Prévia do material em texto
Auditoria pública: procedimentos APRESENTAÇÃO A atividade de auditoria no setor público tem papel relevante na gestão pública, por meio de uma abordagem sistemática e independente que atue sobre a gestão dos recursos públicos. Para isso, pode apresentar algumas abordagens específicas, dependendo do objeto de exames e do enfoque de trabalho para garantir melhores resultados. Também apresenta procedimentos de auditoria próprios, que são ações realizadas durante a etapa de execução da auditoria e permitem fundamentar a opinião do auditor. Os procedimentos de auditoria podem ser combinados e aplicados em conjunto ao mesmo tempo, constituindo um conjunto de verificações e averiguações dispostas geralmente em um programa de auditoria. Tais procedimentos possibilitam obter evidências ou provas suficientes para analisar as informações necessárias à fundamentação da opinião do auditor. Os procedimentos acompanham as mudanças ocorridas na gestão governamental, passando a englobar novas abordagens necessárias aos desafios que se apresentam. Nesta Unidade de Aprendizagem, você aprenderá os tipos de auditoria no setor público, considerando o objeto examinado. Também conhecerá os procedimentos básicos de auditoria governamental, bem como as principais técnicas de auditoria aplicáveis, que auxiliam na obtenção de evidências suficientes e adequadas. Por fim, debaterá sobre a evolução da auditoria no setor público, considerando o aperfeiçoamento de seus procedimentos. Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Explicar os tipos de auditoria pública.• Definir os procedimentos básicos da auditoria pública.• Analisar a evolução histórica dos procedimentos dentro da auditoria pública.• DESAFIO A auditoria adquire relevância ao agregar valor à administração por meio de uma atividade sistemática de avaliação dos controles internos, que utiliza procedimentos técnicos próprios visando a emitir melhor opinião sobre os achados. Os procedimentos de auditoria são utilizados durante a execução dos trabalhos de campo e devem considerar os objetivos objetivos a serem atingidos e são aplicados por meio de técnicas de auditoria. Tais técnicas auxiliam o auditor na execução da auditoria, por isso é importante observar o uso das técnicas adequadas para evitar desvios do objetivo e esforço inadequado. Suponha que você foi designado para compor uma equipe de auditoria que está planejando realizar uma ação de auditoria na frequência dos servidores do órgão. Acompanhe a descrição a seguir: Considerando a situação encontrada e a correta aplicação dos procedimentos de auditoria, destaque quais técnicas de auditoria poderiam ser aplicadas para atender ao escopo do trabalho e justifique a resposta para cada técnica adotada. INFOGRÁFICO A técnica de circularização ou de confirmação externa é utilizada para obtenção de uma declaração formal, lograda de pessoas externas ao órgão, sobre fatos ou situações ligadas às operações do órgão ou da entidade auditada objeto dos exames. Envolve a necessidade de confirmação de valores por meio do envio de uma carta ao detentor da informação, caso em que o pedido é classificado como branco, quando é sem valores, e preto quando são informados valores a serem confirmados ou não. A resposta enviada pode ser positiva, quando há a confirmação da informação desejada, ou negativa, quando não há a confirmação da informação. Neste Infográfico, você irá conhecer, de forma prática, a técnica de auditoria de circularização da informação. CONTEÚDO DO LIVRO A atividade de auditoria no setor público contribui para agregar valor à gestão por meio de recomendações e de avaliações do objeto auditado, podendo assumir enfoques específicos de atuação, como a auditoria de gestão, de programas, operacional, contábil, de sistemas e especial. Para alcançar seus objetivos, tem procedimentos de auditoria próprios, sustentados pelas técnicas de auditoria, que podem ser aplicadas em conjunto, dependendo do escopo dos exames. Os procedimentos de auditoria contribuem e auxiliam o auditor na execução dos trabalhos para emitir uma opinião fidedigna, baseada em evidências que fundamentem tal opinião. Esses procedimentos de auditoria vêm se desenvolvendo e acompanhando as mudanças decorrentes da gestão pública, surgindo novas abordagens voltadas para atender às demandas sociais. No capítulo Auditoria pública: procedimentos, da obra Controladoria pública, base teórica desta Unidade de Aprendizagem, você vai compreender a atuação da auditoria no setor público por meio dos tipos de auditoria governamental existentes. Vai conhecer também os procedimentos básicos de auditoria por meio das principais técnicas de auditoria aplicáveis. Além disso, você irá compreender a evolução dos procedimentos de auditoria pública diante das mudanças e dos desafios inerentes da gestão pública. Boa leitura. CONTROLADORIA PÚBLICA Diego Gomes de Lima Auditoria pública: procedimentos Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Explicar os tipos de auditoria pública. Definir os procedimentos básicos da auditoria pública. Analisar a evolução histórica dos procedimentos dentro da auditoria pública. Introdução A auditoria é uma atividade sistemática e independente que ajuda a gestão a alcançar os objetivos organizacionais. No setor público, a auditoria atua na gestão dos recursos públicos, garantindo a sua correta aplicação. Além disso, verifica a prestação de contas dos gestores e a legalidade dos atos praticados, apresentando subsídios para o aperfeiçoamento da gestão pública. A auditoria pode apresentar abordagens específicas, como auditoria de gestão, auditoria de