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Julho 11/07 a 15/07 Lista de Exercícios Toda semana uma lista com exercícios difíceis exclusivos para você praticar ainda mais! Matérias: Gramática Literatura Geografia História Biologia Matemática Filosofia Química Física Gramática Esta lista de exercícios busca avaliar a habilidade de o estudante resolver questões que envolvam a classe dos pronomes, conforme o estudado no módulo Recursos de Coesão Textual: Pronomes. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: ENGENHEIROS DA VITÓRIA Solução de problemas na história [...] Quando se fala na eficiência em conseguir equipamentos de combate e transferir combatentes de A para B, os britânicos são campeões; certamente isso não foi por causa de alguma inteligência especial, mas pela ampla experiência em organização e senso crítico depois de enfrentar chances adversas em 1940, juntamente com a perspectiva de derrota. Aqui a necessidade foi a mãe da invenção. Eles tinham que defender suas cidades, transportar tropas até o Egito, apoiar os gregos, proteger as fronteiras da Índia, trazer os Estados Unidos para a guerra e depois levar aquele imenso potencial americano para a área da Europa. Era mais um problema a ser resolvido. Como foi possível fazer com que 2 milhões de soldados americanos, depois de chegar às bases de Clyde, fossem para bases no sul da Inglaterra preparando-se para o ataque à Normandia, quando a maior parte das ferrovias britânicas estava ocupada em transportar vagões de carvão para as fábricas de ferro e aço que não podiam parar de produzir? Como se viu, uma organização composta por pessoas que cresceram decorando os horários da estrada de ferro de Bradshaw como passatempo pode fazer isso, enquanto os altos comandantes consideravam que tudo estava garantido porque confiavam na capacidade de seus administradores de nível médio. Churchill acreditava que o melhor era não se preocupar demais com os problemas, pois tudo se resolveria, isto é, uma maneira havia de ser encontrada, passo a passo. Há uma outra forma de pensar sobre essa história de soluções de problemas, e ela vem de um exemplo bem contemporâneo. Em novembro de 2011, enquanto o genial 1líder da Apple, Steve Jobs, recebia inúmeras homenagens póstumas, um artigo intrigante foi publicado na revista New Yorker. 2Nele o autor, Malcom Gladwell, argumentava que Jobs não era o inventor de uma máquina ou de uma ideia que mudou o mundo; poucos seres o são (exceto talvez Leonardo da Vinci e Thomas Edison). Na verdade, seu brilhantismo estava em adotar invenções alheias que não deram certo, a partir das quais construía, modificava e fazia aperfeiçoamentos constantes. Para usar uma linguagem atual, ele era um tweaker, e sua genialidade impulsionou como nunca o aumento de eficiência dos produtos de sua companhia. A história do sucesso de Steve Jobs, contudo, não era nova. A chegada da Revolução Industrial do século XVIII na Grã-Bretanha – muito provavelmente a maior revolução para explicar a ascensão do Ocidente – ocorreu porque o país possuía uma imensa coleção de tweakers em sua cultura que encorajaram o progresso [...] A história da evolução do tanque T-34 soviético, de um grande pedaço de metal mal projetado e fraco para uma arma de guerra mortífera, segura e de grande mobilidade, não foi uma história contínua de tweaking? Não foi esse também o caso do grande bombardeiro americano, o B-29, que no início estava tão mergulhado em dificuldades que chegou a se propor seu cancelamento até que as equipes da Boeing resolveram os problemas? E as miraculosas histórias do P-51 Mustang, dos tanques de Percy Hobart e de um poderoso sistema de radar tão pequeno que poderia ser inserido no nariz de um avião patrulha de longa distância e virar a maré na Batalha do Atlântico? Depois que se unem os diversos pedaços espalhados, tudo se encaixa. Mas todos esses projetos exigiram tempo e apoio. 3Na verdade, os administradores de grandes companhias mundiais provavelmente se surpreendam diante, digamos, do planejamento e orquestração do almirante Ramsay nos cinco desembarques simultâneos no Dia D e gostariam de poder realizar um décimo do que ele fez. Em suma, a vitória em grandes guerras sempre requer organização superior, o que, por sua vez, exige pessoas que possam dirigir essas organizações, não com um interesse apenas moderado, mas da maneira mais competente possível e com estilo que permitirá às pessoas de fora propor ideias novas na busca da vitória. Os chefes não podem fazer isso tudo sozinhos, por mais que sejam criativos e dotados de energia. É necessário haver um sistema de apoio, uma cultura de encorajamento, feedbacks eficientes, uma capacidade de aprender com os revezes, uma habilidade de fazer as coisas acontecerem. E tudo isto tem de ser feito de uma maneira que seja melhor do que aquela do inimigo. É assim que as guerras são vencidas. [...] O mesmo reconhecimento merecem, por certo, os militares de nível médio que mudaram a Segunda Guerra Mundial, transformando as agressões do Eixo em 1942 em avanços irreversíveis dos Aliados em 1943-44, e finalmente destruindo a Alemanha e o Japão. É verdade, alguns desses indivíduos, armamentos e organizações são reconhecidos, mas em geral de uma forma fragmentada e popularizada. É raro que esses fios isolados sejam tecidos em conjunto para mostrar como os avanços afetaram as muitas campanhas, fazendo a balança pender para o lado dos Aliados durante o conflito global. Mais raro ainda é a compreensão de como o trabalho desses vários solucionadores de problemas também precisa ser 4incluído numa importante “cultura do encorajamento” para garantir que simples declarações e intenções estratégicas de grandes líderes se tornem realidade e não murchem nas tempestades da guerra. Se isso é o que acontece, então vivemos com uma grande lacuna em nossa compreensão de como a Segunda Guerra Mundial foi vencida em seus anos cruciais. KENNEDY, Paul. Engenheiros da Vitória: Os responsáveis pela reviravolta na Segunda Guerra Mundial. 1ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2014, p. 407- 428 (texto adaptado). 1. (Ime 2022) Em relação ao uso dos pronomes relativos, marque a alternativa correta: a) Os britânicos, cujos equipamentos de combate ainda se fala, foram pioneiros devido à experiência da derrota em 1940. b) O brilhantismo de Steve Jobs estava em adotar invenções alheias de quais componentes elaborava aperfeiçoamentos constantes. c) Os sistemas de apoio, aos quais algumas sociedades enfatizam como prioridade, podem ajudar no enfrentamento de revezes coletivos. d) Os solucionadores de problemas, sobre cujos feitos não há pesquisas mais aprofundadas, incluem os militares de nível médio. e) O planejamento e a orquestração do Almirante Ramsay, com o qual os administradores de grandes companhias mundiais se encantaram, são apenas alguns dos feitos, dentre outros similares. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Publicada em 1902, a partir de um trabalho de correspondente de guerra encomendado pelo jornal "A Província de São Paulo" ao engenheiro militar Euclides da Cunha, oriundo da Escola Militar da Praia Vermelha (atualmente, Instituto Militar de Engenharia), a obra "Os Sertões" aborda os acontecimentos da chamada guerra de Canudos, que foi o confronto entre um movimento popular messiânico e o Exército Nacional, de 1896 a 1897, no interior do estado da Bahia. Uma leitura obrigatória para a compreensão da sociedade e da cultura brasileira, a obra reflete a descoberta pelo autor de um "Brasil profundo", desconhecido pela elite intelectual e política do litoral, e se tornou obra canônica de expressão dos problemas e temas da nacionalidade. Em tom erudito, "Os Sertões" se caracteriza pelo encontro do estilo com os conceitos científicos, que são estetizados e transfigurados, para estabelecer um novo plano de realidade humana, por meio de uma escrita tortuosa, gramaticalmente rebuscada, marcada pela rica adjetivação e reinvenção lexical. Texto 1 Capítulo 3 A GUERRA DAS CAATINGAS 1Os doutores na arte de matar que hoje, na Europa, 2invadem escandalosamente a ciência,perturbando-lhe o remanso com um retinir de esporas insolentes – e formulam leis para a guerra, pondo em equação as batalhas, têm definido bem o papel das florestas como agente tático precioso, de ofensiva ou defensiva. 3E ririam os sábios feldmarechais – guerreiros de cujas mãos caiu o franquisque heroico trocado pelo lápis calculista – 4se ouvissem a alguém que às caatingas pobres cabe função mais definida e grave que às grandes matas virgens. Porque estas, malgrado a sua importância para a defesa do território – 5orlando as fronteiras e quebrando o embate às invasões, impedindo mobilizações rápidas e impossibilitando a translação das artilharias – se tornam de algum modo neutras no curso das campanhas. Podem favorecer, indiferentemente, aos dois beligerantes 6oferecendo a ambos a mesma penumbra às emboscadas, dificultando-lhes por igual as manobras ou todos os desdobramentos em que a estratégia desencadeia os exércitos. São uma variável nas fórmulas do problema tenebroso da guerra, capaz dos mais opostos valores. 7Ao passo que as caatingas são um aliado incorruptível do sertanejo em revolta. Entram também de certo modo na luta. 8Armam-se para o combate: agridem. 9Trançam-se, impenetráveis, ante o forasteiro, mas abrem-se em trilhas multívias, para o matuto que ali nasceu e cresceu. 10E o jagunço faz-se o guerrilheiro-tugue, intangível... As caatingas não o escondem apenas, amparam-no. 11Ao avistá-las, no verão, uma coluna em marcha não se surpreende. Segue pelos caminhos em torcicolos, aforradamente. E os soldados, devassando com as vistas o matagal sem folhas, nem pensam no inimigo. 12Reagindo à canícula e com o desalinho natural às marchas, prosseguem envoltos no vozear confuso das conversas travadas em toda a linha, virguladas de tinidos de armas, cindidas de risos joviais mal sofreados. É que nada pode assustá-los. Certo, se os adversários imprudentes com eles se afrontarem, serão varridos em momentos. Aqueles esgalhos far-se-ão em estilhas a um breve choque de espadas e não é crível que os gravetos finos quebrem o arranco das manobras prontas. E lá se vão, marchando, tranquilamente heroicos... De repente, pelos seus flancos, estoura, perto, um tiro... A baia passa, rechinante, ou estende, morto, em terra, um homem. Sucedem-se, pausadas, outras, passando sobre as tropas, em sibilos longos. Cem, duzentos olhos, mil olhos perscrutadores, volvem-se, impacientes. em roda. Nada veem. Há a primeira surpresa. Um fluxo de espanto corre de uma a outra ponta das fileiras. E os tiros continuam raros, mas insistentes e compassados, pela esquerda, pela direita. pela frente agora. irrompendo de toda a banda... Então estranha ansiedade invade os mais provados valentes, ante o antagonista que vê e não é visto. Forma-se celeremente em atiradores uma companhia, mal destacada da massa de batalhões constritos na vereda estreita. 3Distende-se pela orla da caatinga. 14Ouve-se uma voz de comando; e um turbilhão de balas rola estrugidoramente dentro das galhadas... Mas constantes, longamente intervalados sempre, zunem os projéteis dos atiradores invisíveis batendo em cheio nas fileiras. 15A situação rapidamente engravesce, exigindo resoluções enérgicas. Destacam-se outras unidades combatentes, escalonando-se por toda a extensão do caminho, prontas à primeira voz; – 16e o comandante resolve carregar contra o desconhecido. Carrega-se contra os duendes. A força, de baionetas caladas, rompe, impetuosa, o matagal numa expansão irradiante de cargas. Avança com rapidez. Os adversários parecem recuar apenas. Nesse momento surge o antagonismo formidável da caatinga. 17As seções precipitam-se para os pontos onde estalam os estampidos e estacam ante uma barreira flexível, mas impenetrável, de juremas. 18Enredam-se no cipoal que as agrilhoa, 19que lhes arrebata das mãos as armas, e não vingam transpô-lo. Contornam-no. Volvem aos lados. Vê-se um como rastilho de queimada: uma linha de baionetas enfiando pelos gravetos secos. 20Lampeja por momentos entre os raios do sol joeirados pelas árvores sem folhas; e parte-se, faiscando, adiante, dispersa, batendo contra espessos renques de xiquexiques, unidos como quadrados cheios, de falanges, intransponíveis, fervilhando espinhos... Circuitam-nos, estonteadamente, os soldados. 21Espalham-se, correm à toa, num labirinto de galhos. Caem, presos pelos laços corredios dos quipás reptantes; ou estacam, pernas imobilizadas por fortíssimos tentáculos. Debatem-se desesperadamente até deixarem em pedaços as fardas, 22entre as garras felinas de acúleos recurvos das macambiras... Impotentes estadeiam, imprecando, o desapontamento e a raiva, agitando-se furiosos e inúteis. Por fim a ordem dispersa do combate faz-se a dispersão do tumulto. 23Atiram a esmo, sem pontaria, numa indisciplina de fogo que vitima os próprios companheiros. Seguem reforços. 24Os mesmos transes reproduzem-se maiores, acrescidas a confusão e a desordem; – enquanto em torno, circulando-os, rítmicos, fulminantes, seguros, terríveis, bem apontados, caem inflexivelmente os projetis do adversário. De repente cessam. Desaparece o inimigo que ninguém viu. As seções voltam desfalcadas para a coluna, depois de inúteis pesquisas nas macegas. 25E voltam como se saíssem de recontro braço a braço, com selvagens: vestes em tiras; armas estrondadas ou perdidas: golpeados de gilvazes; claudicando, estropiados; mal reprimindo o doer infernal das folhas urticantes; frechados de espinhos... (...) 26A luta é desigual. A força militar decai a um plano inferior. 27Batem-na o homem e a terra. 28E quando o sertão estua nos bochornos dos estios longos não é difícil prever a quem cabe a vitória. 29Enquanto o minotauro, impotente e possante, inerme com a sua envergadura de aço e grifos de baionetas, sente a garganta exsicar-se-lhe de sede e, aos primeiros sintomas da fome, reflui à retaguarda, fugindo ante o deserto ameaçador e estéril, 30aquela flora agressiva abre ao sertanejo um seio carinhoso e amigo. (...) A natureza toda protege o sertanejo. Talha-o como Anteu, indomável. É um titã bronzeado fazendo vacilar a marcha dos exércitos. CUNHA, Euclides da. Os Sertões (Campanha de Canudos). 2ª ed. São Paulo: Editora Ciranda Cultural, 2018, p. 181-186. Texto 2 ESTADOS DE VIOLÊNCIA A guerra, na longa história dos homens, terá tido seus atores e suas cenas, seus heróis e seus espaços, seus personagens e seus teatros. Diversidade incrível das fardas, dos costumes, enfeites, armaduras, equipamentos. 31Multiplicidade dos terrenos: barro espesso ou poeira asfixiante, brejos viscosos, desfiladeiros rochosos, prados gordurentos ou planícies sombrias, colinas acidentadas, montanhas dentadas, muros grossos das cidades fortificadas, portões e fossos profundos. Sem mesmo falar das táticas de combate da evolução técnica das armas. 