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HIV/AIDS EPIDEMIOLOGIA: BRASIL · Sorologia HIV testa HIV1 E HIV2 HIV1 predominante no BR · HSH: concentram casos novos >50% · 20-34 anos: idade mais prevalente · Queda de mortalidade nos últimos 10 anos CICLO HIV 1- Vírus liga-se ao receptor específico da CD4 2- Fusão da membrana do vírus com o CD4 Medicamentos que agem 3- Joga o material genético para dentro 4- Transcrição reversa vírus do HIV é RNA e precisa virar DNA para se integrar ao material genético do TCD4 para isso ele usa uma enzima TRANSCRIPTASE REVERSA (MEDICAMENTO inibidores da enzima- tenofovi, lamivudina) 5- Importação 6- Integração entre o material genético já DNA transformado do vírus e o material genético do linfócito TCD4 (MEDICAMENTO inibidor de integrasse- Dolutegravir) 7- Protease Medicamentos 8- Transcrição tudo que o linfócito produzir = proteína viral PATOGÊNESE DO HIV 1- Penetração na mucosa: VAGINAL, RETO, PENIANA etc. 2- Procura receptores R5 X X4 receptores d eentrada dos linfócitos TCD4 3- Linfócitos são parasitados pelo vírus (ciclo) Outras células de defesas também são infectadas: dificuldade para controlar o vírus sem alcance dos retrovirais (latência) SANTUÁRIOS · Células de langerhans; Células dendríticas; Macrófagos teciduais TRANSMISSÃO · via sexual (vaginal, anal e oral) · parenteral (com o compartilhamento de drogas injetáveis · transfusão sanguínea, ou de seus derivados, ou de exposição ocupacional) · materno-fetal (durante a gestação, parto ou amamentação). EVOLUÇÃO DA INFECÇÃO PELO HIV 1. Transmissão viral – 2 a 3 semanas 2. Sd retroviral aguda/ HIV agudo – 2 a 3 semanas 3. Recuperação + soroconversão 4. Infec. Crônica assintomática – média de 8 anos 5. Infecção sintomática/AIDS - média de 15 meses 6. Óbito por doença oportunista HIV AGUDO · Duração até 3-4 semanas · <50% pcts tem sintomas · Diferencial com sd mono-like · Sorologia HIV não detecta · PCR HIV é necessário SINTOMAS · Investigar: TOXOPLASMOSE, EPSTEIN BARR, RUBEOLA, HIV DOENÇAS OPORTUNSTAS Mais frequentes: DOENÇA CARACTERÍSTICA Moniliase esofágica Dç oportunista mais comum Pneumocistose Infec. Pulmonar mais frequente Neurotoxoplasmose Infec. SNC mais frequente Candidíase esofagiana Doença oportunista MAIS FREQUENTE · Odino/disfagia · Dor retroesternal · Febre alterações endoscópicas · TTO: fluconazol/anfotericina B/equinocandinas CD4 x DOENÇAS OPORTUNISTAS PNEUMOCISTOSE · Evolução subaguda > 3 semanas · Febre baixa · Dispneia progressiva · Tosse seca · Desconforto torácico EF: taquicardia, taquidispneia, cianose de extremidades · AUSCULTA RESPIRATÓRIA POBRE! Laboratório: · Gasometria: hipoxemia em repouso ou após esforço · DHL elevado marcador de prognóstico · Bioquímica geral · Contagem CD4 Imagem · Padrão de vidro fosco do meio para fora: asa de borboleta (sem lesão periférica) · TC pode haver cistos · RAIO-X pode apresentar-se normal mas não DESCARTAMOS! TRATAMENTO ATB · SMX TMP 21 dias 15-20 mg/kg/dia/oral · Corticoides se PO2 <70 e vou reduzindo a cada 5 dias – prednisona: 40 mg · Profilaxia secundária: SMX TMP – BACTRIN até CD4 > 200 mais de 6 meses OUTRAS DOENÇAS PULMONARES COVID-19 vidro fosco periférico/mortalidade aumentada se CD4 < 200 TB · Mycobacterium tuberculosis · Principal causa de óbito no HIV · Tosse produtiva · BAAR nem sem + · Padrão muda de acordo com CD4 · TTO: RIPE MAC · Mycobacterium Avium · CD4 <50 · Tto: claritromicina + etambutol HISTOPLASMOSE · Histoplasma capsulatum · Disseminada CD4 < 100 ou pulmonar · Tto: anfotericina ou itraconazol TB E HIV · CD4 dependente · CD4 < 200: raras cavitações e padrão miliar · CD4 normal: cavitações como no não HIV Cavitações: briga do macrófago com o mycobacterium · Dç simultâneo: TRATAR PRIMEIRO TB e de 2 semanas a 2 meses iniciar tto pra HIV CD4 < 200 CD4 mais alto BAAR (-) PAUBACILAR DISSEMINAÇÃO HEMATOGêNICA SOLICITAR HEMOCULTURAS! PPD (-) BAAR (+) CAVITAÇÕES PADRÃO SEMELHANTE A NÃO HIV PPD (+) NEUROTOXOPLASMOSE · Toxoplasma gondii · IgG (+) > 75% da população em geral · Imunodepressão grave: reativação de cistos cerebrais latentes · CD4 < 100 · Lesão SNC em pacientes com AIDS MAIS COMUM! · Lesões expansivas – efeito focal · TC (escolha) ou RNM (mais sensibilidade): Efeito de massa e edema perilesional; Realce anelar ou nodular com contraste TRATAMENTO · Sulfadiazina + pirimetamina + ac fólico · Bactrin: SMX-TMP · Por 42 dias Que condutas não posso deixar de tomar? Se edema cerebral difuso com desvio de linha média e estruturas adjacentes CORTICOIDE MENINGITE CRIP · Criptoco mais prevalen em pct HIV · Quando pensar? CD4 <100 com cefaleia, febre e astenia · Rigidez de nuca, fotofobia e vômitos · Coma e óbito em poucos dias · PROFILAXIAS DAS INFECÇÕES OPORTUNISTAS SUBSTITUIR ESSAS TABELAS – ERRADAS DIAGNÓSTICO – DIFERENTES FASES HIV AGUDO · Sintomas mono-like: cefaleia, odinofagia, linfadenopatia, mal-estar · Carga viral do HIV HIV LATENTE · Sem sintomas · Sorologias e teste rápido AIDS · Doenças oportunistas · Sorologias e teste rápido DIAGNÓSTICO NA AIDS Sorologia positiva + doenças oportunistas – definidoras de doença NÃO É MAIS COBRADO ATUALMENTE DOSAMOS TCD4 (abaixo de 350 = AIDS) · Candidíase esofágica · Pneumocistose · Neurotoxoplasmose · Pneumonia bacteriana recorrente 2 ep. 12 m · CMV disseminado · Linfoma não Hodgkin cél. B · Tuberculose extrapulmonar · Criptococose extrapulmonar · Sepse recorrente por salmonella não typhi · Sarcoma de kaposi -herpes vírus tipo 8 · LEMP · Isosporíase HIV AGUDO · Quadro mono-like: menos de 50% apresentam sintomas · Febre · Linfadenopatia · Letargia e mal-estar, fadiga · Mialgia · Rash (não pruriginoso) · Úlceras orais, genitais ou esofágicas · Investigar sorologias para citomegalovírus, Epstein barr e HIV (NÃO SERVE SOROLOGIA E TESTE RÁPIDO não deu tempo suficiente para o corpo produzir anticorpos para serem dosados) DETECÇÃO: · Carga viral quantitativa do HIV PCR · Ou Repetir exame em 4 semanas ELISA (IGM) e WB (IGG) (sorologias) DIAGNÓSTICO NA FASE LATENTE OU NA AIDS Confirmação por exame é obrigatória SANGUE · Teste rápido · Sorologias