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1 Português Instrumental
· Comunicação Humana
Linguagem é a representação do pensamento por meio de sinais que permitem a comunicação e a interação entre as pessoas.
A comunicação, do ponto de vista da linguística, nada mais é do que a interação entre um determinado grupo que usa a mesma língua ou o mesmo dialeto; tendo em vista a diversidade linguística e a heterogeneidade no discurso, faz-se necessário adequá-lo estrategicamente para que o fenômeno da comunicação se processe devidamente
A língua é o laço que une e integra os indivíduos num mesmo universo, e é ela que dá acesso à vida cultural na sociedade. É um sistema de signos, um conjunto organizado de elementos representativos convencionados por indivíduos e utilizados por membros de um mesmo grupo social.
1.2 Níveis de linguagem
O Emissor e o receptor
O emissor envia uma mensagem, que tanto pode ser visual quanto escrita, a um receptor. O receptor recebe a mensagem e, geralmente, dá uma resposta ao emissor. Essa resposta, no caso de uma conversa entre duas pessoas, se manifesta quando o receptor diz palavras tais como: "sim... estou entendendo", etc., muito comum em conversas telefônicas.
· Fonte ou emissor é quem elabora e transmite a mensagem;
· Receptor ou destinatário é aquele que recebe a mensagem;
· Mensagem é tudo aquilo que o emissor transmite ao receptor, é o objeto da comunicação;
· Referente é o assunto da comunicação, o conteúdo da mensagem;
· Canal é o meio físico, o veículo através do qual a mensagem é levada do emissor ao receptor;
· Código é o conjunto de signos e suas regras de comunicação.
Funções da linguagem
· Função referencial: no processo comunicativo, predomina o assunto ao qual a mensagem faz referência. Nos textos jornalístico, técnicos e científicos destaca-se essa função, pois buscam transmitir uma informação objetiva. Vejamos os exemplos em cada função.
· Função emotiva: com essa função o emissor objetiva suscitar emoções, opiniões. Ela se destaca nas correspondências pessoais, em diários, discursos de formatura etc.
· Função conativa: seu uso objetiva persuadir o receptor da mensagem, seduzi-lo. Essa função é muito presente em mensagens publicitárias.
· Função fática: visa estabelecer uma relação com o emissor para verificar se a mensagem está sendo transmitida, ou para prolongar ou cessar uma mensagem. Quando atendemos uma chamada telefônica e dizemos ‘Alô’ ou perguntamos, em meio ao discurso, ao receptor ‘Você está entendendo?’, utilizamos da linguagem com essa função.
· Função metalinguística: consiste em usar a linguagem, a língua, para falar dela mesma, tornando-se seu próprio referente. Os dicionários e os textos que estudam e interpretam outros textos são exemplos do emprego da linguagem com essa função.
· Função poética: objetiva expressar sentimentos, descrições, visões de mundo, em textos que exploram a sonoridade, o ritmo, ou seja, novas possibilidades de combinação dos signos linguísticos. Predomina em textos literários, publicitários e em letras de música.
1.4 Elementos da língua portuguesa
A gramática da Língua Portuguesa está dividida em grandes campos de estudo: a fonética, a morfologia, a semântica, e a sintaxe.
· A fonética que estuda os sons da fala.
· A morfologia estuda a forma das palavras, ou seja, a representação gráfica, o vocábulo.
· A semântica preocupa-se não só com a representação gráfica do vocábulo, mas com seu significado. Portanto, é um campo da gramática que estuda a palavra, não apenas o vocábulo.
· A sintaxe é o campo da gramática que estuda a unidade linguística em seu contexto oracional, ou seja, estuda os termos que compõem uma oração. A oração, em Língua Portuguesa, basicamente pode ter sujeito, terá sempre um predicado, e pode ter ou não complementos.
1.5 Interpretação e intelecção
Interpretação
Interpretar não é afirmar, pressupor, deduzir o que o autor/emissor quis dizer, mas estabelecer relações, levantar hipóteses e comprová-las no texto. Cabe ao receptor levantar os implícitos e pressupostos da mensagem, sempre ancorado no texto.
