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Estado Vibracional
CESAR DE SOUZA MACHADO
1ª Edição Digital
Edição do Autor
2016
Material protegido pela Lei do Direito Autora
Reprodução proibida 
1ª Edição Digital
Dezembro 2016
Capa
Metaconsciência
Revisão do texto
Maíra Mendes Galvão
Crédito das Imagens
Figuras 20 e 27, Marcio Leite; Figura 26, Fotolia;
Demais figuras criadas pelo autor
Contato com o autor
www.estadovibracional.com – cesardesouzamachado@gmail.com
Escrito no Brasil
Agradecimentos
Ao Waldo Vieira, por ter criado, divulgado e incentivado a aplicação da
técnica de instalação do Estado Vibracional.
A Sônia Cerato, pelo apoio, esclarecimentos e informações gentilmente
cedidas para compor esta obra.
Ao Marcus Evandro de Brito Santos pelo apoio para realização dos
cursos e dinâmicas parapsíquicas que ajudaram a compor o corpo da obra,
assim como pelas informações gentilmente cedidas.
Aos amigos que participaram dos cursos e dinâmicas parapsíquicas
cujos depoimentos foram incorporados aos casos apresentados.
A minha esposa Denise e meus filhos Cesar Filho e Vitor pela leitura
dos originais, críticas e sugestões.
Aos amparadores extrafísicos e todas as demais consciências que
ajudaram direta ou indiretamente para a materialização dessa obra.
O autor,
Novembro de 2014
Suporte ao Leitor
Canal Estado Vibracional e Bioenergias no Youtube:
https://youtu.be/nGbtPdwG1nU
Blog: www.estadovibracional.com
Comunidade no Facebook:
https://www.facebook.com/groups/1153321271447519/
Contato Direto com o Autor: cesardesouzamachado@gmail.com
Pesquisa online sobre o Estado Vibracional
www.estadovibracional.com/pesquisa.html
https://youtu.be/nGbtPdwG1nU
https://www.facebook.com/groups/1153321271447519/
Conteúdo
Apresentação
Capítulo 1 - Introdução
O que é Estado Vibracional
Benefícios do EV
Definição de Estado Vibracional
Instalação voluntária do EV
Quando instalar o EV
Sensações provocadas pelo EV
Quem pratica a instalação do EV
Como descobri o EV
Capítulo 2 - Modelo funcional de bioenergias
Capítulo 3 - Formas de instalação do EV
Formas básicas de instalação do EV
EV espontâneo
EV autoinduzido
EV heteroinduzido
EV intrafísico
EV extrafísico
Formas específicas de instalação do EV
EV por vibrações físicas
EV projetivo
EV autoinduzido pela OLVE
EV direto
EV potencializado
EV coletivo
EV basal
EV autoinduzido pela pulsação dos chacras
Capítulo 4 - A técnica de instalação do EV
OLVE
Disposições preliminares
Sessão técnica da OLVE
Tempos sugeridos para a sessão da OLVE
Observações práticas sobre a OLVE
Instalação correta e seus efeitos
Binômio simplicidade-complexidade
Efetividade e eficácia da OLVE
Dificultadores do EV
Antitécnica ao EV
Técnica de percepção das ECs
Atributos do EV
Atributos da OLVE
Atributos mentalsomáticos da OLVE
Atributos energossomáticos da OLVE
Otimização dos atributos da OLVE
Técnica para otimizar os atributos da OLVE
Capítulo 5 - Hipótese quântica do EV
Premissas sobre o EV
EV na interação consciência-holossoma
Detalhando a hipótese
Aplicando a hipótese
Limitações
Autocrítica
Capítulo 6 - Perspectiva histórica
Antiga China
Primeiros relatos sobre o EV
Robert Crookal
Robert Monroe
John Palmer
Waldo Vieira
Primeira hipótese sobre a natureza do EV
Primeiro laboratório do EV
Fatos recentes
Perspectivas para o futuro
Capítulo 7 - O EV no dia a dia
EV profilático e autodesbloqueio energético
EV profilático e melhoria do ambiente
EV profilático e desacoplamento energético
EV profilático e a evitação de acidentes
EV profilático e trabalho mediúnico
EV profilático e labilidade parapsíquica
Aplicação do EV autodefensivo
Ocorrências de EV coletivo
EV projetivo
Investindo na quantidade de EVs
Investindo na qualidade dos EVs
Capítulo 8 - Experimentos com o EV
Experimento com EV autodefensivo
Experimento com o EV basal
Experimentos com EV heteroinduzido
Experimento no Laboratório do EV
Experimentos para potencialização do EV
Experimento com EV extrafísico
Experimento para rememoração das EFCs
Capítulo 9 - Relações do EV
EV e pseudo EV
EV e agnosia energossomática
Predisposição ao EV
EV e voliciolinofilia
EV a dois e em grupo
EV, objetos e espaços físicos
EV e manutenção da base física
EV e mal-estar
EV e doenças
EV e gravidez
EV e yoga
EV, acupuntura e chi-kung
EV e homeostase holossomática
EV e auto check-up bioenergético
EV e mapeamento bioenergético
EV e atividade cerebral
EV e pressão holopensência
EV e atividades intelectuais
EV e chacra dominante
EV e desenvolvimento do parapsiquismo
EV e docência
EV e dinâmicas parapsíquicas
EV e levitação
EV e desmaterialização
EV e sons intracranianos
EV e catalepsia projetiva
EV e paratecnologia
EV e mentalsoma
EV e irradiação de ECs à distância
EV e tenepes
EV e desperticidade
EV contínuo
EV e domínio das bioenergias
EV e paragenética
Capítulo 10 - Testes conscienciométricos do EV
Teste do autoconhecimento sobre seu EV
Modelo de maturidade do EV
Capítulo 11 - Outras técnicas bioenergéticas
Técnica de exteriorização de energias
Técnica da absorção de energias
Técnica para homeostase holossomática
Técnica do qigong espontâneo
Técnica do EV basal
Técnica de blindagem energética
Técnica do arco voltaico craniochacral
Técnica do autencapsulamento energético
Capítulo 12 - Algumas conclusões
Anexo
Bibliográfia Consultada
Onomástica
Termos para buscas
Para saber mais
Sobre o autor
Outras obras do autor
Índice de Figuras e Quadros
Figura 1: A realidade bioenergética não percebida
Figura 2: O Estado vibracional instalado 
Figura 3: Número de sensações percebidas durante o EV 
Figura 4: Abstrações básicas 
Figura 5: Holossoma, holosfera e pensenes
Figura 6: Modelo funcional das bioenergias 
Figura 7: Taxonomia das formas de instalação do EV 
Figura 8: Formas de instalação do EV 
Figura 9: Formas específicas de instalação do EV 
Figura 10: Sentido da oscilação das ECs durante a OLVE 
Figura 11: Cinco momentos do EV autoinduzido pela OLVE 
Figura 12: Efeitos do EV 
Figura 13: Taxas de sucesso de instalação do EV 
Figura 14: Otimização dos atributos da OLVE 
Figura 15: Irradiação de ECs pelo energossoma 
Figura 16: A Técnica do EV de Monroe 
Figura 17: Laboratório do Estado Vibracional 
Figura 18: Linha do tempo - Eventos relacionados ao EV 
Figura 19: Taxonomia dos acoplamentos energéticos 
Figura 20: O ciclo projetivo 
Figura 21: Quantidade de EVs instalados
Figura 22: Laboratório do EV, recém-reformado 
Figura 23: Crescendo das manobras bioenergéticas
Figura 24: Modelo de maturidade do EV 
Figura 25: Exteriorização e absorção de energias 
Figura 26: Postura para o qigong espontâneo 
Figura 27: Arco voltaico craniochacral 
Figura 28: Taxonomia do encapsulamento bioenergético
Figura 29: Autencapsulamento bioenergético
Quadro 1: Benefícios do EV
Quadro 2: Comparação das posições para realizar a OLVE
Quadro 3: EV e pseudo EV 
Quadro 4: Processos do modelo de maturidade do EV 
Quadro 5: Teste do autoconhecimento do seu EV 
Quadro 6: Modelo de maturidade do EV
Apresentação
Prezado leitor
 Este é o primeiro livro escrito acerca do Estado Vibracional, um
fenômeno natural que também pode ser voluntariamente instalado por meio
de procedimentos específicos e que proporciona uma série de benefícios aos
seus praticantes. A intenção de escrever este livro surgiu em 2008, durante
uma projeção lúcida ocorrida em uma noite quando vi, diante de mim, um
livro de capa amarela com ondas e raios que representavam as bioenergias. O
tema do livro veio à minha mente em seguida: Estado Vibracional. Concluí
que aquele era um livro que deveria ser materializado; em outras palavras,
escrito por alguém com o objetivo de esclarecer as pessoas, e que aquela
experiência era algo como uma “chamada ao trabalho”. Então, me dispus a
fazê-lo. Antes, contudo, decidi priorizar a conclusão de um projeto que já
estava em curso, o livro Experiências Fora do Corpo – Fundamentos,
publicado em 2012.
Apesar de a técnica parainstalação do estado vibracional ser conhecida
a 35 anos, ainda são poucas as pessoas que a usam, e, mesmo estas,
desconhecem uma série de aspectos relacionados ao fenômeno. Assim, para
escrever este livro, consultei toda a bibliografia existente, a maior parte
produzida no âmbito da Conscienciologia. A esse conteúdo, acrescentei
minhas experiências pessoais na prática do estado vibracional, assim como de
outras pessoas.
Em 2012, criei o blog www.estadovibracional.com para ir publicando
alguns de meus estudos iniciais, assim como para coletar depoimentos e
questionamentos e realizar pesquisas junto ao público sobre o estado
vibracional. No ano seguinte, convidei alguns amigos para, juntos, iniciarmos
uma dinâmica de experimentos bioenergéticos e parapsíquicos para testar
técnicas e procedimentos.
Finalmente, em 2014, dei início ao antigo projeto de criar um curso
sobre estado vibracional e bioenergias, que se tornou mais uma valiosa fonte
de informações. A conclusão do livro se aproximava quando senti a
necessidade de obter dados mais consistentes sobre os benefícios da prática
da técnica e outros aspectos mais. Como até então, ninguém fizera uma
pesquisa sobre esse fenômeno e divulgara os resultados publicamente, criei
um questionário de pesquisa online na Internet que, ao longo de três meses,
foi respondido por 115 pessoas. Os resultados são apresentados ao longo do
livro e, na íntegra, no Apêndice.
