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A cintilografia

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A cintilografia (CT) fornece informação funcional do órgão que está 
sendo analisado, diferentemente de outros meios diagnósticos por 
imagem. Administra-se substância marcadora radioativa para o paciente, 
este libera raios gama que são detectados por uma câmera gama, que 
emite luz, quando golpeada por radiação; os flashes de luz são 
transformados em impulso elétrico que é analisado por um computador. 
Esses dados permitem a construção da imagem de CT e o estudo 
funcional de um sistema, órgão ou tecido (ROY; LAVOIE, 2003). 
O escaneamento pulmonar é realizado lateralmente em grandes 
quadrúpedes, uma vez que a posição lateral oferece superfície pulmonar 
maior que a dorsal ou ventral. São necessárias duas imagens (cranial e 
caudal) de ambos os pulmões, pois a área pulmonar do equino é muito 
grande para qualquer câmera gama. Os cavalos normalmente são 
sedados, com o intuito de reduzir sua movimentação para não estragarem 
o equipamento. Além disso, necessitam de quarentena, para eliminar o 
marcador radioativo, e suas fezes e urinas são tratadas, antes de serem 
eliminadas (VOTION; LEKEUX, 2003). 
A CT, quando associada à radiologia, oferece vantagem na 
avaliação de doença do sistema respiratório, principalmente, nos casos de 
DPOC e na hemorragia pulmonar induzida pelo exercício (HPIE) 
(FARROW, 2006). 
 
Óssea 
 
Traz informação vital em casos onde a causa da claudicação é difícil de localizar, 
nos casos em que há um fraco desempenho em cavalos que não apresentam 
dor, mas sim alterações nas andaduras ou em determinados movimentos em 
situações de stress competitivo. É mais frequentemente utilizada para a 
detecção de fraturas não deslocadas e incompletas e lesões ósseas, sendo 
também indicada no diagnóstico de locais de dor e identificação de lesões 
osteoarticulares no dorso e pélvis, e, fornece informação útil em equinos com 
patologia articular e sobre a fisiologia do metabolismo ósseo e a sua renovação. 
 
 
 Aplicações da cintilografia em medicina veterinária 
Em relação às suas aplicações, vale destacar que a técnica de cintilografia 
oferece informações morfológicas (na anatomia e na estrutura dos órgãos) 
e informações funcionais. 
Além disso, ela permite reconhecer diferentes patologias rapidamente, o 
que permite um diagnóstico precoce e um melhor prognóstico para o 
paciente. De fato, em doenças degenerativas, sua ação é determinante para 
a sobrevivência. 
Graças à sua alta sensibilidade, a cintilografia é muito eficaz no 
diagnóstico de tumores benignos e malignos. Normalmente, é 
complementar a outras técnicas de imagem, como varreduras (MEV) e 
ultrassons. 
Além da oncologia, esta técnica também é usada nas seguintes áreas 
médicas: 
• Gastrenterologia 
• Endocrinologia 
• Cardiorrespiratório 
• Neurologia 
• Nefrologia 
• Urologia 
 
Cintilografia em oncologia veterinária 
 
Na parte óssea, a cintilografia é utilizada para analisar e 
avaliar tumores do primeiro e segundo grau. É eficaz na detecção de 
lesões com origens ósseas e metástases de carcinomas mamários. 
Quanto à sua aplicação na medula óssea, é efetivo reconhecer aplasias, 
hipoplasias, hiperplasias, bem como massas anômalas. 
Também é eficiente diagnosticar a existência de tumores e lesões 
malignas em tecidos mamários e gânglios, além de reconhecer a 
existência de adenopatias tópicas. 
Por outro lado, a modalidade chamada linfocintilografia é usada 
principalmente para localizar o linfonodo sentinela em casos de 
melanoma. Quando administrados isótopos do gálio 67, é dedicado a 
https://meusanimais.com.br/as-7-doencas-mais-perigosas-que-podem-afetar-o-seu-bichinho/
https://meusanimais.com.br/gatos-podem-sofrer-hipertireoidismo/
http://www.oncofisio.com.br/o-que-e-linfocintilografia
identificar abcessos não visíveis e distúrbios imunes em pacientes com 
linfoma. 
 
Cintilografia em endocrinologia veterinária 
 
Na endocrinologia veterinária, o principal uso da cintilografia está 
associado ao diagnóstico de câncer de tireoide. Esta técnica permite 
avaliar a morfologia da glândula e detectar distúrbios na estrutura e no 
funcionamento da mesma. 
Também é eficaz no reconhecimento da presença de nódulos malignos, 
hiperplasia, hipotireoidismo congênito e doença nodular. 
Assim, o paciente deve parar a medicação diária de levotiroxina ou 
metilmercaptoimidazol de modo a não interferir com a qualidade do 
estudo. 
Finalmente, a cintilografia endócrina também investiga a área 
pancreática e é capaz de indicar hiperplasias, neoplasias e insulinomas. 
 
Cintilografia em gastrenterologia veterinária 
É utilizado para detecção em células salivares, hepatobiliares e 
transcolônicas. Sua sensibilidade permite diagnosticar as seguintes 
condições: 
• Análise de inflamações e sialolitíase (região salivar). 
• Verificar a função da vesícula biliar, os hepatócitos e as vias 
excitantes do fígado, principalmente em pacientes 
diagnosticados com colecistite e doenças hepáticas. 
• Perceber e quantificar o fracionamento 
do shunt portossistêmico na região do cólon. 
 
Cintilografia cardiorrespiratória 
 
• Diagnósticos pulmonares: detecção e monitoramento de 
tromboembolismo pulmonar (PTE), bem como a verificação da 
pressão pulmonar e a presença de shunt em casos de 
cardiopatia congênita. 
https://meusanimais.com.br/de-que-forma-a-poluicao-prejudica-os-caes/
• Análise miocárdica: identifica a perfusão de diferentes áreas 
do miocárdio, doenças cardíacas e arritmias, e também 
diferencia coágulos de massas anômalas. 
• Angiografia: verifica o fluxo de circulação sanguínea e 
identifica a localização dos tromboembolismos, bem como 
a função renal. 
 
A cintilografia também permite investigar e reconhecer tumores e 
infecções no encéfalo, portanto, ela é muito valorizada como uma 
ferramenta essencial na neurologia veterinária.