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7/29/2019 Apostila Inspetor de Qualidade
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1
CURSOS INDUSTRIAIS
INSPETOR DE QUALIDADE
Módulo 1 .........................................................................................................................................................2
5’s—Kaizen
Problemas X Soluções
Trabalho em Equipe
Módulo 2 .......................................................................................................................................................12
APQP
FMEA
PPAP
Módulo 3 .......................................................................................................................................................16
CEP
Capabilidade
R & R
Módulo 4 .......................................................................................................................................................22
Fluxograma
Ishikawa
Módulo 5 .......................................................................................................................................................24
Normas ISO
Itens 4-5-6-7-8
METROLOGIA
Medidas e Conversões....................................................................................................................................33
Paquímetro ....................................................................................................................................................39
Micrômetro ...................................................................................................................................................57
Relógio Comparador ......................................................................................................................................65
Goniômetro ...................................................................................................................................................76
 
LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE DESENHO TÉCNICO
Introdução ao Desenho Técnico......................................................................................................................80
Perspectivas Isométricas.................................................................................................................................85
Projeção Ortogonal / Cotas.............................................................................................................................90
Hachuras 1 Escala...........................................................................................................................................96
Dimensionamento e Contagem.....................................................................................................................112
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2
MÓDULO 1
INTRODUÇÃO A QUALIDADE
“Qualidade é a satisfação do cliente”. Esta é a definição mais simples que se pode encontrar sobre qualidades.
Só que para alcançar isso, muito trabalho tem de ser feito. E o maior deles e mexer com a cabeça das pessoas, o
que inclui você, caro aluno.
Qualidade é, essencialmente, satisfação do cliente. Essa é a base para todos os programas implantados por
qualquer empresa, atingindo todos os setores, desde a portaria até o presidente. Mas, quem é o cliente? No
plano pessoal e dependendo do momento, somos todos ao mesmo tempo clientes e fornecedores.
“Como posso ser cliente e fornecedor ao mesmo tempo se nem sou dono de uma empresa, não trabalho em
balcão de loja, e ultimamente o dinheiro só dá mesmo para o essencial!” Pode sim! Observe o seu
relacionamento com sua família. Todos os membros dela são seus clientes na medida em que precisa do seu
carinho, afeto, atenção.
No plano profissional, somos clientes dos colegas dos qual nosso trabalho depende, do mesmo modo que
outros colegas são clientes do trabalho que produzimos.
E o que o cliente espera? Ele espera receber da maneira desejada, seja lá o que for o que ele compre ou precise.
No mundo dos negócios de hoje, qualidade no sentido de satisfação do cliente não é vantagem sobre o
competidor, mas alguma coisa tida como certa. Isto é, a empresa tem que ter “aquele algo mais”. Conquistar os
clientes é hoje o grande objetivo das empresas para fazer frente a competição.
Isso envolve mexer com o modo de administrar, o que significa, principalmente, ter uma noção absolutamente
clara da visão da empresa em relação a suas metas. E significa também controlar rigidamente cada etapa do
processo para que nada seja esquecido. O conjunto de métodos e orientações para esse tipo de administração é
chamado de Gestão de Qualidade.
Do ponto de vista do empregado, não importa qual a posição que ele ocupe dentro da empresa, isso significa
assumir a responsabilidade total pela qualidade de seu próprio trabalho.
Você tem razão. Só que o contexto é outro, porque a linha de montagem continua lá, mas organizada de outra
forma. Por causa disso, novos perfis profissionais estão surgindo. A empresa agora exige que seu funcionário
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3
seja não apenas assíduo, pontual, limpo, organizado e bem treinado no que faz; mas que saiba trabalhar em
grupo, solucione problemas, seja criativo, cuide da máquina sob sua responsabilidade e forneça bons produtos
ou serviços para que o seu cliente, isto é, o próximo colega que depende do trabalho que você fez, possa
também executar um bom trabalho.
QUALIDADE + DESPERDÍCIO NÃO COMBINAM
São sete os tipos de desperdício nas empresas:
1-Produção além do estritamente necessário;
2-Ausência de agilidade nos processos: produtos ou serviços em fila, esperando para serem executados;
3- Transporte de produtos ou serviços entra máquinas e seções;
4- Movimentos desnecessários das mãos e do corpo com na realização de tarefa (Layout inadequados);
5- Erros na concepção de produto: perdas de material, horas/homem horas/máquina;
6- Produção com defeito: retrabalho ou perda total de trabalho;
7- Estoques além do necessário.
Leiaute (do inglês “Lay out ”) é a distribuição ou organização de objetos que podem ser móveis ou máquinas,
equipamentos.
Métodos de Organização – 5 S
O método 5 S surgiu no Japão no fim dos anos 60 e serviu de base para a implantação dos programas de
Qualidade Total naquele país. Ele é chamado de 5S para lembrar as cinco palavras japonesas que dão nome a
cada uma de suas fases.
O principal objetivo de um programa baseado nos 5 “esses” é a manutenção da ordem do local de trabalho, de
forma que ele permaneça sempre organizado, arrumado e limpo, sob condições padronizadas e com a disciplina
necessária para que se consiga o melhor desempenho nas atividades de cada um.
Os benefícios imediatos são: prevenção de acidentes, melhoria da produtividade, redução de custos, melhoria
do ambiente de trabalho, uso eficiente do tempo, melhor aproveitamento dos materiais e equipamentos.
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4
Por que promover 5 S?
1° S — Seiri — Senso de Utilização
Nessa fase, costuma-se usar a técnica do “cartão vermelho” (ou etiqueta vermelha): o grupo encarregado do
trabalho vistoria o local e coloca cartões nas coisas que julgam desnecessárias.
Após um prazo determinados, as etiquetas são verificadas. Os objetos, ferramentas e equipamentos que não
têm anotações de uso dentro do prazo estabelecido são retirados do local. Exemplos de coisas que podem ser
descartadas: formulários e papéis desatualizados, coisas em grande estoque, mas que são pouco usadas,
máquinas quebradas ou sem utilização, banco de dados não usados.
O que fazer?
Deixar no local de trabalho os materiais que serão utilizados no momento e na quantidade certa. O que não
serve só atrapalha!
Como fazer?
- Analisar tudo que esta no local de trabalho
- Separar o que é necessário do que não é.
- Verificara utilidade de cada coisa
- Adequar os estoques às necessidades
- Manter o estritamente necessário.
- Usar etiquetas de cores vivas para identificação.
- Identificar o lugar de cada coisa.
Com estas atitudes se ganha mais espaço, com menos acidentes, menor tempo de procura.
Nessa fase, costuma-se usar a técnica do “cartão vermelho” (ou etiqueta vermelha): o grupo encarregado do
trabalho vistoria o local e coloca cartões nas coisas que julga desnecessária.
Após um prazo determinados, as etiquetas são verificadas. Os objetos, ferramentas e equipamentos que não
têm anotações de uso dentro do prazo estabelecido são retirados do local. Exemplos de coisas que podem ser
descartadas: formulários e papéis desatualizados, coisas em grande estoque, mas que são pouco usadas,
máquinas quebradas ou sem utilização, banco de dados não usados.
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5
2° S — Seiton — Senso de Organização
Depois que o “seiri” foi implantado e consolidado, vem o segundo 5, de “seiton”, que os autores traduzem por
arrumação, e que nada mais é que o velho ditado: “um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar”.
Objetivo dessa etapa é organizar os itens absolutamente necessários e identificar e colocar tudo em ordem,
para que seja fácil localizá-los, Vamos chamar essa fase de “Sim para a arrumação”. Algumas estratégias podem
usadas nessa fase:
Consiste na classificação, seleção de utensílios, materiais e equipamentos adequados para cada trabalho ou
atividade. Também seleção de informações e dados necessários para o trabalho.
Um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar.
Como fazer?
- Reorganizar o local de trabalho.
- Padronizar nomes.
- Usar etiquetas e cores vivas para identificação.
- Identificar o lugar de cada coisa.
Um ambiente ordenado se trabalha melhor, aumenta-se a produtividade, ganha-se espaço e facilita a limpeza.
3° S — Seiso — Senso de Limpeza
O terceiro S é o de “seiso”, que se traduz por limpeza, e que nós vamos chamar de “Sim para a limpeza”. Não
parece ser preciso “vender” a ideia de que limpeza é coisa fundamental. Pois nada é mais gostoso do que tomar
um banho e colocar roupas limpas, deitar em uma cama com lençóis limpos, comer em uma mesa em que a
toalha não esteja cheia de manchas... Para o cliente, a imagem de uma empresa limpa também é extremamente
positiva. E mesmo que os profissionais tenham competência, em quem você confiaria mais? No mecânico da
oficina “boca-de-porco”, onde tudo é sujo, bagunçado, inclusive o profissional, ou num mecânico com macacão
impecável trabalhando em uma oficina limpa e arrumada, como o box de uma equipe de fórmula 1?
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6
Consiste na manutenção da área de trabalho sempre limpa e em ter apenas as informações e dados necessários
para as decisões em tarefas específicas.
O que fazer?
Limpar deve ser uma tarefa presente na rotina de trabalho, mais importante que limpar deve ser não sujar.
Como fazer?
- Educar para não sujar.
- Descobrir e eliminar as fontes de sujeira: manter mesas limpas, armários, gavetas, equipamentos, ferramentas,
e verificar o estado de uso enquanto se faz a limpeza.
Qualidade germina em ambiente limpo! Melhora a conservação dos patrimônios!
Aumente a auto-estima no trabalho.
4° S — Seiketsu — Senso de Higiene
Depois que você jogou fora o que não precisa, arrumou o que ficou, e deixou tudo limpinho, chegou a hora do
quarto S: “seiketsu”, que significa “padronização”, mas alguns traduzem   também como “higiene” e que, na
verdade, quer dizer manter o padrão de organização, arrumação e limpeza conseguidos nas fases anteriores, O
quarto S é o “Sim para a organização”. 
Para isso é preciso que se estabeleçam padrões que permitam avaliar se as três fases anteriores estão sendo
cumpridas rigorosamente, no que diz respeito à obediência a regras de segurança e uso de equipamentos de
proteção individual (EPI); uso de uniformes limpos; limpeza dos locais de trabalho; manutenção de condições de
higiene nos banheiros, vestiários, locais de refeições e áreas de descanso; utilização de cores claras nos
ambientes; presença de plantas para tomais os locais mais agradáveis.
Alguns recursos visuais são úteis para a implementação dessa fase:
O que fazer?
Buscar condições favoráveis de saúde no trabalho, casa e pessoalmente.
Como fazer?
•Aviso de perigo e outras advertências. 
•Manter limpos e higienizados os locais de uso comum
•Observar as práticas de segurança de trabalho 
•Valorizar a aparência pessoal e da empresa 
•Indicações dos locais onde as coisas devem ser colocadas. 
•Informações sobre equipamentos e máquinas. 
•Avisos de manutenção preventiva.
•Cores nas tubulações e fios. 
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Aumento da participação consiste em melhoria da produtividade e melhoria da qualidade de vida.
5° S — Setsuke — Senso de Ordem
O último S é o “setsuke” que quer dizer disciplina, segundo alguns autores, ou autodisciplina, segundo outros. E
o “sim para a disciplina”. Essa fase significa que o processo está consolidado, embora não definitivamente
terminado. Portanto, existe sempre espaço para encontrar uma forma mais simples de executar uma tarefa. A
disciplina objetiva cumprir as quatro fases anteriores como uma rotina, um hábito.
O que fazer?
Comprometer-se com as normas e padrões morais e técnicos, buscando a melhoria contínua pessoal,
profissional e empresarial.
Como fazer?
- Compartilhar visão e valores
- Educar para criatividade
- Planejar com foco no processo
- Melhorar a comunicação em geral
- Treinar com empenho e persistência.
Disciplina significa fazer coisas simples como: 
• Ao sair, deixar tudo limpo e em ordem. 
• Devolver as coisas, no mínimo, nas mesmas condições em que as encontrou.
• Reparar ou substituir qualquer coisa que danifique ou quebre. 
• Reabastecer qualquer item que usar até o fim: sabonete, papel higiênico, papel de copiadora, gasolina,
alimentos, bebidas etc.
• Colocar as coisas de volta aos seus lugares, para que os outros possam acha-las.
• Informar às pessoas que vão substituí -lo/ ou completar seu trabalho sobre a situação exatamente como ele
está.
• Não desperdiçar tempo, dinheiro, materiais ou outros recursos. 
• Planejar o ritmo de seu trabalho para que outros não fiquem sem trabalhar por sua causa.
• Evitar desperdícios, não usando papel, água, eletricidade, ou qualquer outro recursos mais do que o
necessário.
KAIZEN
Outra coisa que se pode fazer é aplicar uma “ferramenta” japonesa chamada “Kaizen” que significa
aprimoramento contínuo, visando sempre à satisfação do cliente. Na realidade, não é uma ferramenta no
sentido explícito do termo. E uma filosofia de vida que os japoneses usam quase sem pensar. Por respeito às
pessoas, essa filosofia prega que os melhoramentos sejam quase sempre pequenos, frutos de esforços
contínuos, dia após dia.
Simplificando a questão
Melhoria contínua é tudo aquilo que se faz e que agrega, ou seja, acrescenta valor ao produto e/ou serviço e ao
 processo. Um exemplo de melhoria que agrega valor é o canivete suíço: seu fabricante perceber os usos
“inadequados” (abrir garrafas, apertar parafusos, sacar rolhas) que os usuários faziam dos canivetes comuns, e
acrescentou abridor de garrafas, chave de fenda e saca-rolhas, entre outras coisas, ao seu produto, tornando-o
um sucesso de vendas.
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8
Kaizen—Melhoria Contínua
A ideia é que, se continuarmos a fazer as coisas sempre da mesma forma, não haverá progresso. Deve haver,
então, um clima que encoraje as pessoas a propor pequenas mudanças, visando sempre ao cliente, e que,
somadas, serão a revolução dentro da empresa. As pessoas devem ser reconhecidas por seus esforços, seu
interesse,sua dedicação. Dentro desse conceito, nenhum dia deve se passar sem que se tente realizar algum
aprimoramento.
Outra característica do “kaizen” é se apoiar em sugestões do pessoal que “põe a mão na massa”. Ela incentiva as
pessoas a apresentarem soluções para os problemas operacionais mais simples que surgem na produção. Afinal,
é muito mais fácil fazer uma coisa que a gente mesmo “bolou”, do que aceitar uma ordem que vem de cima e
que, nem por isso, pode representar melhor solução. E as melhores soluções vêm dos que convivem com o
problema.
Pense nisso. E aproveite as ideias para bolar pequenas melhorias para a sua vida. Olhe à sua volta. Será que não
há nada bem pequenininho que você possa fazer para melhorar? Do tipo, plantar uma árvore, botar um vaso de
plantas na varanda, pendurar um quadro na parede, pintar o forro do banheiro, mudar a disposição dos móveis,
aplicar o 5S no seu quarto... E se na empresa onde você trabalha, ou naquela em que for trabalhar você falar em
kaizen, embarque nessa filosofia. E uma boa!
TRABALHAR EM EQUIPE É MELHOR!
Felizmente, muito do que se faz em programas de qualidades está, também, fortemente baseado no trabalho
de equipe, cuja função é analisar e propor soluções para problemas que afetam a qualidade do trabalho da
empresa.
Assim, se você trabalha na produção, ninguém melhor do que você e seus companheiros de atividade para
perceber onde está o problema, e propor soluções baratas e criativas.
As vantagens do trabalho em equipe estão aí para todo mundo ver: a equipe permite administrar
favoravelmente as diferenças; aumenta a motivação dos participantes; melhora a qualidade das decisões e
constitui um meio democrático de partilhar o poder.
Disso tudo vem a nossa pergunta: “Você sabe como uma equipe funciona? Você sabe trabalhar em equipe?
Você sabe, enfim, por que um é pouco, dois é bom, três é melhor ainda?” 
Talvez até saiba, só que de um jeito não muito organizado. Então, nesta aula, vamos organizar essas ideias para
você. Esperamos que isso possa ajudá-lo a perceber melhor as pessoas à sua volta de modo a torná-lo um
