Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1 
 
 
DESENVOLVIMENTO E COMPUTAÇÃO EM NUVEM 
1 
 
 
SUMÁRIO 
 
1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 2 
1.1 Impactos da Computação em Nuvem ............................................................ 2 
1.2 Termos e Definições Sobre Computação em Nuvem .................................... 3 
1.3 Mudança do Cenário Global Tecnológico ...................................................... 4 
1.4 Caraterísticas e Vantagens da Computação em Nuvem ................................ 5 
1.5 Atores da Computação em Nuvem ................................................................ 6 
1.6 Diferenças entre Computação em Nuvem e Virtualização ............................. 7 
1.7 Exemplos de uso da Computação em Nuvem ............................................... 9 
2. TIPOS DE NUVENS ........................................................................................... 11 
2.1 Infraestrutura Como um Serviço (Infrastructure as a Service – IaaS) .......... 12 
2.2 Plataforma Como um Serviço (Platform as a Service – PaaS) .................... 12 
2.3 Software Como um Serviço (Software as a Service – SaaS) ....................... 13 
2.4 Modelos em nuvem ...................................................................................... 15 
2.4.1 Nuvem Pública....................................................................................... 16 
2.4.2 Nuvem Privada ...................................................................................... 16 
2.4.3 Nuvem híbrida ........................................................................................... 16 
3. TÉCNICAS E MÉTODOS DE DISTRIBUIÇÃO DE COMPUTAÇÃO EM NUVEM
 17 
3.1 Rede ............................................................................................................. 18 
3.2 Automação (Self-Service) e sua Rápida Elasticidade .................................. 19 
3.3 Federação .................................................................................................... 19 
3.4 Padronização ............................................................................................... 21 
3.5 Desafios Técnicos e Riscos da Computação em Nuvem ............................. 21 
3.5.1 Consolidação dos Riscos ...................................................................... 23 
3.6 Segurança .................................................................................................... 24 
3.6.1 Modelo pra Segurança da CSA ............................................................. 25 
3.7 Desenvolvimento de Aplicações Para Nuvem .............................................. 26 
3.8 Iniciativas ..................................................................................................... 28 
3.9 Flexibilidade Estratégica .............................................................................. 28 
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 31 
 
 
 
2 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
A Computação em Nuvem está sendo responsável por uma das 
maioresrevoluções ocorridas nos últimos anos na área de Tecnologia da Informação. 
Os impactos dessa transformação têm crescido e se acelerado, namedida em que a 
nuvem oferece cada vez mais serviços, com mais segurança,com maiores recursos e 
com custos cada vez mais atraentes e competitivos. É uma indústria que 
definitivamente muda o modo de fazer as coisas na área de TI e que, embora ainda 
jovem, já proporciona resultados consolidados, fazendocom que sua adoção seja uma 
opção segura. 
O fundamental a ser entendido na Computação em Nuvem é que não é 
umarevolução tecnológica encerrada em si mesma. Além de mudar o modo como 
seproduzem os serviços de TI das empresas, ela potencializa a mudança do 
modocomo a empresa oferece seus produtos e serviços, atinge seus novos 
clientes,acompanha os clientes existentes e pratica o seu marketing no dia a dia, 
tantopara a captação de novos clientes quanto para a manutenção dos existentes. 
Além disso, a Computação em Nuvem permite que organizações de 
qualquerporte tenham acesso a recursos que antes só estavam disponíveis para 
grandesempresas, por exigirem elevados investimentos, e agora podem ser pagos 
sobdemanda. Isso muda as condições de competitividade nos mercados, 
criandooportunidades ímpares de crescimento acelerado sem exigir a antecipação 
degrandes investimentos na área de infraestrutura de tecnologia. Nesse 
sentidoestamos num novo mundo, onde TI é fundamental para qualquer negócio e, 
por outro lado, qualquer negócio pode ter sofisticados serviços de TI. Isso muda as 
relações de força entre as empresas, em qualquer setor 
 
1.1 Impactos da Computação em Nuvem 
 
É preciso entender bem o que é Computação em Nuvem, para não reduzi-la 
auma simples oportunidade de diminuir alguns custos de TI ou investimentos 
emtecnologia. Seu impacto é muito mais profundo: 
 Muda o perfil de qualificação de todo o pessoal especializado em TI.Mais do 
que nunca, o homem de TI se transforma num profissional que precisa entender os 
negócios de sua empresa, além de enxergar quetudo o que é feito na sua área deve, 
3 
 
 
em última instância, se traduzir emserviços adequados, velozes, seguros e 
econômicos. 
 Muda o modo como a empresa pensa e pratica o seu Marketing. Coma nuvem 
a internet se transforma de fato, cada vez mais, na internet dascoisas, onde tudo está 
interligado e qualquer dispositivo eletrônico podeestar permanentemente 
armazenando informações na rede e recebendoestímulos dela. 
 Muda a forma como a empresa produz e entrega seus produtos e serviços. 
 
1.2 Termos e Definições Sobre Computação em Nuvem 
 
Quem primeiro se referiu a um modelo baseado em utility como o avanço 
natural do modelo time-sharing para a TI foi John McCarthy em evento sobre o MIT 
em 1961. McCarthy antecipou o conceito de nuvem quando salientou que a tecnologia 
da informação poderia ser adquirida no futuro como água e energia. Mais 
recentemente Nicholas Carr sugeriu em 2006 que finalmente o modelo de computação 
pública já era uma realidade. Mesmo sem utilizar o termo computação em nuvem, Carr 
explicou as grandes mudanças que estavam acontecendo com a TI. 
A expressão “computação em nuvem” parece que foi empregada pela primeira 
vez em 2006 por Eric Schmidit, CEO do Google. Também em 2006 a Amazon lançou 
o serviço de armazenamento S3, seu primeiro serviço de nuvem. De lá para cá muita 
coisa aconteceu. 
São muitas definições e termos técnicos associados. Procuramos aqui trazer 
as definições mais aceitas: 
 GartnerGroup: computação em nuvem é um estilo de computação no qual 
recursos de TI, massivamente escaláveis, são disponibilizados sob a forma de 
serviços, por meio da Internet, para múltiplos consumidores externos. 
 IBM (International Business Machine): computação em nuvem é uma 
plataforma que dinamicamente provê, configura, reconfigura e libera servidores de 
acordo com as necessidades e que emprega grandes Datacenters e potentes 
servidores, nos quais hospeda aplicações e serviços para serem utilizados via 
Internet. 
 NIST (National Institute of Standards and Technology): computação em 
nuvem é um modelo que permite acesso à rede de forma onipresente, conveniente e 
sob demanda a um conjunto compartilhado de recursos de computação configuráveis 
4 
 
 
que podem ser rapidamente alocados e liberados com o mínimo esforço de 
gerenciamento ou interação com o prestador de serviço. 
 