O conteúdo e a organização do livro passaram por várias reformulações
desde 2008, quando iniciei este projeto. Por um lado, sendo um livro pioneiro
sobre o tema, acreditava ser necessário que fosse o mais abrangente possível
e, por outro lado, não desejava fazer uma mera transcrição dos conteúdos
existentes em outras obras. O resultado final, descrito a seguir acabou sendo
definido na medida em que o escrevia.
O capítulo 1 traz uma breve introdução ao tema e versa sobre como este
autor conheceu o estado vibracional e foi desenvolvendo a capacidade de
instalá-lo.
O capítulo 2 apresenta um modelo funcional das bioenergias, destinado
principalmente para os leitores que ainda pouco conhecem sobre os veículos
de manifestação da consciência e as bioenergias. O capítulo também descreve
o significado dos principais termos empregados ao longo do livro.
O capítulo 3 descreve todas as formas de instalação do estado
vibracional conhecidas até o momento.
No capítulo 4, é apresentada a técnica de instalação do estado
vibracional, acompanhada de uma série de recomendações com o objetivo de
orientar o leitor para que ele possa realizá-la de forma correta e bem-
sucedida.
O capítulo 5 traz uma hipótese sobre a natureza mais íntima do
fenômeno baseada em elementos da física quântica.
No capítulo 6, é apresentada uma perspectiva histórica da técnica de
instalação do estado vibracional cujo objetivo é registrar os principais
eventos relacionados a seu estudo e sua aplicação.
O capítulo 7 descreve suas principais aplicações no dia a dia.
No capítulo 8, são apresentados experimentos relacionados ao emprego
do estado vibracional. 
O capítulo 9 traz um conjunto de assuntos variados relacionados ao
fenômeno.
No capítulo 10, são descritos dois instrumentos conscienciométricos
criados pelo autor para auxiliar o leitor a avaliar sua maturidade quanto ao
domínio do estado vibracional.
O capítulo 11 descreve algumas técnicas bioenergéticas que podem ser
utilizadas em conjunto com o estado vibracional para obter resultados
diferentes ou potencializados.
O capítulo 12 traz breves considerações sobre os assuntos descritos ao
longo do livro e traça algumas perspectivas futuras para o leitor e para as
pesquisas sobre o fenômeno.
Por fim, o Anexo traz a 1ª Pesquisa Online sobre o Estado
Vibracional para consulta do leitor.
Faça um bom proveito e, se desejar, encaminhe dúvidas, críticas e
sugestões para este autor ou participe das pesquisas em curso acessando
o blog Estado Vibracional.
Brasília-DF, 11 de novembro de 2014
Cesar de Souza Machado
Capítulo 1
Introdução
Estado Vibracional é um termo que evoca a noção de movimento, ação,
frequência elevada. Estado Vibracional, ou simplesmente EV, é um
fenômeno parapsíquico ou bioenergético que pode ocorrer espontaneamente
ou que pode ser induzido por meio de uma técnica de mobilização das
energias pessoais.
O EV pode trazer inúmeros benefícios para as pessoas, melhorando sua
saúde bioenergética e psíquica. A técnica para sua instalação é relativamente
simples de ser ensinada e aprendida. Pode ser realizada em praticamente
qualquer local e, com o tempo, pode ser aperfeiçoada pelo praticante para
obter mais e melhores resultados. Tudo isso faz que a produção do EV por
meio da vontade seja algo extremamente útil. A maioria das pessoas,
contudo, ainda não despertou para a realidade bioenergética da vida.
O mundo em que vivemos apresenta um alto nível de complexidade. A
maioria das pessoas, em toda parte, está preocupada quase exclusivamente
com questões relacionadas à vida material: sobrevivência, dinheiro, trabalho,
lazer, casamento, reprodução. Para garantir essas coisas não se mede
esforços, mesmo que se tenha que apelar para ações menos dignas. É a Lei da
Sobrevivência em ação que se traduz no mundo moderno pela tão enaltecida
competitividade.
A ciência ocidental não faz por menos. Movida por um paradigma, um
modelo de ideias materialistas, é refratária a quaisquer ideias ou fenômenos
relacionados, tanto ao parapsiquismo, que é a condição de vivenciar
percepções que estão além dos sentidos do corpo físico, quanto às
bioenergias, que são de natureza extrafísica.
Não obstante, infindáveis fenômenos que ocorrem no dia a dia apontam
para a existência das bioenergias como algo real e objetivo, tais como nestes
casos:
• A criança doente há dias, que após breve visita a uma benzedeira[1],
como por milagre, recupera-se quase que imediatamente;
• Os peixinhos de um aquário doméstico que, pouco depois de serem
admirados por um visitante, morrem subitamente;
• O portador de doença grave, com intervenção cirúrgica marcada, que
descobre estar completamente curado após submeter-se a um tratamento
promovido por um energizador lúcido[2];
• A súbita avaria de aparelhos eletroeletrônicos na presença de certas
pessoas;
• A morte de uma pessoa que faz que um parente próximo sinta súbita e
inexplicável angústia cuja origem desconhece;
• A sucessão sistemática de diversas doenças incomuns nos membros de
uma família a partir da sua mudança para uma nova residência;
• A inexplicável sensação de bem-estar ao entrar em um ambiente, aberto
ou fechado, natural ou criado pelo homem.
FIGURA 1: A realidade bioenergética não percebida.
A análise atenta desses fenômenos demonstra que vivemos
permanentemente imersos em uma esfera ou oceano de bioenergias que, de
forma análoga à atmosfera, penetra todos os ambientes, espaços e corpos,
incluindo os mares e o solo, estendendo-se da superfície do planeta até
elevada altitude.
Mais do que isso, a estrutura fisiológica dos seres vivos, incluindo os
seres humanos, interage o tempo inteiro com essas bioenergias, promovendo
sua absorção, seu processamento e sua exteriorização. Surgem, então,
inúmeros processos, que incluem formação de campos energéticos,
impregnação de ambientes com as bioenergias pessoais e trocas
bioenergéticas com outras pessoas.
Esses processos, na maioria das vezes, são desconhecidos pelas pessoas
e passam despercebidos, embora afetem suas vidas completamente,
influenciando ou até determinando seu estado de saúde mental e físico.
O que é Estado Vibracional
O estado vibracional é um fenômeno bioenergético cuja ocorrência
espontânea é relativamente rara, e que se caracteriza pela percepção de
intensas vibrações por todo o corpo que proporcionam uma sensação de bem-
estar. É uma experiência vívida e clara que não se verifica no dia a dia da
maioria das pessoas. Com a criação da técnica para sua instalação voluntária,
o EV pode, agora, ser praticado por qualquer um, independentemente de suas
crenças, religião, ou filosofia.As vibrações percebidas não são físicas. Elas ocorrem em um corpo
energético sutil chamado energossoma, que, ao provocar um reflexo dessas
vibrações no corpo físico, faz com que esse produza a maioria das sensações
perceptíveis do EV. A sensação de bem-estar, por sua vez, surge devido à
eliminação de bloqueios bioenergéticos e ao desacoplamento com energias
negativas que prejudicam a saúde física e mental da pessoa.
Em analogia, podemos comparar esse efeito a um telefone celular posto
em local empoeirado por algum tempo. Ao receber uma ligação telefônica e
tocar no modo vibração, a poeira acumulada em sua superfície se desprende e
se espalha para longe[3].
Inicialmente, o fenômeno foi identificado no contexto das projeções
conscienciais lúcidas ou EFCs. Posteriormente, com a criação de técnicas de
autoindução, constatou-se que, além de facilitar a ocorrência de EFCs, o EV
também proporciona outros benefícios.
O processo de instalação voluntária consiste em mobilizar as energias
pessoais, descrito em detalhes no capítulo 4.
FIGURA 2: O Estado Vibracional instalado: Intensas vibrações se espalham por todo o corpo e se
expandem além de seus limites.
Benefícios do EV
Com o advento da instalação rotineira, foi possível constatar três tipos
básicos de benefícios proporcionados pelo EV quando praticado de forma
rotineira:
• A profilaxia de bioenergias nocivas, negativas e doentias presentes no
campo bioenergético pessoal causadoras de desequilíbrios,
descompensações e doenças;
• A autodefesa por meio de desacoplamentos com as bioenergias de locais,
pessoas ou fluxos que causam desconforto mental, bioenergético e físico;
• O desenvolvimento do parapsiquismo, inclusive da projetabilidade
lúcida, por meio da desobstrução dos centros bioenergéticos, do aumento
da fluidez e da soltura das energias pessoais e pela incorporação de uma
sinalética parapsíquica[4] às percepções ordinárias dos sentidos do corpo
físico.
Somente esses efeitos já seriam suficientes para justificar a instalação
rotineira do EV. Melhor ainda, com o passar do tempo, o aspecto
multifuncional do EV foi tornando-se evidente.
A seguir, são apresentados 44 possíveis benefícios do EV compilados a
partir de listagens descritas por Amaral[5] e Cerato[6] com modificações. O
capítulo 2 descreve a maioria dos neologismos empregados nessa listagem.
Efeitos benéficos imediatos:
• Relaxamento físico e psicológico;
• Cura de minidistúrbio ou mal-estar;
• Aceleração da digestão quando necessário;
• Impressão das próprias energias no local de trabalho;
• Não ser energeticamente engolido em discussões;
• Obtenção de insight;
• Impedir acidentes de percurso de fundo parapsíquico;
• Interrupção de esgotamentos energéticos eventuais;
• Libertação de heteroassédios eventuais;
• Promoção de desacoplamentos bioenergéticos;
• Combater a depressão psicológica;
• Alívio do restringimento intrafísico imposto pelo soma;
• Assepsia energética do ambiente doméstico;
• Blindagem da alcova ou quarto do casal;
• Colaboração com o equlíbrio do(a) companheiro(a);
Efeitos benéficos posteriores:
• Aumento da tara (capacidade) parapsíquica;
• Autossustentação contra ataques bioenergéticos;
• Desempenho da técnica do arco voltaico craniochacral;
• Aumento da autoconfiança;
• Desenvolvimento da força presencial;
• Domínio das ECs no ambiente de trabalho;
• Eliminação a melin – melancolia intrafísica;
• Expansão a sinalética parapsíquica;
• Criação de um dicionário pessoal de parafenômenos;
• Aplicação da técnica do mimo energético[7];
• Promoção de iscagens[8] conscienciais terapêuticas;
• Reconciliações por meio da técnica da tela mental[9];
• Formação de sinergia com amparador extrafísico;
• Promoção da autoprimavera energética sadia[10];
• Instalação de holopensenes repelentes da patopensenidade;
• Libertação da condição de carência energética;
• Minimização dos altos e baixos da vida energética;
• Predisposição para o início da tenepes, se for o caso[11];
• Promoção da projeção consciente;
• Interrompção da catalepsia projetiva;
• Se tenepessista, potencialização da tenepes;
• Elevação da intelectualidade acima do nível superficial, materialista;
• Aumento da soltura do energossoma;
• Eliminação de bloqueios bioenergéticos nas energovias;
• Manutenção das energias pessoais hígidas com o envelhecimento do
soma;
• Promoção de auto check-up bioenergético;
• Discriminação e bloqueio de energias externas;
• Promoção da homeostase (equilíbrio) holossomática;
• Obtenção do autodomínio bioenergético.
