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Choque Hemodinâmico (tipos)

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Natália Fortuny – Medicina UAM 
• Situação grave 
• Hipoperfusão tecidual 
• Diagnostico: clínico + laboratorial 
• Progressão de múltiplos órgãos com alta mortalidade 
Hipoperfusão nos seguintes órgãos: 
• Cardiovascular: hipotensão, taquicardia, pulso fino, 
hiperlactatemia 
• SNC: confusão mental, rebaixamento de nível de 
consciência 
• Renal: oligúria, insuficiência rena 
• Pele: aumento do tempo de enchimento capilar, livedo, 
pele fria e úmida 
• Respiratório: taquipneia, uso musculatura acessória para 
compensar acidose metabólica 
• Hepático: hepatite isquêmica 
• Hematológico: plaquetopenia, alargamento do INR, CIVD 
 
Exame físico: 
• Aparência ruim 
• Alteração do estado mental 
• Hipotensão > 30min 
• FC > 100bpm 
• FR > 20 irpm 
• Debito urinário < 0,5 mL/kg/h 
Gasometria arterial: 
• Lactato > 4mmol/L ou > 32mg/dL 
. 
É preciso reconhecer o choque e identificar a causa do choque, 
pois eles são fundamentais para o manejo do paciente. Além disso, 
na maioria dos casos a causa do choque pode ser identificada 
rapidamente, na sala de emergência traves de anamnese 
direcionada, exame físico e alguns exames complementares 
simples: 
• Hemograma completo 
• RX tórax 
• Exame de urina 
• ECG 
• Ecocardiograma a beira leito 
Colocar o paciente na sala de emergência: 
1- Monitorização do paciente (FC, FR, Saturação, PA, 
Temperatura). 
2- Oxigênio suplementar (ideia de manter a saturação. 
3- Veia (providenciar acesso venoso periférico para 
medicações/volume). 
4- ECG/exames (direcionados para identificar rapidamente a 
causa do choque/avaliar gravidade). 
Iniciar o tratamento da causa do choque o mais rápido possível: 
• Choque séptico: iniciar antibióticos 
• IAM: realizar o tratamento da lesão coronariana 
• Choque hemorrágico: controlar o foco do sangramento 
Dar suporte necessário para o paciente: 
• Avaliar necessidade de dar volume do paciente 
(cristalóide) 
• Avaliar necessidade de drogas vasoativas 
• Avaliar necessidade de suporte transfusional 
• Avaliar necessidade de ventilação mecânica/via aérea 
invasiva 
 