1.3 Mudança do Cenário Global Tecnológico 
 
A figura 1.3ilustra a mudança sugerida pela computação em nuvem. Na nova 
situação os recursos de TI são acessados via Internet. 
Os recursos de TI ilustrados podem ser físicos ou virtuais baseados em 
software como um servidor virtual ou baseado em hardware como um servidor físico.Um conceito decorrente da computação em nuvem é o conceito de serviços de 
nuvem (cloud services) que trata de qualquer recurso de TI acessado remotamente 
via nuvem. Um serviço de nuvem pode ser um software baseado na web como uma 
interface invocada via protocolo de mensagem ou um ponto de acesso remoto para 
ferramentas de gerenciamento. 
Além disso, estamos assistindo a uma digitalização crescente da economia. 
Todos os negócios estão se transformando em negócios de Tecnologia da 
Informação, e a economia digital está se estabelecendo de forma rápida e irreversível. 
 
Figura 1: Computação em nuvem 
 
5 
 
 
1.4 Caraterísticas e Vantagens da Computação em Nuvem 
 
Com a Computação em Nuvem qualquer empresa, pormenor que seja, pode 
ter acesso a todos os recursos disponíveis. O mercadodo bairro pode usar a mesma 
tecnologia que dá suporte à Netflix, sem investimentos nem custos fixos, tendo 
somente custos variáveis. Como a utilização de recursos da empresa pequena ou 
média é bem menor que a das grandes empresas, sua conta é sempre proporcional 
ao uso. É isso que viabiliza economicamente sua utilização. 
Algumas das características essenciais da nuvem estão descritas a seguir: 
 
 Autosserviço sob demanda: capacidade de prover funcionalidades 
computacionais de maneira automática, sem que haja a necessidade do usuário 
interagir com o provedor de serviço; 
 Amplo acesso à rede: os recursos computacionais devem estar disponíveis 
para serem acessados via Internet e de uma forma padronizada, garantindo assim a 
possibilidade de uso através dos mais diversos tipos de dispositivos (smartphones, 
tablets, computadores etc.); 
 Pool de recursos: múltiplos usuários podem fazer uso, concomitantemente, 
dos recursos computacionais (físicos ou virtuais) oferecidos pelo provedor. Esses 
recursos devem ser alocados e realocados de forma dinâmica e de acordo com a 
necessidade de cada usuário; 
 Rápida elasticidade: as funcionalidades computacionais devem ser fornecidas 
de maneira rápida e elástica, ou seja, podem crescer ou diminuir rapidamente. O 
usuário precisa ter a percepção da existência ilimitada de recursos e que eles podem 
ser adquiridos no momento que ele quiser e na quantidade desejada. 
 Serviços mensuráveis: controle e monitoramento automático dos recursos 
utilizados por cada serviço oferecido. Esse monitoramento deve acontecer de forma 
transparente, tanto para o provedor quanto para o usuário do serviço. 
A computação em nuvem habilita de forma simplificada o acesso conforme a 
demanda a uma rede, a qual possui um pool de recursos computacionais 
configuráveis, como servidores, armazenamento, aplicações e serviços. Esses 
recursos podem ser rapidamente provisionados, configurados e liberados com um 
esforço de gerenciamento mínimo e automatizado, promovendo a melhoria da 
disponibilidade e do desempenho do ambiente de TI. Para certas tarefas de 
6 
 
 
infraestrutura o usuário pode, ele mesmo, configurar a sua necessidade e liberar o 
recurso. 
A otimização dos recursos computacionais na computação em nuvem é 
atingida principalmente com o emprego da tecnologia de virtualização onde um único 
hardware pode dar suporte a vários sistemas ao mesmo tempo. Assim a computação 
em nuvem permite que organizações das mais diversas operem os seus sistemas 
otimizando o uso de recursos. Elas podem utilizar recursos de terceiros, recursos 
estes disponibilizados por provedores de nuvem, e pagar pelo uso. Por outro lado, o 
provedor de nuvem pode otimizar o uso dos recursos por fazer isto em uma maior 
escala. A internet, os datacenters, locais onde os dados são processados e 
armazenados e a tecnologia de virtualização formam a base para toda a computação 
em nuvem. Outras tecnologias que habilitam a nuvem são as tecnologias de clustering 
e grid. 
 
1.5 Atores da Computação em Nuvem 
 
Os atores da computação em nuvem sugeridos pelo modelo do Instituto 
Nacional de Padrões e Tecnologia - NIST são descritos assim: 
 
Figura 2: Principais componentes da computação em nuvem 
 
 
 Consumidor de Nuvem (Cloud Consumer): adquire e utiliza serviços de 
nuvem; 
 Provedor de Nuvem (Cloud Provider): responsável por disponibilizar o 
serviço de nuvem; 
 Broker de Nuvem (Cloud Broker): gerencia o uso, desempenho e entrega dos 
serviços de nuvem e negocia a relação entre o provedor e o consumidor de nuvem; 
7 
 
 
 Auditor de Nuvem (Cloud Auditor): conduz a avaliação dos serviços de 
nuvem com foco em privacidade, desempenho e segurança; 
 Operadora de Nuvem (Cloud Carrier): fornece conectividade e transporta os 
serviços entre o provedor e o consumidor de nuvem. 
 
1.6 Diferenças entre Computação em Nuvem e Virtualização 
 
Existem diferenças importantes entre a virtualização e a computação em 
nuvem. A computação em nuvem vai além da virtualização, pois possibilita um maior 
nível de abstração para o ambiente computacional. Ela pode ser vista como um 
avanço em relação à virtualização. O maior nível de abstração propiciado pela 
computação em nuvem permite que uma aplicação possa ser construída e colocada 
em operação em menos tempo do que uma aplicação que utiliza unicamente a 
virtualização. Além disso o nível de utilização dos recursos é otimizado com a escala 
da computação em nuvem. 
Um outro aspecto importante é que o datacenter foi otimizado com a utilização 
do recurso de virtualização. O datacenter é o componente central da computação em 
nuvem e é lá que o armazenamento, a capacidade de computação e a rede interna 
estão presentes. As aplicações finalmente passaram a ser processadas nas mesmas 
máquinas físicas com segurança pois, como se sabe, a virtualização isola as 
aplicações da camada de hardware. 
A virtualização possibilitou a melhoria de uso dos datacenters com a otimização 
do uso de recursos. Basicamente um software implementa a camada de virtualização 
e possibilita um certo nível de abstração do hardware. Ela cria máquinas virtuais 
que são baseadas em máquinas físicas. A densidade de máquinas virtuais (VMs) 
(relação de máquinas virtuais para máquinas físicas) é função principalmente da 
qualidade do software de virtualização. A abstração permite carregar o servidor com 
aplicativos que rodam de forma independente consumindo recursos de forma mais 
inteligente. 
O software que implementa a virtualização normalmente é do tipo hypervisor. 
Ele é conhecido como monitor de máquina virtual (Virtual Machine Monitor – VMM) e 
representa a camada de abstração, já comentada, que entrega para o sistema 
operacional convidado um conjunto de instruções de máquinas equivalente ao 
8 
 
 
processador físico. O servidor físico virtualizado pode então rodar várias instâncias 
virtuais. 
Reforçando, com a virtualização cada VM utiliza um sistema operacional e suas 
respectivas aplicações. Diversas VMs podem coexistir no mesmo servidor físico. 
 