Devido a esse aspecto multifuncional, proporcionando tantos benefícios,
o EV tornou-se, em termos práticos, um dos fundamentos da
Conscienciologia[12], razão pela qual praticamente todos os seus cursos e
publicações incluem referências a ele[13].
A fim de constatar quais, de fato, são os benefícios percebidos pelos
praticantes do EV, entre os meses de junho e setembro de 2014, realizei a 1ª
Pesquisa Online sobre o Estado Vibracional[14], respondida por meio da
Internet por 115 pessoas.
O resultado, apresentado no Quadro 1, mostra que os benefícios
normalmente associados pela literatura a prática do EV são justamente os
mais frequentemente percebidos. Apenas 14% dos respondentes perceberam
benefícios diferentes e 3%, por ainda praticarem o EV há pouco tempo, ainda
não perceberam benefícios.
A pesquisa também constatou, quanto aos respondentes:
• 50% percebeu de 2 a 4 benefícios;
• 36% percebeu de 5 a 8 benefícios;
• 10% percebeu um único benefício.
QUADRO 1: Benefícios do EV.
Fonte: 1ª Pesquisa Online sobre o Estado Vibracional.
Definição de Estado Vibracional
Existem definições para o estado vibracional criadas no âmbito da
Conscienciologia.
Em termos etimológicos, o termo estado é originário do latim status, que
significa modo de estar, posição, situação ou condição e o termo vibracional,
originário do latim vibrare, significa vibrar ou agitar.
No livro Projeciologia - Panorama das Experiências Fora do Corpo,
Waldo Vieira, criador da técnica para a sua instalação autoinduzida, define o
EV da seguinte maneira:
"O Estado Vibracional é a condição na qual o energossoma (duplo
etérico) e o psicossoma aceleram ao máximo suas vibrações, ultrapassando
de forma considerável as lentas vibrações do corpo físico".
O verbete Estado Vibracional da Enciclopédia da Conscienciologia,
escrito anos mais tarde pelo mesmo autor, traz outra definição, mais
detalhada para o EV instalado pela vontade:
"O estado vibracional (EV) é a condição técnica de dinamização máxima
das energias do energossoma, além das vibrações lentas do soma, por
meio da impulsão da vontade e parametodologia específica, a fim de
manter a paraprofilaxia na autovivência cosmoética, evolutiva da
consciência".
A definição apresentada a seguir, proposta por este autor a partir
da Teoria Quântica do Estado Vibracional, descrita no capítulo 5, é mais
simples e objetiva, além de aplicar-se a todos os tipos de EV:
"Estado Vibracional é um campo bioenergético instalado quando os
veículos extrafísicos da consciência (corpos) passam para um estado de
alta energia".
Instalação voluntária do EV
O EV é um fenômeno bioenergético universal que pode ocorrer com
qualquer pessoa de forma espontânea. O EV também pode ser aprendido,
praticado e instalado voluntariamente com relativa facilidade, bastando, para
tanto, treinamento e disciplina. Quando ocorre espontaneamente,
normalmente a pessoa não controla o fenômeno e, por vezes, sequer tem
ciência de que ocorreu.
A instalação autoinduzida é realizada por meio da vontade e pode ser
praticada por qualquer pessoa, independentemente de sexo, idade e até
mesmo de crenças pessoais, sem risco para a saúde física ou mental. O
procedimento para execução dessa técnica é descrito em detalhes no capítulo
4. Outras formas e técnicas para instalar o EV também são descritas nos
capítulos 3 e 11.
Quando instalar o EV
Na medida em que os benefícios proporcionados pelo EV autoinduzido
foram constatados, ficaram evidentes as situações nas quais ele pode e até
mesmo deveser instalado. De um modo geral, elas são: toda vez que o
indivíduo muda de ambiente, interage com certas pessoas, e ao executar
determinadas tarefas, como nos seguintes exemplos:
• Ao entrar ou sair de um ambiente qualquer;
• No trabalho, antes e após atender um paciente ou cliente;
• Antes, durante e após trabalhos assistenciais;
• Antes e após atividades parapsíquicas assistenciais;
• Ao entrar em contato com pessoas específicas;
• Em caso de doenças;
• Ao entrar em veículos de qualquer tipo;
• Em locais repletos de pessoas;
• Ante risco iminente da sua segurança física;
• Ante a percepção de assédio extrafísico;
• Antes de realizar um trabalho intelectual de escrita;
• Antes de realizar um experimento de projeção lúcida.
Sensações provocadas pelo EV
O EV costuma ser descrito por aqueles que o experimentam como
intensas vibrações por todo o corpo. Mas, existem variações de pessoa para
pessoa e, portanto, descrições diferentes das sensações percebidas.
A seguir, são relacionadas 20 dessas sensações dentre as que mais
frequentemente relatadas[15]:
• Agitação íntima ou da superfície do corpo;
• Alfinetadas indolores generalizadas;
• Aquecimento do corpo todo ou parte do corpo;
• Arrepios;
• Ativação dos palmochacras (os chacras das mãos);
• Bocejos;
• Coriza;
• Embalonamento (sensação de estar inflando);
• Esfriamento do corpo todo ou parte do corpo;
• Estímulos e efeitos visuais;
• Formigamento interno;
• Lacrimejamento;
• Leveza;
• Ondas ou correntes internas;
• Pulsação de todo o corpo ou parte dele;
• Relaxamento;
• Sons intracranianos;
• Suaves vibrações elétricas;
• Taquicardia (aceleração dos batimentos cardíacos);
• Vibrações internas, pulsantes, contínuas e indolores.
Segundo a 1ª Pesquisa Online sobre o Estado Vibracional, a sensação
mais frequentemente sentida por 2/3 (69%) dos respondentes durante o EV é
de “choques e eletricidade”. Um número significativo de respondentes
também informou sentir arrepios (55%), leveza (55%), ativação de um ou
mais chacras (51%), descoincidência do corpo físico (48%), calor (43%) e
sensação de que o corpo está inflando (40%).
Apenas 11 respondentes (9%) relataram ter percebido apenas um tipo de
sensação durante o EV. Cerca de 42% relataram ter percebido de 2 a 4
sensações, 43% relataram ter percebido de 5 a 8 sensações e 6% relataram de
9 a 12 sensações.
FIGURA 3: Número de sensações percebidas durante o EV.
Quem pratica a instalação do EV
A técnica para instalação do EV foi criada em 1979 e, desde então, vem
sendo ensinada em cursos promovidos por instituições conscienciológicas no
Brasil e em outros países da Europa, Ásia, América do Norte e, mais
recentemente, da África. Com o advento da Internet, muitas pessoas
aprenderam a instalação lendo ou assistindo vídeos sobre o EV.
A 1ª Pesquisa Online sobre o Estado Vibracional revelou o seguinte
perfil de praticantes da técnica:
• 64% dos respondentes eram homens e 36% mulheres;
• 93% residiam no Brasil, 77% dos quais distribuídos pelas regiões Sul,
Sudeste e no Distrito Federal. Cerca de 4% residiam em Portugal. Espanha,
EUA e Reino Unido com um respondente em cada país;
• Apenas 6% tinham 19 anos de idade ou menos e 74% tinham 31 anos de
idade ou mais;
• 84% tem graduação superior ou mais elevada (incluindo os que ainda
estão cursando a universidade) e 16% têm até o 2º grau;
• 43% aprendeu a instalar o EV em uma instituição conscienciológica e
33% por meio da Internet;
• 62% prática a instalação do EV há 4 anos ou menos;
• 6% instala o EV, pelo menos, uma vez por dia;
• 77% têm baixa taxa de sucesso ao tentar instalar o EV.
Como descobri o EV
Em 1991 residia em Brasília. Naquela ocasião, buscava formas de
aprofundar meus estudos acerca daquilo que hoje chamamos de fenômenos
parapsíquicos. Soube, então, que o IIP – Instituto Internacional de
Projeciologia, uma instituição sediada no Rio de Janeiro, iniciaria em junho
daquele ano uma série de cursos na capital federal. Já conhecia o fenômeno
da projeção da consciência, ou EFC – Experiência Fora do Corpo, inclusive
na prática, mas ainda me debatia com muitas dúvidas sobre o assunto.
Aqueles cursos, portanto, surgiram em boa hora.
Como iniciante, ingressei como aluno do Estágio 1, o primeiro dos cinco
módulos do Curso de Projeciologia. O módulo era ministrado durante um
final de semana, dividido em quatro blocos. Ao final de cada bloco eram
realizados três procedimentos básicos de mobilização bioenergética. A MBE
– Mobilização Básica de Energias, consistia em três manobras: absorção,
circulação fechada e exteriorização de energias. A CFE – Circulação Fechada
de Energias, explicou a professora, consistia em concentrar as próprias
bioenergias no auto da cabeça, deslocá-las por meio da vontade, passando por
todas as partes do interior do corpo até chegar à ponta dos pés e, uma vez ali,
fazer o percurso inverso, deslocando as bioenergias novamente para o alto da
cabeça. Começando a circulação lentamente e depois acelerando-a
continuamente até atingir a maior velocidade possível, essa manobra tinha a
capacidade de instalar o EV na pessoa.
Não atingi o EV durante esse curso. Na realidade, mal conseguia ter a
parapercepção das bioenergias que mobilizava em qualquer uma das três
manobras básicas aprendidas. Com o passar dos meses, fui passando pelos
demais módulos do curso de Projeciologia[16]. No mês de julho, quando fiz
o Estágio 2, já praticamente atingi a instalação do EV.
