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Vitória Silva 
 
 
 
CADERNO ODONTOPED 
 
 
 
 
 
 
SEMESTRE 2022.2 
 
 
 
 
Vitória Silva 
 
ESTOMATOLOGIA EM ODONTOPEDIATRIA 
-diferenciar estruturas normais das variações da normalidade e alterações patológicas 
-aspectos que devem ser abordados na anamnese: 
 -características sociodemográficas da família 
 -moradia, renda, nº de pessoas que vivem na casa e escolaridade dos pais 
 -condições de saúde geral da criança 
 -internações, medicamentos, vacinação e alimentação 
 -higiene 
 -presença de hábitos de sucção e deletérios 
 -presença de bruxismo do sono ou eu vigília 
 
VARIAÇÕES DA NORMALIDADE 
Anguiloglossia 
-fusão congênita total ou parcial da língua no assoalho da boca 
-presença de uma brida curta 
-provoca língua presa 
-problemas de fonação e em alguns casos dificuldade na 
amamentação 
-intervenção cirúrgica e interdisciplinar 
 
Língua geográfica 
-alteração lingual mais frequente em pacientes pediátricos 
-lesão fundamental: erosão com atrofia das papilas piriformes e 
áreas avermelhadas circundadas por um halo elevado de 
coloração branco-amarelada de tamanhos variados, forma 
múltipla, bem demarcada e migratória 
-assintomática e regressão rápida 
-ardência local com alimentos ácidos 
-não necessita biopsia e o tto para alívio dos sintomas pode 
ocorrer quando houver desconforto intenso 
-corticosteroidebetametasona tópica bochechar 15ml durante 2minutos de 2 a 3x/dia 
por 15 dias 
 
Grânulos de Fordyce 
-representam glândulas sebáceas ectópicas tipicamente presentes na mucosa jugal e 
semimucosa dos lábios 
-múltiplas pápulas de coloração branco-amarelada e assintomáticas 
Vitória Silva 
 
-não se faz necessária nenhuma intervenção 
LESÕES DE TECIDO MOLE 
Cistos gengivais em recém-nascidos 
-remanescentes embriológicos 
-três grupos de lesões: as perolas de Epstein; nódulos de Bohn e cistos da lâmina dentária 
-lesão fundamental: pápula única ou múltipla, assintomática, branco amarelada, firmes a 
palpação, medindo até 3mm de diâmetro 
-radiografia para diagnóstico por volta da 9ª semana 
-raramente são vistos após 3 meses de idade 
-autolimitantes, orientação e controle dos pais com massagem digital suave 
-se interferirem na amamentação podem ser retirados 
 Prevalência Localização Origem 
embriológica 
Pérolas de Epstein 60 a 85% Rafe palatina 
mediana 
Remanescentes de 
inclusões epiteliais 
na linha de fusão 
dos processos 
palatinos 
Nódulos de Bohn 47,4 a 85% Vestibular e lingual 
dos rebordos 
alveolares 
Remanescentes 
epiteliais das 
glândulas mucosas 
Cistos da lâmina 
dentária 
13 a 44,7% Crista alveolar Remanescente da 
lâmina dentária 
 
 
Cistos de erupção 
-cistos do desenvolvimento dos tecidos moles que ocorre como 
consequência da separação entre folículo dentário e a coroa 
do dente em erupção 
-comum nos incisivos sup e primeiros molares permanentes e 
decíduos 
-inchaço na mucosa gengival que recobre a coroa de um dente 
em erupção, de cor da mucosa ou roxa/azulada devido ao sangramento induzido por 
trauma 
-único ou bilateral, indolor, consistência macia ou flutuante e dimensão de até 1,5mm 
-necessário apenas controle se atrapalha alimentação 
-se sintomático necessita abertura cirúrgica para extravasamento do líquido 
 
Mucocele 
-lesão benigna das glândulas salivares 
-extravasamento de muco para os tecidos moles adjacentes 
devido a ruptura de um ducto excretor de glândula menor por 
trauma 
Vitória Silva 
 
-vesícula ou bolha de cor azulada ou semelhante a mucosa, formato bem definido, superfície 
lisa, medindo até 1cm, consistência flutuante com histórico de inchaço e esvaziamento 
-excisada juntamente com a remoção das glândulas salivares envolvidas 
Rânula 
-mucocele de assoalho de boca 
-causada pelo dano no ducto excretor das glândulas sublingual 
ou submandibular 
-é assintomática, mas pode prejudicar a fala e mastigação 
-requer tto cirúrgico por meio da enucleação com remoção da 
glândula associada 
 
LESOES INFECCIOSAS 
FÚNGICAS 
Candidíase 
-infecção fúngica oportunista 
-afeta principalmente neonatos com sistema imunológico imaturo 
-apresentação clínica branca ou eritematosa 
 -forma branca: placas brancas removíveis com raspagem 
-eritematosa: mancha avermelhada restrita no dorso da língua, provocando 
despapilação e sensação de queimação 
-pode acometer toda a mucosa oral, principalmente língua e palato 
-quando mostra fissuras eritematosas, com úlceras e sangre com crosta superficial 
exsudativa e restrita as ângulos da boca a candidíase prova queilite angular 
 -frequente em respiradores bucais 
-tto: antifúngicos de uso tópico em casos suaves e de um sistêmicos em casos moderados, 
casos graves encaminhar ao pediatra 
-casos graves: 
-cetoconazol comprimido oral 200mg crianças menores de 2 anos: 3-
6mg/kg/dia/até 20kg: 50mg/dose/dia/ 20-40kg: 100mg/dose/dia/ maior que 40kg: 
200mg/dose/dia 
-fluconazol suspensão oral 200 3mg/5ml neonato: 3 a 6 mg/kg a cada 48hrsou 
criança: 3 a 6 mg/kg/dia durante 7 a 14 dias 
-casos suaves: 
-VASA (violeta de genciana a 2%-3ml; anestesina 1,5ml; sacarina-0,5mll; água destilada-
25ml) solução tópica (solicitar manipulação)  aplicar 3x ao dia 
-nistatina (micostatin) suspensão oral bochechar e engolir 1ml de 6/6hrs por 14 
dias, antes do bochecho realizar limpeza com água bicarbonada 
Vitória Silva 
 
-obs: em casos de lactentes e crianças menores deve-se colocar metade da 
dose em cada lado da boca 
-queilite angular: 
 -VASA 
-miconazol gel-tópica aplicar com cotonete 4x ao dia (gel 
não deve ser engolido) 
 -nistatina 
-fitoterápico: extrato fluido de charmomilla recutita  pomada tópica aplicar 
massageando a pomada na gengiva com a ponta do dedo seco 2x aos dia até o 
desaparecimento dos sintomas 
-suplemento vitamínico: B12 comprimido ou injeção consultar médico e 
nutricionista 
-antibiótico: mupirocina pomada tópica aplicar com cotonete 3x ao dia durante 5 
e 7 dias 
 
ORIGEM VIRAL 
Infecção pelo vírus herpes simples 
-primoinfecção: entre 6 meses a 4 e 5 anos de vida 
 -lesões ativas e/ou saliva 
-assintomática ou sinais específicos como febre alta, 
mal-estar, irritabilidade e linfadenopatia dolorosa 
 -intrabucalmente: gengiva eritematosa, dolorosa 
e sangrante, erupção vesiculares que após rompimento 
formam ulcerações dolorosas recobertas por 
pseudomembrana 
 -gengivoestomatite herpética primária aguda 
-uso de análegesicos e antitérmicos e limpeza com clorexidina a 0,12% 
-uso de terapia fotobiomodulação e fotodinâmica 
 
Herpangina e doença das mãos, pé e boca 
-enterovirus Coxsackie associadas a erupções cutâneas 
-lesões vesiculares e ukcerativas na orofaringe e íncio súbito de 
febre, dor de garganta, dores no pescoço e até vômitos 
-dois dias de incubação e pápulas acinzentadas com halo 
eritematoso 
-atinge palato mole, úvula, língua e pilares das tonsilas 
-tto: alívio dos sintomas através de analgésicos e antitérmicos, alimentação pastosa e 
bebidas frias 
Vitória Silva 
 
-contagiosa, secreção oral e fezes 
ORIGEM BACTERIANA 
Escarlatina 
-erupções cutâneas avermelhadas que aparecem no peito e pescoço 
associada com amigdalite, língua inchada e vermelha, com febre, 
calafrios e mal-estar 
-transmissão ocorre pelo ar, tosse ou espirro de infectados 
 
Impetigo 
-altamente contagiosa 
-ocorre após trauma ou picada de insetos sendo transmitida por 
lesões ou vias respiratórias 
-aspecto de vesículas e após rompimentos úlceras e crostas 
-criança deve ficar isolada 
 
 
LESÕES ULCERATIVAS 
Estomatite aftosa recorrente 
-lesões orais mais prevalentes na pediatria 
-tratamento é sintomático e varia de acordo com o grau de desconforto 
 
Úlcera traumática 
-mordida, dentes, apinhados, aparelhos ortodônticos e escovação 
-tratamento e sintomático, identificação e remoção da causa 
 
Riga-fede 
-úlcera sublingual que afeta crianças menores de 2 anos, 
interfere na amamentação-se afetar crianças menores de dois anos se chama 
granuloma oral traumático 
-úlcera com borda elevada e endurecida, fundo necrótico e 
halo eritematoso 
-tto: desgaste da borda incisal dos dentes associados e 
exodontia dos dentes 
 
PROLIFERAÇÕES NÃO NEOPLÁSICAS 
Vitória Silva 
 
Fibroma traumático (hiperplasia fibrosa) 
-traumas decorrentes de mordida ou ocasionados por aparelhos 
ortodônticos ou hábitos crônicos 
-pápula ou nódulo de coloração rosa, superfície lisa, por vezes 
esbranquiçada, séssil, pediculado 
-tto: excisão cirúrgica simples 
 
Hiperplasia gengival medicamentosa 
-crescimento anormal dos tecidps gengivais secundário ao uso de medicações sistêmicas 
-anticonvulsionantes, imunossupressores e bloqueadores dos canais de cálcio 
-pode-se remover tecido gengival com risco de reincidiva 
Papiloma escamoso oral 
-neoplsia benina com crescimento que se associa ao couve-flor 
-papiloma vírus 
humano 
-contato direto 
-ocorre mais em língua, lábios, úvula e palato duro 
 
 
Epúlide congênita do recém-nascido 
-lesão benigna rara 
-massa submucosa de consistência firme 
-rebordo alveolar anterior é o mais afetado 
-não há envolvimento ósseo 
-excisão cirúrgica em casos que compromete funções 
-podem regredir e desaparecer com o passar do tempo 
 
Granuloma piogênico 
-resposta tecidual exacerbada com proliferação vascular diante 
da presença de traumas ou agentes irritativos 
-nódulo ou tumor assintomático que pode sangrar com facilidade, 
superfície lisa 
-excisão cirúrgica conservadora 
 
 
 
Vitória Silva 
 
LESÕES ÓSSEAS BENIGNAS 
 
Abcesso periodontal 
-acúmulo de pus no periápice dental 
-drenagem do pus, identificação da causa e tto endodôntico 
 
Granuloma periapical/dentário 
-inflamação crônica 
-ausência de resposta nos testes de vitalidade pulpar 
-tto endodôntico 
-não tratados evoluem para cisto periapical 
 
Cisto periapical dentário 
-cisto inflamatório associado a infecção pulpar prévia 
-assintomático, mas pode provocar tumefação, mobilidade e 
deslocamento dos dentes 
-radiograficamente igual ao granuloma 
 
cisto ósseo simples 
-pseudocisto, com fluido no seu interior 
-não possui envolvimento epitelial 
-contornando raízes dos dentes envolvidos 
-punção aspirativa e curetagem 
 
