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Historiografia

Simulado de revisão de Historiografia com questões objetivas e respostas marcadas sobre Nova História, interdisciplinaridade e micro-história, História Oral, crítica documental (Le Goff) e trecho de Carlo Ginzburg (O queijo e os vermes).

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Miria Silva

em

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

O autor dessa passagem, Carlo Giznburg, é considerado um dos mais influentes autores da chamada micro-história e da cultura popular na Idade Moderna. Com base nas concepções desse autor e da micro-história, avalie as afirmacoes a seguir:

I – Apesar das diferenças entre a cultura popular e a cultura de elite, havia entre elas uma relação de interações e de influências recíprocas, isto é, havia uma “circularidade”.
II – A falta de evidências sobre a cultura popular impediu que se realizassem pesquisas, por exemplo, sobre a vida dos camponeses que, por serem iletrados, não participavam do que os historiadores consideram como esfera “produtora de cultura”.
III – Entre a cultura das classes populares e os setores aristocráticos da sociedade europeia da Idade Moderna havia uma fronteira bem definida, que refletia o abismo econômico e de status social entre ambos e, nesse sentido, o caso do moleiro Menochio deve ser interpretado como curiosidade e exceção.
IV – Baseada na exploração exaustiva das fontes e na descrição etnográfica, a micro-história adota uma perspectiva de observação dos fenômenos em escala reduzida, diferentemente das propostas da história serial e quantitativa.
A) I e II.
B) I e IV.
C) I, III e IV.
D) II, III e IV.
E) II e III.

É correto apenas o que se afirma em:

I. A micro-história é uma abordagem que busca compreender os fenômenos históricos por meio de estudos de casos individuais.
II. A micro-história é uma abordagem que se baseia na análise quantitativa e serial das fontes históricas.
III. A micro-história é uma abordagem que se concentra na observação dos fenômenos em escala reduzida.
IV. A micro-história é uma abordagem que se baseia na exploração exaustiva das fontes e na descrição etnográfica.
A) I e II.
B) II e III.
C) I e IV.
D) I, III e IV.
E) II, III, e IV.

Em relação à festa como objeto da História é correto afirmar que

A) os estudos produzidos ficaram muito restritos à produção francesa e com escassa repercussão no Brasil em virtude da pequena quantidade de celebrações em nosso calendário anual.
B) a aceitação imediata de trabalhos referentes à festa pelos estudiosos do tema conciliou os historiadores que passaram a adotar uma postura homogênea no campo teórico-metodológico.
C) os historiadores especializados tiveram de lidar criticamente com as implicações decorrentes do vínculo particular da festa com o tempo, isto é, da dupla abertura do presente da festa para o passado e para o futuro.
D) os estudos sobre a celebração de festas promoveram a aproximação interdisciplinar entre história e psicanálise, convertendo os historiadores em cientistas psicanalisados.
E) os trabalhos produzidos servem de entretenimento para os estudantes e o público leitor tornando, assim, o ensino de história menos monótono e anacrônico.
A) os estudos produzidos ficaram muito restritos à produção francesa e com escassa repercussão no Brasil em virtude da pequena quantidade de celebrações em nosso calendário anual.
B) a aceitação imediata de trabalhos referentes à festa pelos estudiosos do tema conciliou os historiadores que passaram a adotar uma postura homogênea no campo teórico-metodológico.
C) os historiadores especializados tiveram de lidar criticamente com as implicações decorrentes do vínculo particular da festa com o tempo, isto é, da dupla abertura do presente da festa para o passado e para o futuro.
D) os estudos sobre a celebração de festas promoveram a aproximação interdisciplinar entre história e psicanálise, convertendo os historiadores em cientistas psicanalisados.
E) os trabalhos produzidos servem de entretenimento para os estudantes e o público leitor tornando, assim, o ensino de história menos monótono e anacrônico.

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre a História das Mentalidades.