programas, auditoria operacional e auditoria especial, cada uma com suas particularidades. Além disso, a atividade de auditoria reúne testes de observância e testes substantivos, suportados por diversas técnicas que auxiliam o auditor a obter evidência suficiente e adequada para expressar melhor a sua opinião. Ao longo do tempo, a necessidade de melhorar a prestação de serviços públicos e garantir maior transparência e maior acesso à informação contribuiu para o de- senvolvimento da auditoria e para a aplicação de procedimentos capazes de abarcar aspectos emergentes. Neste capítulo, você vai conhecer os tipos de auditoria do setor pú- blico e as suas abordagens. Em seguida, vai ver quais são os procedimen- tos básicos da auditoria, incluindo as principais técnicas utilizadas. Por fim, você vai verificar a evolução histórica dos procedimentos da auditoria pública, bem como o seu desenvolvimento, com foco na atuação voltada para agregar valor e atingir os objetivos organizacionais. 1 Tipos de auditoria pública A auditoria é uma atividade que ganhou relevância com o desenvolvimento das grandes organizações e a necessidade da emissão de uma opinião independente sobre a gestão das entidades. Essa atividade também ganhou destaque após a queda da bolsa de valores de Nova Iorque em 1929, que levou à obrigatoriedade de as empresas que negociavam ações serem submetidas a uma auditoria. A ideia era aumentar a credibilidade das suas demonstrações fi nanceiras e oferecer segurança aos investidores. De acordo com Crepaldi (2019), a auditoria envolve o levantamento, o estudo e a avaliação sistemática de transações, procedimentos, operações, rotinas e demonstrações financeiras de uma entidade. Para Attie (2018), a auditoria é uma especialização contábil voltada a testar a eficiência e a eficácia do controle patrimonial com o objetivo de expressar uma opinião sobre determinado dado. Quando é aplicada ao setor público, a atividade de auditoria consiste no conjunto de técnicas que visa a avaliar a gestão pública por meio dos processos e resultados gerenciais. A auditoria também verifica a aplicação de recursos públicos por en- tidades de direitopúblico e privado, mediante a confrontação entre uma situação encontrada e determinado critério técnico, operacional ou legal (CASTRO, 2018). Nesse sentido, a auditoria é uma atividade sistemática, que possui procedi- mentos e técnicas próprias. Na área pública, ela contribui para o aperfeiçoamento da gestão governamental. Castro (2018) afirma que a auditoria se trata de uma importante técnica de controle em busca da melhor alocação de recursos, atuando para corrigir desperdícios e inibir a improbidade, a negligência e a omissão. Em especial, a auditoria tem o intuito de antecipar-se a tais ocorrências, buscando garantir os resultados pretendidos e contribuir para agregar valor ao corpo gerencial. O autor ainda ressalta que, para que a auditoria possua uma estrutura adequada, a alta administração deve ter consciência dos seus benefícios. Em contrapartida, o produto do trabalho do auditor deve agregar valores para a tomada de decisões, garantindo resultados satisfatórios na gestão dos dirigentes (CASTRO, 2018). A auditoria surgiu como uma técnica contábil. Seu objetivo inicial era emitir uma opinião sobre as demonstrações contábeis. Contudo, ela se expandiu para outras especializações. Assim, surgiram, por exemplo, a auditoria no setor público, a auditoria de qualidade, a auditoria ambiental, a auditoria de obras e a auditoria de Tecnologia da Informação (TI). Auditoria pública: procedimentos2 A auditoria no setor público envolve a aplicação das técnicas e procedimen- tos de auditoria à gestão dos recursos públicos. Esse tipo de auditoria ocorre nos diversos órgãos e entidades governamentais e em todos os Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). Peter e Machado (2014) destacam que a auditoria governamental é uma atividade de avaliação voltada para o exame, buscando comprovar a legalidade, a legitimidade e a adequação dos controles internos e dos resultados obtidos. Para isso, levam-se em conta a economicidade, a eficiência e a eficácia da aplicação dos recursos públicos. A auditoria pública tem como objetivo examinar a regularidade e avaliar a eficiência e o desempenho da gestão administrativa por meio dos resultados alcançados. Ela também visa a apresentar subsídios para o aperfeiçoamento dos procedimentos administrativos e controles internos das unidades da ad- ministração direta e indireta. Para tal, a auditoria assume algumas formas ou tipos, de acordo com o objeto a ser examinado. Tipos de auditoria no setor público A auditoria no setor público exerce papel relevante para a aplicação correta dos recursos públicos. Ela pode ser classifi cada, doutrinariamente, segundo o objeto do exame em: auditoria de gestão, auditoria de programas, auditoria operacional, auditoria contábil, auditoria de sistemas e auditoria especial. A seguir, você vai estudar cada uma dessas classifi cações. Auditoria de gestão Esse tipo de auditoria tem por objetivo emitir uma opinião com vistas a cer- tifi car a regularidade das contas de um gestor público. De acordo com Castro (2018), nesse tipo de auditoria, verifi ca-se: a observância da legalidade nos atos praticados; a probidade na aplicação dos recursos públicos e na guarda ou adequada administração de valores e outros bens do Estado ou a ele confiados; a eficácia dos controles internos administrativos; a avaliação dos resultados operacionais; a execução dos programas de governo. Para Peter e Machado (2014), por ser mais abrangente, a auditoria de gestão compreende o exame das peças