profissional ligado e produtivo em sua função.
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9
Por que trabalhar em equipe?
Existem muitos e bons motivos para trabalhar em equipe.
• Nas equipes, é possível reunir pessoas com experiências e conhecimentos que se contemplam e cuja soma é
maior do que o conhecimento e experiência de uma só pessoa.
• As equipes verdadeiras e maduras são flexíveis e respondem mais rapidamente às mudanças, ajustando -se a
elas com mais facilidade, precisão e eficácia do que as pessoas que trabalham sozinhas.
• As equipes permitem entender melhor a dimensão do contato social e fornecem campo para que se percebam
as vantagens do ganho coletivo.
• O trabalho em equipe é mais divertido o que o trabalho solitário. 
• As equipes fortalecem a capacidade de desempenho das pessoas, das hierarquias e dos processos gerenciais.
Trabalhar em equipe é bom, divertido, proveitoso. Só que, para que isso aconteça realmente, é necessário
seguir algumas regras.
As equipes devem decidir como trabalharão para alcançar as metas. Os participantes devem, no
desenvolvimento dos trabalhos, assumirem papéis sociais e de liderança, ou seja, devem contestar, interpretar,
apoiar, integrar, lembrar e resumir. Nas melhores equipes, cada participante assume papéis diferentes,
dependendo da situação.
Finalmente, as equipes devem assumir a responsabilidade de suas metas. Dentro da equipe, cada um deve
assumir o compromisso de fazer a sua parte para que o grupo atinja os objetivos.
Para que essa dinâmica se torne realidade, é necessário que se estabeleça um clima que facilite as condições
favoráveis para a realização do trabalho. Essas condições são: confiança mútua, apoio mútuo, comunicação
espontânea e verdadeira, compreensão e identificação dos objetivos, administração produtiva dos conflitos,
habilidade para o trabalho em equipe.
A confiança mútua é, provavelmente, a mais delicada de todas as condições para que a equipe seja produtiva.
Quando ela se estabelece dentro da equipe, os membros se sentem livres para expressar sua opinião e dizer o
que sentem sem preocupação com possíveis consequências negativas.
O apoio mútuo é uma das bases para a confiança mútua. Por meio do apoio, as pessoas demonstram uma
preocupação verdadeira com o bem-estar, com o desenvolvimento profissional e com o sucesso pessoal dos
membros da equipe.
A comunicação espontânea e verdadeira existe quando se estabelece um clima de confiança e apoio mútuos. O
respeito com as palavras é acompanhado pelo respeito em ouvir. Isso significa ouvir o outro sem preconceitos.
O importante é o esforço para captar o que realmente está sendo dito, e não apenas “ouvir o que a gente
gostaria de ouvir”. 
Os objetivos indicam o alvo para onde todos os esforços da equipe têm de apontar uma equipe que não sabe
aonde quer chegar, desperdiça esforços e não chega a lugar algum.
Dentro de uma equipe, o conflito é representado pelas diferenças de opinião que nascem nas diferenças
individuais de seus membros. Ao contrário do que se possa pensar, isso pode proporcionar o crescimento e a
inovação da equipe. Se um clima de confiança mútuo e de comunicação verdadeira está presente, a
administração de diferentes experiências permite que as soluções criativas sejam propostas e colocadas em
prática. Uma equipe madura e bem organizada aceita o conflito “numa boa”. 
Para trabalhar em equipe de modo eficaz, é necessário desenvolver algumas habilidades de caráter social
(comunicar, ouvir, apoiar) e intelectual,(pensar e decidir coletivamente). Isso ajuda a compreender o papel de
cada um dentro da equipe e permite perceber que existe a necessidade de uma liderança, mas que essa tem de
funcionar de maneira democrática, orientando e delegando poder quando necessário. Então, quando participar
de uma equipe, seu trabalho será melhor se você lembrar-se do que acabamos de falar aqui. E lembre-se: do
 jeito que as coisas andam, se ficar, o bicho come. Se correr, o bicho pega. Se unir... O bicho foge!
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10
PROBLEMAS X SOLUCÕES
O objetivo do trabalho das equipes (ou times de qualidade) nas organizações que têm um sistema de qualidade
implantado e funcionando, é discutir e apresentar soluções para os problemas que possam impedir que a
qualidade total seja alcançada. Mas, isso não fica só na empresa, não. A verdade é que todos os dias de nossa
vida têm de resolver problemas. Seja na vida pessoa, seja na vida profissional; uns grandes, outros pequenos,
eles estão sempre lá.
Mas, o que é um problema? Um problema é algo que você precisa saber, mas não sabe; ou uma escolha que
você tem de fazer no meio de várias alternativas ou algo que você não sabe fazer.
E o problema está resolvido quando você descobre a informação que precisa; ou quando escolhe a melhor
solução, e a executa; ou quando descobre como fazer, e faz.
E todas as pessoas resolvem problemas o tempo todo. Na vida profissional, então, nem se fala: trabalhar é
resolver problemas. Você duvida? O que o médico faz quando descobre qual a doença você tem? E o que o
mecânico que conserta o seu carro? Isso significa que, quanto mais habilidade você tiver para resolver
problemas, melhor você será em sua profissão.
Existem muitas maneiras de resolver um problema: você pode simplesmente tentar adivinhar.
Ou adivinhar e tentar provar que sua adivinhação é verdadeira. Você pode fazer uma tabela, contar uma
história, construir um gráfico, tirar conclusões a partir de dados. E outras formas poderiam ser citadas.
Só que, se você fizer isso de maneira organizada, poderá obter melhores resultados. Seu raciocínio será mais
fácil se for disciplinado pelas seguintes estratégias:
• Usar estimativas que possam ajudá-lo a começar;
• Descobrir uma tendência ou padrão (um fato ou dadoque se repete);  
• Descobrir problemas semelhantes, e como eles foram resolvidos; 
• Procurar causas e efeitos; 
• Limitar a condições, quando isso for possível; 
• Construir tabelas, gráficos ou fórmulas;
• Trabalhar de trás para frente; 
• Procurar palavras e frases-chave e outros sinais indicadores.
Um plano que use várias dessas estratégias o ajudará a aprender e praticar as habilidades de resolver
problemas. E, sempre que você tiver um problema, execute os seguintes passos: 
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11
1-Entenda qual é o problema, ou seja, identifique-o claramente.
2-Analise o problema: verifique os fatos/dados. (Quais são os dados que você tem? Eles são suficientes para
resolver o problema? Você precisa de mais informações? Você é capaz de deduzir outros fatos a partir dos que
você já tem?).
3-Organize os dados que você já tem: desenhando, fazendo uma lista, um quadro, uma tabela.
4-Faça um plano decidindo qual a ação que levará à solução. Se você não conseguir decidir, faça a si mesmo as
seguintes perguntas: Você já viu um problema parecido? O problema que você tem pode ser resolvido da
mesma maneira?
5-Execute o plano, e esteja pronto para mudá-lo se você (ou sua equipe) tiver uma ideia melhor, ou se descobrir
que o plano não vai funcionar.
6-Verifique o resultado, certificando-se de que executaram corretamente o que foi planejado, inclusive as
correções. Verifique se o resultado é razoável, e se resolve o problema proposta.
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12
MÓDULO 2
FERRRAMENTAS DA QUALIDADE
APOP — Planejamento Avançado da Qualidade do Produto
Desenvolver e organizar o início de um novo projeto, assegurar que o produto satisfaça as necessidades do
cliente.
A determinação da organização do tempo necessário para um novo desenvolvimento, os envolvidos com
respectivas datas.
Este trabalho é efetuado pela equipe multifuncional da empresa com coordenação da Engenharia de
desenvolvimento.
É a ferramenta que organiza em um cronograma, todas as etapas do desenvolvimento do processo para novo
produto e alteração do produto existente, desde análise de viabilidade técnica, cotação do produto,
desenvolvimento do ferramental, FMEA, Diagrama do Fluxo do Processo, amostras, relatórios e ensaios.
FMEA — Análise de Modo e Efeito de Falha
- Failure Mode and Effects Analysis ou Análise do Efeito e Modo de Falha.
É uma técnica analítica usada por Engenheiros e Técnicos de projeto, processo e controle da qualidade, para
assegurar que todas as falhas em potencial tenham sido consideradas, analisadas e tomadas ações necessárias
para evitá-las.
É um método preventivo de análise de falhas ou efeitos, que avalia a probabilidade de ocorrência do problema,
bem como suas consequências.
O FMEA é desenvolvido por uma equipe multidisciplinar, onde a experiência de cada membro das diversas áreas
contribui para antecipar possíveis falhas e seus efeitos. As empresas podem desenvolver FMEA de produto e
processo.
FMEA de Produto - Consiste no grupo de engenheiros e equipes responsáveis pela montagem ou aplicação do
produto, assistência técnica responsável pela produção e atividades na manufatura.
FMEA de Processo - Analisa um novo processo de montagem ou fabricação.
- Procura identificar possíveis modos de falhas relativos ao processo e avalia os efeitos no cliente final.
- Identifica variáveis no processo para se focalizar métodos de controle de produção prevendo redução dos
índices de ocorrências e as detecções das prováveis condições de falhas.
- Identificar características especiais colaborando na estruturação dos planos de controle ou com prováveis
controles especiais ou específicos a serem adotados estabelecendo as prioridades em relação às melhorias no
processo. - Documentar todos os avanços para que se possa utilizar este conhecimento em processos futuros de
montagem, produção ou fabricação.
A FMEA é um documento vivo e deve ser atualizado sempre que uma nova ação seja necessária e seus
resultados armazenados para solução de futuros modos de falhas semelhantes.
E uma ferramenta de planejamento que utiliza método sistêmico para identificar falhas em potencial, suas
causas e efeitos, baseando-se no trabalho em equipe, suas experiências e soluções anteriores.
Tem como objetivo melhorar o produto e o processo para que se possa tomá-los mais competitivos e mais
adequados às necessidades dos clientes.
Esta ferramenta tem como principal objetivo promover a integração entre todas as pessoas envolvidas num
novo processo a ser produzido.
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13
Processos de construção de FMEA
Critérios de Avaliação de Detecção sugeridos:
Avaliação da severidade
Ocorrência
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PPAP — Processo de Aprovação de Peça de Produção
Documento que visa determinar se todos os requisitos de especificação e registro do projeto de engenharia do
cliente estão apropriadamente compreensíveis pelo fornecedor e que o processo tenha capacidade para
produzir produtos em acordo com os requisitos durante o processo produtivo em operação.
Sua submissão é Obrigatória quando de uma nova produção ou alteração de um processo produtivo já existente
(ex: mudança de máquinas, layout, material, nova empresa, etc.), em caso contrário somente com autorização
do cliente envolvido nas ações citadas (derrogas).
Nenhum novo produto deve iniciar sua produção e posterior entrega sem a Capa de PPAP (submissão) esteja
devidamente assinada pelos responsáveis envolvidos; Fornecedor e Cliente.
Documentos que fazem parte de um processo de submissão de PPAP:
- Classificação de material a ser usado para produção
- Desenho do produto
- Requisitos de projeto (tolerâncias, dimensionamento críticos, controles especiais).
- Dimensional de produto pós-produção do 1° lote, caso necessário.
- Desvios de engenharia caso houver necessidade.
- FMEA
- Diagrama de fluxo do processo
- Ensaios caso necessário.
- Aprovação da amostra padrão
- Capabilidade, R&R.
O PPAP possui 5 níveis de submissão o qual é escolhido pelo cliente qual nível a ser usado para a apresentação
do conjunto de documentos para se efetuar sua aprovação.
Nível 1 — submeter apenas a certificação de submissão da peça de produção (sem amostra do produto).
Nível 2 — submeter amostras do produto, certificado de submissão da peça de produção e os seguintes dados
comprobatórios:
- Registros de projetos
- Documentos sobre alterações
- Resultados dimensionais
- Resultados de ensaios
Nível 3  — Submeter amostras do produto, certificado de submissão de peças de produção e todos os dados
comprobatórios.
Nível 4  — Certificados com amostras do produto e dados definidos pelo Cliente através do formulário de
requisitos de PPAP ao fornecedor (obter com engenharia do fornecedor).
Nível 5 — No fornecedor — peças, desenhos, resultados de inspeções, resultados de laboratórios e funcionais,
relatório de aprovação de aparência, resultado da capacidade do processo, plano de controle do processo,
estudo do sistema de medição, FMEA, diagrama de fluxo de processo.
Os estudos específicos para o início de produção de peças estarão determinados tanto na elaboração da FMEA
quanto da apresentação do PPAP, tais como CEP, R&R, tipos de embalagens, quantidades e tudo que estiver
incluso neste processo produtivo, para atender a todas as especificações do Cliente quando do início da
produção, após da submissão do mesmo estiver devidamente APROVADO.
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MÓDULO 3
CEP - CONTROLE ESTATÍSTICO DO PROCESSOÉ o conjunto de atividades de monitoramento da qualidade do produto após este ter sido produzido. O métodoutilizado é a inspeção, sendo o seu maior objetivo definir se um determinado produto ou lote já produzido deve
ou não ser aceito. Basicamente o fluxo de controle detectivo é determinado pelas seguintes atividades,
conforme.
Sistema de controle preventivo
Conjunto de atividades de controle das condições do processo, visando evitar que sejam produzidos produtos
defeituosos. As técnicas mais comumente utilizadas são: os Controles Estatísticos do Processo e Controle
Automático de Processos. O fluxo de controle do processo preventivo tem as seguintes etapas.
1.  Medição da performance de uma variável do processo ou característico do produto;
2.  Avaliação dos resultados da performance: comparação com os valores especificado;3.  Quando a avaliação indicar que o resultado da performance não atingiu o valor desejado é tomado uma ação
sobre o processo, visando corrigir suas condições de funcionamento, de forma a evitar que produtos
defeituosos sejam produzidos.
Adicionalmente pode-se tomar uma ação sobre o produto tais como segregação para posterior inspeção.
Muitas vezes o controle preventivo indica que ações sobre o projeto são também necessárias para manter
seus resultados dentro das metas estabelecidas.
Por que se controlar o processo?
Detalhando os motivos expostos, um processo necessita ser controlado devido a:
VariabilidadeO estado ideal do controle do processo seria a inexistência de controle, isto é, a qualidade do produto estaria
garantida durante todas as etapas de manufatura sem a necessidade de atividades de controle, em outras
palavras, todos os produtos seriam não defeituosos. A pergunta que se segue é: por que existem produtos
defeituosos?
A resposta está na variabilidade, e esta, às vezes, é suficientemente significativa ao ponto de afetar a qualidade
do processo, e consequentemente do produto. O fato é que não existe processo sem variabilidade, portanto,
não é possível eliminá-la. Em outras palavras, a variabilidade é a razão da existência de produtos diferentes. Esta
pode ser significativa ou até mesmo muito pequena, mas sempre estará presente. Pode-se então concluir que a
melhor alternativa é aceitar a existência da variabilidade, mas economicamente a valores mínimos.
Desta forma um processo que produz produtos não defeituosos é aquele cujas variabilidades são mantidasdentro de valores adequados.
Controle estatístico de processos
O Controle Estatístico de Processos é considerado uma das formas de controle do processo preventivo.
Resumidamente constitui-se da utilização de técnicas estatísticas para se controlar o processo. Por técnicas
estatísticas entende-se a coleta, representação e análise de dados de um processo. Dentre o conjunto de
técnicas disponíveis as mais comumente usadas são as cartas de controle. Essas são classificadas em cartas para
variáveis e cartas para atributos. As para variáveis são utilizadas para característicos de qualidade por variáveis.
Existem cartas de controle por variáveis para controle de medidas de tendência central e para controle de
dispersão. As cartas para atributos respectivamente são para característicos por atributos.
Cartas de controle para Variáveis — Usadas para valores que são possíveis medir, com algum tipo de
instrumento, por exemplo: Comprimento, espessura, diâmetro, largura, ângulo temperatura, pressão...
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Cartas de controle para Atributos — Utilizadas para controlar as características de um produto que não pode
ou, por alguma razão não convém ser controlado através de medição. Estas são classificadas entre conformes e
não conformes com suas especificações. Em geral quando é impossível de efetuar medição ou o mesmo é muito
demorado ou quando há muitas características a melhorar.
Resumidamente, o CEP é uma metodologia que potencialmente permite conhecer o processo, manter o mesmo
sob estado de controle estatístico e melhorar a capacidade do mesmo. Tudo isso se resume à redução de
variabilidade do processo.
As fontes de variação de um processo geralmente são classificadas nos seguintes grupos:
• Matéria-prima;
• Ferramentas;
• Meios de medição;
• Máquinas;
• Operacional;
• Métodos de trabalho;
• A Meio ambiente;
• Gerencial;
Alguns exemplos de causas de variação que são:
• Desgaste de ferramentas;
• Matérias-primas fora da especificação;
• Método de trabalho incorreto;
• Gerenciamento inadequado;
• A Erros humanos;
Análise de dados em carta de CEP
LSC — limite Superior de controle
LIC — Limite inferior de controle
X — Média
Se os pontos estão dentro dos limites de controle LIC e LSC, determinados estatisticamente, e a trajetória
formada por estes pontos seguem um padrão aleatório, assume-se que o processo está sob controle, e
nenhuma ação é necessária. Por outro lado, se um ponto cai fora dos limites de controle, a princípio, existe uma
evidência de que o processo está fora de controle, isto é, pode existir uma ou mais causas especiais. Uma
investigação e tomada de ações são necessárias. Mas mesmo os pontos estando dentro dos limites de controle
o processo podem estar fora de controle estatístico. Neste caso as trajetórias descritas pelos pontos mostram
um padrão não aleatório. Alguns autores têm apresentado exemplos destas trajetórias e regras para identificá-
las. As figuras demonstram alguns exemplos de falta de controle, isto é, de comportamento anormal das
trajetórias dos pontos.
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a) Deslocamento de Média
b) Tendência
c) Sequencia de pontos fora dos limites —2 sigmas
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d) Pontos fora do limite —3 sigmas
Na parte (a) da figura temos um caso típico de média deslocada do processo, demonstrada por vários pontos
consecutivos acima ou abaixo da linha média. Na parte (b) têm-se casos típicos de sequencias ascendentes ou
descendentes. Já na parte (c) têm-se pontos consecutivos na região entre 2s e 3s do gráfico de controle, em
intervalos aproximadamente regulares. Na última parte da figura têm-se pontos fora dos limites de controle a
intervalos regulares. Toda essa trajetória tem causas, a princípio, distintas. Diferentes variáveis de entrada do
processo estão ocasionando estes comportamentos. No entanto, cada processo apresenta um comportamento
diferenciado. Para alguns autores 7 pontos consecutivos acima ou abaixo da linha média representam um
indicativo de falta de controle. Para outros bastam 5 pontos. O mais importante é reconhecer que não existem
regras universais de identificação de trajetórias não aleatórias que sejam aplicadas a todo e qualquer tipo de
processo. A prática do CEP demonstra que estas regras gerais devem ser adaptadas.
Capacidade do processo
Capacidade é a medida da variabilidade de um processo estável em relação às especificações de projeto. Em
outras palavras, esse conceito está associado à capacidade de um processo de produzir produtos cujos
resultados atendam as especificações de projeto.
Segundo este conceito, um processo, quanto à capacidade, pode ser classificado em:
• Processo capaz: quando os resultados das medições das características de controle estão dentro do intervalo
especificado em projeto, isto é, estatisticamente não estão sendo produzidos produtos defeituosos.
• Processo incapaz: quando os resultados das medições das características de controle estão fora do intervalo
especificado em projeto, isto é, estatisticamente existem indicações que estão sendo produzidos produtos
defeituosos.
• Processo super capaz: quando os resultados das medições das características apresentam resultados na sua
grande maioria dentro do valor especificado em projeto, estatisticamente todas as peças estão rigorosamente
sendo produzidas semdefeitos.
Como definido intrinsecamente no conceito, não faz sentido avaliar a capacidade de processos fora do estado
de controle estatístico. Assim a capacidade de um processo só deve ser avaliada se a variação do processo for
devida apenas às causas comuns.
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A maior vantagem da avaliação da capacidade do processo é a quantificação da variabilidade do mesmo. Logo, à
medida que o CEP vá sendo praticado é importante avaliar a capacidade do processo para se quantificar os
ganhos que estão sendo obtidos.
Dentre os métodos difundidos de avaliação o mais usual é o que propicia o cálculo dos índices de capacidade Cp
e Cpk. Para um processo representado por uma distribuição normal é comum utilizar uma dispersão 6s de
referência. O índice de capacidade Cp, também denominado índice de capacidade potencial do processo, e é
calculado da seguinte forma:
Onde:
LSE - Limite Superior de Especificação do produto ou processo
LSI - Limite Inferior de Especificação do produto ou processo
Observe que o denominador da fórmula representa a dispersão do processo (ou variabilidade), enquanto o
numerador representa a tolerância especificada para o produto. Este índice é denominado potencial, pois
compara apenas os tamanhos da dispersão do processo e do intervalo de tolerância do produto, não levando
em consideração a posição relativa entre ambos.
Para medir as posições relativas entre a dispersão do processo e a tolerância do produto é utilizado o índice de
capacidade real do processo, Cpk, calculado da seguinte forma:
Onde ̅ representa a média das observações que representam o processo.
Valores típicos de Cp, e Cpk.
Os valores de referência de Cp e Cpk variam muito de uma empresa para outra. Muito comum é se adotar o
valor referência de 1,33. Esse valor indica que é possível trabalhar com uma dispersão de amplitude 8s dentro
do campo de tolerância do produto. Muitas empresas para manutenção de contratos têm exigido de seus
fornecedores índices de Cp e Cpk de no mínimo nesta ordem. Para esse caso, o processo, quanto a sua
capacidade, pode ser classificado conforme a tabela abaixo:
Tabela 1 - Classificação da capacidade de processos para uma referência de Cpk = 1,33
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DIÁRIO DE BORDO
É um complemento da carta de controle, que geralmente encontra-se no verso desta e cuja finalidade é
registrar todas as mudanças ocorridas durante o processo.
Esse instrumento é de importância vital para a análise do comportamento do gráfico da carta de controle,
devendo ter cada registro, a data, hora e o comentário explicando claramente (com todas as informações
possíveis) a mudança ocorrida.
CONCLUSÃO
Depois de visto tudo isso, podemos dizer que o controle estatístico do processo é um controle preventivo para
evitar que a necessidade de inspeção de peças após o termino do processo, que usa um sensor, a carta de
controle, como indicador para mostrar como está o processo.
Vimos também que nesta carta de controle há um diário de bordo onde devemos anotar todas as ocorrências
vistas durante o processo e que as cartas podem ser de Cartas de variáveis ou de atributos.
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MÓDULO 4
FLUXOGRAMA
DefiniçãoRepresentação gráfica das diversas etapas que constituem um determinado processo.
Objetivo
Apresentar uma visão global do processo e permitir visualizar como as várias etapas deste processo estão
relacionadas entre si.
O fluxograma é usado quando se deseja:
- descrever um processo existente;
- projetar um novo processo;
- ajudar a identificar desvios nos processos;
- oferecer aos membros da equipe pontos de referência comuns, padronizando a interpretação do processo ouprojeto;
- permitir aos funcionários perceber melhor a importância de seu papel, evidenciando as relações clientes-
fornecedores e como o seu trabalho influi no resultado final;
- mostrar todas ou a maior parte das etapas de um processo ou projeto, incluindo os ciclos causados por
retrabalho (desvios nos processos);
- Auxiliar no treinamento de novos funcionários.
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Estratificação
A estratificação é o método usado para separar (ou “estratificar”) um conjunto de dados de modo a perceber
que existe um padrão. Quando esse padrão é descoberto, fica fácil detectar o problema e identificar suas
causas. A estratificação ajuda a verificar o impacto de uma determinada causa sobre o efeito estudado e ajuda a
detectar um problema.
A estratificação começa pela coleta de dados com perguntas do tipo: “Os turnos de trabalho di ferentes podem
ser responsáveis por diferenças nos resultados?”; “Os erros cometidos por empregados novos são diferentes
dos erros cometidos por empregados mais experientes?”; “A produção às segundas-feiras é muito diferentes da
dos outros dias da semana?” etc.
Quando a coleta de dados termina, deve-se procurar, primeiramente, padrões relacionados com o tempo ou a
sequencia, verificando se há diferenças sistemáticas entre os dados coletados. No caso de perguntas como as
exemplificadas, devem-se analisar as diferenças entre dias da semana, turnos, operadores etc.
Lista de Verificação
Lista de verificação (ou “check list”) é uma ferramenta usada para o levantamento de dados sobre a qualidade
de um produto ou número de ocorrências de um evento qualquer. Na realidade, é uma ferramenta muito
comum, usada a todo o momento. Quando você vai à feira ou ao supermercado e faz uma lista de compras, está
fazendo uma lista de verificação.
DIAGRAMA DE CAUSA E EFEITO
Também conhecido como Diagrama Espinha de Peixe (por seu formato) e Diagrama de Ishikawa (Kaoru Ishikawa
- quem o criou), foi desenvolvido para representar a relação entre o “efeito” e todas as possíveis “causas” que
podem estar contribuindo para este efeito. O efeito ou problema é colocado no lado direito do gráfico e as
causas são agrupadas segundo categorias lógicas e listadas à esquerda.
Ele é desenhado para ilustrar claramente as várias causas que afetam um processo por classificação e relação
das causas. Para cada efeito existem seguramente, inúmeras categorias de causas. As causas principais podem
ser agrupadas sob seis categorias conhecidas como os “6’M”: Método, Mão-de-obra, Material, Meio Ambiente,
Medida e Máquina. Nas áreas administrativas talvez seja mais apropriado usar os “4’ P”: Pol íticas,
Procedimentos, Pessoal e Planta (arranjo físico). Estas categorias são apenas sugestões, é possível utilizar outras
que ressalte ou auxilie as pessoas a pensar criativamente.
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MÓDULO 5
ISO — Série 9000: é um conjunto de normas elaboradas pela ISO (International Organization for the
Standardization, ou seja, Organização Internacional para a Padronização), uma organização internacional com
sede em Genebra na Suíça, com a finalidade exclusiva de tratar questões ligadas à qualidade. Quando uma
empresa recebe a certificação, isso significa que o conjunto de seus procedimentos e processos está de acordo
com esse conjunto de normas.
ISO 9000: 2001
A Norma ISO vem a ser uma padronização de conjuntos de procedimentos elaborados por uma Empresa visando
atender a padrões de Qualidade quanto à produção de peças e serviços, ela surgiu da necessidade de se
organizar as empresas certificadas de modo que as mesmas atendam as necessidades inerentes aos processos
desenvolvidos pelos clientes e a satisfação de seu usuário final.
Hoje ela vem a ser uma das principais referências e exigência para que uma Empresa possa fornecer seus
produtos ou serviços para Empresas Multinacionais incluindo o Comércio Comum Europeu.
Portantoas Pequenas Médias e Grandes Empresas que tem em seu objetivo atender a esta fatia de mercado
são necessárias à busca pela certificação, não somente para o fornecimento de produtos e serviços, como
também Empresas certificadas ISO são consideradas como exemplo e referência de produtos e serviços com
garantia, onde a Qualidade é item Principal em seus procedimentos.A norma ISO em seu princípio é dividida em itens a seguir estaremos verificando de forma objetiva cada um
deles:
A Certificação de Sistema de Qualidade é o processo pelo qual uma organização credenciada, ou seja,
autorizada, realiza uma auditoria ou investigação em uma empresa fornecedora de bens ou serviços para
verificar se o sistema da qualidade implantado está de acordo com uma das normas da ISO série 9000. No Brasil,
esses certificados são fornecidos pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade
Industrial), pela Fundação Carlos Alberto Vanzolini, pelo IBQN (Instituto Brasileiro da Qualidade Nuclear), pelo
ABS (American Bureau of Shipping — Quality Evaluation), e pela UCIEE (União Certificadora da Indústria Eletro-
eletrônica).
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ITEM 4 Sistema de Gestão de Qualidade
- 4.1 Registros Gerais
- Estabelecer, documentar, implementar, manter, melhorar continuamente m sistema de gestão de qualidade
de acordo com os requisitos da norma.
A organização deve:
- identificar processos necessários
- determinar frequência e interações de processos
- determinar critérios e métodos para assegurar que controles sejam feitos
- assegurar recursos e informações
- monitorar, medir e analisar estes processos.
- determinar ações para atingir resultados planejados e melhorias contínuas desses processos
Todos estes controles devem atender aos requisitos da norma.
4.2 Requisitos de Documentação
4.2.1 Generalidades
Devem incluir:
- Política de Qualidade
- manual da Qualidade
- procedimentos conforme norma
- documentos para organização dos controles
- planejamentos e operações eficazes
4.2.2 Manual da Qualidade
- escopo do sistema de gestão com detalhes, justificativas para qualquer exclusão.
- os documentos devem ser referências de descrição e interação de processos
4.2.3 Controle de Documentos
- todos os documentos devem ser controlados e definidos os controles necessários para:
- aprovação e adequação antes de sua emissão
- anotar, atualizar e reprovar quando necessário.
- assegurar identificação de suas alterações
- assegurar que suas novas versões estejam disponíveis
- assegurar que sejam legíveis e identificados
- assegurar que documentos de origem externa sejam identificados e sua distribuição controlada
- evitar o uso não intencional de documentos obsoletos com identificação adequada
4.2.4 Controle de Registros
- Devem prover evidências de conformidades de suas operações eficazes que devem ser legíveis e de fácil
acesso
- um procedimento deve ser estabelecido para definir controle, identificar, armazenar, proteger e seu tempo de
retenção.
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ITEM 5 Responsabilidades da Direção
5.1 Comprometimento da Direção
A Alta Direção deve fornecer evidências de seu envolvimento com o desenvolvimento e implementação de
Gestão da Qualidade, melhorias contínuas e sua eficácia.
- atender aos requisitos do cliente
- estabelecer política da qualidade
- análise crítica
- disponibilizar recursos
5.2 Foco no Cliente
Atender a todos os requisitos do cliente para aumentar sua satisfação.
5.3 Política da Qualidade
- Deve assegurar a política da Qualidade
- apropriada ao propósito da organização
- comprometimento com os requisitos de melhoria contínua
- estruturar, analisar e responder críticas dos objetivos da Qualidade.
- é comunicada e atendida por toda organização
- é analisada criticamente para manutenção e adequação
5.4 Planejamento
5.4.1 Objetivos da Qualidade
A Alta Direção deve assegurar os objetivos da qualidade, estes objetivos devem ser mensuráveis e coerentes
com a política da Qualidade.
- o seu planejamento seve satisfazer a todos os requisitos e objetivos da qualidade
- garantir que a integridade do sistema da qualidade seja planejadas e implementadas
5.5 Responsabilidade, autoridade e comunicação.
5.5.1 Responsabilidade e autoridade
A Alta Direção deve assegurar que as responsabilidades e autoridades são definidas e comunicadas na
organização.
5.5.2 Representante da Direção
A alta Direção deve indicar seu representante, independente de outras responsabilidades, com autoridade para
assegurar que a Gestão da Qualidade seja estabelecida, implementada e mantida.
- relatar a alta direção o desempenho do sistema da qualidade e suas necessidades de melhorias
- assegurar a promoção da conscientização sobre os requisitos do cliente em toda organização.
5.5.3 Comunicação Interna
A Alta Direção deve dar condições para que todos os envolvidos tenham as informações de sistema de gestão da
Qualidade.
5.6 Análise Crítica Pela Direção
5.6.1 Generalidades
A Alta direção deve analisar o sistema de gestão, dar recursos e melhorias e as necessidades de mudanças no
sistema se necessário incluindo a política e os objetivos da qualidade.
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5.6.2 Entradas para análise crítica
- resultados de auditorias 
- desempenho dos processos e conformidades do produto
- situações das ações preventivas e corretivas
- mudanças que podem afetar o sistema de qualidade
- recomendações para melhorias
5.6.3 Saídas da análise crítica
- melhoria da eficácia do sistema de gestão da Qualidade e de seus processos
- melhoria dos produtos em relação aos requisitos dos clientes
- necessidades de recursos
ITEM 6 Gestão de Recursos
6.1 Provisão de recursos
Anualmente e quando julgar necessário, a Direção, juntamente com o Gerente Geral, RH / Segurança e o
Analista da Qualidade avaliam e identificam as necessidades de recursos para o atendimento do Sistema da
qualidade implementado, buscando a melhoria contínua.
6.2 Recursos Humanos
Com o objetivo de manter a eficácia e eficiência na organização e na qualidade do produto o RH deve promover
a capacitação do colaborador que executa atividades que afetam a qualidade com base em educação,
treinamento, habilidade e experiência apropriada.
6.2.2 Competência, conscientização e treinamento.
O Gerente Geral e o Ri/Segurança são os responsáveis por identificar as necessidades de treinamento
específicas por setor e providenciar este treinamento conforme programação anual de treinamento, onde este
deve ser aprovado pelo Comitê da Qualidade. São utilizados métodos apropriados para a avaliação de eficácia