( ) Trata-se de uma modalidade historiográfica que privilegia a análise de temas econômicos e a atuação dos grupos sociais que controlam a economia do seu tempo.
( ) Para Max Weber trata-se da forma de traduzir a circularidade de cultura, que permite a socialização dos indivíduos e a identificação das características comuns de um grupo específico.
( ) Para Chartier é uma história do sistema de crenças, de valores e de representações próprios a uma época ou grupo.
( ) Segundo Duby, a designação ajustava-se à necessidade de explicar o que de mais profundo persiste e dá sentido à vida material das sociedades.
( ) Le Goff afirma que o nível da história das mentalidades é o que escapa aos sujeitos particulares da história, porque revelador do conteúdo impessoal do seu pensamento.
A) V • F • F • V • F.
B) F • F • V • F • V.
C) F • V • V • F • F.
D) F • V • F • V • V.
E) V • F • V • V • V.

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Questões resolvidas

O autor dessa passagem, Carlo Giznburg, é considerado um dos mais influentes autores da chamada micro-história e da cultura popular na Idade Moderna. Com base nas concepções desse autor e da micro-história, avalie as afirmacoes a seguir:

I – Apesar das diferenças entre a cultura popular e a cultura de elite, havia entre elas uma relação de interações e de influências recíprocas, isto é, havia uma “circularidade”.
II – A falta de evidências sobre a cultura popular impediu que se realizassem pesquisas, por exemplo, sobre a vida dos camponeses que, por serem iletrados, não participavam do que os historiadores consideram como esfera “produtora de cultura”.
III – Entre a cultura das classes populares e os setores aristocráticos da sociedade europeia da Idade Moderna havia uma fronteira bem definida, que refletia o abismo econômico e de status social entre ambos e, nesse sentido, o caso do moleiro Menochio deve ser interpretado como curiosidade e exceção.
IV – Baseada na exploração exaustiva das fontes e na descrição etnográfica, a micro-história adota uma perspectiva de observação dos fenômenos em escala reduzida, diferentemente das propostas da história serial e quantitativa.
A) I e II.
B) I e IV.
C) I, III e IV.
D) II, III e IV.
E) II e III.

É correto apenas o que se afirma em:

I. A micro-história é uma abordagem que busca compreender os fenômenos históricos por meio de estudos de casos individuais.
II. A micro-história é uma abordagem que se baseia na análise quantitativa e serial das fontes históricas.
III. A micro-história é uma abordagem que se concentra na observação dos fenômenos em escala reduzida.
IV. A micro-história é uma abordagem que se baseia na exploração exaustiva das fontes e na descrição etnográfica.
A) I e II.
B) II e III.
C) I e IV.
D) I, III e IV.
E) II, III, e IV.

Em relação à festa como objeto da História é correto afirmar que

A) os estudos produzidos ficaram muito restritos à produção francesa e com escassa repercussão no Brasil em virtude da pequena quantidade de celebrações em nosso calendário anual.
B) a aceitação imediata de trabalhos referentes à festa pelos estudiosos do tema conciliou os historiadores que passaram a adotar uma postura homogênea no campo teórico-metodológico.
C) os historiadores especializados tiveram de lidar criticamente com as implicações decorrentes do vínculo particular da festa com o tempo, isto é, da dupla abertura do presente da festa para o passado e para o futuro.
D) os estudos sobre a celebração de festas promoveram a aproximação interdisciplinar entre história e psicanálise, convertendo os historiadores em cientistas psicanalisados.
E) os trabalhos produzidos servem de entretenimento para os estudantes e o público leitor tornando, assim, o ensino de história menos monótono e anacrônico.
A) os estudos produzidos ficaram muito restritos à produção francesa e com escassa repercussão no Brasil em virtude da pequena quantidade de celebrações em nosso calendário anual.
B) a aceitação imediata de trabalhos referentes à festa pelos estudiosos do tema conciliou os historiadores que passaram a adotar uma postura homogênea no campo teórico-metodológico.
C) os historiadores especializados tiveram de lidar criticamente com as implicações decorrentes do vínculo particular da festa com o tempo, isto é, da dupla abertura do presente da festa para o passado e para o futuro.
D) os estudos sobre a celebração de festas promoveram a aproximação interdisciplinar entre história e psicanálise, convertendo os historiadores em cientistas psicanalisados.
E) os trabalhos produzidos servem de entretenimento para os estudantes e o público leitor tornando, assim, o ensino de história menos monótono e anacrônico.

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre a História das Mentalidades.