• Norepinefrina 
• Epinefrina 
• Vasopressina 
• Dopamina 
• Dobutamina 
Atenção: essas drogas vasoativas devem ser preferencialmente 
administradas em acesso venoso central!! 
Se a veia estourar e essas drogas ficarem circulando na veia, 
dependendo se a droga tiver em dose muito alta, pode gerar uma 
vasoconstrição muito importante, gerando necrose. 
• É uma expressão clínica da hiperperfusão. 
• Ocorre quando o sistema circulatório do paciente não 
consegue mais suprir as demandas celulares de oxigênio 
dos órgãos e tecidos no nosso organismo. 
• Oferta de oxigênio < demanda por oxigênio. 
• O choque é relativamente frequente no ambiente de UTI 
e OS 
Mecanismos envolvidos que levam a ocorrência do choque: 
• Difusão do oxigênio dos alvéolos para o sangue 
• Ligação do oxigênio na hemoglobina (98% do oxigênio 
vai ligado a molécula) 
• O transporte do oxigênio para a periferia (depende do 
DC) 
• A difusão do oxigênio para a mitocôndria 
O resultado imediato desse desbalanço é a adoção de vias 
anaeróbias para a produção de energia, ou seja, que não 
dependam da produção de oxigênio e isso gera vários efeitos 
metabólicos, havendo uma serie de complicações como por 
exemplo acidose metabólica, pois, essas vias um dos subprodutos 
geridos é o lactato que tem um pH ácido, deixando um ambiente 
mais ácido, gerando a acidose metabólico. Nesse sentido, os órgãos 
que não estão recebendo o O2 eles começam a ficar disfuncionais 
por conta disso. 
No médio prazo, ocorrem complicações em decorrência do 
choque: 
• Acidose metabólica 
• Disfunção orgânica múltipla 
• Óbito 
Devido a gravidade do quadro, precisamos fazer: 
1- Rápida identificação que o paciente apresenta choque 
hemodinâmico 
2- Investigação de qual é o tipo de choque e qual a causa 
3- Manejo adequado do paciente: de acordo com o manejo, 
conseguimos traçar o tratamento da causa específica do 
choque e, além disso, conseguimos saber se precisamos 
adotar medidas gerais de suporte hemodinâmico 
Medidas gerais suporte hemodinâmico: 
• Administração de volume 
• Admiração de hemoderivados 
• Uso de droga vasoativa para manter uma perfusão dos 
órgãos mínima 
• Suporte ventilatório 
Obs: A utilização de drogas vasoativas no suporte farmacológico de 
pacientes críticos, baseia-se na otimização do débito cardíaco e do 
tônus vascular da circulação sistêmica e pulmonar, com o objetivo 
principal de restabelecimento do fluxo sangüíneo regional para 
órgãos vitais durante o choque circulatório. 
• A hipotensão arterial é um importante marcador do 
paciente com choque hemodinâmico. 
• Taquicardia presente como modo de compensar o 
choque. 
• Pressão arterial sistólica (PAS) abaixo de 90mmHg ou 
uma pressão arterial média (PAM) abaixo de 65mmHg 
estão presente nos pacientes com quadro de choque → 
PAM baixa é sinônimo de perfusão baixa dos órgãos. 
Obs: a hipotensão isolada com ou sem taquicardia não faz 
diagnostico de choque. Nesse sentido, é necessário haver a 
presença de algum marcador de baixa perfusão tecidual 
 
3 janelas principais para detectar rapidamente a baixa perfusão 
tecidual 
1- SNC: confusão mental, rebaixamento do nível de consciência 
2- Pele: aumento do tempo de enchimento capilar, aspecto frio 
e úmido da pele, livedo (isso porque está chegando pouco 
sangue no tecido). 
3- Renal: presença de oliguria (baixo volume de urina associado 
com uma insuficiência renal). 
 
• PAM baixa (abaixo de 70) 
• Débito urinário alterado 
• Nível de consciência 
• Tempo de enchimento capilar 
• Perfusão da pele e presença de livedo: é um sinal de 
pouca perfusão sanguínea 
• Cianose de extremidades 
• Lactato sérico aumentado 
• pH arterial, bicarbonato → desenvolvimento de acidose 
metabólica por hiperlactatemia 
• Saturação mista de oxigênio venoso 
Obs: hiperlactatemia isolada: é o aumento do lactato sem 
necessariamente ocorrer liberação de H+, sem acidose. Ocorre 
quando há aumento da produção de lactato por aumento da 
liberação celular ou diminuição do clerance do lactato (fígado, rim 
etc). 
Seu diagnóstico é clínico + laboratorial, sendo feito a partir da 
constatação da hipoperfusão nos diferentes órgãos: 
• Cardiovascular: hipotensão, taquicardia, pulso fino, 
hiperlactatemia. 
• SNC: confusão mental, rebaixamento nível consciência 
• Renal: oliguria, insuficiência renal. 
• Pele: aumento do tempo de enchimento capilar. 
• Respiratório: taquipneia, uso musculatura acessória para 
compensar acidose metabólica. 
• Hepático: hepatite sistêmica (morte de hepatócito + 
aumento de enzima hepática). 
• Hematológico: plaquetopenia, alargamento do INR, CIVD. 
 
