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D EMPRESA - AULA 6

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AULA 6 
DIREITO DE EMPRESA 
Prof. Silvano Alves Alcantara 
 
 
2 
INTRODUÇÃO 
Esta aula está reservada ao estudo dos títulos de crédito, denominado pela 
doutrina de Direito Cambiário. 
Faremos as análises de alguns dos títulos de crédito mais utilizados pelo 
empresário nas suas vendas a prazo, como a duplicata, o cheque, a nota 
promissória e a letra de câmbio. 
Antes, porém, e já no início de nossos estudos, a abordagem será sobre as 
características comuns a todos os títulos de crédito, para em seguida tratarmos 
das particularidades de cada um deles. 
TEMA 1 – CARACTERÍSTICAS DOS TÍTULOS DE CRÉDITO 
Coelho (2019, p. 227), informa que: “Os títulos de crédito são documentos 
representativos de obrigações pecuniárias. Não se confundem com a própria 
obrigação, mas se distinguem dela na exata medida em que a representam”. 
A Lei n. 10.406/02 (Código Civil), dispõe genericamente sobre os títulos de 
crédito, determinando que: 
Art. 887. O título de crédito, documento necessário ao exercício do direito 
literal e autônomo nele contido, somente produz efeito quando preencha 
os requisitos da lei. 
Art. 888. A omissão de qualquer requisito legal, que tire ao escrito a sua 
validade como título de crédito, não implica a invalidade do negócio 
jurídico que lhe deu origem. 
[...] 
Art. 903. Salvo disposição diversa em lei especial, regem-se os títulos 
de crédito pelo disposto neste Código. 
Fica claro, por conseguinte, que os efeitos do título de crédito somente 
serão produzidos como tal, estando presentes todos seus requisitos legais, mas 
que na falta ou omissão de algum deles, não estará invalidado o negócio jurídico 
realizado entre as partes. Outrossim, alerta o Código Civil, que existindo 
legislação especial que regulamente determinado título de crédito, aquela 
sobreporá a ele. 
Esses documentos são necessários, para que seu detentor possa exercer 
seu direito, neles descritos, por isso mesmo o Direito Cambiário é sustentado por 
alguns princípios, a cartularidade, a literalidade e a autonomia: 
✓ Cartularidade: é necessário que exista um documento, denominado de 
cártula, para que seu titular possa exercer seu direito de crédito que ali 
encontra discriminado; 
 
 
3 
✓ Literalidade: o detentor do título de crédito somente poderá exigir o que 
estiver literalmente descrito no título, devendo, por conseguinte, o título 
conter todas as informações possíveis e necessárias; 
✓ Autonomia: o título de crédito é autônomo, pois não depende de qualquer 
outra obrigação, valendo e respondendo por si mesmo, e uma vez emitido 
poderá circular de mãos em mãos, sem a necessidade de guardar sua 
origem, pois dela se desprende. 
 Os títulos de crédito a depender do autor, podem ser classificados de 
formas distintas, didaticamente colhe-se a classificação de Coelho (2019, p. 232-
233): 
A classificação dos títulos de crédito se faz por quatro principiais 
critérios, a saber: a) quanto ao modelo; b quanto à estrutura; c) quanto 
às hipóteses de emissão; d) quanto à circulação. 
O primeiro desses critérios distingue os títulos de crédito entre aqueles 
de modelo livre e os de modelo vinculado. No primeiro grupo, de que são 
exemplos a letra de cambio e a nota promissória, estão os títulos de 
crédito cuja forma não precisa observar um padrão normativamente 
estabelecido. Já o grupo dos títulos de modelo vinculado, em que se 
encontram o cheque e a duplicata mercantil, reúne aqueles em relação 
as quais o direito definiu um padrão para o preenchimento dos requisitos 
específicos para cada um. 
No tocante ao critério pertinente à estrutura, os títulos de crédito serão 
ordem de pagamento ou promessa de pagamento. 
Quanto às hipóteses de emissão, os títulos de crédito ou são causais ou 
não-causais (também chamados de abstratos. 
Quanto à circulação, os títulos de crédito podem ser ao portador ou 
nominativos. 
 
