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DESCREVER MORFOFUNCIONALMENTE A FORMAÇÃO DA IMAGEM 
CAMADAS DO OLHO 
→ A parede do olho é composta de três túnicas ou camadas concêntricas
 
→ A túnica corneoescleral é formada pela córnea transparente e a esclera branca opaca: A córnea cobre o 
sexto anterior do olho. Nessa região a superfície do olho é proeminente ou convexa. A córnea é contínua com a 
esclera. Esta, é composta de tecido conjuntivo fibroso denso, local de inserção dos músculos extraoculares. A 
camada corneoescleral circunda as duas camadas internas, exceto no local onde é penetrada pelo nervo óptico. A 
esclera constitui a região “branca” do olho. Em crianças, sua tonalidade é levemente azulada por ser delgada; já em 
idosos, torna-se amarelada, em consequência do acúmulo de lipofuscina nas células do estroma 
→ A úvea é formada predominantemente pela corioide, a túnica vascular que fornece nutrientes para a retina. Os 
vasos sanguíneos e o pigmento melanina são responsáveis pelo tom castanho-escuro da corioide. Esse pigmento 
absorve a luz dispersa e refletida, a fim de minimizar a ocorrência de halos no olho e seu ofuscamento. A corioide 
contém numerosos plexos venosos e camadas de capilares, além de estar firmemente fixada na retina. A margem 
anterior da úvea segue para a frente, onde forma o estroma do corpo ciliar e da íris. O corpo ciliar é um 
espessamento anular que se estende para dentro. Nele está o músculo ciliar, um músculo liso responsável pela 
acomodação do cristalino. A contração desse músculo modifica o formato da lente, o que possibilita a focalização na 
retina de raios luminosos, provenientes de diferentes distâncias. A íris, é um diafragma contrátil que se estende 
sobre a superfície anterior do cristalino. Ela também contém músculo liso e células pigmentares com melanina, 
dispersas no tecido conjuntivo. Já a pupila é o orifício circular localizado no centro da íris. Ela parece negra porque o 
que se vê através do cristalino é a região posterior do olho, que é muito pigmentada. No processo de adaptação, íris 
se contrai ou expande, modificando tamanho da pupila, em resposta à luz que atravessa o cristalino e chega à retina 
→ A retina é uma túnica delgada e delicada formada por dois componentes: A camada neural da retina, camada 
interna que contém receptores fotossensíveis e redes neuronais complexas e o epitélio pigmentar da retina (EPR), 
camada externa composta de células cuboides simples que contêm melanina. Externamente, a retina está apoiada 
sobre a corioide; internamente, está associada ao corpo vítreo. A camada neural da retina é composta 
principalmente de células fotorreceptoras (bastonetes e cones) e interneurônios. Informações visuais, codificadas 
pelos bastonetes e cones, são enviadas ao encéfalo por impulsos conduzidos ao longo do nervo óptico. 
CÂMARAS DO OLHO 
→ As câmaras do olho são as seguintes: câmara anterior (espaço entre a córnea e a íris), câmara posterior (espaço 
entre a superfície posterior da íris e a superfície anterior do cristalino) e câmara vítrea (espaço entre a superfície 
posterior do cristalino e a camada neural da retina). A córnea, as câmaras anterior e posterior e seu conteúdo 
constituem o segmento anterior do olho. A câmara vítrea, a parte visual da retina, o EPR, a parte posterior da 
esclera e a úvea constituem o segmento posterior. 
 
OS MEIOS DE REFRAÇÃO MODIFICAM O TRAJETO DA LUZ PARA FOCALIZÁ-LO SOBRE A RETINA 
→ Os raios luminosos sofrem refração ao atravessar os componentes do olho, que os focaliza sobre as células 
fotorreceptoras da retina. Quatro componentes transparentes do olho, denominados meios de refração (dióptricos), 
modificam o trajeto dos raios luminosos: A córnea é a janela anterior do olho, O humor aquoso é o líquido existente 
nas câmaras anterior e posterior, O cristalino é uma estrutura biconvexa cristalina e transparente, suspensa da 
superfície interna do corpo ciliar por um anel de fibras radiais, a zônula de Zinn, O corpo vítreo é constituído por 
uma substância gelatinosa transparente que preenche a câmara vítrea. Ele absorve os choques, protege a frágil 
retina durante os movimentos oculares rápidos, e ajuda a manter o formato do olho. É composto quase totalmente 
(próximo de 99%) de água com proteínas solúveis, ácido hialurônico (também conhecido como hialuronano), 
glicoproteínas, fibrilas colágenas muito dispersas e traços de outras proteínas insolúveis. O componente líquido do 
corpo vítreo é denominado humor vítreo. 
→ A córnea é o principal elemento refrativo do olho. Seu índice de refração é de 1,376. Ainda no que se refere à 
refração dos raios luminosos, o cristalino ocupa o segundo lugar em importância. Graças a sua elasticidade, o 
cristalino pode sofrer pequenas modificações de formato, em resposta à tensão do músculo ciliar. Essas alterações 
são importantes na acomodação, que possibilita a focalização apropriada de objetos próximos. Já o humor aquoso e 
o corpo vítreo têm papéis menores na refração. Em contrapartida, ao primeiro cabe a significativa função de levar 
nutrientes para duas estruturas avasculares, o cristalino e a córnea. Enquanto o último, além de transmitir a luz, 
ajuda a manter a posição do cristalino e a manter a camada neural da retina em contato com o EPR. 
 
