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HIV - AIDS

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1 
 
 
Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
Objetivos 
1- Compreender as características microbiológicas, 
a epidemiologia, os mecanismos de transmissão, 
os fatores de risco, o quadro clínico, o 
diagnóstico e as complicações da HIV. 
2- Relacionar quadro clínico HIV/AIDS. 
Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) 
↠ A síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) é 
causada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), um 
retrovírus, e caracteriza-se por imunossupressão 
profunda que leva a infecções oportunistas, neoplasias 
secundárias e manifestações neurológicas (KUMAR et al., 
2023). 
CARACTERÍSTICAS MICROBIOLÓGICAS 
 Foram isoladas duas formas geneticamente diferentes, porém 
relacionadas, de HIV, denominadas HIV-1 e HIV-2, de pacientes com 
AIDS. O HIV-1 constitui o tipo mais comum associado à AIDS nos EUA, 
na Europa e na África Central, enquanto o HIV-2 causa uma doença 
semelhante sobretudo na África Ocidental e na Índia. Existem testes 
específicos para o HIV-2, e o sangue coletado para transfusão é 
rotineiramente submetido a rastreamento para soropositividade para 
HIV-1 e HIV-2 (KUMAR et al., 2023). 
↠ HIV pertence ao gênero Lentivirus, subfamília 
Orthoretrovirinae da família Retroviridae; todos os 
retrovírus são definidos pela existência de uma enzima 
específica, a transcriptase reversa, que catalisa a síntese 
de DNA a partir de um modelo de RNA, o evento central 
e único na replicação do retrovírus que permite a 
integração do DNA viral ao genoma do hospedeiro 
(GOLDMAN; SCHAFER, 2022). 
 Como a maioria das pessoas é infectada pelo HIV-1, esta 
discussão terá essa forma como foco. 
↠ O cerne do vírus contém: (KUMAR et al., 2023). 
• a proteína principal do capsídio p24; 
• a proteína do nucleocapsídio p7/p9; 
• duas cópias do RNA genômico do vírus; 
• as três enzimas virais (protease, transcriptase 
reversa e integrase). 
 A p24 é o antígeno viral mais abundante e é detectada por um 
ELISA amplamente utilizado no diagnóstico da infecção pelo HIV. O 
cerne do vírus é circundado por uma proteína de matriz, denominada 
p17, que está localizada abaixo do envelope. O envelope do vírus é 
cravejado por duas glicoproteínas virais, gp120 e gp41, que são 
fundamentais na infecção das células pelo HIV (KUMAR et al., 2023). 
 
 
↠ O genoma de RNA do HIV-1 contém os genes gag, pol 
e env, que são típicos dos retrovírus. Os produtos dos 
genes gag e pol consistem em grandes proteínas 
precursoras, que são clivadas pela protease viral para 
produzir as proteínas maduras. Além desses três genes 
padrão dos retrovírus, o HIV contém vários outros genes 
acessórios, como tat, rev, vif, nef, vpr e vpu que regulam 
a síntese e a montagem das partículas virais infecciosas 
e a patogenicidade do vírus. Por exemplo, o produto do 
gene tat (transativador) produz um aumento de mil vezes 
na transcrição dos genes virais e é fundamental para a 
replicação do vírus (KUMAR et al., 2023). 
 
 
↠ Embora possa infectar muitos tecidos, o principal alvo 
da infecção pelo HIV é o sistema imune. O sistema 
nervoso central (SNC) também é afetado (KUMAR et al., 
2023). 
 O HIV entra no corpo por meio das mucosas e do 
sangue e infecta em primeiro lugar as células T, bem como as CD e 
os macrófagos. A infecção torna-se estabelecida nos tecidos linfoides, 
onde o vírus pode permanecer latente por um longo período. A 
Estrutura do vírion do HIV-1. A partícula viral é recoberta por uma bicamada 
lipídica proveniente da célula do hospedeiro e cravejada de glicoproteínas virais 
gp41 e gp120. 
2 
 
