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Anatomia Radicular…………………………………………………………………………………………………………………………………02 Instrumentos …………………………………………………………………………………………………………………………………………….06 Abertura coronária…………………………………………………………………………………………………………………………………09 Preparo químico e mecânico dos sistemas radiculares………………………………………………………………14 Questionário 1……………………………………………………………………………………………………………………………………………19 Obturação e materiais obturadores………………………………………………………………………………………………….21 Irrigação dos canais radiculares………………………………………………………………………………………………………..24 Questionário 2…………………………………………………………………………………………………………………………………………..27 1 O conhecimento da anatomia radicular é imprescindível para o sucesso do tratamento endodôntico. CAVIDADE PULPAR: 1.Câmara Pulpar: Possui paredes vestibular, lingual, mesial e distal. A parede oclusal chamamos de teto da câmara pulpar. -Teto da câmara pulpar. -Paredes da câmara. pulpar -Soalho da câmara pulpar -Cornos pulpares = sempre localizado debaixo da cúspide, é a proeminência. 2.Canais Radiculares: -Entrada dos canais radiculares -Canais radiculares -Forame apical Terço cervical: + prox da coroa Terço médio: no meio da raiz Terço apical: no ápice da raiz Zona crítica. O ápice radicular é a parte mais extrema da raiz. O forame apical nem sempre irá casa com o ápice. O canal é mais estreito apicalmente e vai abrindo em direção à coroa. Em torno do canal temos dentina, e em torno da dentina temos cemento. O canal é dentinário, quando termina na dentina e quando começa no cemento, recebe o nome de cementário. •Zona crítica apical: é onde encontramos 94% dos sistemas de canais. •Limite CDC: é o encontro do cemento-dentina-canal. É a área do maior estreitamento do canal. É o limite dos instrumentos, eles não podem passar para o canal cementário. Se ultrapassar do limite CDC com os instrumentos, causará uma inflamação e o paciente terá dor pós-operatória. O certo é parar a instrumentação meio mm antes do limite CDC. O instrumento 10 é o único que ultrapassa o limite CDC, é muito fino e não amplia esse limite. Ele auxilia a medicação a chegar no fim do canal com segurança. O limite CDC não pode ser aumentado pois o material obturador deve ter um limite para parar. O limite é medido através da radiografia, porém o aparelho 2 localizador eletrônico apical define perfeitamente o limite CDC. Após o preparo, entramos com o material obturador e ele deve parar no limite CDC. Normalmente o canal cementário possui 0,5 mm, e em pacientes idosos e com hipercementose o canal tende a ser maior. Em alguns casos é feita tomografia computadorizada Cone Bean, emite radiação como um cone em áreas pequenas, gerando uma imagem 3D, podendo ver canais laterais, secundários, colaterais. 1.Canal dentinário: Coberto por dentina 2.Canal cementário: Cobert o por cemento Saída parapical: É aquela que não está no ápice da raíz. -Canal principal: Canal que vai desde a câmara pulpar até o ápice. Tem o maior diâmetro. -Canal lateral:Saindo do canal principal, indo em direção ao periodonto no terço médio da raiz, temos o canal lateral. -Canal Secundário:Saindo do canal principal, indo em direção ao periodonto no terço apical da raiz, temos o canal secundário . -Canal acessório:Saindo do secundário, em direção ao periodonto temos o canal acessório. -Canal colateral: Canal de menor diâmetro que corre toda extensão da raiz paralelo ao principal. -Canal recorrente: Canal que sai do canal principal e retorna para o canal principal. -Canal entre condutos - intercondutos: Canal que liga dos canais. Podemos ter entre o principal e o colateral, entre o colateral e recorrente, um lateral ao principal. Teoria de Schroeder:A vascularização e inervação vem da posterior para anterior.Quase todos os dentes tem curvatura para posterior devido a isso.Normalmente as raízes são curvas para distal. -Canal cavo inter - radicular: É encontrado na furca dos molares.Canal que sai do soalho da câmara pulpar em direção a furca.Não entramos com instrumento nele. 3 CLASSIFICAÇÃO DE WEINE: -Tipo1: Canal único da câmara pulpar ao ápice.Apenas 1 forâme e 1 canal. -Tipo2: Dois canais saindo da câmara pulpar que se fundem em um único canal.Apenas 1 forâme e 2 canais. -Tipo3: Dois canais independentes do início da câmara pulpar ao ápice. 2 forâmes e 2 canais. -Tipo4: Um canal partindo da câmara pulpar dividindo - se em 2 no terço médio ou apical. 2 forâmes e 1 canal. O forame nem sempre vai casar com o ápice. •Resumindo: Se tem 1 forame: só pode ser tipo 1 ou tipo 2 1 canal e 1 forame: tipo 1 2 canais e 1 forame: tipo 2 Se tem 2 forames: somente tipo 3 ou 4 2 canais e 2 forames: tipo 3 1 canal e 2 forames: tipo 4 ARCADA SUPERIOR 1. Incisivo central superior: •C. Médio = 22,5mm •Cônico •Maior D = V/P •Tipo 1 = 100% 2.Incisivo lateral superior: •C. Médio = 22,0mm •Semelhante ao IC • Curvatura disto-palatina nos 5mm apicais • Tipo 1= 100% 3.Canino superior: •C. média: 26,5 mm (mais longa) •Cônico •Tipo 1 = 100% 4. Primeiro pré - molar superior: Dente mais complexo em relação a anatomia, possui muitas variações anatômicas. • C. Médio = 20,6mm •2 raízes/2 canais •1 raiz/2 canais •Concavidade mesial - área onde as raízes se juntam, gerando uma concavidade. •Maior variação anatômica •É mais comum ter 2 canais, podendo ter 1 ou 2 raizes. 5. Segundo pré - molar superior: •C. médio = 21,5mm •Tipo IV é comum •Grande variação entre autores •Normalmente temos 1 raíz e 1 canal, classe tipo 1. 6.Primeiro molar superior: •3 raízes: palatina, disto vestibular e mesio vestibular. •Normalmente na raiz mesio vestibular temos 2 canais. • C. Médio = 20,8mm • Maior coroa • 3 raízes e 4 canais • Raiz palatina é a maior 4 •Geralmente existe uma curvatura para vestibular. 