32Mas o que malgrado tudo ficaria e basearia a distinção entre guerras maiores e menores, grandes e pequenas, verdadeiras e degradadas, era essa forma pura de dois exércitos engajando forças representando entidades políticas identificáveis, afrontando-se em batalhas decisivas, terrestres ou marítimas, que os colocavam em contato com seu princípio de encerramento, vitória ou derrota. É ainda possível essa forma pura de guerra, depois que as grandes e principais potências dispõem da arma absoluta (o fogo nuclear), depois ainda que um só possui uma superioridade arrasadora das forças clássicas de destruição, tecnologias de reconhecimento, técnicas de fundição de precisão, depois enfim que as democracias desenvolveram uma cultura de negociação, de arbitragem em que o recurso á força nua é dado como inadequado, selvagem, contraproducente? Imagina-se que no futuro ainda grandes potências mobilizem o conjunto de suas forças vivas para se medirem? Na trama visível, dilacerada das grandes guerras contemporâneas, reconhecem-se apenas a paisagem cultural da guerra, as nervuras de sua representação dominante. Não se veem mais, e tanto melhor, colunas de soldados em centenas de milhares chegando ao futuro campo de batalha,dispondo-se em ordem para a batalha decisiva. Não se espera mais com um entusiasmo ansioso a sanção das armas: duração da batalha. data da vitória ou da derrota (...) 33Os estados de violência fazem aparecer uma multiplicidade de figuras novas: o terrorista, o chefe de facções, o mercenário, o soldado profissional, o engenheiro de informática, o responsável da segurança etc. Não exército disciplinado, mas redes dispersas, concorrentes, profissionais da violência. Mudanças ainda no nível do teatro dos conflitos. Para a guerra: uma planície, espaços largos, às vezes colinas ou nos, em todo caso campanhas (para não levar em conta aqui guerras de cerco). E depois vem o espetáculo desolador após a batalha os inimigos como que abraçados na morte, corpos juncando o solo, fardas rasgadas, manchas de sangue. Um grande silêncio depois de tantos gritos e de vaias. O novo teatro é hoje a cidade. Não a cidade fortificada, em torno da qual se entrincheira, mas a cidade viva dos transeuntes. 34A dos espaços públicos: mercados, garagens, terraços de café, metrôs... A das ruas que francos atiradores isolados transformam em teatro de feira para divertimentos atrozes (...) Tempos e espaços, personagens e cadáveres. Aqui se trata apenas do regime de imagens de violência armada que se acha transformado. A aposta filosófica seria dizer que acontece outra coisa, e não a guerra, que se poderia chamar provisoriamente de “estados de violência”, porque eles se oporiam ao que os clássicos tinham definido como “estado de guerra” e também como "estado de natureza" (...) 35Diante da inquietante extravagância desses conflitos dificilmente identificáveis ou codificáveis nos quadros da análise estratégica clássica, ouve-se mesmo: o pior estaria por vir. É preciso dizer que a polemologia (estudo da guerra) não reconhece mais seus filhos: nem seus chefes responsáveis, nem seus soldados dóceis, nem seus heróis esplêndidos. nem seus mortos no campo de honra. 36Chega-se mesmo a se queixar. Neste ponto, contudo, a nostalgia é dificilmente suportável. Sobretudo para lastimar guerras que às vezes nem mesmo foram vividas pessoalmente. Estas boas velhas guerras, com bons velhos inimigos, fomentadas por Estados, alegando “razões”, deve-se recordar que foram também o instrumento das mais baixas ambições, das mais loucas pretensões, dos mais sórdidos cálculos? Que elas acarretaram sem falhar o sacrifício de milhões de homens que não pediam senão para viver, que elas esgotaram precocemente civilizações desenvolvidas conduziram culturas prestigiosas ao suicídio? 37Resta, além de um pensamento nostálgico, compreender o que causa os estados atuais de violência. Então, antes que falar da “nova guerra”, de "guerra selvagem", “guerra sem a guerra", de "guerra sem fim", de "guerra assimétrica", de "guerra civil generalizada", de "guerra ruiva", 38é preciso elucidar, em lugar do jogo antigo da guerra e da paz, as estruturações destes estados de violência (...) Como a filosofia clássica tinha conceituado o estado de guerra e de natureza, seria preciso esboçar a análise filosófica dos estados de violência, como distribuição contemporânea das forças de destruição. GROS, Frédéric, Estados de violência: ensaio sobre o fim da guerra. Tradução de José Augusto da Silva. Aparecida, SP: Editora Ideias & Letras, 2009. p. 227-232 (texto adaptado). 2. (Ime 2021) Considere as assertivas a seguir: I. A ênclise apresentada em "(...), invadem escandalosamente a ciência, perturbando- lhe o remanso com um retinir de esporas insolentes (...)" (Texto 1, ref. 2) ocorre devido à presença do gerúndio sem palavra atrativa. II. Em "E o jagunço faz-se o guerrilheiro-tugue, intangível..." (Texto 1, ref. 10), é possível reconstruir o segmento por meio de outro emprego pronominal, sem prejudicar a correção e o sentido original, já que há fator facultativo de ênclise; III. Na expressão "(...) que lhes arrebata das mãos as armas". (Texto 1, ref. 19), o pronome destacado está corretamente empregado. Há a ocorrência da próclise obrigatória. IV. Em "Chega-se mesmo a se queixar" (Texto 2, ref. 36). o deslocamento do pronome “se”, em destaque, para imediatamente após a forma verbal "queixar", prejudicaria a correção gramatical do texto. No que tange à topologia pronominal, estão corretas as assertivas: a) I, II e III, apenas. b) II e IV, apenas. c) I e III, apenas. d) I, III e IV, apenas. e) I, II, III e IV. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: A última página Todos lemos a nós e ao mundo à nossa volta para vislumbrar o que somos e onde estamos. 1Lemos para compreender, ou para começar a compreender. Não podemos deixar de ler. Ler, quase como respirar, é nossa função essencial. 2Mesmo em sociedades que deixaram registros de sua passagem, a leitura precede a escrita3; o futuro escritor deve ser capaz de reconhecer e decifrar o sistema de signos antes de colocá-los no papel. 4Para a maioria das sociedades letradas – para o islã, para as sociedades judaicas e cristãs como a minha, para os antigos maias, para as vastas culturas budistas –, ler está no princípio do contrato social; aprender a ler foi meu rito de passagem. 5Depois que aprendi a ler minhas letras, li de tudo: livros, 6mas também notícias, anúncios, os títulos pequenos no verso da passagem do bonde, letras jogadas no lixo, jornais velhos apanhados sob o banco do parque, grafites, a contracapa das revistas de outros passageiros no ônibus. Quando fiquei sabendo que Cervantes, em seu apogeu à leitura, lia “até os pedaços de papel rasgado na rua”, entendi exatamente que impulso o levava a isso. Essa adoração ao livro 7(em pergaminho, em papel ou na tela) é um dos alicerces de uma sociedade letrada. A experiência veio a mim primeiramente por meio dos livros. Mais tarde, quando me deparava com algum acontecimento, circunstância ou algo semelhante 8__________ 9sobre o qual havia lido, isso me causava o 10sentimento um tanto surpreendente, 11mas desapontador de déjà vu, 12porque imaginava que aquilo que estava acontecendo agora já havia me acontecido em palavras, já havia sido nomeado. Meus livros eram para mim transcrições ou glosas 13__________ outro Livro colossal. Miguel de Unamuno, em um soneto, 14fala do tempo, 15cuja fonte está no futuro; minha vida de leitor deu-me a mesma impressão de nadar contra a corrente, vivendo o que já tinha lido. Tal como Platão, passei do conhecimento para seu objeto. Via mais realidade na ideia do que na coisa. 16Era nos livros que eu encontrava o universo17: digerido, classificado, rotulado, meditado, ainda assim formidável. 18A leitura deu-me uma desculpa para a privacidade, ou talvez tenha dado um sentido à privacidade que me foi imposta, 19uma vez que, durante a infância, depois que voltamos para a Argentina, em 1955, vivi separado do resto da família, cuidado por uma babá em uma seção separada da casa. 20Então, meu lugar favorito de leitura era o chão do meu quarto, deitado de barriga para baixo, pés enganchados 21sob uma cadeira. Depois, tarde da noite, minha cama tornou-se o lugar mais seguro e resguardado para ler 22__________ região nebulosa entre a vigília e o sono. O psicólogo James 23Hillman afirma que a 24pessoa que leu histórias ou 25para quem leram 26histórias na infância “está em melhores condições e tem um 27prognóstico melhor do que aquela 28à qual é preciso apresentar as histórias. [...] Chegar cedo na vida já é uma perspectiva de vida”. Para Hillman, essas primeiras leituras tornam-se “algo vivido e por meio 29do qual se vive, um modo que a alma tem de se encontrar na vida”. A essas leituras, e por esse motivo, voltei repetidamente, 30e ainda volto. Cada livro era um mundo em si mesmo e nele eu me refugiava. 31Embora eu soubesse que era incapaz de inventar histórias como as que meus autores favoritos escreviam, achava que minhas opiniões frequentemente coincidiam com as deles e 32(para usar a frase de Montaigne) “Passei a seguir-lhes o rastro, murmurando: ‘Ouçam, ouçam’”. Fonte: MANGUEL, Alberto. Uma história da leitura. Trad. Pedro Maia Soares. São Paulo: Companhiadas Letras, 1997, p. 20-24. (Parcial e adaptado.) 3. (Ucs 2021) Em relação ao emprego de pronomes, é correto afirmar que a) sobre o qual (ref. 9) refere-se a sentimento (ref. 10). b) cuja (ref. 15) tem como referente fala (ref. 14). c) para quem (ref. 25) tem como referente anafórico Hillman (ref .23) e referente catafórico de histórias (ref. 26). d) à qual (ref. 28) refere-se ao núcleo pessoa (ref. 24). e) do qual (ref. 29) tem como referente prognóstico (ref. 27). TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: No país da biodiversidade, faltam recursos para gerir os nossos parques 1Quem já visitou 2algum 3parque brasileiro certamente se surpreendeu com 4tamanha exuberância cênica 5desses locais. 6Não por acaso, 7nossos parques conservam uma rica biodiversidade − uma das maiores do mundo − cuja excepcionalidade projetou algumas 8dessas áreas ao patamar de patrimônio natural da humanidade. 9Enquanto a natureza nos dá motivos de sobra para enaltecer nossos parques, 10a realidade de escassez e limitação de recursos para a gestão e manutenção dessas áreas tem comprometido grande parte do seu potencial gerador de desenvolvimento, saúde e bem-estar − para não mencionar a vulnerabilidade a que sua fauna e flora ficam expostas. 11Esse retrato de limitações foi capturado na edição recém-lançada da pesquisa Diagnóstico de Uso Público em Parques Brasileiros: A Perspectiva da Gestão, produzida pelo Instituto Semeia junto a equipes gestoras de 370 parques de todas as regiões, biomas e níveis governamentais do país. 12O sinal de alerta dessa escassez foi declarado por 67% dos respondentes, que afirmaram não contar com subsídios − humanos e financeiros − necessários para a realização de suas atividades no parque. 13Ainda de acordo com a pesquisa, grande parte (49%) das equipes que administram essas áreas conta somente com até 10 funcionários, ao passo que 9% possuem apenas um colaborador. Na prática, isso quer dizer que, no caso dos parques nacionais, há um único responsável, em média, por quase 11 mil hectares − o que equivale a cerca de 11 mil campos de futebol. 14Já na esfera estadual, seria um funcionário para, aproximadamente, 2 mil hectares e, na municipal, um funcionário para 58 hectares. 15Quando o assunto é a gestão financeira desses espaços, além da escassez de recursos, o cenário é também de falta de informação: 40% dos respondentes declaram não ter acesso aos dados orçamentários das unidades em que atuam. Entre os que têm acesso a esses números, seja de forma parcial ou total, o valor médio do orçamento em 2019 para os parques federais foi de R$ 790 mil, para os municipais, de R$ 800 mil, e os estaduais, R$ 9,6 milhões. 16Para se ter uma ideia, o National Park Service (órgão norte-americano responsável por 421 unidades distribuídas em 34 milhões de hectares) teve em 2019 um orçamento de USD 2,4 bilhões. No mesmo ano, o orçamento do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) foi de USD 142,6 milhões (em reais, 791 milhões), para administrar uma área cinco vezes maior (se considerarmos unidades de conservação terrestres e marinhas). 17Tudo isso se reflete nas condições de visitação e no uso público dos parques brasileiros. 18Mais da metade declara não contar com infraestrutura básica para receber visitantes − como banheiros e estacionamento, por exemplo. E, entre as unidades que receberam visitantes em 2019 (79%), apenas 7% afirmam contar com uma estrutura que garante plenamente as necessidades básicas de visitação, enquanto somente 11% consideram que a manutenção das estruturas está em excelente estado. 19Esses dados evidenciam uma triste contradição: 20se, por um lado, nossos parques possuem belezas naturais únicas, equipes altamente qualificadas e experientes, além de um potencial turístico promissor, por outro, tudo isso se arrefece com a precariedade observada na implementação e manutenção das atividades de uso público na maioria deles. Basta pensar que, em 2019, o Brasil foi listado pelo Fórum Econômico Mundial como 2º lugar em recursos naturais, mas figura somente na 32ª colocação do ranking global de competitividade turística. 21Alcançar um patamar condizente à altura do nosso capital natural é mais do que possível. 22Para isso, faz-se necessário fortalecer os órgãos gestores dessas áreas e avançar numa agenda mais moderna, empreendedora e sustentável voltada à gestão desses espaços. E, nesse sentido, as parcerias e concessões podem ser uma alternativa possível − já experimentadas em alguns parques brasileiros internacionalmente reconhecidos como Igraçu e Chapada dos Veadeiros, por exemplo − para apoiar as equipes gestoras a potencializar a visitação, o turismo e a conservação. 23Afinal de contas, quanto mais os brasileiros conhecerem o seu patrimônio natural, maior será a conscientização sobre o valor e a necessidade de cuidar dessas áreas. (HADDAD, Mariana (Coordenadora de Conhecimento do Instituto Semeia e responsável pela pesquisa); REZENDE, Aline (Coordenadora de Comunicação do Instituto Semeia). No país da biodiversidade, faltam recursos para gerir os nossos parques. Publicado em Exame de 27 de abril de 2021. Disponível em: https://exame.com/blog/opiniao/no-pais-da-biodiversidade-faltam-recursos-para-gerir-os-nossos-parques/. Acesso em 02 de maio de 2021). Texto adaptado para esta prova. 4. (Upf 2021) Sabemos que a coesão nominal se manifesta pelo uso de artigos, pronomes e expressões associadas entre si. Ao retomar informações, tal fator de textualidade pode categorizá-las e avaliá-las, expressando o ponto de vista do locutor em relação ao que é dito. Considerando os seguintes casos de coesão nominal no texto: I. No primeiro parágrafo do texto, a coesão nominal é garantida pelo uso de pronomes demonstrativos, como se verifica em "desses locais" (ref. 5), que retoma "algum parque brasileiro" (ref. 2), e também em "dessas áreas" (ref. 8), que retoma "nossos parques" (ref. 7). II. Os parágrafos 2, 6 e 7 do texto são introduzidos por expressões anafóricas, a saber: "Esse retrato de limitações" (ref. 11), "Tudo isso" (ref.17) e "Esses dados" (ref. 19). Tais expressões formadas com pronomes demonstrativos retomam, respectivamente, informações contidas nos parágrafos antecedentes. III. A expressão "tamanha exuberância cênica" (ref. 4), ao referir-se a "parque brasileiro" (ref. 3), não expressa nenhum ponto de visto do locutor e, portanto, configura-se como uma expressão totalmente neutra de avaliações. Está correto o que se afirma em: a) I, apenas. b) II, apenas. c) I e II, apenas. d) III, apenas. e) I, II e III. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Leia o trecho do romance S. Bernardo, de Graciliano Ramos, para responder à(s) questão(ões) a seguir. O caboclo mal-encarado que encontrei um dia em casa do Mendonça também se acabou em desgraça. Uma limpeza. Essa gente quase nunca morre direito. Uns são levados pela cobra, outros pela cachaça, outros matam-se. Na pedreira perdi um. A alavanca soltou-se da pedra, bateu-lhe no peito, e foi a conta. Deixou viúva e órfãos miúdos. Sumiram-se: um dos meninos caiu no fogo, as lombrigas comeram o segundo, o último teve angina e a mulher enforcou-se. Para diminuir a mortalidade e aumentar a produção, proibi a aguardente. Concluiu-se a construção da casa nova. Julgo que não preciso descrevê-la. As partes principais apareceram ou aparecerão; o resto é dispensável e apenas pode interessar aos arquitetos, homens que provavelmente não lerão isto. Ficou tudo confortável e bonito. Naturalmente deixei de dormir em rede. Comprei móveis e diversos objetos que entrei a utilizar com receio, outros que ainda hoje não utilizo, porque não sei para que servem. Aqui existe um salto de cinco anos, e em cinco anos o mundo dá um bando de voltas. Ninguém imaginará que, topando os obstáculos mencionados, eu haja procedido invariavelmente com segurança e percorrido, sem me deter, caminhos certos. Não senhor, não procedi nem percorri. Tive abatimentos, desejo de recuar; contornei dificuldades: muitas curvas. Acham que andei mal? A verdade é que nuncasoube quais foram os meus atos bons e quais foram os maus. Fiz coisas boas que me trouxeram prejuízo; fiz coisas ruins que deram lucro. E como sempre tive a intenção de possuir as terras de S. Bernardo, considerei legítimas as ações que me levaram a obtê-las. Alcancei mais do que esperava, mercê de Deus. Vieram-me as rugas, já se vê, mas o crédito, que a princípio se esquivava, agarrou-se comigo, as taxas desceram. E os negócios desdobraram-se automaticamente. Automaticamente. Difícil? Nada! Se eles entram nos trilhos, rodam que é uma beleza. Se não entram, cruzem os braços. Mas se virem que estão de sorte, metam o pau: as tolices que praticarem viram sabedoria. Tenho visto criaturas que trabalham demais e não progridem. Conheço indivíduos preguiçosos que têm faro: quando a ocasião chega, desenroscam-se, abrem a boca – e engolem tudo. Eu não sou preguiçoso. Fui feliz nas primeiras tentativas e obriguei a fortuna a ser-me favorável nas seguintes. Depois da morte do Mendonça, derrubei a cerca, naturalmente, e levei-a para além do ponto em que estava no tempo de Salustiano Padilha. Houve reclamações. – Minhas senhoras, seu Mendonça pintou o diabo enquanto viveu. Mas agora é isto. E quem não gostar, paciência, vá à justiça. Como a justiça era cara, não foram à justiça. E eu, o caminho aplainado, invadi a terra do Fidélis, paralítico de um braço, e a dos Gama, que pandegavam no Recife, estudando Direito. Respeitei o engenho do Dr. Magalhães, juiz. Violências miúdas passaram despercebidas. As questões mais sérias foram ganhas no foro, graças às chicanas de João Nogueira. Efetuei transações arriscadas, endividei-me, importei maquinismos e não prestei atenção aos que me censuravam por querer abarcar o mundo com as pernas. Iniciei a pomicultura e a avicultura. Para levar os meus produtos ao mercado, comecei uma estrada de rodagem. Azevedo Gondim compôs sobre ela dois artigos, chamou-me patriota, citou Ford e Delmiro Gouveia. Costa Brito também publicou uma nota na Gazeta, elogiando-me e elogiando o chefe político local. Em consequência mordeu-me cem mil-réis. (S. Bernardo, 1996.) 5. (Unesp 2019) “Na pedreira perdi um. A alavanca soltou-se da pedra, bateu-lhe no peito, e foi a conta. Deixou viúva e órfãos miúdos. Sumiram-se: um dos meninos caiu no fogo, as lombrigas comeram o segundo, o último teve angina e a mulher enforcou-se.” (2º parágrafo) Os pronomes sublinhados referem-se, respectivamente, a a) “alavanca”, “um”, “viúva e órfãos”. b) “pedra”, “um”, “meninos”. c) “pedra”, “alavanca”, “viúva e órfãos”. d) “alavanca”, “pedra”, “viúva e órfãos”. e) “alavanca”, “pedra”, “meninos”. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: O elefante Fabrico um elefante de meus poucos recursos. Um tanto de madeira tirado a velhos móveis talvez lhe dê apoio. E o encho de algodão, de paina, de doçura. A cola vai fixar suas orelhas pensas. A tromba se enovela, é a parte mais feliz de sua arquitetura. Mas há também as presas, dessa matéria pura que não sei figurar. Tão alva essa riqueza a espojar-se nos circos sem perda ou corrupção. E há por fim os olhos, onde se deposita a parte do elefante mais fluida e permanente, alheia a toda fraude. Eis o meu pobre elefante pronto para sair à procura de amigos num mundo enfastiado que já não crê em bichos e duvida das coisas. Ei-lo, massa imponente e frágil, que se abana e move lentamente a pele costurada onde há flores de pano e nuvens, alusões a um mundo mais poético onde o amor reagrupa as formas naturais. Vai o meu elefante pela rua povoada, mas não o querem ver nem mesmo para rir da cauda que ameaça deixá-lo ir sozinho. É todo graça, embora as pernas não ajudem e seu ventre balofo se arrisque a desabar ao mais leve empurrão. Mostra com elegância sua mínima vida, e não há cidade alma que se disponha a recolher em si desse corpo sensível a fugitiva imagem, o passo desastrado mas faminto e tocante. Mas faminto de seres e situações patéticas, de encontros ao luar no mais profundo oceano, sob a raiz das árvores ou no seio das conchas, de luzes que não cegam e brilham através dos troncos mais espessos. Esse passo que vai sem esmagar as plantas no campo de batalha, à procura de sítios, segredos, episódios não contados em livro, de que apenas o vento, as folhas, a formiga reconhecem o talhe, mas que os homens ignoram, pois só ousam mostrar-se sob a paz das cortinas à pálpebra cerrada. E já tarde da noite volta meu elefante, mas volta fatigado, as patas vacilantes se desmancham no pó. Ele não encontrou o de que carecia, o de que carecemos, eu e meu elefante, em que amo disfarçar-me. Exausto de pesquisa, caiu-lhe o vasto engenho como simples papel. A cola se dissolve e todo o seu conteúdo de perdão, de carícia, de pluma, de algodão, jorra sobre o tapete, qual mito desmontado. Amanhã recomeço. ANDRADE, Carlos Drummond de. O ElefanteO. 9ª ed. - São Paulo: Editora Record, 1983. 6. (Ime 2019) Observe os vocábulos destacados em negrito nos versos 39 a 44 do poema, transcritos abaixo: “Vai o meu elefante pela rua povoada, mas não o querem ver nem mesmo para rir da cauda que ameaça deixá-lo ir sozinho.” Sobre esses vocábulos, de acordo com a gramática normativa, considere as seguintes afirmações: I. o primeiro “o” é um artigo definido e o segundo é uma forma pronominal oblíqua, assim como a forma “lo” em “deixá-lo”. II. a colocação do segundo “o” junto ao advérbio de negação aproxima-se do registro mais utilizado no português falado no Brasil. III. “o” e “lo” nos versos “mas não o querem ver” e “deixá-lo ir sozinho” são formas pronominais que garantem a coesão referencial anafórica. Está(ão) correta(s) a(s) afirmação(ões) a) I apenas. b) III apenas. c) I e II apenas. d) I e III apenas. e) II e III apenas. 7. (Pucpr 2018) Considere o texto a seguir. Encontrando Bolaño O chileno Roberto Bolaño escreveu muito desde os seus 17 anos e só foi publicado pela primeira vez aos 43 anos – e faleceu aos 50. Nada mais natural, portanto, que aos poucos estejam sendo reveladas obras que, por algum motivo, não chegaram ao conhecimento do público antes. O espírito da ficção científica é um desses casos. Falecido em 2003, o autor terminou esse livro em 1984 – embora tenha declarado para amigos nos anos seguintes como a obra o torturava e como ele sentia faltar algo para ajustá-la, concluí-la de fato –, antes daqueles que o consagrariam, como Os detetives selvagens e 2666, por exemplo. Justamente por isso, o leitor perceberá elementos e obsessões de Bolaño que marcaram os títulos posteriores. A história, ambientada na Cidade do México dos anos 1970, apresenta Jan Schrella e Remo Morán, que dividem moradia. Enquanto o primeiro é um jovem recluso, imerso nos livros de ficção científica e dedicado a escrever cartas delirantes aos autores do gênero, o segundo é um poeta que almeja se inserir no mercado literário – e por isso mesmo um dos primeiros alter egos de Bolaño. Revista da Cultura, ed. 110, março/17, p. 18. Diferentes pronomes podem ser empregados com a finalidade de acompanhar, retomar ou substituir substantivos em um texto. Na apresentação sintética da vida e obra de Roberto Bolaño, os pronomes estão presentes de diferentes maneiras, destacando-se CORRETAMENTE a) a possibilidade de substituir, no último período, “o primeiro” e “o segundo” por aquele e este respectivamente. b) a necessidade de, por obediência à norma-padrão, substituir o pronome oblíquo em “concluí-la” e “ajustá-la” por “lhe”. c) que em “o autor terminou esse livro”, o pronome deveria ser substituído por este, devido à relação estabelecida com o nome da obra. d) a primeira ocorrência da palavra “que” é um pronome relativo e pode ser substituída por “o qual” ao retomar o escritor referido no texto. e) que em “como ele sentia faltar algo para ajustá-la”, o pronome pessoal reto pode ser substituído adequadamente pelo demonstrativo este. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Para responder à(s) questão(ões) a seguir, leia o poema “Dissolução”, de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), que integra o livro Claro enigma, publicadooriginalmente em 1951. Escurece, e não me seduz tatear sequer uma lâmpada. Pois que 1aprouve ao dia findar, aceito a noite. E com ela aceito que brote uma ordem outra de seres e coisas não figuradas. Braços cruzados. Vazio de quanto amávamos, mais vasto é o céu. Povoações surgem do vácuo. Habito alguma? E nem destaco minha pele da confluente escuridão. Um fim unânime concentra-se e pousa no ar. Hesitando. E aquele agressivo espírito que o dia 2carreia consigo, já não oprime. Assim a paz, destroçada. Vai durar mil anos, ou extinguir-se na cor do galo? Esta rosa é definitiva, ainda que pobre. Imaginação, falsa demente, já te desprezo. E tu, palavra. No mundo, perene trânsito, calamo-nos. E sem alma, corpo, és suave. (Claro enigma, 2012.) 1 aprazer: causar ou sentir prazer; contentar(-se). 2 carrear: carregar. 8. (Unifesp 2017) O pronome “te”, empregado no segundo verso da última estrofe, refere-se a a) “imaginação”. b) “palavra”. c) “rosa”. d) “mundo”. e) “corpo”. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Para responder à(s) questão(ões) a seguir, leia a crônica “Seu ‘Afredo’”, de Vinicius de Moraes (1913-1980), publicada originalmente em setembro de 1953. Seu Afredo (ele sempre subtraía o “l” do nome, ao se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afredo Paiva, um seu criado...”) tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro. Mas, como linguista, cultor do 1vernáculo e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho. Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente 2ressabiada quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular: – Onde vais assim tão elegante? Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez, minha mãe, em meio à 3lide caseira, queixou-se do fatigante 4ramerrão do trabalho doméstico. Seu Afredo virou-se para ela e disse: – Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bão. De outra feita, minha tia Graziela, recém-chegada de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Afredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe: – Cantas? Minha tia, meio surpresa, respondeu com um riso amarelo: – É, canto às vezes, de brincadeira... Mas, um tanto formalizada, foi queixar-se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador: – Não, ele é assim mesmo. Isso não é falta de respeito, não. É excesso de... gramática. Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou: – Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela pensa que pode cantar no rádio com essa voz, ‘tá redondamente enganada. Nem em programa de calouro! E, a seguir, ponderou: – Agora, piano é diferente. Pianista ela é! E acrescentou: – Eximinista pianista! Para uma menina com uma flor, 2009. 1vernáculo: a língua própria de um país; língua nacional. 2ressabiado: desconfiado. 3lide: trabalho penoso, labuta. 4ramerrão: rotina. 9. (Unesp 2017) Observa-se no texto um desvio quanto às normas gramaticais referentes à colocação pronominal em: a) “Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro.” (1º parágrafo) b) “Seu Afredo [...] tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador.” (1º parágrafo) c) “Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal.” (2º parágrafo) d) “[...] seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular [...].” (2º parágrafo) e) “Seu Afredo virou-se para ela e disse: [...].” (4º parágrafo) TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: PORTÃO O portão fica bocejando, aberto para os alunos retardatários. Não há pressa em viver nem nas ladeiras duras de subir, 1quanto mais para estudar a insípida cartilha. Mas se o pai do menino é da oposição, à 2ilustríssima autoridade municipal, prima por sua vez da 3sacratíssima autoridade nacional, 4ah, isso não: o vagabundo ficará mofando lá fora e leva no boletim uma galáxia de zeros. A gente aprende muito no portão fechado. ANDRADE, Carlos Drummond de. In: Carlos Drummond de Andrade: Poesia e Prosa. Editora Nova Aguilar:1988. p. 506-507. 10. (Uece 2014) Atente para o que se afirma sobre os versos “ah, isso não: o vagabundo ficará mofando lá fora/ e leva no boletim uma galáxia de zeros” (ref. 4). I. Eles são construídos sobre duas metáforas hiperbólicas, isto é, metáforas que contêm um exagero. II. O pronome isso em “ah, isso não”, aponta para um referente na cena enunciativa. III. O pronome isso, no poema, aponta para o que é dito nos dois primeiros versos, sintetizando-os. Está correto o que se diz em a) I e II. b) I, II e III. c) II e III. d) I e III. GABARITO� 1� d, 2� a, 3� d, 4� c, 5� a, 6� d, 7� a, 8� a, 9� b, 10� d Literatura Salve Stoodianos, Stoodianas e Stoodianes! Esta semana o Modernismo Brasileiro é assunto da nossa lista. O movimento literário que iniciou um novo modo pensar arte por aqui foi amplo: literatura, música, pintura, escultura e pensamento social foram sacudidos e repensados. Aproveite! Para acessar às videoaulas clique aqui 1. (Albert Einstein - Medicina 2022) Como no caso de movimentos literários anteriores, o __________ resultou de impulsos internos e do exemplo europeu. No caso, as vanguardas francesas e italianas que ofereceram modelos adequados para exprimir a civilização mecânica e o ritmo das grandes cidades, além de valorizar as componentes primitivas, que no Brasil faziam parte da realidade. (Antonio Candido. Iniciação à literatura brasileira, 2010. Adaptado.) A lacuna do texto deve ser preenchida por: a) Romantismo. b) Arcadismo. c) Modernismo. d) Realismo. e) Naturalismo. 