( ) Trata-se de uma modalidade historiográfica que privilegia a análise de temas econômicos e a atuação dos grupos sociais que controlam a economia do seu tempo.
( ) Para Max Weber trata-se da forma de traduzir a circularidade de cultura, que permite a socialização dos indivíduos e a identificação das características comuns de um grupo específico.
( ) Para Chartier é uma história do sistema de crenças, de valores e de representações próprios a uma época ou grupo.
( ) Segundo Duby, a designação ajustava-se à necessidade de explicar o que de mais profundo persiste e dá sentido à vida material das sociedades.
( ) Le Goff afirma que o nível da história das mentalidades é o que escapa aos sujeitos particulares da história, porque revelador do conteúdo impessoal do seu pensamento.
A) V • F • F • V • F.
B) F • F • V • F • V.
C) F • V • V • F • F.
D) F • V • F • V • V.
E) V • F • V • V • V.

Prévia do material em texto

23/09/2023 18:19:22 1/5
REVISÃO DE SIMULADO
Nome:
MIRIÃ CONCEIÇÃO SILVA
Disciplina:
Historiografia
Respostas corretas são marcadas em amarelo X Respostas marcardas por você.
Questão
001 MONTE HOREBE 2019) Sobre a corrente teórico metodológica, conhecida como Nova
História, é CORRETO afirmar:
A) Para essa concepção, a história deve estudar apenas os eventos de ordem política.
B) A História do Cotidiano e a micro-história não são compatíveis com o debate da Nova
História.
C) A nova história fragmentou o conhecimento histórico e adotou objetos de estudos
irrelevantes para este campo de saber.
X D) Novos objetos de estudo só devem ser incorporados quando provarem que se tratam de
eventos históricos de amplo alcance nas sociedades humanas.
E) A nova história ampliou o conhecimento histórico com a inserção de novos temas e
novas fontes para a construção da narrativa histórica.
Questão
002 (SÃO JOSÉ 2018) De forma evidente a interdisciplinaridade passou a ser utilizada pelos
historiadores a partir da década de 1970, na qual a antropologia e a sociologia, entre
outras ciências, foram utilizadas como instrumentos para compreender as tradições e
outros fenômenos. Os adeptos desta corrente abandonaram os antigos esquemas
teóricos generalizantes e passaram a investigar grupos particulares e períodos
específicos.
A nova forma de abordagem resultou no surgimento de publicações relevantes sobre
gênero, minorias, hábitos e costumes, entre outros temas, e passou a ser denominada
A) História Cultural.
X B) História das Minorias.
C) História Mental.
D) Estudos Sociais.
E) História de Vida.
Questão
003 (CAMPOS NOVOS 2019) Sobre a História Oral é correto afirmar que
A) trata-se de uma técnica que tem por base os depoimentos gravados submetidos a
outros tratamentos como a transcrição.
B) trata-se de um método histórico fundamental para a criação de acervos documentais
sobre temas que não têm registros escritos.
X C) é uma forma de se escrever a história utilizando exclusivamente fontes orais, quando
suficientes para tratar de um tema
D) é uma estratégia que permite aos historiadores a abordagem de acontecimentos
históricos ocorridos recentemente e a escrever a história das minorias.
E) é uma teoria da história fundada na gravação de depoimentos de pessoas que
vivenciaram experiências históricas dignas de registro.
23/09/2023 18:19:22 2/5
Questão
004 (MONTE HOREBE 2019) “O documento é monumento. Resulta do esforço das
sociedades históricas para impor ao futuro – voluntária ou involuntariamente –
determinada imagem de si próprias. No limite, não existe um documento-verdade. Todo
o documento é mentira. Cabe ao historiador não fazer o papel de ingênuo. Os
medievalistas, que tanto trabalharam para construir uma crítica – sempre útil, decerto –
do falso, devem superar esta problemática porque qualquer documento é, ao mesmo
tempo, verdadeiro – incluindo, e talvez sobretudo, os falsos – e falso, porque um
monumento é em primeiro lugar uma roupagem, uma aparência enganadora, uma
montagem. É preciso começar por desmontar, demolir esta montagem, desestruturar
esta construção e analisar as condições de produção dos documentos-monumentos”(LE
GOFF, 2005).
A partir da citação acima, depreendem-se as seguintes afirmações sobre o conceito de
documento como monumento:
I. Os monumentos são documentos, porque também indicam as pistas para se construir