Sendo o título de crédito da espécie ordem de pagamento, ele deve conter 
uma a obrigação a ser cumprida por terceiros, um bom exemplo é o cheque, em 
que se pode identificar a presença de três sujeitos distintos, o emitente, que é 
aquele que emite o título; o sacado, que é quem irá cumprir a ordem, normalmente 
uma instituição bancária, e o beneficiário, que é aquele que receberá o valor 
estampado no título. 
Já, na promessa de pagamento, o título possui literalmente uma promessa 
de se cumprir uma obrigação, em que o próprio emitente faz ao seu portador, 
como é o caso da nota promissória. Fica evidente que aqui existem somente dois 
sujeitos cambiários, o emitente e o beneficiário. 
O título de crédito nasceu para circular, evitando-se assim o manuseio do 
dinheiro propriamente dito, e essa circulação acontece por meio de transferência. 
Sendo o título nominativo, o nome do beneficiário estará identificado na 
cártula, podendo ser transferido a terceiros por meio de endosso, que em outras 
 
 
4 
palavras é uma cessão de crédito. Poderá também ser um título ao portador, em 
que não terá nenhuma identificação do beneficiário, podendo circular com maior 
facilidade. 
Vários atos podem ser praticados no manuseio e nas operações que se faz 
com os títulos de crédito, denominados de atos cambiários. 
Traz-se alguns deles: 
✓ Saque: é a própria emissão do título de crédito, sendo que a partir desse 
momento, o título já existe; 
✓ Aceite: pelo aceite, aquele que está obrigado a pagar o título crédito, 
denominado de sacado, concorda com tudo o que está nele descrito. O 
sacado deverá apor sua firma no título, declarando que o aceita. Salienta-
se, que se o sacado não aceitar o título, e no mesmo não existir nenhum 
vício, essa recusa significará o vencimento antecipado; 
✓ Protesto: o protesto pode se dar por falta de pagamento ou por falta de 
aceite. Em outras palavras, significa levar ao conhecimento do público a 
inadimplência do devedor, clamando por seu pagamento, necessitando 
nesse caso, que o sacado compareça ao cartório para efetuar o pagamento 
do título, ou mesmo, para aceitá-lo; 
✓ Endosso: o título de crédito tem como uma de suas maiores características 
a circulação, o que se dá por meio de endosso, quando um credor transfere 
para outro a titularidade do título de crédito; 
✓ Aval: o aval é uma garantia de pagamento do título de crédito, quando um 
terceiro, na qualidade de avalista, garante ao credor, que em caso de 
inadimplência do devedor ele pagará a dívida. 
TEMA 2 – NOTA PROMISSÓRIA 
A nota promissória possui legislação especial que a regulamenta, que é a 
mesma que rege a letra de câmbio, trata-se do Decreto n. 2.044/1908, é isso 
mesmo, do ano de 1.908, ao mesmo tempo em que a Lei Uniforme de Genebra, 
consolidada pelo Decreto n. 57.663 de 24 de janeiro de 1966, também dispõe 
sobre esses dois títulos de crédito. 
É da espécie promessa de pagamento em que se encontra somente dois 
sujeitos cambiários, o emitente, que é o devedor, que promete pagar ao 
beneficiário, que é o credor, aquele valor descrito na cártula. 
Assim explica Coelho (2019, p. 265): 
 
 
5 
[...] Com o saque da nota promissória, surgem duas situações jurídicas 
distintas, a situação daquele que promete pagar quantia determinada e 
a daquele que se beneficia de tal promessa. A pessoa que se encontra 
na primeira situação é chamada, pela lei, de sacador, emitente ou 
subscritor; a pessoa que se encontra na segunda posição é chamada de 
beneficiário ou sacado. 
O decreto n. 2.044/1908, determina em seu art. 54 algumas exigências para 
a emissão da nota promissória: 
Art. 54. A nota promissória é uma promessa de pagamento e deve conter 
estes requisitos essenciais, lançados, por extenso no contexto: 
I. a denominação de “Nota Promissória” ou termo correspondente, na 
língua em que for emitida; 
II. a soma de dinheiro a pagar; 
III. o nome da pessoa a quem deve ser paga; 
IV. a assinatura do próprio punho da emitente ou do mandatário especial. 
§ 1º Presume-se ter o portador o mandato parainserir a data e lugar da 
emissão da nota promissória, que não contiver estes requisitos. 
§ 2º Será pagável à vista a nota promissória que não indicar a época do 
vencimento. Será pagável no domicílio do emitente a nota promissória 
que não indicar o lugar do pagamento. 
É facultada a indicação alternativa de lugar de pagamento, tendo o 
portador direito de opção. 
§ 3º Diversificando as indicações da soma do dinheiro, será considerada 
verdadeira a que se achar lançada por extenso no contexto. 
Diversificando no contexto as indicações da soma de dinheiro, o título 
não será nota promissória. 
§ 4º Não será nota promissória o escrito ao qual faltar qualquer dos 
requisitos acima enumerados. Os requisitos essenciais são 
considerados lançados ao tempo da emissão da nota promissória. No 
caso de má-fé do portador, será admitida prova em contrário. 
 
