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PREPARAÇÃO INTELIGENTE PARA
O EXAME DE SUFICIÊNCIA
ESTOQUES
1
Estoques
SUMÁRIO
1 Estoques e CPC 16 ....................................................................................................................................... 2
2 Operações Com Mercadorias ...................................................................................................................... 2
3 Resultado Bruto Com Mercadorias ............................................................................................................. 2
4 Estoques Na Lei 6.404/76 ............................................................................................................................ 6
5 CPC (R1) - Estoques ..................................................................................................................................... 7
5.1 Objetivo ............................................................................................................................................... 7
6 Definições .................................................................................................................................................... 8
7 Mensuração De Estoque............................................................................................................................ 10
8 Custos Do Estoque ..................................................................................................................................... 16
8.1 Custos De Aquisição .......................................................................................................................... 16
8.2 Descontos Comerciais Ou Incondicionais .......................................................................................... 16
8.3 Abatimento ........................................................................................................................................ 16
8.4 Tributos Recuperáveis ....................................................................................................................... 17
8.4.1 IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados .......................................................................... 17
8.4.2 ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços ................................................... 17
8.4.3 PIS – Programa de Integração Social ......................................................................................... 17
8.4.4 COFINS – Contribuição para a Seguridade Social ...................................................................... 17
8.5 Imposto Por Dentro E Por Fora ......................................................................................................... 18
8.6 Compra De Matéria Prima ................................................................................................................. 21
8.7 Compra De Mercadoria Por Empresa Comercial (Aquisição De Indústria) ....................................... 21
8.8 Compra De Mercadoria Por Empresa Comercial (Aquisição De Empresa Comercial) ...................... 22
8.9 Quadro Resumo – Tributos................................................................................................................ 23
8.10 Perda Normais X Perdas Anormais .................................................................................................... 27
9 Produção Conjunta E Custos Conjuntos .................................................................................................... 28
9.1 Produção por ordem: ........................................................................................................................ 28
9.2 Produção Contínua ............................................................................................................................ 29
10 Coproduto, Subprodutos e Sucatas ....................................................................................................... 29
10.1 Tratamento Contábil ......................................................................................................................... 29
10.2 Outros Custos .................................................................................................................................... 30
11 Estoques Financiados ............................................................................................................................ 32
12 Custo Do Produto Agrícola Colhido Proveniente De Ativo Biológico .................................................... 33
13 Critérios De Valoração De Estoque........................................................................................................ 35
14 Peps, Ueps E Preço Médio ..................................................................................................................... 38
14.1 PEPS ................................................................................................................................................... 38
14.2 UEPS ................................................................................................................................................... 40
14.3 Custo Médio ...................................................................................................................................... 40
14.3.1 Média Ponderada Fixa ............................................................................................................... 41
14.3.2 Média Ponderada Móvel ........................................................................................................... 42
15 Tabela De Controle De Estoque ............................................................................................................. 44
16 Outras Questões Comentadas ............................................................................................................... 46
17 Resumo Dos Pontos Abordados Nesta Aula .......................................................................................... 53
18 Questões Comentadas Nesta Aula ........................................................................................................ 55
19 Gabarito Das Questões Comentadas Nesta Aula .................................................................................. 66
2
Estoques
1 Estoques e CPC 16
Olá, pessoal! Tudo bem com vocês?
Sejam bem-vindos a mais uma aula do nosso curso CFC De A a Z para o Exame de Suficiência.
Na aula de hoje falaremos sobre estoques! Essa questão é tida como certa no Exame. Muitas vezes, cai até
mais do que uma. Portanto, estudem com carinho.
Novamente, a leitura desta aula é indispensável.
Um abraço.
Prof. Gabriel Rabelo.
@contabilidadefacilitada
2 Operações Com Mercadorias
As questões de operações com mercadorias envolvem basicamente conhecimento da avaliação dos
estoques, operações que envolvem a parte inicial da DRE (da receita bruta até o lucro bruto e apuração do
CMV), tributação sobre as mercadorias e inventário periódico e permanente.
Se você conseguir entender isso que disse acima, então você já acertará mais da metade das questões de
operações com mercadorias.
Além disso, precisamos conhecer alguns itens da NBC TG 16 – Estoques.
3 Resultado Bruto Com Mercadorias
O resultado bruto com mercadorias, ou resultado com mercadorias equivale ao lucro bruto na
Demonstração do Resultado.
Receita Bruta
(-) Deduções da Receita
- Devoluções de Vendas
- Cancelamento de Vendas
- Descontos incondicionais concedidos
- Abatimentos concedidos
- Impostos sobre vendas (ICMS, PIS e COFINS)
- Ajuste a Valor Presente de Clientes
(=) Receita Líquida
(-) Custo das Mercadorias Vendidas
(=) Lucro Bruto OU Resultado com Mercadorias.
Em que o CMV = Estoque Inicial + Compras líquidas – Estoque final.
Mas voltaremos a esse assunto. Vamos falar um pouco sobre os estoques na lei 6.404/76 e sobre outros
pontos.
3
Estoques
01. (Consulplan/Exame CFC/2019.1)A Companhia Ômega adquiriu para revenda mercadorias no valor de R$
10.000,00 em maio de 2017. Os impostos recuperáveis sobre a compra perfazem o total de R$ 1.800,00.
Sobre essa compra, a Companhia Ômega também pagou frete de R$ 200,00 com impostos recuperáveis de
R$ 24,00 e seguros no valor de R$ 250,00. A empresa vendeu 70% das mercadorias adquiridas no período.
Sabe-se que a Companhia Ômega não tinha saldo anterior de mercadorias para revenda. É correto afirmar
que o valor do Custo das Mercadorias Vendidas foi de:
A) R$ 5.740,00
B) R$ 5.863,20
C) R$ 6.038,20
D) R$ 8.626,00
Comentários:
Valor de aquisição 10.000,00
(-) Impostos recuperáveis (1.800,00)
Frete 200,00
(-) Impostos recuperáveis (24,00)
Seguro 250,00
Valor do custo de aquisição 8.626,00
Uma vez que ela vendeu 70%, o CMV será de R$ 8.626,00 x 70% = 6.038,20.
Gabarito: C.
02. (Consulplan/Exame CFC/2018.1) O departamento contábil da Companhia Alfa apresentou as seguintes
transações com mercadorias ao longo do mês de abril de 2018:
Dia 10: Compra de mercadorias para revenda à vista ao valor de R$ 10.000,00. Além desse valor, foi pago R$
500,00, em dinheiro, referente ao frete cobrado para que a transportadora entregasse as mercadorias na
Companhia Alfa.
Dia 16: Venda de mercadorias para revenda à vista ao valor de R$ 7.000,00.
Dia 23: Devolução de 30% da venda realizada em 16/04. O cliente foi reembolsado em dinheiro no momento
da devolução.
Dia 30: Devolução de 50% da compra realizada em 10/04. A Companhia Alfa foi reembolsada em dinheiro no
momento da devolução.
Nesse mesmo mês:
• o saldo inicial em caixa: R$ 11.000,00;
• as despesas administrativas: R$ 160,00;
• o estoque inicial de mercadorias para revenda: R$ 12.000,00;
• o estoque final de mercadorias para revenda: R$ 14.560,00;
Com base somente nas informações apresentadas e desconsiderando-se qualquer incidência de tributos,
assinale o lucro líquido registrado em abril 2018.
A) R$ 460,00.
B) R$ 1.800,00.
4
Estoques
C) R$ 2.560,00.
D) R$ 2.940,00.
Comentários:
Vamos apurar o Custo das Mercadorias Vendidas, usando a fórmula:
Estoque inicial + entrada – saídas = Estoque final
Entradas:
Dia 10: compras mercadorias 10.000 + frete 500
Dia 30 – Devolução: (5.000)
Total de entradas = 5.500
12.000 + 5.500 – saídas = 14.560
Resolvendo, temos saídas = CMV = $2.940
Vendas = $7.000 – 30% devolução
Vendas = $7.000 - $2.100
Vendas = $4.900
Vamos esboçar a Demonstração do Resultado do Exercício:
Vendas 4.900
Custo Mercadoria Vendida - 2.940
Lucro bruto 1.960
Despesas administrativas - 160
Lucro líquido 1.800
Gabarito: B.
03. (Exame de Suficiência/Técnico/2015/1) Uma sociedade Empresária apresenta os seguintes dados:
Estoque inicial de Mercadorias R$ 100.000,00
Custo das Mercadorias Vendidas R$ 250.000,00
Compras de Mercadorias R$ 340.000,00
Lucro Bruto R$ 140.000,00
Com base nos dados informados, o valor da Receita com Vendas, desconsiderando os efeitos tributários, é
de:
A) R$ 330.000,00
B) R$ 390.000,00
C) R$ 580.000,00
D) R$ 730.000,00
Comentários:
Receita com vendas ???
(-) Custo das Mercadorias Vendidas -R$ 250.000,00
5
Estoques
= Lucro Bruto R$ 140.000,00
Portanto, a Receita com Vendas é de 250.000 + 140.000 = 390.000
Gabarito: B.
04. (FBC/Exame de Suficiência/Técnico/2013.2) Uma sociedade empresária realizou em junho de 2013 as
seguintes operações:
Aquisição de 100 unidades de mercadoria para revenda pelo valor total de R$2.500,00, neste valor incluídos
R$500,00 referentes aos impostos recuperáveis.
Revenda de 70 unidades por R$8.000,00, neste valor incluídos R$1.600,00 referentes aos impostos
incidentes sobre as vendas.
Considerando que não havia estoque inicial de mercadorias para revenda, o Lucro Bruto no mês de junho de
2013 foi de:
A) R$5.500,00.
B) R$5.000,00.
C) R$4.650,00.
D) R$4.400,00
Comentários:
Devemos excluir os impostos recuperáveis do custo do estoque:
Custo unitário: ($2.500 - $500) / 100 unid. = $20 por unidade.
Agora, vamos esboçar a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE):
Receita Bruta 8.000
Impostos sobre venda - 1.600
Receita Líquida 6.400
CMV (70 unidades x $20) - 1.400
Lucro Bruto 5.000
Gabarito: B.
6
Estoques
4 Estoques Na Lei 6.404/76
Os estoques, de modo geral, compreendem as mercadorias que a empresa possui para revenda, ou que está
industrializando, matéria-prima, etc. Via de regra, são classificados no ativo circulante. Todavia, caso a
intenção de realização seja de longo prazo, é plenamente aceitável a classificação no ativo não circulante
realizável a longo prazo.
Nos termos da Lei 6.404/76:
Os direitos realizáveis no curso do exercício social subsequente podem ser reais ou pessoais. Os reais
representam os bens (estoques de matérias-primas, produtos acabados, em elaboração). Os pessoais
representam os direitos (clientes, adiantamentos a fornecedores, ICMS e recuperar).
Essa realização a que a lei se refere se dá pelo consumo ou venda destes bens.
Sobre o critério de avaliação, a lei das SA (Lei 6.404/76) estabelece o seguinte, sobre esse assunto:
O que? Avaliação (Art. 183, II)
Mercadorias
Custo de aquisição ou
produção
(-) Ajuste ao valor de mercado, se
for inferior
Produtos do comércio
Matérias-primas
Produtos em fabricação
Bens em almoxarifado
MERC: C. aquis/ Prod ou Valor de mercado
[Dos dois o menor] - CPC 06
Valor realizável líquido é o
preço de venda deduzido
dos custos estimados para
sua conclusão e dos gastos
estimados necessários para
se concretizar a venda.
Valor de
venda Subtração
Valor de venda (-) Desp de venda (-) Custos estimados para conclusão = V. Realizável líqui.
niveafarias
Line
niveafarias
Line
7
Estoques
5 CPC (R1) - Estoques
Vamos explicar a vocês os trechos mais importantes do Pronunciamento. Os quadros em azul são a
literalidade do CPC.
5.1 Objetivo
A questão fundamental, portanto, é a avaliação dos estoques. O Pronunciamento fornece orientação sobre:
1) A determinação do valor de custos dos estoques;
2) Eventuais reduções ao valor realizável; e
3) Orientações sobre o método e os critérios usados para atribuir custos aos estoques.
4) E o seu subsequente reconhecimento como despesa em resultado.
O item 4 pode causar uma certa estranheza.
Como assim, “reconhecimento como despesa em resultado?” Não estamos tratando de estoques (e
consequentemente custos)?
Vale esclarecer esse conceito, emprestado da chamada contabilidade de custos.
Esse conceito costuma provocar alguma confusão, e é explorado em provas.
Vamos entender melhor. A compra do equipamento gera um gasto. Ao ser ativado (contabilizado no Ativo),
torna-se investimento. Quando é utilizado na produção de outros bens e serviços, a sua depreciação torna-
se Custo. Durante o período em que o produto acabado fica estocado, temos investimento, novamente. E,
ao ser vendido, surge uma Despesa.
8
Estoques
Observação: o nome “Custo das Mercadorias Vendidas”, que aparece na DRE, é a
denominação mais comum, mas não é a mais correta tecnicamente.
Vamos ler mais um pouco do livro do Prof. Eliseu Martins:
O computador da secretária do diretor financeiro, que fora transformada em investimento, tem uma parcela
reconhecida como despesa (depreciação), sem transitar por custo.
As despesas são itens que reduzem o Patrimônio Líquido e que têm essa característica de representar
sacrifícios no processo de obtenção de receitas.
Exemplo: No momento da sua aquisição, a matéria-prima é um gasto. Ao ser estocada, transforma-se em
Investimento. Ao ser utilizada na produção, torna-se custo. Caso o produto acabado resultante volte ao
estoque, volta a ser considerada investimento. Finalmente, transforma-se em despesa quando ocorre a
venda do produto.
6 Definições
Um primeiroaspecto importante a norma fala em ou e não em e. Assim, basta atender-se um requisito para
a classificação como estoque. Exemplifiquemos!
Compra
equip.(gasto)
Quando ativado
(Invest)
Depreciação
(custo)
Produto
acabado em
estoque (invest)
Na venda
(despesa)
Estoques são ativos
Mantidos para venda no
curso normal dos
negócios
Em processo de
produção para venda
Forma de materiais ou
suprimentos
consumidos ou
transformados
niveafarias
Highlight
9
Estoques
1. Um supermercado comprou mercadorias de uma indústria para vender posteriormente. É
considerado estoque?
Sim, pois são mantidas para venda no curso normal dos negócios.
2. Uma indústria compra matéria-prima, madeira, parafusos, tinta, e outros materiais, para a
produção de estantes e posterior venda. É estoque?
Sim, pois se trata de matéria-prima e materiais diversos que serão transformados em processo de produção.
3. Determinado artesão mantém grão de cacau torrado para a posterior fabricação de chocolate
amargo. É estoque?
Sim, pois é matéria-prima em processo de produção para posterior venda.