Conforme o quadro de choque progride, ele pode levar a 
disfunção de múltiplos órgãos com uma elevada mortalidade. 
1- ENCAMINHAR: uma vez identificado o paciente com choque, 
ele deve ser avaliado e manejado em ambiente adequado 
(UTI ou sala de emergência) 
2- IDENTIFICAR CAUSA + SUPORTE: é fundamental uma equipe 
bem equipada e treinada para fazer o manejo desses 
pacientes graves → é preciso identificar a causa do choque e 
dar suporte necessário 
3- EXAMES COMPLEMENTARES: na maioria, a causa do 
choque pode ser identificado rapidamente, na sala de 
emergência através da anamnese direcionada, exame físico e 
alguns exames: 
• Hemograma completo 
• RX tórax 
• Urina 
• ECG 
• ECO à beira leito 
• Gasometria arterial 
• Lactato 
• Bilirrubina 
• INR 
• Plaqueta 
• PCR 
PROTOCOLO MOVE: 
• Monitorização do paciente (FC, FR, Saturação, PA, 
Temperatura). 
• Oxigênio suplementar (ideia de manter a saturação. Alta 
entre 94-98%) 
• Veia (providenciar acesso venoso periférico para 
medicações/volume). 
• ECG/exames (direcionados para identificar rapidamente a 
causa do choque/avaliar gravidade).. 
 
• Causa: redução do volumeintravascular 
• Exemplo: hemorragia, diarreia intensa, grande queimado 
Obs: antigamente, na epidemia da cólera, os pacientes tinham 
diarreias intensas, o que era comum o choque hipovolêmico nesse 
sentido. 
• Causa: por algum motivo, a bomba cardíaca não 
bombeia o sangue na proporção que deveria, o DC está 
baixo por algum motivo, logo, a entrega de nutrientes 
está abaixo do que deveria estar. 
• Exemplo: IAM, miocardite, IC 
• Causa: redução do DC por uma causa extra cardíaca 
• Exemplo: embolia pulmonar maciça, tamponamento 
cardíaco (liquido entre o pericárdio e o miocárdio -> não 
deixa o coração bater normalmente esse liquido, logo, o 
musculo em si do coração não tem nenhum problema, a 
questão é que tem uma causa externa que interferem 
diretamente no coração), pneumotórax hipertensivo 
O volume do vaso está adequado, o coração bate bem, só que 
tem a situação em que o paciente está com uma vasodilatação 
intensa, a RVP despensa intensamente, fazendo que a PA caia 
muito, tendo dificuldade de perfusão tecidual. Logo, o problema é 
que o paciente então consegue ter uma oferta adequada dos 
tecidos por conta dessa vasodilatação, que geralmente está 
relacionado a uma reposta inflamatória muito intensa. Essa 
inflamação causa a vasodilatação sem si 
• Causa: vasodilatação sistêmica intensa (geralmente 
desencadeada por reposta inflamatória) 
• Exemplo: sepse, anafilaxia, pancreatite aguda, choque 
neurogênico. 
O choque distributivo causada pela sepse é a mais 
comum, a principal causa de choque é a sepse. 
Tem que ser a primeira coisa a ser descartada no 
paciente em questão de estatísticas. 
 
ABORDAGEM CHOQUE 
HEMODINÂMICO 
Avaliando algumas causas de choque hemodinâmico (sepse, hemorrágico, 
cardiogênico, neurogênico, anafilático). 
• É uma síndrome que é acarretada por um quadro 
infeccioso 
• Acarreta disfunção de diversos órgãos e sistêmicas, 
secundário a uma reposta inflamatória intensa e 
descontrolada 
• Ter sepse é um IMPORTANTE marcador de gravidade 
Definição clínica atual de sepse: infecção suspeita ou confirmada + 
presença de disfunção orgânica (aumento de 2 pontos ou + na 
tabela SOFA Qsofa) 
O diagnóstico feito é feito de partituras: o SOFA (mais completo) e 
o qSOFA (mais prático). 
Escore SOFA: utiliza recursos avançados, hematológico, hepático, 
cardiovascular, renal e defina quando o paciente tem 2 ou mais 
pontos. 
• Afirmar paciente séptico: foco infeccioso 
confirmado/presumido + escore SOFA maior ou igual a 
2. = SEPSE. 
 
