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Farmacotécnica

Material sobre farmacotécnica: definições, vias de administração, formas farmacêuticas, desenvolvimento (propriedades físico‑químicas, estabilidade, excipientes), preparação magistral, documentos regulatórios e operações farmacêuticas básicas.

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Introdução
Vias de administração
Formas farmacêuticas
Soluções
Emulsões
Introdução
 Farmacotécnica é a área do conhecimento farmacêutico que estuda as
formulações, a preparação, a estabilidade, acondicionamento e a
dispensação das formas farmacêuticas. 
⦁ Em 1240 à farmácia foi oficialmente separada da medicina, e os
farmacêuticos passaram a prestar juramentos quanto a preparação de
medicamentos confiáveis e de qualidade.
 ⦁ Para o preparo de um medicamento, o fármaco normalmente precisa
está associado ao excipientes, ou adjuvantes farmacêuticos. 
 ⦁ Para o planejamento de uma formulação, são feitas considerações
farmacêuticas, biofarmacêuticas e terapêuticas. 
 ⦁ Os medicamentos se apresentam, em diferentes formas farmacêuticas
e sistemas de liberação. São formas convenientes, seguras, eficazes, de
qualidade controlada e reprodutível, para administração no paciente.
⦁ Os excipientes possuem diferentes funções em uma formulação
farmacêutica, como auxiliar no seu preparo, administração, estabilidade
da formulação, ação do fármaco e nas características organolépticas de
um medicamento.
 As formas farmacêuticas podem ser classificadas em:
 ⦁ Líquidas→xarope
 ⦁ Semissólidas → creme/pomada
 ⦁ Sólidas → cápsulas/ comprimido
Via de administração:
 ⦁ Via oral: 
 Líquidas: suspensões, emulsões, soluções (xarope, elixir, extrato)
 Sólidas: pó, granulados, cápsula gelatinosa, cápsula, comprimidos,
drágea. 
 ⦁ Via cutânea:
 pomadas, cremes, géis, pastas, loções, soluções, pós, aerossóis,
emplastros, adesivos. 
 ⦁ Pode ser local: uso direto no local de ação desejado.
 sistêmico (percutânea/transdérmico): entrada do fármaco na circulação
sistêmica e transporte para o sítio de ação. 
⦁ Outras vias: 
 Antiácidos (efervescentes)- VO
 Mucosas (tratamento da candidíase) – Oral e vaginal.
 Colírio hidratante- Via ocular e conjuntival 
 Via retal, vaginal e uretal- supositórios/óvulos
 Auricular
 Via pulmonar
 Sublingual
 Nasal
 ⦁ Via parenteral (estéreis):
 Injetáveis de pequeno ou grande volume, adm. Via intramuscular,
subcutânea, intravenosa, intradermal;
 Pode- se apresentar em soluções, pós para reconstituição, emulsões,
suspensões.
 ⦁ Desenvolvimento farmacêutico:
 considerações farmacêuticas:
 -fármaco, excipientes, embalagens;
 - propriedades físicos-químicas, incompatibilidades, estabilidade e
acondicionamento.
 → propriedades físicos-químicas:
 - solubilidade: para um efeito eficaz
 - permeabilidade;
 - dissolução;
 - tamanho de partícula e área superficial: quanto menor o tamanho
– maior a área superficial
 - coeficiente de participação;
 -constante de ionização;
 -propriedades do estado sólido;
 -estabilidade: (prazo de validade = produto acondicionado na
embalagem)
 → química: temperatura, luz e umidade
 → física: forma farmacêutica
 → microbiológica: via de administração
 → terapêutica: prazo de validade
 →toxicológica: nível de toxidade 
 ⦁ excipientes/adjuvantes:
 - diluentes;
 - desintegrantes;
 - corantes;
 - agentes flavorizantes;
 - conservantes;
⦁ considerações biofarmacêuticas:
 - via de administração, velocidade extensão da ação
(biodisponibilidade);
⦁ aspectos terapêuticos:
 - via de administração, modo de uso, tipo e tempo de ação, dose e
frequência.
⦁ Preparação magistral:
Procedimento farmacotécnico para obtenção do produto manipulado, a
partir de uma prescrição de profissional habilitado, destinada a um
paciente individualizado, e que estabeleça em detalhes sua composição,
forma farmacêutica, posologia e modo de usar; compreendendo a
avaliação farmacêutica da prescrição, a manipulação, fracionamento de
substâncias ou produtos industrializados, envase, rotulagem e
conservação das preparações.
