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Linguagem Jornalística e 
Planejamento Visual
Apresentação da Unidade
Nesta Unidade, trabalharemos os seguintes tópicos:
Artes Gráficas e sua Evolução: dos Processos Artesanais aos Digitais;•
Notícias para Ver;•
Planejamento Visual Gráfico nos Jornais Brasileiros – 4 Momentos;•
Análise Morfológica de Jornais.•
Objetivos
Compreender a evolução das artes gráficas no jornalismo e a importância da 
adequação do projeto visual gráfico ao conteúdo e ao público;
•
Conhecer os principais momentos da produção gráfica no jornalismo no Brasil;•
Desenvolver a criatividade e a visão jornalística no layout da página.•
 
 
Videoaula
Assista, a seguir, à videoaula desta Unidade.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://cdnapisec.kaltura.com/p/1756931/sp/175693100/embedIframeJs/uiconf_id/26834411/partner_id/1756931?iframeembed=true&playerId=kaltura_player_1585171549&entry_id=1_y1o9akbe
Material Teórico
Conteudista: Prof. Me. Antonio Lucio Rodrigues Assiz
Revisão Textual: Prof.ª M.ª Luciene Oliveira da Costa Granadeiro
 
Artes Gráficas e sua Evolução: dos Processos 
Artesanais aos Digitais
É muito bom pegar um jornal bonito, organizado, que apresente uma leveza no seu layout, não 
acha? Talvez você não tenha imaginado que para fazer um bom jornal seja preciso entender de 
artes gráficas. Mas precisa! Fazer um bom jornal prevê o domínio do jornalismo, da linguagem e do 
suporte, saber distribuir na página título, texto, foto entre outros elementos para que tudo fique 
compreensível e fácil de ler.
Todo o conhecimento desta Unidade lhe ajudará a entender a relação entre conteúdo e forma, um 
aprendizado necessário para produzir jornais e muitos outros produtos informativos impressos ou 
eletrônicos que tenham uma tela de visualização. Na TV, monitor de computador, tela de celular, 
em qualquer desses dispositivos há um conceito de um layout, um desenho com as informações 
disponíveis, seja o design do site, de uma vinheta, caracteres, gráficos, ou qualquer outro elemento 
visual.
Para compreender melhor o uso atual das técnicas de desenhar os espaços visuais de um jornal 
impresso, vamos propor um rápido percurso evolutivo relacionando alguns momentos tecnológicos 
ao jornalismo. Dessa forma, você poderá entender melhor que o “fazer jornal” está diretamente 
dependente das transformações tecnológicas.
O jornalismo – como o conhecemos, ou seja, como um serviço de divulgar os acontecimentos do 
cotidiano, uma atividade realizada por profissionais (jornalistas) – é uma função recente, ainda mais 
se comparado à história das artes gráficas. Segundo Lage (2001) e Marcondes (2002), podemos 
marcar o surgimento da profissão, com um papel bem definido de “cão de guarda” da sociedade, 
após a Revolução Francesa (final do século XVIII), mas ambos registram que bem antes, no início do 
século XVII, já começam surgir os primeiros periódicos na Europa. Para Marcondes, o período de 
quase 200 anos (início do século XVII – final do XVIII) é considerado a pré-história do jornalismo.
Para entender melhor a evolução das artes gráficas, ainda é preciso citar Johnanes Guttenberg, o 
chamado “pai da imprensa”, o alemão que inventou a prensa de tipos móveis, mecanizando a 
produção de impressos e produzindo o primeiro exemplar da Bíblia em 1439. Para muitos, a 
invenção de Guttenberg foi a mais importante do segundo milênio, pois, além de colocar as bases 
para a Revolução Industrial, permitiu a divulgação do conhecimento em larga escala, beneficiando 
toda a humanidade.
Como se vê, muitas inovações ocorreram nos processos de impressão de símbolos em superfícies 
que pudessem ser interpretados no futuro. Em relação aos tipos móveis – símbolos entalhados em 
madeira –, também há registros de que na China, no ano de 1040, houve experiências com o uso 
desse recurso de “carimbar” os ideogramas em superfícies. Se quisermos olhar ainda mais para trás, 
uns 30 mil anos, podemos visitar as pinturas rupestres, um registro de que nossos ancestrais 
criavam símbolos como representações do cotidiano.
Como o nosso objetivo é entender as transformações no jornalismo, vamos nos ater aos avanços e 
impactos nessa atividade após o século XVII, quando surgem os primeiros jornais, ainda no período 
que decidimos chamar de Pré-história do Jornalismo. Segundo Marcondes (2002), nessa etapa do 
jornalismo (séculos XVII – XVIII), tudo era muito artesanal, produzido por um único profissional e a 
estrutura do jornal ainda era muito semelhante à estrutura do livro. O conteúdo dos jornais eram 
avisos de desastres, mortes, seres deformados, coisas espetaculares para a época.
Após as transformações vividas na Europa, principalmente a Revolução Francesa, surge o primeiro 
jornalismo (final do século XVIII até metade do século XIX), apoiado em uma prática ainda artesanal, 
mas com uma função mais clara em que a razão e reflexão são mais presentes. O jornal ainda era 
produzido com os tipos móveis montados manualmente na estrutura metálica que imprimiria 
(carimbava) as páginas. As tiragens ainda eram pequenas, mas estavam crescendo e a organização 
do jornal já era composta por profissionais com funções distintas.
A chegada da linotipo (1884) marca uma grande transformação tecnológica com muitos impactos 
na sociedade e no jornalismo. A montagem manual dos tipos passa a ser realizada mecanicamente 
por uma máquina e milhares de profissionais são dispensados da atividade, o que gera grandes 
conflitos sociais. Mas o jornalismo se beneficia dessa nova tecnologia com mais agilidade na 
produção de jornais, e inaugura a partir daí o Segundo Jornalismo (final do século XIX e início do 
século XX), com explosão de tiragens, crescimento da redação e fundamentação de conceitos 
técnicos e teóricos como a neutralidade e o “furo” de reportagem. É o período definido por 
Marcondes como Época da Imprensa de Massa.
As linotipos vão “povoar” os jornais do mundo inteiro até por volta dos anos 1980, mas, naquela 
época, outra transformação estava em curso desde o início do século XX e vai impactar muito o 
jornalismo: a fotografia. A técnica de “escrever com a luz” (foto + grafia) mudou a forma de fazer 
jornalismo, inserindo a fotografia, a representação icônica na narrativa das notícias. Nas artes 
gráficas, ou seja, a produção industrial do jornal impresso, esse impacto também inaugurou novos 
processos com a fotocomposição, abandonando a principal herança de Guttemberg, a prensa de 
tipos móveis.
De acordo com Marcondes (2002), o século XX marca o início do Terceiro Jornalismo, com forte 
influência da imagem da fotografia, do cinema, da publicidade e relações públicas.
A chegada dos computadores no processo de produção do jornal marca novas transformações (na 
verdade, revoluções) no jornalismo. Com processos informatizados na redação e produção gráfica, 
os jornais impressos adotam o uso de cores e a fotografia em todas as páginas. Tratamento de 
fotos, uso de cor e intervenções artísticas no layout passam a ser realizadas no computador com 
profissionais da redação do jornal, agilizando o tempo de fechamento do jornal e impressão. 
Iniciado por volta de 1970 (MARCONDES, 2002), o Quarto Jornalismo tem como referência a 
velocidade provocada inicialmente pela informatização da redação, seguida pela comunicação em 
rede, possibilitando captação, apuração, redação e publicação de conteúdos com muita agilidade. 
Também ocorre o barateamento da produção e a aproximação do produtor (repórter) com o leitor, 
agora também produtor de conteúdo.
As tecnologias de impressão de jornais também evoluíram na virada do milênio e a impressão digital 
é uma realidade possível. Embora grandes empresas jornalísticas ainda utilizem a impressão 
chamada Offset, analógica, principalmente devido às suas grandes tiragens e quantidade de páginas, 
sistemas de impressão digital em grandes formatos já estão disponíveis e com custos em queda, o 
que permitirá, em um breve intervalo de tempo, a impressão do exemplarpersonalizado do jornal 
do dia. Isso quer dizer que será possível ter um jornal com conteúdos específicos para cada perfil de 
leitor.
 