7. Segundo molar superior: •Comprimento médio 21,70\21,00 mm •Câmara pulpar com maior achatamento no sentido MESIODISTAL •03 canais 50% das vezes e 4 canais em 50% das vezes. ARCADA INFERIOR 1. Incisivos inferiores •apenas 1 raíz •40% das vezes ele tera 2 canais, e 1% com dois canais e 2 forâmes. • C. Médios =20,5mm/22,0mm • Menor dente da arcada • Inclinação lingual • Raiz com curvatura para a lingual 2.Canino inferior: •C. Médio = 25,5mm •Semelhante ao canino superior •Geralmente 1 raiz e 1 canal 3.Primeiro pré molar inferior •C.Médio = 21,6mm •Inclinação lingual da coroa •Câmara pulpar ovoide 4. Segundo pré molar • C. Médio = 22,3mm •Raiz larga quando comparado ao 1° PM. •Maioria apresenta um canal 5. Molares inferiores •C. Médio = 21,0mm •Erupção = 1º dente a erupcionar na arcada inferior. •Maior na direção MD •Canal D é o maior e mais fácil de ser localizado •2 raízes e 3 canais Canal em forma de C: Normalmente acontece no 2º molar inferior. 5 Instrumento endodôntico é uma ferramenta de natureza metálica, empregada como agente mecânico na instrumentação de canais radiculares. Limas Endodônticas 1.Lima K 1º série 2.Lima K 2º série Limas K tem: símbolo quadradinho pintado e são fabricadas por torção.O formato de sua seção transversal é quadrado com 4 pontas cortantes. São formadas por espirais de passo curto que apresentam um ângulo de 45°.Termina com ponta aguda que forma guia de penetração. 3.Hedstroem 1º série Limas hedstroem: símbolo bolinha pintada e são fabricadas por usinagem.Sua seção transversal tem ponta em forma de gota, sem pontos cortantes, tem ângulo próximo a 90° , faz limagem. Suas bases cortantes ficam nas bases dos cones das hastes, formam um ângulo de 60° em direção a o longo eixo do instrumento. Não possui capacidade perfurante, pois seu guia de penetração é cônico. São essencialmente raspadoras. Devem ser usadas no canal com instrumentação prévia de outro instrumento. Tem acesso livre ao canal que tenha diâmetro MAIOR que o diâmetro do instrumento, para que ela não fique presa. As limas tipo K e Hedstroem seguem sempre cores específicas de acordo com seu diâmetro (branco = lima de menor diâmetro na série \ preto = lima de maior diâmetro na série). Sua numeração cresce de 5 em 5 e as duas últimas limas de 10 em 10. Essas têm a seção transversalquadrada. 6 4.Limas série especial Usadas para patência, abertura de canal.Terão sempre essas cores, 06 rosa, 08 cinza e 10 roxa. ⚠ O que determina o tamanho maior ou menor do instrumento é o intermediário e não a parte de trabalho. A ponta ativa tem sempre 16mm, o que muda é o intermediário. ⚠ A ponta da lima é a parte de menor diâmetro, recebendo o nome de D0. Exemplo: Uma lima 10 tem o D0 igual a 0,10mm. 5. Lima flex - o - file: Possui seção transversal em forma de triângulo e tem 3 pontos de corte.São mais flexíveis e resistem mais a mecanismos de fadiga. Por serem mais flexíveis são indicadas para canais curvilíneos.Tem poder de corte maior que as limas k convencionais pois o ângulo de corte das suas espirais são mais agudos,com ângulo de 60°. Componentes dos Instrumentos: Vértice da ponta: Pode ser arredondado, truncado e pontiagudo. Haste Cônica: A aresta lateral da haste escoa a dentina, deixando a lima frouxa e o canal helicoidal carrega a massa de dentina. Núcleo: -Flexibilidade; -Profundidade do canal helicoidal; -Resistência à fratura: Por torção e por fadiga. Quanto maior a flexibilidade do instrumento, maior a sua resistência. 7 Conicidade: Sempre crescendo em 0,02. A p.a será sempre 0,02. A cada 1 mm de ponta ativa da lima, a conicidade aumenta em 0,02 mm. Exemplo: Uma lima extra série 10, terá conicidade igual a 42mm. Sendo seu menor diâmetro o D0 (ponta da lima, que apresenta 0,10 mm de diâmetro) e seu maior diâmetro o D16 (pois toda lima tem 16mm de ponta ativa\parte de trabalho) que terá 42mm de diâmetro. As limas são classificadas em instrumentos de acionamento manual e as brocas de gates são mecanizados. Brocas de Gates Glidden Usada para trabalhar na parte reta do canal, parte cervical e média. Não é feita para regiões curvas e nem tem contato com a parte apical. O seu cabo recebe o nome de haste de fixação pois encaixa no contra ângulo. Seu intermediário é muito longo e sua parte de trabalho curta. Não possui ponta ativa pois seu ângulo é baixo, corta por alargamento. É fabricada por usinagem, sua seção transversal é um triângulo modificado. 8 É o início de toda endodontia. Uma abertura coronária errônea pode causar até mesmo escurecimento do dente. Se o corno pulpar não for corretamente instrumentado, os resíduos de sangue coagulado, os resíduos de material obturador ficam ali e podem acabar escurecendo a coroa do dente. ⚠ Feito sem isolamento absoluto. >Preparo de uma cavidade Preparos realizados para se ter acesso ao sistema de canais radiculares através da remoção do teto da câmara pulpar. >Nomenclatura: •Abertura coronária; •Preparo da cavidade endodôntica; • Cirurgia de acesso; >Objetivos da abertura coronária: •Acesso livre aos canais radiculares (localização de todos os canais e preservação da estrutura dentária sadia). • Possibilitar a penetração dos instrumentos endodônticos de forma direta e livre em todo o canal; •Eliminação completa do teto da câmara pulpar; • Preservar o assoalho principalmente em molares e pre molares que tem mais de 1 canal. O processo de abertura coronária deve ser grande o suficiente para que se consiga penetrar com os instrumentos no canal, mas preservar o assoalho da cavidade. Deve-se remover o mínimo possível de dente sadio. > Acesso adequado •Reduz risco de acidentes, e intercorrências; •Reduz tensão dos instrumentos; •Permite localização de todos os canais radiculares; •Evita retenção de restos orgânicos e materiais obturadores que diminui a chance de escurecimento. >Requisitos da abertura coronária: •Conhecimento da anatomia interna e externa; A anatomia externa copia a anatomia interna. •Análise clínicas e radiográficas, avaliar principalmente as variações anatômicas do paciente; •Observar peculiaridades: Restaurações, calcificações e cáries. Tendo cárie, devemos tirar todo tecido cariado para depois disso tratar o canal. ⚠ Tudo isso deve ser observado ANTES do acesso. >Instrumentação: •Caneta de alta rotação; •Contra ângulo; •Sondas exploradoras: Usada para checar se o acesso está liso, se há teto de cavidade ainda se o acesso está com 9 espaço adequado; •Curetas endodônticas; •Brocas: Sempre devem ser brocas de haste longa: -Esféricas: 1011HL\1013HL\1014HL -Carbide:04\06\08 -EndoZ: Tem pontinha redonda. Etapas da Abertura Coronária: 1.Exposição da câmara pulpar: Começamos desgastando o dente, fazendo um acesso. Se o dente for anterior, acesso na palatina ou lingual; Se o dente por posterior, acesso pela oclusal. 