Cada módulo tinha 4 partes práticas com bioenergias que incluíam as
tentativas de instalação. Em algum momento, quando fazia o Estágio
3, acabei chegando a produzir o primeiro EV. Importante observar que, nesse
meio tempo, praticava a técnica em casa também. Nessa fase inicial, como os
demais participantes, ainda estava tentando entender o que é o
parapsiquismo, como ele se manifesta, como perceber as bioenergias e se o
EV foi atingido ou não. As sensações variam de pessoa para pessoa. Alguns
sentem um formigamento por todo o corpo, outros sentem um calor muito
forte e outros sentem como se o corpo inflasse tal qual balão. Há pessoas que
relatam sentir algo como uma descarga elétrica e outras, como este autor,
sentem intensos arrepios por todo o corpo.
O tempo foi passando e o IIP instalou uma representação em Brasília
que viria a tornar-se uma filial. Tornei-me colaborador da instituição. Assistia
a palestras e participava dos cursos ministrados na capital. Nessas ocasiões, e
também em casa ou em outros locais, praticava a técnica do EV. Apesar
disso, naquela época, a maioria dos alunos e colaboradores do IIP não dava
ao EV a importância a ele atribuída hoje. Sabíamos do potencial da técnica,
mas seus efeitos imediatos e, em longo prazo, não estavam evidentes para a
maioria das pessoas.
Em 1994, na medida em que os benefícios do EV ficaram mais claros,
passou-se a incentivar no âmbito da Projeciologia a prática da técnica dos 20
EVs por dia. Até então, instalávamos o EV durante os cursos ou em ocasiões
específicas. A proposta passou a ser a prática constante do EV, de forma a
promover a profilaxia ininterrupta das ECs e acelerar o desenvolvimento do
parapsiquismo. Somente alguns anos mais tarde, passei a encarar esse desafio
seriamente. Por dois anos e meio, diariamente, fazia tantas mobilizações de
ECs quanto fosse possível. Por meio de uma planilha, registrava os resultados
obtidos, sempre tentando aumentar a média diária de EVs instalados.
Ao término desse experimento, percebi que adquirira a capacidade de
instalar o EV com muito mais facilidade do que antes. Mais ainda, descobri
que podia instalar o EV sem fazer a oscilação das bioenergias, usando apenas
a vontade decidida.
Nos anos seguintes, procurei testar minha capacidade de instalar o EV
em qualquer lugar, em qualquer situação. Assim, produzi EVs no interior de
todos os tipos de meio de transporte, de automóveis a aviões, em cidades e no
campo, durante a vigília física e fora do corpo, projetado pelo psicossoma,
em locais considerados muito positivos, assim como outros considerados não
muitobons, tais como cemitérios, pronto-socorro de hospitais, a Cité de
Carcassone, o Coliseu, em Roma, museus, antigas igrejas, palácios e castelos
que foram habitados por séculos e que foram palco de eventos violentos no
passado.
Foi assim que cheguei à condição atual, sendo capaz de instalar o EV
com uma taxa de sucesso próxima dos 100%, mas ainda sem ter domínio
completo do fenômeno, principalmente sob o ponto de vista do modelo de
maturidade descrito no capítulo 10. Os benefícios pessoais colhidos foram
muitos, conforme descrito nos casos apresentados nos capítulos seguintes.
Notas
[1] Benzedeira ou benzedor é um elemento da cultura popular do Brasil. Trata-se de uma pessoa com
capacidade de promover curas bioenergéticas, aplicando gestos e ervas sobre os doentes e
pronunciando uma prece.
[2] Energizador lúcido é um especialista em mobilização bioenergética capaz de realizar processos de
cura e desassédio consciencial de forma consciente e com desenvoltura.
[3] Analogia proposta por Dayane, R. no livro Oportunidade de Viver, 2014.
[4] A sinalética parapsíquica consiste em sinais percebidos ao se entrar em contato com as bioenergias
de uma consciência, de um objeto ou de um local.
[5] Amaral. F. Teáticas da Invexologia, 2012.
[6] Cerato. S. A Ciência Conscienciologia e as Ciências Convencionais, 1998.
[7] Mimo energético é a técnica interassistencial de doar um objeto carregado com energias
conscienciais positivas, para ajudar ou assistir a pessoa receptora de algum modo.
[8] Iscagem é uma técnica que consiste em servir de isca consciencial com objetivo de “fisgar” e
encaminhar consciências extrafísicas assediadoras.
[9] Técnica que consiste em visualizar na tela mental um determinado problema com outra(s) pessoa(s)
e estimular a promoção de reconciliações, resolução de problemas intraconscienciais; etc.
[10] Primavera energética é um período de pico máximo de energias sadias.
[11] Consulte o item sobre tenepes no capítulo 9 para mais esclarecimentos.
[12] A Conscienciologia é uma ciência proposta pelo médico e paranormal brasileiro Waldo Vieira,
para pesquisar a consciência de forma integral.
[13] Medeiros, R. Clarividência, 2012.
[14] A 1ª Pesquisa Online sobre o Estado Vibracional recebeu esta designação por ter sido a primeira
no mundo, especificamente sobre esse tema, a ser realizada, concluída e divulgada.
[15] Vieira, W. Projeciologia – Panorama das Experiências Fora do Corpo, 1986.
[16] Disciplina da Conscienciologia que estuda as projeções da consciência.
Capítulo 2
Modelo funcional de bioenergias
Um modelo é uma representação idealizada, simplificada, abstrata,
conceitual, gráfica ou visual que supostamente reproduz na sua essência as
características de um sistema ou fenômeno com o propósito de analisar,
descrever, explicar, explorar, controlar e predizer o seu comportamento.
Contudo, todo modelo ainda é uma representação da realidade e,
portanto, está sujeito a modificações, melhorias ou refutações conforme
avançam as pesquisas, os experimentos e o entendimento sobre aquilo que o
modelo tenta explicar.
Assim, o modelo funcional, descrito a seguir, contém os elementos
fundamentais dos processos bioenergéticos relacionados à consciência. São
abstrações em torno das quais se desenvolvem todos os conceitos
apresentados ao longo desta obra.
Consciência. A consciência é aquilo que anima o corpo humano
intrafísico e os corpos extrafísicos. Pode ser chamada de alma, ego,
espírito, self, dentre outras denominações. Ela não é matéria nem energia,
pois não apresenta as propriedades nem de uma nem de outra.
Energia. Tudo aquilo que existe no universo, além das consciências, é
energia. A matéria é a energia condensada. A energia assume inúmeras
formas, algumas intrafísicas, como as quatro forças fundamentais[1] e outras
extrafísicas, como as bioenergias. A consciência não pode se manifestar
diretamente através da energia. Assim, surge a necessidade dos veículos de
manifestação.
Holossoma. Holossoma é termo empregado para designar o sistema de
corpos que a consciência usa para se manifestar. O holossoma é constituído
por, pelo menos, 4 corpos ou veículos de manifestação claramente distintos
um do outro:
• O soma ou corpo físico;
• O energossoma ou corpo energético;
• O psicossoma ou corpo astral, espiritual;
• O mentalsoma, o corpo mais sutil e evoluído da consciência.
Sistema. O holossoma constitui um sistema aberto com relação às
energias intrafísicas e extrafísicas. Em outras palavras, energias entram e
saem do holossoma o tempo todo em função de processos inconscientes,
fisiológicos e parafisiológios, ou conscientes.
Holosfera. É o termo empregado para designar o conjunto de campos
biogenéticos da consciência formados pelo energossoma (energosfera, aura) e
pelo psicossoma (psicosfera).
Bioenergias. O termo bioenergia[2] é empregado de forma genérica para
designar as energias extrafísicas, sendo aplicado tanto para a energia
imanente – EI, quando para a energia consciencial – EC.
EIs. Energias Imanentes ou EIs estão presentes em toda parte, na Terra e
fora dela, permeando a matéria intrafísica e outras dimensões espaciais,
extrafísicas. Existem vários tipos de EIs, conforme sua proveniência: da
vegetação, do solo, do ar, da água, do espaço cósmico. Seja qual for o tipo,
geralmente a EI é neutra ou positiva para o ser humano. Consciências mais
evoluídas se alimentam apenas de EIs. Consciências menos evoluídas
também se alimentam de ECs.
ECs. Energias Conscienciais ou ECs são aquelas produzidas pelas
consciências intrafísicas e extrafísicas.
FIGURA 4: Abstrações básicas.
Na medida em que a consciência absorve energias imanentes, dispersas
no ar, concentradas na água ou nos alimentos e, ainda, pela absorção direta
por meio dos corpos extrafísicos, essas energias se transformam e passam a
ser ECs. As ECs são exteriorizadas e podem ser absorvidas por outras
consciências, diferenciando-se em 5 tipos básicos:
• Mentalsomáticas. São as ECs que provêm do mentalsoma, diretamente
relacionadas aos pensamentos. Quando se manifesta de forma pura, tende a
ser a de maior nível de equilíbrio, caracterizando-se pelo sentimento de
serenidade.
• Psicossomáticas. São as ECs que provém do psicossoma, diretamente
relacionadas aos sentimentos e às emoções, manifestando-se com grande
intensidade em função das paixões humanas de todos os tipos.
• Energossomáticas. São as ECs que provêm do energossoma, usadas pela
pessoa durante toda a vida em conjunto com as energias do soma.
• Biológicas. São as ECs que provêm do soma, obtidas e acumuladas por
meio da alimentação, da respiração e da ingestão de líquidos.
• Holossomáticas. São todos os tipos de ECs descritas anteriormente
liberadas conjuntamente por consciências intrafísicas ou extrafísicas,
podendo predominar um dos 4 tipos de ECs anteriores.
Diferenciação. Tanto EIs como ECs passam por processos de
diferenciação que alteram seu teor, sua frequência e intensidade, conforme o
meio ambiente ou consciência que as produz. Na dimensão intrafísica, as
bioenergias são mais densas ao passo que, nas dimensões extrafísicas, elas
são mais sutis.
Pensenes. A consciência produz pensamentos que se manifestam pelo
mentalsoma; sentimentos e emoções, que se manifestam pelo psicossoma,
gerando emissões de ECs, que são, por sua vez potencializadas pelo
energossoma. Juntos, pensamentos, sentimentos e energias formam
o pensene que assume inúmeros padrões, conforme o teor dos pensamentos e
sentimentos produzidos pela consciência. O pensene é o padrão da EC. Os
pensenes corretos, sadios, equilibrados e positivos são denominados
ortopensenes, enquanto os pensenes patológicos e negativos são denominados
patopensenes.