que instruem os processos de prestação de contas e da documentação comprobatória dos atos e fatos administrativos, 3Auditoria pública: procedimentos como a execução de contratos e convênios. Além disso, ela realiza a verificação da existência física de bens e outros valores, da eficiência dos sistemas de controles administrativo e contábil e do cumprimento da legislação pertinente. Os controles administrativos internos são o conjunto de atividades, planos, rotinas, métodos e procedimentos interligados estabelecidos para assegurar que os objeti- vos das unidades da administração pública sejam alcançados de forma confiável e concreta. Isso envolve cada setor ou área do órgão que se destina a controlar algum procedimento interno. Auditoria de programas De forma prática, um programa é um instrumento que organiza a atuação governamental e que é composto por um conjunto de ações para a concreti- zação de um objetivo estabelecido, mensurado por indicadores defi nidos em planos. Por meio de um programa, busca-se a solução de um problema ou o atendimento de determinada demanda da sociedade. Cada programa possui um objetivo e indicadores, além dos produtos necessários para atingir a sua meta (BRASIL, 2019). A auditoria de programas tem por objetivo acompanhar, examinar e ava- liar a execução dos programas governamentais, bem como a aplicação dos recursos descentralizados envolvidos. A auditoria analisa a execução em face dos objetivos e metas estabelecidos e dos demonstrativos e relatórios de acompanhamento produzidos. Por meio disso, avalia os resultados alcançados e o nível de eficiência gerencial. Auditoria operacional Esse tipo de auditoria busca avaliar as ações gerenciais e os procedimentos operacionais (ou parte deles) dos órgãos e entidades da administração pública — incluindo programas governamentais, projetos, atividades e segmentos — com a fi nalidade de emitir uma opinião sobre o desempenho da gestão. Peter Auditoria pública: procedimentos4 e Machado (2014) destacam que a auditoria operacional atua nas áreas inter- -relacionadas do órgão, avaliando a efi cácia dos seus resultados em relação aos recursos materiais, humanos e tecnológicos disponíveis, bem como a economicidade, a efi ciência, a efetividade e a qualidade dos controles internos existentes para a gestão dos recursos públicos. Esse tipo de auditoria auxilia a administração na gerência e nos resultados, por meio de recomendações que visam a aprimorar procedimentos, práticas administrativas, controles internos e sistemas operacionais ou informatizados. De acordo com o Manual de Auditoria Operacional do Tribunal de Contas da União (BRASIL, 2010), a auditoria operacional é o exame independente e objetivo da economicidade, da eficiência, da eficácia e da efetividade de organizações, programas e atividades governamentais. A sua finalidade é promover o aperfeiçoamento da gestão pública. A auditoria operacional, considerando a complexidade de suas abordagens, apresenta maior flexibilidade em relação à escolha dos objetivos, à aplicação das técnicas de auditoria, aos procedimentos de trabalho e às formas de comu- nicar os resultados. Podem ser adotadas diversas técnicas que possuam como norte o escopo da auditoria e os objetivos estabelecidos, mas elas precisam considerar a eficiência, a eficácia, a efetividade e a economicidade. Auditoria contábil O objeto de estudo da contabilidade aplicada ao setor público é o patrimônio das entidades governamentais. Esse tipo de auditoria avalia as alterações nos componentes do patrimônio, a divulgação dos resultados e a correta prestação de contas. Ela tem como objetivo fornecer informações úteis sobre os resultados alcançados aos usuários dos relatórios contábeis. Com isso, busca subsidiar a tomada de decisão, a correta prestação de contas e a instrumentalização do controle social. A auditoria contábil envolve o exame dos registros e documentos e a co- leta de informações e confirmações. Isso ocorre por meio de procedimentos específicos, pertinentes ao controle do patrimônio de um órgão ou entidade governamental. Esse tipo de auditoria busca obter elementos comprobatórios suficientes para opinar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com os princípios de contabilidade e se as demonstrações contábeis refletem adequadamente a situação econômico-financeira do patrimônio e os resultados do período examinado. 5Auditoria pública: procedimentos Auditoria desistemas Os sistemas de informações estão cada vez mais presentes nas atividades do setor público, seja otimizando processos ou facilitando a consulta e a realização de operações. Tais sistemas devem assegurar a fi dedignidade dos dados e informações envolvidas e garantir segurança aos seus usuários. Peter e Machado (2014) explicam que a auditoria de sistemas tem o propósito de assegurar a adequação e a privacidade dos dados e informações oriundos dos sistemas eletrônicos de processamento de dados, observando as diretrizes estabelecidas, bem como a legislação aplicável. A auditoria de sistemas, entre as suas ações, pode avaliar os controles internos dos sistemas de informações, validar a sua eficácia e as condições de segurança da informação. Para isso, considera aspectos como a integridade, a disponibilidade e a confidencialidade das informações, e ainda os contratos de TI. Auditoria especial Tem por objetivo examinar fatos ou situações consideradas relevantes, de natureza incomum ou extraordinária. As auditorias especiais são realizadas para atender a determinações expressas de autoridade competente ou por solicitação de autoridades, com base em denúncias ou avaliação de risco. Classifi