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Disciplina:
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM
SAÚDE DA MULHER
Professora: Enfermeira Aryádna Caroline Lima Damasceno
PRÉ-NATAL
 Fluxograma de pré-natal –
página 55
 Manobras de palpação 
 Medida da altura uterina
Entre outros
Após confirmação da gravidez
 A partir desse momento, a gestante deverá 
receber as orientações necessárias referentes 
ao acompanhamento de pré-natal:
sequência de consultas (mensalmente, se 
possível), visitas domiciliares e grupos 
educativos. 
Deverão ser fornecidos: 
-O Cartão da Gestante, com a identificação 
preenchida, o número do Cartão Nacional da 
Saúde, o hospital de referência para o parto e as 
orientações sobre este; 
-O calendário de vacinas e suas orientações; 
-A solicitação dos exames de rotina;
As orientações sobre a participação nas atividades 
educativas (reuniões e visitas domiciliares).
PRÉ-NATAL DE 
ALTO RISCO
A CLASSIFICAÇÃO DO PRÉ-NATAL DE 
ALTO RISCO OCORRE MEDIANTE A 
PROBLEMAS DE SAÚDE PREEXISTENTES 
OU QUE SURGEM NO PERÍODO DA 
GESTAÇÃO OU GRAVIDEZ GEMELAR
NÃO PODEMOS ESQUECER OS DEMAIS 
FATORES DE RISCO (IDADE, 
OCUPAÇÃO, ENTRE OUTROS)
A GRAVIDEZ DE ALTO RISCO TEM 
POTENCIAIS RISCOS DE COMPLICAÇÕES
PERDAS PRECOCES OU TARDIAS,
MÁS FORMAÇÕES,
TRABALHO DE PARTO PREMATURO
HAS, DM, DOENÇAS REUMATOLÓGICAS, 
INFECÇÕES, IDADE INADEQUADA
COMPLICAÇÃO NAS GESTAÇÕES ANTERIORES
FATORES DE RISCO ATUALIZAÇÃO 2022
Idade: <15 e >40
Anemia grave: <7
≥ 160x110
PRINCIPAIS 
INTERCORRÊNCIAS 
OBSTÉTRICAS
Internações por intercorrências 
gestacionais
As intercorrências mais comuns na gravidez são:
- Desvio quanto ao crescimento fetal intrauterino (macrossomia fetal e crescimento intrauterino 
restrito)
- número de fetos
- alterações do volume de líquido amniótico
- amniorrexe prematura
- Trabalho de Parto Prematuro (TPP)
- gravidez prolongada
- Pré-eclâmpsia Grave (PEG), 
- Eclâmpsia,
- Diabetes Gestacional (DG),
- hemorragias da gestação,
- insuficiência istmocervical,
- Aloimunização
- óbito fetal.
CRESCIMENTO INTRAUTERINO RESTRITO
Ocorre quando o feto possui tamanho menor que o 
normal para sua idade gestacional;
CRESCIMENTO INTRAUTERINO RESTRITO 
TAMBÉM PODE OCORRER EM GESTAÇÃO 
GEMELAR ONDE UM FETO IRÁ CRESCER MAIS 
RÁPIDO QUE O OUTRO
 Os conhecidos como gêmeos idênticos, são 
cientificamente chamados de monozigóticos. 
Isso por conta da fertilização de apenas um 
óvulo. Já os gêmeos não idênticos são os 
dizigóticos, resultantes da fertilização de dois 
óvulos, por dois espermatozóides diferentes.
 Além disso, gestações gemelares podem ser 
monocoriônicas ou dicoriônicas (em relação 
ao número de placentas), e monoamnióticas
ou diamnióticas (em relação ao número de 
bolsas).
Desvio quanto ao crescimento fetal 
intrauterino: CRESCIMENTO INTRAUTERINO 
RESTRITO
Fatores que influenciam: 
Hereditariedade
Déficit de suprimento sanguíneo adequado
Mãe com +35 anos
Mãe com -54 Kg no início do pré-natal
Mãe que não consegue ganhar peso ao decorrer do pré-natal
Intervalo menor que 2 anos entre duas gestações
Álcool, Doença Renal Crônica, Pressão Alta,
Pré-Eclâmpcia, DM antes de engravidar, anemia crônica, doenças cardíacas,
infecção intrauterina, alterações da placenta
MACROSSOMIA FETAL
 Macrossomia é definida como o peso ao 
nascimento maior que 4.000 g, 
independentemente da idade gestacional e de 
variáveis demográficas
Desvio quanto ao crescimento fetal 
intrauterino: MACROSSOMIA FETAL
- O RNM é sempre filho de mãe diabética? 
A presença de diabetes durante a gestação é um importante fator 
prognóstico para a macrossomia fetal. 
O excessivo ganho de peso durante a gestação também está associado à 
macrossomia fetal, mesmo na ausência de diabetes.
É possível evitar o desenvolvimento da macrossomia fetal durante a 
gestação?
A forma de evitar o nascimento de RNM se dá por meio do controle dos 
quadros de diabetes gestacional. O controle rigoroso dos níveis de glicemia 
em gestantes diabéticas até a trigésima segunda semana de gestação 
reduziu de 44% para 11% (p<0,05) a incidência de macrossomia fetal, em 
estudo de seguimento 21(B).
Consequencias para o RN ...
ALTERAÇÕES DO VOLUME DE LÍQUIDO AMNIÓTICO
ALTERAÇÕES DO VOLUME DE LÍQUIDO 
AMNIÓTICO
 Oligoâmnio: se caracteriza pela redução de líquido amniótico. As principais causas de 
oligoâmnio são: hipertensão gestacional de difícil controle, problemas placentários, 
uso de determinadas medicações (por exemplo: anti-inflamatórios), desidratação 
materna, ruptura prematura das membranas ovulares (“ruptura da bolsa”) ou 
problemas nos rins do bebê.
O oligoâmnio pode resultar em problemas no desenvolvimento do bebê, de suas 
funções musculares, pulmonares e circulatórias, promovendo um risco aumentado de 
sofrimento para o bebê. Muitas vezes, o médico obstetra pode optar por antecipar o 
nascimento para evitar potenciais riscos à saúde da criança.
 Polidrâmnio: se caracteriza pelo aumento do líquido amniótico. As principais causas 
de polidrâmnio são: diabetes gestacional descompensada, ingestão excessiva de 
líquidos durante a gravidez, infecção materna pelo parvovírus B19 ou pelo 
citomegalovírus ou problemas no trato digestivo do bebê (por exemplo: atresia de 
esôfago).
https://bedmed.com.br/obstetricia/diabetes-gestacional
ALTERAÇÕES DO VOLUME DE LÍQUIDO AMNIÓTICO
 Durante o período gestacional, o líquido amniótico aumenta seu volume, aproximadamente até 
a 36.ª ou 37.ª semana chegando até 800 a 1.000 ml. Após o decorrer destas semanas, é normal 
que ele vá reduzindo lentamente até o momento do parto. Logo, com o passar das semanas é 
necessário que ele apresente os seguintes volumes:
 16º semana – 250 ml;
 28º semana – 800 ml;
 34º semana – 1.000 ml;
 40º semana – 800 ml.