2. (Puccamp Direito 2022) Os inovadores, na fase de afirmação, que se costuma chamar “heroica”, não podiam ver o Brasil que não fosse ou a São Paulo arlequinal, espaço da modernidade, ou o território mítico de Macunaíma e da Antropofagia [...]. No segmento acima, o crítico e historiador Alfredo Bosi considera que o Modernismo de 22 a) abarcava, em seu núcleo básico, todas as tendências e variantes estéticas, culturais e regionais do diversificado Brasil daquela época. b) privilegiava os fundamentos mais ousados das vanguardas estéticas, com raízes na história e na mitologia das nações europeias. c) dividia-se entre os compromissos com uma cultura local, de caráter renovador, e a tendência para uma fabulação imaginativa e heroica. d) negligenciava os aspectos propriamente estéticos da revolução prometida, valorizando antes as condições históricas daquele momento nacional. e) hesitava entre abraçar um projeto moderno, de caráter nacionalista, e a retomada nostálgica de um sentimento nacionalista romântico. 3. (Enem PPL 2021) Descobrimento Abancado à escrivaninha em São Paulo Na minha casa da rua Lopes Chaves De supetão senti um friúme por dentro. Fiquei trêmulo, muito comovido Com o livro palerma olhando pra mim. Não vê que me lembrei lá no norte, meu Deus! [Muito longe de mim, Na escuridão ativa da noite que caiu, Um homem pálido, magro de cabelo escorrendo https://www.stoodi.com.br/materias/literatura/modernismo-no-brasil-1a-fase/ [nos olhos, Depois de fazer uma pele com a borracha do dia, Faz pouco se deitou, está dormindo. Esse homem é brasileiro que nem eu...ANDRADE, M. Poesias completas. Belo Horizonte: Villa Rica 1993. O poema modernista de Mário de Andrade revisita o tema do nacionalismo de forma irônica ao a) referendar estereótipos étnicos e sociais ligados ao brasileiro nortista. b) idealizar a vida bucólica do norte do país como alternativa de brasilidade. c) problematizar a relação entre distância geográfica e construção da nacionalidade. d) questionar a participação da cultura autóctone na formação da identidade nacional. e) propalar uma inquietação desfavorável quanto à aceitação das diferenças socioculturais. 4. (Enem PPL 2018) Gaetaninho Ali na Rua do Oriente a ralé quando muito andava de bonde. De automóvel ou de carro só mesmo em dia de enterro. De enterro ou de casamento. Por isso mesmo o sonho de Gaetaninho era de realização muito difícil. Um sonho. [...] – Traga a bola! Gaetaninho saiu correndo. Antes de alcançar a bola um bonde o pegou. Pegou e matou. No bonde vinha o pai do Gaetaninho. A gurizada assustada espalhou a notícia na noite. – Sabe o Gaetaninho? – Que é que tem? – Amassou o bonde! A vizinhança limpou com benzina suas roupas domingueiras. Às dezesseis horas do dia seguinte saiu um enterro da Rua do Oriente e Gaetaninho não ia na boleia de nenhum dos carros do acompanhamento. Ia no da frente dentro de um caixão fechado com flores pobres por cima. Vestia a roupa marinheira, tinha as ligas, mas não levava a palhetinha. Quem na boleia de um dos carros do cortejo mirim exibia soberbo terno vermelho que feria a vista da gente era o Beppino. MACHADO, A. A. Brás, Bexiga e Barra Funda: notícias de São Paulo. Belo Horizonte; Rio de Janeiro: Vila Rica, 1994. Situada no contexto da modernização da cidade de São Paulo na década de 1920, a narrativa utiliza recursos expressivos inovadores, como a) o registro informal da linguagem e o emprego de frases curtas. b) o apelo ao modelo cinematográfico com base em imagens desconexas. c) a representação de elementos urbanos e a prevalência do discurso direto. d) a encenação crua da morte em contraponto ao tom respeitoso do discurso. e) a percepção irônica da vida assinalada pelo uso reiterado de exclamações. 5. (Unesp 2018) Na Europa, os artistas continuam a explorar caminhos traçados pelos primeiros pintores abstratos. Mas a abstração desses artistas não é geométrica: sua pintura não representa nenhuma realidade, tampouco procura reproduzir formas precisas. Cada artista inventa sua própria linguagem. Cores, formas e luz são exploradas, desenvolvidas e invadem as telas. Traços vivos e dinâmicos... Para cada um, uma abstração, um lirismo. (Christian Demilly. Arte em movimentos e outras correntes do século XX, 2016. Adaptado.) O comentário do historiador Christian Demilly aplica-se à obra reproduzida em: a) b) c) d) e) 6. (Unesp 2018) Expressionismo: Termo aplicado pela crítica e pela história da arte a toda arte em que as ideias tradicionais de naturalismo são abandonadas em favor de distorções ou exageros de forma e cor que expressam, de modo premente, a emoção do artista. Neste sentido mais geral, o termo pode ser aplicado à arte de qualquer período ou lugar que conceda às reações subjetivas um lugar de maior importância que à observação do mundo exterior. (Ian Chilvers (org.). Dicionário Oxford de arte, 2007.) De acordo com essa definição, pode ser considerada expressionista a obra: a) b) c) d) e) 7. (Acafe 2018) Relacione as colunas, considerando as especificidades e os diferentes aspectos apontados relativamente à poesia brasileira, e assinale a sequência correta. 1. O sapo-tanoeiro, Parnasiano aguado, Diz: – “Meu cancioneiro É bem martelado.” 2. Enquanto pasta, alegre, o manso gado, Minha bela Marília, nos sentemos À sombra deste cedro levantado. Um pouco meditemos Na regular beleza, Que em tudo quanto vive nos descobre A sábia Natureza. 3. Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras, moças... mas nuas, espantadas, Em ânsia e mágoa vãs. 4. Caminhando contra o vento sem lenço, sem documento no sol de quase dezembro eu vou. 5. Se eu morresse amanhã, viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã; Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã. 6. Vai-se a primeira pomba despertada... Vai-se outra mais... mais outra... enfim dezenas De pombas vão-se dos pombais, apenas Raia sanguínea e fresca a madrugada... ( ) O tropicalismo, movimento libertário por excelência da década de 1960 no Brasil, durou pouco mais de um ano e acabou reprimido pelo governo militar. ( ) As principais características da poesia produzida por essa geração são: o individualismo, egocentrismo, o negativismo, a dúvida, a desilusão, o tédio e os sentimentos relacionados à fuga da realidade, que caracterizam o chamado ultrarromantismo. ( ) Configura a disposição dos modernistas de provocar uma ruptura com a arte do passado. ( ) O estilo parnasiano no texto beira a perfeição. O belo é a poesia com sua correção métrica gramatical, com versos decassílabos, modelo clássico de composição. O belo, o sublime e a natureza permeiam o poema. ( ) Os poetas condoreiros defendiam a liberdade e denunciavam as desigualdades sociais. ( ) Os poetas árcades veem a natureza em perfeito equilíbrio e harmonia. a) 5 - 3 - 2 - 4 - 6 - 1 b) 3 - 2 - 6 - 1 - 5 - 4 c) 2 - 5 - 3 - 6 - 1 - 4 d) 4 - 5 - 1 - 6 - 3 - 2 8. (Puccamp 2018) Dentre as vanguardas artísticas europeias que emergiram no entreguerras, destaca-se o a) futurismo, movimento artístico e literário surgido na Itália, marcado pela publicação do Manifesto Futurista de Filippo Marinetti, que anunciava uma nova ordem após a destruição massiva provocada pela guerra. b) surrealismo, vanguarda que despontou na França, bastante influenciada pela psicanálise, que teve como um de seus principais expoentes André Breton e valorizava os impulsos do inconsciente ante a crise da racionalidade provocada pela guerra. c) expressionismo, movimento artístico que aflorou na Alemanha, liderado por Pablo Picasso, voltado à denúncia realista do terrível quadro social provocado pela derrota desse país na guerra. d) impressionismo, gênero pictórico que emergiu nos Países Baixos e na França, marcado pela subjetividade, pela melancolia e pela angústia suscitados nos indivíduos traumatizados pela guerra. e) fauvismo, corrente artística cujo nome deriva de “fauve”, fera em francês, que tinha por objetivo retratar o mundo bárbaro, não civilizado, porém exótico e capaz de apresentar novos paradigmas de modernidade à Europa arrasada após a guerra. 9. (Unifesp 2017) Leia um trecho do “Manifesto do Futurismo” publicado por Filippo Tommaso Marinetti (1876-1944) no ano de 1909. Nós cantaremos as grandes multidões movimentadas pelo trabalho, pelo prazer ou pela revolta; as marés multicoloridas e polifônicas das revoluções nas capitais modernas; a vibração noturna dos arsenais e dos estaleiros sob suas luas elétricas; as estações glutonas comedoras de serpentes que fumam; as usinas suspensas nas nuvens pelos barbantes de suas fumaças; os navios aventureiros farejando o horizonte; as locomotivas de grande peito, que escoucinham os trilhos,como enormes cavalos de aço freados por longos tubos, e o voo deslizante dos aeroplanos, cuja hélice tem os estalos da bandeira e os aplausos da multidão entusiasta. (Apud Gilberto Mendonça Teles. Vanguarda europeia e modernismo brasileiro, 1992. Adaptado.) Em consonância com este preceito do Futurismo estão os seguintes versos, extraídos da produção poética de Fernando Pessoa (1888-1935): a) Nas cidades a vida é mais pequena Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro. Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave, Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu, Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar, E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver. b) Ontem à tarde um homem das cidades Falava à porta da estalagem. Falava comigo também. Falava da justiça e da lutapara haver justiça E dos operários que sofrem, E do trabalho constante, e dos que têm fome, E dos ricos, que só têm costas para isso. E, olhando para mim, viu-me lágrimas nos olhos E sorriu com agrado, julgando que eu sentia O ódio que ele sentia, e a compaixão Que ele dizia que sentia. c) Amemo-nos tranquilamente, pensando que podíamos, Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias, Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro Ouvindo correr o rio e vendo-o. Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as No colo, e que o seu perfume suavize o momento – Este momento em que sossegadamente não cremos em nada, Pagãos inocentes da decadência. d) Levando a bordo El-Rei dom Sebastião, E erguendo, como um nome, alto o pendão Do Império, Foi-se a última nau, ao sol aziago Erma, e entre choros de ânsia e de pressago Mistério. Não voltou mais. A que ilha indescoberta Aportou? Voltará da sorte incerta Que teve? e) Amo-vos a todos, a tudo, como uma fera. Amo-vos carnivoramente, Pervertidamente e enroscando a minha vista Em vós, ó coisas grandes, banais, úteis, inúteis, Ó coisas todas modernas, Ó minhas contemporâneas, forma atual e próxima Do sistema imediato do Universo! Nova Revelação metálica e dinâmica de Deus! 10. (Unesp 2017) O quadro não se presta a uma leitura convencional, no sentido de esmiuçar os detalhes da composição em busca de nuances visuais. Na tela, há apenas formas brutas, essenciais, as quais remetem ao estado natural, primitivo. Os contornos inchados das plantas, os pés agigantados das figuras, o seio que atende ao inexorável apelo da gravidade: tudo é raiz. O embasamento que vem do fundo, do passado, daquilo que vegeta no substrato do ser. As cabecinhas, sem faces, servem apenas de contraponto. Estes não são seres pensantes, produtos da cultura e do refinamento. Tampouco são construídos; antes nascem, brotam como plantas, sorvendo a energia vital do sol de limão. À palheta nacionalista de verde planta, amarelo sol e azul e branco céu, a pintora acrescenta o ocre avermelhado de uma pele que mais parece argila. A mensagem é clara: essa é nossa essência brasileira – sol, terra, vegetação. É isto que somos, em cores vivas e sem a intervenção erudita das fórmulas pictóricas tradicionais. (Rafael Cardoso. A arte brasileira em 25 quadros, 2008. Adaptado.) Tal comentário aplica-se à seguinte obra de Tarsila do Amaral (1886-1973): a) b) c) d) e) GABARITO� 1� c, 2� c, 3� c, 4� a, 5� d, 6� e, 7� d, 8� b, 9� e, 10� a Geografia Organizações e Movimentos Sociais e Políticos Área: Organizações e Movimentos Sociais e Políticos Módulo: O Brasil no mundo Objetivo: Interpretar e analisar a participação econômica e política do Brasil no mundo no presente. 1. (Ufu 2019) A partir da década de 1970, surgiu uma nova forma de organização espacial da indústria, tanto em países desenvolvidos quanto em subdesenvolvidos: os tecnopolos, também denominados no Brasil de Centros de Alta Tecnologia. A respeito da formação, da importância e da localização dos tecnopolos no Brasil é correto afirmar que a) esses estão em fase de implantação, visto que há necessidade de ampliar a rede de infraestrutura básica para que esses polos sejam conectados a todo o território nacional. b) existem dezenas de polos tecnológicos, criados por fatores de atração como, por exemplo, mão de obra barata e disponível à indústria. c) para a instalação de um tecnopolo, há necessidade de que a cidade apresente um forte setor industrial de base, que forneça matéria-prima abundante e um sólido mercado consumidor. d) esses concentram as atividades industriais de alta tecnologia como telecomunicação, aeroespacial, informática e biotecnologia em universidades e em centros de pesquisa e de desenvolvimento. 2. (Fatec 2019) O Brasil é um dos maiores exportadores de commodities do mundo. Chamamos de commodities produtos de base a) primária, principalmente pesqueira e do setor têxtil. b) primária, principalmente agrícola e de extração mineral. c) secundária, principalmente industrial e eletroeletrônica. d) secundária, principalmente siderúrgica e metalúrgica. e) terciária, principalmente bancária e de produtos hospitalares. 3. (Unicamp 2019) Considerando o mapa anterior e seus conhecimentos sobre o mercado externo brasileiro, componente fundamental da economia nacional, assinale a alternativa que associa corretamente um porto brasileiro, a principal mercadoria exportada e seu destino. a) Angra dos Reis: soja in natura, destinada primordialmente ao mercado do leste europeu. b) Vitória: automóveis, destinados primordialmente ao mercado do Oriente Médio. c) Itaqui: minério de ferro, destinado primordialmente ao mercado asiático. d) Vila do Conde: motocicletas, destinadas primordialmente ao mercado africano. 4. (Famerp 2018) A balança comercial brasileira, no contexto da economia global, caracteriza-se pela primazia da a) importação de alta tecnologia da União Europeia. b) exportação de produtos manufaturados para o Mercosul. c) exportação de commodities para a China. d) importação de produtos semimanufaturados dos Estados Unidos. e) exportação de produtos terciários para a Índia. 5. (G1 - cftmg 2018) O BRICS, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, tem papel relevante para a retomada da economia brasileira, na avaliação de especialistas entrevistados pela Agência Brasil. O cientista político e coordenador do departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Maurício Santoro, disse que o grupo reúne três dos maiores parceiros comerciais do Brasil e tem influência na definição de regras econômicas internacionais que podem favorecer o país. “O grupo é importante para o Brasil, sobretudo em termos da possibilidade de ampliação de seus mercados de exportação para os demais integrantes. China, Índia e Rússia estão entre os dez maiores parceiros comerciais brasileiros. Os chineses, sozinhos, já compram 25% de tudo o que o Brasil vende no exterior”, disse Santoro. Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2017-08/brics-eimportante-para-retomada-da-economia-brasileira-dize m>. Acesso em: 15 set. 2017 (adaptado). Nesse contexto, uma ação brasileira que está relacionada ao fortalecimento de sua parceria dentro do grupo é a a) atuação na suspensão política da Venezuela no Mercosul. b) cooperação na criação do novo Banco de Desenvolvimento. c) equiparação de direitos promovida com a nova Lei de Imigração. d) ampliação do controle estatal em concessões aos grupos internacionais. 6. (Unesp 2018) Analise os gráficos. A partir dos gráficos, conclui-se que o Brasil se destaca por a) importar bens primários sem concorrência local. b) exportar bens de consumo com elevado valor agregado. c) importar mercadorias com baixo valor agregado. d) exportar bens de produção com custo subsidiado. e) exportar produtos com baixo valor agregado. 7. (Espm 2018) Interpretando o gráfico a seguir podemos constatar que: a) o Brasil apresenta superavit em relação ao Mercosul. b) a Argentina apresenta superavit em relação ao Mercosul. c) o Paraguai apresenta deficit em relação ao Mercosul. d) o Brasil apresenta deficit em relação ao Paraguai. e) o Uruguai apresenta superavit em relação ao Brasil. 8. (G1 - cftmg 2018) Os gráficos a seguir referem-se ao comércio exterior brasileiro. Sobre a dinâmica econômica internacional, afirma-se que I. O superavit brasileiro nas transações com a União Europeia deve-se aos acordos bilaterais firmados recentemente. II. As trocas comerciais do Brasil com países emergentes e em desenvolvimento geram maior superavit do que com nações desenvolvidas. III. O deficit do Brasil em relação aos Estados Unidos deve-se ao predomínio de exportações brasileiras com baixo valor agregado. IV. A participação do Brasil em organismos de cooperação como o Mercosul e o BRICS gera expressivo deficit no país. Estão corretas apenas as afirmativas a) I e II. b) I e III. c) II e III. d) III e IV. 9. (Uefs 2017) BALANÇA COMERCIALBRASILEIRA SALDO POR ANO EM US$ BILHÕES 2010 2011 2012 2013 2014 2015 Considerando-se a informação da tabela e os conhecimentos acerca do comércio externo brasileiro, é correto afirmar: a) Os Estados Unidos continuam sendo o maior comprador de produtos brasileiros, seguidos da Argentina e da China. b) Em 2014, foi contabilizado um deficit devido ao aumento dos preços do petróleo, uma vez que o país vende mais esse produto que compra. c) A desvalorização cambial – alta do dólar – impulsiona em especial a importação de manufaturados. d) O superavit de 2015 decorre da recessão da economia brasileira e da alta do dólar, responsáveis pela queda das importações. e) Em linhas gerais, houve um crescimento contínuo no valor das exportações e na redução no valor das importações no período analisado, o que gerou um saldo comercial sempre crescente. 10. (Usf 2016) Observe as informações contidas no gráfico a seguir. A China é, na atualidade, o principal parceiro comercial do Brasil. Porém, ao analisar apenas os valores, pode-se omitir informações importantes sobre produtos exportados e importados pelo Brasil. Nesse contexto, pode-se concluir que a) a pauta de exportações do Brasil para o Mercosul apresenta produtos com maior valor agregado se comparada às exportações para a China. b) a China importa do Brasil uma gama de produtos, em especial, autopeças para veículos, automóveis e derivados de petróleo. c) a China é o maior fornecedor de petróleo ao Brasil, garantindo, dessa forma, a segurança energética não só do Brasil como dos demais países do Mercosul. d) a principal diferença nas exportações do Brasil para a China e para o Mercosul está na predominância das commodities na pauta de exportações para o Mercosul. e) a crise hídrica que afeta o Brasil desde 2013 fez com que as importações de arroz da China aumentassem significativamente, garantindo a segurança alimentar do país. GABARITO� 1� d, 2� b, 3� c, 4� c, 5� b, 6� e, 7� a, 8� c, 9� d, 10� a História Primeiro Reinado Área: História do Brasil - Império Módulos: Primeiro Reinado https://www.stoodi.com.br/materias/historia/primeiro-reinado/ Nesta lista de exercícios StoodiMed serão cobradas as seguintes habilidades: - identificar e analisar a política interna, os aspectos econômicos, a política externa e a crise do Primeiro Reinado. 1. (Ufgd 2022) Ao regressar de Minas, D. Pedro I tentou entrar no Rio como nas festas anteriores, que referendavam sua soberania. Contudo, as tropas não enfileiraram, não houve parada militar, o imperador não se pôde alinhar com seu povo em armas. No decorrer de março, os tumultos estendiam-se da noite para o dia, espalhando o medo pela cidade e a impressão de um iminente tumulto. Souza, I. L. C. Pátria coroada: o Brasil como corpo político autônomo (1780-1831). São Paulo: UNESP, 1999, p. 343 (fragmento). O texto demonstra instabilidades que antecederam à abdicação de D. Pedro I ao trono, em 1831. Ao longo do Primeiro Reinado, incluem-se como principais motivos do desgaste político do imperador: a) o absolutismo de D. Pedro I devido ao poder moderador; a interferência na política de conciliação; o envolvimento do Brasil em movimentos de independências na América Espanhola e a Guerra do Paraguai. b) as reações contrárias à independência do Brasil; as revoltas regenciais caudilhistas; os atritos políticos entre conservadores e liberais. c) a crise da sucessão do trono português; a Revolução Farroupilha; a crise econômico-financeira; as regências e o golpe da maioridade. d) o absolutismo do imperador; o envolvimento de D. Pedro I com a sucessão do trono português; a Guerra da Cisplatina e a crise econômico-financeira. e) a Revolução Liberal do Porto, o parlamentarismo às avessas; a crise econômico-financeira e o movimento republicano. 2. (Unesp 2022) O luxo e a corrupção nasceram entre nós antes da civilização e da indústria. E qual será a causa principal de um fenômeno tão espantoso? A escravidão, senhores, a escravidão. Porque o homem que conta com os trabalhos diários de seus escravos vive na indolência, e a indolência traz todos os vícios após si. (José Bonifácio de Andrada e Silva, 1825. Apud: Ynaê Lopes dos Santos. História da África e do Brasil afrodescendente, 2017. Adaptado.) A manifestação de uma das principais lideranças do país, logo após a independência política, revela a a) justificativa para a adoção, no Primeiro Reinado, de políticas agressivas de estímulo à imigração. https://www.stoodi.com.br/materias/historia/primeiro-reinado/ b) disposição, majoritária nos setores que participaram do processo emancipacionista, de eliminar gradualmente a escravidão. c) campanha abolicionista sistemática, iniciada ainda no período colonial, dos cafeicultores paulistas. d) rejeição, de clara influência liberal-iluminista, da ideia de que os homens são desiguais por natureza. e) crítica, voltada aos setores social e politicamente hegemônicos do Brasil, à dependência do trabalho obrigatório. 3. (Pucrs Medicina 2021) A abdicação de D. Pedro I do trono de Imperador do Brasil, em 1831, estava relacionada a) às exigências de atrelamento da economia brasileira à portuguesa, por parte da elite portuguesa unificada após a Revolução do Porto. b) aos interesses do Império inglês em expandir sua área de influência econômica e política no Brasil, liberando-o da dependência histórica da economia portuguesa. c) às reformas liberalizantes impostas pelo ministério dos Marqueses, que limitaram o poder constitucional de D. Pedro I. d) à política excessivamente centralista do monarca e aos conflitos entre os seus apoiadores políticos lusitanos e os grandes proprietários de terras que formavam a elite local. 4. (Enem digital 2020) Depois da Independência, em 1822, o país enfrentaria problemas que com frequência emergiram durante a formação dos Estados nacionais da América Latina. Em muitas regiões do Brasil, essas divergências foram acompanhadas de revoltas, inclusive contra o imperador D. Pedro I. Com a abdicação deste, em 1831, o país atravessaria tempos ainda mais turbulentos sob o regime regencial. REIS, J. J. Rebelião escrava no Brasil: a história do Levante dos Malês em 1835. São Paulo: Cia. das Letras, 2003 (adaptado). A instabilidade política no país, ao longo dos períodos mencionados, foi decorrente da(s) a) disputas entre as tendências unitarista e federalista. b) tensão entre as forças do Exército e Marinha nacional. c) dinâmicas demográficas nas fronteiras amazônica e platina. d) extensão do direito de voto aos estrangeiros e ex-escravos. e) reivindicações da ex-metrópole nas esferas comercial e diplomática. 5. (Espm 2019) O Brasil agora é feito para a democracia, ou para o despotismo – errei em querer dar-lhe uma monarquia constitucional. Onde está uma aristocracia rica e instruída? Onde está um corpo de magistratura honrado e independente? E que pode um clero imoral e ignorante, sem crédito e sem riqueza? Que resta pois? (José Bonifácio de Andrada e Silva) A sociedade civil tem por base primeira a justiça, e por fim principal a felicidade dos homens. Mas que justiça tem um homem para roubar a liberdade de outro homem e o que é pior, dos filhos deste homem, e dos filhos destes filhos? (José Bonifácio de Andrada e Silva) (Adriana Lopes e Carlos Guilherme Mota. História do Brasil: Uma Interpretação) Os textos revelam posições de José Bonifácio de Andrada e Silva, constituinte reformista e monarquista constitucional, que apresentou o projeto mais importante e radical a respeito da abolição do tráfico e da escravidão. Quanto às ideias contidas nos textos e ao cenário da Assembleia Constituinte de 1823 é correto assinalar: a) O projeto de Constituição apresentado por Antonio Carlos de Andrada, irmão de José Bonifácio, foi promulgado com apoio unânime da Constituinte; b) O projeto de Constituição, apelidado de “Constituição da Mandioca”, desagradou a D. Pedro I e, por isso, ele recorreu à força para fechar a Constituinte; c) Os jornais A Sentinela e Tamoio, vinculados aos irmãosAndrada, conseguiram consagrar na Constituição de 1824 os planos de abolição do tráfico e da escravidão; d) Os textos revelam a satisfação de José Bonifácio, bem como sua comunhão de ideias e projeto com a aristocracia rural; e) Os textos revelam o projeto de incluir na Constituição o direito de preservação da escravidão, pilar da sociedade civil no Brasil. 6. (Pucpr Medicina 2019) O texto abaixo, retirado de uma resenha do livro “A outra Independência”, de Evaldo Cabral de Mello, resume o quadro político existente na província de Pernambuco no início do século XIX. […] o senhoriato da mata sul, cujo representante maior foi Francisco Paes Barreto, o morgado do Cabo, constituiu, depois de 1817, a base de apoio político do centralismo monárquico e do unitarismo, conjugados com um estado constitucional de recorte mais conservador, com limitada representatividade censitária e com clara ascendência do poder pessoal do monarca. E, ao contrário, a mata norte, juntamente com parte da população do Recife, foi a base de um liberalismo que defendia maior autonomia do poder local, ampliação da representatividade e afirmação dos direitos de cidadania de maneira menos restritiva.” BERNARDES, Denis. Almanack braziliense, São Paulo. n. 02, p. 136-137, nov. 2005. Resenha de: MELLO, Evaldo Cabral de. A outra Independência: o federalismo pernambucano de 1817 a 1824. São Paulo: Ed. 34, 2004, 264 p. Assinale a alternativa que indica CORRETAMENTE quais revoltas políticas do Brasil recém-independente tiveram como cenário a oposição entre “mata sul” e “mata norte” citada no texto: a) Revolução Pernambucana e Revolução Farroupilha. b) Revolução Pernambucana e Confederação do Equador. c) Revolução Pernambucana e Balaiada. d) Confederação do Equador e Guerra dos Emboabas. e) Confederação do Equador e Balaiada. 7. (Mackenzie 2018) “A cena de uma rua é, a um só tempo, a mesma de todo o quarteirão. Os pés de chumbo (portugueses) deixam que a cabralhada (brasileiros) se aproxime o mais possível. E inesperadamente, de todas as portas, chovem garrafas inteiras e aos pedaços sobre os invasores. O sangue espirra, testas, cabeças, canelas... Gritos, gemidos, uivos, guinchos. É inverossímil. E a raça toda, de cacete em punho, vai malhando... E os corpos a cair ensanguentados sobre os cacos navalhantes das garrafas. ” (Correia, V.,1933, p. 42) O episódio, descrito acima, relata o enfrentamento entre portugueses e brasileiros, em 13/03/1831, no Rio de Janeiro, conhecido como Noite das Garrafadas. Essa manifestação assemelhava-se às lutas liberais travadas na Europa, após as decisões tomadas pelo Congresso de Viena. A respeito dessa insatisfação popular, presente tanto na Europa, após 1815, quanto nos conflitos nacionais, durante o I Reinado, é correto afirmar que a) D. Pedro II adota a mesma política praticada por monarcas europeus; quando, ao outorgar uma carta constitucional, contrariou os interesses, tanto da classe oligárquica, fiel ao trono, quanto das classes populares, as quais permaneceram sem direito ao voto. b) o governo brasileiro também se utilizou de empréstimos junto à Inglaterra, aumentando a dívida externa e fortalecendo a economia inglesa, a fim de sanar o deficit orçamentário e suprir os gastos militares em campanhas contra os levantes populares. c) D. Pedro I, buscando recuperar sua popularidade, iniciou uma série de visitas às províncias revoltosas do país, adotando a mesma estratégia diplomática que alguns regentes europeus, nessa época, praticaram, sem contudo, lograrem nenhum sucesso político. d) as guerras travadas contra o exército napoleônico, na Europa, e o envolvimento do Brasil, na Guerra da Cisplatina, provocaram, em ambos os casos, a enorme insatisfação popular e revolta, diante do elevado número de combatentes mortos. e) a retomada de políticas absolutistas, como o estabelecimento do Poder Moderador, no Brasil, dando plenos poderes a D. Pedro I e, na Europa, a dura repressão contra as ideias liberais, deflagradas pela Revolução Francesa, ocasionaram uma enorme insatisfação popular. 8. (Mackenzie 2018) “(...). Conquistar a emancipação definitiva e real da nação, ampliar o significado dos princípios constitucionais foi tarefa delegada aos pósteres”. COSTA, Emília Viotti da. Da monarquia à república: momentos decisivos. São Paulo; Livraria Editora Ciências Humanas, 1979. P.50. A análise acima, da historiadora Emília Viotti da Costa, refere-se à proclamação da independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822. A análise da autora, a respeito do fato histórico, aponta que a) apesar dos integrantes da elite nacional terem alcançado seu objetivo: o de romper com os estatutos do plano colonial, no que diz respeito às restrições à liberdade de comércio, e à conquista da autonomia administrativa, a estrutura social do país, porém, não foi alterada. b) a independência do Brasil foi um fato isolado, no contexto americano de luta pela emancipação das metrópoles. Isso se deu porque era a única colônia de língua portuguesa, e porque adotava, como regime de trabalho, a escravidão africana. c) caberia, às futuras gerações de brasileiros, o esforço no sentido de impor seus valores para Portugal, rompendo, definitivamente, os impasses econômicos impostos à Colônia pela metrópole portuguesa desde o início da colonização. d) apesar de alguns setores da elite nacional possuírem interesses semelhantes à burguesia mercantil lusitana e, portanto, afastando-se do processo emancipatório nacional, com a eminente vinda de tropas portuguesas para o país, passaram a apoiar a ideia de independência. e) assim como Portugal passava por um processo de reestruturação, após a Revolução Liberal do Porto; no Brasil, esse movimento emancipatório apenas havia começado e só fora concluído, com a subida antecipada ao trono, de D. Pedro II, em 1840. 