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1 
 
 
ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS / GEOGRAFIA 
 
VESTIBULAR 
VILAS 
 
Módulo III 
 
PEDOLOGIA E GEOLOGIA: NOÇÕES BÁSICAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS / GEOGRAFIA 
 
VESTIBULAR 
VILAS 
 
Módulo III 
PEDOLOGIA 
 
O Solo 
 
 
O solo é a parte exterior da litosfera, sua espessura varia entre 30 cm e 40 cm, é um dos mais 
importantes recursos naturais, é composto por fragmentos de rocha formados pela alteração química 
(ocorre quando os minerais de uma rocha são quimicamente alterados ou dissolvidos) e física (ocorre 
quando a rocha é fragmentada por processos mecânicos que não mudam a sua composição química) da 
rocha-matriz e pela matéria orgânica produzida por organismo que nele vivem (fator biológico). 
 
Consideram-se dois fatores na formação do solo: 
 
1
o
 A desintegração e decomposição das rochas. 
2
o
 A incorporação e decomposição de organismos vivos. 
 
A rocha matriz, ou rocha mãe, ao sofrer ação de agentes atmosféricos (clima) decompõe-se através 
do intemperismo, ou também chamado meteorização, além do clima, outros fatores também são 
responsáveis pela formação do solo, como elementos orgânicos e a topografia. 
A natureza da rocha matriz controla o intemperismo e define o tempo de formação do solo. O regolito 
é a primeira parte do solo a ser formada, é o material decomposto que ainda não sofreu ação de agentes 
como ventos, clima... 
O intemperismo e a erosão são processos geológicos importantes no ciclo das rochas e nos sistemas 
da Terra, eles modelam a superfície e alteram os materiais rochosos assim, formando os solos. 
 
Perfil do Solo 
À medida que o solo se forma, camadas peculiares são desenhadas originando assim os horizontes 
ou camadas do solo. 
Imaginando-se um corte vertical que vai da superfície até o material rochoso (rocha matriz) o conjunto 
de horizontes forma o perfil do solo. 
Quando o solo é bem desenvolvido, apresenta 4 horizontes principais: O, A, B, C, todos sobre a rocha 
matriz (R). 
 
EVOLUÇÃO E PERFIL DE UM SOLO 
 
 
 
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ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS / GEOGRAFIA 
 
VESTIBULAR 
VILAS 
 
Módulo III 
 
 
Horizonte Características 
O 
 
É o horizonte superficial. Pode conter mais de 20% de matéria orgânica (animal e 
vegetal) em diferentes graus de decomposição. 
A 
 
Apresenta maior quantidade de matéria orgânica decomposta e misturada com 
elementos minerais. Sofre perdas de minerais (ferro, alumínio) pela lixiviação (ação 
das águas). Nas áreas cultivadas, está em contato direto com a atmosfera. 
Contém as raízes dos vegetais. 
B 
 
Bastante intemperizado. Pouco afetado pela erosão natural e pela ação do homem. 
Pouca matéria orgânica, muita matéria mineral e cor geralmente vermelha ou amarela. 
Recebe materiais lixiviados do A. 
C Chamado de regolito, material decomposto, proveniente da rocha matriz. 
R Rocha matriz ou rocha não-alterada. 
Fontes: baseado em FONT-ALTABA, M. e ARRIBAS, A. San Miguel. Atlas de geologia. p. E-1; GUERRA, Antônio Teixeira. Dicionário geológico e geomorfológico. Rio de Janeiro, 
IBGE, 1972. 
 
Origem dos Solos 
Quanto à origem, os solos podem ser: eluviais ou zonais, Azonais ou Aluviais e Intrazonais. 
 
1.Eluviais ou Zonais 
 
Quando os solos se formam no mesmo lugar a partir da degradação e da decomposição das rochas, 
o clima é o principal agente formador; são solos maduros, relativamente profundos, com horizontes A,B e C 
bem caracterizados. 
 
EXEMPLO: 
Massapê, terra roxa, laterítico, podzol, solontchac, prairie, tchernozion. 
 
 
 4 
 
 
ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS / GEOGRAFIA 
 
VESTIBULAR 
VILAS 
 
Módulo III 
 Laterítico: Também chamado de Latossolo, domina em áreas de clima tropical, devido à intensa 
lixiviação e à laterização. É um solo pobre para a agricultura, sendo de coloração avermelhada, 
alaranjada ou amarelada. Tem profunda espessura e grande porosidade. Destina-se as pastagens, 
aparece no Amazonas ou Centro-Oeste. 
 Pdzol: Comum nas áreas de coníferas, de clima temperado ou frio. De cor cinzenta, seus horizontes são 
bem definidos, podem chegar até a 30m de profundidade, é pobre em húmus (matéria orgânica). É fértil, 
porém, ácido é raro encontrar esse tipo de solo no Brasil, sendo mais comum em países como; Rússia, 
Ucrânia, Canadá, EUA e países Escandinavos. 
 Solontchach: Comum em áreas de climas semiáridos quentes, sendo coberto pela Caatinga. Os 
horizontes são pouco individualizados, são ricos em sais minerais primários e pobres em húmus. São 
rasos, pedregosos e arenosos, e caso sejam devidamente irrigados, são viáveis á agricultura. 
 Prairie: Abrange áreas de clima temperado subúmido onde a vegetação é de gramíneas (pradarias e 
estepes). É bastante fértil, apresentando coloração parda; é muito usado na sojicultura e triticultura. 
Predomina na Argentina e na América do Norte, Ucrânia e sul da Rússia. 
 Tchernozion: Domina em regiões de clima semiárido e corresponde ao domínio das estepes semiáridas 
frias. É destinado basicamente a triticultura e aparece no centro sul da antiga URSS. É um solo 
extremamente fértil e de coloração escura. 
 Terra roxa: Solo vulcânico resultante da degradação do basalto e diabásio. Tem cor castanho-
avermelhada, tem boa espessura e desenvolve-se em clima tropical. Fértil, serve a cafeicultura, 
dominando principalmente no norte do Paraná e Planalto Paulista. 
 Massapê: Originado da decomposição do granito, do gnaisse e às vezes do calcário, é usado 
principalmente para a plantação de cana, fumo e cacau. No Brasil, surge na zona da mata nordestina, 
recôncavo baiano e sul da Bahia. É rico em húmus e tem coloração escura. 
 
2. Aluviais ou Azonais 
 
Quando os solos são formados a partir do transporte e acúmulo de materiais transportados pelas 
águas correntes e pelos ventos, podem ser chamados também de Litossolos. O fator determinante é a 
rocha matriz. Não são bem desenvolvidos e apresentam a sequência de horizontes A-C ou A-R, não 
possuem horizonte B. 
 
EXEMPLO: 
 
Solos de várzea e de deltas fluviais (pela água) e solos de Loess: 
 
 Solos Intrazonais: O relevo ou a rocha matriz são os fatores determinantes na formação desse tipo de 
solo. 
 Solo de várzea: É oriundo do acúmulo de aluviões transportados pelos rios. Serve principalmente a 
rizicultura e também, às culturas de subsistência. Este solo é presença marcante ao longo dos principais 
rios asiáticos, norte-americanos, sul-americanos e africanos. É de alta fertilidade e destina-se a cultivos 
temporários. 
 Solo de Loess: É bastante fértil, sendo formado pelo acúmulo eólico de poeira amarelada. Abrange o sul 
da China, Planície do Mississipi (EUA) e os pampas argentinos. Serve a rizicultura, sojicultura, 
cotonicultura e triticultura. 
 
Classificação dos solos 
 
1. Quanto à cor: 
 
Brancos: Solos brancos indicam ausência de ferro e matéria orgânica (húmus). 
Escuros: são ricos em húmus. 
Avermelhados ou alaranjados: indicam presença de óxido de ferro. 
Cinzentos: revelam a presença constante de água. 
 
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ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS / GEOGRAFIA 
 
VESTIBULAR 
VILAS 
 
Módulo III 
2. Quanto à estrutura 
 
Argiloso: são finos e pouco permeáveis. 
Arenosos: tem granulação maior e possuem boa permeabilidade. 
Argiloarenoso: apresentam granulométrica média. 
 
Fertilidade do solo 
 
Um organismo vivo 
 
Você pode imaginar o solo como um organismo vivo, que recicla detritos, promove 
crescimento, armazena e limpa a água e age como uma fonte básica de vida para todos os 
seres vivos. E como todos os seres vivos, o solo pode estar saudável ou não. 
Um solo saudável apresenta um equilíbrio de água, gases, frações minerais, ph neutro 
(6,5; 7,5), organismos vivos e matéria orgânica em decomposição. Juntos, estes componentes 
interagem para dar vida ao solo. 
Atualmente, falhas na composição do solo podem ser corrigidas pelo homem. Hoje, 
lugares desérticos, como o deserto de Neguev (Israel), ondemodernas técnicas de irrigação 
transformaram esses lugares em áreas extremamente produtivas. 
 
Conservação dos Solos 
 
São numerosas as razões para que os solos se tornem doentes e até estéreis. No 
entanto, a principal causa do declínio da qualidade é a remoção da vegetação de cobertura e o 
excessivo uso além fertilizantes artificiais. O excessivo uso de fertilizantes além de prejudicar 
os solos, contaminam águas superficiais e lençóis freáticos, já que o excedente de fertilizantes 
que não é utilizado pelas plantas é levado pela chuva até rios, lagos, cursos d’água... 
As queimadas das matas destroem micronutrientes e os micro-organismos necessários à 
saúde da terra. O produtor se ilude com a brotação mais rápida, sem saber que de cada cem 
plantas-mães apenas quarenta voltam a nascer. 
 
Preservando, restaurando e melhorando 
solos danificados. 
 
Os solos podem ser rapidamente restaurados e 
reconstituídos. 
A restauração do solo é fundamental para a produtividade e a 
saúde. Os métodos utilizados variam de acordo com o clima e com 
as características do local. No entanto, em qualquer situação, a 
matéria orgânica é o melhor aditivo para melhorar o solo. Muitas 
técnicas ajudam a melhorar a qualidade dos solos; uso de adubos 
minerais ou orgânicos em solos pobres de nutrientes, aplicação de 
calcário em terrenos com grande acidez (calagem), utilização 
adequada de máquinas agrícolas de acordo com o tipo de solo, conservar micro-organismos 
vitais a sua fertilidade, como por exemplo; minhocas e muitas outras técnicas. 
Um solo em agonia tem características básicas: ausência de cobertura vegetal, superfície 
exposta ao Sol, presença de voçorocas, forte evaporação da água contida no solo e perda de 
micro-organismos. 
 
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ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS / GEOGRAFIA 
 
VESTIBULAR 
VILAS 
 
Módulo III 
Fonte: Ricardo Azoury / Pulsar 
 
 
 
 
 
Fonte: Agliberto Lima / AE 
 
Queimadas, como esta em Rondônia, e a ação das chuvas e enxurradas (aqui na Cidade 
Tiradentes, Região Metropolitana de São Paulo, em 2000) são duas formas de degradação dos 
solos, bastante comuns no Brasil. 
 
Um solo em agonia tem características básicas: ausência de cobertura vegetal, superfície 
exposta ao Sol, presença de voçorocas, forte evaporação da água contida no solo e perda de 
micro-organismos. 
 
Laterização e erosão 
Os maiores problemas enfrentados pelos solos brasileiros são a laterização e erosão. 
Laterização 
Processo típico de áreas com uma estação seca e outra chuvosa. O solo sofre ação das 
chuvas, que removem sais minerais primários e ocasionam forte concentração de ferro e 
alumínio. A acidez do solo torna-se alta, formando a canga ou a laterita, que domina 
principalmente no centro-oeste. 
 
Erosão 
 
Pode ser produzida por ações naturais e atividades antrópicas, como queimadas de 
matas, monocultura repetitiva, desmatamento de encostas formando as ravinas. 
 
GEOLOGIA: NOÇÕES BÁSICAS 
 
A ciência que trata do estudo da constituição e da evolução física da Terra é a Geologia. 
Terra, um Planeta em Mutação. 
A aparente solidez da Terra esconde um turbilhão interior que remota à sua origem, há 
cerca de 4,5 bilhões de anos. Acreditasse que o planeta tenha se formado a partir de nuvens 
de poeira transformadas numa esfera pela ação da gravidade. A pressão e o calor intensos 
provocaram a fusão parcial do interior do planeta, dando origem a um “oceano” de magma 
derretido 200 a 400Km abaixo da superfície. Aos poucos, essa massa dividiu-se em camadas 
com a rocha menos densa formando uma crosta exterior e os materiais mais densos, ferro e 
níquel, aprisionados no núcleo central. Ainda hoje podemos observar manifestações da energia 
contida no interior da Terra, nos processos violentos e dinâmicos dos vulcões e terremotos (ou 
sismos). Tais fenômenos estão relacionados com as placas tectônicas, que formam a crosta 
terrestre e, no seu constante movimento, arrastam continentes e oceanos. 
 
 
 
 
 
 
 
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ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS / GEOGRAFIA 
 
VESTIBULAR 
VILAS 
 
Módulo III 
A Terra e suas Camadas 
 
A TERRA É UM SISTEMA ABERTO QUE TROCA ENERGIA E MASSA COM SEU 
ENTORNO 
 
 
 
O SISTEMA TERRA É CONSTITUÍDO POR TODAS AS PARTES DE NOSSO PLANETA 
E SUA INTERAÇÕES. 
 
 
Fonte: Para entender a Terra. Bookman, p. 37. 
 
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ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS / GEOGRAFIA 
 
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VILAS 
 
Módulo III 
 
Principais componentes e subsistemas do sistema da Terra. As interações entre os componentes 
são governadas pela energia do Sol e do interior do planeta e organizadas em três geossistemas globais: 
o sistema do clima, o sistema das placas tectônicas e o sistema do geodínamo (O núcleo terrestre é 
metálico, sólido e gira numa velocidade diferente do manto pastoso que o reveste). 
 
Litosfera ou crosta terrestre: possui uma espessura de aproximadamente 70 Km, 
sendo subdividida em sial e sima. 
O sial é a parte mais externa da litosfera correspondendo ao solo e subsolo. É rica em 
silício e alumínio, além de apresentar muito granito. 
O sima é a região mais inferior da crosta, sendo comum a presença de silício e magnésio. 
Predominam as rochas de origem basáltica. 
A espessura da litosfera é variável. Sob os continentes varia de 20 a 70 Km sendo que a 
espessura máxima ocorre nos locais sob montanhas. Abaixo dos oceanos, a espessura varia de 
5 a 15 Km. 
Manto: Encontra-se logo abaixo do Sima, tendo uma espessura de 1200 Km e 
temperatura em torno de 3.400°C. 
É formado por rochas mais pesadas, como magnésio, ferro e silício. A parte mais externa 
do manto é conhecida como astenosfera, composta por um material pastoso denominado 
magma. 
No manto, verificam-se os movimentos de convecção, pelos quais têm origem os 
terremotos e vulcanismo. 
Núcleo: Está subdividido em duas camadas: o núcleo externo, que tudo indica ser líquido 
e vai até cerca de 5150 km, e o Núcleo Interno, que é sólido e encontra-se formado por níquel 
e ferro, a elevadas temperaturas. 
O núcleo interno chega a 6378 km de profundidade, ou seja, é o raio do planeta. 
 
 
OBSERVAÇÃO: 
 
Teoria da isostasia defende a ideia que o sial estaria flutuando sobre o sima. Desse 
modo, quando um bloco continental é sobrecarregado, o sial afunda sobre o sima, enquanto 
regiões próximas sofrem elevação. Por isso, que o sima apresenta uma espessura máxima nos 
lugares abaixo das montanhas. 
 
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ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS / GEOGRAFIA 
 
VESTIBULAR 
VILAS 
 
Módulo III 
 
 http://domingos.home.sapo.pt/estruterra_4.html 
 
 
Eras Geológicas 
 
Após sua formação, a Terra passou por um longo período de resfriamento. 
As Eras Geológicas e seus períodos marcam o tempo decorrido, como a evolução dos 
seres vivos desde os seus primórdios até o aparecimento da humanidade. 
 
ESCOLA GEOLÓGICA DO TEMPO 
 
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ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS / GEOGRAFIA 
 
VESTIBULAR 
VILAS 
 
Módulo III 
 
Fontes: A. T. Guerra e A. J. T. Guerra, Novo dicionário geológico-geomorfológico, p. 228; A Terra, 
série Atlas Visuais, p. 31; L. Marrero, La Tierra y sus recursos, p. 47. (Com adaptação). 
 
 
A Deriva dos Continentes e a Tectônica de Placas 
 
A teoria da deriva continental 
surgiu no século XX, foi confirmada 
pelos vestígios existentes nas rochas 
dos continentes e dos fundos 
oceânicos. Como exemplo, as 
plataformas continentais das 
margens do Brasil e da África 
Ocidental encaixam-se como peças 
de quebra-cabeça, tendo sido 
encontrados fósseis similares nos 
dois continentes. 
Essa e outras evidências 
comprovam a teoria segundo a qual 
há 200 milhões de anos existia um 
super continente (Pangeia) que as forças tectônicas fragmentaram, formando os continentes 
da atualidade. 
 
 
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ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS / GEOGRAFIA 
 
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VILAS 
 
Módulo III 
Um mundo em movimento 
 
As massas terrestres são placas da crosta continentalseparadas por placas do assoalho 
oceânico. Todas estão em movimento permanente e lento. Há 200 milhões de anos formavam 
um supercontinente chamado Pangeia dividido pelas forças tectônicas em dois continentes e 
depois nos atuais, menores continentes. Os limites das placas são de três tipos: Dorsais 
mesoceânicas (forças tectônicas afastam as placas uma da outra); zonas de colisão, onde uma 
placa mergulha sob a outra (subducção) e falhas transformantes (duas placas ou mais 
deslizam em direções opostas) 
 
TEORIA DA DERIVA CONTINENTAL 
 
 
 
 
Fonte: Stephane Groueff, O enigma da Terra, p. 255. Fonte: Para entender a Terra. Bookman, p. 49 
 
Colisão de placas 
 
Em uma zona de colisão ou subducção a crosta terrestre é consumida quando uma placa 
mergulha sob a outra. Forma-se uma profunda fossa oceânica e a rocha fundida é impelida do 
interior dos vulcões. 
O Himalaia surgiu há 45 milhões de anos, quando as placas indiana e eurasiana colidiram 
e o fundo oceânico entre elas se dobrou, dando origem à cadeia de montanhas. O cume do 
Everest outrora ficava no fundo do mar. 
 
 
 
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ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS / GEOGRAFIA 
 
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VILAS 
 
Módulo III 
 
 
 
Tectonismo ou Movimentos Tectônicos 
 
O movimento entre placas fratura as rochas, provoca terremotos e permite que o magma 
do interior da Terra chegue à superfície, formando vulcões. Dos cerca de 600 vulcões ativos da 
Terra, a maioria formou-se nas áreas de colisão de duas placas. Uma dessas zonas envolve o 
Oceano Pacífico, originando falhas na Nova Zelândia e no Japão, e o Círculo do Fogo, que 
abrange vulcões desde o monte Erebus, na Antártida, passando pela orla do pacífico, até os 
Andes. Outros terremotos e placas se afastam, dando origem a novas rochas no fundo 
oceânico. 
 
 
Fonte: Para entender a Terra. Bookman, p. 57. 
 
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ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS / GEOGRAFIA 
 
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VILAS 
 
Módulo III 
Três tipos de limites convergentes. (a) Subducção de uma placa oceânica em outra placa oceânica, 
formando uma fossa profunda e um arco de ilha vulcânico. (b) Subducção de uma placa oceânica em 
uma margem continental, formando um cinturão de montanhas vulcânico na margem deformada do 
continente em vez de um arco de ilha. (c) Uma colisão de placa continente-continente, que amassa e 
espessa a crosta continental, formando altas montanhas e um amplo planalto. 
 
As placas tectônicas no Mundo. 
 
PLACAS TECTÔNICAS E DIREÇÃO DE SEUS DESLOCAMENTOS 
 
 
Fonte: Graça M. Lemos Ferreira, Moderno atlas geográfico, 3. ed., p. 49. 
 
MINERAIS E ROCHA 
Mineral é um elemento ou um composto químico encontrado naturalmente na crosta 
terrestre. 
Geralmente, os minerais são sólidos, exceto a água e o mercúrio em condições normais de 
temperatura e pressão. Possuem várias propriedades, entre as quais a mais importante é a 
estrutura, isto é, a maneira segundo a qual os átomos componentes estão dispostos. Quase 
todos os minerais têm estrutura cristalina, formando sistemas cúbicos, hexagonais, trigonais 
etc. 
Os minerais costumam ser classificados em dois grandes grupos: metálicos e não-
metálicos. Cada um desses grupos pode admitir subdivisões, como as que aparecem na 
Tabela. 
 
Tabela Classificação dos minerais 
Minerais metálicos 
Abundantes (ferro, manganês, alumínio etc.) 
Escassos (ouro, prata, chumbo, zinco etc.) 
 