2.Remoção do teto da câmara pulpar e das projeções dentárias: Após trepanar (expor) a câmara pulpar, removemos o teto da câmara e as projeções dentinarias para dar a forma de contorno. 3.Desgastes compensatórios. Logo após fazemos desgastes compensatórios para instituir a forma compensatória, a forma final do dente. >Ponto de eleição: Local ou ponto de escolha para q a abertura coronária. Ponto de inicio da cavidade de acesso. Em posteriores começamos bem no meio da face oclusal, e em dentes anteriores, começamos na face lingual/palatina principalmente por questões estéticas. ⚠Em hipótese alguma, tocaremos na incisal de incisivos e nas cúspides dos caninos. -Em incisivos e caninos superiores: Começamos o acesso 1mm abaixo do cíngulo do dente. -Em incisivos e caninos inferiores: Começamos o acesso 1mm acima do cíngulo do dente. -Em pré molares,e molare em inferiores e superiores: Começamos o acesso na fossa principal >Forma de contorno: São irregularidades dentro da cavidade. A forma de contorno é dada com a remoção dessas irregularidades, sem se preocupar com a forma do acesso, em 1º momento. •Facilitar penetração dos instrumentos; •Evitar a permanência de Microrganismos e restos necróticos. >Forma de conveniência: Continuidade da forma de contorno, removendo projeções próxima a abertura do canais, promovendo alisamento. Feita com broca endoZ, que não tem ponta cortante. É a modificação do contorno para facilitar a inserção e manipulação de instrumentos. •Remoção de irregularidades; nas paredes; •Expulsividade das paredes:A própria endo Z dará uma ligeira expulsividade em direção a oclusal do dente justamente pelo seu formato cônico, deixando as paredes levemente cônicas. •Facilitar a penetração dos instrumentos; 10 •Evitar alterações de cor da coroa; LEIS 1.Lei da centralidade e concentricidade: A polpa forma dente envolta dela, por isso anatomia externa copia a interna. Dessa forma, estando a polpa no centro do dente, olhando a anatomia do externa nós temos facilidade em procurar a câmara pulpar, o assoalho pulpar e as paredes da câmara pulpar, pois eles estarão sempre concêntricos, sempre no centro. 2.Lei da simetria dos orifícios do canal, exceto molares superiores: A distância de mesial até a parede mesial do canal e a distância de distal até a parede distal do canal será a mesma. O mesmo acontece de vestibular para parede vestibular e de palatina\lingual para parede palatina\lingual. 3.Lei da mudança de cor: O assoalho da câmara pulpar é sempre mais escuro que o restante do dente. Se no momento do acesso, identificarmos uma dentina mais escura, significa que já estamos no câmara pulpar. 4.Lei da localização: Os canais estão sempre localizados entre o encontro das paredes. Exceto em incisivos e caninos que normalmente só tem 1 canal, então se localizam no meio. PARA SUPERIORES >Trepanando a câmara pulpar (localizando o orifício do canal) Imaginando um incisivo central: Entramos no dente a 1 mm do cíngulos num ângulo de 45 graus, através do cíngulo com a broca diamantada 1012HL (pois corta mais fácil o esmalte que é muito duro) até a cabeça da broca desaparecer, trocamos por broca carbide (pois já estamos dentro da cavidade, e a carbide corta menos, evitando desgastes desnecessários) 02 HL e entramos paralela ao longo eixo do dente. Paramos, passamos a sonda, se não acharmos o canal, entramos mais. Não se entra com a broca no canal radicular, apenas na câmara pulpar. Sabemos que encontramos o canal quando a sonda “cai no vazio”, se tivermos duvida,podemos radiografar. No fim, usamos a endo Z para dar a forma de conveniência que será triangular pois copia a anatomia externa do dente. 11 Forma da cavidade de acesso de um incisivo: Triangular, devido ao formato da sua coroa. No canino: Não temos uma face incisal, e sim uma cúspide, mas o acesso é igual ao do incisivo. Entramos 1 mm abaixo do cíngulo, começamos com a diamantada 1012HL (pq o esmalte é mai rígido) seguimos para carbide 02 (pois é mais seguro, para não desgastarmos a região de dentina) finalizamos com a endo Z. A forma da cavidade de acesso do canino será oval, devido a forma da coroa do dente. ⚠Nunca encostamos na cúspide do dente. Pré molar: O seu ponto de eleição é no centro do sulco principal.Tem cavidade maior no sentido vestíbulo palatino e menor no sentido mesial para distal. então a forma de acesso a cavidade seguirá esse formato. Iniciamos a cavidade no centro do sulco principal com a broca paralela ao longo eixo do dente, sempre no sentido de vestibular para palatina e de mesial para distal. Começamos com a diamantada, quando sumir a cabeça da broca, trocamos pela carbide. Passamos a sonda para sentir o orifício, quando sentimos, trocamos pela endo Z para dar a forma de conveniência. ⚠Desgastamos SEMPRE de vestibular para palatina. ⚠ A cúspide terá que estar sempre livre para não desgastarmos estruturas desnecessariamente. A forma da cavidade de acesso também será oval, pois dua coroa também tem formato oval. Linha de desenvolvimento: A linha mais escura da cavidade, ja faz parte do assoalho da cavidade que normalmente tem a cor mais forte. Para inferiores: Incisivo Central: Mesmo processo dos incisivos superiores. Possivelmente o cesso será menor, então so diminuimos as numerações das brocas. Caninos: Mesmo processo do canino superior. 