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PRIMEIRA SEMANA INTEGRADORA – 3º TERMO DANIELA NAKATANI GONÇALVES – GRUPO 5 Questões: 01. Descrever exame físico da face na rinite e conceituar dupla linha de Dennie morgan. (PPM) 02. Identificar e explicar as estruturas corticais que compõem a via da dor. (Anatomia) 03. Resumir as estruturas corticais que compõem a via sensitiva. Identificar os nervos relacionados. (Anatomia) 04. Explicar o processo fisiológico da olfação e da gustação. Conectar os dois sentidos. (Fisiologia) 05. Definir edema e classificar seus tipos. (Patologia) 06. Reconhecer a etiopatogenia do edema. (Patologia) 07. Definir o que é princípio ativo. (Farmacologia) 08. Diferenciar as vias de administração dos fármacos e interpretar suas vantagens e desvantagens. (Farmacologia) 09. Conceituar forma farmacêutica e citar os componentes relacionados ao caso. (Farmacologia) 10. Listar os equipamentos de proteção individual (EPIs). (Saúde do trabalhador) 11. Definir política de saúde do trabalhador com ênfase em EPI. (PAPP) 12. Compreender o que é acurácia e apontar os estudos utilizados. (MBE) HD: O ambiente de trabalho, relacionado a fatores genéticos, climáticos e medicamentosos contribuem para evolução de um quadro de rinite. 01. A rinite é uma inflamação da mucosa nasal que é provocada pela exposição a alérgenos, os quais após a sensibilização desencadeiam uma resposta inflamatória mediada por imunoglobulina E (IgE) resultando em sintomas crônicos ou recorrentes. O exame físico da rinite ocorre após a coleta da anamnese com a história clínica do paciente. O exame físico do nariz compreende a inspeção e a rinoscopia anterior e posterior. Na inspeção, analisa-se a pirâmide nasal, para detectar dismorfias, distúrbios de desenvolvimento e desvios; sinais sugestivos de processos infecciosos; hiperemia (vermelhidão pelo aumento do volume sanguíneo); edema e abaulamento; presença de traço sobre o dorso nasal denominado “saudação alérgica”. Pode-se observar fácies características do respirador bucal (ausência de vedamento labial, encurtamento de lábio superior, eversão de lábio inferior, narinas estreitas, olheiras evidentes). Já na rinoscopia anterior o exame das cavidades nasais é realizado com iluminação obtida por uma fonte de luz externa. Com um espéculo nasal apropriado e de tamanho adequado para cada paciente, promove-se a lateralização da asa do nasal para permitir melhor visão do interior da cavidade nasal. Inferiormente, o assoalho da cavidade nasal deve ser inspecionado, verificar se há secreções ou lesões; lateralmente, a cabeça da concha inferior (coloração da mucosa, hipertrofia, degenerações polipoides), cabeça da concha média e meato médio (local em que ocorre drenagem das secreções provenientes dos seios frontal, maxilar e etmoidal anterior); medialmente, septo nasal (deformidades, perfurações, ulcerações e abaulamentos). Na inspeção externa os sinais típicos são prega no dorso do nariz, hiperpigmentação infraorbitária lacrimejamento, edema e hiperemia conjuntivais, edema palpebral e Prega de Dennie-Morgan também chamada de prega infra-orbital que é a presença de uma prega nas pálpebras interiores, devido a coceira e a inflamação. Referência bibliográfica: PORTO, C.C. Semiologia médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019, página 236. 02., A via da dor está relacionada com o giro pós-central e com a porção posterior do lóbulo paracentral no córtex cerebral. Essas regiões anatômicas contemplam a área de projeção cortical somestésica primária, que interpretam o estímulo doloroso compondo a via clássica da dor. O estímulo de dor é captado por um receptor periférico, que transforma esse estímulo em um impulso elétrico que é encaminhado para um nervo composto por um conjunto de axônios. Esse trajeto é chamado trajeto periférico, pois a informação sensitiva ainda se encontra no sistema nervoso periférico e não chegou ao sistema nervoso central. O impulso elétrico é encaminhado para um gânglio sensitivo depois de percorrer o axônio. Em seguida, o impulso