Intelecção
A intelecção é entender e compreender as reais intenções do emissor em relação à mensagem. É retirar do texto o que está explícito e claro. A exemplo, se o emissor expõe em um texto que é favorável ao aborto, na intelecção desse texto o receptor deve descrever o que está explícito, ou seja, mesmo o receptor não concordando com as ideias do autor/emissor, não se pode deduzir, ou achar que essa não era a ideia principal do texto, simplesmente porque o receptor não é favorável a tais ideias. Assim, a intelecção não admite o uso de termos como “o autor quis dizer”, mas sim de termos que demonstrem, afirmem o que realmente está explícito na mensagem/texto/ discurso.
1.7 Frase, oração e período
· Frase é todo enunciado de sentido completo, capaz de estabelecer comunicação. Pode ser nominal ou verbal.
· Oração é um enunciado que se estrutura em torno de um verbo ou locução verbal. Ex: A menina sujou seu vestido.
· Período constitui-se de uma ou mais orações. Pode ser simples ou composto.
· Período simples: A menina ofereceu um livro a Joana.
· Período composto: O povo anseia que haja uma eleição justa, pois a última obviamente não o foi.
1.8 Coesão e coerência
Coesão: ou unidade, consiste no resultado do emprego correto dos termos conectivos da linguagem, o que permite expressar uma ideia de cada vez, omitindo o desnecessário e prendendo-se às relações existentes entre a ideia principal e as secundárias. Tal resultado em muito se deve ao correto emprego do tópico frasal.
Coerência: valendo-nos da definição primariamente apresentada para coerência (a ligação perfeitamente inteligível das partes de um texto com o seu todo), podemos auferir que esta consiste em ordenar e interligar as ideias de maneira clara e lógica e de acordo com um plano definido.
1.9 Estrutura do texto
O leitor de uma redação deve poder detectar, claramente, três partes: a introdução, o desenvolvimento e a conclusão.
1.10 Forma e contéudo
A separação entre forma e conteúdo nos livros didáticos tem o único fim de facilitar o aprendizado. No entanto, forma e conteúdo vivem intimamente ligados.
Podemos dizer que a forma é o modo que você usa para pôr suas sensações, seus pensamentos e suas opiniões num papel, compondo o que chamamos de texto. A forma é algo pessoal, é o "jeito" que cada um tem de escrever. Poderia ser chamada de estilo, pois a forma se caracteriza pelas palavras escolhidas (vocabulário), as conjunções e preposições (conectivos), os tempos verbais e os sinais de pontuação.
1.10 Forma e contéudo
A separação entre forma e conteúdo nos livros didáticos tem o único fim de facilitar o aprendizado. No entanto, forma e conteúdo vivem intimamente ligados.
Podemos dizer que a forma é o modo que você usa para pôr suas sensações, seus pensamentos e suas opiniões num papel, compondo o que chamamos de texto. A forma é algo pessoal, é o "jeito" que cada um tem de escrever. Poderia ser chamada de estilo, pois a forma se caracteriza pelas palavras escolhidas (vocabulário), as conjunções e preposições (conectivos), os tempos verbais e os sinais de pontuação.
Gênero textual
O gênero textual é a realização concreta dos tipos textuais, uma vez que a comunicação por meio dos diversos gêneros é que ordena as atividades comunicativas, ou seja, narramos, descrevemos, dissertamos a todo instante, porém de diferentes formas, à medida que nosso contexto discursivo nos solicita.
1.11 Pontuação
Ponto e vírgula ( ; )
· Usado para marcar uma pausa mais longa, ou seja, é um sinal de pontuação que está entre a vírgula e o ponto final.
· Utiliza-se para marcar itens de uma enumeração. Ex. O portfólio conta com os seguintes documentos;
· Separar orações coordenadas que já possuem vírgulas. Ex. Após a realização da prova, 35 alunos foram aprovados; 5 alunos, não.
Ponto ( . )
· Usa-se o ponto para encerrar uma frase, período, oração declarativa. Ex. Vitor é uma criança muito feliz.
Ponto de interrogação ( ? )
Empregado após uma pergunta direta. Ex. Você está compreendendoas aulas de português?
Ponto de exclamação ( ! )
Para indicar surpresa, espanto, estados emotivos, chamamento. Ex. Vamos continuar nossa jornada!