o passado histórico e as suas verdades.
II. Todo documento é produzido de maneira inocente e não busca induzir a construção
de versões pré-determinadas do passado.
III. Nenhum documento é inocente. Todos são monumentos, porque sobrevivem ao
passado de maneira intencional e proposital.
É CORRETO o que se afirma em:
A) I apenas.
B) III apenas.
X C) II apenas.
D) I e III.
E) I e II.
23/09/2023 18:19:22 3/5
Questão
005 (ENADE 2014) “A escassez de testemunhos sobre o comportamento e atitudes das
classes subalternas do passado é com certeza o primeiro – mas não o único – obstáculo
contra o qual as pesquisas históricas do gênero se chocam. Porém, é uma regra que
admite exceções. Esse livro conta a história de um moleiro friuliano, Domenico
Scandella, conhecido por Menochio – queimado por ordem do Santo Ofício, depois de
uma vida transcorrida em total anonimato. A documentação dos dois processos abertos
contra ele, nos dá um quadro de suas ideias e sentimentos, fantasias e aspirações.
Outros documentos nos fornecem indicações sobre suas atividades econômicas, sobre a
vida de seus filhos. Temos também algumas páginas escritas por ele mesmo e uma lista
parcial de suas leituras (sabia ler e escrever_. Gostaríamos, é claro, de saber muitas
coisas sobre Menochio. Mas o que temos em mãos já nos permite reconstruir um
fragmento do que se costuma denominar “cultura das classes subalternas”, ou ainda
“cultura popular”.”
GINZBURG, C. O queijo e os vermes. São Paulo: Cia das Letras, 1987, p. 16 (adaptado)
O autor dessa passagem, Carlo Giznburg, é considerado um dos mais influentes autores
da chamada micro-história e da cultura popular na Idade Moderna. Com base nas
concepções desse autor e da micro-história, avalie as afirmações a seguir:
I – Apesar das diferenças entre a cultura popular e a cultura de elite, havia entre elas
uma relação de interações e de influências recíprocas, isto é, havia uma “circularidade”.
II – A falta de evidências sobre a cultura popular impediu que se realizassem pesquisas,
por exemplo, sobre a vida dos camponeses que, por serem iletrados, não participavam
do que os historiadores consideram como esfera “produtora de cultura”.
III – Entre a cultura das classes populares e os setores aristocráticos da sociedade
europeia da Idade Moderna havia uma fronteira bem definida, que refletia o abismo
econômico e de status social entre ambos e, nesse sentido, o caso do moleiro Menochio
deve ser interpretado como curiosidade e exceção.
IV – Baseada na exploração exaustiva das fontes e na descrição etnográfica, a micro-
história adota uma perspectiva de observação dos fenômenos em escala reduzida,
diferentemente das propostas da história serial e quantitativa.
É correto apenas o que se afirma em
A) I e II.
B) I e IV.
C) I, III e IV.
X D) II, III e IV.
E) II e III.
23/09/2023 18:19:22 4/5
Questão
006 (ENADE 2014) A escassez de testemunhos sobre o comportamento e atitudes das
classes subalternas do passado é com certeza o primeiro – mas não o único – obstáculo
contra o qual as pesquisas históricas do gênero se chocam. Porém, é uma regra que
admite exceções. Esse livro conta a história de um moleiro friuliano, Domenico
Scandella, conhecido por Menochio – queimado por ordem do Santo Ofício, depois de
uma vida transcorrida em total anonimato. A documentação dos dois processos abertos
contra ele, nos dá um quadro de suas ideias e sentimentos, fantasias e aspirações.
Outros documentos nos fornecem indicações sobre suas atividades econômicas, sobre a
vida de seus filhos. Temos também algumas páginas escritas por ele mesmo e uma lista
parcial de suas leituras (sabia ler e escrever_. Gostaríamos, é claro, de saber muitas
coisas sobre Menochio. Mas o que temos em mãos já nos permite reconstruir um
fragmento do que se costuma denominar “cultura das classes subalternas”, ou ainda
“cultura popular”.
GINZBURG, C. O queijo e os vermes. São Paulo: Cia das Letras, 1987, p. 16 (adaptado)
O autor dessa passagem, Carlo Giznburg, é considerado um dos mais influentes autores
da chamada micro-história e da cultura popular na Idade Moderna. Com base nas
concepções desse autor e da micro-história, avalie as afirmações a seguir:
I. Apesar das diferenças entre a cultura popular e a cultura de elite, havia entre elas