Figura 3: Virtualização 
 
 
A computação em nuvem, por sua vez, inclui a elasticidade como a sua principal 
característica. Ela é uma propriedade fundamental da nuvem e vai além do conceito 
de escalabilidade. A escalabilidade trata de recursos que podem ser expandidos de 
acordo com a demanda computacional. A elasticidade é um conceito mais amplo e 
representa o poder para dimensionar recursos computacionais diminuindo ou 
expandindo-os facilmente e com o mínimo de atrito. Ou seja, no caso da elasticidade 
os recursos não só podem ser expandidos como reduzidos. É importante 
compreender que a elasticidade acabará por propiciar a maioria dos benefícios da 
nuvem. Um sistema só baseado em virtualização tem dificuldade em implementar a 
elasticidade. 
A maior ou menor elasticidade de um ambiente de computação em nuvem vai 
depender das várias camadas envolvidas, incluindo a arquitetura da aplicação e a 
arquitetura da infraestrutura. Uma empresa pode com sistemas baseados em 
computação em nuvem adequara demanda por TI com a oferta. A elasticidade se 
encarrega de permitir este casamento. Para a empresa usuária da computação em 
9 
 
 
nuvem também o pagamento pelo uso dos recursos variará de acordo com a 
demanda. 
O benefício da elasticidade da computação em nuvem permite transferir o risco 
da baixa utilização, (subutilização) e da alta utilização (saturação) para uma situação 
de ajuste fino entre a carga de trabalho (workload) da TI e os recursos disponíveis. A 
ideia central da nuvem é possibilitar que as aplicações que rodam em datacenters 
isolados possam rodar na nuvem em um ambiente de larga escala e de uso elástico 
de recursos. 
Em resumo a elasticidade relaciona-se com a demanda atual e a demanda 
futura. Com o uso maciço da internet, as organizações já não sabem exatamente 
como os clientes se comportam. 
Deve ficar claro que a computação em nuvem é o avanço natural da 
virtualização. Ela representa uma espécie de nível a mais de abstração quando 
comparada à virtualização. Uma API (applicationprogram interface), componente 
central da computação em nuvem, permite a plena abstração do ambiente 
computacional. 
A computação em nuvem, por esse ponto de vista, é uma espécie de pilha de 
serviços em camadas onde cada camada da pilha oferece serviços com base na 
camada inferior. Desse ponto de vista o datacenter e a virtualização seriam camadas 
da computação em nuvem. 
 
Figura 4: Uso de API para abstração de acesso a nuvem 
 
 
1.7 Exemplos de uso da Computação em Nuvem 
 
10 
 
 
Os exemplos de utilização da computação em nuvem são inúmeros. Vejamos 
o caso do Dropbox. 
O Dropbox é um serviço para armazenamento e compartilhamento de arquivos 
baseado no conceito de computação em nuvem. Ele pertence à Dropbox Inc., sediada 
em San Francisco, Califórnia, EUA. Ele disponibiliza servidores que armazenam os 
arquivos dos clientes. Uma vez que os arquivos sejam devidamente copiados para os 
seus servidores, passarão a ficar acessíveis a partir de qualquer lugar que tenha 
acesso à Internet. O princípio é o de manter arquivos sincronizados entre 
computadores que tenham o Dropbox instalado. Assim o usuário pode obter uma 
cópia atualizada de um determinado arquivo em qualquer das máquinas que utiliza. 
O Dropbox é um serviço premium (o cliente tem a opção de usá-lo 
gratuitamente, mas pode pagar para obter algumas funções extras) de 
armazenamento remoto de 2 GB de arquivos e pode ir até 100 Gb com o pagamento 
de uma taxa. Os arquivos podem ser carregados nos servidores do Dropbox a partir 
de qualquer dispositivo que possua o seu software e conexão com a internet, A partir 
daí, esses arquivos podem ser acessados de qualquer dispositivo conectado à 
internet. 
Um outro exemplo de uso da computação em nuvem para prover serviços aos 
usuários é a Netflix. A Netflix é uma empresa norte-americana que oferece serviço de 
TV por Internet, com mais de 183 milhões de assinantes em mais de 190 países 
assistindo a mais de dois bilhões de horas de filmes, séries de TV e produções 
originais por mês. Por uma assinatura mensal, o assinante pode assistir, pausar e 
voltar a assistir a quantos filmes e séries quiser, quando e onde quiser, em 
praticamente qualquer tela com conexão à Internet, sem comerciais e sem 
compromisso. 
Para utilizar o serviço, os clientes fazem uma assinatura no site da empresa. 
Os assinantes da Netflix podem assistir on-line a filmes e séries transmitidos pela 
Internet para aparelhos de Blu-ray, celulares, computadores, decodificadores de sinal, 
tablets, televisões e videogames. Os aparelhos podem variar de acordo com o país. 
A Netflix utiliza serviços baseados em computação em nuvem para prover as 
funcionalidades descritas aos clientes incluindo uma experiência de streaming de alta 
qualidade a clientes em todo o mundo. No caso da Netflix, boa parte da infraestrutura 
de computação em nuvem utilizada é provida por terceiros. Ou seja, o Netflix é um 
11 
 
 
software como serviço (SaaS) que utiliza uma infraestrutura como serviço (IaaS) de 
terceiros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. TIPOS DE NUVENS 
 
A computação em nuvem possui diferentes modelos de serviços. O NIST 
descreve os três principais modelos de serviços para computação em nuvem da 
seguinte forma: 
12 
 
 
 
2.1 Infraestrutura Como um Serviço (Infrastructure as a Service – IaaS) 
 
É a capacidade que o provedor tem de oferecer uma infraestrutura de 
processamento e armazenamento de forma transparente e representa uma abstração 
da infraestrutura propriamente dita. Neste cenário, o usuário não tem o controle da 
infraestrutura física, mas, através de mecanismos de virtualização, possui controle 
sobre as máquinas virtuais, o armazenamento, os aplicativos instalados e algum 
controle limitado sobre os recursos de rede. 
Podemos pensar que a grande vantagem dessa tarifa é a sua escalabilidade. 
Afinal, em um mês, você pode requerer alguns servidores virtuais onde armazenará 
poucos dados e terá pouco tráfego, enquanto pode pedir o dobro no próximo. Dessa 
maneira, o mecanismo funciona como a contratação de um serviço de TV a cabo, 
sendo possível cancelá-lo, aumentá-lo ou diminui-lo a qualquer momento. 
O uso do IaaS é recomendado para pequenas e médias empresas que estão 
crescendo tão rapidamente que a infraestrutura não seria capaz de acompanhar, além 
daquelas que tenham demandas voláteis, como lojas virtuais. No entanto, ele não é 
recomendado quando há um limite de desempenho ou restrições relativas à legislação 
do armazenamento ou terceirização dos dados. 
 
