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Patologia

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In��od�ção à pa����gi�
1. Necrópsia médico-legal e necrópsia médico-hospitalar
● A necrópsia feita pelo patologista é a não médico-legal
○ Mortes naturais de pcts hospitalizados, com evolução desfavorável, inesperada ou
morte inexplicada → dçs de notificação compulsória, morte natural ocorrida em
domicílio ou vias públicas ou sem causa aparente;
○ Feita no SVO;
● Necrópsia médico-legal:
○ Morte violenta ou suspeita (mesmo que autoprovocada) - IML;
2. Áreas da patologia
● Necrópsia hospitalar
● Patologia cirúrgica
○ Biópsias
■ Ablativas/ excisionais (retirada de toda a lesão);
■ Incisionais (retirada de parte da lesão);
■ Tipos especiais: curetagem, endoscópica, dirigida (colposcopia, histeroscopia,
USG) e estereotaxia (neuronavegação);
○ Peças cirúrgicas
■ Simples;
■ Complexas (comum em estadiamento de CA);
○ OBS: imuno-histoquímica é utilizada como ferramenta para diagnóstico, prognóstico e
preditivo de resposta a tto → revela a expressão tecidual;
● Citopatologia
○ Métodos de obtenção: raspados de pele e mucosas, secreções (árvore
traqueobrônquica, conteúdo de cistos, secreção mamilar, TGI), líquidos (serosas,
urina, amniótico, liquor), PAAF (mama, linfonodos, gls. salivares, etc);
○ Vantagens: simplicidade na coleta, baixo custo e resultados rápidos;
○ Desvantagens: falta de arquitetura tecidual, menor quantidade de material disponível
para análise;
3. Conservação de amostras
● Biópsias e peças cirúrgicas:
○ Formol 10% tamponado - ideal porque não destrói antígenos teciduais;
○ Tamanho do frasco adequado à peça (5:1 a 10:1);
○ O ideal é fixar em até 10 minutos, mas é aceitável até 1h;
○ Deixar em temperatura ambiente e em local sem incidência de sol;
○ Deixar fixar por 6-72h;
○ Velocidade de penetração do formol - 1mm/h, máximo de 1cm → sempre “abrir” os
órgãos com maior espessura para garantir a conservação;
○ Atenção:
■ Formol 37% é inadequado, mas, se for a única opção disponível no momento,
diluir em concentração final de 10% - somente em urgência, pq não será
tamponado, então destruirá as ptns do tecido;
Isabela Valinho, 5ºP
● Amostras citológicas
○ Líquor - processamento imediato. Não refrigerar e não adicionar conservantes;
○ Urina - colher no laboratório. Desprezar a 1ª urina do dia. Refrigerar. Se processar
em até 12h, não usar conservantes;
○ Líquido pleural - usar frasco heparinizado. Refrigerar até 4ºC. Se não processar no
mesmo dia, fixar com álcool em proporção ½ a ½;
○ Líquido peritoneal - refrigerar e processar rapidamente. Se não processar no mesmo
dia, fixar com álcool em proporção ½ a ½;
○ Raspados, esfregaços, “imprints”, PAAFs - fixar com álcool 95% (mínimo 80%) em
no máximo 3-5 segundos;
3.1. Cuidados de fixação
4. Laboratório de patologia
● Recepção/ secretaria - atender, conferir, receber, contatar, controlar danos, etc;
● Macroscopia - quantificação, medida, pesagem, descrição (cor, forma, consistência, aspecto),
descrição pormenorizada de lesões (tamanho, cor, forma, aspecto, consistência, invasão de
estruturas, presença de cápsula), amostragem;
● Técnica histológica - congelação e exame propriamente dito;
5. Requisição do exame
● Identificação sem abreviar o nome, segundo dado para evitar homônimo, identificação
topográfica precisa, resumo clínico, principais achados de exames complementares,
hipóteses diagnósticas;
Isabela Valinho, 5ºP
Pat����i� da pe��
1. A pele
● Barreira mecânica, órgão sensorial, órgão endócrino (VitD), sistema imunológico, sede de
manifestações próprias das dçs da pele e de dçs de outros órgãos;
● Com exceção de algumas neoplasias, poucas dermatoses tem quadro histopatológico
diagnóstico;
● Sempre associar com a clínica;