O OLHO COMO CÂMERA 
→ O olho, é opticamente equivalente à câmera fotográfica comum. Tem sistema de lentes, sistema de abertura 
variável (a pupila) e a retina que corresponde ao filme. O sistema de lentes do olho é composto por 4 interfaces 
refrativas: (1) a interface entre o ar e a superfície anterior da córnea; (2) a interface entre a superfície posterior da 
córnea e o humor aquoso; (3) a interface entre o humor aquoso e a superfície anterior do cristalino; e (4) a interface 
entre a superfície posterior do cristalino e o humor vítreo. O índice interno do ar é 1; o da córnea é 1,38; o do humor 
aquoso é 1,33; o do cristalino (em média) é 1,40; e o do humor vítreo é 1,34. 
 
→ Se todas as superfícies refrativas do olho forem algebricamente somadas e, depois, consideradas como lente 
única, a óptica do olho normal poderá ser simplificada e representada esquematicamente como um olho reduzido. 
Essa representação é útil em cálculos simples. No olho reduzido, considera-se que exista superfície refrativa única, 
estando seu ponto central 17 milímetros à frente da retina e tendo poder refrativo total de 59 dioptrias, quando o 
cristalino está acomodado para visão a distância. 
→ Cerca de dois terços das 59 dioptrias do poder refrativo do olho são dados pela superfície anterior da córnea (não 
pelo cristalino). A principal razão para esse fenômeno é que o índice refrativo da córnea é acentuadamente 
diferente daquele do ar, enquanto o índice refrativo do cristalino não é muito diferente dos índices do humor 
aquoso e do humor vítreo. 
→ O poder refrativo total do cristalino, que normalmente se situa no olho, cercado por líquido de cada lado, é de 
apenas 20 dioptrias, por volta de um terço do poder refrativo total do olho. Entretanto, a importância do cristalino é 
que, em resposta a sinais nervosos vindos do cérebro, sua curvatura pode aumentar acentuadamente, provocando a 
“acomodação visual”, 
FORMAÇÃO DE UMA IMAGEM NA RETINA 
→ Da mesma forma que uma lente de vidro pode focalizar a imagem em folha de papel, o sistema de lentes do olho 
pode focalizar uma imagem na retina. A imagem é invertida e reversa com respeito ao objeto. No entanto, a mente 
percebe os objetos na posição em pé apesar da orientação da cabeça para baixo na retina, porque o cérebro é 
treinado para considerar a imagem invertida como normal 
 
MECANISMO DE “ACOMODAÇÃO”→ Nas crianças, o poder refrativo do cristalino pode aumentar voluntariamente de 20 dioptrias para cerca de 34 
dioptrias; o que corresponde a uma “acomodação” de 14 dioptrias. Para fazer isso, a forma do cristalino é mudada 
de lente moderadamente convexa para lente muito convexa. 
→ Na pessoa jovem, o cristalino é composto por forte cápsula elástica cheia de líquido viscoso, proteináceo, mas 
transparente. Quando o cristalino está no estado relaxado, sem tensão sobre sua cápsula, assumirá forma quase 
esférica, devido principalmente à retração elástica da sua cápsula. No entanto, cerca de 70 ligamentos suspensores 
se fixam radialmente em torno do cristalino, puxando suas bordas em direção ao círculo externo do globo ocular. 
Esses ligamentos são constantemente tensionados por suas fixações na borda anterior da coroide e da retina. A 
tensão sobre os ligamentos faz com que o cristalino permaneça relativamente plano sob condições normais do olho. 
→ Além disso, também localizado nas fixações laterais dos ligamentos do cristalino ao globo ocular, fica o músculo 
ciliar que tem, ele próprio, dois conjuntos separados de fibras de músculo liso — fibras meridionais e fibras 
circulares. As fibras radiais se estendem das extremidades periféricas dos ligamentos suspensores para a junção 
corneoescleral. Quando essas fibras musculares se contraem, as inserções periféricas dos ligamentos do cristalino 
são puxadas medialmente em direção às bordas da córnea, liberando, assim, a tensão dos ligamentos sobre o 
cristalino. As fibras circulares se dispõem circularmente em toda a volta das fixações de ligamentos, de modo que, 
quando se contraem, há ação semelhante à de esfíncter, diminuindo o diâmetro do círculo das fixações com 
ligamentos; esse efeito também permite que os ligamentos façam menos tração sobre a cápsula do cristalino. 
→ Desse modo, a contração de qualquer um dos dois conjuntos de fibras musculares lisas no músculo ciliar relaxa os 
ligamentos com a cápsula do cristalino, e, portanto, o cristalino assume forma mais esférica, como a de um balão, 
devido à elasticidade natural da cápsula do cristalino 
 