12 Pré molares: Mesmo processo dos pré molares inferiores. Porém a forma da cavidade de acesso dos pré molares inferiores dependerá da sua anatomia externa, podendo der oval ou circular. Lembrar: Superiores: Entrar 1mm ABAIXO do cíngulo Inferiores: Entrar 1mm ACIMA do cíngulo. Erros na cavidade de acesso, nos impedem de fazer um bom preparo, erros no preparo impedem de fazer uma boa obturação. Então tudo começa com a qualidade da cavidade de acesso. 13 Objetivos mecânicos de schilder: •Considerava que os canais já tinham uma forma cônica progressiva, do início ao fim e em múltiplos planos; •O canal deve ser mais estreito no ápice; •Nunca deve transportar o forame, alguns forames tem saída lateral e isso deve ser mantido, o canal não pode ser desviado; •Manter o forame tão pequeno quanto for possível, para que o cone de guta não passe para o osso; Abordagem coroa - apice Se entramos com o instrumento direto no ápice, ele fica com uma abordagem muito tensionada. Por isso trabalhamos com abordagem coroa ápice para que se remova interferências, bactérias e dentinas desgastadas. >Vantagens da abordagem coroa -ápice: •Acesso direto ao terço apical; •Melhora a irrigação e aspiração; •Reduz a obstrução do canal; •Diminui a extrusão de resíduos; Patência do canal: Feito com instrumentos extra série (06,08,10). Ele serve para levar a solução irrigadora para o canal cementário, após o limite CDC.Servem para deixar o canal livre. Apenas instrumentos extra séries podem ultrapassar o limite CDC, pois ele é muito fininho e não desgasta o limite CDC, apenas leva a solução irrigadora de forma passiva. Movimentos de limpeza e modelagem: O instrumento limpa e modela, mas a solução irrigadora apenas limpa. 1.Limagem: Movimento de entra e sai do canal, feito apenas pelas limas tipo hedstroem (limas de cone superpostos). 2.Rotação e tração: Quase não usamos na endodontia. Feitos normalmente com limas tipo K convencionais e flex o file. ⚠ Nenhuma rotação será feita com o instrumento tipo hedstroem, pois o instrumento não aguenta. 3.Alargamento: Baseado em entrar com a lima e gira - la. Também não pode ser realizado com a hedstroem. Normalmente realizados com instrumentos níquel-titânio ou 14 níquel-titânio acionados por motor. 4. Movimentos oscilatórios: Significa entrar no canal e oscilar os movimentos de forma curtinho. ¼ de volta direita - esquerda, incidindo em toda lateralidade do canal. A flex - o - file é mais flexivel pois o seu núcleo é menor (seção transversal triangular). O tipo k possui secção transversal quadrada, então seu núcleo é maior, conferindo maior rigidez a ele. Os movimentos oscilatórios só podem ser realizados com limas do tipo k ou flex - o - file. PREPARO QUÍMICO MECÂNICO >Etapas: Antes de tudo devemos ter uma abertura coronária bem feita! ⚠ Feito com isolamento. 1.Limpeza passiva inicial: Feita apenas no terço médio e cervical do canal, não é feita até o ápice. Para essa etapa usamos o comprimento radiografico do dente, pois não vamos trabalhar com o comprimento de trabalho, apenas até a metade do dente. CR: Comprimento radiográfico do dente. Pegamos o comprimento do dente na radiografia e dividimos por 2. Usado pra saber ate aonde vamos entrar para limpeza passiva. ⚠ Isso não é o comprimento de trabalho, o comprimento de trabalho é feito do início ao ápice do dente. ⚠ A cada troca de instrumento: Irrigar, aspirar e inundar. A limpeza passiva é feita com instrumentos em ordem crescente: Exemplo: Entro com 45, oscilo, irrigo, aspiro e inundo, entro com 50. Para isso utilizamos o cursor. Se o CR deu 22, vamos entrar com 11mm. Então, pegamos o instrumento na régua e medimos 11 mm, colocamos o cursor e inserimos no conduto. 2.Preparo do corpo do canal: Feito com broca de gates na baixa rotação. Ela so corta girando no sentido horário, ou seja, a direita. Normalmente utilizamos 3 tamanhos em ordem decrescente. Quando falamos de diâmetro das gates, falamos do equador (parte mais larga) da sua ponta, que parece uma “chaminha”. 1:0,50\2:0,70\3:0,90\4:1.10. Elas devem ser trocadas quando o som da introdução delas mudar, quando o instrumento encontrar resistência. Entre as trocas, irrigar, aspirar e inundar. 15 Ela deixa a boca do canal livre para a entrada de outros instrumentais em direção ao apice. Sem usar a gates X Depois da gates 3.Determinação do comprimento de trabalho: Parar sempre 0,5 antes do limite CDC, para trabalhar apenas no canal dentinário. Método de Ingle - odontometria: Se quisermos entrar 20mm, devemos medir com a lima com a régua de endo e possicionar o cursor, a lima terá entrado 20mm no canal quando o cursor TOCAR A SUPERFÍCIE DO DENTE. Medimos o CR como medida inicial para usar de base pois o comprimento radiográfico pode ter distorções das dimensões reais do dente. Após isso, colocamos uma lima 2 mm a menos do CR por segurança,caso a radiografia esteja alongada. ⚠ Exemplo: Se a radiografia está alongada, ela pode indicar que o dente tem 22mm quando na verdade ele tem 20, então se acessarmos 22mm podemos ultrapassar o limite CDC. Após colocar o instrumento no dente e o seu cursor tocar a superfície do dente, radiografamos e verificamos quanto faltou para chegar ao ápice, se tiver faltado 3 mm, avançamos apenas 2mm e meio, para não ultrapassar o limite CDC. Então nosso limite de trabalho é 22,5. 1º Radiografamos os dente e medimos o comprimento da radiografia; 2ºDiminuimos 2 mm por segurança no cursor da lima; 3º Inserimos a lima no conduto e radiografamos. 4º Verificamos quanto faltou para chegar ao ápice e diminuímos 0,5 dessa medida. 5º Somamos esse resultado com a medida colocada no cursor da lima e temos o tamanho do comprimento de trabalho. ⚠ Agora que ja temos o comprimento de trabalho, a cada troca de instrumento, devemos irrigar, aspirar, inundar e fazer patência com a lima extra série passando 0,5 mm desse comprimento. 4.Avanço progressivo: Levamos em consideração a última gates que usamos no canal, pegamos o seu diâmetro de ponta e usamos ima lima de tamanho inferior. 