de R$ 1.903,98.
Quanto às pessoas jurídicas, em regra, a alíquota do IR 
é de 15% (quinze por cento) sobre o lucro real, 
presumido ou arbitrado apurado. Há, ainda, uma 
alíquota adicional de 10% quando a parcela do lucro 
real que exceder ao resultado da multiplicação de R$ 
20.000,00 pelo número dos meses do respectivo 
período de apuração.
IR – Imposto sobre a Renda e 
Proventos de Qualquer Natureza, e 
CSLL – Contribuição sobre o Lucro 
Líquido
IR – Aspectos práticos
Bloco 2
João Paulo Carniato Genta
IRPF e IRPJ
O IR se trata de um imposto que se aplica às pessoas 
físicas e jurídicas:
O Imposto de Renda Pessoa Física incide sobre a renda 
e os proventos de contribuintes residentes no país ou no 
exterior, mas que recebem de fontes no Brasil. Suas 
alíquotas aumentam conforme a renda auferida, de 
forma que são isentos de cobrança os contribuintes que 
ganham abaixo do limite estabelecido para a 
apresentação obrigatória da declaração anual.
Veja a tabela a seguir: 
IRPF e IRPJ
Tabela 1 – Alíquotas IRPF
Fonte: adaptada de https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-
tributaria/tributos/irpf-imposto-de-renda-pessoa-fisica#tabelas-de-incid-ncia-mensal. Acesso 
em: 21 out. 2021.
Base de cálculo (R$) Alíquotas (%)
Até 1.903,98 Isento
De 1.903,99 até 2.826,65 7,5%
De 2.826,66 até 3.751,05 15%
De 3.751,06 até 4.664,68 22,5%
Acima de 4.664,68 27%
IRPF e IRPJ
O Imposto de Renda Pessoa Jurídica se destina a 
todas as empresas brasileiras e incide sobre o lucro 
apresentados por elas, que pode ser real, presumido 
ou arbitrado, de acordo com a atividade desenvolvida 
e do dimensão financeira do negócio. A alíquota do 
IRPJ é de 15% sobre o lucro apurado.
IRPF e IRPJ
Há, ainda, uma alíquota adicional de 10% quando a 
parcela do lucro real que exceder ao resultado da 
multiplicação de R$ 20.000,00 pelo número dos 
meses do respectivo período de apuração. 
Também se encontra sujeita ao adicional a parcela da 
base de cálculo estimada mensal, no caso das 
pessoas jurídicas que optaram pela apuração do 
imposto de renda sobre o lucro real anual, presumido 
ou arbitrado, que exceder a R$ 20.000,00.
Apuração e pagamento do IRPF
O IRPF é pago mensalmente, sendo retido no salário, para 
aqueles que possuem registro em carteira e recebem umvalor maior que R$ 1.903,98, ou pago com base em outros 
rendimentos, como no caso dos profissionais autônomos, 
quando o valor recebido em um ano ultrapassa a quantia de 
R$ 28.559,70.
É necessário o preenchimento da declaração obrigatória 
anual, por meio da qual a Receita Federal verifica se o 
cidadão pagou o imposto que deveria. Nessa declaração, 
deve-se descrever os ganhos e os gastos que obteve em no 
ano anterior. Entre os gastos, há despesas que diminuem o 
valor do imposto pago, sendo chamados de deduções.
Por exemplo: 

Apuração e pagamento do IRPF
• Despesas médicas (sem limites).
• Filhos ou pais (dependentes, no valor máximo de R$ 
2.275,08 por dependente).
• Educação (escola e faculdade, no valor máximo de R$ 
3.561,50 por dependente).
• Contribuição à Previdência Social (sem limites).
• Contribuição à Previdência Privada (que 
correspondam a até 12% da renda tributável).
Apuração e pagamento do IRPJ
A apuração e o pagamento do IRPJ podem variar de 
acordo com o regime de tributação no qual a 
empresa contribuinte está enquadrada.
• A pessoa jurídica optante pelo regime do lucro 
real pode calcular o IRPJ trimestralmente ou 
anualmente:
•  Se realizar o cálculo a cada trimestre, o IRPJ 
será apurado e recolhido nos períodos encerrados 
em 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro e 
31 de dezembro de cada ano-calendário (art. 217 
do RIR/2018).