do treinamento.
São mantidos registros que comprovem a educação, treinamentos, habilidades e experiência requerida.
6.3 Infra-estrutura
Durante as análises críticas da Direção e / ou em reunião específica deve se determinar, prover e manter a infra-
estrutura necessária para alcançar a conformidade com os requisitos do produto. A infra-estrutura inclui:
plantas, espaço de trabalho, iluminação e instalações associadas; equipamentos de processo (tanto materiais e
equipamentos quanto softwares necessários); e serviços de apoio, tais como transporte, manutenção ou
comunicação. Os planejamentos de metas relacionados à produção e fornecimento avaliam e monitoram a
eficácia das operações existentes.
6.4 Ambiente de Trabalho:
E assegurado um ambiente de trabalho com condições de higiene e limpeza para que o processo possa ser
executado de uma maneira segura e apropriada aos produtos fabricados.
Além disso, as instalações devem ser apropriadas quanto à iluminação, espaço livre entre os equipamentos e
segurança dos mesmos, devendo-se manter um estado de ordem, limpeza e reparo consistente com o produto
e necessidades do processo de fabricação.
Durante as análises críticasdo projeto e desenvolvimento de novos produtos são analisadas as necessidades
para segurança do produto e meios para minimizar os riscos potenciais para os empregados em relação aos
itens desenvolvidos.
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ITEM 7 REALIZACÃO DO PRODUTO
7.1 Planejamento da Realização do Produto
Os processos de produção são planejados conforme item 7.3 Projeto e Desenvolvimento abaixo, de forma a
serem executados sob condições controladas. Estes processos são definidos segundo procedimentos de
qualidade, instruções operacionais e especificações que descrevem o método de produção, o uso de
equipamentos adequados bem como as condições de manutenção necessárias aos equipamentos.
7.2 - Processos Relacionados a Clientes
7.2.1 Determinação de requisitos relacionados ao produto
A organização deve determinar:
- requisitos do cliente; entrega e pós entrega.
- os não declarados mais necessários para uso
- requisito s estatutários e regulamentares relacionados ao produto
7.2.2 - Análise crítica dos requisitos relacionados ao produto
Nas situações em que são apresentadas propostas de fornecimento e também antes da aceitação de um
contrato de fornecimento, os mesmos são submetidos à análise crítica para assegurar que requisitos relativos a
quantidades, prazos, especificações, requisitos específicos e condições de fornecimento possam efetivamente
ser atendidos.
Toda emenda em pedido ou contrato de fornecimento já aprovado é analisada quanto a sua configuração e ao
seu atendimento em tempo hábil e informado ao cliente.
Quando alterados, a organização deve assegurar que os documentos pertinentes são complementados e o
pessoal alertado das alterações.
7.2.3 - Comunicação com o cliente
A organização deve ter providencia eficaz para manter uma boa comunicação com os cliente (SAC)
- informação do produto
- tratamento de consultas, contratos, pedidos e emendas.
- realimentação do cliente incluindo suas reclamações
7.3 Projeto e Desenvolvimento
7.3.1 Planejamento do projeto e Desenvolvimento
A organização deve através do departamento do produto desenvolver os projetos e produtos conforme os
requisitos especificados pelo cliente, estes requisitos são:
Os estágios do projeto e desenvolvimento definidos em fases , bem como as responsabilidades , autoridades,
interfaces e atividades;
7.3.2 A determinação das Entradas de Projeto e Desenvolvimento
7.3.3 A determinação das saídas de Projeto e Desenvolvimento
7.3.4 As análises críticas de projeto e desenvolvimento
7.3.5 Verificação do Projeto e Desenvolvimento
7.3.6 Validação de Projeto e Desenvolvimento
7.3.7 Controle de alterações de projeto e desenvolvimento
7.4 Aquisição
7.4.1 Processo de aquisição
Todo fornecedor de material que afete a qualidade do produto ou deva atender os requisitos regulamentares
devem ser selecionados, avaliado, reavaliados e monitorados conforme critérios planejados.
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7.4.2 Informações de aquisição
As ordens de compra emitidas pela área comercial da empresa que identifica o fornecedor, a especificação do
produto, a quantidade e o prazo desejados.
As condições de fornecimento, comerciais, aprovação do produto, processo e liberação, qualificação de pessoal
e SGQ devem ser efetuadas formalmente.
7.4.3 Verificação do produto adquirido
A responsabilidade pela inspeção e ensaio dos produtos que afetam a qualidade do produto pode ser delegada
a área da Qualidade e bem como a responsabilidade da inspeção dos demais materiais e insumos.
7.5 Produção e fornecimento de serviço
7.5.1 Controle de produção e fornecimento de serviço
São planejadas e controladas a produção de produtos e serviços através de controles de processos,
programação de produção, uso do equipamento e ferramenta! adequado e seu bom funcionamento,
informações do produto, instruções de trabalho, disponibilidade de dispositivos para monitoramento e
medição, planos de inspeção, liberação e entrega.
7.5.2 Validação dos processos de produção e fornecimento de serviço
A organização deve validar quaisquer processos de produção e fornecimento de serviço onde à saída resultante
não possa ser verificada por monitoramento ou medição subsequente. Isso inclui quaisquer processos onde as
deficiências só fiquem aparentes depois que o produto esteja em uso ou o serviço tenha sido entregue.
A validação deve demonstrar a capacidade desses processos de alcançar os resultados planejados.
A organização deve tomar as providências necessárias para esses processos, incluindo, onde aplicável:
a) Critérios definidos para análise crítica e aprovação dos processos;
b) Aprovação de equipamento e qualificação de pessoal;
c) Uso de métodos e procedimentos específicos;
d) Requisitos para registros (ver 4.2.4), e;
e) Revalidação.
7.5.3 Identificação e rastreabilidade
Quando apropriado, a organização deve identificar o produto por meios adequados ao longo da realização do
produto.
A organização deve identificar a situação do produto no que se refere aos requisitos de monitoramento e de
medição.
Quando a rastreabilidade é um requisito, a organização deve controlar e registrar a identificação única do
produto (ver 4.2.4).
NOTA: Em alguns setores de atividade, a gestão de configuração é um meio pelo qual a identificação e
rastreabilidade são mantidas.
7.5.4 Propriedade de cliente
A organização deve ter cuidado com a propriedade do cliente enquanto estiver sob o controle da organização
ou sendo usada por ela. A organização deve identificar, verificar, proteger e salvaguardar a propriedade do
cliente fornecida para uso ou incorporação no produto. Se qualquer propriedade do cliente for perdida,
danificada ou considerada inadequada para uso, isso deve ser informado ao cliente e devem ser mantidos
registros (ver 4.2.4).
NOTA Propriedade do cliente pode incluir propriedade intelectual
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7.5.5 Preservação de produto
A organização deve preservar a conformidade do produto durante processo interno e entrega no destino
pretendido. Esta preservação deve incluir identificação, manuseio, embalagem, armazenamento e proteção.
A preservação também deve ser aplicada às partes constituintes de um produto.
7.6. Controle de Dispositivos de Medição e Monitoramento
A organização determina as medições e monitoramentos a serem realizados e os dispositivos de medição e
monitoramentos necessários para evidenciar a conformidade do produto, como também determinar os
processos para assegurar que medição e monitoramento podem ser realizados de maneira coerente com os
requisitos de medição e monitoramento.
E de responsabilidade do Analista da Qualidade a gestão do plano de calibração dos equipamentos de inspeção,
medição e ensaios utilizados para demonstrar conformidade do produto com os requisitos especificados.
Os equipamentos de inspeção, medição e ensaio são:
a) selecionados de acordo com a medição a ser feita e a exatidão requerida;
b) calibrados e ajustados a intervalos prescritos contra equipamentos de referência;
c) identificados com indicador adequado para mostrar sua situação de calibração;
d) armazenados e manuseados convenientemente.
Se necessário, deve ser analisado e registrado o resultados de medições anteriores quando constatar que o
dispositivo não estiver conforme com os requisitos.
ITEM 8 MEDICÃO, ANÁLISE E MELHORIA:
8.1 Generalidades
A organização deve planejar e implementar os processos de monitoramento, medição, análise e melhoria para
demonstrar a conformidade do produto, assegurar a conformidade do sistema de gestão da qualidade e
melhorar continuamente a eficácia deste sistema.
8.2 Medição e monitoramento
8.2.1 Satisfação dos clientes
Com o objetivo de aperfeiçoar o Sistema de Gestão da Qualidade, a Muller Forjados Ltda. monitora a satisfação
dos clientes através depesquisas realizadas pela Ass. Comercial, Ocorrências de SAC’s e relatórios de
desempenhos.
O resultado obtido nesta avaliação, é utilizado como ferramenta para análise crítica da direção.
8.2.2 Auditoria interna
As auditorias internas da qualidade são executadas em intervalos planejados considerando a importância de
cada processo de forma a avaliar a eficácia do sistema da qualidade e aprimorá-lo.
As auditorias internas são realizadas por pessoal qualificado e independente daquele que tem responsabilidade
direta pela área que está sendo auditada.
O Representante da Direção e o Analista da Qualidade são responsáveis pelo planejamento e implementação
das auditorias internas. Os resultados das auditorias são registrados e levados ao conhecimento na reunião de
Analise Crítica da Direção.
8.2.3 Medição e monitoramento de processos
Os processos produtivos são monitorados mensalmente através da análise de dados estatísticos conforme item
8.4, estudos de processo em todo novo processo fabricação para verificar a eficácia do processo e fornecer
entradas para o controle de processo, incluindo objetivos para a o processo de fabricação, e disponibilidade,
como também critérios de aceitação.
7/29/2019 Apostila Inspetor de Qualidade
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31
8.2.4 Medição e monitoramento de produto:
As medições de produtos no recebimento, processo e final, deve ser seguido conforme procedimento
estabelecido onde estão definidos os planos de controles, métodos e responsabilidades.
8.3 Controle de produto não - conforme
A organização deve assegurar que os produtos que não estejam conforme os requisitos do produto sejam
identificados e controlados para evitar seu uso não intencional.
As responsabilidades e autoridades são definidas quanto à disposição, identificação, controle
e ações pertinentes.
São providenciadas ações quanto à:
a) Execução de ações para eliminar a não conformidade encontrada.
b) Autorização do uso, liberação ou aceito sob concessão / permissão de desvio por uma autoridade pertinente,
onde aplicável, cliente.
c) Os produtos corrigidos são reinspecionados para demonstrar a conformidade dos requisitos.
d) Informar prontamente o cliente se ocorrer o envio de produto não conforme. Os registros sobre as naturezas
das não conformidades e quaisquer ações subsequentes (incluindo concessões obtidas) são mantidos conforme
apropriado.
8.4 - Análise de Dados
A análise dos dados gerados pelas técnicas estatísticas aplicadas são utilizadas para demonstrar a eficácia do
Sistema de Gestão da Qualidade.
8.5 Melhorias
8.5.1 Melhoria contínua
A organização deve visar à melhoria da eficácia de seu Sistema de Gestão da Qualidade toma como base a
política da qualidade estabelecida e seus objetivos para atendê-la, os resultados das auditorias internas e
externas, as análises de dados estatísticos, ações corretivas e preventivas.
Também é utilizada a filosofia de melhoria contínua no processo de manufatura para redução de custos,
característica do produto, capacidade produtividade, logística, outros (melhoria contínua em processos estáveis
e capazes, ou em características de produtos que já atendam aos requisitos dos clientes).
8.5.2 Ação Corretiva
A organização deve executar ações conetivas para eliminar as causas das não conformidades, de forma a evitar
sua repetição. Na elaboração e definição da ação conetiva, são considerados os registros de inspeções de
Recebimento, processo e final, reclamação do cliente, os maiores índices de não conformidades, em relatórios
de Auditoria Interna, as investigações das causas de não-conformidade e os controles para assegurar a
efetividade da ação.
São utilizados métodos disciplinados de solução de problemas, quando ocorre uma não-conformidade a uma
especificação ou a um requisito especificado.
Os procedimentos para ação conetiva incluem:
a)  o efetivo tratamento de reclamações de clientes e de relatórios de não-conformidades de produto;
b)  investigação da causa das não-conformidades relacionadas ao produto, processo e Sistema de Gestão da
Qualidade, e registro dos resultados da investigação;
c)  determinação da ação conetiva necessária para eliminar a causa da não-conformidade;
d)  aplicação de controles para assegurar que a ação conetiva esta sendo tomada e é eficaz.
e)  Analise crítica das ações executadas.
7/29/2019 Apostila Inspetor de Qualidade
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32
8.5.3 Ação Preventiva 
De maneira análoga, na elaboração e definição da ação preventiva são considerados o uso de fontes
apropriadas de informação e os controles para assegurar a sua efetividade.
Os procedimentos para ação preventiva incluem:
a)  o uso de fontes apropriadas de informações tais como processos e operações de trabalho que afetem a
qualidade do produto, concessões, resultados de auditoria, registros da qualidade, reclamações de clientes,
para detectar, analisar e eliminar causas potenciais de não- conformidades;
b)  determinação dos passos necessários para lidar com quaisquer problemas que requeiram ação preventiva;
c)  iniciação da ação preventiva e aplicação de controle para assegurar que a ação é efetiva;
d)  Verificação de eficácia e analise crítica dos resultados das ações executadas.
e)  Informação relevante sobre as ações tomadas é submetida à análise crítica pela direção.
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33
METROLOGIA
MEDIDAS E CONVERSÕES
Apesar de se chegar ao metro como unidade de medida, ainda são usadas outras unidades. Na mecânica, porexemplo, é comum usar o milímetro e a polegada.
O sistema inglês ainda é muito utilizado na Inglaterra e nos Estados Unidos, e é também no Brasil devido ao
grande número de empresas procedentes desses países. Porém esse sistema está, aos poucos, sendo
substituído pelo sistema métrico. Mas ainda permanece a necessidade de se converter o sistema inglês em
sistema métrico e vice-versa.
Vamos ver mais de perto o sistema inglês? Depois passaremos as conversões.
O sistema inglês
O sistema inglês tem como padrão a jarda. A jarda também tem sua historia. Esse termo vem da palavra inglesa
“vara”, que significa “vara”, em referência a uso de varas nas medições. Esse padrão foi criado pelos alfaiates
ingleses.
No século XII, em consequência da sua grande utilização, esse padrão foi oficializado pelo rei Henrique 1. A jarda
teria sido definida, então, como a distância entre a ponta do nariz do rei e a de seu polegar, com o braço
esticado. A exemplo dos antigos bastões de um cúbito, foram construídas e distribuídas barras metálicas para
facilitar as medições. Apesar da tentativa de uniformização da jarda na vida prática, não se conseguiu evitar que
o padrão sofresse modificações.
As relações existentes entre a jarda, o pé e a polegada também foram instituídas por leis, nas quais os reis da
Inglaterra fixaram que:
1 pé =12 polegadas
—
-1 jarda =3 pés
—
--1 milha terrestre =1 760 jardas.
Leitura de medida em polegada
A polegada divide-se em frações ordinárias de denominadores iguais a: 2, 4, 8, 16, 32, 64, 128, ...
A partir daí, tem-se, então, as seguintes divisões da polegada:
1/2” (meia polegada). 
1/4” (um quarto de polegada) 
1/8” (um oitavo de polegada) 
1/16” (um dezesseis avos de polegada) 
1/32” (um trinta e dois avos de polegada) 
1/64” (um sessenta e quatro avos de polegada)1/128” (um cento e vinte e oito avos de polegada) 
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34
Os numeradores das frações devem ser números ímpares:
1/2”, 3/4”, 5/8”, 15116”, ... 
Quando o numerador for par, deve-se proceder à simplificação da fração:
Sistema inglês - fração decimal
A divisão da polegada em submúltiplos de em vez de facilitar, complica os cálculos na indústria.
Por essa razão, criou-se a divisão decimal da polegada. Na prática, a polegada subdivide-se em milésimoe
décimos de milésimo.
Exemplo:
a) 1.003” = 1 polegada e 3 milésimos 
b) 1.1247” = 1 polegada e 1247 décimos de milésimos 
c) .725” = 725 milésimos de polegadas 
Note que, no sistema inglês, o ponto indica separação de decimais.
Nas medições em que se queira maior exatidão, utiliza-se a divisão de milionésimos de polegada, também
chamada de micro polegada. Em inglês, “micro inch”. E representado por µ inch. 
Exemplo:
.000 001” = 1 µ inch 
CONVERSÕES
Sempre que uma medida estiver em uma unidade diferente da dos equipamentos utilizados, deve-se convertê-
la (ou sei a, transformar a unidade de medida).
Para converter polegada fracionária em milímetro, deve-se multiplicar o valor em polegada fracionária por 25,4.
Exemplos:
a)  2” = 2x25,4 = 50,8 mm 
b)  3/8” =  =  = 9,525 mm
Converta polegada fracionária em milímetro:
a)   =
b)  

