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MASSOTERAPIA
Gabriela de Faria
Reflexologia podal
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Explicar a história da reflexologia podal.
 � Relacionar os órgãos do corpo aos pontos e às áreas da planta dos pés.
 � Definir o método de aplicação da reflexologia.
Introdução
Neste capítulo, você vai estudar sobre a reflexologia podal, uma técnica 
de massagem realizada na planta dos pés, a qual tem capacidade de 
trazer benefícios em outras áreas e órgãos do corpo.
Praticada há muitos anos pelos povos antigos, a reflexologia é uma 
técnica cientificamente comprovada, trazendo benefícios como trata-
mento complementar inclusive em pacientes crônicos. 
Não se trata de uma técnica simples, na qual se aplica apenas uma 
massagem nos pés, a reflexologia podal se diferencia por ser aplicada 
com significado abrangente, melhorando o fluxo energético por meio 
do conhecimento de cada ponto reflexo do corpo.
História da reflexologia podal
A reflexologia podal também, conhecida como terapia de zona reflexa, baseia-se 
no princípio de que o corpo pode ser dividido em 10 áreas, cada uma destas 
corresponde a uma região do pé, portanto, os pés são uma espécie de mapa 
do nosso corpo. Uma região sensível do pé indica uma disfunção no órgão 
correspondente do corpo, sendo assim, ao aplicar a técnica da reflexologia 
podal nesse ponto, a disfunção poderá melhorar, aliviar a tensão, restaurar o 
equilíbrio e promover bem-estar. 
A utilização dos pontos reflexos do corpo para fins terapêuticos iniciou nos 
povos antigos, com chineses, japoneses, hindus e egípcios, os quais utilizavam 
a técnica de acordo com os estudos da acupuntura, promovendo saúde por 
intermédio do toque nos pés (Figura 1). Existe também a reflexologia podal 
tailandesa, aplicada há mais de 2 mil anos, que é influenciada pelas técnicas de 
massagem da China, do Japão e da Coreia, e não tem variações significativas 
da reflexologia podal. 
No ocidente, a reflexologia se tornou conhecida pelo americano Dr. William 
Fitzgerald, médico otorrinolaringologista. Em 1920, ele realizou suas pesquisas 
ao avaliar o efeito anestésico por meio da compressão de uma parte do pé. 
Fitzgerald descobriu, dessa forma, que o corpo pode ser dividido em 10 partes, 
as quais vão do alto da cabeça até a ponta dos dedos. 
Sua teoria foi aprimorada na década de 1930, pela fisioterapeuta Eunice 
Ingham, que desenvolveu a compressão dos pontos na planta do pé, introdu-
zindo outras subdivisões do corpo na planta dos pés e os primeiros gráficos 
demonstrativos dos pontos reflexos do corpo (SILVA, 2015).
No Brasil, a técnica se popularizou a partir de 1996, com Elizabeth Graham, 
reflexologista sul-africana (SILVA et al., 2015).
Figura 1. Ilustração história da aplicação da reflexologia podal.
Fonte: Nikki Zalewski/Shutterstock.com.
Reflexologia podal2
Efeitos da reflexologia podal
Nós, seres humanos, apresentamos uma transferência energética e sensorial 
primordial para nossa locomoção nos pés. Utilizando sensores ativos, os pés 
proporcionam a comunicação com a parte interna do corpo. 
A reflexologia podal promove um relaxamento geral e profundo, atua na 
melhora da circulação do sangue e da linfa nas partes correspondentes a cada 
área do corpo, reduz a tensão nervosa em torno da área afetada, melhora a 
percepção corporal e estimula o processo de regeneração do corpo, por meio 
de efeitos físicos e mentais. 
Estudos aplicando a reflexologia podal em idosos relataram uma melhora 
significativa no sono, o que possibilitou, consequentemente, a melhora na 
qualidade de vida e a redução de várias disfunções na saúde dos pacientes 
(MACHADO, 2013).
