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Microbiologia e Micologia Clínica 
INTRODUÇÃO MICRO CLÍNICA – 11/08 
BIBLIOGRAFIA 
→ Diagnóstico Laboratorial das Principais Doenças 
Infecciosas e Autoimunes. 
→ Microbiologia (Tortora). 
FOCO DIAGNÓSTICO 
→ A microbiologia clínica fornece o diagnóstico 
laboratorial dos microrganismos, em especial de 
GÊNERO e ESPÉCIE das bactérias e fungos. 
→ Sempre em que for feita a coleta da amostra do 
paciente para pesquisa de alguma patologia, 
mediante sinais e sintomas clínicos que o 
indivíduo apresenta, deve ser feito a partir do 
local de origem em que ocorre tal processo 
patológico. Ex: Diarreia (fezes), infecção urinária 
(urina). 
→ A partir de uma amostra coletada, o próximo 
passo é o ISOLAMENTO de CULTURA BACTERINA 
ou FÚNGICA por meios diferenciais (maioria se 
baseia na capacidade metabólica) e/ou seletiva 
(favorecendo e facilitando o microrganismo de 
interesse e inibindo os demais). 
→ MORFOLOGIA BACTERIANA: cocos, bacilos e 
espiraladas (espiroquetas, espirilo e vibrião). 
 
→ Em boa parte das vezes o diferencial de um 
microrganismo para o outro se consiste em 
características MORFOLÓGICAS e METABÓLICAS, 
para que se possa saber exatamente qual agente 
é responsável por tal desordem fisiológica. 
→ E.coli são enterobactérias, bacilos Gram 
negativas e fermentadoras de açúcar (lactose). 
→ Nos laboratórios de microbiologia clínica a técnica 
mais utilizada para identificação de 
microrganismos é a COLORAÇÃO DE GRAM. Esta 
consiste na utilização de corantes específicos para 
que haja a identificação de bactérias GRAM 
POSITIVAS e GRAM NEGATIVAS. 
o Gram Positivas: Coram em ROXO por 
conta de suas múltiplas camadas de 
peptídeoglicano. 
o Gram Negativas: Coram em ROSA por 
terem uma ou pouquinhas camadas de 
peptídeoglicano, sendo neste caso mais 
presente a LPS. 
 
→ Para identificação de uma E.coli, por exemplo, 
pode ser usado o corante CRISTAL VIOLETA 
(primeiro usado na coloração de Gram) no meio 
de cultura para que haja inibição do 
peptídeoglicano e consequentemente o 
crescimento de espécies de bactérias Gram 
negativas. 
→ As bactérias Gram Negativas são diagnosticadas 
por meios seletivos e diferenciais. 
→ Microrganismos com a mesma morfologia devem 
ser diferenciados por seus metabolismos 
específicos. Pode-se inferir que os principais 
meios que as BACTÉRIAS possuem para obtenção 
de energia são: respiração e fermentação. 
→ Após bacterioscopia podem ser realizados testes 
bioquímicos de cunhos: enzimáticos, proteicos 
(aminoácidos) e fermentadores (fermentação). 
→ Para se observar a reação toda (exames 
bioquímicos + meios de cultura) são utilizados os 
indicadores de pH. 
→ O antibiograma será utilizado para capacidade de 
suscetibilidade ou resistência. 
 
 
 
 
 
 
 
 Microbiologia e Micologia Clínica 
LINKS DE APOIO 
→ https://www.msdmanuals.com/pt-
br/casa/infec%C3%A7%C3%B5es/infec%C3%A7%
C3%B5es-bacterianas-bact%C3%A9rias-gram-
negativas/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-
sobre-bact%C3%A9rias-gram-negativas 
 
→ https://www.msdmanuals.com/pt-
br/casa/infec%C3%A7%C3%B5es/infec%C3%A7%
C3%B5es-bacterianas-bact%C3%A9rias-gram-
positivas/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-
sobre-bact%C3%A9rias-gram-
positivas?query=cocos%20gram%20positivas 
 
→ https://www.msdmanuals.com/pt-
br/casa/infec%C3%A7%C3%B5es/infec%C3%A7%
C3%B5es-bacterianas-
considera%C3%A7%C3%B5es-
gerais/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-
sobre-bact%C3%A9rias?query=bacilos 
 
MICROBIOLOGIA BÁSICA – 18/08 
CONCEITOS BACTERIANOS: MORFOLOGIA 
→ Procarionte. 
→ NUCLEÓIDE: material genético; existem alças 
ligando porções do material genético disperso no 
citoplasma a MP bacteriana; cromossomo único e 
circular. 
→ PLASMÍDEO: fragmento de DNA-
extracromossomal e tem replicação 
independente do cromossomo principal. 
→ FISSÃO BINÁRIA: responsável pela replicação 
bacteriana, a qual ocorre de maneira exponencial. 
→ PAREDE CELULAR: utilizada na classificação de 
bactérias GRAM POSITIVAS e GRAM NEGATIVAS. 
→ CÁPSULA: Normalmente está acima da parede 
celular; considerada como estrutura acessória; 
pode-se dizer que é o glicocálice da MP em seres 
eucariontes. 
o Normalmente quando se encontra em 
estado rígido, condensado e 
estruturado é nomeada como CÁPSULA. 
o No entanto, quando as características 
são opostas esta é denominada como 
CAMADA LIMOSA. 
o Impede que a bactéria seja fagocitada e 
garante resistência a esta. 
→ Acima da cápsula podem ter demais estruturas 
acessórias, como os flagelos (movimentação) que 
em muitas das vezes se utilizam testes de 
motilidade para verificar se a bactéria o possui ou 
não. Nos casos de não haver flagelo, a 
movimentação será por rolamento. 
→ PILI: prolongamento oco associado com a 
conjugação e formam um tubo permitindo que o 
plasmídeo saia da bactéria. 
→ FÍMBRIAS: são mais curtas que os pilis e estão 
envolvidas com captação de nutrientes. 
→ RIBOSSOMO: responsável pela síntese proteica 
e possui duas subunidades (uma maior e outra 
menor). 
→ TEORIA DA ENDOSSIMBIOSE: acredita-se que 
as mitocôndrias são descendentes de organismos 
procariontes, sendo as características que apoiam 
essa teoria é que estas possuem DNA próprio, 
duas membranas e se autorreplicam. 
 