Cisto dentígero 
-ocorre exclusivamente em dentes inclusos, em terceiros molares inferiores ou caninos 
superiores 
-circunscreve a coroa do dente até junção amelocementária 
-são descobertos após a não erupção de um dente 
-enucleação e preservação do dente envolvido 
Vitória Silva 
 
Odontoma 
-anomalias do desenvolvimento, resultantes da má-formação de tecidos 
dentários organizados como pequenos dentículos ou misturados com 
uma massa de tecido duro sem formato de um dente 
-localizados nas raízes ou acima da coroa 
-enucleação do dente acometido 
 
 
 
Ameloblastoma 
-proliferação dos remanescentes epiteliais da 
lâmina dentária e mutações em genes de via do 
crescimento e proliferação celular 
-crescimento lento provoca expansão óssea 
indolor, aumento do volume evidente, dor e 
parestesia 
-enucleação e lesão marsupializada 
Tumor neuroectodérmico melanótico da infância 
-mucosa mostra coloração azul ou enegrecida 
-aumento de volume, perfuração cortical e deslocamento dos dentes 
-curetagem e osteotomia periférica 
LESÕES MALIGNAS 
Carcinoma mucoepidermoide 
-tumor que afeta as glândulas salivares 
-aumento indolor e mucosa levemente arroxeada 
-biópsia mandatória 
-prognóstico favorável 
 
Radiossarcoma 
-sarcoma dos tecidos moles 
-se assemelha a outros sarcomas 
 
 
Vitória Silva 
 
Osteosarcoma 
-intraósseo 
-aumento em volume, mobilidade dentária e 
espessamento do ligamento periodontal 
-biópsia 
-quimioterapia 
 
Linfoma de Burkitt 
-neoplasia agressiva e destrutiva do osso alveolar 
-aumento do volume da gengiva e processo alveolar, mínima dor, sensibilidade e parestesia 
-mobilidade e esfoliação de dentes prematuros 
-tratamento oncológico 
 
Mucosites orais relacionadas a radio e quimioterapia 
-região de mucosa não queratinizada 
-áreas eritematosas seguidas de ulceração, dor intensa e 
sangramento 
-variam em apresentação clínica de úlceras indolores a 
extremamentes dolorosas impactando a alimentação 
 
 
 
 
EXAME CLÍNICO, DIAGNÓSTICO E PLANO DE TTO EM ODDONTOPED 
-exame clínico bem-feito estabelece relação de confiança entre profissional e família 
 -mais estão sensibilizados pelas danos da doença e mais atenciosos 
 
Exame do paciente 
-sequência de procedimentos realizados de forma metódica e criterioso para obter 
informações do paciente e definir diagnóstico 
-obtidas de forma direta: relatado pelo paciente ou inspeção ou indireta através de exames 
complementares 
-informações devem ser coletadas de forma ordenada a através de formulários 
-identificação do paciente anamnese exame clínico exames complementares 
 
Identificação do paciente 
-preenchido pelo responsável ou pela secretária previamente ao atendimento clínico 
Vitória Silva 
 
 -poupa tempo 
-nome, apelido como a criança gosta de ser chamada, data de nascimento, idade, sexo, 
naturalidade, endereço, telefone, escola, série, nome dos pais/responsáveis 
-termo de consentimento assinado pelo pai ou responsável 
 
Anamnese 
-entrevista sistemática sobre a história de vida do paciente e indícios de condições locais 
ou sistêmicas 
-realizada com os responsáveis pela criança, empregando linguagem compatível com nível 
cultural 
-deve ser realizada com um roteiro para não pular etapas 
-deve ser assinada pelos pais ou responsáveis pela criança 
-devem ser avaliados: queixa principal, história médica (atual e pregressa), história familiar, 
história dental (atual e pregressa), hábitos e avaliação psicológica 
-queixa principal: razão que levou o paciente a procurar o atendimento odontológico 
-história médica: circunstâncias atuais ou passadas quanto ao panorama físico geral do 
paciente 
 -doenças diagnósticas ou não, medicamentos de uso crônico 
-história médica pregressa: todos os problemas médicos anteriores da criança 
 -histórico de doenças, medicamentos, internações, cirurgias e reações alérgicas 
 -febre reumática  endocardite infecciosa 
 -alergia medicamentosa analgésicos, antibióticos e anti-inflamatórios 
-história familiar: doenças transmitias geneticamente 
 -distúrbios de coagulação, doenças infectocontagiosas 
-história dentária: expectativa dos pacientes e pais em relação ao tto 
-experiencia da criança em consultas anteriores, comportamento durante 
atendimento 
-hábitos: hábitos dietéticos, de higiene e hábitos parafuncionais 
-diário alimentar, questionário de frequência e quem realiza a higiene, quantidade de 
dentifrício colocado na posta, acesso a fontes de fluoretos, hábitos de sucção, 
respiração bucal, onicofagia e deglutição atípica 
-avaliação psicológica: deve ser realizada ao longo da consulta 
 -ansiedade materna exacerbada, ocorrência de eventos desagradáveis 
 
Exame clínico 
-inspeção: avaliação visual direta dos sinais clínicos 
 -alterações de cor, volume, presença de ulcerações e assimetrias 
-palpação: sensibilidade tátil 
Vitória Silva 
 
 -mobilidade, dureza e dor 
-auscultação: avaliar ruídos produzidos nas ATMs 
-percussão: avaliar dentes desciduos anquilosados 
 
Exame clínico geral 
-observação completa da criança 
-realizada quando o odontopediatra recebe a criança 
-observação das vestimentas da criança, higiene pessoal 
 -maus tratos e negligência 
-estatura: compatíveis com a idade cronológica, avaliação de desvios da normalidade 
-coordenação motora: avaliação da marcha do paciente e seus movimentos 
 -transtornos do SNC 
-mãos: ansiedade, hábitos parafuncionais, doenças sistêmicas 
 
Exame clínico regional: 
-principais áreas de interesse para odontologia 
-extrabucal: cabeça, olhos, região nasal, lábios, orelhas, pescoço e ATM 
-cabeça:tamanho, forma e proporção, higiene e textura 
-olhos: alterações na forma, cor, implantação 
-região nasal: forma, tamanho, simetria e obstruções 
 -teste de espelho: respiração bucal 
-lábios: coloração e presença de úlceras 
-orelha: distúrbios de audição 
-ATM: prevalência baixa durante a infância, avaliação de sintomas e exame físico direto 
-pescoço: palpação de linfonodos, presença de cicatrizes ou escoriações 
 
Exame clínico intrabucal 
-tecidos moles: coloração, textura e dimensões 
-mucosa jugal: lisa e brilhante, avaliar úlceras e edemas 
-palato: alterações na coloração, textura e forma, rugosidade palatinas, presença de lesões 
-assoalho bucal: freio lingual e presença de úlceras e cistos 
-orofaringe: tamanho de amigdalas e presença de inflamações 
-língua: forma, coloração e textura, mobilidade e tamanho, freios e bridas 
-exame periodontal: registro de índices de biofilme, inflamação gengival, hiperplasia e 
fístulas 
Vitória Silva 
 
 -pesquisa e mensuração da profundidade de sondagem 
-exame dentário: todos os dentes limpos através de profilaxia 
 -contagem do número de dentes e cronologia do aparecimento 
 -cor dos dentes em boca, tamanho e forma 
 -perda de esmalte: cárie, trauma, atrição, erosão 
 -características das lesões e restaurações 
 -mobilidade dentária 
-exame de oclusão: classificação do arco dentário (diastemas), relação da face distal e 
relação de caninos, trespasse vertical e horizontal, classificação da relação entre primeiros 
molares e presença de diastemas ou apinhamento 
 
Exames complementares 
-radiografias, modelos de estudo e fotografias 
-exames laboratoriais não são utilizados com frequência 
 
Plano de Tratamento 
-objetivo primário: reestabelecer função e quando possível estética 
-deve promover educação e motivação do paciente 
-ordenar os procedimentos por nível de necessidade 
-controle diminuição da atividade de cárie, promoção de saúde, educação e motivação do 
paciente e seu núcleo familiar 
-iniciar tratamento pelos dentes definitivos para correto desenvolvimento da oclusão 
-acompanhamento periódico do paciente com consultas de manutenção 
-evolução do tratamento: identificado e assinado pelo responsável 
 
TÉCNICAS DE MANEJO PARA CONTROLE DO COMPORTAMENTO 
-objetivo do manejo: 
-estabelecer comunicação com a criança 
-educar o paciente para aceitar o tto 
-construir uma relação de confiança 
-prevenir e aliviar o medo e a ansiedade da criança 
 -aliviar: medo prévio (histórico odontológico prévio) 
-urgência clínica você opera com ou sem relação de confiança 
-criar vínculo profissional-paciente-núcleo familiar 
 
 
Vitória Silva 
 
Reforço positivo 
-verbal (palavras_ 
-emocional (presença dos pais) 
-simbólico (lembrancinhas e presentes) 
-exemplos: virar dentista (balão de luva, epis’s) 
 -kit de higiene bucal 
 -certificados de coragem 
 -balões 
 -tatuagens 
 -brinquedinhos simples 
-reforço positivo em toda consulta 
-um com intuito de incentivo e outro em recompensa 
 -incentivo: “você está ganhando porque terminou a consulta” 
 -recompensa: “hoje você não chorou” 
-reforço positivo em que depende do comportamento é reforço negativo 
 
Técnica de separação acompanhante-criança 
-observar as características dos pais (decisões não são unilaterais) 
 -a criança se torna menos colaboradora na presença dos pais? 
 -preparar os pais 
 -ansiedade materna exacerbada 
-ganhar a atenção do paciente 
-melhorar obediência 
-impedir o comportamento negativo 
-percepção do acompanhante como dificultador do atendimento 
-considerar questões éticas e legais 
-técnica de separação deve ser escrita, nada de boca 
-não existem dados que mostrem frequência de utilização da técnica de separação 
-80-90% dos profissionais permitem permanência do acompanhante 
-estudos não são conclusivos sobre efetividade da técnica 
-comportamento da criança é multidimensional 
-pais gostam de estar presentes 
-contexto atual: pais superprotetores, escassez de tempo, aumento das demandas judiciais, 
mudança na estrutura familiar, crianças= reis 
-consentimento: deve ser livre, depende da correta informação, a informação deve ser 
compreendida, precisa estar associado ao plano de tto 
Vitória Silva 
 
Dessensibilização 
-aumentar gradativamente o tempo da sessão e a dificuldade do procedimento 
-positive pre visit imagery: utilização de imagem e fotografia antes da consulta, vídeos sobre 
atendimento na sala de espera, tratamento odontológico de criança não-colaboradoras 
-a consulta deve começar na recepção, ou até mesmo antes. Por telefone, pelo Instagram ou 
por qualquer veículo de contato 
 -equipe 
 -ambiente 
 -cheiro 
 -rapidez e qualidade no atendimento 
 -limpeza 
 
Modelagem do comportamento 
-mostrar para criança qual é a conduta apropriada 
-observar o comportamento de outra criança como exemplo (positivo e negativo) 
-acolher as curiosidades 
-choro em coro 
- “o colega chora porque é apenas um bebê” 
 
Domínio linguístico 
-comunicação entre profissional e criança 
-demonstrar amizade 
-fazer perguntas sobre a criança e seu ambiente 
-promover identificação 
-“qual seu nome?” “você tem irmãos?” 
 