A ACOMODAÇÃO É CONTROLADA POR NERVOS PARASSIMPÁTICOS 
→ O músculo ciliar é controlado por sinais do sistema nervoso parassimpático, transmitidos para o olho pelo 3º par 
de nervos cranianos do núcleo do terceiro par no tronco cerebral. A estimulação dos nervos parassimpáticos contrai 
ambos os conjuntos de fibras do músculo ciliar, que relaxam os ligamentos do cristalino, dessa maneira, permitindo 
que o cristalino fique mais bojudo e aumente seu poder refrativo. Com esse aumento do poder refrativo, o olho 
focaliza objetos mais perto do que quando o olho tem menos poder refrativo. Consequentemente, à medida que um 
objeto distante se move em direção ao olho, o número de impulsos parassimpáticos que invade o músculo ciliar 
precisa aumentar progressivamente para o olho manter o objeto constantemente no foco. 
 
DIÂMETRO PUPILAR 
→ A principal função da íris é aumentar a quantidade de luz que entra no olho, na escuridão, e diminuir a 
quantidade de luz que entra no olho, à luz do dia. Os reflexos para controlar esse mecanismo são considerados no 
Capítulo 52. A quantidade de luz, que entra no olho através da pupila, é proporcional à área da pupila ou ao 
quadrado do diâmetro da pupila. A pupila do olho humano pode diminuir até cerca de 1,5 milímetro e aumentar até 
8 milímetros de diâmetro. A quantidade de luz que entra no olho pode variar por aproximadamente 30 vezes, em 
decorrência das alterações da abertura pupilar. 
A “PROFUNDIDADE DE FOCO” DO SISTEMA DO CRISTALINO AUMENTA COM A DIMINUIÇÃO 
DO DIÂMETRO PUPILAR 
→ A Figura mostra olhos muito parecidos, exceto pelos diâmetros das aberturas pupilares. No superior, a abertura 
pupilar é pequena, e no olho inferior, a abertura é grande. Em frente a cada um existem duas pequenas fontes 
puntiformes de luz; a luz de cada uma atravessa a abertura pupilar e é focalizada na retina. Consequentemente, em 
ambos os olhos, a retina vê duas manchas de luz em foco perfeito. Pelos diagramas, fica evidente, contudo, que, se 
a retina for movida para frente ou para trás até a posição fora de foco, o tamanho de cada mancha não mudará 
muito no olho superior, mas, no olho inferior, o tamanho de cada mancha aumentará bastante, tornando-se um 
“círculo embaçado”. Em outras palavras, o sistema de lentes superior tem profundidade de foco muito maior que o 
sistema de lentes inferior. Quando um sistema de lentes tem grande profundidade de foco, a retina poderá ser 
deslocada consideravelmente do plano focal ou a força da lente poderá mudar muito em relação ao normal, e a 
imagem ainda permanecerá quase em foco nítido, enquanto quando o sistema de lentes tiver profundidade de foco 
“rasa”, movimentar a retina por só um pouquinho, em relação ao plano focal, causa um embaçamento extremo. 
 
 
ACUIDADE VISUAL 
→ Teoricamente, a luz de fonte pontual distante, quando focalizada na retina, deve ser infinitamente pequena. No 
entanto, como o sistema do cristalino do olho jamais é perfeito, essa mancha da retina tem comumente diâmetro 
total de cerca de 11 micrômetros, mesmo com resolução máxima do sistema óptico do olho normal. A mancha é 
mais viva em seu centro e esmaece gradualmente em direção às bordas 
→ O diâmetro médio dos cones, na fóvea da retina — a parte central da retina, onde a visão é mais altamente 
desenvolvida — é de cerca de 1,5 micrômetro, o que é um sétimo do diâmetro da mancha de luz. Todavia, como a 
mancha de luz tem um ponto central brilhante e bordas sombreadas, a pessoa pode normalmente distinguir dois 
pontos separados se seus centros se situarem distantes por até 2 micrômetros na retina, o que é discretamente 
maior que a largura de um cone da fóvea. 
→ A acuidade visual normal do olho humano para discriminar fontes luminosas pontuais deve ser cerca de 25 
segundos de arco, isto é, quando os raios de luz de dois pontos separados atingem o olho com um ângulo de pelo 
menos 25 segundos entre eles, em geral, poderão ser reconhecidos como dois pontos em lugar de um só. Isso 
significa que a pessoa com acuidade visual normal, olhando para duas manchas distintas e brilhantes a 10 metros de 
distância, mal pode distinguir as manchas como entidades separadas quando estiverem a 1,5 a 2 milímetros de 
distância uma da outra. 
 