⦁ Documentos necessários:
 - RDC 67/2007
 - Manual de boas práticas;
 - Procedimento Operacional Padrão (POP)
 - Registros de receitas: interpretação e avaliação (farmacêutico)
incompatibilidades e interações farmacotécnicas e farmacológicas,
cálculos e conversões de unidades. Manter contato com o prescritor
para eventuais correções.
 - Registros de reclamações de usuários;
 - Auto inspeção;
 -Treinamento;
 - Controle de qualidade;
⦁ Operações farmacotécnicas básicas:
 Cálculos, pesagem, tomada de volume e mistura.
⦁ Justificativas do medicamento manipulado:
 - Versatilidade posológica (ex: pacientes diabéticos)
 - Viabilização de associação de fármacos/ efeito sinérgicos de algumas
associações: (ex: felodipina + metoprolol / anlodipino + losartano/
anlodipino + atenolol/ losartano + hidroclorotiazida, etc.)
 - Possibilidade da escolha da forma farmacêutica e excipientes
(sensibilidade a conservantes, lactose ou celulose, corantes,
flavorizantes etc)
 - Para pacientes que apresentam restrição de alguns componentes (
diabéticos)
 
 - Adequação de forma farmacêutica –dificuldade de deglutição de
comprimidos ( formas farmacêuticas líquidas não disponibilizadas
comercialmente, em razão da estabilidade)
 - Possibilidade de elaboração de medicamentos descontinuados (ex:
sofreram alteração em composição, dose ou forma farmacêutica / deixaram
de ser fabricados por questões econômicas / foram substituídos por fármaco
derivado e desencadeia nova patente /medicamentos de laboratórios que não
existem mais.)
- Manipulação de medicamentos órfãos (Para doenças raras ou doenças que
ocorrem em menor intensidade cujo custo de produção não compensa o
volume de vendas)
 - Componentes ativos que não estão disponíveis no mercado sob
determinadas formas farmacêuticas ( ácido lipóico, luteína, L-
acetilcarnitina, glutationa etc).
⦁ Abreviações mais utilizadas na farmácia magistral:
ãa: partes iguais IFA: insumo farmacêutico
Vo: via oral FSA: faça segundo a artes
Im: intramuscular Qsp: quantidade suficiente para 
Iv: intravenosa Qs: quantidade suficiente
Id: intradérmica DCB: denominação comum brasileira
Sc: subcutanêa DCI: denominação comum internacional.
⦁ Modelo de rótulo:
⦁ Cálculos em farmacotécnica:
Conversão de unidades e medidas:
 kg- quilograma; g- grama;
 mg- miligrama; mcg- micrograma;
 l- litro; mL- mililitro;
 cm3: centímetro cúbico;
↪ Equivalência:
- 1kg – 1000g; -1g – 1000mg;
 -1mg- 1000mcg; - 1mg- 0,001g;
 - 1g- 0,001kg; -1l- 1000mL;
 -1mL- 0,001l; -1mL- 1cm3;
Categorias de formas farmacêuticas
Alopáticos: É o medicamento utilizado no tratamento de uma
patologia, causando sintomas contrários ao da doença. Esses
medicamentos são classificados como “antis”, mais conhecidos
como: antibióticos, anti-inflamatórios, antialérgicos, antiácidos e
antimicrobianos.
GenéricoReferência Similar
Homeopáticos: O medicamento homeopático não provoca uma reação
do organismo para combater a doença. Ele incentiva para que o
próprio corpo consiga combater a patologia. Esses medicamentos
podem ser de várias origens, vegetal, animal, mineral, etc.
Fitoterápico Magistral Oficinais
Por que são necessárias?
Vantagens:
“É o estado final de apresentação dos princípios ativos farmacêuticos após
uma ou mais operações farmacêuticas executadas com a adição ou não de
excipientes apropriados a fim de facilitar a sua utilização e obter o efeito
terapêutico desejado, com características apropriadas a uma determinada
via de administração.”
Devido a potência e baixa dosagem dos fármacos utilizados, torna-se
impossível administrá-lo isoladamente. Por isso, é requerido
preenchimento da dose com excipientes para preparar o medicamento
e possibilitar seu uso seguro e eficaz pelo paciente.
Proteção do fármaco
Mascarar sabor e odor
Facilitar o uso
O que é um fármaco?