Dizer-mostrar-fazer/ Tell-show-do 
-mostrar objetos do ambiente do consultório e explicar seus mecanismos e funções 
-explicações adequadas a idade da criança 
-demonstração aplicável aos pais/responsáveis 
 
*obs: não significa que não haverá choro/protesto. Mas o intuito é humanizar e preparar o 
paciente psicologicamente para alguma atividade ou tratamento 
 
TECNICAS AVERSIVAS 
-exigem TCLE 
Vitória Silva 
 
Mão sobre a boca ou mão sobre boca e nariz 
-casos de histeria, em que o profissional não consegue se comunicar com a criança 
-autorização dos pais (lembram da técnica de separação) 
-desincentivada e em desuso 
-contraindicações: 
 -crianças que resistem por falta de compreensão 
 -crianças tímidas e medrosas 
 -crianças menores de 4 anos 
-casos extremos, com consentimento, voz suave, falar com amor, sem gritar e sem raiva 
-sinônimos: HOME/HOMAR 
-independente de opinião pessoal ou conduta: foi uma técnica muito usada que não é mais 
utilizada 
 
Controle de voz 
-comunicação entre profissional e criança 
-controlar histeria 
-se fazer ouvir pela criança 
-conseguir atenção do paciente 
-contraindicações: mesma que HOMAR 
 
Estabilização protetora (restrição física) 
-orientação e autorização dos pais 
-consentimento por escrito 
-proteção e segurança da criança 
-sempre que houver limitação de movimento da criança precisa de consentimento assinado 
-corpo-a-corpo: priorizar familiares 
-corpo-a-corpo do tipo prancha 
 -familiar fica deitado na cadeira odontológica 
-estabilização joelho-a-joelho 
-com dispositivos: técnica realizada com fitas, panos, pad-wraps, lençol, calça da vovó e 
outros artifícios 
 
-itens importantes: abridores de boca 
 -abridor de boca Molt (pinça) 
 -mordedor bucal 
 -palito enrolado com gaze 
Vitória Silva 
 
Técnicas farmacológicas para controle do comportamento 
-sedação medicamentosa: hidrato de cloral, midazolan 
-óxido nitroso 
-sedação endovenosa 
-anestesia geral 
 
Outras técnicas 
-hipnose 
-acupuntura 
-terapia 
-novas tecnologias: sentidos (visão, olfato, paladar, tato, audição) 
-distração: realidade virtual, televisão tablet, uso de florais, aromaterapia, musicoterapia 
 
*utilizar a técnica correta (ou a associação delas) permite um atendimento adequado e 
seguro 
*isso não significa que não haverá choro, mas que conseguiremos êxito na realização do tto 
proposto 
 
Urgência 
-trauma dentoalveolares 
-infecção odontogênica 
 
*mãe nos confia o seu bem mais precioso 
 -respeito 
 -cuidado 
 -responsabilidade 
 -atenção 
 -esforço 
 -zelo 
Abordagem dos pais 
-observar os acompanhantes 
-esclarecer dúvidas 
-orientar sobre o tto 
-orientar sobre a presença dos pais na saladesde que estejam emocionalmente estáveis 
-pais difíceis: não aceitam orientações sobre seus próprios filhos 
-orientar sobre a importância das técnicas de imobilização 
Vitória Silva 
 
-consentimento escrito 
 
Orientações aos pais e acompanhantes 
-não se inquiete com o choro, é uma reação normal 
-nunca engane a criança 
-deixe a criança expressar sua curiosidade 
-pais tranquilos passam tranquilidade para a criança 
-crianças dificilmente ficam imóveis na cadeira 
-profissional deve conquistar também os pais 
 
Atendimento de bebês 
-crianças menores que 3 anos 
-imaginação 
-verbalização contínua 
-nunca deixar criança sozinha 
-duração rápida de procedimentos 
-orientação dos pais 
 
Medos 
-medo objetivo x subjetivo: 
 -medo objetivo é produzido na maioria das vezes por estímulos físicos 
 -medo subjetivo: especulamos ser ou não uma boa ideia 
-medo objetivo indireto: oriundo de experiencias que ocorreram em ambientes semelhantes 
ao consultório, portanto a correlação é direta entre o que passou e o que a criança prevê 
que possa acontecer 
-medo objetivo direto: experiencia desagradável anterior sofrida pela criança durante o tto 
odontológico 
-medo subjetivo: histórias que se tem conhecimento, ou seja, por informações que chegam 
a criança e que em mais ou menos grau, acredita se aplicar 
 -medos gerados sem que se tenha tido contato com a experiencia 
MORFOLOGIA DOS DENTES DECÍDUOS 
-função dos dentes decíduos 
 -alimentação 
-fonação 
-estímulo ao crescimento dos maxilares 
-estética 
Vitória Silva 
 
-mantém espaço no arco e guiam a irrupção dos permanentes 
 
-alterações associada ás perdas precoces: 
 -extrusão dos antagonistas 
 -desarmonia do plano oclusal 
 -modificação da dimensão vertical 
 -deficiência mastigatória 
 -alteração dos diastemas 
 -altera-se fonação 
 -mudanças na estrutura óssea e gengival 
 
-importante reconhecer anatomia para lidar com traumas, cárie e terapêuticas pulpares 
 
-importância da dentição decídua: 
 -desenvolvimento dos músculos da mastigação 
 -formação de osso dos maxilares 
 -direcionam alinhamento e oclusão dos permanentes 
 -formação: 6ª semana de vida intrauterina 
 
-funções: 
 -incisivos: cortar 
 -caninos: rasgar 
 -molares: triturar 
-as raízes dos dentes posteriores são mais divergentes para permitir o desenvolvimento do 
sucessor permanente 
-difionte (duas dentições) 
-três dentaduras 
-20 dentes 
-dentes menos calcificados em relação aos dentes permanentes 
 -menor quantidade de sais de cálcio 
 -mais permeável e mais facilmente desgastado 
 -mais fino 
-tem espessura homogênea em todas as faces da coroa, terminando de forma 
abrupta no colo 
 
-leva de 2 a 3 anos para ser concluída 
Vitória Silva 
 
 -atraso ou antecipação de 6 meses é considerado normal para cada criança 
- o momento exato de irrupção não é tão importante quanto a sequência cronológica 
-dentes dentem a surgir aos pares, logo uma assimetria deve ser investigada 
-espaços interproximais estão presentes na maioria das crianças e são necessários para o 
correto alinhamento adequado da futura dentição 
-incisivos centrais inferiores incisivos centrais superiores incisivos laterais superiores 
incisivos laterais inferiores 1º molar superior 1º molar inferior canino sup canino 
inferior 2º molar inferior 2º molar superior 
 
ANATOMIA GERAL 
-forma da coroa dos incisivos e caninos decíduos copia a forma dos permanentes 
-coroa mais curta 
-coroas mais estreitas na junção amelocementária, parecendo que são mais volumosas 
 -dentes expulsivos 
-dentes anteriores possuem a coroa mais desviada em V 
 
-pontos de contato mais largos e mais plano que na dentição permanente 
-raízes dos molares alargam-se um pouco mais à medida que se aproximam do ápice 
radicular 
-forame apical mais amplo, canais radiculares acessórios mais numerosos e volumosos 
-câmaras pulpares quanto cornos pulpares são relativamente mais amplos em comparação 
aos permanentes 
-cornos pulpares mais próximos da superfície externa e câmaras pulpares mais superficiais 
 -risco de exposição pulpar aumentado 
-dentina decídua mais fina 
-importância de manter aberto o espaço no arco dental para irrupção dos dentes 
permanentes 
 
INCISIVOS 
-assemelham-se aos seus sucessores permanentes 
-crista cervical mais proeminente nas faces vestibular e lingual 
-mesma posição no arco, função e formato geral 
Vitória Silva 
 
51 e 61 
-maior dimensão mesiodistal que 
cervicoincisal 
 -mais gordinho 
-contornos mesial e distal mais 
arredondado 
-não possuem mamelões 
-não apresentam depressão de desenvolvimento e não há fosseta evidente na face lingual 
-cíngulo e cristas marginal mais proeminente e fossa lingual mais profunda 
-raiz única, arredondada e afilada até o ápice 
-comprimento da coroa maus longa que o incisivo permanente 
 
52 e 62 
-semelhante ao central, porém menor 
-maior no sentido cervicoincisal que mesiodistal 
-ângulos incisais mais arredondados em 
comparação aos centrais 
-raiz mais longa (central) e proporcional a coroa 
-ápice mais agudo 
 
71 e 81 
-parece mais com o lateral decíduo do que 
qualquer outro incisivo 
-bastante simétrico 
-não possui grande constrição amelocementária 
-coroa diminui uniformemente a partir das áreas 
de contato em direção apical 
-face lingual mais lisa e estreita em direção ao cíngulo 
-cristas marginais menos pronunciadas que sup decíduos 
-fossa lingual rasa 
-mais largo no sentido vestíbulo-lingual que seu sucessor 
-raiz única, delgada e longa 
-face vestibular e lingual arredondadas e faces proximais achatadas 
 
 
 
Vitória Silva 
 
 
72 e 82 
-formato semelhante ao central inferior 
-coroa mais larga que o lateral 
-cíngulo mais desenvolvido e fossa lingual é 
ligeiramente mais profunda que a do incisivo 
central 
-margem incisal se inclina distalmente sendo mais 
arredondado 
-coroa não é tão simétrica quanto do incisivo 
-raiz pode exibir uma curvatura distal em seu terço apical 
 
53 e 63 
-cúspide relativamente mais longa e mais 
pontiaguda 
-contornos mesial e distal são mais 
arredondados 
-inclinação mesial da cúspide e mais longa que 
que a aresta distal 
-cíngulo bem desenvolvido assim como crista lingual e marginal 
-crista lingual se estende do cíngulo até o ápice da cúspide e divide a face lingual em duas 
fossas rasas 
-coroa possui formato de diamante 
-raiz duas vezes mais longa que a coroa, mais delgada que a raiz do seu sucessor e 
inclinada distalmente 
 
73 e 83 
-assemelha-se com superior 
-menor no sentido vestibulolingual 
-face lingual mais lisa que o superior 
-raiz longa, estreita e possui 2x o comprimento da 
coroa 
 
MOLARES 
-funcionam por aproximadamente 9 anos 
-mesa oclusal mais estreita no sentido vestibulolingual que um permanente 
-faces livres mais planas 
Vitória Silva 
 
-anatomia oclusal não é tão pronunciada 
-bulbo radicular curto, raízes se ramificam a curta distância da coroa 
54 e 64 
-contornos mesiais e distais arredondados 
-bossa vestibular proeminente 
-contorno vestibular está localizado no terço 
cervical, na lingual no terço médio 
-4 cúspides 
-mesiais são maiores 
-3 cúspides 
-distolingual ausente 
-sulcos em formato de H 
-número e posição de raízes igual ao sucessor 
-raízes mais delgadas e afastadas uma das outras 
 
55 e 65 
-maior que o primeiro molar 
-formato do primeiro molar permanente, porém 
menor em todas as dimensões 
-exibe cúspide de Carabelli, quinta cúspide menor 
 
74 e 84 
-bossa vestibular proeminente 
-aresta mesiolingual é mais arredondada que 
qualquer outra 
-quatro cúspides 
-duas raízes posicionadas de forma semelhante aos permanentes 
-tubérculo de Zuckerkandl: 
 
75 e 85 
-assemelha ao primeiro molar permanente 
-possui cinco cúspides 
-três cúspides vestibulares iguais 
-coroa com formato mais ovalado a partir da 
vista oclusal 
VitóriaSilva 
 
RADIOLOGIA EM ODONTOPEDIATRIA 
-efeitos teciduais são raros em odontologia devido as baixas doses utilizadas 
-efeitos estocásticos são aleatórios e não tem limiar para acontecer 
 -podem ocorrer em qualquer dose e gerar efeitos adversos 
-população de maior risco são jovens e crianças 
 -devido a maior expectativa de vida 
-não há níveis seguros, qualquer nível pode gerar efeito adverso 
-princípios de proteção: 
 -justificativa 
 -possível benefício produzido em relação aos riscos 
 -solicitar após exames físicos completos e avaliação de exames prévios 
 -indicação deve responder uma dúvida clínica especifica 
 -exames de rotina não são aceitáveis 
 -informações suficientes para determinar correta justificativa 
 -evidências de diferentes indicações na prática 
 -uso de tomografia computadorizada na odontologia infantil 
 
 -otimização 
 -mínima radiação possível sem prejudicar a qualidade das imagens 
 -gerenciar parâmetro de exposição e vestimentas 
 -ALADA (as low as diagnostically acceptable) 
 -adaptar o equipamento as necessidades de cada paciente 
 -redução de tempo e miliamperagem 
 -colimação retangular em periapicais 
 -receptores de imagem mais rápidos 
 -glândula tireoide sempre protegida 
 -limitação da dose 
 
-exames devem ser solicitados apenas quando há real necessidade 
-deve estar relacionada a anamnese atualizada 
-decisão para uma radiografia começa com a observação de um anormalidade e necessita 
de avaliação complementar 
-técnica deve ser específica e individualizada dependente de fatores como: 
 -idade 
 -tamanho da cavidade bucal 
Vitória Silva 
 
 -número de dentes 
 -capacidade de colaboração do paciente 
 
-abordagem socrática: profissional deve ser capaz de responder a 5 perguntas 
 -o que já foi feito? 
 -eu preciso? 
 -eu preciso agora? 
 -é a melhor alternativa? 
 -eu tenho uma hipótese clínica bem formulada? 
-revisar exames já realizados, exames irão agregar valor? Evitar investigações 
precoces, escolher exame com melhor ralação custo-beneficio e o que a imagem vai 
te responder? 
 
