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SISTEMA DE ENSINO
LÍNGUA 
PORTUGUESA
Provas Comentadas FGV – Parte II
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Provas Comentadas FGV – Parte II
LÍNGUA PORTUGUESA
Claudia Kozlowski
Sumário
Provas Comentadas FGV – Parte II .......................................................................................................................3
Questões de Concurso ..................................................................................................................................................4
Gabarito .............................................................................................................................................................................. 10
Gabarito Comentado .....................................................................................................................................................11
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Provas Comentadas FGV – Parte II
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PROVAS COMENTADAS FGV – PARTE II
Nesta aula, vamos estudar uma das provas mais complexas da FGV. Prepare-se, pois serão 
MUITOS os aspectos estudados. Vamos lá.
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Provas Comentadas FGV – Parte II
LÍNGUA PORTUGUESA
Claudia Kozlowski
QUESTÕES DE CONCURSO
Todas as frases que serviram de base para a elaboração das questões desta prova foram 
retiradas do “Dicionário das Citações” de Ettore Barelli e Sergio Pennacchietti.
001. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) “O adulador é um ser que não 
tem estima nem pelos outros, nem por si mesmo. Aspira apenas a cegar a inteligência do ho-
mem, para depois fazer dele o que quiser. É um ladrão noturno que primeiro apaga a luz e em 
seguida começa a roubar.”
Nesse pensamento, a única frase abaixo, retirada do texto, expressa em linguagem denotativa 
ou lógica é:
a) “O adulador é um ser que não tem estima nem pelos outros, nem por si mesmo”.
b) “Aspira apenas a cegar a inteligência do homem”.
c) “É um ladrão noturno”.
d) “...primeiro apaga a luz”.
e) “...em seguida começa a roubar”.
002. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) “Fala como sábio a um igno-
rante e este te dirá que tens pouco bom senso.”
Aprende-se com essa frase que a linguagem deve ser usada:
a) com respeito à norma culta.
b) de forma adequada à situação comunicativa.
c) com variações da linguagem popular.
d) na mistura de língua falada e escrita.
e) em forma erudita.
003. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) “Aqueles que reprimem o de-
sejo assim o fazem porque seu desejo é fraco o suficiente para ser reprimido.”
Como toda frase, essa também apresenta elementos de coesão interna, que ligam ou repetem 
elementos anteriores; a única afirmativa abaixo que é INADEQUADA em relação aos elementos 
coesivos da frase é:
a) “Aqueles” é retomado pelo pronome relativo “que” a seguir.
b) “que” repete o pronome demonstrativo “Aqueles”.
c) “assim” retoma toda a oração anterior.
d) “o fazem” se refere a “reprimem o desejo”.
e) “seu” se liga semanticamente ao pronome “Aqueles”.
004. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) As frases podem aparecer 
expressas em duas vozes verbais: ativa e passiva; a frase abaixo que está integralmente na 
voz ativa é:
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a) “Aqueles que reprimem o desejo assim o fazem porque seu desejo é fraco o suficiente para 
ser reprimido”.
b) “Tendo o mínimo de desejos, chega-se mais perto dos deuses”.
c) “Cada um é atraído pelo próprio desejo”.
d) “O mais difícil é redescobrir sempre o que já se sabe”.
e) “Nada desejamos tanto como aquilo que não nos foi consentido”.
005. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) “O homem não SE conhece o 
suficiente para medir aquilo de que precisa.”
A frase abaixo em que o vocábulo SE destacado tem o mesmo valor que na frase acima é:
a) Quem não tem dificuldades próprias dificilmente SE lembra das alheias.
b) Nada é tão difícil que não SE possa fazer.
c) Enquanto SE pensa, muitas vezes a ocasião se perde.
d) Quanto maior for a sorte, menos SE deve acreditar nela.
e) Enquanto o homem SE barbeia, seu pensamento viaja.
006. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) “Quanto é que custa a dúzia 
de bananas?”
Nessa frase, os elementos sublinhados são dispensáveis (expletivos); a frase abaixo em que 
se sublinha(m) termo(s) expletivo(s) é:
a) A verdade é a inspiração que nos conduz.
b) O homem é um animal que pensa.
c) Há dez dias chegamos a este país.
d) São as dificuldades que mostram os homens.
e) Todos foram embora para casa.
007. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) A frase abaixo que mostra 
a presença de outro texto famoso (intertextualidade) é:
a) Quando o mar está calmo, todos podemos ser timoneiros.
b) A consciência é um Deus para todos os mortais.
c) Perante um obstáculo, a linha mais curta entre dois pontos pode ser a curva.
d) Sobre uma cabeça arrependida não se abaixa a espada.
e) A vingança é uma espécie de justiça selvagem.
008. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) “Um diplomata é aquele que 
sempre lembra o aniversário de uma mulher, mas nunca a sua idade.”
Se retirarmos “sempre” da frase e substituirmos “lembra” por “se lembra”, a frase correta será:
a) Um diplomata é aquele que lembra-se do aniversário de uma mulher, mas nunca a sua idade.
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b) Um diplomata é aquele que se lembra do aniversário de uma mulher, mas nunca da sua idade.
c) Um diplomata é aquele que se lembra o aniversário de uma mulher, mas nunca a sua idade.
d) Um diplomata é aquele que se lembra do aniversário de uma mulher, mas nunca a sua idade.
e) Um diplomata é aquele que lembra-se do aniversário de uma mulher, mas nunca da sua idade.
009. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) A frase abaixo que exem-
plifica um texto descritivo é:
a) Quem não for belo aos vinte anos, forte aos trinta, esperto aos quarenta e rico aos cinquenta, 
não pode esperar ser tudo isso depois.
b) O envelhecimento ocorre apenas dos 25 aos 30 anos. O que se obtém até esse momento é 
o que se conservará para sempre.
c) Eu era criança, era pequeno e era cruel.
d) Deve-se o maior respeito à criança.
e) A juventude deve ser domada com a razão, não com a força.
010. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) A frase abaixo que exempli-
fica uma antítese é:
a) Não se possui o que não se compreende.
b) A juventude deve ser domada com a razão, não com a força.
c) Todo nosso conhecimento inicia com sentimentos.
d) Todo novo conhecimento provoca dissoluções e integrações.
e) Quem aumenta sabedoria, aumenta dor.
011. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) “As riquezas cobrem o ho-
mem, e com as suas cores cobrem e escondem não apenas os defeitos do corpo, mas também 
os da alma.”