 O aumento do líquido amniótico pode favorecer o aparecimento de algumas complicações 
durante a gravidez como crescimento e desenvolvimento fetal excessivo, descolamento da 
placenta, parto prematuro, trabalho de parto prolongado e dificuldade respiratória da mulher.
ALTERAÇÕES DO VOLUME DE LÍQUIDO AMNIÓTICO
 Nas situações em que são identificadas doenças maternas, 
como no caso do oligoâmnio causado pela hipertensão, por 
exemplo, o tratamento é focado na patologia da gestante. É 
sugerido ainda que a gestante beba bastante água (mais de 2 
litros por dia) e fique de repouso. Nos casos mais extremos, 
o médico poderá optar pela internação hospitalar para 
controle de infecção e vitalidade fetal ou, até mesmo, 
decidir por realizar o parto de maneira prematura.
 Nos casos de polidrâmnio, o médico poderá orientar a 
gestante a diminuir a ingestão de líquidos e prescrever 
medicações. Existe ainda o procedimento de punção 
do líquido amniótico, porém é feito apenas em casos 
extremos (casos em que o aumento do líquido amniótico 
cause extremo desconforto respiratório para a 
gestante). Por isso, o acompanhamento do pré-natal é 
extremamente fundamental para a saúde da mãe e do bebê!
AMNIORREXE PREMATURA
 Amniorrexe prematura (RPM) é a rotura das membranas antes do início do trabalho de parto. 
Quando este evento ocorre antes de 37 semanas é denominada de amniorrexe prematura pré-
termo (RPPT). 
 A amniorrexe prematura a termo complica cerca de 8% das gestações. Nesta situação, 50 % 
evoluíram com início do trabalho de parto espontâneo e parto em 33 horas e 95% dos casos em 
94 a 107 horas dependendo do uso de ocitocina e prostaglandina.
 Em amniorrexe prematura pré-termo, o período de latência após a rotura da membrana é 
inversamente correlacionada com a idade gestacional. Independente da conduta obstétrica, 50% 
dos nascimentos ocorrem uma semana após amniorrexe. Estima-se que um quarto a um terço 
dos casos de trabalho de parto prematuro (TPP) nos Estados Unidos esteja relacionado à RPPT
 As principais complicações da amniorrexe prematura pré-termo são: • Infecção intra-amniótica
clinicamenteevidente (15 – 25%); • Infecção pós-parto (15 - 25%); • Descolamento Prematuro de 
Placenta (DPP) (2 – 5%); • Complicações da prematuridade: desconforto respiratório, sepse, 
hemorragia intraventricular e enterocolite necrotizante; • Morte fetal por infecção ou acidente 
com cordão umbilical (1 – 2%)
Pré Eclâmpsia
 A pré-eclâmpsia é um novo diagnóstico de hipertensão arterial ou da 
piora de hipertensão arterial preexistente, que é acompanhada de um 
excesso de proteína na urina e que surge após a 20ª semana de 
gravidez. 
Eclâmpsia
 Eclâmpsia é a ocorrência de convulsões generalizadas e inexplicadas em 
mulheres com pré-eclâmpsia. O diagnóstico é feito medindo-se a pressão 
arterial e proteínas urinárias e realizando-se testes para avaliar lesões em 
órgãos-alvo (p. ex., edema pulmonar, insuficiência hepática ou renal).
 SINTOMAS MAIS COMUNS:
 Convulsões associadas a HAS;
 Dor de cabeça intensa;
 Aumento de peso rápido devido à retenção de líquido;
 Inchaço das mãos e pés e Inchaço da face;
 Sangramento vaginal
 Perda de proteínas pela urina (urina espumosa);
 Zumbidos nos ouvidos;
 Dor de barriga intensa;
 Vômitos;
 Alterações de visão.
Tratamento da Eclâmpsia
A única forma de curar a eclâmpsia é o parto. Nos casos em que a 
doença tenha sido diagnosticada, o médico poderá antecipar o 
parto, dependendo da fase de gestação. O parto prematuro pode 
ocorrer entre 32 e 36 semanas de gravidez, se surgirem sintomas de 
risco de vida. No entanto, existem alguns tratamentos de pré-
eclâmpsia que atuam apenas de forma preventiva, ou seja, para 
evitar o aparecimento da doença.
Vale ressaltar que é fundamental realizar um acompanhamento pré-
natal adequado para identificar qualquer complicação o mais cedo 
possível e iniciar o tratamento o quanto antes.
INSUFICIÊNCIA ISTMOCERVICAL
 A insuficiência istmocervical (IIC) é patologia em que há deficiência 
funcional do esfíncter uterino, impossibilitando-o de manter-se 
convenientemente fechado até o final da gravidez, determinando 
perdas gestacionais recorrentes na forma de abortos tardios ou partos 
prematuros.
ALOIMUNIZAÇÃO
 Aloimunização Materno-Fetal ou Aloimunização Rh é uma condição que ocorre quando uma gestante Rh 
negativo é exposta a células com sangue Rh positivo e desenvolve anticorpos anti-D. Chamamos isso de 
sensibilização materna. O fator Rh é um antígeno (proteína) que pode estar presente no sangue.
SISTEMA ABO 
e SISTEMA RH
Doença Hemolítica Perinatal
 O especialista destaca que em uma primeira gravidez de filho com sangue positivo, 
não há risco da doença. Isso porque o corpo da mulher vai produzir anticorpos do 
tipo IgM, que não alcança o bebê.
 “No entanto, em uma segunda gestação, o organismo já vai produzir anticorpos do 
tipo IgG, capaz de atravessar a placenta. Ao chegar no feto, esses anticorpos podem 
causar anemia e a criança pode ter icterícia devido ao acúmulo de bilirrubina 
(pigmento amarelo liberado na destruição das hemácias), além de diversas outras 
complicações, como aborto ou a morte do bebê”
MINISTERIO DA SAUDE, 2023
A ERITROBLASTOSE PODE CAUSAR 
NO FETO: SURDEZ, DEFICIENCIA 
MENTAL, PARALISIA CERABRAL
ATÉ 72H HORAS APÓS O PARTO
HEMORRAGIAS DA GESTAÇÃO
GRAVIDEZ ECTÓPICA
 De forma simples, gravidez ectópica é a gestação 
ocorrida fora do útero, sendo que a localização 
mais comum para tal situação são as Trompas de 
Falópio, comumente chamada ainda de gravidez 
na tuba uterina.
GINECOLOGIA
Especialidade médica que se 
dedica ao estudo da fisiologia e 
das patologias do corpo da 
mulher e de seu aparelho 
genital.
OBSTETRÍCIA
Ramo da medicina que se 
ocupa da gravidez, o parto e da 
evolução da saúde feminina no 
período subsequente a ele.