METABOLISMO BACTERIANO 
→ RESPIRAÇÃO: aeróbica e anaeróbica. 
o AERÓBICA: receptor final de elétrons 
são compostos de oxigênio; maior 
rendimento energético. 
o ANAERÓBICA: receptor final de 
elétrons são compostos a base de 
nitrogênio e enxofre, por exemplo. 
→ FERMENTAÇÃO: saldo de 2 ATPs, pois o 
processo é finalizado na quebra da glicólise e o 
receptor final de elétrons são compostos 
orgânicos. 
→ CRESCIMENTO BACTERIANO: 
o AERÓBIAS: crescem na presença de O2. 
o AERÓBICAS FACULTATIVAS: crescem 
MELHOR na presença de O2, mas 
também crescem na falta deste 
nutriente. 
o ANAERÓBICAS: não crescem na 
presença de O2. 
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/infec%C3%A7%C3%B5es/infec%C3%A7%C3%B5es-bacterianas-bact%C3%A9rias-gram-negativas/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-bact%C3%A9rias-gram-negativas
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/infec%C3%A7%C3%B5es/infec%C3%A7%C3%B5es-bacterianas-bact%C3%A9rias-gram-negativas/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-bact%C3%A9rias-gram-negativas
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/infec%C3%A7%C3%B5es/infec%C3%A7%C3%B5es-bacterianas-bact%C3%A9rias-gram-negativas/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-bact%C3%A9rias-gram-negativas
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/infec%C3%A7%C3%B5es/infec%C3%A7%C3%B5es-bacterianas-bact%C3%A9rias-gram-negativas/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-bact%C3%A9rias-gram-negativas
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/infec%C3%A7%C3%B5es/infec%C3%A7%C3%B5es-bacterianas-bact%C3%A9rias-gram-negativas/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-bact%C3%A9rias-gram-negativas
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/infec%C3%A7%C3%B5es/infec%C3%A7%C3%B5es-bacterianas-bact%C3%A9rias-gram-positivas/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-bact%C3%A9rias-gram-positivas?query=cocos%20gram%20positivas
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/infec%C3%A7%C3%B5es/infec%C3%A7%C3%B5es-bacterianas-bact%C3%A9rias-gram-positivas/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-bact%C3%A9rias-gram-positivas?query=cocos%20gram%20positivas
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/infec%C3%A7%C3%B5es/infec%C3%A7%C3%B5es-bacterianas-bact%C3%A9rias-gram-positivas/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-bact%C3%A9rias-gram-positivas?query=cocos%20gram%20positivas
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/infec%C3%A7%C3%B5es/infec%C3%A7%C3%B5es-bacterianas-bact%C3%A9rias-gram-positivas/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-bact%C3%A9rias-gram-positivas?query=cocos%20gram%20positivas
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/infec%C3%A7%C3%B5es/infec%C3%A7%C3%B5es-bacterianas-bact%C3%A9rias-gram-positivas/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-bact%C3%A9rias-gram-positivas?query=cocos%20gram%20positivas
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/infec%C3%A7%C3%B5es/infec%C3%A7%C3%B5es-bacterianas-bact%C3%A9rias-gram-positivas/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-bact%C3%A9rias-gram-positivas?query=cocos%20gram%20positivashttps://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/infec%C3%A7%C3%B5es/infec%C3%A7%C3%B5es-bacterianas-considera%C3%A7%C3%B5es-gerais/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-bact%C3%A9rias?query=bacilos
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 Microbiologia e Micologia Clínica 
→ Todo protocolo clínico em microbiologia deve ter 
curva de crescimento bacteriano ótima, a qual 
será simulada e executada pelas técnicas de 
culturas e meios propícios. 
 
