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Faculdade Estácio de João Pessoa Curso de Bacharelado em Engenharia Civil ESTRUTURAS DE CONCRETO II VIGAS T Prof.: Pedro França João Pessoa - 2018 INTRODUÇÃO Teoricamente, as vigas podem ter a seção transversal com qualquer forma geométrica; Porém, além das vigas de seção retangular, as mais comuns são aquelas com forma de I ou T; TIPOS DE VIGAS Vigas “T”; TIPOS DE VIGAS Vigas “Duplo T”; TIPOS DE VIGAS Vigas “T” invertida; TIPOS DE VIGAS Vigas “T” invertida; VIGAS T É muito comum também a viga de seção T quando se considera a contribuição de lajes maciças apoiadas em viga de seção retangular; A seção T é composta pela nervura e pela mesa, sendo que a mesa pode estar parcial ou totalmente comprimida; VIGAS T Podem ser do tipo pré-moldadas, quando são fabricadas com a forma do T numa empresa, ou moldadas no local, no caso de vigas retangulares que, com o trabalho conjunto com as lajes vizinhas, originam uma seção fictícia em forma de T; VIGAS T A seção T é bastante comum nas estruturas moldadas no local quando as lajes do pavimento são do tipo maciça, onde a seção T é visualmente imperceptível, mas surge do trabalho conjunto entre as vigas retangulares e as lajes vizinhas nela apoiadas; A contribuição das lajes, porém, só pode ser considerada quando as lajes estão comprimidas pelas tensões normais da flexão; Se comprimida, a laje atua aumentando significativamente a área de concreto comprimido (A’c) da viga retangular; VIGAS T Consideração de seção retangular ou T em viga contínua com lajes adjacentes nas bordas inferior ou superior: VIGAS T As vantagens de se poder considerar a contribuição das lajes para formar seções T estão na possibilidade de vigas com menores alturas, economia de armadura e de fôrma, flechas menores, etc; LARGURA COLABORANTE Define-se como largura colaborante a faixa da laje adjacente à viga que colabora para resistir às tensões normais de compressão; LARGURA COLABORANTE Segundo a NBR 6118 (2014), “A largura colaborante bf deve ser dada pela largura da viga bw acrescida de no máximo 10 % da distância a entre pontos de momento fletor nulo, para cada lado da viga em que haja laje colaborante” LARGURA COLABORANTE A largura colaborante é dada pela soma das dimensões b1 , bw e b3, com b1 e b3 dados por: O valor b2 representa a distância entre a face da viga que se está considerando a seção T, na direção perpendicular, à face da viga mais próxima. LARGURA COLABORANTE Exemplo nos cálculos da largura colaborante das vigas seção T ou L: SEÇÃO T COM ARMADURA SIMPLES Assim como apresentado no estudo da seção retangular, a “seção T com armadura simples” é aquela que tem como armadura de flexão (longitudinal) resistente apenas a armadura tracionada, disposta próxima à borda tracionada da seção, e que não tem necessidade de armadura longitudinal comprimida; SEÇÃO T COM ARMADURA SIMPLES Nas proximidades da borda comprimida são dispostas barras longitudinais construtivas (não consideradas como resistentes), com no mínimo duas barras, dispostas nos vértices dos estribos; SEÇÃO T COM 0,8X ≤ HF Quando a altura 0,8x do diagrama retangular simplificado é menor ou igual à altura da mesa, isto é, 0,8x ≤ hf, a seção comprimida de concreto (A’c) é retangular, com área (bf . 0,8x), de modo que o dimensionamento pode ser feito como se a seção fosse retangular, com largura bf ao invés de bw, e aplicando- se as mesmas equações já desenvolvidas para a “seção retangular com armadura simples”. A seção a ser considerada será (bf . h); SEÇÃO T COM 0,8X ≤ HF Assim pode ser feito porque o concreto da região tracionada não é considerado no dimensionamento, isto é, para a flexão não importa a sua inexistência em parte da área tracionada; Na maioria das seções T da prática resulta 0,8x ≤ hf; SEÇÃO T COM 0,8X > HF Quando 0,8x resulta maior que a altura da mesa (hf), a área da seção comprimida de concreto (A’c) não é retangular, mas sim composta pelos retângulos I, II e III; Neste caso, não se pode aplicar a formulação desenvolvida para a seção retangular, tornando- se necessário desenvolver uma nova formulação; SEÇÃO T COM 0,8X > HF Decomposição da seção T com armadura simples; CÁLCULO MEDIANTE EQUAÇÕES COM COEFICIENTES K Para a seção T pode-se utilizar também as tabelas elaboradas para a seção retangular. Inicialmente, verifica-se a posição da linha neutra, calculando Kc com bf e d; Com o valor de Kc determinam-se na Tabela A-1 os valores βx e Ks para obter-se o valor de x: CÁLCULO MEDIANTE EQUAÇÕES COM COEFICIENTES K Com o diagrama retangular simplificado, se resultar 0,8x ≤ hf, o cálculo da armadura tracionada é feito como uma viga de seção retangular com largura bf e altura h; Se resultar 0,8x > hf , o dimensionamento deve ser feito com as equações desenvolvidas para a seção T. CÁLCULO MEDIANTE EQUAÇÕES COM COEFICIENTES K Para cálculo do momento fletor resistente M1d , proporcionado pela área da mesa comprimida, adota-se 0,8x* = hf , ficando; A variável βx que relaciona x com d fica: CÁLCULO MEDIANTE EQUAÇÕES COM COEFICIENTES K Com βx* determina-se Kc* na Tabela A-1 e:; Determinado o momento fletor resistente M1d, a segunda parcela de Md é: Obs: Md em valor absoluto CÁLCULO MEDIANTE EQUAÇÕES COM COEFICIENTES K Com o momento fletor M2d determina-se a posição x correta para a linha neutra, referente à seção retangular; A armadura tracionada é: EXERCÍCIOS 1) Dimensionar a armadura longitudinal de flexão da viga com a seção transversal para os dados abaixo: EXERCÍCIOS 2) Dimensionar a armadura longitudinal de flexão para a seção T mostrada abaixo: EXERCÍCIOS 2) Dimensionar a armadura longitudinal de flexão para a seção T mostrada abaixo: Obrigado!