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Distúrbios da Regulação da Pressão Arterial
· Conceitos Iniciais sobre Pressão Arterial
1°) Pressão sistólica
-Pressão gerada durante a sístole cardíaca, o padrão normal é de cerca de 120mmHg
2°) Pressão diastólica
-Pressão gerada durante a diástole cardíaca, o normal é de cerca de 80mmHg
3°) Pressão diferencial
-É a diferença numérica entre a pressão sistólica e a pressão diastólica, o normal é de cerca de 40mmHg
4°) Pressão arterial média
-É definida pela seguinte fórmula: 
-É um indicador seguro de perfusão tecidual, tendo um valor normal entre 90 a 100mmHg
5°) Débito Cardíaco
-Volume de sangue ejetado pelo ventrículo esquerdo durante determinado intervalo de tempo, dado pela seguinte fórmula: 
Débito Cardíaco = Volume Sistólico X Frequência Cardíaca
6°) Resistência Vascular Periférica
-É a medida que reflete a dificuldade do sangue de fluir pelo vaso
-Depende de 2 fatores: viscosidade do sangue e diâmetro do vaso
-Essa medida é controlada pelas arteríolas – as quais são ditas como “locais de resistência variada” – uma vez que elas regulam o raio dos vasos sanguíneos, de modo a controlar o fluxo sanguíneo para os capilares.
· Mecanismos de Controle da Pressão Arterial
A) Mecanismos Imediatos de Regulação da Pressão Arterial
-Atuam em segundos ou minutos
-Corrigem desequilíbrios transitórios da pressão arterial (exercícios físicos, alterações da posição corporal, hemorragia)
-Incluem os mecanismos neurais e humorais
A.1) Mecanismos Neurais
-O centro de controle neural envolvido na regulação da pressão arterial estão localizados no bulbo, fazendo parte do centro cardiovascular do encéfalo
-O centro cardiovascular transmite estímulos parassimpáticos ao coração pelo nervo vago e estímulos simpáticos pela medula espinal e pelos nervos simpáticos periféricos. A estimulação vagal do coração (parassimpática) diminui a frequência cardíaca, enquanto a estimulação simpática a aumenta.
A.1.1) Barorreceptores
 
-Os barorreceptores (ou pressorreceptores) são receptores sensíveis à pressão, que se localizam na parede dos vasos sanguíneos e no coração. Esses receptores respondem a alterações do estiramento da parede vascular, enviando estímulos aos centros cardiovasculares do tronco encefálico, gerando alterações adequadas da frequência cardíaca, da taxa de contração e do tônus da musculatura lisa vascular e , por consequência, da pressão arterial.
-Os barorreceptores carotídeos e aórticos são uns dos principais 
-Atuam no controle da pressão na mudança postural (ereto,deitado)
A.1.2) Quimiorreceptores Arteriais
-Os quimiorreceptores arteriais são células sensíveis as concentrações sanguíneas de O2, CO2 e H+.
-Esses receptores estão localizados nos corpos carotídeos e nos corpos aórticos
-Esses receptores atuam mais regulando a ventilação, entretanto também se comunicam com os centros cardiovasculares, podendo atuar na regulação da pressão arterial ao causar vasoconstrição generalizada
B) Mecanismos Humorais
-Inclui o sistema renina-angiotensina-aldosterona; vasopressina (ADH); epinefrina/norepinefrina. Essas substâncias conseguem regular instantaneamente a pressão arterial ao alterar o tônus dos vasos sanguíneos. Além disso a epinefrina/norepinefrina também alteram a pressão arterial aumentando a frequência e a contratilidade cardíacas.
B) Mecanismos a Longo Prazo de Regulação da Pressão Arterial
-Atuam em dias, semanas ou meses
-É de atribuição principal dos rins
· Hipertensão Arterial
Hipertensão (pressão arterial alta) é o problema de saúde mais comum entre os adultos e o principal fator de risco para doenças cardiovasculares. Esse problema é mais comum nos homens mais jovens, tornando-se mais prevalente nas mulheres após a menopausa.
A hipertensão também é mais comum nos negros do que nos caucasianos, nos indivíduos de classe socioeconômica mais baixa e nos idosos. A prevalência da hipertensão aumenta com a idade.
A hipertensão sistêmica é dividida em hipertensão primária (essencial ou idiopática) e hipertensão secundária.