=
c)   =
d)  5” = 
e)  1  =
f)   =
g)   =
h)   =
i)  2  =
 j)  3

=
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35
Confira! 
a)  3,969 mm
b)  7,937 mm
c)  0,198 mm
d)  127,00 mm
e)  41,275 mm
f)  19,050 mm
g)  10,716 mm
h)  6,548 mm
i)  53,975 mm
 j)  92,075 mm
A Conversão de milímetro em polegada fracionária é feita dividindo-se o valor em milímetro por 25,4 e
multiplicando-se por 128. O resultado deve ser escrito como numerador de uma fração cujo denominador é
128. Caso o numerador não dê um número inteiro, é preciso arredondá-lo para o número inteiro mais próximo.
Exemplos:
a)  12,7 mm => 12,7 mm = (

) 

=>
  

=


 
Simplificando: 

 =

 =

 =

 =

 =

 =

  
b)  19,8 mm = (

) 
 =

  
Arredondando: 

  
Simplificando:  =  =   
Regra prática: Para converter milímetro em polegada ordinária, basta multiplicar o valor em milímetro por 5,04,
mantendo-se 128 como denominador, se necessário.
Exemplos:
a)     =

 , arredondando:

 , simplificando:

  
b)     =  , arredondando:  , simplificando:   
Observação: O valor 5,04 foi encontrado pela relação

 = 5,03937 que arredondada é igual a 5,04.
Faça agora, estes exercícios:
a)  1,5875 mm = ______________________________________________________________________________
b)  19,05 mm = _______________________________________________________________________________
c)  25,00 mm = _______________________________________________________________________________
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36
d)  31,750 mm = ______________________________________________________________________________
e)  127,00 mm = ______________________________________________________________________________
f)  9,9219 mm = ______________________________________________________________________________
g)  4,3656 mm = ______________________________________________________________________________
h)  10,319 mm = ______________________________________________________________________________
i)  14,684 mm = ______________________________________________________________________________
 j)  18,256 mm = ______________________________________________________________________________
k)  88,900 mm = ______________________________________________________________________________
l)  133,350 mm = _____________________________________________________________________________
Confira as respostas!
a)   
b) 
  
c)    
d)    
e)  
f)    
g)    
h) 

 
i)    
 j)    
k)     
l)     
A polegada milesimal é convertida em polegada fracionária quando se multiplica a medida expressa em
milésimo por uma das divisões da polegada, que passa a ser o denominador da polegada fracionária resultante.
Exemplo:
Escolhendo a divisão 128 da polegada, usaremos esse numero para:
Multiplicar a medida em polegada milesimal: 125” x 128 = 16”; figurar como denominador (e o resultado
anterior como numerador):

 =

 = ...