Notícias para Ver
É bastante comum ouvir que estamos vivendo a “Era da Imagem”, pois a imagem tem conquistado 
uma atenção do público cada vez maior na atualidade, seguramente por causa da presença dos 
meios de comunicação de massa. Isso quer dizer que, atualmente, a apresentação visual dos 
produtos jornalísticos é um forte critério de escolha de consumo do público. Mas é verdade que, há 
muito tempo, já se percebeu que a forma de apresentação dos conteúdos na página do jornal é 
decisiva. Ter as notícias bem organizadas na página é importante para facilitar a leitura e 
compreensão e também para seduzir o leitor, que, lá no passado, já escolhia na banca, o jornal mais 
atraente para ler.
O sucesso editorial de um jornal depende de conteúdo, notícias, análises, informações presentes na 
edição e forma como estão apresentados para chamar a atenção, destacar aquilo que precisa ser 
lido primeiro do que o restante que pode ser observado em seguida, ou eventualmente deixado de 
lado. Técnicas de hierarquizar as notícias são fundamentais para o jornal, assim como manter 
harmonia estética em cada elemento informativo, seja uma foto, um título, legenda, linha fina, selo, 
chapéu, fiodata, ou qualquer outro elemento da página.
A hierarquização do conteúdo orienta o leitor a compreender aquilo que para o editor do jornal (e 
para o leitor) é o mais relevante. Para o jornalismo, matérias que estão no topo das páginas são as 
mais importantes, e normalmente têm mais textos do que as outras distribuídas na página, têm 
fotos maiores e título também ocupando maior quantidade de colunas. Isso é hierarquizar, é 
distribuir na página as notícias respeitando uma referência de valor que aparecerá no tamanho da 
notícia e foto/gráfico.
Ao desenhar uma página de jornal, o diagramador coloca os conteúdos nas áreas necessárias e os 
organiza para que eles não se misturem, sempre respeitando a hierarquia entre eles. O bom 
desenho de página mantém blocos de informações mais ou menos separados uns dos outros, por 
exemplo, uma notícia tem um texto com seu título, sua linha-fina, sua foto (às vezes não tem foto). 
Esse conjunto forma uma unidade informativa (a notícia) e por isso os seus elementos estão bem 
próximos. A outra notícia da página forma um outro bloco e os elementos estão próximos entre si e 
um pouco mais longe da notícia anterior. Essa é uma regra básica do design, segundo Willians 
(1995), a proximidade, ou seja, aproximar o que tem interdependência e distanciar o que é outra 
informação. Imagine como é importante essa regra para que o leitor não confunda o título de uma 
notícia com outra próxima, ou da página ao lado. Lembre-se de que sempre é mais seguro formar 
blocos com o título por cima “protegendo” todos os outros conteúdos da notícia.
Reflita
Se o jornalismo é a arte de explicar os acontecimentos, é preciso ter um bom desenho 
das notícias para que se cumpra com brilhantismo essa tarefa, não acha?
O planejamento visual gráfico tem a função de criar o desenho do jornal, orientando a distribuição 
dos conteúdos – notícias, análises, prestação de serviços – para construir um jornal bonito, sedutor 
(atraente) e fácil de ler e compreender as informações. É uma disciplina que exige muita 
criatividade, ousadia e clareza do papel do jornalismo e mostra como é possível somar na tarefa de 
bem informar o leitor.
O profissional responsável pelo planejamento visual gráfico do jornal diagramador, artista gráfico, 
produtor gráfico ou designer – cria padrões, referências estéticas, testa possibilidades e desenha um 
projeto gráfico com as regras estabelecidas por ele e aprovadas pelos responsáveis pelo jornal. A 
partir daí, o diagramador desenha cada edição de acordo com as notícias do dia, mas mantendo 
regras permanentes como largura de coluna, tipo de letra, tamanho de títulos para os destaques 
etc. Dessa forma, o jornal apresenta uma solução gráfica para cada edição com as notícias do dia, 
sem perder a identidade visual tão necessária para ser reconhecido pelo leitor.
Na era de “notícias para ver” é fundamental ter jornais que apresentem belos desenhos em suas 
páginas formados por fotografias, blocos de textos, gráficos e áreas em branco, como se o jornal 
fosse um belo quadro produzido por um talen- toso ou uma talentosa artista. Nesse caso, você.
 
