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Problema 3 1
Problema 3
 Anatomia da pelve 
2- Discutir sobre o parto 
 sinais e sintomas 
 vias de parto (indicações- vantagens e desvantagens)
 mecanismo do parto 
 evolução do parto 
 Dequitação de placenta 
 avaliação do BCFs
 episiotomia 
 importância e preenchimento do partograma 
Períneo
Região em forma de losango posicionada inferiormente ao assoalho da pelve 
entre as coxas (entre a sínfise púbica e o cóccix)
⚠ Seu limite periférico é a saída pélvica; seu teto é o diafragma da pelve 
(músculos levantadores do ânus e coccígeo); e suas estreitas paredes 
laterais são formadas pelas paredes da cavidade da pelve abaixo da 
inserção do músculo levantador do ânus períneo é dividido em trígono 
urogenital anteriormente e trígono anal posteriormente.
O trígono urogenital está associado aos óstios do sistema urinário e do sistema 
genital, e serve para ancorar os genitais externos.
O trígono anal contém o ânus e o músculo esfíncter externo do ânus. O nervo 
pudendo (S2 a S4) e a artéria pudenda interna são os principais nervo e artéria 
dessa região
Problema 3 2
Limites e teto
A margem do períneo é marcada pela borda inferior da sínfise púbica, em seu ponto 
anterior, pelo ápice do cóccix, em seu ponto posterior, e pelos túberes isquiáticos, 
em cada um de seus pontos laterais
Problema 3 3
⚠ O períneo é dividido em dois triângulos por uma linha imaginária entre os 
dois túberes isquiáticos . Anteriormente à linha, encontra‐se o trígono 
urogenital e, posteriormente à linha, encontra‐se o trígono anal. 
Significativamente, os dois trígonos não se encontram no mesmo plano. 
Na posição anatômica, o trígono urogenital está orientado no plano 
horizontal, enquanto o trígono anal se angula para cima na linha 
transtubercular de forma que ele está voltado para a face posterior
O teto do períneo é formado principalmente pelos músculos levantadores do ânus, 
que separam a cavidade da pelve, acima, e do períneo, abaixo. Um de cada lado, 
esses músculos formam o diafragma da pelve.
Membrana do períneo e espaço profundo do períneo 
A membrana do períneo é uma folha fibrosa espessa que preenche o trígono 
urogenital . Ela possui uma margem posterior livre, que se ancora na linha mediana 
para o corpo do períneo e se insere lateralmente ao arco púbico. Imediatamente 
acima da membrana do períneo, existe uma região fina denominada espaço 
profundo do períneo, que contém uma camada de músculo esquelético e tecidos 
neurovasculares. Entre os músculos esqueléticos existentes no espaço, encontra‐se 
o músculo esfíncter externo da uretra. 
A membrana do períneo e o espaço profundo do períneo fornecem sustentação 
para os genitais externos, que estão inseridos em sua superfície inferior. Além 
disso, as partes da membrana do períneo e do espaço profundo do períneo 
inferiores ao hiato urogenital no músculo levantador do ânus fornecem sustentação 
para as vísceras da pelve, localizadas superiormente. A uretra deixa a cavidade da 
pelve e entra no períneo, passando pelo espaço profundo do períneo e da 
membrana do períneo. Nas mulheres, a vagina também passa por essas estruturas 
posteriormente à uretra.
Trígono anal 
O trígono anal do períneo está voltado posteroinferiormente e é definido 
lateralmente pelas margens mediais dos ligamentos sacrotuberais, anteriormente 
por uma linha horizontal entre os dois túberes isquiáticos e posteriormente pelo 
cóccix.
O teto do trígono anal é composto pelo diafragma da pelve, que é formado pelos 
músculos levantador do ânus e cocígeo. O ânus se localiza no centro do trígono 
Problema 3 4
anal e está relacionado à fossa isquioanal de cada lado. O principal músculo no 
trígono anal é o músculo esfíncter externo do ânus.
O músculo esfíncter externo do ânus, que envolve o canal anal, é formado por 
músculo esquelético e consiste em três partes — profunda, superficial e subcutânea 
— arranjadas sequencialmente ao longo do canal de cima para baixo
Trígono urogenital 
O trígono urogenital do períneo é a metade anterior do períneo e está orientado no 
plano horizontal. Ele contém as raízes dos genitais externos e os óstios do sistema 
urogenital
O trígono urogenital é definido:
lateralmente pelos ramos isquiopúbicos; 
posteriormente por uma linha imaginária entre os túberes isquiáticos; e
anteriormente pela margem inferior da sínfise púbica.
