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MÉTODOS E ABORDAGENS NO 
ENSINO DE LÍNGUAS 
AULA 5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Profª Helenice Ramires Jamur 
 
 
2 
CONVERSA INICIAL 
A pesquisa e a prática docente 
Olá! Seja bem-vindo! Vamos conversar sobre pesquisa e prática docente? 
Como os conceitos da pesquisa científica no âmbito das ciências humanas 
podem contribuir para nossa atuação docente? Sabemos que os resultados das 
pesquisas favorecem a ampliação do olhar a respeito do processo educativo, de 
acordo com o que vimos anteriormente; mas, em nosso cotidiano, o 
conhecimento acerca das formas de se fazer ciência pode nos apoiar? 
Já antecipamos que a resposta à pergunta é “sim”, conforme veremos 
nesta etapa; afinal, todos os dias temos a oportunidade, como professores, de 
nos encontrar com um campo de pesquisa riquíssimo, dinâmico e do qual 
podemos coletar resultados também. Portanto, munidos de bons instrumentos, 
conhecedores das formas de coleta, análise e discussão de dados, podemos 
melhorar a cada dia nossa prática e, quem sabe, criar um método próprio. 
Nesta etapa, abordaremos os conceitos das ciências humanas que 
podem nos apoiar no ensino de línguas, sem pretender esgotar um assunto tão 
complexo. Identificaremos os principais procedimentos que podem ser trazidos 
das ciências para o cotidiano escolar. Nosso percurso passará também por 
algumas estratégias já desenhadas para que você tenha sustentação teórica e 
metodológica suficientes para começar suas análises dos resultados das 
práticas. 
Continuando nossa jornada, veremos como podemos observar as falhas 
em nossas práticas e como os resultados contribuem para a melhoria 
exponencial das aulas. Para encerrar, trataremos das formas de realizar análise 
dos dados coletados e discutiremos um possível passo a passo para que você 
incorpore a pesquisa em sua prática. 
Sabemos que não é possível abranger todos os aspectos da pesquisa 
científica em ciências humanas em um capítulo, mas vemos os pontos mais 
relevantes para que você inicie sua prática de forma crítica e autoavaliativa. 
Preparado? Bons estudos! 
 
 
 
3 
TEMA 1 – COMO OS PROCEDIMENTOS DA PESQUISA CIENTÍFICA PODEM 
NOS APOIAR? 
De maneira geral, as estratégias utilizadas para se realizarem pesquisas 
em diferentes áreas do conhecimento são verdadeiros mistérios para quem não 
optou por seguir carreira científica, buscando mestrado ou doutorado. No 
entanto, a ciência fornece ricas formas de coletar, organizar, analisar e entender 
dados que podem ser muito úteis não só para a prática docente, mas para outras 
profissões e, por que não, até para a vida cotidiana. 
A grande questão das ciências de modo geral tem sido justamente romper 
essa limitação de que leitores precisam ser fluentes numa linguagem científica 
para compreender textos publicados em revistas científicas. Por essa razão, em 
um esforço de trazer a pesquisa para perto da docência, vamos entender como 
exatamente é essa contribuição que vislumbramos. 
Figura 1 – Pesquisa científica como instrumento para a prática docente 
 
Crédito: autumnn/Shutterstock. 
 