-uso do receptor de imagem mais rápido e compatível 
-colimação do feixe e tamanho do receptor 
-exposição adequada do filme e processamento correto 
-uso de proteção 
-limitar número de imagem 
-considerar benefícios x riscos 
 
RADIOGRAFIAS INTRAORAIS 
-adaptação das técnicas: considerar que o paciente não seja colaborativo 
 -nova tentativa, encaminhar para centro radiológico ou técnicas farmacológicas 
 
radiografias interproximais 
-acompanhamento longitudinal de lesões de cárie 
-qualidade do tto executado 
-indicadores de doença periodontal 
 
Radiografia periapical 
-radiografia interproximal não foi suficiente para o correto diagnóstico 
-lesões cariosas de envolvimento pulpar 
-dentes com potencial indicação de exodontia 
-necessidade de avaliação dente decíduo e germe do sucessor 
-dentes com mal formações anatômicas ou distúrbios de desenvolvimento 
Vitória Silva 
 
-dentes fundidos, microdentes, supranumerários, retardo na erupção do dente permanente 
 
RADIOGRAFIAS EXTRAORAIS 
Radiografia panorâmica 
-análise ampla dos arcos dentários 
-intolerância da criança a nenhuma técnica intraoral 
-lesões cariosas numerosas 
-colaboração da criança, que precisa ficar imóvel durante a execução 
 
Tomografia computadorizada 
-localização do elemento impactado, ectópico ou supranumerário 
-uso de menor tamanho de imagem (campo de visão) 
-avaliar risco de dose de radiação 
-minimizar a exposição do paciente a radiação 
-realização e interpelação de estudos por profissional habilitado 
-imagem resultante deve ser complementada por um relatório por escrito com interpretação 
dos achados 
-limitações: custo financeiro, maiores doses de radiação e movimentação do paciente 
durante realização do exame 
 
CÁRIE NA PRIMEIRA INFÂNCIA 
-cárie: doença dinâmica multifatorial, determinada pelo consumo de açúcar e mediada por 
biofilme que resulta no desequilíbrio entre processos de des e remineralização dos tecidos 
duros dentários 
-determinada por fatores biológicos, comportamentais e psicossociais relacionados 
ao meio 
-não é transmissível, patógeno não produz virulência, não satisfaz o postulado de 
Koch, patógeno está presente na saúde e etiologia microbiana não é diagnóstico da 
doença 
-cárie dentária não tratada afeta mais de 600 milhões de crianças no mundo 
-fatores de risco em comum com doenças não transmissíveis associadas com consumo de 
açúcar, doenças cardiovasculares, diabetes e obesidade 
-consumo de açúcar determina a produção prolongada de ácidos a partir de bactérias que 
se aderem no dente e uma mudança na composição da microbiota oral e pH do biofilme 
 -se mantido, as estruturas dentárias são desmineralizadas 
-matriz do biofilme tem função chave para preservação de patógenos, facilitando acúmulo 
e aderência microbiana a superfície dentária 
-reduzir a quantidade de açúcar sem redução da frequência não parece uma abordagem 
preventiva 
Vitória Silva 
 
-crianças amamentadas no peito foram menos afetadas por cárie em comparação as que 
utilizavam mamadeira 
-amamentação protege contra a cárie na primeira infância 
 
-cárie na primeira infância: presença de uma ou mais superfícies cariadas (cavitadas ou 
não), perdidas ou restauradas (devido á cárie) em qualquer dente decíduo em uma criança 
com menos de 6 anos de idade 
-outras nomenclaturas: cárie de peito, cárie de mamadeira, cárie rampante, early childhood 
caries, cárie precoce da infância, cárie severa da primeira infância 
-cárie na 1ª infância: 
 -levar a dor crônica 
 -infecções 
 -outras comorbidades 
 -impacta na qualidade de vida 
 -geralmente permanece não trata 
 -de progressão muito rápida 
 -acomete crianças numa idade tenra 
 -inicialmente observa-se superfície rugosa 
 -quebra ao longo da margem gengival 
 -incisivos superiores são os mais afetados 
-sequelas raras: 
 -celulite sub-orbital 
 -abcesso craniano 
 -febre recorrente 
 -otite 
Etiologia 
-influência materna (transmissão vertical mãe/bebê) 
-familiar 
-fatores socioeconômicos 
 
-manejo da CPI com educação dos pais, profissionais de saúde, agentes comunitários, 
políticas baseadas em evidência 
-avaliação do risco para estabelecer probabilidade de desenvolvimento de lesões 
 
-prevenção primária 
-conhecimento de pais, cuidadores e trabalhadores limitando consumo de açúcar 
livres e propiciando exposição diária ao flúor 
Vitória Silva 
 
-evitar uso de mamadeira no período noturno 
-evitar uso de mamadeira e aleitamento materno no período noturno em crianças 
menores de 12meses 
-escovas de cerda macia, cabeça pequena e deve ser realizada por pais e cuidadores 
 
-prevenção secundária: 
-controle efetivo de lesões iniciais antes da cavitação, aplicação de fluoretos e 
selantes 
-verniz: capaz de fazer uma camada de CaF2 sobre esmalte que serve como reserva 
mineral 
 
-prevenção terciária: 
 -paralização de lesões cavitadas e tto operatório preservando estrutura dentária 
 -dinaminofluoreto de prata 
 -ART: cimento ionômero de vidro de alta viscosidade 
 -fóssulas e fissuras susceptíveis a cárie são seladas 
 
RECOMENDAÇÕES 
-conscientização de pais, cuidadores e profissionais sobre CPI 
-limitar consumo de açúcar em alimentos e bebidas 
-escovar os dentes de todas as crianças 2x ao dia (mínimo de 1000ppm) 
-promover orientações preventivas no primeiro ano de vida por profissional de saúde 
 
TRATAMENTO NÃO INVASIVO E INVASIVO DA CÁRIE DENTÁRIA 
-espiral da morte 
-cárie primária cárie secundária perda de vitalidade infecção/fratura 
extração 
 
-odontologia de mínima intervenção: filosofia de cuidados odontológicos que abrange a 
prevenção e manejo da cárie dentária, na intenção de preservar o máximo de estrutura 
dentária sadia ou ao menos adiar a realização de tto mais invasivos com o objetivo de 
manter dentes funcionais ao longode toda a vida 
 -identificar anomalias 
 -prevenir e controlar 
 -tratamentos minimamente invasivos 
 -controle 
-perfil do núcleo familiar é preponderante na tomada de decisão e contribui para o sucesso 
de abordagens conservadoras 
Vitória Silva 
 
-tratamentos não invasivos 
 -controle da dieta 
 -controle do biofilme 
 -remineralização uso de fluoretos 
 
-tratamentos micro invasivos: condicionamento ácido ou tto de superfície que acarreta pera 
de micrometros de tecidos e/ou mudanças nas propriedades superficiais da estrutura 
dentária 
 -selantes 
 -infiltrantes 
 
-tratamentos invasivos: remoção de estrutura dentária associada a restauração 
 -restaurações 
 
-intervenções mistas 
 -tratamento não restaurador da cárie 
 -técnica de Hall 
 
*não pode haver necrose ou pulpite irreversível 
 
Diagnóstico 
-método visual 
-método radiográfico (evitar sobre tratamento) 
-ativa ou inativa 
-cavitada ou não cavitada 
-profundidade da lesão 
-sintomatologia 
 
Controle da dieta 
-diário alimentar 
-frequência do consumo de açucares 
 -frequência e mais importante que quantidade na cárie 
 
Controle do biofilme 
-evidenciadores de placa 
-uso de dentifrícios 
Vitória Silva 
 
-não se usa gel em crianças menores de 6 anos pois a risco de deglutição 
-vernizes são mais seguros apesar de maior concentração de fluoreto e é utilizada uma 
pequena quantidade 
-vernizes aderem à superfície e apresentam substantividade de 12 horas, funcionando como 
um reservatório que é liberado lentamente 
 
Remineralização 
-escovação supervisionada pelos pais 
-dentifrícios de 1000ppmF 
-2x ao dia 
-verniz de flúor 
 -fosfopeptídeo de caseína (CPP) 
-formação de um reservatório de íons de cálcio e fosfato biodisponíveis que 
mantem um estado de supersaturação em relação ao esmalte 
 -caseína é proteína do leite, crianças alérgicas não podem utilizá-lo 
 -aumenta pH (produção de amônia) 
 -inibe adesão bacteriana a superfície dentária 
 -retarda a formação de biofilme 
 -fosfato de cálcio amorfo (ACP) 
 -promove remineralização 
Cariostático 
-diamino fluoreto de prata 38% 
-solução com fluoreto, prata iônica e amônia 
-atua impedindo o desenvolvimento e progressão da lesão 
-eficaz em lesões de cárie em esmalte de superfícies oclusais 
-boa eficácia, fácil aplicação e baixo custo 
-escurecimento da superfície dentária e tecidos moles adjacentes 
-previamente a aplicação: proteção da gengiva e região oral com vaselina 
 
Intervenção mista 
-selante 
 -interrupção e reversão de lesões oclusais de dentes permanentes 
 -barreira mecânica entre superfície dentária e biofilme 
 -requer manutenção clínica do material selador 
 -resinoso 
 -ionomérico 
Vitória Silva 
 
-taxa de sobrevivência do selante é menor que restaurações, caso selante seja 
perdido existe chance de progressão da lesão 
-ICDAS 3, 4 e 5 (até 3mm) 
-ICDAS 4 exame radiográfico para acompanhamento 
-infiltração: 
-duas sessões clínicas necessárias 
-uma para garantir acesso e outra para aplicação 
-Icon, ácido clorídrico que penetra nas porosidades do corpo da lesão cariosa por 
meio de forças capilares, preenchendo seu interior e formando uma barreira 
mecânica que impede penetração de ácidos bacterianos no local 
-material permanece dentro da lesão, 
diferente do selamento que o material fica 
superficial a lesão 
 
 
 
 
 
 
 
 
Técnica de Hall: 
-nada de tecido cariado é removido 
-lesão de cárie é selada usando-se coroa de aço cimentada com CIV 
-anestesia local não é necessária 
-nenhum preparo cavitário é necessário 
-boa aceitação pelo paciente infantil e familiares, 
rápido e indolor 
-colocação de borrachas ortodônticas separadoras 
para separação dentária e colocação de uma coroa 
de aço cujo tamanho deve recobrir toda a coroa do 
dente, exercendo pressão na região cervical 
-dente pode ficar em desoclusão, entretanto é 
reestabelecida após 2 ou 10 dias 
 
 
 
 
 