 
Minerais não-metálicos 
De usos químicos, fertilizantes e especiais (fosfatos, nitratos, enxofre, cloreto de 
sódio etc.) 
Materiais de construção (cimento, areia, cascalho, gesso, amianto etc.) 
Combustíveis fósseis (carvão, petróleo, gás natural, xisto etc.) 
Água (lagos, rios, lençóis subterrâneos etc.) 
 
 
 
 
 
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ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS / GEOGRAFIA 
 
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VILAS 
 
Módulo III 
As Rochas 
 
Todas as rochas da Terra pertencem a um de três grupos. Formam o primeiro grupo, as 
rochas ígneas ou magmáticas, que cristalizam-se a partir do magma. Quando o 
resfriamento é rápido e acontece na superfície da Terra, a rocha que se forma tem uma 
estrutura de grão fino, essas são chamadas extrusivas ou vulcânicas. Algumas vezes rochas 
sofrem resfriamento no interior da crosta, essas são chamadas intrusivas ou plutônicas. 
As rochas sedimentares, o segundo grupo, são formados por acúmulo de areia, silte, 
argila, e outros sedimentos, compactados e cimentados pela pressão. Os agentes de erosão-
água, vento, gelo e calor- podem dar formas fantásticas e essas rochas, como o Grand 
Canyon, no Arizona. 
 
As rochas sedimentares podem ser de três tipos: 
 
- Clásticas ou detríticas: Formadas por fragmentos de outras rochas. 
EXEMPLOS: 
Argila, areia, cascalho, folhelho e arenito. 
- Químicas: Resultam, geralmente, da dissolução e precipitação. 
EXEMPLOS: 
Sal-gema, estalactite e estalagmite. 
- Orgânicas: Originadas pela acumulação de vegetais e animais. 
EXEMPLOS: 
Carvão mineral e calcário. 
 
As rochas metamórficas, o terceiro grupo, são formadas de rochas já existentes 
transformadas pela pressão e calor. 
EXEMPLOS: 
Mármore, quartzito e graisse. 
 
Estrutura Geológica do Brasil 
Existem três tipos fundamentais de estrutura geológica no globo terrestre: os escudos 
cristalinos, as bacias sedimentares e os dobramentos (cordilheiras). 
Escudos cristalinos ou maciços antigos são estruturas geológicas muito antigas, ou 
pré-cambrianas, formadas por rochas cristalinas. São, portanto, estruturas rígidas, resistentes, 
estáveis e geralmente associadas à ocorrência de minerais metálicos. Como exemplos, 
podemos citar os seguintes escudos cristalinos: Escandinavo, Siberiano, Canadense, Sul-
Africano, Guiano, Brasileiro e Patagônico. 
Bacias sedimentares são depressões preenchidas por detritos ou sedimentos 
provenientes das áreas circunvizinhas. As bacias formaram-se nas Eras Paleozóica, Mesozóica 
e Cenozóica e são importantes, principalmente devido à ocorrência de combustíveis fósseis, 
tais como petróleo, gás, carvão e xisto. São exemplos de bacias sedimentares: Amazônica, 
Pantanal, Paranaica, do Recôncavo Baiano, Parisiense, de Londres etc. 
Dobramentos modernos são as estruturas rochosas que sofreram a ação de forças 
tectônicas, resultando na formação de extensas e elevadas cordilheiras, tais como Himalaia, 
Andes, Alpes, Rochosas e outras, durante a Era Terciária (Cenozóica). Essas áreas são 
caracterizadas pelas instabilidades tectônicas, com ocorrência de terremotos e vulcanismos e 
também pela existência de elevadas altitudes. 
O território brasileiro é formado, fundamentalmente, por duas estruturas 
geológicas: os escudos ou maciços antigos e as bacias sedimentares. Não existem, 
portanto, os dobramentos modernos. 
A base estrutural do nosso território é de natureza cristalina, portanto muito antiga e 
rígida, embora a maior parte da superfície esteja coberta por terrenos sedimentares sob a 
forma de planícies, bacias, planaltos ou chapadas. Os afloramentos superficiais do 
 
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ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS / GEOGRAFIA 
 
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VILAS 
 
Módulo III 
embasamento cristalino só representam 36% do total da superfície do país, ao passo que as 
áreas sedimentares representam 64%. 
 
Escudos ou maciços antigos 
Abrangem 36% da superfície total do país e formam dois grandes blocos principais: o escudo 
das Guianas, no norte do país, e o escudo Brasileiro, nas porções central, oriental e sul do país. O 
escudo Brasileiro subdivide-se em seis núcleos: Sul-amazônico, Atlântico, Araguaio-tocantino, 
Bolívio-matogrossense, Uruguaio-sul-rio-grandense e Gurupi. Do total dos escudos (36%), cujos 
terrenos são cristalinos, temos: 
— Os terrenos formados no Arqueozoico e que correspondem a 32% e formam o chamado 
Embasamento ou Complexo Cristalino Brasileiro, a que estão associadas as rochas magmáticas e 
metamórficas, como o granito e o gnaisse, principalmente. 
— Os terrenos formados no Proterozoico e que correspondem apenas a 4% são, entretanto, de 
grande importância porquegeralmente aparecem associados às jazidas minerais tais como as de 
ferro e de manganês 
do Quadrilátero Ferrífero (MG), do maciço de Urucum (MS) e de Carajás (PA), as de bauxita 
de Oriximina (PA) e Ouro Preto (MG), as de cassiterita (RO) etc. 
 
 
 
Bacias sedimentares 
As bacias sedimentares, ou mais precisamente, os terrenos sedimentares, correspondem a 64% 
do território brasileiro, sendo que: 
— quanto à idade, podem ser do Paleozóico (São-franciscana e Paranaica), do Mesozóico 
(Parnaíba e do Recôncavo Baiano) ou do Cenozóico Terciário (Amazônica, Central e Costeira) e 
Quaternário (do Pantanal e Amazônica); 
— quanto à extensão, podemos agrupá-las em duas categorias: as grandes bacias (Amazônica, 
do Meio-Norte ou do Maranhão e Piauí, Paranaica, São Franciscana e do Pantanal) e pequenas 
bacias, geralmente alojadas em compartimentos de planaltos (bacias de São Paulo, Curitiba e 
Taubaté). As bacias são particularmente importantes porque podem apresentar recursos como 
petróleo, gás e carvão mineral. O petróleo é extraído tanto em bacias sedimentares continentais 
(Recôncavo Baiano, por exemplo) como em bacias marítimas (bacia de Campos, RJ). O carvão 
mineral é encontrado em terrenos sedimentares paleozóicos, principalmente no sul do país. 
 
 
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Módulo III 
Geomorfologia 
 
Geomorfologia é a “... ciência que estuda as formas de relevo, tendo em vista a origem, 
estrutura, natureza das rochas, o clima da região e as diferentes forças endógenas e exógenas 
que, de modo geral, entram como fatores construtores e destruidores do relevo terrestre.” 
(Guerra, 1989, pg. 204). 
 
O relevo terrestre e seus agentes O relevo corresponde às diversas configurações 
(formas) da superfície terrestre, como montanhas e planaltos, por exemplo. Ele resulta da 
atuação de dois conjuntos de fatores, chamados de agentes do relevo, que são os seguintes: 
• Agentes internos ou endógenos – são os geradores (construtores) das formas de 
relevo, sendo eles o tectonismo (horizontal e vertical), o vulcanismo e os abalos sísmicos. 
• Agentes externos ou exógenos – são os modeladores ou modificadores do relevo 
terrestre, representados pela ação do intemperismo (físico e químico), das águas correntes e 
marinhas, dos ventos, das geleiras, dos seres vivos, dentre outros. 
 
Agentes endógenos do relevo 
 
São processos estruturais que atuam do interior para a superfície da Terra, com 
intensidade, criando ou modificando a fisionomia do relevo. Tais processos relacionam-se com 
o movimento das placas tectônicas e a fenômenos magmáticos podendo, às vezes, ocorrer 
com grande violência e rapidez. 
 
1. Tectonismo ou movimentos tectônicos ou Diastrofismo 
 
São movimentos lentos e prolongados provocados por forças do interior da Terra que 
atuam na crosta terrestre. 
 
O tectonismo pode ser de dois tipos: 
 
• Orogênese ou Tectonismo horizontal – quando as pressões, no interior da crosta, 
agem horizontalmente sobre as camadas de rochas mais plásticas, provocando o 
encurvamento (dobramento) dessas camadas, podendo originar montanhas e cordilheiras 
(relevo dobrado ou em dobras). São exemplos desse tipo de relevo os Andes (América do Sul), 
as Rochosas (América do Norte), os Alpes (Europa) e o Himalaia (Ásia), dentre outros. 
 
DOBRAMENTOS 
 
Fonte: FONT – ALTABA, M. e ARRIBAS, na Miguel A. Atlas de geologia p. D- 2. 
 
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Módulo III 
 
 
 
 
 
 
• Epirogênese ou Tectonismo vertical – quando as pressões, no interior da crosta, 
atuam verticalmente e lentamente sobre camadas de rochas resistentes e de pouca 
plasticidade, podendo provocar diversas rupturas e desnivelamentos das camadas do relevo. 
Quando ocorre a ruptura dessas camadas sem desnivelamento do terreno, diz-se que o 
mesmo está fraturado ou com fraturas. Já quando acontece a ruptura com soerguimento de 
um bloco e rebaixamento de outro, diz-se que ocorreu falhamento ou o terreno está com 
falhas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: FONT – ALTABA, M. e ARRIBAS, A San Miguel. 
Atlas de geologia. Rio de Janeiro, Livro Ibero-Americano, 
1975. p.D- 3. 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. Vulcanismo 
 
Refere-se à atividade por meio da qual o magma é expulso do interior da Terra para a 
superfície. Vulcão é a montanha formada a partir das erupções – devido à solidificação do 
magma ao redor de onde ele é expelido para a superfície – com uma cratera por onde saem 
lavas, fragmentos de rochas em estado sólido, cinzas, gases e vapores. 
NÃO ESQUECER! 
 
Uma dobra é constituída por duas partes: 
 Sinclinal = parte mais baixa, côncava. 
 Anticlinal = parte mais alta, convexa. 
NÃO ESQUECER! 
Num relevo de falha, tem-se: 
 Horst ou pilar = bloco soerguido; 
 Graben ou fossa tectônica = bloco rebaixado. 
Forças descomunais provenientes do interior da 
Terra podem provocar falhas de milímetros ou 
de quilômetros nas rochas. Na Falha de San 
Andréas, na Califórnia (EUA), o movimento das 
placas tectônicas deixou marcas visíveis na 
paisagem (foto de 1995). 
 
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Módulo III 
A morfologia de um vulcão pode ser observada na figura abaixo: 
 
ESQUEMA GERAL DE UM VULCÃO 
 
1. Edifício ou cone vulcânico: montanha formada pelo acúmulo de materiais magnéticos. 2. Cratera: 
cavidade superior (boca). 3. Chaminé ou conduto: abertura ou fenda pela qual os materiais são expelidos do 
interior para a superfície. 4. Caldeira ou câmara magmática: bolsão ou cavidade profunda preenchida pelo 
magma. 5. Lacólito: intrusão de magma com estreitamento inferior e alargamento da massa superior. 6. 
Material piroclástico: blocos, pedras, fragmentos de lava solidificada. 7. Gases sulfurosos. 8 Gêise: As 
rochas quentes do subsolo aquecem a água, aumentando a pressão. Jatos de água e vapor quentes são 
expelidos de forma contínua ou intermitente. 9. Fumarolas: nuvens ardentes provenientes da água 
superaquecida, com temperaturas que podem alcançar 800ºC. 
O Círculo de Fogo do Pacífico, principalmente, e o Círculo de Fogo do Atlântico são as áreas que 
concentram a maior parte dos vulcões no planeta. 
 
 
DISTRIBUIÇÃO MUNDIAL DOS VULCÕES 
 
Fonte: Adaptado de Atlas of the world. Nova Iorque, Oxford University Press, 1998.p. 10. 
 
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Módulo III 
 
Monte Saint Helens (Washington, EUA) em erupção, em 1980. Além das lavas, muitas vezes 
com temperaturas superiores a 1.000 ºC, são expelidas cinzas que cobrem extensas áreas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Adaptado de POPP, José H. Geologia geral. Sãp Paulo,Livros Técnicos e Científi cos, 1988. p. 212 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
IMPORTANTE 
No Brasil, não existem vulcões ativos atualmente. Entretanto, diversas atividades 
vulcânicas ocorreram neste país em épocas geológicas passadas. Dentre elas, a mais 
recente aconteceu na Era Cenozoica (Terciário), originando as ilhas oceânicas brasileiras 
(Fernando de Noronha, Trindade, São Pedro e São Paulo). Durante a Era Mesozoica, o 
vulcanismo foi muito intenso no nosso país. 
NÃO ESQUECER! 
Gêiseres – são jatos de água quente e 
vapor em rupturas de terrenos vulcânicos. 
Tais jatos ocorrem em intervalos regulares de 
tempo e com grande força, sendo 
acompanhados, com frequência, por um som 
ruidoso. Regiões vulcânicas nos Estados 
Unidos, Chile, Nova Zelândia e Islândia são 
conhecidas mundialmente por seus campos de 
gêiseres. 
Campos de gêiseres El Tatio, Chile. Foto: C. M. Noce. 
 
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Módulo III 
3. Abalos Sísmicos ou terremotos 
 
São movimentos naturais da crosta terrestre os quais se propagam por meio de vibrações 
(ondas sísmicas), podendo provocar drásticas mudanças nasuperfície terrestre num curto 
período de tempo. 
A intensidade dos terremotos é bastante variável. São dois os fatores que mais influem 
nessa intensidade: 1) distância entre o local de origem do terremoto, chamado de hipocentro 
ou foco, e o local onde ele se manifesta, denominado epicentro; e 2) heterogeneidade das 
rochas. Quanto maior for a referida distância, menor será a intensidade e, quanto mais 
resistentes forem as rochas, menores serão os danos. 
 
Origem e propagação dos terremotos. 
 
 
Fonte: PARKER, Steve, MORGAN, Sally e STEELE, Philip. Quase tudo sobre o mundo. São Paulo, Impala, 1998. p. 14. 
Origem e propagação dos terremotos. No local de origem ou hipocentro, as tensões acumuladas por longo período 
de tempo provocam a ruptura das camadas de rochas, às vezes seguida da formação de fraturas. Em consequência, 
ocorre uma propagação de ondas sísmicas ou tremores, que se manifestam em determinados lugares da superfície 
terrestre, constituindo o epicentro do terremoto. 
 
Os terremotos podem provocar efeitos de grandes proporções sobre o relevo, como 
deslizamentos, desmoronamentos, formação de fendas no solo, entre outros. Eles têm sua 
ocorrência relacionada a três tipos de causas que são as seguintes: 
 Tectonismo – os maiores e mais violentos terremotos ocorrem nas bordas das placas 
tectônicas. 
 Vulcanismo – os terremotos, geralmente de pequena intensidade, são provocados por 
explosões internas ou acomodações de materiais nos bolsões (vazios) que surgem após a 
expulsão do magma do interior do planeta. 
 Desmoronamentos internos – terremotos, em geral locais e de pequena intensidade, 
costumam ser provocados por desmoronamentos de camadas de rochas no interior da 
Terra. A acomodação de camadas de sedimentos, em razão do seu próprio peso, pode 
CURIOSIDADES 
A Escala de Richter é a mais utilizada, atualmente, para a medição da intensidade dos 
abalos sísmicos. Tremores pequenos, sentidos num raio de poucos quilômetros e sem 
causar danos, têm magnitude da ordem de 3. Sismos moderados, que podem causar algum 
dano, têm magnitudes na faixa de 5 e 6. Os terremotos com grande poder de destruição 
têm magnitudes acima de 7. As maiores magnitudes já registradas, neste início de século e 
no passado, chegaram a 8,5 (terremotos no Himalaia em 1920 e 1950, e no Chile em 
1960). 
Os sismógrafos são os instrumentos utilizados no registro da intensidade dos 
terremotos. 
 
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Módulo III 
provocar também terremotos locais e de pequena intensidade. Tal fato é a causa de 
alguns tremores de terra verificados no Brasil. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sismicidade Mundial. Mapa de epicentros do período 1964 a 1995 de sismos com magnitude ≥ 5,0 Fonte: U.S. 
Geological Survey. Efeitos de um terremoto ocorrido em Taiwan, em 1999. Foto: Reuters. 
 
Os terremotos e os tremores de terra podem provocar maremotos se ocorrerem 
próximos ao litoral ou no fundo submarino. 
Os maremotos, também chamados de raz de maré ou ainda tsunami pelos japoneses, 
são ondas extremamente violentas. 
Elas podem se fazer sentir a vários quilômetros da zona litorânea, como ocorreu, por 
exemplo, na Indonésia em 2004 (ver leitura complementar). 
 
AGENTES EXÓGENOS DO RELEVO 
 
Os agentes externos do relevo realizam um trabalho escultural ou de modelagem da 
paisagem terrestre, tendo atuação contínua e prolongada. A participação de cada um deles 
difere bastante a depender da área de atuação. Nas regiões de elevadas latitudes e altitudes, 
por exemplo, o trabalho do gelo na esculturação do relevo é muito mais notável e intenso do 
que o dos demais agentes. 
Os agentes externos modificam a fisionomia do relevo, provocando erosão (destruição) 
de rochas e solos, gerando sedimentos que são transportados pelos mesmos agentes e 
depositados (sedimentação) em locais mais baixos do terreno. 
 
 
CURIOSIDADES 
No Círculo de Fogo do Pacífico, situam-se cerca de 42% dos epicentros de terremotos 
do globo. Normalmente, 25% deles são verificados no Himalaia, Alpes, Atlas e Apeninos e, 
23% em regiões de falhas, a exemplo da África oriental e dos Bálcãs. 
CURIOSIDADES 
O terremoto que ocorreu em Shensi (China) em 1556 provocou a maior mortalidade 
da história, com 830.000 mortos. Já o maior terremoto do século XX, com magnitude de 
8,5, ocorreu no Sul do Chile em 1960. 
 
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Módulo III 
1. Intemperismo ou Meteorização 
 
Corresponde ao conjunto de processos mecânicos, químicos e biológicos que ocasionam a 
desintegração e decomposição das rochas. Sendo assim, podemos observar os seguintes tipos 
de intemperismo: 
• Intemperismo físico – é o processo de desagregação sofrido pelas rochas 
ocasionado, principalmente, pela ação da temperatura. Esta provoca a dilatação e contração 
do material que compõe as rochas, fragmentando-as. Este intemperismo é predominante em 
regiões áridas e semi-áridas como, por exemplo, os desertos e o Semiárido Nordestino. 
• Intemperismo químico – é o processo de decomposição sofrido pelas rochas, sendo 
resultante, principalmente, da ação das águas que provoca a decomposição do material 
rochoso, removendo e transportando partículas de minerais em solução. Tal intemperismo é 
predominante em regiões úmidas do globo, a exemplo das florestas equatoriais e tropicais. 
OBSERVAÇÃO: Quando a ação bioquímica ou física de seres vivos ou da matéria 
orgânica proveniente de sua decomposição participa do processo intempérico, este é 
denominado intemperismo químico-biológico ou físico-biológico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. Ação das águas fluviais 
 
Dentre os agentes naturais, os rios são os maiores modificadores do relevo terrestre. Sua 
ação dá-se das seguintes formas: 
 
• Erosão fluvial – é a destruição causada pelos rios, ao longo do seu percurso, 
escavando a superfície terrestre e formando os vales que podem assumir várias formas (ser 
mais abertos, mais fechados). Estes podem ser extremamente escarpados, com margens 
abruptas, recebendo o nome de cañon (nome de origem espanhola). Podemos citar como 
exemplos o cañon do rio Colorado (oeste dos EUA) e o do São Francisco (nordeste brasileiro). 
• Acumulação fluvial – é o trabalho de deposição de sedimentos transportados pelos 
rios. Este pode originar várias feições morfológicas, como planícies aluviais (extensas áreas 
sedimentares próximas à desembocadura dos rios) e deltas (depósitos aluviais na foz de certos 
rios, originando ilhas e canais). Um exemplo disso é o delta do rio Parnaíba, na fronteira do 
Maranhão com o Piauí. 
 
NÃO ESQUECER! 
A ação e intensidade do intemperismo são controladas pelo clima (variação da 
temperatura e distribuição das chuvas), relevo (influência na infiltração e drenagem das 
águas pluviais), fl ora e fauna, tipo de rocha (apresentando resistência diferenciada ao 
intemperismo, segundo sua natureza) e tempo de exposição da rocha aos agentes 
intempéricos. 
IMPORTANTE 
O manto de intemperismo geralmente evolui, em suas porções superficiais, através 
dos processos pedogenéticos, para a formação dos solos. 
 