 
4 
Para se alfabetizar cientificamente, é preciso compreender a natureza da 
pesquisa em ciências humanas. Diferentemente daquela em exatas, por 
exemplo, temos como fundo a complexidade e inexatidão do ser humano ao 
buscar respostas para determinados questionamentos. Quer um exemplo? Ao 
perguntar de que modo um indivíduo aprende uma língua estrangeira, não temos 
uma resposta única, há várias formas de ver o aprendizado; afinal, o que é 
aprender? É ter fluência? É compreender? Em que situações e como é testado 
esse aprendizado? Quem são os estudantes? Em que contexto social se 
encaixam? 
São muitas as questões que definem um campo a ser pesquisado. Essa 
forma de pensar um fenômeno social, com delimitações importantes para a 
pesquisa, como no exemplo do aprendizado estabelecendo um ponto de vista, 
um grupo social, uma base teórica, é o que podemos chamar de “a fase da 
problematização”. Nessa etapa é preciso entender a complexidade do 
“problema” a ser estudado, suas variações e, especialmente, o que a ciência já 
avançou a esses respeito. 
Depois há outras etapas, mas essas primeiras podem ajudar o docente 
em sua prática? Qual é a sua opinião a respeito? 
Ao sair do senso comum, buscando na ciência as respostas para suas 
questões, o professor já inicia um processo importante de autonomia, não se 
submetendo a “verdades” que não favorecem a prática docente. Vamos 
exemplificar. É comum que seja uma norma não utilizar a língua materna com 
estudantes em aprendizado de uma segunda língua, e sabemos, pela própria 
ciência, dos benefícios da imersão. Mas será que essa estratégia é realmente 
danosa para o aprendizado no contexto em que o professor ensina? E se o 
público for de iniciantes? Crianças? Idosos? Pessoas em vulnerabilidade social? 
Seguimos com essa mesma ideia? Podemos investigar se nesse grupo há outro 
resultado? Certamente, existem muitas possibilidades de respostas! Veja que 
essa forma de questionar, própria da ciência, ajuda a olhar para a questão sob 
outro prisma, sem desconsiderar os avanços científicos, mas justamente 
apropriando-se deles para construir uma prática bem fundamentada. 
TEMA 2 – ESTRATÉGIAS JÁ DESENHADAS 
Vamos falar das estratégias para incluir a pesquisa no cotidiano docente? 
A da observação tem sido utilizada com grande frequência na investigação 
 
 
5 
científica em ciências humanas. Por meio de questões previamente elaboradas, 
o pesquisador se torna um observador de determinado aspecto da vida social, 
buscando pistas que o auxiliem a responder sua questão central. Da mesma 
forma, o professor pode partir do que percebe em seus contatos frequentes com 
os alunos e elaborar perguntas que o apoiem no planejamento. 
Figura 2 – Observação como instrumento de investigação científica do docente 
 
Créditos: naum / Shutterstock. 
Vamos pensar em alguns exemplos? 
O professor de línguas terá como tarefa a observação de cada evento 
proposto, verificando alguns pontos: os impactos no aprendizado, como a turma 
recebeu aquele novo conteúdo, se a proposta foi dinâmica, se as orientações 
foram suficientes, se os objetivos foram alcançados, entre outros que podem ser 
registrados a partir de uma observação crítica dos seus próprios resultados como 
docente. Kumaravadivelu (2003, citado por Furlanetto, 2019, p. 152-153) sugere 
dois modelos para essa observação: 
1) Orientação para o produto: nesse prisma, ainda que de forma 
superficial, obtém-se um diagnóstico quanto às interações, sobre “o quê” 
os alunos e professores fazem durante certas atividades. Segundo esse 
modelo, os registros serão próximos do seguinte: “o professor faz 
perguntas”, “O aluno responde”, “Os alunos começaram a falar” 
(Kumaravadivelu, 2003, citado por Furlanetto, 2019, p. 151). 
2) Orientação para o processo: nesse caso, o olhar se volta para as 
práticas, a forma “como” acontece o aprendizado, que passa a ser o foco. 
Assim, busca-se observar mais do que a interação, mas os indivíduos e 
os resultados da prática docente. Nesse sentido, as anotações estarão 
 
