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MAPAS MENTAIS por @viciodeumaestudante ECAECA PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO INTEGRAL Prioriza o melhor interesse da criança e do adolescente e assegura todos os meios e oportunidades para seu desenvolvimento pleno Pessoa de até 12 anos de idade incompletos Aquele entre 12 e 18 anos de idade. Se aplica a pessoas de até 18 anos 1° - Manutenção da aplicação de medida socioeducativa até os 21 anos (desde que o ato infracional tenha sido praticado enquanto o autor ainda era adolescente ? art. 121 ECA) 2°-Adoção estatutária, para jovens de até 21 anos que, à época do pedido, já estavam sob a guarda ou tutela do pretendente à adoção (art. 40 ECA). CRIANÇA ADOLESCENTE regra exceção CONCEITO DE CRIANÇA E ADOLESCENTE apl icabil idade Art. 227, CF/88: ?É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão? DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Ao adolescente empregado; Aprendiz; Aluno de escola técnica é vedado trabalho (art.67, ECA): - Noturno ( 22h às 05h); - Perigoso, insalubre ou penoso; - Realizado em locais prejudiciais à sua formação e ao seu desenvolvimento físico, psíquico, moral e social - realizado em horários e locais que não permitam a freqüência à escola. - É proibido qualquer trabalho a menores de 16 anos de idade,salvo na condição de aprendiz. A formação técnico-profissional (ministrada segundo as diretrizes e bases da legislação de educação em vigor.) do adolescente obedecerá aos seguintes princípios: (Art. 62 e 63 ,ECA) - Garantia de acesso e frequência obrigatória ao ensino regular; - atividade compatível com o desenvolvimento do adolescente; - horário especial para o exercício das atividades. - A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho (art.53) - O Estado deve assegurar à criança e ao adolescente uma série de direitos, listados no art. 54, a seguir, os incisos já cobrados em prova: I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria*; II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio*; - A matrícula na rede regular de ensino é obrigatória em todas as hipóteses, sem exceções. - *Art. 56. Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de: I - maus-tratos envolvendo seus alunos; II - reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares; III - elevados níveis de repetência. DIREITO A EDUCAÇÃO PROTEÇÃO AO TRABALHO NOVIDADE !!! Art. 53-A. É dever da instituição de ensino, clubes e agremiações recreativas e de estabelecimentos congêneres assegurar medidas de conscientização, prevenção e enfrentamento ao uso ou dependência de drogas ilícitas.(Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13840.htm#art16 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13840.htm#art16 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13840.htm#art16 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13840.htm#art16 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13840.htm#art16 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13840.htm#art16 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13840.htm#art16 DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Art. 17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, idéias e crenças, dos espaços e objetos pessoais Se a proteção a imagem for violada, será configurado abuso do direito, tendo como consequência o dever de indenização pelos danos causados Art. 15. A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis. Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: III -crença e culto religioso; Art. 19. É direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente que garanta seu desenvolvimento integral. Art. 226, CF/88: ?A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado? A preferência da criança ou do adolescente será sempre com seus pais* e na ausência destes os familiares mais próximos, mantendo sempre o convivio familiar e comunitário. direito de convivência proteção à imagem l iberdade de crença e rel igião Art. 5º (...) CF VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; - Sempre que possível*, a criança ou o adolescente será previamente ouvido por equipe interprofissional, respeitado seu estágio de desenvolvimento e grau de compreensão sobre as implicações da medida, e terá sua opinião devidamente considerada. FALTA DE RECURSOS MATERIAIS: não é motivo suficiente para determinar a perda do poder familiar, nos termos do art. 23 do ECA. É uma prerrogativa ou autoridade que se exerce em face de crianças e adolescentes, implicando nos deveres de guarda, sustento e educação. PERDA E SUSPENSÃO DO PODER FAMILIAR A