Holopensene. São os pensenes aglutinados em campos bioenergéticos
específicos. Podem ser pessoais, grupais ou envolver grandes coletividades.
Holosfera. Ao redor do holossoma fica a holosfera, um campo
bioenergético formado pelo conjunto das energias irradiadas por todos os
veículos de manifestação da consciência. Cada consciênciatem uma
holosfera com um padrão característico (holopensene padrão) determinado
pelo tipo de pensenes que ela produz.
Mobilização. As consciências mobilizam as bioenergias realizando três
tipos fundamentais de manobras bioenergéticas, de forma consciente ou
inconsciente:
• Absorção. EIs e ECs podem ser absorvidas espontaneamente, de forma
natural e inconsciente, ou de forma consciente, pelo uso da vontade.
• Exteriorização. ECs podem ser exteriorizadas espontaneamente, de
forma natural e inconsciente, ou de forma consciente, pelo uso da vontade.
• OLVE. ECs podem ser circuladas de diversas formas dentro da
holosfera. A OLVE – Oscilação Longitudinal Voluntária de Energias é
uma dessas formas, usada para instalar o EV.
FIGURA 5: Holossoma, holosfera e pensenes.
Energovias. São canais de circulação das ECs existentes no holossoma.
As energovias têm como terminação pontos energéticos específicos,
denominados nadis e chacras.
Chacras. São os principais centros energéticos do holossoma,
distribuídos por todas as partes do corpo físico, especialmente os sete que são
denominados chacras principais. Os chacras atuam como filtros para as
energias absorvidas e exteriorizadas pela consciência:
• Sexochacra. Relaciona-se as energias sexuais;
• Umbilicochacra. Relaciona-se a energias densas oriundas de aspectos da
vida intrafísica e aos efeitos físicos;
• Esplenicochacra. Mobiliza energias sutis, redistribuindo-as pelo
holossoma;
• Cardiochacra. Relaciona-se aos sentimentos e às emoções;
• Laringochacra. Mobiliza energias relacionadas à comunicabilidade;
• Frontochacra. Relaciona-se a energias sutis e, em especial, à
clarividência;
• Coronochacra. Mobiliza as energias mais sutis; relacionadas ao
mentalsoma, ao discernimento e à cosmoética.
Chacras secundários. São centros que atuam em casos específicos de
mobilização de energias, tais como:
• Palmochacras. Relacionam-se à exteriorização consciente de
bioenergias;
• Plantochacras. Relacionam-se à absorção de bioenergias do solo, as
geoenergias;
• Chacra Nucal: Relacionado a processos de mediunidade e assédio
extrafísico.
Fluxos. Consciências podem estabelecer fluxos de absorção de EIs ou
ECs, assim como de exteriorização de ECs, por meio da vontade, a curta ou
longa distância, para outras consciências, para outros seres vivos ou para
ambientes específicos.
 Efeitos. A absorção de EIs ou ECs provoca efeitos nas consciências, nos
seres vivos e nos ambientes.
Assistência e Assédio. Os fluxos de ECs podem ser usados pela
consciência, conforme sua intencionalidade, tanto para promover a
assistência como para promover o assédio de outras consciências.
Sinalética. A interação com EIs e, principalmente, com ECs provoca o
aparecimento de sinais, geralmente sutis, no holossoma das consciências, que
podem ser mapeados e utilizados como um sentido extra.
FIGURA 6: Modelo funcional das bioenergias.
Saúde. A saúde física, mental e bioenergética da consciência depende
da absorção de EIs e exteriorização de ECs de forma adequada, regular e
desobstruída, realizada por meio dos chacras e das energovias.
EV. O Estado Vibracional é uma manobra energética que proporciona
uma série de benefícios para a consciência, tais como os desbloqueios e
desacoplamentos bioenergéticos, sendo muito útil, também, como forma de
autodefesa contra o assédio interconsciencial. 
Notas
[1] As quatro forças intrafísicas fundamentais são a energia gravitacional, a energia eletromagnética, a
energia nuclear forte e a energia nuclear fraca.
[2] O termo bioenergia foi usado inicialmente por Wilhelm Reich para descrever as energias sutis
existentes no corpo humano. Muitas culturas através da história empregaram termos diferentes para
descrever essas energias: acasa, axé, bioplasma, chi ou qi, energia astral, energia biopsíquica, energia
vital, entropia negativa, fluido magnético, magnetismo animal, fluido psíquico, fluido vital, força
etérica, força vital, libido, luz astral, od, orgônio, prana, sincronicidade.
Capítulo 3
Formas de instalação do EV
O estado vibracional é um fenômeno natural que pode ocorrer
espontaneamente, o que é, contudo, um evento relativamente raro. Com a
criação da técnica para sua instalação voluntária, o mais comum, hoje, é que
ele seja autoinduzido ou heteroinduzido.
Assim, neste capítulo são apresentadas todas as formas conhecidas de
instalação do EV para que o leitor possa melhor compreender os conceitos e
casos apresentados nos capítulos seguintes.
Formas básicas de instalação do EV
Com relação à forma de indução existem três possibilidades de indução
do estado vibracional:
• Espontâneo. Pode ocorrer naturalmente, sem intenção da consciência ou
de outrem;
• Autoinduzido. É instalado pela consciência de forma lúcida, voluntária;
• Heteroinduzido. O EV é instalado em uma consciência a partir das ECs
exteriorizadas por outra consciência, intrafísica ou extrafísica.
Seja qual for a forma de indução, também são três os estados de
manifestação da consciência durante os quais o EV pode ser instalado:
• Intrafísico. O EV da consciência que possui um corpo físico, durante a
vigília física ordinária;
• Projetado. O EV da consciência intrafísica quando ela está projetada
fora do corpo físico;
• Extrafísico. O EV da consciência extrafísica que não possui corpo físico.
EV espontâneo
O EV espontâneo é aquele que ocorre naturalmente, sem que a pessoa
tenha tido a intenção de instalá-lo e sem ter sido induzido por outra
consciência, intrafísica ou extrafísica. Relativamente raros, presume-se que
EVs espontâneos tenham ocorrido desde a mais remota antiguidade, sem que
nunca alguém tenha registrado sua ocorrência de forma clara. O EV
espontâneo pode ocorrer devido a situações específicas, durante a rotina
diária, que sejam capazes de elevar a frequência vibratória dos corpos
extrafísicos da consciência, tais como:
• Expor-se a ventos frios;
• Passar por queda razoável da temperatura ambiental;
• Sentar-se em cadeira vibratória ou dispositivo análogo;
• Realizar exercício específico de qigong[1];
• Ficar emocionalmente exaltado;
• Entrar em estado alterado de consciência devido a uma prece gratulatória,
execução de prática ritualística, prática xamânica ou certos tipos de
meditação.
FIGURA 7: Taxonomia das formas de instalação do EV.
 A 1ª Pesquisa Online sobre o Estado Vibracional constatou que 51% dos
respondentes teve pelo menos um EV espontâneo.
EV autoinduzido
O EV autoinduzido é aquele produzido pela própria consciência, de
forma voluntária, lúcida, empregando várias técnicas disponíveis, das quais a
OLVE – Oscilação Longitudinal Voluntária de Energias é a mais conhecida e
que pode ser aplicada por qualquer indivíduo. Outras técnicas, menos
conhecidas, vão depender da experiência do praticante em mobilizar suas
ECs[2].
Outras formas possíveis de autoindução do EV são por meio de
exercícios físicos (qigong) ou respiratórios, com destaque para o pranaiyama
bástrica do yoga[3].
A 1ª Pesquisa Online sobre o Estado Vibracional constatou que, dentre
outras formas, 85% dos respondentes instala o EV por meio desta técnica.
EV heteroinduzido
O EV heteroinduzido é aquele produzido por intermédio de outra
pessoa, por uma consciência intrafísica projetada ou, ainda, por uma
consciência extrafísica. Consciências extrafísicas podem heteroinduzir EVs
empregando suas próprias ECs ou auxiliadas por dispositivos
paratecnológicos. Esse EV também pode ser induzido em uma única
consciência ou em um grupo de consciências (EV coletivo).
Dentre as possíveis motivações para induzir um EV em uma pessoa,
destacam-se:
• O EV induzido por amparadores extrafísicos com a finalidade de
promover uma EFC assistida para o projetor;
• O EV induzido em um grupo de pessoas por meio do acoplamento
energético com o promotor de um ajuntamento humano, tal como uma
palestra, um show ou discurso político;
• O EV induzido por um orador em um ou mais indivíduos presentes na
plateia;
• O EV induzido em uma pessoa durante a vigília por uma consciência
extrafísicaamparadora com finalidade assistencial;
• O EV induzido em consciência extrafísica doentia, a fim de dissolver as
energias densas que causam seu desequilíbrio e sua falta de lucidez.
FIGURA 8: Formas de instalação do EV. Fonte: 1ª Pesquisa online sobre o Estado Vibracional.
EV intrafísico
O EV da consciência intrafísica ou simplesmente EV intrafísico é aquele
que ocorre quando a consciência está na condição da vigília física, durante
sua rotina normal. Existem sete formas específicas de instalação do EV na
condição de consciência intrafísica, descritas adiante, sendo a mais comum a
que é produzida por meio da OLVE, descrita no capítulo 4.
EV extrafísico
O EV extrafísico é aquele instalado na dimensão extrafísica, por
projetores e por consciências extrafísicas. Na classificação descrita neste
capítulo, não deve ser confundido com o EV projetivo que ocorre no
momento em que o projetor está deixando o corpo físico ou retornando a ele
pois as causas ou motivações das instalações são distintas.
A instalação autoinduzida do EV extrafísico é acessível às consciências
que atendam a duas condições básicas: estarem lúcidas e apresentarem um
patamar mínimo de equilíbrio bioenergético. Em outras palavras,
consciências extrafísicas doentias, sonambulizadas, com pouca ou nenhuma
lucidez, assim como projetores que se apresentem nessas mesmas condições
quando fora do corpo, por terem possibilidades de ação muito limitadas, não
vão conseguir mobilizar suas ECs para instalar o EV. Consciências
extrafísicas lúcidas, mas que apresentem padrões de pensamentos
desequilibrados, negativos, cultivando sentimentos e emoções negativas
permanentemente, dificilmente instalarão EVs, pois estariam, dessa maneira,
deixando espontaneamente seus padrões doentios.