 
 
Escore qSOFA (quick sofá): aplicado também especificamente para 
sepse, mais ideal em uma situação emergência 
• Afirmar paciente séptico: foco infeccioso confirmado ou 
presumido + escore qSOFA maior ou igual a 2 pontos = 
SEPSE 
 
Infecções mais frequentes: 
• Pneumonia 
• Infecção intra-abdominal 
• Infecção de corrente sanguínea 
• Infecção trato urinário 
• Infecção SNC 
Obs: é preciso identificar o foco infeccioso e iniciar antibióticos e 
quanto antes e fundamental no tratamento dos pacientes. 
• Início rápido de antibiótico (dentro da 1ª hora de chegada 
do paciente) 
• Coleta de culturas de acordo com o foco suspeito 
• Ressuscitação volêmica, conforme necessidade 
• Suporte respiratório, conforme necessidade 
• Avaliar necessidade de uso de vasopressor endovenoso 
• Encaminhar ou não pra UTI 
 
 
Choque séptico é definido como uma sepse que não apresentou 
melhora após inicio do tratamento com antibióticos e reposição 
volêmica (mantem PAM< 65mmHg com sinais de má perfusão), 
sendo necessário iniciar com drogas vasopressoras: 
NOREPINEFRINA (primeira opção de droga vasoativa), com ação 
vasoconstritora, causando a taquicardia. 
 
O choque séptico indica uma maior gravidade do que uma sepse 
apenas, ou seja, o choque é quando o paciente tem inicialmente a 
sepse, mas toda a conduta não adiantou e, por isso, ele acabou 
entrando em choque séptico. 
 