2.2 Plataforma Como um Serviço (Platform as a Service – PaaS) 
 
 São plataformas oferecidas pelo provedor para o desenvolvedor de aplicativos. 
Aplicativos estes que serão executados e disponibilizados na nuvem. A plataforma na 
nuvem oferta um modelo de computação, armazenamento e comunicação para os 
aplicativos. 
Imagine que você contratou uma ótima solução para a sua empresa, que 
funciona na nuvem, mas que não possui um recurso personalizado essencial para o 
seu trabalho. Nesse cenário, o PaaS surge como o ideal porque é, como o próprio 
nome diz, uma plataforma que pode criar, hospedar e gerir esse aplicativo. 
Nesse modelo de nuvem, contrata-se um ambiente completo de 
desenvolvimento, no qual é possível criar, modificar e otimizar softwares e aplicações. 
Tudo isso é feito utilizando a infraestrutura na nuvem. Ou seja, o time de 
13 
 
 
desenvolvimento tem uma infraestrutura completa e moderna à disposição, sem que 
sejam necessários altos investimentos. 
Aqui, a grande vantagem é que a equipe de desenvolvimento só precisa se 
preocupar com a programação do software, pois o gerenciamento, manutenção e 
atualização da infraestrutura ficam a cargo do fornecedor. Além disso, outro ponto a 
favor desse outro dos modelos de nuvem é que várias ferramentas de 
desenvolvimento de software são oferecidas na plataforma. Dessa maneira, ela se 
torna completa, robusta e totalmente disponível em uma nuvem pública ou privada, 
podendo ser acessada pela internet. Ou seja, é algo bom e barato que ainda facilita a 
utilização por pequenas e médias empresas, mas que acima de tudo supre todas as 
demandas do programador. 
Empresas que ficarem em dúvida os outros modelos de nuvem podem optar 
pela PaaS, caso tenham um time de desenvolvedores disponível para trabalhar 
simultaneamente. Isso, caso seja preciso utilizar uma infraestrutura complexa para 
executar as tarefas ou se houver uma grande integração com o banco de dados. 
No entanto, a PaaS não é indicada quando o desempenho geral do software 
pede algum hardware ou outros aplicativos específicos. Além disso, no futuro, a sua 
empresa também pode ter dificuldades em migrar para outro fornecedor, devido ao 
uso de determinadas linguagens. 
 
2.3 Software Como um Serviço (Software as a Service – SaaS)É um tipo de aplicativo de interesse para uma grande quantidade de usuários 
que passam a ser hospedados na nuvem como uma alternativa ao processamento 
local. Eles são oferecidos como serviços por provedores e acessados pelos clientes 
através de aplicações como o browser. Todo o controle e gerenciamento da rede, 
sistemas operacionais, servidores e armazenamento é feito pelo provedor de serviço. 
Por fim, qualquer pessoa conhece o SaaS, mesmo que não saiba. Nesse 
terceiro modelo de nuvem, você pode ter acesso ao software sem comprar a sua 
licença, utilizando-o a partir da Cloud Computing, muitas vezes com recursos 
limitados. No entanto, também existem planos de pagamento nos quais é cobrada 
uma taxa fixa ou um valor que varia de acordo com o uso. Muitos CRMs ou ERPs 
trabalham no sistema SaaS. Assim, o acesso a esses softwares é feito usando a 
internet. Os dados, contatos e demais informações podem ser acessados de qualquer 
14 
 
 
dispositivo, dando mais mobilidade à equipe. Falamos que qualquer um conhece o 
SaaS porque sites como o Facebook e o Twitter ou aplicativos como o Skype, 
OneDrive, Google Docs e o Office 365 funcionam dessa maneira. Neles, tudo é 
disponibilizado na nuvem, para que muitos usuários consigam ter acesso ao serviço 
pelo browser ou por um software — como no caso do Skype. 
Nesse último modelo de nuvem, há a grande vantagem da escalabilidade e da 
praticidade. Afinal, todos os processos relativos aos custos da compra do software e 
do servidor — além da implementação — são eliminados, visto que o serviço está 
disponível a um clique de distância. Sendo assim, você só precisará testá-lo 
gratuitamente e — caso aprove-o — treinar os funcionários, que ainda terão a 
vantagem de poder trabalhar simultaneamente em um mesmo arquivo! 
Por fim, o SaaS é bastante recomendado para: pequenas empresas, que não 
podem gastar com a compra de licenças; trabalhos que durem apenas um curto 
período de tempo; necessidades de acesso remoto aos aplicativos, como no caso de 
softwares de CRM ou de gestão de redes sociais. Porém, ele não é muito bom para 
instituições que precisem de um processamento de dados rápido ou para aquelas que 
seguem normas de legislação contrárias à hospedagem de dados em ambiente 
externos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 5: Modelos de computação em nuvem 
15 
 
 
 
 
2.4 Modelos em nuvem 
 
 Um aspecto importante da computação em nuvem é que ela padroniza o 
acesso e a comunicação entre aplicações utilizando como tecnologia de base os web 
browsers e os web services. Web browsers suportam as ofertas de SaaS e parte da 
oferta de PaaS. Web services entram na composição da oferta de IaaS e parte da 
oferta de PaaS. 
 Web service é uma solução utilizada na integração de sistemas e na 
comunicação entre aplicações diferentes. Com esta tecnologia é possível que novas 
aplicações possam interagir com aquelas que já existem e que sistemas 
desenvolvidos em plataformas diferentes sejam compatíveis. Eles são componentes 
que permitem às aplicações enviar e receber dados em um único formato. Cada 
aplicação pode ter a sua própria “linguagem”, que é traduzida para uma linguagem 
universal, o formato XML ou JSON, na hora de fazer a comunicação. 
 O web service faz com que os recursos da aplicação estejam disponíveis na 
rede de forma padronizada. Outras tecnologias fazem a mesma coisa, como, por 
exemplo, os browsers da Internet acessam as páginas web disponíveis usando por 
norma as tecnologias da Internet, HTTP e HTML. No entanto, estas tecnologias não 
são bem-sucedidas na comunicação e integração de aplicações. Importante reforçar 
que existe uma grande motivação para o uso da tecnologia web services pois essa 
tecnologia possibilita que diferentes aplicações se comuniquem entre si, mesmo que 
estas aplicações utilizem tecnologias e recursos diferentes.As formas de implementar 
a nuvem serão descritas a seguir. 
 