Segundo Silva (2015), a reflexologia podal pode ser incorporada a outras 
terapias, como reiki, shiatsu, entre outras. Seu principal objetivo é ser um 
método preventivo, identificando uma má função antes do seu aparecimento 
sintomático para manter um corpo saudável, oferecendo relaxamento completo 
entre corpo e mente. 
Durante a aplicação da técnica, se uma pessoa relatar dor nos pontos 
reflexos, isso não quer dizer, necessariamente, que existe algum mal especí-
fico. Deve-se pensar sob o ponto de vista de que isso é um ponto de energia 
e quanto mais obstruído mais dor o paciente poderá sentir. O sinal de dor 
pode servir como um alerta, trata-se de um aviso que a frequência do campo 
eletromagnético dessa área está em disfunção. 
Certas disfunções, como prisão de ventre, alteração da pressão arterial, 
dores na coluna, labirintite, inchaço nos membros inferiores, cálculos renais, 
asma e desequilíbrio de vitaminas e minerais, podem ser desencadeadas 
pelo estresse. Trabalhando por essa linha de pensamento, como o corpo não 
está classificado por partes, é necessário realizar uma avaliação global. A 
reflexologia podal exerce ótimos efeitos sobre o estresse, promovendo um 
relaxamento imediato (SILVA, 2015).
Conforme Silva et al. (2015), a teoria reflexa produz estímulos em órgãos, 
glândulas e demais regiões vinculadas aos pontos da planta do pé. De maneira 
semelhante, o pé direito corresponde ao lado direito do corpo e o pé esquerdo 
corresponde ao lado esquerdo.
3Reflexologia podal
Antes de iniciar a realização da técnica de reflexologia podal, é necessário, primeira-
mente, avaliar as contraindicações:
 � pacientes com diabetes que apresentam machucados no pé;
 � pacientes que utilizam marca-passo;
 � pacientes que apresentam alergia na pele ou dermatites;
 � pacientes que apresentam varizes expostas;
 � pacientes com risco de trombose;
 � gestantes.
Pontos de reflexão da planta do pé
Para compreendermos melhor os pontos de reflexão do pé, podemos revisar 
brevemente a anatomia deste, o qual é constituído, basicamente, pelas falanges 
(ossos dos dedos), seguidas pelo metatarso e tarso (conectando ossos como o 
metatarso, a tíbia, a fíbula e o calcâneo), os quais são responsáveis por suportar 
boa parte do peso corporal. 
Conectando ossos, conferimos a presença dos principais ligamentos: cal-
câneo fibular, talocalcâneo lateral, cervical, deltoide, tibiocalcâneo, tibiotalar 
e, sob um plano mais profundo, os ligamentos tibiotalares e calcaneonavicular 
(KURA; SPASSIN, 2013).
A reflexologia podal é aplicada por intermédio de uma sequência de pressão 
em pontos específicos do pé. De forma geral, orienta-se que seja feita uma 
avaliação prévia do paciente para obter o conhecimento dos pontos a serem 
estimulados. 
A planta do pé pode ser observada como uma espécie de mapa no nosso 
corpo, refletindo estímulos de acordo com a compressão de cada ponto, sendo 
que os principais são (Figura 2): 
 � dedos hálux (dedos maiores), que são responsáveis pelo estímulo da 
cabeça;
 � logo abaixo, na inserção do hálux, encontra-se o ponto responsável pelo 
estímulo da tireoide e, seguindo abaixo, o ponto do coração;
 � dedos mínimos são responsáveis pelos estímulos da orelha, seguindo 
lateralmente os pontos do sistema imunológico;
Reflexologia podal4
 � demais dedos são responsáveis pelo estímulo de dentes e ossos, seguindo 
abaixo os pontos da visão;
 � sobre a região do metatarso estão localizados os pontos de estímulo 
do pulmão; 
 � sobre a linha do arco do pé, localizamos os estímulos da coluna vertebral;
 � no pé esquerdo, entre o metatarso e a inserção do tarso, encontramos 
os pontos de estímulo do fígado na parte central, na vesícula biliar 
lateralmente e no estômago na parte interna, porém, no pé direito, 
encontramos estímulos do estômago e do cólon;
 � sobre a região de inserção do tarso ao calcâneo, na parte interna, en-
contramos os pontos de estímulo dos rins, porém, nas demais áreas do 
calcanhar, encontramos pontos de estímulo intestinal e pélvico. 