INFORMAÇÕES ADEMAIS 
→ Estafilococos possuem múltiplos planos de 
divisão. 
→ O que agrupa bactérias espiraladas são pontos de 
curvatura. 
→ Muito comum espécies de estreptococos serem 
encontrados aos pares. 
→ Membrana externa de GRAM NEGATIVAS há 
presença de porinas, ou seja, proteínas 
transmembranares. 
MEIOS DE CULTURA 
→ Associados a diferentes estados físicos: líquido, 
sólido e semissólido. 
→ Quanto mais ágar, maior será a polimerização e o 
tamanho da rede. 
→ MEIO LÍQUIDO: chamado de caldo ou nutriente; 
utilizado para crescimento bacteriano e pode ser 
usado antes de um meio sólido; é avaliado pela 
turvação do caldo, pois é o que demonstra se 
houve desenvolvimento de alguma bactéria. 
→ MEIO SÓLIDO: meio ágar; usado para 
semeadura. 
→ MEIO SEMI-SÓLIDO: usado para motilidade, 
por permitir a movimentação bacteriana; deve ser 
utilizada uma alça agulha para manuseio e o 
ângulo de entrada com a alça deve ser o mesmo 
ângulo de saída para não haver perfuração do 
meio semi-sólido; quando o resultado do teste é 
motilidade NEGATIVO, significa que houve 
crescimento em uma região específica (não 
movimentou); por outro lado, quando o resultado 
do teste de motilidade é POSITIVO significa que a 
bactéria cresceu e houve movimentação ao longo 
do meio. 
DIAGNÓSTICO DE COCOS GRAM POSITIVAS: 
ESTAFILOCOCOS – 24/08 
INTRODUÇÃO 
→ DIVIDIDAS EM: estafilococos (podem estar em 
cadeias), estreptococos (cadeias de tamanhos 
variados) e enterecocos (localizadas no intestino). 
→ As principais técnicas de identificação são: teste 
da catalase, ágar sangue e teste da coagulase. 
→ Em alguns protocolos possa ser que a amostra 
seja inserida em caldo e após isso ir direto para 
bacterioscopia. 
FLUXO DIAGNÓSTICO PARA ESTAFILOCOCOS 
→ 1) Colônia de cocos gram positiva isolada; 
→ 2) Teste de CATALASE para saber se será positivo 
(estafilococos) ou negativo (estreptococos); 
→ 3) Ocorrendo resultado para estafilococos, se 
realiza o teste da COAGULASE; 
→ 4) Conforme a coagulase apresente resultado 
POSITIVO, significa Sthaphylococcus aureus 
(aplicar teste de DNase); caso seja negativo é 
interpretado como S.C.N (estafilococos coagulase 
negativa); 
→ 5) Com o restado negativo da coagulase é feito o 
teste de SUSCETIBILIDADE com o antibiótico 
novobiocina (ANTIBIOGRAMA). 
→ 6) O antibiograma apresentando resultado 
RESISTENTE significa que o paciente está com o 
Staphylococcus saprophyticus (halo menor que 16 
mm; frequente em infecção urinária em 
mulheres) e caso apresente resultado SENSÍVEL é 
característico de Staphylococcus epidermidis (halo 
maior que 16 mm; frequente em hemocultura e 
cateter). 
CONSIDERAÇÕES GERAIS 
→ HEMÓLISE: 
o GAMA: Não ocorre hemólise; 
o BETA: Há hemólise.; 
o ALFA: Hemólise parcial. 
→ Estreptococos podem ter beta ou alfa hemólise, 
enquanto nas estafilococos tal evento é muito 
difícil de ocorrer. 
→ As características TÍPICAS de cada colônia 
bacteriana devem servir como AUXÍLIO ao 
diagnóstico clínico e não para determiná-lo. 
→ As considerações morfológicas relevantes as 
bactérias são FORMA, ELEVAÇÃO e MARGEM. 
 Microbiologia e Micologia Clínica 
o As espécies de estafilococos são maiores 
e convexas; enquanto as estreptococos 
são menores e puntiformes. 
o Nas estrias que são feitas na semeadura 
deve sempre ser seguido o sentido da 
linha quando já se quer ter uma noção da 
forma e margem da bactéria a ser 
estudada. 
 
TESTES MICROBIOLÓGICOS 
→ CATALASE: 
o Degrada peróxido de hidrogênio (2H2O2) 
formando H2O e O2. 
o Conforme é aplicada a água oxigenada e 
ocorre a FORMAÇÃO de bolhas é porque 
CONTÊM a catalase, característico de 
estafilococos. 
o Se após a aplicação da água oxigenada 
NÃO ocorrer a formação de bolhas é 
porque NÃO CONTÊM a catalase, sendo 
relativo a estreptococos. 
o Quando as bactérias forem cultivadas em 
ágar sangue deve ser tomado cuidado 
por conta da catalase presente em sua 
composição para não induzir resultados 
falsos. 
 
→ COAGULASE: 
o Deve ser oferecido PLASMA como 
substrato a bactéria por conta do 
fibrinogênio presente na composição 
(dificultando fagocitose para coagular). 
o Na lâmina devem ser postas algumas 
gotas de solução salina com cuidado para 
não contaminar o meio de cultura, 
homogeneizar, adicionar o plasma e ver 
se houve coagulação pela ação do 
fibrinogênio. 
▪ No tubo pode ser colocado 
CALDO BHI para meio mais 
nutritivo e emulsiona a bactéria. 
 
 
→ ANTIBIOGRAMA: 
o Fazer semeadura por espalhamento com 
a alça de drigalski para os ambos lados e 
direções. 
o No meio devem ser embebidos filtros de 
papel com diferentes antibióticos, os 
quais são fixados levemente com a alça. 
o O antibiótico que está no disco se 
espalha de forma radial. 
o A interpretação, em boa parte dos casos, 
se da pela formação de HALOS e o 
antibiótico aplicado. 
▪ Quanto mais afastado for do 
halo, mais sensível será. 
▪ Quanto mais perto do halo, 
significa maior resistência. 
 Microbiologia e Micologia Clínica 
 
 
 
→ AGAR SANGUE: 
o Normalmente sangue de carneiro; 
o Na elaboração deste existem cuidados 
específicos para não romper as 
hemácias; 
o Meio muito nutritivo e avalia hemólise 
(diferencial para estrepetococos – alfa e 
beta). 
 
→ OXIDASE: 
o Reduz oxigênio na cadeia transportadora 
de elétrons; 
o A cor violeta significa positivo para o 
teste e sem cor corresponde a negativo. 
 
STAPHYLOCOCCUS AUREUS 
→ Microbiota transitória; 
→ Localizada na pele ou cavidades nasais; 
→ Alta resistência ao ambiente; 
→ Presente em furúnculos e abcessos; 
→ Quando atinge a circulação sistêmica causa 
inflamações no endocárdio e no intestino; 
→ Resistente a nancomicina metcilina, o que vem 
causando preocupação por altas infecções 
hospitalares e em comunidades; 
→ Halófilas, ou seja, crescem em altas 
concentrações de sal. 
→ Melhor meio de cultivo em ÁGAR MANITOL por 
ser um meio SELETIVO + DIFERENCIAL para esta 
bactéria por fermentar o manitol. 
→ Identificada por testes imunológicos, como a 
aglutinação indireta (látex, revestimento com @ 
específicos e observa-se se aglutinou ou não na 
presença do AG). 
 