SISTEMA DE LÍQUIDOS DO OLHO — LÍQUIDO INTRAOCULAR 
→ O olho está cheio de líquido intraocular que mantém pressão suficiente no globo ocular para conservá-lo 
distendido. Esse líquido pode ser dividido em duas partes — humor aquoso, que se situa à frente do cristalino, e 
humor vítreo, que fica entre a superfície posterior do cristalino e a retina. O humor aquoso é líquido com fluxo livre, 
enquanto o humor vítreo, algumas vezes, chamado corpo vítreo, é uma massa gelatinosa que se mantém unida por 
rede fibrilar fina, composta, sobretudo, por moléculas de proteoglicanos bastante alongadas. Água e substâncias 
dissolvidas podem se difundir lentamente no humor vítreo, mas ocorre pouco fluxo de líquido. O humor aquoso está 
continuamente sendo formado e reabsorvido. O balanço entre a formação e a reabsorção de humor aquoso regula o 
volume total e a pressão do líquido intraocular 
 
FORMAÇÃO DO HUMOR AQUOSO PELO CORPO CILIAR→ O humor aquoso é formado no olho a intensidade média de 2 a 3 microlitros a cada minuto. Essencialmente, 
todo ele é secretado pelos processos ciliares que são pregas lineares que se projetam do corpo ciliar para o espaço 
atrás da íris, onde os ligamentos do cristalino e o músculo ciliar se fixam ao globo ocular. Devido à sua arquitetura 
em dobras, a área total dos processos ciliares é cerca de 6 centímetros quadrados em cada olho — área extensa, 
considerando-se o pequeno tamanho do corpo ciliar. As superfícies desses processos são cobertas por células 
epiteliais muito secretoras, e, imediatamente abaixo delas, existe uma área altamente vascular. 
→ O humor aquoso é formado quase inteiramente por uma secreção ativa pelo epitélio dos processos ciliares. A 
secreção começa com o transporte ativo de íons sódio para os espaços entre as células epiteliais. Os íons sódio 
puxam íons cloreto e íons bicarbonato junto com eles para manter a neutralidade elétrica. Depois, todos esses íons 
em conjunto promovem osmose de água dos capilares sanguíneos, situados abaixo dos mesmos espaços 
intercelulares epiteliais, e a solução resultante banha os espaços dos processos ciliares na câmara anterior do olho. 
Além disso, vários nutrientes são transportados, através do epitélio, por transporte ativo ou difusão facilitada; eles 
incluem aminoácidos, ácido ascórbico e glicose. 
 
SAÍDA DO HUMOR AQUOSO DO OLHO 
→ Depois que o humor aquoso é formado pelos processos ciliares, ele primeiro flui, através da pupila e entra na 
câmara anterior do olho. Daí, o líquido flui na direção anterior ao cristalino e entra no ângulo entre a córnea e a íris, 
e depois através de malha de trabéculas finalmente entra no canal de Schlemm, que desemboca em veias 
extraoculares. O canal de Schlemm é uma veia com paredes finas que se estende circunferencialmente por todo o 
trajeto em torno do olho. Sua membrana endotelial é tão porosa que tanto grandes moléculas proteicas quanto 
pequeno material particulado do tamanho de hemácias, podem passar da câmara anterior para o canal de Schlemm. 
Embora o canal de Schlemm na realidade seja vaso sanguíneo venoso, o humor aquoso, normalmente, se dirige a 
ele que o faz ficar cheio apenas de humor aquoso, e não de sangue. As pequenas veias que levam do canal de 
Schlemm às veias maiores do olho geralmente contêm apenas humor aquoso, e são chamadas veias aquosas. 
 
 
DESCREVER MORFOFUNCIONALMENTE A VIA ÓPTICA DE 
FORMAÇÃO DA IMAGEM 
CONES E BASTONETES – FOTORRECEPTORES 
→ Cada fotoreceptor, é dividido em um segmento externo, um segmento interno 
• Os segmentos externos são constituídos por cílios compostos de pilhas regulares de sáculos achatados ou discos 
membranosos. Maior invaginação de membranas → maior número de receptores. Onde localiza-se a substância 
fotoquímica sensível à luz (rodopsinas nos bastonetes e pigmentos coloridos nos cones) 
• Os segmentos internos são ricos em mitocôndrias; esta é a região que sintetiza os compostos fotossensíveis. 
→ Nas porções extrafoveais da retina, os bastonetes predominam 
Bastonetes: percebem a intensidade da luz → são receptores para a visão noturna (visão escotópica). 
• O aparato da visão escotópica é incapaz de discriminar os detalhes e os contornos dos objetos ou de determinar a 
sua cor. 
Cones: percebem as cores → são receptores para a visão com luz clara (visão fotópica) 
• Possuem um limiar muito mais alto, mas o sistema dos cones tem uma acuidade muito maior. 
→ As mudanças de potencial que iniciam os potenciais de ação na retina são geradas pela ação da luz nos 
compostos fotossensíveis nos cones e bastonetes. 
→ O olho é um órgão único na medida em que os potenciais receptores dos fotorreceptores e as respostas elétricas 
da maioria dos outros elementos neurais na retina são potenciais locais e graduados, e é somente nas células 
ganglionares que são gerados os potenciais de ação "tudo ou nada''. 
→ O potencial receptor do cone tem início e final precisos, enquanto o potencial receptor do bastonete tem um 
início preciso e um final lento (muito mais sensíveis). 
BASES IÔNICAS DOS POTENCIAIS DOS FOTORRECEPTORES: 
→ Os canais de Na+ nos segmentos externos dos cones e bastonetes são abertos no escuro e então a corrente passa 
do segmento interno para o externo. A manutenção dessa abertura é feita pelo GMPc. 
→ A corrente também flui para a terminação sináptica do fotorreceptor. A Na+-K+- ATPase no segmento interno 
mantém o equilíbrio iônico. 
→ A liberação do transmissor sináptico (glutamato) é estável no escuro. 
→ Quando a luz atinge o segmento externo, as reações que se iniciam fecham alguns dos canais de Na+, e o 
resultado é um potencial receptor hiperpolarizante. A luz leva ao aumento da conversão de GMPc a 5’-GMP. 
→ A hiperpolarização reduz a liberação de glutamato, e isso gera um sinal nas células bipolares que leva, em última 
análise, a potenciais de ação nas células ganglionares. 
→ Os potenciais de ação são transmitidos para o encéfalo. 
 