 
6 
focadas nos indivíduos em si, como estão aprendendo e quais são as 
maneiras que trazem resultados para cada indivíduo. 
A crítica aos dois modelos é a de que não dão conta de coletar dados 
suficientes para apoiar a prática de sala de aula. 
Saiba mais 
Para conhecer mais a respeito do assunto, vale conferir a obra O 
professor global e o ensino da língua inglesa: uma visão a partir do pós-método, 
de autoria de Priscila Furlanetto. O capítulo 6, “Observar para teorizar”, em 
especial, oferece apontamentos muito interessantes. 
Para Kumaravadivelu (2003, citado por Furlanetto, 2019), a observação 
deve ter no mínimo três perspectivas: do aluno, do professor e do próprio 
observador. Nesse caso, um novo observador entra no contexto das aulas (por 
exemplo,um colega professor que possa ter outro ponto de vista para a 
observação e análise dos resultados). A triangulação desses diferentes olhares 
fundamenta a teoria ou método próprio de cada professor. 
TEMA 3 – OBSERVANDO AS FALHAS SEGUNDO KUMARAVADIVELU 
Kumaravadivelu (2003, citado por Furlanetto, 2019, p. 154) criou um 
esquema para observação de falhas no processo educativo. O primeiro passo é 
o da pré-observação, que tem como objetivo o diálogo entre o professor e seu 
observador quanto aos aspectos a serem percebidos. A segunda etapa é a 
observação propriamente, seguida, por fim, da análise de dados, quando ambos 
dialogam novamente para selecionar os itens que serão examinados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
Figura 3 – Análise de dados como parte do processo de observação 
 
Créditos: SurfsUp / Shutterstock. 
Um paralelo com o método científico seria considerar que a pré-
observação corresponde ao recorte da pesquisa, quando o pesquisador delineia 
o problema, cria a problematização (definindo que pretende investigar) e 
desenvolve um protocolo de pesquisa. Para isso, é preciso se fundamentar na 
teoria existente para que haja uma forma coerente de analisar os dados ao final. 
A segunda fase se refere à pesquisa, em que se vai a campo observar o 
fenômeno estudado e fazer as anotações necessárias para registro e posterior 
análise. Já a terceira é a análise dos dados e resultados. Mas não basta apenas 
“analisar”, é preciso ter uma base científica visando estabelecer critérios e 
fundamentar o apontamento dos resultados, trazendo à tona o que foi respondido 
do protocolo inicial, como foi obtido o resultado e as melhorias a ser feitas. 
Cada pesquisa terá seu próprio protocolo e forma de realizar a análise a 
partir da problemática inicial, mas sempre é preciso que haja uma organização 
dos dados que chamamos de “categorização”. Furlanetto (2019, p. 156) 
compartilha uma sugestão de protocolo para classificação das informações 
coletadas, com os exemplos abaixo, constando os seguintes itens: 
• categoria da informação: atitude em relação ao conteúdo e ao sistema de 
ensino da professora, motivação, níveis educacionais de habilidade dos 
alunos, preferências gerais de aprendizagem etc.; 
 
 
8 
• fonte de pesquisa: observações, entrevistas individuais com os alunos, 
registros escolares, entrevista com a professora, observação da dinâmica 
de grupo; 
• características dos alunos: maioria dos alunos tem atitude positiva em 
relação às aulas, estudantes se mostram confortáveis com a professora 
etc.; 
• observações gerais: a dinâmica das aulas tem base em diferentes teorias 
da aprendizagem etc. 
Você pode ter outra forma de classificar os dados oriundos da observação, 
seja sua, seja um terceiro colaborador; basta que essas informações favoreçam 
a construção de dados de pesquisa que o apoiem para responder à pergunta da 
questão inicial. 
TEMA 4 – COMO REALIZAR A ANÁLISE DOS DADOS? 
Não de forma unânime, mas para boa parte da comunidade científica em 
ciências humanas, consideramos como “dados” a informação depois de 
classificada e devidamente analisada. Portanto, quando estamos em campo 
dizemos coletar “informações”, e não “dados”, porque enquanto não estão sob 
análise, não passam de informações. Como dissemos, essa compreensão não 
é unânime, mas aqui trabalharemos pensando sob tal perspectiva. 
Como se faz a análise? Existe um método para isso? A resposta é: 
depende. Por exemplo, Laurence Bardin criou um método de análise do discurso, 
com mecanismos rigorosos para se obterem dados após a coleta das 
informações. Porém, com a diversidade de formas e ferramentas de coleta, além 
da complexidade das análises que exigem flexibilidade nos procedimentos, uma 
opção é que o pesquisador crie os próprios modelos, baseando-se no que já 
existe e sem deixar de descrevê-los e submetê-los aos seus pares para 
validação. Isso porque um olhar único para qualquer problema social 
frequentemente será muito limitado para a composição de conclusões válidas. 
Imagine que, de acordo com sua observação (ou do seu observador) de 
uma aula que não funcionou, o insucesso de dada atividade se deu pela 
dispersão da classe, evidenciada pelas falas e atitudes descritas em um diário. 
Porém, ao olhar para seus dados, outro pesquisador poderá perceber que a falha 
estava na própria concepção da atividade, e não exatamente na execução dela, 
 