uma relação de interações e de influências recíprocas, isto é, havia uma “circularidade”.
II. A falta de evidências sobre a cultura popular impediu que se realizassem pesquisas,
por exemplo, sobre a vida dos camponeses que, por serem iletrados, não participavam
do que os historiadores consideram como esfera “produtora de cultura”.
III. Entre a cultura das classes populares eos setores aristocráticos da sociedade
europeia da Idade Moderna havia uma fronteira bem definida, que refletia o abismo
econômico e de status social entre ambos e, nesse sentido, o caso do moleiro Menochio
deve ser interpretado como curiosidade e exceção.
IV. Baseada na exploração exaustiva das fontes e na descrição etnográfica, a micro-
história adota uma perspectiva de observação dos fenômenos em escala reduzida,
diferentemente das propostas da história serial e quantitativa.
É correto apenas o que se afirma em:
A) I e II.
B) II e III.
X C) I e IV.
D) I, III e IV.
E) II, III, e IV.
Questão
007 (IFPI 2014) As investigações históricas sobre o acontecer humano costumeiramente
deixavam de lado os modos como as coletividades se divertiam. Mas isso mudou e um
tipo específico de manifestação humana passou a interessar os historiadores: a festa.
Segundo Mona Ozouf: “A história, por um lado, desde há muito tempo tem se
preocupado conscientemente mais com os trabalhos e os esforços dos homens do que
com os seus divertimentos ou como se queira, com as suas diversões. Se as festas se
tornam doravante, com pleno direito, objeto da história, deve-se isso à dupla instigação
do folclore e da etnologia. Por frequentar um e outro campo, o historiador aprendeu a
levar em consideração a armadura que a ritualização dá à existência humana, mesmo
que seja uma ritualização anônima, desprovida de regulamentação explícita ou de
coesão coerente. Acrescenta-se que, com a psicanálise, a história aprendeu, ao mesmo
tempo, o interesse que pode ter a colheita do aparentemente insignificante”.
OZOUF, Mona. “A festa: sob a Revolução Francesa”. In: Jacques Le Goff; Pierre Nora.
História: Novos Objetos. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1989. p.216-232.
Em relação à festa como objeto da História é correto afirmar que
23/09/2023 18:19:22 5/5
A) os estudos produzidos ficaram muito restritos à produção francesa e com escassa
repercussão no Brasil em virtude da pequena quantidade de celebrações em nosso
calendário anual.
B) a aceitação imediata de trabalhos referentes à festa pelos estudiosos do tema conciliou
os historiadores que passaram a adotar uma postura homogênea no campo teórico-
metodológico.
C) os historiadores especializados tiveram de lidar criticamente com as implicações
decorrentes do vínculo particular da festa com o tempo, isto é, da dupla abertura do
presente da festa para o passado e para o futuro.
X D) os estudos sobre a celebração de festas promoveram a aproximação interdisciplinar
entre história e psicanálise, convertendo os historiadores em cientistas psicanalisados.
E) os trabalhos produzidos servem de entretenimento para os estudantes e o púbico leitor
tornando, assim, o ensino de história menos monótono e anacrônico.
Questão
008 (CAMPOS NOVOS 2019) Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F
) sobre a História das Mentalidades.
( ) Trata-se de uma modalidade historiográfica que privilegia a análise de temas
econômicos e a atuação dos grupos sociais que controlam a economia do seu tempo.
( ) Para Max Weber trata-se da forma de traduzir a circularidade de cultura, que permite
a socialização dos indivíduos e a identificação das características comuns de um grupo
específico.
( ) Para Chartier é uma história do sistema de crenças, de valores e de representações
próprios a uma época ou grupo.
( ) Segundo Duby, a designação ajustava-se à necessidade de explicar o que de mais
profundo persiste e dá sentido à vida material das sociedades.
( ) Le Goff afirma que o nível da história das mentalidades é o que escapa aos sujeitos
particulares da história, porque revelador do conteúdo impessoal do seu pensamento.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
A) V • F • F • V • F.
B) F • F • V • F • V.
C) F • V • V • F • F.
D) F • V • F • V • V.
X E) V • F • V • V • V.

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