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Microagulhamento


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ESTÉTICA 
CORPORAL II
Débora Rosa Calza
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
 > Identificar os tipos de microagulhamento. 
 > Descrever os mecanismos fisiológicos do microagulhamento. 
 > Explicar o uso do microagulhamento nas disfunções corporais. 
Introdução
O microagulhamento foi inicialmente introduzido para o tratamento de cicatrizes e 
o rejuvenescimento, porém, com os avanços dos estudos, essa técnica está sendo 
usada para uma ampla gama de alterações inestéticas. O grande número de relatos 
sobre os resultados gerados com o uso dessa técnica levou ao aprofundamento das 
pesquisas sobre o mecanismo de ação e modernização dos métodos de aplicação.
Neste capítulo, você vai compreender o mecanismo fisiológico da aplicação do 
microagulhamento, conhecer os tipos de dispositivos para a realização da técnica 
e a sua aplicabilidade nas disfunções estéticas corporais. 
Tipos de microagulhamento
Em 1994, Orentreich e Orentreich relataram pela primeira vez a aplicação 
de agulha para o tratamento de cicatrizes de acnes e rugas, com a técnica 
de subcisão para a liberação de septos fibrosos. Após três anos, Camirand e 
Doucet utilizaram uma pistola de tatuagem sem tinta para o tratamento de 
cicatrizes. Porém, no início de 2006, o Dr. Desmond Fernandes desenvolveu 
um dispositivo composto por um tambor coberto por microagulhas, chamado 
Microagulhamento 
aplicado às 
disfunções corporais
de roller, para realizar a terapia de indução percutânea de colágeno (NEGRÃO, 
2015).
Existem diferentes meios para realizar o microagulhamento, porém há 
dois principais instrumentos para a realização da técnica, conforme Alster 
e Graham (2017): 
 � roller, conhecido como microagulhamento por rolete;
 � caneta elétrica, conhecida como microagulhamento elétrico.
No Brasil, os equipamentos devem ter registro vigente na Agência Nacional 
de Vigilância Sanitária (Anvisa), sendo classificados como equipamentos 
descartáveis e de uso único. Os equipamentos vêm em embalagem lacrada 
e estéril, geralmente utilizando o método de esterilização por raio gama ou 
óxido de etileno (ETO) (NEGRÃO, 2015).
Além do tipo de instrumento, existem variações das agulhas utilizadas nos 
dispositivos que influenciam na aplicabilidade da técnica: material, quantidade 
de agulhas, diâmetro e comprimento (SETTERFIELD, 2017).
Microagulhamento por rolete 
O roller é um dispositivo com microagulhas de aço inoxidável, titânio ou 
revestidas de ouro, que são dispostas em um rolo cilíndrico em uma das 
extremidades (Figura 1). As agulhas de titânio mantêm o gume da agulha 
afiado por mais tempo e as agulhas banhadas a ouro têm ação antimicrobiana 
(SETTERFIELD, 2017).
Figura 1. Roller (dispositivo para microagulhamento por rolete).
Fonte: lucas_pego/Pixabay.com.
Microagulhamento aplicado às disfunções corporais2
O comprimento das agulhas varia de 0,20 a 3mm e a quantidade de agulhas 
em cada dispositivo varia de 192 a 540 agulhas. A aplicação de um dispositivo 
com 192 agulhas por 15 vezes resulta em aproximadamente 250 puncturas 
por cm2, sendo que cada passagem produz cerca de 16 micropunturas por 
cm2 (LIMA; LIMA; TAKANO, 2013).
O diâmetro das agulhas pode variar, sendo preferível agulhas mais 
finas, entre 0,07 a 0,25mm, pois agulhas mais grossas podem causar 
formação de cicatrizes. 
Microagulhamento elétrico
A caneta de microagulhamento é um dispositivo automatizado que realiza 
as micropunturas por meio de um cartucho descartável com agulhas. Este 
equipamento tem um motor que funciona por intermédio de uma bateria ou 
eletricidade, podendo ser realizados movimentos circulares ou de vai e vem 
sobre a pele. A profundidade das agulhas é ajustada no próprio equipamento, 
bem como a velocidade de saída e entrada da agulha durante a aplicação. 
A principal variação entre os tipos de cartuchos disponíveis é o número de 
agulhas, pois existe uma gama de opções, podendo conter de 12 a 36 agulhas, 
sendo que os cartuchos com menor quantidade de agulhas são utilizados para 
tratar pequenas áreas de difícil acesso, como cicatrizes atróficas e estrias 
(Figura 2) (SETTERFIELD, 2017).