 
9 
algo que escapou ao olhar dos observadores. Portanto, em busca da 
multiplicidade de olhares, o trabalho com os pares se torna imprescindível. 
Figura 4 – Análise de dados como ferramenta para avaliar o processo educativo 
 
Créditos: GoodStudio / Shutterstock. 
TEMA 5 – VAMOS VER UM PASSO A PASSO? 
Imagine que você iniciou suas atividades como professor de língua 
estrangeira, optou por uma abordagem e planejou as primeiras aulas. Não fez 
um plano muito extenso porque ainda não conhecia a turma, tampouco a escola, 
portanto era prudente coletar mais informações. 
A primeira aula foi uma espécie de diagnóstico. Você conversou com a 
turma, avaliou seu conhecimento na língua-alvo e percebeu que se tratava de 
um público bastante heterogêneo. Com isso, seu planejamento com atividades 
individuais poderia ser constrangedor para alguns, e assim decidiu ajustar a 
proposta para mais atividades em grupo. 
Pretendendo ser uma investigadora constante, combinou com um colega 
a observação de algumas aulas específicas a fim de obter dados sobre o uso de 
games como atividade de nivelamento para turmas heterogêneas. Portanto, 
você já deu o primeiro passo: criou uma problemática que envolve o uso de 
games para o processo educativo com foco no nivelamento do conhecimento 
para turmas heterogêneas. Ele envolve uma tarefa árdua, ou seja, buscar 
pesquisas que tenham dado algum passo nessa direção. Não é preciso esgotar 
toda literatura sobre o tema, mas é importante conhecer o que já foi pensado a 
respeito por outros autores. 
Em seguida, é preciso escolher e elaborar as formas de levantar as 
informações. Falamos aqui em observação, mas pode ser entrevista individual 
 
 
10 
ou coletiva, questionário etc. Essa etapa é fundamental antes de se ir a campo. 
Se for realizar observação da própria aula, não há problema, mas deve criar 
previamente um questionário com perguntas em relação ao que foi observado, 
como: de que modo a turma recebeu a nova atividade? Houve dúvidas na 
primeira comunicação? A orientação estava adequada? O tempo foi suficiente? 
Gerou os resultados esperado? Questões como essas servem para que ajuste 
a próxima atividade, contribuindo para sua formação como docente. 
De posse desses resultados, é hora de teorizar ou criar seu método ou 
abordagem. Vale lembrar que este pode ser adaptado conforme o perfil da turma 
e o conteúdo estudado. De qualquer forma, deve ser revisto com frequência. 
 Recapitulando os passos, temos: 
1) Conhecer o campo pesquisado – quem são meus alunos? Qual é o perfil 
da escola? 
2) Elaborar a problemática da pesquisa – o que quero saber? Qual é minha 
pergunta? 
3) Buscar a literatura disponível sobre os temas que se relacionam com a 
questão de pesquisa – que autores já trabalharam com ela? O que dizem? 
4) Elaborar um protocolo de pesquisa, considerando os aspectos que 
pretende analisar – que perguntas guiarão minha tarefa de pesquisa? 
5) Responder às questões do protocolo ou pedir que o observador terceiro 
responda (se for o caso) – após a atividade, quais são as respostas? 
6) Analisar as respostas – o que posso concluir dessas respostas? 
7) Teorizar ou construir uma abordagem a partir dos resultados (positivos ou 
negativos) – como a experiência de observação se traduz numa forma de 
ensinar? 
8) Refazer a atividade numa oportunidade para testar a teoria. 
 