  
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Mais um exemplo
Converter .750” em polegada fracionária 
Exercitando
a) .625” = ___________________________________________________________________________________
b) 1563”= ___________________________________________________________________________________
c) .3125” ____________________________________________________________________________________
d) .9688” = __________________________________________________________________________________
e) 1.5625” = _________________________________________________________________________________
f) 4.750” = __________________________________________________________________________________
Confira as respostas!
a)    
b)   
c)   
d)    
e)    
f)     
Para converte polegada fracionária em polegada milesimal, divide-se o numerador da fração pelo seu
denominador.
Exemplos:
a)   =   = .375” 
b)   =  = .3125” 
Exercitando
Converter polegada fracionária em polegada milesimal:
a)   = _____________________________________________________________________________________
b)   = _____________________________________________________________________________________
c)    = ____________________________________________________________________________________
d)    = ____________________________________________________________________________________
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Confira as respostas! 
a)  .625” 
b)  .5313” 
c)  1.125” 
d)  2.5625” 
Para converter polegada milesimal em milímetro, basta multiplicar o valor por 25,4.
Exemplo: 
Converter .375 em milímetros” x 25,4 = 9,525 mm 
Converta polegada milesimal em milímetro:
a)  .6875” = _______________________________ __________________________________________________
b)  .3906” = _____________________________________________________________________________ ____
c)  1.250” = _____________________________________________________________________________ ____
d)  2.7344” = ________________________________________________________________________________
Confira as respostas!
a)  17,462 mm
b)  9,922 mm
c)  31,750 mm
d)  69,453 mm
Para converter milímetro em polegada milesimal, basta dividir o valor em milímetro por 25,4.
Exemplos:
a) 5,08 mm =   = .200” 
b)  18 mm =  = .7086” arredondando = .709” 
Converta milímetro em polegada milesimal:
a)  12,7 mm = ____________________________________________________________________________
b)  1,588 mm = ___________________________________________________________________________
c)  17 mm = _____________________________________________________________________________
d)  20,240 mm = __________________________________________________________________________
e)  57,15 mm = ___________________________________________________________________________
f)  139,70 mm = __________________________________________________________________________
Confira as respostas!
a)  .500” 
b)
 
.0,625” c)  .699” 
d)  .7969” 
e)
 
2,250” f)  5.500” 
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PAQUÍMETRO
TIPOS E USOS
PaquímetroA medição de uma grandeza física, como o comprimento, pode ser muito simples. Mas também pode ser um
problema complexo.
Para medir comprimentos com precisão de 1/lo de milímetro, serve o paquímetro. Trata-se de uma régua
metálica sob a qual está montada uma segunda haste, que pode deslizar sob a régua. A régua costuma ser
graduada em milímetros (menor divisão entre duas marcas ali existentes). E a haste deslizante possui uma
pequena escala, denominada nônio, possibilitandoler até 1/10 de milímetro, ou até mais, em alguns
paquímetros especiais.
1. Orelha Fixa
2. Orelha móvel
3. Nônio ou vernier (polegada)
4. Parafuso de trava
5. Cursor
6. Escala fixa de polegadas7. Bico fixo
8. Encosto fixo
9. Encosto móvel
10. Bico móvel
11. Nônio ou Vernier (milímetro)
12. Impulsor
13. Escala fixa de milímetros14. Haste de Profundidade
O cursor se ajusta à régua e permite sua livre movimentação, com um mínimo de folga. Ele é dotado de uma
escala auxiliar; chamada nônio ou vernier. Essa escala permite a leitura de frações da menor divisão da escala
fixa.
O paquímetro é usado quando a quantidade de peças que se quer medir é pequena. Os instrumentos mais
utilizados apresentam uma resolução de:
0,05 mm, 0,02 mm,

 ou .001
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Princípio do nônio
A escala do cursor é chamada de nônio ou vernier, em homenagem ao português Pedro Nunes e ao francês
Pierre Vernier, considerados seus inventores, o nônio possui uma divisão a mais que a unidade usada na escala
fixa.
No sistema métrico, existem paquímetros em que o nônio possui 10 divisões equivalentes a nove milímetros
(9mm).
Há portanto, uma diferença de 0,1 mm entre o primeiro traço da escala fixa e o primeiro traço da escola móvel.
7/29/2019 Apostila Inspetor de Qualidade
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Essa diferença é de 0,2 mm entre o segundo traço de cada escala; de 0,3 mm entre o terceiro traço e assim por
diante.
Calculo de resolução
As diferenças entre a escala fixa e a escala móvel de um paquímetro podem ser calculadas pela sua resolução. A
resolução é a menor medida que o instrumento oferece. Ela é calculada utilizando-se a seguinte formula:
Resolução =  
UEF = unidade de escala fixa
NDN = número de divisões do nônio
Exemplo:
Nônio com 10 divisões. Resolução =
 
  = 0,1 mm
Nônio com 20 divisões. Resolução = 
 
 
= 0,5 mm
Nônio com 50 divisões. Resolução =
 
  = 0,2 mm
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SISTEMA MÉTRICO
Leitura no sistema métrico
Na escala fixa ou principal do paquímetro, a leitura feita antes do zero do nônio corresponde à leitura em
milímetro.
A seguir, deve-se contar os traços do nônio até o ponto em que um deles coincidir com um traço da escala fixa.
Após isso, soma-se o numero que leu na escala fixa e o numero que leu no nônio.
Para facilitar o processo de leitura no paquímetro, são apresentados, a seguir, dois exemplos de leitura.
Leitura:
1,0 mm → escala fixa 
0,3 mm → nônio (traço coincidente: 3°) 
1,3 mm → total (leitura final) 
Leitura:
103,0 mm → escala fixa 
0,5 mm → nônio (traço coincidente: 5°) 
103,5 mm → total (leitura final) 
Faça a leitura a medida nas linhas pontilhadas.
Confira as respostas! 
a)  59,4 mmb)  13,5 mm
c)  1,3 mm
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Escala em milímetros e nônio com 20 divisões:
Resolução =
 
 = 0,05 mm
Verificando o entendimento
Faça a leitura e escreva a medida nas linhas pontilhadas
Confira as respostas!
a)  3,65 mm
b)  17,45 mm
Escala em milímetros e nônio com 50 divisões
Resolução =
 
 = 0,02 mm
Exercitando
Confira as respostas!
a)  17,56 mmb)  39,48 mm
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Agora, teste que o que aprendeu nesta aula. Faça os exercícios a seguir e confira suas contas com as do gabarito.
Não se esqueça de calcular a resolução do paquímetro. Faça a leitura e escreva as medidas.
a)  Leitura: _____________________ b) Leitura: _______________________
c)  Leitura: _____________________ d) Leitura: _______________________
e) Leitura: _____________________ f) Leitura: _______________________
g) Leitura: _____________________ h) Leitura: _______________________
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PAQUÍMETRO: SISTEMA INGLÊS
Leitura de polegada milesimal
No paquímetro em sistema inglês, cada polegada da escala fixa divide-se em 40 partes iguais. Cada divisão
corresponde a:

      
Como o nônio tem 25 divisões, a resolução desse paquímetro é:
Resolução =

 R=

 =.001” 
Os procedimentos para efetuar a leitura são os mesmos utilizados na escala em milímetros. Contam-se as
unidades 025” que estão a esquerda do zero (0) do nônio e, a seguir, somam-se os milésimos de polegada
indicados pelo ponto em que um dos traços do nônio coincide com o traço da escala fixa.
Exercitando
Com base no exemplo, tente fazer as três leituras a seguir. Escreva a medida lida em cada uma das linhas
pontilhadas.
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Confira as respostas!
a) .064” 
b) .471” 
c) 1.721” 
Leitura de polegada fracionária
No sistema inglês, a cada escala fixa do paquímetro é graduada e, polegada e frações de polegada.
Os valores fracionários da polegada são completamente com uso do nônio.
Para utilizar o nônio, deve-se saber calcular sua resolução:
     

 ÷ 8 =

 

 

 
Assim, cada divisão do nônio vale  
Duas divisões correspondem a

 ou 

  e assim por diante.
A partir daí, deve-se adicionar à leitura da escala fixa a do nônio.
Verificando o entendimento 
Faça a leitura e escreva a medida nas linhas pontilhadas
Confira as respostas!
a) 3,65mm
b) 17,4Smm
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Escala em milímetros e nônio com 50 divisões
  

  
Exercitando
Confira as respostas!
a)  17,56mm
b)  39,48mm
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48
Agora, teste o que aprendeu nesta aula. Faça os exercícios a seguir e confira suas contas com as do gabarito.
Não se esqueça de calcular a resolução do paquímetro. Faça a leitura e escreva as medidas.
a)  Leitura: _____________________ b) Leitura: _______________________
c) Leitura: _______________________ d) Leitura: ________________________
e) Leitura: _______________________ f) Leitura: _______________________
g) Leitura: ________________________ h) Leitura: ______________________
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Exemplo:
Na figura a seguir, podemos ler 3/4” na escala fixa e 3/128” no nônio.  
A medida total equivale á soma dessas duas leituras.
Obs. As frações sempre devem ser simplificadas.
Medir em polegada fracionária exige algumas operações mentais. Para facilitar essa leitura, recomendamos os
seguintes procedimentos:
1°Passo: Verifique se o zero (O) do nônio coincide com um dos traços da escala fixa. Se coincidir, efetue a leitura
somente na escala fixa.
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50
2° Passo: Quando o zero (O) do nônio não coincidir, verifique qual dos traços do nônio está nessa situação e faça
a leitura do nônio.
3° Passo: Verifique na escala fixa quantas divisões existem antes do zero (O) no nônio.
4° Passo: Sabendo que cada divisão da escala fixa equivale a

 

 

 

  e a partir da leitura do
nônio, escolhe-se, uma fração da escala fixa (3° Passo) pelo numerador da fração escolhida (4° passo). Soma-se
então, com a fração do nônio (2° Passo) e, tem-se, assim, a leitura final.
Exemplo de leitura utilizando ao passos:
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Colocaçãode medida no paquímetro em polegada fracionária
Para abrir um paquímetro em uma medida dada em polegada fracionária, devemos:
1° Passo: Verificar se a fração tem denominador 128. Se não tiver, deve-se substituí-la pela sua equivalente,
com denominador 128.
Exemplo:

  Não tem denominador 128 

  é uma fração equivalente, com denominador 128. 
Observação: o numerador é dividido por 8, pois 8 é o número de divisões do nônio.
2° Passo: Dividir o numerador por 8. Utilizando o exemplo acima:
3° Passo: O quociente indica a medida na escala fixa; o resto mostra o numero do traço do nônio que coincide
com um traço da escala fixa.
Outro exemplo: Abrir o paquímetro na medida 25/1 28”, a fração já está com denominador 128. 
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Paquímetro deverá indicar o 3° traço da escala fixa e apresentar o 1° traço do a nônio coincidindo com um traço
da escala fixa.
Teste sua aprendizagem fazendo os exercícios a seguir. Confira com as resposta do gabarito.
a) Leitura: _______________________________ b) Leitura: ____________________________
c) Leitura: _______________________________ d) Leitura: ____________________________
e) Leitura: _______________________________ f) Leitura: ____________________________
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g) Leitura: _______________________________ h) Leitura: ____________________________
Leia cada uma das medidas em polegadas fracionadas e escreva a medida na linha abaixo de cada desenho.
a) Leitura: _____________________________ b) Leitura: ______________________________
c) Leitura: ________________________________ d) Leitura: __________________________
e) Leitura: ______________________________ f) Leitura: _____________________________
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g) Leitura: ______________________________ h) Leitura: ____________________________
i) Leitura: ______________________________ j) Leitura: _____________________________
k) Leitura: ______________________________ l) Leitura: _____________________________
m) Leitura: _____________________________ n) Leitura: ____________________________
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PAQUÍMETRO
CONVERSÃO
Erros de leituraAlguns dos fatores que podem provocar erros na leitura de um paquímetro, além da inabilidade do operador,
podem ser a paralaxe e a pressão de medição.
Paralaxe 
Paralaxe, em grego, significa mudança. Em metrologia, paralaxe é o deslocamento da posição do corpo, devido a
uma mudança de posição do observador.
Dependendo do ângulo de visão do operador, pode ocorrer o erro por paralaxe, pois devido a esse ângulo,
aparentemente há coincidência entre um traço da escala fixa com outro da escala móvel.
O cursor onde é gravado o nônio, por razões técnicas de construção, geralmente possui uma espessura mínima
(a), e é posicionado sobre a escala principal. Assim, os traços do nônio (TN) são mais elevados que os traços da
escala fixa (TM).Ao colocar-se o instrumento em posição não perpendicular à vista e estando sobrepostos os traços TN e TM,
cada um dos olhos projeta o traço TN em posição oposta, o que ocasiona um erro de leitura.
Para não cometer o erro de paralaxe, é aconselhável que se faça a leitura situando o paquímetro em uma
posição perpendicular aos olhos.
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Pressão e medição
O erro de pressão de medição, por sua vez, tem origem no jogo do cursor, controlado por uma mola.
Pode ocorrer uma inclinação do cursor em relação à régua, o que altera a medida.
Pode ocorrer uma inclinação do cursor em relação à régua, o que altera a medida.
Para se deslocar com facilidade sobre a régua, o cursor deve estar bem regulado: nem muito preso, nem muito
solto. O operador tem que regular a mola, adaptando o instrumento à sua mão. Caso exista uma folga anormal,
os parafusos de regulagem da mola devem ser ajustados, girando-os até tocar o fundo e, em seguida,
retornando 1/8 de volta aproximadamente. Após esse ajuste, o movimento do cursor deve ser suave, mas sem
folgas.
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MICRÔMETRO: TIPOS E USOS
O micrômetro é um instrumento de medição de medidas lineares utilizado quando se requer uma precisão
acima da possibilitada por um paquímetro, e é fabricado com resolução entre 0,01 mm e 0,001mm. Ele foi
criado por Jean Louis Palmer e, ao passar do tempo, o micrômetro foi aperfeiçoado e possibilitou medições mais
rigorosas e exatas do que o paquímetro. Na França, em homenagem a seu inventor, o micrômetro é chamado
de palmer.
O Princípio de medição do micrômetro baseia-se no sistema porca e parafuso, no qual, o parafuso avança ou
retrocede na porca na medida em que o parafuso é girado em um sentido ou noutro em relação à porca.
Assim, dividindo-se a “cabeça” do parafuso, pode-se avaliar frações menores que uma volta e, com isso, medir
comprimentos menores dó que o passo do parafuso.
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MICRÔMETRO: SUAS PARTES E NOMENCLATURA
A figura mostra os componentes de um micrômetro.
Vejamos seus principais componentes
O arco é feito de aço especial ou fundido, tratado termicamente para eliminar as tensões internas.
O isolante térmico, fixado ao arco, evita sua dilatação, pois isola a transmissão de calor das mãos para o
instrumento.
O fuso micrométrico é construído de aço especial temperado e retificado para dar exatidão ao passo da rosca.
As faces de medição tocam a peça a ser medida e, para isso, apresentam-se rigorosamente planos e paralelos.
Em alguns instrumentos, os contatos são de metal duro, os quais possuem alta resistência ao desgaste.
A porca de ajuste possibilita o ajuste da folga do fuso micrométrico, quando necessário.
O tambor é onde se localiza a escala centesimal. Ele gira ligado ao fuso micrométrico. Assim, a cada volta o seu
deslocamento é igual ao passo do fuso micrométrico.
A catraca ou fricção assegura uma pressão de medição constante.
A trava permite imobilizar o fuso numa medida pré-determinada.
Características
Os micrômetros caracterizam-se pela:
- capacidade;
- resolução;
- aplicação.
A capacidade de medição de um micrômetro é, geralmente, de 25 mm (ou 1”) sendo que o tamanho do arco
varia de 25 em 25mm (ou 1 em 1 ‘), podendo chegar a 2000mm (ou 80”) . A resolução dos micrômetros pode ser
de 0,01 mm; 0,001 mm; .001” ou .0001”. 
No micrômetro de 0 a 25 mm ou de 0 a 1”, quando as faces dos contatos estão juntas, a borda do tambor
coincide com o traço zero (0) da bainha, já a linha longitudinal, gravada na bainha, coincide com o zero (0) da
escala do tambor.
MICRÔMETRO: SISTEMA MÉTRICO
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Micrômetro com resolução de 0,01 mm
Como calcular a leitura em um micrômetro? A cada volta do tambor, o fuso micrométrico avança uma distancia
chamada passo.
A resolução de uma medida tomada em um micrômetro corresponde ao menor deslocamento do seu fuso. Para
obter a medida, divide-se o passo pelo número de divisões do tambor.
Resolução =
     