elétrico adentra o sistema nervoso central através da medula (quando se trata de nervos e gânglios espinais) ou através do tronco cerebral (quando trata-se de nervos e gânglios cranianos). Uma vez no sistema nervoso central, o estímulo é encaminhado à um núcleo da base, que corresponde a um aglomerado de corpos de neurônios dentro do sistema nervoso central, nesse caso, o tálamo, que atua como um centro que redistribui a informação e os estímulos para suas áreas de projeção cortical específicas, para que haja, por fim, a interpretação dessa informação. Via clássica da dor -> Via neoespinotalâmica Neurônios 1 - localizam-se nos gânglios espinais situados nas raízes dorsais. O prolongamento periférico de cada um desses neurônios liga-se aos receptores através dos nervos espinais. O prolongamento central penetra na medula e termina na coluna posterior, onde faz sinapse com os neurônios 2 Neurônios 2 - os axônios do neurônio cruzam o plano mediano pela comissura branca, ganham o funículo lateral do lado oposto, dobram-se cranialmente para constituir o trato espinotalamico lateral. Na altura da ponte, as fibras desse trato unem-se com as do espinotalamico anterior para constituir o lemnisco espinal, que termina no tálamo, fazendo sinapse com os neurônios 3 Neurônios 3 - localizam-se no tálamo, no núcleo ventral posterolateral. Seus axônios formam radiações talâmicas que, pela cápsula interna e coroa radiada, chegam à área somestésica do córtex cerebral, situada no giro pós-central Por essa via, chegam ao córtex cerebral impulsos originados em receptores térmicos e dolorosos, situados no tronco e nos membros do lado oposto. Há evidência de que a via neoespinotalamica é responsável apenas pela sensação de dor aguda e bem localizada na superfície do corpo, correspondendo a chamada dor em pontada. Referência bibliográfica: MACHADO, Angelo B. M.. Neuroanatomia funcional. 3. ed. São Paulo: Atheneu, 2013. 03. GUSTAÇÃO: Os impulsos originados nos receptores situados nos dois terços anteriores da língua, após um trajeto periférico pelos nervos lingual e corda do tímpano, chegam ao SNC pelo nervo facial (VII par). Os impulsos do terço posterior da língua e os da epiglote e do esôfago proximal penetram no sistema nervoso central, respectivamente, pelos nervos glossofaríngeo (IX) e vago (X) OLFAÇÃO: nervo olfatório (I) O nervo facial pode ser visto no meato acústico interno, o vago e o glossofaríngeo no forame jugular. O nervo olfatório observa-se atravessando a lâmina crivosa do osso etmoide. VIA GUSTATIVA Neurônios I - localizam-se nos gânglios geniculado (VII), inferior do IX e inferior do X. Os prolongamentos periféricos desses neurônios ligam-se aos receptores; os prolongamentos centrais penetram no tronco encefálico, fazendo sinapse com os neurônios II, após trajeto no trato solitário. Neurônios II - localizam-se na porção gustativa do núcleo do trato solitário. Originam as fibras solitário- talâmicas, que terminam fazendo sinapse com os neurônios III no tálamo do mesmo lado e do lado oposto. Neurônios III - localizam-se no tálamo, no núcleo ventral posteromedial. Originam axônios que, como radiações talâmicas, chegam à área gustativa do córtex cerebral, situada na parte anterior da insula e parte inferior do giro pós- central. VIA OLFATÓRIA Neurônios I - são as próprias células olfatórias, neurônios bipolares localizados na mucosa olfatória (ou mucosa pituitéria), situada na parte mais alta das fossas nasais. Esses neurônios são renovados a cada 6 a 8 semanas, mediante proliferado celular, sendo este um dos poucos exemplos de proliferação neuronal em adultos. Os prolongamentos centrais dos neurônios I são amielínicos, agrupam-se em feixes formando filamentos que, em conjunto, constituem o nervo olfatório. Esses filamentos atravessam os pequenos orifícios da lâmina crivosa do osso etmoide e terminam no bulbo olfatório, onde assuas fibras fazem sinapse com os neurônios Il Neurônios II - são as chamadas células mitrais, cujos dendritos, muito ramificados, fazem sinapse com as extremidades ramificadas