Ocorre sangramentos muito volumosos que reduzem de forma 
importante o volume intravascular, causando e reduzindo a pré 
carga do coração (não tem sangue para o coração levar aos 
tecidos). O resultado disso é a queda do DC → redução da 
perfusão tissular → choque hemodinâmico. 
Principais causas de sangramento que podem causar o choque: 
• Hemorragias digestivas altas (varizes esofágica, úlcera 
péptica) 
• Traumas 
• Aneurisma roto de aorta (não tão frequentes) 
• Sangramento intraoperatório 
É importante identificar a causa do sangramento e, em seguida, é 
necessário realizar o controle do sangramento o mais rápido 
possível (fazer a hemostasia local) e, além disso, é preciso reverter 
os quadros de anticoagulação, quando necessário (já que o 
anticoagulante favorece o sangramento). 
• Politrauma: fazer controle de hemostasia das lesões com 
sangramento ativo 
• Hemorragia digestiva alta: fazer a Endoscopia para 
tratamento tópico da lesão 
Avaliar a transfusão de hemoderivados: 
• No choque hemorrágico grave, a ressuscitação volêmica 
é feita com concentrados de hemácias assim que 
possível, quando pressão se mantém baixa (pressão 
sistólica < 100mmHg). 
• Em choques hemorrágicos grave pode ser necessário 
protocolo de transfusão maciça: 
➢ Uso de medicações como transamin (ácido 
tranexâmico) 
➢ Transfundir outros hemoderivados, como plasma 
e plaquetas (coagulopatia por consumo) 
Dar o suporte necessário ao paciente: 
• Administrar o fluidos conforme necessidade (1-2L de 
cristalóide até ter disponível os hemoderivados) 
• Suporte respiratório quando necessário 
• Uso de drogas vasoativas, quando necessário (tentar 
manter PAM > 80mmHg) 
• endoscopia para tratamento tópico da lesão 
Uma série de condições cardíacas podem desencadear a má 
perfusão e a redução do DC, levando ao choque cardiogênico: 
• Cardiomiopatia: lesão no musculo cardíaco (IAM extenso, 
exacerbação de IC avançada) 
• Arritmia: taquiarritmias ou bradiarritmias podem ocasionar 
queda do debito (BAVt, TV sustentada). 
• Mecânica: alguma lesão estrutural do coração leva a 
redução do DC (insuficiência aórtica grave, rotura aguda 
do septo interventricular) 
Além dos sinais de má perfusão (oliguria, RNC, livedo, pele fria e 
úmida), podem ocorrer sinais de congestão, por causa na falência 
de bomba cardíaca: 
• Congestão pulmonar 
• Edema agudo de pulmão 
O que acontece com o paciente com choque cardiogênico? O 
paciente não tem falta de volume, na verdade, ele está todo 
vasoconstrito. Então não faz muito sentido fornecer volume para 
ele. Só que esse volume presente no sangue do paciente 
permanece na veia porta, desencadeando uma congestão 
importante. Como por exemplo: edema, congestão (por isso não 
faz sentido fornecer volume, por isso o manejo e conduta é outra, 
diferentemente o que acontece nos outros tipos de choque; já 
que o problema neste caso está na bomba do coração em si). 
Para fazer o diagnóstico, exames cardiológicos são importantes: 
• ECG (taqui ou bradiarritmias; IAM com supra de ST) 
• ECOcardiograma (presença de disfunção miocárdica ou 
valvar) 
Deve-se realizar o tratamento da CAUSA do choque. 
• IAM: revascularização miocárdica 
• Arritmia: controle da arritmia/uso de marcapasso 
• Lesão valvar grave: cirurgia pra correção 
Além de tratarmos a causa, o suporte do paciente deve envolver: 
• Uso de medicações inotrópicas (efeito em aumentar 
tônus cardíaco). Ou seja, faz o coração bater mais forte 
– já que a bomba está funcionando não tão bem). Logo, 
enquanto não se resolve a causa do choque, para tentar 
melhorar a perfusão dos órgãos, se utiliza essas 
medicações, como por exemplo: a dobutamina (não é a 
norepinefrina). 
• Tentar deixar a pós-carga o mais baixa possível (maior 
facilidade para o coração conseguir bombear) → se 
possível, utilizar vasodilatadores. 
• Se paciente muito hipotenso e mal perfundido, utilizar 
vasopressores. 
• Pode ser necessário o uso de dispositivos comobalão 
intra-aórtico 
• Evitar grandes quantidades de fluidos (pacientes podem 
ficar congestos) 
• Suporte respiratório, se necessário 
• É um tipo de choque distributivo. 
Pode ocorrer: 
• Lesão de medula espinal acima de T6 (causa mais 
comum) → trauma de coluna alta 
• Em vitimas de traumatismo cranioencefálico grave 
• Outras causas: Sd Guillain-Barre, mielite transversa 
Causa: se deve a interrupção das vias autonômicas, levando a uma 
perda de tônus vagal, com a redução da RVP. 
Aas vias autonômicas (SNS e SNP), mais precisamente o SNS, 
mantem tônus dos vasos. Automaticamente, o tônus dos vasos é 
perdido, causando uma vasodilatação, com isso, a PA despenca, 
desencadeando o problema de perfusão dos órgãos. 
• Ocorre uma vasodilatação visceral e periférica, levando 
ao quadro de hipotensão 
• Além disso, a ausência do tônus simpático no miocárdio 
pode gerar bradicardia 
• Hipotensao + bradicardia = hipoperfusão tecidual 
• Pode ocorrer perda de controla da temperatura 
Obs: esse choque não é tão frequente, portanto, precisamos 
descartar as causas mais comuns (séptico, obstrutivo etc.). 
Choque neurogênico é diferente de choque medular (apesar que 
ambos podem estar presentes em um mesmo paciente). 
Choque medular: é um estado de arreflexia completa na medula 
espinhal que pode ser causado por conta de um trauma de coluna 
grave. 
O que acontece? Em um primeiro momento, a medula sofre um 
impacto e para de funcionar (paciente não tem reflexo e nem 
tônus); passando um tempo, a medula se reorganiza e volta a ter 
algumas outras funções. 
 