Organização, estrutura e 
funcionamento das 
unidades de Ginecologia e 
Obstetrícia
Organização, estrutura e funcionamento 
de uma unidade Ginecológica.
 O que é um consultório ginecológico?
É um estabelecimento dedicado à assistência médica voltada para a saúde da mulher.
Além de consultas, suporta a realização de exames simples, a exemplo da coleta de amostra para o Papanicolau.
Ou até mesmo exames radiológicos como mamografia e ultrassonografia.
Em geral, os atendimentos contemplam temas como:
 Menstruação
 Mudanças da puberdade
 Alterações referentes ao climatério e menopausa
 Recomendações de cuidado e higienização íntima
 Prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (DST)
 Práticas contraceptivas
 Cuidados sexuais
 Orientações sobre gestação
 Rastreio preventivo do câncer de mama
 Solicitação e/ou realização de exames complementares
https://telemedicinamorsch.com.br/blog/mamografia
https://telemedicinamorsch.com.br/blog/exames-radiologicos-na-telerradiologia
https://telemedicinamorsch.com.br/blog/como-envelhecer-de-forma-saudavel
https://telemedicinamorsch.com.br/blog/calculadora-gestacional
https://telemedicinamorsch.com.br/blog/a-telerradiologia-na-oncologia
Organização, estrutura e funcionamento 
de uma unidade Ginecológica.
Equipamentos especializados e de boa qualidade, tais como:
 Mesa ginecológica
 Banco giratório hospitalar
 Escada hospitalar.
 Armários
 Suporte
 Perneiras 
https://www.mobiloc.com.br/moveis-hospitalares/mesa-ginecologica/
Organização, estrutura e funcionamento 
de uma unidade Obstétrica.
 3.1 Acolhimento: modo de operar os processos de trabalho em saúde, de forma a atender a todos 
que procuram os serviços de saúde, ouvindo seus pedidos e assumindo no serviço uma postura 
capaz de acolher, escutar e dar respostas mais adequadas aos usuários.
 3.2 Ambiência: ambientes físico, social, profissional e de relações interpessoais que devem estar 
relacionados a um projeto de saúde voltado para a atenção acolhedora, resolutiva e humana.
 3.3 Higienização das mãos: medida individual mais simples e menos dispendiosa para prevenir a 
propagação das infecções relacionadas à assistência. O termo engloba a higienização simples, a 
higienização anti-séptica, a fricção anti-séptica e a anti-sepsia cirúrgica das mãos.
 3.4 Humanização da atenção e gestão da saúde: valorização da dimensão subjetiva e social, em 
todas as práticas de atenção e de gestão da saúde, fortalecendo o compromisso com os direitos do 
cidadão, destacando se o respeito às questões de gênero, etnia, raça,
 orientação sexual e às populações específicas, garantindo o acesso dos usuários às informações 
sobre saúde, inclusive sobre os profissionais que cuidam de sua saúde, respeitando o direito a 
acompanhamento de pessoas de sua rede social (de livre escolha), e a valorização do trabalho e 
dos trabalhadores.
 3.5 Método Canguru: modelo de assistência perinatal voltado para o cuidado humanizado que 
reúne estratégias de intervenção biopsico social. Inclui o contato pele-a-pele precoce e crescente, 
pelo tempo que a mãe e o bebê entenderem ser prazeroso e suficiente, permitindo uma maior 
participação dos pais e da família nos cuidados neonatais.
Organização, estrutura e funcionamento 
de uma unidade Obstétrica.
 3.6 Quarto PPP: ambiente com capacidade para 01 (hum) leito e banheiro anexo, destinado à assistência à 
mulher durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato (primeira hora após a dequitação).
 3.7 Quarto de alojamento conjunto: ambiente destinado a assistência a puérpera e seu recém nascido, após a 
primeira hora de dequitação, com capacidade para 01(hum) ou 02 (dois) leitos e berços, com banheiro anexo,
 3.8 Enfermaria de alojamento conjunto: ambiente destinado a assistência a puérpera e seu recém nascido, após 
a primeira hora de dequitação, com capacidade de 03 (três) a 06 (seis) leitos e berços, com banheiro anexo.
 3.9 Profissional legalmente habilitado: profissional com formação superior, inscrito no respectivo Conselho de 
Classe, com suas competências atribuídas por Lei.
 3.10 Relatório de transferência: documento que deve acompanhar a paciente e o recém-nascidoem caso de 
remoção para outro serviço, contendo minimamente a identificação da paciente e do recém nascido, resumo 
clínico com dados que justifiquem a transferência e descrição ou cópia de laudos de exames realizados, quando 
existentes.
 311 Responsável Técnico - RT: profissional legalmente habilitado, que assume perante a vigilância sanitária a 
responsabilidade técnica pelo serviço de saúde.
 3.12 Usuário: compreende tanto a mulher e o recém-nascido, como seu acompanhante, seus familiares, 
visitantes (usuários externos), o trabalhador da instituição e o gestor do sistema (usuários internos).
Organização, estrutura e funcionamento 
de uma unidade Obstétrica.
 CONDIÇÕES ORGANIZACIONAIS: 1/2
 O Serviço de Atenção Obstétrica e Neonatal com CNPJ próprio deve possuir alvará de 
licenciamento atualizado, expedido pela vigilância sanitária local.

Todo Serviço de Atenção Obstétrica e Neonatal com CNPJ próprio deve estar inscrito e 
manter seus dados atualizados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde – CNES
 O Serviço de Atenção Obstétrica e Neonatal deve contar com infra-estrutura física, recursos 
humanos, equipamentos e materiais necessários à operacionalização do serviço, de acordo 
com a demanda e modalidade de assistência prestada.
 O Serviço de Atenção Obstétrica e Neonatal deve implantar e manter em funcionamento 
comissões, comitês e programas definidos em normas pertinentes, em especial a comissão ou 
comitê de análise de óbitos maternos, fetais e neonatais.
Organização, estrutura e funcionamento 
de uma unidade Obstétrica.
 CONDIÇÕES ORGANIZACIONAIS: 2/2
 4.7.1 As ocorrências relacionadas à referência e contra-referência devem ser registradas no 
prontuário de origem.
 4.7.2 Os procedimentos de referência e contra-referência devem ser acompanhados por 
relatório de transferência legível, com identificação e assinatura de profissional legalmente 
habilitado, que passará a integrar o prontuário no destino.
 4.8 O Serviço de Atenção Obstétrica e Neonatal deve dispor de normas, protocolos e rotinas 
técnicas escritas e atualizadas, de fácil acesso a toda a equipe de saúde.
 4.9 O Serviço de Atenção Obstétrica e Neonatal deve cumprir as normas pertinentes do 
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
 4.10 O Serviço de Atenção Obstétrica e Neonatal que realiza partos cirúrgicos deve possuir 
estrutura e condições técnicas para realização de partos normais sem distócia, conforme 
descrito neste Regulamento.