 23 
 
 
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Módulo III 
Nível d’água 
Sulcos ou ravinas Zona temporariamente 
encharcada 
Boçoroca 
O TRABALHO DAS GELEIRAS E DOS RIOS, MODELANDO PAISAGENS 
 
 
3. Ação das águas pluviais 
 
Além dos rios, as águas de escoamento superficial originadas pelas chuvas, como as 
enxurradas e as torrentes (cursos d’água periódicos produzidos por fortes enxurradas) são 
importantes modificadores da paisagem. Elas podem provocar o aparecimento de duas feições 
bem características, a seguir: 
• Ravinas – sucos (escavações) produzidos nos terrenos. 
• Voçoroca, vossoroca ou boçoroca – escavação ou rasgão do solo ou de rocha 
decomposta, ocasionado pela erosão do lençol de escoamento superficial.OBSERVAÇÃO: A erosão decorrente das chuvas é denominada erosão pluvial. 
 
4. Ação das geleiras (glacial) 
 
As geleiras são massas continentais de gelo com 
limites bem definidos, originadas pela acumulação e 
compactação por pressão de neve transformando em 
gelo. Elas se movimentam continuamente devido à 
gravidade, provocando mudanças significativas no 
relevo. Sua ação, nesse sentido, dá-se da seguinte 
forma: 
 
 
 
Morfologia de sulcos e boçorocas. 
• Erosão glacial – envolve a incorporação e remoção, pelas geleiras, de detritos ou 
partículas (rochosas) da superfície sobre a qual elas se deslocam. A água de degelo glacial 
NÃO ESQUECER! 
No alto curso do rio (onde se situa a nascente), predomina a erosão fluvial. Já no 
baixo curso (onde se situa a foz), verifica-se o predomínio da acumulação fluvial. 
Normalmente, a depender do rio, no médio curso há o transporte e a acumulação de 
sedimentos. 
 
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Módulo III 
também produz erosão mecanicamente (assemelhando-se à erosão fluvial) ou por ação 
química. 
A ação abrasiva do gelo resulta em modificação, por exemplo, do perfil dos vales fluviais 
de “V” para “U” em vales glaciais. Estes últimos são chamados de fiordes, presentes, dentre 
outros lugares, na costa do Chile. 
• Acumulação glacial – corresponde ao depósito de partículas de rochas e outros 
materiais que foram transportados pela língua da geleira (descida de uma geleira que sofreu 
derretimento) das vertentes das montanhas para sua base, onde são depositados. Ao longo do 
tempo geológico, esses depósitos formam as chamadas morenas ou morainas. 
 
Tipos de morenas em geleira de vale. a) mediana; b) lateral; c) terminal. 
 
5. Ação Marinha 
O mar realiza um forte trabalho de destruição e construção do relevo das áreas 
litorâneas, modificando expressivamente as paisagens costeiras. A ação marinha pode se fazer 
através de: 
• erosão marinha – trabalho de destruição e construção feito pelo mar, também chamado 
de abrasão marinha. 
O exemplo mais evidente de forma de relevo resultante disso são as falésias (costas 
abruptas e escarpadas no litoral), que podem ser observadas na foto abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Afloramento da Formação Barreiras. 
 
 acumulação marinha – trabalho realizado pelo mar de deposição de sedimentos. Isso 
pode originar vários tipos de feições, tais como praias (depósitos de areias, com 
predomínio de grãos de quartzo), tômbolos (depósitos de areia que ligam uma ilha a 
um continente) e restingas ou cordões litorâneos (faixas de areia depositadas paralelas 
à costa, podendo originar lagunas ou lagoas costeiras). 
 
CURIOSIDADES 
Quando pedaços das geleiras continentais se desprendem, formam blocos de gelo 
que são transportados pelas correntes marítimas denominados icebergs. 
 
 25 
 
 
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Módulo III 
5. Ação eólica ou dos ventos 
 
A ação eólica fica registrada no relevo seja de forma destrutiva (erosão) ou construtiva 
(sedimentação). Dessa forma, os ventos realizam as seguintes ações: 
• Erosão eólica – caracterizada pelos processos de deflação ou corrasão (trabalho 
executado pelos ventos sobre a superfície das rochas, carregando os detritos desagregados 
pela erosão mecânica) e abrasão (intenso processo de desgaste e polimento das feições do 
relevo provocado pelo impacto de partículas de areia transportadas pelo vento). 
Outro exemplo da ação do vento no modelado do relevo: a 
Taça, no Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa (PR, 
2001). 
• Acumulação eólica – a ação dos ventos de transporte e 
posterior deposição de partículas podem formar dunas, mares 
de areia e depósitos de loess. As dunas são montes de areia 
que podem ser classificadas em estacionárias (permanecem fi- 
xas) ou migratórias (se deslocam). Os mares de areia são 
grandes áreas cobertas de areia (dunas), a exemplo da Arábia 
Saudita com cerca de 1.000.000 km² da superfície cobertos por 
areia atualmente. Já os depósitos de loess consistem de 
sedimentos muito finos (argila e silte), homogêneos e 
comumente amarelados. No nordeste da China, os depósitos de 
loess atingem mais de 150 metros de espessura, embora 
apresentem uma média de 30 metros. 
 
 
 
 
Pequeno lago represado por duna 
transversal, exibindo marcas onduladas 
(direção preferencial do vento da direita 
para esquerda). Campo de dunas dos 
Lençóis Maranhenses (MA). Foto: I. D. 
Wahnfried. 
 
 
 
Erosão causada por enxurradas provocou o 
desabamento de parte da BR – 381 (Fernão Dias), na 
saída de Belo Horizonte (MG, 2002). O trabalho humano 
transforma a paisagem e provoca a erosão antrópica. 
acelerando os processos naturais. 
 
 
IMPORTANTE 
A erosão antrópica refere-se à intervenção humana na paisagem, modificando suas feições 
através da construção e/ou destruição de formas de relevo. Devido ao fato de acelerarem 
os efeitos dos processos naturais, tais ações são também chamadas de erosão acelerada. 
São exemplos disso a prática de desmatamento ou o corte de barrancos para a construção 
de estradas que aceleram a erosão superficial. 
 
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Módulo III 
Formas de Relevo 
 
Os principais tipos de relevo são os seguintes: 
 
1. Planície – corresponde a uma extensão de terreno mais ou menos plano delimitado 
por aclives, onde os processos de deposição de sedimentos superam os de erosão. Em 
decorrência disso, as planícies são de natureza sedimentar. 
Ex: planície da bacia Congolesa (África). 
2. Planalto – é uma extensão de terrenos elevados mais ou menos planos delimitados 
por declives, onde os processos erosivos predominam em detrimento dos deposicionais. Ex: 
planalto do Colorado (EUA). 
OBSERVAÇÃO: Chapada – denominação usada no Brasil para os planaltos sedimentares 
típicos que aparecem nas regiões Centro-Oeste (Guimarães, Parecis) e Nordeste (Araripe, 
Diamantina) do país. 
Chapadões – sucessão de chapadas. 
3. Montanha – é uma grande elevação natural do terreno constituída por um agrupamento de 
morros. As montanhas podem ser originadas por dobramentos, falhamentos, vulcanismo (o 
cone vulcânico) ou erosão (restringe-se a morros testemunhos e são de pequena extensão). 
Quanto à idade, as montanhas podem ser jovens – originadas, de modo geral, no Terciário – 
preservando suas formas aguçadas (pontiagudas), ou podem ser velhas, com formas e 
altitudes bastante suavizadas e rebaixadas por terem sofrido vários ciclos de erosão. Como 
exemplo das primeiras, podemos citar os Andes (América do Sul) e os Atlas (África 
Setentrional) e, com relação a essas últimas, podemos mencionar as Montanhas Laurencianas 
(Canadá) e as montanhas da Serra do Mar (Sudeste brasileiro). 
 
OBSERVAÇÃO: a montanha típica é aquela formada por forças tectônicas 
orogenéticas. São exemplos os grandes dobramentos modernos, como o Himalaia. 
4. Depressão – é uma forma de relevo que se apresenta em posição altimétrica inferior 
à das áreas vizinhas. Ela pode ser de dois tipos: 
• Depressão absoluta – área ou porção do relevo situada abaixo do nível do mar. Ex: Mar 
Morto (Oriente Médio – Ásia) situado a 395 metros abaixo do nível do mar. 
• Depressão relativa – área ou porção do relevo situada abaixo do nível das regiões que 
lhe estão próximas, com altitude acima do nível do mar. Ex: depressão do Tocantins (Brasil). 
 
REPRESENTAÇÃO DE UMA DEPRESSÃO RELATIVA 
 
5. Cuesta – é uma forma dissimétrica de relevo constituída por uma sucessão alternada 
de camadas, com diferentes resistências ao desgaste, e que se inclinam numa direção, 
formando um declive suave no terreno de um lado, e um corte abrupto ou íngreme na 
chamada frente de cuesta de outro. Constitui-se como o tipo de relevo predominante nas 
bordas de bacias sedimentares e em velhas plataformas. A bacia de Paris (França)e a do 
Parnaíba (Brasil) são dois exemplos clássicos de estruturas de cuestas. 
Planalto 
Planície 
Escarpa 
Depressão relativa 
 
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Módulo III 
ESQUEMA REPRESENTATIVO DA ESCARPA E DA FRENTE DA CUESTA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
* Cornija: abrupto saliente capeado por camada de rocha resistente. 
 
6. Morro Testemunho – refere-se a uma colina de topo mais ou menos plano situado 
adiante de uma escarpa de cuesta, mantido pela camada mais resistente. 
7. Inselbergue – elevações residuais “ilhadas” que aparecem em regiões de clima árido 
e semiárido, resultantes de pediplanação (processo de aplainamento de extensas superfícies 
por agentes externos do relevo). 
8. Serra – refere-se a terrenos acidentados com fortes desníveis. No Brasil, as serras 
designam, às vezes, acidentes variados, como escarpas de planaltos com altura de 50 a 100 
metros. As serras brasileiras ora constituem escarpas de blocos falhados (a exemplo da Serra 
do Espinhaço); ora escarpas de erosão (como a Serra Geral); ora escarpas de chapadas 
residuais (como a Serra do Araripe); dentre tantas outras formações. 
 
 Relevo Brasileiro 
 
O território brasileiro apresenta uma grande variedade morfológica, como planaltos, 
planícies, chapadas, serras e cuestas, dentre outras. Isso resulta, principalmente, da ação dos 
agentes exógenos – destacando-se a atuação da temperatura, dos ventos, das chuvas e dos 
rios – sobre estruturas geológicas de diferentes naturezas e, no geral, antigas. 
As formas atuais do relevo brasileiro foram esculpidas, principalmente, ao longo do 
período Terciário da Era Cenozoica. 
Pelo fato de se constituírem predominantemente por estruturas geológicas antigas que 
sofreram um longo tempo de atuação dos agentes modeladores do relevo, este possui formas 
bem trabalhadas pela erosão e com níveis altimétricos baixos predominando altitudes 
inferiores a 800 metros. 
 
 
 
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Módulo III 
BRASIL: HIPSOMETRIA 
 
Graça Maria Lemos Ferreira, Moderno atlas geográfico, p. 4. 
 
 
 
 
 
 
Existem três classificações bastante difundidas do relevo brasileiro. A seguir podemos ver 
cada uma delas com suas principais características. 
 
a) Classificação do relevo brasileiro, segundo Aroldo de Azevedo Criada em 1940 
por Aroldo de Azevedo (professor do Departamento de Geografia da USP), esta classificação 
leva em conta a altimetria do relevo, definindo planaltos como possuindo mais de 200 metros 
de altitude e, planícies como possuindo menos de 200 metros de altitude. Nota-se, com isso, 
que Aroldo de Azevedo valorizou a terminologia geomorfológica na classificação das grandes 
unidades do relevo. 
CURIOSIDADES 
O ponto mais alto do Brasil é o Pico da Neblina com 3.014 metros de altitude, localizado no 
Amazonas, próximo à fronteira com a Venezuela. 
NÃO ESQUECER! 
Não existem dobramentos modernos no território brasileiro pelo fato de o mesmo situar-se 
no interior da placa litosférica Sul-Americana. Assim como, na sua parte continental, não 
existem formas oriundas da atuação recente de vulcanismo. 
 
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Módulo III 
Para caracterização das unidades menores, ele considerou as características geológicas 
(ver figura abaixo). 
 
DIVISÕES DO REVELO BRASILEIRO, SEGUNDO AROLDO DE AZEVEDO 
 
Fonte: Aroldo de Azevedo, O Planalto Brasileiro e o problema de classificação de suas formas de relevo, in 
Boletim da AGB, 1949, p. 43 – 50. 
 
OBSERVAÇÃO: nesta classificação do relevo, os planaltos respondem por 59% e as 
planícies por 41% da área territorial do Brasil. 
b) Classificação do relevo, segundo Aziz N. Ab’Sáber O geógrafo Aziz N. Ab’ Saber 
(professor do Departamento de Geografia da USP) propôs uma nova divisão do relevo 
brasileiro em 1962. Ele manteve grande parte da proposta elaborada por Aroldo de Azevedo, 
acrescentando, entretanto, novos conhecimentos a respeito do relevo, como o acréscimo de 
novas unidades. Todavia, Aziz partiu de uma definição de planalto e planície diferente da 
utilizada por aquele autor, considerando o primeiro como uma área onde os processos de 
erosão superam os de sedimentação e, o segundo como uma área onde os processos de 
sedimentação superam os de erosão, independentemente da altimetria. 
Segundo Aziz, o Brasil é composto por dez grandes unidades de relevo. Neste, os 
planaltos representam cerca de 75% e as planícies 25% do território do país (ver fi gura 
abaixo). 
 
CLASSIFICAÇÕES DO RELEVO BRASILEIRO 
 
CURIOSIDADES 
Aziz Ab’Sáber contou com o uso da aerofotogrametria (medições precisas do terreno 
por meio de fotografia aérea), em algumas regiões, como suporte na divisão do relevo 
brasileiro. 
 
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Módulo III 
 
Fonte: Aziz Nacib Ab’Sáber, O relevo brasileiro e seus problemas, in Aroldo de Azevedo (org.), Brasil – a terra e 
o homem, volume I, As bases físicas, p. 155. 
 
Caracterização geral do relevo brasileiro 
 
1. Planalto das Guianas – Localizado ao norte da planície e terras baixas amazônicas, 
corresponde ao escudo cristalino das Guianas. Muito antigo, foi desgastado pela erosão, 
apresentando altitudes modestas, exceto na região serrana (fronteira com as Guianas e a 
Venezuela), onde estão os montes Roraima (2.875m), Trinta e Um de Março (2.992m) e o Pico 
da Neblina (3.014m), ponto culminante do território brasileiro. 
Nas terras fronteiras com a Venezuela e a Colômbia, no planalto das Guianas, está sendo 
implantado o projeto Calha Norte, que tem por objetivo razões geopolíticas e geoestratégicas, 
além da exploração de minérios (ouro, urânio, manganês) e de madeira. 
2. Planalto Brasileiro – Estende-se desde o sul da Amazônia até o Rio Grande do Sul. É 
formado por terrenos cristalinos, sedimentares e vulcânicos. Dada sua diversidade, é dividido 
em planalto Central, planalto do Maranhão-Piauí, planalto Nordestino, planalto Meridional e 
serras e planaltos do Leste e Sudeste. 
3. Planalto Central – Abrange as terras da região Centro-Oeste, do sul da Amazônia, da 
parte ocidental da Bahia e de Minas Gerais. Seus terrenos são sedimentares (chapadas dos 
Veadeiros, Parecis e Guimarães) e cristalinos (planaltos Goiano, Norte-matogrossense e Sul-
amazônico). 
No planalto Central, encontram-se a cidade de Goiânia e o Distrito Federal. Os cerrados 
são dominantes e as principais atividades econômicas são a pecuária, a grande lavoura e a 
mineração. 
4. Planalto do Maranhão-Piauí – Apresenta planaltos rebaixados, cuestas e tabuleiros, 
como o Planalto de Ibiapaba. 
5. Planalto Nordestino – Apresenta também cuestas e depressões periféricas. 
Destacam-se as chapadas da Borborema, Baturité, Araripe e Apodi. 
 
 31 
 
 
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Módulo III 
 
 
ANOTAÇÕES: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. Planalto Meridional – Abrange terras dos Estados de São Paulo, sul do Mato Grosso 
do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Seus terrenos estão situados na bacia 
sedimentar Paranaica, que sofreu na Era Terciária sucessivos derrames de lavas básicas, 
originando basaltos e diabásicos. O planalto Meridional subdivide-se em planalto arenito-
basáltico e depressão periférica. No planalto arenito-basáltico situam-se os férteis solos de 
terra roxa oriundas da decomposição do basalto e do diabásico. Nas bordas do planalto, 
formaram-se escarpas, suavemente inclinadas em direção à depressão periférica, as chamadas 
cuestas. Possuem solos vulcânicos chamados de Trapps. 
7. Serras e planaltos do leste e sudeste – Correspondem ao planalto Atlântico do 
sudeste com os “mares dos morros”, o planalto Atlântico da Bahia, a serra do Mar e da 
Mantiqueira, a serrado Espinhaço e a Chapada Diamantina. 
 
As Planícies 
 
 
 
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Módulo III 
 
1. Planície Amazônica: É uma extensa planície sedimentar disposta no sentido Leste-
Oeste, localizada entre o Planalto Guiano e o Planalto Central. Nem toda essa área é de 
planície, pois ocorrem também os baixos “platôs”. A planície é dividida em: terra firme ou 
“caatê”, várzea (onde se planta arroz, juta e seringueira) e igapó. A planície em si mesma está 
representada pela zona da várzea. 
2. Planície do Pantanal: Localiza-se a oeste do MS. É de formação recente 
(Quaternária). É atravessada pelo rio Paraguai, que inunda a planície temporariamente, 
formando o lago Xaraiés. No Paraguai, é denominada de Chaco. Destaca-se, na região, o 
Maciço do Urucum, o qual é rico em ferro e manganês. 
3. Planície Costeira: Ocupa faixas ao longo do litoral. É de formação recente (Terciário 
e Quaternário). 
Destacam-se, nesta planície, as Baixadas Santista e Fluminense, além de inúmeras 
praias, restingas, falésias, tômbolos, recifes e dunas. 
OBSERVAÇÃO: Planície Gaúcha: Situa-se no extremo sul do país. Nela, as restingas 
aparecem em quantidade, especialmente na lagoa dos Patos e Mirim. A vegetação é de 
campos. 
 
CLASSIFICAÇÃO DO RELEVO BRASILEIRO, SEGUNDO JURANDYR ROSS 
 
Essa classificação é produto da aerofotogrametria, onde um radar instalado na “barriga” 
de um avião fotografou todo o Brasil entre 1970 a 1985, por meio do Projeto Radambrasil. 
A partir dessa classificação, o Brasil passa a contar com 28 unidades geomorfológicas, 
tendo como grande novidade o aparecimento do conceito de depressão. 
Vejamos, a seguir, as principais características do nosso relevo, segundo Jurandyr Ross: 
• Os planaltos são a forma de relevo predominante no país, ocorrendo em número de 
onze. 
• No Brasil só ocorrem depressões relativas como, por exemplo, a Depressão do Vale do 
Paraíba do Sul (entre as Serras do Mar e Mantiqueira). 
• Nossos territórios são formados por planaltos, depressões e planícies. 
• As depressões são em número de onze, constituindo-se na segunda forma de relevo. 
As principais depressões são: 
√ Depressão Marginal Norte-Amazônica. 
√ Depressão Marginal Sul-Amazônica. 
√ Depressão Sertaneja. 
√ Depressão do São Francisco. 
√ Depressão Periférica do Paraná. 
• As planícies ocupam pequena parte de nosso relevo. 
• A planície do Rio Amazonas (nome atual), limita-se a uma estreita faixa de terras 
planas que margeiam o rio Amazonas e seus afluentes. 
 
 
 
 
 
 
 
CURIOSIDADES 
O Projeto RADAMBRASIL fotografou todo o território brasileiro por meio de um radar 
instalado na base de um avião de 1970 a 1985. Disso resultou um detalhado e completo 
levantamento da geologia, geomorfologia e dos recursos naturais (hidrografia, solos, 
vegetação, minérios, dentre outros). 
 
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Módulo III 
 
Cortes esquemáticos referentes às linhas A-B, C-D e E-F, aqui indicadas, são 
apresentados nas próximas figuras. 
 
 
CURIOSIDADES 
No planalto das Guianas, em áreas próximas à fronteira do Brasil com a Venezuela e a 
Colômbia, está sendo implantado o projeto Calha Norte cujos objetivos referem-se à 
exploração de minérios (ouro, urânio, manganês) e a razões geopolíticas e geoestratégicas. 
 