05. (FBC/Exame CFC/2017.1) De acordo com a NBC TG 16 (R1) – ESTOQUES, estoques compreendem ativos
mantidos para venda no curso normal dos negócios; em processo de produção para venda; ou na forma de
materiais ou suprimentos a serem consumidos ou transformados no processo de produção ou na prestação
de serviços.
Assinale a opção em que NÃO constam exemplos de Estoque.
A) produtos acabados e produtos em processo de produção pela entidade.
B) custos de mercadorias vendidas, veículos de uso e software de uso.
C) matérias-primas e materiais que aguardam utilização no processo de produção, tais como embalagens e
material de consumo.
D) mercadorias compradas por um varejista para revenda ou terrenos e outros imóveis para revenda.
Comentários:
De nossas alternativas, aquela que não contém estoques é a letra b.
CMV representa o custo das mercadorias que foram vendidas e não mais estarão no estoques.
Veículos de uso são classificados no ativo não circulante imobilizado.
Softwares de uso são classificados no ativo não circulante intangível.
Quanto aos terrenos da letra d, se forem para revenda, serão considerados também estoques.
Gabarito: B.
Em Uso: Não é estoque / CMV: Vendida
niveafarias
Highlight
niveafarias
Highlight
10
Estoques
Exemplo. Surge inesperadamente a Netflix. Temos na loja X um estoque de aparelhos de DVDs para venda,
adquiridos por R$ 1.000,00, esperando-se (antes da nova tecnologia) vendê-los por R$ 1.500,00, mas cuja
venda, agora, se dará por R$ 700,00. Nosso valor realizável líquido é de R$ 700.
Já o valor justo é geralmente (mas não necessariamente) o valor de mercado. No nosso caso, se um
consumidor fosse a diversas lojas à procura de DVDS e os encontrasse por um preço aproximado de R$
600,00, este seria o seu valor justo, posto que as partes são independentes e a transação não é compulsória.
Todavia, a empresa X continuará vendendo os seus por R$ 700,00. Assim:
O valor realizável líquido e o valor justo não são necessariamente coincidentes, embora também possam
coincidir.
Devemos entender como estoques:
7 Mensuração De Estoque
9. Os estoques objeto deste Pronunciamento deve ser mensurado pelo valor de custo
ou pelo valor realizável líquido, dos dois o menor.
Esta é a regra básica de mensuração dos estoques, que anteriormente era chamada de: “custo ou mercado,
dos dois o menor”.
• Mercadorias para revenda;
• Terrenos e imóveis para revenda;
• Produtos acabados, matérias primas, produtos em processo, componentes,
embalagens, material de consumo;
• Custos de serviços (prestador de serviços).
Estoques compreendem
niveafarias
Highlight
niveafarias
Highlight
niveafarias
Highlight
11
Estoques
Lembramos que:
Valor Realizável Líquido é o preço de venda deduzido dos custos estimados para sua conclusão e dos
gastos estimados necessários para se concretizar a venda.
Se uma mercadoria custou R$10.000,00 e pode ser vendida por valor superior, deve ficar registrada
contabilmente pelo valor original (R$10.000,00).
Mas, se o valor realizável líquido for de R$8.000,00, deverá ser feito um “Ajuste para perdas prováveis”.
A contabilização do Ajuste é a seguinte:
D – Despesa - ajuste para perdas prov. no estoque (resultado) 2.000,00
C – Ajuste para perdas prováveis (retificadora do ativo) 2.000,00
2000 2000
Desp - Perda Estoq. Ajuste - Perdas prov.
O estoque fica registrado assim:
Estoque produtos acabados (Ativo) 10.000,00
Ajuste para perdas prováveis (retificadora ativo) (2.000,00)
10000 2000
Estoque - Prod. Aca. Ajuste - Perdas prov.
Valor contábil do estoque: $10.000,00 – $2. 000,00 = $8.000,00.
06. (FBC/Exame de Suficiência/2017.1) Uma Sociedade Empresária apresentava, em 31.12.2016, as
seguintes informações a respeito de seu estoque de mercadorias:
Até 31.12.2016, não haviam sido registrados ajustes para redução ao valor realizável líquido ou ajustes a
valor presente nos Estoques. Os tipos de mercadorias apresentados são avaliados separadamente.
Estoque Menor entre
Custo
Valor Realizável
Líquido
Tipo de
Mercadoria
Estoque Mensurado
a Custo de
Aquisição
Preço de
Venda
Estimado
Despesas Necessárias
para Concretizar a
Venda
Tipo 1 R$10.000,00 R$16.000,00 R$4.000,00
Tipo 2 R$22.000,00 R$20.000,00 R$5.000,00
Tipo 3 R$16.000,00 R$24.000,00 R$6.000,00
TOTAL R$48.000,00 R$60.000,00 R$15.000,00
12
Estoques
Considerando-se apenas os dados informados e de acordo com a NBC TG 16 (R1) – ESTOQUES, o saldo da
conta de Estoques, em 31.12.2016, foi de:
A) R$41.000,00.
B) R$45.000,00.
C) R$46.000,00.
D) R$48.000,00.
Comentários:
Segundo a NBC TG 16 – Estoques, os devem ser mensurados pelo valor de custo ou pelo valor realizável
líquido, dos dois o menor.
Portanto, para sabermos por qual valor os estoques serão apresentados no balanço precisamos encontrar o
valor realizável líquido, que é a diferença entre o valor de venda e as despesas necessárias para concretizar a
venda.
Efetuados os ajustes, o valor dos estoques que será apresentado no Balanço Patrimonial será:
R$ 10.000 + R$ 15.000 + R$ 16.000 = R$ 41.000,00
Gabarito: A.
07.(FBC/Exame de Suficiência/2017.1) Uma Sociedade Empresária comercializa equipamentos de
informática.
Em 31.12.2016, apurou saldo da conta de Mercadorias para Revenda no valor de R$100.000,00, formado
por 50 notebooks. Até então, o preço de venda praticado pela Sociedade Empresária era de R$3.000,00 a
unidade.
Diante do encalhe do estoque desse modelo de notebook, a Sociedade Empresária realizou uma pesquisa
de mercado e identificou que seus concorrentes estavam vendendo o mesmo notebook por R$1.500,00 a
unidade e, imediatamente, reduziu seu preço de venda para esse valor.
Os vendedores da Sociedade Empresária recebem 10% de comissão sobre as vendas.
Na mesma data, o Fornecedor dos notebooks para a Sociedade Empresária foi consultado e informou que
estava comercializando o mesmo modelo de notebook por R$800,00 cada um, no atacado.
Considerando-se apenas as informações apresentadas e de acordo com a NBC TG 16 (R1) – ESTOQUES, a
Sociedade Empresária apresenta valor contábil do Estoque, em 31.12.2016, de:
A) R$40.000,00, pois deve-se reconhecer perda de R$60.000,00 devido ao valor praticado atualmente pelo
fornecedor.
B) R$67.500,00, pois deve-se reconhecer perda de R$32.500,00, considerando-se o valor realizável líquido.
Tipo de
Mercadoria
Custo Preço de
Venda
Despesas de
venda
Valor
Realizável
Líquido
Valor
apresentado no
Balanço
Tipo 1
Tipo 2
Tipo 3
Total
13
Estoques
C) R$135.000,00, pois deve-se considerar o preço de venda atualmente praticado, líquido das comissões
sobre vendas.
D) R$100.000,00, pois deve-se considerar o custo de aquisição dos 50 notebooks praticado pelos
fornecedores.
Comentários:
Vamos lá! O estoque em 31.12.2016 é de R$ 100.000, formado por 50 notebooks, o que dá um custo de R$
2.000,00 pornotebook.
O preço de venda (valor realizável líquido) é de R$ 3.000,00 por unidade.
Posteriormente, ela viu que não conseguiria vender por esse preço e reduziu para R$ 1.500,00.
Assim, teremos de comparar:
Custo R$ 2.000,00
Valor realizável líquido R$ 1.500,00 – R$ 150 (comissão) = R$ 1.350,00
E quanto ao valor de R$ 800? Esse valor não será considerado, pois é o valor que o fornecedor pratica.
Assim, os estoques estarão avaliados por 50 x R$ 1.350,00 cada = 67.500,00, já que o valor realizável líquido
é menor do que o custo.
A perda reconhecida será de R$ 32.500,00.
O estoque ficará assim:
Custo 100.000,00
(-) Ajuste (32.500,00)
Valor contábil 67.500,00
Gabarito: B.
08. (FBC/Exame de Suficiência/2017.1) De acordo com a NBC TG 16 (R1) – ESTOQUES, após o
reconhecimento inicial, os Estoques devem ser mensurados pelo:
A) custo de reposição futura ou preço bruto de venda, dos dois o maior.
B) custo de reposição futura ou preço bruto de venda, dos dois o menor.
C) valor de custo ou pelo valor realizável líquido, dos dois o maior.
D) valor de custo ou pelo valor realizável líquido, dos dois o menor.
Comentários:
Os estoques objeto deste Pronunciamento devem ser mensurados pelo valor de custo ou pelo valor
realizável líquido, dos dois o menor.
Gabarito: D.
09. (FBC/Exame de Suficiência/2017.2) De acordo com a NBC TG 16 (R1) – ESTOQUES, o Valor Realizável
Líquido é um parâmetro para a mensuração subsequente desse grupo de ativos.
O Valor Realizável Líquido de um estoque de Produtos em Elaboração é apurado pelo modelo apresentado a
seguir:
niveafarias
Highlight
14
Estoques
Assinale a opção que contém a descrição CORRETA do componente da linha pontilhada, omitido no modelo
apresentado.
A) Custos de ociosidade.
B) Custos de oportunidade.
C) Custos estimados para reinvestimento.
D) Custos estimados para sua conclusão.
Comentários:
Valor Realizável Líquido é o preço de venda deduzido dos custos estimados para sua conclusão e dos gastos
estimados necessários para se concretizar a venda.
Gabarito: D.
niveafarias
Highlight
15
Estoques
10. (FBC/Exame de Suficiência/Técnico/2013.1) De acordo com a NBC TG 16 - Estoques, o estoque de
mercadorias deverá ser mensurado:
A) pelo custo de aquisição ou custo corrente de reposição, dos dois o menor.
B) pelo custo de aquisição ou preço de mercado, dos dois o maior.
C) pelo custo de aquisição ou valor justo, dos dois o maior.
D) pelo custo de aquisição ou valor realizável líquido, dos dois o menor.
Comentários:
Os estoques objeto deste Pronunciamento devem ser mensurados pelo valor de custo ou pelo valor
realizável líquido, dos dois o menor.
Gabarito: D.
11. (FBC/Exame de Suficiência/2016.2) De acordo com a NBC TG 16 (R1) – ESTOQUES, na determinação do
Valor Realizável Líquido, o valor estimado das comissões da equipe de vendas necessárias para se
concretizar a venda dos itens estocados deve ser tratado como:
A) adição ao Custo.
B) não relacionada ao Valor Realizável Líquido.
C) redução do Custo.
D) redução do Valor Realizável Líquido.
Comentários:
Valor Realizável Líquido é o preço de venda deduzido dos custos estimados para sua conclusão e dos gastos
estimados necessários para se concretizar a venda.
Portanto, comissões sobre venda são redução do valor realizável líquido.
Gabarito: D.
niveafarias
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niveafarias
Highlight
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Estoques
8 Custos Do Estoque
10. O valor de custo do estoque deve incluir todos os custos de aquisição e de
transformação, bem como outros custos incorridos para trazer os estoques à sua
condição e localização atuais.
Custo de aquisição Todos os custos para trazer o estoque à condição e localização atuais
8.1 Custos De Aquisição
11. O custo de aquisição dos estoques compreende o preço de compra, os impostos de
importação e outros tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem como os
custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição
de produtos acabados, materiais e serviços. Descontos comerciais, abatimentos e
outros itens semelhantes devem ser deduzidos na determinação do custo de
aquisição. (NR) (Nova Redação dada pela Revisão CPC nº. 1, de 8/01/2010)
Custo do estoque inclui:
Preço de compra
Impostos de importação e outros tributos (exceto recuperáveis)
Custo de transportes
Seguro
Manuseio
Custos diretamente atribuíveis
Não inclui
Tributos recuperáveis (MP: IPI, ICMS, PIS, COFINS não cumulativos.
Revenda: ICMS, PIS, COFINS não cumulativos)
Descontos comerciais
Abatimentos
As devoluções, os descontos comerciais e os abatimentos devem ser deduzidos do custo de aquisição.
8.2 Descontos Comerciais Ou Incondicionais
São aqueles que são negociados no momento da compra, sem nenhuma condição.
Exemplo: determinada mercadoria custa 100 reais a unidades, mas, na negociação, acaba saindo por 95
reais. O vendedor concede um desconto de 5 reais, para realizar a venda. Esse tipo de desconto deve ser
deduzido do custo do produto. Além disso, quando constar na nota fiscal, o desconto incondicional é abatido
da base de cálculo do ICMS, do PIS/COFINS e do IPI.
8.3 Abatimento
O abatimento ocorre num momento posterior à compra.
Por exemplo, uma loja fecha um pedido de cadeiras por 100 reais a unidade e, quando recebe a mercadoria,
a cor está diferente do que foi pedido. Nesse caso, o vendedor pode conceder um abatimento para que a
mercadoria não seja devolvida. Digamos, um abatimento de 3 reais por unidade. Nesse caso, a Nota Fiscal é
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Estoques
emitida por 100 reais a unidade, mas deverá entrar para o estoque apenas 97 reais (sem considerar
impostos ou outros custos).
8.4 Tributos Recuperáveis
São os tributos não cumulativos, ou seja, a empresa pode se creditar (no sentido jurídico) do imposto
cobrado nas operações anteriores. Compreendem o IPI, o ICMS, o PIS e o COFINS.
8.4.1 IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados
É um imposto “por fora”, o que significa que não está incluído no preço do produto. Portanto, deve ser
acrescentado ao preço. Normalmente, a questão informa qual a alíquota que deve ser considerada ou o
valor do IPI. Então, portanto, a questão vai dizer: o preço de venda foi R$ 100,00 e o IPI tem alíquota de 10%.
O total será de R$ 110,00, correspondente ao preço da mercadoria + IPI, que é por fora.
8.4.2 ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços
É um imposto “por dentro”, ou seja, já está incluso no preço da mercadoria ou produto. Possui várias
alíquotas, sendo que normalmente a questão informa qual deve ser utilizada.
8.4.3 PIS – Programa de Integração Social
É um tributo “por dentro”. Existe nas modalidades cumulativas e não-cumulativas. As alíquotas são:
Cumulativa: 0,65 %
Não-cumulativa: 1,65 %
8.4.4 COFINS – Contribuição para a Seguridade Social
É um tributo “por dentro”. Existe nas modalidades cumulativas e não-cumulativas. As alíquotas são:
Cumulativa: 3,0 %
Não-cumulativa: 7,6 %
Quadro Resumo dos Tributos
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Estoques
8.5 Imposto Por Dentro E Por Fora
Normalmente, as questões informam o preço da mercadoria ou o preço da compra. O preço inclui o ICMS
(imposto por dentro), mas não inclui o IPI (imposto por fora).