 O teto do trígono urogenital é composto pelo músculo levantador do 
ânus.
Problema 3 5
O trígono urogenital contém uma forte plataforma fibromuscular de sustentação, a 
membrana do períneo e o espaço profundo do períneo, que se insere no arco 
púbico. Existem extensões anteriores das fossas isquioanais entre o espaço 
profundo do períneo e o músculo levantador do ânus de cada lado. Entre a 
membrana do períneo e a lâmina membranácea da fáscia superficial, existe o 
espaço superficial do períneo. As principais estruturas nesse espaço são os tecidos 
eréteis do pênis e do clitóris e os músculos esqueléticos associados.
Estruturas no espaço superficial do períneo 
O espaço superficial do períneo contém: 
estruturas eréteis que se juntam para formar o pênis, nos homens, e o clitóris, 
nas mulheres; 
e músculos esqueléticos que estão associados, principalmente, a partes das 
estruturas eréteis inseridas na membrana do períneo e no osso adjacente. 
Cada estrutura erétil consiste em um núcleo central de tecido vascular expansível e 
em sua cápsula de tecido conjuntivo envoltória.
Nas mulheres, um par de estruturas eréteis, denominadas bulbos do vestíbulo, 
situam‐se uma de cada lado no óstio da vagina e estão firmemente ancoradas na 
membrana do períneo. Pequenas faixas de tecido erétil conectam as extremidades 
anteriores desses bulbos a uma pequena e única massa de tecido erétil em forma 
de ervilha, a glande do clitóris, que está situada na linha mediana na extremidade 
do corpo do clitóris e anteriormente ao óstio externo da uretra
Problema 3 6
Clitóris 
O corpo do clitóris, que é formado apenas pelas partes livres dos dois corpos 
cavernosos, angula‐se posteriormente e está ligado aos tecidos conjuntivos do 
períneo. O corpo do clitóris é sustentado por um ligamento suspensor que se fixa 
superiormente à sínfise púbica. A glande do clitóris é ligada à extremidade distal do 
corpo e está conectada os bulbos do vestíbulo por duas pequenas faixas de tecido 
erétil. A glande do clitóris está exposta no períneo, e o corpo do clitóris pode ser 
palpado pela pele.
Glândulas vestibulares maiores 
As glândulas vestibulares maiores são observadas nas mulheres. Elas são 
pequenas glândulas mucosas em forma de ervilha que se localizam posteriormente 
aos bulbos do vestíbulo em cada lado do óstio da vagina. As glândulas vestibulares 
maiores estão localizadas no espaço superficial do períneo. 
O ducto de cada glândula vestibular maior se abre no vestíbulo da vagina ao longo 
da margem posterolateral do óstio da vagina. As glândulas vestibulares maiores 
produzem secreção durante a estimulação sexual.
Músculos 
O espaço superficial do períneo contém três pares de músculos: o isquiocavernoso, 
o bulboesponjoso e o transverso superficial do períneo . Dois desses três pares de 
músculos estão associados às raízes do pênis e do clitóris; o outro par está 
associado ao corpo do períneo
Problema 3 7
Nervos somáticos
Nervo pudendo 
O principal nervo somático do períneo é o nervo pudendo. Esse nervo se origina do 
plexo sacral e leva fibras dos níveis medulares de S2 a S4.O nervo pudendo 
possui três ramos principais — o nervo anal inferior, o nervo perineal e o nervo 
dorsal do pênis ou do clitóris —, que são acompanhados por ramos da artéria 
pudenda interna
Nervo anal (retal) inferior é, frequentemente, múltiplo, penetra através da fáscia 
do canal do pudendo e segue medialmente pela fossa isquioanal para inervar o 
músculo esfíncter externo do ânus e as regiões relacionada aos músculos 
levantadores do ânus. O nervo é também sensorial geral para a pele do trígono 
anal.
O nervo perineal passa pelotrígono urogenital e dá origem aos ramos motor e 
cutâneo. Os ramos motores suprem os músculos esqueléticos nos espaços 
superficial e profundo do períneo. O maior dos ramos sensoriais é o nervo 
escrotal posterior, nos homens, e o nervo labial posterior, nas mulheres.