dos prolongamentos centrais das células olfatórias (neurônios I), constituindo os chamados glomérulos olfatórios. Os axônios mielínicos das células mitrais seguem pelo trato olfatório e ganham as estrias olfatórias lateral e medial. Admite-se que os impulsos olfatórios conscientes seguem pela estria olfatória lateral e terminam na área cortical de projeção primaria para a sensibilidade olfatória situada no unco, correspondendo ao chamado córtex piriforme. Este tem projeção para o tálamo que, por sua vez, projeta-se para o córtex orbitofrontal (giro reto e giros olfatórios), também responsável pela percepção olfatória consciente. Estudos de ressonância magnética funcional no homem mostraram a existência de projeções olfatórias para o sistema límbico, o que explica situações em que os odores são associados a emoções diversas, como aversão (amigdala) ou o prazer. A via olfatória apresenta as seguintes peculiaridades: Tem apenas os neurônios I e Il. O neurônio I localiza-se em uma mucosa e não em um gânglio. Impulsos olfatórios conscientes vão diretamente ao Córtex sem um relé talâmico. A área cortical de projeção é do tipo alocórtex e não isocórtex, como nas demais vias. É totalmente homolateral, ou seja, todas as informações originadas nos receptores olfatórios de um lado chegam ao córtex olfatório desse mesmo lado. Alucinações olfatórias podem ocorrer como consequência de crises epilépticas focais originadas no córtex olfatório, as chamadas crises uncinadas, nas quais as pessoas sentem cheiros que não existem naquele momento. Referência bibliográfica: MACHADO, Angelo B. M.. Neuroanatomia funcional. 4ª edição, São Paulo: Atheneu, 2013. Página 272-275. 04. SENSIBILIDADE GUSTATIVA: os receptores são células sensíveis a íons e moléculas presentes nos alimentos ingeridos. A língua pe o órgão receptor da gustação porque nela estão a maioria dos QUIMIORRECEPTORES GUSTÁTORIOS (também encontrados na faringe, epiglote, porção superior do esôfago e palato), receptores que se agrupam formando botões gustatórios que se agrupam em forma de papilas gustativas. Um sabor é uma mistura complexa, mas a sensibilidade gustativa é agrupada em 5 qualidades 1. Azedo: o gosto azedo é causado pelos ácidos, i.e., pela concentração de H+. 2. Salgado: o gosto salgado é provocado por sais ionizados, principalmente sódio. 3. Doce: não é induzido por uma categoria de substâncias. O processo de transdução envolve ativação de segundo mensageiro por uma proteína G, assim como no caso do amargo. 4. Amargo: o gosto amargo também é induzido por muitas substâncias 5. Umami: é o gosto de alimentos que têm L- glutamato, como caldos de carne e queijo amadurecido. Para cada sabor existe um mecanismo de transdução gustatória. Em geral quando as células receptoras gustatórias se despolarizam a partir de correntes iônicas geradas nas microvilosidades, é gerado um potencial receptor que provoca a liberação de um neuromediador na fenda sináptica (principalmente ATP, mas também serotonina, glutamato e acetilcolina). SENSIBILIDADE OLFATÓRIA: no epitélio olfatório, existem células olfatórias. A substância com odor penetra no muco e se liga as proteínas receptoras que causa potencial de ação que percorre o axônio do neurônio sensorial até o bulbo olfatório, enquanto as células mitrais e em tufo enviam axônios pelo trato olfatório, transmitindo os sinais no córtex olfatório. O trato olfatório chega ao encéfalo na junção anterior entre o mesencéfalo e o prosencéfalo e se divide em duas vias: uma medial para a área olfatória medial do tronco cerebral, e outra lateral na área olfatória lateral. RELAÇÃO ENTRE OLFATO-GUSTAÇÃO: osos neurônios olfatórios têm sensibilidade a substâncias odorantes. Estudos sugerem que podem existir até 1.000 tipos diferentes de receptores odorantes. Por isso, o sabor traduz uma complexa interação de diversas modalidades sensoriais. No contexto desta integração sensorial multimodal, o olfato merece destaque, pois dada sua complexidade, comprometimentos como uma obstrução nasal, podem diminuir o funcionamento fisiológico do paladar. Referências bibliográficas: AIRES, M.M. Fisiologia. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017, p. 300. GUYTON, Arthur C.; HALL, Michael E.; HALL, John E.. Tratado de fisiologia médica. 14. Edição, RIO DE JANEIRO: Grupo GEN, 2021. 05. Edema: Um acúmulo anormal de líquido intersticial dentro dos tecidos e cavidades pré-formadas do organismo. Os tipos de edema são: 1. Edema pulmonar: Acúmulo de líquido nos pulmões, geralmente causado por insuficiência cardíaca ou lesão pulmonar. 2. Edema cerebral: Acúmulo de líquido no tecido cerebral, geralmente causado por traumatismo craniano, infecção ou tumor cerebral. 3. Edema membros inferiores: Acúmulo de líquido nos tecidos das pernas, geralmente causado por problemas cardíacos, renais ou venosos. 4. Edema macular: Acúmulo de líquido na retina, geralmente causado por diabetes ou degeneração macular relacionada à idade. Doenças cardíacas e renais, gravidez, traumatismos e obesidade influenciam a formação de edemas. Referência bibliográfica: FILHO, Geraldo B. Bogliolo - Patologia. 10ª edição. São Paulo: Grupo GEN, 2021. 06. O edema pode ser formado por 4 etiologias diferentes, sendo 3 não inflamatórias e 1 inflamatória. Sua formação ocorre devido: 1. Alteração da permeabilidade vascular, onde a vasodilatação e aumento da permeabilidade causam extravasamento de fluídos e proteínas para os tecidos ao redor, formando edemas. 2. Linfedema: vasos linfáticos são obstruídos, o que impede a drenagem do líquido linfático, levando a retenção e formação de edemas. 3. Alteração na pressão osmótica: a redução na concentração de proteínas plasmáticas diminui a pressão osmótica, gerando gradiente de pressão que favorece a formação de edemas. A inflamatória, que é o tipo presente na rinite ocorre devido a vasodilatação ocasionada pelos mediadores da inflamação (principalmente histamina e óxido nítrico), seguida do aumento da permeabilidade capilar, permitindo maior saída de líquido do capilar do que o normal, fazendo com que a drenagem seja insuficiente, formando o edema. Referência bibliográfica: FILHO, Geraldo B. Bogliolo - Patologia. 10ª edição. São Paulo: Grupo GEN, 2021. 07. O princípio ativo é o constituinte da fórmula farmacêutica responsável pelo efeito farmacológico desejado, pode ter mais do que um em um medicamento. Se não há um princípio ativo, é um placebo. No caso, os princípios ativos do Naridrin são nafazolina, mepiramina e dexpantenol. Naldecon noite: fenilefrina, carbinoxamina e paracetamol. Benegrip: dipirona, clorfeniramina e cafeína. Referência bibliográfica: CRAIG,C.R. & Stitzel,R.E. – Farmacologia moderna: com aplicações clínicas. 6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. Site laboratório EMS, disponível em: https://www.ems.com.br/arquivos/produtos/bulas/bula_cloridrato_de_nafazolina_maleato_de_mepirami na_pantenol_6011_1645.pdf 08. A via enteral ocorre quando o medicamento entra em contato com qualquer um dos segmentos do trato gastrointestinal. Este é composto pela boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso, reto. A via parenteral é aquela que não interage com o trato gastrointestinal. Em outras palavras, esta é uma das vias de administração de medicamentos que não atravessam a mucosa intestinal. Sendo assim, a administração da droga é realizada por injeção, diretamente no líquido tecidual ou no sangue. A via de administração pode ser caracterizada como a maneira com que o medicamento ou princípio ativo entra em contato com o corpo. Esse elemento tem a ver com o objetivo do medicamento, o local de ação e o tipo de forma farmacêutica. As vias de administração dos fármacos mais utilizadas são: oral, tópica,inalatória (inalatória por via oral ou nasal), irrigação, nasal, oftálmica, otológica, retal, intra-arterial, intra-articular, intramuscular, intradérmica, intrauterina, intravenosa, sublingual, subcutânea, transdérmica, uretral e vaginal, entre outras. a) Medicamentos Líquidos: - Soluções injetáveis: preparações líquidas estéreis, livres de qualquer substância capaz de provocar reações