Dois pontos ( : )
· Usados para iniciar citações. Ex. Já dizia o ditado: filho de peixe, peixinho é.
· Marcar falas em um diálogo. Ex. A mãe encheu os olhos de lágrimas e disse: - Minha filha, eu te amo!
· Iniciar uma enumeração. Ex. O portfólio conta com os seguintes documentos: memorandos
Aspas ( “ ” )
· Empregam-se para marcar citações. Ex. “Vivemos em um país democrático”, destacou a presidente.
· Destacar palavras estrangeiras, gírias. Ex. O “show” foi maravilhoso!
· Destacar nomes de livros. Ex. O livro “Dom Casmurro” de Machado de Assis é uma importante obra da literatura brasileira.
1.12 Concordância
Sintaxe é o estudo das regras que regem a construção de frases nas línguas naturais. A sintaxe é a parte da gramática que estuda a disposição das palavras na frase e das frases no discurso orais e escritos, incluindo a sua relação lógica entre as múltiplas combinações possíveis para transmitir um significado completo e compreensível. Logo, a concordância é o mecanismo através do qual as palavras alteram suas terminações para se adequarem harmonicamente umas as outras na frase. Assim, sintaxe de concordância é a harmonia de flexão das palavras de uma frase, e esta se divide em dois tipos principais: a concordância nominal e a concordância verbal.
O que é concordância nominal?
É a concordância em gênero e número do adjetivo, artigo, numeral e pronome com o substantivo a que se refere.
Ex.: Veja este carro quebrado.
Vendo moto e carro usados.
O que é concordância verbal?
· Na concordância verbal, o verbo concorda com o sujeito em número e pessoa.
Ex: Nós vamos à praia. Paula vai ao supermercado.
1.14 O ato de escrever
Considerando que o redator só alcança o objetivo de produzir resposta, tornar comum suas ideias e persuadir se estiver usando um código conhecido do leitor, que é seu receptor, e que em certas circunstâncias a redação é feita para satisfazer necessidades curriculares, a pessoa que escreve uma redação escolar ou de vestibular, por exemplo, não pode esquecer que os examinadores estarão sempre levando em conta os conhecimentos básicos de Língua Portuguesa, bem como a clareza de raciocínio, demonstrada no modo como a redação é estruturada.
Tipologia textual
A tipologia textual indica a forma como o sujeito da escrita apreende o objeto do qual está tratando, essa forma pode ser influenciada pelo próprio objeto. Uma corrida ou partida de futebol encaminham uma narração, um acidente requer uma descrição, a defesa de uma postura origina uma dissertação. A divisão tipológica de construção textual em Narração, Descrição e Dissertação nos possibilita, como emissor da mensagem/texto, estabelecer a finalidade, o objetivo da mensagem.
1.15 Texto narrativo, descritivo e dissertativo
Texto narrativo
Narração é uma redação por meio da qual se escreve uma história, uma piada, um conto, uma novela ou qualquer outro tipo de texto que tenha dois elementos essenciais: ação e personagem. Quando se trata de uma narração literária, tentar narrar algo de maneira diferente do que as pessoas costumam imaginar é o primeiro passo para quem pensa em "escrever bem".
Assim, será sempre importante que as narrativas respondam às seguintes questões:
· QUEM? A resposta a esta pergunta aponta o personagem ou os personagens da narração.
· O QUÊ? Conduz ao fato central; é o que se pode chamar de "fio condutor". É como se fosse a estrutura do enredo (assunto). Na narração, poderíamos simplificar e dizer que se trata do conteúdo.
· QUANDO? É o tempo em que os fatos narrados ocorreram.
· ONDE? Marca o espaço, o local onde os fatos ocorreram ou estão ocorrendo.
· COMO? O enredo, ou seja, o conteúdo baseia-se nas respostas a essa pergunta.
· POR QUÊ? As razões, os motivos, as causas que levaram ao fato que se está narrando.
1.16 Redação científica
Ao longo do tempo, percebemos que a falta de conhecimento linguístico e de normas que possam facilitar a vida dos alunos, professores e pesquisadores na elaboração dos seus trabalhos é uma constante quando se trabalha a língua como pressuposto científico.