suspensão do poder familiar ocorre quando ?o pai, ou a mãe abusar de sua autoridade, faltando aos deveres a eles inerentes ou arruinando os bens dos filhos, ou o pai ou à mãe forem condenados por sentença irrecorrível, em virtude de crime cuja pena exceda a dois anos de prisão? (art. 1.637 do CC). PODER FAMILIAR PROCEDIMENTOS DO ECA colocação em famíl ia substituta TUTELA GUARDA ADOÇÃOA oitiva NÃO é necessária, somente quando for possível - Tratando-se de maior de 12 (doze) anos de idade, será necessário seu consentimento, colhido em audiência. - Os grupos de irmãos serão colocados sob adoção, tutela ou guarda da mesma família substituta, ressalvada a comprovada existência de risco de abuso ou outra situação que justifique plenamente a excepcionalidade de solução diversa, procurando-se, em qualquer caso, evitar o rompimento definitivo dos vínculos fraternais. Art. 155.O procedimento para a perda ou a suspensão do poder familiar terá início por provocação do Ministério Público ou de quem tenha legítimo interesse. A colocação da criança ou adolescente em família substituta será precedida de sua preparação gradativa e acompanhamento posterior, realizados pela equipe interprofissional a serviço da Justiça da Infância e da Juventude, preferencialmente com o apoio dos técnicos responsáveis pela execução da política municipal de garantia do direito à convivência familiar. O ECA disciplina procedimento específico para a colocação em família substituta de criança ou adolescente indígena, que requer, obrigatoriamente, a intervenção e oitiva de representantes de órgão federal responsável pela política indígena e de antropólogos. * - Encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico; PROCEDIMENTOS DO ECA Art. 18-B. Os pais, os integrantes da família ampliada, os responsáveis,os agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou qualquer pessoa encarregada de cuidar de crianças e de adolescentes, tratá-los, educá-los ouprotegê-los que utilizarem castigo físico ou tratamento cruel ou degradante como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto estarão sujeitos, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, às seguintes medidas,que serão aplicadas de acordo com a gravidade do caso: - Encaminhamento a programa oficial ou comunitário de proteção à família; - Encaminhamento a cursos ou programas de orientação; - Obrigação de encaminhar a criança a tratamento especializado; - Advertência * As medidas previstas neste artigo serão aplicadas pelo CONSELHO TUTELAR*, sem prejuízo de outras providências legais RESPONSABILIDADE POR TRATAMENTO INDIGNO A CRIANÇA OU ADOLESCENTE GUARDA É uma modalidade de família substituta (mais tênue) que regulariza a posse de fato de criança e adolescente. É uma situação de fato que é regulada de forma provisória, onde o guardião terá alguns atributos do poder familiar (exemplo: exigir obediência, garantir educação e apoio necessário). Em contrapartida, não terá o direito de representação, salvo em hipóteses excepcionais. FORMA DE CONCESSÃO A guarda pode ser deferida de forma incidental no processo, onde se requer a tutela ou adoção, ou a guarda pode ser o pedido principal do processo. Esta hipótese ocorre quando for para atendimento de situações de ausência momentânea dos pais, nos termos do art. 33, §2º ECA DEVERES Os guardiões possuem o dever de assistir criança e adolescente: - Materialmente - Educacionalmente; - Moralmente.; PODERES Há uma série de poderes conferidos aos guardiões, podendo se opor contra terceiros, inclusive contra os pais da criança ou do adolescente. Assim, afastando temporariamente uma criança ou adolescente do convívio familiar, colocando-os na modalidade de guarda, será possível que o guardião se oponha aos pais, quando não houver a perda do poder familiar. EFEITOS PREVIDENCIÁRIOS A guarda confere dependência para todos os fins, inclusive previdenciários, nos termos do § 3º do art. 33 do ECA O ECA prevê que ?a guarda confere à criança ou adolescente a condição de dependente, para todos os fins e efeitos de direito, inclusive previdenciários? (§ 4º do art. 33). Conforme assentou o STJ, o ECA não é uma simples lei, uma vez que representa política pública de proteção à criança e ao adolescente, verdadeiro cumprimento do mandamento previsto no art. 227 da CF/88. GUARDA DIREITO DE VISITA E ALIMENTOS O exercício da guarda por terceiros não impede o direito de visita pelos pais, pois pode acontecer de existir uma situação intermediária, pelo fato da criança ser posta numa família substituta até que a família natural se arranje e essa retorne ao lar. Ademais, não desobriga os pais a