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Júlia Assis Silva - Turma IV alfa
EXAME DOS NERVOS
CRANIANOS
Interação Comunitária
NERVO OLFATÓRIO
● Paciente com os olhos fechados e com uma das narinas fechadas. Fazer o exame
com as duas narinas. Cada hora fazer de um lado.
● Utilizar substâncias com cheiros conhecidos para verificar se o paciente consegue
reconhecer os aromas.
● Função: captar estímulos olfatórios. Sensitivo.
● Alterações: anosmia (não sentir o cheiro), parosmia (perversão do olfato),
cacosmia (sensação de odor desagradável), hiposmia (cheiro diminuído),
alucinações olfatórias (sente um cheiro que não existe).
NERVO ÓPTICO
● Função: receber estímulos visuais. Sensitivo.
Acuidade visual
● Feito usando a tabela de Snellen, paciente a 6 metros da tabela e solicitar que ele
leia as linhas do maior para o menor tampando o olho que não está sendo
avaliado no momento. Fazer em um olho e depois no outro.
● Não precisa tirar o óculos.
○ Resultado: o ideal é que o paciente consiga ler até a linha 20/20 que é o que
uma pessoa com acuidade visual normal conseguiria ler.
■ 20/100, se ele conseguir ler até esse resultado ele conseguiria ler em
20 pés o que uma pessoa com acuidade visual normal consegue ler a
100 pés.
● Alterações: ambliopia (diminuição da acuidade), amaurose (não tem acuidade
visual).
1
Campo visual
● Objetivo: verificar a visão periférica.
● Examinador sentado em frente ao paciente, pedir ao paciente para tapar um olho
e eu vou tapar o olho oposto.
● Ficar na distância de um braço e colocar a mão nos 4 quadrantes da visão e
perguntar se minha mão está movendo ou parada.
● Quadrantes: nasal medial superior e inferior e temporal superior e inferior.
● Alterações: hemianopsia (perda da visão de um hemisfério inteiro),
quadranopsia (perda da visão de um quadrante).
● Hemianopsia heterônima bitemporal: perdeu a visão dos dois quadrantes
temporais nos dois hemisférios.
● Amaurose direita: perdão a visão dos dois hemisférios do olho direito.
● Hemianopsia heterônima binasal: perdeu a visão dos dois quadrantes nasais nos
dois hemisférios.
● Hemianopsia homônima esquerda: perda tanto do quadrante temporal no olho
esquerdo e do quadrante medial no olho direito.
● Quadranopsia homônima esquerda: perda de um quadrante em cada lado voltado
para a esquerda.
2
●
Fundoscopia
● Verificar com o oftalmoscópio se há:
● Palidez da papila (atrofia do nervo óptico).
● Edema bilateral da papila (inflamação ou hipertensão intracraniana).
● Modificações das arteríolas (indicativo de hipertensão arterial).
3
●
NERVO OCULOMOTOR, TROCLEAR E ABDUCENTE
● Examinados em conjunto pois estão relacionados aos músculos que movem o
globo ocular.
● Oculomotor: reto superior, reto inferior, reto medial, oblíquo inferior e
levantador da pálpebra.
● Troclear: oblíquo superior.
● Abducente: reto lateral.
Motilidade extrínseca
● Utilizar os músculos ao redor dos olhos: reto medial, reto lateral, reto superior,
reto inferior, oblíquo superior e oblíquo inferior.
● Pedir ao paciente para mexer os olhos em formato de H seguindo a movimentação
4
do meu dedo e fazer o teste da convergência aproximando um objeto e pedir para
o paciente acompanhar até 5 cm do nariz.
● Observar se consegue convergir os olhos de forma simétrica e se consegue
movimentar os músculos.
● Avaliar: estrabismo e paralisia.
● Estrabismo: pode ser tanto horizontal quanto vertical.
○ Horizontal: divergente (lateral - exotropia) e convergente (medial -
esotropia).
○ Vertical: superior (hipertropia) e inferior (hipotropia).
●
5
●
● Paralisia: pode acontecer nos músculos.
●
Motilidade intrínseca
● Reflexo fotomotor: o paciente vai fixar os olhos em um ponto e incidir a luz
obliquamente sobre a pupila estudada para observar a resposta dos dois lados (o
reflexo fotomotor direto e o consensual).
○ Fazer nos dois olhos.