cam-se também nesse tipo os demais trabalhos de auditoria que não estão inseridos em outras classes de atividades. Um exemplo de auditoria especial ocorre quando, no Poder Executivo Federal, a Controladoria-Geral da União (CGU) atua juntamente com outros órgãos, como a Polícia Federal e a Receita Federal, em operações especiais, de grande repercussão nacional, que envolvem situações graves de corrupção e desvio de recursos públicos. Cada um dos tipos de auditoria no setor público utiliza procedimentos próprios, que se adequam melhor à abordagem em questão e que auxiliam da melhor forma para o alcance dos objetivos. Durante o planejamento das atividades de auditoria, são previstos os procedimentos a serem aplicados para a obtenção de evidências adequadas e suficientes, que embasem a emissão de uma opinião fidedigna sobre os achados. Auditoria pública: procedimentos6 2 Procedimentos básicos da auditoria no setor público Os procedimentos de auditoria envolvem ações que permitem fundamentar a opi- nião do auditor. Eles dizem respeito à forma de proceder para aferir a discrepância, ou não, de determinada condição em relação a determinado critério de auditoria. Segundo Castro (2018), os procedimentos de auditoria consistem no conjunto de verifi cações e averiguações previstas num programa de auditoria. Tal conjunto deve possibilitar a obtenção de evidências ou provas sufi cientes e adequadas para a análise das informações necessárias à formulação e à fundamentação da opinião do auditor. Em síntese, os procedimentos são as ações necessárias para atingir os objetivos previstos nas normas de auditoria do setor público. Também chamado de “comando”, o procedimento representa a essência do ato de auditar, o ponto de controle sobre o qual se deve atuar para alcançar os objetivos almejados e obter evidência suficiente e adequada. O fundamental é descrever o que se deve fazer e como deve ser o exame a ser realizado, indicando os testes que serão feitos e as técnicas de auditoria que serão aplicadas. Dessa forma, os procedimentos devem detalhar os exames que o auditor vai executar para analisar as informações necessárias à formulação do seu julgamento e à fundamentação das suas conclusões e propostas. Segundo o Conselho Federal de Contabilidade (2011), os procedimentos de auditoria são classificados em dois tipos: testes de observância e testes substantivos. Veja a seguir. Testes de observância: visam à obtenção de razoável segurança de que os procedimentos de controles internos estabelecidos pela administração estão em efetivos funcionamento e cumprimento. Na sua aplicação, devem ser considerados os procedimentos listados a seguir. ■ Inspeção: por meio da verificação de registros e documentos. ■ Observação: por meio do acompanhamento de processos ou proce- dimentos quando de sua execução. ■ Investigação ou confirmação: por meio de informações obtidas junto a pessoas físicas e jurídicas conhecedoras das transações e das ope- rações, dentro ou fora da entidade. Testes substantivos: visam à obtenção de evidências quanto à sufici- ência, à exatidão e à validação dos dados produzidos pelos sistemas contábil e administrativo da entidade governamental. Dividem-se em testes de transações e saldos e testes de procedimentos de revisão analítica. 7Auditoria pública: procedimentos Evidências são informações que fundamentam os resultados da auditoria interna. Elas devem ser suficientes, fidedignas, relevantes e úteis, de modo a fornecer base sólida para as conclusões e recomendações a serem feitas à administração da entidade. A aplicação dos procedimentos de auditoria deve estar associada aos obje- tivos que se deseja atingir. Os procedimentos devem ser detalhados em tarefas descritas de forma clara, bem como ser executados por meio da aplicação de técnicas de auditoria. As técnicas de auditoria, segundo Peter e Machado (2014), são os procedimentos de que o auditor dispõe para a obtenção de in- formações adequadas e suficientes, que fundamentem as suas conclusões de modo claro e objetivo. Castro (2018) complementa que as técnicas de auditoria são o conjunto de processos e ferramentas operacionais que o auditor utiliza para obter evidências. Dessa forma, as técnicas de auditoria auxiliam o auditor na etapa de exe- cução da auditoria, visando ao alcance dos resultados desejados por meio da obtenção de evidências válidas. Cada técnica de auditoria se aplica a deter- minado escopo ou objeto de análise, sendo possível a combinação de várias técnicas adequadas ao objeto examinado. As técnicas a serem aplicadas podem estar dispostas em um programa de auditoria, mas não necessariamente se limitam a ele: podem ser aplicadas outras técnicas, dependendo do andamento dos trabalhos de campo. Castro (2018, p. 341) ressalta que “[...] é necessário observar a finalidade específica de cada técnica auditorial, para evitar a aplicação de técnicas inadequadas, a execução de exames desnecessários e o desperdício de tempo [...]”