O título deve ser integralizado no ato de sua emissão e subscrição, à vista 
e em moeda corrente. A nota promissória em que se não indique a época do 
pagamento será considerada pagável a vista. Na falta de indicação especial, o 
local onde o título foi passado considera-se como sendo o lugar do pagamento. A 
nota promissória que não contenha indicação do local onde foi passada considera-
se como tendo sido emitida no lugar designado ao lado do nome do subscritor. O 
prazo de vencimento da nota promissória deve ser de, no máximo, 360 dias a 
contar da data de emissão (uma data de vencimento por série). Havendo previsão 
expressa no título, o emissor pode resgatá-la antecipadamente, o que implica sua 
extinção. Já o resgate parcial é efetivado mediante sorteio ou leilão. 
Particularmente sobre a data de emissão e de pagamento, como sobre o 
local, requisitos para a emissão da nota promissória, Requião (2015, p. 382) 
observa que: 
 
 
 
6 
[...] são requisitos essenciais, sem o que o título não será cambiário, os 
seguintes, exigidos pela Lei Uniforme (art. 75): [...] d) a indicação da data 
em que a nota promissória é emitida; [...] A Lei Uniforme inclui entre os 
elementos que a Nota Promissória deve conter, mais os seguintes: a 
época do pagamento e a indicação do lugar em que foi passada. Mas 
estes não são requisitos essenciais [...] 
Observe que na nota promissória não existe o aceite, pelo simples fato de 
que a assinatura já é do devedor. 
Outro detalhe que merece destaque, é que a nota promissória deve ser 
preenchida por completo, incluindo-se a data e o local para pagamento, sendo 
que se houver essas omissões será considerado para pagamento à vista e no 
local na emissão, o que, todavia, não significa sua nulidade. 
Sobre a questão já se posicionou o Tribunal de Justiça do Paraná: 
EMENTA: EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM RESOLUÇÃO DO 
MÉRITO. FALTA DE PRESSUPOSTOS PARA EXECUÇÃO DO TÍTULO 
EXTRAJUDICIAL. EXTINÇÃO PELA FALTA DE INDICAÇÃO DO 
LUGAR EM QUE SE DEVE EFETUAR O PAGAMENTO DA NOTA 
PROMISSÓRIA. AÇÃO DE EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL, 
CUJO TÍTULO SE TRATA DE NOTA PROMISSÓRIA, RESTANDO 
OMISSO O LOCAL EM QUE DEVE SER EFETUADO O PAGAMENTO. 
SOBREVEIO SENTENÇA QUE EXTINGUIU O PROCESSO, SEM 
RESOLUÇÃO DO MÉRITO NOS TERMOS DOS ARTS. 267, INCISO I 
E 295 INCISO I DO CPC. INSURGÊNCIA RECURSAL DO 
RECLAMANTE. RECORRENTE SUSTENTA QUE O LUGAR EM QUE 
DEVE SER EFETUADO O PAGAMENTO NÃO É REQUISITO 
ESSENCIAL À VALIDADE DO TÍTULO EXTRAJUDICIAL. PUGNA 
PELA BAIXA DOS AUTOS PARA O PROSSEGUIMENTO DO FEITO. 
SEM CONTRARRAZÕES. COM RAZÃO O RECLAMANTE. A FALTA 
DE INDICAÇÃO DO LUGAR DE PAGAMENTO E DO LUGAR DE 
EMISSÃO DA NOTA PROMISSÓRIA NÃO SÃO REQUISITOS 
ESSENCIAIS PARA SUA VALIDADE. CARÁTER SUPLETIVO DO ART. 
76 DA LEI UNIFORME. DIANTE DO EXPOSTO, REFORMO A 
SENTENÇA A FIM DE DETERMINAR A CITAÇÃO DO EXECUTADO 
PARA REALIZAR O PAGAMENTO EM 3 (TRÊS) DIAS, CONFORME O 
DISPOSTO NO ART. 652 DO CPC. CASO NÃO SEJA REALIZADO O 
PAGAMENTO, TORNEM OS AUTOS CONCLUSOS AO JUIZ DE 
PRIMEIRA INSTÂNCIA PARA REGULAR PROSSEGUIMENTO AO 
FEITO. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. DEIXO DE CONDENAR 
AO PAGAMENTO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. CONFORME 
PREVISÃO DO ART. 4º DA LEI ESTADUAL 18.413/2014, NÃO 
HAVERÁ DEVOLUÇÃO DAS CUSTAS RECURSAIS. UNÂNIME, 
REFORMO A SENTENÇA A FIM DE DETERMINAR A CITAÇÃO DO 
EXECUTADO PARA REALIZAR O PAGAMENTO EM 3 (TRÊS) DIAS, 
CONFORME O DISPOSTO NO AR (TJPR- 1ª Turma Recursal - 
0009962-79.2015.8.16.0170/0 - Toledo - Rel.: James Hamilton de 
Oliveira Macedo - - J. 12.11.2015). (Processo: RI 
000996279201581601700. Órgão Julgador: 1ª Turma Recursal. Relator: 
James Hamilton de Oliveira Macedo. Publicação17/11/2015. 
TEMA 3 – CHEQUE 
Também o cheque possui legislação própria, é a Lei n. 7.357/1985, 
chamada de Lei do Cheque (LC). 
 