Vitória Silva 
 
Tratamento não restaurador da cárie 
-crianças pequenas (menores de 4 anos) - tto não invasivos previnem ou ao menos 
postergam tto mais invasivos e ameaçadores para quando criança tiver condições de 
cooperar 
-crianças que tenham muito medo do tto restaurador convencional – este pode ser 
postergado ou nem necessário (idade dependente) 
-crianças (8-9 anos ou mais) com muitas lesões ativas na dentição decídua, com o objetivo 
de prevenir o tto restaurador até esfoliação 
-para crianças em vulnerabilidade sociais cujo tto convencional é precário 
-preservar dentes decíduos em boca até esfoliação 
-evitar ou postergar tto restaurador 
-controlar progressão da cárie radicular 
-evita ou reduz o medo e ansiedade da criança 
-aumenta confiança da criança no profissional 
-uso de lixa de acabamento: desgaste da lesão proximal bem como esmalte desmineralizado 
dos incisivos centrais superiores para se criar espaço 
-melhoria da higienização bucal por parte do paciente, terapia de suporte 
 
Lesões de cárie em dentina 
-zona necrótica e contaminada dentina amolecida 
-zona desmineralizada  dentina courácea 
-zona translúcida  dentina firme 
-dentina saudável dentina dura 
-métodos de remoção: 
 -brocas convencionais 
 -instrumentos manuais 
 -brocas de polímero 
 -YAG laser 
-velocidade de remoção: brocas de aço brocas de polímero instrumentos 
manuais laser 
-priorizar escavação manual 
-dentina amolecida pode ser deixada quando próxima a polpa para não exposição 
pulpar 
 
Seleção do material restaurador 
-decíduos: ionômero de vidro, coroa de aço e compômeros 
-comparar materiais restauradores 
-devem ser considerados: alívio da dor, sobrevivência e estética 
Vitória Silva 
 
-para os parâmetros avaliados não há diferença estatística entre desempenho clínico 
-não há evidência para se fazer recomendação sobre qual material restaurador a ser 
utilizado 
 
-isolamento absoluto: 
 -grampos 
 -lençol de borracha 
 -arco de Young 
 -perfurador de lençol 
 -pinça porta-grampos 
 -fio dental 
-isolamento relativo 
 -mordedor infantil 
 -roletes de algodão 
 -sugador 
 -abridor bucal de Molt 
 -auxiliar sempre fica responsável por garantir isolamento 
Ionômero de vidro 
-alta viscosidade 
-capsulado 
 
ART 
-remoção seletiva do tecido cariado 
-limpeza da superfície dentinária 
-lavagem e secagem da cavidade 
-inserção do material restaurador 
-compressão digital 
-ajuste oclusão e remoção do 
excessos 
-proteção da superfície 
 
-amálgama 
-compômero 
-bulk-fill 
-ciomers 
 
Vitória Silva 
 
ANESTESIOLOGIA EM ODONTOPED 
-dor: experiencia sensorial e emocional desagradável, associada a uma lesão real, potencial 
ou descrita nos termos dessa lesão 
 -sensorial: nocicepção, que é a sensação dolorosa propriamente dita 
 -emocional: subjetiva, que é baseada em experiências individuais 
*crianças podem não saber distinguir dor, de desconforto, desagrado ou descontentamento 
-dor pode ser desencadeada por sinais sonoros, por estímulos táteis e visuais 
-medo subjetivo, situações novas 
-prevenir a dor durante procedimentos odontológicos concretiza a relação cirurgião 
dentista-criança-família 
-controle da dor diminui medo e ansiedade 
 
Anestesia local 
-perda temporária de sensação ou de dor, produzida por um agente topicamente aplicado 
ou injetado sem deprimir o nível de consciência 
-limiar de dor de crianças é menor 
-prevenir a dor 
-anestésico local: droga que promove o bloqueio reversível de potenciais de ação 
responsáveis pela condução nervosa, quando aplicada localmente, em concentração 
adequada 
-agem na membrana nervosa reduzindo o permeabilidade dos canais iônicos aos 
íons de Na+ 
 -início do potencial de ação, reduzindo o potencial de ação 
 -agem gerando perda da sensibilidade a dor, a temperatura e ao toque 
-agem no SNC e sistema cardiovascular, deprimindo o SNC 
-vasodilatação periférica através do relaxamento da musculatura lisadas paredes 
dos vasos sanguíneos 
-propriedades desejáveis: não deve ser irritante aos tecidos, não devem causar 
qualquer alteração permanente da estrutura nervosa, toxicidade sistêmica baixa, 
eficácia, início de ação rápido e duração da ação suficiente para a conclusão do 
procedimento 
-tempo de duração da ação: grau de afinidade proteica, presença de vasoconstritor, 
variação individual na resposta a droga, variações anatômicas, precisão na adm da 
droga, condição local dos tecidos 
-éster: procaína, benzocaína e tetracaína 
-amida: lidocaína, mepivacaína, prilocaína, articaína e bupivacaína 
-anestésicos de curta duração: sem vasoconstritor 
-anestésicos de longa duração: bupivacaína e adrenalina (não utilizado) 
-anestésicos de média duração: lidocaína, mepi, prilo e arti associadas a um 
vasoconstritor 
Vitória Silva 
 
*maior o tempo de duração do anestésico maior a chance de lesão por mordedura 
Doses recomendadas e doses máximas de anestésicos locais 
-deve-se saber a dose máxima, quantidade de mg de anestésico dentro do tubete, massa 
corporal da criança, e em anestésicos locais sem vasoconstritor, reduzir a dose 
recomendada em 30% 
-não usar articaína em crianças menores do que 4 anos pois não há evidencia clínica em 
crianças pequenas 
 
-sempre aproximar para menos o número de tubetes, pois você não consegue mensurar 0,2 
tubete 
-não é necessário aplicar a dosagem máxima em toda criança 
 
Técnicas anestésicas 
Anestesia tópica 
-preparo da mucosa para receber a anestesia 
-diminui ou suprime a dor no momento da puntura da agulha 
-usar um algodão maior que a quantidade de anestésico tópico 
 -mesmo que seja um sabor agradável, não queremos que se espalhe pela boca 
-observar a mucosa enrugada (sinal clínico do efeito do anestésico tópico) 
-a agulha extracurta (anterior superior) ou curta 
 
Anestesia infiltrativa 
-bisel voltado para o osso 
-agulha perpendicular ao longo eixo do dente 
-anestésico precede o caminho da agulha 
 
Anestesia transpapilar 
-agulha perpendicular a papila interdental 
Vitória Silva 
 
-desviando da crista óssea 
-chegando na parte lingual e palatina para preceder a palatina 
Anestesia bloqueio no NAI 
-insensibilidade dos dentes inferiores decíduos e permanentes, lábio inferior, tecido ósseo e 
mucosa da mandíbula 
-difere dos adultos devido a características anatômicas 
-ramos ascendente mais curto 
-em crianças menores de 4 anos, o forame mandibular se localiza abaixo do plano oclusal 
 -leve inclinação 
-não promove anestesia do nervo bucal, complemento do nervo bucal 
 
*crianças que não possuem o primeiro molar permanente: dar prioridade a anestesia 
infiltrativa 
 -se já estiver erupcionando, utiliza-se o bloqueio 
 -maior permeabilidade óssea 
 
*criança com o 1º molar permanente: dar prioridade ao bloqueio do NAI 
 
Anestesia peridentária ou intraligamentar 
-anestesia mais rápida e eficaz, quando as técnicas de bloqueio ou infiltrativa falharam na 
obtenção de anestesia adequada 
-técnica complementar 
-pressão maior na Carpule 
-agulha ao longo eixo do dente 
 
Anestesia intrapulpar 
-utilizada na endodontia 
-aplicar anestésico diretamente na polpa do dente através de uma injeção sob pressão 
-usada muitas vezes em caso de grande extensão de inflamação e a anestesia infiltrativa 
não faz efeito 
-é uma anestesia extremamente dolorosa 
-técnica complementar 
 
Anestesia pterigomandibular 
-anestesia de molares inferiores decíduos e permanentes inferiores 
-intervenções no tecido ósseo inferior e lábio inferior 
-bloqueia o NAI, lingual e pode bloquear o bucal 
Vitória Silva 
 
-indireto: bloqueia os três nervos 
-direto: bloqueia NAI e lingual 
 
Cuidados 
-tecido elástico tracionar 
-tecido fibroso pressionar 
-injetar líquido lentamente 
-anestésico precede o avanço da agulha 
-em caso de reação negativa, NÃO remover a agulha 
-palavras proibidas: dor, arrancar, sangue, picadinha, injeção, agulha... 
-trabalhar sempre com ponto de apoio 
-mordida pós-anestésica, hematoma, fratura da agulha, parestesia e reações alérgicas 
-estabilizar a cabeça e estar atento a movimentos bruscos 
-evitar mostrar a agulha 
-falar continuamente com a criança 
 
CIRURGIA EM ODONTOPED 
-mesmos princípios cirúrgicos da cirurgia em adultos 
-aspectos anátomo-fisiológicos (relação raiz/germe do permanente, rizólise assimétrica, 
osso maleável (instrumentos manuais), fase de crescimento) 
-aspectos psicológicos (pais e pacientes) 
-preparo para a cirurgia 
-tomar cuidado com a luxação dos dentes 
 
-assepsia e antissepsia 
-informar a criança sobre o uso do EPI 
 -se apresentar a criança anteriormente a paramentação 
-solicitação de parecer médico ou resumo de prontuário médico 
-perfil psicológico da criança e dos pais/acompanhantes 
-informar a criança e aos pais sobre o procedimento 
 -com o pais longe da criança, preparar sobre a não colaboração 
-TCLE 
 
Dicas práticas 
-evitar imediata paramentação 
Vitória Silva 
 
-evitar visualização da mesa clínica (deixar a mesa pronta e cobrir instrumentais com campo 
cirúrgico) 
-posicionar adequadamente o paciente e se posicionar ergonomicamente 
 -sentados 
-não quebrar a cadeia de biossegurança 
-não mostrar seringas, agulhas e instrumental cirúrgico para a criança 
-não usar palavras como dor, agulha, seringa, sangue 
-evitar ao máximo a visualização de sangue pela criança 
-atuar de forma serena 
 
CIRURGIAS REALIZADA EM TECIDOS DUROS 
-exodontia de dentes decíduos 
-mesmos princípios dos dentes permanentes, lembrar as diferenças anatômicas 
 
Indicações: cárie extensa com impossibilidade de restauração, retenção prolongada no 
arco, raízes residuais, lesão periapical extensa, alvéolise (reabsorção da tábua óssea 
vestibular com exposição da raiz do dente decíduo) rizólise irregular, dentes anquilosados, 
indicação ortodôntica 
 
-quando se observa a rizogênese do dente sucessor com 2/3 ou mais e o dente decíduo 
continua no arco, deve-se realizar a exodontia 
 
Instrumental 
-seringa Carpule 
-sonda exploradora 
 
-pinça clínica 
 
-espelho bucal 
-espátula 7 (atua como Sindesmótomo) 
Vitória Silva 
 
-fórceps infantis (1, 18D, 68) 
 -1: dentes anteriores 
 -18D: universal – molares 
 -68: restos radiculares 
-tesoura clínica reta 
-alavancas seldin infantis 
-porta-agulha 
 
Fórceps 
-sequência: anestesia, sindesmotomia, luxação, extração 
 -não se realiza curetagem alveolar e nem irrigação do alvéolo com soro 
 -sutura pode ou não ser realizada, grau de rizólise do dente decíduo 
-técnica: apreensão junto ao colo dentário, mordentes paralelos ao eixo longitudinal 
-indicação: coroas cuja resistência tecidual comporta a apreensão pelo instrumento, 
técnica complementar após odontossecção ou osteotomia 
-dentes monorradiculados: leve movimento para vestibular, seguido de rotação mesial e 
avulsão 
-molares: proteção com gaze pois é um dente extremamente expulsivo e pode escapar na 
boca da criança 
 -movimentos bidigital com movimentos vestibulares e linguais/palatinos 
 