Figura 2. Ilustração dos pontos reflexos.
Fonte: ilusmedical/Shutterstock.com.
5Reflexologia podal
Avaliação para aplicação da técnica
Após o conhecimento do histórico do paciente, é realizada uma análise da 
anatomia do pé, avaliando os pontos de aderência, a presençade calos, ver-
rugas e cicatrizes, o estado das unhas, a cor, a temperatura e se há inchaços. 
Alguns autores indicam que os pés são preparados com talco para evitar a 
perda de contato com a pele, aumentando, assim, a aderência nos pontos 
desejados, porém, outros autores indicam a realização da técnica com óleos 
para massagem, associando a aromaterapia com a técnica. 
Conforme Silva (2015), as sessões duram de 30 a 60 minutos, indicando-
-se o intervalo de 7 dias entre cada sessão. Salienta-se a importância de uma 
avaliação profunda, com uma ficha de avaliação detalhada do cliente, obtendo, 
assim, na conversa inicial, dados complementares para enfatizar a aplicação 
da técnica sobre certos pontos da planta do pé.
A aplicação da reflexologia podal traz benefícios para a qualidade do sono do paciente. 
Saiba mais no artigo de Influência da reflexologia podal na qualidade do sono: estudo 
de caso.
https://goo.gl/adNneC
Passo a passo da reflexologia podal
De acordo com Pereira (2013), após a organização do ambiente, preparando 
a sala, a cama de massagem, a música ambiente, a iluminação baixa e o 
posicionamento do paciente em decúbito dorsal ou sentado em uma poltrona, 
pode-se iniciar a limpeza do pé com um fluido de limpeza e gaze ou escalda-
-pés (Figura 3). 
Reflexologia podal6
Como método complementar na promoção do relaxamento, podemos ofe-
recer, ao paciente, o escalda-pés e a realização de uma breve esfoliação nessas 
áreas, adicionando outras experiências ao tratamento, proporcionando, assim, 
ao paciente, um atendimento diferencial e o relaxamento de forma global:
1. Aquecer as mãos com fricção.
2. Tocar a região do pé esquerdo, mantendo, por alguns segundos, o toque 
depois da aplicação de oléo sobre toda a superfície do pé. 
3. Com a mão direita sobre o dorso do pé e o polegar direito na planta, 
deslizar com o dígito no sentido medial para a lateral sobre a região 
alta da planta do pé e sobre o calcanhar (Figura 3).
Figura 3. Movimento de deslizamento sentido medial lateral.
Fonte: karelnoppe/Shutterstock.com.
7Reflexologia podal
4. Visualizando 3 linhas superiores (superior, medial e inferior), deslizar 
com o dígito sobre cada linha, de forma alternada, por 10 vezes (Figura 4).
Figura 4. Deslizamento digital alternado.
Fonte: Atstock Productions/Shutterstock.com.
5. Deslizar o polegar na mão direita no sentido longitudinal por todos os 
dedos, repetindo 3 vezes o movimento (Figura 5).
Figura 5. Deslizamento sobre as falanges.
Fonte: Atstock Productions/Shutterstock.com.
Reflexologia podal8
6. Com os dedos indicador e médio, encaixá-los entre os dedos do pé, 
lembrando-se de utilizar os três dedos de ação: indicador, médio e 
polegar (Figura 6).
Figura 6. Deslizamento entre as falanges.
Fonte: Kzenon/Shutterstock.com.
7. Deslizar da lateral para a região medial, do centro para a planta do pé, 
com o polegar direito. Visualizar quatro linhas: superior, duas médias 
e uma inferior (Figura 7).
Figura 7. Deslizamento digital na região central.
Fonte: karelnoppe/Shutterstock.com.
9Reflexologia podal
8. Com o polegar da mão esquerda, deslizar por toda linha do arco do 
pé que representa a região da coluna vertebral no sentido do calcanhar 
para o hálux (Figura 8).