Nesse pensamento, os termos “cobrem e escondem” podem trocar de posição – escondem e 
cobrem – sem alteração de sentido; os termos abaixo sublinhados em que a troca de posição 
provoca modificação de sentido são:
a) Venha e se divirta!
b) Somos o que queremos e não queremos o que somos.
c) Somente eu e ela nos amamos desse modo.
d) Quem tem razão diverte-se e se mostra superior.
e) Os que leem e escutam sabem muito.
012. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) “As riquezas cobrem o ho-
mem, e com as suas cores cobrem e escondem não apenas os defeitos do corpo, mas também 
os da alma.”
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O segmento sublinhado da frase pode ser reescrito de modo adequado na seguinteforma:
a) não apenas os defeitos do corpo, contudo os da alma.
b) não os defeitos do corpo, mas os da alma.
c) os defeitos do corpo e os da alma.
d) somente os defeitos do corpo, mas não os da alma.
e) tão somente os defeitos do corpo e os da alma.
013. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) “É preciso contar as próprias 
riquezas com os meios de que se dispõe para satisfazer os próprios desejos”.
Se transformarmos as orações reduzidas dos verbos sublinhados em orações desenvolvidas, 
as formas adequadas serão:
a) que contemos as próprias riquezas com os meios de que dispomos para que satisfaçamos 
os próprios desejos.
b) a conta das próprias riquezas com os meios de que se dispõe para a satisfação dos pró-
prios desejos.
c) que contássemos as próprias riquezas com os meios de que dispunha para que satisfizés-
semos os próprios desejos.
d) que contemos as próprias riquezas com os meios de que se dispõe para a satisfação dos 
próprios desejos.
e) que contemos as próprias riquezas com os meios de que se dispõe para que satisfaçamos 
os próprios desejos.
014. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) A frase abaixo que NÃO se 
estrutura a partir de uma comparação é:
a) A riqueza endurece mais rápido o coração do que a água fervente endurece o ovo.
b) A riqueza estraga a inteligência, assim como uma refeição muito forte cobre de sono até o 
olho mais esperto.
c) A riqueza assemelha-se à água do mar: quanto mais alguém bebe dela, mais sede tem.
d) Não há prazer em possuir algo mais sem companhia.
e) Mais do que riqueza, quero paz.
015. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) “Não sei como pareço aos 
olhos do mundo, mas eu mesmo me vejo como um pobre garoto que brincava na praia e se 
divertia em encontrar uma pedrinha mais lisa vez por outra, ou uma concha mais bonita do 
que de costume, enquanto o grande oceano da verdade se estendia totalmente inexplorado 
diante de mim.”
Sobre os adjetivos sublinhados nessa frase de Isaac Newton, a única afirmação correta é:
a) “pobre garoto” e “garoto pobre” significam exatamente o mesmo.
b) o adjetivo “lisa” mostra uma característica da pedrinha e pode sofrer variação de grau.
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c) “bonita” indica um estado da concha e não pode sofrer variação de grau.
d) “grande” tem valor descritivo.
e) “inexplorado” é um adjetivo de relação e pode sofrer variação de grau.
016. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) “Diz-se da melhor companhia: 
sua conversa é instrutiva, seu silêncio, formativo.”
Sobre os sinais gráficos e de pontuação dessa frase, a única afirmativa INADEQUADA é:
a) as aspas indicam transcrição de um texto alheio.
b) os dois pontos antecipam uma explicação.
c) a primeira vírgula separa duas orações.
d) a segunda vírgula indica a omissão de um verbo.
e) o ponto final mostra a interrupção de um pensamento.
017. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) “Quem alguma vez já teve a 
fama de acordar cedo pode permitir-se dormir até o meio-dia.”
A ideia desse pensamento se repete no seguinte ditado:
a) Deus ajuda a quem cedo madruga.
b) No quintal do vizinho, a grama é sempre mais verde.
c) Não há mal que sempre dure.
d) Quem bem faz a cama, dorme nela.
e) Nada como um dia depois do outro.
018. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) “A vida é a arte de tirar conclu-
sões suficientes de premissas insuficientes.”
Essa definição de “vida” apela para uma relação com o seguinte modo de organização 
discursiva:
a) dissertativo-argumentativo.
b) dissertativo-expositivo.
c) descritivo.
d) narrativo.
e) injuntivo.
019. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) “Convém, a quem nasce, mui-
ta cautela na escolha do local, do ano e dos pais.”
O verbo “nascer” é grafado com SC; a palavra abaixo que também deveria ser escrita com es-
sas letras é:
a) docente.
b) indecente.
c) fluorecente.
d) precisão.
e) concisão.
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020. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) Em todas as frases abaixo 
há um termo sublinhado; se deslocarmos esse termo para o lugar na frase marcado por um 
asterisco, só NÃO vamos precisar empregar vírgulas em:
a) Nunca deixei que (*) o período que passei na escola interferisse em minha educação.
b) Nós só (*) aprendemos geologia na manhã seguinte a um terremoto.
c) De erro em erro descobre-se a verdade inteira (*).
d) Tudo no mundo é estranho e (*) maravilhoso para pupilas bem abertas.
e) (*) Preciso de uma longa vida para superar as sequelas da educação ruim.
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GABARITO
1. a
2. b
3. c
4. b
5. e
6. d
7. c
8. b
9. c
10. d
11. a
12. c
13. e
14. d
15. b
16. e
17. d
18. a
19. c
20. c
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GABARITO COMENTADO
001. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) “O adulador é um ser que não 
tem estima nem pelos outros, nem por si mesmo. Aspira apenas a cegar a inteligência do ho-
mem, para depois fazer dele o que quiser. É um ladrão noturno que primeiro apaga a luz e em 
seguida começa a roubar.”
Nesse pensamento, a única frase abaixo, retirada do texto, expressa em linguagem denotativa 
ou lógica é:
a) “O adulador é um ser que não tem estima nem pelos outros, nem por si mesmo”.
b) “Aspira apenas a cegar a inteligência do homem”.
c) “É um ladrão noturno”.
d) “...primeiro apaga a luz”.
e) “...em seguida começa a roubar”.
A linguagem denotativa é também chamada de LÓGICA porque expressa o sentido literal das 
palavras. Contrapondo-se a ela, há a linguagem conotativa, ou figurada, que apresenta exten-
são de sentido das palavras. Para memorizar, lembramos que a primeira acepção de um dicio-
nário é o sentido literal da palavra, por isso a linguagem denotativa é com D de Dicionário.
Ao estabelecer uma definição do que seria um “adulador” (bajulador, vulgo “baba-ovo” ou “pu-
xa-saco”), não há o emprego de figuras de linguagem ou termos figurados, o que observamos 
nas demais opções.