Acidentes 
-fratura de raiz do decíduo: acesso fácil-remover imediatamente; acesso difícil não 
remover 
-avulsão ou deslocamento do germe permanente: colocar imediatamente dentro do alvéolo 
e suturar os bordos gengivais 
-risco de aspiração 
Dentes supranumerários 
-mais comuns na dentição permanente 
-pré-maxila: mesiodens 
-podem ou não irromper 
-suspeita: retardo da erupção dos incisivos superiores permanentes (com ou sem retenção 
prolongada dos incisivos decíduos) erupção ectópica dos incisivos superiores permanentes 
 -devem ser retirados: 
-retido: preferentemente após completa formação das raízes dos incisivos 
permanente que os cercam 
 -erupcionado: imediatamente 
Vitória Silva 
 
-inversão da coroa: busca de eixo de erupção nasal e sinusal, cirurgia antecipada e 
mais complexa 
 
CIRURGIA EM TECIDOS MOLES 
 
Ulotomia e ulectomia-objetivo: remover obstáculos gengivais na erupção dos dentes permanentes 
-indicações: fibrose gengival (uso de medicamentos ou traumas constantes) 
-dentes parcialmente erupcionados 
-erupção lenta 
-pericoronarite 
-ulotomia: incisão na gengiva com imediata exposição do bordo incisal ou da superfície 
oclusal, incisão: sindesmotomia 
-ulectomia: exérese do tecido gengivo-fibroso (retirada de tecido) , em incisões elípticas 
(anteriores) , circulares ou ovais (posteriores) para permitir a exposição do bordo 
incisal/oclusal, incisão sindesmotomia 
-podem ser realizada com bisturi ou laser 
-não são técnicas indicadas para dentes retidos intraósseos 
 
Frenectomia labial superior 
-indicada como prevenção do diastema interincisvo durante erupção dos incisivos laterais 
e caninos permanentes superiores 
-freio hipertrófico: inserção baixa com diastema exagerado e retração gengival 
 
Anquiloglossia 
-desenvolvimento anômalo da língua, caracterizado por freio curto e rígido, resultando em 
limitação de movimentos 
-pode causar dificuldade de amamentação, fonação e deglutição 
-frenotomia/frenectomia 
- frenotomia: corte com tesoura e anestesia tópica em bebês 
 -somente incisão do freio sem necessidade de remoção do tecido 
-frenectomia: em crianças de maior idade, dois movimentos (encosta na palatino dos 
anteriores sup e extrusão da língua), mais complexo, há necessidade de remoção de tecido 
 
Recomendação pós-operatórias 
-alertar sobre mordida pós-anestésica 
-dieta líquida e pastosa para cirurgia mais traumáticas 
Vitória Silva 
 
 -raridade em odontoped 
-avaliar a real necessidade de atestado da criança 
-manutenção da higiene bucal 
TRAUMATISMO EM DENTES DECÍDUOS ANTERIORES 
 
Considerações iniciais 
-urgência 
 -quanto mais rápido o diagnóstico maior o prognóstico 
-profissional tranquilo, confiante e seguro 
-profissional capacitado 
 -conhecimento, habilidade e instrumentos 
-proximidade entre o dente decíduo e o germe do dente permanente 
-traumatismos podem gerar sequelas nos dentes permanentes 
 -dentes impactados, distúrbios de erupção, má formação dentária, hipoplasias 
-motivação e conscientização dos pais 
 -higiene e acompanhamento do caso (trauma nunca é apenas uma sessão) 
-estabelecer função, estética e aspecto emocional 
-particularidades anatômicas, fisiológicas e psicológicas 
 
Fatores predisponentes 
-curiosidade 
-cabeça maior que o corpo 
-imprudência 
-desenvolvimento neuromotor 
-atividades de lazer 
-esportes 
 
Etiologia 
-sobrepeso/obesidade 
-overjet acentuado 
-sonolência diurna 
-relação com traumas anteriores 
 -traumas podem ocorrer no mesmo dente várias vezes 
-afeta a qualidade de vida das crianças 
 
Vitória Silva 
 
Epidemiologia 
-lesão bucais em crianças de 0 a 6 anos são 18% de todas as lesões físicas 
-ocorrem mais em dentes decíduos (22,7%) 
-na faixa etária dos 2 aos 6 anos 
-não há diferença entre gêneros 
-incisivos centrais superiores são os dentes mais afetados 
-lesão mais frequente aos tecidos periodontais 
 -tecido ósseo é mais maleável, logo lesões ósseas são mais raras 
 
Manejo 
-muitas vezes pode ser a 1ª visita ao dentista 
-minimizar a ansiedade da criança 
-angustiante 
-manejo mais difícil, entretanto deve ser realizado 
 
Diagnóstico 
-história médica 
-estado de saúde geral da criança 
-experiencia odontológica 
-idade do paciente 
-atendimento prévio do trauma 
-anamnese mais rápida 
-quando? Onde? Como? 
-oclusão 
 -mastigar, tomar líquidos 
-alterações neurológicas 
 -sangramento via nasal, perda de consciência 
-sensibilidade 
 -dentina exposta 
 
Maus tratos 
-verificar se o relato dos pais condiz como o trauma aconteceu 
 
Vacina antitetânica 
-em casos de locais contaminados, verificar se a vacinação da criança está em dia 
Vitória Silva 
 
-há necessidade de prescrição de antibiótico para aquela criança 
 
Exame clínico extrabucal 
-contusão hematoma 
-laceração  corte 
-abrasão roxo mais arranhado 
 
Exame clínico intrabucal 
-teste de sensibilidade não é realizado 
 -criança pode confundir 
-teste de mobilidade, cor, sensibilidade a pressão manual 
-tecidos moles 
 -lacerações e hematomas 
 
Exame radiográfico 
-dente envolvido 
-dentes adjacentes 
-dente antagonista 
-pode ser periapical ou oclusal modificada 
-bilateral para grau de deslocamento alveolar 
-observar: 
 -grau de deslocamento dentário 
 -posição de dentes não erupcionados 
 -presença de fragmentos dentários ou outros corpos estranhos nos tecidos moles 
 -relação do dente decíduo traumatizado com o permanente sucessor 
 -fraturas radiculares e/ou alveolares 
 -estágio da raiz em desenvolvimento 
 -dimensão da câmara pulpar (extensão da fratura coronária) 
 -radioluscências periapicais 
 -reabsorção internas e/ou externas 
 
Lesão dos tecidos dentários duros e da polpa 
 
Instrução aos pais/paciente 
-remoção de hábitos 
Vitória Silva 
 
 -sucção não nutritiva 
-higienização 
 -cotonete ou algodão e bochecho com clorexidina a 0,12% 2x ao dia por uma semana 
-retorno da função normal da oclusão 
 -realizada com cuidado e deve ser o mais rápido possível 
-cuidado ao comer 
Perda de estrutura dentária 
A) Fratura de esmalte 
-fratura envolve apenas esmalte 
-nenhuma radiografia recomendada 
-alisamento das bordas afiadas 
-instrução aos pais e paciente 
-não necessita de nenhum tipo de acompanhamento 
 
B) Fratura de esmalte e dentina 
-envolve esmalte/dentina sem exposição pulpar 
-fragmento deve ser localizado, pode ter sido ingerido 
-radiografia inicial opcional 
-radiografia dos tecidos moles quando houver suspeita de fragmento 
-restaurar com CIV ou resina composta 
-instrução aos pais e paciente 
-acompanhamento clínico de 6 a 8 semanas 
-radiográfico se houver suspeita de patologia 
-retorno se o prognóstico do dente for desfavorável 
 
C) Fratura complicada de coroa 
-fratura envolve esmalte/dentina (polpa exposta) 
-radiografia periapical (filme) ou oclusal modificada (filme 2) 
-radiografia de tecidos moles: suspeita de fragmento 
-pulpotomia parcial ou cervical 
-consulta de emergência: nenhum tto 
-instrução aos pais e paciente 
-acompanhamento clínico: 1 semana, 6 a 8 semanas e 1 ano 
-radiográfico: após 1 ano, suspeita de alguma patologia 
-retorno: prognóstico desfavorável 
 
D) Fratura corono-radicular 
-envolvem o esmalte, a dentina, o cemento e eventualmente a polpa 
-radiografia periapical (filme 0) ou oclusal modificada (filme 2) 
-consulta de emergência: nenhum 
-se for restaurável: CIV ou pulpotomia/pulpectomia 
-não restaurável: exodontia 
-instrução aos pais e paciente 
-acompanhamento clínico de uma semana, 6-8 semanas e um ano 
-acompanhamento radiográfico se houver suspeita de alguma patologia 
-retorno em caso de prognóstico desfavorável 
-fratura muito próxima do nível ósseo: exodontia 
 
E) Fratura radicular 
-pouco comum em decíduos 
-devido a maleabilidade do tecido ósseo 
-elasticidade dos tecidos periodontais 
Vitória Silva 
 
-raiz curta e processo de rizólise 
-reparo da linha de fratura: deposição de tecido mineralizado, deposição de tecido 
ósseo e deposição de calo fibroso 
-pode ter interferência com o germe do dente permanente 
-radiografia periapical ou oclusal modificada 
-se não houver deslocamento nenhum: reposicionamento espontâneo 
-deslocamento grande e mobilidade: exodontia ou reposicionamento + contenção 
 -em caso de exodontia, apenas o fragmento coronário deve ser retirado, apical 
 pode interferir no germe do dente permanente 
-acompanhamento não deslocado: 1 semana, 6 a 8 semanas e um ano 
-reposicionado: 1 semana, 4 semanas, 8 semanas e 1 ano 
 -até a erupção do sucessor 
-acompanhamento radiográfico: após 1 ano 
-retorno se o prognóstico for desfavorável 
 
F) Fratura alveolar 
-envolve osso alveolar 
-mobilidade e deslocamento do segmento com os dentes 
-interferência oclusal 
-radiografia apical ou oclusal modificada-radiografia lateral: relação entre dentições ou mostrar se está por vestibular 
-linhas de fratura em qualquer nível deve ser realizada a radiografia 
-reposicionamento + contenção por 4 semanas 
-clínico: 1 semana, 4, 8, 1 ano e até 6 anos de idade 
-radiográfico: 4 semanas, após um ano com suspeita de alguma patologia 
 
lesões traumáticas em tecidos periodontais 
-cementoblastos reabsorção apical externa 
 -causa: tto ortodôntico, lesão periapical, trauma oclusal, dentes inclusos 
-restos epiteliais de Malassez reabsorção por substituição 
 -causa única: traumatismo dentário 
-odontoblastos reabsorção interna 
 -causa única: traumatismo dentário 
 -anquilose 
-junção amelocementária reabsorção cervical externa 
 -causas: traumatismo dentário e clareamento interna 
-a causa das reabsorções dentárias são locais e nunca hereditárias 
 
A) Concussão 
-trauma leve 
-ruptura do ligamento periodontal 
-tecido sensível ao toque e mastigação 
-radiograficamente: não há nenhuma alteração 
-pode ser subdiagnosticado 
 -criança não consegue relatar 
-tto: observação e instrução 
-clínico em uma semana, 6-8 semanas e radiográfico se suspeita de patologia 
Vitória Silva 
 
 
B) Subluxação 
-maior ruptura de fibras do LP 
-sangramento via sulco 
-diagnostico puramente clínico 
-dente sensível ao toque com mobilidade, mas não deslocado 
-radiografia periapical ou oclusal modificada 
-espaço do P normal ou levemente espaçado 
-tto: observação e instrução 
-acompanhamento clínico em 1se, 6-8sem e até erupção do permanente 
-acc radiográfico apenas em suspeita de patologia 
 