16 
 
 
2.4.1 Nuvem Pública 
 
 É disponibilizada publicamente através do modelo pague-por-uso. São 
oferecidas por organizações públicas ou por grandes grupos industriais que possuem 
grande capacidade de processamento e armazenamento. 
 Nos modelos de nuvem pública, tudo está disponível na web e é compartilhado 
entre vários usuários, tornando os recursos padronizados. Justamente por oferecer 
soluções unificadas, esse acaba sendo um modelo mais econômico. Portanto, a 
nuvem pública é indicada para negócios que querem manter um orçamento mais 
baixo. Porém, o suporte padronizado também pode ser insuficiente para empresas 
que demandam funções específicas. Além disso, em caso de dados sigilosos, 
algumas políticas podem impedir o uso de uma nuvem pública. 
 
2.4.2 Nuvem Privada 
 
Compreende uma infraestrutura de computação em nuvem operada e quase 
sempre gerenciada pela organização cliente. Os serviços são oferecidos para serem 
utilizados pela própria organização, não estando publicamente disponíveis para uso 
geral. O GartnerGroup alerta que a nuvem privada é definida por privacidade, não 
propriedade, localização ou responsabilidade de gestão. 
A nuvem privada tem as mesmas funcionalidades da anterior, mas funciona 
num servidor da empresa. Sendo assim, só existe o acesso próprio, o que deixa todos 
os arquivos privados e, consequentemente, mais seguros. A grande vantagem da 
nuvem privada é oferecer à empresa a possibilidade de personalizar as funções e o 
suporte às suas necessidades. Como a nuvem é desenhada para ela, todos os 
processos são direcionados para a realidade do negócio. No entanto, é preciso 
lembrar que, ao optar pela nuvem privada, a empresa perde uma boa parte das 
vantagens do IaaS — o uso da infraestrutura conforme demanda. 
Para implementar uma nuvem privada, é necessário investir em servidores e 
outros equipamentos e em pessoal para instalar, manter e gerenciar as 
funcionalidades em nuvem. Mesmo em períodos de baixa demanda, todos os recursos 
terão que ser mantidos, ainda que ociosos. 
2.4.3 Nuvem híbrida 
 
17 
 
 
A infraestrutura é uma composição de duas ou mais nuvens (privadas, públicas 
ou comunitárias) que continuam a ser entidades únicas, porém conectadas através de 
tecnologias proprietárias ou padronizadas que propiciam a portabilidade de dados e 
aplicações. A nuvem híbrida impõe uma coordenação adicional a ser realizada para 
uso das nuvens privadas e públicas com impactos na governança. 
Por fim, quando falamos da nuvem híbrida, podemos pensar na junção das 
duas anteriores. Sendo assim, de acordo com a necessidade e a estratégia do negócio 
e da TI, alguns recursos são utilizados privadamente, enquanto outros são usados 
publicamente. A nuvem híbrida pode ser uma boa opção para empreendedores e 
gestores que desejam encontrar um balanço entre a segurança da nuvem privada e a 
economia da nuvem pública. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. TÉCNICAS E MÉTODOS DE DISTRIBUIÇÃO DE COMPUTAÇÃO EM 
NUVEM 
 
18 
 
 
O entendimento de técnicas de rede, automação, federação e aspectos da 
padronização da nuvem é algo fundamental para os que querem trabalhar nessa área. 
Abordaremos aqui de forma simplificada esses pontos. 
 
3.1 Rede 
 
 As técnicas utilizadas em redes convencionais valem para a nuvem. O que 
muda na nuvem é que a camada de rede passa a ser uma abstração (web services) 
permitindo utilizar os componentes de rede de forma mais simples e ágil. Quando você 
implementa aplicativos na nuvem, a solução de rede utilizada deve permitir manter o 
controle completo sobre a configuração de endereçamento IP. Isso significa que você 
deve continuar a usar os seus esquemas de endereçamento IP estabelecidos e se 
conectar a redes IP já existentes. 
 A Amazon Virtual Private Cloud (Amazon VPC), por exemplo, permite 
provisionar uma seção da nuvem da Amazon Web Services (AWS) isolada 
logicamente onde pode-se executar recursos daAWS em uma rede virtual que você 
mesmo define. Você tem controle total sobre seu ambiente de rede virtual, incluindo a 
seleção do seu próprio intervalo de endereços IP, criação de subredes e configuração 
de tabelas de roteamento e gateways de rede. É como se você criasse um ambiente 
de rede exclusivo para você utilizando recursos de rede públicos. 
 É possível personalizar facilmente a configuração da rede para o Amazon VPC. 
Por exemplo, você pode criar uma sub-rede voltada para o público com foco nos 
servidores web que tenham acesso à Internet e colocar seus sistemas back-end, como 
bancos de dados ou servidores de aplicativos em uma sub-rede de uso privado sem 
acesso à Internet. Você pode aproveitar várias camadas de segurança quando utiliza 
a rede na nuvem, incluindo grupos de segurança e listas de controle de acesso à rede, 
para ajudar a controlar o acesso às instâncias do servidor virtual Amazon EC2 em 
cada sub-rede. 
 
 
 
Figura 6: Conceito de rede na nuvem com a amazon VPC 
19 
 
 
 
 
3.2 Automação (Self-Service) e sua Rápida Elasticidade 
 
A automação trata da capacidade de prover funcionalidades computacionais de 
maneira automática, sem que haja a necessidade do usuário interagir com o provedor 
de serviço. Como no caso da nuvem USP, o usuário solicita recursos diretamente na 
plataforma sem precisar interagir com o provedor de serviço. Essa é uma grande 
conquista da nuvem pois permite integrar melhor o usuário ao ambiente de TI e torna 
o processo mais ágil. Tipicamente recursos de processamento e armazenamento são 
ofertados dessa forma por diversos provedores. 
Em relação à automação, diversos esforços têm sido feito pelos provedores de 
nuvem no sentido de fornecer a tão sonhada elasticidade. O Auto Scaling da Amazon 
AWS, por exemplo, permite escalar a capacidade do servidor virtual para cima ou para 
baixo, automaticamente, de acordo com as condições que você definir. O número de 
instâncias virtuais que está usando aumenta facilmente durante picos de demanda 
para manter o desempenho e diminui automaticamente durante quedas de demanda 
para minimizar custos. O Auto Scaling é particularmente útil para aplicativos que 
apresentam variabilidade de uso por hora, dia ou semana. 
 