9. (Unesp 2018) A primeira Constituição brasileira, de 1824, foi a) aprovada pela Câmara dos Deputados e estabeleceu o voto censitário. b) imposta por Portugal e determinou o monopólio português do comércio colonial. c) outorgada pelo imperador e definiu a existência de quatro poderes. d) promulgada por uma Assembleia Constituinte e concentrou a autoridade no Poder Executivo. e) determinada pela Inglaterra e estabeleceu o fim do tráfico de escravos. 10. (Espm 2017) Vossa majestade verá que fiz de minha parte tudo quanto podia e, por mim, no dito tratado, está feita a paz. É impossível que vossa majestade, havendo alcançado suas reais pretensões negue ratificar um tratado que lhe felicita seus reinos, abrindo-lhe os portos ao comércio estagnado, e que vai pôr em paz tanto a nação portuguesa, de que vossa majestade é tão digno rei, como a brasileira, de que tenho a ventura de ser imperador. Paulo Rezzuti. D. Pedro: a história não contada. O homem revelado por cartas e documentos inéditos. O fragmento é parte da carta de D. Pedro a D. João VI, versando sobre o tratado por meio do qual Portugal reconhecia a independência do Brasil, mediante: a) a renovação dos tratados comerciais de 1810; b) a concessão aos portugueses da Ilha de Trindade; c) a assinatura de um acordo de reciprocidade; d) o compromisso assumido pelo Brasil de cessar o tráfico negreiro; e) o pagamento pelo Brasil de uma indenização de 2 milhões de libras. GABARITO� 1� d, 2� e, 3� d, 4� a, 5� b, 6� b, 7� e, 8� a, 9� c, 10� e Biologia 1. (Fcmscsp 2022) Muitos compostos químicos presentes nos alimentos podem ou não ser transformados ao longo do tubo digestório. O gráfico ilustra possíveis transformações de três compostos: ácidos nucleicos, proteínas e celulose. As curvas que correspondem às possíveis concentrações de ácidos nucleicos, proteínas e celulose são, respectivamente, a) V, U e T. b) S, T e U. c) S, U e R. d) R, V e R. e) R, U e V. 2. (Unioeste 2018) Os alimentos fornecem aos organismos a energia necessária para a realização de seus processos celulares e metabólicos. Também são fontes de matéria-prima para o desenvolvimento e manutenção do organismo. A digestão é um processo fisiológico apartir do qual os alimentos são reduzidos a pequenas partículas absorvíveis e disponíveis para a utilização metabólica. Considerando-se o processo da digestão e a estrutura do sistema digestório dos organismos, é CORRETO afirmar que a) a digestão intracelular ocorre totalmente no interior da célula e o alimento fica armazenado em vacúolos digestivos, repletos de enzimas. Este tipo de digestão é exclusivo dos organismos unicelulares tais como bactérias e protozoários. b) em alguns animais, por exemplo, poríferos e cnidários, o alimento é parcialmente digerido no meio extracelular e depois o processo é finalizado no interior das células que revestem a cavidade digestiva. c) o sistema digestório é dito incompleto quando ele possui apenas uma abertura que se comunica com o meio externo através da qual os alimentos são captados e os restos não digeridos são eliminados. Ocorrem em cnidários e platelmintos. d) a bile é uma enzima digestiva produzida pelo fígado e armazenada na vesícula biliar, que tem a função de emulsificar as gorduras presentes no intestino delgado. e) o papo, uma dilatação do tubo digestivo, cuja função é umedecer e armazenar temporariamente o alimento ingerido, é exclusivo e característico do sistema digestório das aves. 3. (Unicamp 2016) Ao longo da evolução, as variações e adaptações nos dentes dos mamíferos são numerosas e surpreendentes. A conformação dos dentes sugere o cardápio possível das espécies, sendo correto afirmar que a) dentes de superfície plana revelam uma dieta herbívora composta predominantemente de gramíneas e são típicos de onívoros, cujos crânios são representados nas imagens A e B acima. b) os incisivos, caninos e molares estreitos têm formas diversas, que podem cortar ou destacar alimentos. O crânio representado na figura A acima sugere que se trata de um carnívoro. c) os incisivos, caninos e molares estreitos têm formas diversas, que podem cortar ou destacar alimentos. Os caninos para perfurar ou rasgar, como os representados na imagem B acima, são típicos de carnívoros. d) dentes de superfície plana revelam uma dieta herbívora composta predominantemente de gramíneas e são típicos de onívoros como os felinos, representados na imagem A acima. 4. (Enem 2018) Para serem absorvidos pelas células do intestino humano, os lipídios ingeridos precisam ser primeiramente emulsificados. Nessa etapa da digestão, torna-se necessária a ação dos ácidos biliares, visto que os lipídios apresentam uma natureza apolar e são insolúveis em água. Esses ácidos atuam no processo de modo a a) hidrolisar os lipídios. b) agir como detergentes. c) tornar os lipídios anfifílicos. d) promover a secreção de lipases. e) estimular o trânsito intestinal dos lipídios. 5. (Unesp 2015) No gráfico, as curvas 1, 2 e 3 representam a digestão do alimento ao longo do aparelho digestório. É correto afirmar que as digestões de proteínas, de lipídios e de carboidratos estão representadas, respectivamente, pelas curvas a) 1, 2 e 3. b) 2, 1 e 3. c) 2, 3 e 1. d) 3, 2 e 1. e) 1, 3 e 2. 6. (Pucrj 2018) A alimentação humana se baseia principalmente em três tipos de macromoléculas: proteínas, carboidratos e gorduras. Considerando que, para a digestão desses componentes, é necessária a ação de diferentes órgãos do sistema digestório, verifica-se que a) a bile produzida pelo fígado facilita a ação das lipases, pois proporciona a emulsificação das gorduras. b) a digestão de celulose ocorre ao longo de todo o trato digestivo. c) a digestão das proteínas se inicia ainda na boca, a partir da ação das amilases salivares. d) o principal local de digestão dos carboidratos é o estômago. e) as amilases estomacais são responsáveis pela degradação de proteínas. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Um estudo recente descobriu que o plástico ingerido por aves marinhas pode liberar produtos químicos potencialmente tóxicos em seus estômagos. As descobertas destacam que os resíduos de plástico no mar representam não somente riscos físicos para as aves marinhas, mas também podem ter efeitos tóxicos potencializados devido a uma característica de alguns grupos de aves marinhas: a presença de um tipo de óleo no estômago. Fonte: KÜHN, Susanne et al. Transfer of additive chemicals from marine plastic debris to the stomach oil of northern fulmars. Frontiers in Environmental Science, v. 8, p. 138, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.3389/fenvs.2020.00138. Acesso em: 12 abril 2021. 7. (Ucs 2021) Considerando a variabilidade na complexidade do trato gastrointestinal (trato GI) nos vertebrados, assinale a alternativa correta. a) O estômago, nas aves, apresenta duas porções: o proventrículo, que funciona como o estômago químico, e a moela, que funciona como o estômago mecânico. b) O estômago, nos mamíferos, contém o suco gástrico, que permite o processo de digestão dos carboidratos. c) O intestino grosso, nas aves, apresenta uma região dilatada, chamada de papo, que auxilia no amolecimento e na digestão química dos alimentos. d) A cloaca, nos répteis, nas aves e nos peixes ósseos, é a porção final do trato GI, onde também desemboca o trato urinário desses animais. e) O estômago, nos mamíferos monotremados, é dividido em diversos compartimentos, e o principal compartimento é o rúmen. 8. (Ufu 2019) Observe o quadro. Tipo de alimentação Características Animal Por filtragem Presença de placas semelhantes a pentes,chamadas barbatanas. I Em pedaços grandes Suas adaptações incluem tentáculos, garras,caninos venenosos, mandíbulas e dentes. II De substrato Vivem dentro ou sobre sua fonte de alimento. III Líquida (sugação) Extraem líquidos ricos em nutrientes de umhospedeiro vivo. IV Com base nas informações do quadro, assinale a alternativa que apresenta exemplos de animais que, respectivamente, utilizam esses tipos de alimentação. a) I – baleia; II – serpente; III – lagarta; IV – pernilongo. b) I – lagarta; II – baleia; III – pernilongo; IV – serpente. c) I – baleia; II – lagarta; III – serpente; IV – pernilongo. d) I – pernilongo; II – baleia; III – lagarta; IV – serpente. 9. (Uece 2019) Considerando os processos de digestão animal, escreva V ou F conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma a seguir. ( ) As enzimas do suco gástrico humano do tipo maltase, sacarase, lactase, nucleotidases e peptidases são produzidas no estômago e atuam em pH ácido. ( ) A digestão extracelular humana depende de processos mecânicos e químicos que são iniciados na boca, onde se dá a participação da enzima ptialina que atua em pH neutro. ( ) A fragmentação dos alimentos realizada pela rádula em moluscos é denominada de raspagem, enquanto aquela promovida pelas peças bucais de libélulas e lagostas é denominada de trituração. ( ) Piloro é uma região do estômago humano entre o esôfago e o estômago, responsável por regular a passagem do alimento de um órgão para o outro, além de impedir o refluxo deste. Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência: a) V, F, F, V. b) F, V, V, F. c) V, V, F, F. d) F, F, V, V. 10. (Upe-ssa 2 2018) Leia o texto a seguir: Café é feito com fezes do Jacu, ave semelhante à galinha. O jacu (Penelope sp.) é o principal responsável pela produção do jacu bird coffee (café do jacu), considerado um dos melhores cafés do Brasil. As aves eram um problema para a Fazenda Camocim, pois invadiam a plantação para se alimentar dos melhores frutos do cafezal. Assim, os proprietários pediram autorização ao governo para controlar a população dos animais. Foi então que os fazendeiros ouviram a história do kopi luwak, o café mais caro do mundo, produzido na Indonésia a partir dos grãos colhidos das fezes da civeta (Paradoxurus hermaphroditus). O segredo está na “etapa especial” de fermentação das sementes, que acontece dentro do sistema digestório do animal. Esse processo transforma as propriedades do café e lhe confere um sabor único. Mas é preciso coletar as fezes do bichinho e lavar os grãos antes de torrá-los. Disponível em: curiosidadeanimalbrasil.wordpress.com/2012/04/13/cafe-feito-com-fezes-do-jacu/comment-page-1/(Adaptado) Sobre o conteúdo do texto, analise as afirmativas a seguir: I. No jacu e na civeta, os nutrientes são extraídos da polpa do café, e as sementes, que não são digeridas, chegam à cloaca e podem ser eliminadas para outros locais do ambiente, favorecendo a dispersão das sementes. II. Os grãos do café são conduzidos ao longo do tubo digestório desses animais mediante movimentos peristálticos. A “etapa especial” a que se refere o texto é realizada por bactérias anaeróbias, que podem estar presentes no intestino. III. As sementes encontradas nas fezes desses animais devem ser lavadas antes de torradas, porque podem conter ovos de parasitas intestinais e, consequentemente, transmitir parasitoses comuns aos humanos, como a ancilostomose, a toxoplasmose, a teníase e a hepatite B. IV. Os jacus se alimentam dos melhores frutos do cafezal que são frutos compostos, suculentos. No entanto, eles precisam passar pelo estômago mecânico e químico para serem triturados, facilitando a ação das enzimas no processo de digestão. V. Na civeta, o processo de digestão do fruto começa na boca, quando o alimento é mastigado e misturado à saliva, antes de ser deglutido. Estão CORRETAS apenas a) I, II e III. b) I, III e V. c) IV e V. d) II e IV. e) II e V. GABARITO� 1� c, 2� c, 3� b, 4� b, 5� c, 6� a, 7� a, 8� a, 9� b, 10� e Matemática Área: Conhecimentos Geométricos Módulo: Trigonometria no Triângulo Retângulo Acesse o módulo clicando aqui Objetivo: Identificar características de figuras planas e resolver situação-problema que envolva conhecimentos geométricos de espaço e forma e identificar relações entre grandezas e unidades de medida. 1. (Enem 2020) Pergolado é o nome que se dá a um tipo de cobertura projetada por arquitetos, comumente em praças e jardins, para criar um ambiente para pessoas ou plantas, no qual há uma quebra da quantidade de luz, dependendo da posição do sol. É feito como um estrado de vigas iguais, postas paralelas e perfeitamente em fila, como ilustra a figura. Um arquiteto projeta um pergolado com vãos de 30 cm de distância entre suas vigas, de modo que, no solstício de verão, a trajetória do sol durante o dia seja realizada num plano perpendicular à direção das vigas, e que o sol da tarde, no momento em que seus raios fizerem 30° com a posição a pino, gere a metade da luz que passa no pergolado ao meio-dia. Para atender à proposta do projeto elaborado pelo arquiteto, as vigas do pergolado devem ser construídas de maneira que a altura, em centímetro, seja a mais próxima possível de a) 9. b) 15. c) 26. d) 52. e) 60. https://www.stoodi.com.br/materias/matematica/trigonometria/ 2. (Enem 2018) Para decorar um cilindro circular reto será usada uma faixa retangular de papel transparente, na qual está desenhada em negrito uma diagonal que forma 30° com a borda inferior. O raio da base do cilindro mede cm, e ao 6 π enrolar a faixa obtém-se uma linha em formato de hélice, como na figura. O valor da medida da altura do cilindro, em centímetro, é a) 36 3 b) 24 3 c) 4 3 d) 36 e) 72 3. (Famema 2018) A figura mostra um quadrado ABCD, com 6 cm de lado, e um triângulo retângulo ABF de hipotenusa ,𝐴𝐹 com o ponto F no prolongamento do lado e o ponto E sendo a intersecção dos segmentos e .𝐵𝐶 𝐷𝐶 𝐴𝐹 Sabendo que o ângulo FÂB mede 60°, a medida do segmento é𝐶𝐸 a) cm.( 3 + 3) b) cm.(2 3 + 3) c) cm.2(3 + 3) d) cm.2 3 e) cm.2(3 − 3) 4. (Fuvest 2022) A figura mostra um quadrado e um círculo, ambos com centro no ponto O. O quadrado tem lado medindo 1 unidade de medida (u.m.) e o círculo tem raio igual a 2 u.m. O ponto 𝐴 está sobre o contorno do quadrado, o ponto B está sobre o contorno do círculo, e o segmento AB tem tamanho 2 u.m. Quando o ângulo for máximo, seu cosseno será:θ = 𝐴Ô𝐵 a) 18 b) 14 c) 12 d) 22 e) 32 5. (Fuvest 2021) Na figura, os segmentos AC e DE são paralelos entre si e perpendiculares ao segmento CD; o ponto B pertence ao segmento AC; F é o ponto médio do segmento AB; e ABE é um triângulo equilátero. Além disso, o segmento BC mede 10 unidades de comprimento e o segmento AE mede 6 unidades de comprimento. A medida do segmento DF em unidades de comprimento, é igual a a) 14. b) 15. c) 16. d) 17. e) 18. 6. (Unesp 2022) A órbita da Lua em torno da Terra é elíptica, porém, podemos considerá-la aproximadamente circular, com ciclo completo de aproximadamente 27,3 dias. As imagens a seguir mostram como visualizamos, da Terra, as fases da Lua em função do ângulo , com x e y dados em quilômetros.