Na opção B, a expressão “cegar a inteligência do homem”, o verbo CEGAR está usado em lin-
guagem figurada, no sentido de “ocultar, fazer perder”.
Nas demais opções (C, D e E), utiliza-se de metáfora para apresentar a definição do adulador 
(“é um ladrão noturno”), bem como a situação que descreve a ação desse elemento: “primeiro 
apaga a luz, em seguida começa a roubar”.
A metáfora é uma figura de linguagem que consiste em uma comparação sem o emprego de 
conectivos.
Letra a.
002. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) “Fala como sábio a um igno-
rante e este te dirá que tens pouco bom senso.”
Aprende-se com essa frase que a linguagem deve ser usada:
a) com respeito à norma culta.
b) de forma adequada à situação comunicativa.
c) com variações da linguagem popular.
d) na mistura de língua falada e escrita.
e) em forma erudita.
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A comunicação consiste na transmissão de mensagem e envolve os seguintes elementos: 
emissor (locutor), receptor (interlocutor), mensagem, código. contexto e canal.
Emissor ou locutor — quem elabora a mensagem;
Receptor ou interlocutor — para quem se dirige e quem recebe a mensagem;
Mensagem — é a estrutura textual – o próprio texto que se transmite;
Código — elementos e regras comuns tanto ao emissor quanto ao receptor para que seja pos-
sível a decodificação da mensagem (compreensão);
Referente ou contexto — o assuntoa que a mensagem se refere,
Canal ou veículo — o meio pelo qual a mensagem é difundida, divulgada, o seu veículo condutor.
Assim, na frase, por se dirigir a um ignorante, é preciso que o sábio elabore a mensagem com 
o propósito de ela ser compreendida corretamente, para não correr o risco de ele, emissor, ser 
considerado “com pouco bom senso”.
Se não houver adequação em alguns dos elementos dessa situação comunicativa, a mensa-
gem deixa de ser transmitida ou é decodificada de forma diferente daquela pretendida. Isso 
não significa especificamente “uso de linguagem vulgar ou popular”, mas “adequar a comuni-
cação ao interlocutor/receptor”.
Letra b.
003. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) “Aqueles que reprimem o de-
sejo assim o fazem porque seu desejo é fraco o suficiente para ser reprimido.”
Como toda frase, essa também apresenta elementos de coesão interna, que ligam ou repetem 
elementos anteriores; a única afirmativa abaixo que é INADEQUADA em relação aos elementos 
coesivos da frase é:
a) “Aqueles” é retomado pelo pronome relativo “que” a seguir.
b) “que” repete o pronome demonstrativo “Aqueles”.
c) “assim” retoma toda a oração anterior.
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d) “o fazem” se refere a “reprimem o desejo”.
e) “seu” se liga semanticamente ao pronome “Aqueles”.
Buscamos a opção em que houve incorreta indicação a respeitos dos elementos coesivos do 
texto. Vamos analisar cada opção.
a) Certa. De fato, o pronome relativo “que” retoma o antecedente “Aqueles”, em “Aqueles que 
reprimem...”. Está certa a indicação, por isso não é a resposta.
b) Certa. Ainda que não seja a resposta “perfeita”, o papel do pronome relativo é retomar um 
antecedente (não necessariamente “repetir”, mas vamos lá). Precisamos ver as próximas op-
ções para identificar se essa opção seria considerada certa ou errada.
c) Errada. O vocábulo “assim” pode ter vários papéis, um deles equivalente a “desse modo”: 
“assim o fazem” → “o fazem desse modo”. Nesse papel, o advérbio “assim” não está retomando 
a oração anterior (que seria “que reprimem o desejo”, a oração subordinada adjetiva restritiva 
cujo antecedente é o pronome demonstrativo “aquele”).
Quem retoma essa oração é o conjunto formado pelo verbo FAZER associado ao pronome de-
monstrativo “o”, de “assim o fazem”. Esse é o emprego vicário, ou seja, seu papel é substituir 
um termo ou uma ideia já apresentada:
“Aqueles que reprimem o desejo o fazem (= reprimem o desejo) assim porque seu desejo 
é fraco...”
Por indicar incorretamente o papel do vocábulo “assim”, essa é a nossa resposta.
d) Certa. Como acabamos de analisar, o papel vicário de “o fazem” se refere à estrutura “repri-
mem o desejo”.
e) Certa. O pronome possessivo “seu” está ligado ao pronome demonstrativo “aqueles” (seu 
desejo = o desejo daqueles que reprimem...).
Letra c.
004. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) As frases podem aparecer 
expressas em duas vozes verbais: ativa e passiva; a frase abaixo que está integralmente na 
voz ativa é:
a) “Aqueles que reprimem o desejo assim o fazem porque seu desejo é fraco o suficiente para 
ser reprimido”.
b) “Tendo o mínimo de desejos, chega-se mais perto dos deuses”.
c) “Cada um é atraído pelo próprio desejo”.
d) “O mais difícil é redescobrir sempre o que já se sabe”.
e) “Nada desejamos tanto como aquilo que não nos foi consentido”.
Na voz ativa, o sujeito é AGENTE, ou seja, pratica a ação verbal, ao passo que, na voz passiva, 
o sujeito (PACIENTE) sofre a ação verbal.
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LÍNGUA PORTUGUESA
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Em regra, a voz passiva só é possível aos verbos que possuem OBJETO DIRETO, pois esse ter-
mo, na voz passiva, atua como sujeito paciente.
A construção de voz passiva pode ser ANALÍTICA ou SINTÉTICA.
Na voz passiva analítica, o predicado é formado por uma locução verbal (com o verbo SER 
sendo um verbo auxiliar, + verbo principal no particípio) e pode haver agente da passiva, o ter-
mo que, na voz ativa, ocupa a função sintática de SUJEITO. Trata-se de uma construção “mais 
longa”, por isso é “analítica”:
Voz ativa: Os alunos compraram o livro.
Voz passiva analítica: O livro foi comprado pelos alunos.
Na voz passiva sintética, há apenas um verbo principal, acompanhado do pronome SE (que 
recebe o nome de “pronome apassivador”) e não há, em regra, agente da passiva. Por ser mais 
“enxuta”, essa construção é chamada “sintética” (guarde que uma análise é bem maior que 
uma síntese).
Voz passiva sintética: Comprou-se o livro.