3.3 Federação 
 
A federação de Identidade permite que clientes habilitados usem suas 
identidades existentes (usuários, por exemplo) para ter acesso seguro a APIs de 
determinada nuvem e outros recursos usando controles provenientes do seu sistema 
de identidade e acesso, sem a necessidade de criar um usuário específico para cada 
identidade. A ideia da federação é que funcionários de uma determinada empresa 
20 
 
 
façam login uma vez em seu diretório corporativo, e depois usem recursos de nuvem 
sem ter de fazer novamente login, proporcionando um single sign-on (SSO).Ele vinha 
assinado por Thomas H. Davenport do MIT e D. J. Patil, este último cunhou o termo 
“Data Scientist” e se tornou no governo Obama o primeiro “US Chief Data Scientist” 
oficialmente contratado. 
A Microsoft na biblioteca MSDN explica o funcionamento do SSO. O single 
signon (SSO) permite que usuários digitem nome e senha ao se conectarem no 
sistema operacional no início do dia e, depois, podem ter acesso aos aplicativos e 
recursos da nuvem sem ter de apresentar suas credenciais para cada um, 
separadamente. Além da conveniência, o SSO representa para os usuários um 
número menor de conjuntos de credenciais para controlar e reduzir o risco de 
segurança de senhas perdidas ou esquecidas. 
A Microsoft sugere que os aplicativos SaaS podem fornecer autenticação SSO 
pelo uso de um servidor de federação na rede do cliente que faz interface com o 
serviço de diretório do usuário da própria empresa do cliente. Este servidor de 
federação possui uma relação de confiança com um servidor de federação 
correspondente, localizado na rede do provedor SaaS.Em resumo, “data-
drivencompanies”, são empresas que utilizam eficientemente os dados, gerados por 
insights de profissionais chamados de “Data Scientist”. 
Se usuários finais tentarem ter acesso ao aplicativo, o servidor de federação da 
empresa autentica o usuário localmente e negocia com o servidor de federação SaaS 
para fornecer ao usuário um token de segurança, aceito pelo sistema de autenticação 
do provedor SaaS, que o utiliza para dar acesso ao usuário. 
 
Figura 7: Esquema de autenticação das premissas da empresa com a nuvem 
 
 
21 
 
 
3.4 Padronização 
 
Na atualidade, não faltam normas para a computação em nuvem. O problema 
é que há uma profusão delas e muitas pessoas não sabem o que eles significam. O 
ambiente fragmentado e difuso em que se move a questão da padronização no 
ambiente de computação em nuvem, no entanto, caminha para a consolidação por 
meio de várias entidades que se destacam: 
 Cloud Security Alliance: É uma organização sem fins lucrativos com a missão 
de promover a utilização das melhores práticas para a prestação de garantia de 
segurança na computação em nuvem. A entidade possui uma BrazilChapter, a 
primeira da América Latina e a segunda no mundo, segundo seu site, o CSABR. 
 IEEE Standards Association: O IEEE (Institute 
ofElectricalandElectronicsEngineers) é uma organização reconhecida mundialmente 
pelo desenvolvimento de padrões para tecnologias globais de engenharia. Este ano, 
a organização lançou uma iniciativa para desenvolver padrões para a computação em 
nuvem. 
 Distributed Management Task Force (DMTF): É um grupo da indústria, com 
a missão de permitir uma gestão mais eficaz de sistemas de TI em todo o mundo. 
Fundada em 1992, a DMTF permite a associação de companhias, outros tipos de 
organizações e pessoas. Possui atualmente um grupo de trabalho de padrões de 
governança da nuvem, para desenvolver um conjunto de normas que visam a 
melhorar a interoperabilidade de sistemas desenvolvidos para nuvem. 
 National Institute of Standards and Technology (NIST): O NIST é uma 
agência da administração de tecnologia do Departamento de Comércio do governo 
dos EUA, que promove a inovação e a competitividade industrial por meio do avanço 
da ciência de medição, padrões e tecnologia. O NIST iniciou um programa para 
desenvolver um conjunto de padrões de computação em nuvem, com os primeiros 
resultados já publicados no NIST Cloud ComputingProgram. 
 
3.5 Desafios Técnicos e Riscos da Computação em Nuvem 
 
Os desafios são os mais diversos na computação em nuvem. Quando olhamos 
para o aspecto técnico podemos elencar como principais desafios: 
22 
 
 
 Falta de interoperabilidade e aprisionamento: A maioria dos modelos 
adotados pelos fornecedores de sistemas de computação em nuvem são integrados 
verticalmente e limitam a escolha da plataforma. 
 Incompatibilidade entre aplicações: Aplicativos construídos para a 
computação em nuvem são muitas vezes incompatíveis com os aplicativos legados. 
 Dificuldades em obedecer a normas regulatórias: A regulação pode limitar 
o uso da computação em nuvem para alguns ambientes. Nuvens privadas podem ser 
uma opção mais adequada para diversas organizações. 
 Segurança inadequada: Em muitas situações a segurança pode ser o gargalo 
para adoção da computação em nuvem. 
 
Para os decisores envolvidos com projetos de nuvem os desafios técnicos 
devem ser superados naturalmente, e o foco é a conexão da TI ao negócio. 
 Projetos de adoção de computação em nuvem, como qualquer projeto, 
apresentam benefícios e riscos associados. Os objetivos de um projeto de adoção de 
nuvem devem ser acompanhados do gerenciamento dos riscos associados. Existem 
várias características importantes no modelo de computação em nuvem e a 
combinação destas características fornecidas pelo modelo adotado pelos provedores 
faz o risco variar. 
O GARTNER recentemente sugeriu alguns cuidados que o cliente deve ter para 
mitigar o risco referente à aquisição de serviços de um provedorde computação em 
nuvem, descrito a seguir: 
 Saber como é feito o acesso dos usuários; 
 Saber como o provedor obedece às normas de regulação; 
 Saber onde se localizam dos dados; 
 Saber como os dados são segregados; 
 Saber como os dados são recuperados; 
 Saber como é feito o suporte; 
 Entender a viabilidade do provedor no longo prazo. 
 
Os riscos precisam ser mitigados nas áreas de armazenamento, desempenho, 
integração de dados e segurança. 
 