16 Exemplo: Última gates :2 que tem 0.70 de diâmetro, então sua ponta mede 0,35 então vamos usar uma lima 35, que não chegará ao comprimento de trabalho. Por issonomeamos esse passo de avanço progressivo, pois avançamos de forma descrescente em direção ao ápice. Sempre; oscilo, tiro, irrigo, aspiro, inundo patência e diminuo a broca até chegar no comprimento de trabalho. Se por acaso a 1º lima chegar ao comprimento de trabalho, não precisamos repetir, ela ja é o 1º instrumento do preparo apical e da o real diametro anatômico apical. 5.Preparo apical: QUANDO VAMOS PREPARAR O ÁPICE TODOS OS INSTRUMENTOS CHEGARÃO AO COMPRIMENTO DE TRABALHO! Enquanto no avanço progressivo era em ordem decrescente, o preparo apical é em ordem crescente (pois queremos aumentar o dianetro do ápice) ,ou seja, começamos com uma lima maior a que terminamos o avanço progressivo e assim prossegumos aumentando o nº das limas. ⚠ ISSO SEM AMPLIAR O FORÂME! Lima de memória: É a última lima utilizada no preparo apical. Devemos lembrar dela na hora de obturar o canal pois o cone de guta tera que ter o mesmo diametro dessa lima. 6.Recuo escalonado: Entramos com uma lima maior que a lima de memória. É o inverso do avanço progressivo. Não chega no ápice\comprimento de trabalho. Supondo que a lima de memória tenha sido 30, entramos para recuo escalonado com limas 35, 40, 45 e 50, limas MAIORES do que a lima de memória em ordem crescente, e a cada lima recuamos 1 milímetro de acordo com o comprimento de trabalho. Exemplo: Supondo que o CT seja 21 e a lima de memória 30, iniciamos o recuo com a lima 35 á 20mm, seguimos para 40 com lima á 19mm e assim sucessivamente. Sempre irrigando, aspirando, inundando e fazendo patência entre as trocas. ⚠ O que determina o uso das limas é a curvatura do canal, se for curvilíneo, usamos a flex. 7.Refinamento: É o alisamento da parede do canal para retirar as irregularidades que as trocas de instrumentos causaram. Iniciamos com a lima hedstroem de menor diâmetro que a lima de memória. lSe a lima de memória foi 30, usaremos a lima 25mm para fazer o refinamento. Ela não pode ampliar aquele espaço. É feito com movimento de limagem, lixando e alisando as paredes de dentina em entra e sai. 17 1)Sobre as limas endodônticas manuais, Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma abaixo. A seguir, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. ( ) Limas tipo K são fabricadas por torção de uma haste metálica com seção reta quadrangular ou circular. ( )As limas têm padronização ISO, com conicidade de 0,02 mm de aumento de diâmetro por milimetro de comprimento. ( )Todas as limas, independente do seu comprimento, apresentam 18 mm de parte ativa. ( ) Os instrumentos da 2a série são as que possuem no DO os seguintes diâmetros: 0,15mm; 0,20mm; 0,25mm; 0,30mm; 0,35mm; e 0,40mm. ( ) As limas tipo Hedstroen não devem ser utilizadas com movimento de rotação, devido à possibilidade de fratura. (A)V- F- F - V - V (B)F- V - F - F - V ( C)F - V - V - F - F (D)V - F - V - V - F (E)V - V - F - V - V 2)Associe a figura abaixo com os respectivos nomes dos canais que compõem o Sistema de Canais Radiculares(SCR) e assinale a alternativas que apresenta a sequência correta: ( ) Canal principal ( ) Canal recorrente ( ) Canal acessório ( ) Canal inter-conduto ( )Canal secundário ( ) Canal colateral ( )Canal lateral (A) 1-5-7-4-6-2-3 (B)1-3-4-2-6-7-5 (C) 1-7-5-6-4-2-3 (D) 2-7-5-6-4-1-3 (E) 3-7-5-6-4-2-1 3) Coloque V ou F e depois marque a sequência correta: ( ) O recuo escalonado é feito logo após a determinação do CT ( ) O estabelecimento do CT é realizado logo após o acesso 18 coronário. ( ) O recuo escalonado é feito para unir o preparo apical com o preparo do terço médio do canal ( ) A lima escolhida para manter a patência do canal dever ser uma do tipo Hedström de diâmetro mais fino possivel. ( ) A broca de Gates-Gliden n° 3 tem o equador da parte ativa que mede 0,10 mm. ( ) O acesso endodôntico deve ser realizado com brocas de gates gliden na ordem decrescente. ( ) O avanço progressivo deve ser realizado com limas tipo K em ordem decrescente até que se alcance o comprimento de trabalho ( ) o último instrumento utilizado no preparo apical é denominado lima de memória 4) Por que o comprimento de trabalho ideal para o preparo do canal radicular é 1 milimetro aquém da ápice radiográfico? (A) Porque a 1 mm aquém do ápice radicular se encontra, em média, a junção cemento-dentina- canal, (B) Porque a 1 mm aquém do ápice radicular se encontra, em média, o forame apical. (C) Porque a 1 mm aquém do ápice radicular se encontra, em média, a junção amelocementária. (D) Porque a 1 mm aquém do ápice radicular se encontra, em media, os canais acessórios. (E) Porque a 1mm aquém do ápice radicular, se encontra em media a lesão periradicular. 5) A técnica coroa-ápice apresenta como vantagem: (A) Limita a ação da solução irrigadora ao terço coronário evitando extravasamento. (B) Remove tecidos e resíduos antes que eles possam ser compactados apicalmente. (C) Facilita alterações no comprimento de trabalho durante o preparo do canal. (D) Produzir um preparo mais amplo apicalmente forma cilíndrica. (E) Remoção de micro-organismos do terço apical logo nas etapas iniciais do preparo. 