 
 Microbiologia e Micologia Clínica 
MICROCOCOS 
→ Tétrade de cocos (cadeia de 4); 
→ Oxidase negativa, sendo o oposto para 
estafilococos e estreptococos que são positivas 
para o teste; 
 
DIAGNÓSTICO DE COCOS GRAM POSITIVAS: 
ESTREPTOCOCOS – 14/09 
→ BACTERIOSCOPIA: morfologia, coloração e 
disposição. 
→ TÉCNICAS: princípio, procedimento e 
interpretação.→ ESTREPTOCOCOS: podem estar em disposição 
de cadeias em diferentes tamanhos. Ex: 
diplococos. 
o São consideradas como fastidiosas, ou 
seja, difícil crescimento. 
→ ENTERECOCOS: disposição em diplococos; não 
esporulados; halófilas; boa tolerância de 
crescimento (ex: pressão osmótica). 
→ ESPÉCIES ESTREPTOCOCOS: 
o S. PNEUMONIAE : disposição em 
diplococos isolados e em cadeias curtas; 
dentre as doenças que este 
microrganismo pode causar estão: 
▪ Pneumonia; 
▪ Meningite; 
▪ Otite; 
▪ Artrite séptica. 
o S. PYOGENES : se aproxima da 
morfologia em cachos de uva; 
relacionada a doenças, como: 
▪ Endocardite; 
▪ Febre Reumática (respostas 
inflamatórias além do local 
lesionado). 
o S. AGALACTIE: disposição em cadeias 
curtas; recorrente durante gestação 
(materno-fetal); relaciona-se a doenças 
como: 
▪ Sepse; 
▪ Meningite; 
▪ Endocardite. 
o S. GRUPO VIRIDANS : disposição em 
cadeias longas; grande importância na 
odontologia. 
→ ESPÉCIES ENTEROCOCOS: 
o ENTEROCOCOS FECALIS E FAECIUM 
o Estão presentes no intestino; 
o Possuem relevância clínica em outros 
locais provocando outros tipos de 
doenças, como: infecção urinária, pós-
cirúrgico e má higienização das mãos do 
profissional de saúde. 
LINHA GERAL PARA DIAGNÓSTICO 
→ De início, deve se ter em mente que os 
estreptococos são bactérias GRAM POSITIVAS, 
coram em ROXO (camadas peptideoglicano) e 
possuem arranjo em cadeia. 
→ O primeiro teste laboratorial a ser realizado é o da 
CATALASE, o qual apresentará dois resultados, 
positivo ou negativo (1). 
o Estafilococos e micrococos: + 
o Estrepetococos e enterococos: - 
→ Após resultado negativo, se iniciam os testes para 
início de classificação de estrepto e enterococos. 
→ Sendo assim, o próximo passo é realizar o cultivo 
com ágar sangue para que seja observado o tipo 
de hemólise formada (2). 
o O que definirá o tipo de hemólise 
formado é a hemolisina, sendo que na 
beta ocorre MAIS degradação (cor mais 
clarinha devido ação hemolítica), na alfa 
ocorre degradação PARCIAL 
(vermelhinho claro) e na gama por não 
ocorrer o meio fica AVERMELHADO. 
o O ágar sangue não determina o tipo de 
espécie, mas sim os testes específicos 
aplicados para cada uma delas quando se 
tem o resultado do tipo de hemólise que 
ocorreu. 
→ Se a hemólise for TOTAL (beta) se refere a S. 
agalactie e S. pyogenes; caso a hemólise for 
PARCIAL (alfa) é correspondente a S. grupo 
viridans e S. pneumoniae; por fim, caso tenha 
AUSÊNCIA (gama) de hemólise será 
correspondente aos enterococos (3). 
→ Classificação antigênica/sorológica: se referem 
aos suportes de imunoensaios específicos para 
estreptococos e enterococos. Em geral, são 
relacionados aos diferentes tipos de antígenos 
que estão presentes na superfície da parede 
celular. 
ALFA HEMÓLISE 
→ ESQUEMA GERAL: realização de testes de bile 
solubilidade e optoquina. 
o S. PNEUMONIAE : bile solubilidade 
positiva e sensível na optoquina. 
 Microbiologia e Micologia Clínica 
o S. VIRIDANS : bile solubilidade negativa 
e resistente para optoquina. 
→ TESTE DE OPTOQUINA: 
o Utiliza-se ágar sangue por causa da 
bactéria ser fastidiosa. 
o Semeadura por espalhamento. 
o PRINCÍPIO: resistente ou sensível. 
o PROCEDIMENTO: semeadura por 
espalhamento, inserir disco com 
antibiótico e levar a estufa. 
o INTERPRETAÇÃO: observar diâmetro do 
halo para determinação de resistência ou 
sensibilidade. 
→ BILE SOLUBILIDADE: 
o PRINCÍPIO: solubilidade ou não na 
presença de sais biliares. 
o PROCEDIMENTO: utilização de um tubo 
controle NEGATIVO que deve conter 
apenas a amostra e todas as condições 
favoráveis para o crescimento da 
bactéria e no outro deve ser o TESTE, o 
qual contêm a amotra + sais biliares. 
▪ Se a bile não for solúvel 
ocorrerá a produção de alta 
lisina. 
o INTERPRETAÇÃO: 
▪ S. pneumoniae: sem turvação e 
contêm auto-lisina (mata a 
bactéria); resultado positivo. 
▪ S. viridans: tem pouca turvação 
(menos que o teste) e apresenta 
resultado negativo. 
BETA HEMÓLISE 
→ FLUXO: teste de CAMP, teste de PYR e bacitracina 
(antibiograma – apenas para PYR positivo). 
→ TESTE DE CAMP: 
o PRINCÍPIO: observar a potencialização 
da beta-hemólise. 
o PROCEDIMENTO: realizar a semeadura 
do S. aureus beta hemolítico no ágar 
sangue, e perpendicular a ela, adicionar 
a amostra fazendo nova semeadura. 
▪ Não deve ser encostada 
nenhuma bactéria na outra, 
pelo contrário, devem manter 
apenas proximidade. 
o INTERPRETAÇÃO: Somente a beta 
hemolisina produzida pelo S. agalactie 
potencializa a beta hemolisina pelo S. 
aureus indicando formação de seta ou 
meia lua. 
▪ Postivo: S. agalactie. 
▪ Negativo: outras espécies. 
→ TESTE DE PYR: 
o PRINCÍPIO: avaliação da enzima PYR. 
o PROCEDIMENTO: fazer esfregaço no 
disco, aguardar alguns minutos, 
adicionar o reagente e observar a reação. 
o RESULTADO: se corar EM ROSA significa 
que é positivo para S. pyogenes (único 
beta hemolítico produtor de PYR). 
→ BACITRACINA (ANTIBIOGRAMA ): 
o Diâmetro do halo NÃO é relevante, pois 
a formação de qualquer tipo de halo se 
remete a S. pyogenes (sensível). 
GAMA HEMÓLISE 
→ Técnicas: bile esculina (+), NaCl 6,5% (+) e teste 
PYR (+). 
→ NACL 6,5%: 
o Caldo BHI + NaCl; 
o Turvação: + (enterococos) e – (outras 
espécies). 
→ BILE ESCULINA: 
o Conversão de esculina na presença sal 
biliar; 
o Hidrolisar a bile na presença da esculina. 
o Resultado negativo (claro) e positivo 
(escurecido - enterococos). 
NEISSERIA 
→ Meningococos (cresce no ágar sangue). 
→ Gonococo (não cresce no ágar sangue). 
→ Catalase e coagulase positivas. 
→ Gram Negativas. 
→ Encontradas nas mucosas. 
→ Fastidosas e o meio de cultivo ideal é o ágar 
chocolate. 
o Normalmente os materiais são LCR e 
amostra de sangue. 
→ Ágar Thayer-Martin: isolamento seletivo. 
→ Prova Bioquímica: fermentação da maltose. 
o NEGATIVO: GONORREIA. 
o POSITIVO: MENINGOCOCO. 
 