Figura 2. Caneta de microagulhamento elétrico (dispositivo para a aplicação do microagu-
lhamento elétrico). 
Fonte: Andreas Skarparis/Shutterstock.com.
Microagulhamento aplicado às disfunções corporais 3
Mecanismo de ação
O microagulhamento é um procedimento minimamente invasivo que utiliza 
um dispositivo com microagulhas finas que penetram na pele, gerando dois 
principais mecanismos de ação: a indução percutânea de colágeno (IPC) e 
o aumento da administração transdérmica de ativos (drug delivery). A base 
desse mecanismo é a estimulação mecânica produzida pelas micropunturas 
das agulhas ao serem aplicadas na pele, gerando uma lesão controlada que 
altera a integridade da pele sem danificar totalmente a epiderme (SINGH; 
YADAV, 2016).
Os queratinócitos compõem 95% das células da epiderme, sendo a fonte 
principal de liberação de citocinas que modulam a resposta celular. A esti-
mulação mecânica provocada pelo microagulhamento promove a dissociação 
dos queratinócitos, que por meio da comunicação celular liberam citocinas e 
fatores de crescimento, e por consequência ocorre o aumento da circulação 
sanguínea e, posteriormente, a migração dos queratinócitos para restabelecer 
o tecido epidérmico danificado (SILVA et al., 2018).
Após a lesão gerada pela aplicação da técnica, inicia-se o processo de 
cicatrização do tecido, que pode ser dividido em três fases (SETTERFIELD, 2017). 
Fase inflamatória — Duração: de 1 a 3 dias. A ação dos macrófagos é crucial 
para a cicatrização do tecido lesionado, por meio da remoção de resíduos e 
bactérias por fagocitose, e a liberação de fatores de crescimento que estão 
envolvidos no desenvolvimento do novo tecido. São formados anticorpos 
pela ativação do sistema imunológico, gerando uma resposta vascular que 
resulta em edema, eritema e aumento da temperatura dos tecidos. 
Fase proliferativa — Duração: de 3 a 5 dias. Nesta fase ocorre a contração 
da lesão pelos miofibroblastos e a reepitelização da epiderme. Para resta-
belecer o tecido e posteriormente ocorrer a produção de colágeno, ocorre a 
angiogênese (formação de novos vasos sanguíneos) (Figura 3), que supre o 
tecido com oxigênio e nutrientes essenciais para o processo. 
A fibroplasia ocorre de 5 a 20 dias após a lesão, com a produção de colá-
geno, elastina, glicosaminoglicanos (GAGs) e proteoglicanos. 
Fase de remodelamento — Duração: de 28 dias a 2 anos. Nesta fase ocorre a 
maturação do colágeno que confere resistência ao tecido lesionado, podendo 
chegar a um aumento de 80% da tração original.
Microagulhamento aplicado às disfunções corporais4
Figura 3. Angiogênese. Formação de novos capilares após o microagulhamento.
Fonte: Adaptada de Borges (2016).
Agulha perfurando um vaso
1.
2.
3.
Glóbulos vermelhosLeito capilar
Células endoteliais
Formação de novas células endoteliais
Neoangiogênese
Há liberação de fator 
de crescimento 
endotelial vascular
A aplicação das agulhas com a intensão de realizar a IPC resulta na ruptura 
de capilares sanguíneos, podendo ocorrer pequeno sangramento (gotículas de 
sangue). Esse rompimento dos vasos libera o fator de crescimento endotelial 
vascular (VEGF), que estimula a formação de novas células endoteliais vascu-
lares, com o objetivo de compensar o comprometimento do fluxo sanguíneo 
que, por consequência, resulta na formação de novos vasos. A angiogênese 
(neoangiogênese) é fundamental para dar suporte de oxigênio e nutrientes 
que são requisitados no processo de recuperação da pele após o microagu-
lhamento (SETTERFIELD, 2017).
A pele é o órgão que reveste todo o corpo atuando como um envoltó-
rio protetor do organismo contra os agressores externos, a penetração de 
substâncias estranhas e no controle da perda de fluídos corporais. Esse 
mecanismo é chamado de permeabilidade seletiva, no qual a pele atua como 
Microagulhamento aplicado às disfunções corporais 5
uma barreira impermeávela diversas substâncias, inclusive dificultando a 
penetração de ativos utilizados nas formulações cosméticas. 