tradicionais · Carga viral do HIV SALIVA · Teste rápido TIPOS DE EXAMES DIAGNÓSTICOS TESTES INICIAIS: · Alta sensibilidade · VPN bom · Risco de falso positivo · ELISA, quimioluminescência (CMIA), imunocromatografia TESTES CONFIRMATÓRIOS: · Alta especificidade · VPP bom · Risco de falso negativo · Western blot ou imunofluorescência DIAGNÓTICO CLÁSSICO 1ª coleta: t inicial – se positivo teste confirmatório 2ª coleta – só se primeira coleta positiva Fluxograma para rastreamento do HIV. Teste 1 e teste 2, imunoensaio; IFI, imunofluorescência indireta; IB, imunoblot; IC, inconclusivo; I, indeterminado; (-), não reagente; (+), reagente. DIAGNÓTICO POR TESTE RÁPIDO MAIS DE 30 DIAS APÓS A EXPOSIÇÃO TEMPO APÓS INFECÇÃO PARA DETECÇÃO HIV QUANDO PEDIR CD4 E CARGA VIRAL? Carga viral deve estar < 40 cópias até 6 m após o início do tratamento Ministério da Saúde: · não coletar CD4: se CV < 40 e CD4 > 350 em duas amostras · controle apenas com carga viral a cada 6 meses QUEM DEVE TRATAR O HIV? Todo paciente com infecção pelo HIV, independente do CD4 e carga viral, deve ser estimulado a iniciar o tratamento GENOTIPAGEM DO HIV – PRÉ-TRATAMENTO OBJETIVO: avaliar risco de vírus resistente transmitido: · gestantes · crianças · tuberculose (efa · pacientes que iniciarão tratamento com efavirenz · parceiro sorodiferente que soroconverter · usuário de PrEP que soroconverter TRATAMENTO INICIAL – 3 ARVs · ciclo do vírus atuação · transcriptase reversa * bloqueiam a mudança de RNA em DNA · integrase * integra o material do vírus já DNA com o material do TCD4 · 2 comprimidos por dia #IMPORTANTE TARV – EFEITOS ADVERSOS TÓPICOS IMPORTANTES TRATAMENTO HIV SÍNDROME DE RECONSTITUIÇÃO IMUNE – SIRI · 2 a 6 semanas após TARV · melhora da imunidade celular com TARV · piora resposta inflamatória aumento da atividadeespecífica celular · pode voltar sintomas de doenças anteriores · TB, criptococose, herpes · tratamento: corticoide após exclusão de doença oportunista em atividade E SE EU MANTIVER INDETECTÁVEL? AMAMENTAÇÃO: não vale – CV < 40 no sangue não significa indetectável no leite materno HIV E TUBERCULOSE – O QUE FAZER? Para reduzir risco de síndrome de reconstituição imune Se CD4 < 50: iniciar TARV o quanto antes PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO – PEP TDF + 3TC + DTG · até 72 horas da exposição sexual ou por material biológico (profissionais de saúde) · relação sexual consentida ou não, sem preservativo · uso por 28 dias · acompanhamento pós-término com exame de HIV, sorologias de IST e exames hepáticos PrEP – PROFILAXIA PRÉ EXPOSIÇÃO Tenofovir + Entricitabina (Truvada®) 1 cp 1 x/dia · populações vulneráveis: alto risco e uso reduzido de preservativos · repetição de práticas sexuais desprotegidas anais ou vaginais · histórico de IST prévias ou de repetição · uso repetido de PEP (profilaxia pós-exposição) · troca de sexo por dinheiro Teste de HIV antes do início e a cada 3 meses Não protege contra outras ISTs · relações anais: 7 dias de uso para ter proteção · relações vaginais: 20 dias