O nervo dorsal do pênis e do clitóris entra no espaço profundo do períneo. Ele 
passa ao longo da margem lateral do espaço e então sai, passando 
inferiormente pela membrana do períneo em uma posição logo abaixo da sínfise 
púbica, na qual ele encontra o corpo do clitóris ou do pênis. Ele segue ao longo 
Problema 3 8
da superfície dorsal do corpo para atingir a glande. O nervo dorsal é sensorial 
para o pênis e para o clitóris, particularmente para a glande.
Nervos viscerais 
Os nervos viscerais entram no períneo por duas vias: 
Os que seguem para a pele, que consistem principalmente em fibras simpáticas 
pós‐ganglionares, são levados para a região ao longo do nervo pudendo. Essas 
fibras se unem ao nervo pudendo a partir dos ramos comunicantes cinzentos 
que conectam as partes pélvicas dos troncos simpáticos aos ramos anteriores 
dos nervos espinais sacrais. 
Os que seguem para os tecidos eréteis entram na região principalmente através 
do espaço profundo do períneo a partir do plexo hipogástrico inferior na 
cavidade da pelve. As fibras que estimulam a ereção são as fibras 
parassimpáticas, que entram no plexo hipogástrico inferior pelos nervos 
esplâncnicos a partir dos níveis medulares de S2 a S4
Vasos sanguíneos
Artérias 
A artéria mais significativa do períneo é a artéria pudenda interna. Outras artérias 
que entram nessa área são as artérias pudenda externa, testiculares e 
cremastéricas. 
Artéria pudenda interna
 A artéria pudenda interna se origina como um ramo do tronco anterior da artéria 
ilíaca interna na pelve. Juntamente com o nervo pudendo, ela deixa a pelve através 
do forame isquiático maior abaixo do músculo piriforme. Ela passa ao redor da 
espinha isquiática, na qual a artéria se situa lateralmente ao nervo, entra no períneo 
passando através do forame isquiático menor, e acompanha o nervo pudendo no 
canal pudendo na parede lateral da fossa isquioanal. Os ramos da artéria pudenda 
interna são similares àqueles do nervo pudendo no períneo e incluem as artérias 
retal inferior e perineal e ramos para os tecidos eréteis do pênis e do clitóris
Artérias retais inferiores 
Uma ou mais artérias retais inferiores se originam da artéria pudenda interna no 
trígono anal e cruzam a fossa isquioanal medialmente para se ramificar e suprir o 
músculo e a pele relacionada. Elas se anastomosam às artérias retal média e 
superior da artéria ilíaca interna e à artéria mesentérica inferior, respectivamente, 
para formar uma rede de vasos que irrigam o reto e o canal anal.
Problema 3 9
Artéria perineal 
A artéria perineal se origina próximo à extremidade anterior do canal do pudendo, 
originando um ramo perineal transverso e uma artéria escrotal ou labial posterior 
para os tecidos e pele adjacentes
Parte terminal da artéria pudenda interna 
A parte terminal da artéria pudenda interna acompanha o nervo dorsal do pênis ou 
do clitóris no espaço profundo do períneo e fornece ramos para os tecidos no 
espaço profundo do períneo e para os tecidos eréteis. 
Veias 
As veias no períneo geralmente acompanham as artérias e se juntam às veias 
pudendas internas, que se conectam às veias ilíacas internas na pelve . A exceção 
é a veia dorsal profunda do pênis ou do clitóris, que drena, principalmente, a glande 
e os corpos cavernosos. A veia dorsal profunda segue ao longo da linha mediana, 
entre as artérias dorsais de cada lado do corpo do pênis ou do clitóris, passando 
pelo espaço entre o ligamento inferior do púbis e o espaço profundo do períneo, e 
se conecta com o plexo venoso ao redor da próstata, nos homens, ou da bexiga, 
nas mulheres.
Anatomia de superficie
FISIOLOGIA DAS CONTRAÇÕES UTERINAS 
A unidade geradora de contração uterina é formada por um complexo proteico 
(actina-miosina) disposto em fuso dentro do citoplasma.
Problema 3 10
→ Depende da interação dos componentes do complexo proteico entre si, que é 
modulada pela ação da enzima cínase da cadeia leve de miosina. Essa enzima é 
influenciada por três sistemas reguladores: cálcio, calmodulina e monofosfato de 
adenosina cíclico (AMP cíclico).