Exemplo: A empresa KLS adquiriu matéria-prima a prazo, ao preço de R$ 1.000 reais, com incidência de ICMS
de 18% e IPI de 10%. Indique a contabilização.
Cálculo do imposto:
IPI: 1.000 x 10% = 100.
Como o IPI não está incluído no preço deve ser somado.
Valor da Nota Fiscal: 1.000 + IPI 100 = $ 1.100
ICMS: 1.000 x 18% = 180
Contabilização (considerando que os dois impostos são recuperáveis):
D – Estoque matéria prima 820
D – ICMS a recuperar 180
D – IPI a recuperar 100
C – Fornecedores 1.100
820 180 100
1100
Estoque de MP ICMS a recuperar IPI a recuperar
Fornecedores
Já mencionamos que o preço da mercadoria inclui o ICMS, mas não o IPI. Mas devemosatentar para a
seguinte “pegadinha”: se a questão mencionar o “valor da nota fiscal” ou o “valor pago”, este já inclui o IPI.
Explicando melhor:
1) Empresa comprou 10 unidades de uma determinada mercadoria ao preço total de R$ 1.000, com ICMS
de 18% e IPI de 10%.
Qual foi o valor total da Nota fiscal?
O preço inclui o ICMS (que é "por dentro") e não inclui o IPI ("por fora"). Assim, o total da NF será: 1.000 +
10% de IPI = R$ 1.100,00
2) Empresa comprou 10 unidades de uma determinada mercadoria pagando o total de 1.000,00, com ICMS
de 18% e IPI de 10%.
Qual foi o valor total da Nota fiscal?
Inclui o ICMS e e não inclui o IPI
• Preço da mercadoria, preço da compra
Incluiu o ICMS e o IPI
• Valor da nota fiscal, valor pago
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Estoques
Se o comprador pagou R$ 1.000,00, este é o valor total da NF, já com 10% de IPI incluso.
Vamos ver, agora, como fica a contabilização do ICMS.
Hora de Praticar!
A empresa KLS comprou mercadorias, no valor de R$ 10.000,00, as quais foram revendidas por R$ 15.000.
Nas operações de compra e venda, incidiu ICMS à alíquota de 18%. As operações foram realizadas a vista.
Efetue a contabilização das operações, determine o valor do ICMS a Recolher e apure o lucro bruto.
Comentários:
ICMS sobre as compras: 10.000 x 18% = 1.800
ICMS sobre as vendas: 15.000 x 18% = 2.700
Contabilização da compra da mercadoria:
D – Estoque (Ativo) 8.200
D – ICMS a recuperar (Ativo) 1.800
C – Caixa/bancos (Ativo) 10.000
8200 1800 10000
Estoques ICMS a recuperar Caixa
Contabilização da venda:
Baixa do estoque:
D – Custo da mercadoria vendida (resultado) 8.200
C – Estoque (Ativo) 8.200
8200 8200 1800 10000
8200
Estoques ICMS a recuperar Caixa
CMV
Reconhecimento da Receita:
D – Caixa/bancos(Ativo) 15.000
C – Receita de Vendas (Resultado) 15.000
8200 8200 1800 15000 10000
8200 15000
Estoques ICMS a recuperar Caixa
CMV Receita de Vendas
Contabilização do ICMS sobre as vendas:
D – Despesa com ICMS (Resultado) 2.700
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Estoques
C – ICMS a Recolher (Passivo) 2.700
8200 8200 1800 15000 10000
8200 15000 2700
2700
ICMS sobre vendas
Estoques ICMS a recuperar Caixa
CMV Receita de Vendas
ICMS a recolher
Cálculo do ICMS a recolher:
Devemos confrontar o saldo das duas contas de ICMS (a recuperar x a recolher). Se a conta ICMS a recuperar
for maior, o saldo passa para o próximo mês. Se a conta ICMS a recolher for maior, a empresa deve recolher
a diferença entre as contas. Para isso, vamos transferir o saldo do ativo (ICMS a recuperar) para o passivo
(ICMS a recolher).
D – ICMS a recolher (passivo) 1.800
C – ICMS a recuperar (Ativo) 1.800
Após esse lançamento, a conta ICMS a recuperar fica com saldo zero, e a conta ICMS a Recolher fica com
saldo de $2.700 - $1.800 = $900.
Pelo recolhimento:
D – ICMS a Recolher 900
C – Caixa/bancos 900
8200 8200 1800 1800 15000 10000
900
8200 15000 2700
1800 2700
900
ICMS sobre vendas
Estoques ICMS a recuperar Caixa
CMV Receita de Vendas
ICMS a recolher
Repare que a empresa recolheu ICMS apenas sobre a diferença entre o preço de compra e o preço de venda.
Esse é o mecanismo da não-cumulatividade. O imposto destacado nas operações anteriores é abatido do
valor a recolher.
Demonstração do Resultado do Exercício
Receita de vendas bruta 15.000
(-) ICMS sobre vendas (2.700)
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Estoques
Receita líquida 12.300
(-) CMV (8.200)
Lucro Bruto 4.100
8.6 Compra De Matéria Prima
A empresa KLS adquiriu matéria-prima a prazo, com preço de $ 100.000,00, com IPI de 10%, ICMS de 18%,
PIS de 1,65% e COFINS de 7,6%.
Determine a contabilização.
IPI (100.000 x 10%) 10.000
Preço da Matéria Prima (sem IPI e com ICMS) 100.000
ICMS (100.000 x 18%) 18.000
PIS (100.000 x 1,65%) 1.650
COFINS (100.000 x 7,6 %) 7.600
Observação: Usaremos sempre esse formato de cálculo. A partir do preço da mercadoria (segunda linha na
tabela), o IPI irá aumentar o valor da nota fiscal (é “por fora”, lembra?). Por isso, colocamos o cálculo do IPI
acima do preço da mercadoria. Já o ICMS, o PIS e a COFINS estão “dentro” do preço da mercadoria, assim
não afetam o valor total da nota fiscal.
Valor da Nota Fiscal: 100.000 + IPI 10.000 = 110.000
Nesse caso, por se tratar de matéria-prima, portanto, destinada à produção, o IPI é recuperável.
O valor do estoque é:
110.000 – 10.000(IPI) – 18.000 – 1.650 -7.600 = 72.750
Assim, a contabilização é a seguinte:
D – Estoque 72.750
D – IPI a recuperar 10.000
D – ICMS a recuperar 18.000
D – PIS a recuperar 1.650
D – COFINS a recuperar 7.600
C – Fornecedores 110.000
8.7 Compra De Mercadoria Por Empresa Comercial (Aquisição De Indústria)
A empresa KLS adquiriu mercadoria a prazo, diretamente do fabricante, com preço de $ 100.000,00, com IPI
de 10%, ICMS de 18%, PIS de 1,65% e COFINS de 7,6%.
Determine a contabilização.
Neste caso, o IPI não é recuperável. Vejam. Estamos comprando mercadoria de uma indústria para revender.
Como se trata de mercadoria destinada à comercialização, o IPI não entra na base de cálculo do ICMS.
Mas, como será incorporado ao custo do estoque, o IPI entra na base de cálculo do PIS e do COFINS.
Chamamos a atenção para esse caso, em particular. A base de cálculo do ICMS será diferente da base de
cálculo do PIS e COFINS.
22
Estoques
Vamos aos cálculos:
IPI (100.000 x 10%) 10.000
Preço da Matéria Prima (sem IPI e com ICMS) 100.000
ICMS (100.000 x 18%) 18.000
PIS (110.000 x 1,65%) 1.815
COFINS (110.000 x 7,6 %) 8.360
Valor da Nota Fiscal: 100.000 + IPI 10.000 = 110.000
Nesse caso, o IPI não é recuperável. O ICMS e o PIS/COFINS sim.
O valor do estoque é: 110.000 – 18.000 – 1.815 -8.360 = 81.825
Assim, a contabilização é a seguinte:
D – Estoque 81.825
D – ICMS a recuperar 18.000
D – PIS a recuperar 1.815
D – COFINS a recuperar 8.360
C – Fornecedores 110.000
8.8 Compra De Mercadoria Por Empresa Comercial (Aquisição De Empresa
Comercial)
A empresa LKS adquiriu mercadoria a prazo, de uma empresa comercial, com preço de R$ 100.000,00, ICMS
de 18%, PIS de 1,65% e COFINS de 7,6%.
Determine a contabilização.
Este é o caso mais fácil, por isso deixamos para o final. Como a empresa vendedora é uma empresa
comercial, não há IPI. Os cálculos ficam assim:
Preço da Matéria Prima (sem IPI e com ICMS) 100.000
ICMS (100.000 x 18%) 18.000
PIS (100.000 x 1,65%) 1.650
COFINS (100.000 x 7,6 %) 7.600
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Estoques
Valor da Nota Fiscal: 100.000
Nesse caso, não há IPI. O valor do estoque é: 100.000 – 18.000 – 1.650 -7.600 = 72.750
Assim, a contabilização é a seguinte:
D – Estoque 72.750
D – ICMS a recuperar 18.000
D – PIS a recuperar 1.650
D – COFINS a recuperar 7.600
C – Fornecedores 100.000
8.9 Quadro Resumo – Tributos
Destinação ICMS IPI IPI na BC do ICMS
Industrialização Recupera Recupera Não
Comercialização Recupera Não recupera Não
Consumo Não recupera Não recupera Sim
12. (FBC/Exame de Suficiência/2017.1) Uma Sociedade Empresária iniciou suas atividades em janeiro de
2017. Nesse mês, realizou as seguintes transações:
- Aquisição de mercadorias por R$20.000,00. Neste valor está incluído Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços – ICMS recuperável, no valor de R$3.400,00.
- Venda, por R$25.000,00, de 50% das mercadorias adquiridas. Sobre a receita obtida na operação, há
incidência apenas do ICMS na alíquota de 12%.
Considerando-se que essas foram as únicas transações efetuadas no mês, após o registro contábil de
apuração do ICMS, a Sociedade Empresária apresentará:
A) um saldo de ICMS a Recuperar no valor de R$400,00.
B) um saldo de ICMS a Recolher no valor de R$1.300,00.
C) umsaldo de ICMS a Recolher no valor de R$3.000,00.
D) um saldo de ICMS a Recuperar no valor de R$3.400,00.
Comentários:
Vamos efetuar a contabilização das operações:
- Aquisição de mercadorias por R$20.000,00. Neste valor está incluído Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços – ICMS recuperável, no valor de R$3.400,00.
D – Estoques R$ 16.600,00
D – ICMS a recuperar R$ 3.400,00
C – Fornecedores R$ 20.000,00
- Venda, por R$25.000,00, de 50% das mercadorias adquiridas. Sobre a receita obtida na operação, há
incidência apenas do ICMS na alíquota de 12%.
Receita de Vendas
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Estoques
D – Clientes
C – Receita de Vendas R$ 25.000,00
Tributos sobre a venda
D – ICMS sobre vendas
C – ICMS a recolher R$ 3.000,00
Baixa do Estoque
D – CMV
C – Estoque R$ 8.300,00
Ao final do período, vamos confrontar o valor do ICMS a recuperar com o ICMS a recolher:
ICMS a recuperar R$ 3.400,00
ICMS a recolher R$ 3.000,00
O valor do ICMS a recuperar é maior, portanto, no balanço patrimonial será evidenciado um saldo de 3.400 –
3.000 = R$ 400,00 de ICMS a recuperar.
Gabarito: A.
13. (FBC/Exame Suficiência/CFC/2016.2) Uma Sociedade Empresária adquiriu, a prazo, mercadorias para
revenda pelo valor total de R$25.000,00. Nesse valor, estão incluídos R$4.250,00 relativos a ICMS
Recuperável.
O transporte das mercadorias, no valor de R$2.000,00, foi pago pela empresa vendedora, sem reembolso
pela adquirente.
A Sociedade Empresária apura PIS e Cofins pelo Regime de Incidência Não Cumulativo.
Considerando-se o disposto na NBC TG 16 (R1) – Estoques, e que as alíquotas a serem utilizadas para cálculo
do valor recuperável de PIS e Cofins no Regime de Incidência Não Cumulativo são, respectivamente, 1,65% e
7,6%, o Custo de Aquisição das mercadorias é de:
A) R$18.437,50.
B) R$18.830,62.
C) R$20.437,50.
D) R$20.830,62.
Comentários:
Como o transporte não teve custo algum para o comprador, não integrará o custo dos produtos.
Gabarito: A.
Valor de compra 25.000,00R$
(-) ICMS Recuperável 4.250,00-R$
(-) PIS 1,65% 412,50-R$
(-) COFINS 7,6% 1.900,00-R$
Compras líquidas 18.437,50R$
Apuração do custo de compra
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Estoques
14. (FBC/Exame Suficiência/CFC/2016.2) Em 15.8.2016, uma Sociedade Empresária comprou mercadorias
para revenda, no valor de R$156.000,00, para pagamento em 31.8.2016. No valor de R$156.000,00, está
incluído o ICMS recuperável calculado à alíquota de 17%.
A empresa adota o Regime de Incidência Cumulativo de PIS e Cofins, com as alíquotas de 0,65% e 3%,
respectivamente.
Considerando-se as informações apresentadas, assinale a opção que apresenta o lançamento contábil
CORRETO dessa operação.
A) Débito: Mercadorias para Revenda – Estoques R$129.480,00
Débito: ICMS a Recuperar R$26.520,00
Crédito: Fornecedores Nacionais R$156.000,00
B) Débito: Mercadorias para Revenda – Estoques R$150.306,00
Débito: PIS a Recuperar R$1.014,00
Débito: Cofins a Recuperar R$4.680,00
Crédito: Fornecedores Nacionais R$156.000,00
C) Débito: Mercadorias para Revenda – Estoques R$128.466,00
Débito: PIS a Recuperar R$1.014,00
Débito: ICMS a Recuperar R$26.520,00
Crédito: Fornecedores Nacionais R$156.000,00
D) Débito: Mercadorias para Revenda – Estoques R$123.786,00
Débito: PIS a Recuperar R$1.014,00
Débito: Cofins a Recuperar R$4.680,00
Débito: ICMS a Recuperar R$26.520,00
Crédito: Fornecedores Nacionais R$156.000,00
Comentários:
Memória de cálculo:
Mercadoria para revenda 156.000,00
(-) ICMS a recuperar (26.520,00)
Compras líquidas 129.480,00
Os PIS e COFINS vão integrar o custo da mercadoria, uma vez que são cumulativos. Dizer que um tributo é
cumulativo, implica dizer que ele não é recuperável, ou seja, que a empresa não poderá compensar o que
for devido na saída com aquilo que ela pagou na entrada.
O lançamento, portanto, será o seguinte:
Débito: Mercadorias para Revenda – Estoques R$129.480,00
Débito: ICMS a Recuperar R$26.520,00
Crédito: Fornecedores Nacionais R$156.000,00
Gabarito: A.