Planejamento Visual Gráfico nos Jornais 
Brasileiros – 4 Momentos
Os primeiros jornais eram produzidos artesanalmente, o que significava um processo demorado e 
com poucos recursos tecnológicos. A grande novidade era ter a matriz sólida montada com os tipos 
móveis de Gutttenberg. A montagem das linhas de textos contendo as mensagens e notícias era 
uma operação básica muito limitada. Mesmo assim, é possível identificar um senso estético muito 
desenvolvido aplicado nas páginas do jornal daquela época, o que quer dizer que, quando nascia o 
jornal periódico, já existia um domínio de princípios de design. Diante disso, podemos deduzir que o 
avanço tecnológico era o resultado também de buscas de profissionais da época.
Imagem
Páginas jornal Nieuwe Tijdinghen, em 1605.
Acesse
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Ainda sem títulos destacados e fotos, mas com textos que seguiam um alinha- mento por toda a 
área da página, os primeiros jornais demonstravam o conceito do design presente nos elementos 
como nome da publicação (logotipo), enfeites e adornos, arejamento e divisão equânime de 
colunas, quase sempre separadas por um fio. Essas referências são identificadas entre os primeiros 
jornais, ainda no século XVII, como o pioneiro Nieuwe Tijdinghen, em 1605 (Antuérpia-Bélgica), o 
jornal francês (Gazette de France – exemplar de 26/12/1786), entre outros.
Em um extenso resumo histórico-cronológico da imprensa no mundo, o jornalista e escritor 
Francisco Canteiro (1992) relaciona os primeiros jornais impressos:
https://goo.gl/5y1Ljo
https://goo.gl/5y1Ljo
1605: Aparece na Bélgica o primeiro jornal com o título de Nieuwe Tyjdinghen, de circulação 
semanal;
•
Figura 1
Fonte: Wikimedia Commons 
 
 
 
