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FUNÇÕES DIDÁCTICAS
Álvaro Zacarias
FUNÇÕES DIDÁCTICAS
 Funções didácticas, também designadas por momentos ou
passos didácticos, “são tarefas do processo de ensino,
relativamente constantes e comuns em todas as matérias,
considerando-se que não há entre elas uma sequência
necessariamente fixa e que dentro de uma etapa se realizam
simultaneamente outras” (LIBÂNEO, 2006:179).
CLASSIFICAÇÃODAS FUNÇÕES DIDÁCTICAS
Existem várias classificações das funções didácticas,
das quais podem mencionar-se:
 Introdução e motivação;
 Mediação e assimilação;
 Domínio e consolidação; e
 Controlo e avaliação .
INTRODUÇÃO E MOTIVAÇÃO
Essência da introdução e motivação
 Os alunos são proporcionados a desenvolver
estímulos e impulsos mentais para a
aprendizagem. O aluno é lavado a querer
compreender e realizar algo;
 Em sentido didáctico, a motivação consiste em
oferecer ao aluno os estímulos e incentivos
apropriados para tornar o ensino mais eficaz;
 A introdução do assunto, que obviamente já se
iniciou, é a coordenação da matéria anterior com
a matéria nova, bem como o estabelecimento do
vínculo entre a prática quotidiana e o assunto.
TIPOS DE MOTIVAÇÃO
Do ponto de vista de reconhecimento da necessidade
de estudar, a motivação pode ser classificada em
positiva ou negativa.
Motivação Positiva
 Esta motivação é efectuada quando se pretende
levar o aluno a estudar, tendo em vista o
significado da matéria para a vida do aluno, o
encorajamento, o incentivo e o estímulo amigável.
Ela pode ser intrínseca ou extrínseca.
MOTIVAÇÃO POSITIVA INTRÍNSECA
É quando o aluno é levado a estudar pelo interesse que a
própria matéria lhe desperta, por “gostar da matéria”. É a mais
autêntica. Quando o professor perceber que a motivação em
alguns alunos depende da sua própria actuação, e que é fruto
da sua admiração, deve, aos poucos, ir transferindo a
disposição positiva com relação à sua pessoa para a matéria
que lecciona.
MOTIVAÇÃO POSITIVA EXTRÍNSECA
 É assim chamada quando o estímulo não guarda relação
directa com a matéria leccionada ou quando o motivo da
aplicação ao estudo, por parte do aluno, não é a matéria
em si.
 Exemplos: obter notas altas, necessidade de passagem de
ano, esperança de obter recompensas, necessidade da
matéria para actividades futuras, personalidade do
professor, rivalidade entre colegas.
MOTIVAÇÃO NEGATIVA
 É aquela em que o aluno é levado a estudar por ameaças,
repreensões e mesmo castigos. As atitudes de coerção
podem partir tanto da família como da escola.
 Exemplo: ameaças de perdas de ferias, reprovação,
atribuição de notas baixas, suspensões, expulsões, etc.
MODALIDADES DA MOTIVAÇÃO NEGATIVA
 Física – quando o aluno sofre castigos físicos,
privação de recreios, de brinquedos, ou de outra
qualquer coisa que lhe seja necessária ou
represente para ele alto valor.
 Psicológica - quando o aluno é tratado com
severidade excessiva, com desprezo, ou se lhe faz
sentir que não é inteligente, que é menos capaz
que os outros ou se lhe instila o sentimento de
culpa, bem como quando sofre críticas que o
envergonhem e ridicularizem, ou apontando-o
como fraco, como pessoa de má vontade.
NOTA:
a) Na realidade não há motivação negativa
propriamente dita, pois todas as medidas de
coerção têm a finalidade de levar o aluno a
realizar determinada tarefa que, por sua
vontade, por seu impulso íntimo, não a faria.
b) A motivação depende: da idade, inteligência,
situação social e traços de personalidade de
cada aluno.
CLASSIFICAÇÃO DO PONTO DE VISTA
DIDÁCTICO
A motivação pode ser classificada como: inicial e de
desenvolvimento.
Em muitas planificações didácticas, a motivação é
algo inicial apenas no princípio da aula. Porém,
ela deve estar presente em toda a aula, do
princípio ao fim. Por isso, ela pode ser inicial e de
desenvolvimento. A de desenvolvimento também
pode ser chamada incentivação.
MOTIVAÇÃO INICIAL
 É empregada no início da aula, em que o professor
procura dispor os alunos para os trabalhos que vão
ser realizados. Contudo, esta motivação não pode
parar por aqui, porque os alunos podem perder
interesse e começarem a empregar-se em outras
ocupações mentais ou físicas muito distantes dos
trabalhos da aula.
MOTIVAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO OU
INCENTIVAÇÃO
 É empregada durante o decurso da aula. Deve ser
planificada ou aproveitar todos os incidentes de todos
os momentos da aula para reactivar os interesses dos
alunos. Conserva-se o impulso e a disposição iniciais.
Os alunos devem participar activamente nos
trabalhos específicos da aula.
FORMAS DE UTILIZAÇÃO DA INTRODUÇÃO E
MOTIVAÇÃO
 Para melhor incentivar os alunos, o professor
deve buscar as fontes e técnicas de motivação. As
fontes de motivação representam elementos,
factores ou circunstâncias que despertam, no
aluno, algum motivo ou atitudes favoráveis para
certas actividades.
FONTES DA MOTIVAÇÃO
 Necessidade do educando, podendo ser de natureza
biológica, psicológica ou social;
 Curiosidades;
 Desejo de sucesso;
 Necessidades económicas;
 Vida social, acontecimentos da actualidade;
 Problemas ambientais da actualidade;
 Desejo de evitar fracassos e punições;
 Necessidades de conhecimento;
 Etc.
TÉNICAS DA MOTIVAÇÃO
 As técnicas de motivação procuram aproveitar as
possibilidades energéticas das fontes, para indicar e
orientar os esforços do educando no processo de
aprendizagem.
TÉNICAS DA MOTIVAÇÃO (CONT.)
São inúmeras as técnicas de motivação, das quais se
podem mencionar:
 Correlação com o real;
 Vitória inicial;
 Problemática das idades;
 Ocorrências actuais da vida social;
 Elogios e censuras;
 Experimentação;
 Etc.
ACTIVIDADE DO PROFESSOR DURANTE A
INTRODUÇÃO E MOTIVAÇÃO
 Seleccionar os factores de motivação; 
 Incentivar o aluno para o objecto da aula através
de uma conversa;
 Dispor os alunos para os trabalhos da aula;
 Coloca, didacticamente as questões cujas soluções
possibilitam a conexão de assuntos da aula com a
realidade circundante, com a experiência da vida
do aluno ou com os factores da actualidade;
 Fazer perguntas relativamente fáceis, mas
“pomposas” com ares de difíceis;
 Fazer gráficos demonstrativos do rendimento do
aluno;
 Fazer elogios e censuras.
MEDIAÇÃO E ASSIMILAÇÃO
 É o momento do tratamento da matéria nova. Faz-se
a dosagem da matéria em função dos objectivos a
atingir. Constitui o corpo central da aula.
Essência da mediação e assimilação
 Nesta função didáctica, os conhecimentos,
habilidades e convicções são obtidos a parir da
matéria nova.
PRESSUPOSTOS DA MEDIAÇÃO E
ASSIMILAÇÃO
 Transmissão de conhecimentos, habilidades,
atitudes aos alunos;
 Assimilação de novos conhecimentos;
 Obtenção de informação relacionada com os
conhecimentos, habilidades, atitudes pelos alunos;
 Ligação entre a matéria velha e a nova;
 Mediação e assimilação activa e interiorização de
conhecimentos, habilidades e convicções.
FORMAS DE UTILIZAÇÃO MEDIAÇÃO E ASSIMILAÇÃO
 A relação objectivo – conteúdo – método e consideração dos
aspectos internos e externos do método.
Pode usar-se a seguinte metodologia:
 Aproximação inicial do objecto de estudo (observação directa,
conversações didácticas, sistematização de noções, etc.);
 Elaboração mental dos dados iniciais (compreensão por meio
de abstracção e generalização e conceitualização do objecto
de estudo);
 Sistematização de ideias e conceitos chaves (resolução de
tarefas teóricos e práticos, solução de problema novos da
meteria e da vida prática).
ACTIVIDADES DO PROFESSOR
 Expor o tema;
 Fazer perguntas (elaboração conjunta) para explorar o
conhecimento prévio dos alunos;
 Assegurar a assimilação consciente e desenvolvimento
das potencialidades intelectuais dos alunos;
 Ligar a matéria velha e a nova;
 Fazer a aproximação directa (cientificidade do assunto) e
indirecta (conversa e/ou exemplificação) de conteúdos;
 Sistematizar as ideiasdos alunos e conceitos chaves;
 Fazer uma relação recíproca entre objectivo – conteúdo –
método;
 Fazer a motivação de desenvolvimento (incentivação).