26
Estoques
15. (FBC/Exame de Suficiência/Bacharel/2015.2) Uma Sociedade Empresária importou mercadoria por um
valor equivalente a R$21.400,00. Foram gastos mais R$2.421,00 com seguro e tarifas aduaneiras. Além dos
valores citados, a Sociedade Empresária incorreu nos seguintes tributos, dos quais apenas o Imposto de
Importação não é recuperável:
Tributo Valor
Imposto de Importação R$ 8.337,35
ICMS R$ 7.595,12
PIS R$ 393,05
Cofins R$ 2.048,61
Total dos Tributos R$ 18.374,13
Considerando-se os dados informados, o custo de aquisição das mercadorias é igual a:
A) R$29.737,35.
B) R$31.416,12.
C) R$32.158,35.
D) R$42.195,13.
Comentários:
A questão informa que apenas o Imposto de Importação não é recuperável. Assim, o custo de aquisição das
mercadorias é o seguinte:
Mercadoria R$ 21.400,00
Seguros e tarifas aduaneira R$ 2.421,00
Imposto de Importação R$ 8.337,35
Custo das Mercadorias R$ 32.158,35
Gabarito: C.
16. (Exame de Suficiência/Técnico/2014/1) Uma indústria comprou matérias-primas no valor de
R$35.000,00. No total da nota fiscal de R$36.750,00, estavam embutidos os seguintes impostos recuperáveis
perante o fisco:
- IPI R$1.750,00
- ICMS R$6.300,00
- PIS R$577,50
- COFINS R$2.660,00
O valor do custo de aquisição que deve ser contabilizado no estoque de matéria-prima é de:
A) R$25.462,50.
B) R$28.700,00.
C) R$35.000,00.
D) R$36.750,00.
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Estoques
Comentários:
Uma vez que a empresa é industrial, o IPI, ICMS, PIS e COFINS serão todos recuperáveis. Ficará:
36.750 – 1.750 – 6.300 – 577,50 – 2.660 = 25.462,50.
Gabarito: A.
17. (FBC/Exame Suficiência/CFC/2017.2) Uma Sociedade Empresária, com um único estabelecimento,
apresentou um saldo final de R$1.200,00 de ICMS a Recuperar, em julho de 2017.
Em agosto de 2017, realizou as seguintes transações:
- Aquisição de mercadorias por R$80.000,00. Neste valor está incluído Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços – ICMS recuperável no valor de R$9.600,00.
- Devolução de 10% das mercadorias adquiridas no mês de agosto de 2017.
- Venda, por R$50.000,00, de 50% das mercadorias adquiridas. Sobre o valor da venda, incide ICMS à
alíquota de 12%.
Considerando-se que estas foram as únicas transações efetuadas no mês, após o registro contábil de
apuração do ICMS, em 31.8.2017, a Sociedade Empresária apresentará um saldo de ICMS a Recuperar no
valor de:
A) R$3.600,00.
B) R$3.840,00.
C) R$4.800,00.
D) R$5.760,00.
Comentários:Vamos calcular:
Compra com ICMS recuperável de $9.600 e devolução de 10%:
Compra – devolução: 9.600 – 960 = 8.640.
Venda: $50.000 x 12% = $ 6.000
ICMS a recuperar 1.200
Compra – devolução 8.640
Total a recuperar 9.840
Venda -6.000
ICMS a recuperar final 3.840
Gabarito: B
8.10 Perda Normais X Perdas Anormais
As perdas normais são incluídas no custo da produção.
E as perdas excepcionais são contabilizadas diretamente como despesa do período.
28
Estoques
As perdas que ocorrem na produção seguem essa regra que já mencionamos acima: as perdas normais
fazem parte do custo da produção e as perdas anormais (excepcionais) devem ir diretamente para o
resultado do exercício.
E quanto à perda do produto acabado?
Bem, no caso de produto acabado, não precisamos nos preocupar se a perda foi “normal” ou “excepcional”.
Todas as perdas de produto acabado vão diretamente para o resultado do exercício. Não devem impactar o
custo do produto.
9 Produção Conjunta E Custos Conjuntos
14. Um processo de produção pode resultar em mais de um produto fabricado
simultaneamente. Este é, por exemplo, o caso quando se fabricam produtos em
conjunto ou quando há um produto principal e um ou mais subprodutos. Quando os
custos de transformação de cada produto não são separadamente identificáveis, eles
devem ser atribuídos aos produtos em base racional e consistente. Essa alocação pode
ser baseada, por exemplo, no valor relativo da receita de venda de cada produto, seja
na fase do processo de produção em que os produtos se tornam separadamente
identificáveis, seja no final da produção, conforme o caso. A maior parte dos
subprodutos, em razão de sua natureza, geralmente é imaterial. Quando for esse
ocaso, eles são muitas vezes mensurados pelo valor realizável líquido e este valor é
deduzido do custo do produto principal. Como resultado, o valor contábi l do produto
principal não deve ser materialmente diferente do seu custo.
A Produção Conjunta ocorre quando diversos produtos resultam da mesma matéria prima.
Por exemplo, produção de gasolina, querosene, diesel, emulsão asfáltica, etc, a partir do petróleo; após o
abate de um boi, há diversos tipos de carne; o esmagamento da soja gera óleo e farelo. Ou seja, do mesmo
material surgem diversos produtos conjuntos, normalmente classificados em coprodutos e subprodutos.
A produção conjunta é mais comum no caso da produção contínua, mas também pode ocorrer na
produção por ordem.
9.1 Produção por ordem:
Ocorre quando a empresa produz atendendo a encomendas dos
clientes ou, então, produz também para venda posterior, mas de
acordo com determinações internas especiais, não de forma
Perdas na
produção
Normais Custo da produção
"Anormais" ou
"Excepcionais"
Resultado do
Exercício
(despesa)
Perda de
produto
acabado
Normal ou
excepcional
Resultado do
exercício
29
Estoques
contínua. Exemplo: Indústrias pesadas, fabricantes de equipamentos especiais, algumas indústrias de
móveis, empresas de construção civil, gráficas (quando produz especificamente para determinado cliente).
9.2 Produção Contínua
Ocorre quando a empresa fabrica produtos iguais de forma contínua.
Exemplo: Produção de refrigerantes, sabão em pó, margarina, etc.
10 Coproduto, Subprodutos e Sucatas
Coprodutos são os próprios produtos principais, só que assim chamados porque
nascidos de uma mesma matéria-prima. São os que substancialmente respondem pelo
faturamento da empresa.
Subprodutos são aqueles itens que, nascendo de forma normal durante o processo de
produção, possuem mercado de venda relativamente estável, tanto no que diz
respeito à existência de compradores como quanto ao preço. São itens que têm
comercialização tão normal quanto os produtos da empresa, mas que representam
porção ínfima do faturamento total.
Devido a essa característica de pequena participação nas receitas da empresa e também ao fato de se
originarem de desperdícios, deixam de ser considerados produtos propriamente ditos. Se o fossem,
precisariam receber uma parcela dos custos da produção. Mas isso pode provocar até situações ridículas,
como a de custearmos aparas, limalhas, serragens, etc. Torna-se então preferível a adoção do critério de
nada lhes ser atribuído.
Sucatas são aqueles itens cuja venda é esporádica e realizada por valor não previsível
na data em que surgem na produção. Por isso, não recebem custos e não aparecem
como estoque na empresa, mesmo que existam em quantidade razoável.
10.1 Tratamento Contábil
Coprodutos: são considerados como qualquer outro produto da empresa, recebem custos, ficam no
estoque, etc.
Subprodutos: Não recebem custos. A receita originária da sua venda é considerada uma redução do custo
do período.
Sucatas: Não recebem custos e não são contabilizados como estoque. Quando ocorrer a venda, têm sua
receita considerada como “Outras Receitas Operacionais”.
Exemplo: Vamos supor que os custos de produção de um determinado período foram de $10.000, com o
aparecimento de subprodutos que irão gerar $800 de receita.
30
Estoques
Pela contabilização do subproduto;
D – Estoque de subprodutos 800
C – Custos de Produção 800
Assim, os custos de produção diminuem para $ 9.200. Quando o estoque de subprodutos for vendido, a
contabilização será:
D – Caixa 800
C – Estoque de subprodutos 800
Só irá afetar o resultado se o subproduto for vendido por um preço diferente do estimado. Os subprodutos
devem ser avaliados pela receita líquida de vendas, ou seja, preço de venda deduzido das despesas
necessárias para efetuar a venda.
10.2 Outros Custos
Pr
od
uç
ão
co
nj
un
ta
Coproduto Produtos principais Recebe custo, ficam no estoque, etc
Subproduto Mercado de venda relativamente estável
Não recebe custo. Receita é
redução do custo
Sucata Venda esporádica, por valor não previsível
Não recebe custo, não vai
pra estoque. Receita =
Outras receitas operacionais
31
Estoques
ITENS NÃO INCLUÍDOS NOS CUSTOS DOS ESTOQUES
Perdas anormais
Gastos com armazenamento (exceto necessário processo produtivo)
Despesas administrativas
Despesas de comercialização, de venda, entrega de bens e serviços
A regra geral determina que devem ser incluídos nos custos dos estoques os todos os gastos incorridos
para deixar os estoques prontos para utilização.
Com relação ao item 16 acima, os seguintes gastos não devem ser incluídos nos custos dos estoques (são
contabilizados como despesa do período):
A) valor anormal de desperdício de materiais, mão-de-obra ou outros insumos de produção.
Já mencionamos acima, mas não custa recordar:
Perdas normais no processo de produção: são consideradas parte do custo dos produtos.
Perdas anormais ou excepcionais: vão diretamente para o resultado do período.
(b) gastos com armazenamento, a menos que sejam necessários ao processo produtivo entre uma e outra
fase de produção.
Com relação à armazenagem, ocorre a seguinte distinção: quando a empresa compra matéria prima, pode
ser necessário armazená-la por algum tempo, antes de utilizá-la na produção. Tais gastos com armazenagem
são incluídos no custo da produção.
Mas, quando uma empresa adquire mercadoria, os gastos com armazenagem são considerados despesas.
Pois a mercadoria já está pronta, já foi produzida.
Lembra-se da regra geral?
Todos os gastos incorridos para a colocação do ativo em condições de uso
(equipamentos, matérias-primas, ferramentas, etc) ou em condições de venda
(mercadoria, etc) incorporam o valor desse mesmo ativo. (Eliseu Martins, op.cit.)
As mercadorias adquiridas já estão em condição de venda, quando chegam à empresa. O tempo de
estocagem não ocorre para colocá-las em condições de venda. Portanto, tais gastos vão para a despesa.
(c) despesas administrativas que não contribuem para trazer o estoque ao seu local e condição atuais.
São os gastos que normalmente classificamos como despesas (de vendas, administrativas,financeiras, e
outras)
(d) despesas de comercialização, incluindo a venda e a entrega dos bens e serviços aos clientes.
Podemos exemplificar esse ponto com os fretes. Já mencionamos que o frete integra o custo da matéria
prima.
ARMAZENAGEM
Matéria - Prima CUSTOS
Mercadoria ou
Produto Acabado DESPESA
32
Estoques
Mas vale ressaltar o seguinte ponto: o frete sobre as vendas da empresa (ou seja, o valor gasto para enviar
os produtos acabados aos clientes) deve ser tratado como despesa.
11 Estoques Financiados
18. A entidade geralmente compra estoques com condição para pagamento a prazo. A
negociação pode efetivamente conter um elemento de financiamento, como, por
exemplo, uma diferença entre o preço de aquisição em condição normal de
pagamento e o valor pago; essa diferença deve ser reconhecida como despesa de
juros durante o período do financiamento.
Portanto, os estoques são reconhecidos em geral pelo preço à vista. A diferença entre o preço à vista e o
valor pago deve ser lançado como despesa financeira de acordo com o regime de competência.
Vamos supor que uma empresa possa comprar estoques à vista, por 100.000,00, ou a prazo, por 110.000,00.
Nesse caso, o preço a prazo inclui o que o pronunciamento chamou de um elemento de financiamento: os
juros cobrados na venda à prazo.
Teoricamente, todo o valor acrescido deve ser reconhecido (contabilizado) como despesa de juros durante o
período, sem aumentar o custo do estoque. Vamos dizer que o prazo seja de um mês.
A contabilização seria a seguinte:
Compra à vista (desconsiderando quaisquer impostos, para fins didáticos):
D – Estoques (ativo) 100.000
C – Caixa/bancos (ativo) 100.000
100000 100000
Estoques Caixas
Na compra a prazo: Ao invés de contabilizar o estoque pelo valor total, como é o procedimento normal, o
correto é o seguinte:
D – Estoque (Ativo) 100.000
D – Juros a apropriar (ret. Passivo) 10.000
C – Fornecedores (Passivo) 110.000
100000 10000 110000
Estoques Juros a apropriar Fornecedores
Passado um mês, teríamos:
D – Despesa financeira (resultado) 10.000
FRETE
COMPRAS CUSTO DO ESTOQUE
VENDAS DESPESA
33
Estoques
D – Fornecedores (Passivo) 110.000
C - Juros a apropriar (ret. Passivo) 10.000
C – Caixa/bancos (ativo) 110.000
100000 10000 10000 110000 110000
10000 110000
Estoques Juros a apropriar Fornecedores
Despesa financeira Caixa
Você está achando a contabilização acima familiar? Trata-se do Ajuste a Valor Presente.
Na nossa legislação, devemos efetuar o ajuste a valor presente para as operações de longo prazo, e para as
de curto prazo quando forem relevantes.
Confira a Lei das S.A.s:
Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes
critérios:
VIII – os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão ajustados
a valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante. (Incluído
pela Lei nº 11.638, de 2007)
Art. 184. No balanço, os elementos do passivo serão avaliados de acordo com os
seguintes critérios:
III – as obrigações, os encargos e os riscos classificados no passivo não circulante
serão ajustados ao seu valor presente, sendo os demais ajustados quando houver
efeito relevante. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)
Elementos Período AVP?
Ativo Não circulante Ajustados a valor presente
Circulante Se houver efeito relevante
Passivo Não circulante Ajustados a valor presente
Circulante Se houver efeito relevante
A contabilização acima (no prazo de um mês) foi demonstrada apenas como exemplo. Só poderia ser
ajustada a valor presente se houvesse efeito relevante. Do contrário, apenas os elementos de longo prazo
sofrem o ajuste a valor presente, conforme determina a legislação.
12 Custo Do Produto Agrícola Colhido Proveniente De Ativo Biológico
34
Estoques
Os produtos agrícolas são as commodities, que a Lei 6404/76 chama de “mercadorias fungíveis”.
Mercadorias Fungíveis: Vamos examinar a avaliação de mais um tipo de estoque.
Conforme a Lei 6404/76:
As mercadorias fungíveis são as commodities, ou seja, soja, suco de laranja, café, etc.
As commodities possuem cotação na bolsa de mercadoria. Portanto, normalmente ficam registradas na
contabilidade pela cotação da bolsa.