A aplicação do microagulhamento gera microcanais que aumentam em 
até 80% a penetração de ativos na pele. Esse mecanismo é chamado de drug 
delivery e tem como objetivo a potencialização do tratamento pela entrega 
de ativos. 
Um estudo realizado para comparar a aplicação tópica das vitaminas A e 
C no período de oito semanas mostrou o aumento da espessura da epiderme 
em 22% na aplicação tópica isolada. Em contrapartida, constatou que quando 
associada à técnica de microagulhamento, obteve um aumento de espessura 
da epiderme de 140% (BRAGHIROLI; CONRADO, 2018).
Para observar a dinâmica de absorção passiva, foi realizado um estudo com 
a aplicação da fluoresceína após a realização do microagulhamento, no qual 
foi constatado que após 5 minutos da aplicação da técnica, obteve-se o pico 
máximo de absorção da substância, declinando nos 10 minutos seguintes e 
retornando ao parâmetro basal após 15 minutos (BRAGHIROLI; CONRADO, 2018).
A escolha dos ativos para a realização da técnica deve estar alinhada ao 
objetivo do tratamento, sendo fundamental o profissional saber os requisitos 
essenciais das células envolvidas nesse processo e realizar uma boa avaliação 
de cada paciente.
Aplicabilidade nas disfunções estéticas 
corporais
Antes de aplicar a técnica é necessário avaliar o cliente e identificar as suas 
necessidades de tratamento para selecionar os ativos necessários para a 
aplicação com a técnica e a profundidade que serão realizadas as puncturas. O 
resultado do tratamento com o microagulhamento depende da profundidade 
de penetração das agulhas na pele. Sendo assim, é classificado de acordo 
com o comprimento das agulhas (Figura 4), segundo Negrão (2015):
 � Microagulhamento cosmético: até 0,3mm.
 � Microagulhamento terapêutico: de 0,5 a 1,5mm.
 � Microagulhamento médico ou cirúrgico: acima de 2mm.
Microagulhamento aplicado às disfunções corporais6
Figura 4. Comprimento da agulha. Profundidade do tecido em relação à aplicação dos dife-
rentes comprimentos das agulhas. 
Fonte: Adaptada de Sonja Sulis/Shutterstock.com.
Estrato córneo
0,20mm 0,25mm 0,30mm 0,50mm 0,75mm 1,00mm 1,50mm 2,00mm 2,50mm 3,00mm
Epiderme
Derme
Tecido subcutâneo
A classificação auxilia na escolha do comprimento da agulha de acordo com 
o objetivo do tratamento, porém devem ser consideradas as características 
da pele a ser tratada. Para ocorrer a IPC, as agulhas devem atingir a junção 
dermoepidérmica com a intenção de desencadear a cascata de cicatrização, 
que irá promover o aumento da renovação celular epidérmica e da produção 
de colágeno, elastina e GAGs (SETTERFIELD, 2017).
Flacidez da pele 
A flacidez cutânea é um processo degenerativo dos tecidos que compromete 
o contorno corporal, no qual ocorre a atrofia dos elementos estruturais da 
pele, sendo provocado por diferentes fatores. Estruturalmente, ocorre: 
 � redução da produção das fibras de colágeno, elastina e GAGs;
 � enfraquecimento das fibras de colágeno e elastina;
 � redução da diferenciação celular;
 � redução da rede vascular;
 � diminuição da junção dermoepidérmica.
Ao longo dos anos ocorre de forma progressiva a degeneração da pele 
provocada pelo envelhecimento natural do organismo. A velocidade desse 
processo depende de diferentes fatores, como a genética, os hormônios e o 
Microagulhamento aplicado às disfunções corporais 7
estresse oxidativo. Além disso, os fatores extrínsecos podem contribuir para 
o agravamento desse processo, principalmente quando o tecido é submetido 
a cargas de tração excessiva, como na obesidade, na gravidez e na grande 
perda de peso (TASSINARY, 2019).
O microagulhamento auxilia na correção da flacidez cutânea pelo aumento 
da disponibilidade de nutrientes para as células e por meio do microagu-
lhamento terapêutico pelo processo de cicatrização do tecido lesionado. O 
tratamento também ocorre pelo grande estímulo que a pele sofre na pro-
dução de colágeno após o microagulhamento, trazendo maior firmeza a ela 
(SETTERFIELD, 2017).
Estrias e cicatrizes 
As estrias são cicatrizes provocadas por uma lesão cutânea, na qual ocorre o 
achatamento da pele devido às mudanças do número de fibras e à organização 
das fibras de sustentação da pele. Ocorre também o rompimento das fibras, 
que resulta em escaras dérmicas atróficas e lineares, com achatamento da 
epiderme e compactação dos feixes de colágeno da derme (SETTERFIELD, 2017).