pirogênicas. Utilizadas para administração parenteral. Vantagem: obtenção rápida de efeitos, a possibilidade de administração de grandes volumes, em infusão lenta, e de substâncias irritantes, que causariam dor ou danificariam os tecidos se fossem administradas por injeção subcutânea ou https://www.ems.com.br/arquivos/produtos/bulas/bula_cloridrato_de_nafazolina_maleato_de_mepiramina_pantenol_6011_1645.pdf https://www.ems.com.br/arquivos/produtos/bulas/bula_cloridrato_de_nafazolina_maleato_de_mepiramina_pantenol_6011_1645.pdf intramuscular. Desvantagem: riscos de embolia, infecções por contaminação, imprópria para substâncias oleosas ou insolúveis. - Soluções para uso oral: são líquidos destinados à administração oral. Diferem das soluções injetáveis por dispensar a exigência de esterilidade. São muito utilizadas, principalmente pela facilidade de administração e boa absorção dos fármacos no trato gastrointestinal. Desvantagem: interação com ácido estomacal ou alimentos, irritação gástrica, paladar desagradável, risco de vômito. Ex: Novalgina gotas. - Emulsões: é a mistura interna de líquidos imiscíveis (óleo/água). Essa forma farmacêutica possibilita administrar em uma única mistura substâncias hidro e lipossolúveis. Ex: Emulsão de Scott, Emulsão de benzoato de benzila. - Suspensões: é a mistura de um sólido em um líquido, onde esse não seja solúvel. São utilizadas para uso oral, aplicações tópicas, e em administrações parenterais (SC ou IM). Ex: suspensão de insulina, micostatin. - Xaropes: soluções quase saturadas de sacarose em água (onde é veiculado o princípio ativo). São geralmente utilizados como calmantes da tosse, sendo administrados por via oral. Ex: Xarope tiratosse, MM expectorante. - Infusos: são formas farmacêuticas obtidas por infusão, que consiste em extrair os princípios ativos da droga com água fervente por alguns minutos. Corresponde aos chás. Ex: infusão de erva doce, camomila. - Decoctos: diferem dos infusos por serem preparados por cozimento, ou seja, por aquecimento da droga com água até a ebulição. Ex: decocto de cravo, da índia, jaborandi. - Tinturas: são preparações habitualmente concentradas, obtidas pelo tratamento do tecido vegetal ou animal com um solvente, a fim de retirar seus componentes ativos. O líquido extrator, na maioria dos casos é o álcool diluído 40 %. Ex: Tintura de ópio, boldo, etc. - Elixires: soluções hidroalcoólicas de substâncias medicinais adocicadas e aromatizadas. Ex: Elixir paregórico, Elixir de maracujá, etc. - Linimentos: são preparações líquidas para aplicações sobre a pele por meio de fricções. - Loções: preparações farmacêuticas líquidas aquosas, aplicadas na pele sem fricções. Apresentam vantagens sobre as pomadas por serem menos irritantes à superfície cutânea e mais facilmente removidas. Ex: Dermoxil, etc. - Enema, Clister e Lavagem: são formas farmacêuticas líquidas destinadas à administração retal, com fim laxativo ou para produzir efeito local ou sistêmico (anti-helmíntico, suplemento nutritivo). Essas formas diferenciam-se pelo volume administrado: Enema: até 500 ml de solução Clister: até 1000 ml de solução Lavagem: 2500 ml de solução b) Medicamentos Sólidos: - pós: formas farmacêuticas constituídas por um conjunto de partículas sólidas obtidas por divisões adequadas da droga. Podem ser utilizadas para a preparação de outras formas farmacêuticas, como comprimidos e granulados ou pode ser usado diretamente como medicamento. Ex: Bicarbonato de sódio. - Cápsulas: preparações farmacêuticas constituídas por um invólucro, que pode ser de natureza amilácea ou gelatinosa, destinado a receber medicamentos em pó ou líquidos. São utilizadas para mascarar o cheiro e/ou sabor desagradáveis dos medicamentos. Ex: Ampicilina, Nootropil, etc. - Granulados: formas farmacêuticas constituídas por açúcar associado a substâncias medicamentosas, apresentando aspecto de pequenos grãos irregulares. Podem ser administrados por via oral ou destinados a preparação de comprimidos. Ex: Agiolax. - Comprimidos: Preparações farmacêuticas de consistência sólida e