A hipertensão primária representa cerca de 95% dos pacientes nos quais não é possível encontrar a causa da hipertensão (o que está causando a hipertensão não é conhecida). Já a hipertensão secundária resulta de uma causa subjacente detectável, inclusive doença renal ou endócrina
OBS.: Parâmetros de Pressão Arterial
A) Hipertensão Sistêmica Primária (ou Essencial)
· Etiologia e Patogênese:
· Fatores de risco não modificáveis: 
(1) – Histórico familiar de hipertensão (hereditariedade)
(2) – Envelhecimento
(3) – Raça
(4) – Resistência à insulina e hiperinsulinemia (diabetes)
· Fatores de risco modificáveis:
(1) – Estilo de Vida:
->Ingestão exagerada de Sal 
->Consumo excessivo de carboidratos e Obesidade - Principalmente a obesidade central
->Consumo excessivo de álcool
->Ingestão dietética de potássio cálcio e magnésio – Níveis baixos de potássio na dieta estão associados à hipertensão, em relação ao cálcio uma dieta rica em cálcio reduz a pressão arterial e com o magnésio o consumo só reduz a hipertensão se houver carência de magnésio na dieta
->Apneia obstrutiva do sono (AOS)
· Manifestações Clínicas:
(1) – Lesões dos órgãos-alvo:
A hipertensão primária é um distúrbio assintomático. Quando surgem os sintomas, geralmente estão relacionados com os efeitos crônicos da hipertensão em outros sistemas do corpo, como rins, coração, olhos, encéfalo e vasos sanguíneos.
(1. 1) - Coração
A elevação da pressão arterial aumenta a carga de trabalho imposta ao ventrículo esquerdo, pois eleva a pressão a qual o coração precisa bombear para ejetar o sangue na circulação sistêmica. Com o tempo, a pressão alta aumenta a sobrecarga do coração, levando a uma hipertrofia da parede ventricular esquerda.
Essa hipertrofia do ventrículo esquerdo é um fator de risco para cardiopatia coronariana, arritmias cardíacas, morte súbita e insuficiência cardíaca congestiva, uma vez que o coração não consegue bombear sangue com eficiência.
(1. 2) – Rins
(1. 3) - Encéfalo
(1. 4) – Olhos
B) Hipertensão Sistólica 
Hipertensão sistólica é definida como pressão sistólica maior que 140mmHg e pressão diastólica menor que 90mmHg. Dois aspectos conferem risco mais elevado de complicações cardiovasculares vinculadas a esse tipo de hipertensão:
1°) Elevação real da pressão sistólica -> Altas pressões durante a sístole favorecem o desenvolvimento de hipertrofia ventricular esquerda, podendo causar insuficiência cardíaca esquerda, além do aumento do risco de aneurismas, aterosclerose, trombose e rompimento de vasos.
2°) Aumento desproporcional da pressão diferencial -> A redução absoluta ou relativa da pressão diastólica é um fator limitante da perfusão coronariana, pois a maior irrigação das coronárias é durante a diástole.
C) Hipertensão Secundária
A hipertensão secundária é uma elevação da pressão arterial em consequência de alguma outra condição patológica. Entre as causas mais comuns estão: 
C.1) Hipertensão Renal
C.2) Distúrbios dos hormônios do córtex da suprarrenal
C.3) Feocromocitoma (tumor dos tecidos cromafínicos)
C.4) Coarctação da Aorta (estreitamento da aorta)
C.5) Anticoncepcionais orais
D) Hipertensão Maligna
Esse tipo de hipertensão se desenvolve a partir de pessoas que já possuem hipertensão. Ela se caracteriza por elevações graves e súbitas da pressão arterial, com níveis diastólicos acima de 120mmHg e complicações como disfunção aguda e progressiva dos órgãos-alvo, potencialmente fatais.
Esse distúrbio requer intervenção clínica imediata e rigorosa em uma UTI com monitoramento contínuo da pressão arterial
E) Hipertensão Gestacional
F) Hipertensão nas Crianças e nos Adolescentes
Os números de hipertensão em crianças e adolescentes vem crescendo provavelmente em razão do aumento das taxas de obesidade, sedentarismo, aumento da ingestão de alimentos ricos em calorias e sal. Hipertensão secundária é a forma mais comum de elevação da pressão arterial nos lactentes e nas crianças. No final da infância e na adolescência, a hipertensão idiopática é mais comum.
G)Hipertensão nos Idosos
A prevalência da hipertensão aumenta com a idade, até o ponto em que 50% dos indivíduos de 60 a 69 anos e cerca de 75% do grupo de 70 anos ou mais são afetados pela doença. A elevação da pressão arterial sistólica com a idade é responsável principalmente pelo aumento da incidência de hipertensão com o envelhecimento.
Entre os processos do envelhecimento que contribuem para o aumento da pressão arterial estão os seguintes:
(1) – Enrijecimento das artérias (especialmente da aorta)
(2) – Redução da sensibilidade dos barorreceptores
(3) – Aumento da resistência vascular periférica
(4) – Redução do fluxo sanguíneo renal
· Hipotensão Arterial

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