 
Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
replicação ativa do vírus está associada a maior infecção das células e 
à progressão para a AIDS (KUMAR et al., 2023). 
ENTRADA DO VÍRUS NAS CÉLULAS 
A necessidade de ligação ao CD4 explica o tropismo seletivo do vírus 
para as células T CD4+ e outras células CD4+, sobretudo 
monócitos/macrófagos e CD. Entretanto, a ligação ao CD4 não é 
suficiente para a infecção. A gp120 do HIV também precisa se ligar a 
outras moléculas de superfície celular (correceptores) para a entrada 
na célula. Os receptores de quimiocinas, particularmente CCR5 e 
CXCR4 desempenham essa função. As cepas R5 infectam de 
preferência as células da linhagem de monócitos/macrófagos e, 
portanto, são designadas como M-trópicas, enquanto as cepas X4 são 
T-trópicas, infectando preferencialmente as células T (KUMAR et al., 
2023). 
O envelope do HIV contém duas glicoproteínas associadas de forma 
não covalente, a gp120 de superfície e a proteína transmembranar 
gp41. O passo inicial na infecção consiste na ligação da glicoproteína 
do envelope gp120 ao CD4, que leva a uma mudança conformacional, 
produzindo um novo sítio de reconhecimento na gp120 para os 
correceptores CCR5 ou CXCR4 (KUMAR et al., 2023). 
A ligação aos correceptores induz mudanças conformacionais na gp41, 
que resultam na exposição de uma região hidrofóbica, denominada 
peptídeo de fusão, na extremidade da gp41. Esse peptídeo insere-se 
na membrana celular e nas células-alvo (p. ex., células T ou 
macrófagos), levando à fusão do vírus com a membrana celular do 
hospedeiro, um evento que possibilita a entrada do cerne do vírus 
contendo o genoma do HIV dentro da célula (KUMAR et al., 2023). 
 A necessidade de ligação do HIV aos correceptores pode ter 
importantes implicações na patogênese da AIDS. As quimiocinas 
impedem estericamente a infecção das células em cultura pelo HIV 
por meio de ocupação de seus receptores, de modo que o nível de 
quimiocinas nos tecidos pode influenciar a eficiência da infecção viral 
in vivo. Além disso, os polimorfismos no gene que codifica CCR5 estão 
associados a uma suscetibilidade diferente à infecção pelo HIV. Cerca 
de 1% dos norte-americanos brancos herda duas cópias mutantes do 
gene CCR5, e esses indivíduos são resistentes à infecção e ao 
desenvolvimento da AIDS relacionadas às cepas R5 isoladamente do 
HIV. Cerca de 20% dos indivíduos são heterozigotos para esse alelo 
CCR5 protetor; essas pessoas não são protegidas da AIDS, porém o 
início da doença após a infecção é ligeiramente retardado (KUMAR et 
al., 2023). 
 
REPLICAÇÃO DO VÍRUS 
Uma vez internalizado, o genoma de RNA do vírus sofre transcrição 
reversa, levando à síntese de DNA complementar de dupla fita (cDNA; 
DNA pró-viral). Nas células T em repouso, o cDNA do HIV pode 
permanecer no citoplasma em uma forma epissomal linear. Nas células 
T que sofrem divisão, o cDNA torna-se circular, entra no núcleo e 
integra-se ao genoma do hospedeiro. Após sua integração, o pró-vírus 
pode permanecer silencioso por meses ou anos, constituindo uma 
forma de infecção latente. Como alternativa, o DNA pró-viral pode ser 
transcrito, com formação de partículas virais completas que brotam 
da membrana celular. Essa infecção produtiva, quando associada a 
extenso brotamento viral, leva à morte das células infectadas (KUMAR 
et al., 2023). 
Para a reprodução do HIV é obrigatório que o RNA viral se torne DNA. 
Isso é feito graças à enzima transcriptase reversa. A transcriptase 
reversa faz uma cópia do RNA viral e, depois, uma cópia especular. O 
resultado é um DNA de duplo filamento que carreia informações para 
replicação viral. A quarta etapa é denominada integração. Durante a 
integração, o novo DNA penetra no núcleo do linfócito T CD4+ e, 
com a ajuda da enzima integrase, é inserido no DNA original da célula. 
A quinta etapa envolve transcrição do DNA viral com duplo filamento 
para formar RNA mensageiro (mRNA) de filamento único com as 
instruções para formação de novos vírus. A transcrição envolve 
ativação do linfócito T e indução de fatores de transcrição da célula 
hospedeira como fator nuclear κB (NFκB) (NORRIS, 2021). 
Para finalizar o ciclo, o RNA ribossômico (rRNA) emprega as instruções 
no mRNA para criar uma cadeia de proteínas e enzimas denominada 
poliproteína. Essas poliproteínas contêm os elementos necessários 
para os estágios seguintes de criaçãode novos vírus. A sétima etapa 
é denominada clivagem. Durante a clivagem, a enzima protease 
secciona a cadeia da poliproteína em proteínas individuais que farão 
parte dos novos vírus. Por fim, as proteínas e o RNA viral são reunidos 
em novos HIV e são liberados do linfócito T CD4+ (NORRIS, 2021). 
 