θ Sendo r a medida, em quilômetros, do raio da Lua, os valores de x e y, ambos em função de , nesse modelo sãoθ a) e𝑥 = 𝑟 − 𝑟𝑠𝑒𝑛θ 𝑦 = 𝑟 + 𝑟𝑠𝑒𝑛θ b) e𝑥 = 𝑟 − 𝑟𝑐𝑜𝑠θ 𝑦 = 𝑟 + 𝑟𝑐𝑜𝑠θ c) e𝑥 = 𝑟 + 𝑟𝑐𝑜𝑠θ 𝑦 = 𝑟 − 𝑟𝑐𝑜𝑠θ d) e𝑥 = 𝑟 + 𝑟𝑠𝑒𝑛θ 𝑦 = 𝑟 − 𝑟𝑠𝑒𝑛θ e) e𝑥 = 𝑟 + 𝑠𝑒𝑛2θ 𝑦 = 𝑟 − 𝑟𝑠𝑒𝑛2θ 7. (Unesp 2021) Na aviação, o perímetro da região que define a fase final da manobra de aproximação para um helicóptero pairar ou pousar pode ser definido por meio de sinalizadores uniformemente espaçados. As características dimensionais desses sinalizadores de perímetro estão indicadas na figura a seguir. Uma empresa contratada para produzir esse sinalizador está definindo os parâmetros para a produção em escala do artefato. Para tanto, é necessário conhecer o valor do ângulo de abertura do sinalizador, indicado na figura, respeitadas asβ medidas nela apresentadas. Considere a tabela trigonométrica a seguir. De acordo com a tabela, o ângulo necessário para a produção do sinalizador é igual a:β a) 126,8° b) 120,0° c) 116,5° d) 150,0° e) 107,1° 8. (Pucrs Medicina 2022) Dois amigos, Carlos e João, iniciaram uma competição de jogo de bilhar. A figura abaixo mostra a mesa de bilhar retangular ABCD, com 6 caçapas, 4 nos cantos A, B, C, D e 2 nos pontos centrais dos maiores lados, representadas pelos pontos E e F. A bola branca foi colocada no ponto G, como indicado na figura, sendo m e𝐴𝐵 = 1, 50 m. Carlos deu uma tacada na bola branca fazendo com que ela se deslocasse em linha reta colidindo com o lado𝐺𝐵 = 0, 90 AD no ponto H, formando o ângulo de 60°, sendo rebatida com o mesmo ângulo e seguindo em linha reta até a caçapa𝐺𝐻𝐴 C. De acordo com as informações determine o comprimento dos lados menores da mesa, em metros. a) 15 330 b) 24 330 c) 13 310 d) 24 310 9. (Pucrj 2022) O triângulo ABC é retângulo em A. Seja . Sabe-se que a hipotenusa BC mede 20 e que .γ = 𝐴𝐶𝐵 𝑡𝑔γ = 34 Quanto mede o cateto AB? a) 12 b) 15 c) 16 d) 25 10. (Uerj 2022) Admita que uma pessoa na posição P avista o ponto A mais alto de um morro sob um ângulo de 40°. Ao caminhar 100 m sobre a reta horizontal PB, até a posição Q, ela avista o mesmo ponto sob o ângulo de 50°. O esquema a seguir representa essa situação, sendo AB a altura do morro em relação à reta horizontal PB. Considere os seguintes valores das razões trigonométricas: A altura , em metros, é igual a:𝐴𝐵 a) 212,0 b) 224,6 c) 232,0 d) 285,6 GABARITO� 1� c, 2� b, 3� e, 4� a, 5� a, 6� c, 7� a, 8� c, 9� a, 10� d Filosofia Módulo: Ética e Política na Filosofia Contemporânea Aula 01 - Karl Marx: Ética e Política Na lista de exercícios de hoje trabalharemos o pensamento filosófico de Karl Marx, especialmente a partir de seu conceito de materialismo histórico. 1. (Ueg 2017) O ser humano é explicado por diversas abordagens sociológicas e filosóficas que propõem diferentes concepções de natureza humana, chegando mesmo a negá-la. Em relação a tais concepções, tem-se o seguinte: a) Marx compreendia a natureza humana a partir das necessidades humanas, especialmente o desenvolvimento de sua sociabilidade, e que, com o surgimento das classes sociais e da alienação, essa natureza seria negada. b) a sociologia recusa totalmente a ideia de natureza humana, pois essa natureza seria metafísica, já que o ser humano é um produto social e histórico e o indivíduo nasce como uma folha em branco, na qual a cultura escreve seu texto. c) Durkheim concebia a existência de uma dupla naturezahumana, sendo que uma natureza humana seria caracterizada pela violência e a outra pela razão, cabendo à socialização o papel de superar ambas pela solidariedade. d) para Kant e Hegel, a natureza humana era uma criação ideológica do iluminismo, que deveria ser superada por uma filosofia racionalista que reconhecesse que o ser humano é um projeto gestado pela razão. e) Nietzsche considerava que a essência do ser humano é a racionalidade, e cuja existência é comprovada pelo fato de que somente os seres pensantes possuem certeza de sua existência a partir do próprio ato de pensar. 2. (Ueg 2021) Karl Marx (1818-1883) apresenta uma crítica contundente aos filósofos em suas teses sobre Feuerbach. A crítica que ficou mais famosa é que os filósofos a) do século XIX se limitaram a estudar a filosofia grega, deixando de lado a filosofia moderna. b) limitaram-se a interpretar o mundo de diferentes formas; mas o que importa é transformá-lo. c) legitimaram a filosofia cristã, reproduzindo-a na modernidade em prol da Igreja Católica. d) provocaram o fim do mundo feudal e criaram as bases ideais para o comunismo. e) restringiram-se a estudar o Estado, dando origem a uma teoria da revolução. 3. (Ueg 2020) Karl Marx é considerado um dos grandes filósofos da época moderna. Em sua trajetória intelectual, ele teve grande influência de outro grande filósofo, Hegel. Existe uma polêmica sobre a posição de Marx em relação a Hegel a partir do momento em que ele fundou sua concepção materialista da história. A esse respeito, verifica-se que Marx: a) abandonou toda discussão sobre Hegel e o hegelianismo, pois ao se tornar materialista não realizou mais discussões filosóficas, mas apenas científicas. b) retomou o pensamento de Hegel em sua totalidade e apenas acrescentou, a partir da dialética hegeliana, uma análise do modo de produção capitalista. c) aderiu ao neohegelianismo dos irmãos Bauer e Feuerbach, tornando-se um materialista dualista, unindo ideia e matéria na análise da realidade. d) rompeu totalmente com seu passado hegeliano e não só criticou os hegelianos como afirmou que Hegel havia se tornado um “cachorro morto”. e) resgatou elementos da dialética hegeliana, sendo que uma parte, o seu invólucro místico, ele descartou, mas manteve seu “núcleo racional”. 4. (Uece 2020) A passagem que se apresenta a seguir expressa uma das mais importantes e conhecidas afirmações do filósofo Karl Marx, pensador alemão do século XIX: “não é a consciência dos homens que determina o seu ser; é o seu ser social que, inversamente, determina a sua consciência”. Marx, K. Contribuição à crítica da economia política. São Paulo: M. Fontes, 1977. Considerando o trecho acima, e o pensamento de Karl Marx, atente para o que se diz a seguir e assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso. ( ) O trecho expressa um dos aspectos centrais da crítica de Marx ao idealismo: no lugar das ideias, são os fatos, são as condições materiais que governam o processo social e o pensar. ( ) Trata-se de uma afirmação peremptória a respeito da imensa capacidade da consciência humana em criar, de maneira plena, novas realidades sociais concretas. ( ) Reflete uma visão materialista dialética e histórica sobre o modo de pensar a realidade que entende o pensamento como um reflexo desta própria realidade e não como seu produtor. ( ) Na perspectiva do pensamento de Marx, ser e consciência formam uma unidade dialética na qual ora a consciência gera a realidade do ser ora este ser real produz a consciência. A sequência correta, de cima para baixo, é: a) F, V, F, V. b) V, F, V, F. c) F, V, V, F. d) V, F, F, V. 5. (Uece 2020) Atente para o seguinte trecho, que apresenta o pensamento de Karl Marx sobre a realidade: “O concreto é concreto porque é a síntese de muitas determinações, unidade do diverso. Por isso o concreto aparece no pensamento como resultado, não como ponto de partida efetivo. Por isso é que Hegel caiu na ilusão de conceber o real como resultado do pensamento que se sintetiza a si e se move por si mesmo. Mas este não é de modo nenhum o processo da gênese do próprio concreto”. MARX, Karl. Manuscritos econômico-filosóficos e outros textos. Os Pensadores. São Paulo: Abril cultural, 1978. Adaptado. Sobre a forma como Karl Marx entendia o seu método de análise da realidade, é correto afirmar que a) contra o pensamento burguês, Marx propunha uma análise que chamava de ideal-propositiva, que se opunha ao idealismo puro, cuja visão de realidade era excessivamente idealizada. b) tal método era denominado de materialismo histórico e se propunha a fazer uma análise da realidade concreta que, em si, era contraditória; as contradições eram da realidade e não do pensamento. c) seu método estava em concordância com o que defendiam os jovens hegelianos, sobretudo com o materialismo de Ludwig Feuerbach, a quem dedicou um livro de análise. d) seguia os passos de seu maior influenciador, Friedrich Hegel, aderindo ao pensamento dialético, cuja forma de abordagem da realidade era processual e se expressava na contradição das ideias. 6. (Uece 2020) Observe as seguintes citações que refletem o pensamento materialista histórico de Karl Marx: “O chamado desenvolvimento histórico repousa, em geral, sobre o fato de a última forma considerar as formas passadas como etapas que levam a seu próprio grau de desenvolvimento e raramente é capaz de fazer a sua própria crítica”; MARX, Karl. Contribuição à crítica da economia política. In Manuscritos econômico-filosóficos e outros textos. Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1978. P.120-121. Adaptado. “A primeira premissa de toda a história humana é, naturalmente, a existência de indivíduos humanos vivos, a organização física destes indivíduos e a relação com o resto da natureza. Toda a historiografia tem de partir destas bases naturais e da sua modificação ao longo da história pela ação dos homens”. MARX, Karl. Obras escolhidas. Lisboa: Edições Avante, 1982. P.8. Sobre o método de abordagem da vida social denominado materialismo histórico, é correto afirmar que a) decorre de uma continuação da metodologia hegeliana de compreensão do real como processual, contraditório e entendido no nível das ideias. b) reflete a adoção da percepção materialista dos hegelianos de esquerda, como Ludwig Feuerbach, que viam a realidade material como algo a ser contemplado. c) se baseia na análise de como os homens produzem os bens necessários à sua vida, estabelecendo, ao longo da história, relações entre si, e não na análise do que pensam, dizem ou imaginam. d) tem por ponto de partida o embate de ideias contraditórias que foram sendo consolidadas, ao longo do tempo, pelos vários grupos sociais e em cada época histórica específica. 7. (Uece 2020) Relacione, corretamente, as definições sobre o papel do poder político ou do Estado, com seus respectivos pensadores, numerando os parênteses abaixo, de acordo com a seguinte indicação: 1. Karl Marx 2. John Locke 3. Thomas Hobbes 4. Agostinho de Hipona ( ) Poder político do Estado, como resultante de um pacto de consentimento, constituído para consolidar os direitos naturais e individuais de cada homem. ( ) Poder do Estado, como poder de origem espiritual, voltado às necessidades mundanas e à vigilância da retidão dos indivíduos. ( ) Poder político do Estado, originário da necessidade de um grupo manter seu domínio econômico, pelo domínio político, sobre outros grupos. ( ) Poder político do Estado, com poder absoluto, fruto da renúncia de direitos naturais originários e garantidores da paz. A sequência correta, de cima para baixo, é: a) 3, 1, 4, 2. b) 2, 3, 4, 1. c) 2, 4, 1, 3. d) 4, 1, 3, 2. 8. (Uece 2019) “O homem é no sentido mais literal do termo um zoon politikon, não só um animal social, mas animal que só pode isolar-se em sociedade. A produção do indivíduo isolado fora da sociedade [...] é uma coisa tão absurda como o desenvolvimento da linguagem sem indivíduos que vivam juntos e falem entre si.” MARX, Karl.Introdução à crítica da economia política. Trad. Edgard Malagodi et al. São Paulo: Abril Cultural, 1982, p. 3-4. Texto modificado. Com base nessa passagem, é correto afirmar que, para Marx, a) o isolamento individual do homem se torna impossível, pois significaria ele ser e viver fora de sociedade. b) é nas relações sociais dos homens entre si que estes se individualizam e unicamente nelas podem isolar-se. c) a vida social se estabelece a partir de indivíduos isolados; por isso, eles permanecem, nela, isolados. d) só há linguagem porque os homens deixaram de ser indivíduos isolados em natureza e se pactuaram entre si. 9. (Ufu 2018) Segundo Karl Marx (1818-1883), "não é a consciência dos homens que determina o seu ser; é o seu ser social que, inversamente, determina a sua consciência". Contribuição à crítica da economia política. São Paulo: M. Fontes, 1977. p. 23. Essa citação sintetiza o pensamento filosófico, político, histórico e econômico desse pensador, que se convencionou chamar de a) Liberalismo de esquerda. b) Idealismo dialético. c) Atomismo econômico. d) Materialismo histórico. 10. (Ufpa 2013) “Pode-se referir à consciência, à religião e tudo o que se quiser como distinção entre os homens e os animais; porém, esta distinção só começa quando os homens iniciam a produção dos seus meios de vida [...]. A forma como os indivíduos manifestam a sua vida reflete muito exatamente o que são. O que são coincide portanto com a sua produção, isto é, com aquilo que produzem como com a forma como produzem.” Marx, K. Ideologia Alemã, Lisboa: Editora Presença, 1980, p. 19. Considerando que, segundo Marx, a maneira de ser do homem depende de alguns fatores, identifique, no conjunto de fatores listados abaixo, os que, na visão do citado filósofo, distinguem o ser humano: I. os respectivos modos de produção. II. a própria produção de sua vida material. III. a forma de utilidade dos objetos produzidos em sociedade. IV. o estado de desenvolvimento de sua consciência depende de sua história de vida. V. a produção dos meios de subsistência tendo em vista o bem comum da sociedade. Os fatores estão corretamente identificados em: a) I e II b) II e IV c) III e IV d) II e V e) I, III e V GABARITO� 1� a, 2� b, 3� e, 4� b, 5� b, 6� c, 7� c, 8� b, 9� d, 10� a Química Massa Atômica, Massa Molecular, Massa Molar, constante de avogadro Área: Química Geral Módulo: Grandezas Químicas Objetivo: Cálculo das principais grandezas químicas – massa atômica, molecular, molar, mol e número de moléculas/átomos fora da estequiometria. 