A consciência extrafísica doentia, energeticamente desequilibrada, ou
que não completou a desativação do energossoma após a morte do corpo
físico (segunda morte), podem ser assistidas por meio de um EV
heteroinduzido por outra consciência extrafísica, por um projetor lúcido ou,
ainda, um paranormal ou médium intrafísico a quem ela esteja
energeticamente acoplada. O EV, nesses casos, é empregado com a finalidade
de dissipar, ainda que parcialmente, as densas energias energossomáticas que
ainda restam no holossoma da consciência extrafísica, causadoras de seu
desequilíbrio e sua falta de lucidez.
O EV, para a consciência extrafísica lúcida, não terá, em princípio, as
mesmas propriedades do EV da consciência intrafísica, pois ela não tem mais
o energossoma, que se dissipa com a morte do corpo físico. Contudo,
sabemos que consciências extrafísicas muito evoluídas conseguem mobilizar
grandes quantidades de energia e manobrá-las com muita intensidade. Então,
existem detalhes no que diz respeito às leis que regem as manipulações
bioenergéticas que ainda precisamos entender.
O EV pode ser instalado na dimensão extrafísica por meio da OLVE.
Entretanto, como os eventos extrafísicos se sucedem muito mais rapidamente
do que no plano físico, a consciência extrafísica, e até mesmo o projetor
lúcido, precisará desenvolver a capacidade de instalar o EV direto de forma
quase instantânea, a fim de produzir a autodefesa contra-ataques extrafísicos
e outras abordagens indesejáveis.
Formas específicas de instalação do EV
As formas específicas de instalação do EV podem ser classificadas em,
pelo menos, oito tipos diferentes, das quais dois são exclusivamente
instalados pela consciência intrafísica, conforme mostra a figura 9,
apresentada a seguir.
FIGURA 9: Formas específicas de instalação do EV.
Existem pessoas e autores que descrevem outras formas específicas de
instalação do EV[2]. Devido a ausências de referências, mais investigações
são necessárias para validá-las e descrevê-las.
As oito formas de instalação específicas bem conhecidas são descritas a
seguir:
• Vibrações físicas. O EV provocado pela incidência de vibrações físicas
no soma, tais como as produzidas por exercícios físicos ou pela incidência
de vento frio.
• Projetivo. O EV projetivo é o que ocorre no início ou ao término de uma
experiência de projeção consciencial lúcida, quando a consciência está se
descoincidindo ou reinteriorizando no soma.
• OLVE. É o EV autoinduzido pela técnica da OLVE, consistindo na
circulação longitudinal e fechada de ECs.
• Direto. É o EV instalado de forma quase instantânea, usando-se apenas a
vontade, sem que seja feita qualquer circulação de ECs.
• Potencializado. É o EV potencializado, intensificado por meio de
procedimentos bioenergéticos aplicados antes ou durante sua instalação.
• Coletivo. O EV Coletivo é um caso específico de instalação
heteroinduzida.
• Basal. A forma basal é um EV de baixa intensidade mantido por uma
contínua oscilação de energias, que pode ser, a qualquer momento,
intensificado instantaneamente.
• Pulsação dos Chacras. É o EV instalado por meio da execução de
manobras de absorção e exteriorização de ECs por um ou mais chacras
específicos.
EV por vibrações físicas
Esse EV difere dos demais por ser induzido a partir do corpo físico, que,
submetido a vibrações intensas, faz a que também vibrem o energossoma e o
psicossoma.
Essas vibrações podem ser decorrentes de um exercício
de qigong chamado wu ji gong, que consiste na pessoa ficar de pé, com o
tronco ereto e pernas afastadas, sacolejando o corpo seguidamente durante
alguns minutos, sem retirar os calcanhares do chão.
Outras formas possíveis de o corpo vibrar provocando a instalação do
EV são por meio do frio intenso ou da atuação de uma cadeira vibratória. O
pesquisador americano John Palmer realizou experimentos nos quais
voluntários foram submetidos a um experimento de privação sensorial
chamado Ganzfeld[4] ao qual foi adicionada uma cadeira vibratória, e,
assim, conseguiram atingir o EV.
EV projetivo
As ocorrências do EV projetivo foram as primeiras a serem registradas
pelos projetores que passaram a escrever livros relatando suas experiências
no início do século XX. O EV projetivo pode ocorrer no início da projeção
lúcida, na fase da exteriorização da consciência ou no final da experiência,
durante a fase da reinteriorização no corpo físico. Esse EV pode ocorrer
espontaneamente, ser autoinduzido ou heteroinduzido. Seja qual for a forma
de indução, sua intensidade varia, de tal forma que, muitas vezes, a
consciência pode não percebê-lo.
EV autoinduzido pela OLVE
Esse EV é instalado por meio da aplicação da “Técnica do EV”, também
denominada CFE – Circulação Fechada de Energias e OLVE – Oscilação
Longitudinal Voluntária de Energias. É a forma de instalação mais conhecida
atualmente, ensinada em cursos, livros, artigos e na Internet, consistindo em
oscilar as ECs de uma extremidade a outra do corpo. Essa forma de instalação
tem inúmeros aspectos, apresentados em detalhes no capítulo 4.
EV direto
A instalação do EV direto, sem oscilar as ECs, é possível após vários
anos de aplicação da técnica da OLVE. Durante esse período, o energossoma
vai se sutilizando, ficando mais solto e fluido. Os centros energéticos passam
a operar normalmente, sem bloqueios, e as energovias ficam desobstruídas.
Sob essas circunstâncias, é possível usar a vontade decidida para impulsionar
todas as ECs livres no holossoma para que promovam uma rápida
exteriorização, que desencadeia o EV.
A 1ª Pesquisa Online sobre o EV questionou os respondentes sobre a
forma como instalavam o EV. Cerca de 65% afirmou empregar a OLVE,
40% informou que podiam instalar o EV direto e 35% afirmou empregar
outras técnicas, o que será objeto de futura investigação.
EV potencializado
O EV potencializado é aquele em que, antes ou durante o processo de
circulação das ECs, a consciência recebe uma infusão bioenergética com a
finalidade de aumentar a frequência e a intensidade do seu EV. Esse tipo de
manobra tem finalidade assistencial ou experimental.
Dentre as possíveis formas de potencializar o EV, destacam-se:
• A intensa absorção de EIs antes da OLVE;
• A aplicação de massagem energética antes da OLVE;
• A exteriorizaçãode ECs de um assistente para a pessoa, antes que esta
realize a OLVE;
• A atuação energética de amparadores extrafísicos antes ou durante a
OLVE.
EV coletivo
O EV coletivo é um caso específico de heteroindução. Vieira no
livro Projeciologia[5], descreve algumas situações nas quais um EV
intrafísico fugaz pode ser heteroinduzido em um ajuntamento de pessoas,
promovido por uma pessoa que lidera ou concentra a atenção desse
ajuntamento com quem estabelece um acoplamento bioenergético. A
qualidade dos EVs coletivos pode ser caracterizada como positiva, negativa
ou ambivalente.
EVs coletivos positivos:
• O líder religioso construtivo no ponto alto de sua fala para uma multidão
em estado de expectativa;
• O virtuose ao término de um concerto bem executado para uma plateia
atenta e sensível;
• O encerramento da fala de experiente paraninfo para os formandos de
uma classe em uma universidade.
EVs coletivos negativos:
• O líder de uma manifestação popular quando incita a multidão a realizar
um quebra-quebra;
• O clímax da fúria durante uma sessão de linchamento.
EVs coletivos ambivalentes:
• A explosão de entusiasmo dos torcedores de um jogo decisivo do
campeonato em estádio lotado;
• Os apostadores quando seus cavalos cruzam a linha de chegada no
grande prêmio do Jockey Club;
• O clímax das passistas nos desfiles das escolas de samba durante o
carnaval;
• O artista veterano cantando para seu público cativo;
• O orador eloquente ao envolver os ouvintes com sua fala.
EV basal
O EV basal consiste em manter uma “mini-OLVE” de forma
permanente, de tal maneira que, sempre que for preciso, a intensidade e a
abrangência da OLVE podem ser rapidamente aumentadas para instalar um
EV profilático. É um procedimento é bastante útil para pessoas que trabalham
com assistência bioenergética e parapsíquica intensa, seja para consciências
intrafísicas ou extrafísicas. A técnica do EV basal é descrita no capítulo 11.
EV autoinduzido pela pulsação dos chacras
O EV pode ser autoinduzido por meio de um exercício de pulsação dos
chacras que consiste em absorver bioenergias e exteriorizá-las em seguida por
meio de um chacra específico. Essa técnica comporta uma série de variações
quanto ao chacra ou chacras a serem manobrados, a seqüência e duração das
mobilizações. É necessário que o praticante tenha alguma desenvoltura
bioenergética e fluidez do energossoma para autoinduzir o EV dessa forma.
Notas
[1] Qigong ou chi kung é um termo de origem chinesa que se refere a trabalhos ou exercícios de cultivo
da energia. Estes exercícios têm a finalidade de estimular e promover uma melhor circulação de energia
chi (bioenergia) no corpo.
[2] Scholosser, U. Projeção de autoconsciência contínua, - Técnicas específicas, 2002.
[3] Pranayiamas são práticas para controle sobre a respiração.
[4] Ganzfeld, em alemão, significa “campo inteiro”. Trata-se de um experimento para pesquisar os
sentidos que foi criado pelo psicólogo alemão Wolfgang Metzger.
[5] Vieira, W. Projeciologia - Panorama das Experiências Fora do Corpo, 1986.
Capítulo 4
A técnica da instalação do EV
A instalação do EV de forma autoinduzida é feita por meio de uma
técnica denominada, inicialmente, “Técnica do EV” Posteriormente, a técnica
passou a ser chamada “Circuito Fechado de Energias”, “CFE – Circulação
Fechada de Energias” e, finalmente, foi proposto o termo OLVE, adotado
neste livro.
Apesar da mudança da terminologia ocorrida ao longo do tempo, a
técnica é a mesma. Em síntese, consiste em estabelecer, por meio da vontade,
um pulso energético dentro do corpo físico, deslocá-lo lentamente de forma
retilínea, passando por todas as partes do corpo, no percurso que vai do alto
da cabeça até ponta dos pés, invertendo o sentido de deslocamento e, depois,
acelerando a velocidade de deslocamento até provocar a instalação do EV.
OLVE
Após vários anos de pesquisa, Nancy Trivellato publicou em 2008,
no Journal of Conscientiology da IAC[1], uma descrição pormenorizada dos
diversos aspectos relacionados à instalação técnica do EV, apresentados.