1620: É construído o prelo holandês, por Wilhelm Janzson Blaew, que apresentou muitas 
inovações em relação àquele encomendado por Guttenberg ao torneiro Conrado Spaach, 
calcado nas prensas utilizadas na época para espremer [...];
•
1622: Surgem os primeiros anúncios em publicações periódicas inglesas, nos Corantos, 
editados por Thomas Archer, o qual, quatro anos depois, publicou também o Mercurius 
Brittanicus;
•
1631: Aparece o primeiro jornal periódico da França chamado Gazette de France, editado por 
Theophraste Reanudot, considerado o criador da imprensa desse país. [...];
•
1642: João IV proíbe a publicação das chamadas gazetas gerais, em Portugal, sob a alegação 
de noticiarem fatos nem sempre verdadeiros;
•
1643: Surge o primeiro jornal sueco denominado Gazeta Ordinária do Correio;•
1644: Publica-se a Aeropagitica, de Milton, considerada a primeira defesa transcendente 
sobre a liberdade de [...];
•
1663: Também na Dinamarca surge o jornal denominado Gazeta Sema- nal [...];•
1702: Aparece o primeiro jornal diário inglês, o Daily Courant;•
1703: Surge o primeiro jornal da Rússia, autorizado por Pedro “O Grande”, denominado 
Gazeta de [...];
•
1725: William Bradford publica o primeiro jornal de Nova Iorque, o New York Gazette. [...]•
1808: Publica-se em Londres o [hoje considerado o primeiro] jornal brasileiro Correio 
Braziliense (ou “armazém literário”), dirigido por Hipólito José da Costa Pereira Furtado de 
Mendonça. Em 10 de setembro de 1808 publica-se a Gazeta do Rio de Janeiro, órgão de 
caráter [...] (CANTERO, 1992, p. 331.).
•
Figura 2
Fonte: geledes.org.br 
 
 
 
Explore
Jornal Gazeta do Rio de Janeiro, em 1808. 
Acesse
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Mesmo com pouquíssimos recursos gráficos disponíveis, os jornais apresentavam uma estética 
bastante atraente, o que revela muita dedicação e talento dos profissionais – os tipógrafos – no 
domínio das artes gráficas e do design. O tipos móveis realmente permitiram um grande avanço na 
produção dos impressos, foi a condição determinante para o surgimento dos jornais, mas ainda 
representavam um processo artesanal e bastante lento de composição dos textos na página. 
As páginas dos jornais eram impressas a partir de uma matriz sólida (grande carimbo) com os tipos 
em alto-relevo que era construída pelos trabalhadores que atuavam nas tipografias e vendiam sua 
mão de obra para compor textos e páginas. Esses operários eram chamados de “caixistas” porque 
tinham a habilidade de selecionar os tipos das caixas e colocá-los no dispositivo formando as linhas 
compostas. Com o surgimento de novos jornais e o crescimento do setor, nascia a grande categoria 
profissional dos gráficos, abrangendo os caixistas, seus auxiliares e os tipógrafos.
As tecnologias gráficas continuaram em processo de aprimoramento durante mais de um século, 
quando, em meados do século XIX, surgem os primeiros sistemas de impressão por cilindros, 
chamados posteriormente de Offset, o que leva a uma melhora da qualidade gráfica do impresso. A 
partir de então, a matriz não “carimbava” a página em branco, mas um cilindro de borracha que, por 
sua vez, “carimbava” o papel. Mas a grande transformação surge no final do século XIX, por volta de 
1884, quando o alemão radicado nos Estados Unidos Ottmar Mergenthaler apresentou ao mundo a 
máquina de composição Linotype – aquela que Thomas Edison considerou ser a “oitava maravilha 
do mundo”. A máquina mecanizava todo o sistema de seleção dos tipos móveis e criação das linhas 
e textos compostos. O processo que era desenvolvido por horas de trabalho manual passa- va a ser 
realizado pela máquina, o que provocou um grande conflito social com o desaparecimento de uma 
função até então crucial para a produção de jornais e o desemprego em massa dos “compositores 
caixistas”, que precisaram se requalificar para atuar como “compositores linotipistas”, em menor 
quantidade, já que cada linotipo suprimia a atuação de 2 caixistas.
https://goo.gl/kosCfM
https://goo.gl/kosCfM
Vídeo
From Hot Metal to Cold Type - 1965?
Assista ao filme From hot metal to cold type – Da composição a quente à 
fotocomposição a frio (filme em inglês).
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
O grande impacto vivido nas artes gráficas com a mecanização da composição (linotipo) vai 
encontrar semelhança em dois outros momentos de inovação tecnológica, a chegada dos 
computadores (sistemas de processamento eletrônico 1970 a 1990) e a informatização (pós 1990).
O final do século XIX e o início do XX marcam o grande crescimento de imprensa, com processos 
mecanizados, impressoras rotativas com elevada capacidade de impressão, a industrialização em 
ritmo acelerado e consequente urbanização das sociedades. O jornalismo entrava na fase da 
“imprensa de massa” com as “tiragens-monstro” dos jornais.
A produção de jornais avançava e estratégias de conquistar públicos impulsionavam a busca por 
melhorar a qualidade de impressão e design. O processo de im- pressão criado por Guttenberg já 
tinha sido aperfeiçoado, mas ainda deixava muito a desejar na qualidade final. O alinhamento dos 
caracteres, a quantidade de tinta no papel e as dificuldades para a variação e uso de outros 
recursos representavam uma barreira para um melhor jornal. Veja, na ilustração a seguir, uma 
ampliação de um texto do jornal Correio Braziliense, impresso com tipos móveis, em 1817, e 
observe as imperfeições:
https://www.youtube.com/watch?v=null
Figura 3 
Fonte: Wikimedia Commons 
 
 
 