 
 
 
 
 Microbiologia e Micologia Clínica 
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE 
ENTEROBACTÉRIAS – 28/09 
CONCEITOS GERAIS 
→ As enterobactérias são bacilos gram negativas, 
podendo ser bastonetes curtos, longos ou 
robustos. São positivas para catalase e negativas 
para oxidase. 
o Possuem em sua membrana uma ou 
poucas camadas de peptideoglicano e o 
LPS. 
▪ O LPS possui o antígeno “O”. 
▪ Cápsula possui antígeno K. 
▪ Flagelos possuem antígeno “H”. 
→ De maneira geral são fermentadores de CHO (ex: 
glicose e/ou lactose). 
o Anaeróbicas facultativas (produzem gás 
ou não). 
o Acidificam o meio quando fermentam. 
→ Normalmente, no tubo, são utilizados meios 
presuntivos para busca e pesquisa de mais de um 
parâmetro (ex: fermentação e motilidade). 
→ Em manifestações clínicas GERAIS, estas bactérias 
causam diarreia, infecção urinária e meningite. 
→ ÁGAR MAC CONKEY: seletivo e diferencial para 
enterobactérias. 
→ ÁGAR CLED: inibe o véu que Proteus spp. 
sintetiza no meio. 
→ ENTEROBACTÉRIAS OBRIGATORIAMENTE 
PATOGÊNICAS: 
o Linhagens E.coli patogênicas: 
▪ EPEC: diarreiogênica. 
▪ EHEC: gene STX (toxina shiga) 
de absorção sistêmica; espécie 
hemorrágica. 
▪ ETEC: toxicogênica; contida no 
enterócito. 
▪ EAEC: agregativa; forma 
biofilme. 
▪ EIEC: invasiva; usa próprio 
sistema de amostra da célula 
para chegar à célula seguinte. 
▪ DAEC: adesão mista. 
▪ EXTREMIDADES: UPEC (trato 
urinário) e MINEC (causadora 
de meningite). 
o Salmonella: diarreia do viajante, 
contaminação de alimentos, febre tifoide 
e gastroenterite. 
o Shiguella: toxina shiga, diarreia aguda, 
severa e que pode levar a óbito; 
nefrotóxica. 
o Yséria: enterocolítica, diarreia e 
retocolite ulcerativa. 
→ ENTEROBACTÉRIAS OBRIGATORIAMENTE 
OPORTUNISTAS: 
o E.coli: natural da microbiota. 
o Klebissiela pneumoniae: gene KPC 
(resistência); infecçõesurinárias; 
pneumonias. 
o Citobacter: associada a IRAs (infecções 
de resistência associada a saúde). 
o Proteus spp: forma véu sob colônia, o 
que dificulta visualização. 
o Enterobacter aerogenes: associado a 
IRAs. 
→ No caso das enterobactérias, os testes de 
motilidade serão relevantes para verificar a 
presença ou não de flagelos. 
o Quando flageladas são peritrícleas. 
→ TRANSMISSÃO: oral-fecal. 
ISOLAMENTO E PROVAS DE INDENTIFICAÇÃO 
→ A primeira etapa para identificação bacteriana é o 
semeio da amostra em meio de cultivo seletivo e 
diferencial. Sendo assim, temos: 
o ÁGAR EMB: nos fermentadores de 
lactose o meio apresenta cor 
escura/esverdeada; para aquelas que 
não fermentam, o meio fica 
transparente. 
o ÁGAR MAC CONKEY: cristal violeta 
impede o crescimento de gram positivas; 
fermentadoras de lactose apresentam 
meio de cor rosa/vermelho. 
▪ Salmonella e Shiguella 
crescem, mas não fermentam. 
▪ E.coli cresce e fermenta 
glicose/lactose. 
 