Se uma empresa possui um estoque de, digamos, cem toneladas de soja, ela conseguirá vender esse estoque
pela cotação atual da soja na bolsa de mercadorias.
Repare que isso tira a necessidade de negociação. E esta é a diferença entre as mercadorias fungíveis e as
outras mercadorias.
Vamos examinar os outros produtos. Uma determinada empresa pode usar aço, borracha, tinta e outras
matérias primas que custaram 10.000 e construir um carro que será vendido por 20.000.
Depois de construído, o carro continua avaliado na contabilidade ao preço de custo de 10.000.
E porque não podemos avaliar o carro em estoque pelo seu preço de venda, no caso, de 20.000? Afinal, a
empresa já finalizou o esforço de fabricação do produto.
Mas falta uma parte essencial, que é a validação do mercado. Se a empresa conseguir vender o carro por
20.000, irá reconhecer uma receita de venda e um lucro, pois o mercado aceitou esse preço.
Mas se ninguém quiser comprar o carro por 20.000, será necessário negociar e eventualmente diminuir o
preço.
Assim, por prudência, o carro, apesar de já construído, fica registrado pelo custo, até que o mercado aceite o
preço estabelecido pela empresa.
Com as commodities, não há necessidade de negociação. O preço já está estabelecido pela cotação em
bolsa.
Mas devemos examinar um último ponto.
A Lei 6404/76 diz: Os estoques de mercadorias fungíveis destinadas à venda poderão ser avaliados pelo valor
de mercado, quando esse for o costume mercantil aceito pela técnica contábil.
Texto do Pronunciamento CPC 16:
35
Estoques
Afinal, qual é o correto? O “valor de mercado” da lei 6404/76 ou o “valor justo deduzido dos gastos
estimados” do CPC?
Prezados, quando a Lei 6404/76 foi elaborada, nos idos de 1976, a denominação usada era “valor de
mercado”.
Com o tempo, os conceitos evoluíram. Atualmente, é chamado de “valor justo”, conforme o CPC elaborado
em 2008. Nesse caso, podemos considerar como sinônimo.
Para questão de prova:
- Se a questão mencionar a lei 6404/76 Valor de mercado.
- Se mencionar os CPC ou as normas brasileiras de contabilidade valor justo deduzido das despesas de
venda.
13 Critérios De Valoração De Estoque
Texto do Pronunciamento 16:
O custo específico deve ser usado para itens identificados, ou para itens separados para um projeto
específico. Podemos exemplificar da seguinte forma:
Suponha que uma agência de automóveis possua 10 unidades de um determinado modelo em estoque. Três
foram comprados há 6 meses, por R$ 20.000,00. Seis foram comprados na última semana, por R$ 22.000,00.
O último é um carro usado, que foi aceito como parte de pagamento de um veículo novo, pelo custo de R$
12.000,00.
A empresa realiza a venda de quatro veículos: um que foi comprado há 6 meses, dois comprados na última
semana e o veículo usado.
Nesse caso, a empresa pode atribuir o custo específico de cada carro vendido.
36
Estoques
Se não puder ser atribuído o custo específico, deve ser usado o PEPS (primeiro a entrar, primeiro a sair) ou o
custo médio ponderado.
Dificilmente as mercadorias são compradas pelo mesmo preço. Surge, assim, a necessidade de atribuir preço
ao estoque que está sendo vendido.
Vamos supor que determinada empresa, tendo iniciado o ano com estoque zero, efetuou duas compras do
produto X: a primeira de 10 unidades, com custo unitário de $10, e a segunda de 20 unidades, com custo
unitário de $12.
Em seguida, a empresa efetuou a venda de 15 unidades do produto X, por 20 reais a unidade. Vamos ver
como fica o resultado e o estoque final, usando cada um dos métodos acima.18. (Consulplan/Exame CFC/2018.2) Conforme disposto na NBC TG 16 (R2) que trata de estoques, marque V
para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) As despesas administrativas que contribuem para trazer o estoque ao seu local e condição atuais são um
exemplo de item não incluído no custo dos estoques.
( ) As despesas de comercialização, incluindo despesas de venda e entrega dos bens e serviços aos clientes,
são um exemplo de item a ser incluído no custo dos estoques.
( ) O custo dos estoques de itens que não são normalmente intercambiáveis e de bens ou serviços
produzidos e segregados para projetos específicos deve ser atribuído pelo uso da identificação específica dos
seus custos individuais.
A sequência está correta em:
A) F, F, V.
B) V, V, F.
C) V, V, V.
D) F, V, F.
37
Estoques
Comentários:
( ) As despesas administrativas que contribuem para trazer o estoque ao seu local e condição atuais são
um exemplo de item não incluído no custo dos estoques.
Segundo o CPC 16: 10. O valor de custo do estoque deve incluir todos os custos de aquisição e de
transformação, bem como outros custos incorridos para trazer os estoques à sua condição e localização
atuais.
A norma continua em seu item 16:
16. Exemplos de itens não incluídos no custo dos estoques e reconhecidos como despesa do período em que
são incorridos:
(c) despesas administrativas que não contribuem para trazer o estoque ao seu local e condição atuais.
Portanto, o que a banca fez foi tentar expor uma leitura a contrario sensu do item 16, c, do CPC. Mas, ao
fazê-lo, fez miscelânea entre conceitos básicos de contabilidade de custos, qual seja, a própria definição de
custos e despesas.
Por isso, despesas não são computadas como custos. Despesas são lançadas na demonstração do resultado
do exercício. O item é verdadeiro: despesas administrativas que contribuem para trazer o estoque ao seu
local e condição atuais são um exemplo de item não incluído no custo dos estoques. Porém, no gabarito
preliminar, a banca deu como falso.
( ) As despesas de comercialização, incluindo despesas de venda e entrega dos bens e serviços aos clientes,
são um exemplo de item a ser incluído no custo dos estoques.
O item está incontestavelmente incorreto. Despesas de frete e de comercialização são despesas de vendas,
lançadas como despesas operacionais na DRE.
( ) O custo dos estoques de itens que não são normalmente intercambiáveis e de bens ou serviços
produzidos e segregados para projetos específicos deve ser atribuído pelo uso da identificação específica
dos seus custos individuais.
Correto, conforme explicado no item 23 do CPC 16 acima.
Portanto, teríamos V, F, V. Todavia, não há essa opção. Por isso, a questão foi anulada.
Gabarito: Anulada.
38
Estoques
14 Peps, Ueps E Preço Médio
Dificilmente as mercadorias são compradas pelo mesmo preço. Surge, assim, a necessidade de atribuir preço
ao estoque que está sendo vendido.
Vamos supor que determinada empresa, tendo iniciado o ano com estoque zero, efetuou duas compras do
produto X: a primeira de 10 unidades, com custo unitário de $10, e a segunda de 20 unidades, com custo
unitário de $12.
Em seguida, a empresa efetuou a venda de 15 unidades do produto X, por 20 reais a unidade. Vamos ver
como fica o resultado e o estoque final, usando cada um dos métodos acima.
14.1 PEPS
Significa Primeiro que Entra é o Primeiro que Sai. Também conhecido pela sigla em inglês FIFO (First in first
out).
No nosso exemplo, ficaria assim:
1ª compra: 10 unidades a 10 reais = R$ 100
2ª compra: 20 unidades a 12 reais = R$ 240
Venda de 15 unidades x $ 20 = R$ 300 (receita de venda)
Usando o PEPS, valorizamos as unidades vendidas usando o custo das unidades que entraram primeiro no
estoque.
Assim:
Custo das 15 unidades:
10 unidades a 10 reais = $ 100
5 unidades a 12 reais = $ 60
15 unidades que custaram, no total, 160 reais.
Resultado:
Receita vendas 300
(-) CMV (160)
Lucro Bruto 140
Estoque final: 15 unidades a 12 reais = 180
19. (Consulplan/Exame de Suficiência/2018.2) Uma empresa comercial comprou 100 unidades da
mercadoria “X” por um valor total de R$ 8.000,00 em 01/08/X1. Em 15/08/X1 vendeu 50 unidades dessa
mercadoria pelo valor R$ 100,00 cada. Em 20/08/X1 adquiriu mais 50 unidades da mesma mercadoria pelo
valor unitário de R$ 90,00. Sabendo-se que a empresa utiliza o método PEPS para controle de seus estoques
e que os valores estão todos já livres de impostos recuperáveis, o valor do CMV apurado no dia 31/08/X1 foi
de:
A) R$ 4.000,00.
B) R$ 5.000,00.
C) R$ 8.500,00.
D) R$ 12.500,00.
39
Estoques
Comentários:
Vamos lá!
Compras de 100 unidades a R$ 8.000,00. Isso dá um preço de R$ 80,00 por unidade.
Vendeu 50 dessas unidades. O custo é R$ 50 x R$ 80,00 = R$ 4.000,00.
Logo, o gabarito é letra a. O restante da questão não tem serventia.
Gabarito: A.
20. (FBC/Exame de Suficiência/2017.1) Uma Sociedade Empresária utiliza o Inventário Permanente para
controlar seus estoques e apresentou o seguinte movimento, no mês de fevereiro de 2017, de Estoques de
Mercadorias para Revenda:
A Sociedade Empresária adota como base para mensuração do estoque o critério Primeiro a Entrar Primeiro
a Sair – PEPS. Considerando-se apenas as informações apresentadas e de acordo com a NBC TG 16 (R1) –
ESTOQUES, e desconsiderando-se os tributos incidentes sobre compras e vendas, o valor do Estoque de
Mercadorias para Revenda, no final do mês de fevereiro de 2017, é de:
A) R$48.000,00.
B) R$56.800,00.
C) R$76.000,00.
D) R$132.800,00.
Comentários:
Quando a questão solicita o valor do estoque final de mercadorias pelo método PEPS, temos uma dica que
nos ajuda a ganhar tempo em provas.
Pelo PEPS o estoque final da empresa está composto pelas últimas compras, visto que por esse critério de
avaliação, o Primeiro que entra é o Primeiro que sai. Vejamos quantas unidades a empresa possui em
estoque:
Entradas = 80 + 120 + 100 = 300 unidades
Saídas = 180
Saldo = 120 unidades.
Portanto, nesse estoque, das 120 unidades, 100 foram adquiridas por R$ 480,00 e 20 foram adquiridas por
R$ 440,00.
Portanto, o valor do estoque final será:
480 x 100 = R$ 48.000
Dia Operação
6 Compra de 80 unidades a R$400,00 cada uma
13 Compra de 120 unidades a R$440,00 cada uma
20 Venda de 180 unidades por R$800,00 cada uma
27 Compra de 100 unidades a R$480,00 cada uma
40
Estoques
440 x 20 = R$ 8.800
Total = R$ 56.800.
Poderíamos preparar uma ficha de estoque também:
Gabarito: B.
14.2 UEPS
Significa Último que Entra é o Primeiro que Sai. Também conhecido pela sigla em inglês LIFO (Last In First
Out). Usando os mesmos dados do exemplo acima, fica assim:
1ª compra: 10 unidades a 10 reais = R$ 100
2ª compra: 20 unidades a 12 reais = R$ 240
Venda de 15 unidades x $ 20 = R$ 300 (receita de venda)
Custo das 15 unidades vendidas: 15 unidades a 12 reais = R$ 180
Resultado:
Receita vendas 300
(-) CMV (180)
Lucro Bruto 120
Estoque final:
10 unidades a 10 reais = 100
5 unidades a 12 reais = 60
Estoque final: 15 unidades com custo total de 160.
14.3 Custo Médio
Usamos o custo médio do estoque, para calcular o custo das vendas. Retomando o exemplo acima, temos:
1ª compra: 10 unidades a 10 reais = R$ 100
2ª compra: 20 unidades a 12 reais = R$ 240
Custo médio: R$ 340 / 30 unidades = R$ 11,3333 por unidade.
Venda de 15 unidades x $ 20 = R$ 300 (receita de venda)
Custo das vendas: 15 unidades x $ 11,33 = 170 (OBS: arredondando centavos)
Entrada Saída Saldo
VU QTD TOTAL VU QTD TOTAL VU QTD TOTAL
R$ 400,00 80 R$ 32.000,00 R$ 400,00 80 R$ 32.000,00
R$ 440,00 120 R$ 52.800,00 R$ 400,00 80 R$ 32.000,00
R$ 440,00 120 R$ 52.800,00
R$ 400,00 80 R$ 32.000,00
R$ 440,00 100 R$ 44.000,00 R$ 440,00 20 R$ 8.800,00
R$ 480,00 100 R$ 48.000,00
Estoque Final R$ 56.800,0041
Estoques
Resultado:
Receita vendas 300
(-) CMV (170)
Lucro Bruto 130
Estoque final: 15 unidades x R$ 11,3333 = R$ 170
Para calcular o custo médio, podemos usar a média ponderada fixa ou a média ponderada móvel.
No primeiro caso, calculamos a média de todas as entradas do mês e usamos esse valor para todas as saídas
do mês. Assim:
Dia Evento Quantidade Custo Médio Custo Total
1 Estoque inicial 100 10,00 1.000,00
4 Compras 150 12,00 1.800,00
6 Compras 200 13,00 2.600,00
10 Vendas -100
15 Compras 200 15,00 3.000,00
20 Vendas -250
Vamos calcular o custo das vendas dos dias 10 e 20, usando as duas médias ponderadas (fixa e móvel).
14.3.1 Média Ponderada Fixa
A partir do estoque inicial e das entradas, calculamos o custo médio que será usado para todas as saídas do
mês.
Dia Evento Quantidade Custo Médio Custo Total
1 Estoque inicial 100 10,00 1.000,00
4 Compras 150 12,00 1.800,00
6 Compras 200 13,00 2.600,00
15 Compras 200 15,00 3.000,00
Total
650 12,92 8.400,00
O Custo Médio Fixo é de $ 12,92. O custo das vendas será:
Dia 10: venda de 100 unidades x $ 12,92 = $ 1.292,00
Dia 20: venda de 250 unidades x $ 12,92 = $ 3.230,00
Custo total do mês: $ 1.292,00 + $ 3.230,00 = $ 4.522,00
21. (Exame de Suficiência/Técnico/2015/1) Uma Sociedade empresária apresentou os seguintes dados,
extraídos de seu controle de estoque, referente a uma mercadoria específica:
Data Descrição Quantidade Valor Unitário
1º.12.2014 Saldo inicial 30.000 unidades R$ 1,40
2.12.2014 Compras 20.000 unidades R$ 1,50
31.12.2014 Saldo final 11.000 unidades
42
Estoques
O estoque é avaliado pela média ponderada fixa.
Com base nos dados informados, o Custo das Mercadorias Vendidas, no mês de dezembro, é de:
A) R$ 55.500,00
B) R$ 56.050,00
C) R$ 56.160,00
D) R$ 56.600,00
Comentários:
Quantidade vendida = 50.000 – 11.000 = 39.000 unidades.