● Reflexo de acomodação: pedir ao paciente para olhar um ponto fixo distante e
depois em um objeto que estarei segurando perto dos olhos dele. É esperado que a
pupila se contraia para focar.
● Alterações:midríase (pupila aumentada, com mais de 5 mm), miose (pupila
diminuída com menos de 3 mm), isocoria (pupilas simétricas) e anisocoria
(pupilas assimétricas), discoria (pupila com formato irregular).
6
●
NERVO TRIGÊMEO
● Nervo misto.
● Ramos: oftálmico, maxilar e mandibular.
●
Raiz motora
● Lateralizar a mandíbula para um lado e para o outro.
● Abrir a boca (em caso de lesão há desvio da mandíbula para o lado oposto).
● Trincar os dentes e eu vou palpar a região da bochecha.
● Palpar a musculatura masseteriana e temporal (bochecha).
Raízes sensitivas
7
● Tátil: utilizando o algodão e passando no rosto do paciente. Passar na área dos
três ramos.
● Térmica: promover a diferença de temperatura com um tubo de ensaio com água
fria e um com água quente e passa nas três áreas.
● Dolorosa: utilizando o estilete de ponta romba e espetar na região dos três ramos.
Reflexos
● Reflexo córneo-palpebral: encostar o algodão entre a esclera (parte branca) e a
córnea. Inserir de lado sem o paciente ver. A resposta é contrair as pálpebras,
piscar.
● Reflexo mentoniano: a boca do paciente deve estar entreaberta e vou percutir
com o martelo em cima do queixo. A resposta é contrair os músculos e fechar um
pouco a boca.
●
● Reflexo nasofacial: também utilizando um algodão vou passar ele na narina e a
resposta é a mudança da fisionomia do paciente.
NERVO FACIAL
● Função:mímica facial, gustação dos ⅔ anterior da língua. Nervo misto.
● Alterações são comuns em AVE.
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● Sinais de paralisia facial: lagoftalmia (não consegue fechar os olhos), ausência
do ato de piscar, epífora (lacrimejamento excessivo), desvio da boca, incapacidade
de contrair o platisma.
Movimentos
● Enrugar a testa.
● Franzir supercílios.
● Fechar as pálpebras forçadamente.
● Mostrar os dentes.
● Abrir e fechar a boca.
● Assobiar, fazer bico.
● Inflar a boca.
● Contrair o platisma (sorrir forçadamente).
NERVO VESTIBULOCOCLEAR
● Nervo sensitivo.
● Função: capta estímulos auditivos e equilíbrio.
Raiz coclear
● Testes da raiz coclear. Objetivo: verificar se tem perda na acuidade auditiva.
○ Voz sussurrada: pedir ao paciente para tampar a orelha que não estou
avaliando, ficar atrás e a distância de uma braço dele e sussurrar uma
sequência de números e letras.
■ Se eu falar uma sequência de 3 números ou letras e ele errar eu
tenho que repetir e ele tem que aceitar 4 de 6.
○ Diminuir a intensidade da voz natural: feito com alguns instrumentos
que diminuem a intensidade até o paciente não ouvir.
○ Atrito entre as polpas digitais: fazer isso próximo à orelha do paciente e
ver se ele escuta, fazer de um lado e do outro.
○ Diapasão: colocar o diapasão próximo a orelha do paciente para ver se ele
ouve.
■ Quando ele parar de ouvir eu vou conferir fazendo o exame em mim
mesmo.
● Prova: preciso falar os 3 exames, diapasão, voz sussurrada, atrito entre as polpas
digitais e diminuir a intensidade da voz, e preciso fazer só um.
● Perda condutiva: otite, infecção, cera.
9
● Teste de rinne e weber, avaliar a condução aérea e óssea.
○ Condução aérea: externa e média. Perda condutiva.
○ Condução óssea: interna. Perda neurossensorial.
● Primeiro faz a condução óssea, quando ele disser que não escuta mais passamos
para a condução aérea, que dura mais, então ele deve continuar ouvindo.
○ Óssea: encostar o diapasão na área mastóidea.
○ Aérea: coloca em frente a orelha.
● Prova de rinne: aplicar o diapasão na região mastóide, quando o paciente deixar
de ouvir a vibração colocar o aparelho próximo ao conduto auditivo. O esperado é
que a condução aérea seja mais que a condução óssea.
○ Rinne +: condução aérea maior que a condução óssea, o paciente ainda
consegue ouvir quando colocamos no conduto auditivo.