O CHOQUE NEUROGÊNICO É RESULTADO, NA GRANDE 
MAIORIA DAS VEZES, DA LESÃO MEDULAR ALTA 
(ACIMA DE T6) QUE CURSA COM CHOQUE MEDULAR: 
PLEGIA OU PARESIA, HIPEREXTENSIBILIDADE E HIPO 
OU ARREFLEXIA OSTEOTENDINOSA PROFUNDA E 
SUPERFICIAL ABAIXO DA LESÃO. TAMBÉM HÁ 
RELATOS DE TRAUMAS À MEDULA ESPINAL 
LOMBAR. 
• Vítima de trauma de coluna acima de T6 recente 
(maioria dos casos se instala em até 2h após a lesão 
neurológica) 
• Hipotensao persistente 
• Bradicardia 
• Inicialmente pele vermelha por conta da vasodilatação 
• Evolui para pele fria e úmida, conforme a hipoperfusão 
tecidual 
É feito através do suporte hemodinâmico: 
• Pode-se administrar fluidos, para garantir que este 
euvolêmico (estado normal, não hipovolêmico) 
• Se ainda persistir na situação de hipotensão e mal 
perfusão, o ideal é usar a droga vasoativa: vasopressores 
e inotrópicos (norepinefrina por ter as 2 ações, costuma 
ser a primeira escolha). 
• A ideia é manter uma PAM entre 85-90mmHg, para 
garantir uma boa perfusão da medula, pelo menos nos 
primeiros 7 dias. 
• O prognóstico depende do grau e evolução da lesão de 
coluna. 
Obs: é preciso realizar os cuidados locais na região da coluna 
(imobilização, tratamento cirúrgico quando indicado). O prognostico 
depende do grau da lesão da coluna. 
• A anafilaxia é uma resposta alérgica grave a um 
determinado alérgeno, de rápida instalação. 
Definição de anafilaxia: 2 ou + dos seguintes sistemas acometidos 
de reação alérgica. 
• Pele/mucosas: urticaria, angioedema, prurido. 
• Respiratório: broncoespasmo, estridor laríngeo, dispneia, 
hipoxemia. 
• Cardiovascular: hipotensão, dor torácica, taquicardia, 
arritmia. 
• Digestório: diarreia, vômito. 
Choque anafilático: é a anafilaxia que evolui com sinais de 
hipoperfusão tecidual, geralmente devido ao colapso cardiovascular. 
• Situação grave que pode levar a óbito seja por 
comprometimento respiratório e até hemodinâmico, da 
PA cair muito e ter má perfusão e o paciente morrer. 
• Rápida progressão dos sintomas 
• Estridor laríngeo 
• Sinais de desconforto respiratório 
• Hipotensao 
• Arritmias malignas 
• Vômitos persistentes 
Pacientes com esses achados tem maior chance de evoluir com 
quadro de choque hemodinâmico. 
• Afastar o alérgeno 
• Medicação fundamental na anafilaxia grave: epinefrina 
(adrenalina) IM 
➢ Auxilia na rápida reversão de todas as 
manifestações graves alérgicas → broncodilatação, 
aumenta PA e FC. 
➢ Forma de administração preferencial: em bolus 
(0,5mg), IM (doses podem ser repetidas a cada 
15min – 0,1mg). 
• Suporte hemodinâmico (pode dar volume para o 
paciente para a PA melhorar e aumentar): 
➢ Reposição volêmica, se necessário 
➢ Uso de vasopressor, se necessário 
• Suporte respiratório: 
➢ Utilizar broncodilatadores inalatórios para 
broncoespasmo: há risco de sibilo e estridor 
laríngeo, por isso, é preciso utilizar broncodilatadores 
inalatórios para broncoespasmo 
➢ Ofertar O2 
➢ Considerar IOT precoce em caso de suspeita de 
edema de via aérea 
• Utilização de glicocorticoides para reduzir o risco de 
recidiva do quadro 
 