Substância química de estrutura definida, dotada de ação
farmacológica no organismo.O que é remédio? 
Método ou cuidado terapêutico que ajuda a aliviar desconfortos, mas que
não passou pelos mesmos testes que um medicamento. Ainda, não se
baseia em substâncias químicas em sua composição, por exemplo, um
banho quente para aliviar a tensão, dormir para aliviar a dor de cabeça,
etc.
O que é medicamento?
Produto químico desenvolvido com finalidades profilática, curativa,
paliativa do paciente submetido
Medicamento: cura x veneno
A diferença na ação farmacológica provocada se dá pela dose.
Dose máxima suportada
Dose capaz de levar a cura
Dose tóxica
Medicamentos de índice terapêutico estreito: digoxina, adrenalina,
atropina
Forma farmacêutica
Adequação à via de adm Modificar liberação
Garantir estabilidade
FF líquidas: xaropes, elixires, soluções orais,emulsões, suspensões,
tinturas, chás, extratos.
FFs semissólidas: géis, pomadas, unguentos, pastas, loções, cremes.
• FFs sólidas: comprimidos, cápsulas moles e duras, drágeas, pós,
granulados, supositórios.
Forma farmacêutica
Soluções
As soluções são misturas homogêneas, ou seja, que apresentam um
aspecto visual uniforme com uma única fase que podem se apresentar nos
estados físicos sólido, líquido ou gasoso, compostas por partículas
menores que 1 nm e que são compostas basicamente por soluto e solvente
Na farmácia .... Mistura de sólidos e líquidos;
Vantagens e Desvantagens das soluções
• Boa biodisponibilidade;
• Melhor absorção;
• Fácil administração;
• Ajuste de cor, odor, sabor e
viscosidade;
• Homogeneidade de dose;
• Uso pediátrico e geriátrico;
 contaminação microbiana e
reações de hidrólise e oxidações;
• maior instabilidade do fármaco;
• Sofre efeito de 1 o passagem;
• Difícil transporte das embalagens
• solubilização do fármaco;
•sabor , aparência, viscosidade.
Em quais locais podem ser administradas as soluções ?
Oral; Nasal; Oftálmica; 
Tópica; Injetável;
Classificação:
Características:
• Quanto à composição:
▫ Soluções – base aquosa
▫ Xaropes – grande quantidade de açúcar
▫ Elixires – sol. hidroalcóolica edulcorada
▫ Espíritos – sol. alcóolica de soluto aromático
▫ Água aromatizada – sol. aquosa de soluto aromático
▫ Tinturas – extrato alcóolico de substâncias naturais ou plantas
▫ Extrato fluido – extrato aquoso de plantas
• Fármaco solúvel em solvente aquoso
▫ Interação soluto-soluto; soluto-solvente
▫ Forças intermoleculares
▫ Ionização
▫ Saturação do sistema
▫ Uso de sais
▫ Influência da Temp e do pH, tamanho de partícula e agitação
• Produz efeito sistêmico
• Absorção mais rápida no TGI
Seleção do solvente
Capacidade de solubilizar a molécula de interesse (orgânica ou
inorgânica)
Atoxicidade, transparência, viscosidade, compatibilidade com outros
componentes, custo, não-reatividade, palatabilidade, odor, cor
Solventes mais comuns:
 Álcool etílico (96%):
0,5% para crianças < 6 anos
5% para crianças 6-12 anos
10% para > 12 anos
▫ Solubilização de compostos orgânicos
▫ Forma misturas hidroalcóolicas
▫ Pode ser solvente e excipiente
▫ Solubiliza também outros excipientes – corantes, flavorizantes,
conservantes
▫ Uso limitado pela toxicidade:
• Glicerina:
▫ Líquido viscoso adocicado
▫ Miscível em água/álcool
▫ Promove dissolução lenta
▫ Água
▫ Água destilada
▫ Água deionizada
▫ Água por osmose reversa
Solventes mais comuns:
•
• Propilenoglicol:
▫ Líquido transparente viscoso
▫ Co-solvente em algumas preparações
• Não são saturadas – diluídas;
• Concentração expressa em % (g/100mL) ou mg/mL;
• Facilita ajuste de dose;
• Dissolução demorada:
▫ Calor
▫ Pulverização
▫ Co-solventes
▫ Agitação vigorosa
Formulação básica
• Conservantes;
• Estabilizantes;
• Corantes/flavorizantes
(V.O.);
• Prontas ou pós para
reconstituição.