○ Rinne -: perda da audição condutiva (que é através da aérea), quando ela é
menor que a condução óssea.
■ Perda condutiva: perda da condução aérea.
■ Perda neurossensorial: perda da condução óssea do lado que está
funcionando.
○ Através do teste derinne não conseguimos verificar a perda
neurossensorial, pois ela sempre será menor que a aérea. Às vezes a pessoa
para de ouvir na óssea mais rápido do que o normal.
○ Fazer dos dois lados.
● Teste de weber: colocar o diapasão no topo do crânio. Se tiver uma perda
neurossensorial o paciente não consegue ouvir em um dos lados. O esperado é
que a pessoa escute dos dois lados, sem perda de condução neurossensorial, que é
o que esse teste avalia.
○ Caso haja obstrução, que é perda da condução da aérea, eu vou fazer o
teste de weber e a pessoa vai ouvir mais do lado afetado.
■ Isso pois ela tem perda da área de um lado, e do outro ela tem as
duas, então vai ouvir mais a neurossensorial do lado que perdeu a
área.
○ Caso haja perda neurosensorial o som vai mais para o lado não afetado.
○ Perda neurossensorial: intensifica para o lado normal.
● Alterações auditivas: hipoacusia.
Raiz vestibular
● Verificar na anamnese se há queixa de vertigem, náuseas, vômitos e desequilíbrio.
● Pesquisar nistagmo, desvio lateral durante a marcha, desvio postural, sinal de
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Romberg, e provas calórica e rotatória.
● Teste de marcha: equilíbrio dinâmico. Para avaliar a marcha a gente olha desde
quando o paciente está entrando no consultório.
○ Marcha vestibular: na ida vai inclinada e na volta faz uma estrela, apenas
um lado. Lateropulsão, apenas para o lado ipsilateral à lesão.
● Teste de romberg: equilíbrio estático. Paciente com os pés juntos e braços
estendidos, vou pedir para ele olhar em um ponto fixo e verificar se ele se
mantém equilibrado. Em seguida, pedir para ele fechar os olhos.
○ Com olho fechado é de propriocepção.
NERVO GLOSSOFARÍNGEO E NERVO VAGO
● Ambos são mistos.
● Nervo glossofaríngeo: relacionado com a gustação da língua. Ageusia: perda da
gustação.
● Nervo vago:mobilidade visceral. Oi
Nervo vago + nervo glossofaríngeo
● Sinal de cortina: verificar se há desvio do véu quando paciente fala “aaa” ou
“eee”. Se tiver alterações a úvula se desvia para o lado normal. Usar o abaixador
de língua nos dois terços anteriores da língua e a lanterna.
○ O normal é a úvula e o véu ficarem centralizados.
● Reflexo do vômito: pegar o palito e estimular um pouco na faringe, no terço
posterior da língua e verificar se ele apresenta o reflexo de vômito.
● Reflexo véu palatino: colocar o abaixador de língua um pouco acima do palato
mole e verificar se tem contração. Para verificar se tem diminuição ou abolição do
reflexo.
NERVO ACESSÓRIO
● Motor.
● Deficiência na elevação do ombro (trapézio) e na rotação da cabeça para o lado
oposto (esternocleidomastóideo) do músculo comprometido.
● Pedir ao paciente para rotacionar a cabeça e elevar o ombro.
● Inspecionar e palpar o esternocleidomastóideo e o trapézio para verificar se tem
atrofia.
● Pedir ao paciente para girar o pescoço e eu colocar uma mão como força contrária
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ao giro, para testar a força do músculo. Colocar uma mão no queixo e a outra no
ombro, pedir para ele rotacionar a cabeça.
○ Fazer dos dois lados.
● Colocar a mão no trapézio e pedir ao paciente para levantar ele para verificar a
força desse músculo.
NERVO HIPOGLOSSO
● Motor.
● Função:movimentação da língua.
● Inspecionar a língua para verificar atrofia, paralisia, espasmos, dificuldade de
falar.
● Pedir ao paciente para ele colocar a língua para fora e movimentar ela.
● Fazer a inspeção da língua movimentando-a para os lados e palpando para
avaliação da consistência.
○ PROVA: não precisa fazer, apenas falar.
● Pedir para ele colocar a língua na bochecha e aplicar uma força para ver se ele
consegue vencer.
○ Fazer dos dois lados.
● Alterações: disartria.
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