Fases clínicas do parto
O parto é caracterizado por contrações das fibras miometriais, cujas principais 
funções são a dilatação cervical e a expulsão do feto através do canal de parto. 
Essas contrações são dolorosas, porém, antes do seu início, o útero sofre 
modificações fisiológicas e bioquímicas locais concomitantes ao aumento da 
frequência de contrações indolores (contrações de Braxton Hicks), até que o 
verdadeiro trabalho de parto seja deflagrado. O processo fisiológico que regula tais 
modificações não possui um marco bem definido como as fases clínicas do parto, 
contudo, pode ser dividido em quatro etapas:1-3,8
Quiescência (fase 1).
Ativação (fase 2).
Estimulação (fase 3).
Involução (fase 4)
Quiescência (fase 1)
relativa ausência de resposta a agentes que determinam a contratilidade uterina
se inicia com a implantação do zigoto e perdura por quase toda a gestação
Ativação (fase 2).
Problema 3 11
prepara o útero e o canal cervical para o trabalho de parto e dura 
aproximadamente 6 a 8 semanas
ocorre modificações cervicais e caracteriza-se pela descida do fundo uterino
Estimulação (fase 3).
dividida em três períodos (dilatação, expulsão e dequitação) e cujo fenômeno 
mais importante são as contrações uterinas efetivas
essas contrações devem apresentar uma frequência regular entre duas e cinco 
contrações a cada 10 minutos, intensidade de 20 a 60 mmHg (média de 40 
mmHg) e duração entre 30 e 90 segundos (média de 60 segundos)
Involução (fase 4).
destaca-se pelo retorno ao estado pré-gravídico (puerpério). Seu início ocorre 
após a dequitação e é caracterizado por uma contração persistente que 
promove a involução uterina
Dilatação (primeiro período)
inicia-se 
com as primeiras contrações dolorosas, cuja principal 
ação é a modificação da cérvix
termina 
com a dilatação completa do colo uterino (10 cm) de 
modo a permitir a passagem fetal
⚠ O esvaecimento e a dilatação cervical são fenômenos 
distintos. Nas primíparas, ocorrem nessa ordem, sucessivamente: 
primeiro o esvaecimento, de cima para baixo, 
e depois a dilatação do orifício externo; já nas multíparas, 
são simultâneos
O esvaecimento ou apagamento do canal cervical consiste 
na incorporação do colo à cavidade uterina, terminando 
com a formação de um degrau ao centro da abóbada 
cervical
Problema 3 12
A dilatação do orifício externo do colo tem como principal finalidade ampliar o canal 
de parto e completar a continuidade entre útero e vagina
À medida que a dilatação cervical progride, surge um espaço entre o polo cefálico e 
as membranas ovulares (âmnio e cório), no qual ficará coletado o líquido amniótico 
(bolsa das águas), cuja função é auxiliar as contrações uterinas no deslocamento do 
istmo. A bolsa das águas se forma no polo inferior do ovo no decorrer do trabalho 
de parto, e sua rotura causa a saída parcial do seu conteúdo líquido, ocorrendo, via 
de regra, no período em que a dilatação cervical é de 6 cm (rotura oportuna). 
Todavia, essa rotura pode ser precoce (no início do trabalho de parto e, portanto, 
antes dos 6 cm de dilatação cervical) ou tardia (dilatação cervical de 8 cm ou mais).
Quando a rotura ocorre contemporânea à expulsão do feto, é denominada 
nascimento de feto empelicado. 
Problema 3 13
A dilatação cervical é representada por uma curva sigmoide dividida em fase latente 
e fase ativa, sendo esta última composta, segundo Friedman citado por Deláscio e 
Guariento,28 de três subdivisões (Figura 3):
Aceleração: em que a velocidade de dilatação começa a modificar-se e a curva 
se eleva;
Dilatação ou aceleração máxima: quando a dilatação passa de 2 a 3 cm para 8 
a 9 cm;
Desaceleração:que precede a dilatação completa
Tempo é um dos parâmetros mais importantes para identificar alterações na 
evolução do parto. Assim, de forma geral, segundo Friedman,10 a fase latente 
normalmente dura 8 horas, porém com variações conforme a paridade e mesmo 
entre gestantes de mesma paridade. A dilatação nessa fase é em torno de 0,35 
cm/h, e sua evolução e duração dependem das modificações que ocorrem nas 
duas semanas que precedem o parto
A fase ativa normalmente se inicia com dilatação cervical de 4 cm e dura em 
média 6 horas nas primíparas, com velocidade de dilatação de cerca de 1,2 
cm/h, e 3 horas nas multíparas, com velocidade de dilatação de 1,5 cm/h.