 A replicação do HIV envolve a destruição do linfócito T CD4+ 
e a liberação de cópias do HIV para a corrente sanguínea. Essas 
partículas virais (vírions) invadem outros linfócitos T CD4+, 
possibilitando a evolução da infecção. A cada dia, milhões de linfócitos 
T CD4+ infectados são destruídos, liberando bilhões de partículas virais 
para a corrente sanguínea. Todavia, diariamente, quase todos os 
linfócitos T CD4+ são substituídos e quase todas as partículas virais 
são destruídas. O problema é que, com o passar dos anos, a contagem 
de linfócitos T CD4+ diminui gradativamente em decorrência desse 
processo e o número de vírus detectados no sangue das pessoas 
infectadas pelo HIV aumenta (NORRIS, 2021). 
EPIDEMIOLOGIA 
↠ Nos EUA, a AIDS é a segunda causa principal de morte 
em homens entre 25 e 44 anos e a terceira causa 
principal de morte em mulheres nessa faixa etária. 
Embora tenha sido inicialmente reconhecida nos EUA, a 
AIDS é um problema global. Atualmente, ela já foi 
notificada em mais de 190 países em todo o mundo, e o 
3 
 
 
Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
número de indivíduos infectados pelo HIV na África e na 
Ásia é grande e está em expansão (KUMAR et al., 2023). 
MECANISMOS DE TRANSMISSÃO 
↠ A transmissão do HIV ocorre em condições que 
facilitam a troca de sangue ou de fluidos corporais que 
contenham o vírus ou células infectadas pelo vírus. As 
três principais vias de transmissão são o contato sexual, a 
inoculação parenteral e a transferência do vírus de mães 
infectadas para seus recém-nascidos (KUMAR et al., 2023). 
TRANSMISSÃO SEXUAL 
↠ A transmissão sexual constitui o modo predominante 
de infecção em todo o mundo, respondendo por mais de 
75% de todos os casos de transmissão do HIV. O vírus é 
transportado no sêmen e penetra no corpo do receptor 
através de escoriações na mucosa retal ou na mucosa 
oral ou por contato direto com células de revestimento 
da mucosa. A transmissão do vírus ocorre de duas 
maneiras: (KUMAR et al., 2023). 
• inoculação direta nos vasos sanguíneos que 
foram lesionados por trauma. 
• infecção das CD ou das células CD4+ no interior 
da mucosa. 
 A transmissão sexual do HIV aumenta com a coexistência de 
doenças sexualmente transmissíveis, sobretudo aquelas associadas a 
ulceração genital. Nesse aspecto, a sífilis, o cancroide e o herpes são 
significativos (KUMAR et al., 2023). 
TRANSMISSÃO PARENTERAL 
↠ A transmissão parenteral do HIV tem ocorrido em três 
grupos de indivíduos: (KUMAR et al., 2023). 
• usuários de drogas intravenosas; 
• hemofílicos que receberam concentrados de 
fator VIII e de fator IX; 
• receptores aleatórios de transfusão de sangue. 
↠ Desses três grupos, os usuários de drogas 
intravenosas constituem, de longe, o maior grupo. A 
transmissão ocorre pelo compartilhamento de agulhas, 
seringas e outros objetos contaminados com sangue que 
contenha HIV (KUMAR et al., 2023). 
TRANSMISSÃO MÃE PARA O LACTENTE 