. A seguir, você vai conhecer as principais técnicas de auditoria utilizadas. Inspeção ou exame físico É o exame utilizado para testar a efetividade do controle por meio da verifi - cação in loco daqueles aspectos relativos à segurança de quantidades físicas ou à qualidade de bens intangíveis. Permite que o auditor forme a sua opinião quanto à existência física do objeto ou item a ser examinado. Peter e Machado (2014) destacam que o exame físico busca identifi car as características do objeto ou item listadas a seguir. Auditoria pública: procedimentos8 Existência física: comprovação visual da existência do item. Autenticidade: discernimento da fidedignidade do item. Quantidade: apuração adequada da quantidade física real. Qualidade: comprovação visual ou laboratorial de que o objeto exa- minado é o que deveria ser e de que permanece em perfeitas condições de uso. Indagação oral ou escrita Consiste no uso de questionários ou entrevistas junto aos envolvidos da uni- dade auditada para a obtenção de dados e informações. No caso da entrevista, consiste na formulação de perguntas e na obtenção de respostas adequadas e satisfatórias. A indagação deve ser bem aplicada, evitando questionamentos desnecessários, não relacionados ao objeto de auditoria. Peter e Machado (2014) ressaltam que é recomendável que a entrevista seja realizada por um auditor com razoável conhecimento do órgão e da área sob exame. As respostas podem ser obtidas por meio de recomendações formais ou informais. Ademais, toda informação obtida deve, de forma razoável, ser examinada, constatando-se a sua efetiva comprovação e a sua veracidade. Análise documental Consiste no exame de processos, atos formalizados e documentos avulsos diversos. Trata-sede um procedimento voltado à comprovação de transações que, por exigências legais ou de controle, são evidenciadas por documentos comprobatórios. É o caso de faturas, notas fi scais, certidões, portarias, peças do processo licitatório, contratos, declarações, seguros, registros de frequência, etc. Peter e Machado (2014) afi rmam que o exame realizado pelo auditor nos documentos deve verifi car a presença das características listadas a seguir. Autenticidade: deve-se verificar se a documentação é fidedigna e merece confiabilidade. Normalidade: deve-se analisar se a transação se refere a uma operação normal e realizada de acordo com os objetivos. Aprovação: deve-se verificar se a operação e os documentos foram aprovados por um responsável. Registro: deve-se comprovar se o registro das operações é adequado, se a documentação é hábil e se há correspondência contábil e fiscal. 9Auditoria pública: procedimentos Conferência de cálculos Consiste na revisão das memórias de cálculos ou na confi rmação de valores. É um procedimento considerado, ao mesmo tempo, o mais simples e o mais completo, sendo amplamente utilizado em virtude de quase todas as operações dos órgãos auditados envolverem valores ou quantidades. Apesar de muitas vezes os valores auditados já terem sido conferidos pelo órgão, é importante que sejam conferidos novamente diante do auditor. Na conferência de cálculos, verifica-se, por exemplo, a soma dos valores dos cheques recebidos no dia e o valor que foi lançado no controle de recebimento de cheques pela secretaria de finanças. O auditor também pode verificar os valores corretos dos cálculos referentes às provisões para férias dos servidores. Circularizações ou confirmações externas É uma técnica de verifi cação junto a fontes externas ao auditado. Ela é utilizada para obter uma declaração formal e independente relativa a fatos ligados às operações do órgão ou entidade auditada. A ideia é conseguir tal declaração com pessoas externas não ligadas à entidade para confi rmar ou não o en- volvimento desta nas operações ou atos auditados. Peter e Machado (2014) destacam que esse procedimento só tem validade para a auditoria quando atende às condições a seguir. O gestor ligado ao assunto tem participação no processo. Essa condição deve-se ao fato de o auditor não ter poderes para assinar ou solicitar pedido de confirmação pelo órgão auditado. A remessa e a obtenção das respostas dos pedidos circularizados ficam com o auditor. Dessa forma, evita-se que haja influência ou modificação, por parte do auditado, dos dados ou respostas aos itens que são objeto do processo de circularização. Ainda cabe destacar que os pedidos de circularização de informações usados pelo auditor podem ser positivos ou negativos. Veja a seguir. Pedido positivo: quando há necessidade de resposta de quem se quer obter uma confirmação formal. O pedido é branco quando não se co- locam valores para confirmação e preto quando são usados saldos ou valores a serem confirmados na data indicada. Auditoria pública: procedimentos10 Pedido negativo: é utilizado quando a resposta só é necessária em caso de discordância da pessoa de quem se quer obter a confirmação. Ou seja, na falta de resposta, se entende que a pessoa concorda com os valores apresentados no pedido de confirmação. Exame de registros Consiste na verifi cação dos registros constantes nos controles dispostos em relatórios, mapas e demonstrativos informatizados, constituindo um suporte de autenticidade dos registros principais examinados. Peter e Machado (2014) ressaltam que o uso dessa técnica deve ser sempre conjugado com o de outras que possam auxiliar a comprovar a fi dedignidade do registro principal. Correlação das informações obtidas Envolve o cotejamento ou correlação de informações obtidas de fontes in- dependentes, autônomas e distintas, no interior da própria organização. A técnica procura a consistência mútua entre diferentes amostras de evidências. Observação de atividades É uma das técnicas mais subjetivas, pois envolve o poder de constatação visual do auditor. Tal técnica pode revelar erros, problemas e defi ciências por meio de exames visuais, dependendo das experiências do auditor. A observação pode levar à identifi cação de possíveis problemas no item examinado. Corte das operações (cut-off) O corte das operações consiste no corte interruptivo das operações ou tran- sações para apurar, de forma seccionada, a dinâmica de um procedimento. Isso oferece ao auditor a “fotografi a” de um momento considerado crucial em determinado processo. Rastreamento Utilizado especialmente