Diagnóstico de trabalho de parto
está condicionado à presença de contrações uterinas com ritmo e 
características peculiares, combinadas a alterações progressivas 
no colo uterino (esvaecimento e dilatação) e à formação da bolsa das águas.
A presença de contrações uterinas (pelo menos duas em 10 minutos) associada 
a dilatação cervical (pelo menos 2 cm), esvaecimento cervical e/ou 
modificações progressivas no colo uterino.
Expulsão
segunda fase do parto, o feto é expelido do útero através do canal de parto por 
meio da ação das contrações uterinas e das contrações voluntárias dos 
músculos abdominais (puxos)
O canal de parto é completamente formado, ou seja, o segmento inferior do 
útero, o canal cervical totalmente dilatado e a vagina formam uma única 
cavidade.
Problema 3 14
Segundo período tem início com a dilatação completa e se encerra com a saída 
do feto
A descida do polo cefálico pelo canal de parto é representada por uma curva 
hiperbólica e compreende duas fases bem definidas: fase pélvica e fase 
perineal.
A primeira caracteriza-se pela dilatação completa do colo uterino e pela 
apresentação acima do plano +3 de De Lee, enquanto a segunda apresenta a 
cabeça rodada e em um plano inferior a +3 de De Lee
pode durar em média 30 minutos nas multíparas e 60 minutos nas primíparas.
considera o período expulsivo prolongado quando ultrapassa, em primíparas, 3 
horas com analgesia ou 2 horas sem analgesia e, em multíparas, 2 horas com 
analgesia e 1 hora sem analgesia
Dequitação
secundamento ou dequitadura, o útero expele a placenta e as membranas 
(após o nascimento do feto)
Seu descolamento ocorre em virtude da diminuição do volume uterino depois da 
expulsão fetal, associada às contrações uterinas vigorosas e indolores
Tipos clássicos de descolamento, o central (também chamado de descolamento 
de Baudelocque-Schultze) e o marginal ou periférico (também chamado de 
descolamento de Baudelocque-Duncan), definidos, respectivamente, quando 
começam no centro ou lateralmente.
 A dequitação ocorre entre 10 minutos e 1 hora após o parto. Fisiologicamente, 
sabe-se que ela deve ocorrer dentro de 20 a, no máximo, 30 minutos. Porém, 
em 80% dos partos a dequitação se dá nos primeiros 10 minutos.
Primeira hora pós-parto
inicia-se imediatamente após a dequitação, sendo, dessa forma, a primeira hora 
do puerpério 
Esta hora caracteriza-se pela ocorrência dos fenômenos de miotamponamento, 
de trombotamponamento, pela indiferença miouterina e pela contração uterina 
fixa que a segue.
A contração do útero causa oclusão dos vasos miometriais (miotamponamento)
Problema 3 15
O trombotamponamento é a segunda linha de defesa contra a hemorragia e tem 
como característica a formação de trombos nos grandes vasos 
uteroplacentários, os quais se prolongam pelos coágulos intrauterinos que 
recobrem o leito placentário
Mecanismo de trabalho de parto 
ESTATICA FETAL: RELAÇÕES UTEROFETAIS
Atitude
Situação
Apresentação
Posição
Nomenclatura
Frequência da situação e da apresentação
Atitude
Relação das diversas partes fetais entre si. 
Graças à flexibilidade da coluna vertebral e à articulação occipitovertebral, o feto se 
aloja na cavidade uterina em atitude de flexão generalizada, isso é, a coluna 
vertebral encurvada no seu todo e a cabeça com o mento aproximado da face 
anterior do tórax, o que dá ao concepto a forma ovoide, o ovoide fetal, que 
apresenta então dois polos: o cefálico e o pélvico, esse maior que aquele. Nos 
membros inferiores, as coxas se fletem sobre a bacia e as pernas, na mesma 
atitude, sobre as coxas. Nos membros superiores, os braços se locam na face 
anterior do tórax bem como os antebraços, também fletidos. O conjunto do tronco 
com os membros denomina-se ovoide 
córmico.