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Módulo III 
 
Fonte: ROSS, Jurandyr L. S. Nova Escola. São Paulo, Abril, out. 1995. p.14. 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
ADAS, Melhem, Panorama Geográfico do Brasil: Contradições, impasses e desafi os 
socioespaciais; Sérgio Adas (colaborador) 3a ed. São Paulo: Moderna, 1998. 
COELHO, Marcos de Amorim; TERRA, Lygia. Geografia Geral e do Brasil. Volume único. São 
Paulo: Moderna, 2003. 
COELHO, M. A.; TERRA, L. Geografia Geral: o espaço natural e socioeconômico. 4ª ed. São 
Paulo: Moderna, 2001. 
IBGE. Atlas geográfico escolar. Rio de Janeiro: IBGE, 2002. 
MOREIRA, J. C.; SENE, E. Geografia Geral e do Brasil: espaço geográfico e globalização. São 
Paulo: Scipione, 2004. 
OLIVEIRA, C. Dicionário cartográfico. 2. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 1983. 
PRESS, Frank [et al] Para entender a Terra. 4a ed. Porto alegre: Bookman, 2006. 
SENE, E; MOREIRA, J. C. Geografia geral e do Brasil: espaço geográfico e globalização. São 
Paulo: Scipione, 1998. 
SILVA, B. C. N. [et al]. Atlas Escolar da Bahia: espaço geo-histórico e cultural. 2ª ed. João 
Pessoa: Grafset, 2004. 
VEJA, São Paulo. Abril, V. 43, no 3, Janeiro, 2010. 
 
 
 
 
 
 
 
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Módulo III 
LEITURA COMPLEMENTAR 
 
O DIA EM QUE O MUNDO ACABOU 
Com a força de trinta bombas atômicas, o grande terremoto que sacudiu o Haiti 
destroçou a capital, Porto Príncipe, causou um número ainda "inimaginável" de mortos, 
vitimou brasileiros e deixou o país, já paupérrimo, mais arrasado do que nunca. 
Quando o mundo acabou no Haiti, às 4h53 da tarde de terça-feira, o mais terrível foi que, 
por algum tempo, os mortos viveram. Com a força infernal de trinta bombas atômicas, o 
terremoto aconteceu no pior lugar possível. Seu coração de terrível poder, o epicentro, 
praticamente coincidiu com as ruas e encostas esquálidas de Porto Príncipe, a capital. Pouca 
coisa resistiu. Os casebres, os prediozinhos precários, os escassos edifícios mais imponentes. 
O topo da catedral, com suas duas torres, desapareceu. O arcebispo morreu. O Congresso 
ruiu, com o presidente do Senado lá dentro. Hospitais, escolas, hotéis. Uma universidade 
inteira tragou 1000 viventes. No palácio presidencial, em pomposo estilo francês, foi como se 
uma foice gigante tivesse ceifado o prédio, na horizontal, e ele se reacomodasse, alguns 
metros mais abaixo. "Estou andando sobre corpos", disse Elisabeth Preval. A mulher do 
presidente, depois de escapar do choque mortífero que tudo engolfou. Zilda Arns, uma campeã 
da humanidade na luta para salvar crianças da desnutrição, não conseguiu escapar. Da mesma 
forma que quase duas dezenas de militares brasileiros da força da ONU no Haiti. O prédio de 
cinco andares ocupado pelos funcionários civis da ONU também veio abaixo, com mais de 200 
pessoas dentro, entre as quais o segundo no comando, o carioca Luiz Carlos da Costa. 
 
 
 
 
 
 
 
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Módulo III 
SISMÓLOGO EXPLICA MAREMOTO QUE PROVOCOU MILHARES DE MORTES NA 
ÁSIA 
da BBC Brasil 27/12/2004 
Pelo menos 300 mil pessoas morreram depois que ondas gigantes provocadas por um 
tremor atingiram áreas costeiras no sul e no leste da Ásia. O sismólogo Brian Baptie, um dos 
especialistas da British Geological Survey , explicou como a onda - ou tsunami - foi criada. 
Em termos geológicos, o que aconteceu? 
 
Sumatra, no noroeste da Indonésia, fica na junção das placas tectônicas. A superfície da 
Terra é formada por várias placas tectônicas diferentes, e elas estão todas se movendo. 
A placa que fica sob o Oceano Índico está se movendo mais ou menos para o nordeste, o 
que faz com que ela se colida com Sumatra. E, na medida em que a colisão ocorre, a placa do 
Oceano Índico é pressionada sob Sumatra e, com a pressão, ela se rompe. E é isso o que 
causa o tremor. 
Este abalo sísmico é um dos mais fortes já registrados. Houve uma ruptura ao longo da 
fissura de cerca de 1.000 km de comprimento, e isso gera um deslocamento vertical de cerca 
de dez metros. O deslocamento no leito marinho gerou este enorme tsunami. 
Como a onda se desenvolve? 
Há um enorme deslocamento vertical no leito do mar como resultado do tremor, e isso 
movimenta um enorme volume de água. 
Pode-se imaginar que, se a ruptura é de 1.000 km de comprimento com um 
deslocamento de dez metros no leito do mar, isso envolve centenas de quilômetros cúbicos de 
água e resulta em uma ondaque atravessa o oceano. 
Nas profundezas do oceano, a altura da onda pode ser de poucos metros, talvez cinco ou 
dez metros, e ela se move a umas poucas centenas de quilômetros por hora. 
Isto significa que ela se move relativamente devagar se comparado com as ondas 
sísmicas do tremor, e ela chegou horas depois às áreas costeiras que estão em volta de todo o 
Oceano Índico. 
Na medida em que a onda tsunami se aproxima do litoral, ela diminui de velocidade 
porque a água fica mais rasa e, com isso, a altura da onda aumenta bastante. 
Quando ela atinge a praia, pode ter de dez a vinte metros. 
Por que não houve aviso de que isto estava acontecendo? 
Há um sistema de alerta para tsunamis no Oceano Pacífico porque há um precedente 
histórico em que vários maremotos causaram tsunamis como este durante o século 20. 
Mas não há precedente real para um tsunami como este no Oceano Índico. Então, esta é 
a primeira vez que isto acontece e não há sistema de alerta. 
Pode haver mais ondas de escala semelhante? 
É pouco provável que ocorram mais tsunamis do mesmo tamanho. O que normalmente 
acontece quando você tem um grande tremor é que eles continuam por vários dias. 
Eles costumam ser um pouco menores do que o principal abalo, embora não seja 
impossível que possa ocorrer mais um. Mas pode haver abalos sísmicos, e eles podem criar 
tsunamis menores. 
 
TERREMOTO EM MINAS É O 1a A REGISTRAR MORTE NO PAÍS, AFIRMA 
ESPECIALISTA 
da Folha Online 09/12/2007 - 17h52 
O terremoto de 4,9 graus na escala Richter no norte de Minas Gerais é o primeiro a 
registrar uma morte, segundo o Obsis (Observatório Sismológico de Brasília), da UnB 
(Universidade de Brasília). 
 
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Módulo III 
O tremor foi sentido na comunidade rural de Caraíbas, distante 35 km de Itacarambi 
(MG), segundo o governo de Minas. Uma criança de cinco anos morreu esmagada pela parede 
de sua casa, que não resistiu ao abalo e caiu. 
Outras duas pessoas tiveram traumatismo craniano e quatro foram internadas com 
ferimentos leves. 
Segundo o governo de Minas, o tremor ocorreu na madrugada deste domingo e atingiu 
também, de forma mais leve, a cidade de Itacarambi e alguns pontos de Manga e Januária. 
Informações preliminares do Cedec (Coordenadoria Estadual de Defesa Civil) mostram que no 
total 60 casas foram atingidas. 
A Cedec informou que as famílias que tiveram suas casas destruídas serão removidas. 
Elas receberão cestas básicas, colchões e cobertores. A coordenadoria estuda ainda se outras 
remoções serão necessárias. 
Inédito 
Segundo o chefe do Obsis e professor de sismologia da UnB, Lucas Vieira Barros, o 
tremor no norte de Minas é o primeiro a provocar morte desde o início das medições feitas 
pelo observatório, em 1968. 
Barros afirma que a região é conhecida por falhas geológicas e dentre as possibilidades 
que podem ter provocado o tremor em Minas está a de um afundamento em uma caverna. 
Ele e outros dois técnicos da UnB devem chegar na manhã desta segunda-feira (10) para 
avaliar o que de fato ocorreu. 
Em maio, o Obsis já havia registrado um tremor de 3,5 graus no local e chegou a avisar a 
Defesa Civil para eventuais problemas, mas nenhuma ocorrência grave foi registrada. 
Em outubro deste ano, os técnicos do Obsis instalaram seis estações sismográficas para 
monitorar a região norte de Minas. A análise desses equipamentos deve auxiliar os técnicos a 
descobrir o que teria provocado o tremor. 
 
SAIBA MAIS SOBRE A ESCALA RICHTER 
da Folha Online 06/03/2007 - 20h20 
A escala de medida de energia sísmica liberada por terremotos conhecida como Richter 
surgiu em 1935, idealizada pelo sismólogo americano Charles F. Richter. Após recolher dados 
de inúmeras ondas sísmicas liberadas por terremotos, Richter criou um sistema para calcular 
as magnitudes dessas ondas. 
A escala Richter foi inicialmente criada para medir apenas a magnitude de tremores no 
sul da Califórnia, utilizando um equipamento específico – o sismógrafo Wood-Anderson. Apesar 
da limitação original e do surgimento de vários outros tipos de escalas para medir terremotos, 
a escala Richter continua sendo largamente utilizada hoje. 
A primeira escala Richter apontou o grau zero para o menor terremoto passível de 
medição pelos instrumentos existentes à época. Atualmente, a sofisticação dos equipamentos 
tornou possível a detecção de tremores ainda menores do que os associados ao grau zero, e 
ocorre a medição de terremotos de graus negativos na escala Richter. 
Teoricamente, a escala Richter não possui limite. 
De acordo com o Centro de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos, aconteceram três 
terremotos com magnitude maior do que nove na escala Richter desde que a medição 
começou a ser feita. De acordo com outras fontes, como a enciclopédia Britannica, tal marca 
nunca foi alcançada. Veja a tabela abaixo: 
 
 
 
 
 
 
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Módulo III 
 
ENTENDA OS EFEITOS DOS TERREMOTOS 
Os sismólogos usam a escala de magnitude para representar a energia sísmica liberada 
por cada terremoto. 
Veja abaixo tabela com os defeitos típicos de cada terremoto em diversos níveis de 
magnitude. 
Escala Richter Efeito do terremoto 
Menos de 3,5 Geralmente não é sentido, mas pode ser registrado. 
3,5 a 5,4 Frequentemente não se sente, mas pode causar 
pequenos danos. 
5,5 a 6,0 Ocasiona pequenos danos em edificações. 
6,1 a 6,9 Pode causar danos graves em regiões onde vivem 
muitas pessoas. 
7,0 a 7,9 Terremoto de grande proporção, causa danos graves. 
de 8 graus ou mais Terremoto muito forte. Causa destruição total na 
comunidade atingida e em comunidades próximas. 
Esta tabela é “aberta”, portanto não é possível determinar um limite máximo de graus. 
Ainda que cada terremoto tenha uma magnitude única, os efeitos de cada abalo sísmico 
variam bastante devido à distância, às condições do terreno, às condições das edificações e de 
outros fatores. 
 
NÚMERO DE MORTOS POR TERREMOTO NO CHILE CHEGA 795, DIZ BACHELET 
da Folha Online 02/03/2010 - 16h05 
O número de mortos no terremoto de 8,8 graus na escala Richter que atingiu o Chile no 
último sábado (27) subiu de 763 para 795, anunciou nesta terça-feira a presidente chilena, 
Michelle Bachelet. Ela deu as declarações durante visita a Curicó, cidade no sul do país afetada 
pelo tremor, segundo o site do jornal chileno "El Mercurio". 
Pouco antes, um funcionário do escritório nacional de emergências (Onemi), ligado ao 
governo, disse que havia 763 mortos. Os desabrigados continuam em 2 milhões, segundo o 
governo chileno. Além dos mortos, cerca de 500 pessoas ficaram feridas, disse o governo hoje. 
Essa é a primeira vez que o numero de feridos pelo tremor é informado oficialmente. 
O ministro da Saúde, Alvaro Erazu, disse a jornalistas que ao menos cem pessoas se 
encontram em estado grave. 
Cerca de 500 mil casas foram destruídas, de acordo com informações anteriores 
divulgadas por Bachelet. "Estamos enfrentando uma catástrofe gigantesca, que irá exigir um 
esforço de recuperação gigantesco", disse após encontro com ministros no palácio La Moneda. 
Pessoas recolhem objetos que sobreviveram ao terremoto nas ruas de Talcahuano, no 
Chile. 
Em Concepción, a maior cidade da área próxima do epicentro, muitas ruas da cidade 
ficaram cobertas de escombros e centenas de detentos escaparam da penitenciária após o 
tremor. 
Em 1960, o Chile foi atingido por um terremoto de magnitude 9,5, um dos mais fortes já 
registrados. 
O tremor devastou a cidade de Valdivia, matou 1.655 pessoas e causou um tsunami que 
atingiu a Ilha da Páscoa, distante 3.700 quilômetros da costa chilena. A onda continuou e 
chegou ao Havaí, Japão e Filipinas. 
As ondas que chegaram nas Filipinas demoraram cerca de 24 horas para atingir o país. 
 
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Módulo III 
O terremoto deste sábado foi sentido em São Paulo e também nas Províncias argentinas 
de Mendoza e San Juan. Uma série de abalos subseqüentes atingiram a região costeira do 
Chile. 
Saques 
A presidente Bachelet condenou nesta terça-feira os saques e violência registrados nas 
áreas mais afetadas pelo terremoto e afirmou que os criminosos "receberão todo o rigor da 
lei". 
Bachelet se reuniu nesta manhã com os comandantes das Forças Armadas para 
coordenar o envio de ajuda às zonas mais afetadas pelo terremoto, no centro-sul do país. 
A presidente pediu ainda a compreensão dos chilenos, já que "nunca antes na história do 
Chile" houve um terremoto tão devastador. 
"O que nos preocupa é levar segurança e tranqüilidade à população. Entendemos 
perfeitamente as angústias e as necessidades das pessoas, mas sabemos perfeitamente que 
há ações delinqüentes de pequenos grupos que estão provocando enormes danos materiais. 
Isso não vamos aceitar", disse. 
Brasileiros 
A Embaixada do Brasil continua buscando informações sobre um brasileiro que estaria 
desaparecido em Concepción, cidade mais afetada pelo terremoto. 
Estamos tentando localizar, 
mas estamos tendo dificuldade 
especialmente porque o 
comunicação com a região está 
bem complicada", disse o 
embaixador do Brasil no país, 
Mario Vilalva. O diplomata 
conversou com a Folha Online por 
telefone de Santiago. 
 
Mapa mostra a região atingida por tremor no Chile; terremoto foi o maior no país em 25 anos. 
Segundo ele, outro problema é que as informações que chegam à embaixada não são ofi- 
ciais, o que dificulta a busca porque há poucos detalhes sobre o desaparecido. 
Vilalva diz ainda que a embaixada já investigou três suspeitas de brasileiros entre as 
vítimas, que não se confirmaram. 
O único caso que ainda não foi encerrado é desse brasileiro que estaria em Concepción. 
A situação na cidade é crítica: ainda não foi implementado um canal de distribuição de 
alimentos e, apesar da forte presença militar nas ruas, os saques prosseguiam. 
Voos 
Um novo avião da FAB (Força Aérea Brasileira) deverá trazer mais brasileiros do Chile na 
próxima quinta-feira, segundo o embaixador. Na madrugada de hoje, uma aeronave trouxe 30 
brasileiros. 
O avião modelo Hercules, C-130, irá transportar aparelhos de hemodiálise, telefones 
satélites, um hospital de campanha da Marinha, além de técnicos em avaliação de estrutura -- 
parte do material foi doado por empresas e a outra pertence a FAB. No retorno ao Brasil, será 
possível trazer 70 pessoas. 
Ao todo, mais de mil brasileiros procuraram a embaixada do Brasil no Chile desde 
sábado, quando o terremoto de magnitude 8.8 atingiu o Chile. Eles buscam desde informações 
sobre o terremoto até orientações sobre como agir. 
 
 
 
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Módulo III 
PRESIDENTE DO HAITI DIZ QUE “QUASE 170 MIL” CORPOS JÁ FORAM 
RECOLHIDOS 
da Folha Online 27/01/2010 - 19h55 
 
O presidente do Haiti, René Préval, anunciou nesta quarta-feira que os corpos de “quase 
170 mil” vítimas do terremoto de 12 de janeiro já foram recolhidos, um número superior ao 
último balanço fornecido pelas autoridades. “Muitos esforços foram feitos em 15 dias. A 
Companhia Nacional de Equipamento já retirou quase 170 mil mortos das ruas e removeu 
grande parte dos escombros para facilitar a circulação”, disse. 
Segunda-feira, o ministro da Saúde, Alex Larsen, disse esperar um balanço final de 150 
mil mortos após o terremoto, destacando que as autoridades já tinham contado 90 mil. 
À agência de notícias Reuters, Préval confirmou ainda que as eleições legislativas do Haiti 
programadas para 28 de fevereiro estão adiadas por tempo indeterminado. “A campanha 
eleitoral deveria ser aberta amanhã, mas por razões óbvias isto não poderá acontecer.” 
Os escritórios do Conselho Eleitoral desabaram com o forte terremoto que matou até 200 
mil pessoas. Membros da ONU (Organização das Nações Unidas) que trabalhavam com o grupo 
morreram e materiais da eleição ficaram soterrados, afirmou Préval. “Por razões humanas e 
técnicas, é óbvio que o processo eleitoral não poderá proceder como o planejado. [...] Agora 
temos que discutir com os vários partidos o que irá acontecer, e qual será o próximo plano.” 
Préval disse que não se candidatará à reeleição. Seu atual mandato acaba em 11 de 
fevereiro de 2011. 
Hoje, agências da ONU presentes no Fórum Econômico de Davos pediram que seja doado 
ao Haiti “dinheiro vivo e não mercadorias”. “No que diz respeito a mercadorias há duas 
exceções: os haitianos necessitam desesperadamente de comida pronta para consumir e 
barracas”, diz Catherine Bragg, do órgão humanitário da ONU (Ocha, na sigla em inglês). Ela 
lembrou que se aproxima a temporada de chuvas no país. 
Em Washington, o FMI (Fundo Monetário Internacional) aprovou a entrega, ainda nesta 
semana, de US$ 114 milhões em ajuda emergencial ao Haiti. “As necessidades do Haiti são 
imensas e urgentes”, falou o diretor-geral do Fundo, Dominique Strauss-Kahn, em uma nota. 
“O aumento das somas enviadas pelo Fundo (...) contribui para ajudar nos gastos que o país 
tem, permitindo que o governo local pague importações de primeira necessidade sem esgotar 
as reservas do Haiti”, acrescentou. 
Especial A Catástrofe Do Haiti | No Edição: 2097 | 15.Jan - 21:00 | Atualizado em 18.Jan.10 - 16:22 
 
O TREMOR QUE MATOU UM PAÍS 
Com um terço de sua miserável população atingida por um terremoto, o Haiti virou um 
dos mais graves casos de emergência humanitária da história e corre o risco de mergulhar, de 
novo, na selvageria. 
Claudio Dantas Sequeira e Luiza Villaméa 
 
 
 
TERRA ARRASADA - A capital Porto Príncipe, onde imperam a destruição e o caos. 
 
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Módulo III 
 
Sete mil corpos já foram enterrados em valas comuns. Milhares de outros estão sob 
escombros ou empilhados pelas ruas da capital Porto Príncipe. 
Feridos e desabrigados caminham a esmo em busca de socorro. A água se tornou o bem 
mais precioso no Haiti arrasado por um terremoto com capacidade destrutiva equivalente à de 
25 bombas atômicas. Com epicentro a apenas 15 quilômetros de Porto Príncipe, o fenômeno 
registrado às 16h53 locais da terça-feira 12 multiplicou uma miséria secular. No dia seguinte à 
catástrofe “inimaginável”, como definiu o presidente René Préval, ele mesmo foi encontrado na 
rua por uma equipe da rede americana CNN em aparente estado de choque. Préval sintetizou 
então o sentimento de uma nação: “Não tenho onde dormir.” No dia seguinte, Préval ajudou a 
enterrar os primeiros corpos resgatados dos escombros. Com um terço da população de nove 
milhões de habitantes atingido pela catástrofe, o Haiti virou um dos mais graves episódios de 
emergência humanitária da história. 
Tragédia sem fim. O cenário é de absoluto terror. No país sem infraestrutura, os já 
precários sistemas de energia, de comunicação e de abastecimento de água entraram em 
colapso. Como o Haiti não tem Defesa Civil, os esforços iniciais de resgate foram feitos por 
funcionários da ONU, militares e cidadãos comuns, a maioria desesperada em busca de 
familiares desaparecidos. 
À medida que o tempo passa, aumentam os riscos de que epidemias se alastrem. Quando 
todos os mortos forem enterrados e os feridos tratados é que se começará a dimensionar o 
legado dessa tragédia sem fim. “A situação vai piorar. Muitas outras pessoas vão acabar 
morrendo”, afirma o radialista haitiano Carel Pedre. Algumas, no momento, querem apenas 
resgatar aqueles que amam. É o caso do vendedor ambulante Lionnel Dervil, pai de quatro 
filhos: “Eu só quero o corpo da minha mulher. Sei que estão ocupados tratando dos 
sobreviventes, mas há uma divisão cheia de corpos onde não consigo chegar”. 
 