O jornalismo se beneficiou da agilidade conquistada com linotipos, o que permitiu a redução do 
tempo entre o fechamento da notícia, a impressão e a leitura do jornal. Com mais velocidade no 
processo, os jornais conseguiram aumentar a quantidade de páginas e conteúdo, o que significou 
mais profissionais (jornalistas) atuando e maior presença no cotidiano das pessoas. Nas ilustrações 
abaixo, você poderá observar que os jornais estão em franca expansão, mas perceberá também a 
necessidade de melhorar as tecnologias e o layout dos jornais. Veja a primeira edição do jornal A 
Província de São Paulo, de 4 de janeiro de 1875 (alguns anos mais tarde, 1890, passará a O Estado 
de S. Paulo).
Note que a massa de texto é extremamente pesada para os dias de hoje, mas representava um 
layout moderno para a época. Mesmo assim, havia o tratamento mais destacado no logotipo e em 
algumas áreas específicas da página. Na página de anúncios publicitários (Figura 5, na edição do 
mesmo dia, página 4), havia um maior cuidado com o design do conteúdo.
Figura 4 – Primeira edição do jornal A Província de São Paulo e a Página de anúncios 
publicitários
Fonte: Acervo Estadão 
 
 
 
 Ainda longe do ideal, o layout acima já apresenta o uso de tipos diferenciados, molduras e outros 
recursos para tornar a página e seu conteúdo mais atraente. Veja outros dois exemplos do Jornal 
Gazeta de Notícias, de 1888.
Figura 5 – Edições do Gazeta de Notícias
Fonte: unifal-mg.edu.br 
 
 
 
 Com muitas notícias diariamente, os jornais não conseguiam produzir layouts sofisticados e 
recorriam para as notícias sequenciais em colunas (esquerda). Apenas em edições especiais (direita), 
havia um maior cuidado com os destaques. Isso demonstra que os profissionais tinham domínio das 
técnicas de planejamento visual gráfico e design como alinhamento, contraste visual, hierarquia, 
entre outras, mas havia uma grande dificuldade de aplicá-las no cotidiano.
Os jornais brasileiros seguiram durante a primeira metade do século XX por um estilo conservador, 
muito carregado de textos, linhas (fios) separando colunas, com pouca exploração do design, até a 
década de 1950, quando os jornais Diário Carioca, Última Hora e Jornal do Brasil mudam 
radicalmente a história e realizam uma verdadeira revolução em termos de design e conteúdo dos 
jornais. Os motivos que levaram os três jornais citados a conquistarem o protagonismo de um novo 
planejamento visual foram diversos, mas não podemos desprezar a chegada da televisão como um 
fator que os obrigou a pensar uma comunicação que valorizasse mais a imagem.
Cronologicamente, a primeira novidade veio em maio de 1950, quando o Diário Carioca (DC) faz 
uma profunda renovação editorial muito importante para o jornalismo. Sob o comando de Dantom 
Jobim, o DC foi o pioneiro a introduzir no Brasil as técnicas de lead e sublead, acabou com as longas 
aberturas de texto totalmente desecessárias, adotou regras de redação mais populares e menos 
eruditas, propondo, por exemplo, escrever “fulano mora na rua x”, em vez de “mora à rua x”, entre 
outras mudanças.
No ano seguinte, em 12 de junho de 1951, começa a circular o famoso Última Hora (UH) do 
jornalista Samuel Wainer. O UH nascia com um design moderno, assinado pelo artista gráfico 
argentino Andrés Guevara, com títulos e manchetes bem destacados, fotos e uso sofisticado das 
técnicas de contraste visual, arejamento, entre outras. Era uma publicação nova, alinhada ao 
governo de Getúlio Vargas e que, no auge, chegaria a publicar mais de 300 mil exemplares diários. 
No dia em que Getúlio suicidou-se, o jornal tirou 700 mil exemplares.
Figura 6 – Diário Carioca, 30 de maio de 1950 e o Jornal Última 
Hora – 24 de agosto de 1954
Fonte: Acervo Estadão 
 
 
 