DOMÍNIO E CONSOLIDAÇÃO
 Consiste na formação de habilidades, hábitos
para a utilização independente e criadora de
conhecimentos. A consolidação pode ser feita em
qualquer etapa de uma aula. No início da aula é
feita através da revisão e sistematização de
conteúdos da aula anterior ou correcção de
trabalhos de casa; no estudo do novo conteúdo,
ocorre paralelamente às actividades de
assimilação e compreensão de conhecimentos.
ESSÊNCIA DO DOMÍNIO E CONSOLIDAÇÃO
 Nesta função didáctica, os conhecimentos são
organizados, aprimorados e fixados na mente dos alunos,
a fim de que estejam disponíveis para orientá-los nas
situações concretas de estudo e da vida.
PRESSUPOSTOS DA UTILIZAÇÃO DO
DOMÍNIO E CONSOLIDAÇÃO
 Através de conhecimentos, é preciso aperfeiçoar a
formação de habilidades e hábitos para a
utilização independente e criadora de novos
conhecimentos. Trata-se de uma etapa de fixação
da matéria.
FORMAS DE UTILIZAÇÃO DO DOMÍNIO
E CONSOLIDAÇÃO
 A consolidação e domínio de conhecimentos e da
formação de habilidades e hábitos incluem os exercícios
de fixação, a recapitulação da matéria, as tarefas de casa,
o estudo dirigido.
 As tarefas de recordação e assimilação, os exercícios e
tarefas, devem fornecer ao aluno oportunidades de
estabelecer relações entre o estudado e situações novas,
comparar os conhecimentos obtidos e os factos da vida
real.
TÉCNICAS DO DOMÍNIO E CONSOLIDAÇÃO
 Consolidação;
 Recordação;
 Sistematização;
 Fixação;
 Aplicação.
ACTIVIDADES DO PROFESSOR
 Apresentar questões ou problemas
diferentemente como foram tratados no livro do
aluno;
 Pôr em prática habilidades e hábitos decorrentes
do estudo da matéria;
 Traçar trabalhos independentes ao nível dos
alunos para a fixação de conteúdos;
 Implementar diferentes métodos de ensino;
 Fazer a recapitulação da matéria;
 Fazer um estudo dirigido;
CLASSIFICAÇÃO DA CONSOLIDAÇÃO
A consolidação pode ser:
 Reprodutiva;
 de Generalização; e
 Criativa
CONSOLIDAÇÃO REPRODUTIVA
 Tem um carácter de exercitação, isto é, após
compreender a matéria, os alunos reproduzem os
conhecimentos, aplicando-os a uma situação conhecida.
CONSOLIDAÇÃO DE GENERALIZAÇÃO
 Inclui a aplicação de conhecimentos para
situações novas após a sua sistematização; inclui
interacção de conhecimentos de forma que os
alunos estabeleçam relação entre conceitos,
analisem factos e fenómenos sobre vários pontos
de vista, façam ligações de conhecimentos com
novas situações e factos da prática social.
CONSOLIDAÇÃO CRIATIVA
 Refere-se a tarefas que levam ao aprimoramento do
pensamento independente e criativo, na forma de
trabalho independente dos alunos sobre a base das
consolidações anteriores.
CONTROLO E AVALIAÇÃO
Essência de controlo e avaliação
 Nesta função didáctica faz-se a comprovação e a
qualificação sistemática dos resultados da aprendizagem
dos alunos.
PRESSUPOSTOS DO CONTROLO E AVALIAÇÃO
 A função avaliação permite fazer-se análise sistemática das
acções do professor e dos alunos, visando detectar desvios e
avanços do trabalho docente em relação aos objectivos,
métodos e conteúdos. Verifica-se o cumprimento da função
pedagógico-didáctico (objectivos e meios).
 A função controlo refere-se à comprovação e à qualificação
sistemática dos resultados da aprendizagem dos alunos,
face aos objectivos e conteúdos propostos. Atribuem-se os
juízos de valor convertidos em notas ou conceitos.
FORMAS DE CONTROLO E AVALIAÇÃO
 Formas de controlo:
 Interrogação oral, pelo professor;
 Interrogação escrita como mini-teste, auto-controlo, 
fichas de trabalho;
 Provas de curta duração;
 Comparação das soluções de tarefas;
 Resolução de exercícios no quadro.
 Formas de avaliação:
 Acção gesticulada e mímica do professor;
 Dar razões sobre a actividade (por escrito ou 
oralmente);
 Atribuição de juízos de valor (notas ou qualificações).
ACTIVIDADES DO PROFESSOR NO
CONTROLO E AVALIAÇÃO
 Apresentar exercícios escritos;
 Corrigir exercícios;
 Tecer considerações sobre a aula;
 Marcar trabalhos de casa.
Por hoje é tudo 
companheiros

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