Organização, estrutura e funcionamento 
de uma unidade Obstétrica.
 5. INFRA-ESTRUTURA FÍSICA
 5.1 O Serviço de Atenção Obstétrica e Neonatal deve dispor de infra-estrutura física baseada 
na proposta assistencial, atribuições, atividades, complexidade, porte, grau de risco, com 
ambientes e instalações necessários à assistência e à realização dos procedimentos com 
segurança e qualidade.
 5.2 A infra-estrutura física do Serviço de Atenção Obstétrica e Neonatal deve atender aos 
requisitos constantes no Anexo II desta Resolução, que alteram os itens referentes à atenção 
obstétrica e neonatal da RDC/Anvisa n. 50, de 21 de fevereiro de 2002.
PARTOS
REVISANDO
DIREITOS DA 
PARTURIENTE
DIREITO AO ACOMPANHANTE 
MINIMIZA O TEMPO DE TRABALHO DE PARTO
MENORES CASOS DE USO DE ANALGESIA
MINIMIZA O Nº DE CASOS DE CESÁREAS
DIREITO À 
INFORMAÇÃO
A MULHER DEVE SER 
INFORMADA SOBRE OS 
PROCEDIMENTOS QUE 
PODEM SE TORNAR 
NECESSÁRIOS NO MOMENTO 
DO PARTO.
ELA DEVE OPTAR POR 
QUERER OU NÃO FAZER.
DIREITO A PRIVACIDADE
 “A mulher estava lá, sem 
acompanhante, com as pernas 
amarradas nas perneiras, uma médica 
gritando mandando ela fazer força e 
um monte de gente ali assistindo, 
olhando prá vagina dela esperando 
nascer... o maqueiro, a moça da 
limpeza, o rapaz da recepção... todo 
mundo aqui já viu um parto. “ Isabel, 
Serra (ES). (KONDO et al., 2014b, p. 6).
DIREITO À LIBERDADE DE MOVIMENTAÇÃO E A 
FICAR NA POSIÇÃO MAIS CONFORTÁVEL
DIREITO AO ATENDIMENTO 
RESPEITOSO
 -”CALA A BOCA E FAZ 
FORÇA DIREITO. VOCE 
QUER MATAR O SEU 
FILHO?”
 -”NA HORA DE FAZER É 
BOM, NÉ”
DIREITO AO ATENDIMENTO BASEADO EM 
EVIDÊNCIAS
 OCITOCINA USADA SEM DEVIDA 
INDICAÇÃO CLÍNICA E DE FORMA 
INSEGURA É PREJUDICIAL
 O USO DO “SORINHO”(OCITOCINA 
SINTÉNTICA) PARA ACELERAR O PARTO 
TORNA AS CONTRAÇÕES MAIS 
DOLOROSAS E INTENSAS, O QUE 
AUMENTA AS CHANCES DE SOFRIMENTO 
FETAL, RUPTURA UTERINA E 
HEMORRAGIAS PÓS PARTO.
ASSISTENCIA DE 
ENFERMAGEM NO 
TRABALHO DE 
PARTO
ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM NO 
TRABALHO DE PARTO
 Assistência focada nas necessidades da mulher como um todo e não apenas em 
procedimentos, normas e rotinas predeterminadas
 Inserção da família como unidade do cuidado
 Valorização da individualidade: subjetividade
 Respeito à cultura: crenças, valores, costumes
 Seguir as normas das Boas Práticas para o Parto Normal, baseadas em evidências: 
evitar intervenções desnecessárias e medicalizadas
ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM NO 
TRABALHO DE PARTO
 Acolher e apoiar a paciente 
em todo o trabalho de parto. 
 Monitorar os sinais e 
sintomas da evolução do 
parto. 
 Orientar e oferecer os 
métodos não farmacológicos 
de alívio da dor.
 Prestar um atendimento 
humanizado a paciente e seu 
acompanhante.
ASSISTENCIA DE 
ENFERMAGEM NO 
TRABALHO DE PARTO
 Estabelecer uma relação com a 
parturiente seus familiares. 
 Informar a parturiente e seus 
familiares a progressão do 
trabalho de parto. 
 Fornecer líquidos leves 
conforme prescrição médica. 
 Explicar todos os 
procedimentos durante o 
trabalho de parto.
ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM NO 
TRABALHO DE PARTO
 Estimular as técnicas de conforto. 
 Ajudar a parturiente a mudar de 
posição.
 Orientar a paciente a caminhar, 
agachar, ficar semi-sentada, manter-
se em decúbito lateral, auxiliar no 
banho de aspersão,
 Auxiliar na analgesia, quando 
indicado. 
AÇÕES PARA UM PARTO HUMANIZADO
 COMUNICAÇÃO TERAPÊUTICA
 COMBATER A VIOLENCIA A MULHER 
 ESTIMULAR NA MULHER SUA FORÇA
 ESTIMULAR O PARTO VERTICALIZADO E 
PERMITIR QUE A MULHER ASSUMA A 
POSIÇÃO DESEJADA
 ESTIMULAR A DEAMBULAÇÃO
 TORNAR-SE AJUDANTE, A MULHER 
DEVE SER ATIVA
 OFERECER DIETA BRANDA E RESTRITA
OUTRAS ALTERNATIVAS:
BOLA SUIÇA
OUTRAS ALTERNATIVAS:
POSIÇÃO VERTICAL
 AUMENTA OXIGENCIO PARA 
MÃE E FETO
 AMPLICA A DILATAÇÃO 
PERINEAL
 AUMENTA A PASSAGEM DO 
SACRO CERCA DE 2CM
 CONTA COM A AJUDA DA 
GRAVIDADE
 TORNA A MULHER MAIS 
ATIVA
OUTRAS ALTERNATIVAS:
PARTO EM BANHEIRA
OUTRAS ALTERNATIVAS:
PARTO COM A FAMÍLIA
PARTO FELIZ
PARTO FELIZ
DOR NO 
PARTO
INÍCIO DO TRABALHO DE PARTO
 DOR NÃO PATOLÓGICA
 DOR VISCERAL: METROSSÍSTOLE (CONTRAÇÃO DO ÚTERO)
 DOR SOMÁTICA: APRESENTAÇÃO
 Durante a dilatação cervical, a dor visceral caracteriza-se por ser mal 
localizada, difusa e gera desconforto, enquanto na fase de descida fetal, 
segundo estágio do trabalho de parto, a dor somática é intensa, nítida, 
contínua e superficial
SOBRE AS DORES:
VARIA EM: INTENSIDADE, LOCALIZAÇÃO
É SUBJETIVA
“... é uma dor que vem pelas costas, vai descendo nas costas, que puxa assim para baixo, 
e se a gente não segura sai é tudo...” (D2) 
“... a dor é horrível, mas é a melhor coisa, é a realização do sonho de qualquer mulher ter 
um filho com dor, cesárea eu não recomendo ...”
“... pra mim a dor de parto não existe, porque já é minha segunda gravidez, e na primeira 
eu não tive dor, agora está sendo da mesma forma. A dor de parto para mim é só o início 
de uma vida ...”