CONDUÇÃO ELETROTÔNICA: 
1. Os fotorreceptores — os bastonetes e os cones — que transmitem sinais para a camada plexiforme externa, 
onde fazem sinapse com células bipolares e células horizontais. 
2. As células horizontais que transmitem sinais horizontalmente na camada plexiforme externa de bastonetes e 
cones para células bipolares. Realizam inibição lateral. As saídas das células horizontais são sempre inibitórias. 
3. As células bipolares que transmitem sinais verticalmente dos bastonetes, cones e células horizontais para a 
camada plexiforme interna, onde fazem sinapse com as células ganglionares e células amácrinas. 
• Célula bipolar despolarizante e célula bipolar hiperpolarizante: metade das células bipolares transmita sinais 
positivos e a outra metade transmita sinais negativos. Contribui com a inibição lateral 
4. As células amácrinas que transmitem sinais em duas direções, diretamente de células bipolares para as 
células ganglionares ou horizontalmente, dentro da camada plexiforme interna, dos axônios das células bipolares 
para os dendritos das células ganglionares ou para outras células amácrinas. Também realizam inibição lateral. 
• faz parte da via direta para visão dos bastonetes 
• responde fortemente no início de sinal visual contínuo 
• respondem fortemente no desligamento de sinais visuais 
• respondem quando uma luz é acesa ou apagada, sinalizando simplesmente mudança de iluminação 
• responde ao movimento de mancha através da retina → sensíveis à direção 
5. As células ganglionares que transmitem sinais eferentes da retina pelo nervo óptico para o cérebro → únicas que 
utilizam PA. São os seus axônios que formam as longas fibras do nervo óptico 
• As células P (parvocelulares) projetam-se até a camada de células parvocelulares (pequenas) do núcleo geniculado 
lateral do tálamo. Sensíveis aos sinais visuais que se relacionam aos detalhes finos e às diferenças de cores, mas 
relativamente insensíveisa sinais de baixo contraste 
• As células M (magnocelulares) projetam-se na camada magnocelular (células grandes) do núcleo geniculado 
lateral, que por sua vez, transfere a informação desde o trato óptico ao córtex visual. Muito sensíveis aos estímulos 
de baixo contraste e a sinais visuais em rápido movimento. 
→ A condução eletrotônica significa fluxo direto de corrente elétrica, e não potenciais de ação, no citoplasma 
neuronal e nos axônios nervosos do ponto de excitação por todo o trajeto até as sinapses de eferência. Isso significa 
que, quando ocorre a hiperpolarização, em resposta à luz no segmento externo de um bastonete ou cone, quase o 
mesmo grau de hiperpolarização é conduzido por fluxo de corrente elétrica no citoplasma por todo o percurso até o 
terminal sináptico, não sendo necessário potencial de ação. 
NEUROTRANSMISSORES: 
→ Bastonetes e cones liberam glutamato em suas sinapses com as células bipolares. 
→ Células amácrinas secretando pelo menos oito tipos de substâncias transmissoras, incluindo ácido gama-
aminobutírico (GABA), glicina, dopamina, acetilcolina e indolamina, todos funcionam normalmente como 
transmissores inibitórios. 
RODOPSINA/PÚRPURA VISUAL: 
→ É um pigmento fotossensível no segmento externo dos bastonetes. 
→ Rodopsina = retinal + escotopsina. 
→ É a metarrodopsina II, também chamada rodopsina ativada, que provoca alterações elétricas nos bastonetes 
1. Rodopsina se decompõem pela fotoativação de elétrons 
2. Mudança da forma cis para a forma toda-trans 
3. Retinal trans se afasta da escotopsina. **Somente a forma cis do retinal pode se associar a ecotopsina 
4. O produto é a metarrodopsina II que se decompõe em escotopsina e retinal todo-trans. 
→ A quantidade de rodopsina nos receptores varia, portanto, inversamente com o nível de luz incidente. 
→ Retinol todo-trans é uma forma de vitamina A 
→ A luz reduz a concentração de Ca2+, bem como a de Na+ nos fotorreceptores. A diminuição resultante na 
concentração de Ca2+ ativa a guanilato-ciclase, que gera mais GMPc. Ela também inibe a fosfodiesterase ativada 
pela luz. Ambas as ações aceleram a recuperação, restaurando os canais de Na+ à posição aberta. 
→ O todo-trans, altera a configuração da escotopsina, e a mudança que ocorre nela, ativa sua proteína G 
heterotrimérica associada, chamada de transducina, que possui muitas subunidades Tα, Gβ1 e Gγ1. 
→ A proteína G transducina troca GDP por GTP e a subunidade α se separa. Esta subunidade permanece ativa até 
que sua atividade GTPase intrínseca hidrolise o GTP. 
→ A subunidade α ativa a fosfodiesterase GMPc, que converte a GMPc a 5'-GMP. A GMPc normalmente atua 
diretamente nos canais de Na+ para mantê-los na posição aberta, de modo que a diminuição na concentração 
citoplasmática de GMPc provoca o fechamento de alguns canais de Na+. Isto produz o potencial hiperpolarizante 
 