 
 Microbiologia e Micologia Clínica 
o ÁGAR SS: isolamento das espécies 
Salmonella e Shiguella a partir de 
amostras diarreicas. 
→ TESTE TSI (tríplice açúcar ferro): meio com ágar 
TSI que apresenta coloração vermelho-alaranjada 
quando não há inoculação. 
o PRINCÍPIO: diferenciação de bacilos 
gram negativos fermentadores dos não 
fermentadores ou fermentadores lentos. 
o MÉTODO: semeadura introduzindo 
agulha bacteriológica por picada até o 
fundo do tubo + seguido de estriamento 
na superfície inclinada → originando 
duas zonas de reação no mesmo tubo; 
após isso, incubar amostra. 
▪ Lembrar que no tubo (de ensaio 
inclinado) a parte inferior se 
refere aos fermentadores de 
GLICOSE, enquanto a mais 
superior indica fermentações 
de LACTOSE e SACAROSE. 
▪ Quando produz o sulfeto de 
hidrogênio, o meio ficará 
escurecido (ex: Salmonella). 
▪ Podem ocorrer fermentações 
apenas de glicose ou só de 
lactose/sacarose. 
▪ Produção de gases levam a 
formação de bolhas. 
o INTERPRETAÇÃO: a fermentação é 
indicada pela mudança do indicador 
(vermelho de fenol) de vermelho para 
AMARELO, pois o meio é acidificado. 
 
 
→ ÁGAR SIM (sulfeto, indol e motilidade): 
o PRINCÍPIO: produção de indol, sulfeto 
de hidrogênio e determinação de 
motilidade de enterobactérias. 
o SULFETO: sua formação é detectada 
pela presença de tiossulfato de sódio e 
ferro no meio; coloração preta no meio 
(positivo). 
o INDOL: a formação de indol ocorre pela 
metabolização do a.a triptofano por 
bactérias produtoras de triptofanase; o 
indol é detectado pela adição do reativo 
KONVACS no tubo, onde as positivas 
formam um anel avermelhado na 
superfície do meio. 
o MOTILIDADE: avalia a presença de 
flagelos na bactéria que está sendo 
identificada; uso de meio semissólido 
para permitir dispersão de bactérias; 
semeadura com agulha bacteriológica de 
picada + incubação; a motilidade é vista 
pela turvação do meio (positiva). 
 
 
 
 
 Microbiologia e Micologia Clínica 
→ TESTE DE CITRATO DE SIMMONS: 
o PRINCÍPIO: enterobactéria utilizar 
somente o citrato como fonte de 
carbono. 
o MÉTODO: se a enterobactéria utilizar 
somente o citrato, o nitrogênio é 
extraído do fosfato de amônio → 
liberando amônia; ocorre alcalinização 
do meio e a cor vai de VERDE para AZUL; 
indicador da reação é o AZUL DE 
BROMOTIMOL. 
o INTERPRETAÇÃO: mudança de cor 
para AZUL (positivas). 
 
→ TESTE DA UREASE: 
o PRINCÍPIO: degradação da ureia a 
partir da enzima urease produzida pela 
enterobactéria. 
o INTERPRETAÇÃO: as produtoras de 
urease provocam mudança de cor 
amarelo/laranja para rosa/vermelho 
(positivas). 
 
→ TESTES VERMELHO DE METILA (VM) E 
VOGES PROSKAVER (VP): 
o PRINCÍPIO: avalia enterobactérias que 
metabolizam piruvato por via ácida mista 
(VM) ou via butinoglicólica (VP). 
o MÉTODO: utilização do caldo (meio 
líquido) a base de peptona, fosfato de 
potássio e com alta concentração de 
glicose. 
▪ VM: após inoculação, devem 
ser pingadas gotas de VM para 
verificar metabolização via 
ácida mista; pH deve estar 
abaixo de 4,4; o meio 
originalmente branca adquire 
tonalidade totalmente 
vermelha (positiva). 
▪ VP: pingar solução hidróxido de 
potássio + alfa naftol e inocular 
amostra; resultado visto por cor 
amarela (negativa) ou vermelho 
(positiva). 
▪ Na maioria das vezes, as 
espécies de enterobactérias 
positivas para VP, são VM 
negativas e vice-versa. 
 