Téc. geral de preparo de soluções
⦁ Pesagem
⦁ Trituração
⦁ Adição das matérias primas
⦁ Agitação / homogeneização
⦁ Correção de pH (se necessário)
⦁ Avolumação
⦁ Filtração
⦁ Acondicionamento e rotulagem
https://www.infoescola.com/quimica/misturas-homogeneas/
https://www.infoescola.com/quimica/estados-fisicos-da-materia/
https://www.infoescola.com/compostos-quimicos/solventes/
Elixires
• Soluções hidroalcóolicas pouco adocicadas e pouco
viscosas;
• Preparados por dissolução simples;
• Emprega diferentes proporções de etanol/água;
• Excipientes: Edulcorantes, flavorizantes, conservantes:
▫ Teor de álcool 10-12% não precisa de conservantes
• Permitem ajuste de dose
• Devem ser protegidos do calor excessivo e da luz
Tinturas: 
• Soluções
alcóolicas/hidroalcóolicas a base de
extratos de plantas ou susbtâncias
químicas
• Proporção etanol/água variável (15
a 80%)
• Dissolução simples
• Alto teor alcóolico - exclui
conservantes
• Preparo:
▫ Mistura água/álcool
▫ Extrato vegetal/mineral ou outro
sólido
▫ Edulcorante
▫ Co-solvente
• Armazenar bem fechado, longe da
luz e calor, em frasco âmbar
Tinturas tópicas: 
• Pode necessitar de pré-
solubilização
▫ Álcool completa com água
• Tintura de iodo
▫ Iodo + KI
▫ Estabilidade
Soluções extrativas
• Sólido-líquido
• Observar método mais adequado para cada espécie e
compostos de interesse
• Uso de solventes fisiologicamente inertes
• Substâncias polares: água, álcool e acetona
• Substâncias apolares: éter, clorofórmio e diclorometano.
Tipos de extratos:
Mole; Fluido; Seco;
Soluções tópicas
• Preparadas com veículos aquosos
Peróxido de hidrogênio 2,5%
Metilparabeno 0,05%
Água qsp 15ml
• Preparo:
▫ Co-solventes
▫ Conservantes
▫ Estabilizantes
▫ Pode adicionar corantes
• Dissolução simples
• Armazenar em frasco com dispensador ou conta-gotas
• Evitar uso de álcool, pois prejudica a pele
Spray
• Partículas sólidas finamente dividas,
solubilizadas em um solvente
• Uso nasofaríngeo e tópico
• Permitem absorção sistêmica
• Medicamentos e cosméticos
Xaropes
• São preparações farmacêuticas aquosas, límpidas, que contém açúcar,
como a sacarose, em concentração próxima a saturação.
• Propriedade dos xaropes
• Os xaropes conservam-se bem face a sua elevada concentração o que
dificulta o desenvolvimento de microorganismos;
• Possuem elevada viscosidade
• Classificação
• Simples-veículo -oficinal -xarope de cerejas
• Compostos (ou medicamentosos)-são preparados em sua maioria usando o
xarope simples como veículo.
• Preparações aquosas com alto teor de açúcar (60 –
80%), de aspecto viscoso
• Adicionados de flavorizantes
• Composição:
▫ Água
▫ Sacarose
▫ Conservante
▫ Flavorizante
▫ Corante
• Fórmula base:
Sacarose --------------------------85g
Água purificada -----------------qsp 100mL
• Adicionar conservante se não for para consumo imediato
▫ Ácido benzóico ou benzoato de Na 0,1 a 0,2%; parabenos
(0,1% total)
 Pode-se utilizar co-solvente: etOH, propilenoglicol
• Preparo requer aquecimento (máx 80°C) e filtração
• Armazenar em frasco âmbar
Para diabéticos 
• Sacarose: fornece viscosidade, mascara o sabor e atua como
conservante
▫ >45% da formulação
▫ Densidade 1,313g/mL (131,3g de massa a cada 100mL de xarope)
▫ Cálculo: massa do xpe – massa da sacarose = massa de água
▫ Densidade da água = 1kg/L = 1g/mL
▫ 131,3g (xarope) – 85g (sacarose) = 46,3g (água) = 46,3mL
▫ Solubilidade da água = 1g em 0,5mL
• Substitutos da sacarose: glicerina, propilenoglicol e sorbitol -
aumentam viscosidade
• Doadores de viscosidade: Hidroxietilcelulose e Metilcelulose
Emulsões
Definição: São consideradas como sistemas termodinâmicamente
instáveiscomposto de dois (ou mais) líquidos imiscíveis, estabilizado
com tensoativo.