 
 
11 
De forma bastante sintética, essa é uma sugestão para que você dê um 
primeiro passo como professor-pesquisador.Assim, à medida que for obtendo 
experiência, terá maior repertório das suas leituras e também das práticas que 
testou, dos resultados que conseguiu a partir das anotações e reflexões críticas 
feitas. Vale reforçar que, para a publicação de resultados, é preciso 
aprofundamento maior nas etapas apresentadas aqui e, especialmente, nas 
formas de análise. Os objetivos aqui apresentados foram apenas de revelar a 
você uma forma de usar “pitadas” de abordagem científica para refletir sobre seu 
método de ensino, sua abordagem a partir da prática, do olhar crítico dela, 
visando à melhoria constante. Caso tenha se encantado pelo mundo da 
investigação, chegará a hora de buscar aprofundamento em programas de 
mestrado ou doutorado. 
NA PRÁTICA 
Como construir sua própria marca como professor? Na prática, pesquisar 
constantemente contribuirá muito para a criação de uma abordagem ou métodos 
próprios. Motivado a fazer um esforço e iniciar as próprias pesquisas de campo? 
Busque informações sobre pesquisa qualitativa, isso o auxiliará em sua 
formação. A esse respeito, uma dica interessante é o livro Manual de pesquisa 
qualitativa: a contribuição da teoria da argumentação, de Mario Cardano, que 
você pode encontrar na Biblioteca Virtual. 
Figura 5 – A pesquisa constante favorece a construção da própria marca como 
professor 
 
Créditos: ProStockStudio / Shutterstock. 
 
 
12 
Vamos refletir sobre como selecionar uma temática de pesquisa para sua 
observação? Comece pensando no que desafia você em sala de aula: um 
conteúdo que sente dificuldade em ensinar, um aspecto do comportamento 
humano que o intriga, uma forma de avaliar que costuma não trazer resultado 
etc. Identifique algo que o instigue, provoque, deixe uma “pulga atrás da orelha”. 
Selecionado o tema, é hora de elaborar uma pergunta, algo que poderá 
ter uma resposta após a observação. Relacione com aquilo que delimite o seu 
problema, como: de que modo ensinar a diferença dos pretéritos em Língua 
Estrangeira Moderna (LEM)? Delimite ainda mais. Pense na forma de ensino que 
pretende usar e problematize se ela é, de fato, eficaz. Agora imagine em como 
mensurar sua eficácia: será por meio de avaliação? Observação do aprendizado 
na prática? Pronto! Está elaborada a pergunta! 
Agora, como você já sabe, deve pesquisar o que a ciência tem à 
disposição sobre esse tema, o que já foi construído. Depois, construa seus 
instrumentos para coletar informação, analise os resultados e melhore sua 
prática a cada dia. Não se esqueça de anotar tudo isso, pois pode virar uma bela 
pesquisa no futuro. 
 