nas auditorias de sistemas, consiste na análise de rotinas específi cas que proporcionem evidências do funcionamento do sistema. Tais rotinas são programadas para fornecerem informações de interesse da auditoria. Segundo Peter e Machado (2014), o rastreamento proporciona a identifi cação e a 11Auditoria pública: procedimentos análise da trilha de auditoria. Essa trilha consiste em um histórico de transações que foram realizadas no sistema e que estão disponíveis para avaliação. Por meio dessa análise, busca-se provar a correção da execução das transações. As técnicas de auditoria são ferramentas fundamentais para a condução dos trabalhos de campo e auxiliam o auditor a obter evidências fidedignas para fundamentar a sua opinião. Elas podem ser combinadas e utilizadas ao mesmo tempo, dependendo do objeto de exame, do escopo e dos objetivos da auditoria. Além disso, novos procedi- mentos de auditoria podem surgir com as demandas sociais emergentes e os desafios que se apresentam à gestão pública. 3 Evolução dos procedimentos de auditoria no setor público A atividade de auditoria no setor público vem passando por uma evolução ao longo do tempo, buscando ser mais abrangente e avaliar aspectos e características anteriormente não abordados. Esse processo tem como base o desenvolvimento da auditoria independente e o aperfeiçoamento das técnicas de auditoria, além do surgimento de associações como a Organização Internacional das Entidades Fiscalizadoras Superiores (Intosai), voltada à auditoria externa, e o Instituto de Au- ditores Internos (Institute of Internal Auditors — IIA), voltado à auditoria interna. A auditoria governamental tinha como foco inicial a avaliação da situação financeira e contábil dos órgãos públicos por meio de suas contas e transações, verificando a realização das despesas e emitindo pareceres sobre os balanços. Dessa forma, voltava-se basicamente para a aplicação das técnicas de exame manual dos registros, a análise documental e a conferência de cálculos. Em paralelo, ela passa a voltar-se também à análise da legalidade ou conformidade, verificando se os atos e fatos praticados pelos gestores públicos encontram-se de acordo com os normativos aplicáveis e apontando os possíveis desvios. Castro (2018) ressalta que após a fundação do IIA, em Nova Iorque, a audi- toria interna passou a ser vista de maneira diferente. Inicialmente constituída como um corpo de funcionários quase sempre subordinados à contabilidade, a auditoria pouco a pouco passou a ter um enfoque de controle administrativo, cujo objetivo era avaliar a eficácia, a eficiência e a efetividade da aplicação dos controles internos. O seu campo de ação funcional foi estendido para Auditoria pública: procedimentos12 todas as áreas da empresa. Para garantir a sua total independência, ela passou a ter subordinação direta à alta administração. Diante da maior abrangência de atuação, a auditoria passou a ampliar o uso de procedimentos e técnicas. Com a mudança de subordinação, a auditoria passou a ser vista como uma atividade de assessoramento, com a finalidade de garantir que os controles fossem adequados e corretamente executados, bem como que as informações geradas fossem fidedignas, espelhando a realidade financeira e econômica da entidade. Portanto, a auditoria interna consistenum mecanismo de controle, na medida em que revisa e avalia a eficiência e a adequação dos controles exis- tentes e auxilia a alta administração na tomada de decisões (CASTRO, 2018). No Brasil, a auditoria interna teve o seu desenvolvimento impulsionado pela Constituição Federal de 1988, que previu a manutenção de um sistema de controle interno de forma integrada — nos três poderes da República e em todas as esferas de governo (União, estados, Distrito Federal e municípios). No Poder Executivo Federal, foi instituído o Sistema de Controle Interno (SCI), por meio do Decreto nº. 3.591, de 6 de setembro de 2000. O SCI visa à avaliação da ação governamental e da gestão dos administradores públicos federais por meio das técnicas de trabalho de auditoria e fiscalização. O órgão central do sistema de controle interno do Poder Executivo Federal é a CGU, que realiza auditorias nos mais diversos órgãos da administração direta e indireta da União. Além disso, ela atua nos órgãos que recebem ou detêm a guarda de bens ou recursos públicos federais, incluindo outros entes federados, como os estados e municípios. Atualmente, a atividade de auditoria interna é vista como uma atividade de agregação de valor à administração. Nesse sentido, a auditoria interna governamental é uma atividade independente e objetiva de avaliação e consultoria, desenhada para adicionar valor e melhorar as operações de uma organização. Os demais poderes possuem o seu próprio sistema ou órgão de controle interno (BRASIL, 2017). A Constituição Federal de 1988 também prevê a atuação do controle ex- terno, cujo titular é o Congresso Nacional, com o auxílio do TCU. O TCU desempenha um importante papel na sociedade, atuando como instância de controle externo e órgão técnico fiscalizador da aplicação dos recursos públi- cos federais. Ele trabalha por meio de auditorias e fiscalizações de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial. Dessa forma, o TCU atua em diversas áreas da gestão pública, inclusive em áreas transversais, como transporte, infraestrutura e agricultura. Ele realiza atividades de auditoria e inspeção no âmbito da administração pública federal, basicamente julgando as contas dos administradores públicos e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos. Além disso, aprecia as 13Auditoria pública: procedimentos