Vejamos em qual opção houve emprego da voz ativa.
a) Errada. “seu desejo é fraco o suficiente para ser reprimido” → voz passiva analítica (verbo 
auxiliar SER + verbo principal no particípio).
b) Certa. O verbo CHEGAR é intransitivo, por isso não pode formar construção de voz passiva. 
Em “chega-se mais perto dos deuses”, temos um caso de SUJEITO INDETERMINADO (não se 
atribui a ação de “chegar” a ninguém – é usada de forma genérica). A construção está na VOZ 
ATIVA. Essa é a resposta.
c) Errada. Em “cada um é atraído pelo próprio desejo”, há construção passiva (ser atraído), em 
que o sujeito sofre a ação verbal.
d) Errada. Temos um caso de VOZ PASSIVA SINTÉTICA em “o que já se sabe”. O verbo SABER 
é transitivo direto (saber alguma coisa), por isso forma voz passiva (é sabido).
e) Errada. Em “aquilo que não nos foi consentido”, há construção passiva analítica (ser + 
consentido).
Letra b.
005. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) “O homem não SE conhece o 
suficiente para medir aquilo de que precisa.”
A frase abaixo em que o vocábulo SE destacado tem o mesmo valor que na frase acima é:
a) Quem não tem dificuldades próprias dificilmente SE lembra das alheias.
b) Nada é tão difícil que não SE possa fazer.
c) Enquanto SE pensa, muitas vezes a ocasião se perde.
d) Quanto maior for a sorte, menos SE deve acreditar nela.
e) Enquanto o homem SE barbeia, seu pensamento viaja.
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LÍNGUA PORTUGUESA
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A banca explora muito “o valor da palavra ‘SE’”. Essa palavra pode ter várias classificações 
morfológicas, e veremos aqui algumas delas.
No enunciado, o pronome SE tem valor REFLEXIVO, ou seja, o sujeito da ação verbal pratica a 
ação contra si mesmo (conhece a si mesmo). Vamos procurar qual dessas palavras também 
é um pronome reflexivo.
a) Errada. Em “lembrar-se de”, o pronome “faz parte do verbo”, uma vez que, nessa construção 
indireta (objeto indireto), o pronome é parte indispensável (não confunda com o verbo LEM-
BRAR, que é transitivo direto). Assim, “se” é chamado de parte integrante do verbo.
b) Errada. A locução verbal “possa fazer” é formada por um verbo auxiliar PODER e um verbo 
principal FAZER. O verbo principal é transitivo direto (fazer alguma coisa), por isso, com o pro-
nome SE, forma construção de VOZ PASSIVA SINTÉTICA, como vimos na questão anterior.
Assim, o pronome SE, nessa construção, é um pronome apassivador.
c) Errada. Na construção, o verbo PENSAR não apresenta objeto direto (indica “o ato de pensar”, 
e não “pensar em alguma coisa”). Assim, na construção, apresenta-se como um verbo INTRAN-
SITIVO. Assim, acompanhado do pronome SE, forma uma construção de SUJEITO INDETER-
MINADO, construção em que não se atribui a ação a nenhum elemento (uso vago, genérico).
Esse tipo de sujeito pode ser formar:
• com verbo na 3ª pessoa do plural – Bateram no seu carro.
• com verbo na 3ª pessoa do singular + pronome SE – Precisa-se de vendedores.
“Teoricamente”, verbos que possuem objeto direto não podem formar construção de sujeito 
indeterminado com o pronome SE, pois estariam, de fato, formando construção de voz passiva 
sintética, mas precisamosrelembrar a lição de alguns autores, como Said Ali. Nesse caso, se-
gundo eles, prevalece a intenção do emissor em indicar uma ação verbal genérica, não deter-
minada a um ser. Observe o seguinte exemplo: “Aqui se come, aqui se bebe e aqui também se 
lava os pratos”. A intenção do autor é indicar a prática de ações, por isso as formas “se come, 
se bebe”, com verbos intransitivos + SE, constroem sujeito indeterminado, e essa ideia persiste 
em “se lava pratos”, pois o que se deseja indicar não é a ideia passiva de “pratos são lavados”, 
mas o ato de lavar pratos, em si. Assim, mesmo com um complemento (pratos), prevalece a 
ideia de SUJEITO INDETERMINADO.
Na prova, felizmente, não se apresentou um complemento ao verbo PENSAR, reforçando que 
se trata da ação em caráter genérico, e não uma construção passiva.
O pronome SE é índice de indeterminação do sujeito.
d) Errada. Em “menos SE deve acreditar nela”, temos uma locução verbal (DEVER + ACREDITAR). 
Nesse caso, analisamos a transitividade do verbo principal, que é transitivo indireto (acreditar 
EM algo). Assim, temos um caso de SUJEITO INDETERMINADO, com o verbo na 3ª pessoa do 
singular, acompanhado do índice de indeterminação do sujeito “SE”.
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e) Certa. Em “Enquanto o homem SE barbeia”, o pronome é REFLEXIVO, pois o sujeito da ação 
verbal a pratica contra si mesmo. Essa é a resposta.
Letra e.
006. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) “Quanto é que custa a dúzia 
de bananas?”
Nessa frase, os elementos sublinhados são dispensáveis (expletivos); a frase abaixo em que 
se sublinha(m) termo(s) expletivo(s) é:
a) A verdade é a inspiração que nos conduz.
b) O homem é um animal que pensa.
c) Há dez dias chegamos a este país.
d) São as dificuldades que mostram os homens.
e) Todos foram embora para casa.
Termos expletivos não exercem nenhuma função sintática na construção – seu papel é apenas 
o de realçar determinada palavra ou expressão, assim sua retirada não prejudica a correção 
gramatical. Veja que, no enunciado, poderíamos escrever simplesmente “Quanto custa a dúzia 
de bananas?”, sem a expressão de realce “é que”.
Quando os elementos dessa expressão estão separados, estando o termo seguinte ao verbo 
SER sem preposição e no plural, pode ocorrer a flexão desse verbo: “São as palavras que ma-
chucam a gente.”. Tente retirar a expressão “são... que” e veja se houver prejuízo: “As palavras 
machucam a gente”. Deu certo. Essa flexão não é possível se o termo junto ao verbo SER esti-
ver regido por preposição: “É por coisas assim que eu não dou mais crédito a ele” → “Por coisas 
assim, eu não dou mais crédito a ele”.
Isso está presente na construção da opção D: “São as dificuldades que mostram os homens” → 
“As dificuldades mostram os homens”.
Nas construções das opções A e B, não podemos retirar as palavras sublinhadas. Nas duas 
ocorrências, o verbo SER não atua como realce, mas participa efetivamente do predicado no-
minal, e também foram sublinhados os pronomes relativos que retomam os substantivos an-
tecedentes, respectivamente “inspiração” e “animal”.