Se o Diário Carioca era um jornal regional, ainda que a sede do governo estives- se no Rio de 
Janeiro, ele não tinha pretensões de circular em todo o território nacional, o Última Hora estava 
nascendo e, portanto, ainda não era tão influente no cenário nacional. Nesse sentido, as inovações 
apresentadas por esses jornais tiveram um grande impacto no jornalismo, mas a maior revolução 
seria sentida quandoo tradicional Jornal do Brasil resolveu fazer a sua reforma gráfica e editorial.
A reforma visual-gráfica do prestigiado Jornal do Brasil, realizada no final da década de 1950, 
prolongou-se por cerca de quatro anos e serviu de diretriz para muitos outros veículos brasileiros. 
O novo projeto visual-gráfico foi idealizado pelo artista plástico Amílcar de Castro, que desenhou 
um jornal mais organizado, areja- do e fácil de ler. Na época, o JB ainda sofria de um certo caos na 
distribuição dos conteúdos com publicidade confundindo-se com jornalismo, excesso de elementos 
visuais entre outros problemas. A reforma coloca o JB como pioneiro em planejar a edição 
antecipadamente, inclusive em seu aspecto visual. Reduziu o espaço da publicidade (principalmente 
na capa) e organizou o conteúdo noticioso em blocos. Padronizou títulos e textos com uma única 
família de fontes, a Bodoni, retirou os fios entre as colunas, dando mais arejamento ao conteúdo e 
abriu espaço para fotos. Castro introduziu o diagrama para servir de base aos layouts das páginas, 
assim, desenhando antecipadamente, já se sabia a quantidade necessária de textos para cada 
página. Em entrevista aos pesquisadores Daniel Trench e André Stolarski, publicada na revista 
eletrônica Novos Estudos do CEBRAP, o artista Amílcar de Castro explica a trajetória vivida no 
período de reformulação gráfica do JB. Segundo Trench e Stolarski (2007):
A reforma também se empenha em simplificar formalmente as informações 
visuais do jornal. Os fios verticais, elementos fundamentais para a divisão de 
colunas no antigo JB, são dispensados. No novo diagrama, com um espaço 
maior entre as colunas, a divisão é dada pelo espaço branco, livre de 
impressão. O recurso é ainda fundamental para outra questão-chave da 
reforma: a redução na densidade da mancha gráfica. “Tudo que não era 
essencial à leitura, tirava pra clarear um pouco o jornal, pra dar mais força à 
matéria escrita”, diz Amilcar.
Figura 7 – Jornal Última Hora – 24 de 
agosto de 1954
 
 
 O próximo salto tecnológico ocorreu após duas décadas, com o advento da fotografia e o uso de 
recursos de “escrever com a luz” – a “fotocomposição” – tecnologia que chegou ao mercado no 
final dos anos 1970 e início de 1980. A composição que era realizada com os tipos metálicos, na 
linotipo, também era chamada de composição “a quente” porque, após selecionar os tipos metálicos 
que compunham a linha, uma quantidade de metal aquecido em estado líquido era derramada sobre 
os tipos resfriando e solidificando-se rapidamente, criando uma união das letras (tipos) que 
formavam a linha de texto composto. Para realizar o processo, a linotipo mantinha uma pequena 
caldeira com metal aquecido em estado líquido e isso tornava o ambiente de trabalho quente e 
bastante insalubre, já que gases eram emitidos no aquecimento dos metais. Como contraponto, a 
fotocomposição (tecnologia que estava chegando) foi chamada de composição “a frio”.
A fotocomposição foi possível quando se desenvolveu o papel fotossensível, ou “papel fotográfico”, 
tintas e emulsões sensíveis à luz que funcionavam como camadas fixadas em acetatos, ou chapas 
de metal que podiam ser removidas somente após exposição à luz. O texto passou a ser composto 
em um equipamento computadorizado (figura abaixo) que emite um feixe de luz que passa por uma 
chapa com o desenho da letra perfurado, sensibilizando o papel fotográfico de acordo com o molde 
(letra). Após passar pela fotocompositora, o texto adquiria o formato da fonte (tipo) e largura da 
coluna escolhida pelo operador.
Figura 8
É claro que a fotocomposição e outras tecnologias baseadas na fotografia ajudaram muito na 
produção dos jornais. A partir daí, o uso de fotografias foi popularizado e também o uso das cores e 
os jornais passaram a ser bem mais atraentes. Veja as capas a seguir:
Figura 9 – O Estado de S. Paulo, de 9 de março de 1986, e Jornal 
da Tarde, de 7 de abril de 1976. Ambos jornais do mesmo grupo
Como se vê, a qualidade dos jornais melhorou muito com o uso da fotocomposição. Os processos 
de impressão também foram modernizados com o uso de matrizes flexíveis – uma evolução nos 
sistemas de impressão indireta por cilindros chamada de Offset.
Com o uso da fotografia, foi possível dominar a projeção de imagens em preto e branco e coloridas 
e a consequente separação de cor em cores básicas. Estava desenvolvida a tecnologia de impressão 
em quatro cores (na verdade 3 cores básicas, pigmentos: ciano, magenta e amarelo – mais o preto 
como auxiliar, pois, a rigor, o preto é não cor). Veja a figura abaixo em que uma foto colorida passa 
por filtros de cor e tem a separação em 3 cores básicas mais o preto. A partir da separação de 
cores, a impressora na gráfica recompõe a imagem colorida (foto), imprimindo as cores básicas que 
criarão o efeito visual de uma fotografia colorida. Para o leitor, a página do jornal com a foto 
impressa colorida fica em boa qualidade (Figura 11), mas se o leitor aproximar uma lupa (lente) da 
foto impressa perceberá os pontos de cada cor básica impressos no papel.
Os anos 1980 marcam oficialmente a chegada das cores aos jornais diários. Se você pesquisar, verá 
que bem antes alguns jornais usaram cor em suas páginas, mas era um uso esporádico e como cor 
especial, ou seja, o uso de uma tinta específica no tom desejado e não a partir da decomposição da 
cor e a recomposição na impressora a partir de 3 cores básicas mais o preto. No início, os jornais se 
entusiasmaram com a nova tecnologia e houve um certo exagero, caracterizando um período 
chamado por estudiosos de “edições araras”. Com o tempo, houve um uso mais cuidadoso das 
cores e diversos jornais como, por exemplo, a Folha de S.Paulo, que reduziu por várias vezes sua 
paleta de cores com o argumento de que, ao usar menos oferta de cores, o jornal ficaria com uma 
aparência de mais colorido. Pode parecer estranho, mas faz todo o sentido usar menos cores e ape- 
nas em alguns elementos do jornal, pois isso impacta mais o leitor. Além disso, o uso específico de 
determinada cor atribui um sentido de cor sinalizadora, ou seja, visto que o jornal sempre utiliza a 
cor azul em contorno de um texto opinativo, o leitor entenderá que onde aparecer o contorno azul 
trata-se de uma opinião sobre o assunto tratado.
Figura 10
 