prestarem alimentos aos filhos. Há duas exceções, onde há perda da visita pelos pais: - Guarda incidental em processo de adoção; - Se houver expressa determinação em contrário. ACOLHIMENTO FAMILIAR Nos termos do art. 34 ECA, para que a criança possa permanecer junto à família que detém a guarda, pode o Poder Público conceder incentivos para o acolhimento familiar. O acolhimento familiar ocorre quando há uma família acolhedora e o juiz entrega a criança/adolescente aos cuidados desta. Os meios de execução para o acolhimento familiar, nos termos do art. 34, §2º ECA, podem se dar: - Através de ENTIDADE DE ATENDIMENTO, que recebe a criança, que já tem uma família e a entregará a uma família acolhedora. Esta entidade é responsável pela assistência à criança. - Através do juiz que entregará a criança direto à família acolhedora. CARÁTER PROVISÓRIO O art. 35 do ECA estabelece que a guarda poderá ser REVOGADA a qualquer tempo, mediante ato judicial fundamentado, ouvido o Ministério Público. OBS: A guarda, por si só, não suspende o nem faz cessar o poder familiar. guarda compartilhada É uma responsabilidade simultânea em relação à criança e ao adolescente. Atualmente, a regra é a guarda compartilhada. Atenção!! A guarda compartilhada é uma forma de exercício do poder de guarda, decorrente do poder familiar. Não se confunde com a guarda, modalidade de família substituta, prevista no ECA. GUARDA TUTELA ACOLHIMENTO FAMILIAR APADRINHAMENTO A guarda obriga a prestação de assistência material, moral e educacional à criança ou adolescente, conferindo a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos pais. A tutela será deferida, nos termos da lei civil, a pessoa de até 18 (dezoito) anos incompletos. Acolhimento Familiar é uma modalidade de acolhimento provisório, prevista no Estatuto da Criança e Adolescente e tida como prioritária ao acolhimento institucional. A criança e o adolescente em programa de acolhimento institucional ou familiar poderão participar de programa de apadrinhamento (Art. 19-B, ECA). A guarda destina-se a regularizar a posse de fato, podendo ser deferida, liminar ou incidentalmente, nos procedimentos de tutela e adoção, exceto no de adoção por estrangeiros. O deferimento da tutela pressupõe a prévia decretação da perda ou suspensão do pátrio poder familiar e implica necessariamente o dever de guarda. Acontece em residências de famílias cadastradas selecionadas e formadas por profissionais da área da Infância e Juventude. O apadrinhamento consiste em estabelecer e proporcionar à criança e ao adolescente vínculos externos à instituição para fins de convivência familiar e comunitária e colaboração com o seu desenvolvimento nos aspectos social, moral, físico, cognitivo, educacional e financeiro. não pressupõe destituição ou suspensão do poder familiar dos pais (família natural). Visa essencialmente a suprir carência de representação legal, assumindo o tutor tal munus na ausência dos genitores. Qualquer criança em situação de risco, retirada de sua família biológica, deveria ser colocada preferencialmente em Acolhimento Familiar. Podem ser padrinhos ou madrinhas pessoas maiores de 18 (dezoito) anos não inscritas nos cadastros de adoção, desde que cumpram os requisitos exigidos pelo programa de apadrinhamento de que fazem parte. A chamada guarda estatutária é concedida quando, pela ausência, omissão ou abuso por parte dos pais ou responsáveis, ocorre a perda do poder familiar quando os direitos expressos no artigo 227 da Constituição e no artigo 4º do ECA forem violados ou houver ameaça de violação, haverá respaldo para a guarda estatutária. O tutor exerce todos os poderes e responsabilidades inerentes ao poder familiar e pode ser destituído, se não for diligente nestas atribuições Pessoas jurídicas podem apadrinhar criança ou adolescente a fim de colaborar para o seu desenvolvimento. adoção É a modalidade de família substituta que estabelece um vínculo de filiação. Trata-se de uma medida excepcional, apenas quando não é possível a manutenção da criança em sua família natural, nem a colocação em família extensa ou ampliada. unilateral Hipóteses: ? O adotado encontra-se registrado somente em nome de um dos pais (geralmente a mãe) ? família monoparental. Neste caso, não há necessidade de prévia destituição do poder familiar, pois já está registrado no nome de um dos pais (preenchendo aquele espaço vazio) ? jurisdição voluntária. ? Quando um dos pais vier a falecer ? família monoparental. Também não há necessidade de prévia destituição do poder familiar, até porque com a morte há a extinção do poder familiar ? jurisdição voluntária. ? Em