Apresentação
A apresentação é definida como a região fetal que ocupa a área do estreito 
superior e nela se vai insinuar
é necessário que o volume da região fetal seja capaz de encontrar obstáculo na 
sua passagem pelo canal pelvigenital; portanto, não existe apresentação antes 
do sexto mês ou quando a parte fetal é um membro, visto que os respectivos 
diâmetros são muito inferiores aos da bacia
Problema 3 16
→ Quando a situação fetal é longitudinal, há duas possibilidades de apresentação: 
cefálica ou pélvica, dependendo do polo fetal que ocupa a região inferior do útero.
→ Nas situações transversas, por sua vez, duas outras possibilidades ocorrem, nas 
quais se distinguem as apresentações córmicas (ou de ombro), em que o dorso fetal 
se apresenta anterior ou posteriormente, ou as apresentações dorsais superior e 
inferior, em que o dorso fetal se apresenta superior ou inferiormente (nestes casos, 
o plano coronal fetal é perpendicular ao plano coronal materno), extremamente mais 
rarasi
⚠ Na gestação a termo, a situação longitudinal do feto é muito mais 
frequente que as situações transversas e oblíquas, assim como a 
apresentação cefálica fletida é mais comum do que as restantes.
A atitude fisiológica da cabeça fetal pressupõe que ela esteja flexionada, com o 
mento aconchegado ao esterno, o que se denomina apresentação cefálica fletida, 
de vértice ou de occipício. Pode acontecer que a cabeça se apresente em extensão 
ou defletida, à custa de afastamentos do mento em relação ao esterno, de graus 
variados:
1. 1º grau de deflexão, surge, no centro da área do estreito superior, como ponto 
de referência fetal, o bregma (apresentação de bregma).
2. 2º de deflexão, surge a glabela como ponto de referência fetal (apresentação de 
fronte).
3. 3ºde deflexão, é o mento que surge como ponto de referência fetal 
(apresentação de face).
Problema 3 17
Situação
Relação entre os grandes eixos longitudinais fetal e uterino. Quando ambos 
coincidem, a situação será longitudinal; quando perpendiculares, a situação é 
transversa; e, se cruzados, a situação será oblíqua ou inclinada. A primeira ocorre 
em 99,5% das vezes, e a última representa fase de transição da situação fetal, que 
no momento do parto se estabilizará em longitudinal ou transversa
Posição e variedade de posição
Relação do dorso fetal com o lado materno.
 A posição fetal é esquerda (primeira posição) ou direita (segunda posição).
Pontos de referência ao exame clínico de toque vaginal e suas relação com com a 
variedade de posição, auxiliando a reconhecê-la na prática clínica:
Sutura sagital: cefálicas fletidas.
Sutura sagitometópica: cefálicas defletidas de 1o grau ou bregmáticas.
Sutura metópica: cefálicas defletidas de 2o grau ou de fronte.
Problema 3 18
Linha facial: cefálicas defletidas de 3o grau ou de face.
Sulco interglúteo: pélvicas
APRESENTAÇÃO CEFÁLICA FLETIDA
o mecanismo de parto é dividido em 6 tempos
insinuação 
É a passagem do maior diâmetro da parte apresentada, perpendicular à linha 
de orientação fetal, pelo estreito superior da bacia materna
 nas apresentações cefálicas o diâmetro de insinuação corresponde ao 
biparietal e nas apresentações pélvicas, ao bitrocantérico
A ocorrência de insinuação indica que o estreito superior é adequado para a 
passagem do feto, mas não permite inferir as características dos estreitos médio 
e inferior.
 A insinuação nas apresentações cefálicas fletidas varia conforme o tipo de 
bacia. 
→ 60% das gestantes, o feto orienta-se de tal forma a direcionar a sutura sagital no 
diâmetro transversoda bacia; 
→em 18,5%, no primeiro oblíquo (articulação sacroilíaca direita a eminência 
ileopectínea esquerda); 
→em 16%, no segundo oblíquo (articulação sacroilíaca direita a eminência 
ileopectínea direita);
→e em 5,5%, no diâmetro anteroposterior. 
As posições esquerdas são sempre mais frequentes que as direitas, representando 
aproximadamente dois terços das ocorrências em cada uma das variedades de 
posição.
→ Em primigestas a insinuação ocorre por volta de 15 dias antes do parto. Já em 
multíparas, a insinuação pode ocorrer a qualquer momento, desde antes do início 
do trabalho de parto até após a dilatação completa do colo uterino (segundo 
período)
Assinclitismo e sinclitismo
Problema 3 19

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