CASOS CLÍNICOS 
 
Paciente apresenta choque hemodinâmico? Sim pois a PA está 
muito baixa, além disso, a paciente possui pouca perfusão tecidual, 
existe comprometimento dos 3 parâmetros (SNC, pele e renal). 
Um exame complementar para ajudar no caso seria a gasometria 
arterial (lactato alto conforme a hipoperfusão o corpo vai fazer via 
anaeróbia aumentando o lactato, ocasionando a acidose metabólico). 
Qual a etiologia do choque? Anafilático, pois a paciente não tem 
febre, ela tem manifestação alérgica do corpo (pele, aparelho 
respiratório – broncoespasmo e estridor laríngeo), manifestação 
hemodinâmica (edema de língua), logo, eu tenho muito mais 
elementos para pensar em uma anafilaxia do que uma sepse. 
Como deve ser feito o manejo do quadro? Afastar a medicação 
(deve receber a orientação que ela nunca amis deve tomar esse 
antibiótico). Para reverter o quadro, epinefrina IM rápido, faz 
broncodilatador inalatório para ver se abre o pulmão, faz um pouco 
de volume na veia para ver se a PA sobe, com o objetivo de 
manter o paciente vivo. 
 
Paciente apresenta choque hemodinâmico? Não, pois ele não tem 
PA baixa e nem sinal de má perfusão de tecido. Além disso, o 
SNC, pele e renal estão normais, portanto, a princípio, o paciente 
parece não ter choque. 
Como deve ser feito o manejo do quadro? O manejo inicial nesse 
momento 
Obs: o paciente teve perda de sangue segundo o caso clínico, 
portanto, precisamos, a princípio, precisamos analisar a classificação 
de sangramento (grau I, II, II ou IV), portanto, sabemos que segundo 
a tabela, é sangramento grau I ou II. Esse paciente, clinicamente, 
não tem nenhum sinal de hipoperfusão tecidual, portanto, 
precisamos ir com cuidado. A principio precisamos administrar 
cristaloide e acompanhar o caso. 
Caso ele comece a ficar mais hipotenso, mais taquicardíaco, mais 
confuso e com a pele fria e pegajosa, qual possível etiologia? 
Neste caso, passaria a ter um choque hemodinâmico, mais 
especificamente, uma causa hemorrágica. O fígado dele provável 
pode ter feito alguma alteração proveniente do liquido que foi 
citado na anamnse. 
 
 
Qual o diagnóstico? Pelos sinais clínicos, se tem uma PA baixa 
associada a piora do nível de consciência, e uma piora da função 
renal (pensando nas 3 janelas SNC, pele e rim). E provavelmente o 
choque seja séptico por conta do foco infeccioso presumido 
(78/0,21 = 371 – a relação dela ta menor do que 400). Logo, no 
critério respiratório ela já fez 1 ponto. No critério hematológico, ela 
também fez 1 ponto. No critério cardiovascular, também 1 ponto. 
Resumindo, ela fez um SOFA de 5. Portanto, posso chamar de 
SEPSE. Muito provavelmente, as alterações que a paciente tinha de 
sinais de má perfusão são por conta da sepse. 
Quais condutas a serem adotadas? Já que a paciente tem sepse 
com foco infeccioso respiratório, é preciso indicar o antibiótico 
endovenoso o quanto antes (logo que a pneumonia está causando 
a sepse), fazer volume (ver se a PA melhorar). Caso não melhorar 
a PA, é preciso associar a droga vasoativa. Neste caso, na sepse, 
eu estou autorizada a chamar de choque séptico. 
 
Qual o diagnóstico provável o quadro hemodinâmicoda paciente? 
Como a paciente sofreu um politrauma, com PA baixa e baixa 
perfusão, devemos pensar e descartar o fator hemorrágico. E 
nesse caso, não conseguimos identificar nenhum ponto que 
justificasse esse fator. Uma hipótese, ela pode ter feito um 
pneumotórax hipertensivo, porém, no exame respiratório dela não 
justifica isso. Outro ponto que podemos pensar pra quem passa 
por um politrauma é o tamponamento cardíaco, mas também, 
segundo o caso clínico isso não é justificado. Nesse caso, a lesão 
entre C2 e C3 fala a favor do choque neurogênico, além do fato 
que a paciente teve lesão em coluna grave. Outro ponto é que ela 
não teve um aumento da PA, o que seria comum em um choque 
hemodinâmico, nesse sentido, pensamos: será que ela não perdeu 
os reflexos dos barorreceptores e, portanto, tem um problema 
hemodinâmico importante? 
Qual deve ser a conduta? Volume e resolver a lesão da coluna.

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