 
VALA COMUM - Corpos amontoados, busca heroica e saquesaumentam o desespero e a dor da população. 
 
 
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Módulo III 
 
 
 
 Os principais símbolos do Haiti – o palácio do governo e a catedral – viraram pó, 
apagando os últimos resquícios da colonização francesa. Também vieram ao chão o 
Parlamento, o Palácio da Justiça, os ministérios das Finanças, Comunicação, Trabalho e 
Cultura, os três hospitais da capital, o principal hotel e o prédio da Minustah, a missão de paz 
da ONU instalada no país desde 2004. Institucionalmente, o Haiti desapareceu. 
Parte de seu investimento no futuro ruiu quando os cinco andares da universidade 
desabaram sobre estudantes e professores. Segundo a Cruz Vermelha, 70% dos edifícios de 
Porto Príncipe foram destruídos. 
O Brasil, por sua vez, nunca esteve tão envolvido em uma tragédia natural no Exterior. 
Como comandante militar das forças de paz da ONU, o Brasil mantém no país caribenho mais 
de 1,2 mil militares, que se voltaram desde o primeiro momento ao resgate e atendimento às 
vítimas do terremoto. A contagem do Ministério da Defesa até a sexta-feira 15 somava 15 
brasileiros mortos em decorrência da catástrofe, entre eles a pediatra e sanitarista Zilda Arns, 
fundadora da Pastoral da Criança (leia reportagem à pág. 40). Os outros 14 são militares, sete 
deles vindos do 5º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lorena (SP), que, pelo sistema de 
rodízio da Minustah, deveriam voltar para casa neste final de semana. Moradora da cidade 
vizinha de Cachoeira Paulista, a dona de casa Dalila Anaya Henrique se preparava para receber 
o filho mais velho, o soldado Tiago, 23 anos: “Eu soube do terremoto, mas nem pensei que 
meu filho estaria morto.” 
 
 
 
 
 
SOBREVIVÊNCIA - No país onde 80% são miseráveis, a pobreza piorou e a água virou o bem mais precioso. 
 
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Módulo III 
 
 
 
Há ainda 25 militares brasileiros feridos e quatro desaparecidos. Para o ministro da 
Defesa, Nelson Jobim, há poucas chances de encontrá-los com vida. 
“Falar em sobreviventes é eufemismo”, disse. Além deles, também está desaparecido o 
diplomata Luiz Carlos da Costa, número dois da Minustah. Aos 60 anos, casado e com duas 
filhas, Costa é o brasileiro de maior hierarquia na ONU. Com toda a carreira dedicada a 
missões de paz, ele pediu há poucas semanas que o secretário-geral Ban Ki-moon estendesse 
seu mandato no Haiti por mais um ano. O diplomata estava animado com a nomeação do ex-
presidente Bill Clinton como enviado especial da ONU para o Haiti. A amigos, disse que havia 
um novo sopro de esperança para impulsionar projetos econômicos que pudessem gerar 
emprego e renda para a população. Além de Costa, 188 funcionários da Minustah estão 
desaparecidos e 36 mortos. 
O corpo do chefe da missão da ONU, o tunisiano Hedi Annabi, foi encontrado morto entre 
os escombros. No vácuo de autoridade, o comandante militar, o general brasileiro Floriano 
Peixoto, que estava na sede da ONU em Nova York, viajou a Porto Príncipe para assumir a 
missão até a chegada de Edmond Mulet, antecessor de Annabi, indicado como responsável 
interino. 
Sem classe média “Está tudo acabado. Teremos que recomeçar do zero”, disse o 
brasileiro Ricardo Seitenfus, representante da Organização dos Estados Americanos (OEA) para 
o Haiti. Com 80% dos habitantes vivendo abaixo da linha de pobreza, o Haiti era um país 
agonizante que levou um golpe sem precedentes. A Cruz Vermelha estima em até 50 mil as 
mortes provocadas pelo terremoto, mas esse número pode aumentar à medida que avançar o 
trabalho das equipes de resgate enviadas das mais diversas partes do mundo. Um dos maiores 
entraves para os trabalhos de socorro e para a reconstrução do país está na própria 
composição da sociedade haitiana. Na prática, não há ligação entre a elite formada na França 
ou no Canadá e a massa de miseráveis. “Tem um ministro da Educação muito bem formado, 
com cursos no exterior, mas não há um grupo intermediário que faça funcionar o projeto 
escolar”, exemplifica o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, que chefiou a missão de paz da 
ONU entre janeiro de 2007 e abril de 2009. 
A inexistência de uma classe média com profissionais capacitados a fazer escoar a ajuda 
humanitária internacional que começa a chegar agrava ainda mais a desgraça que se abateu 
sobre o país. Com as ruas bloqueadas por destroços de todos os gêneros, as equipes que 
desembarcam no Haiti têm dificuldade até de locomoção. “Acreditamos que há três milhões de 
pessoas afetadas no país, feridas ou desabrigadas”, afirmou Victor Jackson, coordenador-
 
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assistente da Cruz Vermelha no Haiti. Sem abrigo, água ou comida, muitos haitianos circulam 
a esmo pelas ruas e dormem ao relento, aglomerando-se principalmente no centro de Porto 
Príncipe e no estádio que abrigou o Jogo da Paz em 2005, entre as seleções de futebol do 
Brasil e do Haiti. 
Antiga colônia francesa, o Haiti chegou a ser conhecido no final do século XVIII como a 
“pérola das Antilhas”, por conta de sua exuberante cultura do açúcar, o petróleo da época. 
Inspirado na Revolução Francesa e com base em uma revolução de escravos, foi o primeiro 
país da América Latina a conquistar a independência, em 1804. Foi também o primeiro a 
acabar com o regime escravocrata. De lá para cá, porém, as tragédias que assolam o país são 
tamanhas que existe entre os organismos de ajuda humanitária o temor de que a comunidade 
internacional tenha se cansado do país. 
Resgate pedra por pedra “Não desistam do Haiti como se fosse uma causa perdida”, 
apelou Bill Clinton em um comovente pedido de ajuda ao país, tentando sensibilizar governos e 
também as pessoas comuns. 
Aos primeiros, pediu de imediato a cessão de helicópteros para o socorro aos feridos. 
“Precisamos também de água, comida, abrigos e primeiros-socorros. O mais imediato que 
podem fazer é enviar dinheiro, mesmo um ou dois dólares”, completou, em parte de discurso 
na Assembleia-Geral da ONU, dirigindo-se aos cidadãos. 
Cerca de 30 países, entre eles Estados Unidos, Brasil, França, Canadá, Cuba, China, 
Argentina, Venezuela e Israel, se mobilizaram de imediato. O presidente americano, Barack 
Obama, foi o mais generoso. Na quinta-feira 14, Obama anunciou a liberação de US$ 100 
milhões para a recuperação do país caribenho, além do envio de dez mil soldados e fuzileiros, 
300 médicos, um porta-aviões e um navio-hospital. No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da 
Silva determinou a liberação de US$ 15 milhões e a criação de um gabinete de crise 
coordenado pelo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Jorge 
Félix. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
No país que faz resgates à mão, pedra por pedra, devido à ausência de equipamentos 
adequados, as perspectivas para o futuro são dramáticas. Além das colossais – e imediatas – 
perdas, há o risco de o Haiti voltar a um estado selvagem, submergindo numa crise político-
institucional similar à que protagonizou no começo da década de 1990. Com as forças 
internacionais de paz concentradas nas buscas aos sobreviventes e uma polícia precária, a 
segurança pública está ameaçada. 
O principal presídio do Haiti desabou com o tremor, deixando escapar um número ainda 
não conhecido de detentos. Na quinta-feira 14, um caminhão que tentava vender água na 
periferia de Porto Príncipe foi atacado por moradores sedentos. Na madrugada do mesmo dia, 
 
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o porta-voz da ONG Viva Rio, Valmir Fachini, informou por e-mail que as ruas de Porto Príncipe 
viraram palco de saques. “Ouvimos vários disparos de armas de fogo sem poder dizer de onde 
vêm. Os saques começaram nos supermercados, que desabaram parcialmente”,contou 
Fachini, usando a internet, o único meio de comunicação que sobreviveu ao terremoto por usar 
no país o sistema de transmissão via satélite. 
 
 
Antes de o tremor jogar o Haiti no chão, 2010 representava um importante passo para a 
normalização do país que, em 200 anos de história, sofreu 32 golpes militares. Desde o fim da 
ditadura de Jean-Claude Duvalier, o Baby Doc, em 1986, os haitianos sonham com uma 
democracia que abra caminho para instituições democráticas sólidas. As eleições legislativas 
estavam marcadas para o mês que vem e as presidenciais para novembro. Antes de o desastre 
natural lembrar ao mundo que o Haiti existe, o país já era uma miséria só. O simples cruzar de 
sua fronteira com a República Dominicana – país com o qual ocupa a ilha de Hispaniola, no Mar 
do Caribe – é uma experiência chocante. Assim que passa a divisa, o verde das florestas 
dominicanas cede lugar ao cinza de um deserto tropical. A porção oeste da ilha, ocupada pelo 
Haiti, tem aparência de terra arrasada – reflexo do desmatamento para produzir o carvão que 
gera a energia usada pelo mais pobre país do continente. O que parecia não poder ficar pior, 
ficou. 
 
A Presença Brasileira 
 
A presença das tropas brasileiras no Haiti é resultado de compromisso assumido pelo 
governo em 2004, quando a ONU estabeleceu a Minustah, a missão multinacional convocada 
depois que uma crise política apeou do poder o presidente Jean-Bertrand Aristide e mergulhou 
o país no caos institucional. 
 
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O mosaico de barbárie formado por ex-militares, membros da polícia nacional e milícias 
governistas fez reféns civis inocentes, submetidos a toques de recolher e atos de violência 
extrema. No cálculo do Itamaraty, o protagonismo numa operação de paz é a chance para 
credenciar o Brasil na campanha por um assento no Conselho de Segurança da ONU. 
O primeiro brasileiro a pisar em Porto Príncipe foi o general Augusto Heleno, que se 
deparou com o caos e a falta de recursos. Por meses, ele se viu premido por um contingente 
reduzido, bem aquém do previsto pela ONU. O problema só foi resolvido no ano seguinte, mas 
a situação de instabilidade perdurou por quase um ano e meio. Pacificadas as favelas do Haiti, 
as tropas brasileiras intensificaram as ações de apoio social e de infraestrutura, mudando o 
perfil da missão. Dos 1.246 militares, 230 são engenheiros, que trabalham na pavimentação 
de rodovias, construção de pontes e perfuração de poços artesianos. Segundo a ONU, a missão 
hoje tem o apoio de 78% da população. Até agora, o Brasil já desembolsou R$ 704,5 milhões 
com ações no Haiti, doou 500 mil doses de vacina contra a raiva e desenvolve com a França o 
projeto do banco de leite materno. A Agência Brasileira de Cooperação investe ainda US$ 16 
milhões em projetos na área de agricultura familiar, coleta de lixo e formação de militares. 
Colaboraram: Adriana Prado, André Julião e Fabiana Guedes 
 
 
ISTO É - Especial Tragédia no Japão 
 
| No Edição: 2157 | 11.Mar.11 - 21:00 | Atualizado em 20.Mar.11 - 21:59 
 
http://www.istoe.com.br/reportagens/paginar/128199_O+BIG+ONE+DO+ORIENTE+/1 
O Big One do Oriente? 
Era início da tarde no Japão, quando um terremoto de 
8.9 graus na escala Richter detonou a tragédia. O pior 
ainda estava por vir: um tsunami com ondas de até 10 
metros devastou cidades, arrastou navios, matou e feriu 
milhares de pessoas 
Luiza Villaméa 
 
A DESTRUIÇÃO 
Sexta-feira 11, em Natori, nordeste do Japão: casas 
e fazendas arrasadas por água e fogo 
 
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Com dez metros de altura, a extensa parede de água avançou sobre a costa nordeste do Japão, 
arrastando tudo o que encontrava pela frente. Nos portos, a onda gigante jogou embarcações e 
contêineres de um lado para o outro, como se fossem feitos de papel. Nas cidades, veículos de todos 
os tipos flutuavam por ruas alagadas, aeroportos foram invadidos por águas transformadas em lama 
negra por causa da quantidade de destroços que carregavam, enquanto as pessoas buscavam abrigo 
em áreas mais elevadas. Nos campos, plantações de arroz submergiram em segundos. O devastador 
tsunami, que chegou a engolir um navio e um trem de passageiros, foi provocado por um terremoto 
de 8.9 graus na escala Richter às 14h46 locais (2h46 em Brasília) na sexta-feira 11. Seguido por 94 
réplicas de menor magnitude, mas que chegaram a atingir até 7.4 graus. Foi, até agora, o maior 
terremoto da história do Japão, que há 140 anos começou a registrar o fenômeno natural. Formado 
por quatro ilhas principais e três mil ilhas menores, o país do extremo leste da Ásia situa-se sobre 
três placas tectônicas cuja movimentação assombra seu cotidiano. São mais de cinco mil abalos por 
ano e um imenso temor: a possibilidade de ocorrer a qualquer momento o chamado Big One do 
Oriente, um terremoto de magnitude tão extrema que arrase totalmente o arquipélago. 
“Nunca se sabe quando pode chegar o “daishinsai” (o grande terremoto)”, é uma frase que se ouve 
com frequência nos mais diversos pontos do país. Não por acaso, estrangeiros recém-chegados ao 
Japão logo aprendem o significado do termo “jishin” (terremoto). Da mesma forma, desde a pré-
escola as crianças japonesas passam por treinamentos para aprender a se abrigar durante terremotos 
(leia quadro à pág. 84). Na cidade de Kobe, no centro-sul do Japão, existe até um museu a céu 
aberto para relembrar o pior tremor que havia atingido o país antes da sexta-feira 11. Trata-se do 
Kobe-ko Shinsai, um parque que expõe de forma permanente marcas dos estragos provocados pelo 
Hanshin Awaji Daishinsai em setembro de 1923, com 7.9 graus de magnitude na escala Richter. No 
parque encontra-se parte do antigo atracadouro de barcos da cidade tal qual ficou após o tremor de 
1923 – com um grande fenda em sua estrutura de concreto e postes inclinados. 
 
O IMPACTO 
Ondas de dez metros chegam às praias de Iwanuma, em Miyagi, 
e colocam em alerta ilhas do Pacífico, partes dos EUA e Canadá 
A cada tremor de terra, por mais bem preparado que o país esteja, volta à memória dos japoneses a 
ameaça de uma ocorrência com maior potencial destrutivo. O perigo é real. “Os grandes terremotos 
ocorrem de forma cíclica, como já está comprovado pela teoria do rebote elástico”, afirma o 
 
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Módulo III 
sismólogo João Willy Rosa, do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília. “As placas 
tectônicas vão acumulando energia e, depois de um intervalo de tempo, essa energia culmina em um 
terremoto.” Para que o evento se repita, é preciso que se passe um determinado período de tempo. 
No Japão, estima-se que este período seja de 100 a 150 anos. O fenômeno, portanto, não tem data 
marcada para ocorrer, como lembra o sismólogo José Roberto Barbosa, da Universidade de São 
Paulo (USP). “Toda a região do cinturão de fogo está sujeita a grandes terremotos”, diz Barbosa, 
referindo-se à área de grande atividade vulcânica e de terremotos no Oceano Pacífico. “A 
ocorrência de um terremoto superior ao que acabou de ocorrer é sempre possível.” 
 
AS PERDAS 
Tsunami destrói completamente zona residencial em Miyagi. 
O alerta aos moradores havia sido dado horas 
antes, permitindo uma fuga em massa 
Como se sinalizasse a tragédia que estava prestes a chegar, na quarta-feira 9 a região já havia 
registrado um terremoto de 7.2 graus, que não causou grandes impactos. Dois dias depois, quando o 
tremor eclodiu, seguido pela grande onda, a vulnerabilidade da região e o potencial de propagação 
da tragédia ficaram evidenciados por alertas de tsunami emitidos por 50 países, da Austrália ao 
Canadá, passando pelo Chile e pela Costa Rica e por toda a costa oeste americana. As organizações 
Cruz Vermelha e Crescente Vermelhoanunciaram que algumas ilhas da região podem desaparecer. 
No interior do próprio Japão, mais de 80 focos de incêndios resistiam à ação dos bombeiros. 
Chamas gigantescas devastaram o complexo petroquímico da cidade de Sendai, no nordeste do país. 
Os maiores riscos, no entanto, vinham do setor nuclear, que produz 23% da energia consumida no 
Japão. Pouco depois do terremoto, embora ressaltando que não havia indícios de “materiais 
radioativos fora das instalações”, o governo declarou “estado de emergência de energia atômica”. 
Na cidade de Onahama, a cerca de 270 quilômetros a nordeste de Tóquio, o tremor causou falhas de 
energia e paralisou geradores da usina de Fukushima, impedindo o sistema de resfriamento de 
fornecer água suficiente para diminuir a temperatura do reator. Num primeiro momento, uma área 
de três quilômetros em volta da usina foi evacuada. Mais tarde, o círculo de proteção foi ampliado 
para dez quilômetros. A Agência de Segurança Nuclear do Japão admitiu a possibilidade de 
liberação de fumaça radioativa do reator de Fukushima. A medida, que seria inócua para os seres 
humanos e o meio ambiente, permitiria aliviar a pressão no reator que está 1,5 vez superior ao nível 
 
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Módulo III 
considerado normal. Já o nível de radioatividade na sala de controle da usina era mil vezes além do 
normal. Dos 55 reatores do país, 11 foram desligados por precaução. “Parar as centrais garantiu que 
não ocorressem explosões”, afirma o especialista em radiobiologia Eduard Rodríguez-Farré, 
integrante do Comitê Científico da União Europeia. “O lógico é que os reatores sejam mantidos 
parados até que sejam revisados um por um.” 
 
 
 
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Módulo III 
 
 
A DOR 
Resgate de feridos em Tóquio e estrada destruída em Mito. 
No porto de Onahama, carros, barcos e contêineres no mesmo cais. 
Em Miyagi restou observar a destruição 
Durante a madrugada do sábado 12, os moradores da capital, Tóquio, continuaram a sentir tremores 
de terra, como contou à ISTOÉ a carioca Manuela Leão, 25 anos. Estudante de engenharia 
eletroeletrônica na Universidade Cidade de Tóquio, ela desistiu de tentar dormir. “Durante um 
tempo os tremores pararam, mas agora, às 4h da manhã, começou a ter alguns terremotos fortinhos 
um atrás do outro”, diz Manuela. “Desisti de dormir por medo de ter um terremoto forte de novo.” 
Ao contrário do nordeste do país, Tóquio foi atingida pelo tremor, mas poupada da onda gigante. 
De acordo com o embaixador do Brasil no Japão, Marcos Galvão, a maioria dos 254 mil brasileiros 
que vivem no país mora em Tóquio. Não havia informações de vítimas na comunidade brasileira. 
Relatos de sustos, porém, não faltaram. Moradora da província de Kanagawa, a 32 quilômetros de 
Tóquio, a modelo brasileira Suzy Shimada, da agência internacional Cinq Deux Un, estava no 
centro da capital quando a terra tremeu. Mais exatamente, ela passava pelo cruzamento de Shibuya, 
 
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Módulo III 
que é atravessado diariamente por três milhões de pessoas. “Eu vi os materiais da fachada de uma 
loja tremendo, olhei para os lados e as pessoas estavam em pânico. Os pés não ficavam firmes no 
chão. As árvores balançavam como num filme de terror. No prédio em construção em frente aos 
meus olhos, um imenso guindaste balançava como se fosse uma mola. Foi um pavor! Só via as 
pessoas gritando Sugoi – Kowaai, o que significa: Meu Deus! Que medo!” A modelo, que há quatro 
anos vive no Japão, contou que já havia passado por outros tremores de terra, mas jamais imaginara 
testemunhar algum de tamanha magnitude. “Um minuto depois o alarme soou, as pessoas saíam 
correndo dos prédios. Foi um desespero. Estava com o coração nas mãos. Eu só pensava no meu 
filho (Vitor, 5 anos) que estava na casa da babá, em Kanagawa. Só consegui contato com eles duas 
horas depois. Estava tudo bem.” 
No Twitter, o cantor e compositor canadense radicado no Japão Blaise Plant fez um relato minuto a 
minuto do terremoto e seu impacto em Sendai, uma das cidades mais próximas do epicentro do 
terremoto: 
15h07: A minha casa está um lixo! Eu estou bem! Foi assustador... o maior até agora! 
16h47: Olá a todos! Parece que a situação se acalmou um pouco. Onde eu estou, os prédios estão 
danificados. Outdoors estão prestes a cair. 
16h48: Peço a todos para se manter alertas... as coisas estão caindo... Ouvi que o tsunami parece 
muito grande na tevê. 
16h49: Neste momento eu não posso ir para casa, o chão está tremendo. 
17h16: Um monte de gente do bairro se reuniu para se manter aquecida. 
17h24: Ainda grandes agitações... o tsunami parece realmente ter feito estragos... Parece que há 
mortes... mas eu não posso ter certeza sobre isso. 
18h28: A cidade está em completo blecaute! Não consigo ver nada exceto luzes de carro! 
18h41: Tenho que ir buscar meu primo na estação de Sendai... 
18h50: Eu estou em pé no meio da cidade... 
19h32: Graças a Deus vivemos em um país grande e organizado, onde todo mundo está ajudando 
uns aos outros! 
Na virada da noite da sexta-feira 11 para o sábado, quando o cantor já estava abrigado em sua casa, 
a 144 quilômetros de Sendai, a cidade de Kesennuma continuava em chamas. Horas depois, o 
governo do Japão estimava que 378 pessoas haviam morrido e 547 estavam desaparecidas. 
 