23 
 
 
3.5.1 Consolidação dos Riscos 
 
 O risco de TI é a possibilidade de que algum evento imprevisto, que envolva 
falha ou mau uso da TI, ameace pelo menos um objetivo empresarial. A computação 
em nuvem é uma opção para a arquitetura de TI com diversos riscos 
associados. Particularmente, a integração da computação na nuvem com 
a infraestrutura existente na empresa, como no modelo de nuvem híbrida, deve 
considerar aspectos de segurança e acesso. O risco da adoção e uso da computação 
em nuvem deve ser administrado como qualquer outro risco. Sidney Chaves, em sua 
dissertação de mestrado defendida na FEA-USP em 2012 cujo título é “A questão dos 
riscos em ambientes de computação em nuvem”, consolida os riscos inerentes à 
computação em nuvem em três grandes grupos: 
 
1. Riscos operacionais 
 
 Falta de privacidade: baixo grau de confidencialidade e deficiências de 
isolamento no ambiente de nuvem, possibilitando acessos indevidos e/ou adulteração 
e/ou aplicativos de consumidores. 
 Falhas de integridade: permissividade para a introdução fraudulenta de 
agentes de software com funções destinadas a provocar o mau funcionamento de 
serviços operados na nuvem. 
 Erros: falhas que implicam na necessidade de reprocessar rotinas e/ou 
recuperar dados. 
 Suporte inadequado: falhas de natureza diversa no serviço de suporte: 
pessoal mal preparado, gargalos no atendimento, indisponibilidade do serviço, etc. 
 Baixo desempenho: desempenho insatisfatório dos serviços contratados, em 
decorrência de picos de demanda, balanceamento inadequado e ou 
subdimensionamento dos recursos ou outros fatores assemelhados. 
 Ataques por saturação: não detecção em tempo hábil de ataques que geram 
sobrecarga dos servidores ao tentar interpretar solicitações em sentido que 
desestabilizam o ambiente. 
 Dificuldades para escalar: demora excessiva ou dificuldades para provisionar 
ou liberar recursos da nuvem. 
24 
 
 
 Baixa interoperabilidade: dificuldade significativa ou no limite, impossibilidade 
de intercambiar dados e/ou aplicativos entre provedores distintos. 
 
2. Riscos de negócio 
 
 Indisponibilidade: interrupção temporária dos serviços em decorrência de 
problemas técnicos ou de outra ordem de parte do provedor. 
 Não continuidade: interrupção definitiva da prestação de serviços do 
provedor. 
 
3. Riscos estruturais 
 
 Não conformidade: não atendimento a aspectos ditados pela legislação ou 
disciplinados por padrões de larga aceitação na indústria. 
 Licenciamento de software: limitações impostas ao provedor por contratos de 
licenciamento de software inadequadamente pactuados com seus fornecedores. 
 Aprisionamento: dificuldade significativa ou no limite, impossibilidade de 
trocar de provedor devido a particularidades do ambiente. 
 Má reputação: ampla repercussão de aspectos negativos envolvendo a 
prestação de serviços a um determinado consumidor ou a um grupo de consumidores. 
 
3.6 Segurança 
 
Todo sistema baseado em computadores precisa de algum nível de proteção. 
A segurança na computação em nuvem é um aspecto essencial a ser tratado e deve 
preservar as propriedades básicas de um ambiente dito seguro: confidencialidade, 
disponibilidade, integridade, autenticidade e não repúdio. 
O aspecto chave da computação em nuvem é o gerenciamento de identidade 
e controle de acesso. Como o ambiente é distribuído, é necessário implantar serviços 
de gerenciamento da segurança que funcionem de forma distribuída e que sejam 
seguros e confiáveis.Serviços de identidade devem possibilitar a delegação de direitos 
administrativos, como forma de possibilitar que gerentes individuais possam gerenciar 
contas dentro do seu próprio domínio. 
25 
 
 
Para fornecer acesso com diferentes níveis de serviço a organização 
consumidora pode utilizar um serviço SSO (Single Sign- On) que faça parte de uma 
federação, conforme já mencionado, para autenticar os usuários nas aplicações que 
são executadas na nuvem. 
Para aplicativos que armazenam, processam e transmitem informações de 
cartão de crédito, a conformidade do provedor de nuvem é um aspecto importante. A 
norma PCI DSS nível 1, por exemplo, pode ajudar na implementação desses 
aplicativos na nuvem. 
 
3.6.1 Modelo pra Segurança da CSA 
 
O modelo de referência para segurança desenvolvido pela CSA e na versão 
2.1 é mostrado na Figura 3.6.1. Esse modelo demonstra de forma abrangente as 
relações e dependências entre os modelos de serviços de computação em nuvem. O 
modelo é fundamental para compreender os riscos de segurança envolvidos em uma 
solução baseada em computação em nuvem, mesmo que a forma como alguns 
provedores implementem os serviços não seja exatamente assim. 
O modelo IaaS inclui os recursos de infraestrutura desde as instalações até as 
plataformas de hardware que ali residem. Incorpora a capacidade de abstrair recursos 
e oferecer conectividade física e lógica a esses recursos. Fornece também um 
conjunto de APIs que permite a gestão e outras formas de interação com a 
infraestrutura por parte dos clientes. 
O modelo PaaS acrescenta uma camada adicional de integração com 
frameworks de desenvolvimento de aplicativos, recursos de middleware e funções 
como banco de dados, mensagens e filas, permitindo aos desenvolvedores criar 
aplicativos para a plataforma cujas linguagens de programação e ferramentas são 
suportadas pela pilha. 
O modelo SaaS fornece um ambiente operacional autocontido usado para 
entregar todos os recursos do usuário, incluindo o conteúdo, a apresentação, as 
aplicações e a capacidade de gestão. 
 
 
 
 
26 
 
 
Figura 8: Modelo de referência para segurança de nuvem 
 
 
3.7 Desenvolvimento de Aplicações Para Nuvem 
 
 Um dos fundamentos essenciais para o desenvolvimento de aplicações para 
nuvem é a capacidade de desenhar aplicações que não sejam baseadas no estado 
ou simplesmente stateful apps. Aplicações stateful são tipicamente as que têm regras 
embutidas na própria aplicação e mantêm o estado da conexão com o servidor de 
destino. O problema deste formato para aplicações baseadas na nuvem é que, como 
o serviço é distribuído, não há nenhuma garantia de que o mesmo servidor de destino 
vai estar disponível para responder a chamada. O ideal é usar aplicações sem 
manutenção do estado (stateless apps). Neste formato as aplicações são mais 
eficientes e não requerem que objetos sejam mantidos durante as chamadas para o 
servidor de destino. 
 Vimos que um dos pontos fundamentais antes adoção da computação na 
nuvem é identificar o modelo que será adotado. Muitas vezes durante o exercício 
inicial se chega à conclusão de que o modelo ideal é X, mas depois, à medida que 
testes e avaliações são realizados, chega-se à conclusão de que o ideal é Y. O fato é 
que do ponto de vista de aplicação, a empresa precisa entender que, se ela decidir ir 
para um modelo PaaS, terá que se adequar à plataforma de desenvolvimento do 
provedor. As APIs do PaaS são proprietárias da plataforma do provedor e não 
27 
 
 
necessariamente vai portar toda a sua plataforma de desenvolvimento sem requerer 
que o código seja reescrito. Por este motivo, existe uma tendência natural a se usar 
IaaS quando comparado com PaaS, a não ser que a sua empresa veja benefícios 
específicos na adoção do PaaS. 
Caso sua empresa decida desenvolver aplicações em um modelo IaaS, 
assegure que os elementos abaixo sejam avaliados durantea escolha do provedor: 
 