caso de destituição para com um dos pais ? trata-se de uma hipótese de jurisdição contenciosa bilateral Rompe-se os dois vínculos, tanto com o pai quanto com a mãe biológicos. Por exemplo, quando o pai e a mãe não se encontram mais em condições de exercer o poder familiar. adoção por ex-cônjuges ou ex companheiros Em regra, para adoção conjunta é necessário que as pessoas sejam casadas ou convivam em união estável. Contudo, admite-seque a adoção seja realizada por ex-cônjuge ou ex companheiros, quando já houver sido iniciado o estágio de convivência e desde que haja acordo quanto à guarda e quanto aos regime de visitação. Será possível a guarda compartilhada, desde que demonstrada efetivo beneficio ao adotando adoção póstuma - O adotante, ainda em vida, manifesta inequivocamente a vontade de adotar aquele menor; - O adotante, ainda em vida, dá início ao procedimento judicial de adoção; - Após iniciar formalmente o procedimento e antes de ele chegar ao fim, o adotante morre. Nesse caso, o procedimento poderá continuar e a adoção ser concretizada mesmo o adotante já tendo morrido. O adotado tem direito de conhecer sua origem biológica, bem como de obter acesso irrestrito ao processo no qual a medida foi aplicada e seus eventuais incidentes, após completar 18 (dezoito) anos. adoção A adoção internacional é o instituto jurídico de ordem pública que concede a uma criança ou adolescente, em estado de abandono, a possibilidade de viver em um novo lar, em outro país, assegurados o bem-estar e a educação, desde que obedecidas às normas do país do adotado e do adotante. A adoção internacional de criança ou adolescente brasileiro ou domiciliado no Brasil somente terá lugar quando restar comprovado: - Que a colocação em família adotiva é a solução adequada ao caso concreto; - Que foram esgotadas todas as possibilidades de colocação da criança ou adolescente em família adotiva brasileira, com a comprovação, certificada nos autos, da inexistência de adotantes habilitados residentes no Brasil com perfil compatível com a criança ou adolescente, após consulta aos cadastros mencionados nesta Lei; - Que, em se tratando de adoção de adolescente, este foi consultado, por meios adequados ao seu estágio de desenvolvimento, e que se encontra preparado para a medida, mediante parecer elaborado por equipe interprofissional, observado o disposto nos §§ 1oe 2odo art. 28 desta Lei. Os brasileiros residentes no exterior terão preferência aos estrangeiros, nos casos de adoção internacional de criança ou adolescente brasileiro. O acesso ao processo de adoção poderá ser também deferido ao adotado menor de 18 (dezoito) anos, a seu pedido, assegurada orientação e assistência jurídica e psicológica. direito de conhecer a origem biológica adoção internacional PROCEDIMENTO: Ingressar com pedido de habilitação junto à Autoridade Central do país de acolhida, para que esta, após a habilitação do casal, envie um relatório para a Autoridade Central Estadual e para a Autoridade Central Federal Brasileira, a fim de que obtenham o laudo de habilitação à adoção internacional. CORRUPÇÃO DE MENOR: Art. 244-B. Corromper ou facilitar a corrupção de menor de 18 (dezoito) anos, com ele praticando infração penal ou induzindo-o a praticá-la: - Aos adolescentes se aplicada medida sócio-educativa A medida de internação poderá ser aplicada quando se tratar de ato infracional cometido mediante grave ameaça ou violência a pessoa, e não somente em caso de reincidência no cometimento de infrações graves (inciso II) Conforme o Artigo 207, caput e § 1º, do ECA, "nenhum adolescente a quem se atribua a prática de ato infracional, ainda que ausente ou foragido, será processado sem defensor. Se o adolescente não tiver defensor, ser-lhe-á nomeado pelo juiz, ressalvado o direito de, a todo tempo, constituir outro de sua preferência" . A exemplo de: I - encaminhamento aos pais ou responsável, mediante termo de responsabilidade; II - orientação, apoio e acompanhamento temporários; III - matrícula e freqüência obrigatórias em estabelecimento oficial de ensino fundamental; ATO INFRACIONAL ASSISTÊNCIA TÉCNICA É direito do adolescente ter uma assistência técnica de sua preferência para apuração de ato infracional. CRIMES EM ESPÉCIE Art. 103. Considera-se ato infracional a conduta descrita como crime ou contravenção penal. ADOLESCENTE CRIANÇA - Art. 172. O adolescente apreendido em flagrante de ato infracional será, desde logo, encaminhado à autoridade policial competente. As crianças são aplicadas somente medidas de proteção (artigo 101 do ECA): - As medidas socioeducativas podem ser substituídas a qualquer