Figura 8. Deslizamento digital na linha medial interna.
Fonte: SizeSquare’s/Shutterstock.com.
9. Deslizar com os dedos indicador e médio, ambos flexionados, mantendo 
um vão entre eles, sobre a região lateral do pé, sentido dedo – calcanhar. 
Essa região é responsável pelo sistema imunológico (Figura 9).
Reflexologia podal10
Figura 9. Deslizamento sobre a linha medial externa.
Fonte: wavebreakmedia/Shutterstock.com.
10. Deslizar com o polegar da mão direita sobre as três linhas transversais 
na região do calcanhar (Figura 10).
Figura 10. Deslizamento transversal.
Fonte: Adam Gregor/Shutterstock.com.
11Reflexologia podal
11. Pressionar, com suavidade e de forma alternada, com o dígito dos 
polegares, a região central da planta do pé na região responsável pelo 
coração (Figura 11).
Figura 11. Compressão na região central e interna.
Fonte: karelnoppe/Shutterstock.com.
12. Realizar abertura metatársica com os polegares paralelos, promovendo, 
assim, o alongamento dos pé (Figura 12).
Reflexologia podal12
Figura 12. Alongamento do pé.
Fonte: SizeSquare’s/Shutterstock.com.
13. Rolar o pé entre ambas as mãos, praticando o movimento de rotação, em 
posição relaxada, mas com movimentos rápidos e alternados (Figura 13).
Figura 13. Mãos envolvendo o pé para realizar o movimento de rotação.
Fonte: Tweesap/Shutterstock.com.
13Reflexologia podal
14. Deslizar com suavidade do hálux até a região maleolar para finalizar 
a massagem (Figura 14).
Figura 14. Deslizamento final por todo o pé.
Fonte: Cultura Motion/Shutterstock.com.
15. Repetir o procedimento no outro pé.
16. Para finalizar, permitir ao paciente alguns minutos de descanso sobre 
a cama após o término da massagem (Figura 15).
Figura 15. Ambiente de spa para pés.
Fonte: Africa Studio/Shutterstock.com.
Reflexologia podal14
Em um estudo realizado com idosos que receberam a terapêutica da reflexologia 
podal, detectou-se a melhora da autoestima e do bem-estar dessas pessoas, o que 
possibilitou uma melhor qualidade de vida diante das disfunções de saúde de cada um. 
Para conferir, na íntegra, os resultados desse estudo, acesse o link a seguir.
https://goo.gl/nGF8Ys
Bastão de reflexologia
Outra forma de aplicar a reflexologia podal é utilizando o bastão de reflexologia.
Com esse instrumento, é possível aplicar a técnica de forma específica, aumentando 
a efetividade de compressão dos pontos exatos. 
Para a aplicação da técnica com o bastão de reflexologia podal, é dispensado o uso 
de produtos emolientes como meio de contato, aplicando apenas o bastão sobre os 
pontos reflexos. 
15Reflexologia podal
KURA, G.; SPASSIN, M. Anatomia do sistema locomotor e atlas fotográfico do sistema 
músculo esquelético. Passo Fundo: Ed. UPF, 2013.
MACHADO, F. A. V.; RODRIGUES, C. M.; SILVA, P. A. Influência da reflexologia podal na 
qualidade do sono: estudo de caso. Cadernos de Naturologia e Terapias Complemen-
tares, v. 2, n. 3, p. 67-75, 2013.
PEREIRA, M. Spaterapia. São Caetano do Sul, SP: Difusão, 2013.
SILVA, G. Reflexologia podal: “Chegou a hora de dar aos pés o reconhecimento que 
merecem!”. Revista Estética com Ciência, v. 1, n. 2, p. 33-35, 2015. Disponível em: <http://
loja.esteticacomciencia.com.br/wp-content/uploads/2017/05/edicao2.pdf> Acesso 
em: 28 jun. 2018.
SILVA, N, et al. Reflexologia no comprometimento dos pés de pessoas com diabetes 
mellitus tipo 2: ensaio randomizado. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 
23, n. 4, p. 603-610, 2015. 
17Reflexologia podal

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