Custo das Mercadorias Vendidas = 39.000 x $1,44 = $ 56.160,00
Gabarito: C.
14.3.2 Média Ponderada Móvel
Nesse caso, calculamos o custo médio vigente na data de cada venda. A venda do dia 10 fica com o seguinte
custo médio ponderado móvel:
Dia Evento Quantidade Custo Médio Custo Total
1 Estoque inicial 100 10,00 1.000,00
4 Compras 150 12,00 1.800,00
6 compras 200 13,00 2.600,00
Total
450 12,00 5.400,00
Assim, a venda do dia 10 terá custo médio de R$ 12,00. Do total de 450 unidades, sobram 350, após a venda.
Podemos agora calcular o custo médio móvel para a venda do dia 12:
Dia Evento Quantidade Custo Médio Custo Total
11 estoque inicial 350 12,00 4.200,00
15 compras 200 15,00 3.000,00
Total
550 13,09 7.200,00
A venda do dia 20 terá custo médio de R$ 13,09. Agora podemos calcular o total do custo das vendas do
mês:
Dia 10: venda de 100 unidades x $ 12,00 = $ 1.200,00
Dia 20: venda de 250 unidades x $ 13,09 = $ 3.272,50
Custo total do mês: $ 1.200,00 + $ 3.272,50 = $ 4.472,50
Data Descrição Quantidade Valor Unitário Valor total
R$ 1,44
43
Estoques
22. (Consulplan/Exame CFC/2019.2) Uma Sociedade Empresária de comércio varejista apresentou nos
meses de janeiro a março de 2018 as seguintes movimentações de compras, vendas e devoluções de um
certo produto em seu estoque:
01 – O saldo em estoque desse produto em 31/12/2017 era 250 unidades a R$ 3,00 cada.
02 – Em 10 de janeiro foram vendidas 80 unidades pelo valor de R$ 416,00.
03 – Em 15 de janeiro foram vendidas 100 unidades pelo valor de R$ 480,00.
04 – Em 28 de janeiro foram compradas 300 unidades a R$ 4,48 cada.
05 – Em 10 de fevereiro foram vendidas 150 unidades pelo valor total de R$ 750,00.
(Não considere tributos incidentes nas operações.)
Considere que a Sociedade Empresária adota o método da Média Ponderada Móvel, para controle e
avaliação do estoque de seus produtos, em 28 de fevereiro de 2018. Em relação a esse produto, é correto
afirmar que o valor total em estoque, o somatório do CMV e o somatório da receita bruta são,
respectivamente:
A) R$ 660,00; R$ 924,00; e, R$ 1.170,00.
B) R$ 924,00; R$ 990,00; e, R$ 1.646,00.
C) R$ 1.170,00; R$ 924,00; e, R$ 1.646,00.
D) R$ 924,00; R$ 1.170,00; e, R$ 1.646,00.
Comentários:
Vamos montar a tabela de controle de estoques. Cabe frisar que a questão disse que o controle de estoques
é feito pela média ponderada móvel.
Quant. Valor Unit. Total Quant. Valor Unit. Total Quant. Valor Unit. Total
31/12/2017 250 3 750
10/01/2018 80 3 240 170 3 510
15/01/2018 100 3 300 70 3 210
28/01/2018 300 4,48 1344 370 4,20 1554
10/02/2018 150 4,2 630 220 4,20 924
1170 924
Entradas Saídas Saldo
Data
CMV EST. FINAL
Tendo o CMV e o estoque final já poderíamos apontar a alternativa correta, que é a letra d.
Todavia, para encontrar a receita bruta, basta fazermos a soma dos preços de venda: R$ 416 + R$ 480 + R$
750,00 = R$ 1.646,00.
Gabarito: D.
44
Estoques
15 Tabela De Controle De Estoque
No inventário permanente podemos utilizar também a tabela de controle de estoque.
E como fazer a tabela? Você irá montar a tabela seguinte:
Imagine a seguinte operação.
Saldo inicial 10 unidades a R$ 100,00 R$ 1.000,00
Compra de 10 unidades a R$ 120,00 R$ 1.200,00
Venda de 7 unidades a R$ 200,00 R$ 1.400,00
Compra de 2 unidades a R$ 150,00 R$ 300,00
Vamos utilizar cada um dos métodos. É simples! Fica assim.
Data Quant. V. Unit. Total Quant. V. Unit. Total Quant. V. Unit. Total
XX.XX 10,00 100,00 1.000,00
10,00 100,00 1.000,00
10,00 120,00 1.200,00
3,00 100,00 300,00
10,00 120,00 1.200,00
3,00 100,00 300,00
10,00 120,00 1.200,00
2,00 150,00 300,00
700,00 1.800,00
XX.XX
XX.XX
PEPS
Entrada Venda Saldo
7,00
10,00 120,00 1.200,00
100,00 700,00
Estoque final
XX.XX 2,00 150,00 300,00
CMV
Observações:
- Vejam que as vendas ficam registradas pelo preço de custo. Não importa o preço de venda para o cálculo
da planilha de estoques.
- O CMV é a soma do total das saídas.
- O estoque final é a soma do total da coluna saldo.
- As devoluções de compras são registradas na planilha entradas, com sinal negativo.
- As devoluções de vendas são registradas na planilha saídas, com sinal negativo.
Data Quant. V. Unit. Total Quant. V. Unit. Total Quant. V. Unit. Total
CMV Estoque final
PEPS/UEPS/Média
Entrada Venda Saldo
45
Estoques
Vejam que no UEPS o CMV é maior. Por isso, de modo geral, a tributação acaba sendo reduzida. Assim, o
UEPS é proibido pela legislação brasileira.
Você precisa saber o seguinte para prova:
CMV Estoque Final Lucro Permitido
UEPS Maior Menor Menor Não
PEPS Menor Maior Maior Sim
Média ponderada Fica no Meio Fica no Meio Fica no Meio Sim
Data Quant. V. Unit. Total Quant. V. Unit. Total Quant. V. Unit. Total
XX.XX 10,00 100,00 1.000,00
10,00 100,00 1.000,00
10,00 120,00 1.200,00
10,00 100,00 1.000,00
3,00 120,00 360,00
2,00 150,00 300,00
10,00 100,00 1.000,00
3,00 120,00 360,00
840,00 1.660,00 CMV Estoque final
10,00 120,00 1.200,00
120,00 840,00
UEPS
Entrada Venda Saldo
XX.XX 2,00 150,00 300,00
7,00
XX.XX
XX.XX
Data Quant. V. Unit. Total Quant. V. Unit. Total Quant. V. Unit. Total
XX.XX 10,00 100,00 1.000,00
XX.XX 10,00 120,00 1.200,00 20,00 110,00 2.200,00
XX.XX 7,00 110,00 770,00 13,00 110,00 1.430,00
XX.XX 2,00 150,00 300,00 15,00 115,33 1.730,00
770,00 1.730,00 CMV Estoque final
MÉDIA PONDERADA
Entrada Venda Saldo
46
Estoques
16 Outras Questões Comentadas
23. (Consulplan/ExameCFC/2022.2) A empresa Potiffar Ltda. atua no ramo de revenda de celulares para
consumidores finais. No dia 10/08/2022, a empresa adquiriu dez celulares da marca Xonglong, sendo o valor
total da nota fiscal de entrada de R$ 21.120,00, pagando 50% à vista e 50% para pagamento em dois meses.
Na operação incidem IPI à alíquota de 10% (com valor destacado na Nota Fiscal) e ICMS de 18%.
Considerando única e exclusivamente as informações disponibilizadas, a situação descrita e o disposto na
NBC TG 16 (R2) – Estoques, a escrituração contábil da operação no Livro Diário será:
D – Mercadorias para revenda R$ 17.664,00
D – ICMS a recuperar R$ 3.456,00
–Bancos Conta Movimento C – R$ 10.560,00
Fornecedores Nacionais R$ 10.560,00
–Mercadorias para revenda D – ICMS R$ 15.774,00
a recuperar R$ 3.456,00
D – IPI a recuperar R$ 1.920,00
–Bancos Conta Movimento C – R$ 10.560,00
Fornecedores Nacionais R$ 10.560,00
–Mercadorias para revenda D – ICMS R$ 17.318,40
a recuperar R$ 3.801,60
–Bancos Conta Movimento C – R$ 10.560,00
Fornecedores Nacionais R$ 10.560,00
–Mercadorias para revenda D – ICMS R$ 15.398,40
a recuperar R$ 3.801,60
D – IPI a recuperar R$ 1.920,00
–Bancos Conta Movimento C – R$ 10.560,00
Fornecedores Nacionais R$ 10.560,00
Comentários:
PREÇO MERCADORIA X
18% 0,1x
= NF 1,1X
X = R$ 21.120,00 = R$ 19.200,00
1,1
IPI = R$ 1.920,00
ICMS = R$ 19.200,00 x 18% = R$ 3.456,00
NF = R$ 21.120,00
(-) ICMS R$ 3.456,00
= CUSTO R$ 17.664,00
D – Mercadorias Para Revendas: R$ 17.664,00
D – ICMS A RECUPERAR: R$ 3.456,00
C – Banco: R$ 10.560,00
C – Fornecedores: R$ 10.560,00
GABARITO: A.
Empresa comercial não entra
IPI a recuperar.
47
Estoques
24. (Consulplan/Exame CFC/2022.1) Uma sociedade empresária apresentou, ao final do exercício social de
2021, as seguintes informações sobre o estoque de mercadorias para revenda:
Informações adicionais:
Não existem estoques iniciais de nenhuma das mercadorias.
Os estoques estão registrados pelo custo de aquisição.
As mercadorias são avaliadas separadamente.
Considerando somente as informações apresentadas e o disposto na NBC TG 16 (R2) – Estoques, o valor de
Perdas Estimadas para Redução ao Valor Recuperável e o valor de Estoques de Mercadorias para Revenda,
assinale a composição do valor contábil líquido de cada tipo de mercadoria em 31/12/2021.
Comentários:
O gabarito dado pela banca foi a letra a. Contudo, tal questão não possui alternativa correta e merece ser
anulada, pelos fatos abaixo.
Segundo o CPC 16, em suas definições:
Valor realizável líquido é o preço de venda estimado no curso normal dos negócios deduzido dos custos
estimados para sua conclusão e dos gastos estimados necessários para se concretizar a venda.
Assim, o enunciado nos diz, na tabela, que o preço de venda já é líquido (preço de venda LÍQUIDO estimado),
isto é, os custos necessários para a venda já estão subtraídos.
Desta forma, não há que se fazer a subtração dos custos necessários para a venda, pois, como frisamos, o
enunciado já apresentou o preço de venda líquido estimado, e, conforme teor do CPC 16, já extrai o custo
necessário para venda.
Neste caso, utilizando a regra do CPC 16, item 9, que narra:
48
Estoques
9. Os estoques objeto deste Pronunciamento deve ser mensurado pelo valor de custo ou pelo valor
realizável líquido, dos dois o menor.
Teríamos:
Mercadoria A Mercadoria B
Preço de venda líquido estimado R$ 7.000,00 R$ 2.000,00
Custo do estoque R$ 5.000,00 R$ 1.000,00
Avaliação no balanço R$ 5.000,00 R$ 1.000,00
Assim, os estoques ficaram mensurados por R$ 5.000,00 e por R$ 1.000,00, uma vez que ambos são
menores do que os valores de realização. Mas não há resposta para tanto.
Desta forma, solicitamos a anulação da questão em tela, por não conter gabarito correto.
GABARITO: A.
25. (Consulplan/Exame CFC/2022.1) A empresa Fonte Eterna Ltda. é uma varejista do ramo de roupas e
calçados, e os estoques de mercadorias são o item mais importante de seu patrimônio. Josué, o contador da
empresa, está sempre atento às mudanças nas Normas Brasileiras de Contabilidade, a fim de evidenciar este
importante componente do Balanço Patrimonial da forma mais fidedigna possível. Com base na NBC que
rege o assunto, a NBC TG 16 (R2), assinale a afirmativa INCORRETA.
A) Esta Norma não se aplica a estoques de ativos biológicos relacionados com a atividade agrícola e o
produto agrícola no ponto da colheita.
B) Em obediência à Norma citada, Josué deve evidenciar os estoques no Balanço Patrimonial pelo valor de
custo ou pelo valor realizável líquido, dos dois o menor.
C) Estão compreendidos no custo de aquisição dos estoques: o preço de compra, os impostos de
importação, os tributos recuperáveis perante o fisco, bem como os custos de transporte, seguro e manuseio.
D) Despesas de comercialização, incluindo a venda e a entrega da mercadoria aos clientes (por exemplo,
comissões sobre vendas e despesas com fretes) não são itens a serem incluídos no custo da mercadoria
vendida, devendo ser reconhecidos como despesa do período em que são incorridos.
Comentários:
A) Esta Norma não se aplica a estoques de ativos biológicos relacionados com a atividade agrícola e o
produto agrícola no ponto da colheita.
O item está correto. Para ativos biológicos e produtos agrícolas são aplicáveis a NBC TG 29 – Ativos
biológicos.
B) Em obediência à Norma citada, Josué deve evidenciar os estoques no Balanço Patrimonial pelo valor de
custo ou pelo valor realizável líquido, dos dois o menor.
Correto. Os estoques avaliados nos termos do CPC 16 são valorados pelo custo ou valor realizável líquido,
dos dois o menor.
C) Estão compreendidos no custo de aquisição dos estoques: o preço de compra, os impostos de
importação, os tributos recuperáveis perante o fisco, bem como os custos de transporte, seguro e manuseio.
Este é o nosso gabarito. Os tributos recuperáveis devem ser expurgados do custo de aquisição.
Os demais, realmente, compõem o custo de aquisição dos estoques.
D) Despesas de comercialização, incluindo a venda e a entrega da mercadoria aos clientes (por exemplo,
comissões sobre vendas e despesas com fretes) não são itens a serem incluídos no custo da mercadoria
vendida, devendo ser reconhecidos como despesa do período em que são incorridos.
Correto. Os itens citados acima são classificados como despesas de vendas, a serem lançadas na DRE.
GABARITO: C.
49
Estoques
26. (FBC/Exame Suficiência/CFC/2016.2) Uma Indústria apresentou os seguintes gastos no mês de
dezembro de 2015:
Observações sobre os eventos:
A aquisição de matéria-prima ocorreu no dia 10.12.2015, mediante Nota Fiscal com valor total de
R$1.100,00, na qual constava o destaque de R$100,00 em tributos recuperáveis e R$100,00 em tributos não
recuperáveis.
Os gastos com frete e seguro foram realizados para que a matéria-prima chegasse até a entidade e foram
pagos pela Indústria adquirente. Sobre esses gastos não houve incidência de tributos não cumulativos.
Toda a matéria-prima adquirida foi processada e convertida em produtos acabados durante o mês, mediante
a utilização de R$500,00 de mão de obra direta e R$200,00 de mão de obra indireta.
No início do período, a Indústria não possuía estoque de nenhum tipo.
A propaganda foi contratada e realizada durante o período.