Na opção C, o verbo HAVER indica tempo decorrido e não pode ser retirado.
Na opção E, também tem função sintática a expressão “para casa”, não devendo ser retirada.
Letra d.
007. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) A frase abaixo que mostra 
a presença de outro texto famoso (intertextualidade) é:
a) Quando o mar está calmo, todos podemos ser timoneiros.
b) A consciência é um Deus para todos os mortais.
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c) Perante um obstáculo, a linha mais curta entre dois pontos pode ser a curva.
d) Sobre uma cabeça arrependida não se abaixa a espada.
e) A vingança é uma espécie de justiça selvagem.
Esse tipo de questão, assim como questões de conhecimento vocabular, exige do candidato 
o chamado “conhecimento de mundo” (conhecimento acumulado de um certo indivíduo sobre 
toda a realidade), ou seja, tem mais a ver com sua bagagem lexical e cultural do que com as-
pectos propriamente gramaticais.
Intertextualidade é um recurso linguístico em que um texto se relaciona a outro, produzido an-
teriormente, a partir de associações semânticas ou formais.
Para perceber, é preciso que o candidato tenha conhecimento acerca do “texto de referência” 
(seja um poema, um ditado, um pensamento, uma frase célebre etc.), caso contrário não será 
capaz de identificar a intertextualidade.
A construção da opção C relaciona-se semanticamente com um conceito matemático: “menor 
distância entre dois pontos é sempre uma reta”, por isso aqui há a presença de intertextualidade.
Letra c.
008. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) “Um diplomata é aquele que 
sempre lembra o aniversário de uma mulher, mas nunca a sua idade.”
Se retirarmos “sempre” da frase e substituirmos “lembra” por “se lembra”, a frase correta será:
a) Um diplomata é aquele que lembra-se do aniversário de uma mulher, mas nunca a sua idade.
b) Um diplomata é aquele que se lembra do aniversário de uma mulher, mas nunca da sua idade.
c) Um diplomata é aquele que se lembra o aniversário de uma mulher, mas nunca a sua idade.
d) Um diplomata é aquele que se lembra do aniversário de uma mulher, mas nunca a sua idade.
e) Um diplomata é aquele que lembra-se do aniversário de uma mulher, mas nunca da sua idade.
Nessa questão, são explorados os seguintes aspectos gramaticais envolvidos – colocação 
pronominal, sintaxe de regência verbal, paralelismo sintático e pontuação.
A próclise é obrigatória em orações subordinadas (essa é uma oração subordinada adjetiva): 
“é aquele que se lembra...” – com isso, eliminamos as opções A e E.
O verbo LEMBRAR-SE é transitivo indireto, com a preposição DE (alguém SE lembra DE alguma 
coisa). Não se confunda com o verbo LEMBRAR, que é transitivo direto (alguém lembra alguma 
coisa). Assim, guarde da seguinte forma: ou coloca tudo (pronome + preposição) ou não colo-
ca nada (sem pronome, sem preposição).
Assim, eliminamos a opção C (usou o pronome, precisa colocar a preposição: “é aquele que se 
lembra do aniversário...” ou “... é aquele que lembra o aniversário...”.
Para manter o paralelismo sintático, como o verbo é pronominal e transitivo indireto (lembrar-se 
de), essa regência deve se manter nos dois complementos (“aniversário da mulher”, “sua 
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idade”). Assim, na opção D, faltou o emprego da preposição no segundo elemento (“... mas nun-
ca da sua idade”).
Como eliminamos as opções A, C, D e E, a resposta está na opção B.
Letra b.
009. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) A frase abaixo que exem-
plifica um texto descritivo é:
a) Quem não for belo aos vinte anos, forte aos trinta, esperto aos quarenta e rico aos cinquenta, 
não pode esperar ser tudo isso depois.
b) O envelhecimento ocorre apenas dos 25 aos 30 anos. O que se obtém até esse momento é 
o que se conservará para sempre.
c) Eu era criança, era pequeno e era cruel.
d) Deve-se o maior respeito à criança.
e) A juventude deve ser domada com a razão, não com a força.
O texto descritivo se assemelha a uma fotografia, ou seja, o objetivo dessas passagens é for-
mar na imaginação do leitor as características da paisagem, dos personagens, dos elementos 
do texto, sejam elas físicas ou psicológicas (obviamente, esta última no caso dos que as pos-
suem). Também prevalecem os termos nominais (adjetivos e substantivos) e verbos no preté-
rito imperfeito do indicativo.
Ainda que haja muitos adjetivos na opção A (belo, forte, esperto, rico), o texto tem um perfil 
dissertativo, e não descritivo. Prevalece nessetexto a apresentação de uma tese, e não a re-
produção de uma imagem.
Passagem descritiva é observada na construção da opção C, em que o autor define como ele 
era quando criança (observe o verbo no pretérito imperfeito – era – e os adjetivos).
As demais opções apresentam textos dissertativos.
Letra c.
010. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) A frase abaixo que exempli-
fica uma antítese é:
a) Não se possui o que não se compreende.
b) A juventude deve ser domada com a razão, não com a força.
c) Todo nosso conhecimento inicia com sentimentos.
d) Todo novo conhecimento provoca dissoluções e integrações.
e) Quem aumenta sabedoria, aumenta dor.
A antítese é a figura de linguagem que apresenta palavras cujos sentidos se opõem se-
manticamente.
Isso se observa em “dissoluções” e “integrações”. “Dissolução” é o ato ou efeito de se dissolver, 
decompor, desagregar, exatamente o contrário de “integração”, que é o ato de se integrar, compor-se 
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em um bloco único. São, portanto, palavras antônimas, o que constituir a ANTÍTESE. Assim, 
correta a alternativa D.
Cuidado:
a) Errada. “Possuir” não é o oposto de “compreender”.
b) Errada. “Razão” não é o oposto de “força”.
c) Errada. “Conhecimento” não é o oposto de “sentimentos”.
e) Errada. “Sabedoria” não é o oposto de “dor”.
Letra d.
011. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) “As riquezas cobrem o ho-
mem, e com as suas cores cobrem e escondem não apenas os defeitos do corpo, mas também 
os da alma.”
Nesse pensamento, os termos “cobrem e escondem” podem trocar de posição – escondem e 
cobrem – sem alteração de sentido; os termos abaixo sublinhados em que a troca de posição 
provoca modificação de sentido são:
a) Venha e se divirta!
b) Somos o que queremos e não queremos o que somos.
c) Somente eu e ela nos amamos desse modo.
d) Quem tem razão diverte-se e se mostra superior.
e) Os que leem e escutam sabem muito.