A abordagem da autora, descrita nesse artigo, tem por objetivo oferecer
um referencial menos subjetivo para os praticantes do EV quanto à sua
própria condição, possibilitando, dessa maneira, a obtenção de mais e
melhores resultados. Nesse sentido, foram criados alguns conceitos básicos,
descritos a seguir.
• OLVE: Oscilação Longitudinal Voluntária de Energias é o termo
técnico que descreve a manobra por meio da qual o praticante organiza os
movimentos bioenergéticos espontâneos de diversas naturezas, frequências,
modos e padrões, que ocorrem em seu corpo energético.
• Sessão técnica: Corresponde à movimentação ininterrupta das ECs
pessoais ao longo do energossoma por um período de 5 minutos. Dessa
forma, se um praticante fizer 15 minutos de OLVE, interrompendo-a 3 vezes,
por exemplo, ele terá realizado 3 mini-sessões consecutivas e não 1 longa
sessão de 15 minutos.
• Ciclo: Um ciclo é o deslocamento longitudinal das ECs do alto da
cabeça até a ponta dos pés e, desse ponto, de volta ao alto da cabeça.
• Percurso: O deslocamento das ECs, idealmente, vai se estender do
alto da paracabeça até as plantas dos parapés do energossoma, que podem
extrapolar os limites do corpo físico.
• Atributos: Foram identificados 21 atributos que afetam a qualidade da
OLVE, descritos no final deste capítulo.
FIGURA 10: Sentido da oscilação das ECs durante a OLVE. As ECs devem passar por todas as
partes do corpo, incluindo os braços e as mãos.
A seguir é descrito como realizar a OLVE de forma otimizada, buscando
facilitar o que for possível para o leitor poder aplicá-la de forma correta. A
pessoa que não teve qualquer vivência quanto à percepção de bioenergias
poderá ter mais dificuldade em realizar a técnica. Ela se perguntará: “Vou
perceber algo? O que devo buscar sentir?” Se esse for o caso do leitor, ele
poderá executar previamente, se assim desejar, um breve exercício para
facilitar a percepção das ECs, descrito mais adiante.
Disposições preliminares
A seguir, são apresentadas algumas otimizações que facilitarão a
realização da OLVE pelos iniciantes, aumentando as chances de um EV ser
instalado ao término da sessão. Para o praticante veterano, essas disposições
são praticamente irrelevantes.
Local. Escolha um local tranquilo para realizar a OLVE, que seja limpo,
tenha baixo nível de ruído e temperatura agradável. Certifique-se de que não
será interrompido nos próximos minutos por outra pessoa, pelo telefone ou
por outros fatores de distração. Se for usar uma cadeira, poltrona ou cama,
que seja limpa e confortável.
Posição. A OLVE pode ser praticada em três posições básicas: de pé,
sentado ou deitado:
• De pé: Braços soltos, juntos ao corpo. As pernas devem ficar com
pequena separação entre elas. É a posição preferencial para os iniciantes
por ser a que mais facilita a oscilação das ECs.
• Sentado: Usar uma cadeira ou poltrona confortável, com o tronco ereto
ou um pouco recurvado. Os braços devem ficar junto ao corpo com as
palmas das mãos repousando sobre as pernas. As pernas podem ficar juntas
ou com pequena separação entre elas. A movimentação das ECs deve
acompanhar a posição do soma.
• Deitado: Deite-se na posição supina (ou decúbito dorsal, com a barriga
para cima), com os braços esticados e junto ao corpo. As pernas também
devem ficar esticadas e juntas ou com pequena separação entre elas. Pode-
se usar um travesseiro sob a cabeça ou não. É importante observar que a
realização da OLVE nessa posição poderá levar o praticamente a
adormecer rapidamente (devido à descoincidência), interrompendo o
experimento.
QUADRO 2: Comparação das posições para realizar a OLVE.
Disposição mental. O praticante deve manter uma postura de
tranquilidade íntima, sem ansiedade, ceticismo ou medo.
Disposição física. O ideal é estar sem fome, sede, sono ou vontade de ir
ao banheiro assim como não ter comido ou bebido demais antes do
experimento.
Vestimentas. Deve-se usar roupas confortáveis que não apertem
nenhuma parte do corpo.Pode-se retirar sapatos e meias, afrouxar o cinto da
calça ou retirar o paletó se isto fizer o praticante se sentir mais à vontade.
Relaxamento prévio. É recomendável para os iniciantes:
• Assumir a posição em que deseja aplicar a técnica, de pé, sentado ou
deitado.
• Relaxar o corpo, inspirando e expirando profundamente por três vezes.
Se estiver de pé ou sentado, sacudir os ombros e girar a cabeça algumas
vezes para soltar a musculatura nesses locais do corpo.
• Fechar os olhos para cortar as impressões visuais. Não pensar em
absolutamente nada além da sessão técnica que vai ser iniciada.
Sessão técnica da OLVE
A seguir é descrito o procedimento de uma sessão técnica da OLVE da
forma como este autor a conduz como facilitador no curso Laboratório
Grupal do Estado Vibracional. Fora alguns detalhes, este procedimento é o
mesmo descrito por Waldo Vieira em 700 Experimentos da
Conscienciologia.
Procedimento
1. Concentrar o foco da atenção na parte mais alta da cabeça. Permanecer
assim por alguns momentos. As ECs vão concentrar-se nesse ponto,
mesmo que não seja possível senti-las;
2. Lentamente, deslocar o foco da atenção de forma que ele desça pela
cabeça até chegar ao pescoço; passando em seguida por tórax, abdômen,
quadris, coxas, joelhos, calcanhares, até chegar à ponta dos pés;
3. Uma vez que o foco da atenção esteja na ponta dos pés, deslocá-lo de
imediato, passando por calcanhares, joelhos, coxas, quadris, abdômen,
tórax, pescoço, até chegar novamente ao alto da cabeça. Isso completará
um ciclo da OLVE;
4. Com o foco da atenção novamente no alto da cabeça repetir a oscilação,
descendo até a ponta dos pés, e subir de novo de forma lenta e contínua.
O deslocamento deve ser contínuo e suave, sem saltos, trancos ou
mudanças abruptas;
5. Após executar 10 ciclos, começar a acelerar a velocidade de oscilação
do foco da atenção de forma lenta e contínua;
6. Acelerar a velocidade da oscilação até chegar à maior velocidade que
puder imprimir sem gerar tensão no corpo físico e mante-la por alguns
momentos;
7. O EV é instalado quando se atinge a máxima velocidade possível.
Quando isso ocorre, a oscilação das ECs para, devido à expansão das
energias que se espalham e envolvem todo o holossoma. Nesse
momento, podem surgir um ou mais sinais típicos do EV instalado. Se
não atingir o EV, diminua lentamente a velocidade da oscilação até pará-
la por completo;
8. Faça movimentos lentos com as mãos e os pés quando desejar para
promover a recoincidência dos veículos de manifestação (os corpos
extrafísicos).
 FIGURA 11: Cinco momentos do EV autoinduzido pela OLVE: (a) O início da OLVE; (b) As ECs
em deslocamento começando a se expandir; (c) As ECs em deslocamento expandidas por praticamente
todo o holossoma; (d) O EV instalado; (e) Dissipação das ECs mobilizadas pelo EV.
Tempos sugeridos para a sessão da OLVE
O período total sugerido para a sessão é de aproximadamente 5 minutos
com uma variação de 1 minuto para mais ou para menos. Em sala de aula, a
duração de cada passo é controlada pelo facilitador. Quando sozinho, o
praticante terá de calcular o tempo mentalmente, usar um relógio ou
despertador, cuidando para que esses não atrapalhem a prática do exercício,
gerando, por exemplo, ansiedade devido ao tempo decorrido.
Procedimento:
1. Durante 15 segundos, concentrar o foco da atenção no alto da cabeça;
2. Ao longo de 15 segundos, deslocar o foco da atenção do alto
da cabeça até a ponta dos pés;
3. Ao longo de 15 segundos, deslocar o foco da atenção da ponta
dos pés até o alto da cabeça;
4. Durante 2 minutos e 30 segundos, executar a oscilação
“cabeça-pés-cabeça” 10 vezes;
5. Durante 1 minuto e 45 segundo, acelerar continuamente a
velocidade da oscilação;
6. Ao sentir que atingiu a velocidade máxima sem gerar tensão,
permanecer assim por 15 segundos.
7. Se o EV for instalado, aguardar a dissipação das ECs, senão
durante 15 segundos, reduzir lentamente a velocidade da
oscilação até parar completamente;
8. Movimentar o corpo lentamente.
 Total: 5 minutos.
Observações práticas sobre a OLVE
A seguir, são apresentados alguns aspectos que vão facilitar a
compreensão da dinâmica da OLVE e aumentar sua eficácia.
Concentração. Durante a OLVE, não pense em nada além de executar a
técnica. Mantenha a concentração em deslocar o foco da atenção e não se
preocupe em tentar perceber as ECs. Qualquer percepção de manifestação das
ECs deve ser considerada secundária com relação à manutenção contínua e
ritmada da oscilação das energias.
Pacificação. A postura mental e, consequentemente, a postura física,
durante a OLVE deve ser de pacificação, serenidade, relaxamento. Tensão,
preocupação, ansiedade e movimentos do corpo atrapalharão sua execução.
Olhos. Por questão de otimização, o iniciante deve manter os olhos
fechados, mas nada impede que pratique a OLVE com os olhos abertos.
Algumas pessoas ficam acompanhando o deslocamento do foco da atenção
com os globos oculares. Não é o ideal, todavia, esse movimento não impede a
instalação do EV.
Ritmo. É fundamental manter o ritmo da oscilação, sem diminuí-lo ou
acelerá-lo muito rapidamente.
Velocidade. A velocidade máxima de oscilação das ECs é o ponto em
que ela começa a gerar tensão no corpo físico. Se houver um nível de tensão
maior que o apropriado, será mais difícil instalar o EV, podendo ocorrer a
aceleração da respiração e taquicardia. O aumento da velocidade, por si só,
não garante a instalação do EV.
Interrupção. Se houver uma interrupção da OLVE antes de se atingir o
EV, devido a devaneios mentais, por exemplo, deve-se recomeçar a oscilação
das ECs lentamente, voltando a acelerar em seguida.
Sincronia. Deve-se evitar sincronizar as oscilações do foco da atenção
com a respiração, pois isso vai acabar com o estado de relaxamento e pode
causar a aceleração dos batimentos cardíacos, chegando a provocar
taquicardia e impedindo a manutenção da circulação das ECs e a produção do
EV.