1. (Albert Einstein - Medicina 2022) A massa de um átomo de hidrogênio é e a massa de um átomo de oxigênio é Uma molécula de água é formada por dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio. A massa de 1010 moléculas de água é igual a a) b) c) d) e) 2. (Upe-ssa 1 2022) A cada quatro anos, salvo situações como as de 2020, atletas do mundo inteiro se encontram nos jogos olímpicos em busca da glória eterna, do pódio e da medalha. Em Tóquio, pela primeira vez, as medalhas foram fabricadas com metais inteiramente reciclados. A medalha de ouro é a mais pesada, com 556 gramas, seguida pela de prata (550 g), a única formada pelo metal que dá seu nome, e a de bronze (450 g). Foram fabricadas 5000 medalhas a partir de cerca de 78 mil toneladas de dispositivos doados. Fonte: Gazeta do Povo A medalha de ouro é feita predominantemente de prata (98,8% em massa), com apenas 1,2% de ouro em sua composição. Para a fabricação das 800 medalhas entregues aos vitoriosos, quantos mols de ouro foram utilizados aproximadamente? Dados: Massas molares (g/mol): Au = 197; Ag = 108. a) 0,27 b) 3,0 c) 27 d) 540 e) 5000 3. (Pucpr Medicina 2022) As definições abaixo, foram retiradas do Glossário Geológico Ilustrado, da Comissão Brasileira de Sítios Biológicos e Paleobiológicos – SIGEP: isomorfismo [iso = igual/mesma; morphos = forma] [Conf. polimorfismo] Característica de minerais de composição diferente apresentarem estrutura e/ou forma cristalográfica igual ou variando continuamente em decorrência da substituição diadócica de elementos com raios iônicos semelhantes. Minerais isomorfos podem formar uma série isomórfica contínua ou quase contínua. Um mineral intermediário dessa série corresponde ao que se chama uma solução sólida dos termos extremos. Exemplos de séries isomórficas: - grupo das olivinas: forsterita - grupo dos plagioclásios: diadocia [Sin. Substituição diadócica; substituição iônica] [Conf. isomorfismo; mineral] Substituição de um ou mais íons de uma estrutura cristalina por outro(s) de raio iônico semelhante(s), com ajuste de cargas eletrônicas se necessário, mantendo a mesma rede cristalográfica. Esta característica cristaloquímica é a que permite a existência de séries isomórficas de minerais como os plagioclásios, olivinas e outros. Por exemplo, no grupo das olivinas ou peridotos, o Fe+2 da fayalita pode ser substituído progressivamente pelo Mg+2 até a fase 100% magnesiana da forsterita. Disponíveis em: http://sigep.cprm.gov.br/glossario/index.html. Acesso em: 31/08/2021 A partir das definições químicas apresentadas, calcule a massa molar de um metal M que ao substituir o zinco no sulfato de zinco hepta-hidratado apresente 9,87% em massa do metal M, e ainda seja isomorfo do sulfato de zinco citado: Dados: H = 1; O = 16; S = 32. a) 36,3 g/mol b) 11,3 g/mol c) 40,3 g/mol d) 4,03 g/mol e) 24,3 g/mol TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Aprendizado em edição de genoma Em relação ao café, a meta é intensificar a busca de variedades com baixíssimo teor de cafeína. Em 2004, um grupo de pesquisadores do IAC e da Unicamp identificou, na população silvestre de cafeeiros da Etiópia, três plantas de café tipo árabe que apresentavam 0,07% de cafeína. No arábica comum, o teor de cafeína varia de 1% a 1,5%, enquanto no café canéfora o índice chega a 2,2%. Para obtenção de uma nova cultivar desprovida de cafeína por métodos clássicos, que envolvem cruzamentos e autofecundações, demora-se muitos anos. A edição do genoma será usada para acelerar o processo de melhoramento. (Revista Pesquisa Fapesp, jul/2021) 4. (Puccamp Direito 2022) Para 1,0 kg de café canéfora, a quantidade de moléculas de cafeína é de, aproximadamente, Dados: Massa molar da cafeína = Constante de Avogadro = a) moléculas. b) moléculas. c) moléculas. d) moléculas. e) moléculas. 5. (Ueg 2021) Devido à pandemia da COVID-19 alguns assuntos tornaram-se objetos de discussão na sociedade, tais como os aspectos legais e éticos que devem ser considerados nas pesquisas para se desenvolver ou aprovar medicamentos, como vacinas e biofármacos, para uso em seres humanos. Desconsiderar protocolos baseados no conhecimento científico pode ter consequências graves à saúde humana. Um exemplo típico na história da ciência, e consequentemente da humanidade, está relacionado ao uso da Talidomida, uma substância sintetizada em 1954 na Alemanha e usada como antiemético, sedativo e hipnótico, sendo à época anunciada como “completamente segura” e comercializada sem prescrição médica. Em 1959 os médicos alemães começaram a relatar o aumento da incidência de nascimentos de crianças com más-formações congênitas, as quais foram, em 1961, atribuídas ao consumo de talidomida durante a gestação. Talidomida, orientação para o uso controlado, Ministério da Saúde, Brasília, 2014. A fórmula estrutural da talidomida é representada por: Em relação à estrutura química da talidomida, verifica-se que essa substância apresenta massa molar igual a Dados: C = 12; H = 1; N = 14; O = 16. a) e a função química éter. b) e a função química álcool. c) e a função química amida. d) e a função química anidrido. e) e a função química amida. 6. (Unicamp 2021) Imagine-se como um dos coautores de um trabalho científico sobre a capacidade de dessalinização de fibras de carbono poroso (PCF). Ao revisar os dados da pesquisa, você observa que os resultados apresentados no gráfico a seguir estão consistentes para e do ponto de vista do conhecimento químico.No entanto, você também observa no gráfico que a apresentação dos dados está Massas molares em a) inconsistente para mas consistente para b) inconsistente para mas consistente para c) inconsistente para e d) consistente para e 7. (Enem PPL 2021) O consumo excessivo de sal de cozinha é responsável por várias doenças, entre elas a hipertensão arterial. O sal rosa é uma novidade culinária pelo seu baixo teor de sódio se comparado a de outros sais. Cada 1 g desse sal contém cerca de 230 mg de sódio contra os cerca de 400 mg de sódio encontrados nessa mesma quantidade de um sal de cozinha tradicional. Estima-se que no Brasil a dose diária de consumo de sal de cozinha seja de 12 g, e a dose máxima recomendada é de menos de 5 g por dia. Considere a massa molar do sódio igual a 23 g/mol. MILL, J. G. et al. Estimativa do consumo de sal pela população brasileira: resultado da Pesquisa Nacional de Saúde 2013. Rev. Bras. Epidemiol., n. 22, 2019 (adaptado). Considerando-se a dose estimada de consumo de sal de cozinha no Brasil, em 30 dias um indivíduo que substituir o sal de cozinha tradicional pelo sal rosa promove uma redução na quantidade de sódio ingerida, em mol, mais próxima de a) 1,1. b) 2,7. c) 3,6. d) 6,3. e) 9,9. 8. (Unesp 2021) Folha de ouro mais fina do mundo Sunjie Ye, pesquisadora da Universidade de Leeds, no Reino Unido, chegou muito perto do ouro monoatômico: ela criou uma folha de ouro com espessura equivalente ao diâmetro de apenas dois átomos desse elemento. A quase monocamada de ouro mede 0,47 nanômetro de espessura, a mais fina camada de ouro já fabricada sem um suporte; falta apenas o equivalente ao diâmetro de um átomo para chegar à camada de ouro mais fina possível – que provavelmente se chamará oureno, quando sintetizada. (www.inovacaotecnologica.com.br. Adaptado.) Considerando que a densidade do ouro seja que e que uma possível folha retangular de ouro tenha 2 átomos de espessura e demais dimensões iguais a de largura e de comprimento, a massa de ouro nessa folha será da ordem de a) b) c) d) e) TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: TÍTULO: DUREZA DA ÁGUA Dureza da água é a propriedade relacionada com a concentração de íons de determinados minerais, principalmente sais de Cálcio e Magnésio, dissolvidos na água. No Brasil, a portaria n.º 2.914 de 14 de dezembro de 2011 do Ministério da Saúde estabelece o VMP (Valor Máximo Permitido) de de concentração total de Cálcio e Magnésio para que a água seja admitida como potável. Uma água é considerada muito dura quando apresenta uma concentração em superior a dura entre e moderadamente dura entre e e macia quando é menor do que (Organização Mundial de Saúde). Para abrandar (eliminar ou diminuir) uma água considerada dura, um dos métodos utilizados é a desmineralização, onde são removidos os sais da água mediante troca iônica. O processo utiliza resinas sintéticas permutadoras de íons, onde os íons catiônicos da água são substituídos por íons sódio ou hidrogênio, formando sais solúveis ou ácidos como produtos do processo. (Adaptado de: pt.wikipedia.org/wiki/Dureza_da_água e Organização Mundial de Saúde). 9. (Acafe 2021) O mol é o nome da unidade de base do Sistema Internacional de Unidades (SI) para a grandeza quantidade de substância (símbolo: mol). É uma das sete unidades de base do Sistema Internacional de Unidades, muito utilizada na Química. O seu uso é comum para simplificar representações de proporções químicas e no cálculo de concentração de substâncias. A definição atual de mol, que entrou em vigor a partir do dia 20 de maio de 2019, diz que: "Mol, símbolo mol, é a unidade do SI da quantidade de substância. Um mol contém exatamente entidades elementares. Este número é o valor numérico fixado para a constante de Avogadro, NA, quando expresso em e é chamado de número de Avogadro." (Fonte: Adaptado de pt.wikipedia.org/wiki/Mol). São feitas as seguintes afirmações (Obs: considerar gases nas CNTP). I. Na ionização de de ácido sulfúrico são formados 2 mol do cátion hidrogênio II. A dissociação de 2 mol de carbonato de sódio gera cátions sódio III. Em 56,0 litros de gás carbônico existem átomos totais IV. Na reação de de ácido clorídrico com de hidróxido de sódio são formados 2 mol de água As afirmações corretas estão em: Dados: a) II - III b) I - IV c) I - III d) III - IV 10. (Ime 2020) Considere que a superfície da Lua seja bombardeada a cada segundo por cerca de bilhões de átomos de hidrogênio por em função da ação do “vento solar”. Supondo que esse fluxo se mantenha constante, a massa aproximada de hidrogênio, que atingirá da Lua nos próximos milhões de anos será: (Dado: a) b) c) d) e) GABARITO� 1� d, 2� c, 3� e, 4� a, 5� e, 6� b, 7� b, 8� a, 9� c, 10� b Física 1. (Fcmmg 2021) Duas pequenas esferas metálicas estão suspensas por bastões isolantes, eletrizadas com cargas e e separadas por uma distância de 7cm. Uma terceira carga eletrizada é colocada entre elas, suspensa por um fio isolante, de forma que ela permaneça em equilíbrio, como na figura abaixo. Para que tal fato ocorra, a distância entre a carga q1 e a carga suspensa deve ser de: a) 2cm. b) 3cm. c) 4cm. d) 5cm. 2. (Esc. Naval 2021) Considere 3 pequenas esferas, de mesma massa e mesma carga penduradas por fios idênticos, não condutores e de comprimento L, como ilustrado na figura abaixo. Qual expressão representa o módulo da força elétrica sentida por uma das esferas? a) b) c) d) e) 3. (Eear 2020) Determine o valor em da capacitвncia equivalente entre os pontos e da associaзгo de capacitores abaixo: Obs.: a) 0 b) 10 c) 30 d) 90 TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Na(s) questão(ões) a seguir, quando necessário, use: - densidade da água: - aceleração da gravidade: - - - 4. (Epcar (Afa) 2020) O circuito elétrico esquematizado a seguir é constituído de uma bateria de resistência interna desprezível e de um resistor de resistência elétrica de um capacitor de capacitância inicialmente descarregado, e de uma chave inicialmente aberta. Fecha-se a chave e aguarda-se o capacitor carregar. Quando ele estiver completamente carregado, pode-se afirmar que a razão entre a energia dissipada no resistor e a energia acumulada no capacitor é a) maior que desde que b) menor que desde que c) igual a somente se d) igual a independentemente da razão 5. (Unioeste 2021) A unidade de medida da diferença de potencial elétrico (ddp) no Sistema Internacional de Unidades (SI) é o joule por coulomb ou volt (V). A unidade de medida da força eletromotriz (fem) no SI também é o joule por coulomb ou volt. Embora as duas grandezas (ddp e fem), tenham a mesma unidade de medida, elas não podem ser tratadas como sinônimos, pois representam grandezas físicas diferentes. Com relação aos conceitos físicos de fem e de ddp é INCORRETO afirmar. a) A definição da diferença de potencial elétrico (ddp) envolve o trabalho realizado pela força eletrostática para transportar uma unidade de carga elétrica entre dois pontos, sendo que o trabalho dessa força independe da trajetória executada entre os dois pontos. b) A definição da força eletromotriz (fem) envolve o trabalho realizado por uma força não-conservativa para transportar uma unidade de carga elétrica entre dois pontos. Se a força é não-conservativa, o trabalho desta força depende da trajetória executada. c) De acordo com a Lei de Faraday-Lenz, a taxa de variação do fluxo magnético através de uma superfície delimitada por um contorno produz uma fem induzida ao longo deste contorno. Esta fem induzida não pode ser definida entre dois pontos distintos sobre o contorno, mas entre um ponto e ele mesmo. d) A fem induzida sobre uma espira fechada, produzida pela variação temporal do fluxo magnético através da área delimitada pelo contorno da espira, equivale à ddp entre dois pontos quaisquer sobre a espira. Esta ddp é a responsável pela corrente induzida que percorre o trecho da espira entre os dois pontos considerados. e) Em situação de circuito aberto, a fem de uma pilha tem o mesmo valor quea ddp entre os terminais desta pilha. Na situação de circuito fechado, o valor da ddp é menor do que a fem por um valor proporcional à corrente elétrica estabelecida no circuito. 6. (Fac. Pequeno Príncipe - Medici 2020) Considere duas esferas metálicas, e de raios RA e RB, respectivamente, sendo que As esferas estão ambas carregadas negativamente com cargas de cada uma, e estão distantes uma da outra de tal forma que a indução eletrostática mútua é desprezível. Caso as superfícies das esferas sejam conectadas por meio de um longo fio condutor, a) haverá um fluxo de elétrons no sentido de para até que ambas as superfícies adquiram potenciais elétricos iguais. b) haverá um fluxo de elétrons no sentido de para até que ambas as superfícies adquiram potenciais elétricos iguais. c) não haverá fluxo de elétrons de uma esfera para a outra, pois ambas estão eletrizadas com cargas iguais. d) haverá fluxo de elétrons no sentido de para até que o campo elétrico no interior das esferas assuma o mesmo valor negativo. e) haverá fluxo de elétrons no sentido de para até que o momento em que for satisfeita a relação onde e são os potenciais elétricos finais adquiridos pelas superfícies das esferas e respectivamente, após elas terem sido conectadas. 7. (Efomm 2019) Um condutor de raio e carregado com carga está inicialmente muito distante de outros condutores e no vácuo. Esse condutor é a seguir colocado concentricamente com um outro condutor que é esférico, oco e neutro. As superfícies internas e externa de têm raios e respectivamente. Determine a diferença de potencial entre e quando estiver no interior de a) b) c) d) e) TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Na(s) questão(ões) a seguir, quando necessário, use: massa atômica do hidrogênio: massa atômica do hélio: velocidade da luz no vácuo: constante de Planck: constante eletrostática do vácuo: aceleração da gravidade: 8. (Epcar (Afa) 2021) Uma partícula eletrizada positivamente com uma carga igual a é lançada com energia cinética de no vácuo, de um ponto muito distante e em direção a uma outra partícula fixa com a mesma carga elétrica. Considerando apenas interações elétricas entre estas duas partículas, o módulo máximo da força elétrica de interação entre elas é, em N, igual a a) 15 b) 25 c) 40 d) 85 9. (Efomm 2021) Considere um corpo cúbico de lado massa de e uniformemente carregado, localizado nas proximidades da superfície terrestre. Não despreze o ar, mas considere sua densidade igual a Se na região existe um campo elétrico uniforme, voltado para cima, de módulo qual deve ser a carga para que o corpo fique suspenso em equilíbrio no ar? Dado a) b) c) d) e) 10. (Efomm 2021) Considere que duas esferas metálicas de raios e (com estão, em princípio, isoladas e no vácuo. Considere ainda que elas foram eletrizadas com cargas elétricas positivas e iguais. Num dado momento, elas são postas em contato e, logo em seguida, afastadas. Pode-se afirmar, então, em relação às cargas e e potenciais e das esferas 1 e 2, respectivamente, que: a) e b) e c) e d) e e) e GABARITO� 1� b, 2� a, 3� d, 4� d, 5� d, 6� a, 7� c, 8� c, 9� b, 10� d