6) Associe a sequência de instrumentos com a fase na qual ela pode ser empregada e depois marque a alternativa que representa a sequência correta. ( ) Instrumentos K 55-60-70 ( ) Brocas Gates Glidden 5,4 e 3 ( ) Instrumento K 15 ( ) Instrumentos K 45-40-35-30-25-20 ( )Instrumentos K 20-25-30-35 ( ) Instrumentos K 40-45-50-55 ( )Instrumentos Hedstroen 30 ( )Limpeza passiva inicial ( ) Preparo do corpo do canal ( ) Comprimento de trabalho ( ) Avanço progressivo ( ) Preparo apical ( ) Recuo escalonado ( )Refinamento 19 (A)A-C-E-G-F-B-D (B)C-A-E-F-D-G-B ( C)C-B-E-D-F-A-G (D)C-B-E-F-D-A-G (E)C-B-E-G-A-D-F 7) O último instrumento utilizado no preparo apical do sistema de canais radiculares é denominado: (A) lima de patência (B) Lima de diâmetro anatômico (DA) (C) Lima extra série (D) Lima de terceira série (E)Lima de memória 8) Junto com o diagnóstico e o plano de tratamento, o conhecimento de morfologia do canal radicular e suas variações mais frequentes é um requisito básico para o sucesso do tratamento endodôntico. Weine observou que o sistema de canais radiculares em uma única raiz poderia variar e ser classificado em quatro tipos. Correlacione e depois marque a correta. Pega o cone, seca, mede, passa no cimento, segura espaçador, gira espaçador, tira espaçador e insere cone acessório. ( )Tipo I ( ) Tipo II ( ) Tipo III ( ) Tipo IV (A) 1, 3, 2 e 4 (3) 2, 4, 3 e 1 ( C)12, 4, 1 e 3 (D) 1, 3, 4 e 2 (E) 1, 2, 3 e 4 Gabarito: 1-B 2-C 3- f,f,v,f,f,f,v,v 4-A 5-B 6-C 7-E 8- C 20 >Objetivos da obturação: -impedir formação de microorganismos, percolação -impedir infecção -criar ambiente favorável para o reparo Não é possível esterilizar os canais dentários, portanto para impedir que microorganismos tenham acesso a substratos nós faremos a obturação do canal. Quando obturar? -após preparo químico-mecânico -ausência de sintomas -canal seco sem exsudato -ausência de fístula -ausência de dor -restauração provisória intacta Materiais usados para obturação: 1.Guta percha: material sintético retirado de uma árvore >Vantagens: material biocompativel, radiopaco, bem tolerado pelos tecidos, possui estabilidade dimensional >Desvantagens: falta de rigidez e de adesividade 2.Cimentos: são associados a guta percha para proporcionar adesão da guta percha com a dentina, preenchendo por escoamento as irregularidades que a guta-percha não preencheu Originalmente a guta é retirada na Malásia, e no Brasil é retirada da Amazônia, árvore manilkara bidentada. A seiva é preparada com óxido de zinco, até transforma-la num cone. >Composição: 20% de guta percha, 60% de óxido de zinco, e resto de metais pesados e cera. >Propriedades desejáveis de um cimento: - bom escoamento - amplo tempo de presa - capaz de produzir bom selamento - tenha boa adesividade - apresente força coesiva - fácil de manipular - fácil inserção e remoção - seja solúvel em solventes - radiopaco - bacteriostático - insolúvel emtecidos tissulares - não manchar o dente (a maior parte deles mancha) - expansivo durante a presa - estabilidade dimensional - biocompatibilidade Capacidade citotoxica: Todos os cimentos tem capacidade de agredir as células de 24h, 48h ou até 1 semana após o procedimento 3.OZE: manipulação com placa de vidro, 1 colher pra 1 gota mas varia de acordo com a temperatura do ambiente •hidróxido de cálcio •resinosos •ionômero de vidro 21 Técnicas de obturação: 1.Compactação lateral: coloca-se um cone principal e depois preenche com outros na lateral, compactando os cones para um lado e abrindo espaço no outro. ⚠ Como selecionar o cone principal? Se a lima de memória foi 40, o cone principal usado será o 40. O cone não deve passar do comprimento de trabalho e nem ficar antes do CT. ⚠ Como selecionar o espaçador digital? Ele entrará sempre 1 mm aquém do comprimento de trabalho, se o comprimento de trabalho tiver 22mm, usaremos o cursor do espaçador em 21mm. Ao entrar com espaçador estamos criando espaço, ao remover o espaçador vamos preencher com cone de guta. Começamos sempre pelo de maior conicidade (verde - D) pro de menor conicidade. Precisa existir uma relação entre o cone principal e o espaçador. Após a escolha da guta e a escolha do espaçador secamos o canal com cones de papel absorvente pois o cimento não endurece e nem ocupa todos os espaços. O cone absorvente só pode entrar no comprimento de trabalho para não absorver sangue da raiz e dos tecidos. Após isso conferimos se a guta percha está chegando onde a lima de memória chegou através de radiografia, separamos o espaçador digital escolhido e colocamos os cones de guta no hipoclorito por pelo menos 1 minuto. O próximo passo é espatular o cimento endodôntico. Devemos conferir se o cimento está na consistência correta, seguramos o cone com uma pinça e o passamos no cimento endodôntico. Na hora de levar ao dente, devemos inserir até que a guta chegue no comprimento de trabalho, o cone entra em movimento de pincel, como se tivesse pincelando a parede. Com o cone no canal, colocamos o espaçador ao lado do cone principal escolhendo uma parede para se apoiar. Se entrarmos com o espaçador na parede distal, devemos entrar sempre pela distal, pois dessa forma abrimos espaço na distal e empurramos a massa obturadora para mesial. Depois de cimentar o cone principal, cimentamos o cone acessório da mesma forma que o principal, porém ele deve ficar 1 mm aquém do comprimento total do espaçador. No momento de inserção devemos girar o espaçador para que caso o cone esteja preso na massa obturadora ele se solte e já entramos imediatamente com o cone para que a massa não volte. ⚠ Com uma mão seguramos o cone e com a outra seguramos o espaçador, ao mesmo tempo. 22 Esse processo vai se repetir por inúmeras vezes até que não tenha como entrar com espaçador. Vamos começar a analisar que a cada repetição ele irá recuar um pouquinho. ⚠ Se entrarmos com espaçador a 21mm e na próxima troca entramos apenas com 14mm significa que está na hora de trocar e se trocarmos o espaçador também temos que trocar os cones acessórios. Esse processo irá se repetir até trocarmos os espaçadores todas as vezes e mais nenhum entrar. Quando isso acontecer vamos radiografar, se a massa obturadora estiver legal, parecendo tudo uma coisa só, sem bolhas, sem espaços e no comprimento de trabalho, está finalizado.Se não tiver tudo homogêneo, devemos remover e obturar dnv. ⚠ Se o cone de guta não entrar por todo comprimento de trabalho: 1º opção: Ser erro de fabricação do cone, quando isso acontece selecionamos um outro cone. 2º opção: Ser erro na instrumentação. Pegamos a lima de memória, entramos