 
Antes que o século XX terminasse, uma nova revolução impactou a produção dos jornais. A 
chegada dos computadores nas redações ocorreu junto com a oferta de softwares de DTP (Desktop 
Publishing), editoração eletrônica, e isso provocou grandes mudanças entre os profissionais 
empenhados no desenho dos jornais. Antes desse momento, existia o profissional que desenhava o 
layout e o que realizava a composição de acordo com o solicitado. Havia uma certa separação entre 
profissionais da redação (jornalistas, diagramadores etc.) e os da indústria gráfica. Com a editoração 
eletrônica, o jornalista acompanha o diagramador que monta a página na própria redação e tem 
uma visão imediata no monitor do computador. Isso facilita o fechamento da edição, 
dimensionamento de fotos, quantidade de textos e todos os elementos que estarão na página do 
jornal. Após aprovado o layout, o diagramador, ou o próprio jornalista, executa no computador as 
rotinas para exportar o arquivo para a indústria gráfica. Isso exigiu um novo perfil de profissionais 
de planejamento visual gráfico e permitiu o uso de recursos mais criativos para as páginas dos 
jornais. Veja alguns layouts de capas mais atuais:
Figura 11
 
 
As inovações tecnológicas não param e certamente, quando você acessar este material, outras 
novidades estarão disponíveis no universo da produção do jornal impresso. Há ainda uma nova 
tecnologia já em uso e que, em breve, deverá ser a principal modalidade de impressão de jornais, 
que é a impressão totalmente digital. Já existem no mercado, em gráficas de alta tecnologia, 
impressoras de grandes formatos (o que permite imprimir jornais standard) que não usam as 
matrizes (chapas)para cada uma das cores básicas. O arquivo é enviado digitalmente à impressora e 
a folha é impressa em poucos segundos. Algumas dessas impressoras podem até trabalhar com 
papel em bobina, como as conhecidas rotativas. Atualmente, essas impressoras digitais são 
utilizadas para impressões personalizadas, podendo ser cada exemplar diferente em partes, ou no 
todo. Porém, para grandes tiragens do mesmo original, ainda perdem em custo para as tradicionais 
impressoras rotativas. No entanto, seguindo a tendência atual, em breve terão custos até mais 
baratos do que a impressão tradicional, e aí elas vão “reinar” no mercado. 
 
Análise Morfológica de Jornais
Em primeiro lugar, é preciso esclarecer o que é e qual é a importância desse tipo de análise. Veja, os 
meios de comunicação de massa, jornais impressos, rádio, TV, cinema foram surgindo e 
despertaram preocupações de estudar seus efeitos – os processos de produção de informação, os 
veículos e o impacto de sua comunicação no público – de forma mais ampla e com critérios aceitos 
pela comunidade científica. Dessa forma, a análise morfológica dos jornais diz respeito a um estudo 
da forma como as notícias estão desenhadas no jornal e por isso será útil para a reflexão de 
Planejamento Visual Gráfico em Jornalismo.
Esses estudos começaram a ser desenvolvidos assim que os cursos de Comunicação e Jornalismo 
foram se estabelecendo no país, por volta da metade do século XX. Um dos maiores pesquisadores 
da área foi o professor José Marques de Melo (1972), que, em seus estudos de Jornalismo 
Comparado, formulou os métodos e critérios que vamos utilizar a seguir.
O recurso de pesquisar a forma dos jornais é sempre útil para ter uma com- preensão objetiva 
sobre o desenho de um jornal e sair da opinião subjetiva de afirmar que o jornal é bonito ou feio, 
referência que podem variar de acordo com o observador. Ao analisar o desenho da capa de um 
determinado jornal, vamos descobrir quanto de texto está ocupando a área (capa), quanto de fotos, 
títulos e outros elementos que compõem a página.
Vamos analisar um único dia de um jornal, mas o ideal é levantar os dados de, no mínimo, uma 
semana de jornal para ter uma média de ocupação dos espaços. Outro método muito rico é levantar 
os mesmos índices em dois jornais distintos e, assim, comparar os dados, o que caracteriza o méto- 
do de análise comparada, muito útil e respeitado entre os pesquisadores.
Figura 12
 