Na fase inicial, as estrias têm aparência elevada e eritematosa (estrias 
rubras), no entanto, na fase crônica, transformam-se em cicatrizes atróficas 
hipopigmentadas (estrias albas). Os locais anatômicos com maior incidência 
são o abdome, os seios, as coxas e as nádegas (SINGH; YADAV, 2016).
O tratamento de estrias com o uso do microagulhamento consiste em 
estimular a proliferação de fibroblastos e a produção de colágeno para a 
regeneração da pele estriada. O efeito mecânico das perfurações na pele 
faz com que a derme tenha a sua tensão cicatricial diminuída, reduzindo o 
seu relevo cicatricial no caso de cicatrizes hipertróficas e melhorando o seu 
aspecto inestético (SETTERFIELD, 2017).
Uma das primeiras aplicações do microagulhamento foi no tratamento 
para a redução das cicatrizes pós-cirúrgicas. Estudos mostram a eficácia 
da aplicação da técnica na redução de cicatrizes de queimaduras, varicela 
e pós-traumáticas. A eficácia terapêutica do microagulhamento tem como 
base a neovascularização e a neocolagênese pela liberação de vários fatores 
de crescimento que desempenham um papel importante na melhora das 
cicatrizes, principalmente as atróficas (ABDEL-MOTALEB et al., 2020).
Microagulhamento aplicado às disfunções corporais8
Hiperpigmentação
As hipercromias são caracterizadas por manchas acima do tom da pele geradas 
por uma hiperatividade na produção de melanina. Ocorre a hiperpigmentação 
da pele pelo aumento da produção e deposição de melanina pelos melanócitos 
na epiderme e derme. A aplicação do microagulhamento para o tratamento da 
pele hiperpigmentada está associada ao drug delivery de ativos clareadores 
por meio do microagulhamento cosmético (SETTERFIELD, 2017).
Sugere-se o uso de despigmentante, como ácido kójico 1 a 5%, arbutin 
2%, biowhite 1 a 4%, melawhite 1 a 5%, whitessence 2 a 3% ou belides 2 a 5% 
(TASSINARY, 2019).
Para auxiliar no processo de recuperação dos tecidos e otimizar os re-
sultados com a aplicação do microagulhamento, é fundamental fornecer 
às células os elementos essenciais de acordo com a sua função (Quadro 1). 
Quadro 1. Ativos associados ao microagulhamento
Alteração inestética Ativos 
Flacidez cutânea Vitamina C, TGFβ3, vitamina E, 
vitamina A, ácido hialurônico, 
peptídeos de cobre, bioflavonoides, 
arginina e DEMAE.
Cicatrizes e estrias Fatores de crescimento derivado 
de plaquetas, fator de crescimento 
fibroblástico, dermochlorella e 
registril.
Hiperpigmentação Ácido tranexâmico, niacinamida, 
arbutin, ácido kójico e belides.
Fonte: Adaptado de Almeida, Silveira e Carneiro (2020); Coelho e Geitenes (2020); Kalil et al. 
(2017); Machado, Sigales e Solovy (2018); Solon et al. (2020).
De acordo com Setterfield (2017) e Negrão (2015), apesar de ter várias 
indicações, o microagulhamento é contraindicado nos seguintes casos:
 � pele que apresenta irritação;
 � infecções de pele na região;
 � rosácea ativa;
 � ceratose solar e eczema;
 � psoríase;
Microagulhamento aplicado às disfunções corporais 9
 � câncer de pele;
 � manchas e verrugas salientes;
 � úlceras ou lesões abertas;
 � herpes ativa;
 � pacientes em uso de anticoagulantes;
 � acne ativa;
 � pacientes em quimioterapia, radioterapia ou em uso de corticoterapia;
 � diabetes melito não controlada;
 � uso de tretinoína oral com pausa menor que seis meses;
 � pele queimada de sol.
Método de aplicação dos dispositivos
Para a realização do microagulhamento é necessário que o cliente esteja com 
a pele higienizada, livre de qualquer tipode produto cosmético ou maquia-
gem. Após a higienização, deve ser realizada a assepsia da pele com álcool 
ou produto específico que contenha clorexidina (NEGRÃO, 2015).
Antes de iniciar a primeira sessão, é viável realizar o registro foto-
gráfico do cliente para acompanhar o resultado do tratamento. Para 
tal, o cliente deve assinar o termo de consentimento. 