Apuração e pagamento do IRPJ
• Se realizar o cálculo anualmente, a pessoa jurídica 
deve antecipar e recolher o imposto 
mensalmente, que é calculado sobre estimativas 
do lucro por meio de balanço levantado em 31 de 
dezembro ou por meio do lucro obtido pelo 
levantamento de balanços/balancetes de 
suspensão ou redução mensais (art. 218 do 
RIR/2018).
Apuração e pagamento do IRPJ
• Quando o IRPJ é calculado com base no lucro 
presumido, é determinado por períodos de apuração 
trimestrais, que se encerram em 31 de março, 30 de 
junho, 30 de setembro e 31 de dezembro de cada 
ano-calendário (art. 588 do RIR/2018).
• O IRPF baseado no lucro arbitrado também é 
estipulado por períodos de apuração trimestrais, 
encerrados em 31 de março, 30 de junho, 30 de 
setembro e 31 de dezembro de cada ano-calendário.
Apuração e pagamento do IRPJ
O IRPJ é recolhido por meio do Documento de 
Arrecadação da Receita Federal (DARF) ou, então, 
junto com os demais tributos abarcados pelo regime 
de tributação Simples Nacional, cuja guia de 
recolhimento se chama Documento de Arrecadação 
do Simples Nacional (DAS).
Apuração e pagamento do IRPJ
As pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real, com 
apuração mensal, devem efetuar o pagamento do DARF 
até o último dia útil do mês seguinte ao da apuração da 
respectiva base de cálculo. 
As pessoas jurídicas no regime do lucro real trimestral e 
presumido devem recolher o IRPJ via DARF a cada 
trimestre. 
No caso do Simples Nacional, o pagamento é mensal, 
sendo devido no dia 20 do mês subsequente ao mês de 
referência.
IR – Imposto sobre a Renda e 
Proventos de Qualquer 
Natureza, e CSLL – Contribuição 
sobre o Lucro Líquido
CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro 
Líquido
Bloco 3
João Paulo Carniato Genta
CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
A Contribuição Social sobre Lucro Líquido se trata de um 
tributo de competência federal, que foi instituído pela Lei 
nº 7.689/1988. Essa referida contribuição incide sobre 
todas as pessoas jurídicas e a receita gerada por ela é 
utilizada pelo Governo Federal para financiar a 
Seguridade Social, incluindo a aposentadoria, a 
assistência social e a saúde pública.
As mesmas regras de apuração e de pagamento do IRPJ 
são aplicadas para a CSLL, uma vez que, assim como o 
Imposto sobre a Renda, a referida contribuição também 
incide sobre o lucro líquido das empresas.
CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
A tributação decorrente de tal contribuição variará de 
acordo com o regime tributário no qual está enquadrada 
a empresa contribuinte. 
Atualmente, além do MEI (Microempreendedor 
Individual), que também recolhe a CSLL por meio do 
pagamento da guia DAS-MEI, existem quatro regimes de 
tributação: o Simples Nacional, o Lucro Real, o Lucro 
Arbitrado e o Lucro Presumido.
CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
A base de cálculo, a alíquota aplicada e a forma de 
apuração do valor a ser pago a título de CSLL dependerá 
dos aludidos regimes. 
A alíquota CSLL varia entre 9 e 15% de acordo com o tipo 
da empresa. Para aquelas enquadradas no Lucro Real, 
Presumido ou Arbitrado, a alíquota correspondente é de 
9%. Para as instituições financeiras, seguros privados e 
capitalização, a alíquota é de 15%.
CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
Em regra, CSLL e o IRPJ são apurados por trimestre. 
Contudo, em virtude do regime de tributação 
escolhido, que também impacta na apuração do IRPJ, 
o período de apuração pode ser diferente. 
Importante: não é permitido que uma empresa opte 
por recolher o IRPJ pelo lucro real, por exemplo, faça o 
recolhimento da CSLL com base em outro regime de 
tributação. 
CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
No caso das empresas optantes pelo Lucro real, a CSLL é 
apurada a cada três meses após contabilizadas as 
vendas, as despesas, os impostos, as receitas e o lucro 
desse período. A base de cálculo precisa ser ajustada no 
Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR), de acordo com 
a legislação fiscal. 
Após tal ajuste, pode-se aplicar a alíquota da CSLL para 
apurar o valor devido. Por exemplo: se uma empresa 
obteve um lucro real de R$ 50.000,00, o valor devido a 
título de CSLL corresponderá a 9% desse lucro, ou seja, a 
R$ 4.500,00.
CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
Para as empresas enquadradas no Lucro Presumido, o 
fisco determina seu lucro (base de cálculo) por meio de 
alíquotas de presunção, que pode ser de 32% para 
serviços gerais (exceto transportes de carga e serviços 
hospitalares) e 12% para atividades dos setores 
imobiliário, hospitalar, industrial e comercial. Em seguida, 
é necessário aplicar a alíquota de 9% da CSLL para chegar 
ao valor a ser recolhido. 
CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
Por exemplo: se uma empresa teve uma receita bruta 
de R$ 50.000,00 em vendas e de R$ 100.000,00 em 
serviços, sobre aquele valor a alíquota de presunção 
aplicada é de 12% e a alíquota de presunção sobre esse 
valor é de 32%. 
Assim, o lucro presumido estimado pelo fisco será de 
38.000,00. Sobre essa quantia é que haverá a incidência 
da CSLL, com alíquota de 9%. Logo, o valor da referida 
contribuição a ser recolhido será de R$ 3.420,00, veja:
CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
Por exemplo: se uma empresa teve uma receita bruta de 
R$ 50.000,00 em vendas e de R$ 100.000,00 em serviços, 
sobre aquele valor a alíquota de presunção aplicada é de 
12% e sobre esse valor a alíquota de presunção é de 32%. 
Assim, o lucro presumido estimado pelo fisco será de 
38.000,00 e sobre essa quantia é que haverá a incidência 
da CSLL, com alíquota de 9%. Logo, o valor da referida 
contribuição a ser recolhido será de R$ 3.420,00, veja:
CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
50.000,00 x 12% + 100.000,00 x 32% =
6.000,00 + 32.000,00 = 
R$ 38.000,00 x 9% = R$ 3.420,00
CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
Para empresas optantes pelo lucro arbitrado, a base de 
cálculo da CSLL também será de 32% da receita bruta 
auferida no período, no caso de serviços em geral 
(exceto hospitalares), e 12% da receita bruta nas 
atividades comerciais, industriais e imobiliárias. A 
alíquota da CSLL aplicada sobre o valor do lucro 
arbitrado encontrado também será de 9% cálculo.
CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
As empresas que se enquadram no regime Simples 
Nacional também devem efetuar o recolhimento da 
CSLL, entretanto, com relação a elas a indigitada 
contribuição, assim como outros tributos, já se 
encontrainserida no valor da DAS (Documento de 
Arrecadação do Simples Nacional). 
Desse modo, a apuração da CSLL no Simples Nacional 
não se faz por meio da aplicação de uma alíquota de 
9% ou 15%. 
CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
Para as pessoas jurídicas enquadradas no Lucro Real, 
Lucro Presumido e Lucro Arbitrado, o pagamento da 
CSLL é feito anualmente, por meio da DARF 
(Documento de Arrecadação de Receitas Federais).
Por fim, destaca-se que o valor devido a título de CSLL 
não pode ser considerado como despesa operacional 
ou necessária para fins de apuração do IRPJ, não sendo, 
portanto, dedutível no cálculo do referido imposto.
Teoria em Prática
Bloco 4
João Paulo Carniato Genta
Reflita sobre a seguinte situação
O Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza 
(IR), assim como a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, 
trata-se tributos de diferentes espécies, mas que incidem 
sobre os ganhos apresentados pelos seus contribuintes. O IR 
onera tantos as pessoas físicas quanto as jurídicas. A CSLL, 
por sua vez, apenas as pessoas jurídicas. Sendo assim, 
analise a seguinte situação: uma empresa apresentou um 
lucro real de R$ 85.000,00 durante o período de apuração 
do IRPJ e da CSLL. Considerando as alíquotas de cada um dos 
referidos tributos, responda:
Reflita sobre a seguinte situação
1) Qual valor deverá do IRPJ e da CLSS ser recolhido?