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O CAOS 
As águas tomaram o terminal do aeroporto de Sendai. 
No aeroporto de Narita, em Tóquio, a evacuação de passageiros. 
Na Índia, estudantes acendem velas pelas vítimas do Japão 
 
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Módulo III 
As ondas que varreram o Japão e provocaram perdas humanas também causaram estragos na 
economia do país. Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkey fechou a sexta-feira em queda de 1,73%, o 
menor nível em cinco semanas. Grandes empresas sentiram imediatamente o impacto dos tremores. 
Maior fabricante de carros do Japão, a Toyota paralisou a produção em três plantas industriais, o 
que deve causar prejuízos superiores a US$ 30 milhões. Na Nissan, quatro fábricas foram fechadas, 
sem previsão de retorno das operações. Trezentos milhões de celulares ficaram mudos no Japão. A 
economia global foi igualmente afetada. Na própria sexta-feira, o preço do barril do petróleo caiu 
3%, enquanto as ações de algumas das principais seguradoras do mundo despencaram. Estima-se 
que o setor terá de desembolsar cerca de US$ 10 bilhões em prêmios decorrentes da tragédia. O 
pior, porém, é a ameaça que continua no ar. O “daishinsai” (o grande terremoto) está para chegar? 
 
 
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Módulo III 
 
 
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Módulo III 
 
PREVENÇÃO E TECNOLOGIA AMENIZAM OS ESTRAGOS 
Por que o Japão é o país mais equipado do mundo para enfrentar grandes tremores de terra 
Nenhum lugar é tão suscetível a terremotos quanto o Japão. A cada ano, o país sofre cinco mil 
tremores de terra – ou 10% de todos os abalos sísmicos registrados no mundo inteiro. Na nação que 
deu ao mundo a palavra tsunami, quase que a totalidade dos terremotos 
não deixa vítimas e sequer provoca danos materiais. De tempos em tempos, porém, os japoneses 
têm de enfrentar terremotos tão brutais que acabam por se transformar em tragédias de grandes 
proporções. 
 
O da semana passada, que entrou para a história como o maior de todos os tremores já ocorridos no 
país, fez um número recorde de vítimas, mas o resultado seria pior se os japoneses não fossem os 
maiores especialistas do planeta na prevenção de terremotos. Dos sistemas de alerta até a 
construção de prédios, dos treinamentos periódicos ao atendimentode emergência, o Japão é a 
nação mais bem equipada para sobreviver a hecatombes como essas. 
 
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Módulo III 
Não é exagero afirmar que o Japão está permanentemente de prontidão. Nas escolas, a partir dos 6 
anos as crianças aprendem a enfrentar desastres sísmicos. Uma vez por mês, os alunos simulam 
situações de fuga e bombeiros são convocados para dar palestras centradas em assuntos como 
“sobrevivência em escombros”. Mas não apenas os jovens são treinados. No “Dia da Prevenção”, 
celebrado em 1º de setembro, os trabalhadores são dispensados para que possam participar de 
exercícios que ensinam procedimentos seguros em caso de terremotos. Quando uma tragédia está 
em via de acontecer, as autoridades agem com velocidade impressionante. Alertas sonoros são 
disparados nas cidades e as emissoras de tevê e rádio mandam mensagens ininterruptas para toda a 
população. O videomaker brasileiro Carlos Nonnenmacher, 42 anos, é testemunha dessa agilidade. 
Ele mora há três anos no município de Hamamatsu, que fica a seis horas de carro de Tóquio e que 
entrou em alerta vermelho assim que o terremoto eclodiu. Sua casa fica a apenas 300 metros de 
praia. “Poucos minutos depois dos tremores, a polícia foi a todas as casas, inclusive a minha, 
pedindo para irmos para os pontos mais altos da cidade.” Segundo ele, a praia possui barreiras de 
proteção que são acionadas quando há risco de um tsunami. Em outros lugares, existem comportas 
que se fecham para evitar a propagação das ondas. 
Nos últimos 20 anos, o desenvolvimento tecnológico se tornou um aliado importante. Em pontos 
estratégicos do arquipélago japonês foram instalados 300 sensores que monitoram a atividade 
sísmica, além de outros 80 sensores aquáticos que indicam a altura, velocidade, localização e 
horário de chegada de um tsunami. A engenharia japonesa é a mais avançada do mundo na 
construção de prédios à prova de terremotos. Desde os anos 2000, os grandes edifícios são feitos 
com estrutura de aço no lugar de concreto, o que os torna resistentes a grandes tremores. Foram 
também os japoneses que criaram os sistemas de amortecimento instalados na base das construções, 
cuja função é absorver parte da energia dos tremores. Não é possível eliminar por completo os 
riscos, mas o Japão ensina que a prevenção é o caminho a ser seguido. 
 
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Módulo III 
 
 
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Módulo III 
 EXERCÍCIOS 
PEDOLOGIA 
 
01. (UEFS) Diversos são os fenômenos que agem em íntima correlação nos processos 
intempéricos. Tais fenômenos agem separados ou conjuntamente, dependendo das 
condições climatológicas locais e da própria rocha em si. Sua ação consiste, pois, na 
degradação da rocha matriz com a consequente formação do solo. 
(LEINZ; AMARAL, s/d, p. 75). 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o intemperismo como raiz de 
transformação das rochas e dos solos e sua importância socioeconômica, pode-se 
concluir: 
a) O intemperismo deveria ser conhecido como erosão complementar, tendo em vista 
que ele constitui a última etapa no processo de destruição das rochas. 
b) O intemperismo, dentre os agentes de origem externa, tem sua ação resultante de 
processos mecânicos, químicos e biológicos que ocasionam a desintegração e a 
decomposição das rochas. 
c) Os solos, quanto à origem, são agrupados em vários tipos, como orgânicos e aluviais, 
sendo estes últimos formados por materiais transportados pelos ventos. 
d) Os solos, nos climas úmidos, têm uma pequena espessura, são ricos em sais minerais 
e elementos orgânicos, sendo fundamentais para as práticas agrícolas. 
e) O húmus resulta da decomposição do calcário e de detritos vegetais e produz solos 
pouco permeáveis, secos, claros e salubres. 
 
02. (UEFS) Com base nos conhecimentos sobre a organização do espaço brasileiro, é correto 
afirmar: 
a) O café foi introduzido racionalmente, a partir do litoral de São Paulo, nas encostas das 
serras do Mar e da Mantiqueira, sem provocar a erosão dos solos. 
b) As planícies do Centro-Oeste correspondem às áreas planas das chapadas resultantes 
da acumulação de sedimentos antigos, onde estão assentadas as plantações de soja. 
c) Os espaços ao sul da Região Norte, favorecidos pelo clima tropical, pela distribuição 
racional de propriedades e pelas reservas indígenas estruturadas, dificultam o avanço 
da pecuária e da mineração. 
d) O deslocamento dos corumbás, vaqueiros contratados que saem da Zona da Mata 
rumo ao Agreste e ao Sertão, ocorre no período da seca. 
e) Os solos profundos, as temperaturas sempre elevadas, as chuvas abundantes e as 
baixas altitudes foram condições fundamentais para o desenvolvimento do cacau no 
sul da Bahia. 
 
03. (UEFS) A destruição das florestas tropicais, em várias partes do mundo, é o preço pago, 
atualmente para que algumas atividades econômicas se desenvolvam. 
O desmatamento, em particular, proporciona várias conseqüências sobre os 
ecossistemas, dentre as quais se pode citar: 
a) o assoreamento dos rios, devido à maior quantidade de material transportado pelas 
águas correntes. 
b) aumento da lixiviação, com a consequente perda de nutrientes minerais e a ampliação 
da fonte geradora da matéria orgânica. 
c) a alteração do regime de chuvas locais, devido ao aumento do processo de 
evapotranspiração. 
 
 59 
 
 
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Módulo III 
d) a aceleração da erosão sobre as formas de relevo e a consequente umidificação do 
clima. 
e) o aumento do numero de espécies vegetal e animal, em função da destruição da 
biomassa. 
 
04. (UEFS) Solos que surgem nas regiões intertropicais de clima úmido com estações 
alternadas. O solo adquire uma coloração avermelhada por causa da concentração do 
minério de ferro e da lixiviação das bases trocáveis, tornando-o, assim, ácido. 
(GUERRA, 1966, p. 370). 
Considerando-se a importância das atividades agrícolas no mundo tropical,o texto acima 
se refere aos solos: 
a) lateríticos. 
b) imaturos. 
c) aluviais. 
d) podzólicos. 
e) oceânicos. 
 
05. (UEFS) A propósito das inter-relações clima x solo x relevo X vegetação e dos fatores 
bióticos e abióticos da paisagem, pode-se afirmar: 
a) A savana africana é semelhante aos cerrados da América do Sul, pois, além de uma 
semelhança fisionômica, possui uma mesma composição de espécies e é explicada 
pela ecologia. 
b) As florestas tropicais Atlântica, Amazônica, do Caribe ou da Indonésia são 
semelhantes em muitos aspectos como em sua estrutura e composição das espécies, 
porque, além de estarem nas mesmas latitudes, desenvolvem-se nos mesmos tipos 
de solo, relevo e clima. 
c) Os solos se desenvolvem a partir de uma matriz vegetal que, por ação do relevo e 
dos seres vivos, se diversificam em muitos tipos. 
d) A região equatorial registra o domínio de massas frias, que aí se formam e prevalece 
a circulação oeste (alísios), produzindo climas secos nas costas orientais dos 
continentes. 
e) A capacidade nutricional de um solo é fundamental para o desenvolvimento das 
comunidades biológicas, pois as propriedades físicas e químicas da fração mineral dos 
solos são profundamente influenciadas pela presença de materiais orgânicos. 
 
06. (UEFS) São solos zonais típicos das regiões de clima tropical úmido e semiúmido, como o 
do Brasil e da área central da África. Sua coloração pode ser vermelha, alaranjada ou 
amarela, em função da maior ou menor quantidade de minerais, como os óxidos de ferro 
e de alumínio que os compõem. Esses solos apresentam-se profundos, com espessura 
superior a 2m, bastante porosos, fortemente intemperizados e com pequena 
diferenciação entre os seus horizontes. De um modo geral, somente a camada superior 
se destaca das demais, devidoao acúmulo da matéria orgânica decomposta. 
(COIMBRA, 1993, p. 328). 
Considerando-se os conhecimentos dos solos e sua importância socioeconômica, pode-se 
afirmar que o texto se refere ao solo do tipo: 
a) massapê. 
b) tchernoziom. 
c) Iöess. 
d) terra roxa. 
e) latossolo. 
 
 60 
 
 
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Módulo III 
 
07. (UEFS) O principal elemento que explica a formação e os tipos de solo é o clima, uma vez 
que os solos resultam da decomposição das rochas pelo intemperismo. 
 Sobre os solos do Brasil e do mundo e sua importância econômica, é correto afirmar: 
 
a) O predomínio do intemperismo químico na formação dos solos do sertão semiárido 
brasileiro resultou na decomposição profunda das rochas. 
b) Os solos de maior fertilidade natural do Brasil se localizam nas faixas litorâneas do 
Nordeste e nas áreas dos planaltos sedimentares balsáticos. 
c) A intensa lixiviação dos solos das savanas africanas decorre do estabelecimento de 
uma agricultura rudimentar e da não-utilização de terraceamento nas áreas 
acidentadas. 
d) A importância econômica atribuída ao solo negro de Tchernoziom se deve à 
capacidade de permitir, ainda que na estiagem, o desenvolvimento das estepes e 
pradarias. 
e) Os solos aluviais, formados a partir da desagregação e da decomposição das rochas, 
apresentam grande fertilidade para o desenvolvimento de uma agricultura irrigada. 
 
08. (UEFS) A análise dos perfis de solos e os conhecimentos sobre os tipos de solo permitem 
 afirmar que o perfil: 
a) A apresenta configuração de solo maduro, com 
horizontes bem caracterizados, do tipo zonal. 
b) B possui características marcantes do 
intemperismo químico, no seu processo de 
formação, e são solos profundos do tipo aluvial. 
c) C, embora apresente boa fertilidade, não possui o 
horizonte B, sendo um solo com baixa acidez e 
elevada fertilidade. 
d) A e o perfil C não podem ser encontrados no 
Brasil, porque, apesar de se constituírem solos 
muito férteis, são rasos e pouco intemperizados. 
e) B e o perfil C apresentam configurações do tipo azonal, em regiões áridas, onde 
predomina o processo de lixiviação. 
 
09. (UCSAL) Disseminar informação... eis o que, 
provavelmente faltou para o proprietário das 
terras onde surgiu o fenômeno apresentado na 
figura ao lado. 
 
O proprietário dessas terras, para melhor 
aproveitá-las, devia receber a seguinte 
informação correta: 
 
a) “como nesse local há muita chuva, não derrube a vegetação, deixando o solo exposto”. 
b) “passe o trator para diminuir as ondulações do terreno e plante vegetais de raízes 
pouco profundas”. 
c) “com esses longos períodos de estiagem, a melhor forma de utilizar essa terra é 
utilizando irrigação”. 
d) “aproveite os sulcos deixados pela enxurrada e plante milho ou feijão”. 
e) “com o problema que essas terras apresentam, a única solução é criar gado de corte”. 
 
 61 
 
 
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Módulo III 
Algumas das regiões carentes de água 
no globo 
Continentes Região 
Área 
(Km2) 
Tipo de 
ambiente 
África 
 
Saara 9.260.000 
D
E
S
É
R
T
IC
O
 
 
Kalaari 260.000 
 
Ásia 
 
Península 
Arábica 
225.000 
América 
do Sul 
Atacama 78.000 
 
 
Superfície 
total 
– 9.823.000 
 
 
 
 
10. (UFBA) As figuras I e II representam, esquematicamente, a ação das chuvas (erosão 
pluvial) sobre duas áreas em declive, uma com cobertura florestal e outra sem essa 
cobertura. 
 
Faça uma análise comparativa das duas situações, explicando a ação das águas da chuva 
em cada uma, e cite duas consequências ambientais da ocorrência verifi cada em II, 
sendo uma na área urbana e outra na área rural. 
 
11. (UEFS 2010) A fertilidade do solo está intimamente relacionada à disponibilidade de 
elementos nutritivos, que possibilita ou não um bom desenvolvimento dos vegetais. 
Quanto aos solos de maior fertilidade natural, no território brasileiro, pode-se afirmar que 
eles: 
a) pertencem à classe dos litossolos, cujo horizonte A está alojado diretamente sobre o 
substrato rochoso. 
b) são de origem aluvial, com textura arenosa, grande profundidade e estrutura típica dos 
cambissolos. 
c) resultam do intemperismo químico na decomposição de rochas básicas, o que lhes 
confere uma coloração clara e PH acima de 7. 
d) ocorrem em superfícies planas e levemente ondulosas, relacionadas com derrames 
balsáticos e diques de diabásio. 
e) são encontrados no litoral nordestino, onde as camadas interiores, bastante adensadas, 
permitem o desenvolvimento de lavouras permanentes com raízes profundas. 
 
12. (UFBA 2010 - 2a FASE) 
 
 
 
 
 
 62 
 
 
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Módulo III 
Com base no mapa, nas informações contidas no quadro e nos conhecimentos sobre as regiões 
desérticas destacadas: 
• indique um aspecto comum, quanto à localização geográfica, existente entre os desertos 
africanos e o sul-americano referidos; 
_______________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________ 
• identifique o tipo de erosão predominante nos ambientes desérticos; 
_______________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________ 
• cite uma razão da importância estratégica da península arábica no cenário mundial. 
 _______________________________________________________________________ 
 _______________________________________________________________________ 
 
13. UFBA 2012 
 
O HOMEM E A TERRA: UMA UNIÃO POSSÍVELDE SER HARMONIOSA 
 
O homem é ao mesmo tempo criatura e criador do meio ambiente, que lhe dá sustento físico e 
lhe oferece a oportunidade de desenvolver-se intelectual, moral, social e espiritualmente. 
(CONFERÊNCIA DE ESTOCOLMO, 1972. 2002, p. 7). 
 
A vida sobre a Terra e a dinâmica externa são movidas, basicamente, pela incidência da 
energia solar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 63 
 
 
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Módulo III 
 
Considerando essas informações, 
 
a) exemplifique e explique a ocorrência de dois processos erosivos em ambientes costeiros 
tropicais; 
 
b) identifique, com base na ilustração, o impacto ambiental projetado na fisionomia do relevo e 
indique duas causas para a origem dessa degradação. 
 
14. ENEM 2011 
 
 
O gráfico relaciona diversas variáveis ao processo de formação de solos. A interpretação dos 
dados mostra que a água é um dos importantes fatores de pedogênese, pois nas áreas 
A) de clima temperado ocorrem alta pluviosidade e grande profundidade de solos. 
B) tropicais ocorre menos pluviosidade, o que se relaciona com a menor profundidade das 
rochas inalteradas. 
C) de latitudes em tono de 30º ocorrem as maiores profundidades de solo, visto que há maior 
umidade. 
D) tropicais a profundidade do solo é menor, o que evidencia menos intemperismo químico da 
água sobre as rochas. 
E) de menor latitude ocorrem as maiores precipitações, assim como a maior profundidade 
dos solos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 64 
 
 
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Módulo III 
 
GABARITO 
PEDOLOGIA 
01. b 
02. e 
03. a 
04. a 
05. e 
06. e 
07. b 
08. a 
09. a 
10. Em I, a velocidade da água é baixa devido aos obstáculos (raízes, troncos, folhas) 
encontrados à sua frente e, portanto, muita água se infiltra no solo, evitando e/ou reduzindo a 
erosão superficial causada pelas chuvas. 
Em II, a velocidade do escoamento superficial é alta e a água transporta muito material em 
suspensão, arrastando detritos, intensificando a erosão e diminuindo a quantidade de água 
que se infiltra no solo. 
Consequências sobre o meio ambiente verificada na ocorrência 
II: 
• Nas áreas urbanas constituem áreas de risco, uma vez quea ocupação irregular e/ou 
desordenada das encostas acelera o processo de deslizamento ou escorregamento, causando 
desmoronamentos e desabamentos de casas, com grandes problemas sociais como 
desabrigados, feridos e, não raro, vítimas fatais. 
• Nas áreas rurais o desmatamento das encostas causa intensa erosão dos solos, provocando 
ravinamentos, voçorocas e é, também, responsável pelo assoreamento do leito dos rios, 
podendo causar enchentes, com grande prejuízo para a atividade agrícola. 
11. d 
12. 
• Aspecto comum: 
− Os desertos africanos e o sul-americano destacados situam-se a certa distância dos trópicos 
(Câncer e Capricórnio), a, aproximadamente, 30o de latitude N e S, e são decorrentes da 
atuação de grandes centros anticiclônicos (Altas Pressões Subtropicais), responsáveis pela 
extrema escassez de chuvas anuais; 
− Estão localizados em latitudes subtropicais e tropicais do globo; 
− As correntes marinhas frias interferem nas áreas desérticas no setor ocidental. 
• A erosão predominante é a eólica. 
• A península Arábica situa-se em área estratégica de grande produção, exploração e de 
comercialização do petróleo para os grandes centros consumidores de hidrocarbonetos. 
• Situada a meio caminho das grandes potências mundiais, é a principal rota do comércio 
petrolífero internacional. 
 
13. 
 
a) 
Os solos considerados de boa potencialidade agrícola são aqueles mais profundos, bem 
drenados, com horizontes bem definidos, localizados em locais de topografia plana ou 
levemente ondulada. A associação da qualidade do solo com a topografia plana favorece a 
mecanização. 
Exemplos: 
- solos de massapê encontrados na Zona da Mata do Nordeste brasileiro. 
 
 65 
 
 
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Módulo III 
- solos aluviais – são marginais aos rios e excelentes para as culturas irrigadas. 
- solos de terra roxa, extremamente férteis, predominantes nos estados de São Paulo e 
Paraná. 
b) 
 Problemas enfrentados: dentre outros, a exigência de utilização maciça de corretivos e 
fertilizantes porque são solos muito arenosos (latossolos) que se instalaram em terrenos 
planos, deficientes em nutrientes, porém ricos em ferro e alumínio, daí os solos determinarem 
a incidência de plantas com aparência seca entre os arbustos esparsos e gramíneas. 
• Consequência: uso excessivo de fertilizantes traz ameaça ao equilíbrio ambiental por 
conterem substâncias tóxicas nocivas aos seres humanos: poluição dos aquíferos, dos solos e 
dos cultivos. 
c) 
Os solos mais férteis dos vales fluviais são encontrados em ambientes úmidos, nas áreas 
marginais aos cursos d’água. São mais espessos e ricos em aluviões e excelentes para as 
culturas irrigadas. As várzeas, portanto, são áreas onde os solos podem ser periodicamente 
inundados pelas águas dos rios. 
 