novamente no canal, oscilamos, repetimos o recuo escalonado e o refinamento. Pega o cone, seca, mede, passa no cimento, segura espaçador, gira espaçador, tira espaçador e insere cone acessório. ⚠ A guta percha tem uma condutividade de calor em até 5mm abaixo, então se a bolha estiver até em 5mm, ela irá sair na compactação. Os compactadores não podem ser levados no calor, pois eles quebram.O instrumento feito para ir no maçarico é o carreador, quando ele tiver incandescente, cortamos a guta percha e compactamos a massa obturadora 1mm aquém a junção amelo dentinária. Medimos essa distância através do cursor, colocamos a pontinha do compactador 1mm acima da gengiva e posicionamos o cursor para conferir se ele está tocando na referência (JAD). Desse modo vamos ter a câmara pulpar livre de material, só estará suja de cimento. Limpamos esse cimento com gaze umedecida no álcool. ⚠ Se utilizarmos cimento resinoso, podemos limpar e já restaurar com resina fotopolimerizável. Mas se utilizarmos cimento à base de eugenol, ele irá interferir na adesividade, então temos que esperar 7 dias. Se a restauração não for feita no mesmo dia, colocamos uma bolinha de algodão e cotosol. 23 Tem papel fundamental no tratamento endodôntico, é a parte química da instrumentação química - mecânica do tratamento endodôntico. Ela penetra dentro do sistema de canais ajudando na desinfecção. Os principais objetivos do preparo químico mecânico são: •Ampliação; •Modelagem: favorece a obturação dos canais, para que a obturação aconteça de maneira homogênea. •Limpeza. SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS As substâncias químicas auxiliam na instrumentação do canal provendo limpeza e desinfeção. As soluções irrigadoras devem ser anti microbiana para complementar a limpeza feita com a instrumentação. > PRA QUE USAMOS? -Dissolução tecidual; -Eliminação de microrganismos; -Lubrificação; -Quelante de cálcio; -Suspensão de detritos. >CARACTERÍSTICAS IDEAIS: -Tensão superficial: A substância precisa ter uma tensão superficial que possibilite a suspensão dos detritos para que sejam removidos. '"Nos canais atresiados, principalmente, é um erro grave realizar a renovação da solução química auxiliar somente após o instrumento ganhar liberdade em seu interior". Lopes, ef al. 2015 Manter a câmara pulpar inundada\ Renovar frequentemente a SQA. -Viscosidade: A substância deve permear o canal radicular, ter viscosidade ideal para lubrificar o canal e ser removida. -Solvente tecidual: Para dissolver resto de tecidos no sistema de canais. -Ser biocompatível: Para que caso a solução extravase do forame não ocorra um acidente grave. ⚠ Soluções irrigadoras em gel não são indicadas pela difícil remoção. •A lubrificação do canal: -Hidrata as paredes; -Reduz o atrito; -Preserva os instrumentos; -Favorece a passagem em canais atrésicos. 24 Substâncias irrigadoras: 1.Halógenas: •Hipoclorito de sódio: Cloro de lavar banheiro. Ele atua modificando o DNA da bactéria. Dentro dos canais ela é biocompatível, mas fora dos canais poucas soluções terão compatibilidade, normalmente apenas água e soro fisiológico terão essa característica. ⚠ O hipoclorito pode ser utilizado a 2,5 ou 6,0. >Características: -Baixa tensão superficial; -Bactericida; -Solvente de matéria orgânica; -Lubrificante; -Ação detergente; -Desodorizante e clareador dentinário; -Biocompatível. Ele age sobre as proteínas dos micro-organismos. Ele desnatura a bactéria e faz um lise. É como se ele fizesse uma esfoliação das bactérias. Além disso, faz saponificação eliminando gorduras do local, essa saponificação dá impressão de dente mais claro, mais seco. O armazenamento de hipoclorito não deve ser feito em frascos claros, pois as suas propriedades só se mantêm longe da luz solar, em frascos escuros. ⚠ Melhores marcas comerciais: Globo, quiboa e clorox. •Clorexidina: >Características: -Incolor; -Inodora; -Antimicrobiana; -Substantividade: Mesmo após a retirada do canal, a clorexidina continua agindo dentro do canal. Essa é a principal diferença entre ela e o hipoclorito. -Biocompatível; -Atividade microbiana: Tem mais aspecto. O seu espectro de ação aumenta com o tempo, atingindo áreas cada vez maiores.Atinge bactérias gram positivas e gram negativas. O extravasamento de clorexidina é tão prejudicial quanto o extravasamento de hipocloreto. 2.Quelantes: 25 Smeyr- Layer: É a lama dentinária formada por detritos e dentinas desgastadas no sistema de canal. Ela é removida dos sistemas pelo EDTA, é uma substância quelante. •EDTA: Usado antes de obturar o canal. Após a irrigação, ele deve ser removido, não pode ficar dentro da cavidade.Nesse momento, fazer a irrigação final com clorexidina pode ser muito importante. Sequência: hipoclorito - EDTA - Clorexidina O EDTA deve ficar pelo menos 3 minutos no canal e deve ser renovado, inundar EDTA e aspirar para tirar a 1ª camada de smeyer layer. Irrigação de canais: •Irrigação convencional com pressão positiva. -Material indicado para irrigação: seringa borda rosca, agulhas endo ez’s pois tem saída lateral que evita extravasamento e irriga todos o pontos do canal. -Material indicado para aspiração: cânulas metálicas e plásticas autoclaváveis, sugadores endodônticos descartáveis (não são recomendados). ⚠ Endovac: Faz irrigação automaticamente. Realiza irrigação positiva e negativa, renova a solução durante o processo. É muito eficaz, elimina até 90.9% das bactérias do canal. 