↠ A transmissão da mãe para o lactente constitui a 
principal causa de AIDS pediátrica. As mães infectadas 
podem transmitir a infecção ao filho por três vias: 
(KUMAR et al., 2023). 
• intra útero por disseminação transplacentária; 
• durante o parto, através do canal do parto 
infectado; 
• após o nascimento, com a ingestão de leite 
materno. 
 No que diz respeito à transmissão da infecção pelo HIV 
em profissionais da área de saúde, existe um risco extremamente 
pequeno, porém definido. Foi documentada a ocorrência de 
soroconversão após lesão acidental por picada de agulha ou exposição 
da pele não intacta a sangue infectado em acidentes de laboratório. 
Após os acidentes por picadas de agulha, acredita-se que o risco de 
soroconversão seja de aproximadamente 0,3%, e a terapia 
antirretroviral administrada nas primeiras 24 a 48 horas após a picada 
de agulha pode reduzir em oito vezes o risco de infecção (KUMAR et 
al., 2023). 
ATENÇÃO: A pessoa infectada pelo HIV é considerada contagiosa 
mesmo quando não há sinais/sintomas. O momento no qual uma 
pessoa infectada, sem anticorpos anti-HIV detectados no sangue, passa 
a apresentar esses anticorpos é denominado soroconversão. 
Tipicamente, a soroconversão ocorre 1 a 3 meses após a exposição 
ao HIV, embora possa demorar até 6 meses. O período de tempo 
entre a infecção e a soroconversão é denominado janela imunológica. 
Durante esse período, a pesquisa de anticorpos anti-HIV será negativa 
(NORRIS, 2021). 
QUADRO CLÍNICO 
↠ A evolução típica da infecção pelo HIV é definida por 
três fases, que geralmente ocorrem em um período de 
8 a 12 anos. As três fases são infecção primária, fase de 
latência ou crônica assintomática e AIDS franca (NORRIS, 
2021). 
↠ Muitas pessoas, quando são infectadas incialmente pelo 
HIV, apresentam uma síndrome semelhante a 
mononucleose conhecida como infecção primária, que 
pode durar algumas semanas. Essa fase aguda inclui febre, 
fadiga, mialgia, dor de garganta, sudorese noturna, 
distúrbios gastrintestinais, linfadenopatia, erupção cutânea 
maculopapular e cefaleia (NORRIS, 2021). 
 Durante a infecção primária, existe aumento da replicação viral, 
que resulta em cargas virais muito altas, algumas vezes superiores a 
1.000.000 cópias/mℓ, e queda da contagem de linfócitos T CD4+. De 
modo geral, os sinais/sintomas da fase primária da infecção pelo HIV 
surgem aproximadamente 1 mês após a exposição ao HIV, embora 
possam aparecer mais cedo. Após algumas semanas, o sistema 
imunológico atua para controlar a replicação viral e reduzir a carga viral 
a um nível mais baixo. Essa carga viral permanece, com frequência, 
nesse nível mais baixo (NORRIS, 2021). 
↠ A fase primária é seguida por um período latente 
durante o qual a pessoa não apresenta sinais nem 
sintomas da doença. O período latente mediano é de 
aproximadamente 10 anos. Durante esse período de 
tempo, a contagem de linfócitos T CD4+ cai 
4 
 