de uso ára ter proteção Indicação: HSH; PESSOAS TRANS, PROFISSIONAIS DO SEXO, PARCEIRAS SORODIFERENTES PARA O HIV · uso em pessoas não infectadas pelo HIV · vulnerabilidade alta, não usam preservativos · diminui risco de transmissão · teste de HIV antes do início e a cada 3 meses · não protege contra outras ISTs · excluir infecção pelo HIV antes da prescrição INFECÇÕES OPORTUNISTAS Definição: infecções que ocorrem com frequência aumentada ou com maior gravidade em pacientes com infecção pelo HIV CRITÉRIO CDC MODIFICADO · candidíase esofágica · pneumonia por penumocystis carinii · toxoplasmose CRITÉRIO RIO DE JANEIRO/CARACAS · Anemia e/ou linfopenia e/ou trombocitopenia · Astenia · Caquexia · Dermatite CD4 + CV Carga viral (CV) · Fator de risco independente para infecção oportunista · Aumento do risco a cada log de carga viral QUE DOENÇAS PRECISO CONHECER? · Candidíase · Herpes zoster O QUE NÃO POSSO DEIXAR DE SABER? · O que é? · Quando pensar? · Quais alterações espero encontrar no pct? · Quais alterações espero encontrar nos exames? · Que condutas não posso deixar de tomar? CASO CLÍNICO 1 1- Qual o diagnóstico? Herpes zoster · Agente varicela zoster · >95% dos adultos (>20 anos) tem imunidade · maioria por infecção primária · reativação · incidência de hz é mais de 15x maior em pacientes com infecção pelo HIV doença oportunista Quando pensar? Individuo HIV + Que alterações espero encontrar no paciente? · Erupção cutânea dolorosa no trajeto do dermatomo · Neuralgia pós herpética – tto adequado diminui esse quadro 2- Quais exames solicitar? CD4 e carga viral 3- Que alterações esperar? · <200 cd4 4- X OFERECER TESTAGEM PARA HIV A TODOS OS PACIENTES COM DIAGNÓSTICO DE HERPES ZOSTER! Ainda que tenha sido acometido pelo zoster vacinação após 6 meses benefício da vacinação · Internação com cuidado para aerossóis e contato se critérios precaução/isolamento O QUE NÃO POSSO DEIXAR DE FAZER? · Tratar adequadamente · Precaução aerossol e contato – HIV e disseminado · Identificar precocemente complicações · Manejo da dor: analgésicos comuns, opioides TRATAMENTO · ACICLOVIR 200mg Uso: 4 comp., VO, 5x/dia, por 7 dia 6-10-14-18-22 - suprimindo a dose da madrugada Complicações: aciclovir 10mg/kg, IV, 8/8h, 7-10 dias · SNC (trig: oftálmica entra), pct imuno. Com zoster dissemin. CASO CLÍNICO 2 SUSPEITAS - TUBERCULOSE - PNEUMONIA FUNGICA - PNEUMONIAS ATÍPICAS - CANDIDÍASE ESOFÁGICA - LEUCLOPASIA PILOSA Quais exames solicitar? Escarro induzido-BAAR Hemograma Endoscopia não necessário Contagem de CD4 TC de tórax CD4<200-300 - Preditor de outras doenças oportunistas CANDIDIASE MUCOCUTÂNEA Agente: cândida sp · Comuns em pcts com imunossupressão prlo HIV Candidíase - testagem para HIV -CD4 -Atentar para presenças d eoutras infecções oportunistas - tratar TTO ESOFÁGICA: Fluoconazol 200-400—mg/dia VO ou 400mg/dia EV nos casos de disfagia importante CASO CLÍNICO 3 Exame: · SD. CLÍNICA CARACTERISTICA · TC OU RNM Mais exames: - CD4, sorologia (igG), bioquímica geral - imegem de snc ( TC ou TNM) - TRATAMENTO