DOR NO PARTO
 No início, as 
contrações parecem 
cólicas menstruais ou 
uma dor nas costas 
que vai e vem em 
intervalos de 20 a 30 
minutos. Aos poucos, 
a dor se torna mais 
forte e dura mais 
tempo. As contrações 
também se tornam 
mais frequentes, até 
que elas vêm em 
intervalos de três a 
cinco minutos.
Assistência deenfermagem no PRÉ-
NATAL para alívio da 
dor no parto
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PRÉ-NATAL 
PARA ALÍVIO DA DOR NO PARTO
 ACOLHIMENTO À GESTANTE E AO 
SEU COMPANHEIRO
 APOIO PSICOLÓGICO
 ESCLARECIMENTO SOBRE O 
TRABALHO DE PARTO E O PARTO
 ESCLARECIMENTO SOBRE O LOCAL 
DE PARTO: VISITA À MATERNIDADE
Métodos de 
relaxamento para o 
alívio da dor no 
parto
MEDO -> TENSÃO MENTAL E 
TENSÃO MUSCULAR -> INDO 
AFETAR O COLO DO UTERO QUE 
NÃO IRÁ DILATAR
Assistência de enfermagem no pré-natal 
para alívio da dor no parto 
 Método de Dick-Read
Este método afirma que ao tratar o medo e a tensão a dor é 
amenizada. Desta forma, manter a gestante informada e orientada 
sobre as condutas médicas de um parto, ensiná-la sobre técnicas 
respiratórias é importante.
ESSA TÉCNICA APONTA A TRÍADE MEDO - TENSÃO - DOR, COMO A 
RESPONSÁVEL PELO DESCONFORTO E PELA DOR NO PARTO.
MEDO
DOR TENSÃO
Assistência de enfermagem no pré-natal 
para alívio da dor no parto 
Método de Bradley 
Reafirma o parto como um processo natural.
1. A mulher é estimulada a se movimentar livremente.
2. Ao deitar, é orientada a adotar a posição de Sims.
3. Durante cada contração, a mulher deve fechar os 
olhos, relaxar todos os músculos do corpo e respirar lenta 
e profundamente. 
Assistência de enfermagem no pré-natal 
para alívio da dor no parto 
Método de Lamaze
-A mulher pode ser 
ensinada a substituir suas 
reações à dor, ao medo e à 
perda de controle, por um 
comportamento mais 
positivo.
-São combinados os 
relaxamentos musculares 
controlados e as técnicas 
de respiração. 
Assistência de enfermagem no pré-natal para alívio da dor no parto
TÉCNICA DE RESPIRAÇÃO 
A respiração adequada durante o 
trabalho de parto auxilia muito a 
diminuir a dor e o estresse. Também 
auxilia na ventilação da mãe e do 
bebê e no relaxamento físico e 
mental.
É muito fisiológico ocorrer uma 
hiperventilação no pulmão materno 
e isso acaba tensionando alguns 
músculos respiratórios causando 
fadiga e cansaço na mãe.
*Técnica Lenta e profunda (5 tempos)
*Técnica diafragmática
*Vocalização prolongada em tom único
Técnica Lenta e profunda (5 tempos)
Técnica diafragmática
É uma respiração direcionada ao bebê
Vocalização prolongada em tom único
Métodos não 
farmacológicos no 
alívio da dor no 
parto
PRESENÇA DO ACOMPANHANTE
BANHO DE IMERSÃO
 Redução na 
intensidade da dor. 
Apresenta mais 
benefícios quando 
utilizado a partir dos 
3cm de dilatação 
cervical, 
principalmente quando 
controlados, 
conjuntamente, o 
tempo de ruptura das 
membranas e a 
permanência na água. 
Menor taxa de 
cesariana. Necessidade 
de reestruturação das 
maternidades.
BANHO DE CHUVEIRO
A utilização do chuveiro, 
deixando a água cair sobre 
as costas da gestante 
alivia a dor lombar que é 
queixa presente em um 
terço das pacientes.
O banho morno pode ser o 
tradicional banho de 
chuveiro ou o banho de 
imersão conhecido como 
banho de banheira, pode 
ser associado a outras 
técnicas como a 
massagem, bola, 
exercícios respiratórios e 
exercícios para a pélvis. 
Durante o trabalho de parto 
a água morna reduz a 
sensibilidade dolorosa, 
relaxa e acelera o trabalho 
de parto.
MASSAGEM
 A massagem, realizada principalmente na 
região lombar, é uma método simples, de 
baixo custo e seguro para aliviar a dor do 
parto. É importante que a pessoa que vá 
realizar a massagem, seja uma doula ou o 
parceiro da gestante, tenha sido instruído 
sobre as melhores formas de massagear no 
trabalho de parto. Isso porque o tipo ideal de 
massagem varia de acordo com o momento do 
trabalho de parto. Além disso, a gestante 
deve estar numa posição confortável para 
receber a massagem. Nem todas as mulheres 
vão querer massagem durante o parto, por 
isso é importante ter um feedback da mulher 
no momento da massagem para saber se o 
método está tendo alguma eficácia para ela.
Cavalinho e deambulação
 A cadeira de balanço ou “cavalinho” é 
um método usado no trabalho de parto 
que auxilia a gestante na manutenção de 
uma posição vertical (sentada).Consiste 
em assento com apoio para os braços, o 
que favorece uma postura sentada com 
as costas inclinadas para frente e 
promove balanço pélvico e alongamento 
da coluna lombar. Pode ser associado 
com a utilização do TENS, massagens, 
infravermelho e exercícios respiratórios.
Aromaterapia
 Aromas ajudam 
a relaxar e 
aliviar a dor do 
pré-parto
Musicoterapia
 Estudos apontam que 
a música diminui o 
nível de ansiedade 
das gestantes, 
colabora para o 
estabelecimento 
precoce do vínculo 
mãe-bebê, entre 
outros efeitos. O 
musicoterapeuta é o 
profissional que mais 
se destaca no uso da 
música com as 
grávidas e a audição 
é o método mais 
utilizado nas 
intervenções.
ASSISTENCIA DE 
ENFERMAGEM
NO PUERPÉRIO
O puerpério compreende 
até aproximadamente 45 
dias após a saída da 
placenta e termina com a 
primeira ovulação e o 
retorno da menstruação.
ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM NO PÓS 
PARTO
VERIFICAR 
SSVV(sinais 
vitais)
TEMPERATURA
ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM NO PÓS PARTO
-MONITORIZAR A PUÉRPERA
-TODAS AS PACIENTES NO PÓS-PARTO DEVEM RECEBER OCITOCINA PROFILÁTICA (ESSA É A 
PRINCIPAL ESTRATÉGIA PARA SE EVITAR O QUADRO HEMORRÁGICO NO PUERPÉRIO. 