tempo. SÚMULA 500 STJ: ?A configuração do crime do art. 244-B do ECA independe da prova da efetiva corrupção do menor, por se tratar de delito formal." CRIMES PRATICADOS CONTRA A CRIANÇA E ADOLESCENTE Art. 241-B. Adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente: De acordo com o STJ, há pornografia, para os fins do artigo 241-B do ECA (Lei 8.069/90), mesmo na mera imagem de crianças ou adolescentes em posições sensuais, ainda que sem mostrar seus órgãos genitais. A nudez é dispensável para a caracterização da pornografia * 241-B, §2º do ECA (Lei 8.069/90) prevê três hipóteses de excludente de ilicitude, estabelecendo não haver crime se a posse ou o armazenamento tem a finalidade de comunicar às autoridades competentes a ocorrência das condutas descritas nos arts. 240, 241, 241-A e 241-C do ECA. As três figuras retratam casos de estrito cumprimento do dever legal, quando a comunicação for feita por: * I ? agente público no exercício de suas funções; II ? membro de entidade, legalmente constituída, que inclua, entre suas finalidades institucionais, o recebimento, o processamento e o encaminhamento de notícia dos crimes referidos neste parágrafo; III ? representante legal e funcionários responsáveis de provedor de acesso ou serviço prestado por meio de rede de computadores, até o recebimento do material relativo à notícia feita à autoridade policial, ao Ministério Público ou ao Poder Judiciário. ART.241-B ECA Deverão manter sob sigilo o material ilícito referido. - Pena ? reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. - A pena é diminuída de 1 (um) a 2/3 (dois terços) se de pequena quantidade o material a que se refere o caput deste artigo. OBS:Todos os crimes previstos no ECA (Lei 8.069/90) são de ação penal pública incondicionada, nos termos do artigo 227 do mencionado diploma legal, de modo que, ainda que os adolescentes não tenham interesse em processar, não há que se falar em extinção da punibilidade do acusado pela falta de interesse das vítimas * Do Tratamento de Dados Pessoais de Crianças e de Adolescentes ART.14 DA LEI 13.709/2018 É necessário o consentimento específico e em destaque por pelo menos um dos pais ou pelo responsável legal* (§ 1º) TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS DE CRIANÇAS os controladores deverão manter pública a informação sobre os tipos de dados coletados, a forma de sua utilização e os procedimentos para o exercício dos direitos a que se refere o art. 18 desta Lei. (§ 2º) REGRA Poderão ser coletados dados pessoais de crianças SEM O CONSENTIMENTO* (§ 3°): - Quando a coleta for necessária para contatar os pais ou o responsável legal, utilizados uma única vez e sem armazenamento - para sua proteção, e em nenhum caso poderão ser repassados a terceiro sem o consentimento dos pais Aqui, podemos citar as hipóteses de emergência, quando é necessário o contato com os pais ou responsáveis para pronto atendimento e notificação. EXCEÇÃO Os controladores NÃO deverão condicionar a participação dos titulares de que trata o § 1º deste artigo em jogos, aplicações de internet ou outras atividades ao fornecimento de informações pessoais além das estritamente necessárias à atividade (§ 4º) O controlador deve realizar todos os esforços razoáveis para verificar que o consentimento a que se refere o § 1º deste artigo foi dado pelo responsável pela criança, consideradas as tecnologias disponíveis. (§ 5º) § 6º As informações sobre o tratamento de dados referidas neste artigo deverãoser fornecidas de maneira simples, clara e acessível, consideradas as características físico-motoras, perceptivas, sensoriais, intelectuais e mentais do usuário, com uso de recursos audiovisuais quando adequado, de forma a proporcionar a informação necessária aos pais ou ao responsável legal e adequada ao entendimento da criança. Controlador: pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, a quem competem as decisões referentes ao tratamento de dados pessoais Tratamento: toda operação realizada com dados pessoais, como as que se referem a coleta, produção, recepção, etc. Dado pessoal: informação relacionada a pessoa natural identificada ou identificável; O tratamento de dados pessoais de crianças e de adolescentes deverá ser realizado em seu melhor interesse, nos termos deste artigo e da legislação pertinente. 3M - CONCEITO E PRINCÓPIOS -ECA Página 1 Página 2 Página 3 2M - PROCEDIMENTOS ECA Página 1 Página 2 3M - GUARDA Página 1 Página 2 Página 3 2 M - ADOÃ⁄Ã…O Página 1 Página 2 1M - ATO INFRACIONAL Página 1 1M- CRIMES CONTRA A CRIANÃ⁄A E ADOLESCENTE Página 1 LGPD - TRATAMENTO DE DADOS DA CRIANÃ⁄A E ADOLESCENTE Página 1