 
7 
Já em seu primeiro artigo a citada lei impõe algumas exigências a esse tipo 
de título de crédito: 
Art . 1º O cheque contém: 
I - a denominação ‘’cheque’’ inscrita no contexto do título e expressa na 
língua em que este é redigido; 
II - a ordem incondicional de pagar quantia determinada; 
III - o nome do banco ou da instituição financeira que deve pagar 
(sacado); 
IV - a indicação do lugar de pagamento; 
V - a indicação da data e do lugar de emissão; 
VI - a assinatura do emitente (sacador), ou de seu mandatário com 
poderes especiais. 
 Portanto, o cheque se trata de uma ordem incondicional de pagamento à 
vista, de certa quantia em dinheiro, que é dada pelo emitente à instituição 
financeira ou bancário, para que o faça ao seu beneficiário. 
Essa espécie de título de crédito é, pois, uma ordem de pagamento, em 
que se encontram três sujeitos cambiários: 
✓ Emitente ou sacador: é o sujeito que emite o cheque, dando uma ordem 
de pagamento ao sacado, para que este efetue o pagamento da quantia 
nele expressa ao seu beneficiário; 
✓ Sacado: é a instituição financeira ou bancária, que recebe a ordem do 
sacador, para efetuar o pagamento ao tomador; 
✓ Tomador ou beneficiário: é a pessoa que recebe o valor do cheque, pago 
pelo sacado. 
Sob o prisma de Fazzio Júnior (2020, p.363): 
O cheque – que não é título de crédito em sentido estrito – é mesmo um 
instrumento de pagamento que se exaure com o recebimento do seu 
valor, mas contém diversos elementos peculiares aos títulos de crédito 
tradicionais, como, por exemplo, a literalidade e a abstratividade. De 
outra parte, é inegável que o sacado não tem nenhuma obrigação 
cambial, não garante o pagamento, não aceita (art. 6º), não endossa (at. 
18, § 1º) e não avaliza (art. 29) o título. Também é discutível sua 
circulabilidade. Deve ser contemplado, realmente, um título de crédito 
sui generis. 
A partir das disposições legais da Lei do Cheque, entende-se existirem 
alguns tipos de cheque, a saber: 
✓ Cheque cruzado: Possibilita a identificação do credor e só poderá ser 
pago via depósito em conta bancária, (art. 44, LC). 
✓ Cheque visado: É aquele garantido pelo banco sacado durante certo 
período, (art. 7º, LC). 
 