 
C) Luxação lateral 
-mais complexo 
-ruptura do tecido ósseo alveolar 
-radiografia: LP bem espesso (principalmente por oclusal) 
-reposicionamento: leve extrusão para retirar dente que está preso na tábua óssea 
vestibular e refazer o posicionamento dentro do alvéolo 
-dente deslocado vestibularmente ou palatinamente 
-sem mobilidade, com interferência oclusal 
-radiografia periapical ou oclusal modificada 
-sem interferência oclusal: reposicionamento espontâneo 
-deslocamento severo: exodontia ou reposicionamento + contenção 
-instrução aos pais e paciente 
-acc clínico em 1semana, 6-8 semanas e até erupção do dente permanente 
 
D) Luxação extrusiva 
-dente acima do plano oclusal 
-aumento do espessamento do LP 
-dente alongado com mobilidade excessiva 
-periapical ou oclusal modificada 
-sem interferência oclusal: reposicionamento espontâneo 
-mobilidade excessiva ou extruído > 3mm: exodontia 
-tto baseado na idade do paciente, cooperação, rizólise, higiene 
-acc clínico: 1sem, 6-8sem e até erupção 
 
E) Luxação intrusiva 
-lesão muito severa 
-esmagamento do feixe vásculo nervoso 
-sequelas na dentição permanente 
-radiografia periapical do dente, se estiver encurtado significa que a coroa foi pala 
palatina e a raiz para vestibular 
-se estiver alongado: coroa foi para vestibular e a raiz para palatina 
-aguardar o reposicionamento do dente intruído 
-deslocamento através da tábua óssea vestibular 
-o dente pode ou não desaparecer e pode ser palpado ou não 
-´reposicionamento espontâneo acontece em 6 meses ou um ano 
-encaminhamento a equipe especializada 
 
F) Avulsão 
-deslocamento total para fora do alvéolo 
-localizar o dente perdido 
-verificar risco de aspiração 
-avaliação do dente permanente envolvido 
Vitória Silva 
 
-não se reimplanta dentes decíduos 
-acc: 6-8 semanas e até a erupção do permanente 
 
Consequências 
-obliteração pulpar 
-hemorragia pulpar 
-reabsorção interna 
-reabsorção por substituição 
-anquilose 
-necrose pulpar 
-descoloração coronária: tto endodôntico necessário se houver sinais de infecção 
-hipoplasia de esmalte e odontoma 
-hipocalcificação do esmalte 
-alteração de cor 
-distúrbios de erupção 
-dilaceração radicular, coronária 
-indivíduos com trauma em dentes decíduos tem mais distúrbios de desenvolvimento nos 
sucessores permanentes 
-quanto mais jovem a criança no momento do trauma, mais frequente e mais grave são as 
sequelas nos sucessores permanentes 
-traumas mais severos (instrução e extrusão) estão associados a transtornos no 
desenvolvimento mais severos 
 
TRATAMENTO ENDODÔNTICO EM DENTES DECÍDUOS 
-área de tto mais controversa em odontoped 
-grande número de lesões de cárie com comprometimento pulpar 
-prevalência elevada de traumatismo em crianças 
-dentina e polpa são o mesmo tecido em estágios diferentes, dessa forma, qualquer estímulo 
que atinja dentina, atinge polpa 
 
Objetivo 
-manutenção dos dentes decíduos no arco até o período de sua esfoliação fisiológica 
-comprovação clínica e radiográfica da remoção dos processos patológicos 
-planejamento da recuperação anatomofuncional dos dentes comprometidos 
 
Importância dos dentes decíduos 
-respiração 
Vitória Silva 
 
-mastigação 
-fonação 
-estética 
-oclusão na dentição permanente 
 
Ciclo vital dos dentes decíduos 
-curto 
-fases de crescimento: 
 -erupção 
 -completa formação radicular 
 -rizólise 
-tempo de vida da polpa dos dentes permanentes: 
 -crescimento do órgão pulpar (rizogênese) 
 -maturação pulpar (raiz completa) 
 -regressão pulpar (rizólise) 
-o potencial reparador da polpa ocorre até 2/3 de rizólise 
 -contraindicação de tto conservador 
 
Histologia da polpa de dentes decíduos 
-semelhante àquela de um dente permanente 
-constitui-se de célula, substância intercelular, fibras colágenas e reticulares, vasos 
sanguíneos, linfáticos e nervos 
-desempenha funções básicas próprias de um tecido conjuntivo frouxo 
-atividade comprovada de odontoblastos 
-polpa jovem: + elementos celulares, - fibras 
-polpas senil: - elementos celulares, + fibras 
-reabsorção radicular: maiores modificações estruturais 
-fases da rizogênese e rizólise: maior atividade metabólica 
-reações da polpa à carie: semelhantes àquelas descritas para os permanentes 
 
Diferenças anatômicas 
-esmalte e dentina 
 -camadas mais delgadas 
 -camadas menos mineralizadas 
-maior diâmetro dos túbulos dentinários 
Vitória Silva 
 
 -maior permeabilidade 
-maior volume pulpar 
 -câmara pulpar ampla 
-cornos pulpares pronunciados  rápida progressão do processo carioso e exposição 
pulpar acidental ou durante o preparo 
-distância entre assoalho da câmara pulpar e furca pequena 
-dentina na área interna da furca delgada 
 -perfuração acidental ou por cárie 
-furcas e estruturas anexas 
 -presença de foraminas na furca (conexão com o periodonto) 
-patologia pulpar 
-bactérias e toxinas 
-difusão de medicamentos tóxicos 
-topografia dos canais radiculares 
 -formação complexa 
 -inúmeros canais acessórios 
-morfologia das raízes de molares superiores: 
 -raízes achatadas em forma de fita 
 -3 raízes 
-raízes de molares inferiores 
 -raízes achatadas em forma de fita 
 -2 raízes: mesial e distal 
 -canais podem se subdividir em nível apical 
-proximidade entre as raízes dos dentes decíduos e os germes dos dentes permanentes 
sucessores 
-incisivos e caninos permanentes se desenvolvem pela lingual dos antecessores e os pré-
molares entre as raízes divergentes dos molares decíduos 
 
Diagnóstico do estado de saúde da polpa 
-polpa normal 
 -polpa saudável 
-polpa alterada por: 
 -pulpite: reversível ou irreversível 
 -envelhecimento precoce: irreversível 
 -metamorfose cálcica: irreversível 
 -reabsorção interna: irreversível 
Vitória Silva 
 
-polpa com necrose por: 
 -séptica ou por liquefação: induzida por bactérias 
 -asséptica ou por coagulação por traumatismo 
-polpa hígida: 
 -clínico: lesão de cárie superficial 
-radiográfico: lesão de cárie até a metade externa da dentina, periápice e espaço 
interrradicular normais 
-dor: provocada por estímulo térmico, mecânico e químico 
-hiperemia 
 -clínico: lesão cariosa profunda, restauração defeituosa 
 -radiográfico: lesões de cárie profunda recidiva e/ou restauração defeituosa 
 -periápice e espaço interrradicular normais-dor: provada exacerbada por estímulos térmico (frio) 
-pulpite aguda: 
 -clínico: lesão de cárie profunda com ou sem exposição clínica da polpa 
 -restauração defeituosa 
 -radiográfico: lesão de cárie profunda recidiva e/ou restauração defeituosa 
 -espessamento do espaço periodontal e/ou reabsorção interna 
 -dor: espontânea, contínua, pulsátil, reflexa, comummente a noite 
 -sensível a percussão 
-necrose pulpar 
 -lesão profunda com ou sem exposição pulpar 
 -tecidos moles podem ter tumefação, abcesso ou fístula 
-radiográfico: reabsorção radicular patológica, rarefação óssea periapical ou 
interrradicular 
 -dor: espontânea ou provocada a apalpação, mastigação e sensibilidade a percussão 
-pulpite crônica hiperplásica 
 -clínico: lesão de cárie profunda, exposição e hiperplasia pulpares (pólipo) 
 -radiográfico: lesão de cárie profunda, periápice e espaço interrradicular normais 
 -dor: provocada a mastigação 
-alterações pulpares degenerativas: 
 -clínico: lesão de cárie profunda, com ou sem exposição clínica da polpa 
 -radiográfico: reabsorção interna, massas mineralizadas na câmara pulpar, e
 espessamento do LP 
 -dor: provocada por estímulos térmicos (calor) 
 
Vitória Silva 
 
Diagnóstico do estado de saúde da polpa 
-sinais e sintomas manifestados 
-pouco confiável 
-ciclo biológico característico esfoliação 
-anamnese exame clínico exame radiográfico 
Anamnese 
-saúde geral da criança 
-histórico de traumas 
-tto anteriores realizados 
-uso de analgésicos e antibióticos prévios 
 
História do paciente 
-dor provocada ou espontânea 
-hiperemia necrose 
-difícil em crianças muito pequenas 
 
Exame clínico 
-lesões de cárie 
-restaurações 
-alteração de cor e volume 
-fístulas 
-abcessos 
-testes de mobilidade 
-testes de percussão e de vitalidade em crianças se tornam complexos e pouco confiáveis 
 
Exame radiográfico 
-lesões de cárie 
-restaurações 
-espessamento do LP 
-áreas de radiolucidez 
-grau de reabsorção radicular 
 
 
Considerações prévias ao tto 
-grau de colaboração do paciente e motivação dos pais 
Vitória Silva 
 
-possibilidade de isolar o dente 
-estágio de reabsorção radicular 
-estágio de desenvolvimento do dente permanente 
-condição física do paciente 
 
Diagnóstico do estado de saúde da polpa 
-polpa saudável 
-pulpite irreversível e reversível 
-necrose pulpar 
 
TRATAMENTO CONSERVADOR 
terapia pulpar indireta 
 -deter o avanço do processo carioso 
 -promover a esclerose da dentina cariada remanescente 
 -formar dentina reparadora 
 -manter a vitalidade pulpar 
 -escavação gradativa, ART e capeamento em sessão única 
-indicações: 
-cárie profunda em dentes decíduos (metade da dentina) 
-dor tolerável, leve, associada a hiperemia pulpar reversível 
 -ausência de dor espontânea 
 -sem envolvimento direto do tecido pulpar 
-ausência de sinais sugestivos de inflamação irreversível da polpa e de reabsorções 
internas ou externas (não compatíveis com a rizólise 
-contraindicações: 
 -dor espontânea 
 -sinais e sintomas de pulpite irreversível 
 -mobilidade patológica 
 -alteração nos tecidos periodontais 
 -alteração periapical/interrradicular detectável radiograficamente 
-remoção seletiva do tecido cariado 
 -lesões rasas a médias: remoção seletiva até dentina firme 
 -lesões profundas: até dentina firme 
 -lesões muito profundas: até dentina amolecida 
-controle da progressão da doença com: sepultamento de bactérias, diminuição de 
substrato no meio bucal e ação antimicrobiana do material 
Vitória Silva 
 
-abordagem de mínima intervenção: 
 -redução quantitativa ou mesmo eliminação nos MO 
 -diminuição da virulência dos MO 
-alteração da textura do tecido dentinário, que passa a se apresentar de forma mais 
escurecida 
-escavação gradativa: cimento de óxido de zinco e eugenol 
-ação bactericida, higroscópica, anti-inflamatória, menos sensível a umidade, fácil 
manipulação e inserção na cavidade 
-ART: 
-presença de flúor: propriedade antimicrobiana e remineralização da estrutura 
dental 
-adesão físico-química: intervenções conservadoras (restritas a área afetada e menos 
percolação bacteriana pela interface 
-vantagens: sem anestesia e sem isolamento e sem necessidade de uma nova 
intervenção 
-terapia menos invasiva 
-adaptação comportamental da criança 
-Capeamento indireto em sessão única 
-abordagem de mínima intervenção modificada do capeamento indireto tradicional 
que era realizado em duas sessões 
 
terapia pulpar direta 
-colocação de medicamento diretamente sobre uma pequena exposição pulpar, resultante 
de uma injúria traumática ou remoção de cárie profunda, circundada por dentina sadia 
-ponte de dentina: formação de novo tecido mineralizado 
-aspectos clínicos 
 -sem alteração de cor 
 -vital 
 -em condição de normalidade 
-objetivos: 
 -selamento da exposição pulpar 
 -formação de dentina reparadora (ponte de dentina) 
 -preservação da vitalidade pulpar 
-indicações: 
 -pequena exposição pulpar acidental (trauma ou preparo cavitário) 
 -presença de dentina intacta na periferia da exposição 
 -ausência de contaminação salivar (isolamento absoluto) 
 -dor somente na mastigação 
Vitória Silva 
 