UTILIZANDO-SE 10U DE OCITOCINA INTRAMUSCULAR NO PÓS-PARTO, PODE-SE REDUZIR EM 
50% O NÚMERO DE HEMORRAGIAS PÓS-PARTO (ESPECIALMENTE ÀQUELAS RELACIONADAS À 
ATONIA UTERINA)
-DURANTE A ADMISSÃO NA MATERNIDADE, TAMBÉM, É IMPORTANTE ESTRATIFICAR A 
GESTANTE EM ALTO, MÉDIO E BAIXO RISCO. NORMALMENTE OS SANGRAMENTOS MAIS 
GRAVES OCORREM NAS PACIENTES DE MAIOR RISCO, COMO POR EXEMPLO, PACIENTES 
COM ACRETISMO PLACENTÁRIO. CONTUDO, A MAIORIA DOS CASOS OCORRE EM PACIENTES 
SEM FATORES DE RISCO EVIDENTES. PARA O GRUPO DE ALTO RISCO É PRECISO ESTAR 
PREPARADOS PARA QUADROS DE SANGRAMENTOS IMPORTANTES E, OBVIAMENTE, 
AUMENTAR A MONITORIZAÇÃO NESTE GRUPO DE PACIENTES.
ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM NO PÓS PARTO
-Ocitocina pós-parto, (que deve ser utilizada após todos os partos, como profilaxia medicamentosa).
-Atração controlada do cordão umbilical e o clampeamento oportuno do cordão compõe o manejo 
ativo clássico.
-monitoramento do tônus uterino nas duas primeiras horas após o parto (que consiste na verificação 
do tônus uterino a cada 15 minutos, com massagem uterina gentil, no pós-parto).
*Ressalta-se que a falta de monitoramento no pós-parto é um dos grandes problemas relacionados à 
morbimortalidade da hemorragia pós-parto.
Hemorragia Pós Parto
 A hemorragia pós-parto é uma das principais causas de mortalidade e 
morbidade materna no mundo. No Brasil ela ocupa a segunda causa de 
morte materna, perdendo apenas para os distúrbios hipertensivos. No 
mundo, ocorrem 14 milhões de casos de hemorragia pós-parto todos os 
anos. Desse grupo, 140 mil mulheres morrem por causa da hemorragia 
obstétrica, o que representa uma morte a cada 4 minutos. Dessa forma, 
todo profissional de saúde, que trabalha com obstetrícia, terá contato, 
em algum momento da sua vida profissional, com casos de hemorragia 
pós-parto. Daí a necessidade de estarem preparados para abordar tal 
quadro. 
A hemorragia pós-parto pode ser definida como a perda sanguínea maior 
que 500 ml no pós-parto vaginal ou maior que 1000 ml na cesariana. 
Contudo, o mais importante é considerar que qualquer perda sanguínea 
capaz de causar instabilidade hemodinâmica deve ser considerada como 
um caso de hemorragia pós-parto importante.
PRINCIPAIS CAUSAS DE HEMORRAGIAS 
PÓS PARTO:
 ATONIA UTERNIA, RETENÇÃO DE RESTOS 
PLACENTÁRIOS, LACERAÇÕES CERVICAIS E 
VAGINAIS
 Se durante este período a involução uterina não 
se mantém e reaparecer a perda de sangue deve-
se massagear o útero quantas vezes for necessário
• AMAMENTAÇÃO PRECOSE ESTIMULA A 
LIBERAÇÃO DE OCITOCINA, O QUE 
PROMOVE A INVOLUÇÃO UTERINA,REDUZINDO O SANGRAMENTO VAGINAL.
• Além de quanto mais precoce for a primeira mamada do bebê, melhor para ele e 
para a criação do vínculo com a mãe.
• “Embora, nos primeiros dias, a 
produção seja de colostro, não de leite 
propriamente dito, a amamentação é 
totalmente indicada nesse período”
• A “descida” do leite costuma acontecer 
dois ou três dias após o parto, o que 
normalmente coincide com a alta 
hospitalar. Neste momento, muitas 
mães ficam aflitas pelo aumento 
excessivo de volume das mamas, o que 
pode até dificultar para o bebê 
continuar mamando. “Nestes casos, o 
indicado é massagear as mamas, de 
preferência durante o banho, e retirar 
um pouco do leite, para proporcionar 
maior maleabilidade da pele e facilitar 
a pega para o bebê”
Para a estimativa da perda volêmica 
no pós-parto existem diversas 
metodologias. Todas com pontos 
positivos e negativos. O critério de 
escolha no seu serviço dependerá da 
sua realidade e treinamento:
Estimativa visual: estimar quanto uma gaze/compressa encharcada pode significar 
de perda sanguínea. Essa é uma técnica boa, mas tende a subestimar os grandes 
sangramentos, independente da experiência profissional;
AVALIAÇÃO VISUAL CORRESPONDENTE EM VOLUME
Poça de 50 cm de diâmetro 500ml
Poça de 75 cm de diâmetro 1.000ml
Poça de 100 cm de diâmetro 1.500ml
Cama com poça de sangue sobre o lenço Provavelmente menos de 1.000ml
Hemorragia vaginal com sangue fluindo para o chão Provavelmente excede 1.000ml
Pesagem de compressas sujas de sangue: pesa-se o material 
utilizado durante o parto, como campo cirúrgico, compressas etc. É 
importante lembrar que 1 ml de sangue equivale à 
aproximadamente 1grama de peso. Esse é um método mais objetivo 
que a estimativa visual, mas exige que a equipe esteja bem 
treinada;
Dispositivos coletores: podem ser colocados no pós-parto imediato 
e identificam a quantidade de sangue está sendo perdido. Ainda é 
uma técnica pouco utilizada no Brasil, apesar de não ser uma 
tecnologia cara;
Métodos clínicos: realizado através da detecção dos dados vitais. 
Eles são importantes metodologias de estimativa da perda 
volêmica, mas vale lembrar que as grávidas vão apresentar 
alterações de dados vitais somente quando já ocorreu uma grande 
perda sanguínea. Esse marcador é um pouco mais tardio, mas 
ainda assim extremamente útil para a equipe. Dentro desse grupo, 
tem-se uma tabela de dados vitais (Classificação de Baskett). 
Também se pode utilizar o Índice de Choque. Para obter o valor 
do Índice de Choque basta dividir a frequência cardíaca materna 
(FC) pela pressão arterial sistólica (PAS). Se o resultado for igual 
ou maior que 0, 9 (ou ≥1) indica risco de possível transfusão 
sanguínea. Transformando isso de uma forma mais prática, toda 
vez em que se observar uma frequência cardíaca maior que uma 
pressão sistólica em uma paciente com quadro de hemorragia, 
provavelmente estamos diante de um quadro importante de 
hemorragia, que pode necessitar de transfusão. É necessário ser 
extremamente agressivo no tratamento desta paciente.