 Preço e forma de pagamento: Muitos provedores oferecem serviços de pagar 
só pelo que se utiliza em um modelo IaaS. Pesquise e veja as opções de pagamento 
para o modelo que será usado. 
 SLA: Novamente veja os detalhes de SLA para disponibilidade dos serviços 
que irão suportar a aplicação. 
 Certificação: Avalie as certificações do provedor, entre elas PCI DSS, SSAE 
16 e SAS 70. 
 Custo de transferência de dados: Verifique com o provedor como é feita a 
taxação de transferência de dados. Alguns provedores cobram por saída, enquanto 
outros cobram por entrada. É importante ficar claro como este processo é realizado, 
pois isso vai impactar o desenho da aplicação. 
 Suporte: Verifique qual o nível de suporte oferecido para as aplicações que 
vão residir na nuvem. 
 Monitoramento: Verifique qual o nível de monitoramento oferecido, se é parte 
do pacote ou se é necessário contratar um serviço à parte para ter o monitoramento. 
 
Uma vez tendo estabelecido os fundamentos iniciais, as capacidades do 
provedor que vai receber as aplicações e o modelo que será usado, é necessário 
escolher as aplicações que deverão ser migradas. É possível que no início deste 
trabalho de escolher as aplicações você acabe com uma lista enorme de aplicações 
para serem migradas, o que é normal. Porém, é preciso iniciar um filtro destas 
aplicações baseado no custo benefício, prioridade, criticidade, atributos da aplicação 
e portabilidade (o quão fácil vai ser para migrar sem ter que reescrever código). 
As tecnologias HTML, JSON e XML são comumente utilizadas em serviços 
Web (Web Services) que por sua vez são inerentes ao modelo de computação em 
nuvem. 
28 
 
 
3.8 Iniciativas 
 
Diversas iniciativas de computação em nuvem surgem. Trata-se aqui das 
principais iniciativas mundiais na área. 
 
 Google e SalesForce estão focados em provimento de software como serviço 
(SaaS) e plataforma como serviço (PaaS). 
 Amazon é principalmente fornecedor de infraestrutura como serviço (IaaS). 
 VMware é fornecedora de produtos de infraestrutura para datacenters 
empresariais e provedores regionais que entregam IaaS. 
 Microsoft possui a oferta mais completa, funcionando como provedor global 
para soluções SaaS, PaaS e IaaS. Também entrega soluções para datacenters e 
provedores regionais. 
 
Figura 9: Iniciativas dos fornecedores de nuvem 
 
 
 
3.9 Flexibilidade Estratégica 
 
 Flexibilidade estratégica corresponde à capacidade da empresa de mudar sua 
estratégia de negócios sem perdas significativas. Flexibilidade no nível estratégico 
significa ter a capacidade de alterar ou escolher outro objetivo, se o escolhido for 
inadequado. O nível tático é a capacidade de escolher caminhos para se atingir 
objetivos. Mas o que isto tem a ver com computação em nuvem? Vamos supor, 
29 
 
 
como exemplo, que um executivo fez opção por ampliar a capacidade produtiva de 
sua empresa, já tendo, inclusive, alocado recursos visando esta ampliação. 
Repentinamente surge um plano econômico que sinaliza por aperto do crédito. 
O que fazer? Prosseguir com a ampliação da capacidade produtiva exatamente no 
mesmo volume previsto anteriormente, ou fazer modificações diminuindo a ampliação 
prevista? Ou atéquem sabe, suspender o projeto de ampliação? Esta decisão diz 
respeito ao aspecto estratégico da flexibilidade. Para que este aspecto seja 
devidamente contemplado é fundamental ter grande capacidade e discernimento para 
diagnosticar corretamente, propor e analisar efetivamente alternativas de solução e 
escolher a solução mais adequada. 
No caso específico da TI baseada na computação em nuvem as dificuldades 
impostas pelo cenário narrado acima passam a ser mais bem absorvidas. A 
computação em nuvem permite alterar a capacidade de processamento e 
armazenamento baseado na demanda. Portanto, todo o suporte da TI à ampliação ou 
redução da capacidade produtiva narrada acima seria feito de forma muito simples 
pois os ativos de TI são adquiridos na forma de serviços e são simplesmente 
devolvidos ou adquiridos. 
A computação em nuvem permite que a capacidade do sistema acompanhe a 
demanda, promovendo a otimização do uso dos recursos. 
 A computação em nuvem permite que a capacidade do sistema acompanhe a 
demanda, promovendo a otimização do uso dos recursos. A Figura 3.9 ilustra a 
situação propiciada pela computação em nuvem onde existe um ajuste entre a 
capacidade na nuvem e a demanda. 
 
Figura 10: Capacidade e demanda na computação em nuvem 
 
30 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONTEÚDO COMPLEMENTAR 
https://www.youtube.com/watch?v=9b04CQozjdwhttps://www.youtube.com/watc
h?v=LG7AVqWR4rk 
31 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
VARIA, Jinesh. Architecting for the Cloud: bestpractices, Amazon Web Services, Jan. 
2010. 
 
VERDI, Fábio Luciano; ROTHENBERG, Christian; PASQUINI, Rafael; MAGALHÃES, 
Maurício Ferreira. Novas Arquiteturas de Datacenter para Cloud Computing. CSBC, 
2010. 
 
STATEN, James. Deliver Cloud BenefitsInsideYourWalls. Forrester, Apr. 2009. 
 
UC BERKELEY RELIABLE ADAPTIVE DISTRIBUTED SYSTEMS LABORATORY. 
Abovethe Clouds: a Berkeley viewof cloud computing. US Berkeley 
ReliableAdaptativeDistributed Systems Laboratory, Feb. 2009. 
 
ISACA. Princípios norteadores de adoção e uso da computação em nuvem. ISACA, 
fev. 2012. 
 
NIST. The NIST Definitionof Cloud Computing (Draft), NIST 800-145, Jan. 2011. 
 
“Amazon Web Services (AWS) - Cloud Computing Services.” AmazonWeb Services, 
Inc. Web. 23 Dec. 2014 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
32

Mais conteúdos dessa disciplina