 São sistemas endergônicos devido a elevada tensão interfacial.
Suaobtenção se dá por agitação (trituração) e ação de tensoativos
(agente emulsionante).
É uma dispersão cuja fase dispersa é composta por gotículas de um
líquido (inferior a 0,1µm) distribuídas em um veículo no qual é
imiscível.
É a dispersão de duas fases não miscíveis entre si, com o auxílio de um
emulsionante (TENSOATIVO).
Emulsões farmacêuticas
IFA
Fase oleosa;Fase aquosa;
Agente emulsificante (tensoativo)
Componentes:
Aplicações
As emulsões podem ter variadas viscosidades e sua consistência varia de
líquida a semi-sólida.
Emulsões líquidas: uso oral, tópico ou parental.
Emulsões semi-sólidas: uso tópico
Muitas preparações são emulsões denominadas farmaceuticamente como
loções, cremes, ungentos, etc.
• Macroemulsões - tamanho das gotículas varia de 100 a 100.000 nm
• Microemulsões – tamanho das gotículas varia de 10 a 100 nm
Emulsões farmacêuticas
TIPOS DE EMULSÃO
Podem ser classificadas de acordo com a distribuição dos líquidos
em cada uma das fases:
- Água em óleo (a/o) - Óleo em água (o/a)
Fase interna (dispersa ou
descontínua) água; fase externa
(dispersante ou contínua) óleo
Fase interna (dispersa ou
descontínua) óleo; fase
externa (dispersante ou
contínua) água.
TIPOS DE EMULSÃO
- Emulsões múltiplas:
São sistemas dispersos, termodinâmicamente instáveis,
compostos de dois líquidos imiscíveis e tensoativo. Composta de
gotículas com glóbulos menores inclusos.
Conhecidos como sistemas de membrana, onde a fase intermediária
controla a difusão de seus princípios ativos.
Podem ser do tipo a/o/a ou o/a/o
Fase aquosa:
Fase oleosa:
Tensoativos (emulsificantes):
FINALIDADES DAS EMULSÕES E EMULSIFICAÇÕES
• Permite preparar misturas homogêneas
e relativamente estáveis de líquidos imiscíveis;
• Permite a administração de um óleo de sabor
desagradável e um veículo edulcorado e flavorizado.
• Permite administração de fármacos lipofílicos e
hidrofílicos ao mesmo tempo.
• O/A – uso interno (VO, EV) e externo
• A/O – uso externo
• Emulsão múltipla
Solubiliza conservantes, corantes, fármaco, edulcorantes
Importante usar água deionizada
Avaliar compatibilidade e solubilidade dos componentes
da formulação
Óleos e ceras
Sujeita a oxidação e contaminação microbiológica
Possuem uma porção hidrofílica e outra hidrofóbica
Positivos, negativos, anfóteros (pH), neutros
Equilibram as duas fases das dispersões
Formação de micelas
Influenciam a qualidade da emulsão
Devem ser inertes, não-tóxicos, inodoro, insípido, incolor e de baixo
custo.
Tensão superficial ou interfacial
• Todos os líquidos tendem a assumir a forma que produza a menor
área superficial. Quando juntamos dois líquidos imiscíveis, existe
uma força que faz com que cada um deles resista à fragmentação em
partículas menores chamada tensão interfacial. • Os emulgentes
(ou emulsificantes) primários são substâncias que reduzem a tensão
interfacial entre os líquidos imiscíveis e permitem a sua mistura
dando estabilidade à formulação.
EQUILIBRIO HIDRÓFILO-LIPOFÍLICO (EHL)
• Todo emulgente/tensoativo possui uma porção
hidrofílica e outra lipofílica;
• Isso influencia no tipo de emulsão;
• EHL – método de classificação da polaridade do
tensoativo;
Problemas de estabilidade de emulsões
1. A fase dispersa/interna tende a formar agregados de
gotículas;
2. Grandes gotículas ou agregados de gotículas surgem
na superfície ou se depositam no fundo;
3. A fase dispersa forma uma camada distinta na
superfície ou no fundo do frasco.
ANOTAÇÕES
Você é capaz!

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