 
8 
✓ Cheque administrativo: É aquele sacado pelo banco contra um de 
seus estabelecimentos (art. 9º, III, LC). 
Ao explicar o cruzamento, Coelho (2019, p. 450) entende que seu maior 
objetivo é o de tornar mais segura a quitação do cheque: 
O cruzamento se destina a tornar segura a liquidação de cheques ao 
portador, já que, uma vez cruzado o título, sempre seria possível, a partir 
de consulta aos assentamentos do banco, saber em favor de que pessoa 
ele foi liquidado. O cheque não cruzado ao portador pode ser pago 
diretamente no caixa da agência sacada, hipótese em que não se poderá 
conhecer a pessoa que recebeu o correspondente valor. 
A LC informa que o cheque tem prazo para ser apresentado e pago: 
Art. 33. O cheque deve ser apresentado para pagamento, a contar do 
dia da emissão, no prazo de 30 (trinta) dias, quando emitido no lugar 
onde houver de ser pago; e de 60 (sessenta) dias, quando emitido em 
outro lugar do País ou no exterior. 
Parágrafo único - Quando o cheque é emitido entre lugares com 
calendários diferentes, considera-se como de emissão o dia 
correspondentedo calendário do lugar de pagamento. 
Nesse sentido está a decisão do Tribunal de Justiça do Paraná: 
Ementa: EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL. AGRAVO DE 
INSTRUMENTO. EMBARGOS À EXECUÇÃO. CHEQUES. 
PRESCRIÇÃO DE DIREITO MATERIAL. CHEQUE. PRAZO PARA 
AJUIZAMENTO DA EXECUÇÃO DE 6 (SEIS) MESES CONTADOS DA 
EXPIRAÇÃO DO PRAZO DE APRESENTAÇÃO. CHEQUE EMITIDO 
NA MESMA PRAÇA DE COMPENSAÇÃO. PRAZO DE 
APRESENTAÇÃO DE 30 (TRINTA DIAS) A CONTAR DO DIA DA 
EMISSÃO. APLICAÇÃO DOS ARTS. 59 E 33 DA LEI DO CHEQUE (LEI 
N. 7.357/1985). CHEQUE PÓS-DATADO. TERMO INICIAL DO PRAZO 
DE APRESENTAÇÃO E DE PRESCRIÇÃO. DATA CONSTANTE NO 
ESPAÇO PRÓPRIO DE 16ª Câmara Cível – TJPR 2 EMISSÃO DO 
TÍTULO. ENTENDIMENTO FIRMADO PELO STJ NO RECURSO 
ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA N. 1.423.464/SC. 
RECONHEICMENTO DA PRESCRIÇÃO ANTES DO AJUIZAMENTO 
DA AÇÃO EM RELAÇÃO A UM DOS CHEQUES. NO TOCANTE AOS 
DEMAIS, AJUIZAMENTO DA EXECUÇÃO DENTRO DO PRAZO 
PRESCRICIONAL. DEMORA PARA A EFETIVAÇÃO DA CITAÇÃO 
QUE DEVE SER IMPUTADA AOS MECANISMOS DA JUSTIÇA. NÃO 
VERIFICADA A DESÍDIA DO EXEQUENTE NA CONDUÇÃO DO 
FEITO. APLICAÇÃO DA SÚMULA N. 106 DO STJ. EXTIÇÃO PARCIAL 
DA EXECUÇÃO, COM RESOLUÇÃO DE MÉRITO (CPC, ART. 487, II). 
FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. RECURSO 
PARCIALMENTE PROVIDO. Ainda que o cheque seja pós-datado (bom 
para dia tal), a contagem do prazo prescricional de seis meses para a 
execução, conta-se da data da emissão, conforme precedente em 
recurso repetitivo 16ª Câmara Cível – TJPR 3 do STJ (REsp n. 
1.423.464/SC – Rel. Min. Luis Felipe Salomão – 2ª Seção – DJe 27- 5-
2016). (Processo: 0016882-89.2018.8.16.0000. Relator: Lauro Laertes 
de Oliveira. Órgão Julgador: 16ª Câmara Cível. Data da Publicação: 
13/07/2018). 
Portanto, aquele que for detentor de um cheque, deve apresentá-lo para 
pagamento dentro de 30 dias, contados da data de sua emissão, se este for 
 
 
9 
emitido na mesma praça do pagamento, como exemplo, emitido em Curitiba, 
sendo a praça para pagamento também Curitiba. E terá um prazo de 60 dias, se 
for de emitido em praça distinta, como exemplo, sendo emitido em São Paulo, 
tendo como praça de pagamento a cidade de Limeira. 
Importante ressaltar, que se o portador do cheque perder esse prazo, não 
poderá executar os coobrigados, ou seja, os endossantes, como também perderá 
o direito de demandar ação executiva contra o próprio emitente, se dentro do 
prazo legal existisse fundos, e posteriormente, não. 
Ao falar da ação judicial de execução de cheques sem fundos, é bom 
lembrar, que também para esse exercício, seu portador tem prazo para demandar, 
é o prazo prescricional de 6 meses, contados da data do término do prazo para 
sua apresentação. Tendo transcorrido tal prazo, o portador do cheque terá 
somente a possibilidade de distribuir uma ação monitória, que é outro instrumento 
jurídico, para tentar reaver seu crédito. 
A própria Lei n. 7.357/1985 determina com outras palavras, que o cheque 
é ordem incondicional de pagamento à vista, donde se deduz claramente que os 
cheques emitidos com data futura ao dia de sua emissão, os chamados cheques 
pré-datados, não têm amparo legal, mas sendo prática comum no comércio e a 
depender da situação, admitidos pela jurisprudência. 
TEMA 4 – DUPLICATA 
A Lei n. 5.474 de 18 de julho de 1968, dispõe sobre as duplicatas, sendo 
conhecida como a Lei das Duplicatas. 
Informa o referido diploma legal, que a duplicata é um título de crédito que 
deve ser emitido com base em obrigação proveniente de compra e venda 
comercial ou prestação de certos serviços, quando se tratar de compra e venda 
ou de serviços prestados a prazo. 
O mesmo códex legal impõe alguns requisitos essenciais à duplicata: 
Art. 2º No ato da emissão da fatura, dela poderá ser extraída uma 
duplicata para circulação como efeito comercial, não sendo admitida 
qualquer outra espécie de título de crédito para documentar o saque do 
vendedor pela importância faturada ao comprador. 
§ 1º A duplicata conterá: 
I - a denominação "duplicata", a data de sua emissão e o número de 
ordem; 
II - o número da fatura; 
III - a data certa do vencimento ou a declaração de ser a duplicata à vista; 
IV - o nome e domicílio do vendedor e do comprador; 
V - a importância a pagar, em algarismos e por extenso; 
 