 
 
13 
FINALIZANDO 
Finalizamos essa etapa e esperamos que tenha sido proveitosa para 
você. Abordamos alguns aspectos que consideramos muito interessantes. 
Começamos discutindo como a metodologia científica pode nos apoiar como 
professores-pesquisadores. Vimos que o pensamento científico nos ajuda a sair 
do senso comum e a ajustar as práticas conforme o contexto. 
Dialogamos sobre as estratégias conhecidas para a construção de uma 
pesquisa e o que podemos aproveitar para melhoria contínua de nosso conteúdo 
e também para a criação das próprias abordagens de cada professor. 
Em seguida, vimos o que Kumaravadivelu (2003, citado por Furlanetto, 
2019) sugere para a identificação de falhas no método e observamos a crítica a 
esses procedimentos. Tratamos das formas da análise, convidando você a se 
aprofundar no tema e elaborar as próprias perspectivas de análise perante a 
complexidade da realidade. 
Por fim, procuramos delinear um caminho que lhe possibilite dar início às 
suas pesquisas, sempre lembrando o caráter complexo de uma pesquisa 
científica e a importância da observação de diferentes etapas. 
 
 
 
14 
REFERÊNCIAS 
BROWN, H. D. Principles of language learning and teaching. Englewood 
Cliffs, New Jersey: Prentice Hall, 1997. 
CARDANO, M. Manual de pesquisa qualitativa: a contribuição da teoria da 
argumentação. Petrópolis: Vozes, 2017. 
CORREA, I. M.; MARTINEZ, J. Z. A didática do ensino e a avaliação da 
aprendizagem em língua estrangeira. Curitiba: InterSaberes, 2012. 
FIORIN, J. L. Linguística? Que é isso? São Paulo: Contexto, 2013. 
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 
São Paulo: Paz e Terra, 1996. 
FURLANETTO, P. F. O professor global e o ensino da língua inglesa: uma 
visão a partir do pós-método. Curitiba: InterSaberes, 2019. 
KUMARAVADIVELU, B. The post-method: (e)merging strategies for 
second/foreign language teaching. TESOL Quarterly, v. 28, n. 1, p. 27-48, 1994. 
PAIVA, V. L. M. O. Como se aprende uma língua estrangeira? In: ANASTÁCIO, 
E. B. A.; MALHEIROS, M. R. T. L.; FIGLIOLINI, M. C. R. (Org.). Tendências 
contemporâneas em Letras. Campo Grande: Editora da Uniderp, 2005. p. 127-
140. 
SILVA, G. A. A era pós-método: o professor como um intelectual. Linguagens 
& Cidadania, v. 6, n. 2, jul./dez. 2004. Disponível em: 
<https://doi.org/10.5902/1516849228979>. Acesso em: 1 fev. 2023. 
 
	CONVERSA INICIAL
	A pesquisa e a prática docente
	6) Analisar as respostas – o que posso concluir dessas respostas?
	7) Teorizar ou construir uma abordagem a partir dos resultados (positivos ou negativos) – como a experiência de observação se traduz numa forma de ensinar?
	8) Refazer a atividade numa oportunidade para testar a teoria.
	De forma bastante sintética, essa é uma sugestão para que você dê um primeiro passo como professor-pesquisador. Assim, à medida que for obtendo experiência, terá maior repertório das suas leituras e também das práticas que testou, dos resultados que c...
	NA PRÁTICA
	Finalizamos essa etapa e esperamos que tenha sido proveitosa para você. Abordamos alguns aspectos que consideramos muito interessantes. Começamos discutindo como a metodologia científica pode nos apoiar como professores-pesquisadores. Vimos que o pens...
	Dialogamos sobre as estratégias conhecidas para a construção de uma pesquisa e o que podemos aproveitar para melhoria contínua de nosso conteúdo e também para a criação das próprias abordagens de cada professor.
	Em seguida, vimos o que Kumaravadivelu (2003, citado por Furlanetto, 2019) sugere para a identificação de falhas no método e observamos a crítica a esses procedimentos. Tratamos das formas da análise, convidando você a se aprofundar no tema e elaborar...
	Por fim, procuramos delinear um caminho que lhe possibilite dar início às suas pesquisas, sempre lembrando o caráter complexo de uma pesquisa científica e a importância da observação de diferentes etapas.
	KUMARAVADIVELU, B. The post-method: (e)merging strategies for second/foreign language teaching. TESOL Quarterly, v. 28, n. 1, p. 27-48, 1994.

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