→ TESTE DA FENILALANINA: 
o PRINCÍPIO: formação de ácido 
fenilpirúvico a partir da fenilalanina 
desaminase produzida pela bactéria. 
o MÉTODO: após incubação, são 
adicionadas algumas gotas de cloreto 
férrico 10% como indicador do meio; o 
meio de BRANCO vai para VERDE na área 
da rampa ou superfície do meio. 
o INTERPRETAÇÃO: verde (positivo) e 
branco (negativo). 
▪ Útil na identificação de espécies 
Proteus sp. e Providencia sp. 
 Microbiologia e Micologia Clínica 
 
→ TESTE DA LISINA: 
o PRINCÍPIO: verificar a presença de 
lisina descarboxilase, ornitina 
descarboxilase e arginina de-hidrolase; 
capacidade das bactérias 
descarboxilarem os a.a presentes no 
meio de cultura e assim gerando 
produtos: 
▪ LISINA: cadaverina. 
▪ ARGININA: citrulina. 
▪ ORNITINA: putrescina. 
o MÉTODO: feito em meio líquido ou 
semissólido contendo um a.a em cada 
tubo; pH deve ser de 5,5 para ação das 
enzimas. 
o RESULTADO: se a bactéria possuir 
descarboxilase ou de-hidrolase, o meio é 
alcalinizado e a cor púrpura é 
intensificada (positivo); caso mude para 
coloração amarelada (ou mantenha a cor 
purpura original) significa resultado 
negativo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Microbiologia e Micologia Clínica 
AULA 26/10 
RESUMO EM CONJUNTO ESTRELA. 
→ BGN-NF; 
→ BACTÉRIA ANAERÓBIAS RESTRITAS; 
→ BACT. ESPIRALADAS; 
→ BACT. REGULARES; 
→ BACT. ESPORULADAS; 
→ BACT CORINEFORMES; 
→ MICOBACTÉRIAS; 
→ BACT. FASTIDIOSAS. 
AULA 09/10 – ANTIMICROBIANOS, 
MICOLOGIA CLÍNICA E AUTOMAÇÃO EM 
MICROBIOLOGIA. 
ANTIMICROBIANOS 
→ ANTIBIÓTICOS: 
o BACTERICIDA: destroem diretamente o 
microrganismo. 
o BACTERIOSTÁTICO: impede o 
crescimento bacteriano. 
→ MECANISMOS DE AÇÃO: 
o Danos na parede celular (danos 
osmóticos, no crescimento e 
desenvolvimento delas). 
o Membrana plasmática. 
o Inibição da síntese proteica. 
o Inibição enzimática. 
o Inibição da replicação e transcrição de 
ácidos nucleicos. 
→ MECANISMOS DE RESISTÊNCIAS: em grande 
maioria associado a bactérias gram-negativas, 
bem como as estruturas que a constituem podem 
ser fatores para tal mecanismo. 
o PORINAS: efluxo de antibiótico. 
o BLOQUEIO DE ENTRADA DO 
ANTIBIÓTICO: molécula alvo - sítio 
chave fechadura 
→ BACTÉRIAS MULTIRRESISTENTES : 
o CARBAPENÊMICOS: foi percebido 
inicialmente em Klebissiela pneumoniae 
e subsequente bactérias, como 
Ancinetobacter e Pseudomonas), 
o RESISTÊNCIA A VANCOMICIN A: 
Enterococos faecium. 
o METICILINA: Stahphylococcus aureus 
o CLOSTRIFIOIDES. 
 
→ LINK:www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/
rede_rm/cursos/rm_controle/opas_web/modulo
1/conceitos.htm 
MICOLOGIA CLÍNICA 
→ Os fungos, de maneira geral, são classificados 
como os principais decompositores de partes 
duras de plantas que não podem ser decompostas 
por animais. 
→ FUNGOS FILAMENTOSOS E CARNOSOS: O 
talo (corpo) de um fungo filamentoso consiste em 
filamentos longos de células conectadas, sendo 
tais filamentos denominadas como hifas. 
o Na maioria dos fungos filamentosos, as 
hifas contêm paredes cruzadas 
denominadas septos → hifas septadas. 
o Em algumas poucas classes de fungos, as 
hifas não contêm septos e se apresentam 
como células longas e contínuas com 
muitos núcleos → hifas cenocíticas. 
o As hifas crescempor alongamento das 
extremidades, tanto que em 
laboratórios, os fungos geralmente 
crescem a partir de fragmentos obtidos 
de um talo do fungo. 
o A porção da hifa que obtêm nutriente é 
chamada de hifa vegetativa, enquanto 
aquela que está envolvida na 
reprodução é chamada de hifa 
reprodutiva → condições ambientais são 
favoráveis para formação de massa 
filamentosa, ou seja, o micélio. 
→ LEVEDURAS: São fungos unicelulares, não 
filamentosos e tipicamente esféricos/ovais. Em 
maior parte das vezes, são encontradas como um 
pó branco. O meio de reprodução das leveduras 
é o brotamento, sendo que algumas produzem 
brotos que não se separam uns dos outros, 
formando as pseudo-hifas (ex: Candida Albicans). 
Já as leveduras de fissão têm células parentais que 
se alongam, seus núcleos se dividem e duas 
células-filhas são produzidas (ex: 
Schizosacchoromyces). 
o As leveduras são capazes de crescimento 
anaeróbico facultativo, permitindo que o 
fungo cresça nos mais variados tipos de 
ambientes. 
 Microbiologia e Micologia Clínica 
 