A Indústria adota o Método de Custeio por Absorção e o volume de produção foi normal.
Considerando-se que não houve nenhuma venda no período e diante apenas das informações apresentadas,
o valor do Estoque de Produtos Acabados, em 31.12.2015, é de:
A) R$1.970,00.
B) R$1.840,00.
C) R$1.770,00.
D) R$1.640,00.
Comentários:As devoluções, os descontos comerciais e os abatimentos devem ser deduzidos do custo de aquisição.
Assim sendo, chegamos à seguinte apuração:
A matéria-prima foi registrada por R$ 1000, subtraindo-se os tributos recuperáveis;
Os gastos com propagandas são tratados como despesas e não como custos.
50
Estoques
Como não havia estoques iniciais nem estoque finais de produtos, apuração foi feita de maneira direta para
ganharmos tempos, sem a necessidade de apurar Custos de Produção do Período, Produção Acabada e
Produção Vendida.
Gabarito: C.
27. (FBC/Exame de Suficiência/Bacharel/2016.1) Em fevereiro de 2016, uma Sociedade Empresária
apresentava os seguintes dados a respeito de suas operações com mercadorias.
A empresa utiliza Registro de Inventário Permanente. O estoque de mercadorias é avaliado pela Média
Ponderada Móvel.
Com base nos dados informados, o valor do Custo das Mercadorias Vendidas no período é de:
A) R$1.340,00.
B) R$2.290,00.
C) R$3.890,00.
D) R$5.360,00.
Comentários:
Houve apenas uma venda, no dia 20.02.16. Como o estoque é avaliado pela Média Ponderada Móvel, o
custo da venda fica assim:
O custo total da compra de 10.02.16 foi calculado assim:
Preço total $6.000 x 15% ICMS = $900
Custo do estoque = $6.000 - $900 = $5.100
O custo unitário calculado pela média ponderada móvel é de R$26,80.
Custo das Vendas: 200 unidades x $26,80 = $5.360
Gabarito: D.
51
Estoques
28. (FBC/Exame de Suficiência/Bacharel/2016.1) Uma Sociedade Empresária comercial realizou aquisição
de mercadorias para revenda.
Em seus registros constam os seguintes dados relacionados aos itens adquiridos:
De acordo com a NBC TG 16 (R1) – Estoques, o custo de aquisição dessas mercadorias é de:
A) R$1.300,00.
B) R$1.430,00.
C) R$1.530,00.
D) R$1.600,00.
Comentários:
Os “Gastos com divulgação” e os “Gastos estimados necessários para se concretizar a venda” não entram no
custo de aquisição dos estoques.
Quanto aos outros itens, o cálculo fica assim:
Gabarito: B.
29. (FBC/Exame de Suficiência/Bacharel/2016.1) De acordo com a NBC TG 16 (R1) – Estoques, julgue os
itens quanto à inclusão no custo dos estoques e, em seguida, assinale a alternativa CORRETA.
I. Despesas administrativas que não contribuem para trazer o estoque ao seu local e condição atuais.
II. Despesas de comercialização, incluindo a venda e a entrega dos bens e serviços aos clientes.
III. O preço de compra, os impostos de importação e outros tributos não recuperáveis.
IV. Os custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos
acabados, materiais e serviços.
V. Valor anormal de desperdício de materiais, mão-de-obra ou outros insumos de produção.
NÃO estão incluídos no custo dos estoques, porém são reconhecidos no resultado do período os itens:
A) II, IV e V, apenas.
52
Estoques
B) II, III e IV, apenas.
C) I, III e IV, apenas.
D) I, II e V, apenas.
Comentários:
I. Despesas administrativas que não contribuem para trazer o estoque ao seu local e condição atuais.
Correto. Despesas não são incluídas no custo dos estoques.
II. Despesas de comercialização, incluindo a venda e a entrega dos bens e serviços aos clientes.
Correto. Despesas não são incluídas no custo dos estoques.
III. O preço de compra, os impostos de importação e outros tributos não recuperáveis.
Errado. O preço de compra, obviamente, entra no custo do estoque.
IV. Os custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos
acabados, materiais e serviços
Errado. Frete, seguro, manuseio e custos diretamente atribuíveis entram no custo do estoque.
V. Valor anormal de desperdício de materiais, mão-de-obra ou outros insumos de produção.
Correto. São lançadas como despesa.
Gabarito: D.
53
Estoques
17 Resumo Dos Pontos Abordados Nesta Aula
- O resultado bruto com mercadorias, ou resultado com mercadorias equivale ao lucro bruto na
Demonstração do Resultado.
Receita Bruta
(-) Deduções da Receita
- Devoluções de Vendas
- Cancelamento de Vendas
- Descontos incondicionais concedidos
- Abatimentos concedidos
- Impostos sobre vendas (ICMS, PIS e COFINS)
- Ajuste a Valor Presente de Clientes
(=) Receita Líquida
(-) Custo das Mercadorias Vendidas
(=) Lucro Bruto OU Resultado com Mercadorias.
– Custo do estoque:
Custo do estoque inclui
Preço de compra
Impostos de importação e outros tributos (exceto recuperáveis)
Custo de transportes
Seguro
Manuseio
Custos diretamente atribuíveis
Não inclui
Tributos recuperáveis (MP: IPI, ICMS, PIS, COFINS não cumulativos. Revenda:
ICMS, PIS, COFINS não cumulativos)
Descontos comerciais
Abatimentos
– Descontos comerciais: São aqueles que são negociados no momento da compra, sem nenhuma condição.
– Desconto financeiro: Sujeitos à condição, como o pagamento antecipado de uma duplicata.
- O abatimento ocorre num momento posterior à compra. Por exemplo, uma loja fecha um pedido de
cadeiras por 100 reais a unidade e, quando recebe a mercadoria, a cor está diferente do que foi pedido.
Nesse caso, o vendedor pode conceder um abatimento para que a mercadoria não seja devolvida. Digamos,
um abatimento de 3 reais por unidade.
– Tributos:
54
Estoques
- Normalmente, as questões informam o preço da mercadoria ou o preço da compra. O preço inclui o ICMS
(imposto por dentro), mas não inclui o IPI (imposto por fora).
– Inventário periódico
Os estoques são avaliados na data do balanço, através do inventário físico. Vejam. Não há lançamento
operação por operação. Apenas na data de encerramento é que apuramos o estoque para ver o saldo.
Para calcular o valor do Custo das Mercadorias Vendidas, usamos a fórmula:
CMV = Estoque inicial + Compras – Estoque final.
No sistema de inventário periódico, usamos a Conta Mista Mercadorias. Nessa conta, lançamos o estoque
inicial e as compras a débito; e lançamos as vendas a crédito. No final do período, ao apurar o estoque final,
podemos calcular o Resultado com Mercadorias.
Estoque Inicial Vendas
Compras
Estoque final
Conta Mista Mercadorias
– Inventário permanente:
PEPS: Primeiro que entra primeiro que sai
UEPS: Último que entra primeiro que sai
Média: Cálculo do preço médio
– Na prova, é mais prático usar a tabela de controle de estoque
Data Quant. V. Unit. Total Quant. V. Unit. Total Quant. V. Unit. Total
CMV Estoque final
PEPS/UEPS/Média
Entrada Venda Saldo
55
Estoques
18 Questões Comentadas Nesta Aula
01. (Consulplan/Exame CFC/2019.1) A Companhia Ômega adquiriu para revenda mercadorias no valor de R$
10.000,00 em maio de 2017. Os impostos recuperáveis sobre a compra perfazem o total de R$ 1.800,00.
Sobre essa compra, a Companhia Ômega também pagou frete de R$ 200,00 com impostos recuperáveis de
R$ 24,00 e seguros no valor de R$ 250,00. A empresa vendeu 70% das mercadorias adquiridas no período.
Sabe-se que a Companhia Ômega não tinha saldo anterior de mercadorias para revenda. É correto afirmar
que o valor do Custo das Mercadorias Vendidas foi de:
A) R$ 5.740,00
B) R$ 5.863,20
C) R$ 6.038,20
D) R$ 8.626,00
02. (Consulplan/Exame CFC/2018.1) O departamento contábil da Companhia Alfa apresentou as seguintes
transações com mercadorias ao longo do mês de abril de 2018:
Dia 10: Compra de mercadorias para revenda à vista ao valor de R$ 10.000,00. Além desse valor, foi pago R$
500,00, em dinheiro, referente ao frete cobrado para que a transportadora entregasse as mercadorias na
Companhia Alfa.
Dia 16: Venda de mercadorias para revenda à vista ao valor de R$ 7.000,00.
Dia 23: Devolução de 30% da venda realizada em 16/04. O cliente foi reembolsado em dinheiro no momento
da devolução.
Dia 30: Devolução de 50% da compra realizada em 10/04. A Companhia Alfa foi reembolsada em dinheiro no
momento da devolução.
Nesse mesmo mês:
• o saldo inicial em caixa: R$ 11.000,00;
• as despesas administrativas:R$ 160,00;
• o estoque inicial de mercadorias para revenda: R$ 12.000,00;
• o estoque final de mercadorias para revenda: R$ 14.560,00;
Com base somente nas informações apresentadas e desconsiderando-se qualquer incidência de tributos,
assinale o lucro líquido registrado em abril 2018.
A) R$ 460,00.
B) R$ 1.800,00.
C) R$ 2.560,00.
D) R$ 2.940,00.
03. (Exame de Suficiência/Técnico/2015/1) Uma sociedade Empresária apresenta os seguintes dados:
Estoque inicial de Mercadorias R$ 100.000,00
Custo das Mercadorias Vendidas R$ 250.000,00
Compras de Mercadorias R$ 340.000,00
Lucro Bruto R$ 140.000,00
56
Estoques
Com base nos dados informados, o valor da Receita com Vendas, desconsiderando os efeitos tributários, é
de:
A) R$ 330.000,00
B) R$ 390.000,00
C) R$ 580.000,00
D) R$ 730.000,00
04. (FBC/Exame de Suficiência/Técnico/2013.2) Uma sociedade empresária realizou em junho de 2013 as
seguintes operações:
Aquisição de 100 unidades de mercadoria para revenda pelo valor total de R$2.500,00, neste valor incluídos
R$500,00 referentes aos impostos recuperáveis.
Revenda de 70 unidades por R$8.000,00, neste valor incluídos R$1.600,00 referentes aos impostos
incidentes sobre as vendas.
Considerando que não havia estoque inicial de mercadorias para revenda, o Lucro Bruto no mês de junho de
2013 foi de:
A) R$5.500,00.
B) R$5.000,00.
C) R$4.650,00.
D) R$4.400,00
05. (FBC/Exame CFC/2017.1) De acordo com a NBC TG 16 (R1) – ESTOQUES, estoques compreendem ativos
mantidos para venda no curso normal dos negócios; em processo de produção para venda; ou na forma de
materiais ou suprimentos a serem consumidos ou transformados no processo de produção ou na prestação
de serviços.
Assinale a opção em que NÃO constam exemplos de Estoque.
A) produtos acabados e produtos em processo de produção pela entidade.
B) custos de mercadorias vendidas, veículos de uso e software de uso.
C) matérias-primas e materiais que aguardam utilização no processo de produção, tais como embalagens e
material de consumo.
D) mercadorias compradas por um varejista para revenda ou terrenos e outros imóveis para revenda.
57
Estoques
06. (FBC/Exame de Suficiência/2017.1) Uma Sociedade Empresária apresentava, em 31.12.2016, as
seguintes informações a respeito de seu estoque de mercadorias:
Até 31.12.2016, não haviam sido registrados ajustes para redução ao valor realizável líquido ou ajustes a
valor presente nos Estoques. Os tipos de mercadorias apresentados são avaliados separadamente.
Considerando-se apenas os dados informados e de acordo com a NBC TG 16 (R1) – ESTOQUES, o saldo da
conta de Estoques, em 31.12.2016, foi de:
A) R$41.000,00.
B) R$45.000,00.
C) R$46.000,00.
D) R$48.000,00.
07. (FBC/Exame de Suficiência/2017.1) Uma Sociedade Empresária comercializa equipamentos de
informática.
Em 31.12.2016, apurou saldo da conta de Mercadorias para Revenda no valor de R$100.000,00, formado
por 50 notebooks. Até então, o preço de venda praticado pela Sociedade Empresária era de R$3.000,00 a
unidade.
Diante do encalhe do estoque desse modelo de notebook, a Sociedade Empresária realizou uma pesquisa
de mercado e identificou que seus concorrentes estavam vendendo o mesmo notebook por R$1.500,00 a
unidade e, imediatamente, reduziu seu preço de venda para esse valor.
Os vendedores da Sociedade Empresária recebem 10% de comissão sobre as vendas.
Na mesma data, o Fornecedor dos notebooks para a Sociedade Empresária foi consultado e informou que
estava comercializando o mesmo modelo de notebook por R$800,00 cada um, no atacado.
Considerando-se apenas as informações apresentadas e de acordo com a NBC TG 16 (R1) – ESTOQUES, a
Sociedade Empresária apresenta valor contábil do Estoque, em 31.12.2016, de:
A) R$40.000,00, pois deve-se reconhecer perda de R$60.000,00 devido ao valor praticado atualmente pelo
fornecedor.
B) R$67.500,00, pois deve-se reconhecer perda de R$32.500,00, considerando-se o valor realizável líquido.
C) R$135.000,00, pois deve-se considerar o preço de venda atualmente praticado, líquido das comissões
sobre vendas.
D) R$100.000,00, pois deve-se considerar o custo de aquisição dos 50 notebooks praticado pelos
fornecedores.
Tipo de
Mercadoria
Estoque Mensurado
a Custo de
Aquisição
Preço de
Venda
Estimado
Despesas Necessárias
para Concretizar a
Venda
Tipo 1 R$10.000,00 R$16.000,00 R$4.000,00
Tipo 2 R$22.000,00 R$20.000,00 R$5.000,00
Tipo 3 R$16.000,00 R$24.000,00 R$6.000,00
TOTAL R$48.000,00 R$60.000,00 R$15.000,00
58
Estoques
08. (FBC/Exame de Suficiência/2017.1) De acordo com a NBC TG 16 (R1) – ESTOQUES, após o
reconhecimento inicial, os Estoques devem ser mensurados pelo:
A) custo de reposição futura ou preço bruto de venda, dos dois o maior.
B) custo de reposição futura ou preço bruto de venda, dos dois o menor.
C) valor de custo ou pelo valor realizável líquido, dos dois o maior.
D) valor de custo ou pelo valor realizável líquido, dos dois o menor.
09. (FBC/Exame de Suficiência/2017.2) De acordo com a NBC TG 16 (R1) – ESTOQUES, o Valor Realizável
Líquido é um parâmetro para a mensuração subsequente desse grupo de ativos.
O Valor Realizável Líquido de um estoque de Produtos em Elaboração é apurado pelo modelo apresentado a
seguir:
Assinale a opção que contém a descrição CORRETA do componente da linha pontilhada, omitido no modelo
apresentado.