 
10 
VI - a praça de pagamento; 
VII - a cláusula à ordem; 
VIII - a declaração do reconhecimento de sua exatidão e da obrigação 
de pagá-la, a ser assinada pelo comprador, como aceite, cambial; 
IX - a assinatura do emitente. 
Tais requisitos são elementos necessários e obrigatórios para que 
posteriormente não seja motivo de discussões acerca de sua validade, pois eivada 
de algum vício. 
A duplicata mercantil é título de crédito causal. Seu saque está ancorado à 
existência de causas formalmente predeterminadas, a saber, a compra e venda 
mercantil ou a prestação de serviços. Se, à primeira vista, esse vínculo de 
dependência pré-cambial despojaria a duplicata de características cambiárias, a 
Lei de Duplicatas intentando implementar a circulação econômica e garantir ao 
vendedor e ao prestador de serviços a realização dos valores faturados dotou 
aludido título de algumas das prerrogativas cambiariformes quando colocado em 
circulação, deixando esse intento expresso na locução “circulação como efeito 
comercial”, no art. 2º. 
A duplicata é geradora de crédito, no sentido de que disponibiliza ao 
empresário vendedor a possibilidade de antecipar recebível, mediante sua 
transmissão via endosso. 
No tocante à fatura, já não é aceitável a afirmação generalizada e 
peremptória de sua obrigatoriedade, quando o prazo de pagamento do preço for 
igual ou superior a 30 dias. 
A nota fiscal-fatura foi criada pelo art. 19, parágrafo 7º, do convênio de 
criação do Sistema Nacional Integrado de Informações Econômico-Fiscais (1970). 
Trata-se de documento de índole mais fiscal do que mercantil, cuja extração 
compulsória não se limita às vendas a prazo. 
O instrumento que respalda a duplicata é, pois, a nota fiscal-fatura que, se 
sublinhe não representa o crédito derivado da compra e venda, nem é suscetível 
de protesto nem serve para instruir ação executiva. 
Em síntese, a Lei de Duplicatas estabelece como pressuposto para o saque 
de duplicatas uma nota fiscal-fatura ou nota fiscal eletrônica de compra e venda 
mercantil ou ainda, nota de prestação de serviços. São os antecedentes 
documentais necessários ao saque de duplicatas. 
A emissão da duplicata está vinculada a uma das duas operações 
anteriormente aludidas, devendo o comerciante ou o prestado de serviços que a 
adotar, registrá-la no livro de registro de duplicatas, pois se ela for emitida sem 
 
 
11 
que tenha esse vínculo, poderá ser caracterizada como duplicata simulada ou 
duplicata “fria”, podendo responder seu emitente pela prática de crime, como 
explica Coelho (2019, p.286): 
Até o advento da Lei n. 8.137, de 1990, era considerado crime a emissão 
e o aceite de duplicata simulada, ou seja, aquela que não 
correspondesse a uma efetiva compra e venda mercantil. Com a 
mudança da redação do art. 172 do CP, feita por aquela lei, o 
comportamento típico passou a ser a emissão de duplicata mercantil que 
não corresponda à mercadoria vendida, em quantidade ou qualidade. 
Como se percebe, o bem jurídico tutelado pela norma penal em foco não 
é mais o crédito comercial, e sim os interesses dos consumidores. 
A saber, Decreto-Lei n. 2.848/1940 (Código Penal): 
Duplicata simulada 
Art. 172 - Emitir fatura, duplicata ou nota de venda que não corresponda 
à mercadoria vendida, em quantidade ou qualidade, ou ao serviço 
prestado. 
Pena - detenção, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. 
Parágrafo único. Nas mesmas penas incorrerá aquele que falsificar ou 
adulterar a escrituração do Livro de Registro de Duplicatas. (Grifo no 
original). 
Note você que também a falsificação ou adulteração no livro de registro de 
duplicatas poderá ser caracterizado comoato criminoso. 
Sobre a duplicata simulada, assim já decidiu o TJPR, em acordão assim 
ementado: 
EMENTA: RECURSO DE APELAÇÃO CRIMINAL – DUPLICATA 
SIMULADA – ABSOLVIÇÃO – ACOLHIMENTO – RELAÇÃO JURÍDICA 
ANTECEDENTE DEMONSTRADA – SENTENÇA REFORMADA – 
RECURSO PROVIDO. O crime previsto no art. 172 do Decreto-Lei n.º 
2848/40 consiste na emissão de duplicata quando não ocorreu situação 
de compra e venda ou prestação de serviço anterior. Demonstrada a 
existência da relação jurídica antecedente, não há se falar na ocorrência 
de ilícito penal. Apelação conhecida e provida. (Processo: 0004524-
69.2009.8.16.0045. Órgão Julgador: 5ª Câmara Criminal. Relator: Jorge 
Wagih Massad. Data Julgamento: 05/07/2018). 
Também a Lei n. 8.137/1990, determina como crime tributário tal prática: 
Art. 1º Constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir 
tributo, ou contribuição social e qualquer acessório, mediante as 
seguintes condutas: 
[...] 
III - falsificar ou alterar nota fiscal, fatura, duplicata, nota de venda, ou 
qualquer outro documento relativo à operação tributável. 
[...] (Grifou-se). 
Assim sendo, é preferível que o comerciante que esteja em situação de 
falta de recursos para fomentar seu negócio, busque outras alternativas, e é claro, 
legais, para não correr o risco de estar incurso nesses crimes. 
 