A banca da FGV adora explorar esse aspecto de algumas conjunções. Observe que, a depen-
der do contexto, a posição de elementos (especialmente verbos) ligados pela conjunção “e” 
no período importa para a manutenção de sentido e, em alguns casos, a coerência do texto. 
Um exemplo: “Acordei e escovei os dentes”. A ordem das ocorrências (acordar → escovar os 
dentes) importa!
Na opção A, a ordem também importa, pois supõe-se que a diversão será no local para onde se 
vai. Por isso, é preciso que a ordem seja mantida, caso contrário ocorre alteração semântica.
Nas demais, a mudança de posição dos termos sublinhados não acarreta mudança de sentido.
Letra a.
012. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) “As riquezas cobrem o ho-
mem, e com as suas cores cobrem e escondem não apenas os defeitos do corpo, mas também 
os da alma.”
O segmento sublinhado da frase pode ser reescrito de modo adequado na seguinte forma:
a) não apenas os defeitos do corpo, contudo os da alma.
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b) não os defeitos do corpo, mas os da alma.
c) os defeitos do corpo e os da alma.
d) somente os defeitos do corpo, mas não os da alma.
e) tão somente os defeitos do corpo e os da alma.
O papel da série “não só... mas também” é ligar dois elementos com valor ADITIVO, empregan-
do-se ênfase a um ou aos dois termos.
Essa série aditiva enfática equivale a uma conjunção aditiva, como a conjunção “e”, só com 
menos ênfase, mas igual correção gramatical. Por isso, a resposta é a opção C.
Nas demais, ocorrem mudanças com prejuízo semântico.
Letra c.
013. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) “É preciso contar as próprias 
riquezas com os meios de que se dispõe para satisfazer os próprios desejos”.
Se transformarmos as orações reduzidas dos verbos sublinhados em orações desenvolvidas, 
as formas adequadas serão:
a) que contemos as próprias riquezas com os meios de que dispomos para que satisfaçamos 
os próprios desejos.
b) a conta das próprias riquezas com os meios de que se dispõe para a satisfação dos pró-
prios desejos.
c) que contássemos as próprias riquezas com os meios de que dispunha para que satisfizés-
semos os próprios desejos.
d) que contemos as próprias riquezas com os meios de que se dispõe para a satisfação dos 
próprios desejos.
e) que contemos as próprias riquezas com os meios de que se dispõe para que satisfaçamos 
os próprios desejos.
As orações podem se apresentar na forma reduzida (verbo em uma forma nominal: infinitivo, 
gerúndio e particípio) ou na forma desenvolvida (com conjunção integrante).
Para manter a correção gramatical, é preciso observar a flexão do verbo e a correlação entre 
esse e os demais que compõem o período.
a) Errada. “que contemos as próprias riquezas com os meios de que dispomos para que satisfa-
çamos os próprios desejos”,
Muita gente marcou essa, porque se ateve a observar as formas sublinhadas e não notou um 
erro crasso na conjugação do verbo DISPOR.
No futuro do subjuntivo, a forma do verbo DISPOR é dispusermos, e não dispomos. O verbo 
DISPOR é derivado do verbo PÔR: que pusermos/que dispusermos.
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Além disso, essa opção não segue o enunciado, uma vez que a banca exige que se altere ape-
nas os verbos sublinhados, que estão na forma reduzida para a desenvolvida.
b) Errada. “a conta das próprias riquezas com os meios de que se dispõe para a satisfação dos 
próprios desejos”
A primeira forma verbal, que estava na forma reduzida, não foi apresentada na forma desenvol-
vida, mas em uma forma NOMINAL (SUBSTANTIVO). Isso não atende ao enunciado.
c) Errada. “que contássemos as próprias riquezas com os meios de que dispunha para que sa-
tisfizéssemos os próprios desejos”
Se a opção for pelo emprego dos verbos sublinhados no pretérito imperfeito do subjuntivo, te-
ria sido necessária a troca da forma verbal “é”, por “era”, para manter a correlação entre esses 
verbos (jogar tudo para o pretérito). Como isso não seria possível, já que só podemos alterar 
os verbos sublinhados, essa opção não é válida.
Além disso, mais uma vez o verbo DISPOR sofreu uma alteração sem que a banca assim tenha 
comandado.
d) Errada. “que contemos as próprias riquezas com os meios de que se dispõe para a satisfação 
dos próprios desejos”
Agora, não foi realizada a mudança para oração desenvolvida em relação ao segundo verbo 
sublinhado – a banca indicou um substantivo, e não uma oração.
e) Certa. “que contemos as próprias riquezas com os meios de que se dispõe para que satisfa-
çamos os próprios desejos”
Para manter a correlação com o primeiro verbo do período (É → presente do indicativo), os 
verbos sublinhados são conjugados no presente do subjuntivo (contemos/satisfaçamos), man-
tendo-se a forma “dispõe” sem alteração. Agora está tudo certo!
Prepare-se para treinar muito esse tipo de questão – a banca da FGV ama!!!!
Letra e.
014. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) A frase abaixo que NÃO se 
estrutura a partir de uma comparação é:
a) A riqueza endurece mais rápido o coração do que a água fervente endurece o ovo.
b) A riqueza estraga a inteligência, assim como uma refeição muito forte cobre de sono até o 
olho mais esperto.
c) A riqueza assemelha-se à água do mar: quanto mais alguém bebe dela, mais sede tem.
d) Não há prazer em possuir algo mais sem companhia.
e) Mais do que riqueza, quero paz.
Nesse tipo de questão, precisamos analisar com cuidado, pois nem todas as estruturas com-
parativas estão CLARAS; às vezes, esse aspecto é sutil. Vamos às opções.
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a) Errada. “A riqueza endurece mais rápido o coração do que a água fervente endurece o ovo”
A comparação se estabelece entre duas situações: riqueza endurece o coração mais rápido do 
que a água fervente endurece o ovo.