26 1) A smear layer apresenta em sua composição componentes, orgânicos e inorgânicos. Consequentemente para remoção dos componentes orgânicos, a solução química indicada (A) EDTA (B)hipoclorito de sódio. C) clorexidina. (D) água ionizada (E) água de cal 2) Paciente com 18 anos de idade, sexo masculino, refere dor espontânea, contínua e localizada na região do dente 22. O exame clínico mostra resposta positiva ao teste de percussão vertical e negativa aos testes térmicos. O exame radiográfico mostra alargamento do espaço periapical. Diante do provável diagnóstico de pulpite irreversível, decidiu-se pela realização do tratamento endodôntico. A irrigação dos canais deve ser realizada com: (A)Hipoclorito de sódio 2,5%, para eliminação de matéria orgânica; EDTA, para eliminação de matéria inorgânica. (B) Hipoclorito de sódio 2,5%, para eliminação de matéria inorgânica; EDTA, para eliminação de matéria orgânica. (C) Solução salina, uma vez que o dente apresenta rizogênese completa. (D) EDTA para eliminação de matéria inorgânica; Soro fisiológico para eliminação de matéria orgânica. (E) Água de Cal, pois aos 18 anos o dente 22 ainda possui o ápice aberto. 3) Na tentativa de dissociar as raízes vestibulares das palatinas podemos utilizar a técnica de Clark, onde, numa mudança da angulação horizontal do cone do aparelho radiográfico, a imagem da raiz vestibular tende a se afastar da direção do cone. Diante do exposto acima, podemos afirmar que (A) numa incidência mesiorradial a imagem da raiz palatina do primeiro premolar superior estará à distal da raiz vestibular. (B) Numa incidência mesiorradial a imagem da raiz palatina do primeiro molar superior estará sobreposta à raiz disto-vestibular do mesmo dente. ( C) Numa incidência ortorradial a imagem da raiz mesio-vestibular do segundo molar superior estará sobreposta à raiz palatina do mesmo dente. (D) Numa incidência distorradial a imagem da raiz palatina do primeiro premolar superior estará à distal da raiz vestibular. (E) Numa incidência distorradial a Imagem da raiz palatina do primeiro molar superior estará dissociada do arco zigomático do paciente. 4) Sobre soluções irrigantes, correlacione às colunas e marque a alternativa que mostra a seqûência correta da segunda coluna: 27 1.Hipoclorito de sódio Ação prolongada devido sua Capacidade de adsorção as superfícies; efetivo no controle da placa 2 Hidróxido de cálcio bacteriana 2. Hidróxido de cálcio Biocompativel; aumenta permeabilidade dentináría utilizado (a) durante instrumentação de canais atrésicos; 3.EDTA Neutralizante de produtos tóxicos; possui ação rápida, é desodorizante dissolvente de tecido orgánico; 4.Clorexidina Amplamente empregado(a) na odontologia; pode ser utilizado(a) em pulpectomias para promover a hemostasia do tecido pulpar remanescente: (A)4,1,23 (B)3,4,1,2 ( C)2,1,43 (D)4,3,2,1 (E)1,2,3,4 5) A obturação do canal radicular consiste no preenchimento da cavidade pulpar radicular por materiais compatíveis física e biologicamente.Marque a alternativa que melhor expressa o objetivo da obturação do canal radicular: (A) Substituir a polpa por cimento. (B) Apenas transformar o conduto em radiopaco ( C) Impedir as micro infiltração ou reinfecção do sistema (D)Promover um reforço interno em dentes enfraquecidos; (E) Remover o conteúdo pulpar do sistema de canais radiculares dentes 6) Associe a sequência de instrumentos com a fase na qual ela pode ser empregada e depois marque a alternativa que representa a sequência correta. (A) Instrumentos K 55-60-70 (B) Brocas Gates Glidden 5,4 e 3 (C) Instrumento K 15 (D) Instrumentos K 45-40-35-30-25-20 (E) Instrumentos K20-25-30-35 (F) Instrumentos K 40-45-50-55 (G) Instrumentos Hedstroen 30 ( ) Limpeza passiva inicial ( ) Preparo do corpo do canal ( )Comprimento de trabalho ( )Avanço progressivo ( )Preparo apical ( )Recuo escalonado ( ) Refinamento 7)A técnica de compactação lateral de guta-percha é a mais conhecida dentre as diversas técnicas de obturação radicular. Assinale a alternativa que apresenta as etapas dessa técnica. (A) Preparo do canal de maneira cônica progressiva mantendo o forame apical o menor possivel; adaptação do cone principal aquém do comprimento de trabalho com resistência à remoção; 28 remoção do cone principal e aplicação do cimento e; por fim, introdução do cone no canal com a porção coronária removida com calor. (B) Seleção do cone principal com diâmetro idêntico ao da lima de memória; radiografia para a confirmação da adaptação do cone; escolha do espaçador inserção de cone principal, com cimento, no canal, colocação de cones acessórios; remoção do excesso de guta-percha e compactação da porção coronária com calcador apropriado. (C) Seleção do cone principal com diâmetro major ao da lima de memória; radiografia para a confirmação do posicionamento do cone aquém do comprimento de trabalho; aplicação de cimento nas paredes do canal; escolha do espaçador; colocação de cones acessórios;remoção do excesso da guta percha e compactação da porção coronária com o calcador apropriado. (D) Preparo do canal de maneira cônica progressiva; mantendo forame apical o menor possível; adaptação do cone principal ate o ápice do canal com facilidade para a remoção; remoção do cone principal e aplicação do cimento e; por fim, assentamento do cone no canal com a porção coronária removida com calor. (E) Seleção do cone principal com diâmetro menor ao da lima de memória; radiografia para à confirmação da adaptação do cone; escolha do espaçador; inserção do cone principal, com cimento, no canal; colocação de cones acessórios; remoção do excesso de guta-percha e compactação da porção coronária com calcador apropriado. 8) Sobre os Instrumentos endodônticos marque a opção que corresponde a sequência correta de verdadeiro (V) e falso (F). ( ) Limpeza passiva inicial C ( ) Preparo do corpo do canal O ( ) Comprimento de trabalho ( )Avanço progressivo D ( ) Preparo apical C ( )Recuo escalonado U ( ) Refinamento (A)V-F-F-V-F (B)V-V-F-V-F (C)F-F-F-F-V (D) V-F-F-V-V (E)V-V-F-V-F 9)Qual é a finalidade da utilização de cimento endodôntico durante a fase da obturação e cite très propriedades que devemos encontrar em um cimento endodôntico: 10)Cite as fases do preparo mecânico do canal: GABARITO: 1)B 2)A 3)C 4)D 5)C 6)A,B,C,D,E,F,G 7)B 8)E 9) 10) Limpeza passiva inicial; Preparo do corpo do canal; Comprimento de trabalho; Avanço progressivo; Preparo apical; Recuo escalonado; Refinamento. 29