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Romantismo e a idealizaça o da mulher Nome: Jullia Santana Moura N°25 2°A Professora: Claudete Disciplina: Língua Portuguesa Perguntas e repostas das aulas do centro de mídias O que foi feito na aula ° Aprenderemos sobre o movimento literário, romantismo e seu contexto histórico. ° Leremos um trecho de José de Alencar. ° Pensaremos sobre o modo como as mulheres eram retratadas nos romances do romantismo, em relação ao período atual. Perguntas propostas na aula Quando você pensa em romantismo, o que vem a sua mente? Vem a minha mente, obras românticas com um pouco de drama e histórias de amor, como Romeu e Julieta, namoro, presentes e flores, e serenatas. Caderno do Aluno, Página 109. ° O romantismo iniciou-se em 1836, logo após a independência política do Brasil, sendo influenciado pelos ideais da Revolução Francesa e da Independência dos Estados Unidos, contrapondo-se ao colonialismo português e buscando uma identidade nacional. ° Este movimento literário foi dividido em três diferentes gerações, sendo a primeira conhecida como Nacionalista/ Indianista, a segunda como Ultrarromânticas e a terceira, Condoreira. ° Destaque trechos em que elas se evidenciam para comparar o perfil feminino do século XIX representado nas obras da época, com o perfil das mulheres do século XXI. ° Apresente ao seu professor de língua portuguesa Pesquise sobre o Romantismo brasileiro e português. Observe as diferenças entre as três gerações românticas, as características das obras e a biografia dos autores, considerando a poesia e os romances escritos no período. Faça um levantamento sobre as personagens femininas presentes nas obras românticas, no que se refere aos aspectos físicos, psicólogos e ao papel social a elas destinado. Destaque trechos em que elas se evidenciam, para comparar o perfil feminino do século XIX representado nas obras da época, com o perfil das mulheres do século XXI. Apresente ao seu professor de língua portuguesa. Pequena pesquisa A diferença é que o romantismo é uma espécie de estética literária em Portugal, que deu origem à chamada era moderna ou romântica; no Brasil, o romantismo marcou o início de uma verdadeira literatura nacional e estava inerentemente relacionada ao processo de independência colonial Ligação. Iracema (1865), Lucíola (1862) e Senhora, pertencentes ao período literário do Romantismo brasileiro e, em seguida, procura enfatizar o papel feminino dentro da sociedade da época, em que pouca voz a mulher tinha. O autor José de Alencar, ao ter como objeto de criação as personagens femininas Iracema, Lúcia e Aurélia, trabalha com maestria para delineá-las numa visão dinâmica e diversa, e mostra que o comportamento dessas personagens não se limita ao de mulheres idealizadas para os padrões morais e intelectuais daquela época, muito menos com os valores presentes nas famílias patriarcalistas. A ordem dos perfis a serem trabalhados segue em primeiro lugar com Iracema, a virgem dos lábios de mel; em segundo, Lúcia, mulher independente, dona de suas vontades e de seu corpo; e em terceiro, Aurélia, independente nas relações amorosas e financeiras. No Brasil, os romances publicados diariamente nos jornais, sob a forma de folhetins, são traduções de obras estrangeiras. O folhetim desaparece no século XX e o romance evolui. O primeiro romance brasileiro propriamente dito é O Filho do Pescador (1843), de Teixeira e Sousa, e A Moreninha (1844), de Joaquim Manuel de Macedo, é publicado no ano seguinte. IRACEMA: é a índia que se apaixona pelo guerreiro branco, num romance em que a linguagem é muito poética e até ritmada. O nome Iracema é um anagrama da palavra América e também é construído a partir das palavras Ira (mel) e ceme (lábios), que resultou em Iracema, a virgem dos lábios de mel. LUCÍOLA: Maria da Glória, uma menina de catorze anos, durante a epidemia de febre amarela de 1850, vê toda a família cair doente e, para não deixá-la morrer da febre e da fome, deixa-se possuir pelo Couto, um vizinho que a possuiu em troca de dinheiro. A