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MONITORIA SOI III APG 19 - PNEUMOTÓRAX acúmulo de ar entre as pleuras PNEUMOTÓRAX ESPONTÂNEO PRIMÁRIO: - Ocorre sem nenhuma causa aparente em pessoas sem doença pulmonar conhecida; - Em geral, é provovado pela ruptura de uma pequena área debilitada do pulmão (bolha); - Mais comum em homens altos, jovens e fumantes; - A maioria das pessoas se recupera totalmente; - Pode ser recorrente em até 50% das pessoas; - Dor torácica e dispneia. PNEUMOTÓRAX ESPONTÂNEO SECUNDÁRIO: - Ocorre em pessoas com alguma doença pulmonar sujacente; - Ruptura de uma bolha em pessoas idosas com DPOC; - Outras doenças pulmonares: fibrose cística, asma, histiocitose pulmonar de células de Langerhans, sarcoidose, abscesso pulmonar, tuberculose e pneumonia por Pneumocystis.; - Os sintomas costumam ser piores; - Pneumotórax catamenial: - Forma rara de pneumotórax espontâneo secundário; - Ocorre 48h após o início da menstrução em mulheres na pré- menopausa; - Causa → endometriose do tórax (endométrio indo para os pulmões por uma abertura no diafragma ou pelas veias) PNEUMOTÓRAX ESPONTÂNEO x ADQUIRIDO - Alterações na pressão pulmonar (como as que ocorrem com mergulhadores [ barotrauma] e pilotos de avião) podem aumentar o risco de pneumotórax; PNEUMOTÓRAX ESPONTÂNEO NEONATAL: decorre da rápida elevação da pressão transpulmonar negativa (aspiração de mecônio). PNEUMOTÓRAX ADQUIRIDO IATROGÊNICO: - Punção de veia central; - Biópsia transbronquica; - Biópsia transtorácica; - Toracocentese; - Biópsia pleural. PNEUMOTÓRAX ADQUIRIDO TRAUMÁTICO: - Trauma aberto; - Trauma fechado. nem sempre secundário mais raro erro hospitalar + comuns Highlight Highlight Highlight Highlight - O pneumotórax consiste no aprisionamento de ar na cavidade pleural, situada entre as pleuras visceral e parietal e não apresenta desvio do mediastino; - Pode ser secundário a um trauma penetrante ou contuso; - O mecanismo mais comum para sua formação é a laceração do parênquima, com extravasamento de ar para a cavidade pleural; PNEUMOTÓRAX SIMPLES - Sinais clínicos: - Dor torácica - Redução do murmúrio vesicular; - Diminuição da expansibilidade torácica; - Timpanismo à percussão; - Hipóxia; - A intensidade dos sinais varia de acordo com a extensão do pneumotórax, sendo assim, um pneumotórax simples pequeno pode passar despercebido na avaliação primária; - A drenagem torácica é indicada, mas em algumas condições podemos fazer tratamento conservador: - Paciente assintomático; - Pneumotórax pequeno; - Sem proposta de ventilação por pressão positiva; - Sem proposta de transporte aéreo subatmosférico. - Pneumotórax pequeno: distancia entre o parênquima pulmonar e a cavidade torácica inferior a 2-3 cm. - Pneumotórax oculto: condição subclínica, não diagnosticada na radiografia de tórax, porém visível à tomografia. principal causa ar entra na cavidade pleural, mas uma parte consegue sair não tem um aumento tão acentuado na pressão comprime o pulmão, pois a parte de fora é rígida dispneia Highlight tem em todos sendo comprimido se percussão estiver normal = som claro pulmonar / maciço = Derr. pleu. / timpánico = Pneumotó. formado pelos alvéolos + sensível - Desenvolve-se quando há escape de ar para o espaço pleural de tal modo que o ar se acumule ali sob pressão; - O que caracteriza o distúrbio é a entrada unidirecional do ar; - Alta pressão→ colapso do pulmão afetado; - Deslocamento das estruturas mediastinais de forma contralateral → distorção dos vasos da base (VCS e VCI) → diminui retorno venoso; - O paciente com pneumotórax hipertensivo evolui para um quadro de colapso ventilatório, secundário à atelectasia do pulmão acometido e de colapso circulatório (choque), secundário à redução importante do retorno venoso ao coração. PNEUMOTÓRAX HIPERTENSIVO SINAIS CLÍNICOS: - Ausência ou redução do murmúrio vesicular; - Redução ou ausência de expansibilidade no hemotórax acometido; - Pode haver hiperinsuflação; - Timpanismo à percussão; - Hipóxia; - Taquipneia; - Taquicardia; - Hipotensão; - Turgencia jugular. - Desvio contralateral de traqueia; - O diagnóstico é clínico! Não devemos retardar a terapia para esperar exames complementares. - O tratamento de emergência é feito pela descompressão torácica digital ou toracocentese. - Alivia a pressão intratorácica; - Transforma o pneumotórax hipertensivo em um simples; - Após essa medida, o tto definitivo é pela drenagem torácica em tubo dágua; - É uma emergência e pode matar em minutos! (Pode fazer drenagem em ambiente pré-hospitalar) ar entra na cavidade pleural e não consegue sair eleva a pressão reduz pré e pós carga, consequent. menor DC devido ao choque circulatório não espera exame de imagem para diagnosticar, principalmente em pacientes com trauma e dispneia faz um corte e enfia o dedo para garantir que o corte chegou na pleura TÉCNICAS DE DRENAGEM Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight deve ir até a pleura Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight - Lesão torácica aspirativa; - Condição secundária à uma perfuração torácica grande, que apresente um diâmetro igual ou superior a 2/3 do diâmetro da traqueia; - Quando a caixa torácica expande, o ar vai da atmosfera para o interior da caixa torácica pela perfuração; - Sinais clínicos: - Lesão na parede torácica; - Redução do murmúrio vesicular e da expansibilidade torácica; - Hipertimpanismo; - Taquipneia; - Hipoxemia e sinais de insuficiência respiratória. - Curativo de 3 pontas (tto imediato): - Curativo feito com material impermeável, colocado sobre a lesão e fixado somente em 3 pontos; - Funciona como uma válvula; - Permite que o ar saia da cavidade pela ferida na expiração, mas impede que ele entre na inspiração; - Drenagem sob selo d’água e reparo da lesão torácica → tto definitivo (obs: o dreno não deve ser introduzido pelo mesmo orifício da lesão). PNEUMOTÓRAX ABERTO lesões maiores --> arma de fogo ou facada - Presença de sangue na cavidade pleural; - Hemotórax maciço: quando o volume de sangue é superior a 1500 ml ou quando ocupa 1/3 do volume total do tórax; - É comum haver sinais de choque hipovolêmico (grandes quantidades de sangue podem se acumular rapidamente na cavidade torácica); - A drenagem torácica fechada em selo d’agua é o tratamento inicial preconizado tanto para os hemotóraces maciços quanto não maciços. - Se houver saída de mais de 1500ml na drenagem ou perda superior a 200ml/hora durante 2-4 horas, indica-se a toracotomia de emergência; - SINAIS CLINICOS: - Murmurio vesicular reduzido no lado acometido; - Macicez à percussão; - Sinais de choque hipovolêmico; - Pode haver sinais de insuficiência respiratória e expansibilidade reduzida HEMOTÓRAX OBRIGADA!