 
→ TERMODIMORFISMO: Alguns fungos, em 
especial os patogênicos, exibem o chamado 
dimorfismo. Isto significa que podem crescer na 
forma de fungo filamentoso ou levedura. Quando 
relacionado a fungo filamentoso, este produz 
hifas vegetativas/aéreas e as leveduras se 
reproduzem por brotamento. 
o O dimorfismo patogênico é dependente 
da temperatura, sendo que a 37ºC se 
apresenta como levedura e em 25ºC 
como fungo filamentoso. 
→ REPRODUÇÃO: os fungos filamentosos podem 
se reproduzir de maneira assexuada pela 
fragmentação das hifas, já de maneira sexuada (e 
assexuada) ocorrem pela formação de esporos. A 
partir da formação desse esporo, o fungo se 
separa da célula parental e germina para originar 
outro tipo de fungo filamentoso. 
o Os esporos assexuais se formam pelas 
hifas de um organismo e serão 
geneticamente iguais aos parentais. 
Logo, os esporos sexuais resultam da 
fusão dos núcleos de duas linhagens 
opostas de cruzamento de uma mesma 
espécie de fungo. 
→ AMOSTRAS: os materiais coletados para análise 
laboratorial variam de acordo com tipo de micose 
que o paciente foi acometido, mas podem variar 
desde unhas, cabelos, tecidos e outros. 
o Muitas das vezes, problemas 
relacionados a leitura das amostras estão 
envolvidos ao excesso de coloração 
utilizada para determinação do tipo 
fúngico. 
→ DIAGNÓSTICO LABORATORIAL: 
o ÁGAR SABORAUD: meio a base de 
peptona com pH ácido que permite 
APENAS o crescimento fúngico; 
o CALDO BHI: meio nutritivo para facilitar 
o crescimento dos fungos, tendo em 
vista que normalmente o crescimento de 
tais é demorado. 
o ZIMOGRAMA: utilizado para avaliar 
capacidade metabólica, relacionado a 
fermentação ou não de açúcares. 
▪ Meio líquido; 
▪ Originalmente vermelho 
▪ Mudança de cor para amarelo 
indica fermentação positiva; 
▪ Pode ocorrer produção ou não 
de gás. 
o AUXANOGRAMA: assimilação de 
fontes der carbono ou nitrogênio. 
▪ Realizada semeadura pour-
plate: amostra e ágar juntos em 
meio líquido com visualização 
de solidificação. 
o MICROCULTIVO EM LÂMINA: 
observação dos tipos de hifas a partir do 
cultivo em lâmina na placa de petri 
sobreposta com lamínula. 
▪ Caso produza hifas vegetativas 
estas ficarão no ágar, enquanto 
as reprodutivas irão ficar sobre 
a lâmina → permite observação 
mais clara do crescimento na 
lâmina e do tipo de hifa. 
o MEIO CROMOGÊNICO: utilizado para 
Candida albicans e outros tipos de 
espécies. 
o EXAME DIRETO: Utilizado KOH 20% 
para raspado de pele ou unha. Além 
disso, amolece/clarifica estruturas 
fúngicas para um resultado qualitativo 
(apenas dizer se tem ou não). 
o COLORAÇÃO DE GRAM: utilizado 
apenas para análise morfológica; todos 
serão Gram positivos. 
 Microbiologia e Micologia Clínica 
o TINTA NANQUIM: utilizado para 
Cryptococcus neoformans, sendo que a 
amostra utilizada é LCR (por suspeita de 
meningite) e o corante usado visa 
facilitar a visualização da cápsula do 
criptococos para identificação de 
espécie. 
o CORANTE AZUL DE ALGODÃO: 
utilizado na visualização de hifas. 
o COLORAÇÃO PANÓTICA: observado 
núcleo de leveduras no interior dos 
fagócitos. Muito utilizado para 
identificação de Histoplasma sp. 
▪ HISTOPLASMA: tem uma fase 
de sua vida intracapsular e 
encontrado no interior de 
fagócitos; Giemsa pode ser 
usado também. 
o TESTE DE TUBO GERMINATIVO: após 
incubar soro humano com a levedura 
(por um tempo de até 3hrs) será 
visualizado pseudo-hifas características 
de Candida sp. 
CANDIDA ALBICANS 
→ Caracterizado como um fungo comensal presente 
na microbiota humana e identificada na cavidade 
orofaríngea, TGI e geniturinário. 
→ Boa parte das leveduras do gênero Candida se 
consistem em células com brotamento elíptico, 
formam filamentos multicelulares bem 
desenvolvidos e observados em microscopia. 
→ As infecções causadas são denominadas como 
candidíase, tipo de micoses oportunistas e que 
atingem ambos os sexos em todas as idades. 
o Alguns fatores predisponentes como 
pacientes em antibioticoterapia e com 
AIDS são mais suscetíveis a infecção. 
→ As manifestações clínicas variam de febre baixa e 
sepse generalizada. 
→ Identificação laboratorial realizada por MEIO 
CROMOGÊNICO e ÁGAR SABORAUD, por 
exemplo. 
CRIPTOCOCOS (NEOFORMANS) 
→ Micose de cunho sistêmico de porta de entrada 
inalatória (basidiósporos ou leveduras 
desidratadas) ocasionada por fungos do complexo 
Cryptococcus. 
→ Pode-se dizer que C. neoformans é uma 
criptococose cosmopolita, oportunista e 
associada a condições de imunodepressão celular. 
→ As manifestações clínicas envolvem 
meningoencefalite, a qual pode ser acompanhada 
ou não de lesões pulmonares com focos 
secundários em rins, ossos e peles. 
→ DIAGNÓSTICO: ELISA e/ou tinta nanquim (para 
visualização morfológica). 
AUTOMAÇÃO EM MICROBIOLOGIA 
→ PREVI COLOR GRAM: coloração de gram 
automatizada; possível ajustar tempo e 
intensidade do corante conforme amostra. 
→ SEMADURA AUTOMATIZADA: líquido escorre 
por todo pente e gira. Assim, realiza a semeadura 
clássica, seja por esgotamento ou estriamento. 
→ MICROSCAN E BD PHOENIX: utilizada a 
mesma amostra para realização de diferentes 
tipos de testes relativos a aquele determinado 
patógeno. 
→ MALDI-TOF: amostrada excitada pelo laser e 
encaminhada para o voo. Cada vez que bate uma 
amostra no detector são emitidos gráficos pelos 
tamanhos de moléculas --> associar a espécie. 
o Usado no diagnóstico de Candida auris. 
o Espectrometria de massa.

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