 
Antes de iniciar a análise, observe a capa do jornal Folha de S.Paulo, do dia 25 de julho de 2016 
(abaixo), e faça uma avaliação pessoal. O que você acha dos espaços ocupados com textos, título, 
fotos, logotipo e publicidade?
Vamos ver o que descobrimos com um levantamento de dados e posterior análise morfológica. 
Acompanhe o método para levantamento dos dados:
A primeira coisa a fazer é definir o objetivo do uso do método, no caso: O nosso objetivo é 
descobrir qual o espaço na capa do jornal acima está dedicado, em comparação percentual, para 
textos, títulos, fotos, logotipo e publicidade.
Se nosso interesse é avaliar a distribuição dos elementos no espaço, precisamos saber qual a área 
ocupada pelos elementos. Para descobrir esta resposta, devemos fazer o seguinte:
Calcular a área total da capa do jornal. Não utilizaremos a referência largura x altura para este 
cálculo e sim altura x colunas. O resultado será sempre dado em centímetros por coluna. Foi 
assim que se convencionou trabalhar a área ocupada do jornal, seja para o jornalismo, ou para 
a pu- Deve-se medir a altura da coluna em toda a área impressa e multiplicar pela quantidade 
de colunas, no caso, 6 colunas x 52 cm de altura. A área disponível é 52 cm x 6 colunas, ou 
seja, 312 cm/col (centímetros por coluna).
1. 
Figura 13
 
 
Agora é necessário medir cada tipo de elemento Primeiro, os textos (cm/col), seguido por 
título, fotos, logotipo e publicidade. Vamos lá:
2. 
Figura 14 – Textos = 48 cm/col | Títulos = 67 cm/col
 
 
Figura 15 – Foto = 78 cm/col | Logotipo = 67 cm/col
 
 
Figura 16 – Publicidade = 78 
cm/col
 
 
Figura 17
 
 
 Com os dados objetivos do levantamento, é possível fazer algumas considerações:
Em primeiro lugar, há uma distribuição dos elementos mais ou menos equilibrada, ou seja, 
cada elemento ocupa de 11% a 25% de área disponível da página;
•
Os textos, que costumam pesar mais no desenho por ter letras menores (corpo menor), 
ocupam apenas 15%;
•
As fotos dominam 25% do espaço, ou seja, ¼ da área disponível;•
As áreas em branco, sem nenhum elemento impresso, são importantes para arejar a página, e 
representam 11% da área.
•
Com essa simples análise, podemos concluir que essa edição tem uma distribuição equilibrada dos 
elementos, coerente com a importância que as imagens têm na atualidade (1/4 do espaço), e tem 
um arejamento necessário para a capa não ficar muito “pesada”. Embora utilize adequadamente os 
elementos, podemos considerar um estilo conservador de desenho, com várias chamadas de 
assuntos internos. Para desenvolver um layout mais ousado será necessário aumentar a área em 
branco, reduzir textos e títulos (quantidade de destaques na capa) e aumentar a escala (tamanho) 
das fotos.
Assim, encerramos esta unidade deixando um convite para que você desenvolva análises de jornais 
regionais e experimente pensar em outras possibilidades de desenhos dos jornais. Será um caminho 
muito rico e criativo para você seguir. Até a próxima!
Material Complementar
Vídeos
Documentários sobre design para você assistir no seu tempo livre
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From Hot Metal to Cold Type - 1965
Da composição a quente à composição a frio (fotocomposição) (em inglês).
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Filmes sobre impressão, indústria gráfica e jornais.
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A notícia e o diagrama: entrevista inédita com Amilcar de Castro
Entrevista com o artista Amilcar de Castro sobre a Reforma Gráfica do Jornal do Brasil
– Revista na base Scielo.
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Arquivo Público do Estado de São Paulo Acervo do Jornal Última Hora.
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Diario Carioca (RJ) - 1928 a 1929
Todo o acervo do Jornal Diário Carioca.
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https://goo.gl/byyrs1
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https://goo.gl/bDVXjm
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Referências
CANTERO, F. Dicionário técnico da indústria gráfica – Inglês/Português. São Paulo: Penhense 
Ltda., 1992. 362p.
LAGE, N. A Reportagem: teoria e técnica de entrevista e pesquisa jornalística. Rio de Janeiro: 
Record, 2001. 189p.
MARCONDES FILHO, C. Comunicação e jornalismo: a saga dos cães perdi- dos. 2. ed. São Paulo: 
Hacker, 2002. 167 p.
MELO, J. M. Estudos de Jornalismo Comparado. São Paulo: Pioneira, 1972. 264p.
WILLIAMS, R. Design para quem não é designer: noções básicas de planeja- mento visual. 7. ed. São 
Paulo: Callis, 1995.144 p. (e-book)
História da Tipografia. Disponível em <http://tipografos.net/cadernos/cader-nos-2.pdf>. Acessado 
em: 20/06/2018.
Revista Eletrônica Novos Estudos Cebrap, no 78, julho de 2007. Disponível em: 
<http://ref.scielo.org/37jdqy>. Acessado em: junho de 2018.