Sendo assim, o principal objetivo da redação científica é fazer com que os trabalhos comumente realizados em cursos que você realiza sejam feitos por meio da pesquisa e dos seus embasamentos técnico-científicos, bem como sociais. Para Medeiros (1997, p. 12), apud Câmara Jr. (1978, p. 58): “A leitura exige objetivo preestabelecido, análise, síntese, reflexão, aplicação do que se leu”.
Fichamento
O fichamento é um processo utilizado para elaborar fichas de leitura na qual devem constar as informações mais relevantes de um texto lido. São anotações que servirão posteriormente para consulta, na elaboração do seu trabalho. Lembramos que fichamento não é um resumo, mas sim um apontamento das principais ideias contidas num artigo ou obra lida. É válido ressaltar que o fichamento, segundo Medeiros (1997, p. 93), é precedido por uma leitura que atenta para o texto. Assim teremos: fichas de comentário, citação direta, resumo e crítica/analítica. A diferença entre os vários tipos de fichas é só o seu texto. As fichas compreendem o cabeçalho, referências bibliográficas, corpo da ficha e local onde se encontra a obra. O cabeçalho engloba título genérico ou específico e letra indicativa da sequência das fichas, se for utilizar mais de uma.
Resumo
É a captação da ideia maior do texto, o ponto central. A norma NBR 6028:1990 define resumo como “apresentação concisa dos pontos relevantes de um texto”. Segundo Medeiros (1997, p. 142), resumo é "uma apresentação sucinta, compacta dos pontos mais importantes de um texto".
Resenha
Para Andrade (1995, p. 60), apud Medeiros (1997, p.132), a resenha é um tipo de trabalho que “exige conhecimento do assunto, para estabelecer comparação com outras obras da mesma área e maturidade intelectual para fazer avaliação e emitir juízo de valor”. Logo, observamos a resenha com algumas condições estruturais: delimitação, análise textual, temática, interpretativa, problematização e síntese pessoal.
1.17 Textos técnicos e de instrução
Mensagem eletrônica (e-mail)
As mensagens eletrônicas, que também podem ter cunho técnico-administrativo, estão sendo muito usadas atualmente, e a celeridade de sua circulação requer cuidados quando utilizadas para fins profissionais. O emissor da mensagem deve atentar para sua clareza, coerência e coesão, não se esquecendo do uso de uma linguagem padrão, formal, uma vez que nas mensagens eletrônicas institucionais e profissionais não cabem abreviaturas, gírias, linguagem coloquial, tal qual usamos em mensagens eletrônicas pessoais.
Convocação
A convocação é uma produção textual utilizada para convocar, chamar, convidar alguém para uma reunião, encontro. É necessário especificar o local, a hora, a data e o objetivo da convocação, a exemplo da pauta de uma reunião ou assembleia.
Ata
É um texto elaborado a partir de relatos, fatos, deliberações ocorridos em uma reunião, encontro, assembleia. Suas principais características são:
· Texto constituído sem parágrafos, emendas ou rasuras, uma vez que a ata é um documento, não se admitindo modificações posteriores. Caso seja necessária alguma alteração, deve-se usar a expressão “Em tempo:”, com a anuência do presidente;
· Números são grafados por extenso;
· O texto poderá ser manuscrito em livro próprio para este fim ou digitado, este último com numeração para cada ata;
· A ata deverá ser assinada, obrigatoriamente, pelo presidente da reunião e pelo secretário desta. Poderá ser assinada pelos demais presentes à reunião, desde que necessário;
· Obrigatoriamente, o texto/ata deverá conter dia, mês, ano e hora da reunião, grafados por extenso; local da reunião; relação nominal dos presentes à reunião; pauta (ordem do dia) e o fecho da ata
Memorando
É um documento que objetiva a comunicação interna entre setores ou departamentos de uma mesma instituição ou empresa. A celeridade dacomunicação é uma característica dessa redação. Sua estrutura consiste em:
· Destinatário (nome ou cargo/função)
· Emissor (nome ou cargo/função)
· Assunto: sobre o que o memorando está tratando
· Data
· Mensagem em si
· Fechamento
· Assinatura
Requerimento
É um texto produzido com a finalidade de solicitar, requerer algo dentro de uma mesma instituição pública ou privada. Esse documento é elaborado quando se tem a presunção de que a solicitação tem amparo legal. Como exemplo, tomemos a solicitação, via requerimento, da licença-maternidade.