contas do presidente da República, entre outras atribuições constitucionais. Assim, o TCU tem alcance federal, porém cada estado federado também possui o seu respectivo tribunal de contas. O controle externo é realizado por órgãos que não fazem parte da gestão administrativa analisada. Tal controle tem a finalidade de verificar e avaliar a gestão contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial dos órgãos de sua esfera de atuação. Com o desenvolvimento das técnicas de auditoria governamental e com a exigên- cia de melhorar a qualidade dos serviços prestados, ampliar a transparência das ações e realizar prestações de contas adequadas, os órgãos de auditoria governamental precisam oferecer respostas para atender à sociedade. Nesse sentido, eles passaram a avaliar, em suas ações de auditoria, aspectos de governança e gerenciamento de riscos. Com isso, buscam agregar maior valor aos desafios que se impõem, aplicando procedimentos mais abrangentes de auditoria. Entre esses procedimentos, incluem- -se: a avaliação de indicadores de gestão, o desenvolvimento de painéis com o uso de TI e a avaliação dos riscos por meio da aplicação da matriz de riscos. A avaliação envolve a obtenção e a análise de evidências com o objetivo de fornecer opiniões ou conclusões independentes sobre um objeto de auditoria. No caso de indicadores de gestão, deve-se verificar o seu nível de alcance, a sua adequação e a coerência dos parâmetros. A atuação sobre a governança deve avaliar se ela alcança os seus objetivos por meio da promoção da ética e dos valores adequados, do gerenciamento do desempenho organizacional, da transparência das ações, da prestação de contas (accountability) e da coordenação das atividades de comunicação. O gerenciamento de riscos, de acordo com a CGU (BRASIL, 2017), é o processo de identificar, avaliar, administrar e controlar determinados eventos ou situações para fornecer razoável certeza quanto ao alcance dos objetivos da organização. A auditoria avalia se os riscos são significativos, identificados e avaliados, se as respostas aos riscos são adequadas e se as informações de riscos são coletadas e comunicadas de forma oportuna, permitindo aos responsáveis cumprir as suas obrigações. O nível de maturidade da gestão de riscos envolve o grau em que a organização se encontra em relação à aplicação da abordagem da gestão de riscos, ou seja, está em jogo se os processos de gestão de riscos existem e se estão integrados à gestão. Auditoria pública: procedimentos14 Portanto, as mudanças decorrentes do acesso à informação, do maior controle social e dos avanços tecnológicos alavancam o desenvolvimento da atividade de auditoria governamental, contribuindo de forma mais efetiva para a boa gestão dos recursos públicos. Isso vem aproximando a auditoria das áreas de negócio das organizações. Ademais, vem proporcionando maior visibilidade aos trabalhos realizados e alçando a auditoria a um patamar de maior importância, dado que ela contribui diretamente para a tomada de decisões (BRASIL, 2017). Tais mudanças acarretam maiores responsabilidades aos auditores governa- mentais, sejam internos ou externos à entidade auditada. Logo, eles precisam adquirir novas habilidades, dominar mais ferramentas e adotar estratégias melhores para prestar uma maior variedade de serviços e ter um maior alcance de atuação. Com isso, a atividade de auditoria governamental passa a ter maior relevância, já que contribui diretamente para o alcance dos objetivos da organização pública. ATTIE, W. Auditoria conceitos e aplicações. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2018. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: http:// www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 20 abr. 2020. BRASIL. Decreto nº 3.591, de 6 de setembro 2000. Dispõe sobre o Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal e dá outras providências. Disponível em: http:// www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D3591.htm. Acesso em: 20 abr. 2020. BRASIL. Ministério da Fazenda. Secretaria do Tesouro Nacional. Manual de contabilidade aplicada ao setor público. 8. ed. Brasília: STN, 2019. BRASIL. Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União. Secretaria Federal de Controle Interno. Manual de orientações técnica da atividade de auditoria interna governamental do Poder Executivo Federal. Brasília: CGU, 2017. BRASIL. Tribunal de Contas da União. Manual de auditoria operacional. Boletim do Tribunal de Contas da União Especial, Brasília, ano 43, n. 4, 2010. CASTRO, D. P. Auditoria, contabilidade e controle interno no setor público. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2018. CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Resolução CFC nº 1.329/11. Altera a sigla e a numeração de normas, interpretações e comunicados técnicos. Brasília: CFC, 2011. CREPALDI, S. A. Auditoria contábil: teoria e prática. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2019. PETER, M. G. A.; MACHADO, M. V. V. Manual de auditoria governamental. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2014. 15Auditoria pública: procedimentos Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos testados, e seu fun- cionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas páginas estão constantemente mudando de local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links. Leitura recomendada SILVA, E. F. Controladoria na administração pública: manual prático para implantação. São Paulo: Atlas, 2013. Auditoria pública: procedimentos16DICA DO PROFESSOR Diante da necessidade crescente de prestar melhores serviços e atender aos anseios da sociedade, os órgãos públicos passaram a ter uma postura mais proativa e a adotar princípios de governança nas suas atividades. Em decorrência disso, novos procedimentos de auditoria governamental surgem como solução para atingir evidências adequadas e avaliar a estrutura de governança dos órgãos públicos. Na Dica do Professor, você vai conhecer alguns procedimentos utilizados pela auditoria governamental para avaliar o nível de maturidade da governança dos órgãos públicos. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! EXERCÍCIOS 1) A auditoria no setor público exerce papel importante para avaliar a correta aplicação dos recursos públicos e apresenta abordagens distintas, conforme o objeto dos exames. O tipo de auditoria que está voltado para a análise das peças que instruem as prestações de contas e busca emitir opinião para certificar a regularidade das contas é denominada: A) auditoria de programas. B) auditoria de sistemas. C) auditoria contábil. D) auditoria de gestão. E) auditoria especial.1. 2) Um auditor irá realizar uma auditoria em uma autarquia federal e verificou que o escopo do trabalho envolvia a análise de desempenho da gestão do órgão, por meio da avaliação da eficácia de seus resultados na prestação de serviços e, também, a análise da eficiência, economicidade e efetividade das atividades e dos controles internos envolvidos. Dessa forma, o auditor deve optar no seu planejamento por realizar uma auditoria de natureza: A) especial. B) contábil. C) operacional. D) programas. E) tributária. 3) Uma equipe de auditoria está realizando uma auditoria no almoxarifado de um órgão público municipal e, ao visitar o galpão, perceberam uma grande quantidade e diversidade de itens. O objeto dos exames era verificar a eficiência dos controles internos dos saldos em estoque. Para otimizar os trabalhos e verificar a eficácia dos controles dos saldos, perceberam a necessidade de aplicar algumas técnicas de auditoria no momento da visita in loco. Dessa forma, assinale a alternativa que contém as técnicas de auditoria mais adequadas a serem aplicadas pela equipe no momento dessa execução. A) Entrevista, análise documental e circularização. B) Análise documental, contagem física e exame de registros. C) Circularização, rastreamento e contagem física. D) Entrevista, exame de registros e rastreamento. E) Contagem física, circularização e análise documental. 4) Durante a realização de um trabalho de auditoria, verificou-se a necessidade de avaliar os controles internos dos processos do setor de protocolo de uma fundação pública. Primeiramente, os auditores gostariam de entender como funcionam os processos de recebimento de documentos e seu posterior envio ao setor competente. Diante de tal necessidade, decidiram ir ao protocolo do órgão. Qual técnica de auditoria deve ser utilizada para compreender o funcionamento dos processos destacados? A) Rastreamento. B) Conferência de cálculos. C) Circularização. D) Correlação de informações obtidas. E) Observação de atividades. Diante de um cenário cada vez mais desafiador, os instrumentos de gestão governamental se modernizaram para atender às demandas crescentes da sociedade, e a auditoria vem acompanhando tais mudanças. Entre os atuais procedimentos de gestão, aquele voltado para identificar, avaliar, 5) administrar e controlar determinados eventos ou situações e fornecer razoável certeza quanto ao alcance dos objetivos organizacionais é denominado: A) gestão de riscos. B) governança. C) avaliação por indicadores. D) corte de operações. E) avaliação de painéis informativos. NA PRÁTICA O Tribunal de Contas da União (TCU) realiza auditorias operacionais nas mais diversas áreas, englobando também a atuação sobre licenciamentos federais. As auditorias operacionais permitem maior aprofundamento das ações de auditoria e possibilitam verificar a atuação da gestão no alcance dos resultados. O TCU realizou uma auditoria operacional sobre Licenciamento Ambiental Federal (LAF) em contratos de linhas de transmissão e rodovias. O licenciamento ambiental permite o controle sobre as atividades humanas que interferem nas condições ambientais e busca conciliar o desenvolvimento econômico com a sustentabilidade dos ecossistemas. Neste Na Prática, confira a relevância da atuação do TCU por meio de auditoria operacional nos licenciamentos prévios para linhas de transmissão e rodovias. SAIBA MAIS Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: Benefícios potenciais da auditoria operacional para a Administração Pública: a percepção de auditores do TCE/PB Neste artigo, os autores analisam a percepção dos auditores do Tribunal de Contas da Paraíba sobre o grau de importância e a possibilidade de materialização dos benefícios potenciais da auditoria operacional para a Administração Pública. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! Técnicas, estudos e ferramentas de apoio - Tribunal de Contas da União Neste link , são disponibilizados pelo TCU diversos materiais de apoio sobre técnicas de auditoria e ferramentas, que podem ser aplicadas pelos auditores governamentais para melhor execução de suas atividades. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! Auditoria de avaliação de programas de Governo Neste vídeo, você irá assistir a uma palestra sobre as principais questões que permeiam a auditoria de avaliação de programas governamentais. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! Técnicas para auditoria de sistemas informatizados Neste vídeo, é possível assistir a palestra sobre técnicas de auditoria realizadas nos sistemas informatizados do órgão. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!