PIGMENTOS DO CONE: 
→ 3 tipos diferentes de cone: respondem maximamente à luz em comprimentos de onda de 440, 535 e 565 nm. 
Cada cone contém retinal e uma ionopsina. 
→ Apenas 3 tipos de cones: azul, verde e vermelho e as outras cores são vistas a partir deles 
→ Branco é a combinação de todos os comprimentos de onda. 
FORMAÇÃO DE IMAGEM NA RETINA 
→ Imagem duplamente invertida; 
→ Imagem não é “vista” pelo cérebro 
→ Uma tradução dela é codificada em potencial de ação 
→ Este padrão de potenciais de ação é interpretado como uma representação do mundo de cabeça para cima 
→ Ocorre, que essa imagem é duplamente invertida: o que está à esquerda no campo de visão projeta-se no setor 
direito da retina de ambos os olhos, e o que está acima se projeta no setor inferior das retinas. E vice-versa. A razão 
disso é a construção óptica do olho, composto por lentes de tipo convergente, que formam imagens invertidas 
→ Por que, então, não vemos o mundo de cabeça para baixo? Simplesmente porque a imagem óptica projetada 
sobre a retina não é “vista” pelo cérebro; uma tradução dela é codificada em potenciais neurais, e esse padrão de 
sinais, mesmo proveniente de uma imagem opticamente invertida, é interpretado desde que nascemos como a 
representação de um mundo de cabeça para cima 
 
 
 
CONFIRMAR AS HIPOTESES DIAGNÓSTICAS DE CADA PACIENTE 
Presbiopia — Perda da Acomodação pelo Cristalino. À medida que a pessoa envelhece, o cristalino fica maior e 
mais espesso e se torna muito menos elástico, em parte devido à desnaturação progressiva das proteínas do 
cristalino. A capacidade do cristalino mudar de forma diminui com a idade. O poder de acomodação reduz por cerca 
de 14 dioptrias em uma criança, para menos de 2 dioptrias, quando a pessoa chega aos 45 a 50 anos e diminui, 
essencialmente, a 0 dioptria aos 70 anos de idade. Daí em diante, o cristalino permanece quase totalmente sem 
acomodação, condição conhecida como presbiopia. Uma vez que a pessoa chegue ao estado de presbiopia, cada 
olho continua focalizado permanentemente para distância quase constante; essa distância depende das 
características físicas dos olhos de cada pessoa. Os olhos já não conseguem se acomodar para visão próxima e 
distante. Para ver claramente a distância e perto, uma pessoa mais velha precisa usar óculos bifocais, com o 
segmento superior focalizado para visão a distância e o segmento inferior focalizado para perto (p. ex., para leitura). 
Hipermetropia — se deve a um globo ocular curto demais ou a sistema de lentes fraco demais. Nessa condição, 
os raios de luz paralelos não são curvados o suficiente, pelo sistema de lentes relaxado, para chegar ao foco quando 
alcançam a retina. Para superar essa anormalidade, o músculo ciliar precisa contrair-se para aumentar a força do 
cristalino. Pelo uso do mecanismo da acomodação, a pessoa hipermetrope é capaz de focalizar objetos distantes na 
retina. Se a pessoa tiver usado somente pequena quantidade de força do músculo ciliar, para acomodar para 
objetos distantes, ainda ficará com muito poder acomodativo, e os objetos cada vez mais próximos do olho também 
podem ser focalizados nitidamente, até que o músculo ciliar se contraia no seu limite. Na idade avançada, quando o 
cristalino se torna “presbíope”, a pessoa hipermetrope costuma não ser capaz de acomodar o cristalino o suficiente 
para focalizar até mesmo objetos distantes, e muito menos ainda os objetos próximos. 
Astigmatismo — O astigmatismo é erro refrativo do olho que faz com que a imagem visual em um plano focalize 
em uma distância diferente da do plano em ângulo reto. Isso resulta mais frequentemente de curvatura da córnea 
grande demais em um plano do olho. Exemplo de lente astigmática seria superfície de lente como a de um ovo 
colocado de lado à luz que chega. O grau de curvatura, no plano pelo maior eixo do ovo, não é tão grande quanto o 
grau de curvatura no plano pelo menor eixo. Correção do Astigmatismo com Lente Cilíndrica. 
 