Declaração
É um documento em que se declara, conceitua, ou explica algo a alguém. Quando queremos comprovar que estamos estudando em determinada instituição, por exemplo, solicitamos da secretaria escolar uma declaração de que estamos matriculados.
Procuração
Documento utilizado para que uma pessoa represente outra, legalmente. Nesse documento, delimitamos ou constituímos amplos poderes, ou seja, delegamos poderes ao procurador para realizar atos quando estiver nos representando. A procuração pode ser simples, redigida de próprio punho ou digitada, ou ainda feita em cartório, também conhecida como procuração pública. É importante ressaltar que a procuração, tal qual a ata, deve ser redigida sem parágrafos, uma vez que não são permitidas emendas ou rasuras. Ela só terá validade se a assinatura for reconhecida em cartório. Isso vale para os dois tipos de procuração, a simples e a pública.
Ofício
Documento de uso exclusivo de órgãos públicos, uma vez que os assuntos tratados nesse documento são sempre oficiais, logo ele pode ser emitido somente por órgãos públicos, porém o destinatário poderá ser a própria administração pública ou empresa/instituição particular. Por se tratar de um documento oficial, deve ser redigido em papel timbrado. Instituições ou empresas particulares utilizam a carta comercial para se comunicarem com outras empresas ou com a administração pública, uma vez que não podem utilizar o ofício.
Relatório administrativo
Com o intuito de comunicar algo a alguém, o relatório administrativo é um relato, opinião/ponto de vista do autor acerca de fato, ação ou ocorrência administrativa. Sua organização consiste em introdução do assunto, desenvolvimento minucioso das ideias/fatos/ocorrências elencadas na introdução e conclusão do que foi exposto
1.18 Formas de discurso
Discurso direto
É aquele em que o autor reproduz exatamente o que escutou ou leu de outra pessoa.
Podemos enumerar algumas características do discurso direto:
Discurso indireto
É aquele em que o narrador reproduz com suas próprias palavras aquilo que escutou de outra pessoa ou leu sobre ela. No discurso indireto eliminamos os sinais de pontuação que introduzem o diálogo e usamos conjunções: que, se, como, etc.
Agora perceba como ficaria o mesmo texto, visto no exemplo interior, caso o discurso fosse indireto:
"O velho falou para a velha que não sabia por que todos tinham ido embora, mas não queria sair de lá. Disse que aquele era o lugar deles, onde morreriam quando chegasse a hora. A velha concordou dizendo que nada faria eles saírem de lá.".
Discurso indireto livre
É aquele em que o narrador reconstitui o que ouviu ou leu por conta própria, servindo-se de orações.
1.21 Como Redigir: Bilhete e Correio Eletrônico (E-mail)
O que é específico na redação de textos empresariais e oficiais?
Esses tipos de escrita são atividades com formas de atuação e objetivos bastante específicos, têm estilos e características próprias, o que as distingue sobremaneira de redações literárias. A linguagem da redação de documentos considera, principalmente, a objetividade, a eficácia e a exatidão dos informes.
Usa-se para tal a linguagem denotativa (sentido real das palavras), estrutura simples, paragrafação clara e objetiva. Isso não quer dizer que não devamos preocupar-nos com a estética tanto da linguagem quanto do documento em geral, pelo contrário, isso é primordial para uma boa comunicação. Quando alguém recebe uma comunicação por nós enviada, está também recebendo uma imagem de nós mesmos por aquilo que escrevemos.
É bastante comum as empresas ofertarem treinamento para os funcionários responsáveis pela confecção de comunicação. Essa atitude mostra preocupação com a imagem da empresa, pois as pessoas responsáveis pela escrita não podem cometer erros de gramática, de vocabulário ou de estrutura textual.
Redação empresarial
A redação empresarial é um meio de se estabelecer comunicação entre pessoas por meio de papéis, cartas ou outros documentos. É o conjunto de instrumentos de comunicação escrita: cartas, bilhetes, memorandos, ofícios, requerimentos, contratos. Esse tipo de comunicação é utilizado por empresas, indústria e comércio, com o objetivo de iniciar, manter ou encerrar transações.