A) Custos de ociosidade.
B) Custos de oportunidade.
C) Custos estimados para reinvestimento.
D) Custos estimados para sua conclusão.
10. (FBC/Exame de Suficiência/Técnico/2013.1) De acordo com a NBC TG 16 - Estoques, o estoque de
mercadorias deverá ser mensurado:
A) pelo custo de aquisição ou custo corrente de reposição, dos dois o menor.
B) pelo custo de aquisição ou preço de mercado, dos dois o maior.
C) pelo custo de aquisição ou valor justo, dos dois o maior.
D) pelo custo de aquisição ou valor realizável líquido, dos dois o menor.
11. (FBC/Exame de Suficiência/2016.2) De acordo com a NBC TG 16 (R1) – ESTOQUES, na determinação do
Valor Realizável Líquido, o valor estimado das comissões da equipe de vendas necessárias para se
concretizar a venda dos itens estocados deve ser tratado como:
A) adição ao Custo.
B) não relacionada ao Valor Realizável Líquido.
C) redução do Custo.
D) redução do Valor Realizável Líquido.
59
Estoques
12. (FBC/Exame de Suficiência/2017.1) Uma Sociedade Empresária iniciou suas atividades em janeiro de
2017. Nesse mês, realizou as seguintes transações:
- Aquisição de mercadorias por R$20.000,00. Neste valor está incluído Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços – ICMS recuperável, no valor de R$3.400,00.
- Venda, por R$25.000,00, de 50% das mercadorias adquiridas. Sobre a receita obtida na operação, há
incidência apenas do ICMS na alíquota de 12%.
Considerando-se que essas foram as únicas transações efetuadas no mês, após o registro contábil de
apuração do ICMS, a Sociedade Empresária apresentará:
A) um saldo de ICMS a Recuperar no valor de R$400,00.
B) um saldo de ICMS a Recolher no valor de R$1.300,00.
C) um saldo de ICMS a Recolher no valor de R$3.000,00.
D) um saldo de ICMS a Recuperar no valor de R$3.400,00.
13. (FBC/Exame Suficiência/CFC/2016.2) Uma Sociedade Empresária adquiriu, a prazo, mercadorias para
revenda pelo valor total de R$25.000,00. Nesse valor, estão incluídos R$4.250,00 relativos a ICMS
Recuperável.
O transporte das mercadorias, no valor de R$2.000,00, foi pago pela empresa vendedora, sem reembolso
pela adquirente.
A Sociedade Empresária apura PIS e Cofins pelo Regime de Incidência Não Cumulativo.
Considerando-se o disposto na NBC TG 16 (R1) – Estoques, e que as alíquotas a serem utilizadas para cálculo
do valor recuperável de PIS e Cofins no Regime de Incidência Não Cumulativo são, respectivamente, 1,65% e
7,6%, o Custo de Aquisição das mercadorias é de:
A) R$18.437,50.
B) R$18.830,62.C) R$20.437,50.
D) R$20.830,62.
14. (FBC/Exame Suficiência/CFC/2016.2) Em 15.8.2016, uma Sociedade Empresária comprou mercadorias
para revenda, no valor de R$156.000,00, para pagamento em 31.8.2016. No valor de R$156.000,00, está
incluído o ICMS recuperável calculado à alíquota de 17%.
A empresa adota o Regime de Incidência Cumulativo de PIS e Cofins, com as alíquotas de 0,65% e 3%,
respectivamente.
Considerando-se as informações apresentadas, assinale a opção que apresenta o lançamento contábil
CORRETO dessa operação.
A) Débito: Mercadorias para Revenda – Estoques R$129.480,00
Débito: ICMS a Recuperar R$26.520,00
Crédito: Fornecedores Nacionais R$156.000,00
B) Débito: Mercadorias para Revenda – Estoques R$150.306,00
Débito: PIS a Recuperar R$1.014,00
Débito: Cofins a Recuperar R$4.680,00
Crédito: Fornecedores Nacionais R$156.000,00
60
Estoques
C) Débito: Mercadorias para Revenda – Estoques R$128.466,00
Débito: PIS a Recuperar R$1.014,00
Débito: ICMS a Recuperar R$26.520,00
Crédito: Fornecedores Nacionais R$156.000,00
D) Débito: Mercadorias para Revenda – Estoques R$123.786,00
Débito: PIS a Recuperar R$1.014,00
Débito: Cofins a Recuperar R$4.680,00
Débito: ICMS a Recuperar R$26.520,00
Crédito: Fornecedores Nacionais R$156.000,00
15. (FBC/Exame de Suficiência/Bacharel/2015.2) Uma Sociedade Empresária importou mercadoria por um
valor equivalente a R$21.400,00. Foram gastos mais R$2.421,00 com seguro e tarifas aduaneiras. Além dos
valores citados, a Sociedade Empresária incorreu nos seguintes tributos, dos quais apenas o Imposto de
Importação não é recuperável:
Tributo Valor
Imposto de Importação R$ 8.337,35
ICMS R$ 7.595,12
PIS R$ 393,05
Cofins R$ 2.048,61
Total dos Tributos R$ 18.374,13
Considerando-se os dados informados, o custo de aquisição das mercadorias é igual a:
A) R$29.737,35.
B) R$31.416,12.
C) R$32.158,35.
D) R$42.195,13.
16. (Exame de Suficiência/Técnico/2014/1) Uma indústria comprou matérias-primas no valor de
R$35.000,00. No total da nota fiscal de R$36.750,00, estavam embutidos os seguintes impostos recuperáveis
perante o fisco:
- IPI R$1.750,00
- ICMS R$6.300,00
- PIS R$577,50
- COFINS R$2.660,00
O valor do custo de aquisição que deve ser contabilizado no estoque de matéria-prima é de:
A) R$25.462,50.
B) R$28.700,00.
C) R$35.000,00.
D) R$36.750,00.
61
Estoques
17. (FBC/Exame Suficiência/CFC/2017.2) Uma Sociedade Empresária, com um único estabelecimento,
apresentou um saldo final de R$1.200,00 de ICMS a Recuperar, em julho de 2017.
Em agosto de 2017, realizou as seguintes transações:
- Aquisição de mercadorias por R$80.000,00. Neste valor está incluído Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços – ICMS recuperável no valor de R$9.600,00.
- Devolução de 10% das mercadorias adquiridas no mês de agosto de 2017.
- Venda, por R$50.000,00, de 50% das mercadorias adquiridas. Sobre o valor da venda, incide ICMS à
alíquota de 12%.
Considerando-se que estas foram as únicas transações efetuadas no mês, após o registro contábil de
apuração do ICMS, em 31.8.2017, a Sociedade Empresária apresentará um saldo de ICMS a Recuperar no
valor de:
A) R$3.600,00.
B) R$3.840,00.
C) R$4.800,00.
D) R$5.760,00.
18. (Consulplan/Exame CFC/2018.2)Conforme disposto na NBC TG 16 (R2) que trata de estoques, marque V
para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) As despesas administrativas que contribuem para trazer o estoque ao seu local e condição atuais são um
exemplo de item não incluído no custo dos estoques.
( ) As despesas de comercialização, incluindo despesas de venda e entrega dos bens e serviços aos clientes,
são um exemplo de item a ser incluído no custo dos estoques.
( ) O custo dos estoques de itens que não são normalmente intercambiáveis e de bens ou serviços
produzidos e segregados para projetos específicos deve ser atribuído pelo uso da identificação específica dos
seus custos individuais.
A sequência está correta em
A) F, F, V.
B) V, V, F.
C) V, V, V.
D) F, V, F.
19. (Consulplan/Exame de Suficiência/2018.2) Uma empresa comercial comprou 100 unidades da
mercadoria “X” por um valor total de R$ 8.000,00 em 01/08/X1. Em 15/08/X1 vendeu 50 unidades dessa
mercadoria pelo valor R$ 100,00 cada. Em 20/08/X1 adquiriu mais 50 unidades da mesma mercadoria pelo
valor unitário de R$ 90,00. Sabendo-se que a empresa utiliza o método PEPS para controle de seus estoques
e que os valores estão todos já livres de impostos recuperáveis, o valor do CMV apurado no dia 31/08/X1 foi
de:
A) R$ 4.000,00.
B) R$ 5.000,00.
C) R$ 8.500,00.
D) R$ 12.500,00.
62
Estoques
20. (FBC/Exame de Suficiência/2017.1) Uma Sociedade Empresária utiliza o Inventário Permanente para
controlar seus estoques e apresentou o seguinte movimento, no mês de fevereiro de 2017, de Estoques de
Mercadorias para Revenda:
A Sociedade Empresária adota como base para mensuração do estoque o critério Primeiro a Entrar Primeiro
a Sair – PEPS. Considerando-se apenas as informações apresentadas e de acordo com a NBC TG 16 (R1) –
ESTOQUES, e desconsiderando-se os tributos incidentes sobre compras e vendas, o valor do Estoque de
Mercadorias para Revenda, no final do mês de fevereiro de 2017, é de:
a) R$48.000,00.
b) R$56.800,00.
c) R$76.000,00.
d) R$132.800,00.
21. (Exame de Suficiência/Técnico/2015/1) Uma Sociedade empresária apresentou os seguintes dados,
extraídos de seu controle de estoque, referente a uma mercadoria específica:
O estoque é avaliado pela média ponderada fixa.
Com base nos dados informados, o Custo das Mercadorias Vendidas, no mês de dezembro, é de:
A) R$ 55.500,00
B) R$ 56.050,00
C) R$ 56.160,00
D) R$ 56.600,00
22. (Consulplan/Exame CFC/2019.2) Uma Sociedade Empresária de comércio varejista apresentou nos
meses de janeiro a março de 2018 as seguintes movimentações de compras, vendas e devoluções de um
certo produto em seu estoque:
01 – O saldo em estoque desse produto em 31/12/2017 era 250 unidades a R$ 3,00 cada.
02 – Em 10 de janeiro foram vendidas 80 unidades pelo valor de R$ 416,00.
03 – Em 15 de janeiro foram vendidas 100 unidades pelo valor de R$ 480,00.
04 – Em 28 de janeiro foram compradas 300 unidades a R$ 4,48 cada.
Dia Operação
6 Compra de 80 unidades a R$400,00 cada uma
13 Compra de 120 unidades a R$440,00 cada uma
20 Venda de 180 unidades por R$800,00 cada uma
27 Compra de 100 unidades a R$480,00 cada uma
Data Descrição Quantidade Valor Unitário
1º.12.2014 Saldo inicial 30.000 unidades R$ 1,40
2.12.2014 Compras 20.000 unidades R$ 1,50
31.12.2014 Saldo final 11.000 unidades
63
Estoques
05 – Em 10 de fevereiro foram vendidas 150 unidades pelo valor total de R$ 750,00.
(Não considere tributos incidentes nas operações.)
Considere que a Sociedade Empresária adota o métododa Média Ponderada Móvel, para controle e
avaliação do estoque de seus produtos, em 28 de fevereiro de 2018. Em relação a esse produto, é correto
afirmar que o valor total em estoque, o somatório do CMV e o somatório da receita bruta são,
respectivamente:
A) R$ 660,00; R$ 924,00; e, R$ 1.170,00.
B) R$ 924,00; R$ 990,00; e, R$ 1.646,00.
C) R$ 1.170,00; R$ 924,00; e, R$ 1.646,00.
D) R$ 924,00; R$ 1.170,00; e, R$ 1.646,00.
23. (FBC/Exame Suficiência/CFC/2016.2) Uma Indústria apresentou os seguintes gastos no mês de
dezembro de 2015:
Observações sobre os eventos:
A aquisição de matéria-prima ocorreu no dia 10.12.2015, mediante Nota Fiscal com valor total de
R$1.100,00, na qual constava o destaque de R$100,00 em tributos recuperáveis e R$100,00 em tributos não
recuperáveis.
Os gastos com frete e seguro foram realizados para que a matéria-prima chegasse até a entidade e foram
pagos pela Indústria adquirente. Sobre esses gastos não houve incidência de tributos não cumulativos.
Toda a matéria-prima adquirida foi processada e convertida em produtos acabados durante o mês, mediante
a utilização de R$500,00 de mão de obra direta e R$200,00 de mão de obra indireta.
No início do período, a Indústria não possuía estoque de nenhum tipo.
A propaganda foi contratada e realizada durante o período.
A Indústria adota o Método de Custeio por Absorção e o volume de produção foi normal.
Considerando-se que não houve nenhuma venda no período e diante apenas das informações apresentadas,
o valor do Estoque de Produtos Acabados, em 31.12.2015, é de:
A) R$1.970,00.
B) R$1.840,00.
C) R$1.770,00.
D) R$1.640,00.
64
Estoques
24. (FBC/Exame de Suficiência/Bacharel/2016.1) Em fevereiro de 2016, uma Sociedade Empresária
apresentava os seguintes dados a respeito de suas operações com mercadorias.
A empresa utiliza Registro de Inventário Permanente. O estoque de mercadorias é avaliado pela Média
Ponderada Móvel.
Com base nos dados informados, o valor do Custo das Mercadorias Vendidas no período é de:
A) R$1.340,00.
B) R$2.290,00.
C) R$3.890,00.
D) R$5.360,00.
25. (FBC/Exame de Suficiência/Bacharel/2016.1) Uma Sociedade Empresária comercial realizou aquisição
de mercadorias para revenda.
Em seus registros constam os seguintes dados relacionados aos itens adquiridos:
De acordo com a NBC TG 16 (R1) – Estoques, o custo de aquisição dessas mercadorias é de:
A) R$1.300,00.
B) R$1.430,00.
C) R$1.530,00.
D) R$1.600,00.
26. (FBC/Exame de Suficiência/Bacharel/2016.1) De acordo com a NBC TG 16 (R1) – Estoques, julgue os
itens quanto à inclusão no custo dos estoques e, em seguida, assinale a alternativa CORRETA.
I. Despesas administrativas que não contribuem para trazer o estoque ao seu local e condição atuais.
II. Despesas de comercialização, incluindo a venda e a entrega dos bens e serviços aos clientes.
III. O preço de compra, os impostos de importação e outros tributos não recuperáveis.
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Estoques
IV. Os custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos
acabados, materiais e serviços.
V. Valor anormal de desperdício de materiais, mão-de-obra ou outros insumos de produção.
NÃO estão incluídos no custo dos estoques, porém são reconhecidos no resultado do período os itens:
a) II, IV e V, apenas.
b) II, III e IV, apenas.
c) I, III e IV, apenas.
d) I, II e V, apenas.
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Estoques
19 Gabarito Das Questões Comentadas Nesta Aula
QUESTÃO GABARITO QUESTÃO GABARITO
1 C 14 A
2 B 15 C
3 B 16 A
4 B 17 B
5 B 18 ANULADA
6 A 19 A
7 B 20 B
8 D 21 C
9 D 22 D
10 D 23 C
11 D 24 D
12 A 25 B
13 A 26 D
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Estoques
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