Para tratar a hemorragia pós parto é importante lembrar-se das causas da hemorragia 
pós-parto, através do mnemônico dos 4T´s:
1-Tônus
2-Trauma
3-Tecido
4-Trombina
1- Em uma paciente com atonia uterina, a primeira manobra é a compressão bimanual do útero. Não é 
uma massagem, mas sim uma compressão. Ela deve ser mantida enquanto a equipe vai preparando os 
medicamentos (Ocitocina).
2- é necessário verificar se há laceração de trajeto e se há necessidade de suturar. Normalmente as 
lacerações de primeiro grau não precisam ser suturadas, mas as de segundo grau, diante de um quadro de 
hemorragia, merecem uma hemostasia rigorosa.
3- Normalmente aguarda-se 30 minutos para que a placenta desprenda-se do útero. Caso a placenta não 
saia após esse período, considera-se retenção placentária, e pode-se tentar a extração manual da 
placenta. Deve-se, durante esse procedimento, verificar se existe plano de clivagem entre a parede 
uterina e a placenta. Caso não exista, não devemos insistir na sua extração, pois se pode estar diante de 
um quadro de acretismo placentário.
4-Trombina – Coagulopatias
É fundamental ter atenção às pacientes com coagulopatia (Ou àquelas em uso de medicações tais como 
ácido acetilsalicílico (AAS), heparina ou que tenham Síndrome HELLP na pré-eclâmpsia). É necessário 
tratar essas pacientes de forma específica.
Controles maternos pela enfermagem
 verificação diária do estado físico geral da puérpera quanto a:
sinais vitais: pulso, P.A, temperatura, estado das mucosas, 
hidratação;
Ligeiro aumento da temperatura axilar(36,8º - 37,9º) e calafrios 
nas primeiras 24 horas sem necessariamente ser um processo 
infeccioso, mas exige atenção
A temperatura deve manter-se abaixo de 38. Quando há turgência 
mamária ou proliferação de germes na vagina a temperatura 
eleva-se
Observar e anotar eliminações de urina 
e fezes
 Hemorroidas podem estar agravadas 
devido ao esforço causando 
desconforto e impedindo bons 
esvaziamento intestinal
 Podem ocorrer traumas na uretra 
ocasionando desconforto na micção e 
retenção urinária
 Em cesárias soma-se o íleo paralítico 
pela manipulação da cavidade 
abdominal
Membros inferiores
 pesquisar sinais de trombose 
venosa profunda, relato de Dores 
em MMII e edema súbito. 
Identificar o aparecimento de 
sinais e logísticos
Lóquios são denominados as perdas de sangue, muco e tecidos do interior do útero durante o 
período puerperal. Cedo no puerpério, a descamação da decídua e o sangramento resultam em 
corrimento vaginal de quantidade variável, chamado de lóquio.
DECLARAÇÃO DE 
NASCIDO VIVO 
PODE SER FEITA 
PELO TÉCNICO
A atenção à mulher e ao recém-nascido (RN) no
pós-parto imediato e nas primeiras semanas após
o parto é fundamental para a saúde materna e
neonatal.
Recomenda-se uma visita domiciliar na primeira
semana após a alta do bebê. Caso o RN tenha sido
classificado como de risco, essa visita deverá
acontecer nos primeiros 3 dias após a alta.
O retorno da mulher e do recém-nascido ao
serviço de saúde, de 7 a 10 dias após o parto,
deve ser incentivado desde o pré-natal, na
maternidade e pelos agentes comunitários de
saúde na visita domiciliar.
QUAL A IMPORTÂNCIA DA ASSISTENCIA DE 
ENFERMAGEM/MÉDICA NO PUERPÉRIO?
Uma vez que boa parte das situações
de morbidade e mortalidade materna
e neonatal acontecem na primeira
semana após o parto, o retorno da
mulher e do recém-nascido ao serviço
de saúde deve acontecer logo nesse
período. Os profissionais e os serviços
devem estar atentos e preparados
para aproveitar a oportunidade de
contato com a mulher e o recém-
nascido na primeira semana após o
parto para instituir todo o cuidado
previsto para a “Primeira Semana de
Saúde Integral”.
Objetivos:
• Avaliar o estado de saúde da 
mulher e do recém-nascido; 
• Orientar e apoiar a família para a 
amamentação; 
• Orientar os cuidados básicos com o 
recém-nascido; 
• Avaliar interação da mãe com o 
recém-nascido; 
• Identificar situações de risco ou 
intercorrências e conduzi-las; 
• Orientar o planejamento familiar
AÇÕES EM RELAÇÃO À PUÉRPERA
Anamnese
Verificar o cartão da gestante ou perguntar à mulher sobre:
• Condições da gestação; 
• Condições do atendimento ao parto e ao recém-nascido; 
• Dados do parto (data; tipo de parto; se cesárea, qual a 
indicação); 
• Avaliar estado emocional
• Se houve alguma intercorrência na gestação, no parto ou 
no pós-parto (febre, hemorragia, hipertensão, diabetes, 
convulsões, sensibilização Rh); 
• Se recebeu aconselhamento e realizou testagem para 
sífilis ou HIV durante a gestação e/ou parto; 
• Uso de medicamentos (ferro, ácido fólico, vitamina A, 
outros).
AÇÕES EM RELAÇÃO À PUÉRPERA
Perguntar como se sente e indagar sobre:
• Aleitamento (freqüência das mamadas – dia e noite –
, dificuldades na amamentação,satisfação do RN com 
as mamadas, condições das mamas); 
• Alimentação, sono, atividades; 
• Dor, fluxo vaginal, sangramento, queixas urinárias, 
febre; 
• Planejamento familiar (desejo de ter mais filhos, 
desejo de usar método contraceptivo, métodos já 
utilizados, método de preferência); 
• Condições psicoemocionais (estado de humor, 
preocupações, desânimo, fadiga, outros); 
• Condições sociais (pessoas de apoio, enxoval do 
bebê, condições para atendimento de necessidades 
básicas).
AÇÕES EM RELAÇÃO À PUÉRPERA
Avaliação clínico-ginecológica: 
• Verificar dados vitais; 
• Avaliar o estado psíquico da mulher; 
• Observar estado geral: pele, mucosas, presença de edema, cicatriz (parto normal com episiotomia ou 
laceração/cesárea) e membros inferiores; 
• Examinar mamas, verificando a presença de ingurgitamento, sinais inflamatórios, infecciosos ou cicatrizes que 
dificultem a amamentação; 
• Examinar abdômen, verificando a condição do útero e se há dor à palpação; 
• Examinar períneo e genitais externos (verificar sinais de infecção, presença e características de lóquios); 
• Verificar possíveis intercorrências: alterações emocionais, hipertensão, febre, dor em baixo-ventre ou nas mamas, 
presença de corrimento com odor fétido, sangramentos intensos. No caso de detecção de alguma dessas alterações, 
solicitar avaliação médica imediata, caso o atendimento esteja sendo feito por outro profissional da equipe; 
• Observar formação do vínculo entre mãe e filho; 
• Observar e avaliar a mamada para garantia do adequado posicionamento e pega da aréola. O posicionamento errado do 
bebê, além de dificultar a sucção, comprometendo a quantidade de leite ingerido, é uma das causas mais freqüentes de 
problemas nos mamilos. Em caso de ingurgitamento mamário, mais comum entre o terceiro e o quinto dia pós-parto, 
orientar quanto à ordenha manual, armazenamento e doação do leite excedente a um Banco de Leite Humano (caso haja 
na região); 
• Identificar problemas/necessidades da mulher e do recém-nascido, com base na avaliação realizada.