A redação empresarial e a correspondência ou redação oficial, às vezes, confundem-se porque se inter-relacionam e unem os objetivos e interesses do comércio, indústria e bancos. Daí pode-se denominar de empresarial ou oficial a reunião dessas comunicações (comerciais, empresariais e bancárias).
Correspondência oficial ou redação oficial?
A correspondência oficial é o meio de que as pessoas se utilizam para manter as relações de serviço na administração pública direta ou indireta, nos âmbitos federal, estadual ou municipal. Assim, redação oficial é a maneira de redigir a correspondência dos mais diversificados objetos de serviços, nos órgãos públicos
Bilhete
É um gênero usado para comunicações breves; atualmente, está sendo substituído pelo e-mail. De uma forma ou de outra, há que se ter atenção para ser utilizado o padrão culto da língua. Não se deve esquecer o destinatário e a assinatura no bilhete. É um gênero textual que pode ter significados diversos, pois pode ser um tipo de documento de valor comprovado, ou um breve recado escrito para alguém.
Correio eletrônico ou e-mail
O correio eletrônico ("e-mail"), por seu baixo custo e celeridade, transformou-se na principal forma de comunicação para transmissão de documentos. Um dos atrativos de comunicação por correio eletrônico é sua flexibilidade. Assim, não interessa definir forma rígida para sua estrutura. Entretanto, deve-se evitar o uso de linguagem incompatível com uma comunicação empresarial.
1.22 Mala direta e Release
Mala Direta
É um tipo de correspondência que atinge um número grande de pessoas. Deve ter linguagem simples, clara e objetiva, pois se destina a públicos diferentes, de diferentes classes sociais, objetivos e campos de atuação.
Release
O release é um material informativo distribuído entre jornalistas antes de eventos, solenidades, entrevistas, lançamento de filmes, livros, etc. Normalmente, traz informações sobre fatos, programas ou assuntos para os quais se quer atenção da mídia.
1.23 Convite e convocação
Convite
O convite é um meio de comunicação pelo qual podemos pedir o comparecimento de alguém a alguma cerimônia. A convocação, em última instância, passa a ser outro instrumento de comunicação, que parece mais formal do que o convite e, de certa forma, exige a presença do convidado. Quando usar a formalidade? A quem se dirigir?
Essas são algumas das questões que formulamos quando pensamos em fazer um convite ou convocação. O convite é menos formal, enquanto a convocação pede formalidade. No segundo caso, quem recebe a mensagem não se deve desobrigar do comparecimento ao evento (reunião). O convite é de livre aceitação.
1.24 Carta comercial
A carta comercial é um instrumento de comunicação de que se valem as empresas ou pessoas no relacionamento comercial. É, também, a imagem de quem a representa. Portanto, não basta que transmita um conteúdo, mas que o faça de maneira que impressione bem, por isso é necessário que sua apresentação cause uma impressão de ordem, organização e competência.
Como em qualquer comunicação, a clareza é uma qualidade imprescindível, pois não se podem esclarecer as dúvidas de imediato. Além da perda de tempo, pode haver como consequência, sérios prejuízos financeiros decor rentes de interpretaçãoerrônea motivada pela obscuridade do texto. Então, o mínimo exigido de uma carta é que ela seja inteligível.
1.25 Aviso e circular
Aviso
Usado para manter a comunicação social em uma empresa, comunica com objetividade e eficácia a Rescisão de Contrato de Trabalho (aviso prévio), por exemplo.
Pode ser fixado em local visível ao público ou ser publicado em jornal de grande circulação.
Circular
A circular é um documento noticioso remetido a diferentes pessoas, órgãos ou entidades. São objetos de circulares as notícias relativas à empresa, de uma forma geral. É toda comunicação reproduzida em vias, cópias, como documento. Destina-se a ordenar, avisar ou instruir.
1.26 Ofício e procuração
Ofício
O ofício é um documento expedido entre os órgãos de serviços públicos. Entidades civis, religiosas ou comerciais se utilizam deste termo “ofício” para renomear a carta. É um documento público expedido por alguém superior para troca de informações de subalternos e entre a administração e empresas particulares, em caráter oficial.