● Traumatismos, infecções e ulceração dificultam o diagnóstico;
● Quadros polimórficos requerem mais de uma biópsia;
● Pele normal: camada córnea em rede de basquete (ou trama de rede);
● Pele glabra (região palmoplantar) tem epiderme compacta (ortoceratótica) - essa alteração
em outros locais indica patologias;
2. Lesões da pele
● Escoriação - “ralado”;
● Liquenificação - pele muito coçada;
● Mácula (mancha);
● Pápula/ nódulo/ tumor - coleções sólidas;
○ Pápula perolada com vasos telangiectásicos: carcinoma basocelular;
● Placa - lesão plana elevada (ex: urticária);
● Pústula/ abscesso - coleção líquida purulenta;
● Vesícula/ bolha - coleção líquida;
3. Distúrbios de pigmentação e de melanócitos
● Efélides
○ Fototipo baixo;
○ Sofrem modificação ao longo do ano;
○ Concentração de deposição de melanina;
● Lentigo
○ Simples - proliferação sem alteração solar;
○ Solar - com alteração celular;
● Nevos
○ Lesões benignas;
○ Melanocítico juncional - na junção derme-epiderme;
○ Melanocítico composto - na junção e na derme;
○ Melanocítico intradérmico - na derme;
○ Melanocítico displásico
■ Características clínicas, dermatoscópicas, histológicas e genéticas
intermediárias entre nevo e melanoma;
■ Assimétricos, irregulares, heterogêneas e até 5mm;
■ Podem ser precursores de melanoma, marcadores de risco ou simuladores da
doença;
■ Centro mais escuro e bordos menos escuros;
■ Fibrose na ponta do cone interpapilar;
Isabela Valinho, 5ºP
● Melanoma
○ Neoplasia cutânea mais grave e mortal;
○ Ligado a exposição solar;
○ Podem surgir em qualquer lugar do corpo (incluindo órgãos internos);
○ Em nevo ou de novo;
○ Queimaduras solares na infância são o principal fator de risco;
○ Exposição solar crônica (UVB) e fototipo cutâneo são importantes fatores de risco;
○ 10-15% herdados → traço autossômico dominante;
○ Subtipos
■ Lentigo maligno e lentigo maligno melanoma - idosos → pele com dano
actínico mais intenso (ou seja, áreas fotoexpostas);
■ Melanoma extensivo superficial - mais comum → áreas de exposição
intermitente (pernas de mulheres e dorso de homens);
■ Melanoma nodular - mais invasivo → tronco, cabeça e pescoço (faixa dos 40
anos);
■ Melanoma acral - região palmoplantar e aparato ungueal;
○ Critérios - ABCDE
■ Assimetria;
■ Bordas irregulares;
■ Cor heterogênea;
■ Diâmetro maior ou igual a 5mm;
■ Evolving (evolução/ modificações);
○ Laudo
■ Tipo, região (localização precisa);
■ Fase de crescimento;
■ Espessura máxima em mm (Breslow);
■ Níveis de Clark (I a V, sendo I melanoma in situ e V subcutâneo);
■ Presença de ulceração, satelitose, regressão
● Regressão não é bom! É um sinal de que há metástase;
■ Índice mitótico;
■ Invasão angiolinfática;
■ Invasão perineural;
■ Infiltrado linfocitário;
4. Tumores epiteliais
● Ceratose seborreica
○ Lesão de áreas com muita incidência solar;
○ Lesões elevadas castanhas, plasmas no início e mais exuberantes com o tempo;
○ A clínica é diagnóstico diferencial de melanoma;
○ Rolhas de queratina;
● Acantose nigricans
○ Acompanha pcts com distúrbios endócrinos - obesidade, DM;
○ 20% dos casos - associada a CA, especialmente de TGI;
○ Áreas de flexuras (axila, pescoço, virilha);
Isabela Valinho, 5ºP
○ Lesão acastanhada escamosa de aspecto aveludado - indicativo de outras neoplasias,
benignas ou malignas;
○ Diagnóstico diferencial microscópico com ceratose seborreica;
● Pólipo fibroepitelial
○ Lesão benigna;
○ Pólipo presente frequentemente em áreas flexurais;
○ Eixo de tecido conjuntivo revestido por epitélio;
○ Pode crescer na gravidez e na reposição hormonal;
● Cisto epidérmico
○ Inclusão da epiderme, que se torna incluída na derme e descama queratina - conteúdo
de odor fétido;
○ Lesão elevada com umbilicação, às vezes permitindo a saída do material;