Taquicardia. Ocorrendo taquicardia durante a OLVE, deve-se parar
com a oscilação das ECs e, se o praticante desejar, recomeçá-la quando os
batimentos do coração voltarem ao ritmo normal.
Imaginação. O praticante não deve usar a imaginação para produzir a
OLVE. Imaginar que as ECs estão se deslocando não é o mesmo que usar a
vontade para comandá-las, obrigando-as, por assim dizer, a se deslocarem.
Tão pouco deve associar cores, mantras ou outros processos mentais que
desviem sua concentração.
Modificações. O praticante deve se abster de modificar a técnica de
oscilação, fazendo movimentos com as ECs diferentes dos que foram
descritos. Quaisquer modificações nesse sentido acabam resultando na
redução da eficiência da técnica, dificultando a instalação do EV.
Repetição. Mesmo que o praticante não tenha percebido nada diferente,
deve repetir as sessões da OLVE, se possível, dia após dia ou, idealmente,
várias vezes ao dia com um intervalo de tempo entre elas.
Percepção das ECs. Após certo número de repetições da técnica, que
varia de pessoa para pessoa, o praticante começa a perceber que "alguma
coisa", no caso, as ECs, se deslocam pelo corpo acompanhando as oscilações
do foco da atenção. Isso ocorrerá na medida em que a quantidade de energia
que ele consegue mobilizar for aumentando.
Bloqueios. Se for percebida uma parte do corpo na qual as ECs parecem
não passar direito, ou se a lucidez diminuir quando as energias estiverem
passando por ali, isso pode significar que ali existe um bloqueio
bioenergético. Nesse caso deve-se, ao praticar a OLVE, insistir com as
oscilações até vencer esse bloqueio, fazendo com que as ECs passem
livremente por esse ponto.
Sinalética. A instalação do EV produz uma sinalética bem típica com
predomínio da sensação de vibrações que não são físicas mas sim
energéticas, pois ocorrem no energossoma e no psicossoma.
Dúvida. A sensação do EV instalado é muito evidente, logo, se o
praticante tem dúvida sobre se o que sentiu é o EV, provavelmente ela ainda
não chegou lá.
Aglutinação das ECs. À medida que a velocidade da oscilaçãovai
aumentando, as ECs vão progressivamente se aglutinando em torno do foco
da atenção, criando um pulso energético que se expande de tal forma que,
momentos antes do EV ser instalado, ele terá se estendido por todo o corpo.
Início das vibrações. As vibrações do EV geralmente têm início em
uma parte específica do corpo que pode ser percebida se o indivíduo estiver
atento. Por exemplo, elas podem começar na altura do tórax e, deste ponto, se
espalharem para todas as outras partes do corpo.
Sucesso. Existem pessoas que conseguem instalar o EV na primeira vez
que aplicam a técnica, mas, isso é muito raro. A maioria instala o EV após
repetir a técnica, pelo menos, de 10 a 20 vezes ao longo de alguns dias. Dessa
forma, se a técnica for aplicada uma vez por semana ou uma vez por mês,
serão necessários meses ou até mesmo anos até instalar-se o primeiro EV.
Com relação a isso, não existem milagres. As poucas pessoas que instalam o
primeiro EV com um número reduzido de tentativas conseguem esse
resultado por já possuírem um bom nível de soltura do energossoma e por
terem as energovias desobstruídas. Em outras palavras, elas apresentam a
mesma condição bioenergética que um praticante veterano na técnica.
Expansão das ECs. Quando o EV é instalado, ocorre uma expansão das
ECs para fora do corpo. Nesse momento, empregando a vontade, o praticante
pode aumentar ainda mais essa expansão, fazendo com que as ECs
expandidas pelo EV alcancem todo o recinto e as proximidades do local em
que se encontra. Isso pode ser útil para promover a profilaxia bioenergética
do local ou para instalar um campo protetor ao redor do corpo físico. Se
houver pessoas nas proximidades do praticante, as ECs liberadas pelos EV
provavelmente serão benéficas a elas também.
Intensidade. A intensidade do EV varia devido a uma série de fatores,
intrínsecos ou extrínsecos ao praticante, tais como variações na capacidade de
concentração, no estado de saúde, as bioenergias presentes no ambiente e a
atuação de consciências extrafísicas.
Percepção. Se houverem pessoas com certo grau de desenvolvimento
parapsíquico próximas ao praticante, e se o EV produzido for razoavelmente
intenso, elas poderão perceber as energias liberadas por ele.
Rotina. Uma vez aprendida a técnica da OLVE ela pode ser realizada
em praticamente qualquer local, horário e condição.
Locais. A prática mostrará ao praticante que a instalação do EV é mais
fácil em certos locais e mais difícil, às vezes até impossível para o iniciante,
em outros. Isso ocorre devido ao teor de ECs no local que podem ser
propícias, neutras ou adversas ao praticante.
Rapidez. Com o passar do tempo e da contínua aplicação da técnica, a
instalação do EV fica cada vez mais rápida e passa a ser cada vez mais fácil.
Efetivamente, um veterano na técnica pode obter um EV em apenas alguns
segundos, com um mínimo de esforço.
Peculiaridades. Com o tempo, a execução da OLVE e a instalação do
EV vão se automatizando e podem assumir certas peculiaridades. Por
exemplo, uma pessoa pode fazer a OLVE iniciando a oscilação das ECs pela
cabeça, pelos pés ou por outra parte do corpo.
Contraindicações. O EV não tem contraindicações. Algumas poucas
pessoas relatam que sentem algum tipo de mal-estar ao praticar a oscilação
das energias, atingindo ou não o EV. Existem dois motivos para isso
acontecer: bloqueios energéticos e assédio extrafísico.
Desenvolvimento. Com o tempo, uma possível meta inicial a ser
buscada pelo praticante da OLVE é tornar-se capaz de instalar o EV em
qualquer lugar, em qualquer horário e em qualquer condição física,
emocional e mental.
Qualidade do EV. A qualidade das ECs produzidas pelo EV é
dependente, dentre outros fatores, do padrão de pensenes que o indivíduo
produz. A maioria das pessoas tem um padrão de pensenes com predomínio
no sexo (sexochacra) ou nas questões materiais (umbilicochacra). Em
quantidade bem menor, também existem pessoas cujo padrão predominante é
mentalsomático (coronochacra).
Discrição. O praticante da OLVE deve ser discreto. Não vale a pena
chamar a atenção de outras pessoas para a manobra energética que está
fazendo.
Registro. O registro por escrito em um diário apropriado dos primeiros
EVs e dos resultados proporcionados poderá ser útil para futuras
autopesquisas.
Caso. Uma aluna do curso Laboratório Grupal do Estado Vibracional,
conseguiu instalar seu primeiro EV na manhã do dia seguinte à primeira aula.
O local escolhido por ela para praticar sua primeira sessão da OLVE estando
só foi no interior de seu automóvel, antes de sair para o trabalho. Conforme
relatou, quando chegou ao ápice da oscilação das energias, sentiu um enorme
bem-estar.
Caso. Outro aluno do mesmo curso citado no caso anterior ensinou a
técnica da OLVE à sua esposa. Aplicando a técnica diariamente, no sétimo
dia, ela sentiu sua mão sendo tocada por outra mão que se sobrepunha a ela.
Essa sensação pode ter sido tanto um efeito das bioenergias quanto a
manifestação de uma consciência extrafísica que desejava sinalizar sua
presença.
Instalação correta e seus efeitos
Quando instalado corretamente, o EV proporciona uma sensação de
bem-estar, não aumenta a frequência cardíaca, não eleva a pressão arterial,
não causa contrações musculares espasmódicas (mioclonias), não aumenta a
temperatura corporal e não enrubesce o praticante.
FIGURA 12: Efeitos do EV.
Além desses efeitos, segundo Trivellato[1], o EV pode variar em
intensidade e profundidade, conforme o nível de ativação do energossoma.
Um alto nível de ativação produz vibrações mais estáveis, autossustentáveis,
intensas e profundas. Um baixo nível de ativação produz vibrações instáveis,
fracas e de curta duração, indicando, com isso, que a OLVE poderia ter sido
melhor executada.
Ainda segundo a autora, uma ativação mais intensa e com maior
profundidade na estrutura do energossoma pode tocar em antigos bloqueios
energéticos localizados em conexões do energossoma com o psicossoma,
revolvendo as energias ali estagnadas e promovendo, dessa forma, mudanças
na estrutura do holossoma e na própria consciência. Como efeito imediato
disso, o praticante pode sentir alguma sensação desagradável. Uma ativação
menos intensa e menos profunda mobiliza menos energia, penetra menos na
estrutura interna do energossoma e produz apenas sensações agradáveis. É
mais fácil de ser obtida mas os resultados que produz são menores.
Cumpre observar que a profundidade pode não ser, de fato, um atributo,
mas sim, um efeito da frequência e coerência das ECs liberadas pelo EV.
Caso. Dalva Morem escreveu um livro chamado Sempre é Tempo[2],
no qual descreve sua trajetória nessa vida. Na obra, a autora descreve um
episódio ocorrido em um momento em que buscava fazer uma reciclagem
existencial, motivo pelo qual começara a escrever seu livro. Certo dia, ao
despertar, ainda deitada na cama, instalou um EV, como sempre fazia. Dessa
vez, contudo, algo diferente ocorreu. Um flash surgiu em sua mente e ela viu,
em bloco, todo o período de sua vida ocorrido 40 anos antes, que ela havia
resolvido não relatar no livro. Esse fato levou-a a reconsiderar sua decisão
pois entendeu que era preciso fazer uma catarse do que ficara mal parado
nesse período.
Binômio simplicidade-complexidade
Segundo Trivellato[1], a instalação autoinduzida do EV por meio da
OLVE é paradoxal. Por um lado, o procedimento é relativamente simples de
ser descrito. Por outro lado, a realização da OLVE de forma correta, gerando
a instalação do EV, requer o desenvolvimento de uma forma de coordenação
parapsicomotora cuja complexidade resulta da necessidade da aplicação
sinergética de três diferentes aspectos:
• Espaciais: Direção, sentido e completude;
• Temporais: Frequência, ritmo, sincronização e aceleração;
• Energéticos: Percepção e aumento das ECs, eliminação de bloqueios
energéticos, incremento da fluidez energossomática e aumento da
profundidade dimensional.
Efetividade e eficácia da OLVE
Na medida em que a OLVE vai sendo aplicada com regularidade, a
tendência é que o praticante torne-se