      
Se o passo da rosca é de 0,5mm e o tambor tem 50 divisões, a resolução será:
 
 = 0,01 mm
Assim, girando o tambor, cada divisão provocará um deslocamento de 0,01 mm de fuso.
Leitura no micrômetro com resolução de 0,01 mm
1° Passo: Ler os milímetros inteiros na escala da bainha
2° Passo: ler os meios milímetros, também na escala da bainha
3° Passo:Ler os centésimos de milímetro na escala do tambor.
Exemplos:
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Exercitando
Faça a leitura e escreva a medida da linha.
Veja se acertou. As respostas corretas são:
a) 2,64 mm
b) 10,37 mm
Micrômetro com resolução de 0,001 mm
Na existência de nônio, no micrômetro, ele indicará o valor a ser acrescentado à leitura obtida na bainha e no
tambor. A medida indicada pelo nônio é igual à leitura do tambor, dividida pelo número de divisões do nônio. Se
o nônio tiver 10 divisões na bainha, sua resolução será:
Resolução =

 = 0,001 mm
Leitura no micrômetro com resolução de 0,001 mm.
1° Passo: Leia os milímetros inteiros na escala da bainha.
2° Passo: Leia os meios milímetros na mesma escala.
3° Passo: leia os centésimos na escala do tambor.
4° Passo: Leia os milésimos com o auxilio do nônio da bainha, e verifique qual dos traços do nônio coincide com
o traço do tambor.
A leitura final será a soma dessas quatro leituras parciais.
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Exemplos:
Exercitando
Faça a leitura e escreva a medida na linha.
Confira as respostas!
a) 6,043 mm
b) 35,616 mm
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MICRÔMETRO: SISTEMA INGLÊS
Leitura no sistema inglês
No sistema inglês, o micrômetro possui as seguintes características:
• Na bainha está gravado o comprimento de uma polegada, dividido em 40 partes iguais.
Assim, cada divisão equivale a 1” :40 .025”; 
• O tambor do micrômetro, com resolução de .001”, possui 25 divisões.
Para medir com o micrômetro de resolução .001”, lê-se primeiro a indicação da bainha. Depois, soma-se essa
medida ao ponto de leitura do tambor que coincide com o traço de referência da bainha.
Exemplo:
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Exercitando
Leia as medias e escreva-as nas linhas ao lado de cada desenho.
Confira as respostas!
a)  .214” 
b)  .352” 
Micrômetro com resolução .0001” 
Para leitura no micrômetro de .000 1”, além das graduações normais que existem na bainha (25
divisões), há um nônio com dez divisões. O tambor divide-se, então, em 250 partes iguais.
A leitura do micrômetro é:
Sem o nônio → resolução =
  
     =

 = .001”  
Com o nônio → resolução = 
  
     =

 = .0001”  
Para medir, basta adicionar as leituras da balinha, do tambor e do nônio.
Exemplo:
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Exercitando
Leia as medidas e escreva-asnas linhas correspondentes.
Veja se acertou:
a)  .4366
b)  .0779
Antes de iniciar a medição de uma peça, é preciso calibrar o instrumento de acordo com a sua capacidade.
Para os micrômetros cuja capacidade é de O a 25 mm, ou de O a 1”, precisamos cuidados:
- Limpar cuidadosamente as partes móveis eliminando poeiras e sujeiras, limpo;
- Antes de uso, deve-se limpar as faces de medição somente com uma folha de papel macio;
- Usar apenas a catraca para encostar suavemente as faces de medição; feito isso, verificar a coincidência das
linhas de referência da bainha com o zero do tambor, se elas não coincidirem, deve ser efetuado o ajuste
movimentando a bainha com a chave de micrômetro, que normalmente acompanha o instrumento.
Para calibrar micrômetros de maior capacidade, ou seja, de 25 a 50 mm, de 50 a 7” 75mm, etc. ou de 
1” a 2”, de 2” a 3”, etc., deve-se ter o mesmo cuidado e utilizar os mesmos 6” procedimentos para os
micrômetros citados anteriormente, porém com a utilização de barra-padrão para calibração.
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Conservação
• Limpe o micrômetro, secando-o com um pano limpo e macio (flanela);
• Unte o micrômetro com vaselina líquida, utilizando um pincel.
• Guarde o micrômetro em armário ou estojo apropriado, para não deixá-lo exposto à sujeira e à umidade.
• Evite contatos e quedas que possam riscar os danificar o micrômetro e sua escala.
RELÓGIO COMPARADOR
Medir a grandeza de uma peça por comparação é determinar a diferença da grandeza entre ela e um padrão de
dimensão predeterminado, o que deu origem ao termo medição indireta.
Dimensão da peça = Dimensão da produção  diferença
Também se pode tomar como padrão uma peça original, de dimensões conhecidas, que é utilizada como
referência.
O relógio comparador
O relógio comparador é um instrumento de medição por comparação, dotado de uma escala e um ponteiro
ligados por mecanismos diversos a uma ponta de contato.
O comparador centesimal é um instrumento comum de medição por comparação.
As diferenças percebidas nele pela ponta de contato são amplificadas mecanicamente e irão movimentar o
ponteiro rotativo diante da escala.
Quando a ponta de contato sofre uma pressão e o ponteiro gira em sentido horário, a diferença é positiva. Isso
significa que a peça apresenta maior dimensão que a estabelecida. Se o ponteiro girar em sentido anti-horário, a
diferença será negativa, ou seja, a peça apresenta menor dimensão do que a estabelecida.
Há diversos modelos de relógios comparadores. Os mais usados possuem resolução de 0,01 mm. O curso dorelógio também varia de acordo com o modelo, porém os mais comuns são de 1 mm, 10 mm, .250” ou 1”. 
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Em alguns modelos, a escala dos relógios se apresenta perpendicularmente em relação a ponta de contato
(vertical). E, caso apresentem um curso que implique mais de uma volta, os relógios comparadores possuem,
além do ponteiro normal, outro menor, denominado contador de voltas do ponteiro principal.
Alguns relógios trazem limitadores de tolerância. Esses limitadores são móveis, podendo ser ajustados nos
valores máximo e mínimo permitidos para a peça que será medida.
Existem ainda acessórios especiais que se adaptam aos relógios comparadores, cuja finalidade, de espessuras de
chapas, etc. As próximas figuras mostram esses dispositivos destinados à medição de profundidade e de
espessuras de chapas.
Os relógios comparadores também podem ser utilizados para furos. Uma das vantagens de seu emprego é a
constatação, rápida e em qualquer ponto, da dimensão do diâmetro ou de defeitos, como conicidade,
ovalização, etc., o que é, basicamente, um mecanismo que transforma o deslocamento radial de uma ponta de
contato em movimento axial transmitido a um relógio comparador, no qual se pode obter a leitura da dimensão.
O instrumento deve ser previamente calibrado em relação a uma medida padrão de referência. Esse dispositivo
é conhecido como medidor interno com relógio comparador ou súbito.
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Relógio comparador eletrônico
Este relógio possibilita uma leitura rápida e indica instantaneamente a medida no display em milímetros, com
conversão para polegada, zeragem em qualquer ponto e com saída para mini-processadores estatísticos. A
aplicação é semelhante à de um relógio comparador comum, acrescentadas as vantagens apresentadas acima.
Mecanismo de amplificação
Os sistemas usados nos mecanismos de amplificação são:
• Amplificação por engrenagem;
• Amplificação por alavanca; 
• Amplificação mista.
Amplificação por engrenagem
Os instrumentos mais comuns para medição por comparação possuem sistema de amplificação por
engrenagens.
As diferenças de grandeza que acionam o ponto de contato são amplificados mecanicamente.
A ponta de contato move o fuso que possui uma cremalheira, que aciona um trem de engrenagens que, por sua
vez, aciona um ponteiroindicador no mostrador.
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Nos comparadores mais utilizados, uma volta completa do ponteiro corresponde a um deslocamento de 1 mm
da ponta de contato. Como o mostrador contém 100 divisões, cada divisão equivale a 0,01 mm.
Amplificação por alavanca
O princípio da alavanca aplica-se a aparelhos simples, chamados indicadores com alavancas, cuja capacidade de
medição é limitada pela pequena amplitude do sistema basculante.
Assim temos:
Relação de amplificação =
   