Procuração
Instrumento pelo qual uma pessoa recebe de outra poderes para, em nome dela, praticar atos ou administrar bens.
A procuração pode ser:
· pública: se lavrada em cartório;
· particular: se passada de próprio punho pela pessoa que a dá. Mesmo assim esta deve subordinar-se a certas regras formais para que se identifique como ato perfeito.
Quem passa a procuração é o mandante, constituinte ou outorgante; e quem recebe o mandato é o mandatário, procurador ou outorgado.
· Substabelecer: nomear como substituto; transferir a outrem a procuração recebida de alguém.
· Outorgar: conceder, dar; declarar em escritura pública.
1.27 Ata
O que é uma ata?
É um documento em que se registram as ocorrências de uma reunião. É um ato de registro. A ata pode ser manuscrita em livro próprio ou digitada em folhas numeradas.
Como fazer uma ata?
A ata pode ser manuscrita em livro próprio ou digitada em folhas numeradas. Todas as folhas devem ser rubricadas pelos participantes e pelo presidente da reunião. É importante que se saiba da obrigatoriedade da assinatura do secretário e do presidente, os demais participantes da reunião assinam a ata se for o caso.
O texto deve ser escrito em linhas corridas, sem rasuras e emendas. Se isso ocorrer, deve-se escrever "digo" e em seguida grafa-se o termo exato. "Aos dezessete de julho, digo, junho, de 2006...".
Termo de abertura
Este livro contém X folhas numeradas e rubricadas por mim, (nome do secretário), e destina-se ao registro de Atas das reuniões de (colocar o nome condomínio, empresa).
Termo de encerramento
Eu, (nome do secretário), Secretário de (colocar o nome do condomínio, empresa), declaro encerrado este livro de atas/declaro encerrada esta ata de reunião.
1.28 Contrato
Documento por meio do qual se estabelecem acordos entre pessoas ou entidades. A partir de um contrato existe algum direito ou obrigação entre as partes interessadas.
Quando se faz um contrato?
Quando da compra e venda de bilhetes de loteria ou passagem, em caso de matrícula em uma instituição de ensino, casamentos, prestação de serviços, compra e venda em gera, locações etc.
O que deve constar em um contrato?
O que gerou a negociação? Detalhes
Quais os direitos e deveres dos contratantes?
Quais as penalidades, se o contrato for quebrado?
Quais os prazos de pagamento, entrega, juros?
Onde residem os contratantes?
Qual o foro para esclarecimento de dúvidas?
Quando e onde foi firmado o contrato?
Quem assina?
Precisa de registro em cartório?
Quanto à forma, um contrato pode ser:
· Solene: de acordo com a forma prescrita na lei. Exemplo: testamento, casamento.
· Não solene: quando não segue uma forma de existir prescrita na lei. Exemplo: contrato de compra e venda.
Quanto ao modo de existir, um contrato pode ser:
· Principal: não depende de outro para existir. Exemplo: contrato de locação.
· Acessório: depende de outro para existir. Exemplo: contrato de fiança.
Quanto à natureza, um contrato pode ser:
· Gratuito ou unilateral: quando a despesa acontece somente para um dos contratantes. Exemplo: doação, empréstimo.
· Oneroso ou bilateral: quando gera gastos para ambas as partes. Exemplo: compra de um imóvel.
1.29 Edital
Esta comunicação tem a finalidade de convocar, avisar ou informar. Deve ser afixado em local visível e publicado em jornais de grande circulação, pois se trata de um documento cujo teor não se pode desconhecer.
Pode ser dividido em:
· Edital de concorrência;
· Edital de concurso;
· Edital de convocação;
· Edital de leilão.
1.30 Convênio
Um convênio é firmado para atender a interesses recíprocos. É um ajuste ou acordo entre duas ou mais pessoas, ou ainda, entre empresas para a prática de determinadas ações. São firmados pelas empresas convênios de assistência médico-odontológica, por exemplo.
link
https://www.studocu.com/pt-br/document/federal-institute-of-rio-grande-do-sul/assistente-administrativo/assistente-administrativo/36577769