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Handout Texto 4 Parte 1 Fundamentos da Linguística

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Universidade Federal do Rio de Janeiro 
Faculdade de Letras 
Departamento de Linguística e Filologia 
Fundamentos da Linguística LEF140 
Professor: Thiago Silva 
Parte 1 – Texto 4 
 
MARTELOTTA, M. E. Conceitos de gramática. In: MARTELOTTA, M. A (Org) 
Manual de Linguística. São Paulo: Contexto, 2011. 
 
→ Os falantes não combinam unidades de qualquer modo. 
→ O conjunto de interpretações e descrições acerca do funcionamento da língua recebe 
o nome de gramática. 
 
 
 
 
 
 
 
GRAMÁTICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gramática tradicional: também chamada de gramática normativa ou gramática 
escolar, é aquela que estudamos na escola desde pequenos. 
 
Gramática histórico-comparativa: proposta de comparar elementos gramaticais de 
língua original da qual elas se desenvolveram. 
 
Gramática estrutural: uma tendência de descrever a estrutura gramatical das línguas, 
vendo-as como um sistema autônomo, cujas partes se organizam em uma rede de 
relações internas. 
 
Costuma-se relacionar o movimento estruturalista com a corrente filosófica do 
empirismo, que pode ser identificada por três características básicas: 
 
Conjunto e natureza dos elementos que compõem uma língua 
e restrições que comandam sua união para formar unidades 
maiores nos contextos reais de uso. (funcionamento da 
própria língua (objeto dos cientistas). 
Estudos que buscam descrever a natureza desses elementos e 
suas restrições de combinação. Modelos teóricos criados 
pelos cientistas a fim de explicar o funcionamento da língua. 
(como, por exemplo, a gramática tradicional, a gramática 
histórico-comparativa, etc). 
1) Condiciona o conhecimento à experiência: 
- as ideias que constituem nossa estrutura cognitiva são representações mentais das 
impressões que captamos do mundo com nossas sensações; 
- o comportamento humano é uma consequência do contato com o mundo e das 
experiências que emergem desse contato. 
 
Saussure negava a existência de uma estrutura inata de pensamento adjacente às línguas. 
 
Concepção empirista da linguagem - hipótese de Sapir-Whorf (hipótese da relatividade 
linguística): cada língua possui uma maneira peculiar de interpretar a realidade. 
 
2) Utiliza o método indutivo: Os empiristas partem dos dados para tomarem conclusões 
e não partem de hipóteses estabelecidas em suas análises. 
 
3) Apresenta um caráter descritivo, e não universalista: descreve as características de 
seu objeto de estudo, sem detectar aspectos mais gerais que expliquem seu 
funcionamento. 
 
Gramática gerativa: analisa a estrutura gramatical das línguas, vendo-a como o reflexo 
de um modelo formal de linguagem. 
 
Surgimento: década de 50, 1957 – Noam Chosmky (Estruturas Sintáticas) 
 
1º Princípio: princípio do inatismo 
2º Princípio: princípio da modularidade da mente 
 
Distinção entre competência e desempenho. 
 
Três características básicas: 
 
1 – A razão é a fonte do conhecimento: existem ideias inatas. 
2 – Utiliza o método dedutivo. 
3 – Apresenta um caráter explicativo e universalista 
 
Noção de linguagem como um sistema autônomo, indiferente aos interesses do sujeito 
que o utiliza e às características do ambiente social em que atua. 
 
Gramática cognitivo-funcional: Além de analisar a estrutura gramatical, analisa a 
situação de comunicação inteira: o propósito do evento de fala, seus participantes e seu 
contexto discursivo. 
 
Realismo corporificado / o pensamento é corporificado. 
 
1 – Abandona a dicotomia empirismo vs. Racionalismo 
2 – Incorpora o método abdutivo-analógico 
3 – Apresenta um caráter explicativo e universalista

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