 
DEFINIR E DIFERENCIAR AS ALTERAÇOES ÓTICAS 
EMETROPIA (Visão Normal): O olho é considerado normal se raios de luz paralelos de objetos distantes estiverem 
em foco nítido na retina, quando o músculo ciliar estiver completamente relaxado. Isso significa que o olho 
emetrópico pode ver todos os objetos distantes, claramente, com músculo ciliar relaxado. No entanto, para focalizarobjetos próximos, o olho precisa contrair seu músculo ciliar e, assim, fornecer graus apropriados de acomodação. 
HIPERMETROPIA: também é chamada “visão boa para longe”, em geral, se deve a um globo ocular curto demais 
ou a sistema de lentes fraco demais. Nessa condição, os raios de luz paralelos não são curvados o suficiente, pelo 
sistema de lentes relaxado, para chegar ao foco quando alcançam a retina. Para superar essa anormalidade, o 
músculo ciliar precisa contrair-se para aumentar a força do cristalino. Pelo uso do mecanismo da acomodação, a 
pessoa hipermetrope é capaz de focalizar objetos distantes na retina. Se a pessoa tiver usado somente pequena 
quantidade de força do músculo ciliar, para acomodar para objetos distantes, ainda ficará com muito poder 
acomodativo, e os objetos cada vez mais próximos do olho também podem ser focalizados nitidamente, até que o 
músculo ciliar se contraia no seu limite. Na idade avançada, quando o cristalino se torna “presbíope”, a pessoa 
hipermetrope costuma não ser capaz de acomodar o cristalino o suficiente para focalizar até mesmo objetos 
distantes, e muito menos ainda os objetos próximos. Correção: lentes convexas, que auxiliam no acréscimo de 
poder de refrativo, diminuindo a distância focal. 
MIOPIA: na miopia, ou “visão para perto”, quando o músculo ciliar está completamente relaxado, os raios de luz 
que vêm de objetos distantes são focalizados antes da retina. Esse distúrbio geralmente se deve ao globo ocular 
longo demais, mas pode resultar de demasiado poder refrativo no sistema de lentes do olho. Não existe mecanismo 
pelo qual o olho possa diminuir a força de sua lente para menos do que aquela que existe quando o músculo ciliar 
está completamente relaxado. A pessoa míope não tem mecanismo pelo qual focaliza objetos distantes nitidamente 
na retina. Contudo, à medida que um objeto se aproxima do olho da pessoa, ele finalmente chega perto o suficiente 
para que a imagem possa ser focalizada. Depois, quando o objeto fica ainda mais próximo do olho, a pessoa pode 
usar o mecanismo de acomodação para manter a imagem focalizada claramente. Um míope tem um “ponto 
distante” para visão distinta definidamente limitado. Correção: esse poder refrativo excessivo poderá ser 
neutralizado pela colocação, de lente esférica côncava, que divergirá os raios. 
ASTIGMATISMO: Está relacionado com a irregularidade da forma da córnea, que fica ondulada, o que atrapalha a 
entrada da luz fazendo com que a imagem visual em um plano focalize em uma distância diferente da do plano em 
ângulo reto. Correção: lentes cilíndricas colocadas de tal forma que equalizem a refração. 
• Coçar os olhos piora o astigmatismo pois intensifica as deformações na córnea 
 