 
12 
TEMA 5 – LETRA DE CÂMBIO 
Letra de câmbio é um título de crédito pelo qual o sacador (emitente) dá ao 
sacado (aceitante) ordem de pagar ao tomador (beneficiário) determinada quantia, 
no tempo e no lugar fixados na cambial. Quer dizer, é uma ordem de pagamento 
garantida, porque, pelo saque, o sacador emite a letra contra o sacado e, também, 
garante seu pagamento. 
A letra de câmbio é um título completo, base de todos os outros títulos de 
crédito. Na letra de câmbio intervêm fundamentalmente três pessoas: 
1. Sacador ou emissor (pessoa que dá a ordem de pagamento, criando a 
letra); 
2. Sacado (pessoa que, aceitando a letra, deve pagar seu valor); 
3. Tomador (pessoa que recebe a letra de câmbio do sacador e pode cobrá-
la no vencimento, ou seja, a pessoa a quem a letra deve ser paga). 
A letra de câmbio também possui legislação especial que a regulamenta, 
que é a mesma que rege a nota promissória, anteriormente estudada. Trata-se do 
Decreto n. 2.044/1908, ao mesmo tempo em que a Lei Uniforme de Genebra, 
consolidada pelo Decreto n. 57.663 de 24 de janeiro de 1966, também dispõe 
sobre esses dois títulos de crédito. 
De imediato em seu art. 1º, o Decreto n. 2.044/1908 já determina qual é a 
espécie desse título de crédito, como também os requisitos para que ele possa 
ser emitido: 
Art. 1º A letra de câmbio é uma ordem de pagamento e deve conter 
requisitos, lançados, por extenso, no contexto: 
I. A denominação “letra de câmbio” ou a denominação equivalente na 
língua em que for emitida. 
II. A soma de dinheiro a pagar e a espécie de moeda. 
III. O nome da pessoa que deve pagá-la. Esta indicação pode ser 
inserida abaixo do contexto. 
IV. O nome da pessoa a quem deve ser paga. A letra pode ser ao 
portador e também pode ser emitida por ordem e conta de terceiro. O 
sacador pode designar-se como tomador. 
V. A assinatura do próprio punho do sacador ou do mandatário especial. 
A assinatura deve ser firmada abaixo do contexto. 
Pode a letra ser sacada em benefício do próprio sacador, que, então, será 
também o beneficiário, bem como ser sacada contra o próprio sacador, que, nesse 
caso, será ao mesmo tempo emitente e sacado. 
No entanto, enfatize-se que o sacado, enquanto não aceitar, não é um 
obrigado cambial. Se não há o aceite do sacado na letra de câmbio, não há 
 