AÇÕES EM RELAÇÃO À PUÉRPERACondutas 
• Orientar sobre: 
– higiene, alimentação, atividades físicas; 
– atividade sexual, informando sobre prevenção de DST/Aids; 
– cuidado com as mamas, reforçando a orientação sobre o aleitamento (considerando a situação das mulheres que não puderem amamentar); 
– cuidados com o recém-nascido; – direitos da mulher (direitos reprodutivos, sociais e trabalhistas). 
• Orientar sobre planejamento familiar e ativação de método contraceptivo, se for o caso:
– informação geral sobre os métodos que podem ser utilizados no pósparto; 
– explicação de como funciona o método da LAM (amenorréia da lactação);
– se a mulher não deseja, ou não pode, usar a LAM, ajudar na escolha de outro método; 
– disponibilização do método escolhido pela mulher com instruções para o uso, o que deve ser feito se este apresentar efeitos adversos e 
instruções para o seguimento.
• Aplicar vacinas, dupla tipo adulto e tríplice viral, se necessário; 
• Oferecer teste anti-HIV e VDRL, com aconselhamento pré e pós-teste, para as puérperas não aconselhadas e testadas durante a gravidez e o 
parto; 
• Prescrever suplementação de ferro: 40 mg/dia de ferro elementar, até três meses após o parto, para mulheres sem anemia diagnosticada; 
• Tratar possíveis intercorrências; 
• Registrar informações em prontuário; 
• Agendar consulta de puerpério até 42 dias após o parto.
AÇÕES EM RELAÇÃO AO 
RECÉM-NASCIDO
AÇÕES EM RELAÇÃO AO RECÉM-NASCIDO
Na primeira consulta: 
• Verificar a existência da Caderneta de Saúde da 
Criança e, caso não haja, providenciar abertura 
imediata; 
• Verificar se a Caderneta de Saúde da Criança está 
preenchida com os dados da maternidade. Caso não 
esteja, procurar verificar se há alguma informação 
sobre o peso, comprimento, apgar, idade gestacional e 
condições de vitalidade; 
• Verificar as condições de alta da mulher e do RN; 
AÇÕES EM RELAÇÃO AO RECÉM-NASCIDO
• Observar e orientar a mamada reforçando as orientações 
dadas durante o prénatal e na maternidade, destacando a 
necessidade de aleitamento materno exclusivo até o sexto 
mês de vida do bebê, não havendo necessidade de oferecer 
água, chá, ou qualquer outro alimento; 
• Observar e avaliar a mamada para garantia de adequado 
posicionamento e pega da aréola; 
• Observar a criança no geral: peso, postura, atividade 
espontânea, padrão respiratório, estado de hidratação, 
eliminações e aleitamento materno, ectoscopia, 
características da pele (presença de palidez, icterícia e 
cianose), crânio, orelhas, olhos, nariz, boca, pescoço, tórax, 
abdômen (condições do coto umbilical), genitália, 
extremidades e coluna vertebral. Caso seja detectada 
alguma alteração, solicitar avaliação médica imediatamente;
AÇÕES EM RELAÇÃO AO RECÉM-NASCIDONa primeira consulta: 
• Identificar o RN de risco ao nascer Critérios principais: 
– Baixo peso ao nascer (menor que 2.500 g) 
– Recém-nascidos que tenham ficado internados por intercorrências após o nascimento
– História de morte de criança < 5 anos na família 
– RN de mãe HIV positivo Critérios associados: Dois ou mais dos critérios abaixo: 
– Família residente em área de risco
– RN de mãe adolescente 
– RN de mãe analfabeta 
– RN de mãe portadora de deficiência ou distúrbio psiquiátrico ou drogadição que impeça o cuidado da criança 
– RN de família sem fonte de renda 
– RN manifestamente indesejado
Obs.: caso sejam identificados alguns desses critérios, solicitar avaliação médica imediatamente. 
• Realizar o teste do pezinho e registrar o resultado na caderneta da criança; 
• Verificar se foram aplicadas, na maternidade, as vacinas BCG e de hepatite B. Caso não tenham sido, aplicá-las na unidade e registrá-las no prontuário e na Caderneta 
de Saúde da Criança. 
• Agendar as próximas consultas de acordo com o calendário previsto para seguimento da criança: 2º; 4º; 6º; 9º; 12; 18 e 24º mês de vida.
DIFICULDADES COM O ALEITAMENTO NO PERÍODO 
PUERPERAL
Nas conversas com as gestantes, é recomendável orientar sobre a prevenção de situações de dificuldade somente se esses 
assuntos forem citados por elas.
1. Pega incorreta do mamilo: A pega incorreta da região mamilo-areolar faz com que a criança não consiga retirar leite 
suficiente, levando a agitação e choro. A pega errada, só no mamilo, provoca dor e fissuras e faz com que a mãe fique 
tensa, ansiosa e perca a autoconfiança, acreditando que o seu leite seja insuficiente e/ou fraco. 
2. Fissuras (rachaduras): Habitualmente, as fissuras ocorrem quando a amamentação é praticada com o bebê posicionado 
errado ou quando a pega está incorreta. Manter as mamas secas, não usar sabonetes, cremes ou pomadas, também ajuda na 
prevenção. Recomenda-se tratar as fissuras com o leite materno do fim das mamadas, banho de sol e correção da posição e 
da pega. 
3. Mamas ingurgitadas: Acontecem, habitualmente, na maioria das mulheres, do terceiro ao quinto dia após o parto. As 
mamas ingurgitadas são dolorosas, edemaciadas (pele brilhante), às vezes, avermelhadas e a mulher pode ter febre. Para 
evitar ingurgitamento, a pega e a posição para amamentação devem estar adequadas e, quando houver produção de leite 
superior à demanda, as mamas devem ser ordenhadas manualmente. Sempre que a mama estiver ingurgitada, a expressão 
manual do leite deve ser realizada para facilitar a pega e evitar fissuras. O ingurgitamento mamário é transitório e 
desaparece entre 24 e 48 horas. 
1. Mastite: É um processo inflamatório ou infeccioso que pode ocorrer na mama lactante, habitualmente a partir da segunda 
semana após o parto. Geralmente, é unilateral e pode ser conseqüente a um ingurgitamento indevidamente tratado. Essa 
situação exige avaliação médica para o estabelecimento do tratamento medicamentoso apropriado. A amamentação na 
mama afetada deve ser mantida, sempre que possível e, quando necessário, a pega e a posição devemser corrigidas.

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