5. Tumores epiteliais malignos ou pré-malignos
● Ceratose actínica
○ Condição pré-maligna relacionada à radiação;
○ Muito comum em pcts idosos, pq é relacionada a uma foto exposição prolongada;
○ Normalmente em locais de muita exposição solar;
○ Lesões crostosas elevadas com hiperceratose e base acastanhada ou avermelhada;
○ É uma lesão precursora do carcinoma invasivo;
○ Torna-se doença de Bowen ou carcinoma in situ quando atinge toda a espessura do
epitélio sem invadir a derme. Quando invade a derme, torna-se carcinoma invasivo de
células escamosas;
○ Corno cutâneo: proliferaçãoda camada córnea que fica acima da ceratose actínica e
de outras lesões;
○ Histologia: atipias nas camadas mais baixas do epitélio;
○ Podem regredir (5%) ou progredir para CA;
○ Tto: crioterapia, curetagem, cirurgia, imiquimod (quimio tópica);
● Carcinoma de células escamosas
○ 2º CA cutâneo mais comum;
○ Ligado a fotoexposição;
○ Menos de 5% causam metástase;
○ Doença de Bowen: carcinoma de células escamosas in situ;
○ Importante associação com imunossupressão;
○ Também ligado a exposição a carcinogênicos químicos, úlceras crônicas, osteomielite,
cicatrizes de queimaduras;
○ Lesão crostosa com base eritemato-acastanhada;
○ Lesão ulcerada - nódulo com crosta central e base eritematosa;
○ Histologia: derme de espessura variada, ninhos de células escamosas na derme, rolhas
córneas, células epiteliais amplas, rosadas e com ceratina;
○ Laudo
■ Tipo, topografia, grau histológico (quanto menos diferenciado, mais agressivo);
■ Espessura máxima em mm;
■ Nível de Clark;
Isabela Valinho, 5ºP
■ Presença de invasão angiolinfática, perineural;
■ Associa-se elastose solar e ceratose actínica;
■ Classificação TNM;
● Ceratoacantoma
○ Nódulo com centro crateriforme preenchido por queratina;
○ 95% em áreas fotoexpostas;
○ Solitários;
○ 1 a 2,5cm;
○ Pode involuir em até 6 meses;
○ Crescimento rápido;
○ Aspecto de vulcão microscópico;
● Carcinoma basocelular
○ Lesão nodular perolada com vasos teleangiectásicos, podendo ser ulcerado ou não -
“úlcera roedora”/ pápula perolada com vasos telangiectásicos em pele fotoexposta;
○ Neoplasia maligna primária mais comum da pele;
○ Ligado a fotoexposição;
○ Destrutiva localmente;
○ Não metastiza;
○ Recorre localmente;
○ Histologia: pouco citoplasma e núcleo ocupando a maior parte do volume celular. As
células tendem a fazer arranjo em paliçada. Arranjo formando ninhos sólidos, com
presença de fendas brancas;
○ Laudo:
■ CBC, subtipo;
■ Baixo risco: superficial, pigmentado nodular;
■ Componente de alto risco - mesmo com margem livre, alto risco de recidiva;
● Nível de invasão;
● Invasão perineural, angiolinfática;
● Diâmetro máximo maior que 20mm;
● Associa-se elastose solar;
6. Tumores dérmicos
● Podem surgir de quaisquer dos elementos dérmicos: fibroblastos, células musculares lisas,
células neurais, células endoteliais,etc;
● Dermatofibroma
○ Proliferação de fibroblastos na derme e proliferação da epiderme (hiperplasia) acima;
○ Pápula acastanhada;
○ Recidiva localmente de maneira absurda: a margem segura é imensa;
● Dermatofibrosarcoma protuberans
○ Aprisionamento de ilhas de tecido adiposo em proliferação de fuso celular;
○ Presença de redemoinhos à microscopia;
● Micose fungóide
○ Não é micose, nem provocada por fungo;
○ Linfoma de células T CD4+ da pele;
Isabela Valinho, 5ºP
○ Forma localizada predominante;
○ Predomina em adultos;
○ Máculas, pápulas e nódulos;
○ Síndrome de Sezary - leucemia;
○ Linfócitos “atacando” a epiderme, entrando na epiderme e na derme, fazendo, na
epiderme, arranjos: pequenas coleções e “filas” na camada basal;
Isabela Valinho, 5ºP
Pat����i� da ma��
Pat����i� gi����lógi��
Isabela Valinho, 5ºP

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