Comparação bem nítida. Essa não é a resposta, pois buscamos a opção em que isso não acon-
tece (cuidado para não se confundir e marcar logo a opção A, achando que busca a certa!)
b) Errada. “A riqueza estraga a inteligência, assim como uma refeição muito forte cobre de sono 
até o olho mais esperto”
Mais um caso de comparação explícita, a partir do conectivo “assim como”. Também não é a 
nossa resposta.
c) Errada. “A riqueza assemelha-se à água do mar: quanto mais alguém bebe dela, mais sede tem”
Aqui, a comparação está mais sutil, pois foi empregado o verbo ASSEMELHAR-SE, que signi-
fica “ser/tornar-se semelhante, parecer-se com algo”. Também é uma forma de comparação.
d) Certa. “Não há prazer em possuir algo mais sem companhia”
Nessa opção, não há nenhuma forma de comparação. Trata-se de uma condição: “Se não hou-
ver companhia, não há prazer em possuir algo (a) mais”. O valor dessa palavra “mais” é “além, 
em acréscimo”, e não faz parte de estrutura comparativa (mais do que). Essa é a resposta.
e) Errada. “Mais do que riqueza, quero paz”
Em outra ordem, o que se afirma é que “quero paz mais do que quero riqueza” ou “quero mais 
paz do que riqueza”.
Aqui há, sim, uma estrutura comparativa e, por isso, não é a resposta.
Letra d.
015. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) “Não sei como pareço aos 
olhos do mundo, mas eu mesmo me vejo como um pobre garoto que brincava na praia e se 
divertia em encontrar uma pedrinha mais lisa vez por outra, ou uma concha mais bonita do 
que de costume, enquanto o grande oceano da verdade se estendia totalmente inexplorado 
diante de mim.”
Sobre os adjetivos sublinhados nessa frase de Isaac Newton, a única afirmação correta é:
a) “pobre garoto” e “garoto pobre” significam exatamente o mesmo.
b) o adjetivo “lisa” mostra uma característica da pedrinha e pode sofrer variação de grau.
c) “bonita” indica um estado da concha e não pode sofrer variação de grau.
d) “grande” tem valor descritivo.
e) “inexplorado” é um adjetivo de relação e pode sofrer variação de grau.
Em alguns casos, a mudança de posição do adjetivo em relação ao substantivo a que se refere 
altera o sentido.
Simples professor = apenas um professor (pode ter valor depreciativo = insignificante).
Professor simples = sem luxo.
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Em outros casos, essas palavras chegam a ter sua classe gramatical alterada, veja só:
Uma negra trabalhadora = A palavra “negra” é um substantivo e “trabalhadora” é um adjetivo
Uma trabalhadora negra = Agora, “trabalhadora” é substantivo e “negra”, uma característica 
dessa pessoa (sua raça), logo um adjetivo.
Na opção A, não apresentam o mesmo sentido “pobre garoto” e “garoto pobre”. Na primeira 
construção, há um aspecto misericordioso (equivalente a “coitado”); já na segunda, o aspecto 
é socioeconômico (de poucos recursos financeiros). Por afirmar que as construções apresen-
tam o mesmo significado, essa opção está errada.
Os adjetivos podem ser relacionais ou qualificativos. Os adjetivos relacionais derivam de subs-
tantivos, ocupam a posição após o substantivo a que se referem (pós-nominal) e não variam 
em grau (não apresentam formas com as palavras “mais/menos/muito” ou com sufixo-íssimo),
Exemplo: trabalho braçal = relativo a “braço” (substantivo), esse adjetivo só pode ser depois do 
substantivo (não existe “braçal trabalho”) e não admite flexão em grau (trabalho “muito braçal”).
Os adjetivos qualificativos denotam qualidades e características dos seres, podem ocupar a 
posição anteposta ou posposta em relação ao substantivo e admitem flexão de grau.
Esse também é o caso de LISA em relação à palavra pedra: pedra lisa (pedra muito lisa = 
lisíssima).
Assim, a afirmação da opção B é válida, sendo a resposta da questão.
O adjetivo “bonita” é também qualificativo e sofre variação de grau, sim. A opção C está errada.
Um adjetivo descritivo é aquele que apresenta um aspecto objetivo, mensurável por critérios 
técnicos, ou seja, indicam uma descrição de um objeto. Deve ser colocado após o substantivo, 
pois não se trata de um aspecto subjetivo, mas objetivo: um “homem grande” é um homem de 
grande estatura (alto, corpulento etc.) – critério objetivo – esse é um adjetivo descritivo. Já um 
“grande homem” não se refere à estatura dele, mas a um critério subjetivo: “nobre, importante.”
No caso, o adjetivo “grande”, em “grande oceano”, não é descritivo. Além de se apresentar 
anteposto ao substantivo, tem valor subjetivo, equivalente a “imponente”, “poderoso” (critério 
subjetivo), e um valor objetivo (sua dimensão física), caso em que o adjetivo seria posposto ao 
substantivo (oceano grande).
Na opção E, o adjetivo “inexplorado” não é um adjetivo relacional, pois deriva de um VERBO, e 
não de um SUBSTANTIVO, e, exatamente por isso, admite flexão em grau (totalmente inexplo-
rado/muito inexplorado).
Letra b.
016. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) “Diz-se da melhor companhia: 
sua conversa é instrutiva, seu silêncio, formativo.”
Sobre os sinais gráficos e de pontuação dessa frase, a única afirmativa INADEQUADA é:
a) as aspas indicam transcrição de um texto alheio.
b) os dois pontos antecipam uma explicação.
c) a primeira vírgula separa duas orações.
d) a segunda vírgula indica a omissão de um verbo.
e) o ponto final mostra a interrupção de um pensamento.
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O sinal que marca a interrupção, suspensão ou hesitação de um pensamento é o sinal de RE-
TICÊNCIAS, muito explorado nas provas da FGV (prepare-se!!!).
O ponto final marca o ENCERRAMENTO do pensamento e, consequentemente, do período. 
Esse foi o erro da opção E, nossa resposta.
Todas as demais afirmações estão CORRETAS.
a) Certa. As aspas podem:
• indicar o início e fim de uma citação.
• dar ênfase a determinada palavra, expressão ou passagem.
• dar destaque a palavras registradas de forma estranha à língua culta, como gíria, estran-
geirismos, arcaísmos.
• destacar, como recurso linguístico, palavras em sentido figurado ou de forma irônica.
• marcar, em um diálogo, a mudança de interlocutor.
• indicar o título de obras artísticas ou científicas.
b) Certa. Empregamos o sinal:
• antes de uma citação.
• no discurso direto, depois de verbo dicendi (os que introduzem uma declaração), como 
“chamar, perguntar, dizer, afirmar...”.
• para introduzir uma explicação, esclarecimento, conclusão.
• antes de enumeração.
c) Certa. Em relação às opções C e D, a primeira ocorrência da vírgula separa as orações; a 
segunda indica uma omissão (a do verbo SER).
d) Certa. Como explicado na opção C.