 
RELACIONAR A SITUAÇÃO DO PACIENTE COM O DESCOLAMENTO 
DA RETINA E DISCUTIR AS CONSEQUENCIAS 
→ A retina neural ocasionalmente se descola do epitélio pigmentar. Em algumas circunstâncias, a causa de tal 
descolamento é lesão do globo ocular que permite que líquido ou sangue se acumule entre a retina neural e o 
epitélio pigmentar. O descolamento por vezes é causado por contratura das fibrilas de colágeno no humor vítreo, 
que puxa áreas da retina em direção ao interior do globo. 
→ Em parte, devido à difusão através do espaço de descolamento e, em parte, devido ao suprimento sanguíneo 
independente da retina neural pela artéria da retina, a retina descolada pode resistir à degeneração por dias e 
tornar-se novamente funcional se for por cirurgia recolocada em sua relação normal com o epitélio pigmentar. Se 
não for recolocada prontamente, entretanto, a retina será destruída e ficará incapaz de funcionar, mesmo que haja 
correção cirúrgica 
→ As camadas da retina em desenvolvimento são separadas no embrião por um espaço intrarretiniano. Durante o 
período fetal inicial, as camadas se fundem, fechando esse espaço. Embora o estrato pigmentoso se torne 
firmemente fixado à corioide, sua inserção no estrato nervoso não é firme. Logo, pode haver descolamento da 
retina após um golpe no olho. O descolamento da retina geralmente resulta da entrada de líquido entre os estratos 
nervoso e pigmentoso da retina, talvez dias ou até mesmo semanas após o traumatismo do olho. As pessoas com 
retina podem se queixar de da descolamento flashes luminosos ou pontos flutuando na frente do olho. 
→ Pode ocorrer descolamento da retina em consequência de traumatismo, como uma pancada na cabeça, em 
vários distúrbios oculares ou em consequência de degeneração relacionada com o envelhecimento. O úmulo de 
líquido entre essas camadas, forçando a retina flexível e fina a projetar-se para fora. O resultado consiste em visão 
distorcida e cegueira no campo correspondente de visão. A retina pode ser reparada por meio de cirurgia a da retina 
e o epitélio pigmentado. Ocorre acdescolamento ocorre entre o estrato nervoso laser ou criocirurgia, e o reparo 
precisa ser realizado rapidamente, de modo a evitar dano permanente à retina. 
→ Na retina, há um espaço virtual que é um vestígio do espaço preexistente entre as superfícies apicais das duas 
camadas epiteliais do cálice óptico. A expansão desse espaço faz com que a camada neural da retina se separe do 
epitélio pigmentar da retina (EPR), que continua aderido à corioide. Em consequência desse distúrbio, denominado 
descolamento de retina, as células fotorreceptoras deixam de receber nutrientes dos vasos do plexo coriocapilar da 
corioide subjacente. 
→ Os sintomas clínicos do deslocamento de retina incluem sensações visuais que costumam ser descritas como 
“pontos pretos” ou “moscas volantes”. Essa sensação é provocada por hemácias extravasadas dos vasos capilares 
lesados, durante a ruptura ou o Além disso, algumas pessoas descrevem clarões repentinos, bem como “teias” ou 
“véus” na frente do olho, junto com as “moscas volantes”. É possível observar e diagnosticar o retina no exco 
→ Outra condição retiniana comum ocorre quando a pessoa envelhece. À medida que isso acontece (na sexta e 
sétima décadas de vida), o corpo vítreo tende a se retrair e se afastar da camada neural da retina, o que promove 
uma ou mais rupturas desta. 
→ Caso não seja reposicionada com rapidez, a área descolada da retina sofre necrose, com consequente cegueira. É 
frequente o uso de laser de argônio para reparar o descolamento de retina por fotocoagulação nas margens do 
descolamento com produção de tecido cicatricial. Esse método evita que a retina continue a descolar e facilita o 
reposicionamento das células fotorreceptoras. 
DISCUTIR A CONDUTA OFTALMOLÓGICA NA UTI 
→ Localizada na parte anterior do globo ocular, a córnea possui alta resistência mecânica, conferindo estrutura e 
proteção ao olho. Os elementos de proteção, considerados anexos do olho, compreendem os supercílios, cílios, 
pálpebra e glândula lacrimal. As lágrimas umedecem constantemente a córnea impedindo seu ressecamento. Nesse 
processo de lubrificação, o piscar das pálpebras é indispensável para proteção fisiológica da córnea 
→ De um modo geral, a lesão de córnea pode ser definida como lesão inflamatória ou infecciosa no tecido 
corneano que pode atingir camadas superficiais ou profundas. De acordo com Werli-Alvarenga (2014); Oliveira 
(2017), se não prevenida ou tratada adequadamente, a lesão de córnea pode levar a prejuízo visual temporário ou 
definitivo para o indivíduo, dependendo do grau de acometimento tissular. 
→ O paciente internado na unidade de terapia intensiva (UTI) possui alto risco de desenvolver lesão de córnea. A 
exposição da córnea é comum em pacientes nesse cenário. Os fatores que justificam essa situação estão atrelados à 
terapêutica implementada, que por vezes, como ressaltado por Rosenberg e cols. (2008), resulta em rebaixamento 
de nível de consciência e depressão do sistema nervo central, o que compromete a lubrificação e proteção do olho. 
Ahmadi-Nejad (2012) ressalta que esse quadro é agravado pela negligênciano cuidado com olho. 
→ O enfermeiro é o profissional que está a maior parte do tempo com o paciente prestando cuidados diretos e 
contínuos. De acordo com Laurenti (2015), essa condição permite ao mesmo a elaboração de um plano de cuidados 
voltado para a eliminação de riscos e minimização de danos através de condutas individualizadas e criteriosas, 
considerando os fatores intervenientes na ocorrência de evento adverso. É preciso conhecer para identificar os 
fatores de risco e planejar uma assistência preocupada com a mitigaçãoo de riscos e atos inseguros.

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