     
Amplificação Mista
É o resultado da combinação entre alavanca e engrenagem. Permite levar a sensibilidade até 0,00 1 mm, se
reduzir a capacidade de medição.
Condições de uso
Antes de medir qualquer peça, é preciso se certificar de que o relógio se encontra em boas condições de uso. A
verificação de possíveis erros pode ser feita com o auxilio de um suporte de relógio, a partir do que se tomam
diversas medidas nos blocos-padrão.
Após isso, deve-se observar se as medidas no relógio correspondem as dos blocos São encontrados também
calibradores específicos para relógios comparadores.
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Importante: Antes de tocar na peça, o ponteiro do relógio comparador fica em uma posição anterior a zero.
Assim, ao iniciar uma medida, deve-se dar uma pré-carga para o ajuste do zero.
Coloque o relógio sempre numa posição perpendicular em relação à peça, para não ocorrerem erros de medida.
Aplicações dos relógios comparadores
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70
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Conservação:
• Descer suavemente a ponta de contato sobre a peça.
• Levantar um pouco a ponta de contato ao retirar a peça.
• Evitar choques, arranhões e sujeira.
• Manter o relógio guardado no seu estojo.
• Os relógios devem ser lubrificados internamente nos mananciais das engrenagens.
Relógio com ponta de contato de alavanca (apalpador)
Este é um dos relógios mais versáteis que se usa em mecânica. Seu corpo monobloco possui três guias que
facilitam a fixação em diversas posições.
Existem dois tipos de relógio apalpadores. Um deles possui reversão automática do movimento da ponta de
medição; outro tem alavanca inversora, a qual selecionada a direção do movimento de medição ascendente ou
descendente.
O mostrador é giratório com resolução de 0.01 mm, 0.O2mm, .001” ou .0001”. 
Graças à sua enorme versatilidade, pode ser usado para grande variedade de aplicações, tanto na produção
como na inspeção final.
Exemplos:
- Excentricidade de peças.
- Alinhamento e centragem de peças nas máquinas.
- Paralelismos entre faces.
- Medições internas.
- Medições de detalhes de difícil acesso.
Exemplos de aplicação
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Conservação:
• Evitar choques, arranhões e sujeira;
• Guardá-lo em estojo apropriado;
• Montá-lo rigidamente em seu suporte;
• Descer suavemente a ponta de contato sobre a peça;
• Verificar se o relógio é anti-magnético antes de colocá-lo em contato com a mesa magnética.
Exercitando
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Confira as respostas!
a) 1,55 mm
b) -3,78 mm
c) -,284” 
Importante:
- A posição inicial do ponteiro pequeno mostra a carga inicial ou de medição;
- Deve ser registrado se a variação é negativa ou positiva.
Leitura de relógio comparador (milímetro)
Exercício 1
Faça a leitura e a escreva abaixo da figura.
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Marque com um X a resposta correta
Exercício 2
O relógio comparador é um instrumento de medição que verifica:
a) ( ) Medidas, superfícies planas, concentricidade e paralelismo com leitura direta;
b) ( ) Medidas, superfícies planas, concentricidade e paralelismo com leitura indireta;
c) ( ) Medidas, superfícies planas, concentricidade e paralelismo somente para peças de grande dimensões;
d) ( ) Medidas, superfícies planas, concentricidade e paralelismo apenas para peças de pequenas dimensões;
Exercício 3
O ponteiro do relógio comparador é ajustado ao zero da escala por meio de:a) ( ) Limitador de tolerância
b) ( ) Aro giratório
c) ( ) ponta de contato;
d) ( ) Alavanca
Exercício 4
Nos relógios comparadores comuns, cada volta completa do ponteiro equivale a 1mm. Como o mostrador tem
100 divisões, cada divisão vale em mm:
a) ( )0,01;
b) ( )0,002;
c) ( )0,001;d) ( )0,1.
Exercício 5 
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Para elevar a sensibilidade do relógio em 0,00 1 mm, usa-se o seguinte tipo de amplificação:
a)( ) Por engrenagem;
b)( ) Por alavanca;
c)( ) Mista (alavanca/engrenagem)
d)( ) Por alavanca de revisão
GONIÔMETRO
Até agora, foram estudados instrumentos de medidas lineares. Mas os funcionários não conheciam
instrumentos de verificação de medidas angulares, muito usados em mecânica. Um desses instrumentos — o
goniômetro — será estudado nesta aula
Introdução
O goniômetro é um instrumento de
medição ou de verificação
de medidas angulares.
O goniômetro simples, também conhecido como transferidor de grau é utilizado em medidas angulares que
necessitam extremo rigor. Sua menor divisão é de 1° (um grau). Há diversos modelos de goniômetro, aplicáveis
as diversas áreas do conhecimento.
Veja a seguir um tipo bastante utilizado, em que se pode observar as medidas de um ângulo agudo e de um
ângulo obtuso.
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Na seguinte figura, vê-se goniômetro de precisão. O disco graduado apresenta quatro graduações de O a 90°. O
articulador gira com o disco do vernier e, em sua extremidade, há um ressalto adaptável à régua.
Cálculo da resolução
Na leitura do nônio, vamos usar o valor de 5’ (5 minutos) para cada traço do nônio. Dessa forma, se é o 2° traço
do nônio que coincide com um traço da escala fixa, adicionaremos 10’ aos graus aos na escala fixa; se foro 30
traço, 15’; se o 4°, 20’, etc. 
A resolução do nônio é dada pela formula geral, a mesma utilizada em outros instrumentos de medida com
nônio, ou seja: divide-se a menor divisão do disco graduado pelo número de divisões do nônio.
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Leitura do goniômetro
Os graus inteiros são lidos na graduação do disco, com o traço zero do nônio. Na escala fixa, a leitura pode ser
feita tanto no sentido horário quanto no sentido anti-horário.
A leitura dos minutos, por sua vez, é realizada a partir do zero nônio, seguindo a mesma direção da leitura dos
graus.
Conservação
• Evitar quedas e contato com ferramentas de oficina.
• Guardar o instrumento em local apropriado, sem expô-lo ao pó ou à umidade.
Exercitando
Leia e escreva sua literatura nas linhas.
Confira as respostas!
a)  24°10’ 
b)  9°15’ 
c)  30°
d)  50°15’ 
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LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE DESENHO TÉCNICO
INTRODUÇÃO
O desenho técnico teve sua grande evolução com o surgimentoda revolução industrial, pois, passou a ser a
linguagem utilizada nas fábricas entre o pessoal técnico. A leitura do desenho é um processo de interpretação
de linhas e traços para formar na mente, uma imagem de como uma determinada peça é na realidade.
Sem esse meio de comunicação, como poderiam os projetistas de máquinas ou dispositivos transmitir suas
ideias as pessoas? Através desse sistema de representação, qualquer pessoa, desde que compreenda os
símbolos e normalizações utilizadas, poderá interpretar o desenho e construir a peça como foi idealizada pelo
projetista.
O desenho facilita o desenvolvimento da habilidade de visualizar o processo de fabricação de uma peça. Assim,
podemos concluir que o desenho técnico e o conhecimento tecnológico devem caminhar juntos, pois um
depende do outro.
Com o desenvolvimento acelerado da tecnologia, vão sendo criadas máquinas e equipamentos cada vez mais
complexos, e tudo isso não seria possível sem o desenho, no qual consegue transmitir informações objetivas
sobre casa detalhe de uma peça ou conjunto a ser fabricado. Toma-se, portanto, indispensável o conhecimento
e o domínio desse meio de comunicação por todo e qualquer elemento ligado à parte técnica da indústria.
Informações transmitidas pelo desenho
O desenho técnico, segundo normas e convenções existentes, comunica ou transmite informações sobre:
•Formato da peça e seus detalhes internos e externos.
•Material de que é feita a peça. 
•Dimensões e tolerâncias de medidas. 
•Acabamentos superficiais. 
•Tratamentos térmicos necessários. 
•Outras informações específicas de cada setor de trabalho. 
Durante esse curso, pretendemos treinar você a ler e interpretar desenho técnico de tal forma que possa, ao
término do mesmo, identificar todas as informações que o desenho de qualquer peça ou conjunto contém. Será
capaz também de interpretar corretamente as principais normas e representações utilizadas. Terá também
certa habilidade para executar pequenos desenhos traçados a mão livre.
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DADOS DE GEOMETRIA
Linhas:
Do ponto de vista gráfico, podem ser consideradas sob três aspectos principais.
DADOS DA GEOMETRIA
Reta — vem do infinito e vai para o infinito. _____________________
Semi-reta — parte de um ponto e vai para o infinito.
Segmento de Reta — é um trecho de uma reta demarcado por dois pontos.
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CIRCULO E CIRCONFERÊNCIA
Ângulo — É a região compreendida entre duas semi-retas de mesma origem.
Grau — É o comprimento de um arco de uma circunferência dividida em 360 partes iguais.
Símbolo de Grau
É uma pequena circunferência colocada à direita e acima do número que representa a medida.
Exemplo
Quinze graus = 150
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Exercícios
a)  Coloque dentro de cada círculo, a letra correspondente aos tipos de linhas.
LETRA A – VERTICAL
LETRA B – INCLINADA
LETRA C - HORIZONTAL
LETRA D – CURVA
LETRA E – RETA
LETRA F – SINUOSA
LETRA G – OBLÍQUA
LETRA H – PARALELA
LETRA I – PERPENDICULAR
b)  Assinale com a letra C as sentenças certas e com a letra E as erradas:
( ) Ângulo é a região compreendida entre duas semi-retas de mesma origem.
( ) A unidade usual para se medir ângulos é o milímetro.
( ) A circunferência tem 1800.
( ) O hexágono é um polígono de 5 lados iguais.
( ) O ângulo reto 90°.
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TIPOS DE ÂNGULO
FIGURAS PLANAS
Triângulos
Quadriláteros
Polígonos Regulares
Perspectivas
Conceituação
Perspectiva é a arte de representar um objeto, tal como ele é visto, ou seja, de acordo com sua forma, posição e
dimensão. Observe a seguir alguns desenhos em perspectiva.
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Perspectiva Isométrica
A perspectiva isométrica é a que mais se aproxima das medidas reais do objeto, sendo, portanto, a mais
utilizada.
Sua construção é baseada num sistema de três eixos como exemplificado a seguir, a esses eixos dá-se o nome
de eixos isométricos.
Observe agora, como construímos uma perspectiva isométrica.
Perspectiva Isométrica com Detalhes Paralelos
Perspectiva Isométrica com Detalhes Oblíquos
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Perspectiva Isométrica com Detalhes Oblíquos e Paralelos
 
Vamos agora, conhecer como se representa objetos com formar circulares ou com partes arredondadas em
perspectiva isométrica.
A perspectiva isométrica de um círculo toma sempre a forma de uma elipse.
Exercícios
1 - Escreva, dentro dos quadradinhos correspondentes, os numerais identificando as partes da figura dada.
1) Lado (semi-reta)
2) Abertura do ângulo (graus)
3) Vértice (origem)
2 - Assinale com X os desenhos que estão mostrando linhas isométricas:
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3 - Assinale com X a alternativa correta.
Os eixos isométricos são formados por:
( ) três linhas que formam entre si ângulos de 90°.
( ) três linhas que formam entre si ângulos de 120°.
( ) duas linhas que formam entre si ângulos de 120°.
( ) duas linhas que formam entre si ângulos de 90°.
4 - Escreva na linha indicada a alternativa que completa corretamente a frase.
Linha isométrica é qualquer linha que esteja __________________a um dos eixos isométricos.
a)  Oblíqua
b)  Paralela
5 - Complete a frase na linha indicada.
O círculo em perspectiva isométrica tem sempre a forma de uma _________________.
6 - Ordene as frases do traçado da perspectiva isométrica do círculo visto de frente, escrevendo os numerais de
1 a 5 nos quadrinhos.
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7 - Escreva na frente de cada letra a posição que ela está indicando: Frente, Cima e Lado.
Na coluna A estão os modelos em perspectivas isométricas. Desenhe os modelos a mãe livre:
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DESENHO
Desenho Técnico
E assim por ser um tipo de representação usado por profissionais de uma mesma área mecânica, mercearia,
serralheria, usinagem, etc. Surgiu da necessidade de representar com precisão, máquinas, peças, ferramentas e
outros instrumentos de trabalho.
Projeção Ortogonal
Em desenho técnico, projeção é a representação gráfica do modelo feita em um plano. Existem várias formas de
projeção. A ABNT adota a projeção ortogonal por ser mais fiel à forma do modelo.
Para entender como é feita a projeção ortogonal é necessário conhecer os seguintes elementos:
Observador, modelo e plano de projeção. Veja os exemplos a seguir: neles, o modelo é representado por um
dado.
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Projeção em três planos
Unindo perpendicularmente três planos, temos a seguinte ilustração:
Cada plano recebe um nome de acordo com sua posição. As projeções são chamadas vistas, conforme ilustração
a seguir.
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Batimento de três planos de projeção 
Quando se tem a projeção ortogonal do modelo, o modelo não é mais necessário e assim é possível rebater os
planosde projeção.
Com o rebatimento, os planos de projeção, que estavam unidos perpendicularmente entre si, aparecem em, um
único plano de projeção. A seguir pode-se ver o rebatimento dos planos de projeção, imaginando-se os planos
de projeção ligados por dobradiças.
Agora imagine que o plano de projeção vertical fica fixo e que os outros planos de projeção giram um para baixo
e outro para a direita.
O plano de projeção que gira para baixo é o plano de projeção horizontal e o gira para a direita é o plano de
projeção lateral.
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Agora é possível tirar os planos de projeção e deixar apenas o desenho das vistas do modelo.
Na prática, as vistas do modelo aparecem em segundo plano sem os planos de projeção.
Obs. As linhas projetantes auxiliares não aparecem no desenho técnico do modelo. São linhas imaginárias que
auxiliam no estudo da teoria da projeção ortogonal.
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Dispondo as vistas alinhadas entre si, temos as projeções da peça formadas pela vista frontal, vista superior e
vista lateral esquerda.
Obs. Normalmente a vista frontal é a vista principal da peça.
As distâncias entre as vistas devem ser iguais e proporcionais ao tamanho do desenho.
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ESCALAS
Escala é a proporção existente entre as dimensões do desenho e as dimensões do desenho e as dimensões reais
da peça.
O desenho de uma peça pode estar em tamanho: natural, reduzido ou ampliado.
Das escalas normalizadas, as mais comuns são:
Obs.O valor numérico da cota representa a dimensão real medidas angulares permanecerão inalteradas.
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Exercícios
a)  Determine a dimensão do desenho, sendo a dimensão da peça e a escala a ser utilizada
Linhas
Para desenhar as projeções são usados vários tipos de linhas. Vamos descrever algumas delas.
Linha para Arestas e contornos visíveis
É uma linha contínua larga que indica o contorno de modelos esféricos ou cilíndricos e as arestas visíveis no
modelo para o observador.
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Exemplo: _______________________
Aplicação
Linhas para arestas e contornos não visíveis
É uma linha tracejada que indica as arestas não-visíveis para o observador, isto é, as arestas que ficam
encobertas.
Exemplo: _______________________ -
Aplicação
Linha de Centro
É uma linha estreita, formada por traços e pontos alternados, que indica centro de alguns elementos do modelo
como furos, rasgos, etc.
Exemplo:_________________________
Aplicação
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Linha de Simetria
É uma linha estreita formada por traços e pontos alternados. Ela indica que o modelo é simétrico.
Modelo Simétrico
Imagine que este modelo é dividido ao meio, horizontal ou verticalmente
Note que as metades do modelo são exatamente iguais: logo, o modelo é simétrico.
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Aplicação
Quando modelo é simétrico, em seu desenho técnico aparece a linha de simetria. A linha de simetria indica que
as metades do desenho técnico apresentam-se simétricas em relação a essa linha A linha de simetria que
aparecer tanto na posição horizontal como na posição vertical.
No exemplo abaixo a peça é simétrica apenas em um sentido
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Exemplo
Exercícios
Colocar o nome nas vistas e setas para as projeções
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Complete as projeções, observando as perspectivas
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Desenhe a vista que falta
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Escreva nas vistas em projeções ortogonal as letras que correspondem as faces da perspectiva
1)
2)
3)
5)
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6)
7)
Exercícios
1 - Analise as perspectivas e coloque as cotas nas projeções:
a)
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b)
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c)
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DESENHO
Dimensionamento — Contagem
Dimensionamento ou contagem é o método utilizado em desenho técnico para representar as dimensões de
uma peça.
Representação gráfica das cotas
Linhas Auxiliares
É a representada por linha contínua-fina que tem suas extremidades setas que tocam as linhas de extensão ou
chamada. Ele serve de suporte para o valor numérico.
Cota: Representa a medida da peça E geralmente expresso em milímetros.
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Observação:
1 - Quando a linha de cota estiver na horizontal, o valor numérico mesma. Caso esteja na vertical deverá ser
colocado à esquerda.
2 - A contagem deve ser iniciada pelas medidas externas da peça e a cota colocada na vista que melhor
representa a forma do elemento cotado.
Exercícios
1- Observe as perspectivas e escreva as cotas nas projeções.
a) 
b)
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c)

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