Letra e.
017. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) “Quem alguma vez já teve a 
fama de acordar cedo pode permitir-se dormir até o meio-dia.”
A ideia desse pensamento se repete no seguinte ditado:
a) Deus ajuda a quem cedo madruga.
b) No quintal do vizinho, a grama é sempre mais verde.
c) Não há mal que sempre dure.
d) Quem bem faz a cama, dorme nela.
e) Nada como um dia depois do outro.
Como resolver esse tipo de questão: encontre uma “moral da história” ou uma relação semân-
tica; anote na prova e, só então, avalie as sugestões da banca.
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A relação semântica que há na construção do enunciado é a de ESFORÇO PRÓPRIO X RECOM-
PENSA PRÓPRIA (pode permitir-se).
Esse mesmo valor está presente em “Quem bem faz a cama [= esforço próprio]dorme nela [= 
recompensa própria].
O que enganou muita gente foi a associação de “acordar cedo” (enunciado) com “cedo madru-
ga”, presente na opção A (não à toa, não é, gente??) mas o que prevalece é a ideia de ESFORÇO 
PRÓPRIO X RECOMPENSA PRÓPRIA.
Na opção D, assim como na frase do enunciado, a recompensa é a própria pessoa que se dá, 
e é essa a diferença entre a opção D (gabarito) e a opção A, em que a recompensa não pro-
vém de si mesmo, mas de outrem (no caso, quem recompensa é Deus). Detalhe sutil que fez 
a diferença.
Em B, a ideia é que “o do outro é melhor que o nosso” – cabe aqui uma ponta de inveja, né? Não 
é isso o que se prega na frase do enunciado.
Na opção C, a ideia é que “tudo passa”, o que é bom e o que não é. Mesma ideia da frase 
da opção E.
Letra d.
018. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) “A vida é a arte de tirar conclu-
sões suficientes de premissas insuficientes.”
Essa definição de “vida” apela para uma relação com o seguinte modo de organização 
discursiva:
a) dissertativo-argumentativo.
b) dissertativo-expositivo.
c) descritivo.
d) narrativo.
e) injuntivo.
O tipo textual que trabalha com “premissas argumentativas” e “conclusões” é o DISSERTATI-
VO-ARGUMENTATIVO.
Nele, o autor apresenta uma tese, podendo defendê-la ou refutá-la, a partir de argumentos que 
apresenta, diferentemente da modalidade “dissertativo-expositivo”, em que o autor não emite 
nenhum tipo de opinião; limita-se a apresentar as informações de forma objetiva.
O texto descritivo, já vimos, se assemelha a uma fotografia, com indicação de adjetivos, verbos 
no pretérito imperfeito do indicativo, enquanto o texto narrativo se assemelha a um filme, com 
verbos de ação no tempo pretérito perfeito do indicativo.
Por fim, o texto INJUNTIVO é aquele em que se dá “ordens, instruções” (também chamado, por 
isso, de INSTRUCIONAL), com predominância de verbos no modo IMPERATIVO. Costuma se 
apresentar em receitas culinárias, manuais de instrução (Faça isso, não faça aquilo).
Letra a.
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019. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) “Convém, a quem nasce, mui-
ta cautela na escolha do local, do ano e dos pais.”
O verbo “nascer” é grafado com SC; a palavra abaixo que também deveria ser escrita com es-
sas letras é:
a) docente.
b) indecente.
c) fluorecente.
d) precisão.
e) concisão.
Questão de ortografia tem estreita relação com o repertório lexical do candidato. Quanto mais 
se lê, mais se guarda a grafia das palavras.
O dígrafo ocorre quando duas letras representam um único som. Os dígrafos podem ser con-
sonantais ou vocálicos.
Os dígrafos consonantais indicam o encontro de duas consoantes, com apenas um som: RR 
(carro), SS (passo), SC (nascer), SÇ (nasço), XC (exceto), XS (exsurgir), CH (chave), LH (alheio), 
NH (rainha), QU e GU, antes de E e I (queijo, quiabo, gueixa, guitarra).
Os dígrafos vocálicos são formados quando as vogais são sucedidas das consoantes ‘n’ ou ‘m’, 
representando fonemas vocálicos nasalizados: as vogais (a, e, i, o, u) seguidas de M ou N (am-
biente, antena, embutido, entender, improvável, incrível, hombridade, honra, umbanda, unção).
De todas as opções, aquela que apresenta erro é FLUORESCENTE (que deveria ter sido grafada 
com dígrafo SC).
Letra c.
020. (FGV/CÂMARA MUNICIPAL DE ARACAJU/TÉCNICO/2021) Em todas as frases abaixo 
há um termo sublinhado; se deslocarmos esse termo para o lugar na frase marcado por um 
asterisco, só NÃO vamos precisar empregar vírgulas em:
a) Nunca deixei que (*) o período que passei na escola interferisse em minha educação.
b) Nós só (*) aprendemos geologia na manhã seguinte a um terremoto.
c) De erro em erro descobre-se a verdade inteira (*).
d) Tudo no mundo é estranho e (*) maravilhoso para pupilas bem abertas.
e) (*) Preciso de uma longa vida para superar as sequelas da educação ruim.
Todos os termos sublinhados são estruturas de valor ADVERBIAL. Quando a construção se 
apresenta na ORDEM DIRETA, que consiste em “sujeito + verbo + complemento + adjunto ad-
verbial”, o termo que exerce a função de adjunto adverbial dispensa a vírgula, que pode ser 
usada apenas com valor estilístico (destaque).
Ao deslocar esse termo para outra posição que não o fim da oração, a vírgula passa a ser obri-
gatória, para indicar esse deslocamento. Em caso de estruturas adverbiais pequenas, o sinal 
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Provas Comentadas FGV – Parte II
LÍNGUA PORTUGUESA
Claudia Kozlowski
pode ser dispensado, só que o conceito de “pequeno” é polêmico e não há, na gramática, um 
entendimento uniforme.
Assim, apenas na ocorrência da opção C, a vírgula é dispensada, pois a indicação do asterisco 
é no fim da oração.
Em todas as demais, a estrutura adverbial fica no início ou no meio da construção, devendo ser 
usado o sinal de pontuação.
Letra c.
Claudia Kozlowski
Aprovada nos concursos de Analista Judiciário do TRF-2ª, em 1997; Técnico da Receita Federal (atual 
Analista Tributário), em 1998; e Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil, em 2001, cargo que ocupa até 
hoje. Professora de Língua Portuguesa para concursos públicos desde 2002.
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