forma variada, obtida pela compressão de substâncias medicamentosas secas. Ex: Doril, Cibalena, etc. - Drágeas: são comprimidos revestidos. As principais vantagens dessa forma farmacêutica são: possibilitar o emprego de substâncias que não podem sofrer ação do suco gástrico, por via oral. Nesse caso o revestimento deve ser gastrorresistente. Ex: Cataflam drágeas, Memorex, etc. - Pílulas: são preparações farmacêuticas sólidas, esféricas, apresentando fácil ingestão. Podem ser drageadas. Ex: Diane, Minulet, etc. - Supositórios: são preparações farmacêuticas sólidas, de forma e peso adequados e que destinam-se à introdução no reto, onde irão desagregar e sofrer absorção. Comumente apresentam forma ovóide. Ex: Eufilin, Supositório de glicerina, etc. - Óvulos: de consistência sólida, forma ovóide, destinados à absorção vaginal. Devem desintegrar-se ou dissolver-se à temperatura do organismo. c) Medicamentos semi-sólidos: - Ungüentos: forma farmacêutica gordurosa, semi-sólida, destinada a aplicação sobre a pele. Atuam como adstringentes, antissépticos e protetores. Ex: Ungüento de picrato de butesin, etc. - Pomadas: são preparações que têm por excipiente óleos diversos, aos quais se acrescentam substâncias medicinais destinadas à administração tópica. Ex: Pomada de arnica, Pomada de lassar, etc. - Cremes: formas farmacêuticas destinadas ao uso externo, constituído por duas fases intimamente dispersas uma na outra (aquosa e oleosa), de consistência semi-líquida. As substâncias terapêuticas podem estar dissolvidas ou emulsionadas numa das fases. Ex: Betnovate creme. d) Aerossol/Spray: Suspensão de finas partículas sólidas ou líquidas, dispersas em gás ou gases propelentes, conservadas em recipientes adequados. Podem ser utilizadas para aplicações por via cutânea, inalatória e mucosas. Ex: Aerolin spray, etc. Referência bibliográfica: CRAIG,C.R. & Stitzel,R.E. – Farmacologia moderna: com aplicações clínicas. 6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. SILVA, Penildon. Farmacologia. 8ª edição, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. 09. Forma farmacêutica é a apresentação física do medicamento, da maneira como será utilizado, podendo ser de várias formas e estados (líquido, sólido, gasoso). Um mesmo medicamento pode ser encontrando em diferentes formas, como sólida, semissólida ou líquida, e nem por isso sua atuação no organismo será diferente. As formas farmacêuticas possuem indicações para determinados pacientes de diferentes faixas etária e condições de saúde. Naridrin: solução líquida para nebulização nasal. Naldecon noite: comprimido para ingestão via oral. Benegrip: comprimido revestido para via oral. Referência bibliográfica: SILVA, Penildon. Farmacologia. 8ª edição, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. Consulta remédios, disponível em: https://consultaremedios.com.br/naldecon-noite/bula 10. EPI PARA PROTEÇÃO DA CABEÇA - capacete, capuz ou balaclava EPI PARA PROTEÇÃO DOS OLHOS E FACE - óculos, protetor facial e máscara de solda EPI PARA PROTEÇÃO AUDITIVA - protetor auditivo abafador ou plug d e inserção EPI PARA PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA - respirador purificador de ar não motorizado, respirador purificador de ar motorizado, respirador de adução de ar tipo linha de ar comprimido, respirador de adução de ar tipo máscara autônoma, respirador de fuga. EPI PARA PROTEÇÃO DO TRONCO - vestimentas e colete à prova de balas de uso permitido para vigilantes que trabalhem portando arma de fogo, para proteção do tronco contra riscosde origem mecânica. EPI PARA PROTEÇÃO DOS MEMBROS SUPERIORES - luvas, luvas para proteção das mãos contra agentes químicos, creme protetor, manga, braçadeira EPI PARA PROTEÇÃO DOS MEMBROS INFERIORES - calçado, meia, perneira, calça EPI PARA PROTEÇÃO DO CORPO INTEIRO- macacão, vestimenta de corpo inteiro EPI PARA PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS COM DIFERENÇA DE NÍVEL - cinturão de segurança com dispositivo trava-queda, cinturão de segurança com talabarte. Referência bibliográfica: BRASIL. Ministério do Trabalho. Portaria MTb nº 877, de 24 de outubro de 2018. Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e- orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/arquivos/normas-regulamentadoras/nr-06- atualizada-2022-1.pdf 11. A Portaria de número 1823 instituiu a Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho (PNSST) responsável pela definição das diretrizes para o Sistema Único de Saúde (SUS) na proteção da saúde dos trabalhadores e da redução de riscos com relação ao trabalho. Nessa política, há Normas Regulamentadoras que são obrigações e deveres que os empregadores precisam cumprir para garantir a segurança e a saúde dos colaboradores no ambiente de trabalho, sendo as mais relevantes a NR-6 e a NR- 32. A NR-6 estabelece os requisitos para a aprovação, comercialização, o fornecimento e a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI). A NR-32 estabelece diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde. Os EPIs são essenciais para prevenir doenças ocupacionais, proteger contra agentes biológicos e químicos, reduzir acidentes de trabalho e absenteísmo e promovem melhora na qualidade de vida. Em um escritório como no do caso, são recomendados os EPIs: protetor auditivo, máscara n95, proteção visual com óculos. Referência bibliográfica: NICOLAI, Sílvia Helena de Araújo; AQUINO, José Damásio De; VENTURA, Fernanda de Freitas; BENEVIDES, Erika Alvim de Sá. Prevenção à Covid - 19: proteção respiratória - orientações de uso frente à Covid – 19. São Paulo: FUNDACENTRO, 2020. BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria nº 1.823, de 23 de agosto de 2012. Brasília, 2012. Institui a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora. 12. A acurácia é a probabilidade de um teste acertar o diagnóstico, os indivíduos tendo ou não a condição analisada. Um teste é acurado quando tem alta probabilidade de detectar os doentes e de identificar que os não-doentes realmente não tem a condição. Os estudos geralmente são transversais e envolvem uma amostra da população da qual se suspeite ter uma determinada condição de saúde, avaliada com o teste de diagnóstico de interesse (chamado de “teste índice”). Estas mesmas pessoas são submetidas a um teste que é considerado válido para avaliar a condição de interesse – chamado de “teste referência”, “padrão de referência” ou “padrão ouro”. Como se pressupõe que o teste referência é acurado, o teste índice é considerado acurado se ele produzir os mesmos resultados do teste referência. O grau de concordância entre o teste índice e teste referência indica a medida de acurácia do teste índice. Em um grupo com pessoas apresentando a mesma doença, e em outro grupo comparável de pessoas que não a apresentam, realiza-se a confirmação da doença ou sua ausência pelo teste padrão-ouro. A seguir, ambos os grupos são submetidos ao teste diagnóstico em estudo, e os resultados positivos e negativos desse teste são comparados com aqueles obtidos no teste padrão-ouro. A análise estatística validará ou não o novo teste diagnóstico. A validação consistirá se o novo teste tiver alta sensibilidade e alta especificidade. A acurácia de um teste é dada pela proporção entre todos os resultados verdadeiros obtidos (positivos e negativos), e a somatória total dos exames realizados. Exemplo: pode-se utilizar a ultrassonografia para realizar diagnóstico de cirrose hepática, embora o “padrão ouro” seja a biópsia hepática. Neste caso, a ultrassonografia seria o teste índice. Sensibilidade: é a probabilidade de o teste detectar os doentes (ser positivo quando o indivíduo está doente). Especificidade: é a probabilidade de o teste detectar os não-doentes (negativo pois indivíduo não está doente). A acurácia diz respeito a acertar o alvo. Precisão diz respeito à reprodutibilidade (conseguir reproduzir um resultado próximo). Referência bibliográfica: Fanshawe, Thomas R et al. “Interactive visualisation for interpreting diagnostic test accuracy study results.” BMJ evidence-based medicine vol. 23,1 (2018): 13-16. doi:10.1136/ebmed-2017-110862