personagem principal Lúcia é muito complexa, para ela a prostituição é um eterno tormento. Ela tem grande sentimento de culpa e acredita que somente ficaria limpo, de todo pecado que havia cometido, se morresse. Esse romance faz uma crítica social aos costumes da época. É considerado um romance urbano, pois fala do cotidiano e descreve a vida na cidade. SENHORA: Aurélia Camargo, moça pobre que vive com a mãe viúva num bairro do Rio de Janeiro, apaixona-se por Fernando Seixas, que também se apaixona por ela, levando-os a pensar em casamento. Ambicioso por subir na vida a qualquer custo, esse rapaz elegante disfarça no luxo das aparências suas precárias condições econômicas a fim de impressionar possíveis moças casadoiras, que sejam donos de abonados dotes financeiros e, por isso Seixas troca Aurélia por Adelaide Amaral: por causa do seu suposto dote. Aurélia sente-se humilhada, desprezada e se enche de mágoas e raiva. Depois de receber uma fabulosa herança e enjoada do assédio interesseiro da maioria dos jovens pretendentes, resolve vingar-se de Fernando, por quem continua apaixonada, reconquistando-o com a mesma arma que o havia afastado dela, o dinheiro. São perfis femininos, retratos de mulheres fantásticas que, ao mesmo tempo são delicadas e fortes, submissas e sedutoras. Esses três perfis femininos, Iracema, Lúcia e Aurélia, não se deixaram dominar nem pelo meio, nem pela família. São mulheres que mesmo sob um olhar romântico, em uma época onde não se cogitava que a mulher tivesse o poder de decisão, apresentam outra postura, não são submissas ao sistema da sociedade vigente. Cada uma à sua maneira em busca de um ideal ultrapassa limites, barreiras e estabelece o seu próprio modo de ser, sua própria postura em busca de autonomia. ° A produção literária da 1° e da 2° gerações românticas, do século XIX, destacou a mulher como figura idealizada. ° Identifique, no trecho retirado da obra Senhora, características que comprovem essa afirmação. Aurélia moça pobre que recebeu herança (quando ficou rica praticamente comprou o noivo Seixas) Naquela época, o padrão social era que uma mulher deveria ter um marido. O trecho explica em que na época em que era pobre foi rejeitada e a ao receber a herança, tornou-se uma musa dos poetas, reconhecidos na sociedade e idealizados financeiramente, mas no campo amoroso, era triste. (rica e famosa símbolo de ternura e amor, uma deusa). A mulher nos livros românticos é uma deusa intocável. O que é possível identificar quanto ao perfil da personagem Aurélia, por meio de sua descrição? O perfil de uma mulher graciosa, nos bailes, uma mulher poderosa, jovem, famosa, porém órfã. Qual figura de linguagem este presente neste trecho? Uma metáfora. “Aurélia, no enredo do romance “Senhora” de José de Alencar, é a herdeira de um rico senhor. Como a sociedade não vê com bons olhos uma mulher rica viver se, marido, ela decide organizar um casamento por convivência.”. Hoje em dia, as mulheres ricas não precisam se casar para serem aceitas na sociedade. Em sua opinião, a que se deve essa mudança? A mulher se tornou independente, deixou de ser submissa, adquiriu cultura, vontade própria, lutando por seus objetivos e direitos, sem precisar da figura masculina. Uma mudança de mentalidade. Qual sua opinião em relação ao casamento por interesse financeiro, de poder, status ou prestígio? Comente. Dependente da classe social se houver amor entre ambos, um pode ajudar o outro a construir um patrimônio, melhorando suas finanças, se for por interesse será uma coisa passageira, pois de o dinheiro de um acabar o outro vai embora. Bibliografia: Sites e PDFS do Google e apostila. Microsoft Word - 179-792-1-SM.docfile: 18/06 - 2ª série EM - Língua Portuguesa - Romantismo e a idealização da mulher - YouTubewww.youtube.comfile:///C:/Users/Sueli/Downloads/Dialnet-IracemaLuciaEAureliaTresPersonagensFemininasSobOOl-4034716%20(2).pdf https://www.youtube.com/watch?v=oI5dCsw8EuY&t=1394s https://www.youtube.com/watch?v=oI5dCsw8EuY&t=1394s https://www.youtube.com/watch?v=oI5dCsw8EuY&t=1394s