 
Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
gradativamente a partir da faixa normal de 800 a 1.000/μℓ 
para 200/μℓ ou menos (NORRIS, 2021). 
 Alguns indivíduos apresentam linfadenopatia nessa fase. De modo 
geral, a linfadenopatia generalizada persistente (LGP) é definida como 
aumento crônico dos linfonodos por mais de 3 meses em pelo menos 
dois locais do corpo, não incluindo a região inguinal. Os linfonodos 
podem ser dolorosos ou visíveis externamente (NORRIS, 2021). 
↠ A terceira fase, AIDS franca, ocorre quando uma 
pessoa apresenta uma contagem de linfócitos T CD4+ 
inferior a 200/μℓ ou uma doença definidora de AIDS. Sem 
tratamento antirretroviral, essa fase pode evoluir para 
morte em 2 ou 3 anos ou, em alguns casos, mais rápido 
ainda. O risco de infecções oportunistas e morte aumenta 
significativamente quando a contagem de linfócitos T 
CD4+ cai abaixo de 200/μℓ (NORRIS, 2021). 
DIAGNÓSTICO 
↠ Os métodos diagnósticos usados na infecção pelo HIV 
incluem métodos laboratoriais para determinar a 
existência de infecção e métodos clínicos para avaliar a 
evolução da doença. O método mais acurado e barato de 
identificar a infecção pelo HIV é a pesquisa de anticorpos 
anti-HIV (NORRIS, 2021). 
↠ O procedimento do teste de anticorpos anti-HIV 
consiste no rastreamento com imunoensaio enzimático, 
também conhecido como ensaio imunossorvente ligado a 
enzima (ELISA), seguido por um teste confirmatório, o 
ensaio Western blot, que é realizado se o imunoensaio 
enzimático for positivo. Tendo em vista as questões 
psicológicas relacionadas com a infecção pelo HIV e a 
AIDS, é crucial manter a sensibilidade e a confidencialidade 
sempre que for implementada a testagem (NORRIS, 2021). 
↠ A reação da cadeia dapolimerase (PCR) é uma técnica 
de detecção do DNA do HIV. A PCR detecta o vírus em 
vez de o anticorpo contra o vírus. Os testes Western blot 
e ensaio imunoenzimático detectam os anticorpos anti-
HIV. A PCR é útil no diagnóstico de infecção pelo HIV em 
recém-nascidos/lactentes de mulheres infectadas porque 
eles apresentam anticorpos anti-HIV maternos 
(independentemente de estarem ou não infectados). 
Como a quantidade de DNA viral na célula infectada pelo 
HIV é pequena em comparação com a quantidade de 
DNA humano, a detecção direta do material genético viral 
é difícil. A PCR é um método de amplificar o DNA viral em 
até 1 milhão de vezes (ou mais) para aumentar a 
probabilidade de detecção (NORRIS, 2021). 
 
COMPLICAÇÕES 
↠ As infecções oportunistas começam a ocorrer quando 
o sistema imunológico é gravemente comprometido 
(NORRIS, 2021). 
↠ As infecções oportunistas são, mais frequentemente, 
categorizadas pelo tipo de microrganismos causal (p. ex., 
fungos, protozoários, bactérias, micobactérias, vírus). As 
infecções oportunistas causadas por bactérias e 
micobactérias incluem pneumonia bacteriana, 
salmonelose, bartonelose, tuberculose (M. tuberculosis) e 
infecções causadas pelo complexo Mycobacterium 
avium-intracellulare (MAC). As infecções oportunistas 
fúngicas incluem candidíase, coccidioidomicose, 
criptococose, histoplasmose, peniciliose e pneumocistose. 
As infecções oportunistas por protozoários incluem 
criptosporidiose, microsporidiose, isosporidiose e 
5 
 
 
Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
toxoplasmose. As infecções oportunistas virais incluem 
aquelas causadas por citomegalovírus (CMV), herpes-
vírus simples (HSV), herpes-zóster, papilomavírus humano 
(HPV) e vírus JC, o agente causal da leucoencefalopatia 
multifocal progressiva (LMP) (NORRIS, 2021). 
QUADRO CLÍNICO HIV/AIDS 
↠ A fase final consiste em progressão para a AIDS, 
caracterizada pela desagregação das defesas do 
hospedeiro, aumento dramático da carga viral e doença 
clínica grave e potencialmente fatal. O paciente típico 
apresenta febre de longa duração (> 1 mês), fadiga, perda 
de peso, diarreia e aumento generalizado dos linfonodos. 
Depois de um período variável, surgem infecções 
oportunistas graves, neoplasias secundárias ou doença 
neurológica clínica e diz-se que o paciente desenvolveu 
AIDS (NORRIS, 2021). 
↠ Na ausência de tratamento, a maioria dos pacientes 
com infecção pelo HIV evolui para a AIDS depois de uma 
fase crônica de 7 a 10 anos de duração (NORRIS, 2021). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências 
NORRIS, Tommie L. Porth - Fisiopatologia. Grupo GEN, 
2021. 
KUMAR, Vinay; ABBAS, Abul K.; ASTER, Jon C. Robbins & 
Cotran Patologia: Bases Patológicas das Doenças. Grupo 
GEN, 2023. 
GOLDMAN, Lee; SCHAFER, Andrew I. Goldman-Cecil 
Medicina. Grupo GEN, 2022.

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