-técnica 
 -irrigação abundante com água de cal ou solução fisiológica 
 -secagem com algodão ou papel absorvente esterilizado 
 -aplicação de suave camada de pó ou pasta de hidróxido de cálcio puro e soro 
 -aplicação de cimento de hidróxido de cálcio 
 -restauração definitiva 
 -paciente precisa ter no mínimo 3 anos de idade 
-anestesia isolamento absoluto remoção de tecido cariado avaliação da 
exposição pulpar lavar com solução fisiológica aplicação de água de cal 
restauração provisória/definitiva e acompanhamento 
-possíveis sequelas: 
 -reabsorção interna 
 -inflamação crônica da polpa 
-hidróxido de cálcio 
 -induz a reparação pulpar (ausência de reação inflamatória) 
 
Pulpotomia 
-remoção somente da polpa coronária inflamada e manutenção da vitalidade e função da 
polpa radicular remanescente 
-objetivos: 
 -manter a vitalidade pulpar na porção radicular 
 -ausência de sinais e sintomas clínicos e radiográficos de alteração pulpar 
 -permitir que o ciclo biológico de reabsorção radicular se processe naturalmente 
-indicações: 
 -dentes decíduos com inflamação restrita a porção coronária 
-presença de exposição pulpar, de qualquer natureza em dentes decíduos que 
tenham iniciado a fase de rizólise 
-na presença de exposição pulpar ampla e/ou não recente e/ou circundada por 
tecido cariado e/ou contaminada por saliva 
-contraindicações: 
 -evidencia clínica /ou radiográfica de alteração patológica da polpa 
 -exsudato nos canais radiculares ou tecido pulpar necrótico 
 -reabsorção radicular maior ou igual a 2/3 do comprimento radicular 
 -hemorragia pulpar não controlada após 5min 
 -dentes sem possibilidade de restauração 
-exame radiográfico: 
 -ausência de rarefação óssea na região periapical e interrradicular 
Vitória Silva 
 
 -ausência de reabsorção interna de dentina 
 -ausência de alteração da lâmina dura e espaço periodontal 
-aspectos macroscópicos 
-tecido pulpar com consistência, hemorragia suave, resistência ao corte e coloração 
vermelho vivo 
-insucesso: erro no diagnóstico, falha nas técnicas e possibilidade de reabsorção interna 
-anestesia deve ser infiltrativa/bloqueio. Não se realiza intrapulpar (vasoconstritor pode 
mascarar o grau de sangramento) 
-técnica: 
-remoção do tecido cariado remoção do teto da câmara amputação da polpa 
coronária com colher de dentina afiada e esterilizada irrigação constante com roso 
fisiológico colocação do material protetor selamento da cavidade com material 
provisório/restauração definitiva 
-desvitalização 
 -formocresol e formocresol diluído 
-formol: fixação da polpa subjacente, ação bactericida, trombose que resulta 
em isquemia 
-cresol: antisséptico, atenua o poderirritante do formol 
-glicerina: veículo solvente, atenua poder irritante do formol 
-resultados histológicos questionáveis, potencial de toxicidade sistêmica e 
mutagênica em doses elevadas 
-formaldeído a 19%: evita autólise tecidual por ligação com as proteínas, 
reagindo com grupos de aminas livres (reações reversíveis e com produtos 
instáveis) 
-cresol (metil-fenol) 35%: dissolve a membrana celular, desnatura as proteínas 
expostas, atenua o poder irritante do formaldeído e atua como antisséptico 
-resultados clínicos e radiográficos favoráveis 
-se acumulada na dentina e na polpa radicular e se difunde pelos tecidos 
adjacentes, como cemento, LP e osso periapical 
-diluição do formocresol de Buckley  concentração 1:5 
 -3 partes de glicerina + 1 parte da água destilada + 1 parte de formocresol 
 -toxicidade diminuída e zona de inflamação menos extensa 
-remoção total do teto da câmara pulpar e amputação e remoção da polpa 
coronária. 
 -eletrocirurgia 
 -boa visualização do campo operatório, produz coagulação e hemostasia 
 -necessidade de aparelho e treinamento específico 
-preservação 
 -glutaraldeído 
 -fixação da polpa subjacente, produz trombose, isquemia e coagulação 
Vitória Silva 
 
 -controvérsia em relação a concentração ideal 
-clinicamente as porcentagens de sucesso de pulpotomias com 
glutaraldeído são maiores que as com formol 
 -sulfato férrico: 
 -produz coagulação e hemostasia 
 -mecanismo de ação não é totalmente reconhecido 
-regeneração 
 -hidróxido de cálcio 
-exposições acidentais grandes por hiperemia ou inflamação e pequenas 
exposições por lesões de cárie 
 -alcalinidade do meio bucal improprio ao desenvolvimento bacteriano 
 -necrose por coagulação 
 -formação de uma barreira mineralizada 
 -sucesso superior em dentes permanentes 
 -reabsorção interna associada ao fracasso do tto 
 -acesso restrito 
-ionização do hidróxido de cálcio: essencial para a proliferação celular, 
coagulação sanguínea e indução da deposição de tecido mineralizado 
-na zona de necrose superficial: separa hidróxido de cálcio do tecido 
limitando efeito irritante, curta duração 
-limita efeito irritante e estimula a migração e proliferação das cel 
inflamatórias, seguida de migração e proliferação de cel 
mesenquimais e formação de colágeno 
-zona granulosa superficial: granulações grosseiras de carbonato de 
cálcio pela reação química do tecido, sob a forma de cristais de calcita 
e estimula a depositar outra zona 
-zona granulosa profunda: finas granulações de sais de cálcio 
-isolamento do campo operatório antissepsia com clorexidina 
remoção do tecido cariado remoção do teto da câmara desgaste 
compensatório remoção da polpa coronária com curetas afiadas e 
esterilizadas  irrigação 
-coágulo sanguíneo: redução na formação de ponte de dentina, 
produtos de degradação interferem no processo de reparo, atua como 
barreira mecânica entre o material capeador e o tecido pulpar 
-atua como substrato bacteriano 
 
 -proteínas morfogenéticas: 
 -biocompatível 
 -indução e produção biológica de osteodentina e dentina 
 -MTA 
Vitória Silva 
 
 -biocompatível 
 -estimula a formação tecidual através do estímulo a citocinas 
 -propriedade antimicrobiana 
 -ambos com custo elevado e tempo de presa longo 
 -pasta Guedes Pinto 
 -rifocort: antibiótico, anti-inflamatório 
 -PMCC: antimicrobiano 
-iodofórmio: antimicrobiano 
-difícil inserção devido a consistência pastosa e possibilidade de 
escurecimento da coroa dental 
 
Tratamento radical – Pulpectomia 
-limpeza e desinfecção dos canais radiculares dos dentes decíduos 
-indicações: 
 -pulpites (agudas irreversíveis e crônicas) 
 -exposição pulpar decorrente de lesões de cárie 
 -tto endodôntico com finalidade protética 
 -necrose pulpar 
-contraindicações 
 -reabsorção radicular superior a metade do comprimento da raiz 
-grande destruição coronária, impedindo o isolamento do campo e qualquer trabalho 
restaurador 
-lesão de cárie, destruindo o assoalho da câmara pulpar na área de bifurcação ou 
trifurcação radicular 
-lesões periapicais ou interarticulares extensas acompanhadas de grande 
mobilidade dental 
-descontinuidade na lâmina dura do saco folicular do sucessor permanente 
-abcessos volumosos 
-alveólise 
-saúde geral do paciente debilitada 
-material obturador ideal: 
 -não deve ser danoso aos tecidos periapicais 
 -reabsorver-se de forma similar a raiz do dente 
 -obturar facilmente os canais 
 -aderir-se as paredes 
 -ser facilmente removível 
 -ser radiopaco 
Vitória Silva 
 
 -não manchar os dentes 
 -ser biocompatível 
 -não interferir na reparação dos tecidos apicais e periapicais 
 -ser absorvido quando extravasado 
-pastas obturadoras a base de hidróxido de cálcio 
 -calen espessada com óxido de zinco 
-hidróxido de cálcio 2,5mg; óxido de zinco 0,5mg, colofônia 0,05g e 
polietilenoglicol 400 
 -Holland (manipulada) 
 -hidróxido de cálcio 5g, óxido de zinco 2g, colofônia 4mg e 5ml 
-introduzida nos canais com limas (M: lima 15/20) ou seringa centrix (I e C), 
condensar levemente com os calcadores 
 -VItapex 
 -óxido de zinco e eugenol 
 -pasta guedes pinto 
 -CTZ- capsula de 250mg com tetraciclina, cloranfenicol e óxido de zinco 
-técnica 
 -1: radiografia para diagnóstico e odontometria 
 -odontometria: dentes anteriores 
-sobreposição do germe do permanente com a raiz do decíduo: 
instrumentar até uma linha que passa tangente ao saco folicular do 
germe 
-sem sobreposição: realizar recuo apical de 1mm 
 -dentes posteriores: 
-germe do permanente entre as raízes do molar decíduo: instrumentar 
até uma linha que passa tangente ao saco folicular do germe 
-germe abaixo do molar decíduo: recuo apical de 1mm 
 -2: anestesia 
 -3: isolamento absoluto 
 -4: remoção de dentina cariada 
 -curetas afiadas 
 -brocas esféricas lisas em baixa rotação 
 -5: limpeza da cavidade com soro fisiológico 
 -remover dentina cariada 
 -6: remoção do teto da câmara 
 -7: remoção da polpa coronária/restos necróticos 
 -brocas esféricas em baixa rotação ou curetas 
Vitória Silva 
 
 -irrigação da câmara pulpar 
 -irrigação com hipoclorito de sódio 
 -9: remoção da polpa radicular- biopulpectomias 
 -extirpa nervos ou limagem 
 -9: remoção dos restos necróticos-necropulpectomia 
 -neutralização do conteúdo séptico/necrótico 
 -sentido coroa-ápice sem pressão 
-limas tipo K de maior para menor diâmetro (evita a extrusão para região 
periapical) 
 -10: preparo biomecânico dos canais 
 -dentes anteriores: 2ª série (45 a 80) - 3limas 
 -posteriores: 1ª série (15 a 40) – 3 limas 
 -limas com diâmetro compatível com o canal 
 -a cada troca de lima deve ser realizada limpeza e aspiração 
 11: secagem dos canais 
 -aspiração e secagem com pontas de papel absorvente esterilizadas 
 -o comprimento das pontas de papel deve ser previamente delimitado 
 12: curativo de demora-hidrocal 
 -atividade enzimática tecidual 
 -atividade antibacteriana 
 -biocompatibilidade 
 -prop higroscópica 
 -capacidade de dissolução de tecidos 
 -capacidade de redução de exsudato periapical 
 -rapidamente reabsorvível 
 -não possui radiopacidade nem viscosidade 
 -troca de 15 em 30 dias 
 -calen ou pasta de hidrocal com propilenoglicol até o CRT 
 -comprimir com mecha de algodão estéril 
 -promove morte bacteriana associada a eliminação da endotoxina 
 13: obturação 
 -pasta de óxido de zinco com limas