2) O valor devido a título de CSLL poderá ser deduzido 
da base de cálculo do IRPJ? Justifique sua resposta.
3) Segundo a regra geral, qual o período de apuração de 
ambos os tributos?
Norte para a resolução...
1) Qual valor deverá do IRPJ e da CLSS ser recolhido?
• Cálculo do IRPJ:
Alíquota 15% x Base de cálculo 85.000,00 = 12.750,00
Alíquota adicional de 10% x (85.000,00 – 60.000,00) = 2.500,00
Total devido de IRPJ: R$ 15.250,00.
• Cálculo da CSLL:
Alíquota 9% x 85.000,00 = 7.650,00
Total devido da CSLL: R$ 7.650,00.
R$ 20.00 x 
período de 
apuração de 3 
meses
Norte para a resolução...
2) O valor devido a título de CSLL poderá ser deduzido da base 
de cálculo do IRPJ? Justifique sua resposta.
• Não, o valor devido a título de CSLL não pode ser 
considerado como despesa operacional ou necessária 
para fins de apuração do IRPJ, não sendo, portanto, 
dedutível no cálculo do referido imposto.
2) Segundo a regra geral, qual o período de apuração de ambos 
os tributos?
• Não, o valor devido a título de CSLL não pode ser 
considerado como despesa operacional ou necessária 
para fins de apuração do IRPJ, não sendo, portanto, 
dedutível no cálculo do referido imposto.
Dica do(a) Professor(a)
Bloco 5
João Paulo Carniato Genta
Dica do(a) Professor(a)
Recomenda-se a leitura do artigo Revisitando o Imposto de 
Renda das pessoas jurídicas no Brasil: origens, justificativas 
e métodos de integração, de autoria de Leonardo Pignatari, 
que traça uma linha evolutiva do Imposto de Renda sobre 
Pessoa Jurídica a partir da legislação que o criou e que vem 
regulamentando referido tributo ao longo do tempo. Nesse 
artigo é analisada, ainda, a natureza das pessoas jurídicas e 
da atribuição de capacidade contributiva a estas entidades. 
Referência:
PIGNATARI, Leonardo Thomaz. Revisitando o Imposto de 
Renda das pessoas jurídicas no Brasil: origens, justificativas 
e métodos de integração. RDT Atual, [S.l.], n. 46, p. 283-
307, 2020. 
Referências
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. 
Brasília, DF: Presidência da República, 1988.
BRASIL. Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966. Dispõe sobre o Sistema 
Tributário Nacional e institui normas gerais de direito tributário aplicáveis à 
União, Estados e Municípios. Brasília, DF: Presidência da República, 1966.
BRASIL. Decreto nº 9.580, , de 22 de novembro de 2018. Regulamenta a 
tributação, a fiscalização, a arrecadação e a administração do Imposto sobre a 
Renda e Proventos de Qualquer Natureza. Brasília, DF: Presidência da República, 
2018.
BRASIL. Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995. Altera a legislação tributária 
Federal e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1995.
Referências
FERRAGUT, Maria Rita. Imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza. 
Enciclopédia jurídica da PUC-SP. Tomo: Direito Tributário. São Paulo: Pontifícia 
Universidade Católica de São Paulo, 2017. Disponível em: 
https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/271/edicao-1/imposto-sobre-a-
renda-e-proventos-de-qualquer-natureza. Acesso em: 21 out. 2021. 
MAZZA, Alexandre. Manual de direito tributário. 7. ed. São Paulo: Saraiva, 2021. 
[Minha Biblioteca].
SABBAG, Eduardo. Direito tributário essencial. 8. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2021. 
[Minha Biblioteca].
Bons estudos!
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	IR – Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza, e CSLL – Contribuição sobre o Lucro Líquido
	Conceito, competência, sujeito ativo e regime geral do IR
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	Teoria em Prática
	Reflita sobre a seguinte situação
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	Norte para a resolução...
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	Dica do(a) Professor(a)
	Dica do(a) Professor(a)
	Referências
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	Bons estudos!

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