A aplicação do microagulhamento por rolete (roller) no corpo é feita em 
quadrantes equivalentes a quatro vezes a largura do equipamento, e os 
movimentos são realizados em quatro direções: vertical, horizontal, diagonal 
direita e diagonal esquerda. Em cada direção de aplicação são realizadas 10 
passadas ou cinco movimentos de vai e vem na mesma direção. Após as pas-
sadas serem realizadas, são aplicados os ativos selecionados (NEGRÃO, 2015).
Durante a aplicação é necessário manter a concentração, tendo cuidado 
para não aplicar em quadrantes muito grandes, pois isso dificulta o controle 
dos movimentos e da pressão. O profissional deve parar o movimento para 
então levantar o equipamento e mudar a direção de aplicação (Figura 5). 
Microagulhamento aplicado às disfunções corporais10
Figura 5. Aplicação do microagulhamento por rolete. Direção da aplicação do dispositivo roller. 
Fonte: Lima, Lima e Takano (2013, p. 112).
Para a aplicação do microagulhamento elétrico é necessário realizar a 
aplicação do ativo antes de aplicar a caneta na pele, para promover o desli-
zamento do dispositivo. A caneta é aplicada a 90° com movimentos lineares 
e circulares, de duas a 10 passadas em cada região. Durante o procedimento, 
o profissional pode ajustar o tamanho da profundidade das puncturas no 
próprio equipamento. Após finalizar a aplicação na região, deve-se aplicar 
novamente os ativos (SETTERFIELD, 2017).
Nos últimos anos houve aumento na procura pelo tratamento com o micro-
agulhamento devido à sua eficácia, com resultados clínicos expressivos sem 
período prolongado de recuperação. Em geral, o procedimento é seguro, com 
aplicabilidade em diferentes alterações inestéticas, podendo ser realizado 
em fototipos altos de forma segura.
Referências
ABDEL-MOTALEB, A. A. et al. Combined microneedling with topical application of 
platelet-rich plasma versus microneedling alone in the treatment of stria distensae: 
clinicopathological analysis. Journal of Dermatological Treatment, 2020.
ALMEIDA, B. K. C.; SILVEIRA, C. C.; CARNEIRO, F. M. O uso de algas em cosméticos: um 
estudo cienciométrico. Journal of Biology & Pharmacy and Agricultural Management, 
v. 16, n. 1, p. 41-57, 2020. Disponível em: http://revista.uepb.edu.br/index.php/biofarm/
article/view/5211. Acesso em: 22 out. 2020.
ALSTER, T. S.; GRAHAM, P. M. Microneedling: a review and practical guide. American 
Society for Dermatologic Surgery, 2017. Disponível em: https://www.researchgate.
net/publication/318997589_Microneedling_A_Review_and_Practical_Guide. Acesso 
em: 10 out. 2020.
Microagulhamento aplicado às disfunções corporais 11
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tratamento do melasma feminino. Revista Eletrônica Acervo Científico, v. 11, 2020.
KALIL, C. et al. Microagulhamento: série de casos associados drug delivery. Surgical 
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cosmetic.org.br/detalhe-artigo/560/Microagulhamento--serie-de-casos-associados-
-drug-delivery. Acesso em: 21 out. 2020.
BRAGHIROLI, C. S.; CONRADO, L. A. Microagulhamento e distribuição transepidérmica 
de drogas. Surg Cosmet Dermatol, v. 10, n. 4, p. 289-297, 2018. Disponível em: http://
www.surgicalcosmetic.org.br/detalhe-artigo/677/Microagulhamento-e-distribuicao-
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LIMA, E. V. A.; LIMA, M. A.; TAKANO, D. Microagulhamento: estudo experimental e classifi-
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SINGH, A.; YADAV, S. Microneedling: advances and widening horizons. Indian Dermatology 
Online Journal, v. 7, n. 4, p. 244–254, 2016. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.
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SOLON, S. M. L. et al. Efeitos dos ácidos kójico e belides no clareamento de hipercromias 
da região axilar. Diálogos Acadêmicos, v. 9, n. 1, p. 48-56, 2020. Disponível em: http://
revista.fametro.com.br/index.php/RDA/article/view/254. Acesso em: 22 out. 2020.
TASSINARY, J. Raciocínio clínico aplicado à estética corporal. Lajeado: Estética Experts, 
2019.
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testados, e seu funcionamento foi comprovado no momento da 
publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas 
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