 
14. E 
 
GEOLOGIA: NOÇÕES BÁSICAS 
 
 
01. (UNEB 2009) A análise do mapa e os 
conhecimentos sobre os domínios 
morfoclimáticos brasileiros possibilitam 
concluir: 
 
01) Em I, a ação dos agentes que modelam o 
substrato geológico na qual predominam os 
dobramentos pré-cambrianos produziu o 
relevo único típico de mares de morros e 
grandes variações topográficas. 
02) II corresponde ao ecossistema mais pobre em 
variedades do Brasil, os solos são ácidos, a 
vegetação é arbórea e o relevo é constituído 
por planaltos e chapadas formadas no 
terciário. 
03) III é o mais extenso domínio do Brasil, seu 
relevo é constituído exclusivamente por planícies e depressões, as copas das árvores se 
tocam, formando dossel, sendo o único ecossistema florestal que não se regenera quando 
desmatado. 
04) IV apresenta vegetação decídua, é uma área de transição cujo solo é do tipo aluvial, 
favorável à agricultura, os rios são autóctones e o relevo é constituído por dobramentos 
modernos, formados no quaternário. 
05) A delimitação dos domínios morfoclimáticos expressa a interação entre os elementos da 
natureza, considerada tanto no tempo como no espaço. 
 
02. (UESB 2009) As formas do modelado terrestre são constantemente criadas e recriadas 
pelos fenômenos endógenos e exógenos que ocorrem no planeta. Dessa forma, podemos 
dizer que a dinâmica atmosférica, hidrológica e litosférica influenciam diretamente na 
caracterização das formas de relevo. 
 
 66 
 
 
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Módulo III 
(BOLIGIAN; BOLIGIAN, 2004, p. 117). 
A partir da análise do texto e dos conhecimentos sobre o modelado terrestre, é correto 
afirmar: 
01) As cadeias de montanhas constituem grandes elevações com relevo acidentado, encostas 
íngremes e vales profundos originados por movimentos orogenéticos. 
02) A mais expressiva planície da superfície terrestre é o Rift Valley, no continente asiático, 
resultante das forças exógenas do planeta. 
03) Os agentes internos e externos atuam de forma simultânea, e enquanto os internos 
atenuam o relevo, os externos o acentuam. 
04) As depressões periféricas constituem áreas abaixo do nível do mar, são rodeadas por 
terrenos sedimentares e aparecem em forma de bacia. 
05) Os planaltos são formações recentes geralmente aplainados, indicando curto período de 
atividade erosiva. 
 
03. (UEFS 2009) Tendo por base os conhecimentos sobre os aspectos morfoestruturais do 
Brasil, é correto afirmar: 
01) Os movimentos epirogenéticos que vêm ocorrendo ao longo do cenozoico explicam a 
existência de planaltos formados em bacias sedimentares. 
02) As formações arqueozoicas fazem parte da faixa de dobramentos do ciclo brasiliano e 
abrigam depósitos de combustíveis e rochas vulcânicas. 
03) A horizontalidade das bacias sedimentares evidencia a existência de movimentos 
tectônicos horizontais desde remotos tempos geológicos. 
04) As depressões interplanálticas se originaram e se originam tanto da dinâmica interna do 
relevo − orogênese − quanto da dinâmica externa, a qual provoca desgaste de rochas 
resistentes. 
05) As planícies estão associadas, exclusivamente, às baixas altitudes e têm sua gênese 
sempre relacionada aos processos fluviais. 
 
04. (UESC 2009) Os conhecimentos sobre a estrutura geológica e o relevo brasileiro 
permitem afirmar: 
01) Os processos de erosão nas planícies de origem fluviomarinha se sobrepõem aos da 
sedimentação. 
02) As estruturas geológicas recentes são inexistentes, o que explica a elevada altimetria do 
relevo na porção setentrional. 
03) Os escudos cristalinos são predominantes na estrutura geológica brasileira, o que explica 
a existência de uma grande variedade de minerais metálicos. 
04) A variedade morfológica está relacionada, principalmente, à ação de agentes exógenos 
sobre a estrutura geológica de diferentes naturezas. 
05) As formações serranas, como a serra da Mantiqueira e a serra do Mar, originaram-se de 
dobramentos antigos construídos nos períodos Terciário e Quaternário. 
 
 
05. QUESTÃO UEFS 2010 
 
Sobre o intemperismo e os solos e sua importância socioeconômica, é correto afirmar: 
 
A) O intemperismo, meteorização ou erosão complementar, constitui a etapa final dos 
processos mecânicos que desintegram e decompõem as rochas. 
B) O uso do solo com monoculturas e pastagens extensas diminui a erosão, aumenta a 
diversidade biológica e a produtividade .agrícola. 
 
 67 
 
 
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Módulo III 
Esse corte, com cerca de 1.500 quilômetros de 
comprimento, vai do Estado do Mato Grosso do Sul ao litoral 
paulista. Com altitude entre 80 e 150 metros, a Planície do Pantanal 
está quase no mesmo nível do Oceano Atlântico. A Bacia do Paraná, 
formada por rios de Planalto, concentra as maiores usinas 
hidroelétricas brasileiras. 
C) A ação antrópica, nos países subdesenvolvidos, tanto na zona rural quanto na urbana, 
constitui-se a verdadeira causa da ação do intemperismo físico e da degradação do solo, 
nesses espaços.D) A preservação dos solos, a maneira de tratar o ambiente e a forma de produzir alimentos 
apontam para a construção de uma vida saudável. 
E) O fogo, além de limpar o terreno rapidamente, conserva os micro-organismos do horizonte 
O do solo e não contribui para acelerar o efeito estufa. 
 
06. (FBDC) Observe a figura. 
 
Assinale a alternativa diretamente relacionada 
 à figura: 
a) Muitas formas da superfície terrestre resultam 
 da ação de forças ou agentes externos. 
b) A erosão fluvial, característica das áreas 
 temperadas, não aparece nas áreas tropicais. 
c) O tectonismo é responsável pela formação de 
 profundos vales e canyons. 
d) Em áreas sedimentares, os abalos sísmicos 
 provocam fraturas na superfície terrestre. 
e) Os processos erosivos desenvolvem-se em áreas com elevada pluviosidade. 
 
07. (UEFS) Com base no perfil topográfico e nos conhecimentos sobre o relevo das regiões 
Centro-Oeste e Sudeste, é correio afirmar: 
 
a) I representa a planície do Pantanal 
 Mato Grossense, região de 
terrenos relativamente inclinados, 
nos quais 
 predominam os processos erosivos 
 em estruturas sedimentares 
 paleozoicas. 
b) II corresponde aos planaltos e 
chapadas da bacia do Paraná, formados 
por rochas sedimentares e vulcânicas da 
Era Mesozoica, que, intemperizadas, 
deram origem ao solo fértil de terra roxa. 
c) III refere-se à Depressão Periférica da borda leste da bacia do Paraná, terreno acidentado 
que margeia as bordas dos dobramentos modernos. 
d) IV representa as cuestas da serra da Mantiqueira, forma de relevo simétrico, constituído 
por rochas de igual resistência ao desgaste. 
e) V identifica as falésias balsáticas da serra do Mar, formadas pelo acúmulo de sedimentos 
marinhos transportados ao longo dos anos. 
 
08. (UFBA) As bacias sedimentares são estruturas geológicas existentes em todas as áreas 
continentais do planeta. 
Caracterize esse tipo de estrutura geológica, destaque sua importância econômica e 
apresente dois exemplos de bacias sedimentares brasileiras. 
_______________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________ 
 
 
 68 
 
 
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Módulo III 
 
09. (UCSAL) Há 65 milhões de anos, teve início a era Cenozoica. 
Dentre as ocorrências observadas nessa era destaca-se o: 
a) início da separação dos continentes sul-americano e africano. 
b) desaparecimento das planícies fluviais e lacustres. 
c) aparecimento da Austrália e Nova Zelândia. 
d) surgimento de grandes escudos cristalinos, como o Brasileiro e o Canadense. 
e) levantamento das grandes montanhas, como os Andes e o Himalaia. 
 
10. (CONSULTEC/ FAVIC) A observação da ilustração e os conhecimentos sobre o modelado 
terrestre, os agentes endógenos e exógenos, as rochas e o processo de intemperismo 
permitem afirmar: 
 
 
 
 
01) O intemperismo físico é responsável pela integração das rochas e é frequente nas regiões 
de clima frio das altas latitudes. 
02) Os planaltos cristalinos aparecem em grande parte do Brasil, destacando-se os baixos 
planaltos da Amazônia e o planalto Meridional. 
03) As rochas sedimentares resultam do desgaste de outras rochas, possuem uma mesma 
cor e, entre essas, destaca-se o mármore. 
04) As pesquisas realizadas no fundo dos oceanos levaram à conclusão de que a crosta 
terrestre é formada por uma imensa placa tectônica. 
05) As grandes cordilheiras da Terra, o Himalaia, os Andes, as Montanhas Rochosas, os Alpes 
e outras resultaram de forças internas que provocaram enormes dobramentos. 
 
11. (CONSULTEC/ UERN) Com base na análise da ilustração e nos conhecimentos sobre as 
camadas da Terra, pode-se afirmar: 
 
01) A Terra é formada por camadas sucessivas de densidade 
homogênea. 
02) As camadas da Terra são separadas por áreas denominadas de 
 continuidade, e, por essa razão, a propagação de ondas sísmicas 
 não pode ser observada. 
03) A litosfera, assinalada por I, possui espessura uniforme, sendo 
 constituída por rochas. 
04) O manto, indicado por II, tem a mesma composição e densidade da litosfera, variando 
apenas quanto à consistência. 
 
 69 
 
 
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Módulo III 
05) O núcleo, assinalado por III, é constituído por níquel e ferro e tem temperatura muito 
elevada. 
 
12. (ECMAL) A análise do mapa e os conhecimentos sobre o relevo brasileiro possibilitam 
afirmar que a área destacada corresponde: 
 
 
 
01) a um planalto cristalino, no qual está situado o pico mais alto do Brasil. 
02) a uma planície sedimentar, na qual a erosão supera a sedimentação. 
03) ao Planalto Brasileiro, com formação geológica recente e predomínio de rochas cristalinas. 
04) ao Planalto Meridional, com formações geológicas cristalinas e extrusivas. 
05) a um dobramento moderno, no qual a sedimentação supera a erosão. 
 
13. (UERN) Os conhecimentos sobre os agentes formadores do relevo, associados às 
informações do mapa, permitem afirmar: 
 
 
 
01) As áreas destacadas correspondem aos escudos cristalinos. 
02) Os escudos cristalinos são de formação geológica recente. 
03) As áreas destacadas indicam o Círculo do Fogo. 
04) O Círculo do Fogo está associado a movimentos exógenos, que interferem na formação 
do relevo. 
05) A região destacada corresponde a áreas que apresentam baixa altimetria, devido à sua 
formação recente. 
 
14. (UEFS) Em relação ao relevo brasileiro, pode-se afirmar: 
a) O maior conjunto de superfícies elevadas de feições aplainadas encontra-se na Região 
Sudeste do país. 
b) As chapadas predominam, sobretudo, na Região Sul e são remanescentes de antiga 
cobertura sedimentar. 
c) A magnitude altimétrica do relevo brasileiro evidencia as condições da grande 
instabilidade geológica existente na maior parte do território. 
 
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Módulo III 
d) As planícies aparecem principalmente na Amazônia e na parte leste da Região Centro-
Oeste, caracterizadas pela existência de vales bem estreitos e escarpados. 
e) A modesta altitude do relevo brasileiro, comparada à da Cordilheira dos Andes, revela a 
antiguidade de sua estrutura geológica, datada do período pré-cambriano. 
 
15. (UEFS) A partir da análise da ilustração e dos conhecimentos sobre estrutura e agentes 
formadores do relevo, pode-se afirmar: 
 
 
a) Os planaltos são formações predominantes no Brasil, apresentam superfícies regulares e 
homogêneas, com bordas escarpadas e neles o processo de erosão é menor que o de 
sedimentação. 
b) As depressões são áreas com relevo negativo, cuja formação está associada a intenso 
processo erosivo, e, no Brasil, só incidem ao longo da porção oriental. 
c) I corresponde a um dobramento formado por rochas magmáticas de baixa resistência, 
evidenciando, portanto, que o contorno da litosfera independe da estrutura interna. 
d) II corresponde à formação de uma falha, altamente solidificada, originada a partir da 
ação de pressões endógenas que atuam em rochas resistentes. 
e) I e II evidenciam a ação de agentes exógenos, como o intemperismo físico e químico, 
que atuam de forma muito intensa e rápida na formação do relevo, dando origem a 
dobramentos e falhas. 
 
16. (CONSULTEC) A análise das ilustrações e os 
conhecimentos sobre os agentes endógenos que atuam na 
formação e na organização do espaço possibilitam afirmar: 
 
01) Os gêiseres, caracterizados em I, são manifestações 
vulcânicas secundárias e seu funcionamento depende da 
quantidade da água subterrânea. 
02) Os movimentos orogenéticos, representados em II, 
são responsáveis pela formação de dobramentos. 
03) Os movimentos orogenéticos são verticais e atuam 
rapidamente no relevo terrestre, modificando-o. 
04) As falhas geológicas sãoresultantes de forças horizontais, enquanto as dobras se 
originam de forças que atuam verticalmente sobre rochas resistentes. 
05) Os agentes endógenos ou internos são os mais importantes modeladores do relevo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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17. (UEFS) A análise do mapa, associada aos conhecimentos sobre o fenômeno representado, 
possibilita afirmar que a área destacada corresponde: 
 
 
 
a) a bacias sedimentares não sujeitas à ação dos movimentos tectônicos. 
b) ao Círculo do Fogo, área de intensa ação do vulcanismo. 
c) à área em que ocorre o fenômeno das monções, responsável por chuvas abundantes. 
d) à área com estrutura geológica antiga, formada no arqueozoico, e, por isso, predominam 
as formações das cuestas. 
e) a áreas de escudos cristalinos de erosão, com topografia acidentada e subsolos ricos em 
minerais metálicos. 
 
18. (UFBA) O domínio dos mares de morros constitui, do ponto de vista das construções 
humanas, o meio físico mais complexo e difícil, quando comparado aos demais 
domínios morfoclimáticos brasileiros. 
 
Observando o mapa, indique a localização e as características dos "mares de morros" e 
explique as razões que justificam a afirmativa em destaque: 
_______________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
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19. (UEFS) A partir da análise do mapa e dos conhecimentos sobre a organização espacial do 
relevo brasileiro, é correto afirmar: 
 
 
a) O relevo brasileiro é formado por estruturas geológicas recentes, com exceção das 
antigas bacias de sedimentação, como a parte ocidental da bacia Amazônica. 
b) O planalto Atlântico destaca-se por morros de topos convexos, conhecidos como “domínio 
dos mares de morros”. 
c) A depressão sertaneja e do São Francisco estende-se do Baixo Médio São Francisco ao 
Norte de Minas Gerais, apresentando-se aplainada, sem relevo residual. 
d) As planícies das lagoas dos Patos e Mirim são originadas pela deposição fluvial e 
exclusivas do litoral do Rio Grande do Sul. 
e) A maioria das planícies brasileiras corresponde, geneticamente, à deposição de terrenos 
antigos sendo, predominantemente, de origem lacustre. 
 
20. (UESC) A análise do mapa e os conhecimentos sobre a morfogênese do relevo terrestre, 
placas tectônicas e fatores responsáveis por essa morfogênese permitem afirmar: 
 
 
 
 
01) Os movimentos das placas tectônicas só ocorrem de forma convergente e, devido a isso, 
podem se explicar as dificuldades da sociedade japonesa, já que o Japão está localizado 
em uma zona de convergência de duas placas. 
02) A ação da epirogênese destacada no mapa é responsável pela formação das cadeias 
montanhosas submarinas. 
03) Os gêigers são agentes endógenos responsáveis pela produção da energia geotérmica, 
amplamente utilizada em todos os continentes. 
 
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04) O contorno da placa do Pacífico dá origem ao chamado “Círculo do Fogo”, responsável por 
movimentos orogenéticos, que provocam transgressões marinhas. 
05) As formações montanhosas terciárias apresentam grandes altimetrias sujeitas à 
instabilidade tectônica, em que vulcões e terremotos são relativamente frequentes. 
 
21. (UESB) Nesse intervalo de poucas dezenas de quilômetros, que vai da parte superior da 
crosta terrestre até a baixa atmosfera, é onde o homem, bem como os demais seres 
animais e vegetais, vive naturalmente. É esse intervalo estreito de 30 a 40km o palco 
onde as sociedades humanas se organizam, se reproduzem e promovem grandes 
mudanças na natureza. 
(ROSS. In: ROSS (Org.), 2000, p. 15) 
A partir das informações do texto e dos conhecimentos sobre a organização do espaço 
terrestre – clima, modelado terrestre, solos como matrizes da produção do espaço social, 
econômico e populacional –, pode-se concluir: 
01) No NIFE, camada superior da litosfera, são encontrados os recursos minerais e 
energéticos que alimentam as complexas organizações econômicas. 
02) A aparente rigidez que a superfície terrestre apresenta na sua estrutura sólida, palco das 
ações humanas, tem uma dinâmica quase sempre imperceptível às pessoas, porém, 
quando atua violentamente, causa danos incomensuráveis. 
03) As consequências da ação humana sobre os climas chegam a provocar mudanças radicais 
na direção dos ventos de superfície, nos valores da umidade relativa e no regime de 
chuvas. 
04) Os processos exógenos são movidos pelo calor interior do planeta, que atua na superfície 
da crosta continental, através dos vulcões e terremotos. 
05) A decomposição do solo é uma função climática, não havendo participação dos seres 
vivos no intemperismo do solo. 
 
22. (UESB) A partir dos conhecimentos sobre as inter-relações clima X solo X relevo X 
vegetação no espaço brasileiro, é correto afirmar: 
01) O planalto Meridional, de origem cristalina, apresenta temperaturas amenas, chuvas 
concentradas no verão, com predominância da mata de cocais. 
02) O planalto Nordestino com relevo tabular, intercalado de chapadas cristalinas e 
sedimentares, é o domínio do clima semiárido e de vegetação de caatinga. 
03) A planície Amazônica, constituída de solos antigos e profundos, é o domínio do clima 
tropical, onde predomina a mata de terra firme. 
04) O planalto do Maranhão-Piauí caracteriza-se pela presença de solos de origem vulcânica, 
clima quente e úmido e presença da floresta Amazônica. 
05) O planalto Central, com suas imensas serras cristalinas, é o domínio do clima tropical 
úmido e das formações florestais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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23. Questão UFBA 2011 2a fase 
 
 
Nada existe de tão concreto na natureza como o conjunto heterogêneo das formas que 
compõem a superfície da Terra a que se denomina relevo. O modelado se concretiza pelas 
diferenciações locais e regionais da silhueta da superfície da Terra. Ao leigo, cabe apenas 
sentir as agruras do sobe e desce que a morfologia da superfície do terreno impõe, além das 
desagradáveis surpresas que a natureza reserva quando o homem a utiliza de modo 
inadequado. 
O relevo, como um dos componentes do meio natural, apresenta uma diversidade enorme de 
tipos de formas. Essas formas, por mais que possam parecer estáticas e iguais, na realidade 
são dinâmicas e se manifestam ao longo do tempo e do espaço de modo diferenciado, em 
função das combinações e interferências múltiplas dos demais componentes do meio 
ambiente. 
Fica evidenciado por uma simples colina ou uma exuberante serra, ou ainda uma planície de 
um rio que têm sua história evolutiva e, conseqüentemente, sua existência encontra 
explicação; elas não ocorrem por acaso, mas porque uma série de fatores naturais 
possibilitaram seu aparecimento e garantem sua evolução contínua. 
O relevo não é como a rocha, o solo, a vegetação, ou até mesmo a água que se pode pegar; 
constitui-se eminentemente de formas com diversos arranjos geométricos. O relevo terrestre 
assemelha-se a uma escultura em rocha, a qual, depois esculpida, deixa de ser rocha para ser 
uma peça ou obra de arte da natureza, produzida ao longo do tempo pelos processos 
endógenos e exógenos. (FILIZOLA, p. 68-69). 
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre os processos responsáveis pelas diversas 
formas do relevo, no quadro ambiental, 
 
• indique um processo endógeno responsável pela construção do relevo, exemplificando 
duas formas de modelado dele resultantes; 
• identifique dois agentes da natureza responsáveis pela esculturação do relevo emambientes quentes e úmidos; 
• explique de que maneira o assentamento de algumas cidades e povoados foram 
influenciados, no passado, pelo relevo; 
• cite as consequências das pressões demográficas sobre o relevo, na cidade de Salvador. 
 