 
13 
obrigação alguma de natureza cambiária entre ele e o sacador que a fez em seu 
próprio benefício. Ainda que exista dívida entre sacado e sacador, e haja o 
compromisso do aceite, falta relação cambiária. Nesse caso, o sacado responde 
por inadimplemento de obrigação extracambiária. 
O endossante e o avalista são intervenientes acidentais ou não essenciais, 
porque não é necessária sua presença para a existência da letra de câmbio. 
Portanto, trata-se de uma ordem de pagamento, onde deverá ser informada 
a pessoa responsável por seu pagamento, ao mesmo tempo em que, o seu 
beneficiário, mas há que salientar que também a data e o local devem estar bem 
claros, e que deverá estar presente o aceite do sacado, ou seja, daquele que irá 
pagar. Assim explica Mamede (2016, p. 191): “O crédito a favor do tomador é 
certo, mas, como se verá, a vinculação da obrigação jurídica do patrimônio do 
sacado é situação jurídica que depende do aceite, por ele, da promessa de 
pagamento”. 
Ainda sobre o aceite, primordial para a validade da letra de câmbio, está o 
acordão do Tribunal de Justiça do Paraná: 
EMENTA: Apelação cível. Embargos à execução. Letra de Câmbio com 
aceite. Agravo Retido. Cerceamento de defesa. Não ocorrência. 
Possibilidade de julgamento antecipado. Matéria unicamente de direito. 
Apelação n. 1. Hamburg Chemie GMBH. Honorários advocatícios de 
sucumbência. Possibilidade de fixação única nos embargos à execução. 
Entendimento do STJ. Apelação n.2. Não entrega da mercadoria. 
Irrelevante. Letra de Câmbio com aceite. Reconhecimento do débito. 
Ausência de nulidade e vício no título. Exceção do contrato não 
cumprido. Inoponibilidade. Agravo Retido desprovido. Recurso de 
apelação n.1 desprovido. Recurso de apelação n.2 desprovido.1. 
Tratando-se de matéria unicamente de direito, dispensável a realização 
de audiência de instrução e julgamento.2. "(...) É possível a fixação única 
de honorários advocatícios nas ações de execução e de embargos à 
execução, desde que se estipule que o valor fixado servirá a ambas, em 
razão da autonomia não absoluta entre as ações. (...). 4. Agravo 
regimental desprovido. (STJ.AgRg nos EREsp 1098420/RS, Rel. 
Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, CORTE ESPECIAL, julgado em 
04/05/2016, DJe 20/05/2016)". 3. O aceite é o reconhecimento do débito. 
Com o aceite, o sacado se compromete a pagar o título no seu 
vencimento, nos termos do art.28 da Lei Uniforme.4. Ausente o contrato 
bilateral, eis que a discussão encontra-se fundamentada em título 
cambial, o qual é regido pelos princípios da literalidade, cartularidade e 
autonomia. (Processo: 1582322-4. Órgão Julgador: 16ª Câmara Cível. 
Relator: Hélio Henrique Lopes Fernandes Lima. Data Julgamento: 
14/12/2016). 
No que concerne à apresentação da letra de câmbio, esclarece Mamede 
(2016, p. 210): 
A apresentação da letra ao sacado não é ato privativo do tomador, de 
endossatário ou legítimo portador, isto é, o proprietário da letra com 
endosso em branco ou ao portador, ou o possuidor de letra na qual se 
 
 
14 
lançou endosso-mandato ou endosso pignoratício. A apresentação para 
aceite pode ser feita por qualquer pessoa, mesmo por um simples 
detentor que não tenha qualquer posição em relação ao título. 
Os estudos dirigidos nesse encontro foram relacionados aos títulos de 
crédito. 
Estudou-se desde suas características gerais, aquelas que são comuns a 
todos, até as particularidades de cada um. 
É bem verdade, que a abordagem foi somente sobre alguns títulos de 
crédito, como a nota promissória, o cheque, a duplicata e a letra de câmbio, mas 
deixa-se bem claro, que outros tantos títulos de crédito existem, e que cada um 
deles são importantes naquilo que representam, como também, que guardam 
suas peculiaridades. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
REFERÊNCIAS 
BRASIL. Decreto-Lei n. 2.848, de 7 de dezembro de 1940. Diário Oficial da União, 
Poder Legislativo, Rio de Janeiro, RJ, 31 dez. 1940. Disponível em: < 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm>. Acesso 
em: 10 jun. 2021. 
_____. Lei n. 5.474, de 18 de julho de 1968. Diário Oficial da União, Poder 
Legislativo, Brasília, DF, 25 jul. 1968. Disponível em: < 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L5474.htm>. Acesso em: 10jun. 2021. 
_____. Lei n. 7.357, de 2 de setembro de 1985. Diário Oficial da União, Poder 
Legislativo, Brasília, DF, 3 set. 1985. Disponível em: < 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7357.htm>. Acesso em: 10 jun. 2021. 
_____. Lei n. 8.137, de 27 de dezembro de 1990. Diário Oficial da União, Poder 
Legislativo, Brasília, DF, 28 dez. 1990. Disponível em: < 
http://www.planalto.gov.br/CCivil_03/Leis/L8137.htm>. Acesso em: 10 jun. 2021. 
_____. Lei n. 8.955, de 15 de dezembro de 1994. Diário Oficial da União, Poder 
Legislativo, Brasília, DF, 16 dez. 1994. Disponível em: < 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8955.htm>. Acesso em: 10 jun. 2021. 
_____. Lei n. 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Diário Oficial da União, Poder 
Legislativo, Brasília, DF, 11 jan. 2002. Disponível em: 
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406.htm>. Acesso em: 10 jun. 
2021. 
COELHO, F. U. Curso de direito comercial: direito de empresa. 23. ed. São 
Paulo: Saraiva, 2019. 
FAZZIO JÚNIOR, W. Manual de direito comercial. 21.ed. São Paulo: Atlas, 
2020. 
MAMEDE, G. Direito empresarial brasileiro: títulos de crédito. 9.ed. vol. 3. São 
Paulo: Atlas, 2016. 
REQUIÃO, R. Curso de direito comercial. 32. ed. v. 2. rev. e atual. São Paulo: 
Saraiva, 2015.

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