 
 
 
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Módulo III 
 
24. (UEFS) Acerca da organização espacial do relevo brasileiro, pode-se afirmar: 
a) O território brasileiro é formado por estruturas e formações rochosas recentes, mas as 
formas de relevo são antigas. 
b) A bacia sedimentar Amazônica recebeu extensivo derrame de lavas, resultante de 
atividades vulcânicas ocorridas no Paleozoico. 
c) A faixa montanhosa do Atlântico inclui diversas serras, como a do Mar, a da Mantiqueira 
e a do Espinhaço, e se localiza, sobretudo, na Região Sudeste. 
d) A maior, a mais típica e homogênea planície brasileira é a Amazônica, seguida das 
extensas planícies do litoral do Nordeste. 
e) O relevo brasileiro apresenta dois tipos de unidades geomorfológicas, que refletem suas 
gêneses: os planaltos, oriundos do processo de deposição de sedimentos, e as planícies, 
resultantes do processo de erosão. 
 
25. ENEM 2011 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Muitos processos erosivos se concentram nas encostas, principalmente aqueles motivados pela 
água e pelo vento. 
No entanto, os reflexos também são sentidos nas áreas de baixada, onde geralmente há 
ocupação urbana. 
Um exemplo desses reflexos na vida cotidiana de muitas cidades brasileiras é 
 
a) a maior ocorrência de enchentes, já que os rios assoreados comportam menos água em 
seus leitos. 
b) a contaminação da população pelos sedimentos trazidos pelo rio e carregados de matéria 
orgânica. 
c) o desgaste do solo nas áreas urbanas, causado pela redução do escoamento superficial 
pluvial na encosta. 
d) a maior facilidade de captação de água potável para o abastecimento público, já que é 
maior o efeito do escoamento sobre a infiltração. 
e) o aumento da incidência de doenças como a amebíase na população urbana, em 
decorrência do escoamento de água poluída do topo das encostas. 
 
 
 
 
 
 
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26. (FBDC) Utilize o mapa abaixo para responder a questão: 
 
Relevo e vegetação destruídos, rios contaminados e ar poluído são alguns dos resultados 
da exploração mineral encontrada em várias áreas do Brasil, dentre elas as indicadas, no 
mapa, pelos números 
a) 1, 2 e 3. 
b) 1, 3 e 6. 
c) 1, 4 e 5. 
d) 2, 3 e 4. 
e) 3, 5 e 6. 
 
27. (UFBA) “As formas de relevo terrestre produzidas pelas forças geológicas endógenas 
chamadas tectônicas vêm sendo modeladas e remodeladas desde o instante em que 
caíram as primeiras gotas de chuva, correram águas formando rios, sopraram ventos e 
as ondas do mar se agitaram, transformando montanhas em planaltos, recortando 
planaltos em suaves colinas, originando extensas planícies e inúmeros vales férteis. É 
uma história de transformação das paisagens naturais tão antiga quanto a própria 
história da Terra. A esse trabalho de modelagem e remodelagem do relevo dá-se o nome 
de erosão, incluindo-se os processos deposicionais.” 
(SUDO. In: SANT’ANNA NETO; ZAVATINI (Org.) 2000, p. 127) 
A partir das informações do texto, explique o processo de intemperismo no clima quente-
úmido e no semiárido, especificando as formas de relevo dele resultantes. 
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________ 
 
28. (HÉLIO ROCHA) A Geomorfologia explica que os fatores endógenos influenciam na 
formação do relevo e tem suas origens nas pressões que o magma exerce sobre a 
litosfera. 
 A partir da afirmação e dos conhecimentos sobre o assunto, pode-se concluir: 
01) O tectonismo é um fenômeno que atua de forma intensa e rápida na litosfera e é 
responsável pelos movimentos horizontais das águas marinhas. 
02) O intemperismo físico age internamente e é o fator mais importante na formação do 
relevo. 
03) As falhas são responsáveis pela epirogênese e sua ocorrência explica a formação de 
dobramentos. 
04) As mais altas montanhas da Terra resultam de pressões horizontais em rochas 
muito resistentes. 
05) As dobras ocorrem em dobras frágeis e plásticas e as fraturas são formadas em 
rochas mais resistentes. 
 
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Módulo III 
 
29. (UNICAMP) A sequência de mapas representada ao lado 
indica a posição das placas tectônicas em diferentes 
períodos geológicos, evidenciando uma dinâmica constante, 
ora de formação de supercontinentes, ora de continentes 
fragmentados separados por oceanos. A partir da análise 
dos mapas, responda: 
 
a) Por que as placas tectônicas se movimentam? 
_____________________________________________ 
_____________________________________________ 
 
b) O território brasileiro é caracterizado pela ausência de 
 processos vulcânicos atuais, embora haja evidências de 
 antigos vulcões e extensos campos de lavas eruptivas. Por 
 que houve a ocorrência de vulcões e de campos de lavas 
 eruptivas? 
_____________________________________________ 
 _____________________________________________ 
 
 
c) Como a dinâmica das placas tectônicas pode interferir na 
distribuição biogeográfica de animais terrestres? 
_______________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________ 
 
30. ENEM 2010 
As áreas do planalto do cerrado – como a chapada dos Guimarães, a serra de Tapirapuã e a 
serra dos Paracis, no Mato Grosso, com altitudes que variam de 400m a 800m – são 
importantes para a planície pantaneira mato-grossense (com altitude média inferior a 200m), 
no que se refere à manutenção do nível de água, sobretudo durante a estiagem. Nas cheias, a 
inundação ocorre em função da alta pluviosidade nas cabeceiras dos rios, do afloramente de 
lençóis freáticos e da baixa declividade do relevo, entre outros fatores. Durante a estiagem, a 
grande biodiversidade é assegurada pelas águas da calha dos principais rios, cujo volume tem 
diminuído, principalmente nas cabeceiras. 
 Cabeceiras ameaçadas. Ciências Hoje. Rio de Janeiro: SBPC. 
Vol. 42, jun. 2008 (adaptada) 
 
A medida mais eficaz a ser tomada, visando à conservação da planície pantaneira e á 
preservação de sua grande biodiversidade, é a conscientização da sociedade e a organização 
de movimentos sociais que exijam 
 
a) a criação de parques ecológicos na área do pantanal mato-grossense. 
b) a proibição da pesca e da caça, que tanto ameaçam a biodiversidade. 
c) o amento das pastagens na área da planície, para que a cobertura vegetal, composta de 
gramíneas, evite a erosão do solo. 
d) o controle do desmatamento e da erosão, principalmente nas nascentes dos rios 
responsáveis pelo nível das águas durante o período de cheias. 
e) a construção de barragens, para que o nível das águas dos rios seja mantido, sobretudo 
na estiagem, sem prejudicar os ecossistemas. 
 
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Módulo III 
 
31. (UESB) E se ... um tsunami atingisse o Brasil? Os resultados seriam bem parecidos com o 
que você viu na televisão, nas revistas e na internet desde o dia 26 de dezembro. 
Milhares de pessoas desabrigadas. Corpos sendo resgatados em alto-mar. Crianças órfãs, 
plantações destruídas e outra infinidade de mazelas que as catástrofes naturais têm uma 
habilidade única de provocar. 
Mas um tsunami como o da Ásia é quase impossível de acontecer por aqui [no Brasil]. Lá, 
a sequência de ondas gigantes foi resultado de um terremoto provocado pelo movimento 
das placas tectônicas. 
(SOALHEIRO, 2005, p. 24). 
Considerando-se as informações do texto e os conhecimentossobre agentes endógenos 
que atuam no modelado terrestre, suas causas e consequências, pode-se afirmar: 
 
01) O terremoto que ocorreu na Ásia só provocou muitos danos, porque foi precedido 
por uma erupção vulcânica em uma área onde o relevo oceânico é denso e favorável 
à propagação das ondas sísmicas. 
02) A remota possibilidade de ocorrer, no Brasil, um terremoto da magnitude do 
referido no texto deve-se à localização do país no centro da Placa Sul-Americana, 
que, mesmo quando ela se move, provoca abalos de baixa intensidade. 
03) Os movimentos epirogenéticos, responsáveis pelos terremotos, são rápidos e 
capazes de modificar o relevo oceânico, construindo dobramentos ao longo do 
litoral. 
04) O terremoto se origina no ponto denominado epicentro e se manifesta no 
hipocentro. 
05) As placas tectônicas do Pacífico e a Africana encontram-se na área onde ocorreu o 
tsunami e se movimentaram de forma divergente, dando origem ao fenômeno. 
 
32. (UEFS) Em relação às características da organização espacial do relevo brasileiro, pode-
se afirmar: 
 
I. A maioria do território brasileiro apresenta altitudes superiores a 800m. 
II. Os maciços são mais antigos, se caracterizam pela presença de rochas cristalinas e 
são ricos em minerais metálicos. 
III. O relevo brasileiro ainda sofre a ação de vulcões e terremotos, agentes externos 
formadores de grandes estruturas. 
IV. Os planaltos em bacias sedimentares também apresentam nos contatos (planaltos- 
depressões) os relevos escarpados, caracterizados por frentes de cuestas. 
V. O modelado dominante do planalto Atlântico é constituído por morros com formas de 
topo convexo, definida por Ab’Saber como “domínio dos mares de morros”. 
 
Está correto apenas o que se afirma em: 
 
a) I, III, V. 
b) I, II e III. 
c) II, IV e V. 
d) III, IV e V. 
e) I, III, IV e V. 
 
 
 
 
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Módulo III 
 
33. (UEFS) Com base na ilustração e nos conhecimentos sobre a dinâmica das placas 
tectônicas, pode-se afirmar: 
 
 
a) Os movimentos realizados pelas placas tectônicas apenas horizontais, contudo obedecem 
ao mesmo sentido do movimento de rotação da Terra. 
b) A colisão dos continentes ou a compressão das suas bordas deram origem aos grandes 
dobramentos orogenéticos datados do Período Quaternário. 
c) Os limites das placas tectônicas são áreas de grande instabilidade geológica, nas quais 
ocorrem geralmente os fenômenos sísmicos e o fenômeno relacionado com o vulcanismo. 
d) Parte da crosta oceânica é arrastada para baixo da crosta continental e absorvida pelo 
manto, ao longo do litoral ocidental sul americano, onde vem ocorrendo uma divergência 
de placas tectônicas. 
e) O afastamento de duas placas tectônicas em sentido contrário provoca a redução dos 
fundos oceânicos e a formação de cadeias de montanhas submarinas. 
 
34. (UEFS) 
A FÚRIA DAS TSUNAMIS 
Saiba mais sobre a catástrofe no Índico 
 
 
 
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Módulo III 
A partir da análise da ilustração anterior e dos conhecimentos sobre fenômenos de grande 
magnitude da natureza, é correto afirmar: 
 
a) A região do oceano Índico, onde foram gerados os tsunamis, corresponde a uma faixa de 
periferia entre duas placas tectônicas. 
b) Os tsunamis que se propagaram a partir do epicentro, de oeste para leste, causaram 
grandes perdas de vidas humanas no SriLanka, ilhas Maldivas e em vários países da 
costa ocidental da África. 
c) Os tsunamis são fenômenos da natureza, produzidos pelos furacões de grande 
intensidade na região do oceano Índico. 
d) Os tsunamis são fenômenos da natureza, resultantes do progressivo aquecimento global 
da Terra, juntamente com o aumento gradativo do buraco de ozônio na atmosfera. 
e) Todas as áreas sísmicas continentais e oceânicas inseridas no chamado “Círculo do Fogo 
do Pacífico” são suscetíveis à ocorrência dos tsunamis. 
 
35. (UNEB) Com base nos conhecimentos sobre o relevo e a organização do espaço 
brasileiro, pode-se afirmar: 
01) A ausência de escudos cristalinos no Brasil justifica a baixa altimetria do relevo 
brasileiro. 
02) O relevo brasileiro facilita a instalação de ferrovias que interligam todas as regiões, 
cuja implantação tem proporcionado grande desenvolvimento econômico e uma 
melhor distribuição de renda por onde passam. 
03) As chapadas existentes no Brasil foram formadas no Período Cenozoico, fato que 
pode ser comprovado por uma grande concentração de fósseis encontrados nessas 
unidades de relevo. 
04) Os dobramentos modernos existentes no Brasil estão concentrados na Região Norte, 
explicando, assim, a ocorrência do ponto culminante do país nessa região. 
05) A ausência de falhas geológicas no território brasileiro está relacionada à localização 
geográfica do país no centro da Placa Sul-Americana, o que impede a ocorrência de 
terremotos. 
 
36. (UCSAL) Dos doze países do Oceano Índico afetados pelo tsunami, a maior parte deles 
está situada no continente asiático, conforme pode-se observar no mapa. 
 
 
Fonte: www.img.terra.com.br 
 
 
 81 
 
 
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Módulo III 
 Sobre os países, numerados no mapa, pode-se afirmar que: 
 
a) Tailândia, Bangladesh e SriLanka sofrem forte influência chinesa e, atualmente, 
apresentam grande número de plantations destinados a abastecer o mercado 
consumidor do continente. 
b) Mianma, Bangladesh e Índia representam os países mais industrializados da região, 
destacando-se a grande produção de eletroeletrônicos destinados ao mercado 
mundial. 
c) Índia, SriLanka e Ilhas Maldivas caracterizam-se como países de grande produção 
agrícola e mineral que se destacam na região pela importância do comércio exterior. 
d) Indonésia, Malásia e Tailândia têm se destacado, recentemente, por apresentarem 
rápida industrialização calcada em investimentos estrangeiros e cuja produção 
destina-se ao mercado externo. 
e) Indonésia, Tailândia e Índia são exemplos típicos de países exportadores de matérias-
primas de pequeno valor comercial e pouco industrializados. 
 
37. (FBDC) Em setembro de 2005, um forte terremoto na região da Cashimira paquistanesa 
deixou um rastro de destruição e saldo de mais de 50 mil mortos. Sobre essa ocorrência 
pode-se afirmar que a região atingida: 
a) está próxima de um dobramento terciário, porção da litosfera composta de rochas 
magmáticas recentes e, portanto, sujeitas a acomodação de camadas. 
b) localiza-se nas proximidades da borda de uma placa tectônica, fato que aumenta as 
possibilidades de abalos sísmicos. 
c) é recortada por inúmeros rios de planalto com forte poder erosivo o que provoca 
grande desgaste da litosfera. 
d) encontra-se em uma depressão relativa, fato que a torna mais sujeita a ação de 
agentes internos do relevo. 
e) sofreu os efeitos das oscilações de um hipocentro localizado próximo às grandes 
fossas abissais situadas no Pacífico. 
 
38. ENEM 2012 
 
De repente, sente-se uma vibração que aumenta rapidamente; lustres balançam, objetos se 
movem sozinhos e somos invadidos pela estranha sensação de medo do imprevisto. Segundos 
parecem horas, poucos minutos são uma eternidade. Estamos sentindo os efeitos do um 
terremoto, um tipo de abalo sísmico. 
ASSAD. L. Os (não tão) imperceptíveis movimentos da Terra. ComCiencia: 
Revista Eletrônica de Jornalismo Científico, nº 117, abr. 2010. Disponível em 
HTTP://comciencia.br. Acesso em 2 mar. 2012. 
 
O fenômeno físico descrito no texto afeta intensamente as populações que ocupam espaços 
próximo às áreas de 
 
a) alivio da tensão geológica. 
b) desgaste da erosão superficial. 
c) atuação do intemperismo químico. 
d) formação de aqüíferos profundos. 
e) acúmulo de depósitos sedimentares. 
 
 
 
 82 
 
 
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Módulo III 
GABARITO 
GEOLOGIA: NOÇÕES BÁSICAS 
01. 05 
02. 01 
03. 01 
04. 04 
05. d 
06. a 
07. b 
08. As bacias sedimentares resultam da acumulação de sedimentos pela ação dos agentes 
externos, em diferentes eras e períodos geológicos. Esses sedimentos e/ou detritos podem ter 
diferentes origens: fluvial, marinha, glacial, eólica, lacustre, vulcânica e orgânica. Essas bacias 
são importantes, do ponto de vista econômico, por abrigarem minerais usados como fonte de 
energia (combustíveis fósseis) como petróleo, gás natural, carvão mineral, xisto betuminoso. 
Entre os exemplos de bacias sedimentares brasileiras pode-se citar: a Amazônica, Meio-Norte, 
Paraná, Recôncavo-Tucano, Pantanal, entre outras. 
09. e 
10. 05 
11. 05 
12. 01 
13. 03 
14. e 
15. d 
16. 02 
17. b 
18. Domínio morfoclimático dos "Mares de Morros". 
 
Localização: porção oriental do país (estendendo-se do Nordeste ao Sul), correspondendo à área 
ocupada originalmente pela Mata Atlântica. 
Características: formas de relevo arredondadas do tipo "meias-laranjas", intensa decomposição 
das rochas, e cobertura vegetal de florestas com elevado grau de intervenção antrópica e pontões 
rochosos (pães de açúcar), sobretudo no Rio de Janeiro. 
Complexidade de uso: Processos de erosão intensos, resultantes da ocupação intensiva do solo e 
conseqüente degradação ambiental (desmatamento, cortes inadequados nas estradas, atividades 
agropecuárias predatórias, concentrações urbano-industriais, etc.), provocando, principalmente, sob 
ocorrência de chuvas intensas e concentradas, deslizamentos ou desmoronamentos em rodovias e 
"áreas de risco" ocupadas por habitações de construção precária nas áreas urbanas e inundações em 
áreas urbanas e rurais etc. 
 
19. b 
20. 05 
21. 02 
22. 02 
23. • 
• Orogênese — corresponde a um processo endógeno (dinâmica interna) responsável pela 
formação das grandes montanhas dobradas. Exemplo: Andes, Himalaia, Montanhas Rochosas, 
entre outros. 
Epirogênese — corresponde a um processo endógeno vertical, na maioria das vezes 
responsável pela formação das falhas geológicas. Exemplo: em Salvador, a existência da 
cidade alta e da cidade baixa. O relevo falhado possui características peculiares e blocos 
distintos, horst e graben, que são separados pelos planos de falhas. 
 
• Agentes da natureza responsáveis pela esculturação do relevo em ambientes quentes e 
úmidos: 
 
 83 
 
 
ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS / GEOGRAFIA 
 
VESTIBULAR 
VILAS 
 
Módulo III 
— intemperismo químico, que é bastante acentuado naqueles ambientes; 
— chuvas concentradas em uma determinada estação do ano; 
— trabalho realizado pelas águas correntes (rios) e pelas torrentes (enxurradas), ao longo do 
tempo. 
 
• No passado, alguns povoados e cidades eram edificados em partes topograficamente mais 
elevadas, de onde fosse possível avistar-se, de longe, a aproximação de pessoas, fossem elas 
amigas ou inimigas. Era uma forma de aumentar a defesa ou a segurança de seus habitantes. 
Ocorria, também, a ocupação de planícies aluviais, em função da proximidade dos rios, 
facilitando o uso da água, a acessibilidade e a agricultura, entre outros exemplos. 
 
• Conseqüências das pressões demográficas sobre o relevo, em Salvador: 
— surgimento de áreas de risco; 
— deslizamentos de terra com perdas de vidas humanas; 
— escorregamentos; 
— desestabilização das encostas. 
 
24. c 
25. a 
26. c 
27. As formas de relevo são resultantes da ação de agentes externos, que atuam, 
predominantemente, em processos lentos. 
Nos climas quentes e úmidos, o intemperismo químico é o fator principal na modelação do 
relevo, criando formas arredondadas (morros mamelonizados, colinas em meia laranja, pães 
de açúcar) típicas dos chamados “mares de morro”. 
Nos climas semiáridos o intemperismo físico atua com mais intensidade e resulta da 
alternância diária de temperatura, provocando a dilatação (com calor) e a contração (com frio, 
desagregando as partículas e favorecendo a erosão. As formas típicas são as chapadas, 
inselbergs, matações. 
28. 05 
29. 
a) Correntes convectivas de magma com altíssimas temperaturas e densidade movimentam as 
placas de rocha solidificada da superfície, com menor densidade. 
b) No permiano superior ocorreu um movimento divergente das placas tectônicas onde se 
encontravam o Brasil e a África que começaram a se afastar gradativamente, o Brasil para 
oeste e a África para leste. Esse movimento provocou falhas ou fraturas nas rochas superfi- 
ciais no Brasil, o que facilitou a ocorrência de derrames de lava. 
c) Pode permitir a existências de espécies em comum em continentes diferentes ou fazer 
surgir espécies endêmicas. 
30. d 
31. 02 
32. c 
33. c 
34. a 
35. 03 
36. d 
37. b 
38. A 
 
Resolução 
As chamadas áreas de “alívio de tensão geológica” são aquelas onde ocorrem os encontros ou 
separações das placas tectônicas. Nesses locais, as falhas ou dobramentos liberam grande 
quantidade de energia, que resulta nos chamados abalos sísmicos ou terremotos.

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